
Parabéns, Nicholas Sparks! Primeiramente, por construir uma história que teria tudo para ser igual as outras, mas tem um diferencial, ela talvez seja a história mais comovente de todos os tempos. Ou ainda a mais triste, a mais especial e ainda assim, a mais linda.
"Esta é a minha história - e prometo contar tudo.
No início você vai sorrir e, depois, chorar - não diga que não avisei."
Um amor pra recordar trouxe a mim, primeiramente o filme, e confesso que mesmo lendo a obra depois, não me decepcionei. O filme é diferente em vários aspectos, o que é normal de se esperar de todas as versões cinematográficas de adaptações de obras literárias, mas ainda assim também é tão bom quanto o livro.
As principais diferenças estão em algumas cenas e principalmente em Landon Carter. A história de Jamie e Landon, na verdade, não começa da forma como foi mostrada no filme. Landon opta por cursar as aulas de teatro por vontade própria, como ele mesmo diz, "era teatro ou física, então optei pelo mais fácil." Jamie Sullivan é conhecida por ele desde a infância, mas só vem a ter contato com o mesmo, nas aulas de teatro que é aonde surge o romance, que é como o filme.
As cenas entre eles, porém, são mais detalhadas no livro, certamente, e a magia que vai acontecendo aos poucos é imensa e nostálgica, não há como não se emocionar. Landon Carter, como havia dito anteriormente, também é diferente, aliás totalmente diferente do Landon Carter, interpretado por Shane West. O Landon de Sparks é mais doce, muito menos rebelde e mais consciente de seus atos. No filme nos deparamos com um verdadeiro rebelde, aliás, muito bem interpretado por Shane, mas na obra nos deparamos com um garoto que não teve o pai por perto e por esse motivo faz coisas estranhas, como comer amendoins no cemitério, nada rebelde para o que vimos no filme. O Landon, de Sparks, é doce sim, é romântico e especial, feito como uma luva à Jamie.

"Pela primeira vez desde que a conheci, seu cabelo cor de mel não estava preso em um coque. Em vez disso, estava solto e era mais comprido do que imaginava, bem abaixo dos ombros. Havia um pouco de glitter espalhado pelos fios, refletindo luzes do palco, brilhando como uma auréola de cristal. Combinado com o vestido branco feito especialmente para ela, era algo absolutamente incrível de se observar. Não se parecia com a garota que eu havia visto crescer ou com a garota que eu havia conhecido recentemente."
Já a protagonista, Jamie Sullivan, é verdadeiramente a mesma interpretada por Mandy Moore, e não tem nada de exagero no que vimos no filme. Ela é exatamente do jeito que a assistimos no cinema, cheia de fé, amor, perseverança e compreensão. Suas frases têm o mesmo impacto, suas vestimentas são descritas da mesma forma e ela nos encanta de forma muito maior.
"No momento em que me contou, senti o sangue fugir da face, e um turbilhão vertiginoso de imagens golpeou a minha mente. Era como se, naquele breve momento, o tempo tivesse repentinamente parado e eu conseguisse entender tudo o que havia acontecido entre nós. Entendi por que ela quis que eu participasse da peça de teatro; entendi por quê, ao final da primeira noite do espetáculo, Hegbert havia sussurrado para ela com lágrimas nos olhos, chamando-a de "meu anjo"; entendi por que ele parecia tão cansado o tempo inteiro e por que ficava incomodado quando eu ia até a casa deles, por que ela queria que o Natal no orfanato fosse tão especial, por que ela achava que não iria para a faculdade, por que ela havia me dado a sua Bíblia."
Foi um livro que não li com toda a velocidade que poderia, mas ainda preferi que fosse dessa forma, pois a complexidade e os sentimentos que essa obra aflora em nós são muitos e preferi ir me dosando pouco a pouco. Ultimamente, me emociono com mais frequência e a minha Maitê vivencia tudo comigo, por isso preferi ir chorando e sorrindo pouco a pouco, mas de forma profunda, pois o que Nicholas Sparks descreve em cada página é o mais puro sentimento do mundo, e não é exagero dizer exatamente essas palavras. Um amor pra recordar é uma obra que irei sempre me recordar mesmo!
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