quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Resenha: "O Enigma do Morango" (Joanne Fluke)


Tradução por Alice Klesck

Por Eliel: Essa é a continuação da deliciosa, literalmente falando, série "Hannah Swensen Mysteries". Um novo assassinato abala a pequena cidade de Lake Eden.

Em "O Enigma do Morango" Hannah é convidada para ser a jurada principal do Primeiro Concurso Anual de Sobremesas das Fábricas Hartland Flour. A cidade de Lake Eden fica mais agitada do que o costume nessa época do ano. E essa agitação vai à mil quando um dos jurados convidados é encontrado morto em sua própria garagem.
Havia algo maravilhoso quanto a uma folha em branco de um bloco. As linhas estavam ali, simplesmente esperando para serem preenchidas, e a página podia se transformar em qualquer coisa, desde uma lista de supermecado até a abertura de um grande romance. As possibilidades eram infinitas.
Conhecendo a fama da Srta. Swensen era de se esperar que o corpo fosse encontrado por ela. O pior de tudo é que, mais uma vez, uma de suas sobremesas estava na cena do crime. Ela deveria seguir o conselho da  mãe, Delores, e parar de encontrar corpos. Ou não, pois isso gera ótimas aventuras para nós, leitores. Mas é claro que ela não sai pela cidadezinha procurando vítimas de assassinato, simplesmente acontece de ela estar no lugar certo na hora certa.

E mesmo com a proibição do detetive Mike Kingston ela vai atrás do verdadeiro culpado e arrasta sua irmã, Andrea, para essa empreitada sigilosa. A lista de suspeitos é enorme, e a cada capítulo só parece aumentar. Parece que o Sr. Boyd Watson fez muitos inimigos durante a vida.
Cozinhar era uma vocação para ambos os sexos.
Entre receitas novas e os tradicionais cookies de chocolate, Hannah tem que encontrar tempo para suas constantes aparições no jornal para preparar suas delícias, o concurso de sobremesas e para bisbilhotar por aí à procura de provas que inocentem a sua amiga e viúva de Boyd, Danielle.

Mais uma vez apostando da deliciosa combinação de suspense e gastronomia, Joanne Fluke, incrementa esse volume da série com várias habilidades que a mesma adquiriu durante a vida, por exemplo, ela já trabalhou como professora, psicóloga, musicista, assistente de detetive particular, cozinheira, assistente de produção em um programa de TV, além de mãe, esposa e dona de casa. Não se surpreendam de ver três ou quatro dessas habilidades ao decorrer dos capítulos.
 Se chocolate fosse obrigatório no café da manhã, as pessoas seriam menos rabugentas logo cedo.
E ficamos ansiosos para a continuação da série. O título do próximo livro é Blueberry Muffin Murder, não vou me arriscar a fazer uma tradução livre.

Querem sentir o gostinho do livro? Aí vai o primeiro capítulo para vocês ficarem com aquele gostinho de quero mais e correr para a livraria mais próxima e ter mais esse delicioso (sem exageros) livro. E de bônus a receita do "Bolo Swensen" de Morangos e Chantilly, clique aqui.

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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Resenha: "O Caminho" (Richard Paul Evans)

Por: Cari Vieira: "O Caminho" é a sequência do livro "O Encontro" que integra a série caminhos da Editora Lua de Papel.


Para iniciar essa resenha gostaria de ressaltar que achei interessante o fato de que quem não leu o primeiro livro conseguirá acompanhar tranquilamente este, pois o protagonista vai mencionando, sempre que necessário, atos relevantes que foram contados  no livro anterior.

O livro começa com o personagem principal Alan Christoffersen no hospital, após ser atacado por um grupo de rapazes na estrada. Ao seu lado está uma jovem que ele ajudou na estrada em Spokane. A polícia a contactou porque foi o único nome que encontrou junto aos seus pertences. A moça se apresenta como Angel e passa a visitá-lo regularmente. Quando a médica lhe explica que precisará de repouso para se recuperar, Angel prontamente, se oferece para ajudá-lo convidando-o a morar com ela em seu apartamento.
"Em algum ponto entre ser esfaqueado e acordar no hospital tive uma experiência difícil de descrever. Pode chamar de sonho ou visão, mas McKale veio a mim. Ela me disse que não era minha hora de morrer, que ainda havia gente que eu estava destinado a conhecer. Quando perguntei quem, ele respondeu "Angel". Quem é essa mulher?"
Vivendo juntos eles vão construindo uma convivência amigável e com o tempo, Alan  fica curioso para entender por que não há fotos de parentes ou amigos da moça pelo apartamento, por que ela chora a noite e por que reluta tanto em falar sobre o passado.
"Fui arrastando os pés até o meu quarto, com Angel ao meu lado. quando cheguei à porta virei-me para ela. - Obrigado por tudo. Você é mais que uma boa enfermeira, é uma boa pessoa.
Ela me olhou nos olhos com uma luz que não consegui interpretar. - Eu gostaria que isso fosse verdade - disse ela, depois sumiu em seu quarto."

Ambos desenvolvem o hábito de assistir juntos a clássicos do cinema americano e, um dia, após assistir um desses filmes, ele finalmente entende o que está acontecendo com Angel e ela acaba contando os fatos de seu passado difícil.
"Nós humanos nascemos egocêntricos. O céu troveja e as crianças acham que Deus  está zangado com elas por algo que fizeram. os pais se separam e as crianças acham que é culpa delas, por não terem se comportado bem. crescer significa deixar de lado nosso egocentrismo pela verdade."

É a partir desse momento que Alan a ajuda a recomeçar, ele a incentiva a encontrar um novo sentido para a vida exorcizando os fantasmas do passado. Ele a convence que precisa de amigos e Angel passa, então, a conviver mais com Bill, um senhor solitário que é seu senhorio e a estudante Christine, sua vizinha.

O acidente sofrido por Alan faz com que seu pai o procure e eles conseguem aparar as arestas que prejudicavam o relacionamento entre pai e filho.
"Meu pai veio, Independente do que ele dissesse, seu gesto de vir me procurar falou mais alto."
Quando se recupera, Alan resolve recomeçar sua caminhada com o objetivo de chegar a Key West e, apesar de ser difícil despedir-se da agrande amiga que o auxiliou em um momento muito difícil, ele sente que é a hora de seguir com seus planos.
"Peguei minha mochila e a ergui até o ombro. (Ela) ficou  de braços cruzados, ocasionalmente limpando uma lágrima do rosto.
respirei fundo e disse - A gente se vê.
- A gente se vê."
Nessa nova jornada ele conhece Kailamai, uma adolescente órfã que está na estrada fugindo dos lares adotivos. Alan a salva de ser atacada por alguns rapazes e a partir daí eles caminham juntos por um tempo.
"Eu já tinha visto o suficiente. Subi na beirada da estrada e gritei: - Deixe-a em paz."

Ao conhecer toda a história de Kailamai e seus sonhos, Alan tem uma ideia brilhante a acaba contribuindo para colocar a jovem no caminho de transformar seu futuro e de alcançar o que tanto deseja, novamente então, ele passa a seguir seu caminho sozinho.
"Hoje eu fiquei sabendo a história de Kailamai. É quase tão difícil acreditar que alguém com tantas provações tenha tanta esperança quanto crer que haja aqueles com tantas vantagens e são tão desesperançados. "
Gostei mais deste segundo livro do que do primeiro, simplesmente porque neste, as descrições dos caminhos e cidadezinhas, que me cansaram no outro, ficam relegadas aos capítulos finais. O final de "O Caminho" também é mais marcante, deixando-nos curiosos para saber do que se trata e o que vai acontecer.

Novamente é o protagonista que narra a história o que nos aproxima ainda mais de suas angústias, problemas e decisões.Richard Paul Evans escreve muito bem com uma linguagem simples e cotidiana. A Lua de Papel fez um trabalho muito bom com a revisão e edição desse livro, entretanto não entendi muito bem a escolha da capa. Apesar dela ser linda e similar a do primeiro livro, considero que não tem muito a ver com o conteúdo do mesmo. Em "O Encontro" associei a capa a história de amor interrompida pela morte de McKale, mas, em minha opinião a capa do segundo livro deveria tratar mais de amizade, coragem e força de vontade que são seus temas principais. De qualquer maneira é lindas e, com certeza, chama a atenção do leitor, mas, não diz muito sobre a obra em si.

Como no livro anterior, há passagens muito bonitas que nos fazem parar, pensar e refletir sobre nossos problemas, nossas escolhas e principalmente sobre como estamos vivendo a nossa vida. Como vocês podem perceber.
"Todo mundo tem problemas. A questão é a forma como você lida com eles. Algumas pessoas escolhem ser choronas, outras escolhem ser vencedoras. Algumas escolhem ser vitoriosas, outras escolhem ser vítimas."
Indico para aqueles que gostam de livros de auto-ajuda, de histórias de superação e de mensagens positivas.

Espero que gostem da resenha
Quero ler os comentários!
beijos
Cari

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Resenha: "Garras de Grifo" (Leandro Reis)

Por Sheila: Oi pessoas! Hoje vim aqui para apresentar a vocês o novo livro de Leandro Reis, autor pelo qual - diga-se de passagem - me tornei uma fã incondicional. Já lançamos por aqui as resenhas da trilogia Legado Goldshine: 

- Filhos de Galagah (livro 1),  
- O Senhor das Sombras (livro 2) 
- Enelock (livro 3)

Para quem já leu os citados, fica um pouco mais fácil de se entender a estória, que se passa algo em torno de umas quatro ou cinco décadas após o término do último livro da trilogia.

Enfim, vamos ao "Garras de Grifo". Alexia e Ingrid são irmãs gêmeas. Isso pode não significar muita coisa neste mundo, no momento presente, mas em Grinmelken, no clã dos Grifos - um dos clãs das planícies bárbaras - esse é um presságio de má sorte, devendo um dos filhos ser sacrificado. Afinal "Dois grifos não nascem de um mesmo ovo".

O pai das meninas, no entanto, é o bravo guerreiro Reimbrand, o Ágil, e amou suas duas menininhas no segundo em que as viu, decidindo ficar com as duas apesar das exigências do xamã de seu clã pelo sacrifício de uma delas ao Grande Grifo. Para tanto, embrenhou-se na floresta, trazendo em sacrifício dois leões, um por cada uma de suas filhas, e carregando no corpo as marcas da batalha. 

Mas para um Grifo, povo bárbaro e feroz, a palavra amor tem um significado diferente do que poderíamos imaginar. Assim as gêmeas, desde tenra idade, tiveram de submeter-se a rigorosíssimos exercícios e treinos, a fim de se tornarem dignas de seu povo e bravas guerreiras.
Estavam debaixo do sol quente há uma hora, o que faria outras crianças com cinco verões pedirem água e procurarem sombra. Mas eram filhas de Reimbrand, e apanhariam muito se não cumprissem seu treinamento (...)
O pai aproximou-se lentamente avaliando-as.
- O que estão fazendo? - perguntou.
Ambas o encararam, orando ao Grande Grifo para que tais palavras não fossem para elas.
- Concentrem-se! - gritou ele, estampando a mão aberta nas costas de Ingrid. A criança foi ao chão, levantou-se, girou a espada e reassumiu a postura, apontando para a irmã.
Alexia colocou os olhos nela e ambas vislumbraram lágrimas, medo e ódio.
Com o passar dos anos, as duas gêmeas crescem transformando-se em bravas guerreiras. Ingrid, mais forte e destemida, Alexia, mais ágil e inteligente. No entanto, "ganância e traição" (como nos conta a sinopse do livro) vem dividir e arruinar seu povo. Terão as gêmeas coragem para lutar contra o próprio pai, que num acesso de raiva assassinou-lhes a mãe? Ou a rivalidade entre as duas, presente desde a infância, acabará por afastá-las definitivamente?
- Desde pequenas eu as vejo competir. Ingrid sempre provou ser a mais forte e resistente - disse ele arrancando um sorriso ainda mais largo da jovem bárbara. Continuou: - Alexia, por sua vez, sempre mais ágil e esperta. Entendam, minhas crias, uma é o leão, a outra, a águia. Juntas, vocês são o grifo.
O sorriso sumiu. Como Alexia era mais ágil? De onde ele tirara isso?
- Vocês precisam se superar! - o tom do líder mudou e, de repente os elogios deixaram de ser importantes. - Alexia precisa se tornar mais forte e resistente, e Ingrid, você precisa ficar mais ágil e esperta. Pois logo o destino irá separá-las e de nada me servirá apenas um leão ou uma águia. Nossa tribo precisa de Grifos. É isso que lhes ordeno. Tornem-se Grifos!
Este é um livro de ação e aventura, onde a honra acaba sempre ficando em primeiro lugar, na luta contra a ganância e a sede de poder. A narrativa de Leandro é brilhante, consegue descrever todas as cenas de forma a fazer com que nos sintamos transportados até as batalhas que as gêmeas terão de lutar - em grande parte do livro separadas - para resgatar seu povo.

Mas preparem-se para lutas ruidosas, com muito sangue derramado, membros decepados, mas também planos ardilosos e reviravoltas surpreendentes. Ah, e para quem leu Legado Goldshine, teremos também a participação de um personagem muito querido do clã de Galatea - mas que não vou contar quem é, para não estragar a surpresa!

Enfim seja você fã de literatura fantástica ou não, é um livro que realmente vale a pena ser lido, arte e capa bem feitos, narrativa empolgante, estória bem construída e amarrada, sem pontas soltas. Recomendo!


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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Filme: "Amanhecer- Parte 2"


A “Saga Crepúsculo” chega ao fim. 
 
Depois de muito sucesso nas bilheterias, com ao todo 5 filmes lançados, é hora de se despedir da história de amor entre uma humana e um vampiro que conquistou muita gente.

Após assistirmos a todos os filmes da saga, percebemos uma grande evolução em termos de efeitos visuais e até mesmo nas interpretações e o principal, “Amanhecer- Parte 2” traz uma grande surpresa no roteiro que nem os fãs do livro estavam esperando. Seria esse, o grande trunfo do filme.

Bella agora é uma vampira e mãe de Renesmee. A criança, por sua vez, é metade vampira e metade humana e não é uma criança imortal, como pensam os Volturi.

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domingo, 25 de novembro de 2012

#PROMO Kit Editora Rocco by Dear Book!

Que tal concorrer a esses super premios? Um sortudo vai levar pra casa:
  • 1 exemplar do livro "Divergente" - Sinopse aqui
  • 1 exemplar do livro "Gata Branca" - Sinopse aqui
  • 1 marcador de "Harry Potter e seus fãs"
  • 1 marcador de "Pretty little liars"

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Resenha: "Persépolis - Completo" (Marjane Satrapi)

Juny: Não costumo resenhar quadrinhos, mas esse é muito especial. “Persepolis” é um quadrinho biográfico que conta a vida de Marjane em meio a história do Irã. Essa é a versão completa, mas é possivel encontra-lo dividido em vários volumes.

No inicio temos um breve relato da história do Irã, marcada por muitas guerras e conquistas do território por outros povos. Somos apresentamos a Marjane, ainda criança, tentando entender as mudanças a sua volta, quando começa a “Revolução Islamica”, onde de repente tudo muda ao seu redor, ela passa a ser obrigada a usar o véu, sua escola passa a ser só de meninas e muitas coisas passam a ser proibidas.

A autora conta com muitos detalhes e sensibilidade todas as mudanças que vivenciou em seu país. Apesar de ser tudo tão triste, ela consegue colocar um pouco de humor em meio a toda essa tragédia. E também há o sentimento de união de sua família, que é obrigada a seguir esses costumes loucos fora de casa, mas tenta manter seu jeito ocidental e livre dentro de casa, bem escondidos para evitar denuncias dos vizinhos.

É difícil descrever o que Marji nos mostra da guerra entre Irã e Iraque, onde o islã coloca crianças para lutar, fazendo promessas de que se morrerem irão para um paraíso cheio de comida e mulheres, coisas que ainda acontecem em países muçulmanos. Onde a cultura só valoriza os mártires, vitimas de uma guerra que não era delas. E que todos que são contra essas ideais são presos, torturados e mortos, o governo faz de tudo para calar quem ainda insiste em pensar e questionar. As mulheres não tem direito a nada, estão no mais baixo patamar nessa sociedade extremamente machista e Marji com sua personalidade forte acaba se metendo em muitas encrencas por não concordar com isso.


Um lugar onde pequenas coisas, como usar o véu um pouco para trás mostrando um pouquinho do cabelo ou usar alguma maquiagem já é um extremo ato de rebeldia contra os costumes, passível de punição. Onde é inadmissível a existência de casais que não são casados, e se forem pegos, são presos e punidos. E o pior é que tudo isso é real, ela presenciou e ainda acontece nesses paises.

Tudo isso faz com que a família de Marji a mande para estudar na Europa, onde acreditam que ela viverá melhor e com mais liberdade. Lá vemos as passagens mais fortes do livro, as mudanças de Marji e seu contato com drogas e sexo. É

Tentei contar um pouco do que é mostrado nesse quadrinho, mas há muito mais, é necessário a leitura e a reflexão. É um choque de realidade para nós ocidentais. Uma leitura mais do que recomendada.

Também há uma animação francesa com a história dos quadrinhos. Ainda não vi mais para quem se interessar segue o trailer:


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#Resultado das promoções de Novembro

Confira aqui o resultado das seguintes promoções:


- Promoção de "Belo Desastre"
- Promoção de "1 Ano da Coluna de Séries com The Vampire Diaries"
- Promoção de “As nove vidas de Chloe King”

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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Ofertas por ai #13 - Black Friday

E não poderiamos deixar de falar os babados da Black Friday que estão rolando na net entre hoje e amanhã!

Esse post pode ser atualizado a qualquer momento com mais novidades! ;D
Os preços informados aqui valem para o dia da postagem, afinal as Lojas Virtuais os mudam o tempo todo e não nos responsabilizamos por essas mudanças.

Para ver as ofertas anteriores clique aqui.
Clique nos links (em vermelho) para acessar as ofertas. ^^

 PROMOÇÕES - WALMART:

 Box e Coleções - Submarino:

R$ 9,90 Submarino - Black Friday


[Lista com todos os livros de R$ 9,90 aqui]


SARAIVA: Desconto Progressivo:

 
Qualquer problema com os links ou alguma novidade que nós ainda não comentamos nessa coluna ou nas anteriores, coloque nos comentários! ;D

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[Gastronomia & Literatura] A Volta ao Mundo em 80 Pratos #3

Boa Tarde, Pessoas!

Próxima parada da nossa viagem pelo mundo é o Afeganistão, uma escolha um pouco inusitada eu sei. Exótico e até por certas vezes temido ele guarda grandes tesouros da literatura e da gastronomia.

Acredito que a maioria já deve ter lido algum livro do autor afegão Khaled Hosseini. E para hoje a indicação é o segundo livro do autor: A Cidade do Sol.

Sempre apostando no drama e na emoção, ele escreve com uma carga de realidade empolgante e envolvente.

Para mais informações sobre o livro, clique aqui.


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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Resenha: "As aventuras de Tintim – O Romance" (Alex Irvine)

- Clique aqui para saber mais sobre o desenho

Por: Carine Vieira -
Ao receber esse livro, fiquei muito contente pois ainda não tinha visto o filme (mas tinha lido boas críticas) e sempre prefiro ler os livros antes. Como não conhecia nada sobre a série não sabia que, sendo uma exceção a regra, esse livro baseia-se no roteiro do filme que foi escrito por Steven Moffat, Edgar Wright e Joe Cornish que por sua vez basearam-se na série "As aventuras de Tintim" de Hergé.

Agora vamos a história: Tintim é um jovem repórter que está a procura de boas histórias. Um dia, no mercado, ele consegue vencer os outros interessados e compra uma miniatura de um navio que havia afundado fazia alguns séculos, o Licorne.

"Ei amigão", (o americano) perguntou a Cabtee, apontando com a cabeça para o Licorne. "Quanto quer pelo barco?"
"Desculpe-me", disse Cabtree, "mas acabei de vendê-lo para esse jovem cavalheiro."
Em um acidente, seu cachorro terrier Milu, esbarra na miniatura e Tintim descobre então, uma mensagem secreta escondida dentro do mastro.
"Tintim percebeu a oportunidade para espantar o gato da sala. Curvou-se para mantê-lo perto da parede, empurrando-o em direção à janela. mas ouviu um barulho atrás dele e virou-se percebendo que Milu pulara em cima do aparador atrás do gato... e derrubara a miniatura!"
A mensagem atiça a curiosidade do jovem, pois ela é extremamente enigmática. Diante disse, ele resolve desvendar o mistério e descobrir do que se trata tudo aquilo e sai em busca de pistas.
"Pegou a lupa e desenrolou o pergaminho, desamassando-o sobre a mesa. (...) Olhou com a lupa e conseguiu ver o que estava escrito
"Três irmãos unidos", leu em voz alta para Milu ouvir. "Três Licornes em comboio vagando ao sol do meio dia. porque é da luz que virá a luz e, então, resplandecerá para sempre a Cruz da Águia."
Aos poucos as pistas vão surgindo e seguindo-as ele acaba sequestrado e levado para alto mar, lá ele conhece o Capitão Haddock, um amigável lobo do mar, que está sendo feito prisioneiro em seu próprio navio.
"Saindo do curral de gado, Milu foi até as docas e viu o caixote que carregava Tintim ser embarcado em um enorme navio cargueiro. Diminuiu a velocidade e tentou manter-se fora do campo de visão, escondendo-se atrás de um grande rolo de corda."

O ancestral do Capitão, Senhor Francis Haddock, comandou o navio citado na mensagem que Tintim encontrou. Nosso protagonista passa a acreditar que pode descobrir a verdade e talvez até encontrar um tesouro. Buscando solucionar as questões que aparecem, Tintim, Milu e o Capitão enfrentam diversos perigos e inimigos para alcançar o objetivo que os motiva a seguir nessa empreitada.

Vale a pena destacar o trabalho primoroso de diagramação e edição deste livro. A fonte utilizada é do tamanho ideal para uma boa leitura e o papel utilizado é o mais apropriado para uma boa leitura, enfim, tudo contribui para que essa leitura seja extremamente agradável e divertida. A única ressalva que faço, por uma questão de gosto pessoal são os diálogos sem travessão. Fico bastante incomodada com os livros que usam a técnica do diálogo entre aspas, mas como mencionei, é questão de gosto.

Com muita ação e mistério, esse livro é muito interessante para os que curtem esse tipo de leitura. acredito que os mais jovens e as crianças se interessarão e muito pela narrativa. A série Tintim tem muito fãs de forma que acredito que este livro terá boas vendas e uma ótima aceitação no mercado.

- Confira o trailer do filme:


Espero que tenham gostado. Não deixem de comentar.  Quero saber a opinião de vocês!!!!
 beijos,

Cari

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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Resenha: "Ninguém enriquece por acaso" (Jacob Pétry)

Por Juny: Fique muito feliz ao receber para resenha um novo livro do autor Jacob Pétry, pois já tive uma ótima experiência de leitura com “O óbvio que ignoramos” (clique aqui para ler).

Nesse livro Jacob continua com o formato de autoajuda que não cai em clichês, muito bem embasado com estudos científicos e exemplos de pessoas famosas. Através dessas pesquisas e testemunhos ele nos mostra que essas pessoas não enriqueceram por acaso, que há muito esforço e persistência por trás do sucesso.
“Quando você cria um propósito definido, você desafia as suas convicções. Quando você cria um desejo, um propósito externo, você desafia sua autoimagem. De um lado, existirá o desejo de querer realizar seu propósito e, do outro, a sua autoimagem impondo as suas limitações. Nesse momento você terá uma escolha a fazer, e, para mudar, você precisará agir, apesar da sua autoimagem não ver aquilo o que você gostaria.”
Embora eu não simpatize com George W. Bush, por todas as guerras que ele causou ou participou, sua biografia, contatada no capitulo 1 me surpreendeu bastante. Por ser filho de um ex-presidente, pode parecer que foi fácil para ele chegar lá, mas não, foi exatamente ao contrario, os obstáculos foram maiores do que os de seus concorrentes.

Contamos também com relatos da experiência dos sobreviventes do pior desastre aéreo da história da humanidade, nas Cordilheiras dos Andes, os sobreviventes caíram no meio da neve e chegaram ao ponto de consumir carne humana. Onde a persistência de Nando Parrado deu forças para ir além de seus limites para buscar ajuda e conseguir salvar alguns dos sobreviventes.

“O que a criação do facebook, a descoberta da penicilina, do viagra e da estrutura do DNA tem em comum?
Destaquei apenas dois exemplos dentre dezenas de outros que podem ser encontrados no livro, falar sobre eles seria como estragar uma descoberta que deve ser realizada durante a leitura. Cada um tem a sua importância e mostra uma faceta de pessoas que investiram tudo em seus sonhos, convicções e propósitos. As teorias expostas por Jacob, são bem explicadas, de forma que não parece um livro técnico e o publico em geral consegue acompanhar seu raciocínio.
“Quase sempre nos envergonhamos com as derrotas, erros e fracassos. Por isso, nos empenhamos em campanhas bobas para defendê-los e evita-los. Por um estranho motivo, queremos evoluir sem errar. Podemos ter dois tipos de atitude diante do erro: justificar-se e colocar a culpa nos outros, nos fatos ou nas circunstancias; ou agir com naturalidade e assumir o erro.”
Comecei a ler esse livro quando estava estudando para concursos e busquei força nesses exemplos, que foram importantes, além do estudo, persistência e esperança, que somados me ajudaram a conquistar meu objetivo, fui a 5ª colocada de um dos concursos bancários mais concorridos do Brasil em minha região (concorrendo com mais de 8 mil pessoas) e consegui escolher exatamente onde gostaria de trabalhar devido a colocação. Não importa o fato que ninguém acreditava, porque eu acreditei e consegui realizar.

A mensagem que o livro me passou é que o impossível é só uma questão de opinião, que as pessoas de maior sucesso acreditaram e investiram todas suas forças em prol dos seus propósitos e isso que faz toda a diferença. Enriquecer é uma consequência. Recomendo muito a leitura!

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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

[Minhas palavras] Recomeço(s)



A coluna "Minhas Palavras" apresenta textos originais, de diversos temas, produzidos pela equipe do Dear Book.
"Recomeço(s)"

Por: Sheila Schildt, Psicóloga Clínica e Resenhista do blog.

Créditos da imagem aqui
Desistir ou continuar tentando? Dizer ou calar? Lutar, ou ter paciência para esperar o tempo certo? Ir embora ou ficar? Ser firme ou ser flexível? Se superar, ou reconhecer seus limites? Ir em busca de respostas, ou aprender lidar com a incerteza? Essas são apenas algumas (bem poucas) das dúvidas que parecem assolar essa minha cabecinha volta e meia. Com vocês isso também acontece? Espero que não com a mesma freqüência que comigo ...

Mas cada vez chego mais a conclusão de que às vezes temos a tendência a ser muito extremistas. Tudo precisa ser sim ou não, preto ou branco, 8 ou 80. Vivemos em uma época em que o imediatismo parece ser o que impera com mais vigor, fazendo com que as pessoas busquem por soluções rápidas, preferencialmente indolores. Esta aí a indústria das cirurgias plásticas que não me deixa mentir.

Afinal, o que realmente queremos? Para onde estamos indo? As vezes vejo pessoas presas em ciclos de repetições infindáveis e isso me entristece, não só por ver aquilo para o que o outro é cego, mas por saber que esta cegueira também existe em mim. Apesar de que me parece, analisando a questão mais a fundo, que nossa vida é mesmo como um circulo sem fim, não linear, mas como uma mola, expandindo-se sempre.

Então, a questão é: teremos que repetir algumas experiências, até a exaustão, pelo simples fato de que ainda não a entendemos de forma correta, assim como deve-se repetir os mais diversos tipos de cálculos matemáticos, de um mesmo período escolar, para só então pode aceder a outros, mais difíceis e mais complexos.

Dúvidas? Sempre existirão. Como poder saber, a priori, o resultado de uma decisão tomada, um caminho escolhido? Claro que a experiência, após trilhar e errar diversas vezes por caminhos tortuosos, nos faz perceber mais claramente os sinais de que estamos mais uma vez nos direcionando para um adejar conhecido.

Só que é justamente este o problema: temos uma séria tendência a nos apegar aos caminhos conhecidos, até por que deles sabemos as curvas e, por pior que isso seja, as vezes parece uma solução mais prática do que tentar um Novo – com N maiúsculo, por que não é por que as coisas aparentam serem diferentes que não são, em seu cerne, fundamentalmente as mesmas.

Afora aquelas dificuldades que nos atingem diariamente, e a muitas vezes complicada interlocução entre os diferentes seres – nem sempre humanos – que conosco habitam o planeta, parece que na maior parte das vezes nos somos nossos próprios e maiores inimigos. As pessoas nos magoam. Mas quem é que se sente magoado? As pessoas nos Irritam. E quem é que fica horas e horas remoendo a discussão que teve com a melhor amiga ou o namorado?

Pois bem, a verdade é que EU é a resposta para todas essas perguntas e, sim, esperamos demais das outras pessoas, por isso toda essa frustração. Lógico que isso não quer dizer que devemos ser pessimistas e esperar sempre o pior das diferentes situações – longe disso. Só quero dizer que somos todos pessoas repletas de pontos, questões, falhas, distorções e que, infelizmente, as vezes não podemos esperar do outro o que ele claramente nos diz que não pode dar.

Como resolver estas questões? Não sei. Sou tentada a dizer que com terapia, pois esta nada mais é que uma busca por auto-conhecimento para aprender a lidar melhor com as incongruências do mundo e do outro; com os ganhos dessa vida, mas também com as perdas. Apesar de que sou suspeita para falar sobre fazer terapia, afinal esse é meu ganha pão!

Mas a proximidade do fim de mais um ano me faz pensar - talvez “encucar” seja uma palavra mais adequada – com todas essas questões, que também são minhas. Respostas? Não tenho nenhuma. Certezas, menos ainda. No entanto, a proximidade do fim de mais um ciclo terrestre, faz com que uma palavra apareça em formas garrafais em minha mente: Recomeço.

Afinal, por mais que a passagem dos dias e a troca de ano seja algo socialmente instituído, nada mais que uma comemoração simbólica (pois a passagem do tempo já foi contada de inúmeras e diferentes formas ao longo dos séculos), o ato de abrir-se a recomeços é o que possibilita ao novo entrar.

E que possamos, todos nós, fazer uma “reciclagem” neste ano que se aproxima do fim, livrando-se das coisas que já não servem mais, e abrindo espaço para que novas experiências venham nos lembrar que sempre é possível Recomeçar e que, por mais que isso seja cansativo, às vezes é exatamente o que faltava em nossas vidas. E bom novo ciclo a todos nós!

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domingo, 18 de novembro de 2012

Resenha: "O noivo da minha melhor amiga" (Emily Giffin)

Por Paula: O livro O noivo da minha melhor amiga, escrito por Emily Giffin, trata primeiramente da amizade antiga entre  Rachel e Darcy, duas mulheres a beira dos trinta anos que apesar de serem amigas não compartilham nada em comum, exceto pelo fato de estarem apaixonadas pelo mesmo homem: Dex, o noivo de Darcy.

Logo no início da trama, Rachel e Dex acabam se envolvendo para desespero da protagonista, pois suas horas de paz e tranquilidade chegam ao fim, afinal, ela acaba de trair sua melhor amiga e o pior: não sente-se  arrependida. Nesse instante um misto de conflitos e sentimentos passam pela cabeça de Rachel e ela não sabe como  agir perante Darcy, pois desconfia de que entregará tudo o que houve, mas isso não acontece, Darcy acha-se boa o bastante para nunca ser traída.

Na verdade, Darcy se acha boa o bastante para ser melhor em tudo, e não que eu tome partido da maravilhosa protagonista que Rachel se torna, mas não desejaria uma amizade assim, pois Rachel não existe,  apenas acata todas as vontades e caprichos de sua amiga, deixando sequer de fazer algo em seu benefício ou algo de que tenha vontade. Darcy a consome de uma forma absurda com seus caprichos e manhas de uma criança.

Rachel, porém, começa a virar o jogo, quando percebe que existe uma vida além de Darcy, que ela, enfim pode querer, ser, estar e fazer o que bem entender e isso é uma das partes que mais gostei de ler, pois vemos uma mudança de submissão para liberdade, a doce e meiga Rachel começa a ter suas próprias vontades e por que não afrontar Darcy?

Dexter, o noivo e amante, respectivamente não se mostra muito atrás e as cenas dele e Rachel são fofas e gostosas de ler, pois nós, antes mesmo deles, nos damos conta de que eles estão apaixonados e que sem dúvida nenhuma: ele fica muito melhor ao lado da protagonista do que da mimada Darcy.


Vários personagens aparecem na trama, como Claire, a mimada amiga de Darcy que daria tudo por um posto de melhor amiga, como Rachel. Marcus, o amigo de Dex, que em determinado momento da trama se envolve com a nossa garota e o gentleman Ethan, que para mim é o must da trama (junto ao casal, óbvio!). Ethan, é a pessoa que não deixa Rachel esmorecer e que a faz, antes de mais nada, ver Darcy da forma como ela é de verdade. Ele a faz se sentir livre, e as cenas são um encanto, não há como não adorá-lo!

A história em si já foi narrada por mim, porém, apenas uma pincelada dos principais fatos, pois ler na íntegra todo esse romance comediante, intenso e bonitinho não tem preço. Não é aquela leitura que vá mudar sua vida, mas sem dúvida é prazerosa a ponto de marcar como um de seus romances preferidos. Me contem depois. Um beijo.

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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

[Séries] The New Normal


Olha a sumida de volta!!! *todos comemoram* Peço desculpas pelo abandono temporário da coluna, mas comecei um estágio em revisão no ultimo mês e minha vida ficou uma correria só!! Agora que estou retornando à minha rotina e me acostumando com todas as mudanças, rs...

E falando em novidades, hoje estou trazendo para vocês uma série estreante do Fall Season, que já conquistou uma legião de fãs e está inovando na televisão americana. Óbviamente, inovar na Tv virou sinônimo de “produção de titio Murphy”... E sim, esta série é produzida por nosso querido Ryan Murphy (Glee, American Horror Story)!!

Venha conhecer The New Normal *--*


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Happy Hour #27 - Miniaturismo

Oi gentee!! Como vão vocês nesse bendito feriadão de Proclamação da República? rsrs Eu amei essa pausa para descansar e colocar as coisas em dia. 

Antes de tudo, gostaria de agradecer o carinho e os comentários na Happy Hour #26. Eu me diverti muito pesquisando todas aquelas lendas e histórias. E vocês nem imaginam o que há fora do Brasil. É cada história!! rs Quem sabe algum dia não falo mais disso aqui? '-' E, além de tudo, ainda recebi muita energia positiva e desejos de boa sorte no (nem tão) bendito ENEM. 

Mas o nosso assunto de hoje é completamente diferente do nosso último encontro. Vamos falar de Miniaturismo! Isso mesmo, a bela arte de reproduzir objetos, lugares e pessoas em tamanhos charmosamente pequenos... '-' Eu acho sensacional e creio que vocês irão curtir também. Preparados?


Ao longo da História...
Castelo de Neuschwanstein, na
antiga Baviera
O Miniaturismo é uma arte bem antiga. Há relatos de indícios encontrados em escavações arqueológicas no Egito, Roma e Grécia! E ao longo do tempo esse costume foi ganhando mais adeptos e se disseminando pelo mundo. 

Em meados do século XVI, o Duque da Baviera, Albrecht V, mandou que construir uma casa de bonecas em miniatura para sua filha, porém dada a riqueza do detalhamento e realismo da obra, o próprio Duque acabou por incluir a casa em sua coleção de obras de arte. Esta casa foi destruída em 1674 em um incêndio no palácio do Duque.


No século XVII, as cozinhas em miniaturas de Nuremberg, na Alemanha, ficaram famosas.



No século XVIII, são criadas os “cabinet houses”- ambientes armados dentro de armários.

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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

[Gastronomia e Literatura] Proclamação da República

Bom Dia Pessoas,

15 de Novembro, Proclamação da República, o fim da Monarquia.

Não vou e aprofundar muito no assunto, pois acredito, que muitos já viram nas escolas os motivos e os objetivos por trás desse movimento político.

Porém, o meu obetivo aqui essa semana é, - aproveitando esse feriadão - preparar uma deliciosa feijoada para a família.

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#PROMO Natal Sobrenatural


Oi Gente! Quando eu disse que nesse fim de ano traria muitas PROMOÇÕES DE NATAL para vocês é porque seriam MUITAS mesmo!

E para quem gosta de vampiros, lobisomens, anjos, fadas e todos os seres do submundo, não pode ficar de fora dessa promoção que preparamos: NATAL SOBRENATURAL.
Um sortudo vai levar para casa 10 livros! \o/

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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Resenha: "Floresta dos Corvos" (Andrew Peters)

Por Sheila: Oi pessoas! Como estão? Espero que todo mundo indo muito bem! Hoje vim apresentar a vocês um lançamento de literatura fantástica lançado pela intrínseca, "Floresta dos corvos". Ark, personagem principal da trama, é apenas um adolescente com um pai doente e recursos financeiros seriamente limitados, que precisa assumir o lugar do pai como encanador para sobreviver e dar auxílio a sua família.
Ark repassou o dia em sua mente. Apenas mais um esgoto entupido, dissera seu patrão, sem querer sujar as mãos brancas e limpas. Você pode resolver isso, Arktorious Malikum. É um trabalho. Na verdade, é um "grande trabalho"! E, convenhamos, você já é marrom ... então, enfiar a mão em uma grande pilha daquilo não vai fazer muita diferença! O homem riu da própria piada. Era o que sempre fazia. Mas aquilo não era motivo de riso.
A princípio, pode parecer uma estória comum, de um garoto vivendo em uma sociedade de desigualdades sociais. Só que Ark não vive em uma cidade, não do que convencionalmente chamamos assim. Ark vive em árvores. Na verdade, as últimas árvores que restam no mundo. Junto com seu povo, os Dendrianos, Ark percorre as árvores da ilha de Arborium desde que se lembra, e a terra lá embaixo é motivo de lendas e muito medo por parte do povo desta cidade suspensa.

Mas o que começa com um dia normal, promete transformar-se numa caçada de vida ou morte, e uma aventura sem precedentes. Acontece que, fora de Arborium, existem outras cidades, mas todas elas de vidro e metal - apesar de que Ark não entende muito bem o que isso venha a ser. Na sordina, espreita o vasto império de Maw, que interessa-se pelas árvores de Arborium. Afinal, num mundo sem árvores, cada lasca de madeira vale muito mais que seu peso em ouro. 

Enquanto Ark consertava os esgotos de um político poderoso de sua terra, conselheiro do Rei, acaba escutando planos que nunca deveria ter presenciado: uma enviada do império de Maw aliando-se ao conselheiro para invadir as terras (opa, os trocos suspensos!) de Arborium, exaurindo suas florestas e fazendo o povo trabalhar como escravo.
Sua mente disparava. O que ele ouvira na área de serviço era uma sentença de morte. Precisava fazer alguma coisa, mas o quê? (...) Palácios grandiosos de vidro espelhado e máquinas de metal que voavam. Para a maioria dos dendrianos, o império distante era mais como um rumor, uma história que espreitava em seus sonhos. Agora esses sonhos, esses pesadelos, estavam prestes a ganhar vida. Pelo que ele ouvira mais cedo, Maw mais parecia um monstro horrível e guloso, ávido por engolir sua pequena ilha e cuspir os pedaços.
Agora, Ark terá que correr contra o tempo, já que o ataque está previsto para acontecer em sua tradicional festa da Colheita - ou seja, dali a cinco dias. Com a ajuda de seu colega de trabalho Mucum - que acaba virando um sincero e bravo amigo - e outras pessoas que encontra por sua jornada rumo ao castelo do rei Quercus, Ark terá de empreender uma jornada surpreendente para salvar a si mesmo, sua família, e todo o estilo de vida de um povo, que conseguiu encontrar uma forma de viver em comunhão com a natureza.

Devo confessar que me apaixonei pela capa. Se a foto aqui em cima é bonita, vocês deveriam ver a original que eu tenho em mãos! Simplesmente fabulosa, cheia de detalhes, e que nos fazem entender melhor algumas das passagens do livro, visualizá-las de forma mais concreta - os encanamentos, por exemplo. Fazia muito tempo que não me deparava com uma capa que me encantasse tanto!

A estória em si é leve, muito bem escrita, faz com que a leitura flua, e quando você percebe o livro já está nas últimas páginas. Apesar de ser mais infanto-juvenil, não deixa de ser uma narrativa interessante e encantadora, que emociona mas também nos faz rir em algumas passagens.

Fora que a ideia do povo das árvores me parece claramente conter uma alusão ao esgotamento de nossos recursos naturais, a ambição desmedida do ser humano, que leva a utilização sem consciência e em pouco tempo do que a natureza leva as vezes milhares de anos para criar em seu processo paciente. Ou seja, uma forma de pensarmos a repeito de ecologia e preservação ambiental. Recomendo!

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