quinta-feira, 30 de maio de 2013

[Gastronomia e Literatura] Sopa de Letrinhas


Olá Pessoas,

Essa semana vou aproveitar e pegar uma carona na resenha que a Gabi fez, que pode ser vista aqui, sobre o livro Sopa de Letras. Como vocês já devem saber a nossa querida Sheila é uma das autoras desse livro.

Esse livro é uma coletânea de pequenos textos e crônicas que representa bem o título que leva e, assim como a receita dessa semana, é feita de poucos ingredientes que podem ser diferentes entre si, mas quando levados à panela dão origem ao mais divertido dos caldos (na minha singela opinião).

Agora chega de falatório e vamos ao que interessa: cozinhar essa Sopa de Letrinhas.

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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Resenha: "Post Mortem" (Patricia Cornwell)

Por Sheila: Oi pessoas! Como vão todos e todas? Hoje venho apresentar a vocês o livro que inaugura a série Scarpetta, que para quem não sabe é a Médica Legista que aparece com bastante freequencia nos livros de Patricia Cornwell. Já publicamos por aqui uma resenha de outro livro deste autora, em que a título é justamente o nome da da Dra Kay Scarpetta, protagonista desta estória. Aliás, recomendo a quem queira ler os dois que leia "Post Mortem" antes, algumas coisas deste outro livro ao qual me refiro ficaram muito mais claras após eu ler este aqui. 

Pois bem, vamos à resenha. A Dra Kay Scarpetta é uma competente médica legista, chefe de seu departamento (medicina legal) em Richmond, onde uma série de assassinatos vem chocando a cidade: mulheres tem sido encontradas em suas residências, vítimas de estupro e estranguladas com requinte de crueldade. 

Tudo leva a crer que A Dra Kay e sua equipe estão com o caso de um Serial Killer, tendo de lidar com a pressão da mídia e de seu chefe, que demonstra um certa antipatia por ela; o policial Pete Marino, que possui uma postura típica do policial grande e machista e também não parece lhe oferecer grande apoio; além do fato de que as pistas encontradas parecem não ajudar nem um pouco para a resolução deste crimes, o que acaba submetendo a Dra Kay Scarpetta a momentos de grande estafa e estresse. 
Tomando mais um gole de vinho, esperei até que reinasse um silêncio absoluto para relaxar meus nervos tensos e afastar as preocupações da mente.
(...) Começava a sentir medo de ir para cama, medo dos momentos no escuro, antes de dormir, temendo o que aconteceria se eu permitisse que minha mente relaxasse e, portanto, abaixasse a guarda. Não conseguia parar de ver as imagens de Lori Peterson. O dique se rompera, minha imaginação fluia descontroladamente, despejando uma imagem mais terrível do que a outra, em sequencia.
A única coisa em comum entre os casos é um peculiar brilho em uma substância encontrada no corpo destas mulheres, mas que não parece apontar para nenhum composto que a equipe conheça ou consiga imaginar que explique sua luminosidade ao raio X.

Além disso, Kay esta com sua sobrinha, Lucy, visitando-a em casa, uma menina de 10 anos que a adora mais que tudo, e a quem se sente deixando de lado para conseguir dar conta da montanha de trabalho do qual precisa dar conta, tanto os casos rotineiros que continuam chegando ao seu departamento, quanto investigar a respeito deste Serial Killer.
"Como esta o tempo?", perguntei sem rodeios.
Bertha e eu trocamos olhares, no vestíbulo amplo. Ela sabia exatamente o que eu queria dizer. Conversávamos sobre isso ao final de cada dia, quando Lucy vinha para minha casa.
"o tempo anda péssimo, doutora Kay. A menina passou o dia no escritório, brincando com seu computador. Nem queira saber! Basta que eu entre lá para levar um sanduíche ou perguntar se precisa de alguma coisa, e ela começa a gritar feito louca. Mas tudo bem." Seus olhos escuros se enterneceram. "ela esta brava porque a senhora precisou trabalhar."
A culpa baixou, varando o cansaço.
Com a última morte, Kay terá de correr contra o tempo para descobrir quem este sádico desumano é, antes que ele faça a sua próxima vítima. Mas com alguns vazamentos de informação acontecendo em seu departamento, a Dra Kay começa a ficar cada vez mais paranóica. Em quem confiar? Como concentrar seu olhar na captura do assassino, quando parece ter sido armada uma trama para tirá-la da chefia do departamento?

Post Morten é tenso do princípio ao fim, cheio de mistério e de momentos psicológicos carregados, nos deixando aflitos em alguns instantes, ansiosos pelo desfecho em outros. O final realmente me surpreendeu, minhas desconfianças estavam direcionadas para uma pessoa totalmente diferente. Apenas algumas passagens que falavam a respeito de detalhes técnicos de informática não ficaram muito claras, mas deve ser por que não entendo nada sobre isso! Enfim, recomendo.

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terça-feira, 28 de maio de 2013

Resenha: "Sopa de Letras" (Diversos Autores)

Por Gabi: Oi pessoal. Hoje venho trazer um livro diferente do que já resenhei aqui. Primeiro, porque é uma obra composta por pequenos textos, contos e crônicas para ser mais exata. Segundo, porque uma das autoras faz parte da equipe do blog, a Sheila.  Que orgulho, hein! Meus sinceros parabéns à ela que nos trouxe o conto Um (algumas vezes verdadeiro) conto natalino que me emocionou com uma história triste e comovente de Emily (e de tantas outras Emily's que há por aí).

Eu particularmente gosto muito de livros que são compostos por pequenos textos, porque dá ao leitor um "passe livre" de não ter que seguir uma ordem pré-estipulada, já que não há sequência. Pelas crônicas, então, tenho um carinho especial. 

O que pude ver é que cada um dos trinta autores gozou de liberdade para colocar suas características mais marcantes em seus textos. Com isso, foi possível fazer uma leitura de quem estava por trás  de cada conto ou cada crônica, se gostavam de temas sobrenaturais, assuntos mais pesados e sérios, se eram mais românticos ou se simplesmente gostavam de externar alguns de seus sentimentos e experiências

O primeiro texto já me conquistou de cara, chama-se Viagens Paralelas, de Aline Aimée, porque houve uma identificação imediata com a protagonista do conto, que aproveita o tempo que passa no transporte público para se aventurar   pelas histórias de seus livros e ainda diz que tristes das pessoas que não dispõem desse tempo. Ah, quantas vezes conseguia um lugar no ônibus, abria um livro e torcia para que demorasse um pouco mais para chegar em casa porque estava muito boa a leitura? rs Confesso que já perdi as contas...

Em viagens que oscilam de uma a três horas de duração, conforme o temperamento do trânsito, entrego-me à felicidade nada clandestina de devorar livro após livro. Deixo o charme clariceano de flertar com as leituras pelo adiantamento de lado e me rendo à fome pollyanesa de aproveitar o que seriam torturantes horas de tráfego num exercício de turbinação das ideias.

Além de contos ou crônicas que me identifiquei com os personagens, ainda há aqueles que fiquei louca por uma continuação, que o final deixou um "gosto de quero mais". Acho delicioso quando isso acontece, porque posso delinear, em minha cabeça, o destino daqueles personagens. Temas filosóficos e existenciais também se fizeram presentes. Muito bem abordados, aliás, o que instiga o leitor a se questionar. Há também relatos tristes, intimistas e com pegadas sobrenaturais

Depois de tudo que já disse, o título do livro, faz-se cada vez mais claro. A obra é, de fato, uma sopa de letras. A sopa é formada por ingredientes tão diferentes entre si, por natureza, mas que juntos coexistem em harmonia. Assim como o livro,  uma Sopa de Letras, composta por ingredientes diversificados e aquela pitada de tempero especial de cada autor, que transforma e a leitura em uma experiência deliciosa. 

A intangibilidade de nossos corpos talvez não exista, mas quando resolvemos deixar nosso vilarejo em busca de aventuras e novos conhecimentos, vencemos nossa batalha quando atingimos a imortalidade de nossos espíritos.

Nunca tinha lido um livro de tantos autores e confesso que foi algo diferente, mas, ao mesmo tempo, bem bacana. No final do livro há uma pequena biografia de cada autor e é um caleidoscópio de personalidades: engenheiros, matemáticos, doutores em literatura, psicólogos, jornalista, historiadores etc.  Alguns já publicaram seus livros, outros deram aqui seu ponta pé inicial.

Enfim, indico o livro para vocês que são amantes de contos e crônicas e não resistem a pequenos textos e a viajar por pequenos universos tão diversificados.  E também a você que nunca se aventurou por esse estilo. Com uma gama tão diferente de estilos e temas, o livro vai agradar desde aos mais ecléticos até àqueles apegados a seus estilos literários prediletos. 

[Adicione o livro à sua estante do skoob]

Bom, espero que tenham gostado da dica de hoje. Quem aí já leu o livro ou curte este tipo de leitura? Não deixem de expressarem suas opiniões e críticas. 

Beijos beijos e boa leitura!

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domingo, 26 de maio de 2013

Resenha: "A Aprendiz" - (Trudi Canavan)

- Clique aqui para ler a resenha do primeiro livro da série

Por Sheila: Olá pessoas! Hoje vou apresentar para vocês o segundo volume da Trilogia do Mago Negro, "A Aprendiz". A resenha do primeiro livro, "O Clã dos magos" pode ser lida aqui. Como esta é uma continuação, a partir daqui serão jogados alguns spoilers, então para quem não gosta de saber da estória antes de ler, é melhor parar por aqui.

Bom, mas o livro dois começa com a cerimônia de  aceitação de Sonea. Após o desmascaramento de Lorde Fergusson pelo Lorde Supremo, e a descoberta de que o mesmo vinha tentando manipular Sonea mantendo preso seu amigo Cery, esta decidiu tornar-se uma maga, pois o carinho e dedicação dispensados a ela por Rothen, outro mago do clã que ficou responsável por ajudá-la a controlar seus poderes, e Tânia, a criada de Rothen, acabaram fazendo com que Sonea repensasse a utilidade que seus poderes poderiam ter para a população de Imardim.

Num belo exemplo do lema "se você não pode ir contra eles, então una-se", Sonea decide aprender magia, tornando-se uma aprendiz do clã, para posteriormente poder fazer algo em favor do povo das favelas, de onde vem, ajudando seus tios e amigos que ainda residem lá. Mas isso é apenas o que Sone deixa entrever aos outros aprendizes. Há um segredo que a mantém presa ao clã, e que a une a Rothe e Lorlen, o administrador do Clã.

As páginas finais do primeiro livro nos revelam que Sonea, sem intenção, acaba por descobrir um segredo obscuro do Lorde Supremo e que pode colocar em risco toda a estabilidade não só do Clã, mas de todo reino: Akkarin pratica Magia Negra, que tem seu uso proibido pelo Clã desde tempos muito remotos.
Magos normais não sabiam nada sobre Magia negra, exceto que ela era proibida. os Magos Superiores sabiam apenas o suficiente para reconhecê-la. Mesmo saber como realizar magia negra era crime. Com base na comunicação de Sonea com Lorlen, Rothen agora sabia que a magia negra permitia a um mago se fortalecer extraindo o poder de outras pessoas. Se todo o poder fosse retirado, a vítima morreria.
Agora, Sonea terá de permanecer no Clã para aprender magia, mas também se fortalecer contra a possibilidade de um ataque de Akkarin, pois se desistisse do Clã, teria seus poderes bloqueados e seria uma vítima fácil à Magia Negra do lorde Supremo. Afinal, em suas primeiras tentativas de controlar seu poder, havia constatado junto com Rothen que este era muito maior do que o de um aprendiz comum, o que seria tentador para alguém como Akkarin, uma mago que não hesita em matar para se fortalecer.

No entanto, este não será o único problema a ser enfrentado por Sonea. Afinal, para os novos aprendizes, selecionados das casas nobres, ela não passa de uma favelada, que não deveria estar ali. Em sua tentativa de se encaixar e fazer novos amigos, Sonea irá se deparar com o escárnio dos aprendizes, e a injustiça por parte de alguns dos professores, o que tornará penoso seu aprendizado.
- Você era uma ladra também?
- Eu? - Sonea deu uma risada suave - Nem todo mundo que vive na favela trabalha para os ladrões.
Os outros pareceram relaxar um pouco. Alguns até concordaram com a cabeça. Issle lançou um olhar para eles e então fechou o rosto.
- Mas você roubava coisas não roubava? - ela disse. - Você era uma das trombadinhas do Mercado.
(...)
-Sonea - uma voz chamou de repente. - Olha o que eu guardei para você.
Os aprendizes se voltaram conforme uma figura familiar veio caminhando ate a mesa segurando o prato. Regin sorriu e então empurrou o prato para a frente de Sonea. Ela ficou vermelha de raiva quando ela viu que ele estava coberto de cascas de pão e restos de comida.
Mas as "brincadeiras" de Regin e seus amigos irão muitíssimo mais longe. Na verdade, eles farão todo o possível não só para que Sonea seja humilhada, mas para que pareça totalmente inadequada para continuar sendo ensinada como aprendiz pelo Clã, o que tornará sua vida ainda mais difícil.

Sozinha, sem poder visitar os tios e sobrinho com a regularidade que gostaria, Sonea terá de enfrentar muitos desafios muito maiores do que as humilhações impostas por Regin, outro aprendiz como ela, e seus companheiros. O segredo que guarda junto com Lorlen e Rothen se provará um fardo muito mais difícil de carregar do que ela a princípio imaginara. Por que? Bom, para saber isso vocês terão que ler o livro ...

A estória segue num ritmo muito mais acelerado que a do primeiro livro, o qual confesso que me cansou um pouquinho por se deter em demasia na caçada frustrada do Clã à Sonea, mas o livro ficou muito mais interessante no momento em que esta foi capturada e passou a ter suas primeiras lições no Clã.

O segundo livro é muito mais instigante e misterioso, nos traz diversas outras informações relevantes, que inclusive explicam algumas passagens do primeiro livro, e termina de forma eletrizante, fiquei com uma vontade Mega Hiper Imensa de ler a continuação e saber o desfecho dessa estória fascinante. Recomendo!

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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Ofertas por ai #18 - Submarino 5 livros por R$ 50,00



Hoje a coluna é rápida mas bombástica! Escondam os cartões de crédito! ;D

Esse post pode ser atualizado a qualquer momento com mais novidades! ;D
Os preços informados aqui valem para o dia da postagem, afinal as Lojas Virtuais os mudam o tempo todo e não nos responsabilizamos por essas mudanças.

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Submarino - 5 livros por R$ 50,00

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  •  Algumas pessoa tem tido problemas na finalização da compra devido ao grande movimento no site, a dica é persistência, ninguém conseguiu comprar de primeira, o preço vale o esforço e as tentativas.
 
  • Qualquer problema com os links ou alguma novidade que nós ainda não comentamos nessa coluna ou nas anteriores, coloque nos comentários! ;D

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Happy Hour #40 - Casamentos Bookaholics

Oi gente! Como vão vocês? Minhas férias acabaram (aaah! =/ -chora) e a luta começou na universidade. Mas vamo que vamo! No nosso último encontro, falamos das As mães e o amor pela leitura e pelo que vi, vocês gostaram. Feedback lindo! 

E devo falar que gostei dessa pegada temática. Como maio é conhecido -dentre outras coisas- por ser o mês das noivas, resolvi que falar de Casamentos Bookaholics seria super bacana! 

A ideia não é ter um manual de casamentos aqui- longe disso! - mas sim mostrar como a paixão pela literatura acompanha as pessoas em momentos tão especiais e singulares. Achei três casamentos super legais, que ficaram divertidos, românticos e encantadores. Bora lá!!



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quinta-feira, 23 de maio de 2013

[Gastronomia e Literatura] Me Acompanha em uma Bebida, Grande Gatsby?

Bom Dia Pessoas,

Já devem ter percebido que a receita de hoje é de uma bebida. Porém não é uma bebida qualquer, e sim uma em homenagem à estréia de o Grande Gatsby. O filme deve chegar aqui no Brasil dia 7 de junho desse ano.

Mas não vou me prolongar na parte cinematográfica desse post (mais trabalho para a Kel!!) e vamos falar um pouco do livro e logo já partir para a receita dessa semana.


Trata-se de um romance ambientalizado em Nova Iorque e em Long Island durante o verão de 1922. O autor, F. Scott Fitzgerald, faz desse livro uma crítica ao "Sonho Americano".

A sociedade americana vive um nível sem precedentes de prosperidade durante a década de 1920. Ao mesmo tempo, a proibição de produção e consumo de bebidas alcoólicas fez grande número de milionários com as vendas clandestinas e provocou um aumento do crime organizado. Nessa mesma época, surgem os coquetéis para mascarar o sabor desagradável das bebidas de baixa qualidade.

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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Resenha: "As vantagens de ser invisível" (Stephen Chobsky)

Por Gabi: Oi pessoal! Hoje venho falar de um livro incrível. Acho que todos já, pelo menos, ouviram falar dele. Olhem bem para a capa e reconheçam um dos filmes mais falados dos últimos meses, com indicações para vários prêmios. Não vou entrar no mérito da adaptação cinematográfica, logicamente, mas fiz questão de citá-la aqui pois a mesma fez um "casamento" perfeito com o livro. (Fica aí uma dica de filme para a Kel) =D Clique aqui para assistir ao Trailer Oficial. 

Uma amiga já havia me indicado o livro há uns anos, mas, na época, só tínhamos o eBook em inglês (The perks of being a wallflower) e como nunca gostei de ler pelo notebook, acabei deixando-o em stand by. Não sabia, porém, o que estava perdendo. 

Charlie, nosso protagonista, é um adolescente tímido, introvertido e muito inteligente. Ele é, aparentemente, como qualquer nerd que não consegue "participar", ou seja, interagir com jovens de sua idade. O garoto é parte de uma típica família norte-americana: seus pais, irmão mais velho que é ótimo no futebol americano e inclusive conseguiu uma bolsa na universidade através do esporte e uma irmã que está prestes a se formar no Ensino Médio, seus problemas com namorados e 'vida-pré-faculdade'. 

Aí você chega até essa parte da resenha e pensa: "que grande clichê". E é aí que se engana completamente. A história se passa no começo da década de 90 e é toda contada através de cartas redigitas por Charlie, sem identificação de lugar e destinatário, sendo "Querido amigo" o único vocativo.

Charlie começou o primeiro ano do Ensino Médio com o pé esquerdo. Seu melhor amigo Michael cometeu suicídio no ano anterior e sua querida tia Helen morreu em um acidente de carro quando ia comprar seu presente de aniversário, o que fez com que o garoto se sentisse culpado pelo acidente, levando-o a uma 'pane psicológica'
Apesar de tudo que minha mãe, meu pai e o médico disseram sobre a culpa, não consigo parar de pensar no que sei. [...] Eu sei que minha tia Helen estaria viva se eu tivesse nascido em uma época que não nevasse. Eu faria qualquer coisa para que fosse dessa forma. Sinto demais a falta dela. Tenho que parar de escrever agora, porque estou triste demais.
Mas quando se está no fim do poço, as coisas só tendem a melhorar, e é isso que acontece com Charlie. Num jogo de futebol americano ele conhece Sam e Patrick, um casal de meio irmãos , que apesar de enfrentarem problemas de um passado nada glorioso, como é o caso dela e de questões existenciais, no caso do irmão, levam a vida de uma maneira extrovertida e deliciosamente louca. 

Não demora muito para que Charlie seja incluído no grupo de amigos desses irmãos e, assim, começasse a viver experiências completamente novas. Começa, então, um mergulho de cabeça na adolescência, no mundo das descobertas pessoais, das relações (e desilusões) amorosas, da autoaceitação e da luta contra nossos monstros interiores  de uma maneira original, intrigante e completamente encantadora
Acho que somos quem somos por várias razões. E talvez nunca conheçamos a maior parte delas. Mesmo que não tenhamos o poder de escolher quem vamos ser, ainda podemos escolher aonde iremos a partir daqui.
Não poderia deixar de destacar aqui o professor Bill, por sua importância ao dar grandes livros a Charlie, que mexeram profundamente com o garoto, como "Pé na estrada", "O apanhador no campo de centeio" e "O Grande Gatsby" e por se tornar um grande amigo. As referências culturais merecem destaque na obra. Além dos livros, ainda há muita música e do mais alto bom gosto. Grandes momentos sempre tem trilhas sonoras sensacionais, com U2, Beatles, Nirvana, David Bowie ou The Smiths. 
Bill assumiu uma expressão séria depois que contei a ele, e disse uma coisa para mim que não acho que vou esquecer nem neste semestre nem nunca.
- Charlie, a gente aceita o amor que acha que merece.
Através das cartas de Charlie acompanhamos cada descoberta e dificuldade do garoto, bem como suas alegrias e momentos únicos. Seu toque de ironia e suas observações peculiares são ótimas. Ele é um bom amigo, sensível e compreensivo, que vê muito, mas não revela tudo. "Ser invisível", entretanto, traz-lhe alguns empecilhos, como uma falta de impulsividade e ação em algumas situações. Pensar demais. Aquele "será que...?" que te trava completamente. 

Demorei um pouco para escrever a resenha, porque acho bem mais difícil falar daquilo que me encantou. É preciso tato para encontrar as palavras certas. Queria enfatizar que vocês estão diante de uma leitura obrigatória! Com uma narrativa diferente, através das cartas, um enredo encantador e uma abordagem original de um tema tão "batido" e a exposição delicada e, ao mesmo tempo, profunda da personalidade e dos conflitos dos personagens trouxeram uma veracidade instigante e cativante ao livro. 
Sam disse a Patrick para encontrar alguma coisa no rádio. E ele só encontrava comerciais. E comerciais. E por fim ele encontrou esta canção realmente maravilhosa sobre um cara, e nós ouvimos em silêncio.
Sam batucava as mãos no volante. Patrick colocou o braço para fora do carro e fazia ondas no ar. E eu fiquei sentado entre os dois. Depois que a música terminou eu disse uma coisa:
"Eu me sinto infinito."
"As vantagens de ser invisível" é o tipo de obra que você não dá nada por ela, no começo, mas que te encanta. Quando assiste ao filme, então, sentimos um turbilhão de emoções! A cena em que Sam diz "encontrei a música túnel, vamos dirigir", ao som de Heroes ou quando Charlie distribui os presentes de formatura, são imperdíveis. Lindas!! Enfim, indico esse livro a qualquer pessoa. Embarquem na leitura sem medo. Você termina a última carta e sente um vazio. Reflete sobre a importância dos verdadeiros amigos nas nossas vidas, daqueles simples momentos que tornam-se inesquecíveis e como aquelas músicas nos marcam e que, sempre -sempre- há uma luz no fim do túnel!! 


Espero que tenham gostado da indicação de hoje. Já leram o livro ou assistiram ao filme? Não deixem de comentar suas críticas e opiniões.

Beijos beijos e boa leitura!!


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terça-feira, 21 de maio de 2013

Filme: "A Onda"


Olá, pessoal! Hoje vou resenha um dos melhores filmes que já vi. Um filme alemão, e que nos faz refletir bastante.
Eu, como estudante de Letras, assisti a este filme em uma das aulas da faculdade e o próprio professor havia dito que era realmente uma história impressionante.
E, diferentemente do que eu pensava no início, acabei concordando com essa opinião, principalmente pelo fato de ser baseado em fatos reais.
Na verdade, o filme foi baseado em um livro. E na verdade, este livro foi baseado no relato “The Third Wave” de um professor chamado Ron Jones, que contou sua experiência como professor na Cubberly High School (Califórnia), em 1967.

Enfim a história é a seguinte: o professor Rainer Wenger, aplica um projeto em seus alunos durante a aula de Autocracia que dura uma semana. Tal projeto consiste em abordar o tema “fascismo”.
Os alunos, inicialmente, não acreditam que nos dias de hoje possa haver tal ditadura. Então, o professor decide mostrar, na prática, que é possível sim.
E, o que acontece, foge do controle de todos.
Tudo começa inocentemente quando o Sr. Wenger começa a explicar que para um regime fascista existir, é necessário um líder, união, uniformes, símbolos e, claro, um nome para esse grupo.
E então, a classe decide fazer tudo isso, como se fosse uma brincadeira.

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domingo, 19 de maio de 2013

Resenha: "Vortex" (Julie Cross)


- Clique aqui para ler a resenha de Tempest

“Depois da tempestade não haverá calmaria...”

Por Juny: Tive a oportunidade de ler esse livro antes do lançamento, através da prova de leitura enviada pela Editora Jangada.

Após todos os acontecimentos de Tempest, Jackson desistiu do amor de Holly e da amizade de Adam para protege-los, acreditando que com isso os livraria dos perigos que as viagens no tempo trouxeram para a vida de todos. Ele sai de 2007 e volta para 2009, antes de conhece-los, conta ao seu pai e Marshall que sabe de tudo e que quer ingressar como agente do Tempest.

Com isso, ele começa um árduo treinamento e tem contato com Jenni Stewart. Ela não lembra dos fatos de 2007 e acaba não indo com a cara de Jackson, não perdendo nenhuma oportunidade de fazer comentários irônicos e questionar porque o garotinho rico resolveu escolher essa vida. Conhecemos também Mason (parceiro de Stewart) e Kendrick (parceira de Jackson) um dos grandes destaques desse livro.

Quando Jackson acha que esta entendendo o que acontece entre o Tempest, Eyewall e os IDTs, tudo vira de cabeça pra baixo, pondo suas crenças à prova e criando novas possibilidades. O sumiço de seu pai gera ainda mais especulações. Nada é o que parece ser. E a pequena Emily parece ser a única que pode ajudar a esclarecer essa história.
“As palavras dela ficaram pairando no silencio que se seguiu a essa revelação. Então, basicamente, era por minha causa que o futuro tinha se desintegrado. Eu comecei o Vortex.”
Se fosse resumir o livro em poucas palavras, diria: É de tirar o folego! Ação do inicio ao fim! Não tem como não se envolver e querer ler até o fim para desvendar os mistérios dessa trama. Sem duvidas “Vortex” foi superior à “Tempest”, a série subiu no meu conceito. A autora é ousada e surpreende com a morte de alguns personagens.

Holly muda completamente nesse livro, fiquei chocada em algumas partes, só não vou dizer mais nada para evitar spoilers. Jackson continua como um ótimo protagonista desvendando todos esses segredos, porém continua tendo como ponto fraco seu amor por Holly, que o prejudica demais. E Stewart e Kendrick se destacam e estão entre os personagens mais interessantes do livro.
“Eu tinha dito as palavras a Holly aquela noite... Não tem volta. E, embora na hora não tivessem esse significado, agora elas pareciam uma maldição.”
Como li a prova de leitura, não tenho como comentar sobre a estrutura gráfica do livro. Mas espero que tenha letras maiores, porque foi tenso ler a fonte tamanho 5 ou 6 da prova, esse foi o maior obstáculo para terminar a leitura.

É uma pena que tenham ficado muitas pontas soltas para serem resolvidas no próximo livro, vou morrer de curiosidade até lá. E espero que Jackson finalmente encontre a verdade e descubra qual o lado certo dessa guerra. Recomendo!

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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Ofertas por ai #17 - Saraiva R$ 9,90



Hoje é dia de especial Saraiva por R$ 9,90, eles colocaram vários títulos nessa promo! Escondam os cartões de crédito! ;D

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    [Gastronomia e Literatura] Savitu-Vrta, o festival à deusa Sarasvati

    Boa Tarde Pessoas,

    Hoje é celebrado o Savitu-Vrta, em homenagem a Sarasvati, deusa hindu da sabedoria, da música e das artes. Deusa protetora dos artistas, escritores, músicos, atores, artesãos, pintores, de todos aqueles que buscam o conhecimento, como estudantes, filósofos e professores.


    Uma prática para ser feita neste dia consiste em se colocar dentro de uma vasilha com água, linhas coloridas, cada cor representando uma virtude (branco – paz; amarelo – prosperidade; etc). Com os olhos fechados, tente pegar uma linha, a primeira que vier representa a virtude que se destacará em sua vida neste período.

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    quarta-feira, 15 de maio de 2013

    Resenha: "5° Cavaleiro" - (James Patterson e Maxine Paetro)



    Por Sheila: Olá todo mundo! Como estão? Para mim tudo indo, tentando desesperadamente colocar as resenhas em dia antes que a Junny me dispense do blog (huahauahuahau brincadeira ...). Enfim, mais um livro de James Patterson, da série "O Clube das Mulheres contra o crime". Para quem não esta familiarizado com o autor o clube compõe-se de:

    Lindsay Boxer: tenente da polícia de São Francisco; Claire Washburn sua fiel amiga médica legista; Cindy Thomas, a repórter conceituada que as vezes troca informações valiosas com a tenente obtida através de seus informantes; e a mais recente integrante do grupo, Yuki Castellano, uma advogada que passou a fazer parte do grupo a partir do 4° livro da série (sim este é o 5°), 4 de julho, quando defendeu a tenente Lindsay. Rolou a resenha do livro aqui pelo blog, pode ser acessada aqui

    Pois bem, estas mulheres terão que encontrar e descobrir quem é o assassino que esta por trás de diversas mortes, aparentemente naturais, que tem ocorrido em um grande hospital. A questão é: quem será esse sádico que, ao invés de preservar a vida, traz consigo a morte, lenta e cruel?
    Jogando a cabeça de um lado para o outro, Jéssica corria os olhos pelo quarto quando percebeu um vulto na sombra.
    Um rosto conhecido.
    - Graças a Deus! - Seu tom de voz era ofegante. - Por favor, me ajude! É meu coração!
    Jéssica esticou os braços, fechando os dedos sobre o nada, mas o vulto não se moveu.
    - Por favor! - implorou ela.
    O Vulto não se mexia, não tomava nenhuma providência para ajudá-la. Que diabos esta aconetcendo? Aqui é um hospital. A pessoa escondida nas sombras trabalha aqui.
    Minúsculos pontos pretos foram surgindo diante dos olhos de Jessica enquanto uma dor lancinante roubava o ar dos seus pulmões. Em poucos segundos, tudo que ela conseguia enxergar era uma nesga de luz.
    - Por favor, acho que eu estou ...
    - Sim - disse o vulto na sombra - , você esta morrendo, Jéssica. É bonito ver sua passagem.
    Só que, desta vez, a situação será muito mais difícil de resolver: a mãe de Yuki é internada neste hospital, quando tudo o que se tinha eram conjecturas, e é mais uma das que irá sofrer uma morte misteriosa, aparentemente por erro médico, mas que segue um mesmo padrão bizarro: o matador sempre deixa atrás de si sua marca.
    O Notívago colocou o porta-retratos de volta na mesa, fechou os olhos da morta e pôs sobre cada pálpebra um pequeno disco dourado, menor que uma moeda de 10 centavos. Os dois traziam gravados na superfície um caduceu, símbolo da medicina em que duas serpentes se entrelaçam num bastão com duas asas.
    Um adeus foi sussurrado em meio ao ruído dos carros que, na rua, cinco andares abaixo, cruzavam o asfalto molhado.
    Quem será o médico que brinca de Deus com os pacientes internados no hospital? Como as amigas conseguirão ser profissionais para solucionar este mistério, quando a mãe de uma das integrantes do grupo foi uma das vítimas?

    Os livros de Patterson tem uma escrita ágil, geralmente são curtos e cheios de reviravoltas. Foge um pouco ao clássico policial, pois não nos apresenta as pistas e os suspeitos para que possamos tentar, junto com o detetive, desvendar o mistério, motivo pelo qual estes livros não figuram entre os meus favoritos.

    Mas com certeza um livro que vale a pena ser lido, bem escrito e com um final coerente. Espero que apreciem a leitura, abraço a todos e todas.

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    terça-feira, 14 de maio de 2013

    Resenha: "Dizem por aí..." (Jill Mansell)

    Por: Cari Vieira: Hoje escrevo sobre um livro que chamou a minha atenção pela sinopse. Quando a li, tive vontade de começar a ler imediatamente. Isso porque sou fã de livros no estilo Chick Lit e porque o resumo apresentado nos deixa curiosos em relação a história. Confira:
    Sinopse: O namorado de Tilly Cole acaba de se mudar do flat deles com metade de suas coisas. Sem nada para prendê-la, Tilly decide rapidamente morar mais perto de sua melhor amiga, Erin, em um vilarejo minúsculo em Cotswolds. Lá, Tilly é contratada no mesmo momento como faz-tudo em uma empresa de design de interiores.
    Para sua surpresa, a cidade pequena transborda escândalo, sexo, fofoqueiros e boatos, focados basicamente em Jack Lucas, o homem lindo de muita classe e melhor amigo de seu chefe.  
    Todos falam para Tilly ignorar o encanto por Jack, que ela será apenas outra em sua cama se ela se deixar levar; mas Tilly, que trabalha ao lado de Jack, enxerga uma parte carinhosa e cuidadosa dele que não é revelada à cidade.
    É impossível que ele seja a mesma pessoa de quem todos falam. Ou é possível? Tilly deve separar os fatos da ficção e seguir seu instinto neste divertido romance moderno.
    E então? Concordam comigo?

    Bom, já sabemos que Tilly é abandonada pelo namorado, entretanto a garota não se sente tão mal quanto deveria, isso porque ela não se entrega, ou seja, ela não se deixa envolver totalmente em seus relacionamentos, por medo de se magoar. Com o fim de mais uma relação, ela se vê sem ter como pagar o flat que dividia com o namorado e diante de tanta complicação e sem nada que a prenda a Londres, ela resolve passar um tempo com a amiga Erin em uma cidade pequena chamada Cotswolds.
    Ele havia deixado a carta sobre a lareira. Gavin era totalmente previsível. Com certeza, ele havia consultado alguma especialista em etiqueta: “ Cara Srta. Boas Maneiras, estou planejando abandonar minha namorada. Qual a melhor forma de explicar isso a ela?”
    Tilly acaba conseguindo um emprego de faz tudo para Max, um designer de interiores gay que mora com a filha de 13 anos Lou. Nesse trabalho ela terá que cuidar da casa, da adolescente e auxiliá-lo nos trabalhos de decoração. Em seu primeiro dia no novo emprego ela conhece o melhor amigo de seu chefe o gato, sexy e solteiro Jack Lucas. 
    "Os olhos dele brilharam com bom humor. – Sabia que já tinha visto você em algum lugar. Só não sabia que havia sido na noite em que você se espatifou no meu carro novo."
    Como a cidade é pequena, proliferam fofocas e disse me disse sobre a vida dos moradores, principalmente sobre a vida amorosa e um dos principais alvos é Jack. Tilly é aconselhada a não se envolver com o rapaz porque ele é muito mulherengo e coleciona relacionamentos. Ela resolve, então se manter afastada, entretanto, o destino conspira e eles estão sempre se encontrando. Jack não aceita que Tilly não caia em seus encantos e faz de tudo para conquistá-la. e fica bem difícil para a garota resistir. A questão é que Jack é muito carinhoso, atencioso e leal e a imagem que a cidade tem dele parece muito diferente da que ela começa, aos poucos, a conhecer (sentiram que há um mistério aqui, certo?). As dúvidas a perseguem e ela tem que resolver se vai se arriscar ou não.
    O problema de estar a fim de um mulherengo é que isso faz você se preocupar mais com a sua aparência. Assim, se o encontrar por acaso, você pode ao menos relaxar sabendo que está maravilhosa.
    A trama conta com vários personagens e todos eles tem histórias bem consistentes, como a de Max. Ele era casado com Kaye e quando ela descobre que o marido é gay, eles se separam e ela parte em busca do sonho de ser atriz. A carreira está deslanchando quando um mal entendido acontece e ela acaba voltando para perto do ex marido e da filha. Kaye e Tilly acabam se tornando boas amigas.
    A reação de Kaye pode não ter sido a reação-padrão de uma mulher cujo marido anuncia que é gay, mas o divórcio deles fora amigável. Então, quem poderia dizer que não fora a coisa certa a fazer?
    Além destes também há a história Erin que se apaixona por um homem casado, Fergus, e embora ele esteja se separando, Erin tem que enfrentar a ex esposa revoltada.
    - (...) O Fergus é um amor. Erin suspirou. Estamos tão felizes juntos. Mas é impossível relaxar e nos divertir se ficarmos para sempre imaginando qual o próximo passo da Stella.
    Como eu disse inicialmente, sou fã de romances leves e divertidos. Dizem Por aí... cumpre bem esse papel. É uma história leve que te faz dar ótimas risadas, ainda que também haja questões tristes e trate também de temas sérios como a homofobia e o homossexualismo. Esse é mais um dos pontos positivos que merece destaque: a autora consegue dosar o tratamento de temas polêmicos com situações engraçadas.

    O problema para mim foi a quantidade de personagens ativos. Por mais que eu ache um ponto positivo que um livro tenha outras histórias, além da principal, na minha opinião, nesse caso há histórias paralelas demais, o que acaba prejudicando o andamento da história principal (e olha que o livro tem 430 páginas). Acredito que, com menos personagens, esse livro seria um dos meus favoritos. Mesmo com essa ressalva eu indico o livro para os que gostam do gênero e para os que curtem uma leitura leve e divertida.

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    domingo, 12 de maio de 2013

    Resenha: "Presentes da Vida" (Emily Giffin)

    Por Paula: Logo que terminei de ler o primeiro livro da "série", O noivo da minha melhor amiga, fiquei ansiosa para ler o  livro título da resenha, confesso que primeiramente não fiquei contente ao saber que ele retrataria em primeira mão e como protagonista o destino de Darcy, a melhor amiga de Rachel, "traída" no primeiro volume. Porém, o que me fez justamente ter um foco maior e, ainda por cima devorar o livro foi Darcy. Adiante explicarei o por quê.

    Darcy continua, no início, a mesma avoada e esnobe de sempre, a diferença é que seu atual endereço é em um pequeno quarto no apartamento de Ethan, mas o detalhe principal: em Londres. A nossa protagonista se muda para Londres na esperança de retomar o auge de sua vida, já que Dex e Rachel parecem ter se acertado como um casal, longe dela e de Marcus, que a deixou com um bebê para ser criado e sem nenhum sonho romântico, em outras palavras: casamento fora de cogitação. É nesse embalo de fim de vida que Darcy se propõe um recomeço e o mais engraçado é que nós acabamos recomeçando também, e dessa vez conhecemos a personagem em seu melhor e pior, pois a história, dessa vez, é narrada por ela, com todos os detalhes sórdidos e os que não são.
    "Eu precisava lhe contar que eu planejava ficar mais de algumas semanas ou meses, ou que talvez me mudasse para lá. Mas eu teria de prepará-lo para a notícia. Assim, quando eu lhe contasse a verdade, nossa amizade já seria mais forte do que os laços que tinha com a Rachel. Além disso, eu teria mais tempo para procurar o meu Alistair."
    Sabemos que recomeçar não é fácil para ninguém e no livro não é diferente. Darcy se vê morando de favor no apê de Ethan, sem trabalho, sem um pai para seu filho e, ainda sem a amizade que esperava receber de Ethan. E é nesse momento de dificuldade que a ex-patricinha começa a se cuidar e mudar de personalidade, chega o momento em que a nossa protagonista nos enche de orgulho e mostra que com toda a dificuldade e sem destino algum para conspirar a seu favor ela é capaz de reescrever sua história. Primeiramente, ela deixa as marcas famosas de roupas para se cuidar e ter uma gestação tranquila, aceita os humildes preparativos de Ethan para a chegada do bebê, assume a gordura adquirida pela gestação e se torna ainda mais linda. Um ponto cômico é quando Darcy começa a traçar metas para sua nova vida e planeja conhecer e se casar com um homem chamado Alistair, que além de milionário é o pai que ela sempre sonhou para seu filho.  E é quando ela se encontra que o mundo finalmente começa também a encontrá-la. Uma simples consulta médica traz para ela um novo amor, um homem que se preocupa com ela e para sua surpresa: seus filhos gêmeos. Sim. Darcy Rhone, será mãe solteira de gêmeos.
    (...) Ah, eu sei que é uma menina - eu disse. - Eu nunca duvidei disso, mas estou louca para ter a confirmação e começar a comprar as roupinhas cor-de-rosa.

    O Sr. Moore fez um som estranho e disse:
    -Ahhh! Bem, agora, devo avisar que rosa não vai ser a cor mais adequada.
    - Oquê? Não é uma menina?
    - Não. Você não vai ter uma menina - disse ele, sorrindo orgulhoso, o que indicava que um menino era sempre o sexo mais esperado pelo homem.
    -É um menino? Tem certeza?
    -Sim. Eu tenho certeza. Você vai ter um menino... E outro menino.
    A amizade com Ethan que cresce e se torna verdadeira começa a ser ameaçada pelo novo romance de Darcy, agora as noites com o melhor amigo são esporádicas, diferentes e sem a intimidade que estavam aos poucos conquistando, e o legal é que não só Darcy muda, mas Ethan também sente necessidade da presença da nova mamãe do ano, aos poucos esse sentimento nos conquista tanto quanto aos dois. Digo sem dúvida alguma que a amizade dos dois é a melhor passagem do livro, pois nos conquista, encanta e diverte ainda mais.
    _Eu vou lavar as louças. Você fica aí e descança.
    Eu concordei, me sentindo exausta e esgotada.
    _Obrigada, Ethan.
    _Eu que lhe agradeço, Darcy.
    _Por quê? - perguntei.
    Ele pensou por um segundo e disse:
    _Por esse Natal inesquecível.
    Eu sorri e esperei ele sair para chorar em silêncio no meu travesseiro.
    Aos poucos, porém, a amizade vai se tornando algo muito maior do que sequer imaginaram, a inferência que farão ao ler essa frase, infelizmente será um spoiler e dos grandes, mas não teria como construir uma boa resenha sem esse detalhe rs. O fato é que a autora quando resolveu contar a história de Darcy, ao invés da continuação da vida de Dex e Rachel, acertou em cheio, pois vimos uma vida se "acabar" e recomeçar de maneira simples, difícil, porém encantadora. E o mais delicioso de tudo é ver uma linda família ser construída na base tradicional da vida, cheia de amor. Darcy merecia cada sofrimento que viveu, pois foi recompensada com a vida que sempre sonhou e, quem nunca sofreu para depois alcançar o que sempre sonhou? Sou obrigada a recitar (redigir), a velha e sábia frase de Renato Russo para finalizar essa maravilhosa obra: "Quem espera sempre alcança."



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    sexta-feira, 10 de maio de 2013

    Happy Hour #39 - As mães e o amor pela leitura

    Oi gentee!! Como vão vocês?! Espero que muito bem. Aguentando firme os trabalhos, seminários, provas, chefes e afins... a vida é bela! Bom, o que de fato foi belíssima, é a participação de vocês na última Happy Hour #38. Gente, bombamos nos acessos e nos comentários! Todos curtindo bastante as Excentricidades e Manias dos autores. Se você ainda não leu, não perca tempo e dê uma passadinha lá. Depois de ler aqui, né? rs 


    Bom, eu estava pensando em um assunto diferente para a coluna de hoje e quando me dei conta de que domingo é Dia das Mães, percebi que essa data não poderia passar em branco no nosso Happy Hour!! Hoje, então, nossa coluna será uma homenagem e um agradecimentos às nossas mães! *-*


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    quinta-feira, 9 de maio de 2013

    [Gastronomia e Literatura] Siri - Capítulo Catorze

    Essa mensagem faz parte de uma série de postagens, capítulo a capítulo, com receitas inspiradas no enredo do livro "Siri" (Rachel Cohn). Para ver as receitas anteriores clique aqui

    Bom Dia Pessoas,

    Vocês devem ter sentido minha falta na semana passada (nem me acho né?), mas a correria de fazer a monografia quase me destruiu. Porém, cá estou eu de volta agora para ficar.

    Vamos deixar de enrolação e mãos à obra.

    Esse é um capítulo cheio de altos e baixos, além da bipolaridade de algumas situações. E finalmente, Papai Syd descobre o segredo de CC, que vem sendo encoberto desde que ela veio morar com eles após sair do colégio interno.

    Mas falando de uma dessas "bipolaridades" temos a família de CC e a de Siri, Papai Syd vai preparar carne e Iris é vegetariana. Para compensar minha ausência na semana passada trago para vocês duas receitas.

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    quarta-feira, 8 de maio de 2013

    Resenha: "Eu, Alex Cross" (James Patterson)

    Por Sheila: Olá pessoas! Tudo tranquilo? Trago a vocês hoje a resenha de mais um livro de James Patterson com seu famoso detetive, Alex Cross - que aliás, nomeará o livro - especialista em desvendar homicídios e assassinatos em série.   

    É mais um dia comum na vida de Alex Cross; bem, na cerdade não tão comum assim, já que é o dia do seu aniversário. O detetive havia se decidido a não atender ao Pager, nem celular, pois este não era um dia para se trabalhar. Inclusive brinca com os familiares, fazendo troça de se hiper envolvimento com trabalho.
    - Eu, Alex Cross, prometo solenemente a todos os presentes nessa festa de aniversário me esforçar ao máximo para equilibrar minha vida pessoal e minha vida profissional e nunca mais mergulhar no lado sombrio.
    Nana ergueu sua xícara de café em um brinde.
    - Tarde demais – disse ela, arrancando boas risadas dos outros.
    Mas há acontecimentos que não esperam por um momento certo para acontecer, tanto é assim, que Alex acaba por receber uma ligação em seu telefone residencial para falar a respeito de um crime: o assassinato brutal de uma jovem. A diferença, é que esta não é uma jovem qualquer: trata-se de sua sobrinha, Caroline Cross, com quem havia perdido o contato há algum tempo.

    A morte de Caroline acaba abalando as estruturas da família por diversos motivos: em primeiro lugar, por que eles não se falavam há anos devido a alguns desentendimentos de família, o que tornou a perda ainda mais sentida. Em segundo, por que as investigações levam Alex a descobrir que sua sobrinha estava envolvida com prostituição.

    Além disso, Alex irá se deparar com uma trama envolvendo um maníaco sexual que se autointitula Zeus e que, como o prólogo acaba deixando "vazar" antes do início da estória propriamente dita, e nos dando uma pequena "pista", há um envolvimento de pessoas muito poderosas no esquema que esta levando ao súbito desaparecimento de algumas garotas. E de pessoas que, conforme a sinopse, farão de tudo para que seus segredos permaneçam escondidos.

    Aliado a todos estes conflitos, estão o adoecimento da tia avó, Nana,  que criou Alex desde pequeno, e as dificuldades que o mesmo vem enfrentando para atuar de forma neutra neste caso. Afinal de contas, como poder separar o detetive do homem.
    Como detetive, eu devia estar pensando nas evidências físicas e aonde elas poderiam me levar. Mas, deitado ali no escuro, eu não me sentia exatamente como um detetive. Sentia-me como um tio, como um irmão (...) Mesmo se Caroline não fosse minha sobrinha, eu ainda estaria no sótão às duas da manhã, olhando para aquele painel terrível, mais decidido do que nunca a descobrir quem a havia matado e talvez aqueles outros jovens — e por quê.Restos.Era essa palavra, ou talvez o conceito por trás dela, que eu não conseguia tirar da cabeça, mesmo que quisesse
    Esse não é o primeiro livro que leio com o detetive Alex Cross, o primeiro foi "O Dia da Caça" também resenhado aqui pelo blog e que já não havia entrado para a minha lista de favoritos. Com Eu, Alex Cross não me senti muito diferente.

    Afinal, é um texto rápido e ágil, cerca de 200 páginas, em que as coisas acontecem de uma maneira muito acelerada, ou seja, o desfecho chega logo, mas não há grandes explicações pelo caminho. O fato de que este é o 16° livro da série também deve ter algo a ver com minha "antipatia", já que há vários fatos a respeito da vida pessoal do detetive que ficam obscuras, e que devem ter sido explicadas ao longo dos outros títulos.

    Enfim, não chega a ser um livro ruim, mas em termos de suspense, investigação policial, caçadas a assassinos, não consigo não fazer uma comparação com Agatha Christie e achar este livro bem mediano, que ao menos para mim, entreteve mas não instigou a curiosidade. Para quem já leu ou é fã do autor, poste seu comentário abaixo e nos ajude a manter o blog aberto às diferentes opiniões. Abraços.

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    terça-feira, 7 de maio de 2013

    Filme: "Homem de Ferro 3"


    Finalmente consegui um tempinho para ir ao cinema \o/

    Como fã de super-herói que sou (Batman é meu favorito), não poderia deixar de conferir o terceiro (e ao que tudo indica, último) filme do “Homem de Ferro”. Primeiro porque sou bastante fã do Tony Stark e acho que Robert Downey Jr. foi realmente o ator ideal para o papel. Eu gostei bastante dos dois primeiros filmes.
    E também porque “Os Vingadores” foi um filme que superou as minhas expectativas e o terceiro filme do Homem de Ferro é o primeiro filme PÓS Avengers da Marvel.

    Enfim, Tony começa o filme narrando algo que aconteceu há alguns anos para que possamos entender como esse pequeno detalhe atingiu a vida dele de forma drástica.
    Ele se envolveu com uma botânica durante uma festa e essa botânica na verdade estava com um projeto de pesquisa sobre o vírus Extremis, transmissor de forças e resistência incomuns aos seres humanos, capaz até de regenerar membros. (Meio “O Espetacular Homem Aranha”, mas ok).

    Esse projeto acaba interessando Aldrich Killian (Guy Pearce), um deficiente desprezado por Tony Stark, que na verdade se revela um grande gênio desse assunto anos depois.

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    segunda-feira, 6 de maio de 2013

    #PROMO "Filhos do fim do mundo" e "O Espadachin de Carvão"



    Mais uma grande promo do DB! Que tal ganhar os livros:
    • 1 exemplar do livro "Filhos do fim do mundo" - Sinopse aqui
    • 1 exemplar do livro "O Espadachin de Carvão" - Sinopse aqui

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      Cobertura da exposição "Game of Thrones Exhibition"

       

      Como fãs de "Game of Thrones" (livro e série) que somos, ir a esse evento seria uma realização. A jornada começou no dia que liberaram os ingressos logo após a exibição do terceiro episódio da série no HBO, ficamos na espera, dando F5 o tempo todo para conseguir garantir a presença dia 27 de Abril as 19h. Tivemos sorte, porque os ingressos se esgotaram em 1 hora! Da equipe do blog foram: Eu (Juny), Leo Rios (resenhista), Taka (colunista de quadrinhos/animes/mangas) e Carol (ex-resenhista, que participou do DB no inicio do ano passado).

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      domingo, 5 de maio de 2013

      #PROMO "Divergente" + "Insurgente"



       Que tal concorrer a esses super livros de distopia? Um sortudo vai levar pra casa:

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        Resenha: “O Lado Bom da Vida” (Matthew Quick)

        Por Juny: No inicio achei a leitura um pouco devagar, estava muito ansiosa para ver o que tornou esse livro um best seller que mereceu uma adaptação cinematográfica que venceu o Oscar de Melhor Atriz.

        Pat Peoples está internado em uma instituição psiquiátrica e sua mãe consegue tira-lo de lá sob a condição de continuar o acompanhamento psiquiátrico com terapias semanais. Ele foi parar lá por alguma coisa que aconteceu entre ele e sua ex-mulher: Nikki. O objetivo de vida dele depois do tempo que passou no “lugar ruim” é se tornar uma pessoa melhor para dar um fim ao “tempo separados” e voltar com Nikki. Porém ele não tem ideia do quanto tempo ficou lá, do quanto as coisas mudaram e do que aconteceu para ele ser mandado pra lá. Ele idealiza Nikki ao extremo e vive para fazer coisas que possam agrada-la.
        – Estou chateado porque sei que Nikki vai ficar brava comigo quando lhe contar o que aconteceu. Estou chateado porque decepcionei a mim mesmo, e o tempo separados certamente será prolongado agora, porque Deus vai querer proteger Nikki até eu aprender a me controlar melhor, e, assim como Jesus, Nikki é uma pacifista, razão pela qual ela não gostava que eu fosse aos turbulentos jogos dos Eagles, para começar, e eu não quero ser mandado de volta para o lugar ruim, e , meu Deus, sinto tanta falta da Nikki, doi tanto e...

        – Foda-se Nikki – diz Tiffany, e depois leva outra colher de cereais com passas à boca.
        Certo dia ele vai jantar na casa de seu amigo Ronnie e conhece a irmã da esposa dele: Tiffany, uma mulher muito estranha e problemática. Ela pede para Pat acompanha-la até em casa e o convida para ir pra cama. Pat chocado diz que é casado e ela diz que também é, seu marido era policial e faleceu há alguns meses. Pat recusa a oferta e ela o abraça e chora. Depois disso eles criam uma estranha amizade, que envolve corridas e poucas conversas, e mais adiante um acordo.
        – Você tem que esperar ao menos quarenta e oito horas antes de abrir isso. Tenha certeza de que está de bom humor quando ler a carta. Pense bem, e então me dê sua resposta. Lembre-se, Pat, eu posso ser uma amiga muito valiosa, mas você não vai querer que eu seja sua inimiga.
        O otimismo de Pat é contagiante, mesmo todo lascado, ele insiste em querer ver o lado bom das coisas, é muito persistente e na maioria das vezes ingênuo. Tiffany é muito doida, fala o que pensa, age impulsivamente e tenta se livrar da depressão que teve desde a morte do seu marido, que a induziu a procurar por ele em outros homens. A única coisa que tenho a dizer sobre Nikki é que ela é uma vaca.

        O relacionamento de Pat e Tiffany é sutil, uma estranha amizade, permeada pelos seus transtornos e que vai evoluindo ao longo do livro. Não sei como explicar, mas eles são um dos casais mais fascinantes da literatura, mesmo com tantos problemas, tanta dose de realidade.

        Ainda não sei o que pensar do filme. Passei boa parte dele lamentando mudanças bruscas em relação ao livro, e o final, mesmo sendo bem diferente, também foi bom. Embora o do livro tenha me tocado mais. O filme tem seus méritos, afinal Jennifer Lawrence mereceu muito o Oscar, ela fez de forma brilhante o papel de Tiffany.

        A única coisa que não gostei foi a ênfase dada ao futebol americano, esporte longe da nossa realidade e um pouco difícil de entender. A família de Pat e principalmente seu pai e seu irmão são torcedores fanáticos dos Eagles, muitas passagens do livro envolvem os jogos da temporada. 
        – Parece um pouco um milagre, não parece?
        – Milagres acontecem no Natal, Pat. Todo mundo sabe dessa parada.
        Um livro magnífico com personagens cheios de dramas reais, não é difícil acreditar que possam ter muitos Pats e Tiffanys por ai, que apesar de seus transtornos psicológicos, podem ser felizes, um apoiando o outro. Recomendo muito “O lado bom da vida” leiam e assistam.

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