segunda-feira, 30 de setembro de 2013

#PROMO "Carnaval" (Luiza Trigo)



 Que tal concorrer a esse sucesso nacional da Editora Rocco?

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    Littera Feelings #1 – Oi?

    Olá, pessoinhas o/

    Sou Kleris Ribeiro, começando uma coluna literária *ansiosa* e com uma proposta pra vocês. Não se acanhem, vocês vão gostar (espero!).

    Do que se trata? Bom...

    Foi no 2º ano do ensino médio, logo nas primeiras aulas que um professor do ano anterior chegou no quadro e disse aos alunos para que indicassem qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, que então ele iria fazer alguma relação da realidade com sua disciplina. Bola, vento, nuvem, sei lá que exemplos os meus colegas deram, disso já não sei. O que marcou mesmo foi o que professor falou ao fim: a Física está em todo lugar e não há como escapar.

    Não sou da Matemática, tampouco da Física e nem tente a Química comigo, por favor, pois eu puxo a cadeira (e a mesa, o sofá, os livros, a caneta, o papel, o Word...) para outro rumo. Aqui, ali, acolá, eu vejo é Literatura ~aposto que muitos por aqui também~


    Bom, não a Literatura em si, mas seus traços, seus pormenores e seus acompanhantes. Um verso, uma melodia, uma história, uma piada. Porque tudo tem que ter uma história, não? Porque se não houvesse, que graça, sabor ou sacada teria?

    Lembro que quando um prédio desabou no Rio de Janeiro ano passado (por problemas de infraestrutura se não me engano), pensei “poxa, tá aí um bom conflito de história policial. Pessoas, documentos, trabalhos, trâmites... tudo junto e perdido de uma vez só. E que histórias não terminaram ali? E que outras não começaram?”. Logo aquele acontecimento não seria mera notícia ou uma lição, assim como para o caso das Torres Gêmeas em 2001 ou mesmo a tragédia da boate Kiss.

    Com certeza muitos por aqui viram/veem a internet se movimentar a cada ocorrência dessas, com crônicas, reflexões, histórias-base, lamentos, solenidades... Porque isso mexe com o ser humano, que sente essa necessidade de botar pra fora o que povoa suas mentes.

    A coluna Littera Feelings é sobre isso?, vocês podem se perguntar.
    Não bem isso, mas calma, que chego lá.

    Lembro também de ter afirmado então no twitter o seguinte: “Fatos não são apenas fatos. Contam histórias”. E como toda história, ela só tem vida se alguém se dispor a prestar atenção nela. É por aqui que a coluna Littera Feelings vai seguir rumo, amigos.

    Quando vamos a um evento que envolva literatura, é comum ter um palestrante, alguém que tome a voz para apresentar um livro, um autor, ou tudo junto e, mesmo com várias cadeiras para os ouvintes, a atenção fica no palco. Agora me diz o que seria se o foco da vez fosse aquela pessoinha que tá na plateia? Eu, tu, ele, ela... também podemos ser despertados de alguma maneira, não podemos?

    A proposta que falei no início é essa: dar voz ao leitor, aquele sentando na cadeira, não apenas como plateia, mas também porta-voz de si, de suas experiências e suas próprias histórias, consequência de outras, que se desmembra em mais outras, os feels que toda e qualquer história ouvida/lida bate na gente e assim por diante.

    Leitor também das suas, né?

    E não só de livros, quero dizer, já que alguns contos não saíram do devaneio para o papel (ou Word rs). A coluna é um convite para você, leitor, desabafar um pouco sobre o que/quem lhe toca, faz refletir, questionar, rir, discutir, zangar, imaginar... É muita manga pra pouca camisa, então por que não uma colcha? Uma colcha de retalhos!


    Quem sabe a gente não se encontra ou desencontra nas ideias? Me contem vocês, veremos umas boas e típicas situações de leitor, sintam-se à vontade para comentar. Quem quiser dar um alô, diz aí o está lendo no momento ou em que status de leitura está (pensativo(a), desesperado(a), assustado(a), risonho(a), maravilhado(a)...?).


    É um bom começo =)

    Em literatura, entretenimento não é passatempo, é sedução pela palavra escrita. É a capacidade de envolver o leitor, fazê-lo virar a página, emocioná-lo, transformá-lo. Felipe Pena
    Até o próximo post,
    Bjos,

    Kleris Ribeiro. 

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    domingo, 29 de setembro de 2013

    Resenha: "Procura-se um marido" (Carina Rissi)

    Por Juny: A literatura nacional mostra o aumento de sua qualidade a cada dia. Quando vi a sinopse de “Procura-se um marido” fiquei muito interessada e não pude deixar de ler.

    Alicia é uma garota rica e inconsequente que só quer saber de se divertir e para isso, ela sempre se mete em encrencas. Seus pais morreram em um acidente de carro quando ela era criança e ela foi criada pelo avô. Vô Narciso é um empresário dono de um grande conglomerado e quer que a neta tome jeito e assuma os negócios da família.

    Com a morte do seu avô, Alicia fica arrasada porque o amava muito e ele era sua única família. Após o funeral ela é surpreendida por Clovis, o advogado da família, quando ele lê o testamento, seu avô a excluiu da herança devido a sua falta de maturidade e ela só poderá ter direito a tudo quando se casar! Casamento está longe dos planos de Alicia, ela só quer curtir. E sem ter acesso a fortuna, e como parte do descrito no testamento, ela deve começar a trabalhar na empresa da família em um cargo bem baixo. Isso tudo é um grande pesadelo para a garota mimada. Além de odiar o trabalho, Alicia tem que lidar com Max, um funcionário que vive implicando com ela.
    Quando levantei a cabeça, encontrei os olhos do camarada mal-educado fixos em meu rosto – eu precisava parar de me referir a ele dessa forma; camarada havia saído de moda fazia pelo menos uma década! O problema era que sua aparência não ajudava. Apesar do terno todo alinhado e da postura séria, definitivamente havia algo de selvagem em seus olhos, para não mencionar os cabelos, mais longos do que homens de negócios costumavam usar. Algo nele me fazia pensar em fugas alucinantes e bungee jumping.
    Desesperada para resolver essa situação, Alicia resolve tentar burlar o testamento colocando no jornal um anuncio, procurando um marido. Aparecem vários candidatos, um mais estranho que o outro. Até que em um de seus encontros com os candidatos ela se depara com Max! Eles acabam fazendo um acordo para se casarem. Com isso começa uma trama extremamente engraçada, intensa e cheia de romance. E ainda há suspense e ação no final!
    – A vida é um jogo, Alicia. Você precisa saber usar as estratégias. A dificuldade da luta armada é fazer próximas as distancias e converter os problemas em vantagens.
    Revirei os olhos.
    – Sabe, você devia ter lido Harry Potter, para me ensinar um pouco de magia. Esses provérbios não me servem de nada.
    No inicio Alicia é extremamente irritante, imatura e sem noção. Parece um caso perdido, mas felizmente ela vai se transformando no decorrer da trama. Vô Narciso é aquele velhinho simpático e bondoso, típico avô, protetor e amoroso. Max é paixão, que homem! Me recuso a descreve-lo porque sei que vou esquecer de alguma qualidade! Mari, a melhor amiga de Alicia, também merece destaque em sua participação na trama.

    O romance é bem construído, começa com as típicas briguinhas de comédia romântica, a partir do momento em que eles fazem o acordo e começam a morar juntos se torna muito mais interessante. O leitor torce até as ultimas páginas pela felicidade do casal, que passa por tantos problemas e reviravoltas.
    – Eu amo você. Eu. Amo. Você. Amo com meu coração, com meu corpo, com minha alma. Amo você desde sempre, Alicia – murmurou e então me beijou, me levando mais uma vez até aquela poeira magica de estrelas.
    Carina Rissi foi uma grande surpresa, sua escrita leve e divertida leva o chick-lit brasileiro a outro patamar, senti uma semelhança com o estilo da Sophie Kinesella, minha autora favorita no gênero. A Editora Verus está de parabéns pela edição do livro e por acreditar nos talentos nacionais.

    Ri demais com as coisas que a Alicia apronta, torci muito pelo final feliz, morri de raiva de todos que tentaram atrapalhar, enfim, foi uma leitura maravilhosa! Estou louca para ler “Perdida”, outro sucesso da autora, e ter mais horas de romance e humor. Recomendadíssimo! 


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    quinta-feira, 26 de setembro de 2013

    [Gastronomia e Literatura] Gatos na Cozinha

    Olá Pessoas,

    Para todo bom fã de musicais assistir Cats é praticamente uma obrigação. Mas o que isso tem a ver com literatura?

    Ora, Cats é uma versão musicalizada dos poemas de T.S. Elliot, um poeta modernista nascido em 26 de setembro de 1888 e ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1948. Os poemas foram adaptados por Andrew Lloyd Weber, o mesmo de O Fantasma da Ópera, que levou a peça aos teatros em 1981.

    O musical se passa numa noite especial do ano, onde todos os gatos Jellicle se encontram no Jellicle Ball. Lá, o líder sábio e benevolente, Old Deuteronomy, anuncia qual deles irá para um lugar chamado Heaviside Layer, onde renascerá uma nova vida Jellicle.

    A música Memory, uma das mais marcantes na minha opinião, ficou famosa nas vozes de Elaine Paige, Barbra Streisand e mais recentemente Susan Boyle.

    Então, vamos preparar um doce bem conhecido, Língua de Gato, ao som dessa música tão emocionante.

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    quarta-feira, 25 de setembro de 2013

    Resenha: "Carnaval" (Luiza Trigo)

    Por Gabi: Oi pessoal! Hoje venho trazer um livro nacional, publicado pela Rocco através do selo Jovens Leitores. Direto de terras cariocas para o Dear Book, vamos conhecer o primeiro livro da Luiza.

    Somos conduzidos ao longo das 152 páginas pela carioca Gabriela, estudante de arte e mais conhecida como Gabi, que acabou de terminar um relacionamento quando viu o ex com outra garota. Ela fica super chateada. Ela pode não gostar tanto assim dele, mas uma situação assim já é demais.

    Não há tempo para tristeza, porém, já que o Carnaval se aproxima e ela logo decide passar o feriado em Recife. Uma cidade que ela ama, não só pela alegria que exala sua colorida arquitetura, pela deliciosa culinária, pelo sotaque cantado ou pelo abraço aconchegante que os recifenses distribuem como ninguém, mas porque é onde ela reencontra as primas, amigos e... paqueras

    As primas Bel e Juju já trataram de planejar os dias de folia, garantindo muitos shows e animadas festas e viagens. Já na primeira festa, a fantasia, Gabi acaba ficando com Pedro, um garoto lindo e super fofo, engraçado e que faz Arquitetura ainda. *-* . Mas a química forte rolou mesmo entre ela e FelipeEis que um dia aqueles que nunca ligam para nada, são laçados.  Ele, assim como ela, gosta de arte, toca violão, canta e é super carinhoso e protetor e, principalmente, aquele com a voz doce. Essa situação já está delicada o bastante, se não fosse por um detalhe: Felipe não está sozinho.  
    Ele mexeu mesmo com você, hein? Não consegue nem falar - acrescentou ela rindo.

    Eu voltei a olhar pra ele. Me encantei, a beleza dele não era aquela óbvia e comum como a do Pedro. Ele era interessante, não muito alto e nem muito baixo, certamente passava de mim, e o corpo era largo. Se abraço deveria ser uma delícia. O cabelo era curto, meio cacheado e todo bagunçado.
    Mas a farra não pode parar... Tatá, Fernando, Duda, Bia, Jean Marc, Bel e Juju, eles não brincam em serviço quando o assunto é diversão no carnaval! Mas Gabi precisa definir uma posição e tomar uma atitude. O que ela não esperava era uma surpresa tão grande nesse feriado...

    Li esse livro em poucas horas. Sentei no sofá e, quando dei por mim, já estava terminando essa estória. Pela sinopse já imaginei que se tratasse de um romance bem leve e de rápida leitura, mas não achei que fosse nesse ritmo. Mas a narrativa é muito acelerada. No começo, principalmente. A sensação era de uma amiga estava me contado uma história, mas não poderia se dar ao luxo de delongas, porque tem um compromisso. Coisa rápida, pelo telefone mesmo. E, assim como a narrativa, o romance se desenvolveu de forma muito rápida. Não é muito natural duas pessoas se amarem em uma semana, não é mesmo? De não conseguirem ficar separadas e etc. Não houve nem aquela "abertura" para imaginarmos o futuro dos personagens. Acabou ACABANDO. 
    A tarde foi muito alegre e fresca com os mergulhos na piscina. Às oito da noite, a galera já estava bêbada e a zona era maior ainda.
    Mas é preciso citar os pontos positivos. É clara a veracidade dos personagens. Como é possível imaginar sua turma de amigos ali. As viagens, os romances de verão, as bobeiras, enfim, muito gostosa essa parte. Muito bacana também o tour que fizemos por Recife e arredores. O plano de fundo pernambucano foi muito bem montado. Além de pontos famosos pelas comemorações, ainda fomos apresentados a outros locais e pontos turísticos, além das várias referências culturais nas conversas de Gabi e Filipe.
    -Fernando Pessoa... - falou ele - "Aquela senhora tem um piano, que é agradável, mas não é o correr dos rios, nem o murmúrio que as árvores fazem. Para que é preciso ter um piano? O melhor é ter ouvidos e amar a Natureza."

    - Alberto Caieiro - falei admirada.

    - É uma das minhas favoritas.

    Derreti por dentro. Ele gostava de poesias.
    Destaque para o acabamento do livro. O único ponto que pecou foi nas folhas brancas, que tornam a leitura bem menos confortável, mas, no mais, tudo muito bem feito. A capa é muito fofa, alegre e colorida, assim como nossa protagonista. Os detalhes no interior também. Lindas as sombrinhas de frevo no início de cada capítulo. 

    Enfim, "Carnaval" é aquele chichê bem manjado, com seus altos é baixos, é uma boa pedida para uma distração. Se você estiver no aeroporto, e o voo atrasou ou se está voltando da faculdade ou do colégio, naquele engarrafamento, dentro do ônibus. Acho que Luiza poderia ter ido mais a fundo nessa história, explorando um pouco mais, poderia nos proporcionar um chick-lit bem bacana. 


    E vocês aí pessoal, já leram o livro ou ouviram falar da autora? Qual impressão vocês tiveram? Não deixem de comentar, hein?

    Beijos beijos e boa leitura!

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    domingo, 22 de setembro de 2013

    Resenha: "Os Doze" (Justin Cronin)

    Por Sheila: Olá gente (para não dizer pessoas,é que eu escrevi umas quatro resenhas de uma vez só e estou me sentindo muito repetitiva ...). Hoje trago a vocês o segundo livro da trilogia de Justin Cronin, que se iniciou com o livro "A Passagem" já resenhado aqui pelo blog.

    Confesso que achei o primeiro livro muito f* legal, e criei muitas, muitas, mas muitas expectativas para esse segundo volume, ficando até um pouco apreensiva: seria este segundo volume tão bom quanto o primeiro? #tenso

    Pois bem, NÃO continuem lendo caso não tenham lido o primeiro e não queiram estragar a surpresa; sendo esta uma continuação, alguns spoilers são inevitáveis, ok?

    Em "A Passagem" vimos que os doze prisioneiros utilizados como cobaias para experimentos militares conseguiram escapar e estão soltos pelo mundo. Como descobrimos ao fim do primeiro livro, os virais andam em corjas, bandos que se unem ao seu UM, ou seja, um dos Doze que lhes deu origem. São como servos que, morto o mestre, morrem. Em "A Passagem", um dos Doze, BabCock, é derrotado, e seus "Muitos" - os virais que o seguem - são libertados por Amy.

    O grupo formado por Amy, A Garota de Lugar Nenhum, e alguns adolescentes sobreviventes da Primeira Colônia, uma fortificação sempre iluminada para manter os virais longe, se propõe a ir atrás dos Doze já que, mortos os criadores, morrem as criaturas.

    Assim como no primeiro livro, Justin Cronin nos falará do antes e do depois - nos dará uma ideia mais clara de como as pessoas se viraram depois que os Doze escaparam, quem sobreviveu, e como a estória de algum destas pessoas irá convergir com a de Amy, quase 100 anos depois. O que move as pessoas nesse mundo novo, é o puro instinto de sobrevivência.
    ***AVISO***

    VOCÊ ESTA ENTRANDO NA ZONA LARANJA

    PRESTE ATENÇÃO AO RELÓGIO. CONHEÇA A LOCALIZAÇÃO
    DA PRÓXIMA CASA FORTE.

    NÃO ENTRE EM ÁREAS QUE NÃO TENHAM SIDO VARRIDAS.

    SE PERDER O ÚLTIMO TRANSPORTE, NÃO ESPERE SER RESGATADO.

    ABRIGUE-SE NO LUGAR.

    OBEDEÇA A TODOS OS COMANDOS DA AUTORIDADE DOMÉSTICA.

    OS INFRATORES ESTÃO SUJEITOS A MULTA E/OU PRISÃO SEGUNDO O ARTIGO 694, SEÇÃO 12 DO CÓDIGO DE LEI MARCIAL MODIFICADA DA REPÚBLICA DO TEXAS.

    EM CASO DE DÚVIDA, CORRA.
    Nos tempos de depois, veremos que cinco anos se passaram desde a incrível jornada que o grupo de Amy realizou pelo mundo caótico e dizimado em busca de respostas - que encontraram. Se ao final do livro (quem leu) também achava, como eu, que o grupo se uniria, tipo uma "Liga da Justiça", e iria atrás dos Doze (agora Onze) derrotando um por um ... bom vocês se enganaram tanto quanto eu.

    Após 5 anos, o grupo de Amy está separado, e a estória de como isso se deu vai sendo contada aos pouquinhos. É como se no lapso de tempo entre um livro e outro, os personagens tivessem se modificado, sem que isso nos fosse contado, tendo que ser feito um breve retrospecto intercalado com a vida que levam hoje.

    O que será feito do grupo de Amy e de sua caçada, aparentemente abandonada? Conseguirão eles chegar aos Doze? E quem será estranha mulher encapuzada que aparece, de tempos em tempos, e arrebata boa parte dos sobreviventes ao apocalipse, sem que ninguém saiba como isso se deu, ou para onde foram levados os que desapareceram? E Amy? O que estará acontecendo com ela?
    Finalmente Woolgast havia chegado até Amy (...)
    - Olá - disse ela.
    Desculpe, eu estive longe. Senti saudade de você.- Senti saudade de você também.
    O espaço ao redor deles tinha se alterado: o quarto havia se dispersado numa escuridão em que só os dois existiam, como uma dupla de atores num palco iluminado por um refletor.
    Alguma coisa esta mudando.- É, acho que esta.
    Você terá de ir até ele Amy.
    "Os Doze" mantém o mesmo ritmo do primeiro livro e, se responde algumas perguntas, deixa em aberto inúmeras outras. O desenrolar da estória é totalmente imprevisível e surpreendente, e é um daqueles livros que torna ao leitor impossível parar de ler até que se chegue às últimas páginas.

    Além de esperar com ansiedade o último livro da saga - " A cidade dos espelhos", que será lançado só em 2014, para meu desespero ... - "A passagem" brilhará nas telonas logo, logo, adaptada pela Fox 2000 que comprou os direitos para o cinema, com direção de Matt Reves (que não faço ideia de quem seja) e roteiro de Jason Keller (menos ainda). O livro considere recomendadíssimo! O filme, veremos ... forte abraço!

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    sábado, 21 de setembro de 2013

    [Especial Rock in Rio] Quadrinhos

     

    Com o Rock in Rio acontecendo nada mais normal do que listar alguns dos principais quadrinhos que abordam a música como um todo.


    Solanin


    É dificil falar de Solanin, simplesmente uma das melhores obras produzidas nos ultimos tempos, como talvez tudo que é feito por Inio Asano, um dos principais mangákas, que mesmo ainda meio underground no Brasil já faz sucesso no mundo, como um autor que literalmente produz arte.

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    sexta-feira, 20 de setembro de 2013

    Happy Hour #47 - Rockeiros e Escritores


    Falaaa galeraa!! Tudo bom com vocês? Pois comigo, tudo ótimo! Já sentiram o clima pelo vocativo, né? rs Mas não é para menos. Férias, um mês de recesso... bom demais! E, para melhorar, tem o explosivo Rock in Rio esse mês. E é nesse clima que será nossa Happy Hour de hoje. Da tranquilidade e do bucolismo da Casa de Ópera de Ouro Preto, da Happy Hour #46, vamos para um clima beem mais energizante hoje. O ROCK, BEBÊ!! 

    Nesse especial do Dear Book, a coluna mais up da blogosfera (gente, eu tô demais hoje! rs) vai humildemente homenagear grandes musicistas que dividem sua paixão entre o rock e a literatura. Essa seleção foi feita com base em minhas pesquisas em blogs de música, sites especializados e afins, além da colaboração mais que especial do meu great brother, Dell. \o 

    Então, bora?

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    quinta-feira, 19 de setembro de 2013

    [Especial Rock in Rio] Hard Rock Nachos

    Olá Pessoas,

    Muita música rolando nesse festival de proporções internacionais, muita gente passando por esses palcos e muitos fãs, muitos mesmo, curtindo os grandes shows.

    E para aguentar tanta curtição tem que cuidar bem da alimentação. Aí cai bem aquelas famosas dicas:

    - Se alimentar de 3 em 3 horas;

    - Refeições leves;

    - Beba pelo menos cerca de 2 litros de água.

    Mas fugindo um pouco às regras, vamos preparar um clássico do Hard Rock Cafe bem gordo que é super indicado para reunir aquela galera. Vamos aos  "Hard Rock" Nachos

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    quarta-feira, 18 de setembro de 2013

    Ofertas por ai #21 - Submarino 14 anos



    Aniversário do Submarino, isso significa ofertas!!!  Escondam os cartões de crédito! ;D

    Esse post pode ser atualizado a qualquer momento com mais novidades! ;D
    Os preços informados aqui valem para o dia da postagem, afinal as Lojas Virtuais os mudam o tempo todo e não nos responsabilizamos por essas mudanças.

    Para ver as ofertas anteriores clique aqui.


    Ofertas de aniversário do Submarino:

    Esse post não é patrocinado, mas ao comprar através dos links acima o Dear Book ganha uma comissão que é usada nas despesas do blog (domínio, correios, promoções, etc).

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    Resenha: “A Última Princesa” (Galaxy Craze)

    Por Clarissa: Oi gente, tudo bem? Espero que sim. Então minha indicação de hoje é “A Última Princesa”. 
     
    Elizabeth morava com seus irmãos Jamie e Mary, e seu pai, que era rei da Inglaterra. Desastres naturais dizimaram a Terra e a Inglaterra era um lugar sombrio. O sol raramente brilhava, a comida era escassa e grupos de criminosos perambulam pela floresta. Londres parecia uma cidade fantasma. Com isso, um revolucionário implacável decide tomar poder e seu principal alvo é a família real.
    “Os níveis de água tinham sido destruídos, o sol estava escondido atrás de uma nuvem de cinzas, mas, enquanto conseguisse ouvir os geradores, eu tinha esperanças de que tudo, de alguma forma, ficaria bem.  Só que a Inglaterra estava completamente sozinha”
    Este revolucionário capturou os irmãos de Elizabeth. Determinada a matar aquele que destruiu sua família, Eliza se junta aos inimigos, disfarçada, para ter mais informações de onde ele estaria escondido. Eliza esta com sede de vingança e fará tudo para proteger seu povo. E nesse disfarce ela acaba conhecendo Wesley, um jovem muito caloroso que mexeu com o coração dela, e tem esperança de que tudo possa melhorar. Ela arrisca sua vida para salvar outras. E sua melhor amiga, Polly, fará de tudo para ajuda-la a reconquistar a Inglaterra.
    “Depois de tudo o que tinha acontecido, tudo o que eu tinha sofrido e pelo que tinha lutado, eu não podia acreditar que tinha chegado a esse final: uma caminhada no escuro. Qual tinha sido o sentido da minha vida tão curta? Eu tinha sido uma filha, uma irmã e uma amiga. Era suficiente? Minha mãe sempre dizia que a coisa mais importante na vida era amar e ser amado. Eu tinha feito as duas coisas.”
    A cada hora vai ficando mais difícil para Eliza e seus irmãos, muito sangue e honra vai será derramado para salvar o mundo. O povo tem que unir forças para se manter vivo, e lutar contra os inimigos, que não são poucos. E no final tem uma surpresinha para vocês!
     
    Amei muito este livro, achei que ia ser chato, ser sem graça, mas no prólogo já é fantástico! Você quer logo saber o restante do livro, é muito bem feito, não sei se é minha paranoia, mas lembra um pouco “Jogos Vorazes”, o modo de sobrevivência e outras coisas. É pequeno, tem 248 paginas de muita aventura.

    Então pessoal é isso, espero que tenham gostado eu adorei ler, vai para minha lista de favoritos! Galaxy Craze conseguiu criar uma estória cativante e surpreendente. Haverá sequência do livro, que será lançado em breve nos EUA, estou muito ansiosa, quero saber o que vai acontecer. Ate a próxima gente,beijos. E não se esqueçam de deixar seus comentários, dicas e criticas!
     
    Boa leitura e vingança!

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    terça-feira, 17 de setembro de 2013

    Filme: "ABC do Amor"

    Olá pessoal, como vão?


     Bom, primeiramente peço desculpas porque esta coluna era pra ter ido ao ar dia 10 de setembro, mas por motivos de trabalhos, estudos e estágio, não consegui programá-la.

    Então, hoje vou falar de um dos filmes recém adquiridos por mim e que vi que na coluna passada foi citado, e então, como não houve mais de um voto para cada filme, resolvi escolher “ABC do Amor” por ser um filme que todos deveriam assistir, porque, de uma forma ou de outra (não necessariamente igual a do filme) todos nós já passamos por isso.

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    segunda-feira, 16 de setembro de 2013

    [Especial Rock in Rio] Indicação de Livros


    Não se fala em outra coisa nos ultimos dias né? E por isso a equipe do Dear Book aproveitou para criar um especial unindo literatura, musica, cultura e curiosidades com o mais aclamado festival brasileiro.

    Para iniciar a série de postagens especiais, trago uma seleção de 10 livros relacionados a cantores e bandas consagradas. 

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    sábado, 14 de setembro de 2013

    Resenha: "Todas as coisas que eu já fiz" (Gabrielle Zevin)

    Por Juny: Depois que você lê séries como “Jogos Vorazes” e “Divergente” pode achar que nunca mais vai ler uma distopia que ainda possa te surpreender. Foi com esse pensamento que comecei “Todas as coisas que fiz”, achando que seria mais do mesmo. Grande engano! Gabrielle Zevin conseguiu criar algo novo em um tema que está caindo na mesmice.

    Num futuro distópico numa Nova York caótica, coisas como chocolate e café são ilegais, substancias proibidas. Tudo é escasso e regulado através de cupons. Anya tem 16 anos e é filha de um dos chefões da máfia (que já esta morto), sua principal atividade era o contrabando de chocolates (entre outras coisas) e os negócios da família continuam funcionando sob a administração de seu tio. Anya e seu irmão (que tem problemas mentais) estão sob tutela de sua avó, que está muito idosa e doente, luta para viver com a ajuda de aparelhos. E com todos esses problemas, Anya esta firme e forte cuidando de sua avó e seu irmão e não querendo se envolver com os negócios ilícitos pelo grande risco, pois sabe que foram a causa da morte de seus pais.
    – Não é trágico. – garanti. – Não é nada. Tragédia é quando alguém acaba morto. O resto são pedras no caminho.
    Tudo muda quando ela é responsabilizada criminalmente  de envenenar um chocolate e dar ao seu ex-namorado, se envolve com o filho do chefe da policia e vê seu irmão se envolvendo com os negócios da família. Acho que qualquer informação além disso, que é a premissa, tiraria a surpresa do leitor.
    – Vamos falar para o meu pai agora – disse ele, num tom que não consegui identificar se era sério ou brincadeira.
    – E vamos falar o que pra ele?
    – Que o nosso amor é grande demais para ser suprimido!
    – Eu ainda não te amo, Win. – falei pra ele.
    – Ah, mas vai amar.
    Há muitos mistérios envolvendo os acontecimentos com Anya e ela precisa descobrir em quem pode confiar. Toda a questão da Máfia é bem estruturada e o tema da distopia, embora ficcional se torna até plausível, se comparado a outros livros. Apesar de ter um pouco de romance, esse está longe de ser o foco principal do livro.
    Era uma coisa ridícula de se dizer, mas, mesmo assim, senti meu corpo esquentar por dentro e tenho certeza de que provavelmente fiquei vermelha. Queria tirar o suéter. Queria tirar outras peças de roupa. Queria tirar a roupa dele.
    Eu o queria.
    Queria, mas não podia.
    O livro é muito bem escrito, a autora nos surpreende em diversos momentos e o enredo convence. Anya é uma protagonista sensacional, responsável, determinada, preocupada com o bem estar de seu irmão e sua avó, esta disposta a abrir mão de muitas coisas e se sacrificar por eles. Nenhum outro personagem consegue roubar a cena com uma protagonista desse porte, talvez só Yuji Ono tenha atraído um pouco a minha atenção. Win é legal, fofo, mas ainda não me conquistou, espero mais dele nos próximos livros. Scarlet é a melhor amiga engraçada, que da um pouco de leveza a tensão que é a vida de Anya.
    “Que Deus me perdoe por todas as coisas que eu fiz.”
    Embora seja diferente das duas famosas distopias citadas no inicio da resenha, a trama agrada e consegue explorar outra vertente, sendo original. Um livro pouco conhecido e que merece ser lido. Sua continuação "Está no meu sangue - Birthright #2" foi lançada pela editora Rocco neste mês (Setembro) e em breve vocês verão a resenha aqui.

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    #PROMO "O Jogo da Mentira" (Sara Shepard)


     Que tal concorrer a esse lançamento da Editora Rocco?

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      quinta-feira, 12 de setembro de 2013

      [Gastronomia e Literatura] Memorial e Filet à JK

      Olá Pessoas,

      Hoje é o aniversário de 111 anos do Memorial à JK, que é um museu localizado em Brasília. O museu foi projetado pelo saudoso Oscar Niemeyer e dedicado ao presidente Juscelino Kubitschek.

      Lá encontra-se o corpo do presidente, além de diversos pertences, como uma biblioteca pessoal, fotos dele e da esposa Sarah.

      E para comemorar temos uma receita que se tornou famosa devido à lenda de ter sido preparada pelo próprio presidente em um hotel em Araxá (MG), Filet à JK. Se preparem, pois a receita serve cerca de 8 pessoas.

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      quarta-feira, 11 de setembro de 2013

      Resenha: "Cidade dos Ossos" (Cassandra Clare)

      Por Juny: Tem séries que antes de ler já sei que vou gostar e me viciar, por isso acabo adiando a leitura esperando o lançamento de mais livros, foi o que fiz com “Instrumentos Mortais” até então, e com o lançamento do filme não pude mais esperar, por me recusar a assisti-lo sem a leitura previa.

      Clary tem uma vida normal até o dia que resolve ir com seu amigo, Simon, numa balada chamada Pandemônio. Lá ela vê um grupo de pessoas estranhas cometendo um assassinato, tudo fica ainda mais tenso quando ela percebe que só ela os enxerga. Após esse fato ela começa a ver o garoto louro que estava naquele grupo em outros lugares e acha que esta ficando louca. Após uma briga com sua mãe, ela sai com seu melhor amigo, Simon, e encontra novamente o garoto louro e resolve falar com ele. No meio do dialogo sua mãe liga desesperada falando para ela não voltar pra casa, que não é seguro. Clary volta mesmo assim , não acha a mãe e vê tudo destruído. Ela é atacada por uma criatura sobrenatural e acaba sendo salva por Jace, o garoto misterioso.

      Ele a leva para o Instituto e conta sobre os “Caçadores de Sombras”, nefilins, demônios e as demais criaturas sobrenaturais. Ela também conhece Hodge e os irmão Lightwood, Isabelle e Alec, que também são caçadores e vivem no Instituto. Clary descobre que não é uma “mundada” e que há muitos mistérios envolvendo sua mãe e o feiticeiro das trevas chamado Valentim. A partir daí Clary conhece mais sobre esse mundo misterioso e seus integrantes, descobre mais sobre seu passado e se envolve em uma grande aventura.
      – Aposto que é por causa do bloqueio em sua mente. Os Irmãos vão cuidar disso.
      – E depois?
      – Depois você verá o mundo como ele é: infinito – disse Jace com um sorriso seco.
      Esse é um resumo básico da trama, que é muito maior e extremamente interessante. “Cidade dos Ossos” é o primeiro volume da série “Os instrumentos mortais” que já conta com 5 livros publicados no Brasil.

      Clary é uma protagonista coerente e corajosa, acho que sua trajetória na série será bem promissora. Jace é “o cara”: lindo, sarcástico e poderoso, que arrebata o coração das leitoras. Apesar de terem tido pouco destaque nesse livro, gostei muito também de Isabelle, Alec e Magnus Bane.
      “(...) O menino nunca mais chorou, e nunca se esqueceu do que aprendeu: que amar é destruir, e que ser amado é ser destruído”.
      “Cidade dos Ossos” estreou no cinema há poucas semanas, embora o filme mude muitos pontos da trama e seja bem resumido, eu gostei. Conseguiu retratar o básico do livro, embora não seja tão profundo e completo. Gostei da escolha dos atores, mais tive uma implicância com o Jace, imaginava ele muito mais lindo, Jamie Campbell é talentoso, mas eu esperava mais...
      “Ela não o ouviu rir, mas sentiu, vibrando pelas costelas até a ponta dos dedos dela. Ela segurou firme enquanto ele angulava a moto para cima, projetando-a de modo que ela se lançasse para frente e voasse pela ponte como um pássaro liberto de uma gaiola. Ela sentiu o estomago cair quando o rio rodava e as espirais da ponte sob os pés, mas dessa vez Clary manteve os olhos abertos, para que pudesse ver tudo.” 
      O final me surpreendeu bastante, embora eu ache que ainda haverão reviravoltas. Estou muito curiosa para ler o restante da série, como esse é o primeiro livro, é repleto de introduções, por isso espero muito mais dos próximos. Uma série que vale a pena ler, recomendo!
       

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      domingo, 8 de setembro de 2013

      Resenha: "O Código Élfico" (Leonel Caldela)

      Por Sheila: Oi Pessoas! Resenha de autor brasileiro na área ... e de literatura fantástica, um gênero que vem ganhando cada vez mais autores, atenção e crescimento nos últimos anos. Apesar de que iremos encontrar no universo descritivo criado por Leonel um misto de literatura fantástica, aventura, ficção científica, onde a realidade, o mito e a fantasia se misturam em um só.

      A maior parte da trama ambienta-se na cidade de Santo Ossário, fictícia, mas que se encontra em uma região remota do Brasil, famosa por duas questões: uma é pelo seu festival de cinema; outra, mais peculiar, são os eventos bizarros ocorridos na cidade, muitos anos antes do momento em que a narração da estória começa.

      Num primeiro momento seremos apresentados - ainda que separadamente -  aos dois personagens principais da trama: Nicole, uma das sobreviventes aos acontecimentos noticiados em todo o país acontecidos há muito em Santo Ossário, conhecida como a "Rainha das conspirações"; e Astarte, príncipe dos elfos de Arcádia, isolado dos seus até terminar por completo seu treinamento de guerreiro.
      Era a última vez que o chamava de mestre, Astarte o havia igualado.
      O mentor não demonstrava qualquer satisfação; não demonstrava nada. Era pura serenidade, rosto sem expressão, sentado sobre os calcanhares na relva úmida de carvalho ... 
      - Vossa Alteza é Astarte. Filho de Sua Majestade, Titânia, a Rainha da Beleza. Principe dos elfos. A Primeira Flecha de Arcádia.
      Prostrou-se em respeito. Astarte se ergueu.
      - Então agora poderei obter respostas Harallad? Conhecerei o palácio? Conhecerei minha mãe?
      - Em breve, Alteza, conhecerá seu verdadeiro destino.

      Era só mais uma abdução. Assim como tantas outras, como talvez havia sido a perda de memória em plena universidade, meses antes. Era uma droga, mas quase rotina para a pessoa mais abduzida do mundo. A filha do Estripador das Hortências, a musa das lendas urbanas, garota da capa de tablóides sensacionalistas, celebrada nos principais sites sobre assassinatos ritualísticos.
      Nicole Manzini, a Princesa das Cnspirações.
      As histórias dos dois mundos são contadas em paralelo, sendo-nos dado sinais sobre pontos de interseção entre os dois, sendo que o mistério por detrás da infância de Nicole e do isolamento de Astarte dos outros de sua espécie vão sendo progressivamente desvendados.
      Voltando a emudecer a televisão, Félix reuniu os outros materiais que pesquisara: os discos, as palavras cruzadas, as demais fitas de vídeo,
      - Todos tem algo em comum Nicole. Fazem alusão a essa mulher. Muitos chamam-na de deusa, como seu pai, mas outros usam o termo "Rainha". falam da Rainha e do Dragão.
      - Você acha que meu pai era ...
      - Não sei. Mas o dragão parece ser um tipo de servo ou campeão favorito. Tudo isto - fez um gesto para o porão inteiro - é culto à Rainha.
      Até o momento em que os dois, Nicole e Astarte, nosso universo e o de Arcádia, se tocam e se encontram. Agora os dois, juntamente com Félix, um ex militar em busca de respostas que ele nunca imaginaria serem respondidas por um elfo, irão enfrentar uma das maiores conspirações do planeta, para tentar salvar a terra de uma dominação arquitetada há milênios.

      A ideia de sincronicidade perpassa toda a trama do livro, que é dividido em três partes: uma focada na história de Astarte, outra na de Nicole e, por fim, da jornada conjunta rumo a uma batalha épica pelo controle da vida no planeta como é conhecida, batalha ambientada na aparentemente pacata, mas sombria e perversa cidade de Santo Ossário.

      Os personagens de Leonel Caldela são profundos e complexos, e a jornada que empreendem é muito mais interior do que física. Vi algumas resenhas que ressaltavam de uma maneira negativa o prólogo confuso e o uso excessivo de descrição. Eu, particularmente, fui instigada pelo prólogo, que não explica nada até mais da metade do livro, e na narrativa de Caldela é como se cada descrição e diálogo servissem para aprofundar mais as relações complexas existentes entre os dois mundos que buscam se fundir - sendo a destruição de um deles a consequência.

      Um livro, na minha opinião, muito bem escrito, reunindo aventura, ação, romance, cenas descritas de forma crua, relatando o horror, o mal presente dentro do ser humano, aliadas a uma descrição com toda a sutileza necessária para descrever a transcendência existente na forma como todos os acontecimentos se confundem e complementam para chegar ao desfecho final - uma batalha épica e eletrizante.

      Leonel Caldela, virei fã. Recomendadíssimo.

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      sexta-feira, 6 de setembro de 2013

      Happy Hour #46 - Casa da Ópera de Ouro Preto

      Oi pessoal, tudo bem? Minha rotina está uma lou-cu-ra!! Final de períodos, provas, trabalhos, enfim... vocês podem imaginar. Estou aqui me afogando nos cafés, inspirada na Happy Hour #45, para aguentar o ritmo. Mais porque eu gosto do que pelo fato de que "desperta rs. Maas enfim, o importante é que as férias se aproximam. Hoje vai ser, se Deeus quiser - e as notas permitirem - o último dia de aula. \o/

      E é nesse clima de férias -adiós Ouro Preto- que me surgiu a ideia do nosso tema. Como todos sabem, já estou morando há um tempo aqui estudando e nunca falei nada da cidade para vocês. Mas hoje vamos falar de um dos lugares que mais gostei quando visitei aqui na cidade. Em uma estreita ruazinha se encontra um dos maiores tesouros da pomposa Ouro Preto, a Casa de Ópera, ou o Teatro Municipal, como queiram. 

      Puxem uma cadeira que lá vem história boa!



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      quinta-feira, 5 de setembro de 2013

      [Gastronomia e Literatura] Siri - Capítulo Dezenove

      Essa mensagem faz parte de uma série de postagens, capítulo a capítulo, com receitas inspiradas no enredo do livro "Siri" (Rachel Cohn). Para ver as receitas anteriores clique aqui

      Olá Pessoas,

      Para quem já foi chamada de Pequena Rebelde ser a filha perfeita não dura muito tempo. Não demora muito e toda a boa relação Mãe-Filha é abalada por algumas verdades jogadas de supetão de uma só vez.

      Mas vamos deixar de papo e partir para a cozinha e preparar o delicioso e "rebelde" Penne a la Vodca

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      quarta-feira, 4 de setembro de 2013

      Resenha: "Sonhos" (Alyson Noël)

      Por Gabi: Depois do fim da consagrada saga "Os Imortais", a autora Alyson Noël presenteia seus fans com a mais nova série chamada The Soul Seekers. Hoje falaremos do primeiro livro dessa.

      Nossa protagonista e narradora é Daire, uma garota de 16 anos que está sempre com sua mãe Jennika, uma maquiadora profissional que viaja o mundo nos bastidores das produções Hollywoodianas. 

      Jennika é super estilosa com suas makes impecáveis e cabelos coloridos. Ela foi mãe muito jovem, quando ela e o pai de Daire, Django, tinham 17 anos e, por uma "fatalidade", ele morreu antes de conhecer a filha. 

      Indo aos lugares mais incríveis do mundo, belas praias australianas, medinas marroquinas e vivendo romances na Cidade Luz. Enfim, sua vida poderia ser tudo, menos entediante. Mas isso não é tão perfeito assim. Ela não frequentou uma escola, não tem amigos de infância, ou seja, nunca criou raízes. 

      Quando ela completa dezesseis anos sua vida muda. Ela começa a ver criaturas esquisitas, além de corvos, com muito mais frequência e mais intensamente. A garota começa a ter surtos e a falar do assunto, mas como é a única que tem as visões, todos acham que ela está louca. 
      Mesmo depois de piscar várias vezes, tentando fazer a cena voltar ao normal, não adianta.
      Milhares e milhares de corvos lotam a praça. Pousam no tambor, na dançarino do ventre travestida - subindo, mergulhando e pousando ao seu bel-prazer - , transformando a praça outrora vibrante em um campo de olhos escuros e redondos que me observam implacavelmente.
      As pessoas brilhantes rastejam pra frente, - braços estendidos, dedos tentando agarrar algo -, pisando nos corvos até transformá-los em pedaços negros ensanguentados.
      Eis que aparece, quando menos esperam, a avó materna de Daire, Paloma dos Santos, que entende as visões da garota e promete ajudá-la. Ela vai então morar com a avó, que até então, não conhecia, na pequena e (aparentemente) pacata cidade de Encantamento, no Novo México. Ela explica para a neta que as visões são apenas o início de um legado familiar e que seu destino é ser uma Caçadora de Almas. 

      A princípio, Daire se recusa a acreditar no que Paloma diz, por soar tão absurdo e irreal, mas a avó é bem paciente e a entende, ao passo que já passou por isso. Com a ajuda de Paloma e seu amigo Chay, Daire descobre que a a cidade esconde muito mais segredos, sobrenaturais, sombrios e perigosos que ela sequer imaginou. 

      Em sua nova vida, Daire vai aprender muito do Mundo Superior, do Mundo Inferior e principalmente do Mundo Mediano, onde viverá experiências inéditas, como frequentar o colégio, fazer amigos e se apaixonar de verdade, além de conhecer seu mortal inimigo. O perigo torna-se ainda mais visível quando ela deve descobrir se Dace é aquele predestinado para ela, ou se é aliado do irmão gêmeo, Cade. Eles não cresceram juntos e não relacionam bem, na escola ou no trabalho, mas será que é tudo uma fachada?
      -  Um buscador deve aprender a ver na escuridão... deve confiar no que sabe em seu coração. 
      Daire embarca em um mundo completamente novo apresentado por Paloma, ela descobre mais da linhagem de sua família, do que é ser uma Buscadora, seus dons e também percebe que seus sonhos podem ser bem mais reais e  reveladores. 

      Alyson Noël criou um universo diferente e com personagens bem construídos e uma bela narrativa, construiu um bom romance juvenil sobrenatural. A princípio fiquei com um pouco de receio, porque o livro é grosso e as letras são pequenas, pelo menos menores que as que estou acostumada e pensei, "Se o livro for ruim, vai ser uma tortura ainda maior com essas letrinhas!". Isso não aconteceu (ainda bem), mas seria mais confortável a leitura com letras um pouco maiores. 

      Gostei muito dos elementos sobrenaturais diferentes que a autora usou no livro. Apesar de não haver bruxas, vampiros, lobisomens e afins, há criaturas diferentes, com histórias, predestinações, pessoas ligadas a elementos e com seu próprio animal, que guiará seu caminho, enfim, o enredo é diversificado e bem conectado. Dois personagens secundários que gostei muito são Xotichl e seu namorado Auden. Ela é dona de uma sensibilidade incrível e muito ajuda Daire. Ah, e não poderia faltar o toque de romance. Outro ponto positivo, não há o clássico triângulo amoroso, outro toque diferenciado da autora.
      - E o que seus instintos estão dizendo agora? -sussurro, sabendo que não posso mais confiar nos meus.
      [...]
      - Estão me dizendo para beijar você.
      Inclina-se para a frente. O olhar ganhando intensidade. Quando sua mão encontra meu rosto - quando as pontas dos seus dedos roçam minha pele -, quando seu olhar passeia por mim, devorando tudo que vê... bem, não posso deixar de notar que agora está acontecendo exatamente como no sonho.
      Em alguns momentos, senti a leitura meio monótona, mas, no geral, é um bom livro. Uma boa pedida para os fans de romances sobrenaturais. Fiquei muito curiosa para saber que rumo vai levar essa história. A continuação será lançada em 7 de maio nos EUA mas ainda sem previsão no Brasil. A previsão é que a série possua cinco livros. Vamos aguardar...

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      terça-feira, 3 de setembro de 2013

      [Minhas Palavras] Silêncio



      A coluna "Minhas Palavras" apresenta textos originais, de diversos temas, produzidos pela equipe do Dear Book.

      Por: Raquel Morelli 
      (Colunista de Cinema e autora do blog "Pensamentos e Opiniões", onde este texto fora postado originalmente.)


      Ela gostou dele por muito tempo. Ela era uma menina e ele não era tão menino assim, pois já tinha um "Q" de homem. Ele era, para ela, um príncipe, um Deus, um amor.
      Mas logo ele deixou de ser tudo isso e passou a ser a vida dela. Durante longos anos, ele foi a vida dela. Onde quer que ela fosse, carregava-o em pensamento.
      Qualquer lugar que ele aparecesse de repente, ficava mais colorido com sua presença.
      Ela realmente o amou muito. Mas amou sozinha, em segredo. Durante muito tempo, esse amor só existia em sua cabeça e em seu coração, que nunca exigiu retribuições da parte dele.
      Por ter amado tento tempo assim, sozinha, imaginem o quão forte esse sentimento era.
      Difícil fazer a cabeça se esquecer de alguém com quem o coração ficou tão acostumado. Difícil se esquecer de alguém que fora completamente idealizado.
      Foi difícil para ela entender que, uma hora, o coração teria que guardá-lo no peito, em silêncio. Mas, para ela, o silêncio sempre existiu.

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      segunda-feira, 2 de setembro de 2013

      Resenha: "A Essência do Dragão" (Andrés Carreiro)

      Por Sheila: Olá pessoas! Como estão? Mais uma obra da Literatura Nacional, e estamos com muitas obras de literatura fantástica sendo publicada pelos nossos autores, hein? No livro de hoje, como já fica claro pelo título, os protagonistas serão os dragões, seres míticos que povoam a mente dos povos desde tempos remotíssimos.

      No entanto, no livro de Andrés Carreiro, eles são muito mais que isso: são reais, um povo antiquíssimo esquecido pelos humanos e que ressurge na terra com uma missão muito especial, e um segredo que pode mudar para sempre a história da humanidade.

      Tudo começa na Ásia, há 3000 anos. Logo no início do livro, somos apresentados ao Li-Seugs, povo que, conta a lenda, originou-se de um comerciante, motivo pelo qual tiveram no comércio sua principal atividade. No entanto, a ganância que tomou conta do povo fez com que estes acabassem se dividindo, fora que suas conquistas acabaram por chamar a atenção da avidez de outros povos, e as guerras se tornaram constantes.

      Assim, um povo próspero, com milhares de integrantes, acabou virando um grupo nômade com algumas dezenas de pessoas lutando para sobreviver em meio a aridez das montanhas. Até que o chefe do bando, remexendo em escrituras antigas e em desuso, acha ditos que falam de uma terra longínqua, mas onde a escassez não é tanta, e o inverno não leva embora seu povo, nem pela fome, nem pelo frio.

      Mas algo acontece em meio a jornada dos Li-Seugs: alguns de seus integrantes veem um curioso objeto cair do céu e, de dentro deste, uma estranha criatura surgir.
      O local estava todo chamuscado, porém não havia mais nenhum vestígio de fogo nem um odor de queimado excessivo. O objeto estava no chão, intacto, sem movimento algum ...
      - Será alguma coisa dos Deuses que caiu acidentalmente? - perguntou Ji a Shoi.
      - Não sei.
      - É melhor voltarmos - disse Zhi. (...)
      Quando deram as costas para a flecha gigante dos deuses, um barulho saiu das entranhas daquilo...De repente, saiu uma criatura monstruosa, com três metros de altura.  
      Assustados, os Li-Seugs percebem tratar-se de criatura algumas vezes descrita por seus ancestrais, mas é difícil para eles aceitarem o que estão vendo. No entanto, o livro interrompe este inusitado encontro entre seres, e passa a Hong Kong, 1985. Por incrível que pareça, a família Li-Seugs continua viva - e é como se não houvesse envelhecido um ano sequer. De volta ao comércio, são donos de uma das empresas mais lucrativas do mundo.

      Por trás de tudo isso, um grande segredo. Quem eles terão encontrado, acerca de 3000 anos? O que sua vinda significou para a humanidade? Quais seus planos em relação à raça humana, e onde se enquadram os Li-Seugs neste plano? Algo que você, caro leitor, só saberá após ler as páginas do livro em questão! Não vou estragar a surpresa, lógico, mas como já li, vou dizer a vocês um pouquinho do que achei.

      Pois bem, apesar de ser uma trama rica, muito bem elaborada, e que explora os dragões por um prisma totalmente diferente - realmente nunca havia me deparado com uma trama sequer remotamente parecida - eu não gostei muito não. Talvez por que eu não seja muito fã de dragões. Talvez por que o livro fugiu muito do convencional e eu seja antiquada, quem sabe?

      Espero não estar sendo excessivamente crítica, mas é uma daquelas tramas que simplesmente não conseguiu me tocar. Não vibrei pelos personagens, não senti a emoção deles, não me senti ansiosa nem no desenrolar, nem ao fim da obra. Mas, como sempre costumo fazer ao fim das resenhas em que os livros não viram uma das minhas leituras preferidas, espero que você, caro leitor do blog, possa me ajudar a democratizar o espaço nos brindando com sua opinião. Abraços e até a próxima!

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