segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Littera Feelings #9 – Perspectivas de Fim de Ano

Se chorei ou se sorri, o importante é que eu li =)


Olá, amigos leitores, como vai essa segunda? Só mais umas horinhas e entraremos em 2014!

E como toda data de viradas, anos findando, anos iniciando e aniversários, a gente dá uma olhadinha pra trás ou uma pensada sobre o que se fez ou deixou de fazer; que meta bateu ou ficou; lembretes, notas e planos para o futuro breve... enfim, refletir.

Não tenho bem o costume de fazer retrospectivas, só mesmo verificar o que já fiz e no que preciso me empenhar mais. Daí talvez veio o costume de manter uma página na agenda para anotações de livros que li (porque também esqueço rs).

(minha letra linda #sqn)

De vez em quando gosto de dar uma olhada para verificar quantos tenho anotado, o que li e achei que foi há mais tempo atrás, se mantive alguma diversidade, quem foi um baita achado, quem foi uma surpresa... coisas assim. Fica só no pensamento, no momento em que bato o olho na minha listinha.

Leitor que é leitor tem seus múltiplos costumes quanto a isso, né? Traçar metas (vide metas de leitura no Skoob), formular listinhas, fazer umas avaliações, separar lidos de não lidos na prateleira... qual o seu? Algum em particular? Quais as suas avaliações finais?

Bom, de acordo com minha listinha, findo 2013 com 33 lidos! Me parece uma boa média, queria ter lido mais (sempre!) e tive muitos favoritados. Pra quem tinha uns poucos (4 ou 5 favoritos), adicionar 9 num mesmo ano me impressionou muito.

Engraçado é que não sou muito lá pras metas, e, olha, estabeleci umas para 2014. Algumas são pendências, outras é que quero ler e temo esquecer, mesmo de cara para a prateleira rs. Com vocês também é assim? XD Bora ver como nos sairemos em 2014!

Mas o que eu quero saber mesmo é: estão satisfeitos com as leituras de 2013? Têm noção de quantos foram? Seguiram alguma meta? Quem foi aqueeeeeeeeeeeele livro marcante? Ou foi mais de um?

Desejo a todos um maravilhoooooso ano novo, grandes ideias e realizações, e tempo, claro, para muitas degustações de livros. Fecho 2013 com esse “depoimento” de uma amiga e grande leitora e...


Até o próximo post o/

Kleris Ribeiro.


P.S. Fiquem atentos à página/perfil do Dear Book, vou postar uma brincadeirinha lá :)

A ideia é listar três livros e, sobre cada, listar três descrições. O propósito é dar uma avaliada básica de fim de ano, como “passado, presente e futuro” =)  

Três por três #LitteraFeelings

Escreva o último lido, o que está lendo e o “provável primeiro livro” do ano que vem. Se não estiver lendo nada no momento, pode preencher com os dois últimos lidos. As descrições quanto ao “provável primeiro de 2014” são na verdade expectativas.


Se postarem em seus perfis/murais, nos linkem!

See ya!

Continue Lendo

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

[Gastronomia e Literatura] Sobrou? e Agora?

Boa Noite Pessoas,

Feliz Natal!! Ainda é Véspera, mas essa data é extremamente corrida para quem prepara a tão aguardada Ceia... e a pessoa ou equipe acaba se empolgando e prepara comida para um batalhão, incentivando a gula!! É certo que haverá sobras, a questão é o que fazer com essas sobras. Aqui vão algumas dicas e uma receita deliciosa para o almoço do Natal:

Aves: Qualquer tipo de aves podem ser usadas para preparar uma deliciosa torta de liquidificador, ou uma torta salgada. Outra opção é usá-las para preparar deliciosos salgados, ou dar uma incrementada naquele arroz branco.

Continue Lendo

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Littera Feelings #8 – Filmes e Leitores

Se livro é livro e filme é filme, leitor é leitor e telespectador é telespectador.

Olá leitores, como estamos? Féeeeeerias? Recesso? Amigo oculto? Presentes? Livros? Não li nenhum livro por agora em dezembro DDD: mas tô com Perdida e Gatsby (dessa vez vai!) comigo na viagem.

E olha que coincidência, vai ter filme de Perdida (Carina Rissi) e O Grande Gatsby (F. Scott Fitzgerald) saiu esse ano.

Acho que depois de nossas experiências como leitores ao ver nossos livros adaptados para o cinema, se não mesmo séries de tv, a gente já estala a língua e fica incerto sobre o que vai dar. Quem nunca se decepcionou com um filme após ler o livro que atire um marcador o/

Esperamos demais talvez? Andei refletindo sobre isso esses tempos. Friso aqui que as descrições abaixo de filmes são minhas opiniões e se concordam ou discordam, só comentar. Percepções e gostos são variados o/

No outro dia comentaram comigo que o filme Mar de Monstros (Percy Jackson e os Olimpianos 2) tinha sido muito muito massa (a pessoa não leu e/ou conhecia os livros) e eu achei que só... assassinaram a base da história, assim como se contradizia enquanto trama mitológica. Mas eu não disse isso a pessoa, pareceria pedante demais comparar, ainda mais se ela não conhecia e tinha gostado bastante da produção.

Dessa série, havia visto primeiro o filme O Ladrão de Raios (Rick Riordan). Não nego, o filme havia me encantado, afinal, eu não tinha muitas referências daquela história. Ainda acredito que adaptações são na verdade convites para nós conferirmos aquela trama – Possessão, de A.S. Byatt (o romance, não o filme de terror) é um desses que me convida há anos; já Querido John, do Nicholas Sparks, espero que não seja tão incerto quanto pareceu, pois terminei o filme com muitas interrogações. Não foi exatamente um convite.
 
Quanto a O Ladrão de Raios, fui lá conferir. Encontrei muita coisa desconstruída, fato.

Mas mais desconstruído que Avalon High (Meg Cabot) não me lembro de ter visto (O Lado Bom da Vida, do Matthew Quick, não chega aos pés). Nem saberia por onde começar a frustração que foi essa adaptação. Me pergunto às vezes o que realmente a tia Meg deve ter achado desse suposto “tiro pela culatra”. Ou o próprio Matthew.


Acontece que eu já estava muito bem ambientada em Avalon High, enquanto que em O Ladrão de Raios não. Deve ter muito filme por aí que, por não termos lido o livro, aos nossos olhos parecem ótimos. Poucas pessoas sabem que 10 Coisas que Eu Odeio em Você é do David Levithan ou que As Patricinhas de Beverly Hills traz um pouco de Emma, Jane Austen. Quem sabe mudamos de opinião após ler? Esses dois já são filmes batidos, ler a essa altura do campeonato pode é nos fazer desacreditar no livro :D

O que é, então, pior/melhor: quando assistimos primeiro e descobrimos os “causos” na leitura ou quando lemos primeiro e percebemos as modificações no filme?


Não li Harry Potter (e nem vi todos os filmes), mas, corrijam-me se estiver errada, o fandom parece de bem com as adaptações. O mesmo para Jogos Vorazes (que também não li, assisti apenas o primeiro) em geral. De Crepúsculo, achei alguns genéricos e que boas coisas foram muito pouco exploradas. Não acompanho Academia de Vampiros, mas pelo que vi em trailers e coments da galera, tenho alguma ideia do esperar.

Onde está a complicação? Por que não pegar o livro e usar como roteiro?
Porque não dá rs.

O caso melhor se explica quando vem o professor e pede para fazermos uma peça de um livro, seja na escola (fiz Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente), seja na faculdade (fiz Lisístrata, Aristófanes - e olha que ambas obras são teatrais). A gente quer encaixar coisas legais, dar uma incrementada, inovar, utilizar-nos de sacadas, remexer numas partes, tirar outras, enrolar algumas.

Aí se encaixa bem o velho ditado de “uma imagem vale mais que mil palavras”. Uma cena de segundos no filme pode equivaler/render mais que cinco páginas no livro, por o autor ir passo a passo, nos desenhando aquele mundo. No filme não, a leitura é imediata. Ai de ti se perder um detalhe!

Ou seja, não se conta, se mostra. Para isso trabalham-se os diversos recursos. Se na leitura dependemos da visão e imaginação, nos filmes somos incitados por sentidos a mais, como audição e percepção mais apuradas. 

Se não fosse complicado o bastante, vem o marketing (senão a publicidade) pra mover a “sedução” pela história. Porque sim, o filme, se baseado numa trama de livro, eles não querem fazer apenas para os fãs, eles querem abarcar o máximo de pessoas que conseguirem mobilizar. Por isso seguir tendências e tecnologias.


(sobre Jogos Vorazes - Em Chamas)

A verdade, infelizmente, é essa: a adaptação apenas toma por base determinada história (e somos avisados naquelas letrinhas no início e fim do longa-metragem), não é a tradução de uma linguagem para outra. Por mais que esperamos diálogos e cenas cruciais, é difícil bater o filme que fazemos na nossa cabeça. E difíiiiiicil às vezes largar esse nosso lado leitor pra respeitar o do telespectador.

(sobre O Hobbit - A Desolação de Smaug)
  
A Fera (Alex Flinn), por exemplo, não precisou seguir a história como definida no livro e se saiu super bem, a essência foi mantida. O Vestido, baseado em O Caso do Vestido (Carlos Drummond de Andrade), deu mais vida ao “simplório” triste caso. Não é necessário conhecer o poema pra entender, só que o fato de ter lido previamente é que marca e surpreende, pois o próprio filme se utiliza de trechos para alguns diálogos e pensamentos narrativos.

Aprendi assim no hard way que não devo esperar muito das adaptações, principalmente questão de fidelidade às tramas. O próximo filme a que for assistir, sendo de algum livro, vou tentar só pensar na coerência, pra aproveitar melhor o longa – mas quem não ama a cena da chuva em Orgulho e Preconceito? Foi coerente :D

Agora só de imaginar o filme de A Culpa é das Estrelas (John Green), acho que não tenho estrutura pra assistir XD


E vocês? Que filme te convidou para uma leitura? Quem não convida? Que filme deu um up no livro? Ou que surpreendeu de descobrir que tem livro? Quais filmes vocês estão esperando?

Aproveitando o ensejo: FELIZ NATAL, GALERE!
E se eu não aparecer segunda-feira que vem: FELIZ ANO NOVO!

Até o próximo post,


Kleris Ribeiro. 

Continue Lendo

domingo, 22 de dezembro de 2013

Resenha: "O caçador de pipas" (Khaled Hosseini)

Por Sheila: Oi pessoas! Como estão todos e tod@s? Trago a vocês hoje um re-lançamento da Globo Livros, que ficou D-E-M-A-I-S! E do qual provavelmente vocês já devem ter ouvido falar... É o livro “O Caçador de Pipas”, primeiro livro de Khaled Hosseini, que ficou tão famoso que já foi até adaptado para as telinhas em 2007.

Na verdade essa é uma edição comemorativa: em 2013, “O Caçador de Pipas” está completando dez anos, e nem por isso deixa de ser uma obra atual e fascinante. A nova capa é linda, e o simples prefácio a esta edição de aniversário, escrito por Khaled Hosseini, já é emocionante. Uma “palhinha” para vocês...
Quando comecei a escrever O caçador de pipas em março de 2001, foi para contar a mim mesmo uma história que tinha fincado raízes na minha mente sobre dois garotos: um em conflito, com bases morais e emocionais incertas; o outro puro, leal enraizado na bondade e na integridade. Eu sabia que a amizade desses garotos estava condenada, que a desavença impactaria a vida dos dois de maneira profunda. O como e o porquê foram à razão, a compulsão, que e conduziram. Sabia que precisava escrever O caçador de pipas, mas pensei que estava escrevendo para mim mesmo.
Confesso que eu já havia lido este livro quando de seu lançamento, mas foi um imenso prazer lê-lo novamente. Revisitar a infância de Amir e Hassan foi, assim como da primeira vez, emocionante e encantador, um puro deleite recoberto do mais fundo pesar. Revisitando as páginas que relatam os rumos intricados desta amizade, mais de uma vez me vi relembrando o próximo trecho e me perguntando: “passaram-se mesmo dez anos?”.

Para quem não leu ainda, vamos à resenha! Apesar de eu me achar tão pouco qualificada para escrever algo que se aproxime, mesmo remotamente, da obra de Hosseini. E para quem já leu, vale um comentário no fim do post, sejam legais com a resenhista, façam ela se sentir importante, é natal!

Esta é uma estória de amizade entre dois garotos, Amir e Hassan, que se passa na década de 1970, no Afeganistão, na cidade de Cabul. O primeiro, era filho de um dos comerciantes mais ricos de Cabul; o outro, era um garotinho com lábio leporino e filho de Ali, nada mais do que um serviçal – o que fazia com que esta amizade, em muitos momentos, tivesse um grande “quê” de desigualdade.
Nos dezoito anos que vivi em Cabul, só entrei na casa de Ali e Hassan umas poucas vezes. Quando o sol começava a se pôr atrás das colinas, e tínhamos acabado de brincar, nos separávamos. Eu passava pelas roseiras a caminho da mansão de baba, Hassan ia para a casinha de pau-a-pique onde nasceu e morou por toda a vida. Lembro que ela era minúscula, limpa e fracamente iluminada por dois ou três lampiões de querosene.
Além de filho de um empregado na casa de Amir, Hassan e Ali são descendentes dos hazaras, povo que fora perseguido e oprimido pelo seu, sendo grandemente discriminados e se encontrando numa das mais baixas esferas da escala social da época. Assim, Hassan mostrava-se submisso a Amir, apesar de na maior parte das vezes isso se dever menos à sua posição social, e mais a sua grande bondade.

Como nasceram mais ou menos ao mesmo tempo, filho de patrão e empregado foram criados juntos e, por terem tido a mesma ama de leite – Amir por que a mãe morreu, Hassan por que a sua fugiu – dizia-se que eram como irmãos. Mas, infelizmente, o tempo iria se encarregar de mostrar que havia diferenças que viriam a por em xeque esta amizade.

A par dos acontecimentos de 1975 – que, Amir conta no princípio de sua narrativa, mudou sua vida para sempre, moldando quem ele seria dali por diante – sempre houve, por parte de Amir, certa rivalidade com Hassan pela aprovação de seu pai que, por mais que tenha se esforçado, parecia nunca conseguir receber.
Lembro que, na véspera da inauguração, meu pai me levou ao lago Ghargha, a uns poucos quilômetros ao norte de Cabul. Disse-me que chamasse também Hassan, mas menti dizendo que ele estava com dor de barriga. Queria baba só para mim. Além disso, certa vez, no lago Ghargha, Hassan e eu estávamos tirando pedras na água e ele conseguiu fazer com que a sua pulasse oito vezes. O máximo que consegui foram cinco saltos. Baba estava vendo tudo e deu tapinhas nas costas de Hassan. Chegou até a passar o braço em seus ombros.
Assim, os acontecimentos de 1975 – que envolvem a caça a uma pipa que acabou de forma trágica e traumática – são o que vem por um fim definitivo nesta amizade, sendo o proceder nem sempre honroso de Amir a chave para o rompimento drástico ocorrido entre os dois. Será só ao ficar adulto, que Amir conseguirá retomar ao seu passado em busca de alguma redenção – se é que isso ainda será possível.

“O Caçador de pipas” é uma estória brilhante, que mesmo após dez anos continua se mostrando atual, mas, além de tudo, universal. Não trata somente de dois meninos afegãos, mas de sentimentos complexos e tramas intricadas, mas reais que, se por um lado chocam, por outro emocionam as lágrimas.

Só me vem à mente uma palavra para descrevê-lo: belíssimo. Leiam – ou releiam – sem medo de arrependimentos. Recomendo.


Continue Lendo

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Happy Hour #52 - Sonhos de qualquer bookaholic

Oi minha gentee! Como vão vocês nesse sabadão? Hoje não nos encontramos na sexta porque eu estava meio sobrecarregada.  Para mim tudo vai muito bem, porque entrei em recesso de fim de ano da universidade hoje! E, para comemorar a data vamos falar de um assunto bem legal que, tenho certeza, vocês vão surtar! rsrs 


Em nosso encontro anterior, vocês puderam ver como esse mercado literário pode ser, digamos... inflacionado, não é mesmo? rs 

Agora falaremos de pequenas relíquias beeem mais em conta, mas que não deixam de ser incríveis! Vi uma lista com o assunto em um site que acompanho, o BuzzFeed, e pensei, "não posso deixar de compartilhar isto com os lindos do Dear!". Pois bem, selecionei os itens que achava mais bacana e adicionei uns que para mim não poderiam faltar e deu nisso aí... 


Continue Lendo

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Resenha: "Trocada" (Amanda Hocking)

Por Clarissa: Oi, oi gente, tudo bem com vocês? Espero que sim, estou indicando hoje o livro “Trocada”, é uma estória diferente, bem surreal, porem faz o leitor se entreter na leitura. Você se emociona se surpreende, e querer viver um pouquinho desta estória.

Wendy é uma adolescente que não se dá bem com as pessoas do colégio, e nem com sua própria família, ela só quer seguir seu caminho, sem ligar para a opinião dos outros. Desde sua infância sofreu muito nas mãos de sua “mãe”, e depois desse acontecimento horrível, ela foi morar com sua tia e seu irmão, até ai sua vida era normal. Até que um dia chato no colégio ela viu um garoto charmoso chamado Finn Holmes encarando de um jeito diferente, já que todas as pessoas encaravam com olhar de reprovação, o dele era de admiração.
“- Ei- chamei-o, fechando o meu armário. Reajustei as alças da mochila e atravessei o corredor para me aproximar.
- Por que está me encarando?
- Porque você está na minha frente- respondeu Finn simplesmente.
Depois que Wendy começou a conversar com Finn, ela descobriu coisas de sua vida, que jamais saberia, no começo pensou que era tudo mentira, que ele estava brincando com a vida dela. Depois de muito pensar e refletir sobre uma conversa que ela teve com Finn, que esclareceu tudo, ela soube que era totalmente verdade, sua “mãe” estava certa desde o começo. E que ela pertence a outro mundo, é uma pessoa totalmente diferente dos humanos. Wendy tem habilidades extraordinárias, e que do dia pra noite ela tem que governar um reino! Porem se apaixonar não vai ser uma boa escolha, e não vai ajuda-lá muito.

Wendy tem que tomar atitudes drásticas, conhecer sua verdadeira mãe não foi muito bom para sua auto-estima, era pior do que esperava. E para achar seu conforto, voltar a sua rotina chata de antes, não vai ser tão fácil quanto pensava.
“E se tudo na sua vida fosse uma mentira?”
É um romance da série Trylle, é real e ao mesmo tempo surreal, é bem diferente de tudo que já li, combina muito com “O Diário da princesa” e “Crepúsculo”. No contexto geral é sobre a adolescência, quem nunca se sentiu desajustado em sua própria família, ou amigos? Quem não sonha em ser uma pessoa que tenha uma grande importância, que todos saibam de você? Os leitores entram em outro mundo, é só ter imaginação que você vai longe.

Espero que gostem da minha indicação, e usem a imaginação nessa leitura. O livro tem 326 paginas, é pra levar na bolsa. Vocês vão rir, lutar, imaginar, torcer para dar certo, se surpreender e entrar num mundo totalmente diferente, desvendar mistérios, saber o que realmente é verdade. Vivam intensamente, e amem o que tem, porque é depois que perdemos que nos damos conta que era bom. Se divirtam com essa leitura. E não se esqueçam de deixar seus comentários, dicas e criticas. Beijos até em breve!

Boa leitura e trocas!

Continue Lendo

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

#Resultado da promoção "Eu Quero Todos Os Livros do Sparks"

Primeiramente gostaria de agradecer a participação de todos vocês! Porém chegou a hora do grande resultado, vamos saber quem faturou todos os livros do Sparks. Sem mais delongas, o(a) sortudo(a) é...
Parabéns Sue. Estarei entrando em contato para pegar seus dados. Presentão de natal! 

Continue Lendo

domingo, 15 de dezembro de 2013

Resenha: "Boneco de Neve" (Jo Nesbo)

Por Sheila: Oi pessoas! Para vocês hoje, a resenha de um super Thriller Policial, de mais um autor que - confesso! - eu nunca havia ouvido falar. Mas prece que isso se deve ao fato de que Jo Nesbo, o autor do livro, é Norueguês, e até então parecia vir fazendo mais sucesso por lá.

Mas com "Boneco de Neve" parece que este escritor e músico finalmente conseguiu chamar a atenção da "galera", vendendo mais de 20 milhões de livros - ou seja, um monte! Na verdade, este livro é o sétimo de uma série contando com o mesmo protagonista: Harry Hole. E bom, já que falamos dele ...

Harry Hole não esta nada bem. Lutando contra o alcoolismo, seu relacionamento com Rakel acabou em função da bebida e seu comportamento auto destrutivo e, em uma recente entrevista que deu a televisão, se saiu tão mal que começa a se perguntar se o auditório estava rindo com ele ou dele - uma diferença fundamental. Para piorar, descobre que seu apartamento foi tomado por mofo. Será ele o responsável pelo rosto mal dormido que ele vê no espelho todas as manhãs?
Ele deixou as notícias retumbando no radio-relógio e foi ao banheiro. Olhou-se no espelho. Também era novembro ali: cansaço, palidez em tons de cinza e tempo fechado. Como sempre, os olhos estavam vermelhos, e os poros do nariz eram grandes crateras pretas. As bolsas embaixo dos olhos, com suas íris azul-claras aguadas pela bebida desapareceriam depois de lavar o rosto com água quente, secar com uma toalha, e tomar o café da manhã. Ao menos ele supunha. Agora que já havia chegado aos 40, Harry não sabia bem como seu rosto se comportava ao longo do dia.
Mas não há tempo para Hole se afundar em auto-comisceração; afinal de contas, um assassinato terrível chega às mãos de sua equipe de investigação. Uma mulher simplesmente desaparece de casa no meio da noite, deixando para trás seu filhinho de apenas 10 anos sozinho em casa. O mais intrigante da cena do crime é algo que, a princípio, é algo trivial: há um boneco de neve à frente da casa.
Jonas podia ouvir o sorriso na voz ofegante que vinha do vão da porta atrás de si, enquanto colocava talheres e copos o mais rápido que podia.
- E que boneco de neve grandão vocês fizeram!
(...)
- Não fizemos nenhum boneco de neve - disse Jonas.
- Não? - A mãe franziu a testa enquanto desenrolava o grande cachecol cor-de-rosa que lhe dera de presente de Natal.
O pai foi para a janela da cozinha.
- Devem ter sido os filhos do vizinho - supôs ele.
A trivialidade começa a desaparecer; primeiro por que ninguém na casa ou vizinhança sabe quem foi o construtor do boneco. Segundo, por que há outro desaparecimento - agora com um corpo, ou parte dele - em que um misterioso e bizarro boneco de neve vem saudar os investigadores. Mas se Hole tem certeza de estar lidando com um Serial Killer, há diversas pessoas em seu departamento - inclusive seu superior - acreditando que ele deseja apenas um pouco mais da atenção da mídia.

- Isso é um dos antigos casos de Hole, não é? - perguntou Skarre.
- Isso mesmo.
- Ele pensou que houvesse um serial killer.
- Eu sei.
- É mesmo? Então talvez saiba também que ele estava errado? E que não foi a primeira vez. Hole tem uma obsessão mórbida por serial killers. Ele pensa que isso aqui é os estados unidos. Mas ainda não encontrou seu serial killer neste pais.
Agora, em meio a sua baixa de credibilidade no departamento devido à bebida, pistas cada vez mais conflitantes, pegadas e indícios que não levam a lugar algum - e suspeitos não param de aparecer - Harry Hole terá de correr contra o tempo para tentar entender o que tem diante de si, antes de que outra mulher desapareça - se é que tal acontecerá. Afinal, apesar de todas as suas suspeitas, não há nenhum indício de que esteja correto, o que coloca sua teoria, e carreira, em sério risco.

Quem ou o quê será o Boneco de Neve?!?!?

O livro de Nesbo é ardiloso, cheio de pistas que parecem verdadeiras e viram falsas, outras que se parecem falsas e, depois de um tempo, descobrem-se verdadeiras. Ou seja, um romance policial cheio de reviravoltas, mal entendidos, becos sem saída e saídas labirínticas.

A única coisa que senti falta - neste e em outros livros que possuem um protagonista que se repete - é que perdemos um pouco da complexidade do personagem já que, apesar de recebermos um resumo dos "acontecimentos" o envolvendo desde o princípio da série, não é a mesma coisa que acompanhá-la.

Mas isso é detalhe! Me ignorem e leiam "Boneco de Neve". Vocês não vão se arrepender!

Continue Lendo

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Resenha: "A cortesã e o Samurai" (Lesley Downer)

Por Marianne: Olá amigos amantes de livros! A resenha de hoje é maravilhosa pra quem ama a cultura e história japonesa, e pra quem não conhece, mas se interessa por esse mundo tão diferente. 
A cortesã e o Samurai foi escrito por Lesley Downer, a própria escritora viveu por quinze anos no Japão e é apaixonada pela história do país. O livro nos conta a história do Japão de 1868, onde nortistas e sulistas lutem entre si. Hana é casada com um oficial do norte, mas seu casamento não dos mais carinhosos e felizes. Ela mal conhece o marido que passa a maior parte do tempo em batalhas, e nas poucas vezes que está em casa se mostra um homem arrogante e violento.
 Enquanto o marido está fora defendendo o norte, a moça precisa fugir de casa pra se salvar da invasão dos sulistas. Perdida, sem dinheiro e sem alguém que possa ajudar, Hana confia na única chance que tem de ser salva e acaba sendo vendida em Yoshiwara, o bairro dos prazeres, e é ai que começa sua história como cortesã, em outras palavras, uma prostituta.
Em paralelo conhecemos Yozo, um rapaz que passou um bom tempo no ocidente estudando e acompanhando a construção do Kaiyru Maru, o primeiro navio de guerra comprado pelo Japão. Um fiel defensor do norte e do xogum, Yozo também esta na batalha, no que pode ser a última chance de derrotar os sulistas no Japão. 
“Exposto com destaque num muro, estava afixado o 'Código de Comportamento' em letras enormes, com uma lista de proibições: 'Trair código dos samurais. Desertar. Emprestar dinheiro. Brigar por motivos pessoais. Atacar pelas costas. Poupar a vida do inimigo.' Cada uma dessas proibições tinha por castigo o seppuku, execução por suicídio ritual. O sangue de Yozo gelou nas veias ao ler uma das leis. 'Se um capitão morrer em combate, todos os seus homens deviam morrer com ele.' Nunca havia se deparado antes com um código tão centrado na morte como aquele.”

O livro é surpreendente a todo o momento, até quando ameaça cair nos clichês de histórias de amor. Me enganei muito ao pensar que logo o casal ia se encontrar e íamos ver aquele romance sofrido. Demora muito pra Hana e Yozo terem algum contato e antes disso temos uma construção muito bem feita de ambos os personagens, e uma descrição impecável de como era a vida diante de tempos difíceis no Japão.
Hana é muito interessante, apesar de ser vendida contra sua vontade ela acaba se adaptando bem a vida de cortesã. Pra muita gente pode ser um choque, afinal, como pode uma moça casada que se torna cortesã conta vontade em tempos tão difíceis aceitar a ideia? Simples, Hana vivia com um marido violento que a maltratava. Na Esquina Tamaya, lugar onde trabalha como cortesã Hana era idolatrada e os homens queriam a todo custo estar com ela.
“Um mês havia passado desde a iniciação de Hana. Esperava-se que ela aceitasse clientes para mais do que apenas tomar saquê e conversar, mas havia outras mudanças mais sutis. As pessoas a tratavam de maneira diferente e ela também se sentia diferente. Mais segura. Era uma espécie de prisioneira com uma dívida a pagar e havia clientes com os quais ela preferia não dormir, mas essa era a sina de uma mulher. Hana também não tinha prazer em dormir com o marido. E, ao pensar na vida de antes, sentia que fora mais prisioneira naquela época do que então.”
Acredito que Yozo existiu no livro só pra nos mostrar o que acontecia durante as batalhas e pra dar uma romanceada na história, pra mim ele foi totalmente sem graça. O romance dos dois acaba sendo segundo plano, pra mim soou quase como uma desculpa pra dar algum desfecho pro livro. Mas nem por isso o livro deixa de ser bom, pelo contrário: é ótimo. Eu acho que teria que dividir essa resenha em umas quatro partes pra escrever tudo o que eu queria.
Um dos diálogos do livro me fez pensar um pouco sobre todas as dificuldades de um lugar em guerra, e em todas as vidas que são afetadas diante dessa situação, moças e rapazes fazendo tudo o que pode pra sobreviver no meio do caos.
“- Vi sulistas nas ruas aqui, ouvi-os conversando. Vocês vendem o corpo ao inimigo.
Hana se encolheu como se tivesse levado um tapa.
- Todos tivemos de encontrar maneiras de sobreviver – declarou ela, por fim, com a voz tremula. – Estou viva e você também. É melhor não perguntar como.”
Nas últimas páginas, no posfácio, a autora deixa claro que muitos dos fatos contados e até alguns personagens do livro existiram e fizeram parte da história do Japão. Depois de ler e saber o que realmente aconteceu tudo fica mais interessante.
Fica a dica pra quem quer se aventurar pela história do Japão, vale a pena pesquisar sobre cada fato e cada lugar contado no livro. Beijos pra vocês, até a próxima!  =)

Continue Lendo

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Resenha: "Helena de Troia" (Francesca Petrizzo)

Tradução por Marcos Marcionilo

Por Eliel: Essas são as memórias da mulher mais desejada do mundo. Em outros livros suas histórias foram narradas por terceiros, mas dessa vez a própria Helena nos conta cada pormenor de sua vida. Francesca desnuda a lendária protagonista e a torna mais real, mostrando a mulher forte que ela é.
Helena é meu nome, mas posso ouvi-los chamando-me de adúltera nas minhas costas. Nasci em Esparta, mas fui embora para Troia, por amor. Eles costumavam dizer que eu era a mulher mais bonita do mundo e viviam julgando o quão pouco ganhei e o quando perdi depois que fugi, mas eles não estavam lá depois de tudo o que passei. Eu estava.
Como será que deve ter se sentido ao ser oferecida em casamento à Menelau para garantir a paz e a sobrevivência de seu povo? Como deve se sentir uma mulher obrigada a buscar nos braços de outros o que lhe fora negado? Tristeza e tragédia já acompanham desde muito cedo.
Com passos hesitantes, alcancei o espelho. E odiei o que vi. Uma puta. O sono tinha desfeito a maquiagem em volta dos olhos, meu rosto era agora uma máscara borrada por diversão. A boca, uma careta sanguínea, descontente. Velha. O rosto de minha mãe, após uma noite passada com um de seus soldados.
Temos as narrativas desde a infância em Esparta, os anos ao lado de Menelau, a fuga com Páris e todas as consequências de todos os seus atos. Uma mulher poderosa movida à paixão e amor que causou uma das guerras mais famosas de todos os tempos.
- Vinda do mar... - quase um sussurro. E depois de novo aquela voz atormentada. - Vinda para trazer a ruína a Troia!
Francesca assumiu o risco de escrever sobre um tema amplamente abordado, e o fez com extrema maestria. Ela fez de algo conhecido algo novo. Você nunca mais verá Helena com os mesmos olhos.
O amor dos mortais é pouca coisa, e, no entanto, aquece, mesmo de longe.

Continue Lendo

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Littera Feelings #7 – O lado bom do... Spoiler

Existe? Existe!

Olá, amigos leitores. Como estamos? Qual seu livro de bolsa, de cabeceira? Alguém com um clássico aí? Se sim, não deixem de ver a chamada de entrevista de leitura do Littera Feelings (lá no final) o/

Como bem tive a previsão no post passado, tempo para minhas leituras ficou bastaaaaaante reduzido. Tipo muito *choremos* Tô evitando passar pela minha prateleira, que é pra não salivar (ó vida) Pior que meus estudos envolvem livros de literatura, e, vê-los espalhados na minha mesa, é sacanagem

Pois então, enquanto uns estão em pause de leitura (bate aí!), outros estão por aí desfrutando, e mandando brasa em soltar spoilers!

Não sei lá fora, mas aqui no Brasil temos uma cultura de spoilers. Vai dizer que não sabe sobre o doutor Jacques, quem vai arrancar dinheiro da Pilar, ou sobre a Perséfone ficar com aquele outro médico, ou que Aline vai ser vaca de vender o próprio filho? Tá estampado nas bancas por aí, seções inteiras sobre os próximos capítulos das novelas, sem mencionar os próprios resumos.

Vai dizer que não ficava chateada(o) quando aparecia uma caixa em branco na página com um “este capítulo não foi disponibilizado pela emissora” ou que nunca deu aquela espiadinha básica na banca e ficou esperando anunciarem o barraco do ano, que faz até taxista botar televisão no carro pra não perder o alvoroço?

Mas isso é novela, né, o nível de alcance e discussão é muuuuuuito maior. Independente de você acompanhar, é claro que sempre vamos ouvir um papo ali e acolá, os acontecimentos das tramas se espalham fácil, nas redes sociais tem piadas e bordões, fazemos cena de “eu sabia, eu sabia” quando tal coisa acontece e ainda temos aquela cara (de pau?) de surpresa perante a tv. Agora, se tratando de algo mais fechado, como filmes, séries e livros... bom, a coisa costuma ficar séria.

Será mesmo o spoiler o monstro do entretenimento? Ou um daqueles como em Monstros S.A., que podem ser nossos... amigos?

(Não olhe, alerta de spoiler. Por favor, desvie o olhar.)

De acordo com uma pesquisa da Universidade da Califórnia (Revista Super Interessante), “saber spoilers faz com que gostemos mais das histórias”. Para os pesquisadores, o enredo seria quase irrelevante – como um pretexto – sendo o importante a forma como tudo é contado, além de que simplifica a história, tornando-a "cognitivamente" confortável para o leitor.

Concordei muito com essas constatações da pesquisa, até então não ligava para esse tal “estraga-prazer” que representava pra muitos. Na verdade, até buscava, eram estimulantes para me dar vontade de ler ou assistir a algo, resquícios talvez daquela velha cultura de revistas e jornais com informações de novela, e não conseguia compreender bem o que era esse “bicho de sete cabeças” que todo mundo falava.

Isso até um dia eu ter perdido umas season finales de duas séries que curtia (Chuck e Castle se não me engano), pedi para um amigo me contar e foi emocionante pela versão que me relatou. Quando finalmente assisti, pensando naquele pique... o pique não foi satisfatório. Não sei se por já ter sacado as surpresas ou se a maneira com que foi contada pareceu melhor (como ganhar de Chuck E Castle em apenas um relato, COMO?????).

O caso é que repensei melhor os spoilers.

Além disso, estava em tratamento para não soltar informações demais (escapuliam!), pois, ao contrário de eu ter tido uma relação “amigável” com eles, as pessoas tinham opiniões diferentes; assim, respeitava, me segurava. Ler um livro (ou assistir a filmes e séries), afinal, é como entender uma piada interna, o alcance é mais reduzido e ela é misteriosa por alguma razão, senão pelo próprio fato de que, mantendo-a como interna, dá um sabor diferente. Diria Oscar Wilde, em O Retrato de Dorian Gray,

Aprendi a amar o segredo. Parece-me ser a única coisa capaz de fazer-nos a vida moderna misteriosa ou maravilhosa. O que possa haver de mais comum nos parecerá estranho, desde que alguém o oculte.

Com o tempo fui sacando qual era do spoiler e sim, hoje posso dizer, ele não é bem uma informação para sair espalhando aos quatro ventos e rouba sim um pouco da emoção (já vejo pessoas gritando “viu, viu, eu disse, eu disse”). Mas tem sua serventia, e não é tão mal assim.

Ok, Kleris, até aí você só provou/reforçou o lado ruim da coisa. Cadê o lado bom dessa história? Quando que o spoiler pode ser bom?

Quando conhecemos a história. Ou partes preciosas dela, por senso de mundo, cultura e literatura.

Em Ilíada (Homero), é sabido que havia uma guerra entre deuses que repercutia na terra e noutra guerra entre os homens; que em Madame Bovary (Gustave Flaubert), a mulher traía demais seu marido; que em Metamorfose (Franz Kafka), Gregor se transforma numa barata do dia para a noite; que em Emma (Jane Austen), Mr. Knightley desaprovava quase tudo que a “amiga” fazia; que em Senhora (José de Alencar), Aurélia tinha ressentimentos por Fernando e suas ambições; que em Dom Casmurro, Bentinho sofre pela suspeita de traição de Capitu e... tantas outras “expectativas”.

Não precisa necessariamente ser uma releitura, mas sendo uma, é que se prova o lado amigável do spoiler, pois é nesse momento que ele revela-se... auxiliar:
Na releitura o leitor vai ler mais devagar e nem por isso de forma menos prazerosa. Livre da ansiedade – que, nesse caso, também atende pelo nome de prazer – de saber como continua a história e qual será seu desfecho, o leitor pode rastrear as pistas que o autor foi lançando aqui e ali no romance e ele não percebeu. Ou pode se deter um pouco mais num detalhe de um personagem, uma cena, na precisão de diálogos, na forma engenhosa da montagem do enredo, etc. – Flávio Carneiro, O leitor fingido.
O mesmo para séries e filmes baseados em livros!

Quem nunca assistiu a um filme e buscou o livro depois? Estão aí Guerra dos Tronos, Harry Potter, O Hobbit, JogosVorazes, Pretty Little Liars, O Jogo da Mentira, Diário de um Vampiro, QueridoJohn, Ensaio sobre a Cegueira, A Menina que roubava Livros, Orgulho e Preconceito, Jane Eyre e trocentos mais que me parece impossível lembrar agora rs.

Ao lidarmos com spoilers e leitores, estamos falando na realidade sobre uma interação quase íntima. Nesse caso, é você e o livro. Essa relação (ou fruição) se trata altamente de percepções, entrelinhas e sacadas, ditos e não-ditos, que vai gerar toda a emoção.

É nossa forma de interferir nas leituras, não queremos enfim tudo de mão-beijada (ou que seja confortável de entender, como apontou o estudo), como quando vem aquele cidadão (coloque aqui o palavrão de sua preferência e raiva) com uma informação, quaisquer que seja, às vistas, e nos priva desse prazer de entender por nós mesmos.


Se meu eu-spoilerático estivesse aqui, diria que o spoiler não nos priva, ele abre nossos olhos. Defendia que os leitores se sentiam ameaçados por acharem que a informação ia lhes tirar seu papel, como se não sobrasse espaço para especular, deduzir fatos, formular hipóteses, construir relações, preencher lacunas, comprovar suposições... Bom, a gente ainda pode passar por todas essas fases, mas já acho que não faríamos com tanto pique como antes. E talvez a frustração, senão raiva, fosse o que nos guiaria.  

Acho que utilizamos o spoiler de forma errada (e por isso valem os alertas).

Quando nos agradamos de alguma coisa, é libertador sair espalhando nossa animação por aí, seja Twitter, FB, Tumblr, Insta, seja no ponto de ônibus, numa conversa no pé da mesa, uma esbarrada no elevador, surtos em qualquer lugar da casa. Paramos para pensar se isso vai prejudicar alguém? Um pouco de bom-senso? Pessoas soltam por vingança até, ainda que aquele que devia ler/ouvir não leia/ouça, e outros “inocentes” são pegos no caminho. Reclamar é fácil, né?


O spoiler pode ser tanto uma grande sacada como uma coisa indiferente, e ainda, uma mentira. E por que não acreditar que seja uma mentira?

Se saiu aquele episódio, se saiu aquele lançamento, se sabemos que pessoas estão lendo e comentando, porque não evitar apenas de ficar espiando as redes? Ou ter uma leitura mais... seletiva?

Só sei que é quase consensual o spoiler ter mais malefícios que benefícios, lidar com ele ou evitar está aí como próximo passo (vide todos os alertas que um post pode trazer). Verdade seja dita: é um tópico ainda muito subjetivo (pela interação leitor-livro) e, por isso, polêmico.

Deixo então vocês pensando nessa: afinal, o que é mais importante, a jornada ou o destino?

Até o próximo post,

E...



CHAMADA PARA ENTREVISTA DE LEITURA

Alô leitores, estariam vocês interessados em participar do Littera Feelings?
Muito fácil, vou abrir um espaço de entrevista de leitura, dar uma dinamizada :D 
Requisitos? Só peço por uma leitura recém-finalizada e ser de algum clássico da literatura (nível mundial). Não valem releituras, hein.
Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer - Ítalo Calvino, Por que ler os clássicos.

Alguém interessado? Espero que sim.

Contate-me em: marykleris@hotmail.com
Assunto do e-mail: Entrevista de Leitura no Dear Book.
Informem nome e livro.
Vou fazer essa chamada de vez em quando para manter o espaço aberto :D

See ya!

Kleris Ribeiro.

Continue Lendo

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 
Layout de Giovana Joris