segunda-feira, 27 de abril de 2015

Resenha: "After" (Anna Todd)

Por Clarissa: Oi gente, tudo bem? Minha indicação é “After” Um romance fofo e um pouco caliente de Anna Todd.

Theresa tem dezoito anos e uma vida focada nos estudos e tudo planejado para seu futuro. Um namorado de infância comportado. Um guarda-roupa recatado. Tudo no dia a dia de Theresa transpira normalidade. Diferente de muitas garotas de dezoito anos, Tessa, como prefere se chamada, não quer saber de festas ou paixões. Isto é até quando ela entra na faculdade e conhecer Hardin.
“Eu teria feito alguma coisa diferente se soubesse o que aconteceria mais para frente? Não sei. Adoraria ter uma resposta para essa pergunta, mas não tenho.”
Com o belo corpo coberto de tatuagens e jeito de poucos amigos, ele entra em sua vida e vira por acaso – e logo deixa tudo de cabeça para baixo – Os dois se detestam, mas logo percebem que não conseguem ficar um longe do outro. A garota certinha dá lugar à outra mais à vontade com sua sexualidade, consumida por uma paixão que ela imaginava não ser possível. Uma história de amor única. Muitas coisas de diferente vão acontecer na vida de Tessa, nem ela mesma vai se reconhecer vai descobrir novas coisas em si mesma, mas vai se sentir mais viva.
“A única certeza que tenho é de que minha vida e meu coração nunca mais serão os mesmos depois de Hardin.”
A história me deixou com um gostinho de quero mais, no começo eu não estava dando tanta fé no conteúdo, mas ao decorrer da trama surpresas vão aparecendo e vou me apaixonando por ela. Sim é um livro de conteúdo adulto, não recomendo para crianças. Quando vi a capa e o titulo pensei em algo meio Divergente e A Hospedeira, mas meio que me enganei (risos), mas do mesmo modo eu amei o livro.

Não é aquele romance melado, mas sim bem realista, o que os jovens realmente vivem, entre tapas e beijos com o seu par romântico. Pensa que seu mundo nunca vai mudar e do nada, Bam! Tudo muda completamente e você nem imagina as consequências, só quer viver aquele momento mágico e nunca mais voltar à realidade, mas a vida não é um conto de fadas. Anna Todd me surpreendeu com variadas emoções e sentimentos.

Muitas garotas e garotos vão querer viver esta história. Não é uma nada pequena, só 521 páginas, mas a história te envolve de uma maneira que nem vê as paginas passando e quando se dá conta já acabou, deixando muitas perguntas e aberto, e sim tem continuação (eba!) que se titula como "After: Depois da verdade" é a sensação de leituras na internet, mais de um bilhão de leitores esperando mais historias que nos envolvam no mundo de Anna Todd.

A editora Paralela fornece algo especial e bonito para nós leitores apaixonados, e esta capa que me apaixonei quando a vi, sabia que viria uma história surpreendente. Garanto que muitos vão amar e outros não, mas sabem que vão perder uma leitura emocionante, comovente e realista em alguns casos.

Espero que tenham gostado, não percam esta leitura, então deixem seus comentários, dicas, elogios ou críticas à leitura. Até a próxima!


Boa Leitura!


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sábado, 25 de abril de 2015

Minhas Palavras: "Paz"


A coluna "Minhas Palavras" apresenta textos originais, de diversos temas, produzidos pela equipe do Dear Book.

POR: Raquel Morelli
(Publicado originalmente no blog Raquel Morelli: Textos)


"Não, não quero conversar. Não quero barulhos. Não ligue a T.V. Quero apenas um pouco de silêncio em meio a tantos barulhos de minha mente em um dia difícil como este.
Quero, sim, colocar a cabeça em seu colo, abraçar você e curtir a paz ao seu lado.
A paz... Neste momento é o que você significa para mim: paz. 
É saber que estou tranquila, segura e protegida.

Saber que meu mundo pode estar desabando lá fora, mas é aqui dentro que encontro o que preciso. Encontro tudo em você. Encontro a paz e mais, encontro o verdadeiro sentido da vida, também conhecido como amor."

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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Resenha: "A Balada de Adam Henry" (Ian McEwan)

*Por Mary*: Bem, quando abri o livro e me inteirei da sinopse, logo pensei "o livro é curtinho, mas vai me dar um trabalho dos diabos" e não me enganei.

O tema é bastante polêmico, o que requer muito cuidado, uma vez que tal discussão envolve diversos pontos de vista e vieses (esse tema comumente é levantado na faculdade de Direito). Quem cursa Direito aí sabe que não é fácil (e eu diria até impossível) chegar a um consenso quando se envolve religião, vida e família em um mesmo conflito.

Sou advogada e tenho uma verdadeira inclinação para o Direito de Família, que, inclusive, foi a área de estudo da minha monografia. Justamente por isso, percebi que esta resenha requeria outro cuidado: não enchê-la de juridicismos para evitar que se torne um texto maçante. Ninguém aqui está interessado em um artigo científico sobre direito.

Portanto, prometo que farei o possível para me ater ao máximo à parte literária da obra.

Não quero ninguém cochilando!

Fiona Maye é uma renomada juíza da Vara de Família do Tribunal Superior britânico, reconhecida no meio profissional por sua imparcialidade e competência; é respeitada por seus colegas e admirada em todo o meio jurídico. O sucesso profissional, todavia, esconde os problemas enfrentados na vida privada. Fiona não consegue se desvincular dos casos que julga, o que prejudica sua vida pessoal. Seu marido, Jack, surge com uma proposta indecente, ao mesmo tempo em que ela precisa decidir a vida de um garoto de 17 anos, Testemunha de Jeová, que se nega a receber uma transfusão de sangue que o salvaria da leucemia. Enquanto vida pessoal e profissional convergem, Fiona precisa repensar sua forma de lidar com as consequências das decisões que toma em relação às vidas de terceiros.

Tive uma professora na faculdade que costumava dizer que, se você passa a levar os casos profissionais para casa, isso vai acabar com a sua vida pessoal, porque você passa a viver aquilo que não deveria interferir na sua vida. Fiona é a prova do conselho da minha professora.

Não obstante ser uma boa profissional, juíza impecável e o mais imparcial possível, Fiona se deixa envolver demais pelos casos que julga. A despeito das sentenças que profere, à noite, remói cuidadosamente cada um de seus casos, têm pesadelos e isso afeta seu casamento com Jack, que está cada vez mais insatisfeito. Outro fato que, acredito eu, influencia bastante no caos que a vida da juíza se transforma é o seu caráter extremamente introspectivo. Se eu pudesse bater um papo com a meritíssima, respeitosamente sugeriria que ela procurasse um psicólogo. Urgentemente. 
“E por fim ela desandou a chorar, de pé junto à lareira, os braços caindo inermes ao longo do corpo, enquanto Jack observava, chocado por ver sua mulher, sempre tão contida, num paroxismo de dor. (...) Fiona não conseguia falar, o choro não iria parar e ela não podia mais permitir que fosse vista naquele estado. Abaixou-se para pegar os sapatos e, só de meia, atravessou correndo a sala e o corredor. Quanto mais se afastava dele, mais alto chorava. Entrou no quarto, bateu a porta e, sem acender a luz, se atirou na cama, enfiando o rosto num travesseiro.”

Conforme o próprio texto menciona, Fiona é sempre muito controlada, muito contida, a ponto de não se abrir nem mesmo para o próprio marido, com quem é casada há longos trinta anos. Talvez a crise no casamento seja apenas uma bola de problemas que ela mesma permitiu transpor-se entre ambos. Em toda sua vida, a juíza seguiu o caminho da retidão, foi uma boa filha, profissional, esposa... mas deixou sempre sua vida pessoal de lado em detrimento da profissão (e eu não vou entrar nesses termos).

Em meio a esta crise pessoal, surge Adam Henry, um rapaz de dezessete anos, cheio de vida e talento artístico, que se nega fundamentadamente a receber uma transfusão de sangue, por conta da religião que segue – Testemunha de Jeová. Nem mesmo Fiona imagina no quanto sua decisão irá interferir na vida do rapaz, surgindo um tipo de paixão platônica* que irá determinar o futuro do garoto.

A trama construída por Ian McEwan, sem dúvida, é indiscutivelmente bem escrita, muito bem fundamentada e com as ideias bastante amarradas. O autor, inclusive, em seus agradecimentos, menciona alguns magistrados amigos seus e casos que o inspiraram para escrever o livro.

Formalmente falando, A Balada de Adam Henry é bem curtinho (apenas cinco capítulos distribuídos em 193 páginas), mas materialmente denso. A leitura não é fácil, o tema é difícil e a narrativa, por vezes, maçante.

Calma, que eu vou explicar. É muita informação, né?

Bem, a leitura não é fácil, porque Ian McEwan adota uma forma de narrativa chamada indireto livre. Isto é, a história inteira quase não possui diálogos. Quando um personagem fala, é o próprio narrador – em terceira pessoa, partindo da perspectiva de Fiona – quem descreve o que foi dito. 
“Era evidente, disse Berner, que não realizar uma transfusão constituía uma forma de tratamento. Nenhum dos profissionais que cuidava de Adam duvidava da inteligência dele, de sua extraordinária capacidade verbal, de sua curiosidade e paixão pela leitura (...).”
“Todos que conheceram Adam, disse Grieve, ficaram impressionados com a precocidade e maturidade dele. (...) Grieve fez uma pausa, como se necessitasse refletir, e depois gesticulou na direção da porta pela qual o médico deixara a sala do tribunal. Era perfeitamente compreensível que o Sr. Carter detestasse a ideia de não aplicar o tratamento. Isso apenas comprovava a devoção profissional que se esperaria de uma figura tão eminente.”

Os dois trechos acima são do julgamento em que Fiona decide o futuro de Adam Henry. Durante a maior parte da argumentação, o autor descreveu as falas dos personagens, em vez de transcrevê-las. Isso pode se tornar um pouco cansativo, dependendo do leitor. Eu, particularmente, achei cansativo.

O tema ser particularmente delicado se autojustifica. Porém, digo que o tema é difícil no sentido de requerer certo conhecimento prévio acerca de algumas predisposições religiosas. Ao passo que o autor conseguiu ser bem claro – e eu diria até didático – sobre os motivos dos seguidores religiosos Testemunhas de Jeová, Ian McEwan conseguiu expor justificadamente as razões às quais fundamentam suas convicções. Confesso que, apesar de saber que os Testemunhas de Jeová não aceitam transfusões de sangue por acreditarem se tratar de uma forma de impureza, não sabia qual a explicação para isso.

A narrativa se torna maçante por conta da forma utilizada pelo autor de construir o texto. Quero dizer, são poucos diálogos, poucas ações, parágrafos muito longos... eu até mesmo incluiria a característica da protagonista de remoer demais os fatos, mas julgo que esta é uma característica própria da personagem principal. Se não fosse isso, provavelmente não haveria nem conflito a se explorar.

Além disso, talvez pela trama fechada, não me senti parte da história. Sabe aquela sensação de estar dentro da obra e vivenciar aquilo tudo? Não senti. Contudo, acredito que isso também tenha sido meio elaborado pelo autor. Isto é, a protagonista é tão fechada, tão introspecta, que ela nem mesmo permite a aproximação do leitor. É como se o leitor fosse um dos amigos que Fiona não permite se aproximar o suficiente para conhecê-la, sentir o que ela sente realmente, vivenciar os seus fantasmas e compreender o seu sofrimento. Mesmo que não objetivamente, creio que Ian McEwan intencionou o tempo todo esse afastamento.

Não conheço as outras obras do autor, então não sou capaz de fazer aqui uma comparação. Também não posso dizer que compreendo seu estilo de escrita, porque, como disse, não tenho como comparar. Todavia, Ian McEwan me passou uma boa impressão. Ele tem a escrita bem fundamentada de quem sabe perfeitamente do que está falando, a seriedade de quem aborda temas polêmicos sem ofender diretamente os “atingidos” e, sobretudo, uma capacidade impressionante parar criar uma trama psicológica que envolve uma gama variada de temas que convergem na vida da protagonista de forma incontrolável.

Em A Balada de Adam Henry, você encontrará uma mulher que deixou sua vida pessoal de lado em detrimento da profissão amada, que abdicou da maternidade pelo sucesso profissional e, por diversas vezes, se anulou em função de um objetivo almejado. Quer tema mais atual? Isso tudo, somado a um tipo de crise de meia idade, no casamento de longos anos, o envolvimento indesejado com um rapaz que deveria ser apenas outro caso profissional, a religião desse mesmo rapaz, a preocupação com sua reputação e uma atração inexplicável que mescla a maternidade reprimida e o desejo sexual. 
“Quem sabe quanto tempo temos. Não muitos anos. Ou voltamos a viver outra vez, a realmente viver, ou entregamos os pontos e aceitamos que vai ser uma droga daqui até o fim.”



*Amor Platônico é um tipo de amor fantasioso ou idealizado em que não há contato real entre os amantes. Quero dizer, não há uma concretização na relação física factual. É como um amor impossível, fundamentado na teoria de Platão, que defendia o amor como um sentimento essencialmente puro e desprovido de paixões.





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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Resenha: "O Poder da Energia" (Brendon Burchard)

Por Sheila: Oi Pessoas! Como estão? Trago a vocês hoje resenha de um livro do autor best-seller #1 do The New York Times, Brendon Burchard. Como eu nunca havia ouvido falar nessa pessoinha em particular, fiz aquela pesquisa básica no google para saber quem ele era. Então lá vai:

Brendon Burchard é um americano que, após sofrer de depressão por um tempo e passar por um acidente em que quase perdeu a vida, decidiu que não estava vivendo sua vida da forma correta. Foi assim que resolveu criar sua própria filosofia de vida e, após aprimorá-la, levá-la ao grande público.

Desde então, vem escrevendo muitos livros a respeito do assunto, ministra palestras e tem um site oficial onde existem mais materiais falando a respeito de sua filosofia, mas esta todo em inglês.

É interessante que no início deste livro, o autor fala que não é psicólogo, psiquiatra, terapeuta, ou que possui qualquer formação na área médica, e se desresponsabilizando pelo que quer que venha a acontecer em sua vida - bom ou ruim - caso você venha a seguir os conselhos contidos no livro (o que vocês acham disso?)

Esperava outra coisa. Quando li a palavra "energia" pensei em uma abordagem mais holística, trasncendental. No entanto, neste livro Brendon falará de Energia como o esforço consciente e direcionado para um fim específico.

Na verdade, ele nos dará o "caminho das pedras" para que se leve o que ele chama de "Vida intensa", que existe em contrapartida a outros dois tipos de vida: A vida presa e a vida acomodada.

A Vida Intensa, a vida realmente vivida, não é uma existência rotineira em algum vilarejo afastado e pitoresco, repleto de seguranças e certezas. Não, a vida que vale a pena ser vivida esta por ai, nas matas selvagens do desconhecido, nos campos de batalha que testam nossos desejos e coragens, nas lutas diarias que travamos com nossos demônios.

As pessoas que vivem a vida intensa seriam aquelas que possuem alto nível de energia e, segundo Brendon, isso pode ser alcançado seguindo e ativando os dez impulsos simples da emoção e da felicidade humano, que podem ser básicos ou de desenvolvimento. A diferença, é que você deve ativar os primeiros antes. São eles:

Básicos
O impulso por CONTROLE
O impulso por COMPETÊNCIA
O impulso por CONGRUÊNCIA
O impulso por CUIDADO
O impulso por CONEXÃO

De desenvolvimento
O impulso por MUDANÇA
O impulso por DESAFIO
O impulso por EXPRESSÃO CRIATIVA
O impulso por CONTRIBUIÇÃO
O impulso por CONSCIÊNCIA
Basicamente, a obra será dividida em capítulos que enfocam estes dez impulsos e três formas de ativá-los, ou seja, seriam 30 passos para que se chegasse ao que o autor chamará de "Vida Intensa". Há também alguns exercícios que o mesmo orienta o leitor a fazer, a fim de poder criar comparativos de sua vida, um "antes e depois".

Vou ser sincera: ainda estou tentando descobrir o que pensar da obra. Como uma Psicóloga, formada, algumas coisas ditas no livro são um pouquinho difíceis de aceitar, a não ser que eu estreite beeemm  os olhos e deixe as letras um pouco borradas ...

Mas, a par das minhas convicções pessoais, uma coisa é inegável: Brendon faz sucesso. Sua carreira decolou em poucos anos, e seus livros são considerados best-seller. E, em seu livro, ele trará vários exemplos de muitas pessoas que se beneficiaram com seu sistema.

Assim, recomendo que você tente ler com a mente aberta. Aproveite aquilo que serve para você. Descarte aquilo que não fizer sentido. E entenda que há vários caminhos. Este pode não ter sido o meu, mas com certeza isso não impede que seja o seu. Com certeza, o que pesará mais em sua escolha será fechar os olhos e perguntar a si mesmo: "Eu acredito?". Por que tenho certeza que qualquer coisa em que você acredite, de verdade, será aquilo que neste momento o confortará e quem sabe, lhe trará uma vida mais feliz.

Afinal, não é isso o que todos nós procuramos? Eu continuarei na minha vida que, se for levar em consideração as premissas de Brendon, não é "intensa" mas "acomodada". Mas, por enquanto, me sinto muito bem assim. E você? Leia e me diga o que achou. Abraços!




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segunda-feira, 20 de abril de 2015

Resenha: "Fique onde está e então corra" (John Boyne)



Por Marianne: John Boyne já conquistou um espaço no meu coração e quando eu pego um livro dele eu já sei que vai ser bom.

Fique onde está e então corra segue a linha de O menino do pijama listrado e Tormento, onde a narrativa é feita por uma criança.

Alfie Summerfileld é um garoto de cinco anos que vive com o pai, Georgie, e a mãe, Margie, na Inglaterra de 1914. No seu aniversário de cinco anos ele percebe uma movimentação estranha entre os adultos. Uns olhares preocupados, conversas meio cochichadas, alguém dizendo que tudo teria acabado antes do Natal... Alfie ainda não sabia, mas naquele dia começava a Primeira Guerra Mundial. 

Depois dessa noite esquisita uma estranha sucessão de acontecimentos deixa claro pra Alfie que algo ruim está por vir. Kalena , melhor amiga de Alfie, e seu pai, um imigrante de Praga, foram levados a força pelo exército por serem considerados “pessoas de interesses especiais”. O melhor amigo de Georgie, Joe, está sofrendo repreensão da vizinhança apenas por ter pintado a porta de sua casa de vermelho. E Georgie, pai de Alfie, se alista para ir lutar na guerra, deixando Alfie e a mãe sozinhos.
Margie voltou para o corredor, ofegante, mas Alfie continuou na porta. Ele ficou de olho enquanto os dois soldados seguiam devagar pela rua. Agora todas as portas estavam abertas. E em cada uma havia uma esposa e uma mãe. Algumas choravam, outras rezavam. Algumas sacudiam a cabeça, desejando que aqueles homens não parassem diante delas.
Dois anos depois a guerra ainda não acabou. Georgie ainda não voltou e as cartas que ele enviava para a família deixaram de chegar. Alfie já não é um menininho inocente que não entende as coisas e mesmo quando sua mãe afirma que seu pai não envia mais cartas porque está envolvido numa missão especial, Alfie não consegue deixar de pensar no pior: o pai pode estar morto.

Escondido da mãe Alfie começa a trabalhar como engraxate na estação de King Cross. É ai onde ele ouve conversas sobre a guerra, sobre a preocupação e opinião das pessoas e descobre o mais importante: uma pista de onde esta seu pai.
(...)—Para onde você vai nas férias? Para os Lagos? Gales? Algum lugar ao norte?
Alfie se esforçou para não rir. Os adultos faziam as perguntas mais estúpidas as vezes. Ele nunca teve férias na vida — não tinha nem certeza do que se fazia em uma. Seriam as mesmas coisas que se faz nos outros dias, só que em um lugar diferente? Se sua família tirasse férias, ele engraxaria sapatos em Blackpool? Vovó Summerfield viria conversar em Stonehange? Margie teria dificuldades para pagar as contas na Ilha de Wight?
O livro não vai muito a fundo na questão histórica da guerra, mas John Boyne nos mostra indiretamente como a vida das pessoas foi afetada através de personagens secundários que infelizmente não tiveram muito destaque. O polêmico, e pouco comentado, transtorno de estresse pós-traumático que muitos soldados sofrem após lutarem nas guerras também ganha destaque na história de Boyne, mas menos do que eu esperava...

Existem situações meio absurdas e um desfecho meio Disney. Fique onde está e então corra é o tipo de livro que ou você entra na onda ou você vai achar a história ruim e John Boyne é aquele autor que te faz entrar na onda sem o menor esforço, sem você perceber.

O livro é curtinho, dá pra ler em um dia tranquilamente. A capa é maravilhosa, acho que a capa mais bonita que já vi dos livros de Boyne. Pode ir sem medo, Fique onde está e então corra é uma leitura certeira que não vai decepcionar.
Até a próxima!
;)


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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Resenha: “Não Se Apega, Não” (Isabela Freitas)

*Por Mary*: Na escala de leituras atípicas dos últimos tempos, esse aqui atingiu a Escala Richter.

Em Não Se Apega, Não conhecemos Isabela (a própria escritora), que conta sobre uma fase de sua vida em que se viu refletindo sobre a sua forma de agir e amar. Após dois anos de um namoro “perfeito”, Isabela decide colocar um ponto final na relação com Gustavo – chocando a todos os seus conhecidos por conta de tal decisão. A partir disso, ela reflete sobre os seus relacionamentos anteriores e a maneira com que encarou os sentimentos, levando-a a tomar um tempo apenas para si e, pela primeira vez em muitos anos, ficar sozinha, o que a leva a muitas situações dignas de cada uma das páginas desta obra.

Quando digo que este livro me foi uma leitura atípica, quero dizer que o estilo não é o que costumo ler, mas isso não significa que não gostei. Muito pelo contrário, achei interessante. Não só a escrita, como também o método que a autora utiliza para contar os fatos. 
“A vida é uma sequência de etapas, fases e conquistas. Relacionamentos não são nada mais que isto: fases seguidas de conquistas.” 
Pode-se dizer que Não Se Apega, Não é um híbrido: autobiografia feat. crônica feat. autoajuda. Não espere uma narração linear – mesmo porque, claramente, a Isabela não tem a intenção de narrar fatos – o que, por vezes, pode deixar o leitor confuso. Quero dizer, a autora inicia o capítulo narrando uma determinada situação do presente, depois começa a refletir sobre aquele momento e, logo em seguida, passa a narrar um fato do passado. E aí, quando volta a falar sobre a situação que iniciou o capítulo, você já esqueceu acerca do quê se referia. 
“O desapego não é indiferença, covardia ou desinteresse. O desapego é se libertar de tudo aquilo que faz mal e causa sofrimento. Desapegar é sinônimo de se libertar. Soltar as algemas. Colocar asas. Se permitir voar novamente. O desapego é a aceitação, é o desprendimento.” 
Não obstante, sinceramente considero que essa falta de linearidade não é um motivo para não se ler o livro. De verdade. No máximo, é um motivo para se ter mais atenção durante a leitura. A falta de linearidade é mais como uma característica inerente ao seu estilo e à categoria do livro – que eu ainda não decidi qual é, mas resumo como “híbrido”. 
“Eu fingia, e fingia bem. As pessoas me julgavam feliz e honesta comigo mesma, e apenas aqueles poucos que conseguiam fazer com que eu baixasse minha guarda sabiam quem eu era realmente. Por trás de toda a casca de garota durona, existia uma menininha com medo do amor. Eu não chorava ao terminar relacionamentos, mas chorava com comerciais de margarina. Dizia não acreditar no amor, mas assistia compulsivamente a filmes românticos. (...) O que eu não sabia é que fugir de si mesmo é uma questão de tempo. Um dia a estrada termina desembocando em uma rua sem saída, lotada de espelhos. E é chegada a hora de se encarar nos olhos e assumir diante do mundo o que realmente se é.” 
Além de reflexões realmente profundas, você encontrará em Não Se Apega, Não uma leitura leve, direta e fácil. A escrita de Isabela Freitas é tão coloquial quanto ouvi-la falando. E, ainda, você pode correr para o Instagram dela e “brincar” de adivinhar quem é quem no livro, já que a Isabela modificou os nomes dos personagens a fim de não os expor.

Não vou comentar aqui a diagramação do livro, tendo em vista que não entendo nada dessa parte editorial, só preciso dizer que o layout é simplesmente lindo (tão lindo, que merece o adendo) e a revisão é impecável.



Quero elogiar também a coragem da Isabela. Não apenas de tomar a difícil decisão de descobrir-se a si mesma, de ter a coragem de estar apenas em sua própria companhia e descobrir que é sim possível ser feliz sozinha – conheço muita menina por aí que precisa urgentemente ler o seu livro, para, talvez assim, construir um pouco de amor próprio – mas também pela coragem de transformar tal experiência em livro, correndo o risco até mesmo de expor as pessoas ao seu redor, mas tendo o cuidado de protegê-las. 
“Eu sou apaixonada por pessoas. Por sentimentos. Por emoções. Sou apaixonada por tudo aquilo que faça o meu coração vibrar. E nisso se inclui o sofrimento. Sofrer é poesia. Inspira. Quem sofre pode se renovar.”



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quinta-feira, 16 de abril de 2015

[Assiste aí] Suits

Olá, pessoas!

Não estranhe esse post sobre série, porque sim, temos de volta uma coluna sobre série \o/. Meu nome é Mariana e como você me chama é escolha sua, desde que comente lá embaixo. Mas eu sou muito chamada de Mari, se não quiser pensar em um apelido. Vou trazer aqui indicações do que vocês assistirem e não só series. Você vai entender à medida que lê o post.

Não é fácil convencer alguém a assistir uma série. Convenhamos que um filme, no pior dos casos durando umas três horas, é bem mais fácil de ser assistido por aquele seu amiguinho do que uma série de quarenta minutos e infinitos episódios. Porque esta demanda tempo e para você gastar horas assistindo a uma temporada você tem que está com um mínimo de empolgação, senão a indicação do coleguinha não vai passar de uma indicação mesmo.

Então a série tem que ser boa. Estamos combinados. Mas vocês têm que assistir. Estamos combinados novamente?

“Mas Mari, eu não tenho tempo.” Mas eu me lembrei de você. Acha que eu iria esquecer? Para essas pessoas especiais que eu tenho certeza que procrastinam horrores na internet, eu vou trazer indicações de vlogs e webséries. Porque a gente precisa de algo para assistir e procrastinar é legal.

Mas hoje eu só trouxe uma série, daquele estilo engraçado e inteligente. Assiste aí Suits.


Suits é uma série jurídica, pela qual me apaixonei nos primeiros episódios da primeira temporada ou, talvez, no primeiro episódio mesmo. A dupla perfeita Harvey Specter, um famoso e invencível advogado em NY, e Mike Ross, um garoto que nunca terminou a faculdade e tem memória fotográfica, se encontraram em uma entrevista em que nada saiu como o esperado. No dia da entrevista Mike nem estava interessado em um emprego, estava só interessado em fugir de uns policiais. Mesmo não sendo um advogado, Harvey o contratou.


Eu não tenho sonhos. Eu tenho objetivos.
- Harvey Specter
No entanto, ninguém é uma ilha. Existem outros personagens extraordinários em Suits, deixando difícil conseguir escolher o seu preferido. Mas não vou mentir que a minha é a ruiva Donna, secretária e parceira de Harvey Specter,  que além de saber dos segredos do próprio chefe, ainda sabe da vida toda da empresa. Além de ser uma personagem hilária e sagaz, Louis a considera sua melhor amiga dentro da empresa, apesar dele ser hostil a Harvey, por não ter conseguido todos os privilégios que Harvey tem. Mas Louis merece atenção a parte, porque ele é o responsável pela mistura de sentimentos mais instáveis que você irá sentir, te fazendo rir, ficar com pena, amá-lo, odiá-lo, torcer por ele, desejar que ele tenha uma morte lenta e dolorosa e ainda pensar que não, Louis tem que ficar na série para sempre.


Eu sei que eles falaram que eu não poderia
controlar voce.Você aprenderá que eu posso.
-Jessica
Jéssica é a gerente-chefe da empresa e personagem que transpira seriedade e poder, sou admiradora dela em todos os episódios, porque ela nunca sai do salto; Hardman, não teve grande destaque na primeira temporada, mas não podemos dizer o mesmo das outras temporadas, sendo ele um dos sócios majoritários; Rachel, que sonha ser advogada e ser contratada pela empresa, mas que nunca conseguiu passar na prova da faculdade, principalmente da Harvard, a única faculdade de onde os associados são contratados. Também adoro a vó do Mike (todos amam ela). Entre outros, inúmeros personagens que vão e voltam, ou aparecem em uma única temporada ou em um só episódio. Sabia que a série já contou com a participação da atriz que faz a Catelyn de GOT?

Todo mundo bem bonito, porque não há discórdia aqui.
(Personagens centrais de Suits)



Os casos que Harvey e Mike são um show à parte, parece que nenhum podia ser sem o outro. A filosofia que Harvey vai ensinando a Mike quando se trata de Direito e Mike ensinando Harvey sobre os casos não se tratam só de ganhar, mas também de pessoas. Sem esquecer, claro, que os dois tinham que manter o segredo a todo custo, se não quisessem ser presos.


Suits é uma série ótima para quem quer dar algumas risadas, para quem gosta de Direito, para quem adora ter trilhões de personagens preferidos, para quem gosta de séries sérias. Eu acabo indicando para todo mundo, até para o meu cachorro (se eu tivesse um). Confiram o trailer e já o emendem com primeiro episódio. 


Eu não vou dizer sou suspeita para falar de Suits, só porque ela é minha série preferida, claro, que não, já que ela vai ser a sua também. Mas falando, sério. Espero que curtam muito. E me digam qual é a série de vocês preferida (antes de Suits, claro). Vai que ela aparece no blog.

Até o próximo post,
Mariana Diniz

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terça-feira, 14 de abril de 2015

Littera Feelings #30 - A vitória ainda é do leitor

Olá, leitores queridos! Como estão?

Passei uns bons dias em off por conta de uma virose daquelas tensas que até pra segurar o celular era um esforço, mas foi esse mesmo smartphone com wifi que me salvou quando de repente eu tava nessa fenda da febre e precisava ter noção de mundo ~real~. 

Acompanhem-me em mais uma viagem.


Bom, todos os anos pouco a pouco a leitura tem quebrado barreiras e vencido desafios. Foi-se o tempo em que imaginávamos que éramos os únicos em alguma coisa (apesar de hora e outra a sensação querer voltar); a internet está aí pra isso, nos abrindo o leque todos os dias, todas as horas, minutos e segundos (de fato, em tempo real). Para a leitura não é diferente.

A “luta” é de todo dia, e já podemos afirmar que conquistamos coisas espetaculares. Desmitificou-se o preconceito/problema em ler; a produção nacional tem ganhado um considerável espaço diversificado em relação à produção estrangeira; e ser independente não é mais tão novidade assim. Os ebooks são outros que não são mais encarados como afronta; Amazon, Kobo, Lev, Book Tour, Book Haul, TBR (to be read) Jar, shelfie, tudo faz parte dos vocabulários cotidianos e antenados. Propagam-se brincadeiras e desafios literários pelas redes; projetos, propostas, clubes, eventos e outros estão se fazendo valer cada dia mais. 

E sabe o que tenho gostado de ver nos últimos tempos? Como a cultura da leitura tem se expandido pelo país, pipocado em vários cantos. Melhor dizendo, o livro tem deixado seu “centro cultural” e encontrado novos lugares especiais. E não só isso, tem também reunido leitores antes tão dispersos e perdidos de uma mesma região.


Isso, para algumas pessoas, pode parecer bobo de se dizer, uma vez que se respire cultura no eixo sul-sudeste. A perspectiva muda quando nos vemos em lugares que mal há uma livraria, ou um bom acesso e atendimento a sebos e bibliotecas. Os leitores podem sobreviver com livrarias online e correios, mas não é a mesma coisa. Cada desenvolvimento em seu tempo, claro, como foi no meu Maranhão.

Estendendo um pouco mais esse parêntese da conversa, recentemente tivemos a visita do Projeto Quebras (que viaja por todo o país para conhecer e registrar produções únicas de suas regiões) com Marcelino Freire, temos mais autores mostrando a face no cenário maranhense de produção, e a capital tem multiplicado os eventos literários. Vale uma super menção para o twittaço para trazer a #TurnêIntrínseca e às atividades dos clubes (Penguim e Vórtice).


Agora, deixando de lado essa minha admiração, nos voltemos para certo dado que todos os anos mexem conosco: a avaliação do cenário de leitura.

(contém vitamina: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y & Z)

Por toda a última semana, um texto que muito me chamou a atenção foi o do Rodrigo Casarin, lá do blog Página Cinco (matéria repostada no Mob de Leitura) sobre os dados de leitura de 2014. O título diz muito: 70% dos brasileiros não leem. E daí? O Rodrigo se mostrou preocupado por termos tão poucos leitores, e, de fato, cada vez que saem essas pesquisas, é difícil não ter em mente o quanto do Brasil ainda não atingimos.

Mas então pensei: se 30% é tudo que temos, o que mais há por trás dele para ser considerado? O que isso representa para o leitor?

Se a pesquisa mira no livro como um produto (já que o cunho é uma análise mercadológica) e um produto não só de entretenimento, mas de informação e conhecimentos diversos, então, por óbvio, há outros produtos e/ou serviços nessa concorrência. Temos aí videogames, brinquedos, tv, cinema, teatro, música, shows, aparelhos tecnológicos diversos, revistas, jornal, dvd, blueray, netflix, novela, programas, podcasts, jogos de diversos esportes, etc. É ou não é uma intensa disputa de atenção?

Não esqueçamos que temos diversas feiras, encontros, bienais, eventos, e alguns deles todos os anos. Embora o seu objetivo não seja fomentar a leitura em si, não há como negar as vendas. Independente de ser uma bienal ou uma bancada de livros com desconto na esquina de uma praça, livros estão sendo vendidos. Se nosso mercado fosse tão fraco, como as editoras se interessariam em publicar? Tem lançamento para todos os gostos quase todo mês!

Lembremos (mais uma vez) que nem todos vivemos em cidades grandes ou em centros culturais. Há cidades em que a banca de jornal está fechando, ao passo que, sei lá, uma banca de revista numa cidadezinha do interior seja aquela que faça a diferença. O fato é que há diversas realidades de leitura por esse país, e a que mais foge à memória é aquela que mais movimenta o mercado livreiro nacional: as compras governamentais para as escolas.

Mas, ok, não vou me enveredar para o lado da educação. O que importa é que nós produzimos, nós compramos, nós lemos e nós conversamos sobre livros. Nosso mercado é vivo. Eu vejo e respiro isso quase todos os dias - nós, leitores, estamos nos encontrando, tanto no real, quanto no virtual. Os 30% podem não ser os números dourados, porém essa realidade já está disponível e para muitos.

Apesar da crise apontada para o mercado, acredito que há ainda muitos livros em nossas mãos. A vitória dessa vez não foi da leitura, no entanto, cada vez que um livro é aberto por um não leitor, temos uma nova esperança. A vitória ainda é do leitor. Ele faz valer todos os nossos esforços. 

— Acredito que as pessoas têm de ler livros. Não importa se elas vão ouvir o livro, se vão ler no papel, no smartphone, num tablet, não importa. Importa é que elas leiam.
— E você acha que o brasileiro lê livro?
— O brasileiro lê livro sim. Ele infelizmente não tem acesso, em várias questões econômicas, socioculturais; ele ainda tem dificuldade em alcançar os livros. Mas se fossem mais populares, eu acho que o brasileiro ia ler mais. 
Ednei Procópio – editor especialista em livros digitais e membro da Comissão do Livro Digital na Câmara Brasileira do Livro – em entrevista sobre a era digital.

(tempo no vídeo do trecho acima – 21:15)

Até a próxima!


Kleris Ribeiro.

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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Resenha: "Lições de Vida" (Ane Tyler)


P
Por Sheila: Oi pessoas! Como estão? Trago hoje para vocês mais uma autora best-seller pelo The New York Times. Tenho lido muitos ultimamente e chegado a conclusão de que este decididamente não é meu gênero favorito. Por isso, confiram otras resenhas além da minha, afinal o livro ganhou um Pilitzzer!
Mas vamos à sinopse do skoob:
Skoob: Maggie Moran e seu marido são comuns, até um pouco tediosos. E é esse realismo que torna esta história tão eficaz e comovente... Começa em um dia de verão, quando Maggie e Ira viajam de Baltimore para a Pensilvânia para um funeral. Maggie é impetuosa, desastrada, desajeitada, propensa a acidentes e tagarela. Ira é reservado, preciso, respeitável, tem uma mania irritante de assobiar músicas que traem seus pensamentos mais profundos e acha que sua esposa transforma os fatos de maneira que se encaixem na sua opinião sobre as pessoas que ama.

Ambos sentem que seus filhos são estranhos, que a cultura das novas gerações está indo por água abaixo e que, de alguma forma, se enganaram com essa sociedade cujos valores não reconhecem mais. Mas esta viagem vai levá-los a refletir sobre estas angústias, e vai mostrá-los como é importante reavaliar seus sentimentos.
Geralmente eu não gosto muito das sinopses, mas parece que desta vez quem a escreveu acertou em cheio: iremos acompanhar a rotina e alguns dos dilemas existenciais de Maggie e Ira, que são comuns e um pouco tediosos - assim como acaba ficando um pouco da escrita de Ane Tyler.

A autora se foca tanto em fatos cotidianos, como volta junto com os personagens ao passado, para explicar como estes se conheceram, acontecimentos que marcaram suas vidas. Maggie e Ira são um casal que tem muitos pontos de divergência, mas que apesar disso consegue manter seu casamento sólido ao longo de 28 anos, criando juntos seus dois filhos.

A história começa com a ida um tanto quanto desastrosa do casal para o funeral de uma amiga de Maggie. Entre desentendimentos, lembranças, o autora vai descrevendo quem são os personagens, seus anseios, sonhos, dificuldades, erros e acertos.

Na verdade, é um romance leve e com uma narrativa mais descritiva, que explora a temática das relações humanas mas sem nenhum grande conflito central, sem reviravoltas, dramas, descobertas. Acredito que leve e delicado seja a palavra que descreve este romance que, infelizmente não me prendeu. Se lá, talvez eu goste mais da adrenalina, e daquelas histórias em que o sangue praticamente escorre das páginas ...

Recomendo que você leia e me diga o que você achou, principalmente do final, ok? Abraços e até a próxima!


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