segunda-feira, 27 de março de 2017

Resenha: "A Rebelde do Deserto" (Alwyn Hamilton)

Tradução de Eric Novello

Sinopse: O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher. 
Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele. 
Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por lhe revelar o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.
Fonte: Skoob

Por Eliel: Continuação Traidora do Trono

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sábado, 25 de março de 2017

#Sorteio Eu amo viajar! 4ª edição

Você ama viajar? Então não pode perder esse sorteio!
Você vai concorrer ao romance "Paris para um e outros contos" (Jojo Moyes) e o guia "Descubra Paris" da Lonely Planet.
Essa promoção esta sendo feita em parceria com o blog Juny pelo Mundo, acesse e conheça!
  a Rafflecopter giveaway

Prêmios:

Regra Obrigatória:

Chances extra:

  • Compartilhar a imagem oficial da promoção no Facebook. Só valem publicações com visualização publica
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  • Tweet de divulgação da promoção (1 vez por dia)
  • Comentarios nos blogs (1 vezes ao dia)
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Informações:

  • Promoção válida até 30/04/17
  • Se o vencedor não seguir as regras será feito um novo sorteio
  • O prêmio será enviado ao vencedor em até 30 dias
  • Não aceitaremos participações de perfis fakes. Temos como conferir o IP de cada participação, evitando que alguém faça varias participações com nomes diferentes.

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sexta-feira, 24 de março de 2017

Resenha: "Medo de Palhaço" (Marcelo Milici e vários autores)

Por Sheila:  Oi pessoas! Como estão??? Eu estava mega, super, hiper ansiosa com a leitura desse livro! Sim, eu sou meio macabra, eu sei. Mas quando se passa o dia todo tendo de lidar com a sombra do Outro, as vezes essa é a única forma de lidar com toda essa escuridão: transformar o horror em arte. Para aliviar a pressão imposta pelo Real, as vezes é preciso fugir para a fantasia.

E, sendo eu uma aficionada por tudo que diz respeito ao terror e seus subgêneros - do sobrenatural ao psicológico (principalmente esse!) - claaaaro que eu fiquei M-A-L-U-Q-U-I-N-H-A para ler este livro. Afinal, quer personagem mais icônico deste gênero que o palhaço? 

Para quem tem caulrofobia (medo de palhaços) ATENÇÃO!!!! Melhor deixar de ler a resenha por aqui. Aos que quiserem prosseguir, sigam por sua conta e risco HUAHUAHAUAHU (risada maléfica).

Você sabia?: Daniel Radcliffe, ator de Harry Potter, e Johnny Depp são coulrofóbicos.

O livro começa dissecando as origens dos palhaços, tanto na própria etimologia da palavra, como nas suas primeiras aparições. Com variantes, podemos ver os primeiros palhaços já no teatro grego, passando pela idade média como os famosos bobos da corte para, só recentemente, se transformarem no palhaço que conhecemos hoje: rosto pintado, nariz vermelho, roupas largas e coloridas.

Mas quando foi que o palhaço, figura que deveria entreter e divertir, torna-se terrorífico? O livro passa então a narrar as histórias, algumas lendas urbanas, outras verdadeiras, que talvez tenham contribuído para enxergarmos essa figura de forma diferente. A primeira delas, diz respeito a história que teve origem em Osasco, São Paulo, onde na década de 90 um palhaço estaria matando e roubando órgãos de crianças.

Outra história, essa totalmente verídica, seria a do Serial Killer John Wayne Gacy, conhecido como o Palhaço Assassino. Ele matou cerca de 33 jovens ao longo de três décadas e, apesar de nenhuma dessas mortes envolver diretamente suas apresentações como palhaço - Gacy era como nosso querido Dexter para quem acompanhava a série, fazia todo o possível para parecer um cidadão modelo - a associação feita pela imprensa americana se popularizou rapidamente. Gacy foi preso e condenado à morte por injeção letal. Muitos filmes foram produzidos recontando essa história, tanto em estilo documentário como ficcionais.

No restante das páginas - 288 em seu total - iremos nos deparar com mais de cem análises de filmes, séries, desenhos, programas de televisão e afins que trazem em sua temática estes palhaços terroríficos. É claro que separei algumas delas para vocês, de forma totalmente aleatória (mentira, escolhi os que eu gosto/vi).

Falando especificamente de filmes, nossa eles são muitos. Dos clássicos ao toscos - deliciosamente toscos - os filmes de palhaços não-tão-legais-assim conquistaram milhares de fãs nas últimas décadas. E é claro que euzinha estou la, na primeira fila, erguendo a mão o máximo possível para ajudar a engordar essas estatísticas!

Um desses filmes é o "Palhaços Assassinos do Espaço Sideral". Considerado uma comédia de terror, foi lançado em 1988, e trata da queda de uma nave-circo na cidade de Crecente Cove, nos Estados Unidos. Com armas como pistolas de algodão doce e tortas de ácido, os palhaços aterrorizam a pequena cidade, ate serem expulsos, apesar de ficar ambíguo se há possibilidade de retornarem ou não.



Agora, um palhaço icônico para o gênero, e que talvez tenha ajudado a engrossar as estatísticas de pessoas caulrofóbicas foi Pennywise, de IT. Baseado em livro homônimo escrito por Stephen King, It foi considerado uma obra prima do horror e do medo, sendo lançado em 1971 e dirigido por George Lucas.
Pennywise: Venham ver senhoras e senhores! Metade palhaço, metade monstro, sua origem é desconhecida, sua fome é incontrolável. Ele atrai suas presas com sua aparência agradável, e as conduz ao esgoto para se alimentar delas. Não fiquem muito próximos, de sua jaula ... ele é muito rápido e esperto. E estará eternamente em seus pesadelos.
Envolvendo um grupo de amigos, muitas mortes e cenas de puro terror, It é considerado um dos melhores livros de Stephen King, e ganhará um remake a ser lançado ainda agora em 2017. Dividido em duas partes, os longas contarão a história do grupo de garotos na infância na primeira parte, e seu desfecho com eles já adultos na segunda. Confesso que eu estou ansiosíssima por este filme e pretendo estar lá na pré-estreia!

Outro clássico de terror envolvendo palhaços, desta vez incorporado na pele de um nada convidativo boneco de brinquedo foi o filme Poltergeist: o fenômeno. Neste, o palhaço pode não ser a figura central utilizada para causar medo e terror, mesmo assim sua utilização foi marcante.

Uma das diversas aparições sobrenaturais que atormentam a casa dos Freeling, este sinistro boneco costumava ficar ao lado da cama do pequeno Robbie, e mesmo antes de ser possuído pela Besta, já causava desconfiança no garoto.
Assim como It, Poltergeist também teve um remake lançado em 2015 que, infelizmente não agradou o público. Apesar da trama ser praticamente  mesma - família em dificuldades financeiras muda-se para casa mal assombrada, com a caçula sendo sequestrada pelas entidades terroríficas - enquanto a obra original consegue trazer o suspense em um crescente, gerando tensão e medo, o remake fica parecendo quase uma comédia de terror. Virou quase um trash estilo "zé do caixão".

Essa é uma pequena amostra da análise realizada nesta enciclopédia de 288 páginas, que contém um número ainda muito maior de obras, análises e, até mesmo, discussões científicas e psicológicas a respeito deste tipo de fobia e formas de superá-la.


Uma questão não abordada pelo autores e que trago a título de curiosidade foi a aparente "onda" de creepy clows (palhaços assustadores) que surgiram nos EUA agora em 2016. Imagine você estar a rua e um palhaço assustador como esse aqui da esquerda ficar encarando você? Bizarro não?

Algumas pessoas dizem que foi uma reação de fãs ao remake do filme It, e que não havia motivos para alarde. outras, que a grande maioria dos relatos nada mais era do que boatos e sensacionalismo da mídia já que nenhum ataque propriamente dito foi notificado. Pelo sim, pelo não, evite os estados da Carolina do Norte  e do Sul!

E, ainda sobre o livro, o que dizer? Foi uma leitura fascinante, com um conteúdo em que transparece o compromisso dos autores com a fidedignidade da informação e o comprometimento em criar de fato uma enciclopédia completa e de qualidade. A diagramação é perfeita, o acabamento lindo, uma verdadeira obra de arte.


E vocês, já leram "Medo de Palhaço"? O que acharam? Não deixem de comentar, e mais risada maléfica para vocês pelo nosso querido Pennywise! Até a próxima!


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segunda-feira, 20 de março de 2017

Resenha: "Magisterium - O Desafio de Ferro" (Holly Black e Cassandra Clare)

Tradução: Amanda Orlando

Por Sheila: Oiiiiiiiiii povoooooooo. Tudo ok com todo mundo? Essa já é a segunda vez que resenho livros com o selo #irado da editora Novo Conceito. Criado especificamente para atender à demanda da galera mais jovem, trás às terras tupiniquins títulos que geralmente envolvem muita aventura e adrenalina.

Assim, com Magisterium não podia ser diferente. Começamos a leitura em meio a uma guerra cruel e sangrenta entre os magos

Em meio a uma das incursões mais covarde e sangrenta da história da guerra entre eles travada, vamos conhecer o mago Alastair Hunt que, prevendo que algo esta errado quando o Inimigo não aparece para a batalha, vai em busca da mulher e filho, deixados em uma caverna justamente com o intuito de mantê-los seguros.

Deveria haver algum som de crianças chorando. Deveria haver o burburinho de conversas nervosas e o zumbido de uma magia tênue. Em vez disso, havia apenas o uivo do vento que soprava do cume desolado da montanha. As paredes da caverna estavam cobertas pelo gelo branco, com pústulas vermelhas e marrons onde o sangue respingara e derretera, formando poças. (...)
Um choro fez com que ele se erguesse em um pulo. Naquela caverna repleta de morte e silêncio, um choro.
Uma criança.
Após esse prólogo dramático e cheio de mistério, encontraremos Callum Hunt, "o menino que sobreviveu" (para quem se liga em referências) como um adolescente ressentido, problemático e amedrontado por um pai obsessivo e taciturno. Não por ser um pai ruim, bem pelo contrário; mas por sua ojeriza à magia e as habilidades que vê florescendo em seu único filho.

"Várias crianças acham que isso tem a ver com serem especiais", o pai de Call havia dito. A repulsa na voz dele era evidente. "Os  pais delas também acham a mesma coisa. Em especial nas famílias onde a habilidade mágica data de gerações. Em algumas famílias onde a magia foi praticamente extinta, ter uma criança mágica é uma esperança de que esse poder possa retornar. Porém, são crianças sem familiares com poderes mágicos as que mais merecem nossa compaixão. São elas as que pensam que tudo será como nos filmes.""Nada é como nos filmes."

É nesse estado de espírito, soturno, sombrio, e cheio de medo que Call vai com o pai realizar as provas que podem ou não qualificá-lo para entrar no Magisterium, a escola de Magos. Assim, não é surpresa quando Call e o pai arquitetam que Call se esforce ao máximo não para ser um dos escolhidos, mas para fugir deste destino, que para Call nada mais é que a morte certa.

Vocês já devem ter imaginado que as coisas deram muito errado e não saíram nada como o planejado. Call pode até ter tido a nota mais baixa de todos os selecionados, mas o Mestre Rufus, o Mestre mais velho e, logo, o que os jovens mais aspiram como mestre, escolhe três aprendizes: Tamara e Aaaron, que obtiveram as melhores notas no Desafio e ... Call.

Agitação, burburinhos, jovens inconformados por não terem sido selecionados, início das aulas e o descortinar de um novo mundo, isso é o que acontece então com Call, que acabará por descobrir que Alastair escondeu muitas coisas sobre sua origem. Talvez coisas demais.

Algumas coisas me soaram um pouco cansativas, como por exemplo a saga do jovem excluído mas que desde o início sabemos que será a grande estrela, amado e odiado por todos devido a seus talentos únicos;  caracterização excessiva de alguns personagens; a velha fórmula de três, presente em Harry Potter, Percy Jackson e por ai vai.

Por outro lado, o livro dá uma guinada repentina, mais ou menos depois da página 200 e alguma coisa, o que me fez acelerar a leitura até o desfecho e, confesso, ficar muito curiosa sobre o próximo livro, e os rumos que tomarão as vidas de Call, Tamara e Aaron.

Mas como eu tenho 29 anos e não me considero mais público jovem ha bastante tempo acredito que o livro cumpre bem com a proposta do selo, e com certeza vai entrar para a lista de favoritos para essa galerinha leitora e já fã de Instrumentos Mortais e outras sagas do gênero.

Abraços e até a próxima!

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sexta-feira, 17 de março de 2017

[Novidades] IV Planeta de Leitores com Eduardo Cilto e convidados


Oi, oi, março!

A nova temporada do Planeta de Leitores MA já está acelerando corações! Neste primeiro encontrão, como é sabido (reveja anúncio aqui), quem aterrissa aqui na ilha é o Eduardo Cilto com seu livro “Traços” <3

Booktuber do canal Perdido nos Livros, Edu é gente como a gente: leitor apaixonado, viciado em séries, funciona à base de música. É carismático, muito bem humorado e já realizou um bocadinho de sonhos desde que começou o canal – como conhecer o autor John Green (!!!) e escrever um livro! Edu também já promete mais um pra nossa estante e novos projetos.


Neste março, venha bater um papo maneiro conosco! Um Papo Jovem Adulto, para discutir “Traços” (seu livro de estreia), literaturas jovem adulta (Young Adult - YA) e a representatividade de geração em um momento tão significativo. Além de ver o autor ao vivo e de pertinho, você pode participar, com perguntas, comentários, tirar foto e ter seu exemplar autografado <3

E não para por aí. Para enriquecer mais a dinâmica do evento, teremos convidados locais de apoio. Vem conhecer!

Nathália Batista
Psicóloga, bacharel em Segurança Pública, graduanda de Direito, especialista em Ciências Jurídicas. Escritora das obras Desencontros e Desencantos e Simplesmente Alice, é uma leitora apaixonada pelos mundos proporcionados pelas histórias.

Pedro Corrêa
Paraense, 23 anos. Formado em Interprete Criador em Dança pela UFPA. Graduando em Biblioteconomia pela UFMA.  Colunista no Blog Gnoma Leitora. Administrador do perfil literário @caisdaleitura, e, amante de livros, músicas, chocolates e series.

Mediadoras

Janine Durann
Formada em Pedagogia pela USP, atualmente assessora o Instituto C&A, no Programa Prazer em Ler, a editora Planeta, com o Programa Planeta de Leitores, e outras iniciativas de democratização da leitura e projetos de cidadania, por meio de sua empresa Jnana Consultoria – Educação, Cultura e Rede. 

Fernanda Araújo
Bacharel em Direito no CEUMA, especialista em Criminologia, Segurança Pública e Política Criminal na Universidade Anhanguera, advogada, assessora de promotor de justiça em Santa Inês, foi colunista no caderno Na Mira, do jornal O Estado do Maranhão, é coordenadora geral do Clube do Livro Maranhão, mediadora de encontros e administradora do blog Caçadora de Livros.


PROGRAMAÇÃO DO EVENTO:
14h30 Credenciamento do Evento
15h00 Início do Planeta de Leitores
16h30 Sessão de Autógrafos com Eduardo Cilto


AVISOS

– A partir das 14h30min, a equipe do Clube do Livro MA estará realizando o credenciamento das pessoas (nome e e-mail) e recebendo perguntas por escrito – o leitor também pode fazer perguntas no microfone, na hora. Essas questões podem ser repassadas à equipe antes ou durante o encontro; serão direcionadas ao escritor convidado após o debate. Pedimos que as perguntas sejam diretas e, se escritas, que no papel conste identificação do(a) seu(sua) criador(a).

– Todos os participantes do evento poderão ter seu exemplar (“Traços”) autografado e tirar duas fotos com o escritor. Todas as fotos com o escritor serão tiradas pela equipe do Clube do Livro MA e compartilhadas no álbum IV Planeta de Leitores MA, que será criado na nossa página do Facebook. Isso facilitará a organização da fila para os autógrafos. Por favor, não tente burlar isso! Não seja desrespeitoso com o convidado, com a organização ou com quem está na fila. A nossa equipe está preparada para realizar intervenções.

– Somente APÓS a sessão de autógrafos que o público pode tirar fotos e/ou gravar vídeos com celulares pessoais, com consentimento do autor.

– Evento gratuito com cadeiras limitadas.

– Os leitores podem antecipar perguntas, enviando-as pelos nossos perfis das redes sociais (por DM, inbox, reply, comentários). 


Marque presença aqui no link do evento 
e não deixe de convidar amigos leitores para este encontrão!

IV Planeta de Leitores MA com Eduardo Cilto
Papo Jovem Adulto – Traços e Sessão de Autógrafos
Dia: 25/mar
Horário: das 15h às 18h
Local: Livraria Leitura, São Luís Shopping
ENTRADA FRANCA!
  

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#planetadeleitoresma #maranhãodeleitores

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Resenha: “Peça-me o que Quiser” (Megan Maxwell)

Tradução de: Tamara Sender

*Por Mary*: Rapaaaaaaaaaaaaaaz, tirem as crianças da sala!

Quando li o aviso na capa do livro, não levei a sério. Juro.

Mas levem. Façam o que eu digo e não o que eu faço.

Apesar dos livros eróticos não serem a minha categoria literária predileta, leio até a lista de compras da Megan Maxwell. E não é que me surpreendi? Apesar das descrições explícitas, Peça-me o que quiser não chega a ser vulgar, o que me parece um grande acerto, além de contar a história de uma maneira interessante e que não centraliza o sexo como cerne único e absoluto da obra. Outro grande acerto!
- Acho que você supõe demais. – Cheia de curiosidade, digo: - Pelo seu sotaque você é...
- Alemão.
Não me espanta. Minha empresa é alemã, e gringos como aquele aparecem todos os dias por aqui. Mas, sem conseguir evitar, eu o olho com um sorrisinho malicioso.
- Boa sorte na Eurocopa!
Para começar, deixo aqui a playlist do livro, que irei atualizando conforme for lendo os demais da série:




Meio moleca, apaixonada por motocross e viciada em Coca Cola, Judith Flores é um espanhola de sangue quente. Divertida, curte sair com os amigos para beber e assistir futebol, não está em busca de compromisso sério e não parece sonhar com o príncipe encantado. Pensando bem, provavelmente Jud sonha apenas com uma chefe mais gente boa e que não a deixe tão atolada de trabalho.

Certo dia, presa no elevador por conta de uma queda de energia, esbarra em um executivo bonitão, a quem oferece um chiclete de morango e fala besteira para passar o tempo. A partir daí, sua vida não voltará a ser a mesma. E não apenas por Eric – o executivo bonitão – ser seu chefe, mas também por se apaixonar por ele e ser apresentada a um universo desconhecido de jogos sexuais, voyers e treesome.

O conturbado relacionamento, no entanto, precisará sobreviver a mais empecilhos do que pequenos fetiches. E, para isso, terão que compatibilizar dois temperamentos bem difíceis, ciumentos, o qual, talvez, apenas a atração irresistível que sentem um pelo outro não será suficiente.

Narrado em primeira pessoa, Megan Maxwell se vale da linguagem coloquial, conjugada no presente, para aproximar seu leitor. É como se fôssemos a melhor amiga de Jud, ouvindo-a contar sua história de amor com o difícil Eric.
Por alguns minutos, nenhum de dois fala nada. Ficamos abraçados, curtindo esse contato tão gostoso, até que Eric beija meu pescoço e me aperta com força.
- Te amo, e contra isso, pequena, não posso fazer nada.
Escutei direito?
Ele está dizendo que me ama?
A felicidade de faz rir, eu o beijo com voracidade e murmuro:
- Se é verdade o que você diz, não fique mais longe de mim.
- Foi você que foi embora.
- Você que me expulsou.
- Falei pra você ficar.
- Mas me expulsou!
Pronto, já começamos tudo outra vez!
Eu não seria justa, se fizesse a clássica comparação com Cinquenta Tons de Cinza, porque, apesar dos motes semelhantes, a forma como as autoras desenvolvem suas tramas são muito distintas. Se, por um lado, E. L. James explora o sadomasoquismo como um tipo de perversão que deve ser “curada” pelo amor da mocinha; Megan Maxwell eleva o fetichismo a um novo patamar, retratando-o como uma maneira corriqueira de se relacionar e cujo principal requisito é o consentimento mútuo.

Acredito que o grande diferencial de Peça-me o que quiser reside no fato de a autora não centrar sua história nas peripécias sexuais do casal protagonista, mas sim na conturbada relação deste. Além disso, a extensa e profunda pesquisa realizada por Megan Maxwell contribui para evitar as cansativas repetições tão comuns nos livros eróticos.

Sem medo de me equivocar, posso dizer que de todos os livros eróticos que li, os quais se propuseram abordar os fetiches humanos, nenhum deles foi capaz de fazê-lo com tanta maestria, de maneira tão intensa e ao mesmo tempo natural, quanto Megan.

Se, de início, as situações descritas parecem coisa de outro mundo; no fim, até conseguimos entender a dinâmica desse tipo de relacionamento – ainda que, talvez, não queiramos levá-lo para a vida pessoal. Penso que uma das coisas de que mais gostei no livro foi justamente o tom de naturalidade utilizado para direcionar uma trama que perpassa por temas até polêmicos, sem esbarrar em preconceitos e pré-julgamentos, pois também acredito que cada relacionamento é ímpar e cada casal tem uma maneira própria de fazê-lo funcionar.
- Diga-me, senhor Zimmerman. Em que posso ajudá-lo?
Eric abaixa a voz e, sem alterar a expressão de seu rosto, pergunta:
- O que você está fazendo, Jud?
Surpresa por voltar a ser “Jud”, respondo:
- Tomando uma Coca. Zero, por sinal, que engorda menos.
Minha resposta irreverente o desespera. Sei disso e gosto disso.
- Por que você está me irritando o tempo todo? – pergunta, me deixando desconcertada.
Que cinismo...!
- Eu?! – sussurro. – Mas que cara de...
Devo confessar que, a princípio, não curti muito o Eric. Autoritário, possessivo e pavio curto são apenas os principais elogios que lhe faço. Todavia, no decorrer da leitura, vamos conhecendo melhor o personagem e compreendemos que por trás daquela máscara de frieza, há um homem carinhoso, confiável e presente.

Nossa protagonista feminina, por outro lado, me conquistou de cara. Sem estereótipos, conhecemos uma mulher decidida, independente e alto astral, que corre atrás do que quer e, mesmo com certo medo do desconhecido, encara os desafios que vão surgindo pelo caminho, nos surpreendendo a cada página. O defeito dela é não saber dizer não para o Eric, mas, cá entre nós, quem nunca teve um boy que nos fazia agir como uma boba, que atire o primeiro vibrador.
- Vem cá, Eric, sua mãe disse que sou sua namorada?
- Disse.
- E como ela ficou sabendo disso antes de mim?
Megan nos presenteia com a construção de personagens muito humanos, que assim como todo mundo, são falhos, cheios de defeitos e imperfeições, mas que tentam acertar e buscam a felicidade.

Se você é uma pessoa mais puritana, talvez Peça-me o que quiser não seja a leitura mais acertada, tendo em vista que até eu – que normalmente me acho bem moderninha – me senti totalmente careta diante das “brincadeiras” apresentadas.

Peça-me o que quiser é um livro para você que quer uma trama recheada de sensualidade, que não tem pudores para conhecer um mundo de voyers, ménage à trois e swing e não abre mão de um livro bem escrito, cheio de humor e muuuuuuito romance.

Sou uma mulher normal, sem grandes pretensões, que trabalha pra sua empresa. Tenho um pai, uma irmã e uma sobrinha que adoro e, até ontem, tinha um gato que era meu melhor amigo. Sou treinadora de futebol feminino e não cobro nem um centavo por isso, porque essa atividade me faz feliz. Tenho amigos e amigas com quem curto assistir a jogos, viajar, ir ao cinema ou sair pra jantar. Agora você vai perguntar por que estou te contando tudo isso, né? – Eric balança a cabeça afirmativamente. – Não sou deslumbrante, não gosto de me vestir de forma provocativa, e nem mesmo tento fazer isso. Meus relacionamentos com homens têm sido normais, nada de outro mundo. Sabe como é: a garota conhece o garoto, eles se sentem atraídos um pelo outro e vão pra cama. Mas ninguém nunca conseguiu me tocar do jeito que você conseguiu em poucos dias. Nunca pensei que o sexo pudesse me deixar tão louca. Nunca pensei que eu pudesse fazer o que estou fazendo contigo. Você me domina e me submete de tal maneira que não consigo dizer não. E não consigo dizer não porque meu corpo e eu inteirinha querem fazer tudo que você quiser. Odeio receber ordens, principalmente na cama. Mas a você, inexplicavelmente, eu permito que mande em mim. Nunca na vida eu poderia imaginar que um desconhecido como você, que mal sabe meu nome, minha idade e qualquer coisa da minha vida, me exigiria sexo só de olhar pra mim e eu cederia. [...]

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quinta-feira, 16 de março de 2017

[Novidades] Planeta de Leitores MA com Eduardo Cilto


Março <3

Novo ano, nova temporada de encontrões! 

E é Eduardo Cilto, criador do canal literário “Perdido nos Livros”, autor de “Traços”, quem dará partida neste segundo ano de projeto. Convidamos VOCÊ para o Papo Jovem Adulto – uma conversa sobre a influência da chamada literatura YA (Young Adult), a representatividade de geração (em um momentum tão significativo da juventude) e o romance de estreia de Cilto. Mediado pelo Clube do Livro Maranhão e por uma representante da editora, o encontro conta ainda com uma sessão de autógrafos.


Em breve daremos mais detalhes da programação.
Enquanto isso, marque presença no link do evento, convide, compartilhe e se programe!


Sobre o autor e o livro


Eduardo Cilto sempre se identificou mais com personagens dos livros do que com as pessoas que conhecia. Nascido em 1996, na cidade de Santo André/SP, ele passa boa parte do seu tempo deslizando os olhos entre as páginas e tem o costume de inventar histórias sobre as pessoas que vê na rua. Em 2012, sua paixão por livros fez com que criasse o canal Perdido nos livros, no YouTube, onde expressa suas opiniões e surta sobre seus personagens favoritos junto com mais de 200 mil seguidores.

Traços é uma ficção sobre encontrar-se no mundo como pessoa. Sonhos, desejos, coragem, sair da zona de conforto. Voltado para o público jovem, a ficção traz dois adolescentes que, após se perguntarem sobre o futuro, lançam-se numa viagem sem roteiro algum em busca de seus destinos. Nesta aventura, Matheus e Beatriz acabam descobrindo mais sobre si mesmos e encaram desafios que jamais pensariam que confrontariam.

“De um momento para o outro, quando menos se espera, Eduardo, autor de mão cheia, tira o fôlego da gente. Um livro cheio de reviravoltas e com final surpreendente.” Orelha de THALITA REBOUÇAS.

Traços – Eduardo Cilto
Selo Outro Planeta – Editora Planeta
Literatura brasileira; Romance; Jovem Adulto.
272 páginas
Brochura

Sinopse
Quando Matheus aceitou acompanhar Beatriz na festa do colégio, jamais imaginou que terminaria a noite participando de um ritual místico (de veracidade duvidosa) para saber o que o futuro reservava para ele e a amiga. Assim que as velas que os cercavam se apagam e uma resposta esquisita encerra a cerimônia, Beatriz leva o resultado a sério e entende que deve fugir da cidade pequena para se encontrar com seu destino nas ruas da capital de São Paulo. 
Perdido no meio de tudo, Matheus é obrigado a repensar o que considera certo ou errado quando é convidado para participar do plano maluco de fuga e decide que precisa passar por cima dos limites impostos pelos pais para finalmente ser capaz de entender quem realmente é. Os dois amigos partem sozinhos para São Paulo e carregam consigo não somente as malas nas costas, mas também o peso de todos os problemas que achavam que estavam deixando para trás. 
Sem ter ideia do que estão enfrentando, Matheus e Beatriz descobrem mais sobre si mesmos, criam, quebram laços e encaram desafios que jamais pensaram que confrontariam enquanto contavam as moedas para realizar esse grande plano que iria mudar suas vidas para sempre.

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Sobre o Clube do Livro Maranhão

O Clube do Livro Maranhão é um projeto independente e sem fins lucrativos que reúne cidadãos da comunidade leitora em encontros – como eventos literários, seminários e outros – com o objetivo de proporcionar oportunidades de desenvolvimento sociocultural. Através de uma confraternização com leitores, o Clube é um Ponto de Cultura, hoje reconhecido pelo Ministério da Cultura, que agrupa um público de jovens e adultos (a partir dos 13 anos) antes dispersos, de modo que incentiva, impulsiona e integra diversas atividades culturais a partir da leitura e entretenimento.

IV Planeta de Leitores MA com Eduardo Cilto
Traços - Papo Jovem Adulto
Dia: 25/mar
Local: Mezanino da Livraria Leitura – São Luís Shopping
Horário: 15h às 18h - Entrada Franca.


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quarta-feira, 15 de março de 2017

[Novidades] Dia do Consumidor e Livros!

Olha o que o Grupo Editorial Pensamento preparou para os leitores <33

 
 

COMPRE UM LIVRO, GANHE O SEGUNDO e CONCORRA A VÁRIOS!
Só no site da editora J
*Voucher no valor de R$ 150,00 – até 31 de março/17


Quer rever resenhas (ou releases) da Pensamento? 
Veja livros da Jangada, da Cultrix e Seoman :) 

             


BOAS COMPRAS!

Equipe Dear Book

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segunda-feira, 13 de março de 2017

Resenha: “O Navio das Noivas” (Jojo Moyes)

Tradução de: Flávia Rössler

*Por Mary*: Olha eu!

Como muitos de vocês devem saber, sou uma grande fã de Jojo Moyes. Além de uma escritora impressionante, com uma coleção bastante multifacetada, ela tem o impressionante talento de tocar seu leitor sem necessariamente fazê-lo chorar. Seu objetivo nunca parece ser abordar o sofrimento, mas o que existe por trás dele. 
Perdi a inocência, meus amigos perderam a vida, por isso sofro por não ter mais o que sequer tive certeza de que um dia já quis. Pelo menos até ser tarde demais.

O Navio das Noivas reúne tudo o que a gente gosta: romance, aventura, História, ambientações magníficas e a qualidade inconfundível de uma das autoras mais brilhantes da atualidade.

Com direito a susto no final, Jojo Moyes nos leva a navegar a bordo do porta-aviões HMS Victorious, que, em sua última missão pós-guerra, tem a tarefa de transportar mais de 600 esposas australianas rumo à Inglaterra, onde um futuro incerto as aguarda ao lado dos maridos oficiais e suas famílias britânicas.

Inspirado nos repatriamentos realizados pela Marinha Real Britânica em meados de 1946, a autora foca sua narrativa em quatro passageiras: Margaret, uma mulher forte, acostumada à vida rural, cheia de inseguranças acerca de sua capacidade em ser uma boa mãe e esposa; Avice, menina fútil da alta sociedade australiana, filha de um importante comerciante e acostumada a ter todos seus caprichos atendidos; Jean, uma moça muito jovem, inconsequente e imatura; e, por fim, Frances, uma enfermeira discreta e pragmática, que claramente guarda um segredo.

A reunião improvável de mulheres tão diferentes para dividir a cabine durante uma travessia de seis semanas acaba por reviver demônios internos, trazendo à tona segredos e confidências.
- Será que enlouquecemos, Frances? – perguntou ela, por fim.
- O quê?
- Que diabo de decisão foi essa que tomamos?
- Não tenho certeza do que...
- Abandonamos tudo, todas as pessoas que amamos, nossa casa, nossa segurança. E para quê? Para sermos agredidas e depois rotuladas de vagabundas, como Jean? Para que a Marinha interrogue sobre nosso passado, como se fôssemos criminosas? Para passar por tudo isso e no fim alguém dizer que não somos bem-vindas? Porque não há garantia, certo? Nada prova que esses homens e suas famílias vão nos aceitar, não é mesmo?
Com uma narrativa descontínua, em terceira pessoa, Jojo nos apresenta a outros intrigantes personagens, como, por exemplo, o solitário e workaholic comandante Highfield, apaixonado pelo mar, atormentado pelos erros do passado e perdido diante da aposentadoria iminente.

Além do comandante, conhecemos, dentre outros, o fechado fuzileiro naval Nicol e o misterioso fornalheiro Dennis Tims.

Uns, muito apaixonantes; outros, nem tanto. Não obstante, sem sombra de dúvidas, todos muito interessantes. 
Ele se convencera de que era incapaz de ter sentimentos. Tinha ficado tão abalado com os horrores da guerra, com a perda de tantas pessoas à sua volta que, como tantos homens, se fechara. Agora, forçado a examinar com sinceridade seu comportamento, achava que talvez nunca tivesse amado a esposa, que talvez tivesse se deixado levar pela expectativa, pela ideia de que devia se casar (...). Não havia espaço para desejar outras coisas, para alternativas. Você foi em frente com o que tinha. Talvez, ele pensava durante os piores momentos, relutasse em admitir que a guerra o libertara de tudo aquilo.
Acho que em alguma de minhas resenhas anteriores sobre a Jojo Moyes, devo ter mencionado o quanto acho impressionante sua habilidade de criar enredos muito distintos entre si, com personagens que em nada se igualam aos demais. E, neste livro, não foi diferente.

Apesar de sentir certa semelhança com A garota que você deixou para trás, se formos analisar mais a fundo, não tem muita coisa parecida, não. O Navio das Noivas se passa, quase que inteiramente, em 1946, no turbilhão de incertezas deixado pela Segunda Guerra Mundial.

Além de abordar as incertezas, inseguranças e temores dos passageiros a bordo do HMS Victorious, pode-se identificar facilmente o realce ao empoderamento feminino, partindo da constante desconstrução do discurso sexista e do tratamento separatista até então muito em voga – mas que começava a perder força gradativamente. 
Nunca nos contam que não ficamos só com o vazio da perda, mas também com uma infinidade de perguntas que jamais serão respondidas.
Quando a gente costuma ler determinado autor, passamos a identificar certas características nele. Sendo assim, apesar de a Jojo ter um estilo muito diversificado, sua estilística é muito pessoal e, assim como os demais, carrega algumas marcas. Uma destas que eu ressaltaria aqui é o início lento das suas tramas. Normalmente, demoro um pouco a engrenar nas leituras dos livros desta escritora, o que não significa dizer que sua escrita é difícil. Porque não é. Se trata muito mais de um clima mais lento, entende? Como quando a gente sobe em uma esteira, começa andando devagarzinho, vai, vai, vai mais um pouco, e, quando menos esperamos, estamos a correr esbaforidos em cima dela. No fim, como já estamos aquecidos, a caminhada flui mais facilmente e, por fim, a esteira para, nos dando aquela sensação de dever cumprido.

O Navio das Noivas é um livro fascinante, que merece ser saboreado devidamente, como fazemos com todo bom livro – e aí não importa se é em dois dias ou em duas semanas, porque cada um tem o seu tempo. Se você quer aventura com uma boa pitada de romance, recheado de qualidade e excelentes informações históricas, além de visuais exuberantes, você não pode deixar este livro passar.
Foi nesse momento, ao observar seu rosto pálido e sério, e ouvir na sua resposta a determinação de nunca deixar de lado o sofrimento dos outros, que ele percebeu que o que sentia por ela não era nada apropriado.
- Eu... eu... não...
O choque dessa percepção o deixou sem voz, e depois ele apenas balançou a cabeça em silêncio. Embora não tivesse relação com o assunto, de repente se lembrou da sua última folga em terra, quando se sentiu exposto e envergonhado.

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