segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Resenha: "Mister" (E. L. James)



Tradução: Julia Sobral Campos, Cássia Zanon, Maria Carmelita Dias e Catharina Pinheiro

Sinopse: Maxim Trevelyan é inglês, bonito, rico, nunca precisou trabalhar e quase nunca dorme sozinho. Essa vida fácil muda quando uma tragédia acontece e Maxim herda um título de nobreza, as propriedades da família e toda a responsabilidade que vem com isso. É um papel para o qual ele não está preparado, e que agora deve se esforçar para desempenhar.
Mas o maior desafio de Maxim vai ser lutar contra a atração por uma jovem enigmática que conheceu recentemente e que guarda um segredo do passado. Discreta, Alessia é misteriosa e sedutora, e logo o desejo de Maxim por ela se transforma em algo que ele nunca experimentou e não ousa nomear. Mas, afinal, quem é Alessia Demachi? O que ela esconde? Maxim será capaz de protegê-la do mal que a ameaça? E o que ela fará quando souber que ele também tem seus segredos?
Do coração de Londres, passando pelo cenário rural da Cornualha até a sombria e ameaçadora beleza dos Bálcãs, Mister é uma história de amor e suspense que vai deixar os leitores de E L James apaixonados.

Por Jayne Cordeiro: Mister é o mais novo lançamento da autora conhecida pela trilogia 50 Tons de Cinza. Como uma leitora da trilogia, e fã, fiquei ansiosa para ler esse livro. E ainda mais por mostrar um membro da aristocracia inglesa na atualidade. Isso porque Maxim é o novo Conde, apenas porque seu irmão mais velho morreu tragicamente. Como era de se esperar, Maxim era a ovelha negra da familia, ssem nenhuma responsabilidade. Mas agora, além de lidar com a morte do irmão querido, precisa lidar com as responsabilidades que a herança traz.

No começo, não gostei muito do Maxim, porque ele começa extremamente galinha. Mas, como sempre, ele muda quando conhece e se envolve com a nossa mocinha Alessia. Uma estrangeira, que veio fugida para a Inglaterra, e que guarda um segredo. Pode ter quem não goste muito dela, porque Alessia é realmente uma donzela em perigo. Ela é extremamente tímida, fruto de uma criação bem antiquada, e quase não teve contato com o sexo oposto. Mas eu gostei dela, principalmente de como ela se desenvolve depois do romance começar.

As cenas dos dois juntos são muito boas, e o Maxim vira um amorzinho. A história tem essa coisa da plebeia se envolvendo com um lorde, e lidando com as diferenças entre os dois. Mas a autora nem foca tanto nisso. Há mais de mistério e ação, com o passado que persegue Alessia. Esta tem um talento especial para o piano, que me atraiu, por adorar musica classica. Imaginava que isso seria mais aproveitado na história, mas acabou não sendo.

Na verdade, o livro termina com um final, mas há algumas pontas soltas que poderiam ser aproveitadas em um segundo livro, e acabei a leitura com vontade de saber o que viria depois. O livro tem um enredo bom, apesar de sem grandes surpresas. É um romance doce, mas recheado de cenas hots, e sem a pegada Dom/Submissa de 50 Tons. A história conseguiu me prender até o final, e acabei muito rápido. Acho que vale a penar ler e tirar suas  próprias conclusões. Mas para mim, foi um bom retorno da autora.




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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Resenha: "Uma Herdeira Apaixonada" - Os Ravenels 5 (Lisa Kleypas)


Tradução: Ana Rodrigues

Sinopse: Viúva ainda jovem, Phoebe já viveu um grande amor e não cultiva mais ilusões românticas. Agora, ela precisa ser prática – e cuidar dos dois filhos pequenos e da propriedade da família. Mas quando vai passar alguns dias no Priorado Eversby, a bela dama se surpreende ao conhecer um cavalheiro incrivelmente charmoso.                                                
Seu encanto se desfaz no momento em que ele se apresenta como ninguém menos que West Ravenel: o homem que tornou a vida de seu falecido marido um tormento. E ela jurou nunca perdoá-lo por isso.    West sabe que é um homem com um passado manchado e que não está à altura de uma mulher como Phoebe, mas, ao conhecê-la, é consumido por um desejo irresistível e um sentimento inteiramente novo. Sem terras nem fortuna, tudo que ele pode lhe oferecer é prazer.                            
O que West não imagina é que, apesar da aparente ingenuidade, Phoebe está decidida a tomar as rédeas da própria vida. Será que essa paixão esmagadora será suficiente para superar os obstáculos do passado?

Por Jayne Cordeiro: "Uma Herdeira Apaixonada" é o quinto livro da série Os Ravenels, e eu estava super ansiosa por ele, por ter como protagonista o meu personagem favorito da série, West Ravenel. E para a coisa ficar ainda melhor, a mocinha é a irmã de Gabriel, do terceiro livro, e filha de Sebastian, nosso famoso Duque e ex libertino da série As Quatro Estações do Amor. Não dava para errar aí, certo? E não deu mesmo.

É um dos melhores livros da série, e por vários motivos. West está apaixonante aqui. Na verdade ele é o verdadeiro galã dessa série toda. Um lorde com jeito de fazendeiro, que coloca a mão na massa, mas não perde a classe. Que fica lindo e atraente arrumado ou sujo de terra, com as mangas da camisa dobrada. Enfim...um colírio para os olhos de Phoebe, e nosso. E ele consegue ser tão doce e humano, que você quer acompanhar todas as reações dele. Gosteid e como a autora trouxe o tema de ele ser considerado inferior em classe, a filha de um duque, e esse romance entre os dois.

Me surpreendi com a Phoebe. Logo no começo achei que não gostaria dela. Porque o livro já começa com ela não gostando de West por algo que ele fez ao marido dela quando bem jovens. Não gostei de ela julgar alguém por um comportamento na infância e que nem foi com ela, mas achei legal como isso saiu do foco muito rápido, já que ninguém consegue odiar o West por muito tempo. E ela ainda se mostrou uma mulher divertida, uma mãe excepcional, e com um grande desejo de aprender. As cenas deles dois eram muito boas, cheia de química, e é muito importante ver uma mocinha que não se coloca como obrigada a nada

Fora isso, o livro tem um enredo que prende, e em que muita coisa acontece em pouco tempo, ma sem corrido. E é preciso mencionar o filhos que são uma extrema fofura. Os comentários de Justin rendem boas risadas. É um livro leve apesar de tudo, em uma carga dramática forte, mas eu gostei disso. E outro que deve ser mencionado é Sebastian, que arrasou em todas as cenas em que apareceu. Dando até vontade de voltar lá no livro dele. Um Herdeira Apaixonada é um ótimo livro de romance. Mais um livro encantador da série.



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segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Resenha: "Uma dama fora dos padrões" - Os Rokesbys 1 (Julia Quinn)



Tradução: Viviane Diniz

Sinopse: Às vezes você encontra o amor nos lugares mais inesperados... Esta não é uma dessas vezes. Todos esperam que Billie Bridgerton se case com um dos irmãos Rokesbys. As duas famílias são vizinhas há séculos e, quando criança, a levada Billie adorava brincar com Edward e Andrew. Qualquer um deles seria um marido perfeito... algum dia. Às vezes você se apaixona exatamente pela pessoa que acha que deveria... Ou não. Há apenas um irmão Rokesby que Billie não suporta: George. Ele até pode ser o mais velho e herdeiro do condado, mas é arrogante e irritante. Billie tem certeza de que ele também não gosta nem um pouco dela, o que é perfeitamente conveniente. Mas às vezes o destino tem um senso de humor perverso... Porque quando Billie e George são obrigados a ficar juntos num lugar inusitado, um novo tipo de centelha começa a surgir. E no momento em que esses adversários da vida inteira finalmente se beijam, descobrem que a pessoa que detestam talvez seja a mesma sem a qual não conseguem viver. 

Por Jayne Cordeiro: Todo fã de romances de época já leu ou ouviu falar da série Os Bridgertons, da autora Julia Quinn. E nessa nova série dela, ela decidiu voltar algumas décadas no tempo, e trazer de volta essa família, mas com o foco em outra família é são os Rokesbys. E ela consegue facilmente fazer com que nos apaixonemos por essa família, que também é divertida, despojada para a época. 

A protagonista é Billie Bridgerton, uma jovem que sempre preferiu brincar com os meninos da família Rokesby. Com um enorme coração, ninguém nunca conseguiu impedi-lá de se meter em encrenca e é assim que o livro começa. Com Billie presa no telhado, após tentar salvar um gato ingrato e precisando ser salva pelo único Rokesby com o qual ela não se dá bem, George, o herdeiro da família.

Já dá pra saber que acontece muitas alfinetas entre esses dois no decorrer do livro. A autora consegue encaixar aqui uma das suas principais características que é o humor nos diálogos. É muito legal acompanhar o casal, porque eles se conhecem desde a infância, e isso dá uma proximidade e intimidade que nos afeiçoa ao casal. Billie é doce e decidida, e George é centrado e ao mesmo tempo carinhoso e divertido. É um casal muito fofo de acompanhar. E a pesar de as coisas demorarem para acontecer entre o dois, a leitura continua sendo divertida, interessante e encantadora. 

É uma leitura rápida, sem um enredo secundário complexo, mas ainda sim, uma ótima leitura para quem gosta do gênero. Foi um bom começo para a série, que já conta com 3 livros lançados e que já me deu aquela ansiedade de conseguir o segundo livro, que foca no irmão de George, Edward. Tenho certeza de que os fãs da Julia, não vão se decepcionar com esse livro.




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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Resenha: "Obsessão" - Trilogia Breathless 1 (Maya Banks)



Tradução: Tina Carvalho Gouveia

Sinopse: Gabe, Jace e Ash: Três dos homens mais ricos e poderosos do país. Eles estão acostumados a conseguir tudo o que querem. Absolutamente tudo. O desejo de Gabe é realizar uma fantasia em particular com uma mulher que é o fruto proibido. Agora, ela está madura para a colheita. Quando Gabe Hamilton viu Mia Crestwell entrar no salão na inauguração de seu hotel, ele soube que iria para o inferno pelo que havia planejado. Afinal, Mia era a irmãzinha de seu melhor amigo. Mas ela não era mais tão pequena. E Gabe esperou muito tempo para colocar seus desejos em ação. Gabe já fez parte das fantasias de Mia mais de uma vez, desde que ela era uma adolescente apaixonada pelo melhor amigo do irmão. E daí se Gabe era quatorze anos mais velho? Mia sabia que não estava à altura dele, mas a atração só aumentou com o tempo. Ela é adulta agora, e não há razão para não fazer algo em relação aos seus mais secretos desejos. Enquanto Gabe a conduz para esse mundo provocante, ela percebe que não sabe quase nada sobre ele nem sobre até onde suas exigências podem ir. A relação dos dois é intensa e obsessiva, mas quando cruzam o limite da secreta odisseia sexual para algo mais profundo, o caso deles corre o risco de ser revelado - e fica vulnerável e uma traição muito mais íntima do que eles poderiam esperar.

Por Jayne Cordeiro: Obsessão é o primeiro livro da trilogia Breathless, em que cada livro foca em um dos amigos Gabe, Jace e Ash. Este primeiro é sobre Gabe e Mia, que é irmã de Jace. Eu me interessei por esse livro, primeiramente porque acho a capa muito bonita (e dos outros livros também), e porque trás um casal com certa diferença de idade, o que me atrai. Apesar de que isso não é foco principal do livro, mas sim o fato de os dois manterem o relacionamento escondido do Jace. Eu posso dizer que gostei muito desse livro. O que é um alívio, porque tinha lido anteriormente uma outra história dela, e não havia gostado muito do livro e do casal principal.
Ele se sentiu tentado a atravessar o salão e cobri-la com seu casaco de maneira que ninguém mais visse o que considerava seu. Jesus, e se não era aquilo o que o deixava mais louco! Ela não era nada sua.
Gostei do casal protagonista. A mia é uma jovem esforçada, que sempre teve uma paixão por Gabe, mas que quando se envolve com ela, não fica totalmente dependente ou disposta a aceitar tudo o que ele quer. Gabe é autoritário, mas sempre pensando no bem estar de Mia. Ele carrega certas questões por ter sido traído pela ex esposa, e isso cria uma barreira entre os dois que ele precisa superar.
A língua dele invadia sua boca com erotismo e sensualidade, entrelaçando-a com a dela, acariciando-a numa dança delicada. Ele não estava simplesmente beijando-a. Ele a devorava. Ele a possuía com apenas um beijo.
A história em si é boa, com momentos de ápice e momentos de interação do casal. Gostei da situação adversa que a autora colocou para eles terem que resolver, além do caso de Jace, que também tem destaque mais para o final. Gostei das interações dos três homens entre eles e com a Mia, e fiquei curiosa para ler os livros de Jace e Ash. As cenas românticas são ótimas, e bem no estilo BDSM que a autora gosta de colocar nos seus livros contemporâneos, mas sem ser pesado demais. O livro te conquista no relacionamento dos dois, e além do romance e sexo, trás um drama por trás da relação da Mia com o irmão e de Gabe com os pais, que achei bem legal. Este livro é um bom começo para a trilogia e acredito que vale a pena conferir.





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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Resenha: "Um Estranho Irresistível" - Os Ravenels 4 (Lisa Kleypas)


 Tradução: Ana Rodrigues

Sinopse: Garrett Gibson, a única mulher médica na Inglaterra, é tão ousada e independente quanto qualquer homem – então por que não aproveitar os prazeres da vida como um deles? No entanto, ela nunca se sentiu tentada a embarcar em um caso. Até agora.
Ethan Ransom é um misterioso ex-detetive da Scotland Yard corajoso e enigmático. Apesar dos boatos de que é um assassino, ninguém imagina os segredos que ele esconde a sete chaves.
Por uma única noite sublime, Garrett e Ethan se entregam à poderosa atração que nasce entre eles. Embora prometam esquecer o que aconteceu, não conseguem se manter longe um do outro e, sem se dar conta, Garrett é arrastada para a missão mais perigosa da vida de Ethan.
Em meio a uma trama de espionagem e traição, ele precisa repensar toda a sua vida e se vê disposto a assumir qualquer risco pelo amor da mulher mais extraordinária que já conheceu.

Por Jayne Cordeiro: Um Estranho Irresistível é o quarto livro da série Os Ravenels. Um romance de época inovador, ao trazer a protagonista como uma médica, em uma época em que isso era uma novidade e um escândalo.  Garret é uma mulher que lutou muito contra as tradições da época e que precisa se provar como médica a todo momento, já que ninguém confia em uma mulher médica. Por sempre precisar se mostrar mais como médica do que como mulher, ela nunca se casou e nem tenta se mostrar mais feminina.



Mas quando ela conhece Ethan, as coisas mudam, porque ele começa a fazê-la pensar em outras coisas, que não só a carreira dela. Ethan é um homem extremamente inteligente, mas sem muitos trejeitos sociais. Ele carrega nas costas o peso de seu passado familiar, e com a carreira difícil que possui, não acredita que possa se envolver romanticamente com ninguém. E aí vem o legal. Garret e Ethan carregam profissões que pedem uma extrema dedicação, e que até podem colocá-los em risco. Mas tudo isso perde a importância quando estão juntos.

É um casal muito cativante, mas do que achei que seria. Para mim foi uma bela surpresa, e devorei esse livro em um dia. Não é o meu livro favorito da série, mas ainda assim carrega um peso alto. A história traz cenas bem legais sobre a atuação médica da Garret, que para mim, que sou da área de saúde, achei super interessante, e que sei que atrairá outros leitores também. Isso demonstra uma enorme pesquisa da autora para deixar tudo o mais real possível.



Fora isso, ainda temos um mistério e um enredo perigoso envolvendo nosso casal, quando Ethan descobre uma trama que pode causar morte de inocentes. As cenas romântica são ótimas também, e vemos vários dos nossos Revenels aparacendo e se destacando na história. Inclusive já dá a dica do protagonista do próximo livro West Revenel, que se destaca bastante aqui, e já atrai os nossos corações. Inclusive o livro se chama Uma herdeira apaixonada. Vale a pena conferir Um Estranho Irresistível e se apaixonar ainda mais por essa família cheia de personagens cativantes se boas histórias.




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sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Resenha: "Mapa dos Dias" - Lar da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares 4 (Ransom Riggs)



 Tradução: Giu Alonso e Ulisses Teixeira


Sinopse: Mapa dos dias é a aguardada continuação de uma das séries de maior sucesso dos últimos anos. Para os leitores que estavam com saudades do universo mágico criado por Ransom Riggs, esta sequência vai além do prometido e descortina um cenário ainda mais rico, com novas criaturas, mistérios que envolvem todo o mundo peculiar e uma infinidade de aventuras a serem exploradas. Fascinante e imperdível para os amantes da série e para os novos fãs que certamente virão.
Jacob voltou para sua casa nos Estados Unidos após vencer os etéreos no Recanto do Demônio, mas ainda não sabe como conciliar a vida normal e tudo o que viveu. Agora que Emma, a srta. Peregrine e seus outros amigos vivem com ele no presente, em sua casa na Flórida, vamos acompanhá-los no processo de reconstrução do mundo peculiar.
Mas essa ideia cai para segundo plano quando eles descobrem um bunker subterrâneo na casa onde seu avô morou. A partir daí, surgem pistas de uma organização secreta que caçava etéreos e ajudava peculiares por todos os Estados Unidos, e isso os inspira a sair em uma missão tão perigosa quanto significativa por esse território desconhecido. Um mundo novo, sem regras nem ymbrynes; um país em que clãs vivem em conflito e em que cada fenda temporal esconde criaturas nunca antes vistas.
A série de Ransom Riggs é sucesso absoluto no Brasil e no mundo, tendo conquistado milhões de leitores graças a uma encantadora combinação de mistério, romance, aventura, viagem no tempo e à sombria seleção de fotografias antigas, da coleção pessoal do autor – desta vez, muitas delas coloridas.

Por Jayne Cordeiro: Anos após o lançamento do terceiro livro da série Lar da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, os personagens estão de volta com Mapa do dias, quarto livro da série. Todos os nossos personagens queridos estão de volta, e um universo completamente novo se apresenta para eles e os leitores. Um mundo peculiar destruído e precisa se recuperar, onde a direção das Ymbrynes (que sempre foram as líderes do povo), começa a ser questionada, e desa vez é os EUA, o local explorado pela série.

A escolha de tirar a história da Europa para os EUA é uma boa ideia. A cultura é diferente, a relação entre os peculiares é mais tensa, cheia de clãs e relações conflituosas. Agora os protagonistas peculiares estão tendo que se adaptar ao mundo moderno, e a essas diferenças e falta de regras que ronda o povos da América. Tudo isso cria situações bem divertidas e também tensas, criando a maior parte do enredo do livro.

Mas tudo é uma introdução para um mistério maior que começa a dar as caras nesse livro. E já dá para perceber que será uma história bem mai complexa e madura que a anterior. Envolvendo até questões politicas e a discussão sobre a saída dos peculiares do armário. O autor trás aquela mesma escrita rápida e  divertida, com uma história que controla bem os momentos calmos com os bem movimentados. E gostei de como ele aprofunda o relacionamento entre Jacob e Emma, e como o fato de ela ter tido um relacionamento como avô dele influencia os dois. Algo que não teve tempo de ser explorado na trilogia anterior.

A série volta com tudo nesse livro, e ele não deixa a desejar para os fãs da série. Ressaltando que a série continua trazendo fotos reais para complementar a história, mas acho as fotos da trilogia original mais impactantes. Ainda sim é uma ótima leitura, que super recomendo. Lembrando que não dá para ler este livro, sem ter passado pela trilogia inicial.



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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Ressenha: "O Príncipe Serpente" (Elizabeth Hoyt)


Tradução: Ana Resende e Carolina Simmer

Sinopse: Quando o diabo encontra um anjo...
Lucy Craddock-Hayes está satisfeita com a vida tranquila no interior. Até o dia em que tropeça num homem inconsciente ― um homem inconsciente e nu ― e perde para sempre sua inocência.
Ele pode levar ao paraíso...
O visconde Simon Iddesleigh apanhou de seus inimigos até quase morrer. Agora ele está determinado a se vingar. Mas quando Lucy cuida dele para restaurar sua saúde, a sinceridade da jovem surpreende sua sensibilidade calejada ― e desperta um desejo que ameaça consumir os dois.
Ou ao inferno.
Encantada com a inteligência perspicaz de Simon, com seus modos urbanos e até com seus sapatos de solado vermelho, Lucy rapidamente se apaixona por ele. Embora sua honra o mantenha longe dela, a vingança envia os agressores de Simon à sua porta. Enquanto o visconde entra em guerra contra seus inimigos, Lucy luta pela própria alma, usando a única arma que tem ― seu amor...


Por Jayne Cordeiro: O Príncipe Serpente é o terceiro e último livro da trilogia dos Príncipes. Como acontece com o outros, ele pode ser lido separadamente ou fora de ordem. E dos três, este foi o que eu menos gostei. Ele não é ruim. Ainda é um ótimo romance de época, com uma ótima escrita da autora, mas eu fiquei com a sensação de que faltava algo. Eu não consegui me apegar ao casal principal.


O homem morto aos pés de Lucinda Craddock-Hayes parecia um Deus caído.

Acredito que faltou alguma química entre o dois, ou posso ter sentido falta do embate que pode ser visto nos dois primeiros livros, entre os protagonistas. A história em si também segue muito linear, sem um mistério ou uma situação tensa. É um livro que li rapidamente e que me prendeu. Mas no final não me marcou muito. Acabou ficando apagado depois de O Príncipe Leopardo, que para mim foi o melhor.

Era difícil dizer por que a donzela rural o fascinava tanto. Talvez fosse simplesmente a atração das trevas pela luz, o demônio querendo despojar o anjo, mas ele achava que não. Havia algo nela, alguma coisa significativa, inteligente e perturbadora para sua alma. Ela o tentava com o perfume do paraíso, com a esperança da redenção, por mais impossível que isso fosse.
Mas o livro tem suas qualidades. Individualmente, os protagonistas são bem estruturados, o relacionamento deles evolui de uma forma bem madura e natural. Gosto sempre de histórias em que o casamento acontece logo no começo, e vejo os dois interagindo na mesma casa, então isso foi um ponto a favor. As cenas românticas são boas e tem várias cenas divertidas, que animam as coisas. Esse livro também tem bastante movimento em termos de ação, pelo método de vingança empregado pelo Simon. E gostei muito do fato de ele não ser uma pessoa 100% correta. E não estou de ser libertino, como muitos livros trazem. Falo da agressão e morte como vingança. É bem diferente do que costumo ver nos livros que trazem a temática da vingança.


“Eu me lembrarei da senhorita por todos os dias da minha vida” – murmurou ele tão baixo que ela quase não ouviu. – “E não sei ao certo se isso é uma benção ou uma maldição.” – Ele se ajoelhou, inclinando-se sobre as mãos dela, e Lucy sentiu os lábios quentes roçando na palma da sua mão fria.

Resumidamente, O príncipe serpente é um bom livro de romance de época, e quem lê o outros dois, deve passar por ele. Mas não deixa de ser o mais fraco, com uma história que não me deixou suspirando. Mas cabe a cada leitor chegar a sua conclusão.







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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Resenha: "Um Novo Coração" (Sylvia Day)


Tradução: Lígia Azevedo e Alexandre Boide

Sinopse: Emocionante e poderoso, Um novo coração marca o retorno da sensação global Sylvia Day, autora best seller internacional da série Crossfire. Nunca teria me imaginado aqui. Mas estou bem agora. Em um lugar que amo, minha casa reformada e passando meu tempo com novos amigos que adoro, num emprego que me motiva. Estou me recuperando do passado para um futuro em que possa ser feliz. E daí Garrett Frost se torna meu mais novo vizinho. Ele é determinado e ousado, uma força da natureza que ameaça destruir a ordem cuidadosa da minha vida. Mas também sei reconhecer alguém perseguido por fantasmas de seu passado. Garrett é um perigo e, magoado e assombrado, parece muito mais perigoso. Temo que eu ainda esteja frágil demais para enfrentar a tempestade que existe dentro dele, muito delicada para encarar sua dor. Mas ele é muito decidido... e tentador. E algumas vezes a esperança surge mesmo em meio à desolação.

Por Jayne Cordeiro: Duas coisas me atraíram nesse livro, no primeiro momento. Tanto que nem sabia a sinopse, quando comecei a ler. Primeiro, que era escrito pela Sylvia Day, que é uma escritora que adoro. E segundo, essa capa linda, e que passava uma ideia bem diferente de livro, do que estava acostumada a ver com a Sylvia. Passava uma imagem mais doce, mais dramática. Então comecei a ler. E adorei.

Sei que esse é um daqueles livros de extremos. Há quem ame e há quem odeie. No skoob, vi desde uma estrela a cinco. Então está na cara que é uma daqueles livros que vai depender muito do leitor e sua bagagem. Eu gostei muito dele. Meu único ponto a reclamar, se posso dizer assim, é que queria que fosse maior. Este livro tem 170 páginas. Pouca coisa. E a autora consegue passar tanto...que eu queria ter um pouco mais. Talvez as coisas fossem menos corridas. Mas ainda reforço, que a história fluiu muito bem, apesar das poucas páginas.

Essa história tem um peso emocional muito grande. Temos uma protagonista, que apesar de não ser usada a palavra, claramente sofre de depressão e ansiedade. Adorei como isso ficou subentendido, e não rotulado. Era lago para pegar nos detalhes. Ao mesmo tempo, temos um romance explosivo acontecendo, do jeito que a Sylvia Day sabe fazer. E durante a leitura surge alguns questionamentos, que só nas últimas páginas são respondidos. E o que falar desse final? Faz muito tempo, que eu não sou pega de surpresa com um final. Normalmente eu sempre adivinho a surpresa antes, e o final perde um pouco do impacto. Mas aqui? Foi algo que me chocou e me deixou extasiada no final. 

Por isso, eu gostei tanto desse livro. Achei uma mistura certa entre drama, doce e hot, que é difícil de achar, e conseguir então poucas páginas. Acredito que é um livro que merece ser lido, e que o leitor deve tirar suas próprias conclusões. De mim, só saíram elogios e indicações.






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segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Resenha: "Dominada" - The Enforcers 2 (Maya Banks)



Tradução: Isabela Noronha

Sinopse: O desejo que explodiu em Submissa continua em Dominada. O 2º livro da série que vai mexer com você da cabeça aos pés. Poder, sedução, dinheiro, obediência, dominação e prazer. Nesse jogo, o amor não entra nas regras. Até agora....

No mundo sombrio de Drake, seus inimigos não hesitariam em explorar qualquer ponto fraco para chantageá-lo e enfraquecer seu poder. Por isso, ele construiu sua reputação e seu império sobre um princípio muito sólido: a invulnerabilidade. Drake sempre foi temido e respeitado por não ter nenhuma fraqueza que poderia ser usada contra ele. Até conhecer Evangeline ― seu anjo. Uma mulher que derrubou todas as suas barreiras e defesas como ninguém jamais conseguiu. Mas, para salvá-la, Drake foi obrigado a fazer o inimaginável e a expulsou de sua vida.

Devastada, humilhada e destruída, Evangeline não sabe o que fez para Drake ter se virado contra ela de modo tão violento. A jovem só sabe que nunca mais será a mesma. Ele a libertou de todas as suas inibições apenas para transformá-la em prisioneira de uma dor incurável. Mas quando Drake a reencontra, Evangeline descobre que há muito mais do que ela imaginava no misterioso mundo daquele homem.

Por Jayne Cordeiro: Dominada é o segundo livro da trilogia The Enforcers. Os dois primeiros são sobre o mesmo casal Drake e Evangeline. A resenha do primeiro livro já foi feita aqui no blog. Este livro começa exatamente de onde o último parou, então não dá para ler este sem passar pelo primeiro. O que sabemos é que o relacionamento entre Drake e Evangeline sofre um término brusco, quando ele a trata super mal na frente de possíveis sócios, para não mostrar a importância dela na sua vida. Agora ele precisa provar o que sente para Evangeline e reconquistar sua confiança;

Eu gostei com ressalvas do primeiro livro, porque achei o romance deles meio artificial, e não consegui me apegar aos dois. No segundo a coisa melhora um pouco, mas acaba sendo um casal que passa batido em relação a outros que gostei bem mais da autora. Por coincidência acabei lendo em seguida um outro livro dela (farei resenha aqui também) que me mostrou um casal bem mais empático. Mas apesar desse probleminha com o casal, a história não é ruim. 

Os pontos positivos são as interações de Drake e seus amigos, sendo que o terceiro livro será sobre um deles, e como Drake se mostrou arrependido do comportamento que teve, e tenta de todas as formas mudar. Mas teve um pequeno ponto da história que não gostei, porque achei muito óbvio, e me fez ficar com certa raiva do mocinho. Bem, no geral, o livro é bom, com boas cenas de romance e sexo, com um casal que convence mas não apaixona. O livro é melhor que o primeiro, mas os dois livros mantém o mesmo nível para o leitor. É um livro para passar o tempo, mas sem guardar um lugar na estante.







sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Resenha: "O Príncipe Leopardo" (Elizabeth Hoyt)


Tradução: Ana Resende

Sinopse: "O segundo livro da aguardada série de romances de época com uma forte pitada de erotismo A única coisa que uma dama jamais deve fazer... Lady Georgina Maitland não quer um marido, embora ela pudesse ter um bom administrador para cuidar de suas propriedades. Ao pôr os olhos em Harry Pye, Georgina percebeu que não estava lidando apenas com um criado, mas com um homem. É se apaixonar... Harry conheceu muitos aristocratas — incluindo um nobre que é seu inimigo mortal. Mas nunca conheceu uma dama tão independente, desinibida e ansiosa para estar em seus braços. Por um criado. Ainda assim, é impossível ter um relacionamento discreto quando ovelhas envenenadas, aldeões assassinados e um magistrado furioso tumultuam o condado. Os habitantes culpam Harry por tudo. Enquanto tenta sobreviver em meio à desconfiança e manter o pescoço de Harry longe da forca… Georgina não quer perder outra noite de amor. "

Por Jayne Cordeiro: O príncipe Leopardo é o segundo livro da Trilogia dos Príncipes. Os livros não possuem ligação, e podem ser lidos separadamente. O que me atraiu muito para ler aqui, é o fato de que a mocinha Georgina é a pessoa com dinheiro e de família nobre, enquanto Harry é o homem de classe humilde. É interessante ver a mulher como dona do poder, e ao mesmo tempo, que a dinâmica entre eles continua sendo tão explosiva, como se fosse o contrário.

Quando descobrira que o proprietário das varias terras que administraria era uma mulher, Harry ficara surpreso. Mulheres, em geral, não eram donas de terras. Normalmente, quando uma mulher possuía uma propriedade, havia um homem – filho, um marido ou um irmão – por trás de tudo, o verdadeiro mandante, a pessoa que decidiria como as terras seriam administradas. Mas, embora Lady Georgina tivesse três irmãos, era a própria dama que estava no controle.

Eu tinha gostado muito do primeiro livro, O Príncipe Corvo, que tem resenha aqui no blog, mas esse se superou. Além de toda a interação dos dois, ainda há um mistério, envolvendo envenenamento de ovelhas e a morte de uma pessoa, que estão sendo jogadas em cima de Harry. Assim, enquanto os dois precisam entender seu relacionamento, há esse mistério, que pode colocar a vida de Harry em risco. O leitor fica bem preso a leitura, curioso para saber quem está por traz e ainda mais entretido com o romance de Georgina e Harry que é quente e apaixonante.

Harry havia ficado louco. Ele tomou um gole da cerveja e limpou a espuma da boca. Essa era a única explicação para ter beijado Lady Georgina aquela tarde. Ele fora até ela com a testa sangrando e o corpo dolorido dos socos.  Beijá-la não era algo que passava pela cabeça dele. Mas então, de alguma maneira, ela estava em seus braços, e nada no mundo o impediria de sentir o seu gosto.

Além de ser cheia de momentos apaixonantes, o livro também é extremamente divertido, com a personalidade animada de Georgina, e com os personagens secundários, como os irmãos dela, que provocam boas risadas na história. O livro é bem gostoso de ler, equilibrando drama, mistério e romance, com um ar divertido. Elizabeth Hoyt tem se mostrado uma autora de romance de época com peso, e já posso me declarar fã de seus livros. Logo trarei a resenha do último livro O Príncipe Serpente, e espero conseguir sua série mais recente A Lenda dos Quatro Soldados.

O Sr. Pye, lutando com a rolha de uma garrafa de vinho branco, ergueu o olhar e sorriu para ela. Por um momento, Georgina se perdeu naquele sorriso, o primeiro sorriso de verdade que vira no rosto dele.







segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Resenha: "Amantes para sempre" (Jodi Ellen Malpas)



Tradução: Vicki Araújo

Sinopse: TRÊS, DOIS, UM... ZERO
Jesse Ward está de volta no quarto romance da série O Amante e, com ele, a sensualidade, o amor e os jogos de sedução.
Doze anos se passaram do casamento de Jesse e Ava. A vida é boa para Jesse, o Senhor Ward. Perfeita, na verdade. Ele ainda tem charme, está em ótima forma física, e continua enlouquecendo a esposa com um simples olhar.  Tem total controle e domínio sobre Ava, do jeito que ele gosta.
Mas o mundo perfeito de Jesse desmorona quando um terrível acidente deixa Ava no hospital correndo risco de vida. Devastado e enraivecido, sente como se toda a sua existência estivesse presa por um fio. Quando Ava recupera a consciência, o mundo abalado de Jesse volta aos eixos. No entanto, o pesadelo mal começou. Ava não se recorda dos últimos dezesseis anos da sua vida. Ou seja, toda sua vida de casada. Ele é um estranho para ela.
Agora, Jesse tem que fazer tudo o que for preciso para recuperar as memórias da mulher... e ajudá-la a apaixonar-se outra vez por ele, louca e perdidamente.


Por Jayne Cordeiro: O que dizer sobre essa série que gosto tanto, apesar de saber que o Jesse tem sérios problemas? rsrs. Amantes para Sempre é a continuação da série O Amante (se não leu, corra atrás), e traz o nosso casal 12 ano depois. Jesse está mais velho, e brigando a com a sua idade, mas tem uma vida maravilhosa, com seus filhos e a esposa Ava. Mas um acidente tira a memória de Ava, e ele tem muita dificuldade de lidar com a possibilidade de não recuperar sua esposa, ou mais, fazer Ava se apaixonar por ele de novo. 

O mundo começa a girar e minha respiração fraqueja. Uma multidão bloqueia minha passagem e eu luto para passar, empurrando as pessoas para os lados, tentando chegar ao centro daquela loucura. — Por favor, não… — suplico, cambaleando sem pensar na horda de espectadores. — Por favor, Deus, não. Um soluço débil irrompe do meu corpo quando vejo a maca, e minhas pernas falham, deixando-me de joelhos. — Não! 

Eu amei esse livro. Jesse consegue ser tão divertido quando antes, com suas manias e desejo de controle. Achei que ele iria pirar com a ideia de Ava desmemoriada, mas ele consegue ser muito maduro e responsável. É impossível não se apaixonar por ele de novo, junto com ela. Vivenciar a vida desses dois, com os filhos é muito bonito de se ler. Adorei demais os gêmeos, e a forma como cada um do pais lidam com eles. 

— Comemorar o fato de que está fazendo cinquenta anos? — Ela faz um gesto de cabeça para mim, com a escova voltando à boca. Eu me encolho e massageio os cabelos com o xampu. — Não estou fazendo cinquenta anos — resmungo, ouvindo-a suspirar. Para ela é fácil, ainda está na flor da idade aos trinta e oito. Trinta e oito! É mais ou menos a idade que eu tinha quando conheci Ava. Como os anos passaram depressa. Se os próximos doze anos voarem com a mesma rapidez, logo eu estarei aposentado. Meu estômago embrulha de pavor. — Você ainda é o meu deus — declara Ava, doce, atraindo a minha atenção de volta para ela, que está do outro lado do box, observando-me. — Eu sei. — E ainda é o homem mais lindo que já vi na vida. — Eu sei. — Dou de ombros. — E você ainda trepa como um deus que tomou esteroides. — Ela beija o vidro. — Sim, eu sei. — Encontro os lábios dela do outro lado.

O livro é divertido, mas também com toda uma carga dramática importante. E tudo segue de uma forma natural e realista. É legal ver como todos os personagens estão anos depois do último livro, e na medida que Ava precisa conhecer sua história com Jesse, o leitor tem a chance de relembrar fatos passados. O livro tem uma ótima dinâmica, prendendo o leitor o tempo todo. Ele segue em belo ritmo, e quando acaba a gente fica com a sensação de que queríamos ainda mais, e que um fechamento com chave de ouro. Não há aquela sensação de que o livro foi só uma forma de trazer os personagens de novo e ganhar mais dinheiro em cima deles. É realmente um complemento que engrandece ainda mais a série. Para quem é fã da trilogia e da autora, é preciso ler esse livro.

Ela fecha os olhos e os aperta, como se buscasse desesperadamente qualquer recordação. E eu sei que sim, mas quando ela parece murchar e uma lágrima escorre e cai no papel na mão dela, vejo que não conseguiu. — Foi tão vívida. — Ela olha para mim. — Tão real. Eu senti alguém ali comigo, olhando para os barcos. Era você. Eu não podia te ver, mas senti você. Como venho sentindo desde que acordei depois do acidente. Eu te sinto o tempo todo, mesmo quando não estamos nos tocando. Mesmo quando você não está por perto. Dou um sorriso triste e puxo-a para o meu colo. — Tempo, baby. Dê tempo ao tempo. — Enquanto a tranquilizo, faço um esforço desmedido para tranquilizar a mim mesmo



sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Resenha: "Além do Olhar" (Nana Pauvolih)




Sinopse: O talentoso violoncelista Ramon Martinez é vítima de uma tragédia que o deixa paraplégico aos 28 anos de idade. 3 anos depois ele ainda luta para se adaptar à sua nova realidade, enfrentando muita coisa e felizmente contando com o apoio de sua família. É quando conhece a famosa atriz Marcella Galvão, no auge do seu sucesso, linda, cheia de admiradores, forte e determinada. A atração entre eles é imediata, mas para se concretizar enfrenta um mundo de obstáculos. Preconceito, amor, paixão, devoção, luta, descoberta e muitas surpresas marcam este novo romance de Nana Pauvolih.

Por Jayne Cordeiro: Fiquei muito curiosa para ler esse livro, porque nunca tinha lido um romance em que um dos protagonistas fosse cadeirante. Eu tinha muito interesse em saber como seria a dinâmica dese relacionamento, e quais obstáculos enfrentariam. Afinal, os dois personagens tinham um estilo de vida bem diferentes. Um paraplégico e uma artista famosa. 

Se alguém me perguntasse porque ele era tão único para mim, ou porque mexia com sentimentos profundos e desconhecidos, eu não saberia dizer. Pois era mais do que apenas uma coisa, era um conjunto: seu olhar, sua voz, sua determinação, seu caráter, sua força, sua delicadeza, seu talento, sua beleza, seu cheiro, seu beijo, suas mãos, sua entrega, tantas e tantas qualidades sem m ... incríveis e indecifráveis.

Para começar, é preciso elogiar toda a pesquisa que a autora fez, porque ela conseguiu mostrar toda a realidade de uma pessoa com deficiência. Todo os problemas de saúde que vem com a paralisia, as dificuldades para realizar atividades, que nós pedestres fazemos sem nem pensar. O leitor aprende muito sobre todo esse universo, e só por isso, o livro já vale muito a pena. Mas, fora isso, temos aqui uma história bem escrita e conduzida. É fácil torcer por Ramon e Marcella, porque são personagens cativantes, com personalidades que contribuem para que a história seja ótima.

Marcella não olhava para minha lesão ou para minha cadeira de rodas. Olhava para mim

Os dois são fortes, decididos, e mesmo com a insegurança esperada de um homem que nunca teve um relacionamento desde o acidente, tivesse dúvidas sobre se envolver com alguém. Ainda mais uma pessoa da mídia. Mas Ramon consegue superar tudo, e temos um homem apaixonado, que comete erros, mas que corre para resolve-los, apesar de suas limitações físicas. O livro traz uma história bem escrita, com um roteiro que mostra todo o desenvolvimento do romance, que acontece em um ritmo legal. Temos alguns antagonistas, e apesar de achar no começo, que veria várias situações clichês, não foi o que aconteceu. Ele segue um caminho bem realista e maduro. 

O respeito deve ser igual para todo mundo, independentemente de sexo, classe social ou etnia. Será que é tão difícil entender isso?

Foi uma ótima surpresa. Gostei muito do livro. Não conseguia parar de ler. Me diverti muito com a família de Ramon, principalmente a mãe. Tem várias cenas românticas e eróticas. E além de abordar o tema da paraplegia, ainda conhecemo um pouco do mundo artístico, com os bastidores da gravação de um filme, e sobre o violoncelo, que Ramon toca. Nunca tinha lido nada da Nana, mas gostei muito dessa leitura, e pretendo procurar outras obras dela para ler.




segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Resenha: "The Risk - O dilema de Brenna e Jake" (Elle Kennedy)


Tradução: Ligia Azevedo

Sinopse: O segundo spin-off da série Amores Improváveis tem o melhor de Elle Kennedy: a adrenalina dos jogos de hóquei, a animação das festas universitárias, personagens apaixonantes e um romance de tirar o fôlego! Todo mundo diz que eu sou uma garota má. Deve ser porque faço o que bem entendo e não estou nem aí para o que os outros pensam de mim. Apesar disso, dormir com o inimigo não faz meu tipo. Como filha do técnico de hóquei da Briar, minha vida estaria arruinada se eu me relacionasse com um jogador de um time rival. E essa é a definição de Jake Connelly. Estrela e capitão do time de Harvard, ele é arrogante, irritante e atraente demais pra ser verdade. E o pior é que eu preciso que ele tope fingir ser meu namorado para que eu consiga meu tão sonhado estágio na HockeyNet. Mas é claro que aquele gostoso idiota não vai facilitar: para cada encontro falso... ele quer um pra valer. O que significa que estou em apuros. Isso de ficar saindo às escondidas com Jake Connelly não tem como dar certo. Embora esteja cada vez mais difícil resistir ao desejo e ao sorriso de Jake, me recuso a me apaixonar por ele. Esse é o único risco que eu não vou correr. 

Por Jayne Cordeiro: Temos aqui um um livro que comecei com um pé atrás, mas acabei apaixonada. O que não é nenhuma novidade quando se trata dos livro da Elle Kennedy, que simplesmente adoro. Posso dizer que não tenho nenhuma queixa desse livro e só elogios. Para começar, eu fiquei com medo de não gostar da protagonista Brenna. Normalmente acabo tendo problemas com personagens que parecem ser metidos ou que implica com tudo. Mas a Brenna não foi por esse caminho. Na verdade, gostei muito de como ela é uma mulher bem empoderada, que sabe do seu poder e não que não deixa o que quer de lado. O que é muito importante, porque ela quer atuar em uma área que é majoritariamente controlada por homens.

Pra mim, ela é o tipo de personagem feminina que devemos nos espelhar. É decidida, corre atrás do que quer, fala o que pensa, mas não deixa de ser uma amiga leal, uma pessoa empática com os outros. E lá no fundo ela guarda inseguranças como todo mundo. Jake é um sonho. Ele é bonito, super talentoso no esporte e com as mulheres. Que se esforça muito para ser o melhor jogador, e apesar do jeito despojado, é extremamente carinho e atencioso. E com uma cabeça muito boa.

A ideia inicial do enredo de fingir um namoro não me pareceu muito promissora, porque é algo já bem utilizado. Mas a autora utiliza muito pouco dessa história, e rapidamente a coisa segue outro rumo, o que adorei. E o livro ainda trás outros temas bem interessantes, como a influência da adolescência, abuso de drogas, os bastidores da televisão esportiva e mais. Gostei ainda mais desse livro do que gostei do primeiro, além de dar várias risadas com os diálogos dos protagonistas, que possuem uma química explosiva e com os personagens secundários. Sinceramente, estou bastante curiosa para saber quem será o próximo casal.



sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Resenha: "Uma mulher no escuro" (Raphael Montes)

Por Thaís Inocêncio: Raphael Montes é, facilmente, meu escritor nacional favorito. Já li todos os cinco livros que ele assina com o próprio nome e tenho três deles autografados – só não li ainda o Bom dia, Verônica, que ele escreveu com a Ilana Casoy e lançou sob o pseudônimo de Andrea Killmore. Porém, pela primeira vez desde que o conheci, posso dizer que me decepcionei com uma obra dele. 

Uma mulher no escuro conta a história de Victoria Bravo, que, aos quatro anos de idade, perdeu toda a família em um crime brutal. Na ocasião, um homem invadiu sua casa, matou seus pais, seu irmão e, por algum motivo, poupou-a de um destino semelhante. Vinte anos depois, Victoria ainda carrega sequelas físicas e, principalmente emocionais: é tímida, desconfiada, tem muita dificuldade de se relacionar com as pessoas e nunca namorou.




"Olho pra você e vejo duas Victorias se equilibrando numa corda bamba. Por um lado, você é uma mulher madura, que trabalha, paga as contas e tem as responsabilidades comuns de uma pessoa de vinte e quatro anos que mora sozinha. Por outro lado, às vezes se comporta como uma criança, evitando relações afetivas mais complexas e idealizando uma família perfeita."

Os contatos da jovem se resumem à sua tia Emília, que a criou após a perda dos pais, Max, seu psicólogo, e um jovem nerd apelidado de Arroz, com quem mantém uma amizade muito superficial. Até que, certo dia, no café onde trabalha como garçonete, Victoria conhece um escritor chamado Georges, que parece conseguir adentrar o mundo tão fechado da protagonista. No entanto, tudo muda quando alguém invade a sua casa e deixa rastros semelhantes aos do crime que ocorreu no passado, o que a faz pensar que o assassino está de volta para terminar o que deixou inacabado vinte anos antes.

"Há algo de cruel sobre o passado. Ele não pode ser mudado."

Esse livro é bastante diferente dos outros que li do autor por dois motivos principais: 1) A protagonista é uma mulher e a história nos é apresentada do ponto de vista dela; 2) Trata-se de uma trama psicológica, e não de um suspense permeado por cenas de violência física. Achei interessante Raphael ter buscado um caminho novo nessa obra, mas, pra mim, a tentativa não foi bem-sucedida.

Sabemos muito sobre a protagonista – seus medos, suas necessidades e os segredos que esconde –, mas todos os outros personagens, que têm grande importância na história, são pouco explorados. Por isso, não entendemos muito bem suas motivações, inclusive a do assassino.

Além disso, ao longo da leitura, encontrei algumas contradições. Por exemplo: no começo do livro, Victoria é descrita como uma jovem de cabelos curtos; algumas páginas depois, sua tia Emília elogia seus cabelos compridos. O pior é que essa é uma característica que tem destaque na história!

"Naquele dia, vestia calça larga de pijama e um blusão azul-marinho confortável, mas não deixava de colocar o lacinho que sempre usava nos cabelos curtos." (p. 21)
"'Você está parecendo sua mãe', ela disse, com um sorriso. 'Os cabelos compridos, o brilho nos olhos...'" (p. 128)

Foi difícil reconhecer a escrita brilhante de Raphael Montes nesse livro, mas, felizmente, isso não foi suficiente para fazer eu deixar de gostar do autor. Só espero que, no próximo, ele volte a escrever aquele bom suspense de tirar o fôlego e deixar sem dormir!

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Ana Liberato