segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Resenha: "Devoção" (Maya Banks)


Tradutor: Rosemarie Ziegelmaier

Sinopse: Chessy e Tate estão casados há anos. No início, o relacionamento deles era tudo o que Chessy queria. Ela oferecia ao marido a submissão e, em troca, ele cuidava para que ela se sentisse completamente segura e feliz. Porém, em alguns anos, Tate passou a dar menos atenção à Chessy, fazendo com que ela se sentisse em segundo plano. Cada vez mais infeliz num casamento que havia sido, um dia, tudo o que ela tinha sonhado, Chessy sabe que algo de urgente precisa ser feito. Tate ama sua esposa. Sentir-se provedor de Chessy sempre foi sua prioridade. Mas ultimamente ela aparenta estar distante e infeliz, deixando-o preocupado. Tão preocupado que decide organizar uma noite muito especial, que pode reacender a chama que existia neles no começo. Mas uma ligação no momento errado quase coloca tudo a perder: a segurança de Chessy, o plano de Tate, a crença no amor… Ao perceber que estava prestes a perdê-la, Tate prepara-se para o grande embate da sua vida. Decidido a reverter a situação a qualquer custo e reconquistá-la, ele vai mostrar que nada é mais importante que o amor que sentem um pelo outro.

Por Jayne Cordeiro: Devoção na verdade é o terceiro livro de uma trilogia chamada Surrender (Entrega, Rendição), onde cada livro conta a história de um casal, em que as protagonistas são cada uma de três grandes amigas. As histórias giram um pouco ao redor da temática de Dom/Submissa. Como não há nada que obrigue o leitor a seguir uma sequência, não há problema nenhum em começar a leitura por esse. Eu já conhecia os romances históricos da da autora Maya Banks, mas nunca tinha lido um livro contemporâneo dela. Então vamos lá no que eu achei deste aqui.

Ela se sentia como se Tate  estivesse deslizando cada vez mais para longe dela. O trabalho vinha em primeiro lugar, e ela em segundo, terceiro ou sabe lá Deus qual colocação dentro da lista de prioridades do marido.

O livro lançado pela editora Leya tem uma capa muito bonita, e a história me atraiu em um primeiro momento, porque eu gosto quando o casal já está junto no começo do livro, com um casamento com problemas. Por isso acabei começando por esse. A história é bem escrita e mostra um casal que se ama, mas que problemas com trabalho de Tate acaba afastando o casal. Gostei de como a autora usou um problema tão realista para criar a trama principal da história.

E então as palavras seguintes de Chessy o deixaram congelado e em pânico, como se estivesse a ponto de ser atropelado por um trem de carga. Ela ergueu a cabeça ea vida tinha desaparecido de seus olhos, que pareciam embaçados, derrotados, como se Chessy tivesse ido além de suas forças numa luta que ele nem sequer sabia que vinha sendo travada. Lágrimas quentes e grossas brotavam dos cantos dos olhos dela. Sua mandíbula travada como ferro permitiu a saída de apenas algumas palavrinhas lançadas como dardos no coração de Tate.- Eu não quero mais, Tate. Eu não aguento mais isso.

Sobre os personagens, gostei de como apesar de usar do pensamento BDSM, por causa da situação toda, vemos uma inversão de papéis, quando Tate percebe o risco de perder a esposa e decide lutar por ela. E de como a Chessy assume uma postura firme, apesar de sofrer com tudo. Para quem não está familiarizado com a temática BDSM, pode estranhar um pouco, porque a autora não se preocupa em detalhar o conceito de tudo. Talvez seja algo que ela tenha se aprofundado nos outros livros. Mas posso dizer, que tudo o que acontece no livro é bem leve em termos do gênero. Tem várias cenas quentes, detalhadas e bem escritas. Mas a autora não abusa da questão de submissa/dominador, ou da utilização da dor como prazer. Então o leitor não precisa se preocupar com sua sensibilidade.

- Eu te amo - disse Tate, beijando-a na boca. - Sempre vou te amar, Chessy. Preciso que você acredite em mim.- Eu também te amo - suspirou ela.Então, Chessy fechou os olhos. Seu corpo estava tão tenso que parecia prestes a ruir. As palavras dele, misturadas com as profundas estocadas, a desnorteavam.

Gostei do casal principal. Apesar de parecer calma, doce e até mesmo submissa, Chessy reage quando precisa e sabe ser bem racional e de temperamento forte. Tate tem aquele ar de dominador, protetor, mas mostra um lado todo romântico e dependente no decorrer do livro. O que ajuda a equilibrar as coisas. Sobre os personagens secundários, fiquei com vontade de ler os outros livros da séries, que mostraram ter histórias bem interessantes, pelo pouco que pude ver. Devoção é um livro hot bem gostoso de ler, com uma mistura equilibrada entre drama, romance e sexo, que vai conquistar os leitores.

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Resenha: "Os Números do Amor" (Helen Hoang)

Tradução de Alexandre Boide

Atenção: este livro possui conteúdo adulto. Não é recomendado para menores de 18 anos.

Por Stephanie: Os Números do Amor é o livro de estreia da autora Helen Hoang e conta a história de Stella, uma jovem de 30 anos que é bem sucedida em sua carreira, tem uma família estruturada e precisa conviver diariamente com seu diagnóstico, já que ela se encontra dentro do espectro autista. Sua dificuldade de estabelecer relações em geral faz com que ela ainda seja solteira e não tenha muito sucesso no amor. A pressão de sua mãe para que Stella arrume um namorado a faz tomar uma decisão drástica: contratar um garoto de programa para ajudá-la a ser uma boa namorada e adquirir experiência sexual. É então que ela conhece Michael, um acompanhante profissional que é a promessa de que seus problemas de relacionamento finalmente irão acabar. Mas será que as coisas são assim tão simples?

Você pode imaginar que essa história é semelhante a algo que já viu por aí, e é mesmo Helen Hoang se inspirou em Uma Linda Mulher para escrever sua história, porque sempre achou interessante a ideia de trocar os gêneros em uma situação como a do filme. Como a autora também foi diagnosticada com autismo, ela utilizou suas próprias experiências para criar Stella e deixar a personagem mais verossímil, o que na minha opinião funcionou muito bem.

Eu acho que não tenho muito o que falar sobre o enredo; qualquer pessoa que tenha lido ou assistido a uma comédia romântica pode imaginar como o desenrolar da história se dá. O que acredito valer a pena de ser mencionado são os fatores que tornam essa obra um pouco “fora da curva”, como a abordagem da cultura vietnamita e o detalhamento sobre os hábitos e características de uma pessoa diagnosticada com TEA, que não é só aquilo que imaginamos ou ouvimos falar. Stella tem aspectos de sua personalidade que são únicos, por mais que ela possua uma condição compartilhada com outros indivíduos. E eu gostei muito de compreender a individualidade dela.
Ela tinha uma síndrome, mas a síndrome não era aquilo que a definia. Ela era Stella. Um indivíduo único.
Outro aspecto muitíssimo importante da obra é a discussão sobre respeito e consentimento. Michael, mesmo sendo experiente em relação ao sexo, trata Stella de forma respeitosa, considerando suas limitações e sempre aguardando o momento em que ela se sinta para qualquer coisa: desde um toque, um abraço, até outras interações mais íntimas.

Por falar em intimidade, achei as cenas adultas bem inseridas, sem forçar. Há apenas um momento bem desnecessário, que parece ter sido esquecido no meio do livro sem querer. Mas todas as outras cenas são românticas e sensuais, sem exagero. Isso vindo de uma pessoa que não lê livros eróticos, ou seja, pode confiar que aqui não tem nada explícito demais ou tão absurdo que chegue a ser cômico.
(...) Para ela, Michael era como sorvete de menta com gotas de chocolate. Até podia experimentar outros sabores, mas ele sempre seria seu favorito.
O desenvolvimento do relacionamento entre Stella e Michael é muito bacana de acompanhar. Vemos a resistência de ambos em se entregar ao sentimento, e como a vida de cada um tem suas peculiaridades. Adorei a família de Michael e a relação dele com a mãe; ele é um mocinho quase perfeito e nada machista ou babaca, que é algo difícil de encontrar em livros desse tipo.

Tenho apenas algumas ressalvas que acho que valem a pena serem citadas. Primeiro, o livro tem algumas cenas e passagens um pouco machistas, e apesar de não ser o tom da obra como um todo, me incomodaram nas vezes em que aconteceram. Outra coisa que não curti muito foi o fato de Stella não ter amigos. Eu entendo que para uma pessoa com TEA, é bem mais difícil fazer amizades, mas poderia ser alguém da família ou alguma pessoa de um grupo de apoio ou algo do tipo… Não sei, pode ser algo bobo mas ficou meio inverossímil, pra mim.

No geral eu recomendo muito a leitura. Os Números do Amor tem uma escrita super fluida, com passagens engraçadas, românticas, sexys e emocionantes. O final é um pouco corrido e as coisas são resolvidas um pouco rápido demais mas, mesmo assim, eu adorei esse livro!

Obs.: Ano que vem um segundo livro será lançado, mas não é uma continuação, e sim, uma nova história com outros personagens.

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

[Cineclube]: 22 Milhas






Cineclube é uma coluna semanal que tem como objetivo trazer para os leitores do Dear Book, críticas sobre filmes (do retrô até os últimos lançamentos), além de alguns especiais sobre temas do universo cinematográfico, passando eventualmente pelas séries que tocam nossos corações (seja por amor ou total aversão mesmo). Qualquer assunto da sétima arte que mereça ser discutido você vai ver por aqui, no Cineclube.




Titulo: 22 Milhas
Data de lançamento (Brasil): 20 de setembro de 2018
Diretor: Peter Berg
Elenco principal: Mark Wahlberg, Lauren Cohan, Iko Uwais, Ronda Rousey, John Malkovich, Emily Skeggs, Terry Kinney e Poorna Jagannathan
Gênero: Ação, suspense.

Depois de ser auxiliado por uma unidade de comando tático ultrassecreta, um agente da CIA (Mark Wahlberg) tem que transportar um informante da Indonésia do centro da cidade para refúgio em um aeroporto a 22 milhas de distância.


22 Milhas é um filme de ação, sobre um grupo de agentes secretos, que precisam transportar um informante para fora do país, para evitar a criação de uma bomba que pode causar muita destruição. Não parece um roteiro inovador, e realmente não é, mas o filme consegue prender o telespectador o tempo todo a tela. As cenas de ação são bem feitas, com um mega destaque para as cenas de luta com o ator Iko Uwais, que ficaram muito boas, e para mim, foram o ponto alto do filme.


Mark Wahlberg ficou mais com as cenas envolvendo tiros e explosões. Seu personagem, um homem sempre irritado, nervoso, mas incrivelmente de sangue frio, é um personagem interessante, talvez um pouco forçado, mas que é responsável por contar o filme, e dar o tom. Os outros personagens também retratados de forma superficial, mas isso é um costume dos filmes de ação.


Como falei, achei as cenas de ações bem legais, e o filme segue um ritmo bem dinâmico e eletrizante. O roteiro cria uma surpresa no final, que pode surpreender muita gente, mas que também não foi tão bem feito assim, deixando muitas pistas pelo caminho. Mas quando o filme termina, o telespectador fica com a sensação de satisfação, então fica claro que o filme cumpre o papel que se predispôs, com muito tiro, lutas e explosões. Do jeito que os fãs de ação gostam.






Jayne Cordeiro é de Salvador-Bahia, e tem 26 anos. Enfermeira, com pós graduação em auditoria, sempre foi apaixonada por livros e filmes, e entrou no universo dos blogs em 2015, ao se tornar resenhista literária da página Maravilhosas Descobertas. Além disso, hoje ela também participa do blog O Clube da Meia Noite, como resenhista literária e esporadicamente na crítica de filmes. E agora faz parte do blog Dear Book com a nova coluna sobre filmes, Cineclube.

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Resenha: "Como num Filme" (Lauren Layne)


Tradutor: Lígia Azevedo

Sinopse: As únicas coisas que o mauricinho Ethan e a rebelde Stephanie têm em comum são o curso de cinema na Universidade de Nova York e o roteiro que precisam desenvolver juntos. Mas, quando a proposta de recriar clássicos de Hollywood se confunde com a realidade, eles acabam se tornando os protagonistas de uma história de amor digna de Oscar! Ela quer um quarto confortável em uma boa casa. Ele quer ficar longe de sua ex. Eles precisam de uma boa nota. Convencidos a ajudar um ao outro, os dois entram em um acordo: Stephanie será a namorada de mentirinha de Ethan enquanto ele a deixa morar em seu apartamento. Para isso, ela deverá fingir ser uma perfeita lady: discreta, arrumadinha e, claro, completamente apaixonada… igualzinha à personagem do filme que estão criando. Contudo, à medida que os dois se aproximam, Ethan se vê completamente apaixonado pela garota cheia de mistérios e contradições ao seu lado. 

Agora, ele vai ter que decidir: será que seus sentimentos são pela Stephanie de verdade? Ou apenas pela versão que ele criou? 

Por Jayne Cordeiro: Como num Filme é o prequel (o inicio) da série Recomeços, que teve seu primeiro livro lançado, intitulado Em Pedaços. Não é preciso ter lido ele para pegar Como num Filme. Neste livro  com 222 páginas, a autora brinca com a ideia de filmes e clichês, ao apresentar dois personagens tão diferentes em classe social e pensamentos, e os obrigam a atuar juntos, enquanto fingem ser namorados. Pode parecer algo que você já viu diversas vezes em filmes e livros (e os próprios personagens brincam com isso), mas a autora utiliza isso de forma incrível, e conquista o leitor completamente.

Ele se abaixa no mesmo momento, e consigo afastar a minha cabeça evitando que ela se choque com a dele, como se fosse uma cena de filme B. Infelizmente isso joga meus peitos na cara dele. Nós dos recuamos antes que seu nariz mergulhe bem ali no meio.

Eu, particularmente, gosto de uma história que se inicia com um clichê, porque nunca enjoo, mas prefiro quando o resto da história consegue me surpreender de alguma forma. O livro acaba seguindo o clichê durante todo o enredo, mas ainda assim, é um livro que você devora rapidamente e não cansa. Os dois personagens conquistam de formas diferentes, e o leitor se diverte com as farpas que eles trocam a todo momento. Mas é certo que você vai ficar com raiva deles em algum momento, porque eles podem demorar para lidar com coisas que poderiam ser resolvidas rapidamente.

"O mau humor vem com o visual gótico?". Ele pergunta, me olhando de cima a baixo. "Ou vende separado?".Levanto a mão para esconder meus olhos. "Cuidado pra onde aponta seus dentes, por favor. O brilho está me cegando."

Tive um pouco de problemas com a protagonista Stephanie, mas a gente caba entendendo o comportamento dela em alguns momentos. E o livro explora bem essa questão das diferenças sociais e de como bloqueamos algumas coisas e bem percebemos como nos sentimentos realmente sobre algo. Além de ser um belo romance jovem adulto, o livro traz uma críticas bem legais. Fora isso, a história garante momentos bem divertidos, e cenas românticas bem interessantes. Para mim que nunca tinha lido nada da autora, já é certeza que vou atrás dos outros livros dela para leitura.


Mas acho que esse é o ponto. O fato de que somos duzentos por cento errados um para o outro torna a coisa toda muito menos arriscada.

A escrita do livro é envolvente, e consegue ser bem característica para cada personagem. Dá pra perceber que todos eles, incluindo os personagens secundários, são bem complexos, e abre um segmento para livros bem interessantes. A editora mostrou muito cuidado com a elaboração do livro, e a capa está um amor. Uma obra que mexe com a ideia de oss opostos se atraem. Para quem gosta do gênero New Adult, Como Num Filme é uma leitura obrigatória, recheada de momentos que vão encantar o leitor. Tenho certeza de que vocês vão gostar.

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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Resenha: "A Bruxa da Sapolândia" (André Alvez)

Sinopse: Quando o gato de uma bruxa decide contar a história de sua dona, é bom parar para ouvir o que ele tem para nos revelar…
Campo Grande já teve uma bruxa. Ela existiu na região do atual bairro Taquarussu e ainda vive na memória daqueles que de alguma forma conviveram com ela, seja na forma do mito que se criou ou mesmo com a própria bruxa.
No final dos anos sessenta, quando a noite caía, os sapos, espalhados aos milhares pelas lagoas que formavam a Sapolândia, iniciavam o intenso coaxar que tomava conta da região. Podia ser ouvido de longe. Na casa de madeira escura da Rua Projetada, diversas crianças conviviam com Célia e seus feitiços. Ela prometia curas milagrosas e a volta dos amores perdidos. Para isso, usava os sapos, diversas magias e também as crianças, num ritual que causava assombros.
“Em nenhum momento pensei num texto biográfico. O que sempre realmente me importou foi manter viva a lenda.
O que eu sabia sobre a Célia eram os relatos dos parentes, especialmente os da minha avó, que combinavam e cresciam de maneira assustadora quando relatados por minha mãe, além da própria experiência de criança. Eu tinha medo dela e de toda a história que a envolvia. A bruxa da Sapolândia vai te pegar, todos diziam na intenção de amedrontar as crianças de minha época. Quando decidi escrever, busquei auxílio junto ao Tribunal de Justiça, que foram muito atenciosos e me entregaram todo o processo que culminou na prisão de Célia. Ela ficou presa entre os anos de 1969 até 1971, após denuncia sobre maltratados e assassinato de crianças, as quais ela própria enterrou no terreno lodoso da Sapolândia. Quando saiu, nada mais se soube dela, foi como se desaparecesse para sempre. Também nada se sabia sobre a sua origem. Fiz pesquisa, entrevistei várias pessoas que de alguma forma conviveram com a Bruxa, cada qual contava uma versão diferente. Concluí que eu tinha em mãos o núcleo de uma história e se fazia necessário criar um início e depois o final, totalmente fictícios.” Diz o autor André Alvez, que no processo de criação, deu voz a um gato que conta a história de sua dona.
Fonte: A Bruxa da Sapolândia

Por Eliel: Uma lenda urbana baseada em fatos reais assustadora. São quase 500 páginas repletas de sangue inocente, magia negra e sapos. Uma história real que aconteceu nos anos 60 em Campo Grande - Mato Grosso do Sul. 

André teve acesso ao processo que levou Célia de Sousa, a mulher conhecida como a Bruxa de Sapolândia, à prisão entre os anos 1969 e 1971 acusada pela morte de crianças por fome e maus-trautos, além de participação de rituais de magia negra.

A polícia foi à casa de Célia, no quintal, ela indicou onde estavam enterrados duas crianças, um menino e uma menina: Jesus Aparecido Larson, que morreu em agosto de 1967, e Dirce Silva, falecida em maio de 1967. A retirada dos corpos, sepultados em covas rasas, foi acompanhada pela imprensa, que eternizou em fotos a mulher agachada ao lado de um caixão e fumando cigarro. 

André romantizou esse processo depois de um amplo trabalho de pesquisa, além disso, ele criou uma origem, um passado, para essa mulher. Criou também um desfecho para essa história que permanece inexplicável até hoje, afinal ela sumiu.

A região que Célia morava era conhecida por Sapolândia, porque era recheada por diversos lagos de diferentes portes onde uma quantidade imensa de sapos infestavam o lugar. Perto dali existia uma casa de madeira escura, onde Célia morava e praticava seus atos de pura maldade, especialmente contra crianças.

Temos outras personagens interessantes, como Sofia, uma entidade misteriosa que está sempre presente na narrativa juntamente com o gato que conta essa história. Outra personagem misteriosa é Natanael, um menino que viaja no tempo levado pelas sombras amigas, tem hábitos peculiares e pinta quadros perturbadores.

As sete crianças que sofrem nas garras de Célia são um quadro fiel da maldade humana. Sem dúvida são os mais dramáticos dessa narrativa, não se admire ao derrubar algumas lágrimas, ficar enjoado diante das atrocidades que acontecem. 

A escrita André Alvez para A Bruxa da Sapolândia é de perder o fôlego, um pouco de sono e um tempo para refletir sobre a crueldade humana contra seu igual. Com certeza é uma leitura irresistível, repleta de mistérios. Saber que tem aquele fundo de verdade torna o texto mais profundo.


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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

[Cineclube]: Animais Fantásticos - Os Crimes de Grindelwald





Cineclube é uma coluna semanal que tem como objetivo trazer para os leitores do Dear Book, críticas sobre filmes (do retrô até os últimos lançamentos), além de alguns especiais sobre temas do universo cinematográfico, passando eventualmente pelas séries que tocam nossos corações (seja por amor ou total aversão mesmo). Qualquer assunto da sétima arte que mereça ser discutido você vai ver por aqui, no Cineclube.





Titulo: Animais Fantásticos - Os Crimes de Grindelwald
Data de lançamento (Brasil): 15 de novembro de 2018
Diretor: David Yates
Elenco principal: Eddie Redmayne, Katherine Waterston, Dan Fogler, Alison Sudol, Jude Law, Johnny Depp, Ezra Miller e Zoe Kravitz
Gênero: Fantasia, Aventura

Newt Scamander (Eddie Redmayne) reencontra os queridos amigos Tina Goldstein (Katherine Waterston), Queenie Goldstein (Alison Sudol) e Jacob Kowalski (Dan Fogler). Ele é recrutado pelo seu antigo professor em Hogwarts, Alvo Dumbledore (Jude Law), para enfrentar o terrível bruxo das trevas Gellert Grindelwald (Johnny Depp), que escapou da custódia da MACUSA (Congresso Mágico dos EUA) e reúne seguidores, dividindo o mundo entre seres de magos sangue puro e seres não-mágicos.

Os Crimes de Grindelwald é o segundo filme da nova franquia que se passa no mesmo universo que a série Harry Potter. É preciso que você tenha assistido o primeiro filme "Animais Fantásticos e Onde Habitam" para entender este. Não é preciso ter visto a série Harry Potter antes, mas acredito que o filme pode não ter tanto apelo para você, se não tiver a bagagem dos outros filmes. E vou te dizer o porquê.


Falando primeiramente deste filme, ele traz algumas qualidades, mas muito mais coisas que me incomodaram. Começando pela coisas boas, os efeitos especia estão muito bons, principalmente na criação da criaturas mágicas, que continuam tendo um destaque, o que vale o título inicial da série.  As cenas em 3D estão também muito boas e vale a pena ver o filme assim (apesar de por aqui só existir realmente sessões em 3D). 


A história em si é interessante, e apresenta novos personagens, ao mesmo tempo que trás alguns do nosso passado (no caso do futuro do "universo"). Então, o filme ganha alguns pontos por nos mostrar Hogwarts anos ante da ida do nosso bruxinho favorito, Harry Potter, e mais do que isso, nos mostra Alvo Dumbledore mais novo e com aquele mesmo ar misterioso, que Jude Law conseguiu representar perfeitamente. Por isso, digo que o filme atrai muito mais pelas referências série inicial, do que por seu próprio mérito. 


Quero chamar a atenção para a atuação da Zoe Kravitz, que interpreta Leta Lestrange, que para mim, se saiu muito bem no papel, e representou o único personagem que mostrou alguma complexidade e conteúdo nos filmes até agora. Todo o apelo de Dumbledore e Grindelwald vem muito mais do que já conhecemos deles, e é legal ver isso ser contado no filme. Ainda que de forma discreta até agora. Mas em relação aos personagens novos, a série tem um problema sério, que torna dificil se apegar a tudo. As personagens de Tina e Quennie não conseguem agradar e são sem nenhum atrativo. O jeitinho enjoada na Quennie é bem difícil de aguentar.


Os outros personagens, como Jacob (que foi o humor do primeiro filme) ficou quase como um figurante, sem nenhuma função especial. E todos os outros personagens, com a Nagini (que criou tanta polêmica) e Credence, são fazem ocupar a tela, e dar uma história de fundo (no caso de Credence). Espero que eles sejam mais aproveitados no próximo filme. Outra questão é que é muito problemático quando você tenta misturar passado e futuro do universo HP, porque para quem conhece bem a série, é possível perceber alguns falhas cronológicas e de conteúdo, que incomodam, e são surpreendentes, quando a roteirista é a própria autora do universo.


Sei que acabei sendo bem crítica sobre o filme, e particularmente ele não me encantou, mesmo que um dos pontos mais legais seja ver adultos podendo usar magia no mundo exterior. Isso possibilita muito coisa e dá um ar empoderado aos personagens que me atrai bastante na série. O filme é bom, entretêm, e as horas passam rápido. Ele consegue passar o ambiente e clima do universo bruxo, mesmo que tenha uma história bem mais sombria. Não é perfeito, e tem algumas questões que precisam ser melhoras, e outras que não sei o que pode ser feito a respeito. Mas é uma ida obrigatória ao cinema, para quem assistiu a série original. E talvez seja isso, que faz o filme ter tanto sucesso nas bilheterias.





Jayne Cordeiro é de Salvador-Bahia, e tem 26 anos. Enfermeira, com pós graduação em auditoria, sempre foi apaixonada por livros e filmes, e entrou no universo dos blogs em 2015, ao se tornar resenhista literária da página Maravilhosas Descobertas. Além disso, hoje ela também participa do blog O Clube da Meia Noite, como resenhista literária e esporadicamente na crítica de filmes. E agora faz parte do blog Dear Book com a nova coluna sobre filmes, Cineclube.

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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Resenha: "Graça e Fúria - Graça e Fúria #1" (Tracy Banghart)

Tradução de Isadora Prospero

Por Stephanie: Atualmente, muitas editoras estão pegando carona no sucesso da série The Handmaid's Tale, vendendo seus lançamentos como livros feministas e que trabalham a força da mulher. Graça e Fúria certamente se encaixa nessa categoria, mas não considero isso como um de seus pontos fracos; Tracy Banghart consegue trabalhar bem as referências, favorecendo a história que criou.

A obra nos apresenta as irmãs Serina e Nomi, duas jovens que vivem em um reino em que mulheres tem papéis pré-estabelecidos e poucos direitos. Serina foi criada para ser uma graça, ou seja, uma mulher que viverá no palácio e servirá ao rei (no caso, ao herdeiro do rei), em troca de uma vida de luxo para si e sua família. Nomi, ao contrário da irmã, nunca quis uma vida assim para si, e sempre foi contra as imposições do reino. Ela aprendeu a ler (mesmo sendo contra a lei) e participará da seleção de graças com Serina, mas para ser a aia dela e auxiliá-la diariamente.

Tudo parecia bem, até que coisas acontecem e o destino das irmãs muda drasticamente: Serina é enviada para uma prisão feminina e Nomi ganha o posto de uma das graças do príncipe Malachi, mesmo sem ter nenhuma ideia de como fazer isso. Ela não sabe se portar, não sabe dançar, não sabe servir. E será que Serina, com toda sua delicadeza e ingenuidade, vai conseguir sobreviver aos horrores da prisão?

– Vocês devem ser tão fortes quanto esta prisão, tão fortes quanto a pedra e o oceano que as cercam. Vocês são concreto e arame farpado. Vocês são feitas de ferro.

Graça e Fúria é uma leitura rápida e dinâmica. A maioria dos grandes acontecimentos ocorre nos primeiros capítulos, mas mesmo assim ainda temos alguns momentos bem importantes ao longo do enredo. As protagonistas são bem distintas entre si, e acredito que assim como eu, você também vá se surpreender com qual das duas vai se identificar mais.

O livro tem uma ambientação simples e até um pouco genérica; não me lembro de nenhuma característica específica que consiga diferenciar Viridia de tantos outros reinos ou países já citados em outras fantasias que já li. 

Quanto aos personagens, o que mais gostei foi da evolução de alguns deles. Vemos claramente a força feminina sendo representada em sua melhor forma, ainda que timidamente. Acredito que tudo em Graça e Fúria seja bem introdutório: desde o enredo até as ideias sobre feminismo, sororidade e governos autoristas. É uma ótima maneira de se iniciar na leitura de livros empoderadores.

(...) Não é uma escolha quando você não tem a liberdade de dizer não. Um"sim" não tem nenhum valor quando é a única resposta que se pode dar!

Enquanto temos personagens cativantes e fortes de um lado, há também aqueles que tomam as decisões mais erradas e inocentes do outro. Há algumas revelações sobre determinadas pessoas que não posso falar por motivos óbvios, mas digo que, se o leitor fizer um pouco de esforço, vai conseguir perceber com facilidade o que virá pela frente.

No geral, Graça e Fúria é uma boa leitura, principalmente para os leitores que não estão acostumados com fantasias ou histórias sobre governos patriarcais. Recomendo!

Até a próxima, pessoal!

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sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Resenha: "O Elefante Desaparece" (Haruki Murakami)

Tradução: Lica Hashimoto

Sinopse: Com a mesma genialidade com que escreveu seus romances mais famosos, 1Q84ou Crônica do Pássaro de Corda, por exemplo, Haruki Murakami usa esta coletânea de contos para tomar o senso de normalidade de assalto. Um homem vê seu elefante favorito desaparecer, dois recém-casados sofrem de uma fome avassaladora que os faz roubar uma lanchonete no meio da noite, e uma jovem mulher descobre que a forma de se livrar de um pequeno monstrinho verde pode estar ligada a seus próprios pensamentos: esses são apenas alguns dos contos que integram essa seleção de dezessete histórias. Por vezes assustador, por vezes hilário, O elefante desaparece é mais uma prova da habilidade que Murakami tem de ultrapassar as fronteiras da realidade — e de voltar carregando um tesouro.


“Todos os contos se passam em universos paralelos não tão distantes da realidade, é quase como se eles sempre estivessem escondidos logo abaixo da superfície: ruelas secretas que oferecem uma perspectiva inesperada.” — The New York Times



“Encantador e intrigante. Todos os contos possuem características surreais e um tom moderno e espirituoso.” — The Wall Street Journal



“Essa coletânea consegue reunir as melhores características de um romance: um tom homogêneo e uma multiplicidade de detalhes que cria uma textura única para a escrita.” — The Independent

Fonte: Grupo Cia das Letras

Por Eliel: O título causa um estranhamento logo de cara. Isso é proposital, pois o estilo de Murakami é cheio repleto de surrealismo, abstracionismo beirando o absurdo deixando a obra aberta para interpretação e discussão. 

Os contos são ambientados principalmente no Japão e geralmente são pessoas comuns que trazem um ar solitário até melancólico. Parece até que conhecemos aquele vizinho ou aquela senhora que passa pela rua tamanha a habilidade do autor de nos envolver na narrativa.

Não existe um tema central que ligue os contos uns aos outros, por isso eles podem ser lidos em qualquer ordem. Murakami tem uma habilidade para distorcer a realidade usando de transtornos psicológicos, inércia, fantasia, entre outros. Ele faz isso de uma forma natural que você só se dá conta que atravessou o véu da realidade depois de estar bem longe na trama.

- Sei que soa estranho - ela admitiu. - Não é para menos. A história toda é bem esquisita.

Os contos podem parecer meio sem pé nem cabeça e Murakami tem o costume de não dar muitas explicações, mas o conceito é esse mesmo, provocativo e ousado. Esse autor vai mexer com seu psicológico (no bom sentido).

Hoje eu entendo que, em muitos casos, não se deve relatar a realidade das coisas. A realidade deve ser criada.

Meu conto favorito é Sono, nele acompanhamos o dia a dia de uma mulher que por alguma razão não sente mais sono e não se sente cansada. Por isso começa a refletir sobre sua vida, seu casamento  e as consequências na sua rotina por não dormir.

São 17 contos e o conto de abertura (O Pássaro de Corda e as Mulheres de Terça) é o primeiro capítulo de um dos seus livros (O Pássaro de Corda). O conto que fecha essa antologia é justamente o que dá título à esse livro. São contos de diversos tamanhos e ritmos, mas a leitura do livro em si é bem rápida. Gostei bastante da experiência e com certeza recomendo

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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Resenha: "A Busca" (Lisa Kleypas)


Tradução: A. C. Reis


Sinopse: Após uma infância cheia de traumas, tudo o que Hannah Varner deseja é viver bem longe da mãe problemática e das complicações que a irmã, Tara, despeja em seu colo. Hannah quer algo que nunca teve: uma vida tranquila. Mas um telefonema muda todos os seus planos… Tara teve um filho e desapareceu, deixando o bebê aos cuidados de Hannah.

Desesperada, a jovem decide investigar tanto o paradeiro da irmã quanto a identidade do pai da criança. E descobre que um membro da família Travis pode ser o responsável por aquela confusão em sua vida. Jack Travis, um milionário de uma das mais importantes famílias do Texas, amante das mulheres e do prazer, nunca pensou que encontraria em seu escritório uma jovem irritada e extremamente sexy segurando um bebê que pode ser seu filho.

Nesta envolvente trama, com personagens densos e uma história familiar inesperada, Lisa Kleypas nos leva a conhecer mais um membro da família Travis e a descobrir o verdadeiro significado das palavras amor e entrega.

Por Jayne Cordeiro: A Busca foi a minha primeira oportunidade de ler um romance contemporâneo da Lisa, que já era uma autora bastante conhecida por seus romances de época (e que adoro!). E como era de se esperar, ela arrasa perfeitamente com essa história cheia de carga emocional, mas também romântico e divertido.


- Eu sei que Dane preferiria salvar o mundo do que tentar salvar um bebê. Mas entendo o porquê. - Bebês são como clientes difíceis, Hannah - Tom disse. - Você ganha mais crédito por tentar salvar o mundo. E é mais fácil.

A protagonista Hannah se vê presa em uma situação super complicada ao precisar cuidar do sobrinho recém nascido, e ela é uma pessoa que carrega muitos traumas pelo passado difícil. Muito da personalidade e comportamento é uma adaptação e forma de auto defesa ao que ela vivenciou com a mãe cheia de defeitos.


- Uma pessoa não pode pertencer a outra - eu o contestei -. Na melhor hipótese, é uma ilusão. Na pior, escravidão.

E para equilibrar Hannah, aparece Jack Travis, que não ganhou um prêmio como melhor personagem masculino à toa, porque ele é feito na medida certa para lutar contra os mecanismos de defesa de Hannah. E é impossível não gostar de toda as cenas em que esses dois aparecem juntos. Desde o começo a química entre os dois é inegável, e é muito divertido acompanhar as conversas e interações entre os dois. 


"Vou lhe mostrar o que é bom de verdade Hannah. Começando com um sexo selvagem. Do Tipo que você não conseguirá lembrar do próprio nome quando terminarmos."

Para quem não sabe, A Busca é o terceiro livro da série The Travis Family, que como o nome já diz, apresenta em cada livro a história de um dos membros dessa poderosa família do Texas, mas não é necessário ter lido os anteriores, apesar de os personagens aparecerem aqui. Dá pra ver que os anteriores devem ser ótimos, pelo pouco que vemos aqui. É uma família super interessante e com uma dinâmica bem legal. 


Luke adormeceu segurando meu dedo. Aquilo foi de uma intimidade diferente de tudo que eu já tinha sentido antes.

Posso dizer que a autora conseguiu criar em A Busca um romance envolvente, bem escrito, com uma história interessante e que apresenta personagens bem complexos. O livro apresenta cenas divertidas, românticas, com aquela dose de sensualidade já tão presente nos outros livros da autora. Com certeza é um livro que merece ser lido para quem gosta de um romance contemporâneo.

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Ana Liberato