segunda-feira, 17 de junho de 2019

Resenha: "Gorda não é Palavrão" (Fluvia Lacerda)

Como ser feliz gostando do seu corpo como ele é
Por Kleris: Que livrinho para guardar no core <3

Tal qual um ted talk, “Gorda não é Palavrão” é um breve relato da modelo plus size Fluvia sobre gordofobia – discriminação essa que menospreza, marginaliza e negligencia pessoas pelo fato de serem gordas. Fluvia fala um pouco sobre a vida, e como e quando a gordofobia a atingiu em cheio, em uma visita ao Brasil. Mas isso fez com que ela apostasse mais no empoderamento de mulheres, algo que ela sempre teve referência desde cedo, mas a grande maioria não. 
Ser gorda nunca foi um problema na minha vida. [...] quando comecei a trabalhar com moda plus size, ninguém questionava os padrões de beleza impostos. Mas essa ideia já estava em mim. Sempre fui a menina para quem diziam: “Nossa, você é tão bonita! Se emagrecer, vai ficar perfeita!”. Só que, ao contrário do que acontece com a maioria das mulheres que ouve isso, eu não ficava triste ou encabulada. Não corria para chorar escondida ou malhar em uma academia qualquer. Para desespero da minha mãe, que sempre quis que fôssemos muito educados, eu respondia na lata: “Quem pediu a sua opinião?”.

Fiquei surpresa com como a modelo retrata o assunto, sempre muito positiva. Sua empatia e seu tom de “ué, qual o problema, não tô entendendo qual é a questão aqui, afinal, somos todos gente” fazem totalmente a diferença.

Embora seja uma leitura curtinha, Fluvia fala de diversas situações desse universo tóxico. Temos, por exemplo, a preocupação excessiva que mascara preconceitos, a moda que resiste em largar o osso de uma imagem não natural, pessoas que creem que são menos ou não estão vivendo até conquistarem um corpo que não seus. 
Sou gorda e não desrespeito ninguém. Por que preciso explicar que minha saúde está bem? Por que preciso justificar coisas que nenhuma modelo magra precisa? Ninguém pergunta a elas sobre o consumo de drogas para emagrecimento.

Temos também luz sobre o machismo, inseguranças que dão lucros às indústrias, preconceitos dentro da comunidade plus size e a força do ódio para atacar pessoas simplesmente por seus corpos. Fluvia não se aprofunda muito nos temas, mas deixa claro o suficiente o que é preciso ser dito e encarado sobre o assunto. 
Claro que o desafio é enorme. Por gerações, aprendemos a seguir condicionamentos machistas sobre como viver e que aparência ter. Esses conceitos são repassados de mãe para filha como algo normal e desejável. O resultado é que muitas mulheres com quem converso têm dificuldade em lidar com essas crenças enraizadas. Mesmo quem sabe que peso não é indicativo de beleza, saúde ou caráter, ainda tem dificuldade em superar valores associados às palavras “gorda” e “magra”.

Ler o livro só me faz pensar que muitos de seus pensamentos demorei séculos para abraçar (e ainda bem que abracei), e que gostaria de ter visto essa representatividade desde cedo. Sofrer pressão estética e gordofobia são coisas diferentes, mas intimamente ligadas. Muitos corpos sequer são gordos e são encarados como fora do padrão (além de motivo de paranoia constante), o que demonstra muita falta de noção – e amor-próprio, empatia, compaixão, autoaceitação. 
Como é possível que algo como o meu peso revele meus sonhos e tudo aquilo que almejo para minha vida? Como ele poderia definir meu caráter ou minha capacidade profissional? Como revelaria minha capacidade de amar? De ser uma boa mãe, amiga, filha, parceira?

Fato é: ninguém deve se sentir menor ou maior por seus corpos. Corpos não resumem ninguém e corpos diferentes não devem ser abominados. Lembro aqui de um post do perfil @naosouexposicao que dizia: “quando alguém quer emagrecer, o que ela realmente quer ser é aceita, amada, respeitada, ter sucesso, ser vista e ser livre. E isso é o que a cultura da dieta não pode dar a ninguém”. 
Como alguém pode se aceitar gorda? Como pode viver bem assim? Como pode se sentir bonita? Fomos adestrados a acreditar que ser gorda é o fundo do poço.

Levei um tempo para ler, um tanto receosa de haver situações gatilho quanto minha relação com a pressão estética/gordofobia, e fiquei muito feliz de ter encontrado uma leitura tranquila. É, aliás, um livro válido de revisitar quando velhas questões retornarem. Os destaques de texto da própria edição vão super ajudar!




Vale ainda ter esse livríneo em bibliotecas, escolas, na estante, e principalmente perto de garotas em desenvolvimento – amigas, irmãs, primas, filhas, netas, etc. Fluvia é aquela fada sensata que dá tapa de luva e pisa com bondade. Seu livro é simples e ao mesmo tempo, essencial. 
Se tem algo que gostaria de conseguir transmitir para mulheres do mundo inteiro é como meu relacionamento com meu corpo é simples. Nunca consegui enxergar nada de errado nele. Por mais que pessoas insistissem em me fazer acreditar que não poderia ser feliz comigo mesma, que eu deveria devotar minhas energias, meu dinheiro e meu emocional a essa loucura desenfreada da busca de ser magra, jamais consegui aderir. 
Uma palavra não pode fazer tanto mal assim a alguém. Ou, pelo menos, não deveria fazer.

Se recomendo? Com toda a certeza e para todos os corpos!

Para conhecer mais a Fluvia, acompanhe ela pelas redes sociais:

Até!


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sábado, 15 de junho de 2019

Resenha: "Imperfeitos - Recomeços Livro II" (Lauren Layne)


Tradução: Lígia Azevedo.

Sinopse: Será que Michael conseguirá encontrar um final feliz depois de ser rejeitado por Olivia? Uma comédia romântica surpreendente sobre como recomeços podem ser a cura para um coração partido. Quantas vezes um mesmo coração aguenta ser despedaçado? Essa é a pergunta que atormenta Michael St. Claire, o ex-bon vivant que, após ser rejeitado por Olivia e abandonado pelo melhor amigo, deixa o glamour nova-iorquino para trás e vai trabalhar num clube de tênis numa cidadezinha no Texas. Há um motivo secreto por trás dessa escolha geográfica: é lá que se encontram seu pai biológico e seu meio-irmão, Devon, que não fazem ideia de sua existência. O que o plano de Michael não previa era conhecer Chloe, a garota mais inteligente, sarcástica e original que ele já vira. Em pouco tempo, eles se tornam grandes amigos, e quando Michael descobre que Chloe é apaixonada por Devon ele resolve que irá ajudá-la. Mas será que dois corações rejeitados conseguem, juntos, construir um recomeço? Ou irão apenas se machucar, perdidos na eterna busca por aceitação e pertencimento?

Por Jayne Cordeiro: Imperfeitos faz parte da série Recomeços, escrito pela Lauren Layne. A série já conta com o Prequel Como num filme (resenhado aqui) e Em Pedaços (primeiro livro). Cada um dos três livros acaba focando em um personagem, dos amigos Olivia, Ethan e Michael. Os três eram grandes amigos e Olivia e Ethan namorados também. As coisas acabam se complicando e cada um vai para um lado, e protagoniza um desses livros da série. O primeiro lançado foi Em Pedaços, focado na Olivia, e que funciona como ponto de partida para Como num filme e Imperfeitos. Mas não se preocupe, é possível ler este livro sem ter lido os anteriores, dá para acompanhar legal. Eu já tinha lido o prequel, mas não Em Pedaços.


Quero uma história para contar, Michael. Quero ter feito pelo menos uma loucura com vinte anos, em meia aos diplomas sem graça e a obsessão por Harry Potter. Quero me perder em alguém.

Sobre Imperfeitos, nós temos dois personagens diferentes que acabam se aproximando por terem algo em comum. Michael é um personagem amargurado com o passado e que não quer se aproximar de ninguém. Ao contrário, Chloe é uma garota alegre, divertida, que tenta a todo momento ultrapassar a barreira que Michael impõe. Gostei muito dela, e de como ela pode ser insegura obre si e seu corpo, mas ela tenta sempre passar um ar de confiança e não se deixando abater. O dois carregam aquela dor de não conquistarem quem amam, e se sentirem como inadequados para o amor. E com isso, eles acabam sendo a força um do outro.


Não sei se em algum momento Chloe e eu fomos de fato apenas amigos. O jeito como nos entendemos, sem palavras, com perfeição…

O livro é fácil e gostoso de ler. O leitor dá várias risadas com eles, com seus diálogos (principalmente o drama de Chloe com a academia) e cenas conjuntas. Há também uma grande carga dramática, com a forma como os dois se sentem  com suas vidas, com a procura inconsciente por um relacionamento em que eles sejam a primeira escolha de alguém. A questão familiar envolvendo Michael e seu pai biológico também é construída. A autora aproveita para desenvolver de forma bem natural a amizade e depois romance entre Michael e Chloe, ficando algo bem natural. As cenas românticas são ótimas, e o final foi bem a cara do livro. Uma mistura de doce, divertido e cheio de amor. É uma série bem divertida, e apesar de parecer ter um roteiro clichê, o livro tem sua própria cara e conquista o leitor.

Quero o cara que me queria antes de eu ter virado cisne.

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segunda-feira, 10 de junho de 2019

Resenha: "Wild - Quebrando as Regras 2" (Liz Spencer)


Sinopse: Uma coisa é certa sobre mim: eu sou um fora da lei.

Tendo vivido uma adolescência destruída, sou considerado louco, assassino e me tornei presidente de um dos mais temidos MCs do estado da Califórnia.

Todo homem como eu tem seu pequeno segredo sujo. Eu posso dizer que possuo vários, muitos deles me tornaram inabalável. Em contrapartida, barreiras internas podem se tornar facilmente instáveis quando o passado resolve te abalar. Quando os fantasmas de um mundo esquecido decidem colidir com o presente e bagunçar o seu futuro.
O primeiro impacto veio quando ela reapareceu e me pediu por ajuda.
O segundo golpe veio quando resolvi lhe estender a mão.
Mas minha bondade não passava disto.
Eu não sou o cavaleiro de armadura que ela tanto acreditava. Eu não o herói da história, o príncipe no cavalo branco, nem mesmo o maldito sapo.
Eu sou o que sou, e isso é tudo.
Chame-me de Knife, se preferir. Chame-me de homem da sua vida, insano e sanguinário ou de grande bastardo sujo.
Eu só tenho uma observação a fazer:
Jamais, em hipótese alguma, se iluda com o meu sorriso torto ou procure por bondade em meu par de olhos escuros...
Talvez você não esteja preparado para o que possa encontrar por lá.

Por Jayne Cordeiro: Wild é o segundo livro da série Quebrando Regras. Os livros são independentes, mas é claro que eu recomendo a leitura do primeiro Broken, porque é muito bom. Sobre Wild, eu fiquei super animada quando descobri que o livro usaria como tema um Motoclube. Adoro os romances desse universo, apesar de alguns esteriótipos não tão legais. Todos os livros dessa categoria que eu li foram escritos por americanas, onde esses clubes são mais fortes. Foi muito legal ver  um autora brasileira retratar tudo tão bem. E foi um dos melhores do gênero que eu já li.

— Se algo acontecesse com você, eu os caçaria até no inferno e alimentaria os filhos da puta com seus próprios paus. Isso é fato. Pisquei algumas vezes, sentindo meu coração bater ainda mais forte com sua declaração. Eu seria muito desequilibrada em dizer que sua resposta havia sido adorável? Bem, adorável não era a palavra mais adequada para se dizer, no entanto era a forma Héctor de ser adorável. — Obrigada por isso... eu acho — falei timidamente.

Hector e Jazmine tiveram uma infância difícil. Cresceram juntos até Hector ir embora e Jazmine ficar com o pai. Anos depois, mais velhos, Jazmine segue para a cidade onde Hector mora e é presidente dos Renegade Souls, um motoclube  que possui alguns negócios fora da lei. O reencontro não é nada do que ela imaginava, mas os dois acabam se aproximando. Gostei de como o Hector consegue ser forte, duro, com os outros, mas ao mesmo tempo muito doce com ela. Ele tem um jeito mais bruto, não é do tipo que mede as palavras, mas consegue conquistar. Ele é altamente sexy, então não dá pra ninguém resistir a ele.

— Mas talvez seja compreensivo o fato de eles a desejarem. — Suas mãos subiram pelas minhas coxas e depois acariciaram meus quadris. — Você é tão bonita. Tão incrivelmente sexy. — Com um puxão brusco, ele me virou de frente para si. Seus intensos olhos negros me devoravam. Perdi-me dentro deles por um momentâneo instante. — Mas você é minha. Apenas minha, Jazmine.

Jazmine consegue ser uma boa mistura de menina ingênua e de personalidade forte. Ela não deixa que ninguém passe por cima dela, mas pensa muito nos outros também. O relacionamento deles acontece de forma muito real, aos poucos. Não é aquela coisa de "olhou, apaixonou", apesar de os dois já trazerem sentimentos da infância. O livro vai esquentando aos poucos, e ele traz várias cenas hots, que são muito bem escritas. Na verdade, todo o livro é bem escrito. A história é bem conduzida, o suspense envolvendo um mistério especifico vai se desenvolvendo bem.

— Deus! — lamentei, levando a mão à boca. Notei Héctor vir em minha direção, e mais um grito rasgou minha garganta quando outro tiro atravessou a janela, sendo acompanhado por uma verdadeira rajada de balas. O corpo de Héctor caiu sobre o meu, então fui arrastada com ele pelo piso escuro. Eu estava em estado de choque, desnorteada, mas ainda tinha ciência de que se não saíssemos dali, morreríamos os dois. 

O livro traz, além do romance hot, mistério e ação. Ele não tem tanta ação quanto o Broken, mas possui seus momentos mai animados. Há realmente uma história no livro, ele não parece uma desculpa para cenas hots, como as vezes vemos por ai. A autora consegue criar bons personagens, situações envolventes, que vão entreter bem quem gosta do gênero romance hot. E para quem gosta de romances MC (motoclube), esse vai te conquistar.

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segunda-feira, 20 de maio de 2019

Resenha: "Broken - Série Quebrando Regras 1" (Liz Spencer)


Sinopse: Uma coisa é certa sobre mim: eu estou longe de ser bom. 


Não se iluda com o meu olhar, tampouco com as minhas palavras. Eu posso ser bem convincente quando quero. 

Eu não estou aqui para ser o cara dos seus sonhos, muito menos o seu príncipe encantado. Minha sina é derramar sangue. Não tenho orgulho; não tive escolha; não sou herói, mas não me considero vilão. 
Se eu sei amar? Já amei uma vez. Uma única e derradeira vez. Ela me foi tirada da forma mais cruel possível, o que não só alimentou o ódio que eu já sentia, como me fez nutrir um intenso desejo de vingança. 
Eu só não sabia ao certo como executar isso, até descobrir a existência dela. 
Não citaremos nomes, mas digamos que ela era tudo aquilo que faltava em mim. Ela era luz enquanto eu era o breu, ela simbolizava vida, eu alimentava a morte. Boa, pura e inocente. De fato, uma presa fácil, e eu me aproveitei disso da forma mais atroz possível para pôr em prática o meu plano de vingança. Se eu sinto culpa? A culpa foi-se junto com a minha capacidade de amar. 
Quem é ela? Eu gosto de compará-la a um anjo. 
E quem sou eu? Bem, meu caro... eu sou o pior e o mais sujo dos demônios. 

Por Jayne Cordeiro: Eu já tinha lido outro livro da Liz Spencer pelo Kindle Unlimited, então não pude deixar passa esse. Afinal, quem não gosta de um bad boy? Pois aqui em Broken, nós temos Derek, um homem com uma missão: se vingar do homem e seus comparsas que foram responsáveis pela morte da mulher que ele amava e por quase matá-lo também. E para atingir onde mais dói, ele sequestra a irmã caçula do seu inimigo, Faith. Já ela, é uma moça, que sonha em ser atriz, e que não faz a minima ideia das atividades ilícitas do irmão, além de carregar marcas de um relacionamento abusivo anterior.

— Tão bonita, mas tão tola — replicou, sem mudar o tom. — Eu não quero o dinheiro do seu irmão, Faith. Eu definitivamente não quero nada que envolva a conta bancária do filho da puta do seu irmão. O que eu quero é bem mais que isso. Vale muito mais que isso. Eu quero o sangue de vocês dois, você me entendeu agora?

Olhando o enredo por alto, você até pode pensar que o livro vai ser clichê e sem novidades, afinal quem nunca viu uma história de vingança, onde os envolvidos acabam se apaixonando? Mas Broken consegue entregar muito mais do que isso. Os protagonistas são muito bem escritos, com histórias bem carregadas. A forma como Derek e Faith interagem é muito interessante. Mesmo refém no começo, a Faith consegue se impor e tenta lidar com tudo, sem ser uma idiota, mas também sem ser uma vítima completa. E ela cresce muito no decorrer do livro, e me diverti muito com ela.

O primeiro golpe veio do meu punho. Um soco que quase o derruba. Marcel recobrou sua coordenação e avançou em minha direção. Outro soco para revidar, e o que veio em seguida foi uma bagunça de chutes, murros e encontrões contra a parede fria. Eu estava ferido, com ossos fraturados e hematomas, mas eu não podia deixá-lo vencer. Já havia passado por coisa pior, e não iria recuar justamente naquele instante.

O relacionamento dos dois vai se desenvolvendo no tempo certo. Há realmente uma construção da relação. E quando ela acontece, são fogos de artificio para todos os lados. Eles conseguem ser intensos, carinhosos, implicantes e não aceitam desaforo um do outro. Foi um livro que eu curti muito ler, e devorei ele muito rápido, mesmo sendo longo. Então não se preocupe com o número de páginas, a leitura é bem fluída, e equilibra bem os momentos dramáticos, românticos e de ação.

Derek recostou sua testa na minha e sua mão subiu um pouco mais, apertando o meu joelho. Eu fechei os meus olhos, sentido sua respiração quente fazendo minha pele arrepiar, ansiando que ele chegasse nem que fosse um pouco mais perto. Eu não sabia exatamente o que eu queria, mas definitivamente eu não queria ele tão longe. E então ele deslocou um pouco mais o seu rosto. Sua barba rala arranhava de leve a pele do meu pescoço, conforme ele enterrava o seu nariz na curva entre aquele ponto e o meu ombro.

Broken traz várias cenas fortes, com tiros, lutas corporais, personagens que você vai odiar e outros que vai amar. Atitudes questionáveis de personagens "bonzinhos', mas tudo tão bem desenvolvido, que você compra o que está lendo. Para quem gosta de um bom romance Hot, este livro é escolha garantida de sucesso. E ele ainda traz um enredo interessante, com dinamismo, e que vai conquistar quem quer reviravoltas e cenas de ação também.

- Eu te amo Faith Bloom - disse ele. Pequenas rugas no canto dos olhos me saudaram quando um lindo sorriso genuíno brotou em seu rosto. - Eu te amo com toda a minha alma podre e sombria.

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sexta-feira, 17 de maio de 2019

Resenha: "Rainha do Ar e da Escuridão" (Cassandra Clare)


Tradução: Rita Sussekid

Sinopse: Sangue inocente foi derramado nos degraus do Salão do Conselho, e o mundo dos Caçadores de Sombras se encontra à beira de uma guerra civil. Parte da família Blackthorn foge para Los Angeles, em uma tentativa de descobrir a origem da doença que está acabando com os bruxos. Enquanto isso, Julian e Emma tomam medidas desesperadas e embarcam em uma perigosa missão para o Reino das Fadas a fim de recuperar o Volume Negro dos Mortos. O que encontram é um segredo capaz de destruir o Mundo das Sombras e abrir um caminho tenebroso para um futuro que nunca poderiam ter imaginado. Em uma corrida contra o tempo, Emma e Julian devem salvar o mundo dos Caçadores de Sombras antes que o poder mortal da maldição parabatai destrua tudo o que amam.

Por Jayne Cordeiro: Rainha do Ar e da Escuridão, é o terceiro e último livro da trilogia Os Artifícios das Trevas, que é mais uma série que se passa dentro do universo dos Caçadores de Sombras, criado pela autora Cassandra Clare. O livro anterior acabou em um ápice, cheio de tensão e de dúvidas, sobre o que viria a seguir na história. E é claro, com muito sofrimento nosso com a morte inesperada de Livvy Blackthorn. Não só esta tragédia abala toda a família e seus amigos, Julian e Emma precisam lidar com o fato de que seu plano original para impedir o avanço da maldição Parabatai está destruído, e eles parecem cada vez com menos tempo.
O colar da Livvy.” ele disse. “Quero dizer, acho que isso faz sentido. Eu apenas pensei que você iria…Chorar?” Ty não parecia zangado, mas a intensidade em seus olhos cinzentos tinha se aprofundado. Ele ainda estava segurando o pingente. “Todo mundo deveria chorar. Mas isso é porque eles aceitam que Livvy está morta. Mas eu não. Eu não aceito isso.
A Tropa e seus aliados estão avançando no seu desejo de acabar com a aliança entre os Nephilins e os seres do submundo, podendo iniciar não só uma guerra civil entre os caçadores, mas também contra as criaturas do submundo. A doença misteriosa que tem atingindo os feiticeiros está se alastrando, é fundamental descobrir como impedi-la. E Julian e Emma precisam embarcar para o Reino das Fadas, atrás do Volume Negro dos Mortos, antes que o Rei Unseelie o utilize contra o caçadores de sombras.

— Parece que eu sempre termino cuidando dos seus ferimentos — disse em tom de brincadeira.Mas Kieran não sorriu.— Deve ser por isso que sempre desejo o toque das suas mãos toda vez que estou sofrendo.

Muita coisa acontece em Rainha do Ar, não é para tanto que o livro conta com mais de 700 páginas. Mas não se assuste, a leitura passa muito rápido, porque o livro é muito dinâmico, está sempre acontecendo alguma coisa, e quando é um momento teoricamente mais tranquilo, a carga emocional é tão grande, que ainda assim, o leitor fica preso a cada página. A autora consegue, como sempre, criar personagens únicos e com histórias e dilemas complexos, intrigantes e passionais, que fazem o leitor querer acompanhar e sempre desejar saber mais. Julian e Emma são um casal que eu gosto muito, primeiro por eles serem um inverso de Jace e Clary, onde a Emma é mais parecida com o Jace e o Julian com a Clary. Mas ainda assim, os dois são bem únicos e possuem uma ligação excepcional.

Às vezes, a coisa mais corajosa que você pode fazer é confrontar suas próprias falhas.

Fiquei muito angustiada durante a leitura querendo saber como a história desses dois se resolveria, porque a coisa parecia extremamente complicada. Na verdade, toda a situação dos personagens é complicadíssima. A autora consegue criar situações que você fica se perguntando "e agora?". E é claro que ela consegue resolver as coisas de forma inesperada e magistral como sempre. Quando o livro termina, você fica surpreso, porque nada acabou como você achava que acabaria. Como este é o ultimo livro da trilogia, muita coisa se resolve ou se encaminha aqui, mas algumas pontas ficam soltas, o que acredito ser o ponto inicial de uma das próximas séries que a autora pretende lançar.

"Isso não pode continuar acontecendo”, disse Emma. “Precisamos contar a todos a verdade.""A verdade não vai impedir de acontecer”, disse Julian. Ele olhou para ela com firmeza. “Eu teria me apaixonado por você mesmo que soubesse exatamente qual era o perigo.”
Para quem acompanha todos os livros da autora nesse universo, e é apaixonado pela série Instrumentos Mortais, já sabe que acompanhamos um pouco dos personagens originais em Os Artifícios das Trevas, e neste aqui, vão receber um belo presente, porque temos algumas cenas muito fofas e especiais, envolvendo alguns casais da série. Cassandra Clare continua mantendo seu nível alto de obras literárias, arrasando como sempre, com histórias complexas, envolventes se apaixonantes. Não há como não dar uma chance a essa trilogia. E preciso dizer que essa série tem uma das capas mais bonitas que já vi. Todas são lindas, e a desse ultimo livro está maravilhosa.

Não estamos sugerindo a destruição do governo, estamos dizendo que ele está sendo destruído agora, já, de dentro. A Clave foi feita para dar voz a todos os Caçadores de Sombras. Se todos perdemos a voz, então não é nosso governo (...) Quando as Leis são transgredidas para colocarem um inocente em perigo, ela não é nossa Lei.
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segunda-feira, 13 de maio de 2019

Resenha: "Cilada para um Marquês" (Sarah MacLean)


Tradução: A. C. Reis

Sinopse: “De todas as bobagens incríveis que ele já tinha visto as mulheres fazendo ao longo de sua vida, aquela era, sem dúvida, a pior.” Sophie Talbot é conhecida pela Sociedade como uma das Irmãs Perigosas – mulheres Talbot que fazem de tudo para se arranjar com algum aristocrata. O apelido chega a ser engraçado, pois se existe algo que Sophie abomina é a aristocracia. Mas parece que mesmo não sendo uma irmã tão perigosa assim, o perigo a persegue por todos os lugares. Quando a mais “desinteressante” das irmãs Talbot se torna o centro de um escândalo, ela decide que chegou a hora de partir de Londres e voltar para o interior, onde vivia antes de seu pai conquistar um título. Em Mossband, ela pretende abrir sua própria livraria e encontrar Robbie, um jovem que não vê há mais de uma década, mas que jura estar esperando por ela. No entanto, ao fugir de Londres, seu destino cruza com o de Rei, o Marquês de Eversley e futuro Duque de Lyne, um homem com a fama de dissolver noivados e arruinar as damas da Sociedade. Rei está a caminho de Cumbria para visitar o odioso pai à beira da morte e tomar posse de seu ducado. Tudo o que ele menos precisava era de uma Irmã Perigosa em seu encalço. O Marquês de Eversley está convicto de que Lady Sophie Talbot invadiu sua carruagem para forçá-lo a se casar com ela e conquistar um título de futura duquesa. Já Sophie tenta provar que não se casaria com ele nem que fosse o último homem da cristandade. Mas e quando o perigo tem olhos verdes, cabelos claros e a língua afiada? Essa viagem será mais longa do que eles imaginavam...

Por Jayne Cordeiro: Sarah MacLean é uma conhecida escritora de romances de época. Sou uma fã desse tipo de romance, mas nunca tinha lido nada da Sarah, apesar de sempre ter ouvido ótimas referências. Elas não são em vão, porque Cilada para um Marquês é muito bom. Baseado nesse único livro dela que eu já li, não poderia dizer que ela é superior a Julia Quinn ou a Lisa Kleypas (de quem gosto mais), mas com certeza merece a fama que tem.

Ela não ligava se ele a aprovava ou não. Nem ligava para o que ele pensava dela. Ou o que o resto do mundo tolo, horrível e insípido em que ele vivia pensava dela. Na verdade, se toda a Sociedade a considerava desdivertida, por que ela deveria se importar?

Eu gostei muito desse livro. Primeiramente, gostei da forma como a autora utilizou a ideia dos jornais de fofocas da época, colocando o títulos dos capítulos como manchetes de jornal. A capa e a diagramação do livro está muito bonito e bem condizente com a ideia da história. Sobre a história, achei ela muito bem escrita, e a autora sabe aproveitar bem os momentos e criar situações que se relacionam muito bem. Este livro é um romance de época recheado com muito bom humor. A mocinha Sophie consegue se colocar em situações bem inusitadas, mas nada que poderíamos chamar de fora da realidade.


Ela era obstinada como o capeta e problemática demais. E se havia uma coisa de que ele não gostava, era de mulheres problemáticas.

Sophie e Rei são ótimos juntos. No começo se detestam, porque cada um vê no outro, o esteriótipo de pessoa que deseja evitar. Mas na medida em que o tempo vai passando, e as situações acontecem, eles vão se aproximando, e fica cada vez melhor acompanhar esses dois. São personagens muito bem construídos, com traumas e desejos profundos. E são muito espertos. Todos os diálogos deles são interessantes e divertidos. Mas as vezes dava uma vontade de sacudir os dois, principalmente Rei.

Ele não iria beijar Sophie Talbot. Isso oferecia um tipo completamente diferente de perigo.
As cenas românticas também são muito boas. Ao mesmo tempo que eu queria que tivesse tido romance mais cedo na história, eu não senti muita falta disso durante a leitura, porque as interações do casal e as situações que se colocavam já prendem o leitor o suficiente. Resumidamente, o livro é muito bom, e junto com o bom humo e romance, há um enredo bem elaborado e interessante. Vale a pena conferir.

Para de acreditar no que quer que lhe tenham dito todos esses anos. Não há nada em você que não seja memorável. [...] Pare de acreditar que é menos do que você é.

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sexta-feira, 10 de maio de 2019

Resenha: "Paraíso Perdido" (John Milton & Pablo Auladell)

Tradução: Érico Assis

Sinopse: Um clássico da literatura mundial adaptado pela primeira vez em uma graphic novel única e essencial. Há 350 anos, o conflito entre Deus e Satã narrado em Paraíso Perdido, obra-prima de John Milton, virou um marco na literatura. Seus dez mil versos sobre a criação do mundo, a tentação e o desejo por redenção receberam reconhecimento instantâneo e serviram de inspiração para peças de teatro, músicas, pinturas e livros, ecoando na obra de mestres como Mary Shelley, C.S. Lewis, Philip Pullman e Neil Gaiman. Agora, a obra colossal foi reimaginada pelo premiado ilustrador espanhol Pablo Auladell. Com seu traço sombrio, quase desolado, o tributo captura o lirismo de Milton para quem ainda não teve o prazer de ler os cantos originais. Ao mesmo tempo, complementa a experiência do leitor, dando ainda mais vida ao texto. A graphic novel inspirada na grande obra de Milton chega para fazer parte da linha DarkSide Graphic Novel numa edição que deixaria Adão em apuros, com capa dura, bordas douradas e todo aquele cuidado que os fãs já esperam — e merecem. Chegou a hora da redenção.


Por Eliel: O livro Paraíso Perdido de John Milton, que deu origem à essa adaptação, foi publicado em 1667 e é considerado um dos maiores clássicos da literatura mundial. Os temas que são abordados têm a ver com a origem humana segundo a fé cristã, a rebelião e queda de anjos infiéis, a perda do Paraíso por causa das artimanhas de Satanás. Esse poema é inspirado no livro de Gênesis, primeiro livro da Bíblia.

Após a queda de Satanás e outros anjos infiéis são narrados os planos de vingança contra Deus e seus anjos. Porém, como não podem fazer um ataque direto, resolvem atacar onde vai doer mais, no ego de Deus Fazem isso por corromper a principal criança divina, ou seja, os primeiros humanos. Ao comerem do fruto proibido, Adão e Eva são expulsos do Paraíso por terem desobedecido a única regra que Deus lhes apresentou.




Pablo Auladell tinha um gigante em suas mãos e um trabalho homérico para adaptar para uma graphic novel, uma linguagem bem diferente da obra original. Aposto que não foi um trabalho muito simples de ser realizado, na introdução ele afirma que até chegou a abandonar o projeto por um tempo. Mas seus esforços e talento nos trouxeram uma primorosa obra visual de um clássico da literatura.




O traço e a forma como ele usa as cores para narrar a história é extremamente envolvente. Por isso, não se admire em não conseguir largar até chegar o final. A história em si é bem conhecida já, mas o que nos prende é a forma como ela é contada nessa adaptação. As ilustrações foram muito bem planejadas e organizadas para não perder nada da essência da obra original.

Uma obra atemporal que ganhou nova roupagem por meio da arte sem igual de Auladell e que chega em nossas mãos através da incrível edição da Darkside Books.

Uma obra que recomendo fortemente aos amantes da literatura clássica, aos amantes dos quadrinhos e de artes visuais. Tive a oportunidade de conhecer o trabalho desse autor e ilustrador e já quero mais.
  
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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Resenha: "Não Tá Fácil Pra Ninguém" (Andrew Tsyaston)


Tradução de Lígia Azevedo

Por Kleris: Prepare-se para uma avalanche de exclamações.

SIM
TOTALMENTE
ISSO MESMO
DESSE JEITO
HAHAHAHAHA
EU
EUZINHA (O)
EU MESMA (O)
MEL DELS
RISOS NERVOSOS
REAL
MUITO
MUITO REAL



Não Tá Fácil Pra Ninguém é um livro de humor em quadrinhos sobre nossas impressões enquanto levamos porradas da Vida, grande personagem que não deixa nada escapar. As vivências aqui em destaque envolvem vulnerabilidade, saúde mental e autoestima, principalmente em relação ao início da vida adulta.


Andrew trabalha diversos contextos através de alegorias – figuras que representam pensamentos, ideias e qualidades. Além de Vida, encontramos Raiva, Tristeza, Emoção, Lógica, Otimismo, Pessimismo e outros acompanhantes tão incômodos e tresloucados quanto. É quase impossível você não se ver nesse balaio de feels, chorando de rir e rindo pra não chorar.

 

 

 

 

Até então, não estava familiarizada com o trabalho de Tsyaston. Quem conhece os quadrinhos da Sarah Andersen (reveja resenhas aqui), lembra dela de imediato ao passar das páginas, pois são temas e abordagens muito afins. Ambos pautam o comportamento humano e uma reflexão (cômica) sobre eles.

 

 

 

Enquanto Sarah retrata mais o universo feminino, Andrew nos situa do universo masculino, e em várias instâncias, as impressões e questionamentos são as mesmas. Não me admiraria em ver uma parceria entre eles no futuro.

Um dos méritos de Andrew é também trazer situações e impressões sobre a masculinidade tóxica, pauta tão relevante quanto o feminismo nos quadrinhos da Sarah. A simplicidade com que coloca o tópico no ar, por vezes de modo aleatório, mostra como o tema está entrando devagar no meio masculino e se faz cada vez mais necessário.

 

 


Por mais simples que pareçam ser, as ilustrações de Andrew revelam adversidades que por muito tempo nos ensinaram a lidar de maneira errada. A sociedade aqui se vê cristalizada em Vida, que parece tentar nos derrubar e ter gosto de nos derrubar o tempo todo. Mas esse olhar crítico e cagado já não tem mais vez na nossa geração, não como dominava até um tempo atrás. É bom ver cada vez mais pessoas abraçando suas vulnerabilidades e tornando isso natural.

As ilustras de Andrew, assim, são altamente representativas e necessárias. Além de escancarar as problemáticas, nos convidam para boas investigações do pensamento:

Quando acho que já estou livre de expectativas e guardar sensações, eis que velhos hábitos ressurgem sem eu nem perceber.

Já aprendi muito sobre vulnerabilidade e ainda assim, nem sempre parece o bastante.

Eu quando saí da caixinha rs

Algo errado não está certo.

Sentar e fazer o que você quer fazer. Ok. Mas e as outras coisas que você tem pra fazer? 
Prioridades primeiro, certo? Mas, hm, o que é prioridade agora?

Melhor ilustração de todas?! Eu sou o otimista tentando não escorregar no pessimista. 
Daí lembro de Divertidamente e que a tristeza faz parte, tem seu papel. 

Acho que tô precisando de uns hambúrgueres. Tô precisando assumir que tô precisando. 
Todos precisamos precisar.

Desculpa, mundo, precisei.

Nunca fui tão bem representada.

Tá explicado muita coisa.

FINALMENTE UM RECONHECIMENTO

Em particular, o que Andrew me mostrou é que o chamado “lerigou” (a arte de “deixar ir”) é uma das coisas mais difíceis e ainda assim uma das mais cruciais da vida. E que equilibrar o todo é uma expectativa por vezes irreal, que mais nos bagunça do que as problemáticas que enfrentamos no dia a dia propriamente.

Entre brincadeiras e papos sérios, Andrew suscita importantes lições – o final que o diga. Fato é que não tá fácil pra ninguém. Mesmo. Mas nem por isso a gente deixa de tentar um pouquinho mais cada novo dia.

RECOMENDO!
Até a próxima o/


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Ana Liberato