segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Ressenha: "O Príncipe Serpente" (Elizabeth Hoyt)


Tradução: Ana Resende e Carolina Simmer

Sinopse: Quando o diabo encontra um anjo...
Lucy Craddock-Hayes está satisfeita com a vida tranquila no interior. Até o dia em que tropeça num homem inconsciente ― um homem inconsciente e nu ― e perde para sempre sua inocência.
Ele pode levar ao paraíso...
O visconde Simon Iddesleigh apanhou de seus inimigos até quase morrer. Agora ele está determinado a se vingar. Mas quando Lucy cuida dele para restaurar sua saúde, a sinceridade da jovem surpreende sua sensibilidade calejada ― e desperta um desejo que ameaça consumir os dois.
Ou ao inferno.
Encantada com a inteligência perspicaz de Simon, com seus modos urbanos e até com seus sapatos de solado vermelho, Lucy rapidamente se apaixona por ele. Embora sua honra o mantenha longe dela, a vingança envia os agressores de Simon à sua porta. Enquanto o visconde entra em guerra contra seus inimigos, Lucy luta pela própria alma, usando a única arma que tem ― seu amor...


Por Jayne Cordeiro: O Príncipe Serpente é o terceiro e último livro da trilogia dos Príncipes. Como acontece com o outros, ele pode ser lido separadamente ou fora de ordem. E dos três, este foi o que eu menos gostei. Ele não é ruim. Ainda é um ótimo romance de época, com uma ótima escrita da autora, mas eu fiquei com a sensação de que faltava algo. Eu não consegui me apegar ao casal principal.


O homem morto aos pés de Lucinda Craddock-Hayes parecia um Deus caído.

Acredito que faltou alguma química entre o dois, ou posso ter sentido falta do embate que pode ser visto nos dois primeiros livros, entre os protagonistas. A história em si também segue muito linear, sem um mistério ou uma situação tensa. É um livro que li rapidamente e que me prendeu. Mas no final não me marcou muito. Acabou ficando apagado depois de O Príncipe Leopardo, que para mim foi o melhor.

Era difícil dizer por que a donzela rural o fascinava tanto. Talvez fosse simplesmente a atração das trevas pela luz, o demônio querendo despojar o anjo, mas ele achava que não. Havia algo nela, alguma coisa significativa, inteligente e perturbadora para sua alma. Ela o tentava com o perfume do paraíso, com a esperança da redenção, por mais impossível que isso fosse.
Mas o livro tem suas qualidades. Individualmente, os protagonistas são bem estruturados, o relacionamento deles evolui de uma forma bem madura e natural. Gosto sempre de histórias em que o casamento acontece logo no começo, e vejo os dois interagindo na mesma casa, então isso foi um ponto a favor. As cenas românticas são boas e tem várias cenas divertidas, que animam as coisas. Esse livro também tem bastante movimento em termos de ação, pelo método de vingança empregado pelo Simon. E gostei muito do fato de ele não ser uma pessoa 100% correta. E não estou de ser libertino, como muitos livros trazem. Falo da agressão e morte como vingança. É bem diferente do que costumo ver nos livros que trazem a temática da vingança.


“Eu me lembrarei da senhorita por todos os dias da minha vida” – murmurou ele tão baixo que ela quase não ouviu. – “E não sei ao certo se isso é uma benção ou uma maldição.” – Ele se ajoelhou, inclinando-se sobre as mãos dela, e Lucy sentiu os lábios quentes roçando na palma da sua mão fria.

Resumidamente, O príncipe serpente é um bom livro de romance de época, e quem lê o outros dois, deve passar por ele. Mas não deixa de ser o mais fraco, com uma história que não me deixou suspirando. Mas cabe a cada leitor chegar a sua conclusão.







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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Resenha: "Um Novo Coração" (Sylvia Day)


Tradução: Lígia Azevedo e Alexandre Boide

Sinopse: Emocionante e poderoso, Um novo coração marca o retorno da sensação global Sylvia Day, autora best seller internacional da série Crossfire. Nunca teria me imaginado aqui. Mas estou bem agora. Em um lugar que amo, minha casa reformada e passando meu tempo com novos amigos que adoro, num emprego que me motiva. Estou me recuperando do passado para um futuro em que possa ser feliz. E daí Garrett Frost se torna meu mais novo vizinho. Ele é determinado e ousado, uma força da natureza que ameaça destruir a ordem cuidadosa da minha vida. Mas também sei reconhecer alguém perseguido por fantasmas de seu passado. Garrett é um perigo e, magoado e assombrado, parece muito mais perigoso. Temo que eu ainda esteja frágil demais para enfrentar a tempestade que existe dentro dele, muito delicada para encarar sua dor. Mas ele é muito decidido... e tentador. E algumas vezes a esperança surge mesmo em meio à desolação.

Por Jayne Cordeiro: Duas coisas me atraíram nesse livro, no primeiro momento. Tanto que nem sabia a sinopse, quando comecei a ler. Primeiro, que era escrito pela Sylvia Day, que é uma escritora que adoro. E segundo, essa capa linda, e que passava uma ideia bem diferente de livro, do que estava acostumada a ver com a Sylvia. Passava uma imagem mais doce, mais dramática. Então comecei a ler. E adorei.

Sei que esse é um daqueles livros de extremos. Há quem ame e há quem odeie. No skoob, vi desde uma estrela a cinco. Então está na cara que é uma daqueles livros que vai depender muito do leitor e sua bagagem. Eu gostei muito dele. Meu único ponto a reclamar, se posso dizer assim, é que queria que fosse maior. Este livro tem 170 páginas. Pouca coisa. E a autora consegue passar tanto...que eu queria ter um pouco mais. Talvez as coisas fossem menos corridas. Mas ainda reforço, que a história fluiu muito bem, apesar das poucas páginas.

Essa história tem um peso emocional muito grande. Temos uma protagonista, que apesar de não ser usada a palavra, claramente sofre de depressão e ansiedade. Adorei como isso ficou subentendido, e não rotulado. Era lago para pegar nos detalhes. Ao mesmo tempo, temos um romance explosivo acontecendo, do jeito que a Sylvia Day sabe fazer. E durante a leitura surge alguns questionamentos, que só nas últimas páginas são respondidos. E o que falar desse final? Faz muito tempo, que eu não sou pega de surpresa com um final. Normalmente eu sempre adivinho a surpresa antes, e o final perde um pouco do impacto. Mas aqui? Foi algo que me chocou e me deixou extasiada no final. 

Por isso, eu gostei tanto desse livro. Achei uma mistura certa entre drama, doce e hot, que é difícil de achar, e conseguir então poucas páginas. Acredito que é um livro que merece ser lido, e que o leitor deve tirar suas próprias conclusões. De mim, só saíram elogios e indicações.






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segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Resenha: "Dominada" - The Enforcers 2 (Maya Banks)



Tradução: Isabela Noronha

Sinopse: O desejo que explodiu em Submissa continua em Dominada. O 2º livro da série que vai mexer com você da cabeça aos pés. Poder, sedução, dinheiro, obediência, dominação e prazer. Nesse jogo, o amor não entra nas regras. Até agora....

No mundo sombrio de Drake, seus inimigos não hesitariam em explorar qualquer ponto fraco para chantageá-lo e enfraquecer seu poder. Por isso, ele construiu sua reputação e seu império sobre um princípio muito sólido: a invulnerabilidade. Drake sempre foi temido e respeitado por não ter nenhuma fraqueza que poderia ser usada contra ele. Até conhecer Evangeline ― seu anjo. Uma mulher que derrubou todas as suas barreiras e defesas como ninguém jamais conseguiu. Mas, para salvá-la, Drake foi obrigado a fazer o inimaginável e a expulsou de sua vida.

Devastada, humilhada e destruída, Evangeline não sabe o que fez para Drake ter se virado contra ela de modo tão violento. A jovem só sabe que nunca mais será a mesma. Ele a libertou de todas as suas inibições apenas para transformá-la em prisioneira de uma dor incurável. Mas quando Drake a reencontra, Evangeline descobre que há muito mais do que ela imaginava no misterioso mundo daquele homem.

Por Jayne Cordeiro: Dominada é o segundo livro da trilogia The Enforcers. Os dois primeiros são sobre o mesmo casal Drake e Evangeline. A resenha do primeiro livro já foi feita aqui no blog. Este livro começa exatamente de onde o último parou, então não dá para ler este sem passar pelo primeiro. O que sabemos é que o relacionamento entre Drake e Evangeline sofre um término brusco, quando ele a trata super mal na frente de possíveis sócios, para não mostrar a importância dela na sua vida. Agora ele precisa provar o que sente para Evangeline e reconquistar sua confiança;

Eu gostei com ressalvas do primeiro livro, porque achei o romance deles meio artificial, e não consegui me apegar aos dois. No segundo a coisa melhora um pouco, mas acaba sendo um casal que passa batido em relação a outros que gostei bem mais da autora. Por coincidência acabei lendo em seguida um outro livro dela (farei resenha aqui também) que me mostrou um casal bem mais empático. Mas apesar desse probleminha com o casal, a história não é ruim. 

Os pontos positivos são as interações de Drake e seus amigos, sendo que o terceiro livro será sobre um deles, e como Drake se mostrou arrependido do comportamento que teve, e tenta de todas as formas mudar. Mas teve um pequeno ponto da história que não gostei, porque achei muito óbvio, e me fez ficar com certa raiva do mocinho. Bem, no geral, o livro é bom, com boas cenas de romance e sexo, com um casal que convence mas não apaixona. O livro é melhor que o primeiro, mas os dois livros mantém o mesmo nível para o leitor. É um livro para passar o tempo, mas sem guardar um lugar na estante.







sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Resenha: "O Príncipe Leopardo" (Elizabeth Hoyt)


Tradução: Ana Resende

Sinopse: "O segundo livro da aguardada série de romances de época com uma forte pitada de erotismo A única coisa que uma dama jamais deve fazer... Lady Georgina Maitland não quer um marido, embora ela pudesse ter um bom administrador para cuidar de suas propriedades. Ao pôr os olhos em Harry Pye, Georgina percebeu que não estava lidando apenas com um criado, mas com um homem. É se apaixonar... Harry conheceu muitos aristocratas — incluindo um nobre que é seu inimigo mortal. Mas nunca conheceu uma dama tão independente, desinibida e ansiosa para estar em seus braços. Por um criado. Ainda assim, é impossível ter um relacionamento discreto quando ovelhas envenenadas, aldeões assassinados e um magistrado furioso tumultuam o condado. Os habitantes culpam Harry por tudo. Enquanto tenta sobreviver em meio à desconfiança e manter o pescoço de Harry longe da forca… Georgina não quer perder outra noite de amor. "

Por Jayne Cordeiro: O príncipe Leopardo é o segundo livro da Trilogia dos Príncipes. Os livros não possuem ligação, e podem ser lidos separadamente. O que me atraiu muito para ler aqui, é o fato de que a mocinha Georgina é a pessoa com dinheiro e de família nobre, enquanto Harry é o homem de classe humilde. É interessante ver a mulher como dona do poder, e ao mesmo tempo, que a dinâmica entre eles continua sendo tão explosiva, como se fosse o contrário.

Quando descobrira que o proprietário das varias terras que administraria era uma mulher, Harry ficara surpreso. Mulheres, em geral, não eram donas de terras. Normalmente, quando uma mulher possuía uma propriedade, havia um homem – filho, um marido ou um irmão – por trás de tudo, o verdadeiro mandante, a pessoa que decidiria como as terras seriam administradas. Mas, embora Lady Georgina tivesse três irmãos, era a própria dama que estava no controle.

Eu tinha gostado muito do primeiro livro, O Príncipe Corvo, que tem resenha aqui no blog, mas esse se superou. Além de toda a interação dos dois, ainda há um mistério, envolvendo envenenamento de ovelhas e a morte de uma pessoa, que estão sendo jogadas em cima de Harry. Assim, enquanto os dois precisam entender seu relacionamento, há esse mistério, que pode colocar a vida de Harry em risco. O leitor fica bem preso a leitura, curioso para saber quem está por traz e ainda mais entretido com o romance de Georgina e Harry que é quente e apaixonante.

Harry havia ficado louco. Ele tomou um gole da cerveja e limpou a espuma da boca. Essa era a única explicação para ter beijado Lady Georgina aquela tarde. Ele fora até ela com a testa sangrando e o corpo dolorido dos socos.  Beijá-la não era algo que passava pela cabeça dele. Mas então, de alguma maneira, ela estava em seus braços, e nada no mundo o impediria de sentir o seu gosto.

Além de ser cheia de momentos apaixonantes, o livro também é extremamente divertido, com a personalidade animada de Georgina, e com os personagens secundários, como os irmãos dela, que provocam boas risadas na história. O livro é bem gostoso de ler, equilibrando drama, mistério e romance, com um ar divertido. Elizabeth Hoyt tem se mostrado uma autora de romance de época com peso, e já posso me declarar fã de seus livros. Logo trarei a resenha do último livro O Príncipe Serpente, e espero conseguir sua série mais recente A Lenda dos Quatro Soldados.

O Sr. Pye, lutando com a rolha de uma garrafa de vinho branco, ergueu o olhar e sorriu para ela. Por um momento, Georgina se perdeu naquele sorriso, o primeiro sorriso de verdade que vira no rosto dele.







segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Resenha: "Amantes para sempre" (Jodi Ellen Malpas)



Tradução: Vicki Araújo

Sinopse: TRÊS, DOIS, UM... ZERO
Jesse Ward está de volta no quarto romance da série O Amante e, com ele, a sensualidade, o amor e os jogos de sedução.
Doze anos se passaram do casamento de Jesse e Ava. A vida é boa para Jesse, o Senhor Ward. Perfeita, na verdade. Ele ainda tem charme, está em ótima forma física, e continua enlouquecendo a esposa com um simples olhar.  Tem total controle e domínio sobre Ava, do jeito que ele gosta.
Mas o mundo perfeito de Jesse desmorona quando um terrível acidente deixa Ava no hospital correndo risco de vida. Devastado e enraivecido, sente como se toda a sua existência estivesse presa por um fio. Quando Ava recupera a consciência, o mundo abalado de Jesse volta aos eixos. No entanto, o pesadelo mal começou. Ava não se recorda dos últimos dezesseis anos da sua vida. Ou seja, toda sua vida de casada. Ele é um estranho para ela.
Agora, Jesse tem que fazer tudo o que for preciso para recuperar as memórias da mulher... e ajudá-la a apaixonar-se outra vez por ele, louca e perdidamente.


Por Jayne Cordeiro: O que dizer sobre essa série que gosto tanto, apesar de saber que o Jesse tem sérios problemas? rsrs. Amantes para Sempre é a continuação da série O Amante (se não leu, corra atrás), e traz o nosso casal 12 ano depois. Jesse está mais velho, e brigando a com a sua idade, mas tem uma vida maravilhosa, com seus filhos e a esposa Ava. Mas um acidente tira a memória de Ava, e ele tem muita dificuldade de lidar com a possibilidade de não recuperar sua esposa, ou mais, fazer Ava se apaixonar por ele de novo. 

O mundo começa a girar e minha respiração fraqueja. Uma multidão bloqueia minha passagem e eu luto para passar, empurrando as pessoas para os lados, tentando chegar ao centro daquela loucura. — Por favor, não… — suplico, cambaleando sem pensar na horda de espectadores. — Por favor, Deus, não. Um soluço débil irrompe do meu corpo quando vejo a maca, e minhas pernas falham, deixando-me de joelhos. — Não! 

Eu amei esse livro. Jesse consegue ser tão divertido quando antes, com suas manias e desejo de controle. Achei que ele iria pirar com a ideia de Ava desmemoriada, mas ele consegue ser muito maduro e responsável. É impossível não se apaixonar por ele de novo, junto com ela. Vivenciar a vida desses dois, com os filhos é muito bonito de se ler. Adorei demais os gêmeos, e a forma como cada um do pais lidam com eles. 

— Comemorar o fato de que está fazendo cinquenta anos? — Ela faz um gesto de cabeça para mim, com a escova voltando à boca. Eu me encolho e massageio os cabelos com o xampu. — Não estou fazendo cinquenta anos — resmungo, ouvindo-a suspirar. Para ela é fácil, ainda está na flor da idade aos trinta e oito. Trinta e oito! É mais ou menos a idade que eu tinha quando conheci Ava. Como os anos passaram depressa. Se os próximos doze anos voarem com a mesma rapidez, logo eu estarei aposentado. Meu estômago embrulha de pavor. — Você ainda é o meu deus — declara Ava, doce, atraindo a minha atenção de volta para ela, que está do outro lado do box, observando-me. — Eu sei. — E ainda é o homem mais lindo que já vi na vida. — Eu sei. — Dou de ombros. — E você ainda trepa como um deus que tomou esteroides. — Ela beija o vidro. — Sim, eu sei. — Encontro os lábios dela do outro lado.

O livro é divertido, mas também com toda uma carga dramática importante. E tudo segue de uma forma natural e realista. É legal ver como todos os personagens estão anos depois do último livro, e na medida que Ava precisa conhecer sua história com Jesse, o leitor tem a chance de relembrar fatos passados. O livro tem uma ótima dinâmica, prendendo o leitor o tempo todo. Ele segue em belo ritmo, e quando acaba a gente fica com a sensação de que queríamos ainda mais, e que um fechamento com chave de ouro. Não há aquela sensação de que o livro foi só uma forma de trazer os personagens de novo e ganhar mais dinheiro em cima deles. É realmente um complemento que engrandece ainda mais a série. Para quem é fã da trilogia e da autora, é preciso ler esse livro.

Ela fecha os olhos e os aperta, como se buscasse desesperadamente qualquer recordação. E eu sei que sim, mas quando ela parece murchar e uma lágrima escorre e cai no papel na mão dela, vejo que não conseguiu. — Foi tão vívida. — Ela olha para mim. — Tão real. Eu senti alguém ali comigo, olhando para os barcos. Era você. Eu não podia te ver, mas senti você. Como venho sentindo desde que acordei depois do acidente. Eu te sinto o tempo todo, mesmo quando não estamos nos tocando. Mesmo quando você não está por perto. Dou um sorriso triste e puxo-a para o meu colo. — Tempo, baby. Dê tempo ao tempo. — Enquanto a tranquilizo, faço um esforço desmedido para tranquilizar a mim mesmo



sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Resenha: "Além do Olhar" (Nana Pauvolih)




Sinopse: O talentoso violoncelista Ramon Martinez é vítima de uma tragédia que o deixa paraplégico aos 28 anos de idade. 3 anos depois ele ainda luta para se adaptar à sua nova realidade, enfrentando muita coisa e felizmente contando com o apoio de sua família. É quando conhece a famosa atriz Marcella Galvão, no auge do seu sucesso, linda, cheia de admiradores, forte e determinada. A atração entre eles é imediata, mas para se concretizar enfrenta um mundo de obstáculos. Preconceito, amor, paixão, devoção, luta, descoberta e muitas surpresas marcam este novo romance de Nana Pauvolih.

Por Jayne Cordeiro: Fiquei muito curiosa para ler esse livro, porque nunca tinha lido um romance em que um dos protagonistas fosse cadeirante. Eu tinha muito interesse em saber como seria a dinâmica dese relacionamento, e quais obstáculos enfrentariam. Afinal, os dois personagens tinham um estilo de vida bem diferentes. Um paraplégico e uma artista famosa. 

Se alguém me perguntasse porque ele era tão único para mim, ou porque mexia com sentimentos profundos e desconhecidos, eu não saberia dizer. Pois era mais do que apenas uma coisa, era um conjunto: seu olhar, sua voz, sua determinação, seu caráter, sua força, sua delicadeza, seu talento, sua beleza, seu cheiro, seu beijo, suas mãos, sua entrega, tantas e tantas qualidades sem m ... incríveis e indecifráveis.

Para começar, é preciso elogiar toda a pesquisa que a autora fez, porque ela conseguiu mostrar toda a realidade de uma pessoa com deficiência. Todo os problemas de saúde que vem com a paralisia, as dificuldades para realizar atividades, que nós pedestres fazemos sem nem pensar. O leitor aprende muito sobre todo esse universo, e só por isso, o livro já vale muito a pena. Mas, fora isso, temos aqui uma história bem escrita e conduzida. É fácil torcer por Ramon e Marcella, porque são personagens cativantes, com personalidades que contribuem para que a história seja ótima.

Marcella não olhava para minha lesão ou para minha cadeira de rodas. Olhava para mim

Os dois são fortes, decididos, e mesmo com a insegurança esperada de um homem que nunca teve um relacionamento desde o acidente, tivesse dúvidas sobre se envolver com alguém. Ainda mais uma pessoa da mídia. Mas Ramon consegue superar tudo, e temos um homem apaixonado, que comete erros, mas que corre para resolve-los, apesar de suas limitações físicas. O livro traz uma história bem escrita, com um roteiro que mostra todo o desenvolvimento do romance, que acontece em um ritmo legal. Temos alguns antagonistas, e apesar de achar no começo, que veria várias situações clichês, não foi o que aconteceu. Ele segue um caminho bem realista e maduro. 

O respeito deve ser igual para todo mundo, independentemente de sexo, classe social ou etnia. Será que é tão difícil entender isso?

Foi uma ótima surpresa. Gostei muito do livro. Não conseguia parar de ler. Me diverti muito com a família de Ramon, principalmente a mãe. Tem várias cenas românticas e eróticas. E além de abordar o tema da paraplegia, ainda conhecemo um pouco do mundo artístico, com os bastidores da gravação de um filme, e sobre o violoncelo, que Ramon toca. Nunca tinha lido nada da Nana, mas gostei muito dessa leitura, e pretendo procurar outras obras dela para ler.




segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Resenha: "The Risk - O dilema de Brenna e Jake" (Elle Kennedy)


Tradução: Ligia Azevedo

Sinopse: O segundo spin-off da série Amores Improváveis tem o melhor de Elle Kennedy: a adrenalina dos jogos de hóquei, a animação das festas universitárias, personagens apaixonantes e um romance de tirar o fôlego! Todo mundo diz que eu sou uma garota má. Deve ser porque faço o que bem entendo e não estou nem aí para o que os outros pensam de mim. Apesar disso, dormir com o inimigo não faz meu tipo. Como filha do técnico de hóquei da Briar, minha vida estaria arruinada se eu me relacionasse com um jogador de um time rival. E essa é a definição de Jake Connelly. Estrela e capitão do time de Harvard, ele é arrogante, irritante e atraente demais pra ser verdade. E o pior é que eu preciso que ele tope fingir ser meu namorado para que eu consiga meu tão sonhado estágio na HockeyNet. Mas é claro que aquele gostoso idiota não vai facilitar: para cada encontro falso... ele quer um pra valer. O que significa que estou em apuros. Isso de ficar saindo às escondidas com Jake Connelly não tem como dar certo. Embora esteja cada vez mais difícil resistir ao desejo e ao sorriso de Jake, me recuso a me apaixonar por ele. Esse é o único risco que eu não vou correr. 

Por Jayne Cordeiro: Temos aqui um um livro que comecei com um pé atrás, mas acabei apaixonada. O que não é nenhuma novidade quando se trata dos livro da Elle Kennedy, que simplesmente adoro. Posso dizer que não tenho nenhuma queixa desse livro e só elogios. Para começar, eu fiquei com medo de não gostar da protagonista Brenna. Normalmente acabo tendo problemas com personagens que parecem ser metidos ou que implica com tudo. Mas a Brenna não foi por esse caminho. Na verdade, gostei muito de como ela é uma mulher bem empoderada, que sabe do seu poder e não que não deixa o que quer de lado. O que é muito importante, porque ela quer atuar em uma área que é majoritariamente controlada por homens.

Pra mim, ela é o tipo de personagem feminina que devemos nos espelhar. É decidida, corre atrás do que quer, fala o que pensa, mas não deixa de ser uma amiga leal, uma pessoa empática com os outros. E lá no fundo ela guarda inseguranças como todo mundo. Jake é um sonho. Ele é bonito, super talentoso no esporte e com as mulheres. Que se esforça muito para ser o melhor jogador, e apesar do jeito despojado, é extremamente carinho e atencioso. E com uma cabeça muito boa.

A ideia inicial do enredo de fingir um namoro não me pareceu muito promissora, porque é algo já bem utilizado. Mas a autora utiliza muito pouco dessa história, e rapidamente a coisa segue outro rumo, o que adorei. E o livro ainda trás outros temas bem interessantes, como a influência da adolescência, abuso de drogas, os bastidores da televisão esportiva e mais. Gostei ainda mais desse livro do que gostei do primeiro, além de dar várias risadas com os diálogos dos protagonistas, que possuem uma química explosiva e com os personagens secundários. Sinceramente, estou bastante curiosa para saber quem será o próximo casal.



sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Resenha: "Uma mulher no escuro" (Raphael Montes)

Por Thaís Inocêncio: Raphael Montes é, facilmente, meu escritor nacional favorito. Já li todos os cinco livros que ele assina com o próprio nome e tenho três deles autografados – só não li ainda o Bom dia, Verônica, que ele escreveu com a Ilana Casoy e lançou sob o pseudônimo de Andrea Killmore. Porém, pela primeira vez desde que o conheci, posso dizer que me decepcionei com uma obra dele. 

Uma mulher no escuro conta a história de Victoria Bravo, que, aos quatro anos de idade, perdeu toda a família em um crime brutal. Na ocasião, um homem invadiu sua casa, matou seus pais, seu irmão e, por algum motivo, poupou-a de um destino semelhante. Vinte anos depois, Victoria ainda carrega sequelas físicas e, principalmente emocionais: é tímida, desconfiada, tem muita dificuldade de se relacionar com as pessoas e nunca namorou.




"Olho pra você e vejo duas Victorias se equilibrando numa corda bamba. Por um lado, você é uma mulher madura, que trabalha, paga as contas e tem as responsabilidades comuns de uma pessoa de vinte e quatro anos que mora sozinha. Por outro lado, às vezes se comporta como uma criança, evitando relações afetivas mais complexas e idealizando uma família perfeita."

Os contatos da jovem se resumem à sua tia Emília, que a criou após a perda dos pais, Max, seu psicólogo, e um jovem nerd apelidado de Arroz, com quem mantém uma amizade muito superficial. Até que, certo dia, no café onde trabalha como garçonete, Victoria conhece um escritor chamado Georges, que parece conseguir adentrar o mundo tão fechado da protagonista. No entanto, tudo muda quando alguém invade a sua casa e deixa rastros semelhantes aos do crime que ocorreu no passado, o que a faz pensar que o assassino está de volta para terminar o que deixou inacabado vinte anos antes.

"Há algo de cruel sobre o passado. Ele não pode ser mudado."

Esse livro é bastante diferente dos outros que li do autor por dois motivos principais: 1) A protagonista é uma mulher e a história nos é apresentada do ponto de vista dela; 2) Trata-se de uma trama psicológica, e não de um suspense permeado por cenas de violência física. Achei interessante Raphael ter buscado um caminho novo nessa obra, mas, pra mim, a tentativa não foi bem-sucedida.

Sabemos muito sobre a protagonista – seus medos, suas necessidades e os segredos que esconde –, mas todos os outros personagens, que têm grande importância na história, são pouco explorados. Por isso, não entendemos muito bem suas motivações, inclusive a do assassino.

Além disso, ao longo da leitura, encontrei algumas contradições. Por exemplo: no começo do livro, Victoria é descrita como uma jovem de cabelos curtos; algumas páginas depois, sua tia Emília elogia seus cabelos compridos. O pior é que essa é uma característica que tem destaque na história!

"Naquele dia, vestia calça larga de pijama e um blusão azul-marinho confortável, mas não deixava de colocar o lacinho que sempre usava nos cabelos curtos." (p. 21)
"'Você está parecendo sua mãe', ela disse, com um sorriso. 'Os cabelos compridos, o brilho nos olhos...'" (p. 128)

Foi difícil reconhecer a escrita brilhante de Raphael Montes nesse livro, mas, felizmente, isso não foi suficiente para fazer eu deixar de gostar do autor. Só espero que, no próximo, ele volte a escrever aquele bom suspense de tirar o fôlego e deixar sem dormir!

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quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Indicação: Livros nacionais contemporâneos

Oi, pessoal!

Que tal conhecer leituras brazucas de autores contemporâneos? Se liga nas indicações que o Dear Book separou para vocês:


Título: Melanie
Autor: Maxwell Santos
Editora: Publicação independente
Sinopse: O ano é 2007. Melanie, 18 anos, jovem moradora do Bairro da Penha, tem o sonho de ser médica. Ela faz a prova de seleção para o Projeto Universidade para Todos (PUPT), à época, gerido pela Fundação Ceciliano Abel de Almeida.

Sua vida é radicalmente transformada quando é atropelada com seu irmão Juninho, sua prima Bárbara e o frentista Carlinhos num posto de gasolina por dois rapazes que estavam participando de um racha. A prima e o irmão morrem, assim como o frentista. Mesmo com esses problemas, ela dá a volta por cima e ainda ganha uma bolsa de estudos no cursinho mais caro da cidade: o Lamarck. 

Naquele ano, a UFES aprova a reserva de 40% para alunos de escolas públicas. No texto, o autor mostra a repercussão da medida entre os alunos de escolas públicas, os alunos da rede privada e o dono do Lamarck, que representa uma peça do ecossistema chamado indústria dos cursinhos e vê nas cotas uma ameaça à hegemonia do seu cursinho, principalmente nas áreas de Medicina, Direito e Engenharias. Há confronto ideológico entre os alunos das duas redes na UFES e Melanie é vítima de discriminação pelas colegas de cursinho.image.gif

Será que a jovem alcançará sua meta?



Título: A Princesa e o Plebeu
Autora: Sabrina Dias
Editora: Chiado
Sinopse: Luciana Evangeline Greymon é uma princesa incomum, segura de si e com uma personalidade forte. Presa em seu castelo pelo próprio pai sonha em conhecer o mundo fora dos grandes muros. Ao descobrir que será obrigada a casar-se por negócios, foge do palácio e encontra aquele que pode ser o amor de sua vida.

Liam não é exatamente o príncipe encantado de um conto de fadas. O camponês pode ser bem irritante as vezes. E a personalidade conflitante dos dois os deixa intrigados.

Mas, como a vida sempre guarda surpresas, alguém no castelo quer fazer mal a família real e isso deixa Luciana e todos que ela ama em perigo.

Uma história com um amor proibido, um traidor impossível e um príncipe perdido.




Título: A Segunda Aurora
Autor: Juliano Righetto
Editora: Chiado
Sinopse: Numa misteriosa vila encravada no planalto central brasileiro, um povo sofrido luta bravamente para sobreviver aos desafios da natureza. É lá que Deati, a contadora de histórias local, irá se deparar com uma figura intrigante, um ser que emite luz pelos olhos e que talvez não seja exatamente o que parece ser...

O amor que nascerá deste encontro será a chave para que a doença que vem matando as crianças nascidas naquela vila seja curada. E a epopeica busca desta cura nos levará por uma viagem pelo Brasil, em uma época bem, bem diferente da que estamos acostumados. “A Segunda Aurora” é uma jornada em busca do melhor que o homem tem, uma ode às conquistas da humanidade, e uma maneira de você, leitor, questionar sua própria perspectiva da realidade...




Título: Dois Pequenos Espertos
Autora: Irinéia Andrade
Editora: Chiado
Sinopse:O surgimento dessa obra aconteceu com dois gatinhos mais que especiais: Alfredinho e Gustavinho, que estavam nas ruas e foram para algumas vitrines de Clínicas Veterinárias e Pet Shop à espera de alguém que pudesse acolhê-los. A surpresa foi que, além de precisarem de uma casa para morar, eles gostavam de brinquedos, bolinhas, computador e de videogame.

No livro, a autora aborda, entre suas escritas diárias, o comportamento e a vida de dois gatinhos que se tornam irmãos quando foram viver na mesma família, em épocas diferentes, porém ambos pareciam seres humanos e de verdade; eles existiam.

Alfredinho, por ser muito inteligente, se tornou o maior companheiro que Bill poderia ter encontrado durante toda a sua vida. A partir daí, ele aprendeu a fazer as mesmas coisas que o seu papai adotivo, então começa a assistir televisão, a brincar com computador, com videogame e a fazer algumas coisas surpreendentes: chutar bolinhas e assistir jogos de futebol.

A obra pretende mostrar a história de Alfredinho e Gustavinho, os dois gênios que queriam viver com muito carinho e diversão; são companheiros e fazem brincadeiras de maneira inesperada e divertida.

Os pequenos gostam de crianças e de adolescentes para se tornarem amigos, além disso, aproveitam para bolar muitos planos infalíveis juntos, como apertar o botão do videogame e do computador para assistir filmes e desenhos, além de serem parceiros criativos.

Alfredinho vive como um verdadeiro garoto, mas quando chega o tempo de sua viagem, fica um espaço vazio que só pôde ser preenchido com o seu irmãozinho, Gustavinho, um pequeno marronzinho, de olhos azuis, bem espertos que, com sua genuína semelhança, é muito inteligente e pretende surpreender todos os que acompanharem essa história.


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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Resenha: "Glória e Ruína" - Graça e Fúria #2 (Tracy Banghart)

Tradução de Isadora Prospero

Por Stephanie: Glória e Ruína é a conclusão da duologia iniciada em Graça e Fúria, que resenhei aqui no DB ano passado. Neste segundo livro, continuamos a acompanhar a saga das irmãs Serina e Nomi, que estão tentando sobreviver em meio a circunstâncias nada favoráveis para ambas. Em meio à possibilidade de um reencontro, seguimos nossas protagonistas, que tentarão mudar o destino das mulheres de Viridia.

(...) Porque é difícil esperar muito de si mesma quando o resto do mundo não acha que você é capaz. (...)

Essa sequência já começa bastante eletrizante, com diversos acontecimentos impactantes logo de cara. Malachi e Nomi me deixaram muito apreensiva, temendo muito por suas vidas. Já Serina me deixou confiante, pois desde o início se mostrou uma mulher forte e que evoluiu bastante devido aos horrores que passou em Monte Ruína.

E por falar em Serina, ela segue sendo a minha personagem favorita. Apesar de tomar algumas decisões erradas nesse livro, eu ainda a admiro bastante e concordo com a maioria de suas atitudes. Val não foi tão presente, até queria ver um pouco mais dele, mas também acho que a autora acertou em dar mais foco nas personagens femininas na história. Já Nomi, assim como no primeiro livro, não me agradou muito. Ela é indecisa demais e seu relacionamento com Malachi não é dos mais críveis. Achei bem sem sal, na verdade.

(...) Eu me recuso a ser uma garota morta.

Em relação ao desenvolvimento geral do enredo, eu gostei de uma parte das escolhas de Tracy Banghart, porém achei que ela deu uma exagerada nas mortes, de tal forma que parei de me importar em dado momento. Já nem lembro mais quais personagens secundárias morreram…

Também fiquei incomodada com a facilidade com que as coisas se resolveram. O livro é curto, mal chegando a 300 páginas, portanto é justificável que tudo se desenvolva de forma mais simples mesmo, mas eu acho que alguns acontecimentos poderiam ter sido mais bem desenvolvidos.

O desfecho é satisfatório e deixa uma parte para ser imaginada pelo leitor, o que eu acho positivo na maioria das vezes. No geral, eu gostei dessa duologia e recomendo para quem quer ler uma história de fantasia leve e com uma pegada feminista.

Até a próxima, pessoal!

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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Resenha: "Através do Vazio" (S. K. Vaughn)


Tradução: Renato Marques

Sinopse: Em Através do vazio, ficção científica e suspense se misturam, construindo uma trama complexa e emocionante que mantém o leitor envolvido até a última página. É Natal de 2067. Os acordes de uma música natalina ecoam pelas ruínas de uma espaçonave que flutua pela escuridão. Lá dentro, May desperta lentamente — a única sobrevivente de um acidente desastroso na primeira viagem tripulada a Europa, a lua de Júpiter. Sozinha no vazio do espaço, em uma nave caindo aos pedaços, May tenta desesperadamente reencontrar o caminho para a Terra. A única pessoa capaz de ajudá-la é Stephen Knox, um cientista brilhante da Nasa... e um homem que ela magoou profundamente antes de partir. Enquanto ela batalha pela própria sobrevivência e sinais de sabotagem começam a vir à tona, a voz de Stephen parece ser a única coisa capaz de atravessar o vazio insondável do espaço e levá-la de volta para casa em segurança. 

Por Jayne Cordeiro: Ando meio que em uma "vibe" de Sci-Fy, então não podia deixar a chance de ler esse livro passar. Através do Vazio é um suspense misturado com ficção cientifica, que carrega toda uma tensão, enquanto acompanhamos a luta da protagonista May para conseguir escapar do espaço. Junto com isso vemos todo o desenrolar que acontece na Terra, envolvendo seu marido Stephen. Eu adorei esse livro. Ele tem a dosagem certa entre romance ficção e suspense, que cativa o leitor, e não deixa você parar de ler até chegar no final.

Se não tivéssemos felizes e satisfeitos como indivíduos, seriam dois chatos ressentidos, vulneráveis e insuportavelmente maçantes, como praticamente todos os outros casais do planeta.

Ele é muito bem elaborado na questão da ficção, com conversas e dinâmicas bem condizentes com cientistas, astronautas e viagens espaciais, mas sem ficar cansativo, confuso, e ainda mantendo uma pegada bem atual, mesmo se passando em 2067. Durante a leitura acompanhamos o presente, com a May e o Stephen, mas também momentos do passado que nos ajudam a entender os personagens, seus comportamentos e que vai esclarecendo aos poucos alguns mistérios que vivenciamos com a May, que logo no começo do livro acorda com perda da memória mais recente.

Só tem essa coisa chamada movimento orbital. Talvez você tenha ouvido falar. Planetas se movendo ao redor do Sol e coisa e tal. A menos que você seja um desses merdinhas que acham que a Terra é plana.

Gostei de como temos esse mistério envolvendo o que aconteceu com a nave e com a May, mas também sobre como ela foi parar nessa viagem, ou porque a relação dela como Stephen estava estremecida. O livro trás uma bela carga dramática, como as questões de relacionamento, filhos, pais e carreiras. Fou um complemento bem legal, e torna o livro muito mais rico.

Você quer ser o herói, como todos os homens, e não enxerga que eu não preciso de um herói. Eu sou a heroína. Eu.

Junto com todo o drama e suspense, damos boa risadas com a May e a Eva (a Inteligência artificial da nave) que são ótimas nos comentários. Na verdade, eu gostei muito dos personagens do livro. São extremamente ricos, bem aproveitados, e complexos. Você entende seus comportamentos, agustias, e torce junto com eles. A May é uma girl power de marca maior, e é gostoso ver uma protagonista que não é perfeita, mas que se impõe e não desiste. A história também nos dá um bastante emoção, com cenas de ação e surpresas. É um ótimo livro para quem gosta do gênero de ficção cientifica e viagens espaciais. Foi uma leitura que me surpreendeu muito, e que vale a indicação.





sábado, 14 de setembro de 2019

Resenha: "Mais Forte que o Sol" (Julia Quinn)


Tradução: Viviane Diniz

Sinopse: Quando Charles Wycombe, o irresistível conde de Billington, cai de uma árvore – literalmente aos pés de Elllie Lyndon –, nenhum dos dois suspeita que esse encontro atrapalhado possa acabar em casamento.
Mas o conde precisa se casar antes de completar 30 anos, do contrário perderá sua fortuna. Ellie, por sua vez, tem que arranjar um marido ou a noiva intrometida e detestável de seu pai escolherá qualquer um para ela. Por isso o moço alto, bonito e galanteador que surge aparentemente do nada em sua vida parece ter caído do céu.
Charles e Ellie se entregam, então, a um casamento de conveniência, ela determinada a manter a independência e ele a continuar, na prática, como um homem solteiro.
No entanto, a química entre os dois é avassaladora e, enquanto um beijo leva a outro, a dupla improvável descobre que seu casamento não foi tão inconveniente assim, afinal...

Por Jayne Cordeiro: Para mim, no momento em que se fala que o livro é da Julia Quinn, eu já poderia fazer uma resenha completa falando de como o livro é bom e todas as qualidades que a Julia mantem em seus livros. Ela é uma autora muito linear e não consigo listar um livro dela de que não tenha gostado. E se você gosta de romances de época e nunca leu nada dela, você está perdendo muito! E difícil é achar alguém que leia o gênero e que nunca tenha lido nada dessa moça.

— A senhorita soa experiente nessa questão.— Costumo resgatar todo tipo de animal ferido. Cães, gatos, pássaros…— Homens — completou ele. — Não. O senhor é o primeiro. Mas não imagino que seja muito diferente de um cachorro.

Bom, "Mais Forte que o Sol" é o segundo livro de uma duologia chamada "Irmãs Lyndon". O dois livros podem até ser lidos fora de ordem, mas a história fica mais completa se começar por "Mais Lindo que a Lua". Neste segundo livro temos o tipo de sinopse de romance de época que adoro: Casamento de Conveniência. Que não é um enredo usado muito pela Julia Quinn, mas que novamente ela usa com maestria. Li esse livro em menos de sete horas, simplesmente porque não conseguia parar de ler. Os protagonistas são extremamente divertidos. Eles não conseguem ter um dialogo sem tiradas e respostas irônicas. 

Muito bem – falou ele. – Acho que estamos firmando um acordo bastante justo. Eu me caso com a senhorita e a senhorita recebe seu dinheiro. A senhorita se casa comigo e eu recebo meu dinheiro. Ellie piscou. – Realmente não tinha pensado nas coisas dessa forma, mas sim, é basicamente isso.

Charles é um homem que conquista o nosso coração em poucas páginas e a Elleonor é uma moça decidida, animada e disposta a ajudar a todos. As cenas românticas são um amor só, e as outras cenas são sempre divertidas. Acontece tanta coisa com esses dois em poucas semanas...e ótimo de acompanhar cada uma delas. Os personagens secundários também são ótimos, ajudando a criar o clima certo do livro. O enredo do livro também é bem envolvendo, nos ganhando com o romance, os diálogos divertidos, os acontecimentos inesperados, e até mesmo um pouco de suspense, ganhando uma trama inesperada no final.

Sempre pensei que era da cor do pôr do sol, mas agora percebo que estou errado. – Então pegou uma mecha e levou-a aos lábios. – Ele brilha mais. Brilha mais do que o sol. Assim como você.

Eu gostei muito desse livro, e da duologia em geral. Queria que o casal do primeiro tivesse aparecido um pouco aqui, mas a própria autora explicou que Ellie não precisaria casar com Charles se tivesse a irmã por perto para abrigá-la. Ele tem todos os itens que tornam um livro cativante. Com uma escrita envolvente, dinâmica e romântica que a Julia Quinn é especialista em fazer. É uma ótima recomendação para quem gosta de romances do gênero.

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Ana Liberato