segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Resenha: "A Busca" (Lisa Kleypas)


Tradução: A. C. Reis


Sinopse: Após uma infância cheia de traumas, tudo o que Hannah Varner deseja é viver bem longe da mãe problemática e das complicações que a irmã, Tara, despeja em seu colo. Hannah quer algo que nunca teve: uma vida tranquila. Mas um telefonema muda todos os seus planos… Tara teve um filho e desapareceu, deixando o bebê aos cuidados de Hannah.

Desesperada, a jovem decide investigar tanto o paradeiro da irmã quanto a identidade do pai da criança. E descobre que um membro da família Travis pode ser o responsável por aquela confusão em sua vida. Jack Travis, um milionário de uma das mais importantes famílias do Texas, amante das mulheres e do prazer, nunca pensou que encontraria em seu escritório uma jovem irritada e extremamente sexy segurando um bebê que pode ser seu filho.

Nesta envolvente trama, com personagens densos e uma história familiar inesperada, Lisa Kleypas nos leva a conhecer mais um membro da família Travis e a descobrir o verdadeiro significado das palavras amor e entrega.

Por Jayne Cordeiro: A Busca foi a minha primeira oportunidade de ler um romance contemporâneo da Lisa, que já era uma autora bastante conhecida por seus romances de época (e que adoro!). E como era de se esperar, ela arrasa perfeitamente com essa história cheia de carga emocional, mas também romântico e divertido.


- Eu sei que Dane preferiria salvar o mundo do que tentar salvar um bebê. Mas entendo o porquê. - Bebês são como clientes difíceis, Hannah - Tom disse. - Você ganha mais crédito por tentar salvar o mundo. E é mais fácil.

A protagonista Hannah se vê presa em uma situação super complicada ao precisar cuidar do sobrinho recém nascido, e ela é uma pessoa que carrega muitos traumas pelo passado difícil. Muito da personalidade e comportamento é uma adaptação e forma de auto defesa ao que ela vivenciou com a mãe cheia de defeitos.


- Uma pessoa não pode pertencer a outra - eu o contestei -. Na melhor hipótese, é uma ilusão. Na pior, escravidão.

E para equilibrar Hannah, aparece Jack Travis, que não ganhou um prêmio como melhor personagem masculino à toa, porque ele é feito na medida certa para lutar contra os mecanismos de defesa de Hannah. E é impossível não gostar de toda as cenas em que esses dois aparecem juntos. Desde o começo a química entre os dois é inegável, e é muito divertido acompanhar as conversas e interações entre os dois. 


"Vou lhe mostrar o que é bom de verdade Hannah. Começando com um sexo selvagem. Do Tipo que você não conseguirá lembrar do próprio nome quando terminarmos."

Para quem não sabe, A Busca é o terceiro livro da série The Travis Family, que como o nome já diz, apresenta em cada livro a história de um dos membros dessa poderosa família do Texas, mas não é necessário ter lido os anteriores, apesar de os personagens aparecerem aqui. Dá pra ver que os anteriores devem ser ótimos, pelo pouco que vemos aqui. É uma família super interessante e com uma dinâmica bem legal. 


Luke adormeceu segurando meu dedo. Aquilo foi de uma intimidade diferente de tudo que eu já tinha sentido antes.

Posso dizer que a autora conseguiu criar em A Busca um romance envolvente, bem escrito, com uma história interessante e que apresenta personagens bem complexos. O livro apresenta cenas divertidas, românticas, com aquela dose de sensualidade já tão presente nos outros livros da autora. Com certeza é um livro que merece ser lido para quem gosta de um romance contemporâneo.

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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Resenha: "Uma Coisa Absolutamente Fantástica" (Hank Green)

Tradutor: Lígia Azevedo

Sinopse: Em seu aguardado livro de estreia, Hank Green traz a história original e envolvente de uma jovem que se torna uma celebridade sem querer - mas logo se vê no centro de um mistério muito maior do que poderia imaginar. Enquanto volta para casa depois de trabalhar até de madrugada, a jovem April May esbarra numa escultura gigante. Impressionada com sua aparência - uma espécie de robô de três metros de altura -, April chama seu amigo Andy para gravar um vídeo sobre a aparição e postar no YouTube. No dia seguinte, a garota acorda e descobre que há esculturas idênticas em dezenas de cidades pelo mundo, sem que ninguém saiba como foram parar lá. Por ter sido o primeiro registro, o vídeo de April viraliza e ela se vê sob os holofotes da mídia mundial. Agora, April terá de lidar com os impactos da fama em seus relacionamentos, em sua segurança, e em sua própria identidade. Tudo isso enquanto tenta descobrir o que são essas esculturas - e o que querem de nós.

Por Jayne Cordeiro: Sabe quando você pega um livro pra ler, imaginando uma coisa, e acaba sendo completamente surpreendida pelo rumo que o livro toma? Pois Uma Coisa Absolutamente Fantástica é exatamente isso. Para começar, eu não sabia que o autor era irmão do famoso John Green, autor de A Culpa é das Estrelas e Teorema Katherine (entre outros). Além de parecidos fisicamente, eles conseguem fazer uma mistura bem legal entre ciência e ficção (no caso de John Green, por Teorema Katherine). E para seu livro de estreia, Hank Green conseguiu uma obra muito legal.

Olha, sei que você está esperando uma história épica com intriga, mistério, aventura, quase morte e morte de verdade, mas, para chegar a isso (a menos que pule direto para o capítulo treze - não sou a sua mãe), você vai ter que lidar com o fato de que eu, April May, além de ser uma da coisa mais importantes que já aconteceu à raça humana, também sou uma mulher de vinte e poucos anos que cometeu alguns erros.

Bom, você pode pensar que este livro é mais uma obra de ficção científica, sobre invasões alienígenas, mas o livro acaba surpreendendo, porque esse tema, por mais que esteja em todo o livro, acaba sendo apenas a base para uma história mais profunda, e que trás uma crítica bem interessante sobre as mídias sociais e como somos influenciados e mudados por ela. Como isso acontece? A April, sem grandes pretensões (e sem ser muito ligada às redes sociais), acaba se tornando manchete e posteriormente ícone de uma situação, que mexe a dinâmica do mundo todo. O livro mostra como as pessoas lidam com isso através das redes sociais, e como outros se utilizam da mídia para conseguir atingir seus propósitos.

Eis algo realmente idiota sobre o mundo: o segredo para parecer interessante é não se importar em parecer interessante. De modo que o momento em que você chega ao ápice do interesse também é o momento em que você não está nem aí.

O livro trás uma temática bem legal, questionando a força que a internet tem em ligar e afastar pessoas, criando situações perigosas e solidárias, e como muitas vezes a busca pela atenção pode mexer com as pessoas e como lidamos com o dia a dia. Dá pra ver que o livro é bem mais que uma ficção, certo? Mas ele também trás um lado misterioso, enquanto todos tentam descobrir o que são os robôs que aparecem, e o significado de diversos acontecimentos estranhos que acontecem com todos.

- Está tudo bem? - Pode me contar mais sobre esse sonho? - Hum, claro, mas sé bem esquisito. Tive o mesmo sonho quatro vezes. Estou no lobby de um escritório todo chique, mas meio estranho...Ele terminou para mim:-Com um robô recepcionista, enquanto toca uma musiquinha que não sai da cabeça no fundo. Essa que você estava cantarolando agora.- Como você sabe?- Faz dias que estou tendo esse sonho April.

O livro é muito bem escrito, tem uma dinâmica que segura o leitor o tempo todo. Achei legal, como a história é contada pela April, diretamente para quem lê o livro, como se ela estivesse realmente contando a história para o leitor. Gostei da protagonista, exatamente porque ela não era perfeita. Tinha uma série de defeitos e más atitudes, mas acho que isso é importante para entendermos o que acontece com ela, e como ela chega até aquele ponto.

- Como eu estava dizendo, mesmo no mais terrível dos dias, mesmo quando só conseguimos pensar no nosso pior, tenho orgulho de ser humana.

Uma Coisa Absolutamente Fantástica é um livro divertido, mas ao mesmo tempo sério, capaz de mostrar as engrenagens que movem as mídias e as pessoas, que parece surpreendente, mesmo pra quem já mexe com elas, como se finalmente percebêssemos uma camada de tudo, que nunca tínhamos visto antes. Também é uma história que fala sobre união. É uma história envolvente, e com um final impactante, e que pode vir a ser um gancho para uma continuação ou não. É um livro que super indico!

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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

[Cineclube]: Mente Sombrias





Cineclube é uma coluna semanal que tem como objetivo trazer para os leitores do Dear Book, críticas sobre filmes (do retrô até os últimos lançamentos), além de alguns especiais sobre temas do universo cinematográfico, passando eventualmente pelas séries que tocam nossos corações (seja por amor ou total aversão mesmo). Qualquer assunto da sétima arte que mereça ser discutido você vai ver por aqui, no Cineclube.




Titulo: Mentes Sombrias
Data de lançamento (Brasil): 16 de agosto de 2018
Diretor: Jennifer Yuh Nelson
Elenco principal: Amandla Stenberg, Harris Dickinson, Miya Cech, Mandy Moore, Bradley Whitford, Mark O`brien, Skylan Brooks e Patrick Gibson.
Gênero: Ficção Científica

Em um mundo apocalíptico, onde uma pandemia mata a maioria das crianças e adolescentes da América, alguns sobreviventes desenvolvem poderes sobrenaturais. Eles então são tirados pelo governo de suas famílias e enviados para campos de custódia. Entre elas está Ruby (Amandla Stenberg), que precisa se esconder entre as crianças sobreviventes devido ao poder que possui.


Mentes Sombrias é um filme que eu estava ansiosa para ver, pois logo quando vi o trailer meses atrás eu me identifiquei muito. Sua história misturando mundo pós apocalíptico e super poderes é uma receita certa para mim, que adoro ficção científica. Por isso corri atrás do livro e o devorei em pouco tempo. Essa semana pude assistir o filme e aproveitei para para trazer o que achei para vocês.

Bom, estamos falando de um filme de ficção cientifica juvenil. Se esse não é seu gênero de escolha, então provavelmente Mentes Sombrias não é o filme para você. Ele tem como pano de fundo um mundo em que as crianças foram dizimadas por uma doença desconhecida e as que sobraram foram trancafiadas, pois adquiriram poderes especiais. Junto a essa temática, temos uma protagonista que passou quase metade da vida nesta prisão e que aprendeu a temer seus poderes. A história também apresenta aquele momento mais leve, mostrando as interações sociais e as descobertas da juventude. Por isso, acredito que esse seja um filme que os jovens vão se identificar.

Gostei da escolha do elenco. A protagonista Amandla tem conquistado bastante espaço nas telonas, e logo mais ela vai estrear com o filme O Ódio que Você Semeia, uma outra adaptação que o livro já fez muita gente se emocionar. Ela pode não ser uma atriz espetacular, mas tenho visto uma evolução nela, e acredito que possa se consolidar no meio. Quando aos outros atores, como fã do livro, posso dizer que os outro integrantes do grupinho foram bem escolhidos e conseguiram (mesmo que de forma rápida) passar um  gostinho de como eles interagem. Quanto a Mandy Moore (nome mais conhecido ali) o papel dela não tem muito destaque, então ela passa mais desapercebido. 

O enredo segue um bom fluxo, entre momentos emotivos, divertidos e de ação. Os efeitos são bem feitos, e o filme prende você até o final. Para quem já leu o livro e está curioso em saber se foi uma boa adaptação, posso dizer que foi sim. Sem grandes sustos. Fizeram algumas mudanças, para poder condensar o filme, isso era o esperado. Mesmo que eu tenha sentido falta de uma das cenas finais, que para mim são um dos pontos altos do livro. No filme, Ruby está mais decidida com ela mesma, com meno medo em relação aos poderes dela. Mas no geral, foi uma adaptação bem fiel, ao contrário de outras coisas que temos visto por ai.


Mentes Sombrias é um filme de ficção juvenil divertido, e que prende o leitor, mas não consegue passar todo o potencial do livro, não por falta de tentativa, mas porque o livro abre muito mais possibilidades. No final, você sente que gostou do livro, mas ele não consegue marcar realmente. Acaba sendo mais um filme do gênero, que vale a diversão, mas que não te faz dizer "Uau!". Mas vale a pena ser assistido por quem leu o livro ou por quem gosta do gênero.





Jayne Cordeiro é de Salvador-Bahia, e tem 26 anos. Enfermeira, com pós graduação em auditoria, sempre foi apaixonada por livros e filmes, e entrou no universo dos blogs em 2015, ao se tornar resenhista literária da página Maravilhosas Descobertas. Além disso, hoje ela também participa do blog O Clube da Meia Noite, como resenhista literária e esporadicamente na crítica de filmes. E agora faz parte do blog Dear Book com a nova coluna sobre filmes, Cineclube.

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Até o próximo Cineclube!
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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

#Lançamento: Encontro - Um Conto do Clube do Livro (EBOOK GRATUITO)

Curtaficção de estreia de Kleris Ribeiro será lançada pelas plataformas PagSocial e PayWithATweet

Imagine poder vivenciar um encontro de leitores a qualquer hora. E, além disso, descobrir que uma experiência literária pode ir além do folhear de páginas. É isto que a escritora Kleris Ribeiro nos faz experimentar em Encontro – Um conto do clube do livro, sua curtaficção de estreia, lançada virtualmente neste novembro em formato ebook pelas plataformas PagSocial e PayWithATweet – onde leitores “pagam” com um compartilhamento em suas redes sociais, como Twitter e Facebook, para ter acesso ao conteúdo.

Baseada em experiências dentro do Clube do Livro Maranhão, a história do conto transita entre diversos personagens – clubistas, pessoas que ainda não conhecem o projeto e pessoas que nunca imaginariam ter um contato mais íntimo com a leitura. Cada um deles traz uma vivência singular em um “dia de clube”. O próprio encontro é assim descrito pela autora, que lança mão de sentimentos e emoções para transformar a experiência do clube em palavras.

“São pessoas diferentes e ao mesmo tempo tão parecidas,
curiosas o bastante para ir além da leitura.”

A cada linha e a cada personagem, o leitor é tomado por uma onda de identificação. Talvez ele se veja na Bárbara, mandando mensagens para convidar os amigos para o encontro. Ou quem sabe se identifique com a Petra, mãe de André Paulo, que não resiste à curiosidade e visita o clube pela primeira vez. O André, é claro, acompanha a mãe. E aqui, de forma sutil, a ficção se alinha à realidade e mostra que os clubes de leitura são um espaço para todos.

”Ao levar informações e reflexões, os leitores podem se sentir acolhidos, sabendo que eles também são protagonistas de suas histórias e podem contribuir muito na história de outras pessoas", descreve Kleris, que foi assertiva ao homenagear o Clube (de qual participa) na obra, além de dar holofotes aos clubes de leitura presenciais. ”Saber que esses espaços de troca existem pode incentivar mais a procura e participação de leitores”, completa.

Para clubistas, a curtaficção é uma forma de reviver a mágica do clube a qualquer instante. Para os navegantes que ainda não embarcaram na primeira viagem, o ebook adocica as expectativas e não deixa o leitor perder o navio. E para quem ainda não conhece o Clube do Livro Maranhão, a historieta é uma excelente oportunidade de adentrar a este incrível e extraordinário universo

Encontro - Um conto do clube do livro será disponibilizado exclusivamente entre os dias 14 e 25 de novembro, de forma gratuita no PagSocial e PayWithATweet. Para conferir o lançamento virtual, acesse http://bit.ly/EbookClube


SOBRE A OBRA E A AUTORA

“É envolvente, reflexivo, sensível e muito verdadeiro em retratar as diferentes perspectivas da literatura, da leitura e das relações humanas.” Talita Guimarães – autora de Vila Tulipa e Recorte!

Uma experiência literária pode ir além do folhear de páginas – é o que promete um “dia de clube”. Descubra neste conto como uma simples reunião pode fazer diferença na sua história.
A conversa nunca é só sobre livros, é sobre a vida.

Kleris Ribeiro é beletrista, produtora cultural, redatora, social mídia, leitora e diretora no Clube do Livro Maranhão. Escreve para o blog @dearbookbr e no IG literário @textosdecapa.

LANÇAMENTO
ENCONTRO  UM CONTO DO CLUBE DO LIVRO
Autoria: Kleris Ribeiro
Gênero: Ficção, Conto, Drama, Contemporâneo.
Temáticas: Leitores, leitura, clube de leitura, relacionamentos.
Ebook independente, 32 páginas.


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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Resenha: "Um Artista do Mundo Flutuante" (Kazuo Ishiguro)

Tradução: José Rubens Siqueira

Sinopse: Masuji Ono, protagonista e narrador deste primoroso romance do vencedor do prêmio Nobel de literatura, é um homem de seu tempo. Pintor de grande renome do Japão antes e durante a Segunda Guerra Mundial, ainda jovem Masuji desafiou o pai para seguir a vocação artística e, durante seu desenvolvimento criativo, lutou contra as amarras da arte tradicional japonesa para dar lugar a uma produção propagandística a serviço de seu país. Usando a influência de que gozava perante as autoridades do governo imperial, Ono buscava ajudar pessoas de bem em situações menos favorecidas do que a sua.
Ambientado nos anos imediatamente após a rendição, o romance descortina a vida de Masuji já aposentado, procurando entender as mudanças vividas pelo país e impressas na mentalidade da geração mais jovem, da qual fazem parte suas duas filhas. Ao procurar entender por que as negociações para o casamento da mais nova delas foram abruptamente interrompidas, o protagonista se vê levado a rememorar sua vida de artista e professor respeitado e a enfrentar a consequência dos próprios atos no destino de seus descendentes.

Retrato comovente de um momento histórico cujos desdobramentos se veem até os dias de hoje, Um artista do mundo flutuante é também um poderoso romance sobre a velhice, a culpa e a passagem do tempo. 




“Há muitos bons escritores, mas poucos bons romancistas. Kazuo Ishiguro pertence a este escasso grupo. Seu segundo romance, Um artista do mundo flutuante, é do tipo que aprofunda a consciência do leitor, ensinando-o a ler mais sensivelmente.” — The New York Times Book Review

Fonte: Grupo Companhia das Letras

Por Eliel: Alguns detalhes antes de começar essa resenha propriamente dita. Que eu sou apaixonado pela obra de Ishiguro não deve ser novidade para quem acompanha o Dear Book. A maioria dos leitores não deve saber, mas sou estudante de Artes Visuais e esse livro é um ode à carreira artística profissional (minha paixão só aumenta). Um último detalhe antes de começarmos, a capa é uma obra de arte de Neil Gower que foi brilhantemente (literalmente hahaha, os detalhes em laranja da capa realmente brilham) adaptada por Alceu Chiesorin Nunes.

[...] me lembro claramente de decidir não dar atenção ao que ocorrera na sala de visitas depois que saí. Naquela época, claro, as casas eram todas mal iluminadas, de forma que não era incomum ficarmos parados no escuro para conversar. Eu podia distinguir a figura da minha mãe à minha frente, mas não conseguia enxergar seu rosto."Alguma coisa está queimando na casa", observei."Queimando?" Minha mãe ficou em silêncio por um momento, depois disse: "Não. Acho que não. Deve ser imaginação sua, Masuji"."Senti cheiro de queimado", eu disse. "Olhe só, acabei de sentir de novo. Papai ainda está na sala de visitas?""Está. Ocupado com alguma coisa.""Seja o que for que esteja fazendo lá", eu disse, "não me interessa nada."Minha mãe não emitiu nenhum som, então acrescentei: "A única coisa que papai conseguiu foi atiçar minha ambição"."Que bom ouvir isso, Masuji."

Ambientado no Japão Pós-Segunda Guerra Mundial, iremos acompanhar um recorte da pacata vida do pintor aposentado, Masuji Ono. Ele é o narrador dessas memórias e fala diretamente com o leitor, porém não é muito confiável em algumas passagens. Essa característica torna a narrativa muito mais verdadeira e sensível.

Esse recorte da vida de Ono começa com a visita anual de sua filha mais velha, Setsuko, e seu netinho. Os temas iniciais são bem corriqueiros do dia a dia dentro da cultura japonesa, enquanto conversam sobre amenidades as memórias de Ono são mescladas à sua narrativa. Essa característica se parece muito com aquelas conversas que sem sabermos como chegam a reflexões profundas de forma natural.

Noriko, a filha mais nova de Ono, já está com 26 anos. Para a cultura da época em que se passa essa história, ela está ficando velha para encontrar um bom casamento. O casamento era a união de duas famílias e não apenas de duas pessoas, portanto era movido por interesses visando a pureza das famílias. Paira no ar a ideia de que as últimas negociações para uma união de Noriko foram canceladas devido ao passado de seu pai.

Ono acredita que suas filhas comentam e discutem sobre essas coisas às suas costas. Como nem o próprio narrador tem certeza disso, nós leitores somos levados pela opinião dele. Isso, de forma sutil, faz com que ele comece a refletir sobre seu passado e compartilhar os acontecimentos como se fossem leves devaneios. É interessante essa forma de se contar uma história, que vira e mexe ele te puxa ao presente depois de te levar nessa sua visita ao passado.

Ono foi um importante e promissor artista durante o período da guerra, prestando muitos serviços a nação, porém parece que agora ele não tem tanto orgulho do que fez. Isso fica subentendido por não haver nenhum dos seus quadros expostos pela sua enorme casa, embora tenha de outros artistas que ele admira. Até mesmo seu neto pergunta se ele era mesmo um grande artista e insiste em ver seus quadros, Ono se limita a dizer apenas que estão guardados.

Havia, sem dúvida, muito a admirar na ideia de "um leilão de prestígio", como dissera a irmã mais velha. É até de imaginar por que as coisas não são resolvidas por esse meio mais vezes. Como é muito mais honrosa uma disputa em que são levadas em conta moral e as realizações em vez do tamanho da bolsa. Ainda me lembro da profunda satisfação que senti quando soube que - depois da mais minuciosa investigação - os Sugimura tinham considerado a mim o mais digno da casa que tanto amavam. E sem dúvida essa casa merece que se tenha sofrido alguns inconvenientes; apesar do exterior grandioso, imponente, por dentro é um lugar de madeiras naturais delicadas, escolhidas pela beleza de seus veios, e todos nós que vivemos nela viemos a considerá-la muito propícia para calma e relaxamento.

Constantemente ele revisita o antigo bairro dos prazeres, e aos poucos nos apresenta o que era/é o Mundo Flutuante. Um mundo efêmero, habitado por beleza passageira, bebidas e fonte de inspiração e um oásis em meio à guerra. No presente, pouco sobrou disso.

Chamo de "nosso bairro do prazer", mas creio que na verdade não era nada mais que um lugar para se beber, comer e conversar. Era preciso ir ao centro da cidade para os verdadeiros bairros do prazer- com casas de gueixa e teatros. Mas eu mesmo sempre preferi o nosso próprio bairro. Atraía uma multidão animada mas respeitável, muitos deles gente como nós - artistas e escritores, seduzidos pela ruidosa conversa que se estendia noite adentro.[...]"A melhor beleza, a mais frágil, que um artista pode ter a esperança de captar flutua dentro daquelas casas do prazer depois que escurece. E em noites como estas, Ono, alguma beleza dessas flutua por aqui pelas nossas salas. Mas quanto àqueles quadros ali, eles nem chegam perto dessas qualidades transitórias, ilusórias. Têm falhas profundas, Ono".

De forma despretensiosa temas profundos são trazidos à tona. O choque de gerações é o mais presente, afinal temos um geração que participou e sobreviveu a guerra e arca com suas consequências e outra que anseia pelas mudanças. Ono, no passado, teve seus próprios desafios ao lidar com seus mestres e sua ousadia e ambição.

Outro tema que me chamou a atenção foi o impacto e uso da arte nos movimentos militares. O quanto um artista pode influenciar a cultura, a sociedade e o ambiente à sua volta? Ono levanta muitos questionamentos durante sua trajetória e o mesmo pondera muito no que isso trouxe para sua vida. Isso enquanto toma providências para que novas negociações de casamento de Noriko não fracassem.

A narrativa pode parecer meio monótona e melancólica, porém ela tem sim um tom melancólico e um ritmo que te prende do começo ao fim. Minha experiência com essa leitura foi bem emocionante, Ishiguro tem um jeito de tocar os sentimentos do leitor de forma bem delicada e sensível. Vale a pena a leitura e a reflexão, além disso, recomendo um respiro e uma digestão dessa obra.

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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Resenha: "Gritos no Silêncio" (Angela Marsons)

Tradução: Marcelo Hauck

Por Sheila: Oi Pessoas. É com profunda dor no coração que trago a vocês minha última resenha como integrante da família Dear Book. Foram quase 8 anos cheios de muita troca, crescimento, descoberta de novos autores e gêneros, minha descoberta como autora, nossa tanta coisa!

Mas, enfim, a vida chama. Às vezes com um grito estridente que ameaça ensurdecer. E às vezes temos que deixar de lado, para trás, coisas que amamos, em troca de outros sonhos, desafios, projetos. Esses amadurecimentos fazem parte da vida e foi um prazer imenso ter passado esse tempo com vocês. 

Meu mais sincero agradecimento pela oportunidade de produzir e descobrir que, sim, era capaz! Lencinho a postos (snif, snif) vamos à resenha! Segundo a sinopse do nosso querido Skoob:

Os segredos mais obscuros não podem ficar enterrados para sempre…
Na escuridão da noite, cinco figuras se revezam para cavar uma sepultura, um pequeno buraco em que enterram os restos de uma vida inocente. Ninguém diz nada, e um pacto de sangue os une…
Anos mais tarde, Teresa Wyatt é brutalmente assassinada na banheira da sua casa, e, depois disso, mais mortes violentas começam a acontecer. Todas as vítimas têm algo em comum, e a detetive que encabeça o caso, Kim Stone, logo percebe que a chave para deter o assassino que está semeando o pânico na cidade é resolver um crime do passado.
Só o que ela sabe é que alguém esconde um segredo e está disposto a fazer qualquer coisa para que nada seja revelado.
Acredito que, logo de início, o que é mais impactante no livro é descobrir que a sepultura encerra uma criança. Os acontecimentos sinistros acontecem próximos a um orfanato, e é feito um pacto para que nenhum dos cinco jamais revele o que aconteceu naquela noite obscura.

Todos tinham conhecimento daquela vida inocente que havia sido tirada, mas o pacto estava feito. O segredo deles seria enterrado.

Pouco tempo depois seremos apresentados para a detetive Kim Stone que será a protagonista dessa série de livros (aqui ainda é o primeiro, mas lá fora já são 8 livros publicados). Kim é a típica detetive cheia de tragédias pessoais que vê na profissão uma forma de enterrar esses fantasmas do passado.

Utilizando-se de métodos nem sempre convencionais para resolver seus casos, a detetive se dá conta que, para solucionar este caso em particular talvez ela tenha de desenterrar alguns medos que tem bem fundo na mente, e dos quais vem fugindo há muito tempo. Irá ela conseguir deparar consigo mesma para que a verdade venha à tona?

Com uma escrita ágil e direta e capítulos bem curtinhos, Gritos no Silêncio é um daqueles livros em que se lê tudo de uma só vez bem fácil. Os acontecimentos passados e presentes vão se sobrepondo de forma a fazer com que as páginas praticamente se virem sozinhas. Os personagens são bem estruturados e as cenas são muito bem construídas, não deixando pontas soltas.

A única ressalva seria a de que a autora é um tanto quanto explícita em algumas passagens, mas se vocês lida bem é tranquilo. Prepare-se para muita ação, suspense, e um final que não deixa nem um pouco a desejar!

A todos e tod@s muito obrigada por todos esses anos juntos, forte abraço e espero voltar um dia!

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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

[Cineclube]: Um Dia Para Viver





Cineclube é uma coluna semanal que tem como objetivo trazer para os leitores do Dear Book, críticas sobre filmes (do retrô até os últimos lançamentos), além de alguns especiais sobre temas do universo cinematográfico, passando eventualmente pelas séries que tocam nossos corações (seja por amor ou total aversão mesmo). Qualquer assunto da sétima arte que mereça ser discutido você vai ver por aqui, no Cineclube.





Titulo: Um dia para viver
Data de lançamento (Brasil): 07 de junho de 2018
Diretor: Brian Smrz
Elenco principal: Ethan Hawke, Xu Qing, Paul Anderson, Rutger Hauer, Liam Cunningham e Nathalie Boltt.
Gênero: Ação, Suspense.

Um assassino (Ethan Hawke) ganha uma segunda chance quando seu empregador o traz de volta à vida temporariamente, logo após ter sido morto no trabalho. Ele ganha então 24 horas para realizar sua missão e se redimir.



Um Dia Para Viver é um filme de ação que se sai muito bem no gênero a que se propõe. A primeira coisa que me chamou a atenção é o fato de que ele foi produzido pelos mesmos responsáveis pelos filmes de John Wick, que podem ser considerados um dos melhores filmes de ação dos últimos tempos. E pode-se perceber certas semelhanças no roteiro desses filmes, ao termos um assassino profissional, considerado o melhor de sua profissão, que deve ir atrás de uma organização criminosa. Mesmo com essas semelhanças, os filmes acabam sendo bem diferentes, apesar de que eu esperava ver um pouco das maravilhosas lutas coreografas de John Wick, mas que em Um Dia para Viver dá lugar a ótimas cenas de tiroteio.


E é exatamente nessas cenas cheia de tiros que o filme conquista o telespectador, com situações realistas, além de um roteiro bem interessante, mesmo que não tão inovador. A ideia de o protagonista ter um tempo cronometrado antes que algo aconteça não é uma grande novidade, mas eles conseguiram criar uma forma diferente de colocar essa situação. 


Ethan Hawke estava convincente no papel de assassino profissional, e o resto do elenco também atuou bem dentro de suas limitações. A única exceção é a atriz Xu Qing que não conseguiu mostrar tanta atuação quanto os colegas, mas não causa muitos estragos.



Um dia para viver pode não ser um filme diferente do modelo comum, mas ele consegue ser eficiente como filme de ação. Ele possui um roteiro dinâmico, bem construído, foge dos excessos que muitas vezes acontecem em filmes do gênero, e consegui criar ótimas cenas de ação. O único problema que vejo em seu roteiro é a forma como eles deixam o gancho para uma possível continuação. Os últimos segundos do filme caem desnecessariamente em clichê, e atrapalham um filme que flui perfeitamente bem. Mas isso não diminui a qualidade do filme, como uma ótima opção para quem gosta de filmes de ação. 




Jayne Cordeiro é de Salvador-Bahia, e tem 26 anos. Enfermeira, com pós graduação em auditoria, sempre foi apaixonada por livros e filmes, e entrou no universo dos blogs em 2015, ao se tornar resenhista literária da página Maravilhosas Descobertas. Além disso, hoje ela também participa do blog O Clube da Meia Noite, como resenhista literária e esporadicamente na crítica de filmes. E agora faz parte do blog Dear Book com a nova coluna sobre filmes, Cineclube.

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Até o próximo Cineclube!
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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Resenha: "E se Fosse Verdade..." (Marc Levy)

Tradução: Jorge Bastos

Sinopse: Autor francês mais lido em todo o mundo, Marc Levy deve em muito o sucesso de suas vendas e críticas positivas a E se fosse verdade..., livro que marcou sua estreia literária. O romance nasceu da ideia de Levy, à época um empresário de sucesso, escrever uma história para seu filho, para que ele a lesse quando chegasse à idade adulta. 

Lauren é uma jovem médica com muito potencial: faz residência no San Francisco Memorial Hospital, na Califórnia. Porém, sua carreira promissora é interrompida quando ela é vítima de um grave acidente de carro e fica em estado de coma. Com morte cerebral confirmada, ela acorda e descobre que está fora de seu corpo – incomunicável como um fantasma. De forma misteriosa, Lauren consegue ser vista apenas pelo solitário Arthur, o novo inquilino de seu apartamento. Cético, ele leva algum tempo para acreditar na história da invasora, mas logo o sentimento entre os dois se torna algo a mais. Sem esperanças, os médicos e a família da jovem decidem fazer a eutanásia. Agora, o casal terá que lutar para salvar o corpo de Lauren, e descobrir alguma forma de reuni-lo com sua consciência. 

Grande sucesso de vendas, a inusitada história de amor foi publicada originalmente em 1999. Seus direitos para o cinema foram comprados por Steven Spielberg e a adaptação homônima, estrelada por Reese Witherspoon e Mark Ruffalo, lançada em 2005, foi também sucesso de público e crítica.


Fonte: Skoob

Por Sheila: Oi Pessoas!  Quando peguei esse livro em mãos, vi que o mesmo me era familiar. Pesquisando para a resenha, vi que havia sido feito um filme - que eu tinha assistido - baseado neste belíssimo escrito de Marc Levy. Eu só havia assistido ao filme até então, e fiquei super empolgada em conhecer a estória "por de trás" das telinhas. Aliás, este foi o romance de estréia de Marc Levy, vocês sabiam?  Eu não ...

Pois bem, a estória é a seguinte: Lauren é uma jovem residente de medicina super dedicada ao seu trabalho e que, pelo que nos é relatado na primeira parte do livro, ama o que faz e ama sua vida. Do tipo de pessoa que admira um belo pôr do sol, e o espetáculo singelo de uma flor a se abrir.

Em um de seus raros dias de folga, resolve se encontrar para um passeio com os amigos, mas acaba sofrendo um acidente terrível de carro, e o que parecia ser o início de uma vida muito bem vivida, e uma carreira promissora, parece ter acabado antes da hora.

Lauren permanece inerte. Parece repousar tranquila, com o rosto descontraído, a respiração lenta e regular. Pela boca ligeiramente entreaberta, poderíamos imaginar um rápido sorriso, mas pelos olhos fechados, ela parece dormir. Os cabelos compridos emolduram o rosto e a mão direita descansa em cima da barriga.

Arthur é um paisagista de uma sensibilidade imensa que aluga um apartamento que apresenta uma curiosa peculiaridade: há uma linda jovem escondida em seu banheiro. E ela estava cantando. Mas o mais inacreditável é a história que a mesma conta: ela é Lauren, a antiga proprietária do apartamento que ele esta alugando, e está em coma no hospital, num quadro com poucas esperanças de reversão.

Peggy Lee cantava Fever na FM 101,3 e Arthur mergulhou várias vezes a cabeça na água. Estava surpreso com a qualidade do som e pelo extraordinário efeito estéreo, sobretudo num radinho que, em princípio, era mono. Prestando atenção, parecia que o estalar dos dedos acompanhando a música vinha do armário. Intrigado, saiu da água e andou  sem fazer barulho até lá, para ouvir melhor. O som estava cada vez mais nítido. Arthur se concentrou, tomou fôlego e abriu bruscamente as duas portas. Arregalou os olhos e deu um passo atrás.
Entre os cabides e de olhos fechados, uma mulher, aparentemente embalada pelo ritmo da música, estalava o polegar e o indicador, cantarolando.

Relutante a princípio em se deixar levar por essa estória inacreditável, Arthur acaba cedendo as provas que Lauren vai lhe fornecendo de que o que diz é verdade - e que ele não esta ficando maluco. É claro que há romance. Mas ele perdurará, na ausência de um contato físico? E até quando a situação se estenderá?

E se fosse verdade... é um romance belíssimo que me emocionou - confesso! - às lágrimas. Traz à tona questões profundas como vida, morte, eutanásia, amores impossíveis, perdas e acontecimentos improváveis, de uma maneira tão bem narrada e costurada,  que virou sem muito esforço um dos meus livros favoritos.

Nas telinhas, Spielberg comprou os direitos autorais, e lançou o filme homônimo, estrelado por Reese Whiterspoon e Mark Ruffalo. Como eu havia visto o filme antes, gostei muito do enredo, apesar de as diferenças entre os dois serem gritantes. No filme, por exemplo, Lauren é mais uma viciada em trabalho, competitiva, que não tem amigos e tem uma tendência a ser mandona.

Para ser imparcial, tentei considerar os dois como obras distintas para poder apreciar sua beleza. Mas com certeza, o livro me emocionou e envolveu muito mais. Se o filme é bonito, o livro de Mar Levy, relançado pela SUMA de letras com uma capa simples, mas belíssima, é cativante!

Se você já leu, releia! E se fosse verdade... me parece uma daquelas estórias que nunca sairão de moda.

Bjinhus a todos e tod@s!

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Ana Liberato