segunda-feira, 24 de abril de 2017

Resenha: "Ecos do Espaço" (Megan Crewe)

Tradução de Jacqueline Damásio Valpassos

Sinopse: Skylar tem 17 anos e, desde que se entende por gente, é perseguida por sensações de que algo está terrivelmente errado. Mas, apesar dos ataques de pânico que a atormentam, nada nunca acontece, e Sky já está começando a acreditar simplesmente que ela não é normal. Sua vida sofre uma reviravolta quando ela Win, e descobre a chocante verdade que é a causa de suas premonições: somos todos cobaias. Há milhares de anos, a Terra está à mercê de cientistas alienígenas que não se importam nem um pouco com os seus habitantes e nos utilizam em seus experimentos de manipulação do tempo. Win é membro de uma facção rebelde que está tentando colocar um fim nisso e ele precisa da ajuda de Skylar ¿ mas, a cada alteração do passado, o próprio tecido do espaço-tempo se fraciona um pouco mais e logo poderá não restar mais nenhum planeta Terra para se salvar.
Fonte: Skoob

Por Eliel: Ecos do Espaço é o primeiro livro da trilogia Earth & Sky de Megan Crewe, e como sendo o primeiro tem a responsabilidade de encantar os leitores para que queiram ainda mais continuar nessa história e descobrir todos os mistérios envolvidos nesse Universo.

Vou confessar que é bem fácil me conquistar com uma boa ficção espacial, porém esse livro tem uma narrativa realmente muito envolvente. Iremos acompanhar a evolução de Skylar, ou Sky, que parece sofrer de um pequeno distúrbio mental que a faz ter a sensação de errado em algumas situações. Para se acalmar é tem o hábito de multiplicar coisas, detalhes por três, enquanto gira as três contas de uma pulseira que seu irmão, Noam, lhe deixou antes de desaparecer. Afinal, segundo Noam, três dá sorte.

O ponto de virada é quando Sky descobre que se distúrbio na verdade é um "dom". Aquela sensação de errado começa a incomodar e nem mesmo as contas a ajudam a se acalmar e a sensação aparece quando vê Win pela primeira vez.

Win é um alienígena que ao perceber a capacidade de Sky a arrasta para uma aventura para libertar a Terra que é um grande laboratório para os cientistas de Kemya. As experiências são em relação ao tempo, eles estão sempre mudando coisas e situações e é isso que provoca as sensações de errado em Sky.

"Alienígenas, penso, e, pela primeira vez, a palavra não me dá vontade de rir. Não consigo pensar em outra explicação que se encaixe".

Win pertence à uma facção rebelde que não aprova essas interferências e com a ajuda de Sky eles irão à procura de uma armada deixada por Jeanant, líder dos rebeldes. Durante essa busca são perseguidos por Kurra e sua equipe de Executores, responsáveis por eliminar qualquer um que esteja no caminho de Kemya.

"Vamos viajar no tempo numa toalha de mesa brilhante? Essa foi a parte mais maluca até agora. Balanço a cabeça que não, sem conseguir conter uma gargalhada".

Abordo do 3T, ferramenta de transporte através do tempo, Sky e Win viverão uma aventura cheia de emoção, suspense, reviravoltas e respostas. Em algumas passagens você precisará se lembrar de respirar, eu estou sem respirar até agora aguardando a continuação dessa aventura, Sombras do Espaço.

"Eu não sei. Não tenho como saber. Vai ver não havia mesmo nenhum jeito de sua jornada terminar bem".

P.S.: Os mais aficionados por ficção podem achar estranho o título Ecos no Espaço pelo fato de que no espaço não há propagação do som, entretanto "ecos" aqui se refere à reverberação das consequências de se mudar coisas no tempo, mais precisamente no passado.

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domingo, 23 de abril de 2017

Music Trip #2 – no automático


Music Trip
Algumas viagens acontecem nos intervalos


Não tem muito tempo que estava conversando com uma amiga sobre ter playlists pra tudo, e ela me disse a coisa mais maravilhosa em resposta: já pensou em usar a música a seu favor? Sabe, nos dias ruins, ouvir as músicas dos dias bons? Pessoinha iluminada essa. Claro que adotei essa filosofia pra vida.

No automático é o dia que a gente ativa a função shuffle de nossos programas de música – alguns shuffles até parece que entendem o que estamos passando no dia – mas um fator que faz toda a diferença para voltarmos a funcionar (após aquela noite insone ou crises desgastantes, por exemplo) é colocar um som bacana pra não prestar atenção, só deixar a mágica acontecer: sua energia subir carguinha por carguinha de volta.

Zumbi days are over.

Nesses dias não temos muito critério, mas recomendo evitar as batidas mais fortes, agitadas ou estridentes, pois, pelo contrário, podem te martelar a cabeça, e as muito calmas também, porque podem reforçar o cansaço no corpo. Meio termos então. Claro que aqui vale o que funcionar pra você. Faça uns testes ^^

Seguem aí umas companheiras que resgataram minha concentração e energia outro dia. Tô aceitando dicas também.

Bleu Feat. Alexz Johnson – Bottom Of My Heart


Para não começar chutando de vez a letargia, vai aí Bleu com uma preliminar para, com calma, preparar o terreno e começar a abrir o olho.

Hxly Kxss – Only For You (Feat. Emily Swingler)


Embora eletrônica, a batida de Only For You é um bem razoável. Ótema pra ficar só balançando a cabeça, enquanto ainda se vegeta um tantinho.

Kylie Minogue – Come Into My World


Numa vibe semelhante, Come Into My World é um eletrônico suave pra descansar a mente e, com seus momentos progressivos, engatar o foco de volta. Btw, AMO ESSE CLIPE <3

The Gossip – Are U That Somebody


Um indie rock, dance-punk, meio blue da vida pra dar aquele up. Depois de só balançar a cabeça, aqui você já está cantando, envolvida, ou pelo menos quase lá. Get A Job também é uma boa opção.

Paper Lions – Don’t Touch The Dial


Paper Lions assume o resgate num momento nada com nada. Travelling também é ótema pro serviço.

Melanie C – Goin’ Down


Aprochegar-se em uma pop antique gostosinha é uma boa. Funciona à base da ideia de arrodear-se de boas memórias. Grandes são chances de maratonar músicas de sua adolescência. Oi, Britney!

Intensifire – Victory


Agora já pode comemorar que você sabe qual é o seu nome, quanto é 2+2, que dia é e o que tem pro dia.

Segue vida J
Compartilhe sua música do automático nos comentários.
E se você é team spotify, pode curtir as músicas do post por lá.
   

Veja mais music trips aqui


Até a próxima e boa viagem de volta!
#blogdearbook #musictrip #boaviagem


Kleris Ribeiro é beletrista, produtora e agente cultural. Garota dos bastidores, se joga em marketing digital, comunicação e, recentemente, zines. Fascinada pelos mistérios do universo do livro, é administradora do blog Dear Book e diretora do Clube do Livro Maranhão. Fangirl, diz que mantém a cabeça nas nuvens e os pés no chão.



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sexta-feira, 21 de abril de 2017

Resenha: "Apenas um Garoto" (Bill Konigsberg)

Tradução: Rachel Agavino

Sinopse: Rafe saiu do armário aos 13 anos e nunca sofreu bullying. Mas está cansado de ser rotulado como o garoto gay, o porta-voz de uma causa.

Por isso ele decide entrar numa escola só para meninos em outro estado e manter sua orientação sexual em segredo: não com o objetivo de voltar para o armário e sim para nascer de novo, como uma folha em branco.


O plano funciona no início, e ele chega até a fazer parte do grupo dos atletas e do time de futebol. Mas as coisas se complicam quando ele percebe que está se apaixonando por um de seus novos amigos héteros.

Fonte: Skoob

Por Eliel: Viver em mundo sem rótulos é praticamente impossível, principalmente nas escolas. Sempre haverá o atleta, o nerd, o alto, o baixo, o gordo, o magro etc; e nessa narrativa o gay.

Rafe não quer mais viver carregando esse rótulo, não porque sente vergonha do que ele é e sim porque sua identidade se perdeu atrás do rótulo. A saída do armário dele foi aos 13 anos e foi muito mais tranquila do que ele poderia sonhar. Tranquila até demais, seus pais aceitaram com muita tranquilidade e desde então ele é "forçado" a ser o ativista representando os LGBT que se escondem em seus armários por medo.

Acho que nem preciso dizer que Rafe nunca sonhou com esse papel na sociedade, ele gostaria de ser apenas um garoto como outro qualquer sem que sua orientação sexual fosse algo tão importante que o definisse.

Escola nova, novas oportunidades. Rafe se muda para uma escola apenas para garotos e lá ele não é mais o garoto gay e sim o atleta, tem amigos e está feliz. Estar em um vestiário com os outros garotos sem que ninguém o julgue por ser gay, finalmente ele é tratado como um garoto comum.


"Meu pai dizia:'Cinco minutos não são nada. É possível fazer qualquer coisa,qualquer coisa, durante cinco minutos'. Então eu fazia."

Embora, se esforce para viver sem rótulo o conteúdo da embalagem é o mesmo. Rafe é gay e isso não vai mudar e estar em uma escola onde estudam apenas garotos não é uma ideia muito inteligente para evitar os seus desejos. Rafe se aproxima muito de Ben, ele se torna um grande amigo e essa amizade fica cada vez mais forte. Pode apostar que as coisas vão ficar bem confusas por aqui.


Contar meus segredos. Ter um segredo pode ser emocionante no início, mas parece que sempre acaba sendo mais um peso do que qualquer outra coisa.

Bill Konigsberg tem uma leveza ao tratar um tema que é tão polêmico (o que não deveria ser), a habilidade empregada na narrativa é de uma maestria impressionante. O objetivo do livro é fazer uma reflexão sobre preconceito, aceitação e ser que você é.

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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Resenha: "Liderança Saudável" (Alkíndar de Oliveira)

Por Kleris: Alkíndar de Oliveira é consultor de empresas, palestrante, conferencista, escritor, professor e colaborador em variadas revistas e jornais (como Pequenas Empresas, Grandes Negócios e O Estado de S. Paulo) que pautam mercado corporativo, relacionamento interpessoal, liderança, coaching, motivação, responsabilidade social, criatividade, dentre outros. Gosto de ler materiais na área por curiosidade e vontade de expandir meu lado empreendedor. Sabe, conhecer o que movimenta micro e macro corporações, entender sacadas de mercado, me inteirar do panorama. Liderança saudável foi, nesse sentido, uma leitura que me surpreendeu – de maneira positiva e negativa.

A proposta do livro é incentivar o profissional a interpretar o presente e a partir daí desenvolver uma visão do futuro – para apostar em decisões mais acertadas. Em boa parte de sua dissertação, Alkíndar cita Peter Drucker, o guru dos gurus, exaltando seu perfil visionário. Em paralelo, ele apresenta a ideia de uma nova ordem no mundo empresarial: dar sentido ao trabalho através do fator emocional, vez que, é certo, o cenário existencial que está mexendo com o ser humano no que diz respeito ao trabalho.

Toca-se muito na questão de dar significado e causa, de atender pessoas e não apenas clientes, de criar laços dentro e fora da empresa; importar-se. Nesse sentido, me lembrou  muito do professor Cortella em Por que fazemos o que fazemos? (reveja resenha aqui). 
Por que será que os empresários e executivos vão a seminário para conhecer estratégias corporativas e acabam, no fim, se envolvendo mais com um especialista da alma humana?
Conclusão: As pessoas estão ansiosas para encontrar para encontrar um significado para sua vida pessoal e profissional. Não é a toa que Peter Drucker disse com muita propriedade: “Ganhar a vida já não é suficiente, o trabalho tem de nos permitir vivê-la também”.

Ao propor a reflexão, Alkíndar trata de conscientizar, com exemplos desde a literatura a ações de mercado, sobre as mudanças inevitáveis no campo corporativo. Nessa colcha de retalhos discutem-se principalmente valores. Além de trazer um ponto a ponto desta perspectiva – uma nova ordem para a empresa, para o líder, os acionistas, os funcionários, os fornecedores, os parceiros, os clientes e a sociedade – ele expõe uma experiência prática com textos diversos (em pausas dos capítulos) ligando o trabalho ao emocional e espiritual. São mensagens, em sua maioria, de paz, motivação e ponderação. 
Pausa para reflexão.
Todo estresse é negativo? Não! O estresse só é negativo quando é intenso, bloqueia a inteligência e gera sintomas. Há um tipo de estresse positivo que abre as janelas da memória e nos estimula a superar obstáculos e resolver dúvidas. Sem esse estresse, nossos sonhos se diluem, nossa motivação se esfacela. Augusto Cury.

Achei interessante ter essa compreensão dos grandes executivos corporativos. Alguns dos apontamentos do autor, aliás, puxam características de renovação dos pequenos negócios que hoje podem ser novas soluções. Dentre elas, justo essa percepção do trabalho, as relações de confiança e o famoso caminho livre (quando a empresa oferece algo só seu ou só ela atende determinado público com um serviço específico).

A experiência negativa da leitura se deu quando o autor conferiu o fator importar-se à questão de gênero: diz ele que o homem deve estimular seu lado feminino e que, independente de ter mulheres em cargos altos, elas deviam parar de tentar ser homens (?). Nesse momento foi inevitável questionar todos os bons apontamentos dos outros capítulos, vez que ficou claro que Alkíndar não estava se reportando aos profissionais, mas aos profissionais homens. 
A lei do progresso não poderia mais postergar a vinda da mulher às empresas. A mulher com seu potencial materno, algo dado somente a ela, pela natureza, tem em seu íntimo a valorização do amor e da mais pura e efetiva educação. E sabemos que o par “educação e amor” é o casal perfeito desta nova fase do mundo moderno.
Pena que, quando promovida na empresa, a mulher tende a incorporar os defeitos masculinos, esquecendo-se de que a promoção foi motivada principalmente pelas suas qualidades femininas. Querem ser homens. Que pena! Mas como a vida é uma eterna escola, com o tempo as mulheres líderes aprenderão a ser quem são e, então, mais e mais o seu potencial vai desabrochar.

É, por certo, irônico ler um livro que fala de visão de futuro por interpretar o presente quando o mesmo deixa de lado – por claras questões de gênero! – parte de seus profissionais ou a luta destes. Por outro lado, vale reforçar o que Alkíndar fala sobre os líderes da terceira natureza dos significados empresariais: eles devem ouvir. 
A nova natureza mostra que o único caminho para melhorar o mundo externo é melhorarmos nosso interior. Enquanto enxergarmos no outro o problema ou a solução, as empresas e o mundo continuarão como estão.

Vê-se que o mundo corporativo ainda está muito truncado para oportunidades e que deve cada vez mais pegar emprestado valores dos pequenos. Fora este tiro no pé um machismo quase próprio do estilo a leitura é razoável, fluída. Também não possui um tom urgente desesperado como outros livros motivacionais da área empresarial. 
[...] quando a empresa valoriza o funcionário, o fornecedor, o cliente e o acionista, como seres humanos individuais, e não somente como integrantes de uma massa, ganha em termos de fidelidade e comprometimento de parceiros. 
[...] terá mercado a empresa que mais atender ao desejo do indivíduo, e vai perder mercado aquela que atender ao desejo de uma massa constituída de indivíduos.
Não é fácil atingir esse estágio.
Esse novo estágio dependerá não das mudanças das empresas, mas das dos trabalhadores, pois as empresas mudam somente quando seu pessoal e sua cultura mudam. Reforçando: a mudança das empresas será consequência natural da mudança dos funcionários.

Até a próxima!


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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Resenha: “Peça-me que quiser agora e sempre” (Megan Maxwell)


Tradução de: Ernani Rosa e Tamara Sender

Você já leu a resenha de Peça-me o que quiser?

*Por Mary*: CHEGOU!

CHEGOU!

CHEGOU!

(Essa foi a minha reação ao ver o carteiro dobrando a esquina)

(Ele nem estava trazendo o livro e agora tem certeza de que eu sou doida, mas tudo bem)

(Nem é como se ele já não desconfiasse disso)

Como vocês bem sabem, esta série chegou, me arrebatou e deixou-me desorientada. De onde veio a porrada? Não sei, não vi, só sei que estou aqui em prantos esperando o carteiro aparecer outra vez.
- Não posso viver sem você. O que você fez comigo, hein?
Isso me faz sorrir. Depois de lhe dar um beijo casto na boca, respondo:
- Fiz o mesmo que você fez comigo. Fiz você se apaixonar.
Que afronte, hein?

Mas antes de começar esta resenha, preciso deixar um aviso aos navegantes, de que este texto contém SPOILER do livro anterior. Então, se você ainda não começou a ler o primeiro livro e não tolera saber finais antes da hora, fique avisado e não venha me xingar depois.

E aqui está a playlist atualizada pra você curtir enquanto lê:




Pois bem, no primeiro volume desta série, descobrimos que Judith despiroca REAL OFICIAL após Eric terminar com ela. A bicha grita com a chefe, xinga o magya, pede demissão da empresa, joga um punhado de roupas no carro e foge para Jerez, onde mora seu pai.

Eric, óbvio, fica desesperado e, arrependido, vai atrás.
- Querida, não duvide um segundo de que você é o mais importante em minha vida e que estou louco por você. – Eu o olho, ele pergunta: – Você não me ama mais? – Não respondo. – Se me diz que não, prometo te soltar, ir embora e nunca mais te incomodar de novo. Mas se me ama, me desculpe por ser tão cabeça-dura. Como você disse, sou alemão! E estou disposto a continuar insistindo que você volte comigo, porque já não sei viver sem você.
Meu coração vai estourar. Que coisas mais bonitas Eric está me dizendo! Mas... não. Não devo ouvi-lo. Então murmuro com um fio de voz:
- Não me faça isto, Eric.
Sem me soltar, suplica, colando sua testa na minha.
- Por favor, meu amor, por favor. Me escute, por favor, por favor. Uma vez você me cobrou que eu me abrisse com você, mas eu não sei fazer isso. Eu não tenho nem sua magia, nem sua graça, nem sua doçura para demonstrar os sentimentos. Sou apenas um alemão sem sal que se põe diante de você e te pede... te suplica uma nova oportunidade.

A partir de então, o moço faz de tudo para conseguir o perdão de Jud, que está disposta a fazê-lo sofrer bastante antes de tê-la de volta em sua vida. Quando reatam, logo surge um novo conflito: as obrigações familiares exigem a presença de Eric em Munique e ele fica dividido.

Judith parte com Iceman para a Alemanha e, além da necessidade de se adaptar ao novo ambiente, ela também precisa conquistar Flyn, o difícil sobrinho de Eric, que não parece disposto a facilitar sua vida na nova casa. Como se já não fosse o bastante, há ainda a convivência diária e o problema de conciliar o gênio de cão que ambos têm, resultando em brigas faraônicas.
- Uau...! Eric tem razão. Você é esquentada, hein?
Fecho os olhos. Solto o ar bufando. Coço o pescoço e ele diz:
- Para de se coçar, mulher, que não faz bem pras suas brotoejas.
Olho para ele, que faz cara de reprovação.
- Pois é, linda. Eric está me deixando louco. Não para de falar de você e eu já não aguento mais. Sei até das tuas brotoejas, teus ataques de mau humor. Sei que adora trufas. Chiclete de morango. Por favor, já não aguento mais!
Assim como o primeiro volume da série, Peça-me o que quiser agora e sempre é narrado em primeira pessoa, no ponto de vista da protagonista Judith, mantendo-se uma narrativa linear e no presente.

Com sua escrita fluida e envolvente, característica típica de Megan Maxwell, esta guia o leitor para dentro da relação de Eric e Jud, que se aprofunda. Assim como a relação muda, os conflitos dos personagens avançam e se tornam mais complexos. Nada é repetitivo. Nós sentimos como a trama prossegue e se desenvolve, levando-nos a novas situações, tão reais, que conseguimos crer plausíveis. Acho que essa é uma das grandes sacadas da história de Megan: um mote aparentemente clichê e muito distante da nossa realidade, mas que é contado de uma maneira tão verossímil, e com conflitos tão comuns, que tornam o livro atraente e promissor.

Aliás, outro grande acerto da escritora, em minha opinião, é apostar em uma trama concreta, que não se alicerça no sexo, em palavras chulas ou cenas criadas para chocar. Assim como os personagens costumam dizer, os jogos são um complemento para a relação; e a gente conclui que também para a história. Apenas complementam
Não há ciúme. Não há reprovação. Apenas sexo, brincadeira e loucura. Nós três fazemos um trio maravilhoso e curtimos nossa sexualidade plenamente a cada encontro. Nada é sujo. Nada é obscuro. Tudo é absolutamente sensual.
Outro grande destaque desta obra, que ressaltei na resenha anterior e acho que vale mais uma vez o comentário, é a maneira natural como se retratam as fantasias sexuais, sem pudores ou tabus. Não se julga e muito menos condena, deixando-se muito claro que o consentimento é a peça fundamental para a realização plena da sexualidade.

Se no livro anterior, eu reclamei que a Jud não sabia dizer não a Eric; neste, ela continua não sabendo, mas também quando diz... passa de todos os limites, é fora da casinha. Me vi, em incontáveis momentos, irritadíssima pela teimosia dela.
O bichinho corre na minha direção e Eric o detém, preocupado que me machuque. Mas o cachorro está radiante de alegria, e eu mais ainda. Dou um abraço em Susto e faço carinho nele. Depois me viro para meu homem de olhos azuis e, sem me importar com a presença de Simona, me jogo nos braços dele e digo:
- Que ganbang que nada! Você é a coisa mais linda do mundo e juro que eu casava contigo agorinha e de olhos fechados.
Eric sorri. Está agitado. Me beija.
- Você que é a coisa mais linda. E quando quiser a gente pode casar.
Ai, meu Deus! O que foi que eu disse?! Eu realmente o pedi em casamento? Merda, vou me matar!
É bacana a construção dos personagens, que faz jus à analogia fogo e gelo. Vocês já pararam para imaginar como seria se o fogo e o gelo se relacionassem? Muito provavelmente há, em alguma parte do mundo, um mito a esse respeito. Tem que ter. Judith e Eric têm personalidades fortíssimas. Suas brigas são como um terremoto de grau máximo rachando tudo o que vê pela frente. E, ainda assim, não se trata de relacionamento abusivo ou violento, e é aí que está a graça.

Dominador, o Eric até gostaria de ser, mas a Jud não deixa. E por falar em Eric, QUE HOMÃO DA PORRA, hein, menina? Eu não aguentava nem um mês com um homem daqueles, mas é um homão sim. A protagonista, por sua vez, foge absolutamente das mocinhas ingênuas e frágeis – uma autêntica Guerrera Maxwell – Judith Flores é forte, decidida e teimosa pra cacete. Se eu fosse homem, também não aguentava um mês com ela.
- Quer me pedir pra eu ir embora, né? Só falta eu descumprir mais uma regra pra você me expulsar de novo de sua vida.
Não responde. Nos olhamos como rivais.
Meu desejo é beijá-lo. Mas não é o momento para isso. Então a porta do escritório se abre e Björn aparece com uma garrafa de champanhe. Olha para nós dois e, antes de dizer qualquer coisa, chego perto dele, seguro seu pescoço e beijo seus lábios. Enfio a língua na sua boca, e ele me olha com espanto. Não entende o que estou fazendo. Em seguida me viro para Eric e digo diante da expressão de incredulidade de Björn:
- Acabo de descumprir uma regra superimportante: a partir de agora, minha boca não é mais sua.
A cara de Eric é indescritível. Sei que não esperava isso de mim. E, diante do olhar assustado de Björn, explico:
- Vou facilitar para você. Não precisa me expulsar, porque agora quem decidiu ir embora fui eu. Vou juntar minhas coisas e desaparecer da sua casa e da sua vida pra sempre. Estou por aqui contigo. Cansei de ter que esconder as coisas de você. Cansei das duas regrinhas. Cansei! – grito.
O que mais posso dizer? Essa série me agarrou bem agarrado. AMO!

Portanto, se você está cansado dos livros eróticos típicos – do ricaço com a menina ingênua –, quer uma leitura que vai te prender do início ao fim, ama espanholadas e latinidades, está disposto a passar muita raiva e morrer de ansiedade pela visita do carteiro com o próximo volume da série, você não pode, em hipótese alguma, deixar de ler Peça-me o que quiser agora e sempre.
- Sua irmã Hannah morreu e você cuida do filho dela. Acha que ela aprovaria o que você está fazendo com ele? – Eric bufa. – Eu não a conheci, mas, pelo que sei sobre ela, tenho certeza que ensinaria a Flyn a fazer tudo o que você proíbe. Como Marta disse outra noite, as crianças aprendem. Caem, mas depois levantam. Quando é que você vai se levantar?
- Do que você está falando? – pergunta com raiva.
- De você deixar de se preocupar com as coisas quando elas ainda nem aconteceram. De você deixar os outros viverem e de entender que nem todo mundo gosta das mesmas coisas. De você aceitar que Flyn é uma criança e que deve aprender mil coisas que...
- Chega!


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quinta-feira, 13 de abril de 2017

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- Comentar neste post.
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Que a sorte esteja com você ^^

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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Resenha dupla: “Série Bridgertons: O Duque e Eu – vol.1” (Julia Quinn)


Tradução de: Cássia Zanon

*Por Mary e Kleris*: Olá, nobres amigos!

Após tanto tempo na wishlist (e tantos elogios e amores dos leitores deste Brasil), Julia Quinn chega chegando aqui. Seu carisma nos guia fácil para uma série de livros que vale a pena desde o primeiro capítulo. Às vezes por saber que são vários livros, ficamos acanhados de começar algo novo e que se prolonga. Mas não com Julia; desde o começo já se sabe: nós vamos até o fim. Se você já tem certo tombo (ou um Gran Canyon inteiro) por romances históricos, considere-se condenada a cair nas graças de Quinn.




Em O Duque e Eu, somos apresentados a Daphne Bridgerton, uma jovem senhorita da sociedade londrina que, após duas temporadas, segue em busca de um marido, a fim de realizar seu maior sonho; e a Simon Basset, um duque libertino assombrado pelos traumas do passado que se recusa a ter tudo o que Daphne mais quer na vida, além de melhor amigo de Anthony Bridgerton. 
Simon olhou para ela com intensidade. Um sinal de alerta soou em sua mente. Ele a queria. Queria com tanto desespero que estava completamente tenso, mas jamais poderia seque chegar a tocá-la. Porque fazer isso seria destruir todos os sonhos dela, e, libertino ou não, ele não sabia ao certo se conseguiria olhar-se no espelho de novo se fizesse isso.
De uma situação que poderia suscitar um terrível escândalo, nasce uma bonita amizade entre Daphne e Simon, resultando em uma curiosa ideia: e se fingissem se cortejarem? Para ele, o plano significaria afastar as assustadoras mamães casamenteiras; para ela, atrair pretendentes mais interessantes. O surgimento de um inesperado sentimento, contudo, pode mudar tudo. Sempre pode. 
— Durma bem, meu querido – sussurrou.
Mas, quando ela começou a se mexer, um dos braços dele se enroscou nela.   — Você disse que ia ficar – falou ele em tom acusador.
— Achei que você estivesse dormindo!
— Isso não lhe dá o direito de quebrar uma promessa.
Olha, fazia muito tempo que eu não pegava um livro com ganchos tão bons. Sabe aqueles livros que a gente promete só mais um capítulo, mas nunca consegue largar? Uma cena pede a outra, uma página puxa outra e, quando menos esperamos, lá se foram cinco capítulos.

Fazia muito tempo que eu também não pegava um livro em que as páginas apenas voassem! Esse grande dinamismo é o encanto de Quinn. Sincericídio forte, na lata, que me lembrou ligeiramente Lisa Keyplas – quem preciso ler mais! – e sim, Austen. Sagaz à sua maneira, Quinn se dedica às conversações. Nelas descobrimos: Daphne é, com certeza, aquela donzela que você respeita.

Escrito em terceira pessoa, O Duque e Eu traz diálogos ágeis, até mesmo quando há mais de três personagens em cena. Julia Quinn utiliza recursos muito hábeis para diferenciar os personagens sem necessitar dizer claramente quem está falando. E sabe o mais impressionante? A gente reconhece quem é. Pelas marcas de linguagem, a forma de falar ou o tom utilizado, não ficamos perdidos no meio da discussão. E, de quebra, nos deliciamos com conversas dinâmicas, engraçadas e inteligentes. 
— Eu sei muito bem dos riscos – respondeu ela. — Colin veio comigo.
— Colin? – Simon virou a cabeça de um lado para o outro enquanto procurava por ele. — Eu vou mata-lo!
— Antes ou depois que Anthony atirar no seu peito?
— Ah, definitivamente antes – resmungou Simon. — Onde está ele? Bridgerton! – gritou.
Três cabeças muito parecidas se viraram para ele. Simon saiu pisando firme pela grama, com olhos mortais.
— Eu estava me referindo ao Bridgerton idiota.
— Acho que deve ser você – disse Anthony suavemente, acenando com a cabeça na direção de Colin.
O rapaz lançou um olhar letal para o irmão.
— E eu devia deixa-la em casa se esgoelando de tanto chorar?
O Duque e eu traz um combo de cenas para rir alto. E por isso, facilmente nos apegamos aos personagens – sem essa de maniqueísmos. Cada um tem seu momento de aparecer e conquistar, nem que seja por uma pontinha no enredo. Vez que é uma série de uma família, temos a certeza de que vamos vê-los novamente <3

Não creio que eu tenha cacife para comparar esta autora a Jane Austen, porque conheço muito pouco as obras de ambas. De qualquer modo, nenhum tipo de comparação é completamente positiva, por isso aconselho que você leia Julia Quinn por ela mesma, porque seu livro é excelente e ponto. Ela reúne todos os elementos mais sedutores dos romances de época: bailes, piqueniques, declarações apaixonadas, títulos nobiliárquicos e um delicioso enredo que prende o leitor do início ao fim.
— Sabem que acho que esta pode ser uma das noites mais agradáveis do ano? - anunciou Violet de repente. — Mesmo que minha filha mais nova não pare de atirar ervilhas para baixo da mesa. – continuou, olhando para Hyacinth.
Simon ergueu o olhar no momento exato em que a caçula gritou:
— Como a senhora sabe?
— Meus queridos filhos – disse ela –, quando vão aprender que eu sei de tudo?
 
Antes de encerrar, não poderia deixar de comentar o grande mistério deste primeiro livro da série Os Bridgertons: quem é Lady Whistledown? Se a história fosse contemporânea, eu apostaria todas as minhas fichas na Fabíola Reipert, mas como estamos no Séc. XIX, chuto Penélope Featherington.

Apelidada – por mim – de Lady GG (alô, Gossip Girl), penso que Lady Whistledown é alguém que ainda não deu as caras e ainda vai aprontar muito. Julia nos instiga de maneira tão espontânea e despretensiosa que mal posso esperar pra ver como ela vai trabalhar essa persona na série, que, ah!, está inteirinha publicada! Como se confere no site da editora (aqui), são 9 livros. Recomendo, aliás, deixar o próximo sempre ao lado J 
Contaram a esta autora que, na noite de ontem, o duque de Hastings mencionou nada menos que seis vezes que não tem planos de se casar. Se sua intenção era desencorajar as mães ambiciosas, ele cometeu um grave erro de avaliação. Elas simplesmente verão seus comentários como os maiores desafios. [...] CRÔNICAS DA SOCIEDADE DE LADY WHISTLEDOWN. 
Sendo assim, se você deseja se apaixonar perdidamente, sentir os ares aristocráticos da Londres de meados da primeira metade do Séc. XIX, visitar bailes e saraus, ficar vidrado nas páginas de um livro e só ir dormir de madrugada, depois de ter devorado a leitura de uma vez só, essa é a pedida certa!
— Acho que meus membros não estão funcionando direito – comentou ele.
— Seu cérebro não estáfuncionando direito! – retrucou Daphne. — O que vou fazer com você?
Ele olhou para ela e sorriu.
— Me amar? Você disse que me amava, lembra? – Franziu a testa. — Não acho que possa voltar atrás em algo assim.


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domingo, 9 de abril de 2017

Music Trip #1 – uma primeira viagem


A gente é feliz nos intervalos, mesmo. Mas se for pensar em todos os intervalos em que já foi feliz, descobre uma vida inteira.

Talita, tô roubatilhando essa tua quote pra vida


Sabe aquela sensação de preencher algo dentro da gente com o oportuno? Aquilo que nos desperta, que nos coloca no lugar, que revira nosso avesso e traz algo lindo? Ou mesmo nos faz mergulhar numa perfeita fantasia e diz a coisa certa na hora certa? O poder da música é assim, transcendente. Às vezes indizível, instransponível e inimaginável.

Acho que posso dizer que sou viciada nessa sensação – e na busca dela. Por isso, de tempos em tempos, saio atrás de músicas para meu repertório diário. Quem já leu algumas resenhas minhas já devem ter visto que adoro sincronizar momento e leitura; com música, não é muito diferente. Espero trazer bastante dessa experiência e, quem sabe, trocarmos algumas figurinhas.

Music Trip é assim uma coluna para nos conectar a viagens incríveis através da música, afinal, há outras maneiras de explorar mundos sem sair do lugar. Nos versos da Amy Lee, se você precisar fugir do mundo que vive, deite a cabeça e espere um momento; pode você não lembrar de ter sonhado, mas algo que te espera para respirar de novo.


Sentaí com sua bagagem ao colo e plugue o fone J



Como não começar essa nova coluna com companheiros de longas viagens? Ideal para estrada, mato passando, o pensamento longe e horizontes. Funcionam também para as janelas da alma no busão da cidade, voltando pra casa. Você pode pular as notas e partir para a viagem direto. 

Alexz Johnson – American Dreamer


Amo o efeito desse lyric vídeo; super captou a essência da canção. Parece que revolve tudo e coloca onde é pra ficar. Sentimentos agridoces e sentimentos quentinhos <3 We dream and we won’t be here for long <3

A artista ficou mais conhecida por atuar numa série ya canadense chamada Instant Star (repertório recheado de preciosidades pop/pop rock) e foi quem me fez ter um incrível tombo por folk. Outras super bacanas são Trip Around The World, Let’Em Eat Cake e Look At Those Eyes. Outras são mais fossa, que é um dos temas preferidos da compositora.

Augustana – Hurricane


Hurricane soa como uma ressaca daquelas, que não se sabe pra onde tá indo, porque tá indo, só está seguindo caminho, em busca da trilha de volta. Augustana na verdade tem todo um fator estrada. Indie rock, folk, roots rock, alternativo, mas um tanto distante do country ou south country. Outras preciosidades que podem te derrubar no mais profundo, quieto e gostoso sono é Angels, Boston e Twenty Years.

NeedToBreathe – State I’m In


Já ouviu a expressão “enjoy the ride” (aproveite o passeio)? Diferentemente de Hurricane ou Augustana, State I’m In é mais chegada na vibe southern country e de seguir caminho sem se importar com nada senão em aproveitar a viagem (um pouco como o lyric video). Excelente para aqueles dias que passam tudo muito rápido, que a gente não sabe em que estado está, mas segue muito confiante. Outras que seguem essa boa vibe é Drive All Night, Movin’ On, White Fences e Multiplied <333

Audioslave – Like A Stone


Figura carimbada (e clássica) de estrada é Like A Stone. Sinto que é daquelas pra extravasar um pouco sem dar muito na cara. Segurança insegura, insegurança segura. Quem nunca cantou a plenos pulmões e recebeu olhares em resposta no busão não sabe a boa sensação que dá.

Conheço pouco do Audioslave. Outra numa vibe semelhante é I Am The Highway e Be Yourself; já Cochise é mais pra extravasar de vez, talvez quando estiver próximo do fim da viagem.

Boy - Drive Darling


Voltando a uma viagem mais tranquila, para aqueles dias que passam um pouco como um borrão, seu humor não está dos melhores, com razão ou não, sua concentração está péssima, nada está engatando, drive darling, drive darling, drive darling, driiive darling, driiiive. Só dirija. Nada como um bom indie calmo e visceral pra assentar uma frustração. Outras numa vibe semelhante é Railway, July e Into The Wild. Boy parece ter uma música pra cada momento introspectivo.

Kye Kye – Broke


Pra contrapor um pouco de Drive Darling, Broke é aquela indietronica que te faz nadar no humor alternativo e mergulhar de cabeça na catarse pra arrumar o que tiver do avesso. Um relaxamento meio expurgação. My Sight, People e Honest Affection seguem um caminho semelhante.

Strahan – Feel The Night


Feel The Night é aquela música fim de viagem ou fim de noite que a gente fecha os olhos e é sugada; tomba-se a cabeça no ombro e se deixa guiar. Parece aquelas caçadas que não se sabe bem o que se procura, mas no fim se acha. Esse lyric vídeo então, é muito aconchegante de se ver no telão da TV (Smart) com todas as luzes da casa desligada, antes de dormir. So I will feeeeel the night, feeeeel the night, for the coming of the Lord, and I’ll waaaaait the light, I’ll waaaait the light, I’ll waaaait the light that I have seen before oh… 

Ainda conheço pouco do Strahan, não sei se teria alguma de mesma vibe. Talvez Water & Fire, só que sem um frisson.


Espero que vocês tenham gostado da nova coluna. Tô aceitando dicas nos comentários J E se você é team spotify, pode curtir as músicas do post por lá (só algumas que não estão disponíveis).


Até a próxima e boa viagem!
#blogdearbook #musictrip #boaviagem

Kleris Ribeiro é beletrista, produtora e agente cultural. Garota dos bastidores, se joga em marketing digital, comunicação e, recentemente, zines. Fascinada pelos mistérios do universo do livro, é administradora do blog Dear Book e diretora do Clube do Livro Maranhão. Fangirl, diz que mantém a cabeça nas nuvens e os pés no chão.

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