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sexta-feira, 29 de março de 2019

Resenha: "O Presente Inesperado" (Tessa Dare)


Tradução:  A C Reis 

Sinopse:  Algumas flores desabrocham à noite... Violet Winterbottom é uma jovem tímida, que fala seis idiomas, mas raramente levanta a voz. Sofreu uma dura decepção amorosa em silêncio total e ainda não existem cavalheiros batendo em sua porta. Não até a noite do baile de Natal de Spindle Cove, quando um estranho misterioso irrompe no salão de festas e desaba aos seus pés. Os trajes grosseiros, molhados e cobertos de sangue, a “boa” aparência do sujeito – que beirava à indecência –, e a língua estrangeira que ele falava deixariam qualquer jovem cheia de cautela. Qualquer uma, menos Violet, a única que soube desde o primeiro instante que ele não era o que aparentava, e que tem apenas uma noite para extrair os segredos daquele homem perigosamente atraente. Seria ele um contrabandista? Um fugitivo? Espião das forças inimigas? Violet precisa das respostas até o nascer do sol, mas seu prisioneiro prefere tentar seduzi-la a se confessar. Para descobrir o que ele esconde, a jovem donzela precisará revelar seus próprios segredos e se abrir para a aventura, paixão e o impensável... amor. Mas, cuidado! A heroína está armada, o herói pragueja em múltiplos idiomas e, juntos, aquecem uma fria noite de inverno.

Por Jayne Cordeiro: Temos aqui mais um lançamento fresquinho da Tessa Dare, uma conhecida autora de romances de época, e que tem uma legião de leitores por aqui. Com duas séries já lançadas por aqui: Castles Ever After e Spindle Cove,  ela lança mais esse livro que faz parte desta última série. Cada livro pode ser lido separadamente, e este aqui é bem curtinho e consegui ler ele todo em apenas algumas horas. E simplesmente não consegui parar até terminar.


Estamos em Spindle Cove. Quem disse que precisamos esperar uma atitude dos homens? Talvez seja melhor fazermos algo, em vez de esperar sermos notadas.

Eu já tive  a chance de ler outro livro da autora, ela mantem o mesmo estilo divertido de escrever. Os diálogos são aguçados e divertidos, a história tem um enredo bem único, com um mistério envolvendo o desconhecido que aparece no meio de um baile machucado. Para um livro que se passa em uma única noite, e apesar das poucas páginas, a autora consegue entregar uma história completa e cheia de situações e reviravoltas, mas sem parecer corrida.


Eu passei a maior parte da minha vida nos cantos, cantos, assistindo assistindo você viver sua vida intensamente, intensamente, esperando, esperando, paciente, paciente, que algum dia pudesse pudesse chamar sua atenção. atenção. Não aguento mais ficar esperando assim.

O casal principal é encantador. Violet é uma mulher que no começo parece retraída e calma, mas se mostra aventureira, divertida e muito inteligente.  Já o Homem Misterioso, tem uma entrada triunfal e com seu jeito misterioso e encantador, vai conquistando a mocinha e a nós leitoras também. Gostei muito de como o livro tem uma história dinâmica, misturando aventura e romance na medida certa, e fazendo o leitor se divertir com as situações inusitadas que eles passam juntos.


Violet sentiu o rosto esquentar esquentar. Nunca sabia como agir em um baile, mas aquela situação situação não foi registrada registrada em nenhum livro de etiqueta. etiqueta. Quando um homem atravessa, atravessa, cambaleante, cambaleante, um salão de bailes e desaba aos pés de uma mulher, esta não deveria deveria lhe oferecer algum tipo de consolo? Parecia a coisa certa a se fazer.” 

Tessa Dare continua escrevendo do seu jeito único, com protagonistas femininas que fogem daquele padrão de mulher recatada, dependente e sofisticada. Ela nos dá uma mulher atrevida, capaz de fazer qualquer coisa, cheia de habilidades e que consegue ir atrás do que quer. E acho isso muito legal de ver em uma história de época. É um livro curtinho, que os fãs desse tipo de romance vão adorar. E desejar que ele fosse maior e você tivesse mais tempo para curtir toda essa aventura.


O coração de Violet acelerou. acelerou. Ela arrastou arrastou o olhar por cada fio de cabelo grosso e castanho, castanho, e cada faceta singularmente singularmente definida definida das maças do rosto dele. Ela se lembrou da tonalidade daqueles daqueles olhos e da afinidade instantânea que sentiu quando se entreolharam no salão de festas. Se enxergasse além dos ferimentos e da sombra escura do maxilar não-barbeado, se o imaginasse vestindo vestindo trajes de alfaiataria em vez daquela daquela camisa grosseira... Bom Senhor, a semelhança era assustadora.

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

[Resenha]: "Onde a Luz Cai" (Allison Pataki & Owen Pataki)

Tradução: Cristina Antunes

Sinopse: Três anos após a queda da Bastilha, Paris fervilha com os ideais da Revolução Francesa iniciada em 1789. A Monarquia foi deposta, a aristocracia, desmantelada, e ergue-se uma nova nação do povo e para o povo.

Inspirado pelo senso de dever patriótico, Jean-Luc, um advogado jovem e idealista, muda-se para a capital com o filho e a esposa, Marie. André, filho de um antigo nobre, foge de seu passado privilegiado para lutar no exército republicano francês junto do irmão. Sophie, uma bela e jovem viúva aristocrática, sobrinha de um poderoso e vingativo general, embarca em sua própria luta pela independência.
Mas a promessa de esperança começa a ser ameaçada pelo medo quando a busca incessante por justiça se converte em fanatismo e gera instabilidade, transformando compatriotas em inimigos e alimentando a sede de sangue nas ruas.

Na luta para impedir que o caos desfaça todo o progresso da Revolução, as vidas de Jean-Luc, André e Sophie se entrelaçam, e eles são forçados a questionar os sacrifícios feitos em nome da nova República.

Com participação de figuras lendárias como Robespierre, Luís XVI e Thomas-Alexandre Dumas, Onde a luz cai é um romance admirável, que se desenrola das ruas e salas de audiências de Paris até a épica marcha de Napoleão pelas areias do Egito. Com detalhes vívidos, os Pataki capturam corações e mentes dos cidadãos da França, lutando pela verdade acima de tudo e pela crença em uma causa maior.
Por Eliel: Esse livro se passa no auge da Revolução Francesa, onde a guilhotina não faz distinção de pobres ou nobres e lava a praça com sangue. Emitir sua opinião ou defender ideais que vão de encontro com o de algum outro grupo pode ser seu último feito antes da cabeça cair em um cesto diante dos olhos da população.

Jean-Luc St. Clair, um advogado idealista que tem desejo de servir ao povo, principalmente os mais afetados pela pobreza. Ir até a capital, Paris, é uma oportunidade de realizar seu trabalho. Junto com sua esposa, Marie St. Clair, eles vivem em um bairro humilde e logo terão um filho. Ao entrar para o Clube Jacobino e discordar dos ideais de Guillaume Lazare, Jean-Luc ganha um poderoso inimigo.

André Valière, renunciou seu título de nobreza e alista-se no exército francês afim de servir ao seu país, assim como seu irmão. Sendo de origem nobre sua vida está em constante risco, principalmente, quando o General Murat parece ter uma rixa com ele e faz de tudo para o destruir. Pode ser por causa do seu recente affair com a sobrinha do General.

Sophie de Vicennes, a sobrinha do General Murat, vive em Paris sob a proteção de seu tio após a morte de seu marido - com quem foi obrigada a se casar. Sua luta é por liberdade dentro de uma sociedade caótica. A perseguição promovida pelo General é implacável e faz com que ela e André fujam de um lugar para outro.

Essas três personagens serão de extrema importância e seus destinos irão se entrelaçar ao longo da narrativa. Os caminhos da Revolução tomam rumos preocupantes, cada dia é derramado mais sangue inocente. O povo está sedento de sangue nobre, após tantos anos de servidão o que eles querem vingança. Ninguém está em segurança.

Além desses, a obra conta com outras personagens que só enriquecessem a obra. Por exemplo, o General Kellermann, que irá viver uma das cenas mais chocantes do livro. Algumas das personagens são reais e icônicos,: Thomas-Alexandre Dumas, Luís XVI, Maria Antonieta e Napoleão.

Os irmãos Pataki construíram uma ficção histórica sensacional em meio há um dos períodos históricos mais impressionantes. São páginas repletas de fatos e conteúdos da História da Revolução. É claro que alguns pontos foram adaptados para se adequar à narrativa, mas isso não faz perder em nada o encanto da obra em relação a realidade. Isso só foi possível graças a grande pesquisa empreendida por eles.

Narrativa emocionalmente envolvente, rica em detalhes, nos mostra a natureza humana em jogo. O medo e o desejo de vingança trazem o pior do ser humano à tona. "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" é um lema bonito, mas na prática é algo utópico. Um romance revolucionário e muito bem vindo, incrivelmente atual para período em que foi baseado.

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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Resenha: "A Busca" (Lisa Kleypas)


Tradução: A. C. Reis


Sinopse: Após uma infância cheia de traumas, tudo o que Hannah Varner deseja é viver bem longe da mãe problemática e das complicações que a irmã, Tara, despeja em seu colo. Hannah quer algo que nunca teve: uma vida tranquila. Mas um telefonema muda todos os seus planos… Tara teve um filho e desapareceu, deixando o bebê aos cuidados de Hannah.

Desesperada, a jovem decide investigar tanto o paradeiro da irmã quanto a identidade do pai da criança. E descobre que um membro da família Travis pode ser o responsável por aquela confusão em sua vida. Jack Travis, um milionário de uma das mais importantes famílias do Texas, amante das mulheres e do prazer, nunca pensou que encontraria em seu escritório uma jovem irritada e extremamente sexy segurando um bebê que pode ser seu filho.

Nesta envolvente trama, com personagens densos e uma história familiar inesperada, Lisa Kleypas nos leva a conhecer mais um membro da família Travis e a descobrir o verdadeiro significado das palavras amor e entrega.

Por Jayne Cordeiro: A Busca foi a minha primeira oportunidade de ler um romance contemporâneo da Lisa, que já era uma autora bastante conhecida por seus romances de época (e que adoro!). E como era de se esperar, ela arrasa perfeitamente com essa história cheia de carga emocional, mas também romântico e divertido.


- Eu sei que Dane preferiria salvar o mundo do que tentar salvar um bebê. Mas entendo o porquê. - Bebês são como clientes difíceis, Hannah - Tom disse. - Você ganha mais crédito por tentar salvar o mundo. E é mais fácil.

A protagonista Hannah se vê presa em uma situação super complicada ao precisar cuidar do sobrinho recém nascido, e ela é uma pessoa que carrega muitos traumas pelo passado difícil. Muito da personalidade e comportamento é uma adaptação e forma de auto defesa ao que ela vivenciou com a mãe cheia de defeitos.


- Uma pessoa não pode pertencer a outra - eu o contestei -. Na melhor hipótese, é uma ilusão. Na pior, escravidão.

E para equilibrar Hannah, aparece Jack Travis, que não ganhou um prêmio como melhor personagem masculino à toa, porque ele é feito na medida certa para lutar contra os mecanismos de defesa de Hannah. E é impossível não gostar de toda as cenas em que esses dois aparecem juntos. Desde o começo a química entre os dois é inegável, e é muito divertido acompanhar as conversas e interações entre os dois. 


"Vou lhe mostrar o que é bom de verdade Hannah. Começando com um sexo selvagem. Do Tipo que você não conseguirá lembrar do próprio nome quando terminarmos."

Para quem não sabe, A Busca é o terceiro livro da série The Travis Family, que como o nome já diz, apresenta em cada livro a história de um dos membros dessa poderosa família do Texas, mas não é necessário ter lido os anteriores, apesar de os personagens aparecerem aqui. Dá pra ver que os anteriores devem ser ótimos, pelo pouco que vemos aqui. É uma família super interessante e com uma dinâmica bem legal. 


Luke adormeceu segurando meu dedo. Aquilo foi de uma intimidade diferente de tudo que eu já tinha sentido antes.

Posso dizer que a autora conseguiu criar em A Busca um romance envolvente, bem escrito, com uma história interessante e que apresenta personagens bem complexos. O livro apresenta cenas divertidas, românticas, com aquela dose de sensualidade já tão presente nos outros livros da autora. Com certeza é um livro que merece ser lido para quem gosta de um romance contemporâneo.

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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Resenha: "Gritos no Silêncio" (Angela Marsons)

Tradução: Marcelo Hauck

Por Sheila: Oi Pessoas. É com profunda dor no coração que trago a vocês minha última resenha como integrante da família Dear Book. Foram quase 8 anos cheios de muita troca, crescimento, descoberta de novos autores e gêneros, minha descoberta como autora, nossa tanta coisa!

Mas, enfim, a vida chama. Às vezes com um grito estridente que ameaça ensurdecer. E às vezes temos que deixar de lado, para trás, coisas que amamos, em troca de outros sonhos, desafios, projetos. Esses amadurecimentos fazem parte da vida e foi um prazer imenso ter passado esse tempo com vocês. 

Meu mais sincero agradecimento pela oportunidade de produzir e descobrir que, sim, era capaz! Lencinho a postos (snif, snif) vamos à resenha! Segundo a sinopse do nosso querido Skoob:

Os segredos mais obscuros não podem ficar enterrados para sempre…
Na escuridão da noite, cinco figuras se revezam para cavar uma sepultura, um pequeno buraco em que enterram os restos de uma vida inocente. Ninguém diz nada, e um pacto de sangue os une…
Anos mais tarde, Teresa Wyatt é brutalmente assassinada na banheira da sua casa, e, depois disso, mais mortes violentas começam a acontecer. Todas as vítimas têm algo em comum, e a detetive que encabeça o caso, Kim Stone, logo percebe que a chave para deter o assassino que está semeando o pânico na cidade é resolver um crime do passado.
Só o que ela sabe é que alguém esconde um segredo e está disposto a fazer qualquer coisa para que nada seja revelado.
Acredito que, logo de início, o que é mais impactante no livro é descobrir que a sepultura encerra uma criança. Os acontecimentos sinistros acontecem próximos a um orfanato, e é feito um pacto para que nenhum dos cinco jamais revele o que aconteceu naquela noite obscura.

Todos tinham conhecimento daquela vida inocente que havia sido tirada, mas o pacto estava feito. O segredo deles seria enterrado.

Pouco tempo depois seremos apresentados para a detetive Kim Stone que será a protagonista dessa série de livros (aqui ainda é o primeiro, mas lá fora já são 8 livros publicados). Kim é a típica detetive cheia de tragédias pessoais que vê na profissão uma forma de enterrar esses fantasmas do passado.

Utilizando-se de métodos nem sempre convencionais para resolver seus casos, a detetive se dá conta que, para solucionar este caso em particular talvez ela tenha de desenterrar alguns medos que tem bem fundo na mente, e dos quais vem fugindo há muito tempo. Irá ela conseguir deparar consigo mesma para que a verdade venha à tona?

Com uma escrita ágil e direta e capítulos bem curtinhos, Gritos no Silêncio é um daqueles livros em que se lê tudo de uma só vez bem fácil. Os acontecimentos passados e presentes vão se sobrepondo de forma a fazer com que as páginas praticamente se virem sozinhas. Os personagens são bem estruturados e as cenas são muito bem construídas, não deixando pontas soltas.

A única ressalva seria a de que a autora é um tanto quanto explícita em algumas passagens, mas se vocês lida bem é tranquilo. Prepare-se para muita ação, suspense, e um final que não deixa nem um pouco a desejar!

A todos e tod@s muito obrigada por todos esses anos juntos, forte abraço e espero voltar um dia!

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sexta-feira, 27 de julho de 2018

Resenha: "Sob águas escuras" (Robert Bryndza)

Tradução: Marcelo Hauck

Por Sheila: Oi pessoas! Como estão? Tudo tranquilo? Hoje trago a vocês um romance policial cheio de suspense e aventura, com uma caçada que nos fará vibrar a cada reviravolta.

Sinopse:

“Puxado pelo peso das correntes, o corpo afundou rapidamente. Ela descansou ali, quieta e serena… durante muitos anos.”

Quando a Detetive Erika Foster vasculha, com sua equipe, um lago artificial nos arredores de Londres em busca de uma valiosa pista de um caso de narcóticos, ela encontra muito mais do que eles estavam procurando.

Do fundo do lago são recuperados dois pacotes: um deles contém 4 milhões de libras em heroína. O outro… o esqueleto de uma criança.

Os restos mortais são de Jessica Collins, uma garota desaparecida há 26 anos e que foi a principal manchete de todos os noticiários da época.

Erika, então, precisa revirar o passado e desenterrar os traumas da família Collins para descobrir mais sobre o trabalho de Amanda Baker, a detetive original do caso – uma mulher torturada pelo seu fracasso na busca por Jessica.

Muitos mistérios envolvem esse crime, e alguém que não quer que o caso seja resolvido fará de tudo para impedir que Erika Foster descubra a verdade.

O autor de A Garota No Gelo e Uma Sombra Na Escuridão nos presenteia com outra eletrizante aventura da Detetive Erika Foster.


A história começa no passado, quando duas pessoas são flagradas por um idoso jogando um pequeno embrulho dentro de um lago. Sim, só poderia ser um corpo o que continha aquele pacote e, por mais que ele não quisesse saber a respeito de histórias funestas como aquela, sua casa ficava muito perto, e assistiu a tudo o que acontecia.

O que eles não sabiam era que um idoso solitário vivia perto da pedreira em um chalé abandonado que quase havia sido engolido pelo matagal. Ele estava do lado de fora olhando para o céu e maravilhando-se com sua beleza quando o carro se aproximou da beirada e parou. Desconfiado, o velho se escondeu atrás dos arbustos e ficou observando. Com frequência, a garotada da região, viciados e casais em busca de emoção apareciam ali à noite e ele sempre conseguia afugentá-los.

Já nos dias atuais, somos levados ao mesmo lago, onde a detetive Erika Foster está com uma equipe de mergulhadores em busca de um lote de drogas que foi jogado neste mesmo lago. O que ela e sua equipe não contavam, era encontrar um outro pacote no fundo, um que continha restos mortais do que parecia ser uma criança.

Durante o trabalho forense, eles descobrem se tratar do corpo da pequena Jéssica Collins. Desaparecida a cerca de 26 anos, estava indo a um aniversário poucas casas adiante da sua, quando simplesmente desapareceu. Foi um caso de grande repercussão midiática na época, mas que encerrou-se sem que se tivessem pistas do seu paradeiro.

A van do patologista foi a primeira a ir embora da pedreira. O saco preto com os restos do corpo tinham uma aparência muito pequena quando foi carregado para o interior da parte de trás do veiculo. Apesar de seus anos na força policial, Erika estava abalada. Toda vez que fechava os olhos, via o minúsculo esqueleto com tufos de cabelo e órbitas oculares vazias. As perguntas continuavam martelando em sua cabeça. Quem desovaria uma criança na pedreira? Era algo relacionado a gangues? 

Agora, Erika, que está trabalhando na narcóticos, vê o caso como pessoal, e tenta de todas as formas assumir a investigação. Mas ela irá descobrir que o passado às vezes guarda esqueletos muito mais sombrios do que os de garotinhas encontradas em lagos, e que a verdade às vezes é dura e amarga demais. Afinal, há um preço por persegui-la, e Erika já teve que pagá-lo mais de uma vez. Conseguirá fazer isso de novo?

Eu descobri que Sob Águas Escuras é o terceiro livro da série Detetive Erika Foster. Apesar de todos serem histórias diferentes, e as informações relevantes serem rememoradas pelo autor, parece que não ler os outros faz com que não se entenda muito bem as motivações de alguns personagens, bem como algumas subtramas da vida particular da detetive.

Afora esse fato, o livro é uma leitura ágil, cheia de suspense e ação. A história em si também envolve emocionalmente, afinal, uma criança desaparecida que ressurge de forma tão macabra acaba despertando o paladino justiceiro que reside em cada um de nós.

Além disso, o autor acaba abordando como subtrama questões sociais relevantes, como homofobia, desigualdade de gênero, discriminação por raça, de uma forma que fica bastante condizente com a trama maior, não é nada forçado  numa tentativa desesperada de gerar "ibope", mas tudo muito pertinente.

Recomendo.



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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Resenha: "Submissa" ( Maya Banks)

Tradução: Isabela Noronha

Por Ili Bandeira: Um livro que tinha tudo para dar certo, e que poderia surpreender nós leitores, foi simplesmente uma decepção literária. No início pensei que fosse um livro que não conseguiria largar, mas a realidade foi muito contrária, e quando achava que tinha visto suficiente, a autora consegue tornar tudo pior em uma simples página.


Submissa é o primeiro livro da trilogia "Enforcers",escrito pela autora Maya Banks.



Evangeline é uma mulher batalhadora ,vinda de uma família humilde de uma cidade do interior, ela decidiu deixar os seus sonhos, se privando de pequenas atitudes para ajudar seus pais financeiramente com o seu trabalho. ⠀

Agora ela jamais poderia imaginar a mudança que sua vida iria tomar, depois de ser humilhada pelo seu ex namorado, que só a usava. 



“Estava quase… bonita. Mas logo repreendeu-se por estar vivendo naquele mundo de fantasia para o qual havia sido sugada, e lembou a si mesma de que ainda era a mesma Evangeline comum de sempre. Roupas caras e jóias não iam, como um milagre, transformá-la em algo que não era, e era perigoso acreditar na fantasia, mesmo que apenas por um momento.”



Numa noite, ela se produz toda; fica simplesmente estonteante,parte para uma das mais boates mais badaladas de Nova Iorque, Impulse. Mas o que poderia ser uma noite para levantar seu astral, começa a virar um inferno, pois Evangeline acaba vendo o seu ex com outra, e ele nem pensa antes de humilhá-la de novo.

Por outro lado, conhecemos Drake Donovan, rico, dominador, proprietário da Impulse, garanhão que não fica com a mesma mulher por mais de duas noites, decidido a acabar com a confusão que estava acontecendo na pista com três clientes em sua boate naquela noite, Drake manda buscar Evangeline e levá-la até o seu escritório, para ter uma conversa com aquela mulher desconhecida que mexeu bastante com ele.


Assim que os dois se vêem a atração começa a surgir entre eles, Vangie  se vê completamente envolvida com aquele homem e não consegue simplesmente dizer não.

Depois deste momento, o livro fica sem noção. Enquanto lia a trama, ficava chocada,porque as coisas começam a se tornar absurdas com esses dois personagens, principalmente com Evangeline, que simplesmente aceita tudo como se fosse um robô e ele fosse seu "dono".

Drake acha que o universo gira em torno dele, manda nas pessoas do seu trabalho, manda em Evangeline, sua nova companheira,e ela simplesmente sorri e acena, como se o que tivesse fazendo fosse o correto. 

Minha vontade era de esganar essa mulher em quase todos as cenas do livro. 


Postagem publicada Originalmente no blog O Clube da Meia Noite


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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Resenha: O Livro do Bem – Gratidão (Ariane Freitas & Jessica Grecco)


Conheça as Indiretas do Bem

Por Kleris: Quando o livro chegou, eu não estava tendo uma boa semana (ou mês!). Tinha passado mal por alguma virose por uns dias, o que interferiu no meu sono, também estava chateada com algumas pessoas, enquanto tinha que conviver com outras estava metralhando negatividade pra todo lado. Meu rendimento caiu consideravelmente, minhas atividades estavam acumulando e isso tudo gerava muita culpa. Cansaço, frustração, mágoas e bads eram tudo que eu tinha. Como poderia ser ou estar grata?

Este é um livro especial, porque é sobre uma prática que vai mudar sua vida: a gratidão. É oportunidade de aprender a se conectar melhor com o mundo exterior e desenvolver sua atenção e sua respiração para que sua vida se torne mais leve. É, também, a chance de olhar com mais carinho para os momentos da sua vida e perceber o quanto ela é incrível – ainda que você, muitas vezes, deixe isso passar batido.

Este é um livro sobre tudo o que você sente e como reage a cada acontecimento vivido. E ele só estará pronto quando você preenchê-lo com sua rotina e as suas verdades. Será que você tem vivenciado a gratidão – não a palavra bonita, conhecida e adorada por tantas pessoas –, o sentimento real?

Pois é, fiquei apreensiva logo de cara, mas a curiosidade falou mais alto (ainda bem!). Baixei minhas expectativas, abri o livro. Quando dei conta, já estava imersa nas atividades. Até fiz umas dobraduras de origami! Pensei: é um livro de pequenos exercícios diários, então tenho que fazê-las mesmo que só pra experimentar e ver no que vai dar. Só fazer conforme vierem.



Engana-se quem acha que gratidão é sinônimo de felicidade e que para desfrutar dessa gratidão, é preciso estar no seu melhor momento. A proposta do #livrodagratidão é justamente desconstruir essa ideia e trazer o melhor de nós, de dentro pra fora. Como? Nos colocando a aceitar as sensações, validá-las e praticar o dinamismo das emoções, colocando tudo isso em perspectiva. É o que se poderia chamar de um potinho de sentimentos para os bons e maus dias, um potinho particular de amor que faz a gente se sentir bem com a gente mesmo e com o que possui.


A propósito, separe seu lápis, borracha, e ative o “modo busca” no departamento das memórias, que você vai precisar!

Mais que um livro de exercícios, o livro da gratidão é um livro de aprendizados – rápidos, diretos, incisivos. Ele só pede um pouquinho de atenção por dia, para te acompanhar por todo o ano (!) e retrabalhar nossas percepções (interior e exterior) das coisas (de si e do mundo). Quem curte escrever – e escrever em agendas/planners – vai curtir bastante, pois a maioria das atividades envolve escrita e autoconsciência. Se você é fã ou não de livros interativos, não importa na verdade, pois a proposta do livro não é testar conhecimentos, nem testar nossas resistências ou fazer anotações pela simples anotação. É mais voltado para você reconquistar a si mesmo; um resgate necessário.


Há, por exemplo, exercícios que listam nossos valores, qualidades, armaduras emocionais, coisas que gostamos... São coisas que na correria do dia a dia e no detrimento de nossos sentimentos, vamos deixando pra lá, sem perceber o quanto fazem diferença para nossa energia vital. Há também variados exercícios de respiração (AMEI ESSA PARTE) para achar o seu ideal, origami, playlists do bem, mensagens e palavras do bem, que vão fazer diferença num despertar pós momento obscuro. Estou até reconsiderando fazer meditação...



Dá, aliás, pra aliar certinho com a terapia (se você faz) – algumas coisas cruzaram com a minha e outras eu já fazia, o que acredito que vá ajudar mais ainda se você tem dúvidas sobre procurar um profissional. Por via das dúvidas, é um livro que joga a corda pra te trazer pra cima, e é definitivamente um livro para ficar muito tempo na sua cabeceira.



A mistura dos conteúdos é maravilhosa, ao modo passo a passo com práticas fáceis, e acho que posso dizer que as definições de potinho de âncoras* estão atualizadas. Trata-se assim de uma experiência que, quando realizada com regularidade, só traz a paz, segurança e serenidade tão procurada no mundão de hoje. O que me faz lembrar os livros da Brené Brown, sobre se sentir capaz, suficiente e merecedor de amor. Aliás, uma das coisas mais incríveis desse livro é que ele reflete bem o perfil (do insta!) de se cuidar um tantinho por dia. Foi algo excelente por parte das autoras e da editora. E por isso mesmo, já quero a coleção completa do bem <3



A vocês, leitores, um último recado: só vão, abram o livro, e deixem a magia do amor-próprio, da compaixão, da gratidão, acontecer.

*âncoras – algo que você foca para se manter bem ou algo que você gosta te faz sentir bem e é mantido por perto. Auxilia durante a meditação ou processos de relaxamento.

Tenham todos uma boa jornada!

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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Resenha: "As Sobreviventes" (Riley Sager)

Tradução: Marcelo Hauck

Por Sheila: Oi pessoas! Como estão todos e todas? Trago a vocês hoje a resenha de um thriller psicológico que eu estava louca para ler! Também com aquele "Stephen King" bem grande na capa, como seria diferente?

Sinopse:

Há dez anos, a estudante universitária Quincy Carpenter viajou com seus melhores amigos e retornou sozinha, foi a única sobrevivente de um crime terrível. Num piscar de olhos, ela se viu pertencendo a um grupo do qual ninguém quer fazer parte: um grupo de garotas sobreviventes com histórias similares. Lisa, que perdeu nove amigas esfaqueadas na universidade; Sam, que enfrentou um assassino no hotel onde trabalhava; e agora Quincy, que correu sangrando pelos bosques para escapar do homem a quem ela se refere apenas como Ele. As três jovens se esforçam para afastar seus pesadelos, e, com isso, permanecem longe uma da outra; apesar das tentativas da mídia, elas nunca se encontraram.
Um bloqueio na memória de Quincy não permite que ela se lembre dos acontecimentos daquela noite, e por causa disso a jovem seguiu em frente: é uma blogueira culinária de sucesso, tem um namorado amoroso e mantém uma forte amizade com Coop, o policial que salvou sua vida naquela noite. Até que um dia, Lisa, a primeira sobrevivente, é encontrada morta na banheira de sua casa com os pulsos cortados; e Sam, a outra garota, surge na porta de Quincy determinada a fazê-la reviver o passado, o que provocará consequências cada vez mais assustadoras. O que Sam realmente procura na história de vida de Quincy?
Quando novos detalhes sobre a morte de Lisa vem à tona, Quincy percebe que precisa se lembrar do que aconteceu naquela noite traumática se quiser as respostas para as verdades e mentiras de Sam, esquivar-se da polícia e dos repórteres insaciáveis. Mas recuperar a memória pode revelar muito mais do que ela gostaria.

Narrado intercalando os acontecimentos presentes e passados, vamos acompanhando a vida de Quincy antes e após  tragédia que irá mudar para sempre sua vida. Apesar de ter tentado deixar para sempre no passado a tragédia onde todos seus amigos foram mortos, ser um sobrevivente tem um peso gigantesco, e tudo retornará com  a morte de Lisa e o aparecimento súbito de Sam.

Riley Sager consegue nos deixar ansiosos, apreensivos, furiosos, instigados, tudo ao mesmo tempo, com sua narrativa vibrante, onde todas as peças vão aos pouquinhos se encaixando e se encaminhando ao desfecho e a fatal descoberta do que de fato houve com Quincy.

A trama é muito bem elaborada, e consegue chegar ao desfecho sem deixar nenhuma ponta solta. Vemos que apesar de Quincy querer esquecer o passado, ele está inegavelmente presente a cada momento do seu cotidiano, pulando para fora inadvertidamente e a fazendo entrar num constante conflito consigo mesma.

O mistério é muito bem elaborado, nos levando a seguir várias pistas falsas, só entregando o final praticamente nas últimas páginas, o que acaba fazendo com que todo o livro seja devorado de uma vez só, a fim de que se consigam as respostas a tantas perguntas que vão sendo levantadas no decorrer da história.

Com um final que vem gerando muitas controvérsias entre os leitores, que vão do amor absoluto ao ódio extremo, principalmente pela personagem principal, por sua suscetibilidade, eu confesso que não achei o "melhor thriller de 2017" mas achei muito bom sim.

Recomendo.

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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Resenha "Época de Morangos" (Rafaella Vieira)



Por Gabi: Oi gente linda! Como vão vocês? Antes que se perguntem "Quem é essa louca que resolveu escrever uma resenha aqui hoje?" ou "Gabi tá viva ainda", eu vos respondo: SIIIMMM!! TÔ VIVA E VOLTEI! hahhahha Mas enfim, vamos bater um papo mais legal lá na Happy Hour, porque hoje eu vim trazer um livro que curti demais da pernambucana Rafaella Vieira. Bora?

Baseado nas lembranças da autora e, claro, das anotações de seu diário, temos aqui um romance super leve e gostoso ambientado no (lindo) Nordeste brasileiro, principalmente em Recife contado por  Jordana, ou apenas Jojô, ao longo de 10 anos de sua vida...  Seus pais se separaram quando ela tinha 6 anos e ela e o irmão foram morar com o pai. Seu irmão é um nerdzão que não curte muito relações sociais, seu pai é um cara do bem, mas meio "caretão", ao contrário da mãe, com quem ela não tem uma relação muito próxima. 

A vida de Jordana seguia muito bem entre o colégio, os gatinhos e as diversões com a prima-gêmea, Jaque, que são unha-e-carne. Sabe aquele papo de "separadas na maternidade"? Então. Até que em uma das férias a avó materna a convida para ir à Disney. E é nessa viagem que tudo muda e ela encontra seu Príncipe Encantado, como ela mesma diz:
Ele passou por mim me encarando, e eu sabia que não era aquele tipo de olhar, assim, por estar achando esquisito meu moletom verde-abacate.
A viagem foi super bacana, ela aproveitou e se divertiu muito. Ao voltar para o colégio ela descobre que o seu príncipe encantado não só se chama Edgar, como também estuda ali! Gente, a partir desse momento Jordana pira! Não só pelo fato de eles estudarem no mesmo lugar, mas também porque ela descobre que ele tem 12 anos, enquanto ela, 13, o que nessa idade é um abismo de diferença. Eles se tornaram grandes amigos e passavam cada vez mais tempo juntos... no intervalo quando ele disse que o cabelo dela cheirava morangos, mas era só seu Bubbaloo. E aí quase rolou o primeiro beijo, nas festinhas, lá no Damata, na patinação... enquanto isso ela só pensava se perder em beijos e amassos com o dono daqueles incríveis olhos azuis...
Crescer era muito complicado, ainda mais quando o garoto que eu tanto amava, parecia que nunca amadureceria.
A partir daí acompanhamos o desenrolar da vida da garota no ensino fundamental e como é difícil mudar de colégio no último ano e deixar o Edgar para trás. Aí vem a época de ensino médio vestibular e a universidade (ê tempos bons!), muitas festas... A autora conduz a narrativa em primeira pessoa de um modo muito leve e parece até que Jordana está sentada no sofá da sua casa e relembrando todos aqueles momentos com você... 

Um dos pontos altos do livro é que vamos conhecendo vários pontos de Recife, de cidades e estados vizinhos, bem como um pouco da cultura e do sotaque nordestino (como não amar?) e também o que há de referências musicais e artísticas bacanas... é de cantar lendo as letras de música! Mas o que mais me agradou foi o quanto eu me identifiquei com a expressão época de morangos, afinal, quem não tem aquele período da sua vida em que tudo é tão doce que só de lembrar já te faz voltar os cheiros, paisagens, sabores e risadas? Rafa, obrigada por compartilhar suas lembranças comigo e me trazer uma nostalgia doce de ótimos momentos...
fagulhas, pontas de agulhas
brilham estrelas de são joão
babados, xotes e xaxados,
segura as pontas, meu coração...

Os postes decorados por balões, o céu iluminado pelas estrelas, as pessoas vestidas com roupas juninas, as pintinhas no rosto e os chapéus de palha. Tudo era festivo e envolventes. Tudo era alegre. O clima era contagiante. 



sábado, 31 de janeiro de 2015

Resenha: "A Profecia de Samsara" (Letícia Vilela)

SINOPSE: Quando o príncipe do Clã mágico dos Devas é assassinado, as suspeitas recaem sobre sua própria mestra, Draupadi. O irmão do príncipe, o jovem Arjuna, jura vingar sua morte e persegue a criminosa pelos reinos mágicos da antiga Índia. Draupadi inicia sua fuga ao lado de Asti, uma humana a quem chama de filha, que guarda um segredo em seu corpo desde que nasceu - uma maldição ancestral em forma de tatuagem, da qual procura desesperadamente se libertar. Todos os fatos fazem os destinos de Arjuna e Asti convergirem definitivamente, o que torna inevitável a concretização da temível 'Profecia de Samsara'.Fonte: SKOOB
 Por Eliel: Ambientado no mesmo Universo que A Biblioteca do Czar, porém em outra época, mais precisamente na Índia Antiga. Esse volume promete ser o primeiro de uma série sobre a Era da Magia dentro desse rico universo ainda inexplorado. 

A Era da Magia é repleta dos grandes magos Devas, um dos clãs Hollows, que se alimentam da energia mágica dos Alayas, ou Humanos. A convivência entre essas duas raças é amigável, porém dentro do Clã dos Devas existem muitas guildas divididas em 3 grupos - Gaias, Animatas e Ignis -, mas tudo isso é muito bem explicado antes mesmo do prefácio e temos também um glossário para nos ajudar a entender muitas palavras e expressões provenientes do hindi.

Passamos a conhecer o príncipe guerreiro Arjuna e o seu desejo de vingança que tem como alvo a traidora Draupadi. E também a relação que ela, que se diz inocente, tem com a Profecia de Samsara e sua discípula/filha, Asti. Ao analisarmos a capa podemos saber que a portadora de tal tatuagem terá uma importância muito marcante nessa aventura.
- É uma questão de justiça. Todos têm direito a um julgamento - disse ele [Arjuna], desviando o olhar.
Asti, vem de uma família que guarda um segredo/maldição e que somente por meio da solução da Profecia ela poderá se libertar dessas correntes. A saber a profecia diz o seguinte:
"Durante o grande festival na sagradaManipur, no templo dos Nagas,encontrarás aquela que esculpe a luz.Do santuário repleto de tesourosserá furtada a joia nascida do sol".
E esse será apenas o começo dessa narrativa cheia de reviravoltas, você conhecerá esses personagens e em um piscar de olhos, ou folhear de páginas, você mudará sua opinião. Conflitos internos, superação, aventura, ação, sangue (muito sangue) e mais uma "porrada" de tramas surpreendentes estão nessas linhas tão bem escritas. As ilustrações só ajudam a aumentar e desenvolver o nosso imaginário.
- Heh... Era o que faltava. Estou sendo julgada por um moleque... É como diz aquele provérbio... Como era? - Ela [Draupadi] fez uma pose pensativa antes de citá-lo - "Quando um elefante está com problemas, até um sapo irá chutá-lo." - Olhou desafiadora para os olhos de seu carcereiro. - A propósito, para quem você pedirá recompensa pela minha captura? Para os Pandavas? ou para os Nagas?
Simplesmente amo quando cada capítulo mostra a visão de cada personagem em particular, nos dá a impressão de enxergarmos a história de acordo com o ponto de vista de cada um. Uma ferramenta interessante, pois até que cheguemos ao ultimo capítulo muita coisa ainda não ficou bem clara e assim temos um final com gostinho de quero mais... e eu quero mais.

Além de se passar no mesmo universo, esse livro praticamente não tem relação com o anterior. Esse será um arco da história único que nos mostra a ascensão e queda da Era da Magia.

Sobre a autora – Nascida em 1987 na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, Leticia Vilela sempre se interessou pela área artística. Cursou Design Gráfico na Escola Superior de Marketing – ESPM, em São Paulo, focando-se nas áreas de ilustração e animação. Leitora voraz, principalmente de fantasia, combinou suas habilidades neste que é seu primeiro livro de ficção, sendo a autora também das ilustrações. Com uma lapiseira ou tablet em mãos, adora ficar horas criando e desenhando personagens, imaginando cada detalhe de suas vestimentas e personalidades e como seria viver como eles em universos fictícios.





Para mais novidades basta acessar o site ou a página do Universo Red Luna. Além, do site oficial do livro A Profecia de Samsara, lá você encontrará muita coisa interessante sobre essa aventura empolgante, um exemplo são os Papercrafts (o meu não ficou parecido com o que deveria ser, vou continuar tentando hahaha).


domingo, 17 de novembro de 2013

Resenha: "Sombra e Ossos" (Leigh Bardugo)


Por Sheila: Oi pessoas! Como vocês estão? Tudo beleza? Resenha nova chegando ... e de trilogia! Trago a vocês hoje o primeiro livro da série “Grisha”, intitulado “Sombra e Ossos”. Nossa protagonista é Alina Starkov, uma órfã de guerra, vivendo em um mundo cheio de magia que, como não poderia deixar de ser, nem sempre é usada para promover o bem.

Para que vocês entendam melhor, vou começar explicando quem são os Grishas. Mestres da pequena ciência, que nada mais é que a boa e velha magia explicada por termos um pouco mais científicos, eles são os soldados do segundo exército do rei de Ravka, que encontra-se em guerra com as terras vizinhas.

Os Grishas dividem-se em três Ordens:
Os Corporalki compõem a ordem dos vivos e dos mortos, e subdividem-se em sangradores e curandeiros (ou seja, os que causam ferimentos e os que os curam).
Os Etherealki compõem a ordem dos conjuradores, que são aqueles que conseguem manipular as forças primais, subdividem-se em Aeros (Ar), Infernais (fogo) e Hidros (água).
Por fim, os Materialki compõem a ordem dos fabricadores, que subdividem-se em Durastes (que lidam com metais) e Alquimistas (com poções).

Todas as crianças do reino de Ravka são testadas, para saber se possuem potencial para exercer a pequena ciência, e não foi diferente para Alina e seu inseparável amigo, Maly. Ambos estavam na instituição do Duque para órfãos, quando passaram pelo teste que definiria suas vidas.
“Espere!”, gritou Maly. “O que acontece se formos Grishas? O que acontece conosco”
A mulher de vermelho os olhou de cima a baixo. “Se, por uma pequena chance, um de vocês for Grisha, então essa criança sortuda irá para uma escola especial onde os Grishas aprendem a usar seus talentos.” (...)
O menino e a menina olharam um para o outro. Como os adultos não estavam prestando muita atenção, não viram a menina apertar a mão do menino nem o olhar trocado entre eles. O Duque teria reconhecido aquele olhar. Ele havia passado longos anos nas fronteiras devastadas do norte, onde as aldeias estavam constantemente sob cerco e os camponeses lutavam em suas batalhas com pouca ajuda do Rei ou de qualquer outra pessoa. Ele tinha visto uma mulher descalça e inabalável em sua porta, encarar uma fileira de baionetas. Ele conhecia o olhar de um homem defendendo o seu lar apenas com uma pedra nas mãos.
Alguns anos depois, vamos encontrar Alina e Maly servindo no mesmo regimento do Primeiro exército do Rei, ele como soldado, e ela como Cartógrafa. Enquanto ela se tornou uma mulher magricela, com cabelos curtos, pele pálida e olhos fundos, Maly se tornou um homem requisitado pelas mulheres – muito mais do que Alina e sua escondida paixão conseguem presenciar sem suspirar.

Mesmo assim, aceita a separação que começa a se insurgir entre os dois. Até por que, os dois estão prestes a atravessar a Dobra – uma malignidade, criada há muito tempo, por um Grisha negro muito poderoso e ganancioso. Ela nada mais é que uma fenda escura habitada por terríveis monstros, que partem o reino em dois e prejudicam enormemente o reino, já que é preciso atravessá-la para chegar ao mar e não interromper o comércio.

Para tanto, o primeiro exército não está sozinho: será acompanhado por Grishas, que tentarão ajudá-los à sobreviver à travessia da Dobra, e assim continuar a servir ao Rei e ao povo de Ravka. Alina está ansiosa e temerosa com a passagem pela Dobra. É sua primeira vez, e sabe que permanecer viva é uma questão de os Grishas realizarem um bom trabalho, assim como também de muita sorte. Afinal, nem sempre os monstros da Dobra atacam, só quando descobrem que alguém a esta atravessando.

Mas esse não é o dia de sorte de Alina e Maly. O som de asas batendo lhes avisa que não conseguiram se manter longe do faro dos Volcras, seres mortos vivos que passaram a atacar as pessoas atravessando a Dobra. Num momento de extremo perigo, em que Alina vê Maly ser atacado pelos Volcras, algo acontece.
Algo dentro de mim desabou em fúria, em desesperança, com a certeza de minha própria morte. Eu senti o sangue de Maly em minhas palmas, vi a dor em seu rosto adorável. Um Volcra gritou de triunfo quando suas garras afundaram em meu ombro. A dor disparou pelo meu corpo.
E o mundo ficou branco.
Fechei os olhos quando um fluxo repentino e perfurante de luz explodiu diante de minha visão. Aquilo parecia preencher minha cabeça, me cegando, me afogando. De algum lugar acima, ouvi um guincho terrível. Senti as garras do Volcra se afrouxarem e o baque quando caí para a frente e minha cabeça entrou em contato com o convés. Então, não senti mais nada.
O mundo de Alina virou então de ponta cabeça: ela não só descobre que é uma Grisha, como é uma muito poderosa, talvez a única capaz de dar fim a terrível Dobra e restabelecer a supremacia de Ravka. Agora, junto com os Grishas, irá desenvolver o seu poder, pois não basta que o mesmo exista; é necessário que ela possa acessá-lo e controlá-lo.

Sombra e Ossos me decepcionou um pouquinho no início. Achei a trama um tanto quanto óbvia demais, talvez por ter me lembrado bastante a trilogia "Clã dos Magos" de Trudi Canavan. Mas a estória é repleta de reviravoltas e acontecimentos inusitados, que fazem deste livro uma leitura instigante. Além disso, a capa é belíssima, assim como sua qualidade e das folhas internas do livro.

No mais, ansiosa pelos outros dois, que definirão a forma como verei a trilogia. Recomendo.

 
Ana Liberato