Mostrando postagens com marcador Editora Paralela. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Editora Paralela. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Resenha: "Daisy Jones & The Six" (Taylor Jenkins Reid)


Tradução de Alexandre Boide

Por Stephanie: Não faz muito tempo que saiu a minha resenha de Evelyn Hugo aqui no blog, e quem leu deve se lembrar que eu rasguei muita seda para aquele livro – que inclusive está entre as minhas melhores leituras de 2019. Desde então, eu li um outro livro da autora (que achei apenas bom), até me deparar com Daisy Jones & The Six, lançado recentemente pela Cia das Letras e que está bombando lá fora há uns bons meses. É dele que irei falar um pouquinho hoje.

A obra de Taylor Jenkins Reid é uma ficção histórica que se propõe a contar a história da banda sensação dos anos 1970, Daisy Jones & The Six, desde seu início até a fatídica separação, que o público nunca soube bem por que ocorreu – até agora. Por meio de entrevistas, temos os diversos pontos de vista de membros e ex-membros da banda, além de outros depoimentos de pessoas que estiveram envolvidas com ela ao longo dos anos.

Muitas vezes a verdade não está nem de um lado nem de outro, e sim escondida num meio-termo.

Apesar de amar música, principalmente rock, confesso que não sou muito ligada nas bandas e músicas que fizeram sucesso antes da década de 80. Por isso, quando soube que a autora havia se inspirado em Fleetwood Mac para criar a história contada nesse livro, corri para ouvir a banda e conhecer um pouco mais do rock e pop daquela época. Foi uma ótima escolha, que inclusive recomendo muito para quem quiser se ambientar ainda mais durante a leitura.

Não que a ambientação de Daisy Jones seja ruim, muito pelo contrário; é uma das melhores coisas da obra. A gente consegue visualizar com muita facilidade os cenários, as roupas e o estilo de vida que são narrados ao longo do enredo. Taylor tem uma capacidade sensacional de imergir o leitor em suas obras, e é uma das características que mais admiro nela.

Os personagens, mesmo que expressos apenas em suas falas durante as entrevistas, são muito tridimensionais e fáceis de imaginar. Não nego que no começo foi um pouco difícil de acompanhar e entender quem era quem, mas é algo que dá pra se acostumar fácil depois de poucos capítulos.

O mais óbvio seria dizer que a protagonista do livro é a personagem que tem seu nome em destaque: Daisy Jones. Porém, eu sinto que a importância de cada um foi bem dividida, ainda que em alguns momentos a narrativa de Daisy seja a mais presente. Não acho que ninguém ficou apagado, pois a autora soube trazer verossimilhança e mostrar que cada pessoa tem seu papel em uma história, e que, ainda que pareça pequeno, faz diferença.

Gostei muito da representação feminina no livro. Temos mulheres à frente do seu tempo, com personalidades fortes e opiniões que com certeza soavam pouco ortodoxas para a época. E isso está diretamente ligado ao machismo, que também é mostrado (e denunciado) ao longo da obra.

Eu não tinha o menor interesse em ser a porra da musa de alguém. Eu não sou a musa. Eu sou esse alguém. E assunto encerrado.

Os homens parecem achar que merecem um prêmio quando tratam as mulheres como seres humanos.

Outros assuntos pesados e relevantes também são abordados no livro, como alcoolismo, abuso de drogas e relacionamentos abusivos. Tudo é muito crível e faz bastante sentido dentro do contexto da história. Mas há também a presença forte de romance, então, nem tudo se resume a “sexo, drogas e rock n’ roll”. Por mais bagunçados que sejam, os casais da obra foram uma das partes mais interessantes para mim, porque são mostrados com muita complexidade e verossimilhança, sem floreios.

É difícil não comparar Daisy Jones e Evelyn Hugo; ambas são obras de ficção histórica com mulheres intrigantes entre os protagonistas. Ainda que tenham sido experiências ótimas, eu ainda prefiro Evelyn, porque achei que a autora conseguiu transmitir mais sentimento na história. Em Daisy Jones eu me senti mais como uma espectadora, mas ainda assim fiquei bastante entretida, portanto, recomendo muito essa leitura!

Agora espero ansiosamente pela série que será lançada pela Amazon, com produção de Reese Witherspoon. Quero muito ouvir todas as músicas da banda (principalmente Aurora). Preciso que essa banda exista em carne e osso, ainda que somente na ficção.

Até a próxima, pessoal!

Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta

Compre na Amazon através do link e continue ajudando o Dear Book a crescer:

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Resenha: "Nós - O felizes para sempre de Ryan e James" (Elle Kennedy e Sarina Bowen)


Tradução: Lígia Azevedo

Sinopse: Será que seus jogadores de hóquei preferidos terminarão a primeira temporada juntos e invictos? Ryan Wesley (Wes) e James (Jamie) Canning se conheceram num acampamento de hóquei quando crianças. A amizade entre os dois cresceu pouco a pouco até que um acontecimento inesperado os afastou. Quando eles se reencontram na faculdade, ambos já adultos, se apaixonam e iniciam uma nova relação, agora de amor. Por motivos profissionais, Wes não quer que seu relacionamento se torne público, mas um de seus colegas de time se muda para o mesmo prédio onde ele está morando com Jamie, e a vida secreta que os dois construíram cuidadosamente corre o risco de ruir. Com o mundo externo pronto para testá-los, Jamie e Wes precisam descobrir do que são capazes em nome do amor que têm um pelo outro. 

Por Jayne Cordeiro: Eu fiquei muito feliz em saber que teríamos um segundo livro para esses dois. E como mencionei no Instagram do blog, já estava encantada por esse livro com poucas páginas lidas. Não conheço dois personagens tão cativantes quanto esses dois. Normalmente no casal, sempre temos aquele que gostamos mais. Mas aqui, não dá para fazer essa escolha. Eles são tão perfeitos um para o outro, e mesmo quando a situação está difícil, ainda assim estamos do lado deles.


Não é meu estilo mentir, e não finjo que uma garota está me esperando em casa. Tampouco estou pronto para dizer quem está. Então fico na minha.

A história de Nós é bem elaborada, e mostra como é difícil esconder uma parte importante dos outros. E de como em um relacionamento, precisamos saber equilibrar quem somos sozinhos, mas também como parte de outra pessoa. Que para manter um relacionamento, é preciso amor, compreensão, e trabalho de ambos os lados. É muito interessante ver o mundo do hóquei em que o Wes e o Jamie estão inseridos, e as passagens envolvendo os colegas de trabalho de Wes nos rende boas risadas.



Não é a palavra "homem" que me fascina na frase e sim "amo". O modo com que me sinto por Ryan Wesley... É algo que eu pensava que só existia nos filmes. Ele é minha cara metade, complementamos um ao outro de mais maneiras do que eu posso explicar. Quando estamos no mesmo ambiente, só me concentro nele; se vai embora, sinto sua falta."

O enredo é interessante, bem escrito, e tudo segue de forma bem coesa, realista, mas sem perder a pegada sensual e romântica. Na verdade, nesse livro é impossível não se derreter por esses dois. Os personagens secundários também são ótimos. O livro traz uma temática muito legal, sobre como é para uma pessoa pública ter que lidar com a sua vida pessoal, e separá-la da mídia. E é um tema que não está restrito a um personagem gay, mas a qualquer um.



Às vezes esqueço como essa vida é nômade. Essas mulheres têm que fazer as malas e se mudar toda vez que o marido é negociado. Agora isso vai acontecer comigo também. Preciso de um segundo para pensar a respeito. Isso me machuca? Dou outra olhada para Wes, que joga a cabeça para trás para rir de algo que Hewitt disse. Preciso dessa risada e desse homem. Aonde quer que ele vá, também vou. Vale a pena.

A escrita das duas autores funciona muito bem, e o livro consegue ser melhor que o primeiro. Gostei muito da escolha de capa, como se fosse realmente uma continuação da primeira, com os mesmos modelos e figurino, mudando apenas a posição. Vale muito a pena a leitura, e super recomendo. E se você nunca teve a oportunidade de ler um livro de romance erótico, envolvendo um casal homossexual, está na hora de tentar e dar uma chance a esses dois. Tenho certeza de que não vai se arrepender.




Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta

Compre na Amazon através do link e continue ajudando o Dear Book a crescer:

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Resenha: "Gorda não é Palavrão" (Fluvia Lacerda)

Como ser feliz gostando do seu corpo como ele é
Por Kleris: Que livrinho para guardar no core <3

Tal qual um ted talk, “Gorda não é Palavrão” é um breve relato da modelo plus size Fluvia sobre gordofobia – discriminação essa que menospreza, marginaliza e negligencia pessoas pelo fato de serem gordas. Fluvia fala um pouco sobre a vida, e como e quando a gordofobia a atingiu em cheio, em uma visita ao Brasil. Mas isso fez com que ela apostasse mais no empoderamento de mulheres, algo que ela sempre teve referência desde cedo, mas a grande maioria não. 
Ser gorda nunca foi um problema na minha vida. [...] quando comecei a trabalhar com moda plus size, ninguém questionava os padrões de beleza impostos. Mas essa ideia já estava em mim. Sempre fui a menina para quem diziam: “Nossa, você é tão bonita! Se emagrecer, vai ficar perfeita!”. Só que, ao contrário do que acontece com a maioria das mulheres que ouve isso, eu não ficava triste ou encabulada. Não corria para chorar escondida ou malhar em uma academia qualquer. Para desespero da minha mãe, que sempre quis que fôssemos muito educados, eu respondia na lata: “Quem pediu a sua opinião?”.

Fiquei surpresa com como a modelo retrata o assunto, sempre muito positiva. Sua empatia e seu tom de “ué, qual o problema, não tô entendendo qual é a questão aqui, afinal, somos todos gente” fazem totalmente a diferença.

Embora seja uma leitura curtinha, Fluvia fala de diversas situações desse universo tóxico. Temos, por exemplo, a preocupação excessiva que mascara preconceitos, a moda que resiste em largar o osso de uma imagem não natural, pessoas que creem que são menos ou não estão vivendo até conquistarem um corpo que não seus. 
Sou gorda e não desrespeito ninguém. Por que preciso explicar que minha saúde está bem? Por que preciso justificar coisas que nenhuma modelo magra precisa? Ninguém pergunta a elas sobre o consumo de drogas para emagrecimento.

Temos também luz sobre o machismo, inseguranças que dão lucros às indústrias, preconceitos dentro da comunidade plus size e a força do ódio para atacar pessoas simplesmente por seus corpos. Fluvia não se aprofunda muito nos temas, mas deixa claro o suficiente o que é preciso ser dito e encarado sobre o assunto. 
Claro que o desafio é enorme. Por gerações, aprendemos a seguir condicionamentos machistas sobre como viver e que aparência ter. Esses conceitos são repassados de mãe para filha como algo normal e desejável. O resultado é que muitas mulheres com quem converso têm dificuldade em lidar com essas crenças enraizadas. Mesmo quem sabe que peso não é indicativo de beleza, saúde ou caráter, ainda tem dificuldade em superar valores associados às palavras “gorda” e “magra”.

Ler o livro só me faz pensar que muitos de seus pensamentos demorei séculos para abraçar (e ainda bem que abracei), e que gostaria de ter visto essa representatividade desde cedo. Sofrer pressão estética e gordofobia são coisas diferentes, mas intimamente ligadas. Muitos corpos sequer são gordos e são encarados como fora do padrão (além de motivo de paranoia constante), o que demonstra muita falta de noção – e amor-próprio, empatia, compaixão, autoaceitação. 
Como é possível que algo como o meu peso revele meus sonhos e tudo aquilo que almejo para minha vida? Como ele poderia definir meu caráter ou minha capacidade profissional? Como revelaria minha capacidade de amar? De ser uma boa mãe, amiga, filha, parceira?

Fato é: ninguém deve se sentir menor ou maior por seus corpos. Corpos não resumem ninguém e corpos diferentes não devem ser abominados. Lembro aqui de um post do perfil @naosouexposicao que dizia: “quando alguém quer emagrecer, o que ela realmente quer ser é aceita, amada, respeitada, ter sucesso, ser vista e ser livre. E isso é o que a cultura da dieta não pode dar a ninguém”. 
Como alguém pode se aceitar gorda? Como pode viver bem assim? Como pode se sentir bonita? Fomos adestrados a acreditar que ser gorda é o fundo do poço.

Levei um tempo para ler, um tanto receosa de haver situações gatilho quanto minha relação com a pressão estética/gordofobia, e fiquei muito feliz de ter encontrado uma leitura tranquila. É, aliás, um livro válido de revisitar quando velhas questões retornarem. Os destaques de texto da própria edição vão super ajudar!




Vale ainda ter esse livríneo em bibliotecas, escolas, na estante, e principalmente perto de garotas em desenvolvimento – amigas, irmãs, primas, filhas, netas, etc. Fluvia é aquela fada sensata que dá tapa de luva e pisa com bondade. Seu livro é simples e ao mesmo tempo, essencial. 
Se tem algo que gostaria de conseguir transmitir para mulheres do mundo inteiro é como meu relacionamento com meu corpo é simples. Nunca consegui enxergar nada de errado nele. Por mais que pessoas insistissem em me fazer acreditar que não poderia ser feliz comigo mesma, que eu deveria devotar minhas energias, meu dinheiro e meu emocional a essa loucura desenfreada da busca de ser magra, jamais consegui aderir. 
Uma palavra não pode fazer tanto mal assim a alguém. Ou, pelo menos, não deveria fazer.

Se recomendo? Com toda a certeza e para todos os corpos!

Para conhecer mais a Fluvia, acompanhe ela pelas redes sociais:

Até!


Curta o Dear Book no Facebook
Siga @dear_book no Twitter e @dearbookbr no Instagram


Compre na Amazon através do link e continue ajudando o Dear Book a crescer:

sábado, 15 de junho de 2019

Resenha: "Imperfeitos - Recomeços Livro II" (Lauren Layne)


Tradução: Lígia Azevedo.

Sinopse: Será que Michael conseguirá encontrar um final feliz depois de ser rejeitado por Olivia? Uma comédia romântica surpreendente sobre como recomeços podem ser a cura para um coração partido. Quantas vezes um mesmo coração aguenta ser despedaçado? Essa é a pergunta que atormenta Michael St. Claire, o ex-bon vivant que, após ser rejeitado por Olivia e abandonado pelo melhor amigo, deixa o glamour nova-iorquino para trás e vai trabalhar num clube de tênis numa cidadezinha no Texas. Há um motivo secreto por trás dessa escolha geográfica: é lá que se encontram seu pai biológico e seu meio-irmão, Devon, que não fazem ideia de sua existência. O que o plano de Michael não previa era conhecer Chloe, a garota mais inteligente, sarcástica e original que ele já vira. Em pouco tempo, eles se tornam grandes amigos, e quando Michael descobre que Chloe é apaixonada por Devon ele resolve que irá ajudá-la. Mas será que dois corações rejeitados conseguem, juntos, construir um recomeço? Ou irão apenas se machucar, perdidos na eterna busca por aceitação e pertencimento?

Por Jayne Cordeiro: Imperfeitos faz parte da série Recomeços, escrito pela Lauren Layne. A série já conta com o Prequel Como num filme (resenhado aqui) e Em Pedaços (primeiro livro). Cada um dos três livros acaba focando em um personagem, dos amigos Olivia, Ethan e Michael. Os três eram grandes amigos e Olivia e Ethan namorados também. As coisas acabam se complicando e cada um vai para um lado, e protagoniza um desses livros da série. O primeiro lançado foi Em Pedaços, focado na Olivia, e que funciona como ponto de partida para Como num filme e Imperfeitos. Mas não se preocupe, é possível ler este livro sem ter lido os anteriores, dá para acompanhar legal. Eu já tinha lido o prequel, mas não Em Pedaços.


Quero uma história para contar, Michael. Quero ter feito pelo menos uma loucura com vinte anos, em meia aos diplomas sem graça e a obsessão por Harry Potter. Quero me perder em alguém.

Sobre Imperfeitos, nós temos dois personagens diferentes que acabam se aproximando por terem algo em comum. Michael é um personagem amargurado com o passado e que não quer se aproximar de ninguém. Ao contrário, Chloe é uma garota alegre, divertida, que tenta a todo momento ultrapassar a barreira que Michael impõe. Gostei muito dela, e de como ela pode ser insegura obre si e seu corpo, mas ela tenta sempre passar um ar de confiança e não se deixando abater. O dois carregam aquela dor de não conquistarem quem amam, e se sentirem como inadequados para o amor. E com isso, eles acabam sendo a força um do outro.


Não sei se em algum momento Chloe e eu fomos de fato apenas amigos. O jeito como nos entendemos, sem palavras, com perfeição…

O livro é fácil e gostoso de ler. O leitor dá várias risadas com eles, com seus diálogos (principalmente o drama de Chloe com a academia) e cenas conjuntas. Há também uma grande carga dramática, com a forma como os dois se sentem  com suas vidas, com a procura inconsciente por um relacionamento em que eles sejam a primeira escolha de alguém. A questão familiar envolvendo Michael e seu pai biológico também é construída. A autora aproveita para desenvolver de forma bem natural a amizade e depois romance entre Michael e Chloe, ficando algo bem natural. As cenas românticas são ótimas, e o final foi bem a cara do livro. Uma mistura de doce, divertido e cheio de amor. É uma série bem divertida, e apesar de parecer ter um roteiro clichê, o livro tem sua própria cara e conquista o leitor.

Quero o cara que me queria antes de eu ter virado cisne.

Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta

Compre na Amazon através do link e continue ajudando o Dear Book a crescer:

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Resenha: "The Chase - A Busca de Summer e Fitz" (Elle Kennedy)


Tradução: Juliana Romeiro

Sinopse: Todo mundo diz que os opostos se atraem. E deve ser verdade, porque não tem nada que explique minha atração por Colin Fitzgerald. Ele não faz meu tipo e, o pior de tudo, me acha superficial. Essa visão distorcida que ele tem de mim é o primeiro ponto contra. Também não ajuda que ele seja amigo do meu irmão.

E que o cara que mora com ele tenha uma queda por mim.
E que eu tenha acabado de me mudar para a casa deles.
Mas isso não importa. Estou ocupada o bastante com uma faculdade nova, um professor que não larga do meu pé e um futuro incerto. Além do mais, Fitzy deixou bem claro que não quer nada comigo, embora tenhamos uma química de dar inveja a qualquer casal. Nunca fui de correr atrás de homem, e não vou começar agora. Então, se o meu roommate gato finalmente acordar e perceber o que está perdendo…
Ele sabe onde me encontrar.

Por Jayne Cordeiro: A Editora Paralela lançou o primeiro livro da série Briar U, que é um spin off da série Amores Improváveis. Este livro pode ser lido separadamente sem problemas. Ele traz uma capa muito bonita, e uma história que me conquistou rapidinho. Na verdade, se você nunca leu nada da Elle Kennedy, e gosta de romances universitários, você precisa ler algo dela. Posso dizer que ela é uma das melhores autoras do gênero, e a Paralela tem investido muito em suas obras.

Não sou fã dos meus próprios pensamentos. Eles tendem a ser um misto de insegurança, dúvida e autocrítica, com uma pitada de excesso de confiança injustificada. Minha mente é um lugar confuso.

O livro mostra dois personagens extremamente diferentes. O Fitz é calado, fechado, e jogador de hóquei. Já a Summer, é tão calorosa quanto seu nome. Ela atrai as pessoas com a sua personalidade extrovertida, de dizer o que pensa, além de ser extremamente bonita e rica. Mas carrega o peso de ser rotulada de burra, por causa do estereotipo da loira, rica e que gosta de moda, fora que ela tem Déficit de Atenção, e isso dificulta muito o seu aprendizado. É difícil para a Summer lidar com a faculdade e tirar dela mesmo, esse pensamento de que não é inteligente. 

Mas ter um carrão não faz de mim uma pessoa superficial. Gostar de moda e ser de uma fraternidade não fazem de mim uma pessoa superficial.

O começo entre ela e Fitz é dificil, e dá vontade de sacudir o Fitz várias vezes, porque ela e mostra  a fim dele, mas apesar de também gostar dela, Fitz tenta se afastar, porque acha que a Summer é demais pra ele, e que são muito diferentes. A Summer também não é perfeita o tempo todo, e torna as coisas bem difíceis em alguns momentos. Mas é muito fácil gostar dos dois, e você fica o tempo todo torcendo para as coisas darem certo logo.

Estou usando a maior parte da minha energia para tentar entender tudo o que Fitz disse antes de sua partida abrupta. Eu o deixo louco. Ele me acha exaustiva. Ele me quer, mas ele não quer me querer.

Gostei de como o livro trata o tema do esteriótipo e preconceito em vários momentos, mostrando que as pessoas não podem ser julgadas por uma característica ou por poderem ser colocados na mesma categoria de alguém que no passado fez algo errado. Fora isso, somos apresentados a vários personagens que devem fazer parte dos próximos livros da série, e prometem boas histórias. Elle Kennedy consegue passar uma história com personagens fortes (principalmente as meninas), bem construídos e com dramas próprios bem legais. Como o passado do Fitz influencia no que ele é hoje é bem verdadeiro e comum, e isso é legal.

Pela primeira vez, eu realmente sinto que estou vivendo a vida ao invés de me esconder nas sombras.

The Chase é um romance bem elaborado, sendo uma ótima introdução da série, e com muita cena divertidas, românticas e dramáticas. É uma ótima recomendação para quem gosta dos gêneros New adult e romances eróticos.



Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta

Compre na Amazon através do link e continue ajudando o Dear Book a crescer:

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Resenha: "Os Sete Maridos de Evelyn Hugo" (Taylor Jenkins Reid)

Tradução de Alexandre Boide

Aviso de gatilho: Violência doméstica, abuso psicológico, homofobia (spoilers: suicídio, aborto).

Por Stephanie: Os Sete Maridos de Evelyn Hugo foi o livro de abril da TAG Inéditos. A obra ganhou bastante destaque desde seu lançamento lá fora, e será lançada para o público em geral pela editora Paralela. Eu fiz a leitura em inglês (em audiobook), mas comprei a caixinha pois queria ter a história física em português.

A obra nos apresenta a história de Evelyn Hugo, uma reclusa atriz de Hollywood muitíssimo famosa nos anos 50 que hoje vive sozinha em uma mansão. Ela está prestes a organizar um evento beneficente e exige que a repórter Monique Grant faça a entrevista para divulgar o acontecimento. Porém, a jornalista é surpreendida quando descobre que Evelyn, na verdade, deseja que Monique escreva sua biografia, contada por ela própria. A atriz promete esclarecer todos os boatos a respeito de sua vida pública e privada, principalmente em relação a seus sete casamentos (um dos motivos por seu nome sempre ser lembrado pela mídia em geral). A partir daí, somos levados a conhecer a fundo a carreira dessa mulher tão misteriosa, que pode ser comparada a ícones como Marilyn Monroe e Elizabeth Taylor, seja pela beleza estonteante ou pelo talento. 

Acho que o que mais me encantou nessa história foi a narrativa de Taylor Jenkins Reid. Ela alterna entre presente e passado e muda os narradores para nos ambientar com perfeição em cada época em que a obra se passa. A autora consegue transmitir todo o espírito da Hollywood clássica e moderna, narrando os locais e os costumes com maestria. Evelyn é uma narradora envolvente e encantadora; é possível perceber os anos de sabedoria acumulada em sua fala, bem como todo o sofrimento e as lições aprendidas por ter vivido uma vida conturbada desde a infância.

Quando a história de Evelyn começa, o livro é separado em partes, de acordo com cada marido. Há uma comparação muito interessante feita entre as manchetes dos jornais e as falas de Evelyn, que mostram de forma crua como os tabloides e a mídia em geral distorcem fatos e inventam mentiras para ganhar dinheiro às custas de pessoas reais, que por coincidência, são famosas.

Para evitar qualquer tipo de spoiler, não vou falar sobre os maridos ou sobre outros personagens específicos; o que posso dizer é que todos são incrivelmente bem escritos e tridimensionais. Eu consegui imaginá-los com suas nuances e características únicas. Mais um ponto positivo na escrita de Reid.

Apesar de ser ficção, o livro soa como uma autobiografia, portanto, o ritmo não é dos mais rápidos. Há uma quebra sempre que o ponto de vista muda e passa a ser de Monique, o que não sei se agregou muito para a história. Há um motivo para isso que é explicado no final mas, mesmo assim, acho que ficou meio “sobrando”.

As principais temáticas de Os sete maridos envolvem sexualidade, machismo e as consequências da fama. Todas são abordadas com uma verossimilhança absurda. Eu conseguia imaginar as situações e me indignar como se fossem reais. Não é difícil ver muitos reflexos da nossa sociedade em vários acontecimentos.

"Dá pra ser feliz vivendo sua verdade, seja ela qual for."

Fiquei muito reflexiva ao finalizar a leitura. Pensei em como pode ser cruel a vida de uma celebridade que, mesmo aparentando ter tudo, ainda pode se sentir extremamente infeliz, e também refleti sobre os limites que podemos cruzar pelas pessoas que amamos. Os mínimos problemas que tive com o livro se referem a alguns acontecimentos e plot twists que considerei muito dramáticos, principalmente mais pro final. Eu entendo que eles serviram, provavelmente, para trazer um aprofundamento maior para a protagonista, mas acho que algumas coisas foram levemente exageradas. De qualquer forma, é um livro maravilhoso que eu recomendo para qualquer pessoa, até para as que não têm costume de ler ficção histórica!

Até a próxima, pessoal!

Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta

Compre na Amazon através do link e continue ajudando o Dear Book a crescer (versão em Inglês):

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Resenha: "Muito Além do Amor" (Camila Moreira)

Sinopse: Desde o começo de sua carreira como promotor, Diego Ferraz sempre foi guiado pelo seu senso de justiça. Implacável com os criminosos e gentil com os injustiçados, este jovem de coração valente está satisfeito em viver sacrificando-se pelo bem de todos à sua volta.Quando Diego se depara com o caso de Larissa ― vítima de abuso doméstico e mãe de Malu, uma adorável menina de 4 anos ― sua vida vira de cabeça para baixo. Ele não consegue parar de pensar nessa linda mulher ― que mesmo depois de ter sofrido tanto nas mãos de seu ex-marido, ainda consegue manter sua força, dignidade e, acima de tudo, doçura.Mais que um mero defensor da lei, Diego quer ser o protetor de Larissa e Malu. Quer passar o resto de seus dias ao lado delas, e mostrar o quão boa a vida pode ser quando nos permitimos amar e ser amados.Mas o coração de Larissa já foi machucado antes, e ela conhece melhor do que ninguém os perigos de se apaixonar perdidamente por aparentes príncipes encantados. É melhor se fechar, se proteger, e assim evitar mais dor. Afinal, contos de fada não são reais... certo?


Por Ili Bandeira: Aqui iremos conhecer o Diego, que é um cara muito bonito, charmoso e fiel aos seus princípios. Atualmente promotor do ministério público, ele quer ajudar as pessoas. Então, numa certa manhã, se depara com um caso de violência doméstica envolvendo Larissa e a sua filha Malu.

Larissa é uma jovem que se apaixonou e casou, na época, com o homem dos sonhos. O tempo, contudo, mostrou à ela quem era o seu marido. Larissa se viu vivendo num relacionamento abusivo que tornou a sua vida um inferno. 

Todos os amigos e familiares eram contra a relação de Larissa e Dennis, desde o início. Ela, ainda imatura e com pouca experiência em relacionamentos, se submeteu as loucuras do marido, acreditando em promessas de mudanças. O estopim do término aconteceu no dia que a insanidade de Dennis atingiu a filha do casal.

A partir deste momento, Larissa usou toda a coragem que lhe tinha restado e pediu o divórcio. Junto com o fim do relacionamento ela denunciou os maus tratos que sofria há anos. Até o momento antes de conhecer Diego, Larissa não queria mais saber de relacionamentos. 

Será que Diego conseguirá vencer os receios de Larissa e se provar merecedor do coração da nossa mocinha?

Não é só um livro que traz uma história bonitinha, é um romance que traz questões importantes - sendo a primordial delas, os relacionamentos abusivos. Muitas mulheres sofrem no Brasil com agressões de seus maridos. O que chama mais atenção é o alerta da autora, Camila Moreira, sobre quando um relacionamento abusivo não é reconhecido pela vítima ou na maioria dos casos a mulher vive com medo de denunciar o agressor porque a maioria desses homens as sustentam. E o que elas podem fazer? Ficam de mãos atadas nessa situação. Mas, se você leitora estiver passando por isso, o que eu espero de coração que não, denuncie!

Com uma escrita maravilhosa, frases reflexivas e trechos de músicas, Camila Moreira traz um enredo com personagens cativantes, mensagens importantes relacionadas a temática principal e uma mocinha que viveu um inferno, mas que encarou com queixo erguido os seus obstáculos e ressurgiu das cinzas como uma fênix.

Mais que recomendado essa leitura!

Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta


Compre na Amazon através do link e continue ajudando o Dear Book a crescer:

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Resenha: "Os Números do Amor" (Helen Hoang)

Tradução de Alexandre Boide

Atenção: este livro possui conteúdo adulto. Não é recomendado para menores de 18 anos.

Por Stephanie: Os Números do Amor é o livro de estreia da autora Helen Hoang e conta a história de Stella, uma jovem de 30 anos que é bem sucedida em sua carreira, tem uma família estruturada e precisa conviver diariamente com seu diagnóstico, já que ela se encontra dentro do espectro autista. Sua dificuldade de estabelecer relações em geral faz com que ela ainda seja solteira e não tenha muito sucesso no amor. A pressão de sua mãe para que Stella arrume um namorado a faz tomar uma decisão drástica: contratar um garoto de programa para ajudá-la a ser uma boa namorada e adquirir experiência sexual. É então que ela conhece Michael, um acompanhante profissional que é a promessa de que seus problemas de relacionamento finalmente irão acabar. Mas será que as coisas são assim tão simples?

Você pode imaginar que essa história é semelhante a algo que já viu por aí, e é mesmo Helen Hoang se inspirou em Uma Linda Mulher para escrever sua história, porque sempre achou interessante a ideia de trocar os gêneros em uma situação como a do filme. Como a autora também foi diagnosticada com autismo, ela utilizou suas próprias experiências para criar Stella e deixar a personagem mais verossímil, o que na minha opinião funcionou muito bem.

Eu acho que não tenho muito o que falar sobre o enredo; qualquer pessoa que tenha lido ou assistido a uma comédia romântica pode imaginar como o desenrolar da história se dá. O que acredito valer a pena de ser mencionado são os fatores que tornam essa obra um pouco “fora da curva”, como a abordagem da cultura vietnamita e o detalhamento sobre os hábitos e características de uma pessoa diagnosticada com TEA, que não é só aquilo que imaginamos ou ouvimos falar. Stella tem aspectos de sua personalidade que são únicos, por mais que ela possua uma condição compartilhada com outros indivíduos. E eu gostei muito de compreender a individualidade dela.
Ela tinha uma síndrome, mas a síndrome não era aquilo que a definia. Ela era Stella. Um indivíduo único.
Outro aspecto muitíssimo importante da obra é a discussão sobre respeito e consentimento. Michael, mesmo sendo experiente em relação ao sexo, trata Stella de forma respeitosa, considerando suas limitações e sempre aguardando o momento em que ela se sinta para qualquer coisa: desde um toque, um abraço, até outras interações mais íntimas.

Por falar em intimidade, achei as cenas adultas bem inseridas, sem forçar. Há apenas um momento bem desnecessário, que parece ter sido esquecido no meio do livro sem querer. Mas todas as outras cenas são românticas e sensuais, sem exagero. Isso vindo de uma pessoa que não lê livros eróticos, ou seja, pode confiar que aqui não tem nada explícito demais ou tão absurdo que chegue a ser cômico.
(...) Para ela, Michael era como sorvete de menta com gotas de chocolate. Até podia experimentar outros sabores, mas ele sempre seria seu favorito.
O desenvolvimento do relacionamento entre Stella e Michael é muito bacana de acompanhar. Vemos a resistência de ambos em se entregar ao sentimento, e como a vida de cada um tem suas peculiaridades. Adorei a família de Michael e a relação dele com a mãe; ele é um mocinho quase perfeito e nada machista ou babaca, que é algo difícil de encontrar em livros desse tipo.

Tenho apenas algumas ressalvas que acho que valem a pena serem citadas. Primeiro, o livro tem algumas cenas e passagens um pouco machistas, e apesar de não ser o tom da obra como um todo, me incomodaram nas vezes em que aconteceram. Outra coisa que não curti muito foi o fato de Stella não ter amigos. Eu entendo que para uma pessoa com TEA, é bem mais difícil fazer amizades, mas poderia ser alguém da família ou alguma pessoa de um grupo de apoio ou algo do tipo… Não sei, pode ser algo bobo mas ficou meio inverossímil, pra mim.

No geral eu recomendo muito a leitura. Os Números do Amor tem uma escrita super fluida, com passagens engraçadas, românticas, sexys e emocionantes. O final é um pouco corrido e as coisas são resolvidas um pouco rápido demais mas, mesmo assim, eu adorei esse livro!

Obs.: Ano que vem um segundo livro será lançado, mas não é uma continuação, e sim, uma nova história com outros personagens.

Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta


Compre na Amazon através do link e continue ajudando o Dear Book a crescer:



segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Resenha: "Como num Filme" (Lauren Layne)


Tradutor: Lígia Azevedo

Sinopse: As únicas coisas que o mauricinho Ethan e a rebelde Stephanie têm em comum são o curso de cinema na Universidade de Nova York e o roteiro que precisam desenvolver juntos. Mas, quando a proposta de recriar clássicos de Hollywood se confunde com a realidade, eles acabam se tornando os protagonistas de uma história de amor digna de Oscar! Ela quer um quarto confortável em uma boa casa. Ele quer ficar longe de sua ex. Eles precisam de uma boa nota. Convencidos a ajudar um ao outro, os dois entram em um acordo: Stephanie será a namorada de mentirinha de Ethan enquanto ele a deixa morar em seu apartamento. Para isso, ela deverá fingir ser uma perfeita lady: discreta, arrumadinha e, claro, completamente apaixonada… igualzinha à personagem do filme que estão criando. Contudo, à medida que os dois se aproximam, Ethan se vê completamente apaixonado pela garota cheia de mistérios e contradições ao seu lado. 

Agora, ele vai ter que decidir: será que seus sentimentos são pela Stephanie de verdade? Ou apenas pela versão que ele criou? 

Por Jayne Cordeiro: Como num Filme é o prequel (o inicio) da série Recomeços, que teve seu primeiro livro lançado, intitulado Em Pedaços. Não é preciso ter lido ele para pegar Como num Filme. Neste livro  com 222 páginas, a autora brinca com a ideia de filmes e clichês, ao apresentar dois personagens tão diferentes em classe social e pensamentos, e os obrigam a atuar juntos, enquanto fingem ser namorados. Pode parecer algo que você já viu diversas vezes em filmes e livros (e os próprios personagens brincam com isso), mas a autora utiliza isso de forma incrível, e conquista o leitor completamente.

Ele se abaixa no mesmo momento, e consigo afastar a minha cabeça evitando que ela se choque com a dele, como se fosse uma cena de filme B. Infelizmente isso joga meus peitos na cara dele. Nós dos recuamos antes que seu nariz mergulhe bem ali no meio.

Eu, particularmente, gosto de uma história que se inicia com um clichê, porque nunca enjoo, mas prefiro quando o resto da história consegue me surpreender de alguma forma. O livro acaba seguindo o clichê durante todo o enredo, mas ainda assim, é um livro que você devora rapidamente e não cansa. Os dois personagens conquistam de formas diferentes, e o leitor se diverte com as farpas que eles trocam a todo momento. Mas é certo que você vai ficar com raiva deles em algum momento, porque eles podem demorar para lidar com coisas que poderiam ser resolvidas rapidamente.

"O mau humor vem com o visual gótico?". Ele pergunta, me olhando de cima a baixo. "Ou vende separado?".Levanto a mão para esconder meus olhos. "Cuidado pra onde aponta seus dentes, por favor. O brilho está me cegando."

Tive um pouco de problemas com a protagonista Stephanie, mas a gente caba entendendo o comportamento dela em alguns momentos. E o livro explora bem essa questão das diferenças sociais e de como bloqueamos algumas coisas e bem percebemos como nos sentimentos realmente sobre algo. Além de ser um belo romance jovem adulto, o livro traz uma críticas bem legais. Fora isso, a história garante momentos bem divertidos, e cenas românticas bem interessantes. Para mim que nunca tinha lido nada da autora, já é certeza que vou atrás dos outros livros dela para leitura.


Mas acho que esse é o ponto. O fato de que somos duzentos por cento errados um para o outro torna a coisa toda muito menos arriscada.

A escrita do livro é envolvente, e consegue ser bem característica para cada personagem. Dá pra perceber que todos eles, incluindo os personagens secundários, são bem complexos, e abre um segmento para livros bem interessantes. A editora mostrou muito cuidado com a elaboração do livro, e a capa está um amor. Uma obra que mexe com a ideia de oss opostos se atraem. Para quem gosta do gênero New Adult, Como Num Filme é uma leitura obrigatória, recheada de momentos que vão encantar o leitor. Tenho certeza de que vocês vão gostar.

Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta

Compre através do link e continue ajudando o Dear Book a crescer:



segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Resenha: "Acesso aos bastidores" ( Olívia Cunning)

Tradução: Juliana Romeiro


Por Ili Bandeira: Esse foi um livro muito, muito difícil de terminar de ser lido e, mais ainda, de ser resenhado. A proposta era interessante, mas infelizmente devo confessar que esse livro foi simplesmente a maior decepção do ano de 2018. Os personagens não me agradaram, muita cena de sexo logo nas primeiras páginas. 


Acesso aos bastidores é o primeiro livro da série The Sinners on Tour, da autora Olívia Cunning e, já adianto, não teremos resenha da série pois dificilmente conseguiria voltar a lê-los.

Myrna é professora de psicologia com especialidade em sexualidade humana que está numa conferência a trabalho. A princípio, a experiência toda se mostra uma grande frustração para Myrna, que gostaria de estar em qualquer outro lugar.


Uma pilha de panfletos da pasta de Myrna caiu no carpete florido. Logo agora! Na pressa de sair da sala de aula, tinha se esquecido de fe‑ char o zíper. Com um suspiro exasperado, ela se abaixou para catar os papéis. 
Será que o dia poderia ficar ainda pior? Do outro lado do saguão, perto dos elevadores, ouvia-se um coro de “vira, vira, vira” e uma gritaria animada. Pelo visto, alguém estava se divertindo aquela noite. Com certeza não era ela. Myrna enfiou os panfletos na pasta, fechou o zíper e atravessou o saguão ostensivo do hotel a caminho de seu quarto, no sexto andar. Só precisava de um banho quente e demorado. Não tinha ideia de como caíra na conversa do chefe do departamento e aceitara participar daquela conferência idiota. 

Assim, é uma grata surpresa para ela descobrir que no hotel em que ela está hospedada a banda da qual é super fã está confraternizando, claro que ela nem pensa duas vezes e vai conversar um pouco.


Um dos homens virou o rosto para coçar o queixo no ombro. Apesar dos óculos espelhados, Myrna reconheceu imediatamente o vocalista Sedric Lionheart. Seu coração acelerou alguns compassos. Era o Sinners. “Estou tão mamado!”, exclamou Brian. Ele saiu da mesa e caiu no colo de dois amigos, derrubando vários copos vazios de cerveja. Os dois o deixaram se espatifar no chão sem qualquer cerimônia. Myrna riu pelo nariz e olhou ao redor para ter certeza de que nin‑ guém a vira fazer um barulho tão deselegante. Tinha que falar com eles. Poderia fingir que queria se apresentar por causa da palestra. Na verdade, amava o som dos caras. E eles não eram de se jogar fora. A definição exata do seu tipo. Loucos. Isso mesmo. Exatamente o que ela precisava de‑ pois daquele dia

Todos os caras da banda se interessam por ela, mas ela só tem olhos para o guitarrista gato, Brian Sinclair. Cerveja vai e vem, ela o convida para ir ao seu quarto na cara de pau. Sim querido leitor, você leu certo. Eles tem uma noite de muito sexo selvagem com palavras chulas.

Sim, o livro é basicamente é isso. Sexo. Sexo. Sexo. 

Myma é uma mulher que tem muito fogo (e esse fogo não se apaga nunca). Já o Brian é um fofo e super apaixonado.

Uma certa cena de sexo que eles vivenciam me incomodou, me surpreendeu, realmente não imaginava que pudesse acontecer algo do tipo, nem nos meus pensamentos mais loucos. Não irei falar para não soltar spoiler. 

O livro para mim foi um porre sem fim, a autora tinha tudo para escrever uma história muito boa, mas acabou exagerando muito no sexo, só temos isso no livro. O final foi muito chato e previsível. Infelizmente não recomendo :(.






                                                                   Curta o Dear Book no Facebook

Siga @dear_book no Twitter e @dearbookbr no Instagram
 
Ana Liberato