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sexta-feira, 5 de abril de 2019

Resenha: "Muito Além do Amor" (Camila Moreira)

Sinopse: Desde o começo de sua carreira como promotor, Diego Ferraz sempre foi guiado pelo seu senso de justiça. Implacável com os criminosos e gentil com os injustiçados, este jovem de coração valente está satisfeito em viver sacrificando-se pelo bem de todos à sua volta.Quando Diego se depara com o caso de Larissa ― vítima de abuso doméstico e mãe de Malu, uma adorável menina de 4 anos ― sua vida vira de cabeça para baixo. Ele não consegue parar de pensar nessa linda mulher ― que mesmo depois de ter sofrido tanto nas mãos de seu ex-marido, ainda consegue manter sua força, dignidade e, acima de tudo, doçura.Mais que um mero defensor da lei, Diego quer ser o protetor de Larissa e Malu. Quer passar o resto de seus dias ao lado delas, e mostrar o quão boa a vida pode ser quando nos permitimos amar e ser amados.Mas o coração de Larissa já foi machucado antes, e ela conhece melhor do que ninguém os perigos de se apaixonar perdidamente por aparentes príncipes encantados. É melhor se fechar, se proteger, e assim evitar mais dor. Afinal, contos de fada não são reais... certo?


Por Ili Bandeira: Aqui iremos conhecer o Diego, que é um cara muito bonito, charmoso e fiel aos seus princípios. Atualmente promotor do ministério público, ele quer ajudar as pessoas. Então, numa certa manhã, se depara com um caso de violência doméstica envolvendo Larissa e a sua filha Malu.

Larissa é uma jovem que se apaixonou e casou, na época, com o homem dos sonhos. O tempo, contudo, mostrou à ela quem era o seu marido. Larissa se viu vivendo num relacionamento abusivo que tornou a sua vida um inferno. 

Todos os amigos e familiares eram contra a relação de Larissa e Dennis, desde o início. Ela, ainda imatura e com pouca experiência em relacionamentos, se submeteu as loucuras do marido, acreditando em promessas de mudanças. O estopim do término aconteceu no dia que a insanidade de Dennis atingiu a filha do casal.

A partir deste momento, Larissa usou toda a coragem que lhe tinha restado e pediu o divórcio. Junto com o fim do relacionamento ela denunciou os maus tratos que sofria há anos. Até o momento antes de conhecer Diego, Larissa não queria mais saber de relacionamentos. 

Será que Diego conseguirá vencer os receios de Larissa e se provar merecedor do coração da nossa mocinha?

Não é só um livro que traz uma história bonitinha, é um romance que traz questões importantes - sendo a primordial delas, os relacionamentos abusivos. Muitas mulheres sofrem no Brasil com agressões de seus maridos. O que chama mais atenção é o alerta da autora, Camila Moreira, sobre quando um relacionamento abusivo não é reconhecido pela vítima ou na maioria dos casos a mulher vive com medo de denunciar o agressor porque a maioria desses homens as sustentam. E o que elas podem fazer? Ficam de mãos atadas nessa situação. Mas, se você leitora estiver passando por isso, o que eu espero de coração que não, denuncie!

Com uma escrita maravilhosa, frases reflexivas e trechos de músicas, Camila Moreira traz um enredo com personagens cativantes, mensagens importantes relacionadas a temática principal e uma mocinha que viveu um inferno, mas que encarou com queixo erguido os seus obstáculos e ressurgiu das cinzas como uma fênix.

Mais que recomendado essa leitura!

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Resenha: "Os Números do Amor" (Helen Hoang)

Tradução de Alexandre Boide

Atenção: este livro possui conteúdo adulto. Não é recomendado para menores de 18 anos.

Por Stephanie: Os Números do Amor é o livro de estreia da autora Helen Hoang e conta a história de Stella, uma jovem de 30 anos que é bem sucedida em sua carreira, tem uma família estruturada e precisa conviver diariamente com seu diagnóstico, já que ela se encontra dentro do espectro autista. Sua dificuldade de estabelecer relações em geral faz com que ela ainda seja solteira e não tenha muito sucesso no amor. A pressão de sua mãe para que Stella arrume um namorado a faz tomar uma decisão drástica: contratar um garoto de programa para ajudá-la a ser uma boa namorada e adquirir experiência sexual. É então que ela conhece Michael, um acompanhante profissional que é a promessa de que seus problemas de relacionamento finalmente irão acabar. Mas será que as coisas são assim tão simples?

Você pode imaginar que essa história é semelhante a algo que já viu por aí, e é mesmo Helen Hoang se inspirou em Uma Linda Mulher para escrever sua história, porque sempre achou interessante a ideia de trocar os gêneros em uma situação como a do filme. Como a autora também foi diagnosticada com autismo, ela utilizou suas próprias experiências para criar Stella e deixar a personagem mais verossímil, o que na minha opinião funcionou muito bem.

Eu acho que não tenho muito o que falar sobre o enredo; qualquer pessoa que tenha lido ou assistido a uma comédia romântica pode imaginar como o desenrolar da história se dá. O que acredito valer a pena de ser mencionado são os fatores que tornam essa obra um pouco “fora da curva”, como a abordagem da cultura vietnamita e o detalhamento sobre os hábitos e características de uma pessoa diagnosticada com TEA, que não é só aquilo que imaginamos ou ouvimos falar. Stella tem aspectos de sua personalidade que são únicos, por mais que ela possua uma condição compartilhada com outros indivíduos. E eu gostei muito de compreender a individualidade dela.
Ela tinha uma síndrome, mas a síndrome não era aquilo que a definia. Ela era Stella. Um indivíduo único.
Outro aspecto muitíssimo importante da obra é a discussão sobre respeito e consentimento. Michael, mesmo sendo experiente em relação ao sexo, trata Stella de forma respeitosa, considerando suas limitações e sempre aguardando o momento em que ela se sinta para qualquer coisa: desde um toque, um abraço, até outras interações mais íntimas.

Por falar em intimidade, achei as cenas adultas bem inseridas, sem forçar. Há apenas um momento bem desnecessário, que parece ter sido esquecido no meio do livro sem querer. Mas todas as outras cenas são românticas e sensuais, sem exagero. Isso vindo de uma pessoa que não lê livros eróticos, ou seja, pode confiar que aqui não tem nada explícito demais ou tão absurdo que chegue a ser cômico.
(...) Para ela, Michael era como sorvete de menta com gotas de chocolate. Até podia experimentar outros sabores, mas ele sempre seria seu favorito.
O desenvolvimento do relacionamento entre Stella e Michael é muito bacana de acompanhar. Vemos a resistência de ambos em se entregar ao sentimento, e como a vida de cada um tem suas peculiaridades. Adorei a família de Michael e a relação dele com a mãe; ele é um mocinho quase perfeito e nada machista ou babaca, que é algo difícil de encontrar em livros desse tipo.

Tenho apenas algumas ressalvas que acho que valem a pena serem citadas. Primeiro, o livro tem algumas cenas e passagens um pouco machistas, e apesar de não ser o tom da obra como um todo, me incomodaram nas vezes em que aconteceram. Outra coisa que não curti muito foi o fato de Stella não ter amigos. Eu entendo que para uma pessoa com TEA, é bem mais difícil fazer amizades, mas poderia ser alguém da família ou alguma pessoa de um grupo de apoio ou algo do tipo… Não sei, pode ser algo bobo mas ficou meio inverossímil, pra mim.

No geral eu recomendo muito a leitura. Os Números do Amor tem uma escrita super fluida, com passagens engraçadas, românticas, sexys e emocionantes. O final é um pouco corrido e as coisas são resolvidas um pouco rápido demais mas, mesmo assim, eu adorei esse livro!

Obs.: Ano que vem um segundo livro será lançado, mas não é uma continuação, e sim, uma nova história com outros personagens.

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Resenha: "Como num Filme" (Lauren Layne)


Tradutor: Lígia Azevedo

Sinopse: As únicas coisas que o mauricinho Ethan e a rebelde Stephanie têm em comum são o curso de cinema na Universidade de Nova York e o roteiro que precisam desenvolver juntos. Mas, quando a proposta de recriar clássicos de Hollywood se confunde com a realidade, eles acabam se tornando os protagonistas de uma história de amor digna de Oscar! Ela quer um quarto confortável em uma boa casa. Ele quer ficar longe de sua ex. Eles precisam de uma boa nota. Convencidos a ajudar um ao outro, os dois entram em um acordo: Stephanie será a namorada de mentirinha de Ethan enquanto ele a deixa morar em seu apartamento. Para isso, ela deverá fingir ser uma perfeita lady: discreta, arrumadinha e, claro, completamente apaixonada… igualzinha à personagem do filme que estão criando. Contudo, à medida que os dois se aproximam, Ethan se vê completamente apaixonado pela garota cheia de mistérios e contradições ao seu lado. 

Agora, ele vai ter que decidir: será que seus sentimentos são pela Stephanie de verdade? Ou apenas pela versão que ele criou? 

Por Jayne Cordeiro: Como num Filme é o prequel (o inicio) da série Recomeços, que teve seu primeiro livro lançado, intitulado Em Pedaços. Não é preciso ter lido ele para pegar Como num Filme. Neste livro  com 222 páginas, a autora brinca com a ideia de filmes e clichês, ao apresentar dois personagens tão diferentes em classe social e pensamentos, e os obrigam a atuar juntos, enquanto fingem ser namorados. Pode parecer algo que você já viu diversas vezes em filmes e livros (e os próprios personagens brincam com isso), mas a autora utiliza isso de forma incrível, e conquista o leitor completamente.

Ele se abaixa no mesmo momento, e consigo afastar a minha cabeça evitando que ela se choque com a dele, como se fosse uma cena de filme B. Infelizmente isso joga meus peitos na cara dele. Nós dos recuamos antes que seu nariz mergulhe bem ali no meio.

Eu, particularmente, gosto de uma história que se inicia com um clichê, porque nunca enjoo, mas prefiro quando o resto da história consegue me surpreender de alguma forma. O livro acaba seguindo o clichê durante todo o enredo, mas ainda assim, é um livro que você devora rapidamente e não cansa. Os dois personagens conquistam de formas diferentes, e o leitor se diverte com as farpas que eles trocam a todo momento. Mas é certo que você vai ficar com raiva deles em algum momento, porque eles podem demorar para lidar com coisas que poderiam ser resolvidas rapidamente.

"O mau humor vem com o visual gótico?". Ele pergunta, me olhando de cima a baixo. "Ou vende separado?".Levanto a mão para esconder meus olhos. "Cuidado pra onde aponta seus dentes, por favor. O brilho está me cegando."

Tive um pouco de problemas com a protagonista Stephanie, mas a gente caba entendendo o comportamento dela em alguns momentos. E o livro explora bem essa questão das diferenças sociais e de como bloqueamos algumas coisas e bem percebemos como nos sentimentos realmente sobre algo. Além de ser um belo romance jovem adulto, o livro traz uma críticas bem legais. Fora isso, a história garante momentos bem divertidos, e cenas românticas bem interessantes. Para mim que nunca tinha lido nada da autora, já é certeza que vou atrás dos outros livros dela para leitura.


Mas acho que esse é o ponto. O fato de que somos duzentos por cento errados um para o outro torna a coisa toda muito menos arriscada.

A escrita do livro é envolvente, e consegue ser bem característica para cada personagem. Dá pra perceber que todos eles, incluindo os personagens secundários, são bem complexos, e abre um segmento para livros bem interessantes. A editora mostrou muito cuidado com a elaboração do livro, e a capa está um amor. Uma obra que mexe com a ideia de oss opostos se atraem. Para quem gosta do gênero New Adult, Como Num Filme é uma leitura obrigatória, recheada de momentos que vão encantar o leitor. Tenho certeza de que vocês vão gostar.

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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Resenha: "Acesso aos bastidores" ( Olívia Cunning)

Tradução: Juliana Romeiro


Por Ili Bandeira: Esse foi um livro muito, muito difícil de terminar de ser lido e, mais ainda, de ser resenhado. A proposta era interessante, mas infelizmente devo confessar que esse livro foi simplesmente a maior decepção do ano de 2018. Os personagens não me agradaram, muita cena de sexo logo nas primeiras páginas. 


Acesso aos bastidores é o primeiro livro da série The Sinners on Tour, da autora Olívia Cunning e, já adianto, não teremos resenha da série pois dificilmente conseguiria voltar a lê-los.

Myrna é professora de psicologia com especialidade em sexualidade humana que está numa conferência a trabalho. A princípio, a experiência toda se mostra uma grande frustração para Myrna, que gostaria de estar em qualquer outro lugar.


Uma pilha de panfletos da pasta de Myrna caiu no carpete florido. Logo agora! Na pressa de sair da sala de aula, tinha se esquecido de fe‑ char o zíper. Com um suspiro exasperado, ela se abaixou para catar os papéis. 
Será que o dia poderia ficar ainda pior? Do outro lado do saguão, perto dos elevadores, ouvia-se um coro de “vira, vira, vira” e uma gritaria animada. Pelo visto, alguém estava se divertindo aquela noite. Com certeza não era ela. Myrna enfiou os panfletos na pasta, fechou o zíper e atravessou o saguão ostensivo do hotel a caminho de seu quarto, no sexto andar. Só precisava de um banho quente e demorado. Não tinha ideia de como caíra na conversa do chefe do departamento e aceitara participar daquela conferência idiota. 

Assim, é uma grata surpresa para ela descobrir que no hotel em que ela está hospedada a banda da qual é super fã está confraternizando, claro que ela nem pensa duas vezes e vai conversar um pouco.


Um dos homens virou o rosto para coçar o queixo no ombro. Apesar dos óculos espelhados, Myrna reconheceu imediatamente o vocalista Sedric Lionheart. Seu coração acelerou alguns compassos. Era o Sinners. “Estou tão mamado!”, exclamou Brian. Ele saiu da mesa e caiu no colo de dois amigos, derrubando vários copos vazios de cerveja. Os dois o deixaram se espatifar no chão sem qualquer cerimônia. Myrna riu pelo nariz e olhou ao redor para ter certeza de que nin‑ guém a vira fazer um barulho tão deselegante. Tinha que falar com eles. Poderia fingir que queria se apresentar por causa da palestra. Na verdade, amava o som dos caras. E eles não eram de se jogar fora. A definição exata do seu tipo. Loucos. Isso mesmo. Exatamente o que ela precisava de‑ pois daquele dia

Todos os caras da banda se interessam por ela, mas ela só tem olhos para o guitarrista gato, Brian Sinclair. Cerveja vai e vem, ela o convida para ir ao seu quarto na cara de pau. Sim querido leitor, você leu certo. Eles tem uma noite de muito sexo selvagem com palavras chulas.

Sim, o livro é basicamente é isso. Sexo. Sexo. Sexo. 

Myma é uma mulher que tem muito fogo (e esse fogo não se apaga nunca). Já o Brian é um fofo e super apaixonado.

Uma certa cena de sexo que eles vivenciam me incomodou, me surpreendeu, realmente não imaginava que pudesse acontecer algo do tipo, nem nos meus pensamentos mais loucos. Não irei falar para não soltar spoiler. 

O livro para mim foi um porre sem fim, a autora tinha tudo para escrever uma história muito boa, mas acabou exagerando muito no sexo, só temos isso no livro. O final foi muito chato e previsível. Infelizmente não recomendo :(.






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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Resenha: "Em pedaços" ( Lauren Layne)

Tradução: Lígia Azevedo

Por Ili Bandeira: Um romance lindo, daqueles que vai aquecer das pontas dos dedos até o coração. Uma ótima história, com momentos que vão te fazer rir, se apaixonar, chorar de tristeza. Tudo ao mesmo tempo!

Em Pedaços, temos dois personagens atormentados pela culpa e querendo perdão. Olívia é uma garota mimada e rica, que não quer se encarar no espelho, pois ela errou e agora quer fugir.

Então ela deixa tudo para trás e parte para Maine, para trabalhar como uma cuidadora de um veterano de guerra. No entanto, ela não sabe como ajudá-lo, porque também não sabe como esquecer seu passado.

Ao chegar na casa de Paul, se depara com um homem muito bonito e charmoso, mas com ódio mortal do mundo.


Os dois estão em Pedaços...


Olívia é uma gata! É a lembrança de que Paul não pode tê-la. Por outro lado, Paul a assusta, mas ele desperta nela um lado ousado. A atração deles é palpável!




“Em questão de segundos, a raiva e tensão desapareceram dos seus olhos, e ela aceitou o que tinha acontecido, como se ela merecesse sofrer esse tipo de humilhação.”



Começa então o joguinho entre eles, onde se desafiam a todo instante. Olívia tenta fazer com que Paul se abra mais e o incentiva a fazer exercícios físicos; já Paul fica cada vez mais curioso em relação a vida que ela deixou para trás. Aos poucos, eles vão convivendo e percebem que não são tão diferentes como achavam. 


Mas ao mesmo tempo em que tem progresso, as coisas complicam e tomam caminhos diferentes.


Agora ambos precisam encarar seus medos e lutar por seus sentimentos. Será possível ter um final feliz?


O livro tem capítulos intercalados, em primeira pessoa por Olívia e Paul, o que achei muito bom, pois a autora conseguiu passar bem os sentimentos de ambos os personagens pela luta do perdão.


Mais uma vez, Lauren Layne, arrasa com a sua escrita fluída e dinâmica que mantém o leitor querendo saber mais do enredo, mas agora com uma trama bem parecida com o clássico A Bela e a Fera, aonde teremos assuntos como: amor, perdão, resiliência.

                                             Super recomendado!


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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Resenha: "Mais que Amigos " (Lauren Layne)


Tradução: Alexandre Boide

Por Ili Bandeira: Sabe aquele livro que você está com altas expectativas? E quando termina a leitura elas todas são superadas. Apresento a vocês o livro Mais que Amigos, publicado pela Editora Paralela

"E se o cara certo... estiver bem na minha cara?"

Ben e Parker são melhores amigos desde a faculdade. Atualmente possuem uma vida financeira estável e moram juntos. Muitos acham impossível uma amizade entre um homem e uma mulher, mas nunca rolou nada entre eles. 

Na verdade, não poderia acontecer nada pois Parker namora Lance há 5 anos, enquanto seu melhor amigo é um galinha e não quer compromisso. A amizade deles é linda, tem uma conexão saudável e um apoio imenso. A dinâmica da casa é muito engraçada, com direito a lista de regras discussões tipicamente de casal.

"- Você não faz a menor ideia de como os hormônios funcionam.
- Na verdade, biologia é uma das minhas especialidades. 
- Você nem sabia o que era um útero. 
- Sabia, sim.
Quer dizer, mais ou menos."


Mas, agora Parker é dispensada pelo namorado. Então, por estar abalada com o término repentino, ela corre para os braços de seu melhor amigo e porto seguro.

Para se recuperar do coração partido Parker decide se aventurar pelo sexo casual, mas com o tempo percebe que isso não funciona para ela. Mas será que funcionaria com alguém que ela possua uma conexão legal? Então, porque não o Ben?

"Eu não quero que Parker se torne uma versão feminina de mim."

  Será que os sentimentos de ambos estão de acordo para não se apaixonarem?


Minha opinião sobre o livro e o enredo:


Mais que Amigos é um livro bem clichê, me senti vendo um desses filmes de comédia romântica e simplesmente adorei!

"Passamos anos e anos tentando explicar para o mundo inteiro que não somos amigos que transam de vez em quando, que não reprimimos uma paixão pelo outro, e agora ela está querendo jogar tudo pela janela."

Pelo enredo e premissa do livro já é possível prever o rumo que a história vai tomar, no entanto, não torna o livro nem um pouco desinteressante. Foi bem bacana acompanhar cada passo que essa relação foi se tornando, as reviravoltas e complicações que criaram.


A narrativa é rápida, fluída, simples, bem gostosa e descontraída. É uma leitura muito fácil e tem um ritmo leve que é impossível parar, o que possibilita uma leitura rápida. Li o livro inteiro em apenas uma tarde, creiam!


"Quando encostei em você... eu desmoronei." 

Ben é meu personagem preferido por causa do seu jeito divertido, engraçado e apaixonante. 

Lauren Layne tem uma escrita fluída e dinâmica que mantém o leitor querendo mais do enredo e dessa história maravilhosa. Quero ler tudo que essa mulher escreve, virou uma das minhas autoras favoritas.

Super recomendo para todos vocês essa comédia romântica sobre melhores amigos que complicaram a vida deles se apaixonando!

        Postagem publicada Originalmente no blog O Clube da Meia Noite


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segunda-feira, 7 de maio de 2018

Resenha: “Querido Dane-se” (Kéfera Buchmann)


Por Kleris: A gente tenta não ter nenhuma expectativa, mas ler uma ficção da Kéfera é algo bem curioso. Ela já havia mostrado um pouco da sua escrita espevitada no primeiro livro (reveja resenha aqui), o que não apareceu muito no segundo (reveja resenha aqui), e neste Kéfera surpreendeu. 
— Você tem muito ódio no seu coraçãozinho, né?
JURA? SÉRIO MESMO? Gênia. Deveria ganhar um prêmio pela constatação.

Sara não está no seu melhor da vida quanto queria – aliás, para ela o tempo está correndo muito depressa, com prazos por ela determinados prestes a expirar sem “conquista” alguma – no caso, chegar aos 30 sem um relacionamento ou emprego estável. 

Pra piorar, seu namorado termina com ela do nada e assume outra garota, que basicamente é a nova cliente de Sara, uma socialite para a qual ela que vai produzir roupas exclusivas. É nessa bagunça toda que Sara tenta focar na oportunidade de trabalho, seguir em frente sem estragar tudo e ainda tratar do seu déficit de atenção.
Querido diário,
FODEU.
Minha terapeuta quer ler meu diário.


Uma boa sacada do livro é sua narração. Kéfera nos apresenta a história como um diário, onde a personagem escreve coisas que ela deve reconhecer como positivas e negativas, proposta de sua terapeuta, o que acaba por virar uma jornada de autoconhecimento – daquelas com muitas resistências no início, muitas reviravoltas de recheio e grandes escolhas pelo caminho. 

Sara, como muitas pessoas, é uma pessoa de percepção frágil, que se entrega muito às expectativas irreais. Por conta disso, decepciona-se muito. Mas está lá, tentando mais uma vez, mesmo que isso envolva se meter nas mais loucas (e perigosas) situações, mesmo que dê uns closes errado bem errados. Quem equilibra essas doidices é sua amiga Denise, quem tá “na guerra” pra tudo. 

— Não. Se apaixonar é ótimo. Só lembra de não colocar todas as suas expectativas nesse cara! Você tem que conseguir ser feliz mesmo que as coisas não deem certo com ele também.
— Denise, para de querer cortar minha vibe! Você viu como o Tiago me trata, não viu? ele é superamoroso. Some de vez em quando, mas faz parte do jogo.
— Tá, pode ser. Mas lembra o que eu sempre digo? Para ser um bom par, você precisa saber ser um bom ímpar. Então, quando ele sumir, você tem que saber ficar bem consigo mesma. É isso que eu estou tentando...

Em uma primeira impressão, o livro é bem clichê e não traz nada muito novo no meio literário contemporâneo – é como a primeira temporada de Crazy Ex-Girlfriend, misturado com filmes brasileiros babacas (como aquele S.O.S. Mulheres ao Mar), umas romantizações e ganas dos anos 90 (em que mulheres precisam ou definem quem são por ter um homem ao lado), e umas tiradas meio #fail. Mas esse ar tragicômico exagerado é apenas um pano de fundo que vai tirar nossa personagem das órbitas e, durante sua jornada, perceber o que é preciso fazer pelo seu final feliz. 
— Peraí. Se você é frustrado, o problema é seu. Não vem querer dizer que meus sonhos são impossíveis.

Esse ponto de quebrar os tais ideais limitantes que torna o livro interessante. Aliás, passei o livro inteiro torcendo por isso! Queria que Sara não tivesse a Gio (a socialite), como inimiga e sim contasse a verdade sobre o pilantra que só queria tirar vantagem delas #sororidade Queria que a Sara se libertasse dessas noias que diminuem e prendem as mulheres por anos a fio e queria que ela não se contentasse com um amor meio bosta (ou com qualquer coisa mais) #yougogirl Nesse sentido, o livro traz sim algo bom, algo novo, algo verdadeiro, e acho ótimo que isso seja reverberado pela audiência que acompanha a autora. 
Essa pergunta ainda me assombra. Tenho procurado muito de mim por aí.

É um livro curto, super rápido e bem gostosinho de ler, excelente para aqueles momentos de pausa ou quando a gente tá querendo pegar o ritmo de leitura após uma ressaca. Não pense que por ser a Kéfera a autora, é um livro ruim ou sem conteúdo – dê tchau a esse preconceito. Muito pelo contrário, foi uma boa estreia da autora na ficção.

Recomendo!
Até a próxima o/


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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Resena: "O Jogo - Amores Improváveis" Vol.3 (Elle Kennedy)

Tradução Juliana Romeiro

Por Clarissa: Oi oi gente, tudo bem? Hoje venho com a indicação do terceiro livro da série Amores
improváveis – “O Jogo”. Se você já tem algum casal preferido, se prepare para se apaixonar por
mais um.
Como eu já disse nas outras resenhas, essa série vai contanto histórias de casais na faculdade e
cada livro vai puxando o outro e isso é fenomenal, porque cada um que passou por essa série
interfere nos novos livros. Vou contar um pouco deste livro agora.
E para reforçar é conteúdo adulto, criancinhas não podem ler!

Allie Hayes está prestes a se formar em artes cênicas e não tem ideia de como sera sua vida depois da faculdade. O seu grande dilema é ficar perto do pai que sofre de uma doença degenerativa ou voar para Hollywood? Aceitar papeis superficiais ou investir no teatro? Para complicar mais sua vida, Allie está com o coração partido desde que terminou seu namoro de longa data. Mas ela não sabia que entraria em mais uma complicação em seu caminho, e o nome desse baita problemão é Dean Di Laurentis, o jogador de hóquei mais mulherengo do time da universidade, e certamente ele não é a resposta para os seus problemas. Por outro lado, não há nenhum problema em se divertir um pouco, certo? 
“Meu autocontrole está nas mãos de Dean Heyward-Di Laurantis, um homem conhecido por ter zero controle. Ou seja, estou ferrada. Muito ferrada”
Dean é um adolescente inteligente, talento e muito festeiro, consegue tudo o que quer. Ainda está pra nascer uma mulher imune ao seu charme descontraído, isto até se envolver com Allie Hayes. Em uma única noite Allie conseguiu virar o mundo de Dean de cabeça para baixo. E ela quer que sejam apenas amigos? Dean não vai deixar só por isso, como gosta de desafios ele não vai medir esforços para convencê-la de que uma vez não é suficiente.

Allie não sabia aonde estava entrando, naquele baita problema, e resolve se entregar a uma relação sem compromisso e complicações. Mas muitas coisas estão por vir, e Dean não queria só mais uma em sua lista, ele quer algo diferente e assim essa amizade colorida se torna algo a mais, ganha uma conexão mais forte. Mas nem tudo é contos de fadas, pena que a vida coloca obstáculos, e as vezes as coisas podem simplesmente não dar certo.
“De acordo com o mendigo Lou, do Brooklyn, um déjà-vu é só uma falha que acontece quando os alienígenas tentam acessar suas memórias. Acho que é isso que os homenzinhos verdes estão tentando fazer agora, porque, minha nossa, virei a rainha do déjà-vu.”
Para ser sincera este livro foi o que mais eu demorei para ler, não sei se foi a falta de tempo ou bloqueio literário, mas foi o que menos me cativou, sim, é uma historia muito boa, é construtiva, tem lá seu conteúdo. Mas foi o que menos me chamou a atenção, porem não deixa de ser o menos importante para toda série. Porque, foi como eu disse, todos os livros tem ligações com histórias passadas. Neste livro Kennedy trabalha bastante o ciúmes obsessivo do (a) Ex, e como um sobrenome conhecido pode afetar muitas escolha, a perda de pessoas importantes que lhe faz chegar ao fundo do poço, mas sempre terá aquela luz que te levanta, uma pessoa que te faz querer sempre ir em frente.

Neste livro a história é mais suave, mais madura, os personagens já tem uma mente mais adulta, porem tem lá os problemas de adolescentes, o coração perdido pelo o que achava que era o amor da sua vida, a desconfiança, os últimos dias para se formar na faculdade, escolha do melhor para sua carreira, enfim, a ainda da adolescência para o mundo adulto.

A leitura tem seu toque cômico, que leva a leveza para a trama toda e assim suavizando partes sérias, assim o leitor vai deslizando capitulo por capitulo. O que podemos observar ao decorrer dos livros que os personagens vão crescendo, amadurecendo, e se surpreendendo com cada final de livro, deste então, minha nossa, foi chocante. Ainda bem que temos mais um livro para se apaixonar.

Esta série é muito apaixonante e quente, Kennedy tocou em vários assuntos que todos passamos na vida real, como as descobertas, como as traições doem, confiança alegrias e mito mais emoções que todos que já passaram pelo período da faculdade passam ou em qualquer ponto da vida. E foi isso que me cativou nessa série, você vai crescendo junto com a história e se apaixonando por cada personagem. Eu não me canso de indicar essa série, é muito boa é mega diferente de tudo que já li.

E não se esqueçam de deixar seus comentários dicas e criticas!!

Boa leitura!

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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Resenha: "O Erro - Amores Improváveis" (Elle Kennedy) Livro 2

Tradução por Juliana Romeiro
Por Clarissa: Olá pessoal, quanto tempo! Bom hoje venho com uma super indicação é “O Erro – Amores improváveis” é o segundo livro da série, porém a história se transmuta sem perder a essência do livro anterior, na história do livro passado contava sobre o amor improvável de Hanna e Garret, agora veremos a história de amor de Logan – melhor amigo de Garret- e Grace, uma garota com fama de santinha que está terminando seu primeiro ano na faculdade.

Grace Ivers está cansada de sua fama de santinha, que só é focada nos estudos, não sai com os garotos populares da faculdade e mal vai a festas.  Grace tem seu lado cauteloso e por outro tem espírito vibrante, quer viver com intensidade, experimentar tudo com mais intensidade. Quem disse que garotas inteligentes e responsáveis não podem se divertir? Grace quer sair da sua zona de conforto e isso significa correr certos riscos, como o de se magoar, por exemplo. Mas quem nunca errou na vida, não é mesmo.
“Garotos bonitos me deixam nervosa. Parece que meu cérebro dá um nó, fico sem filtro e, de repente, estou contando que fiz xixi nas calças durante uma excursão no terceiro ano, que morro de medo de marionetes ou que tenho um transtorno obsessivo-compulsivo leve e começo a arrumar o quarto de outra pessoa no instante em que ela vira as costas.”
Alem de ter um TOC para organização, Grace não tem freio na língua e pode acabar falando de toda a sua vida em menos de 5 minutos. E por um acaso há um encontro com o sedutor e desencanado John Logan, que lhe parece uma oportunidade perfeita para Grace abandonar a timidez e se entregar a um romance despretensioso. Mas o que começa como uma simples atração pela beleza e curtição logo se torna em algo muito mais especial. Logo Logan que não entregava a sua vida para qualquer pessoa, mudou completamente com a chegada de Grace em sua vida.
“Ainda não consegui decifrá-la. É doce, mas não me parece ingênua. Transmite uma onde inocente, mas também parece incrivelmente segura de si.”
Grace e Logan não esperavam por isso, suas personalidades se completam, esse casal improvável – o atleta popular e a garota acanhada – não conseguem ficar longe um do outro por muito tempo, a cada encontro eles se descobrem, seja um do outro ou de si mesmos. Mas como todo ser humano alguém nesta estória vai errar e poderá colocar tudo a perder.

Quem leu o Acordo deve ter se apaixonado pela trama toda, pelo amor que vence qualquer barreira e quem ler O Erro, vai se apaixonar ainda mais, posso dizer que este se tornou meu favorito, até me identifiquei em algumas partes RS, quem nunca se sentiu um peixinho fora em certas fases da vida?! Está leitura me pegou de tal maneira que eu não conseguia mais largar, só queria saber o que vinha na próxima pagina, o que iria acontecer no final, o que iria acontecer com cada personagem, enfim é maravilhoso com a estória se desenrola e vai ficando cada vez mais contagiante, te prendendo a cada vírgula.

O que eu gostei na leitura é que não se trata só de amorzinho, adolescentes, mas sim também de respeito a todos, o abuso do poder – dos que estão num poder maior que o seu – da confiança, traição de quem você mais confiava, o poder do perdão, seja da família ou amigos, comprometimento, a vontade de ir atrás do que deseja, baseia na realidade de muitos. O livro é conteúdo adulto, tem La suas partes mais calientes, que faz a leitura ser mais contagiante e interessante. 

Para quem julga pela capa e achou que é uma série amorzinho, conteúdo meloso, esta completamente errado, tem amor, claro, mas tem todo um contexto a ser levantado, são vários assuntos abordados que vivemos na realidade, é uma leitura que toca e que faz pensar quando se termina de ler ou mesmo no meio de um capítulo. Essa é uma série muito interessante, nunca tinha lido coisa igual, porque uma história vai puxando a outra, porem a cada livro um protagonista diferente, mas entre o circulo de amigos que conhecemos no primeiro livro e a estória flui tão bem que o leitor não se perde em nenhum momento. É muito gostoso de ser lido, super indico a todos (menos crianças RS). 

Só digo a Elle Kennedy algumas palavras: muito obrigada por essa série!

Espero que tenham gostado e leiam!

Até logo e boa leitura!

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sexta-feira, 10 de março de 2017

Resenha: “58 listas – 33 úteis & 25 Nem tão Úteis Assim” (Manuela Barem)


Por Kleris: Abri esse livro e apenas soube: ele vai viajar pra mão de muita gente. Porque ele tem que cumprir uma missão terrena.





Semelhante a revistas conhecidas como Mundo Estranho e Super Interessante, 58 Listas da Manuela Barem, editora-chefe do Buzzfeed Brasil, é um livro de muitas curiosidades para folhear num momento oportuno. Mas, diferente dessas revistas, o livro é uma compilação de feels, fatos e comportamentos da geração Y.



Sabe aquele sentimento de compartilhar um post do buzzfeed e nunca sair do site? Manuela bem o preserva. Ao mesmo tempo que nos coloca em xeque com grandes questões, nos derruba com coisas nonsense e saudosas. Saudosismo na verdade é um traço seu muito forte. É ótemo para caminhos longos do busão, quaisquer viagens, esperas em clínicas, intervalo de aulas ou apenas uma leiturinha antes de dormir durante uma ressaca literária. Vale também para dar de presente ou abrir num encontro de amigos e/ou família. Além de quebrar um gelo, vai render assunto até o fim da vida.

Eu jurava que Filadélfia era aqui no MA (?) Mas temos Nova York!

Como o próprio título fala, umas são bem úteis, outras nem tanto. Tem as gargalháveis, as mais ou menos, as que vale tirar foto e mandar pros migos, pra família, as relativas, as passáveis, as engraçadinhas... e assim por diante. É interessante como cada um pode reagir a elas. O livro também dá esse espaço, permite que você faça suas próprias listas.

A edição da Paralela super respeitou a experiência imersiva de Manuela, suas listas e Buzzfeed vibe. É chamativo sem gritar aos olhos. Acho que não tem como deixá-lo sobre uma mesa e várias pessoas não folhearem de passagem.


Essa com certeza foi uma das melhores listas! 
Filmes clássicos com versões BR hahaha A escolha dos atores então, mto mara


 

SLz (MA) garantindo seu espaço ^^


Fico a imaginar que relíquia esse livro pode se tornar daqui a 50 anos. Quem sabe? 58 listas tem todo esse potencial!

#LivrodasListas
Até a próxima!

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quarta-feira, 1 de março de 2017

Resenha: “Tá Gravando. E agora?” (Kéfera Buchmann)


Por Kleris: Em Muito mais que 5inco minutos (reveja resenha aqui), Kéfera nos contou tragicomédias de sua vida que a levaram ao canal; em Tá Gravando. E agora?, ela conta sobre a experiência do canal 5inco minutos, justo para quem tem interesse em começar algo do tipo. Sabe quando um projeto dá muito certo e os fãs pedem dicas? É este livro.

Tá Gravando. E agora? fala bastidores do canal, fatos e dados, para nortear principiantes. No caso de Kéfera, foi tudo muito intuitivo, atropelado até, mas seguindo um caminho comum de quem começa algo novo (semelhante ao que falei aqui: apostar no novo). Trata-se de escolhas, autoconhecimento, compromisso e riscos. E por isso mesmo as razões certas contrapostas às erradas – como quem começa um projeto já pensando no sucesso, fama e etc. Expectativas é algo que se não souber equilibrar, pode matar antes mesmo de dar partida naquela ideia legal. 
Conteúdos bombam quando geram IDENTIFICAÇÃO. E na internet você vai ter certeza se agradou mesmo. As palmas no teatro podem ser por educação, mas na internet serão sempre verdadeiras. Se quer produzir conteúdo, faça com TESÃO. Não pra ser aplaudido, mas para se sentir realizado.


Apostar no novo também é desafiador. Só porque você está se expondo, não quer dizer que tem de expor tudo, tampouco dar entrada para pessoas aleatórias perguntarem coisas demais. Você tem que equilibrar esse controle, mediar sua relação com público/audiência. Sabe, levar a brincadeira mais a sério, ter que assumir os limites, seus e de sua proposta. 
Mas saiba que você vai assumir um relacionamento com seus seguidores. Como um namoro (dos bem ciumentos). [...] Será cobrança atrás de cobrança. A internet é doida! [...] É normal descontarmos parte de nossas carências em alguém que admiramos. É uma forma de fugirmos dos nossos problemas. Criamos outro foco – mesmo que esse foco seja a VIDA de outra pessoa.


Isso geralmente leva o creator a momentos de dúvidas, incertezas e bads. É completamente normal! Faz parte do pacote de ser criador de algo. Só temos de aprender a maneirar mais a autocrítica – na prática. Avaliar sobre o que estamos agregando a nós mesmos e aos outros pode ser uma luz nesse túnel.


O livro é um pacote Kéfera sobre fenômenos do Youtube. Me pareceu que ela pegou a câmera e saiu filmando o quarto, mostrando como tudo aconteceu, partes boas e não tão boas. Ou um vídeo FAQ (perguntas mais frequentes). Um tanto interativo, Kéfera, ao seu jeito espevitado, troca em miúdos o seu trabalho digital.




Além de relatos propriamente sobre vídeos, o livro entremeia depoimentos de fãs, opiniões sobre como o canal agregou algo bom em suas vidas, fez uma diferença. O canal pode não agradar muitos, e por isso mesmo ser polêmico vez que é um fenômeno que move milhões, porém, ele cumpre um papel que poucos, até então, conseguiram desempenhar. Ele abriu mil e umas oportunidades que Kéfera tinha como objetivo.

Diferente do primeiro livro, Tá Gravando. E agora? não é um livro para rir de histórias descabidas, é para dar um primeiro passo mais seguro ao colocar uma ideia em prática. É um pé nas nuvens e outro no chão e a iniciativa de “ok, agora vai”. Como na resenha passada, repito aqui o Chandler: inadequado para adultos – parte 2. 


O que uma criança vê pode, sim, influenciar no seu comportamento. Mas, se os pais derem conta do recado, ela não absorverá nada que não seja certo. Hoje é comum os pais jogarem a responsabilidade da criação dos filhos nas pessoas da internet. O que precisa ser entendido pelos pais é que somos produtores de entretenimento. Nós, youtubers, postamos vídeos com a função de sobretudo entreter e divertir quem assiste. Nenhum de nós está na internet com o objetivo de ser responsável pela nova leva de adolescente que chegaram ao mundo.


Até a próxima!

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Ana Liberato