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sexta-feira, 26 de julho de 2019

Resenha: "Pacote Completo" (Lauren Blakely)


Tradução: Leonardo Castilhone

Sinopse:  Ele tem um presente para você. E o pacote é especial. Chase levava uma vida tranquila como médico na movimentada Nova York, sucesso entre as mulheres, parecia que não faltava nada... até que descobre que seu contrato de aluguel está para vencer e se vê entre duas opções: morar na rua e dividir apartamento com a deslumbrante irmã do seu melhor amigo. O problema é que conseguir um bom apartamento em Nova York é mais difícil do que encontrar o amor verdadeiro. E se eu tiver que dividir um espaço com alguém, que seja com uma garota tão maravilhosa como a irmãzinha do meu amigo. Só peço que os céus me ajudem. Eu posso resistir à Josie. Sou disciplinado, e, se me esforçar, consigo manter meus pensamentos sob controle, mesmo no minúsculo apartamento que dividimos. Mas, certa noite, bem atordoada com um dia difícil, ela insistiu para deitar-se ao meu lado, sob as mesmas cobertas. Isso a ajudaria a dormir, foi o que ela disse. ...MAS COMO UM HOMEM COMUM PODE RESISTIR A UMA SITUAÇÃO COMO ESSA? O difícil vai ser segurar a tentação diante da tensão sexual que desperta toda vez que os dois dividem bons momentos. Entre conversas, pizzas e risadas, o clima esquenta e Chase percebe que aquela que em pouco tempo já se tornou uma amiga, pode ser algo mais... talvez um pacote completo.

Por Jayne Cordeiro: Eu gosto muito dos livros da Lauren Blakely, e finalmente consegui ler Pacote Completo. Ele faz parte de uma série que começou com "Big Rock" e "Mister O", e você pode ler cada livro separadamente, apesar dos personagens se conhecerem. Eu acho muito legal, o fato de o livro ser narrado pelo personagem masculino, e isso me encantou quando li "Mister O" tempos atrás. Pois bem, "Pacote Completo" continua no mesmo perfil dos outros, e com isso quero dizer que você vai gostar desse também.

Eis o meu dom especial: eu sou o rei da compartimentalização. Ou seja, eu nasci com gavetas diferentes para cada aspecto da vida. Desejos e ações. Luxúria e sentimentos. Amor e sexo. Um vai aqui, o outro ali. Tudo bem separadinho e sem chances de se encontrar.

O livro traz uma história divertida, sensual, e bem quente, que consegue prender o leitor até o final. Chase e Josie são grandes amigos e precisam dividir um apartamento em Nova York, porque morar sozinho sai muito caro. É com certeza uma boa ideia, mas Chase precisa tirar da cabeça os pensamentos sensuais sobre Josie. E é claro que morar junto não vai diminuir isso em nada. Pois eu gostei muito do relacionamento dos dois, dos diálogos. As interações de Chase com seus amigos também são ótimas, e conseguimos até ter um deslumbre de personagens antigos da série.

Quando se é o mestre da resistência, nada é capaz de afetar seu autocontrole. Nem mesmo coabitar um espaço de 55m² com a mulher que você deseja há anos. Bom, eu sempre acreditei nisso... Até a noite em que acordei e a vi deitada, encolhida ao meu lado, embaixo das cobertas.

As coisas seguem um bom ritmo em seu desenvolvimento, então nada acontece de forma apressada. As cenas quentes são espetaculares, e a amizade entre os dois torna tudo mais doce. Minha única ressalva em relação ao livro, é que eu fiquei com uma pequena sensação de deja vu. Isso porque, os livros anteriores também trazem uma relação parecida entre os protagonistas. Uma amizade já estabelecida, a ideia de ser um relacionamento apenas de sexo, e depois tudo voltaria ao normal.

Os lençóis farfalharam e ficamos frente a frente. Coloquei minha mão em seu rosto e rocei o polegar ao longo de sua mandíbula. Então a beijei, e puta merda. Em questão de segundos eu estava pegando fogo. Cada centímetro do meu corpo parecia aceso. Fagulhas, desejo, luxúria — Todos entraram em combustão assim que nossos lábios se tocaram.

O livro não menos especial por isso, mas eu queria ver algo diferente dessa conversa de que "depois vamos voltar a amizade platônica". Porque essa galera já deveria ter visto que isso nunca dá certo. Mas, como falei, a história é muito boa, a dinâmica entre os personagens é o ponto alto da história, e vale muito a pena parar para ler este livro e os outro também, se você nunca leu. A Lauren Blakely já uma autora consagrada, e se você gosta do gênero new adult ou de romance erótico, ela é a sua autora certa.

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segunda-feira, 10 de junho de 2019

Resenha: "Wild - Quebrando as Regras 2" (Liz Spencer)


Sinopse: Uma coisa é certa sobre mim: eu sou um fora da lei.

Tendo vivido uma adolescência destruída, sou considerado louco, assassino e me tornei presidente de um dos mais temidos MCs do estado da Califórnia.

Todo homem como eu tem seu pequeno segredo sujo. Eu posso dizer que possuo vários, muitos deles me tornaram inabalável. Em contrapartida, barreiras internas podem se tornar facilmente instáveis quando o passado resolve te abalar. Quando os fantasmas de um mundo esquecido decidem colidir com o presente e bagunçar o seu futuro.
O primeiro impacto veio quando ela reapareceu e me pediu por ajuda.
O segundo golpe veio quando resolvi lhe estender a mão.
Mas minha bondade não passava disto.
Eu não sou o cavaleiro de armadura que ela tanto acreditava. Eu não o herói da história, o príncipe no cavalo branco, nem mesmo o maldito sapo.
Eu sou o que sou, e isso é tudo.
Chame-me de Knife, se preferir. Chame-me de homem da sua vida, insano e sanguinário ou de grande bastardo sujo.
Eu só tenho uma observação a fazer:
Jamais, em hipótese alguma, se iluda com o meu sorriso torto ou procure por bondade em meu par de olhos escuros...
Talvez você não esteja preparado para o que possa encontrar por lá.

Por Jayne Cordeiro: Wild é o segundo livro da série Quebrando Regras. Os livros são independentes, mas é claro que eu recomendo a leitura do primeiro Broken, porque é muito bom. Sobre Wild, eu fiquei super animada quando descobri que o livro usaria como tema um Motoclube. Adoro os romances desse universo, apesar de alguns esteriótipos não tão legais. Todos os livros dessa categoria que eu li foram escritos por americanas, onde esses clubes são mais fortes. Foi muito legal ver  um autora brasileira retratar tudo tão bem. E foi um dos melhores do gênero que eu já li.

— Se algo acontecesse com você, eu os caçaria até no inferno e alimentaria os filhos da puta com seus próprios paus. Isso é fato. Pisquei algumas vezes, sentindo meu coração bater ainda mais forte com sua declaração. Eu seria muito desequilibrada em dizer que sua resposta havia sido adorável? Bem, adorável não era a palavra mais adequada para se dizer, no entanto era a forma Héctor de ser adorável. — Obrigada por isso... eu acho — falei timidamente.

Hector e Jazmine tiveram uma infância difícil. Cresceram juntos até Hector ir embora e Jazmine ficar com o pai. Anos depois, mais velhos, Jazmine segue para a cidade onde Hector mora e é presidente dos Renegade Souls, um motoclube  que possui alguns negócios fora da lei. O reencontro não é nada do que ela imaginava, mas os dois acabam se aproximando. Gostei de como o Hector consegue ser forte, duro, com os outros, mas ao mesmo tempo muito doce com ela. Ele tem um jeito mais bruto, não é do tipo que mede as palavras, mas consegue conquistar. Ele é altamente sexy, então não dá pra ninguém resistir a ele.

— Mas talvez seja compreensivo o fato de eles a desejarem. — Suas mãos subiram pelas minhas coxas e depois acariciaram meus quadris. — Você é tão bonita. Tão incrivelmente sexy. — Com um puxão brusco, ele me virou de frente para si. Seus intensos olhos negros me devoravam. Perdi-me dentro deles por um momentâneo instante. — Mas você é minha. Apenas minha, Jazmine.

Jazmine consegue ser uma boa mistura de menina ingênua e de personalidade forte. Ela não deixa que ninguém passe por cima dela, mas pensa muito nos outros também. O relacionamento deles acontece de forma muito real, aos poucos. Não é aquela coisa de "olhou, apaixonou", apesar de os dois já trazerem sentimentos da infância. O livro vai esquentando aos poucos, e ele traz várias cenas hots, que são muito bem escritas. Na verdade, todo o livro é bem escrito. A história é bem conduzida, o suspense envolvendo um mistério especifico vai se desenvolvendo bem.

— Deus! — lamentei, levando a mão à boca. Notei Héctor vir em minha direção, e mais um grito rasgou minha garganta quando outro tiro atravessou a janela, sendo acompanhado por uma verdadeira rajada de balas. O corpo de Héctor caiu sobre o meu, então fui arrastada com ele pelo piso escuro. Eu estava em estado de choque, desnorteada, mas ainda tinha ciência de que se não saíssemos dali, morreríamos os dois. 

O livro traz, além do romance hot, mistério e ação. Ele não tem tanta ação quanto o Broken, mas possui seus momentos mai animados. Há realmente uma história no livro, ele não parece uma desculpa para cenas hots, como as vezes vemos por ai. A autora consegue criar bons personagens, situações envolventes, que vão entreter bem quem gosta do gênero romance hot. E para quem gosta de romances MC (motoclube), esse vai te conquistar.

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segunda-feira, 20 de maio de 2019

Resenha: "Broken - Série Quebrando Regras 1" (Liz Spencer)


Sinopse: Uma coisa é certa sobre mim: eu estou longe de ser bom. 


Não se iluda com o meu olhar, tampouco com as minhas palavras. Eu posso ser bem convincente quando quero. 

Eu não estou aqui para ser o cara dos seus sonhos, muito menos o seu príncipe encantado. Minha sina é derramar sangue. Não tenho orgulho; não tive escolha; não sou herói, mas não me considero vilão. 
Se eu sei amar? Já amei uma vez. Uma única e derradeira vez. Ela me foi tirada da forma mais cruel possível, o que não só alimentou o ódio que eu já sentia, como me fez nutrir um intenso desejo de vingança. 
Eu só não sabia ao certo como executar isso, até descobrir a existência dela. 
Não citaremos nomes, mas digamos que ela era tudo aquilo que faltava em mim. Ela era luz enquanto eu era o breu, ela simbolizava vida, eu alimentava a morte. Boa, pura e inocente. De fato, uma presa fácil, e eu me aproveitei disso da forma mais atroz possível para pôr em prática o meu plano de vingança. Se eu sinto culpa? A culpa foi-se junto com a minha capacidade de amar. 
Quem é ela? Eu gosto de compará-la a um anjo. 
E quem sou eu? Bem, meu caro... eu sou o pior e o mais sujo dos demônios. 

Por Jayne Cordeiro: Eu já tinha lido outro livro da Liz Spencer pelo Kindle Unlimited, então não pude deixar passa esse. Afinal, quem não gosta de um bad boy? Pois aqui em Broken, nós temos Derek, um homem com uma missão: se vingar do homem e seus comparsas que foram responsáveis pela morte da mulher que ele amava e por quase matá-lo também. E para atingir onde mais dói, ele sequestra a irmã caçula do seu inimigo, Faith. Já ela, é uma moça, que sonha em ser atriz, e que não faz a minima ideia das atividades ilícitas do irmão, além de carregar marcas de um relacionamento abusivo anterior.

— Tão bonita, mas tão tola — replicou, sem mudar o tom. — Eu não quero o dinheiro do seu irmão, Faith. Eu definitivamente não quero nada que envolva a conta bancária do filho da puta do seu irmão. O que eu quero é bem mais que isso. Vale muito mais que isso. Eu quero o sangue de vocês dois, você me entendeu agora?

Olhando o enredo por alto, você até pode pensar que o livro vai ser clichê e sem novidades, afinal quem nunca viu uma história de vingança, onde os envolvidos acabam se apaixonando? Mas Broken consegue entregar muito mais do que isso. Os protagonistas são muito bem escritos, com histórias bem carregadas. A forma como Derek e Faith interagem é muito interessante. Mesmo refém no começo, a Faith consegue se impor e tenta lidar com tudo, sem ser uma idiota, mas também sem ser uma vítima completa. E ela cresce muito no decorrer do livro, e me diverti muito com ela.

O primeiro golpe veio do meu punho. Um soco que quase o derruba. Marcel recobrou sua coordenação e avançou em minha direção. Outro soco para revidar, e o que veio em seguida foi uma bagunça de chutes, murros e encontrões contra a parede fria. Eu estava ferido, com ossos fraturados e hematomas, mas eu não podia deixá-lo vencer. Já havia passado por coisa pior, e não iria recuar justamente naquele instante.

O relacionamento dos dois vai se desenvolvendo no tempo certo. Há realmente uma construção da relação. E quando ela acontece, são fogos de artificio para todos os lados. Eles conseguem ser intensos, carinhosos, implicantes e não aceitam desaforo um do outro. Foi um livro que eu curti muito ler, e devorei ele muito rápido, mesmo sendo longo. Então não se preocupe com o número de páginas, a leitura é bem fluída, e equilibra bem os momentos dramáticos, românticos e de ação.

Derek recostou sua testa na minha e sua mão subiu um pouco mais, apertando o meu joelho. Eu fechei os meus olhos, sentido sua respiração quente fazendo minha pele arrepiar, ansiando que ele chegasse nem que fosse um pouco mais perto. Eu não sabia exatamente o que eu queria, mas definitivamente eu não queria ele tão longe. E então ele deslocou um pouco mais o seu rosto. Sua barba rala arranhava de leve a pele do meu pescoço, conforme ele enterrava o seu nariz na curva entre aquele ponto e o meu ombro.

Broken traz várias cenas fortes, com tiros, lutas corporais, personagens que você vai odiar e outros que vai amar. Atitudes questionáveis de personagens "bonzinhos', mas tudo tão bem desenvolvido, que você compra o que está lendo. Para quem gosta de um bom romance Hot, este livro é escolha garantida de sucesso. E ele ainda traz um enredo interessante, com dinamismo, e que vai conquistar quem quer reviravoltas e cenas de ação também.

- Eu te amo Faith Bloom - disse ele. Pequenas rugas no canto dos olhos me saudaram quando um lindo sorriso genuíno brotou em seu rosto. - Eu te amo com toda a minha alma podre e sombria.

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Resenha: "Eu sou a amante do meu marido" (Sara Ester)


Sinopse: Algumas vezes a vida nos obriga a tomar atitudes drásticas, e o que é errado pode ser a única opção. Marie Cooper se vê em uma situação cuja única alternativa é o inusitado, pois não existem limites para a audácia de uma mulher cheia de desejos reprimidos. Casada com Andrew Cooper somente no papel, Marie almeja descobrir os desejos da carne. Ela quer conhecer o seu marido completamente, e pela primeira vez em sua vida cometerá uma loucura para conquistar aquilo que quer. Como? Se tornando a sua amante! Quais serão os segredos desvendados nessa reviravolta?

Por Jayne Cordeiro: O titulo deste livro é bem incomum e bem longo, mas acabei dando uma chance a ele, e não me decepcionei. Não é um livro muito longo, e a escrita é bem dinâmica e interessante. A história é contada pelo ponto de vista de ambos os protagonistas, principalmente pela Marie. Ele é uma mulher apaixonada que sofre com a rejeição do marido, que não aparenta ter nenhum interesse por ela, após o casamento. Andrew apresenta um comportamento bem confuso para ela, pois tem momentos em que a ignora, e outros em que parece que a deseja, mas sem nunca consumar o casamento.

Não havia um dia sequer no qual eu não me arrependia de ter aceitado aquele maldito acordo. Estávamos presos um ao outro, totalmente infelizes, eu a magoando de diversas formas e e sentindo-a se quebrar mais e mais.

O livro tem a sua história girando em torno deste drama vivido pela Marie, que está cansada deste tratamento, e decide elaborar um plano para conseguir finalmente se envolver sexualmente com o homem que ama. Mesmo que ele não saiba que se trata da própria esposa. Fiquei na dúvida no começo, de como isso poderia acontecer, mas a autora consegue encontrar uma forma convincente de fazer isso, e conseguindo passar de uma forma para o leitor, que é possível até mesmo não ter raiva ou se irritar com Andrew pela situação.

Suspirei e me recostei na pia, olhando-a.- Eu o vi, mas me acovardei na hora em que ele vinha na minha direção. - disse enfiando a escova na boca.- O que? Ficou louca? - Emily perguntou quase surtada. - Não era esse o objetivo desa loucura toda, Marie? Você ficar com ele nesse maldito clube?

Além desse drama, o livro também apresenta um pouco de suspense e mistério, já que passamos grande parte do livro querendo descobrir o porque de Andrew não se envolver com Marie, apesar de desejá-la tanto. E também a um perigo que ronda Marie, que trará uma surpresa no final. Assim, o livro tem uma história bem interessante, bem escrita, e recheada de romance, cenas quentes e mistérios. 

Delicadamente senti suas mãos deslizarem por meus braços, arrepiando minha pele.- É só fechar os olhos e imaginar que estamos a sós...sem plateia. - Andrew sussurrou e raspou os dentes no lóbulo da minha orelha.

Este é o primeiro livro de uma série da autora chamada Em Busca do Amor, que contêm cinco livros, que focam em casais diferentes, mas que já aparecem desde o primeiro livro. Particularmente, os dois primeiros livros (esse e "Em Busca do perdão da minha mulher") são sobre o mesmo casal, e um começa exatamente de onde o outro acaba. Contando uma história única. Trarei a resenha dele aqui também. 

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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Resenha: "Acesso aos bastidores" ( Olívia Cunning)

Tradução: Juliana Romeiro


Por Ili Bandeira: Esse foi um livro muito, muito difícil de terminar de ser lido e, mais ainda, de ser resenhado. A proposta era interessante, mas infelizmente devo confessar que esse livro foi simplesmente a maior decepção do ano de 2018. Os personagens não me agradaram, muita cena de sexo logo nas primeiras páginas. 


Acesso aos bastidores é o primeiro livro da série The Sinners on Tour, da autora Olívia Cunning e, já adianto, não teremos resenha da série pois dificilmente conseguiria voltar a lê-los.

Myrna é professora de psicologia com especialidade em sexualidade humana que está numa conferência a trabalho. A princípio, a experiência toda se mostra uma grande frustração para Myrna, que gostaria de estar em qualquer outro lugar.


Uma pilha de panfletos da pasta de Myrna caiu no carpete florido. Logo agora! Na pressa de sair da sala de aula, tinha se esquecido de fe‑ char o zíper. Com um suspiro exasperado, ela se abaixou para catar os papéis. 
Será que o dia poderia ficar ainda pior? Do outro lado do saguão, perto dos elevadores, ouvia-se um coro de “vira, vira, vira” e uma gritaria animada. Pelo visto, alguém estava se divertindo aquela noite. Com certeza não era ela. Myrna enfiou os panfletos na pasta, fechou o zíper e atravessou o saguão ostensivo do hotel a caminho de seu quarto, no sexto andar. Só precisava de um banho quente e demorado. Não tinha ideia de como caíra na conversa do chefe do departamento e aceitara participar daquela conferência idiota. 

Assim, é uma grata surpresa para ela descobrir que no hotel em que ela está hospedada a banda da qual é super fã está confraternizando, claro que ela nem pensa duas vezes e vai conversar um pouco.


Um dos homens virou o rosto para coçar o queixo no ombro. Apesar dos óculos espelhados, Myrna reconheceu imediatamente o vocalista Sedric Lionheart. Seu coração acelerou alguns compassos. Era o Sinners. “Estou tão mamado!”, exclamou Brian. Ele saiu da mesa e caiu no colo de dois amigos, derrubando vários copos vazios de cerveja. Os dois o deixaram se espatifar no chão sem qualquer cerimônia. Myrna riu pelo nariz e olhou ao redor para ter certeza de que nin‑ guém a vira fazer um barulho tão deselegante. Tinha que falar com eles. Poderia fingir que queria se apresentar por causa da palestra. Na verdade, amava o som dos caras. E eles não eram de se jogar fora. A definição exata do seu tipo. Loucos. Isso mesmo. Exatamente o que ela precisava de‑ pois daquele dia

Todos os caras da banda se interessam por ela, mas ela só tem olhos para o guitarrista gato, Brian Sinclair. Cerveja vai e vem, ela o convida para ir ao seu quarto na cara de pau. Sim querido leitor, você leu certo. Eles tem uma noite de muito sexo selvagem com palavras chulas.

Sim, o livro é basicamente é isso. Sexo. Sexo. Sexo. 

Myma é uma mulher que tem muito fogo (e esse fogo não se apaga nunca). Já o Brian é um fofo e super apaixonado.

Uma certa cena de sexo que eles vivenciam me incomodou, me surpreendeu, realmente não imaginava que pudesse acontecer algo do tipo, nem nos meus pensamentos mais loucos. Não irei falar para não soltar spoiler. 

O livro para mim foi um porre sem fim, a autora tinha tudo para escrever uma história muito boa, mas acabou exagerando muito no sexo, só temos isso no livro. O final foi muito chato e previsível. Infelizmente não recomendo :(.






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quinta-feira, 28 de junho de 2018

Resenha: "Ele - Quando Ryan conheceu James" (Elle Kennedy & Sarina Bowen)

Tradução: Lígia Azevedo

Sinopse: James Canning nunca descobriu como perdeu seu melhor e mais próximo amigo. Quatro anos atrás, seu tatuado, destemido e impulsivo companheiro desde a infância simplesmente cortou contato. O que aconteceu na última noite daquele acampamento de verão, quando tinham apenas 18 anos, não muda uma verdade simples: Jamie sente saudade de Wes.
O maior arrependimento de Ryan Wesley é ter convencido seu amigo extremamente hétero a participar de uma aposta que testou os limites da amizade deles. Agora, prestes a se enfrentarem nos times de hóquei da faculdade, ele finalmente terá a oportunidade de se desculpar. Mas, só de olhar para o seu antigo crush, Wes percebe que ainda não conseguiu superar sua paixão adolescente. 

Jamie esperou bastante tempo pelas respostas sobre o que aconteceu com seu relacionamento com Wes, mas, ao se reencontrarem, surgem ainda mais dúvidas. Uma noite de sexo pode estragar uma amizade? Essa e outras questões sobre si mesmos vão ter que ser respondidas quando Wesley e Jamie se veem como treinadores no mesmo acampamento de hóquei.



“Li este livro em uma sentada só — é tão bom! Se eu tivesse que selecionar duas autoras para colaborarem, não vejo dupla melhor que Bowen e Kennedy.” — Colleen Hoover, autora best-seller do New York Times
“A maneira como Sarina Bowen e Elle Kennedy desenvolvem o romance destes dois homens é atemporal e maravilhosamente real.” — Audrey Carlan, autora best-seller do New York Times




CONTEÚDO ADULTO
Fonte: Companhia das Letras

Por Eliel: Fiquei muito feliz em receber uma prova antecipada desse livro.Um pouco ansioso também, por esse ser o meu primeiro romance erótico. E comecei logo com um romance LGBTI. Com certeza, esse foi um livro completamente fora da minha zona de conforto que é basicamente constituído de distopias, fantasias e ficções.

Além de isso tudo ser novo para mim, é novo para a Editora Paralela também. Esse é o primeiro da temática no Brasil trazido pela editora.  Esse livro será lançado dia 29 de Junho e já está em pré-venda, só clicar no banner no final desse post e garantir já o seu!

Esse romance é uma parceria das autoras Elle Kennedy e Sarina Bowen. Elle já é bem conhecida pela série Amores Improváveis, ela tem experiência com livros de conteúdo adulto. Sarina também tem bastante experiência com esse tema e em com parcerias, principalmente de Elle. O que esperar dessas duas feras de romances hot quando os protagonistas são dois homens másculos jogadores de hóquei? Eu fiquei bem surpreso de como elas desenrolaram a trama.

É engraçado - tenho certeza de que todo mundo se arrepende de algo que já disse. Um insulto que dirigiram a alguém. Uma confissão que preferiam não ter feito. Talvez, não sei, uma piada insensível que gostariam de não ter contado.
A frase de que eu me arrependo? Vamos ver um pornô.

Iremos acompanhar a história de Wesley Ryan, um grande atacante de um time de hóquei na faculdade e promissor atleta profissional, e James Canning, um ótimo goleiro de hóquei e com futuro tão promissor quanto o do seu melhor amigo na adolescência. Cada capítulo é contado do ponto de vista de uma das personagens (ao melhor estilo Martin que eu curto muito hahaha).

Ryan Wesley (Wes) é um gay assumido e isso não é um grande problema para ele, seus colegas de time não tocam no assunto e nem se importam com quem ele dorme. A sua relação familiar não é a mais perfeita, mas eles também não influenciam sua vida. Ele já é um homem crescido e sabe se virar sozinho. 

Jamie Canningn não tem ideia do tipo de poder que exerce sobre mim.

James Canning (Jamie) é o caçula de uma família de seis irmãos fissurados em futebol americano e o hóquei foi a única maneira que encontrou para se destacar. Uma família muito unida que sempre estão se comunicando e fortalecendo os laços. Jamie tem um futuro promissor como goleiro profissional de hóquei. Devo dizer que ele é hétero, porque isso fará bastante sentido nesse romance.

Depois da tarde que tive, tenho certeza de que sua perplexidade não chega nem perto da minha.

Os dois se conheceram quando eram apenas meninos em um acampamento de hóquei e se tornaram melhores amigos desde então. Todos os verões passaram juntos até que a amizade ficou abalada por um acontecimento no último verão. Quatro anos depois do que aconteceu (só não conto porque é spoiler) eles se reencontram em um campeonato e tem muita coisa para resolver.

Mas não posso. Só posso agir como homem, apertar a mão dele e dizer que é bom vê-lo de novo. Posso encarar aqueles olhos castanhos que me desarmam e pedir desculpas por ser um imbecil. Depois posso pagar uma bebida e tentar puxar um papo sobre esportes ou qualquer outro assunto seguro.

O fato de Jamie ter sido o primeiro cara que amei e que fez com que eu encarasse verdades assustadoras relacionadas a mim mesmo... Bom, nesse assunto não vou tocar.
E então meu time vai acabar com o dele na final. E é assim que deve ser.

Entre muitos altos e baixos nessa relação de amizade, (muitos mesmo!) eles irão coisas descobrir sobre sua sexualidade, família, preconceito e perdão. Apesar das cenas hot, é um romance muito sincero. As autoras conseguem trazer muito da realidade para as páginas. Uma coisa que gostei muito foi que as personagens não são esteriótipos e sim pessoas que podemos encontram no dia-a-dia, são pessoas comuns com desejos comuns e reações comuns. Embora a história não seja nada comum.

A leitura é bem fluída e leve. Se prepare que as cenas hot são bem detalhadas. Em resumo, é um livro bem interessante que eu recomendo, mas apenas para os maiores de 18.

A data de publicação desse post (28 de Junho) é muito importante para a comunidade, pois:

"é o Dia do Orgulho LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex), data celebrada e lembrada mundialmente, que marca um episódio ocorrido em Nova Iorque, em 1969. Naquele dia, as pessoas que frequentavam o bar Stonewall Inn, até hoje um local de frequência de gays, lésbicas e trans, reagiram a uma série de batidas policiais que eram realizadas ali com frequência.O levante contra a perseguição da polícia às pessoas LGBTI durou mais duas noites e, no ano seguinte, resultou na organização na 1° parada do orgulho LGBT, realizada no dia 1° de julho de 1970, para lembrar o episódio. Hoje, as Paradas do Orgulho LGBT acontecem em quase todos os países do mundo e em muitas cidades do Brasil ao longo do ano". (Anistia Internacional)
E amanhã, 29 de junho de 2018, esse livro que chegou às minhas mãos será lançado! Garanta já o seu!

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sexta-feira, 16 de março de 2018

Resenha: “Correndo Para Você” (Rachel Gibson)

Tradução de: Caroline Caires Coelho

*Por Mary*: Olaaaar, pessoas lindas! Saudades?

Leia também:


Sei que faz um tempo que não dou as caras por aqui, mas marco meu retorno (ou quase) com esta autora que tanto admiro, que sempre nos presenteia com histórias envolventes, sexies e extremamente viciantes.

Não sei especificar ao certo, se por conta do momento que estou vivendo ou se pelo simples fato de já ter lido muitos livros desta autora, mas desta vez não sofri o mesmo impacto dos títulos anteriores. Com isso, não quero dizer que o livro é ruim – porque não é! – mas que, para alguém que já leu muitos dos livros de Rachel, talvez este não vá trazer grande novidade.

- Por favor, pare. Você está piorando as coisas – ela murmurou, enquanto procurava não pensar que poderia ter pulado da frigideira direto para o fogo. – Sei que não nos conhecemos, mas você poderia tentar me oferecer um pouco de apoio, agora. Ser minimamente solidário.
Ele pegou a saída da esquerda em direção ao aeroporto e perguntou:
- Como?
Era sério? Era ela que precisava pensar em coisas positivas para ele dizer?
- Você poderia tentar dizer: “Veja pelo lado positivo, Stella”.
- Você provavelmente quebrou a mão já aleijada de um homem. Qual é o lado positivo?

Nas resenhas anteriores desta escritora, comentei com vocês que uma de suas principais características é a intertextualidade (o que eu, por sinal, adoro!). Pois bem, se estão com saudades de Vince e Sadie, tenho boas notícias, pois Correndo Para Você nos apresenta a Stella, irmã mais nova de Sadie, e Beau, um fuzileiro naval durão, que é contratado por Vince para encontra-la.

Stella tem uma vida consideravelmente comum como garçonete em Miami, até que um grandalhão loiro atravessa seu caminho e, como um furacão, traz novidades que prometem mudar sua vida. Bem, talvez furacão não fosse bem a palavra mais adequada... que tal “explosão”? Com a força de uma explosão – acreditem, ele sabe como fazer uma – Stella precisa confiar no estranho bonitão que surge no seu caminho para salvá-la da encrenca em que se meteram, ainda que os dois, digamos, tenham personalidades bem distintas.

- Sim. Se quiser ir embora agora, nós vamos. Não é tarde demais – ele apontou para trás, por cima do ombro, para o Escalade preto. – Se quiser sair daqui a dez minutos, tiro você daqui.
Em poucos dias, ele havia se tornado sua âncora. Sua rocha. A força tranquila a seu lado. E, em poucos dias, ele iria embora. Pensar nisso a deixou ainda mais assustada.
- Com explosão?
- Se você quiser, sim. Damos um jeito. É só dizer.

Conforme comentei acima, este novo título não foge do que já conhecemos de Rachel Gibson. Com narração em terceira pessoa, a autora dá especial atenção à sua protagonista, realizando, claro, visitas rotineiras e convenientes a Beau, a fim de proporcionar ao seu leitor a consciência dos sentimentos do protagonista em relação à baixinha invocada que se tornou sua “missão” mais complicada.

- Quando ontem à noite eu disse que amo você, estava sendo sincera. Eu amo você, Beau.
Ele olhou para ela com seu olhar de sargento Junger e disse, não sem certa razão:
- Você me conhece há doze dias.
Mas o amor não tinha nada a ver com razão ou dias do calendário.

E aí vocês devem estar pensando: “Puxa, Mary, isso que dizer que o livro novo é só ‘mais do mesmo’?” E eu respondo com um sonoro NÃO!

Significa dizer que, embora estejamos em nossa zona de conforto, Correndo para você oferece muito romance, muita sensualidade, muito fogo e, claro, boys magyíssimos exalando testosterona por todos os poros. Sem falar, ademais, da oportunidade de revisitar personagens dos quais, como se fosse um amigo querido, sentimos saudades e da fofoca inconfundível que somente Lovett é capaz de produzir.

- O Beau me disse que ele é o gêmeo bom. É isso mesmo?
- Depende – Blake suspendeu um dos ombros e ergueu as sobrancelhas para o irmão. – Bom em quê?

Portanto, caro leitor, se você busca um romance à flor da pele, com uma pitadinha de implicância, um toque de teimosia e personagens tão cabeças-duras, que nos fazem querer, por vezes, tacar o livro na parede, esta é a escolha certa.

- Eu amo você.
Ela baixou os braços e teve medo de piscar. Medo de que fosse um sonho.
- Você disse que não me amava.
- Eu sou um idiota. Pensei que o amor acontecesse como tiros ou uma explosão – ele afastou a fumaça com a mão. – Eu estava enganado. O amor acontece com um sorriso de cada vez. Um belo e tortuoso sorriso por vez. A cada vislumbre dos seus olhos. A cada toque da sua mão. A cada som da sua risada.

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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Vale a Pena Ler de Novo: "Peça-me o que Quiser” (Megan Maxwell)

Neste mês de Janeiro estamos em recesso, mas preparamos para você, caro leitor, uma seleção com nossas resenhas mais acessadas de 2017.

Enquanto isso, prepare-se para todas os lançamentos e novidades de 2018.


Tradução de: Tamara Sender

*Por Mary*: Rapaaaaaaaaaaaaaaz, tirem as crianças da sala!

Quando li o aviso na capa do livro, não levei a sério. Juro.

Mas levem. Façam o que eu digo e não o que eu faço.

Apesar dos livros eróticos não serem a minha categoria literária predileta, leio até a lista de compras da Megan Maxwell. E não é que me surpreendi? Apesar das descrições explícitas, Peça-me o que quiser não chega a ser vulgar, o que me parece um grande acerto, além de contar a história de uma maneira interessante e que não centraliza o sexo como cerne único e absoluto da obra. Outro grande acerto!
- Acho que você supõe demais. – Cheia de curiosidade, digo: - Pelo seu sotaque você é...
- Alemão.
Não me espanta. Minha empresa é alemã, e gringos como aquele aparecem todos os dias por aqui. Mas, sem conseguir evitar, eu o olho com um sorrisinho malicioso.
- Boa sorte na Eurocopa!
Para começar, deixo aqui a playlist do livro, que irei atualizando conforme for lendo os demais da série:



Meio moleca, apaixonada por motocross e viciada em Coca Cola, Judith Flores é um espanhola de sangue quente. Divertida, curte sair com os amigos para beber e assistir futebol, não está em busca de compromisso sério e não parece sonhar com o príncipe encantado. Pensando bem, provavelmente Jud sonha apenas com uma chefe mais gente boa e que não a deixe tão atolada de trabalho.

Certo dia, presa no elevador por conta de uma queda de energia, esbarra em um executivo bonitão, a quem oferece um chiclete de morango e fala besteira para passar o tempo. A partir daí, sua vida não voltará a ser a mesma. E não apenas por Eric – o executivo bonitão – ser seu chefe, mas também por se apaixonar por ele e ser apresentada a um universo desconhecido de jogos sexuais, voyers e treesome.

O conturbado relacionamento, no entanto, precisará sobreviver a mais empecilhos do que pequenos fetiches. E, para isso, terão que compatibilizar dois temperamentos bem difíceis, ciumentos, o qual, talvez, apenas a atração irresistível que sentem um pelo outro não será suficiente.

Narrado em primeira pessoa, Megan Maxwell se vale da linguagem coloquial, conjugada no presente, para aproximar seu leitor. É como se fôssemos a melhor amiga de Jud, ouvindo-a contar sua história de amor com o difícil Eric.
Por alguns minutos, nenhum de dois fala nada. Ficamos abraçados, curtindo esse contato tão gostoso, até que Eric beija meu pescoço e me aperta com força.
- Te amo, e contra isso, pequena, não posso fazer nada.
Escutei direito?
Ele está dizendo que me ama?
A felicidade de faz rir, eu o beijo com voracidade e murmuro:
- Se é verdade o que você diz, não fique mais longe de mim.
- Foi você que foi embora.
- Você que me expulsou.
- Falei pra você ficar.
- Mas me expulsou!
Pronto, já começamos tudo outra vez!
Eu não seria justa, se fizesse a clássica comparação com Cinquenta Tons de Cinza, porque, apesar dos motes semelhantes, a forma como as autoras desenvolvem suas tramas são muito distintas. Se, por um lado, E. L. James explora o sadomasoquismo como um tipo de perversão que deve ser “curada” pelo amor da mocinha; Megan Maxwell eleva o fetichismo a um novo patamar, retratando-o como uma maneira corriqueira de se relacionar e cujo principal requisito é o consentimento mútuo.

Acredito que o grande diferencial de Peça-me o que quiser reside no fato de a autora não centrar sua história nas peripécias sexuais do casal protagonista, mas sim na conturbada relação deste. Além disso, a extensa e profunda pesquisa realizada por Megan Maxwell contribui para evitar as cansativas repetições tão comuns nos livros eróticos.

Sem medo de me equivocar, posso dizer que de todos os livros eróticos que li, os quais se propuseram abordar os fetiches humanos, nenhum deles foi capaz de fazê-lo com tanta maestria, de maneira tão intensa e ao mesmo tempo natural, quanto Megan.

Se, de início, as situações descritas parecem coisa de outro mundo; no fim, até conseguimos entender a dinâmica desse tipo de relacionamento – ainda que, talvez, não queiramos levá-lo para a vida pessoal. Penso que uma das coisas de que mais gostei no livro foi justamente o tom de naturalidade utilizado para direcionar uma trama que perpassa por temas até polêmicos, sem esbarrar em preconceitos e pré-julgamentos, pois também acredito que cada relacionamento é ímpar e cada casal tem uma maneira própria de fazê-lo funcionar.
- Diga-me, senhor Zimmerman. Em que posso ajudá-lo?
Eric abaixa a voz e, sem alterar a expressão de seu rosto, pergunta:
- O que você está fazendo, Jud?
Surpresa por voltar a ser “Jud”, respondo:
- Tomando uma Coca. Zero, por sinal, que engorda menos.
Minha resposta irreverente o desespera. Sei disso e gosto disso.
- Por que você está me irritando o tempo todo? – pergunta, me deixando desconcertada.
Que cinismo...!
- Eu?! – sussurro. – Mas que cara de...
Devo confessar que, a princípio, não curti muito o Eric. Autoritário, possessivo e pavio curto são apenas os principais elogios que lhe faço. Todavia, no decorrer da leitura, vamos conhecendo melhor o personagem e compreendemos que por trás daquela máscara de frieza, há um homem carinhoso, confiável e presente.

Nossa protagonista feminina, por outro lado, me conquistou de cara. Sem estereótipos, conhecemos uma mulher decidida, independente e alto astral, que corre atrás do que quer e, mesmo com certo medo do desconhecido, encara os desafios que vão surgindo pelo caminho, nos surpreendendo a cada página. O defeito dela é não saber dizer não para o Eric, mas, cá entre nós, quem nunca teve um boy que nos fazia agir como uma boba, que atire o primeiro vibrador.
- Vem cá, Eric, sua mãe disse que sou sua namorada?
- Disse.
- E como ela ficou sabendo disso antes de mim?
Megan nos presenteia com a construção de personagens muito humanos, que assim como todo mundo, são falhos, cheios de defeitos e imperfeições, mas que tentam acertar e buscam a felicidade.

Se você é uma pessoa mais puritana, talvez Peça-me o que quiser não seja a leitura mais acertada, tendo em vista que até eu – que normalmente me acho bem moderninha – me senti totalmente careta diante das “brincadeiras” apresentadas.

Peça-me o que quiser é um livro para você que quer uma trama recheada de sensualidade, que não tem pudores para conhecer um mundo de voyersménage à trois e swing e não abre mão de um livro bem escrito, cheio de humor e muuuuuuito romance.

Sou uma mulher normal, sem grandes pretensões, que trabalha pra sua empresa. Tenho um pai, uma irmã e uma sobrinha que adoro e, até ontem, tinha um gato que era meu melhor amigo. Sou treinadora de futebol feminino e não cobro nem um centavo por isso, porque essa atividade me faz feliz. Tenho amigos e amigas com quem curto assistir a jogos, viajar, ir ao cinema ou sair pra jantar. Agora você vai perguntar por que estou te contando tudo isso, né? – Eric balança a cabeça afirmativamente. – Não sou deslumbrante, não gosto de me vestir de forma provocativa, e nem mesmo tento fazer isso. Meus relacionamentos com homens têm sido normais, nada de outro mundo. Sabe como é: a garota conhece o garoto, eles se sentem atraídos um pelo outro e vão pra cama. Mas ninguém nunca conseguiu me tocar do jeito que você conseguiu em poucos dias. Nunca pensei que o sexo pudesse me deixar tão louca. Nunca pensei que eu pudesse fazer o que estou fazendo contigo. Você me domina e me submete de tal maneira que não consigo dizer não. E não consigo dizer não porque meu corpo e eu inteirinha querem fazer tudo que você quiser. Odeio receber ordens, principalmente na cama. Mas a você, inexplicavelmente, eu permito que mande em mim. Nunca na vida eu poderia imaginar que um desconhecido como você, que mal sabe meu nome, minha idade e qualquer coisa da minha vida, me exigiria sexo só de olhar pra mim e eu cederia. [...]

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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Resenha: “Peça-me o que quiser ou deixe-me” (Megan Maxwell)



Tradução de: Ernani Rosa e Tamara Sender

Leia também as resenhas dos volumes anteriores:

*Por Mary*: E então, preparados para o terceiro livro desta trilogia que não acaba aqui?

Dessa vez, não assustei o carteiro, juro... quer dizer, só quase beijei a carequinha dele.

Beijo, seu Carteiro! o/ Pense num cidadão que eu considero! :*




- Pequena, só você me interessa.
Vai me beijar, mas eu me afasto.
- Acaba de me virar o rosto, senhora Zimmerman?
Sua expressão, sua voz e seu riso conseguem por fim me fazer sorrir:
- Cuidado, senão, lá vai cotovelada, entendido?
Mas vamos lá, que aqui temos a playlist atualizada de Peça-me:



E dessa vez vou incluir um vídeo também, porque quero todo mundo sofrendo junto comigo:



Mas antes de começar esta resenha, preciso deixar um aviso aos navegantes, de que este texto contém SPOILER dos livros anteriores. Então, se você ainda não começou a ler o segundo livro e não tolera saber finais antes da hora, fique avisado e não venha me xingar depois.

- Legal. Se é uma ponte de namorados, acho legal que os nomes de vocês estejam aí. – E, olhando para os outros cadeados, continua: – E por que nesses cadeados há outros menores?
Abaixando-se também, Eric explica:
- Esses menores são o fruto do amor dos cadeados grandes. Quando os casais têm filhos, eles os incluem nesse amor.
Flyn olha para nós dois e pergunta:
- Viemos colocar o cadeado de Eric?
Nego com a cabeça. Em seguida meu amor tira do bolso dois cadeados pequenos, mostra ao garoto e diz:
- Viemos colocar dois cadeados. Num deles está escrito Flyn, e no outro Eric.
Ele pisca e diz, emocionado:
- Com meu nome também?
Em Peça-me o que quiser agora e sempre, vimos que Judith mais uma vez deu a louca e foi embora. E Eric, mais uma vez, foi atrás dela. Apesar de ter certeza dos sentimentos que alicerçam sua relação, Jud duvida que haja um futuro para os dois. A constante superproteção e os ciúmes de Eric, aliado aos gênios fortes de ambos, tornam a convivência bastante complicada.

Mas isso seria capaz de apagar o incêndio que surge quando estão juntos?
- É assim mesmo, moreninha! Não lembra o que sua mãe dizia?
- Não.
- Ela sempre dizia: “O homem que se apaixonar por Raquel terá uma vida sossegada, mas o homem que se apaixonar por Judith... tadinho! Vai ter encrenca todo dia!”
Sorrio ao lembrar essas palavras da minha mãe, e meu pai acrescenta:
- E é exatamente assim, moreninha. Raquel é como é, e você é como sua mãe, uma guerreira! E, pra aguentar uma guerreira, só há duas opções: ou você fica com um bobão que não abre a boca ou com um guerreiro como Eric.
Em Peça-me o que quiser ou deixe-me, Judith precisa decidir de uma vez por todas se embarca na montanha russa de sensações que uma vida ao lado de Eric Zimmerman representa ou em uma vida tranquila na Espanha, ao lado da família e dos amigos.

Consoante os livros anteriores, tem-se uma narrativa linear, em primeira pessoa, partindo do ponto de vista da protagonista feminina, Jud.

Pra ser bastante franca, desta vez as tramas secundárias me chamaram bem mais atenção do que a trama principal. Dexter e Graciela, por exemplo, têm um mote, a meu ver, absolutamente completo, que eu teria amado ler em um spin-off inteiramente dedicado à história deles.
- Tenho medo de magoá-la e de que ela me magoe. Conheço minha limitações e...
- Ela também conhece e, pelo que sei, não se importa. Talvez, se vocês fossem um casal típico, seria importante e preocupante pra você, mas vocês não são. E acho que vocês dois seguem a mesma direção em relação ao sexo. Portanto, não há com que se preocupar.
- E filhos? Também não devo me preocupar com isso? Ela é uma mulher e cedo ou tarde vai querer ter um bebezinho e isso eu não posso dar.
Ufa. Falar de filhos não é meu assunto preferido, mas pergunto:
- Como não?
Dexter me olha com cara de pirado. Deve pensar que enlouqueci.
- Há muitas crianças no mundo em busca de uma família. Não acho que um bebê precise nascer da gente pra que a gente o ame, cuide dele e o proteja. Tenho certeza de que, chegada a hora, Graciela e você poderão ter seu próprio filho se ambos desejarem. Vocês só precisam discutir isso. Você vai ver. Mas agora, curta, Dexter, divirta-se com Graciela e deixe que ela se divirta com você. Agora é o momento de vocês se amarem, de ficarem na boa, de se conhecerem e de não permitirem que nada nem ninguém estrague esse prazer.
Penso que afirmar a dispensabilidade deste terceiro livro seria um pouco forte. Na verdade, acredito que o clima deste livro foi diferente. Desde o primeiro volume desta trilogia, viemos nos aprofundando em um relacionamento, amadurecendo, tal qual em nossas próprias vidas.

Sim, acho que é isso: nós vivemos o relacionamento de Jud e Eric. O nervosismo inicial, as inseguranças, as brigas, o avançar da intimidade, o conhecer, o morar junto, enfim. Megan Maxwell proporciona ao seu leitor vivenciar cada fase do relacionamento de seus protagonistas.

Deste modo, mantendo a qualidade dos livros anteriores, este é claramente nostálgico e com a finalidade de encerrar um ciclo.

Apesar disso, não podemos deixar de notar que o conflito escolhido para movimentar a trama é um velho conhecido do leitor. Os ciúmes e superproteção do Eric não só vêm desde o primeiro livro, como também não são unilaterais. Quero dizer, Judith é tanto ou mais ciumenta que Eric, o que antes nunca pareceu ser, de fato, um grande problema para eles.

E quanto a isso, aliás, preciso dizer que a mania da Jud de culpar o Eric em tudo me cansa inexoravelmente, assim como a autora parece determinada a culpar sempre seu protagonista.

Em minha opinião, o clímax deste volume foi desenvolvido rápido demais, mesmo tendo potencial para atingir proporções maiores; diferentemente do clímax do livro anterior, que poderia ter se resolvido com um simples pedido de desculpas, mas foi esticado de uma maneira desproporcional.
- Não. Vocês vão brigar e você vai embora de novo.
Ao ouvir isso, sorrio. Meu baixinho resmungão gosta de mim. Isso me toca o coração. Por isso, me sento ao lado dele e faço com que me olhe.
- Olha, Flyn, teu tio e eu nos amamos muito, mas mesmo assim somos muito diferentes em tantas coisas que vai ser muito difícil não discutir. Mas o fato de a gente discutir não quer dizer que eu vá embora e deixe vocês dois. Seria preciso acontecer uma coisa muito, mas muito grave, e não vou permitir que isso aconteça, ok?
O menino concorda. Pego-o pela mão e o sento no meu colo. Ainda me surpreendo ter conseguido essa intimidade. Quando ele me abraça e apoia sua cabeça no meu ombro, murmuro:
- Gosto muito dos teus abraços, sabia?
Noto que sorri. Durante mais de cinco minutos, continuamos assim, sem falar e sem nos mexermos. Por fim ele me olha:
- Gosto muito que você more com a gente.
Compreendo, por outro lado, que o objetivo de Peça-me o que quiser ou deixe-me foi mais de encerrar a trilogia, o que se demonstra pelo constante clima nostálgico e de fechamento de tramas. Megan tinha mais coisa a nos contar e, por esse motivo, optou por não dar muita importância ao conflito-gatilho da história. Neste caso, acredito que talvez teria sido mais adequado a autora inverter os conflitos, levando este para o anterior e trazendo o outro para cá.

Como já mencionei, é muito gostosa a sensação de acompanhar a evolução de um casal. A gente quase sente a felicidade como se fosse nossa. Mas você acha que a trilogia acaba aqui?

Pois senta aí, menina, que #HABEMUS continuação e spin-off! Primeiro vamos nos aventurar na história de Björn, nosso amado advogado, fiel escudeiro do casal protagonista. E quem é seu par? Ah, só posso dizer que vocês a conheceram neste livro (Será a poodle antipática?). Em seguida, teremos um quarto livro de Peça-me o que quiser, que se chama Peça-me o que quiser e eu te darei. E, por fim (por enquanto), outro spin-off: Passe a noite comigo, que foi lançando agora em Abril de 2017, pela Editora Planeta.

Então, aguardemos, porque a espanholada que você mais reixxxxxxpeita continua!
- Outra menina. Por que estou sempre cercado de mulheres? Quando vou ter um netinho homem?
Eric me olha. Meu pai também. Depois do que vi, não quero ter filhos nem morta!
Uma hora depois, Raquel está num quarto lindo e nós três vamos visitá-la. a pequena Lucía é uma gracinha, e Eric fica babando por ela.
Olho para ele boquiaberta. Desde quando gosta de crianças? Pede permissão à minha irmã, segura a neném com delicadeza e solta:
- Querida, quero uma!
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Ana Liberato