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sexta-feira, 26 de julho de 2019

Resenha: "Pacote Completo" (Lauren Blakely)


Tradução: Leonardo Castilhone

Sinopse:  Ele tem um presente para você. E o pacote é especial. Chase levava uma vida tranquila como médico na movimentada Nova York, sucesso entre as mulheres, parecia que não faltava nada... até que descobre que seu contrato de aluguel está para vencer e se vê entre duas opções: morar na rua e dividir apartamento com a deslumbrante irmã do seu melhor amigo. O problema é que conseguir um bom apartamento em Nova York é mais difícil do que encontrar o amor verdadeiro. E se eu tiver que dividir um espaço com alguém, que seja com uma garota tão maravilhosa como a irmãzinha do meu amigo. Só peço que os céus me ajudem. Eu posso resistir à Josie. Sou disciplinado, e, se me esforçar, consigo manter meus pensamentos sob controle, mesmo no minúsculo apartamento que dividimos. Mas, certa noite, bem atordoada com um dia difícil, ela insistiu para deitar-se ao meu lado, sob as mesmas cobertas. Isso a ajudaria a dormir, foi o que ela disse. ...MAS COMO UM HOMEM COMUM PODE RESISTIR A UMA SITUAÇÃO COMO ESSA? O difícil vai ser segurar a tentação diante da tensão sexual que desperta toda vez que os dois dividem bons momentos. Entre conversas, pizzas e risadas, o clima esquenta e Chase percebe que aquela que em pouco tempo já se tornou uma amiga, pode ser algo mais... talvez um pacote completo.

Por Jayne Cordeiro: Eu gosto muito dos livros da Lauren Blakely, e finalmente consegui ler Pacote Completo. Ele faz parte de uma série que começou com "Big Rock" e "Mister O", e você pode ler cada livro separadamente, apesar dos personagens se conhecerem. Eu acho muito legal, o fato de o livro ser narrado pelo personagem masculino, e isso me encantou quando li "Mister O" tempos atrás. Pois bem, "Pacote Completo" continua no mesmo perfil dos outros, e com isso quero dizer que você vai gostar desse também.

Eis o meu dom especial: eu sou o rei da compartimentalização. Ou seja, eu nasci com gavetas diferentes para cada aspecto da vida. Desejos e ações. Luxúria e sentimentos. Amor e sexo. Um vai aqui, o outro ali. Tudo bem separadinho e sem chances de se encontrar.

O livro traz uma história divertida, sensual, e bem quente, que consegue prender o leitor até o final. Chase e Josie são grandes amigos e precisam dividir um apartamento em Nova York, porque morar sozinho sai muito caro. É com certeza uma boa ideia, mas Chase precisa tirar da cabeça os pensamentos sensuais sobre Josie. E é claro que morar junto não vai diminuir isso em nada. Pois eu gostei muito do relacionamento dos dois, dos diálogos. As interações de Chase com seus amigos também são ótimas, e conseguimos até ter um deslumbre de personagens antigos da série.

Quando se é o mestre da resistência, nada é capaz de afetar seu autocontrole. Nem mesmo coabitar um espaço de 55m² com a mulher que você deseja há anos. Bom, eu sempre acreditei nisso... Até a noite em que acordei e a vi deitada, encolhida ao meu lado, embaixo das cobertas.

As coisas seguem um bom ritmo em seu desenvolvimento, então nada acontece de forma apressada. As cenas quentes são espetaculares, e a amizade entre os dois torna tudo mais doce. Minha única ressalva em relação ao livro, é que eu fiquei com uma pequena sensação de deja vu. Isso porque, os livros anteriores também trazem uma relação parecida entre os protagonistas. Uma amizade já estabelecida, a ideia de ser um relacionamento apenas de sexo, e depois tudo voltaria ao normal.

Os lençóis farfalharam e ficamos frente a frente. Coloquei minha mão em seu rosto e rocei o polegar ao longo de sua mandíbula. Então a beijei, e puta merda. Em questão de segundos eu estava pegando fogo. Cada centímetro do meu corpo parecia aceso. Fagulhas, desejo, luxúria — Todos entraram em combustão assim que nossos lábios se tocaram.

O livro não menos especial por isso, mas eu queria ver algo diferente dessa conversa de que "depois vamos voltar a amizade platônica". Porque essa galera já deveria ter visto que isso nunca dá certo. Mas, como falei, a história é muito boa, a dinâmica entre os personagens é o ponto alto da história, e vale muito a pena parar para ler este livro e os outro também, se você nunca leu. A Lauren Blakely já uma autora consagrada, e se você gosta do gênero new adult ou de romance erótico, ela é a sua autora certa.

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sexta-feira, 3 de maio de 2019

Resenha: "The Chase - A Busca de Summer e Fitz" (Elle Kennedy)


Tradução: Juliana Romeiro

Sinopse: Todo mundo diz que os opostos se atraem. E deve ser verdade, porque não tem nada que explique minha atração por Colin Fitzgerald. Ele não faz meu tipo e, o pior de tudo, me acha superficial. Essa visão distorcida que ele tem de mim é o primeiro ponto contra. Também não ajuda que ele seja amigo do meu irmão.

E que o cara que mora com ele tenha uma queda por mim.
E que eu tenha acabado de me mudar para a casa deles.
Mas isso não importa. Estou ocupada o bastante com uma faculdade nova, um professor que não larga do meu pé e um futuro incerto. Além do mais, Fitzy deixou bem claro que não quer nada comigo, embora tenhamos uma química de dar inveja a qualquer casal. Nunca fui de correr atrás de homem, e não vou começar agora. Então, se o meu roommate gato finalmente acordar e perceber o que está perdendo…
Ele sabe onde me encontrar.

Por Jayne Cordeiro: A Editora Paralela lançou o primeiro livro da série Briar U, que é um spin off da série Amores Improváveis. Este livro pode ser lido separadamente sem problemas. Ele traz uma capa muito bonita, e uma história que me conquistou rapidinho. Na verdade, se você nunca leu nada da Elle Kennedy, e gosta de romances universitários, você precisa ler algo dela. Posso dizer que ela é uma das melhores autoras do gênero, e a Paralela tem investido muito em suas obras.

Não sou fã dos meus próprios pensamentos. Eles tendem a ser um misto de insegurança, dúvida e autocrítica, com uma pitada de excesso de confiança injustificada. Minha mente é um lugar confuso.

O livro mostra dois personagens extremamente diferentes. O Fitz é calado, fechado, e jogador de hóquei. Já a Summer, é tão calorosa quanto seu nome. Ela atrai as pessoas com a sua personalidade extrovertida, de dizer o que pensa, além de ser extremamente bonita e rica. Mas carrega o peso de ser rotulada de burra, por causa do estereotipo da loira, rica e que gosta de moda, fora que ela tem Déficit de Atenção, e isso dificulta muito o seu aprendizado. É difícil para a Summer lidar com a faculdade e tirar dela mesmo, esse pensamento de que não é inteligente. 

Mas ter um carrão não faz de mim uma pessoa superficial. Gostar de moda e ser de uma fraternidade não fazem de mim uma pessoa superficial.

O começo entre ela e Fitz é dificil, e dá vontade de sacudir o Fitz várias vezes, porque ela e mostra  a fim dele, mas apesar de também gostar dela, Fitz tenta se afastar, porque acha que a Summer é demais pra ele, e que são muito diferentes. A Summer também não é perfeita o tempo todo, e torna as coisas bem difíceis em alguns momentos. Mas é muito fácil gostar dos dois, e você fica o tempo todo torcendo para as coisas darem certo logo.

Estou usando a maior parte da minha energia para tentar entender tudo o que Fitz disse antes de sua partida abrupta. Eu o deixo louco. Ele me acha exaustiva. Ele me quer, mas ele não quer me querer.

Gostei de como o livro trata o tema do esteriótipo e preconceito em vários momentos, mostrando que as pessoas não podem ser julgadas por uma característica ou por poderem ser colocados na mesma categoria de alguém que no passado fez algo errado. Fora isso, somos apresentados a vários personagens que devem fazer parte dos próximos livros da série, e prometem boas histórias. Elle Kennedy consegue passar uma história com personagens fortes (principalmente as meninas), bem construídos e com dramas próprios bem legais. Como o passado do Fitz influencia no que ele é hoje é bem verdadeiro e comum, e isso é legal.

Pela primeira vez, eu realmente sinto que estou vivendo a vida ao invés de me esconder nas sombras.

The Chase é um romance bem elaborado, sendo uma ótima introdução da série, e com muita cena divertidas, românticas e dramáticas. É uma ótima recomendação para quem gosta dos gêneros New adult e romances eróticos.



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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Resenha: "Como num Filme" (Lauren Layne)


Tradutor: Lígia Azevedo

Sinopse: As únicas coisas que o mauricinho Ethan e a rebelde Stephanie têm em comum são o curso de cinema na Universidade de Nova York e o roteiro que precisam desenvolver juntos. Mas, quando a proposta de recriar clássicos de Hollywood se confunde com a realidade, eles acabam se tornando os protagonistas de uma história de amor digna de Oscar! Ela quer um quarto confortável em uma boa casa. Ele quer ficar longe de sua ex. Eles precisam de uma boa nota. Convencidos a ajudar um ao outro, os dois entram em um acordo: Stephanie será a namorada de mentirinha de Ethan enquanto ele a deixa morar em seu apartamento. Para isso, ela deverá fingir ser uma perfeita lady: discreta, arrumadinha e, claro, completamente apaixonada… igualzinha à personagem do filme que estão criando. Contudo, à medida que os dois se aproximam, Ethan se vê completamente apaixonado pela garota cheia de mistérios e contradições ao seu lado. 

Agora, ele vai ter que decidir: será que seus sentimentos são pela Stephanie de verdade? Ou apenas pela versão que ele criou? 

Por Jayne Cordeiro: Como num Filme é o prequel (o inicio) da série Recomeços, que teve seu primeiro livro lançado, intitulado Em Pedaços. Não é preciso ter lido ele para pegar Como num Filme. Neste livro  com 222 páginas, a autora brinca com a ideia de filmes e clichês, ao apresentar dois personagens tão diferentes em classe social e pensamentos, e os obrigam a atuar juntos, enquanto fingem ser namorados. Pode parecer algo que você já viu diversas vezes em filmes e livros (e os próprios personagens brincam com isso), mas a autora utiliza isso de forma incrível, e conquista o leitor completamente.

Ele se abaixa no mesmo momento, e consigo afastar a minha cabeça evitando que ela se choque com a dele, como se fosse uma cena de filme B. Infelizmente isso joga meus peitos na cara dele. Nós dos recuamos antes que seu nariz mergulhe bem ali no meio.

Eu, particularmente, gosto de uma história que se inicia com um clichê, porque nunca enjoo, mas prefiro quando o resto da história consegue me surpreender de alguma forma. O livro acaba seguindo o clichê durante todo o enredo, mas ainda assim, é um livro que você devora rapidamente e não cansa. Os dois personagens conquistam de formas diferentes, e o leitor se diverte com as farpas que eles trocam a todo momento. Mas é certo que você vai ficar com raiva deles em algum momento, porque eles podem demorar para lidar com coisas que poderiam ser resolvidas rapidamente.

"O mau humor vem com o visual gótico?". Ele pergunta, me olhando de cima a baixo. "Ou vende separado?".Levanto a mão para esconder meus olhos. "Cuidado pra onde aponta seus dentes, por favor. O brilho está me cegando."

Tive um pouco de problemas com a protagonista Stephanie, mas a gente caba entendendo o comportamento dela em alguns momentos. E o livro explora bem essa questão das diferenças sociais e de como bloqueamos algumas coisas e bem percebemos como nos sentimentos realmente sobre algo. Além de ser um belo romance jovem adulto, o livro traz uma críticas bem legais. Fora isso, a história garante momentos bem divertidos, e cenas românticas bem interessantes. Para mim que nunca tinha lido nada da autora, já é certeza que vou atrás dos outros livros dela para leitura.


Mas acho que esse é o ponto. O fato de que somos duzentos por cento errados um para o outro torna a coisa toda muito menos arriscada.

A escrita do livro é envolvente, e consegue ser bem característica para cada personagem. Dá pra perceber que todos eles, incluindo os personagens secundários, são bem complexos, e abre um segmento para livros bem interessantes. A editora mostrou muito cuidado com a elaboração do livro, e a capa está um amor. Uma obra que mexe com a ideia de oss opostos se atraem. Para quem gosta do gênero New Adult, Como Num Filme é uma leitura obrigatória, recheada de momentos que vão encantar o leitor. Tenho certeza de que vocês vão gostar.

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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Resenha: "Mais que Amigos " (Lauren Layne)


Tradução: Alexandre Boide

Por Ili Bandeira: Sabe aquele livro que você está com altas expectativas? E quando termina a leitura elas todas são superadas. Apresento a vocês o livro Mais que Amigos, publicado pela Editora Paralela

"E se o cara certo... estiver bem na minha cara?"

Ben e Parker são melhores amigos desde a faculdade. Atualmente possuem uma vida financeira estável e moram juntos. Muitos acham impossível uma amizade entre um homem e uma mulher, mas nunca rolou nada entre eles. 

Na verdade, não poderia acontecer nada pois Parker namora Lance há 5 anos, enquanto seu melhor amigo é um galinha e não quer compromisso. A amizade deles é linda, tem uma conexão saudável e um apoio imenso. A dinâmica da casa é muito engraçada, com direito a lista de regras discussões tipicamente de casal.

"- Você não faz a menor ideia de como os hormônios funcionam.
- Na verdade, biologia é uma das minhas especialidades. 
- Você nem sabia o que era um útero. 
- Sabia, sim.
Quer dizer, mais ou menos."


Mas, agora Parker é dispensada pelo namorado. Então, por estar abalada com o término repentino, ela corre para os braços de seu melhor amigo e porto seguro.

Para se recuperar do coração partido Parker decide se aventurar pelo sexo casual, mas com o tempo percebe que isso não funciona para ela. Mas será que funcionaria com alguém que ela possua uma conexão legal? Então, porque não o Ben?

"Eu não quero que Parker se torne uma versão feminina de mim."

  Será que os sentimentos de ambos estão de acordo para não se apaixonarem?


Minha opinião sobre o livro e o enredo:


Mais que Amigos é um livro bem clichê, me senti vendo um desses filmes de comédia romântica e simplesmente adorei!

"Passamos anos e anos tentando explicar para o mundo inteiro que não somos amigos que transam de vez em quando, que não reprimimos uma paixão pelo outro, e agora ela está querendo jogar tudo pela janela."

Pelo enredo e premissa do livro já é possível prever o rumo que a história vai tomar, no entanto, não torna o livro nem um pouco desinteressante. Foi bem bacana acompanhar cada passo que essa relação foi se tornando, as reviravoltas e complicações que criaram.


A narrativa é rápida, fluída, simples, bem gostosa e descontraída. É uma leitura muito fácil e tem um ritmo leve que é impossível parar, o que possibilita uma leitura rápida. Li o livro inteiro em apenas uma tarde, creiam!


"Quando encostei em você... eu desmoronei." 

Ben é meu personagem preferido por causa do seu jeito divertido, engraçado e apaixonante. 

Lauren Layne tem uma escrita fluída e dinâmica que mantém o leitor querendo mais do enredo e dessa história maravilhosa. Quero ler tudo que essa mulher escreve, virou uma das minhas autoras favoritas.

Super recomendo para todos vocês essa comédia romântica sobre melhores amigos que complicaram a vida deles se apaixonando!

        Postagem publicada Originalmente no blog O Clube da Meia Noite


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sábado, 31 de janeiro de 2015

Resenha: "O Para sempre de Ella e Micha" (Jessica Sorensen)

Por Marianne: O casal mais insuportável do new adult esta de volta em O para sempre de Ella e Micha. O romance é a continuação de O segredo de Ella e Micha, que eu já resenhei pro Dear Book aqui. No romance anterior vimos Ella e Micha encarar as nuvens negras do passado e amadurecer juntos pra estabelecer uma relação de verdade. Agora muita coisa mudou. Ella voltou pra universidade em Las Vegas e tem frequentado seções de terapia pra lidar com seus fantasmas do passado e suas preocupações atuais, como fato de o pai alcoólatra ter sido internado a força numa clinica de reabilitação.

Já Micha está em turnê com a nova banda. Mas, como sempre na vida, as coisas não saem bem como o esperado.
Nesse novo romance a autora explora a insegurança e ciúme dos personagens devido a distância. Novos personagens surgem pra instigar a imaginação dos leitores e os próprios protagonistas à uma possível traição, tudo na maior leite com perisse óbvio.


As pessoas nunca querem fazer coisas que magoem os outros, mas, mesmo assim, isso às vezes acontece, por um momento intenso, por uma breve racionalização ou por simplesmente dizerem palavras que estão em sua mente.
O que mais me chamou a atenção nessa continuação foi o amadurecimento de Ella. O desenvolvimento de seu relacionamento com o pai e o irmão, que a culpam pela morte da mãe, é tratado de forma muito delicada e sincera. A depressão de Ella num geral é muito bem apresentada e apesar da narrativa ter um ar meio Malhação a autora consegue nos envolver e sensibilizar com as situações vividas por Ella.
—Acho que as pessoas que passam por mais coisas podem acabar se tornando mais fortes no longo prazo. Elas têm um discernimento que muitas outras não têm. E elas também têm uma compreensão melhor, podem ter a cabeça mais aberta.
 Micha continua desnecessário e bocó como sempre. Nem um drama inesperado com o pai, que o abandonou quando criança pra viver $muito bem obrigada$ com outra família me fez sentir alguma ternura pelo rapaz.
—É só que… Você é adorável. Você está aborrecido porque se sente mal por estar pensando coisas ruins.
—Nunca mais me chame de adorável.
(...)
—Nenhum cara quer ser chamado assim.
(...)
—Se você continuar me chamando de adorável, vou virar seu corpo e mostrar a você toda minha masculinidade. (Micha em sua clara demonstração de falta de senso e cérebro).
Possessivo e arrogante, ultrapassando todos os limites do bom senso e me fazendo espumar de ódio durante vários trechos do livro por suas atitudes sem nexo o personagem só confirmou minha opinião de que é o maior erro da autora nos dois livros.
—Você é especial demais, e se eu tiver que ser totalmente possessivo ao seu respeito quando um idiota do mundo das artes vier dar em cima, bem na minha frente, eu vou ser, mesmo. (Micha sendo Micha)
Micha é descrito como lindo, rebelde, irreverente, sensível e loucamente apaixonado por Ella suspiros ofegantes, mas a possessividade do rapaz me incomoda o livro todo. Ela é mostrada de uma forma romanceada que passa a ideia errada de que mesmo a mocinha protagonista deixando claro que não quer companhia/ajuda do mocinho apaixonado, ele VAI estar lá, ele VAI ajudar, ele não VAI desistir dela.
—Sua bunda está basicamente pulando para fora do vestido… E as garotas se vestem assim quando querem se oferecer pra transar… Então trate de voltar pra casa e escolher outra roupa. (Micha em sua clara demonstração de total compreensão de comportamento feminino baseado em suas roupas.)
Existe um método muito simples de saber se é amor ou se é loucura. Troquem o Micha lindo-perfeito por um cara comum, um cara normal qualquer. Agora imaginem que quando Ella rejeita o rapaz ela realmente queira isso. Pronto, temos um cara louco perseguindo uma garota que está fugindo dele. Uau, que romântico.

As cenas sexuais do livro eu não vou dizer que podem ser comparadas as de Malhação porque a novela adolescente não tem essas “indecência”. Mas se tivesse seriam no mesmo nível de causar bocejos no adolescente mais cheio de hormônios. A impressão que eu tenho o tempo todo é de que a autora tem medo de ousar muito nas cenas mais sensuais, mal sabe ela que tá escrevendo pra geração que (pelo menos no Brasil) cresceu assistindo Presença de Anita escondido dos pais hahaha. Poxa Jessica Sorensen, é new adult, não é new teen não, apimenta esse negócio ai!

Dois personagens que foram meio que deixados de lado nesse livro foram Ethan e Lila, melhores amigos dos protagonistas. Ethan até ensaiou entrar num drama pessoal que eu queria muito que fosse mais explorado, mas não rolou. Lila foi totalmente coadjuvante, uma pena porque eu gosto da personagem e acho que ela e Ethan (que não estão num romance) fluem com muito mais naturalidade do que os próprios Ella e Micha.

Apesar das minhas críticas a leitura flui bem e entretém. Gosto de pensar que é tipo de história que não vai acrescentar nada na sua vida. Mas que da pra assistir e passar o tempo, se distrair.
Contem nos comentários o que vocês acharam do livro ou as expectativas depois de ler minha resenha!

Até a próxima :)



sexta-feira, 23 de maio de 2014

Resenha: "O segredo e Ella & Micha" (Jessica Sorensen)


Por Marianne: O segredo de Ella e Micha é o primeiro livro de uma série que já foi lançada no exterior e está chegando pra gente agora no Brasil. O livro conta a história dos protagonistas que dão nome ao título: Ella e Micha. Amigos e vizinhos desde sempre, os dois são aquele típico casal que crescem juntos, não se largam nunca e quando atingem uma certa maturidade todo mundo espera que fiquem juntos. 
Pelo que acompanhei da história é bem notável que os dois construíram essa amizade tão forte pelo fato de suas famílias serem bem bagunçadas. A mãe de Ella era bipolar e cometeu suicídio, o pai é alcoólatra e o irmão ficou totalmente ausente depois do suicídio da mãe. Já Micha foi abandonado pelo pai quando era criança e mora com a mãe, que trabalha em vários empregos pra sustentá-los. Tudo isso junto ao o gosto por festas, bandas de rock e atividades cheias de adrenalina (como tirar rachas, por exemplo) faz com que os dois sejam quase dependentes da amizade um do outro.

Até que um dia um acontecimento na ponte da cidade muda a percepção de Ella e no modo como vê sua vida na pequena cidade onde mora. É ai que Ella resolve pegar as malas e se mandar pra uma universidade de artes em Las Vegas sem avisar ninguém, nem mesmo seu querido amigo Micha. 

Quando a história do livro começa tudo isso que eu contei ai em cima já aconteceu e Ella está voltando pra casa para as férias de verão depois de oito meses sem contato com ninguém. Decidida a deixar o passado pra trás ela assume uma nova “identidade”. A garota que curtia festas, rachas e rock deu lugar a patricinha vazia e despreocupada (clichê pra que). Enquanto isso, na narrativa que nos conta o que se passa na vida de Micha, ficamos sabendo que desde que sua amiga se foi ele, já assumidamente apaixonado, dedicou todo seu tempo a procurá-la.
— Você sempre teve uma boa percepção de certo e errado. Só tem dificuldade de admitir que, às vezes, escolhe o errado.
— Sei disso — aponto para mesma. — É por isso que me transformei em uma Ella que não faz nada errado e que consegue manter a vida sob controle.
—Não é verdade. Isso é você fugindo da vida, e não pode controlar tudo. Mesmo querendo.
O encontro entre os dois é inevitável assim que Ella chega a cidade, afinal, eles são vizinhos. Micha fica desesperado pra saber por que a amiga sumiu sem dizer pra onde ia, por que ficou oito meses sem contato e por que ela está tão diferente da Ella que costumava ser. Já Ella tenta a todo custo ficar longe do amigo pra não “perder o controle” e não cair em tentação já que, esqueci de mencionar, Micha é o cara: lindo, músico, sedutor, sexy; praticamente o Adan Levine da cidade.

Apesar de ter passado os últimos meses fugindo do passado que tanto a atormenta, Ella tem que lidar com tudo de novo logo que volta pra casa. A culpa que sente pelo suicídio da mãe, a situação em que vive seu pai, sempre bêbado pelos bares, e seus sentimentos por Micha.

A história toda gira em torno dessa aceitação de Ella e o modo como ela administra seus conflitos. Apesar de em alguns momentos achar a personagem muito cheia das crises, aos poucos vamos descobrindo tudo o que aconteceu (o tal episódio da ponte, o que aconteceu na noite do suicídio da mãe) e vamos entendendo melhor o porque dessa vontade de fugir de tudo.

Ao mesmo tempo, no decorrer da história, vamos percebendo que os sentimento de Ella em relação a Micha já estão mais do que definidos, e essa resistência dela em relação as investidas dele não vão durar muito.
Micha tem os olhos mais penetrantes do mundo, azuis intensos como o mar. Ele está flertando comigo; costumava fazer isso o tempo todo de brincadeira, e eu entrava no jogo.
No fim das contas vamos descobrindo que não existe um segredo muuuuito secreto assim. Acredito que o segredo esteja mais relacionado ao fato de os personagem manterem seus problemas bem trancados a sete chaves dentro de suas cabeças É mais um segredo entre eles, pra nós leitores não há muito o que revelar já que vamos acompanhando a história ora pela narrativa de Ella, ora pela narrativa de Micha.

Os protagonistas são insuportáveis, já vou logo avisando. A “rebeldia” deles é muito de fachada, tomam umas cervejas e ficam bêbados de vez em quando, curtem rachas e são os “garotos inconsequentes” da cidade, não me convenceu. Por ser um new adult eu esperava mais ousadia da autora nesse quesito, que, aliás, ousa na medida certa na questão “sensualidade” no livro, considerando o público alvo, Jessica Sorensen acerta em cheio nas cenas mais calientes.

Outro ponto que eu considerei meio preocupante é a naturalidade e romantismo com que a autora mostra as invasões e abusos de Micha em relação a Ella. Por exemplo, num trecho da noite em que volta pra casa, Ella deixa bem claro que não quer nenhum tipo de aproximação em relação a Micha. E o rapaz faz o que? Pula a janela da moça —bêbado— e dorme abraçadinho com ela (que tá num sono tão profundo que não percebe nada). Lindo né, suspiros... Só que não! Imagine um cara ou moça qualquer pra quem você disse não pulando sua janela pra dormir abraçadinho(a) porque estava muito bêbado(a) e sentiu sua falta, não tão lindo né? Então... Esses abusos e violações de espaço sendo mostrados de forma mais romantizada são comuns em livros voltados pro público jovem e new adult, porém devemos sempre olhar de modo mais crítico esse tipo de situação, nem tudo que está no livro deve ser aceito de bom grado na nossa realidade meus queridos leitores (muuuita gente tem dificuldade de discernir isso e sonha com um Micha pulando sua janela).

Eu gostei bastante do livro, a história é muito bem escrita, cativa e é fácil de ler (eu li em alguns poucos dias). Confesso que sou fã de um romance meio teen (no caso aqui, um new adult), seja em livro ou em seriado, parei no tempo pra essas coisas hahahaha.

E é isso ai amigos, comentem, compartilhem, deixem suas opiniões, tudo é sempre muito bem vindo :) Abraço e até a próxima!

 
Ana Liberato