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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Resenha: “Gente de Resultados” (Eduardo Ferraz)


Manual Prático para formar e liderar equipes enxutas de alta performance


Por Kleris: O livro certo, na hora certa, para o propósito certo! Se você sente que precisa alinhar seu modus operandis de líder, é este o livro. É com certeza o manual para (re)começar as atividades com o pé direito. 
[...] será de extrema importância você conhecer seu estilo, não para mudá-lo, mas para aproveitá-lo ao máximo e, ao mesmo tempo, para fazer as melhorias necessárias. O objetivo será ajustar a forma, não o conteúdo.

Mais uma vez, o autor ousa em retratar o potencial que temos cá conosco; mais uma vez é luz para nossa caminhada. Para quem não sabe, Eduardo já trouxe um livro sobre desempenho profissional, chamado Gente que convence (veja resenha aqui). Aqui em Gente de Resultados, foca-se mais na gestão de pessoas, como podemos ter mais suporte quando se trata de liderança e alcançar altos voos. Afinal, líder que é líder não opera sozinho.


 

É comum que muitos assumam um cargo de autoridade apenas “indo” – acontece de em algum momento de sua caminhada profissional tornar-se líder e ter que tomar responsabilidades por um empreendimento e seus subordinados. O livro vem justo para dar amparo aos tantos desesperos anseios e deveres do cargo, sobre como podemos nos reorganizar enquanto gestores e trazer resultados mais prósperos a todos. Para tanto, é essencial saber quem somos, que perfil temos, o perfil do empreendimento, a demanda, como podemos agregar pessoas para essa jornada e fazer tudo funcionar. Alcançar a alta performance é isso: manejar o melhor de todos para um propósito maior – e por isso, uma relação win-win.

 
Para alcançar excelentes resultados, a equipe deve ir além das simples obrigações. Contudo, esse algo a mais só existirá se as pessoas sentirem que o líder tem credibilidade e transmite confiança. 
Só é possível continuar obtendo grandes resultados com as pessoas certas nos lugares certos [...]

Mas a sacada master aqui é que, além de ser um suporte prático, o livro é voltado para os líderes de pequenos empreendimentos e organizações. Achei interessante isso, pois traz uma visão mais direta e próxima da realidade, coisa que já me decepcionei em outros livros e/ou estudos na área. Desta forma, Eduardo traz um rol de conhecimentos dos grandes para os pequenos, possibilitando acesso e ferramentas para engrenar qualquer plano de ação. Aliás, meu relatório de desempenho para este ano (do coletivo cultural de participo) praticamente se fez sozinho durante a leitura.


Semelhante ao livro anterior, há narrativas e estudos de caso, todos descritos de maneira bem simples e clara. Mas nada fica só no campo da teoria ou dos conselhos. Para além das ótimas observações e/ou análises, podemos tecer nossos próprios planos de ação, desde os pessoais (como líderes) aos da organização (como empreendimento). Me surpreendi com como é traçado os perfis “operacionais” de cada um, do líder ao subordinado, para que se tenha o melhor aproveitamento. Eduardo, nesse sentido, é muito didático em nos fazer entender em que pé estamos, no que podemos mexer e em como agir, sendo assim este guia necessário. 
No começo, a empresa pode ficar um pouco bagunçada, mas faz parte da cura.

Para isso, reserve papel, caneta, marca-texto e, claro, um momentinho de dedicação, pois não há como fazer as mudanças certas se não houver a disposição certa para aprender. É interessante também que, mesmo quando nos focamos numa linha de liderança (há um teste para se identificar e você pode realizar online; aqui!), podemos seguir curiosos e atentos às outras narrativas-exemplo, pois nada como acompanhar outros casos para acrescentar mais ao nosso repertório. 
Se ainda tiver dificuldade de formar uma equipe de alta performance, dê um passo para trás.

Minha parte favorita, por certo, foi sobre como podemos influenciar pessoas ao nosso redor para atingir a alta performance. As atitudes podem ser pequenas e não menos significativas por isso. Também pude reavaliar as últimas e a atual liderança; ao ver um panorama mais claro, ficou mais fácil de identificar as faltas e falhas que deixei passar. Muitas vezes as decisões se tratam de sair da zona de conforto e do quanto podemos nos disponibilizar para fazer dar certo, tanto da parte do líder, quanto da sua equipe. 
Equipes bem-sucedidas dependem muito da dedicação e do talento de seu líder para tocar a gestão do dia a dia. No entanto, muitas vezes esse sucesso torna o gestor refém de si mesmo, pois ele sofre uma grande tentação de centralizar decisões e executar tarefas desnecessárias.

 

Gente de resultados me revelou o quanto seguimos muito “instintivos” na hora de assumir uma liderança. Por vezes a gente não sabe bem pra onde tá indo ou como ir, só vai, e segue aprendendo na marra na tentativa e erro. Ter esse livro conosco é justamente a lanterna que nos ajuda a tomar a decisão mais certeira. Além de dar visão sobre o caminho que estamos a andar, nos dá noção de quem somos em poder deste conhecimento, sendo possível, ainda, ver quem está ali perto e o que podemos fazer a respeito. É algo que a capa instiga muito bem: para chegar em algum lugar, você precisa de pessoas e é muito mais jogo quando você sabe o que tá fazendo e porque está fazendo. 
O sucesso só vira se a pessoa mantiver toda essa garra e motivação no decorrer das semanas, dos meses e dos anos seguintes, mesmo com todas as dificuldades e todos os desafios que certamente ocorrerão.

Gente de resultados é, assim, uma leitura que esclarece, instrui, norteia e agrega. Em seus toques de coaching e consultoria, Eduardo trabalha de modo pontual para extrair o melhor de nós e, por consequência, impulsionar o ambiente empreendedor da melhor maneira possível. Não importa do que se trata seu empreendimento (se serviço, produto ou conteúdo), mas se você lida com pessoas e precisa gerir o todo, esse livro é pra você. Eduardo é O cara para te impulsionar!

Re-co-men-da-dí-ssssssssssssssiiii-mo! 
[...] esta obra é um precioso guia para nos orientar pelo tortuoso caminho de criar empresas fora de série, a partir daquilo que qualquer organização tem de mais importante e valioso: gente que faz a diferença. Ricardo Amorim. 
Desenvolver uma equipe de alta performance em sua organização requer um forte sistema de gestão de pessoas: uma liderança preparada para inspirar pessoas a realizarem objetivos e metas, mas, ao mesmo tempo, dar oportunidade aos sonhos delas! Janete Vaz.

Aos curiosos de plantão, deixo aqui o site oficial do livro pra conferir o índice e mais dos tópicos abordados. Lá, o autor também liberou 20 páginas para degustação. Clique na figura abaixo para ser direcionado:

Até!

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sexta-feira, 20 de abril de 2018

Resenha: “O Novo Líder - Novas regras para uma nova geração” (Lindsey Pollak)

Tradução de Denise de Carvalho Rocha

Por Kleris: Sabe aquela sensação de ter encontrado um livro raro? De que o livro em mãos vale ouro? Essa foi definitivamente minha sensação enquanto lia o da Lindsey Pollak. Já li uns variados na área e nenhum foi tão abrangente, pontual e significativo como este. Foi com certeza um dos melhores livros de não ficção e empreendedorismo de 2017. Já considero Pollak uma grande amiga! 
Este livro é pra você que dá seus primeiros passos como líder. Minha missão é fornecer absolutamente todas as informações e orientações ao meu alcance, combinando o melhor dos conselhos do passado com as dicas recém-saídas do forno a respeito das últimas tendências, e um punhado de previsões sobre o que você precisará fazer para continuar prosperando no futuro. Além de uma extensa lista de conselhos sobre liderança, eu também vou oferecer minhas melhores estratégias de gestão para turbinar a sua carreira.

O Novo Líder não é apenas mais um livro sobre liderança ou maneiras de como se formar um. O novo líder já existe e está aí, andando com você, discutindo planos com você, se divertindo com você. O novo líder vem da Geração Y, que será a geração a substituir aqueles que já estão se aposentando (em sua maioria, baby boombers). Se você ainda não entendeu do que estou falando, pode deixar que a Lindsey te inteira de tudo deste assunto (tradicionalistas, baby boomers, geração x, geração y, etc). 
Os conselhos de liderança do passado simplesmente não são suficientes para prepará-lo para as realidades complexas de hoje. 
Tornar-se líder em tempos de mudança demográfica significa que você vai precisar desenvolver suas habilidades de comunicação e gestão de pessoas para lidar com profissionais de várias gerações, que têm diferentes expectativas e estilos de trabalho. 
A principal razão por que, hoje em dia, todo mundo está falando sobre as diferenças entre gerações é o fato de que, pela primeira vez na história, quatro gerações estão compartilhando o local de trabalho ao mesmo tempo. (É verdade; não são apenas os baby boomers e os milênios que estão brincando na mesma caixa de areia.)

Porque Lindsey fornece um excelente panorama do mercado de trabalho com bases teóricas e práticas. Além de dissertar sobre o assunto, há inúmeros estudos de caso para exemplificar, com insights, notas e testes, também para auxiliar na análise de nosso próprio desempenho. Tal abordagem, distribuída por grandes áreas (como desenvolvimento pessoal, relacionamentos, comunicação, profissionalismo) constrói uma visão bem completa de quem é esse novo líder – o que faz, como faz, por que faz, por que não faz. 
A sua capacidade de liderar outras pessoas começa, antes de tudo, com a sua capacidade de liderar a si mesmo. Você pode se surpreender ao constatar quantas páginas vai ter de ler aqui antes que eu comece a falar sobre gerenciar sobre outras pessoas. Isso é porque você será um líder muito, mas muito melhor para outras pessoas se primeiro passar algum tempo aprimorando o seu conhecimento, a sua mentalidade e a sua atitude. Se esses elementos não forem negligenciados, o resto acontece naturalmente.

Acho que o que mais gostei na leitura foi o tom sincero e humilde de Lindsey. Ela tem uma escrita ótima – clara, dinâmica, despretensiosa, presente, iluminadora, empática – que faz você mergulhar de fato no contexto e se pegar maravilhada pelo que está vendo e reconhecendo. As dicas são valiosíssimas, coisas que você só condensaria após um longo processo de coaching – o que não é errado ou dispensável, apenas digo que pode entregar muito mais e te dar uma direção antes de começar qualquer coisa, ou pelo menos te fazer entender porque seria necessário apostar nisso.

Semelhante a esse trabalho, até então, só conhecia o empenho do brasileiro Gabriel Goffi, CEO de uma startup de performance e negócios exponenciais – o desenvolvimento High Stakes. Não sei dizer se eles bebem da mesma fonte, mas com certeza são os líderes que valem a pena, neste momento, acompanhar e aprender. Sendo assim, deixe lápis, borracha e marcadores adesivados de prontidão, pois vale fazer muitos destaques e notinhas no pé da página.

Se você é ou não da Geração Y (milenium), um jovem profissional ou não, não importa. O livro O Novo Líder veio para sintetizar esse cenário, promover a boa convivência entre quem tá saindo e quem está assumindo as responsabilidades, e te dar um SUBSTANCIAL CONHECIMENTO sobre como crescer na área. É, assim, um formidável livro de cabeceira.

RT TOTAL nesse texto de contra-capa!

Aliás, diria que Lindsey Pollak é a Brené Brown do mundo empresarial. Seria de explodir a cabeça vê-las juntas lidando com algo tão extraordinário quanto o espírito empreendedor. Mas que seria ótimo, ah, seria.

Recomendadísssimo! 
Mais do que qualquer outra coisa, eu acredito que a liderança comece dentro da pessoa, com o modo como ela encara o mundo e seu desejo de fazer algo bom por ele.


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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Vale a Pena Ler de Novo: “Gente que Convence” (Eduardo Ferraz)

Neste mês de Janeiro estamos em recesso, mas preparamos para você, caro leitor, uma seleção com nossas resenhas mais acessadas de 2017.
Enquanto isso, prepare-se para todas os lançamentos e novidades de 2018.

Por Kleris: Na escola, próximo do vestibular, a coordenação pedagógica costuma avaliar os alunos por suas aptidões em testes vocacionais. A gente considera nossos pontos fortes e fracos, conhece as áreas de mais interesse, analisa nosso perfil iniciante. Mas e depois de entrar na faculdade? E depois de começar a trabalhar? E depois de trocar de trabalho? Como (re)avaliar quem somos no mercado e como podemos melhorar?

Gente que convence é um livro para potencializar nosso desempenho, em qualquer área e propósito. Tem uma ideia? Um produto? Um serviço? Um talento? Não é convencer por convencer, nem manipulação, tampouco pra vender uma coisa aqui e ali. A compreensão comportamental aqui é, com certeza, uma luz para todo aquele que quer ser fiel à sua personalidade, alinhar perfil e trabalho e não sabe o que tá fazendo não sabe por onde começar. 

Para convencer você precisará, muitas vezes, quebrar uma barreira invisível – como se fosse uma barreira invisível (as pessoas se veem, mas não interagem de verdade) que variam de alguns centímetros a metros de espessura. Essa barreira chama-se desconfiança e quanto mais espessa, pior será o processo de comunicação.

É através de uma abordagem de coaching que Eduardo nos pega pela mão e senta com a gente para fazer as coisas acontecerem. Ou pelo menos entender como chegar lá. Passo a passo, com avaliações pontuais, com cases para análise e pausas para reflexão. Com foco. Com paciência e valoração do trabalho. 
[...] valorize ao máximo o que você tem, mas não invente! 
Em todos esses anos, aprendi que o mais importante na arte de convencer é usar estratégias que sejam coerentes com seu estilo de vida. O grande objetivo é convencer sendo autêntico.

O autor parte da ideia de autoaceitação e melhor uso de características e/ou habilidades para mover qualquer propósito. Ao sermos verdadeiros, nossas opções de caminho se abrem com mais clareza, sem precisar tomar atitudes drásticas ou até trágicas. Se a gente tá forçando a barra, é porque algo não tá bem alinhado (vide aqui). E isso não é “papo furado”. É algo que SÓ VOCÊ pode fazer isso por si mesmo se quer atingir o sucesso. Vale aqui um olhar estratégico.
Leva enorme vantagem quem conhece bem suas aptidões e seus pontos limitantes. Um bom persuador sabe que não adianta aceitar atribuições que não domina, pois perderá credibilidade e, com isso, seu poder de convencimento.

Vamos do autoconhecimento (perceber e analisar características, perfis e potenciais, limites de personalidades) às técnicas de convencimento (auxiliar no conhecimento dos gatilhos, quais são os que devemos acertar – pra saber o que vende, o que motiva, como aplicar, e o que faz a diferença nos contextos). Apenas deixe lápis e borracha à mão, pois tem variados testes (e orientações) pra te ajudar na caminhada. 


Que tal trocarmos a expressão “levo jeito” por “tenho potencial”? [...] Um adulto que se expressa naturalmente bem no dia a dia tem bom potencial para se tornar um ótimo orador, mas precisará aprender técnicas que o auxiliem a usufruir ao máximo esse potencial. [...] ter bom potencial de convencimento facilita bastante, mas não é garantia de bom desempenho. Por outro lado, ter baixo potencial de convencimento exigirá disciplina e estudo para chegar a bons resultados. 
[...] é muito improvável que um adulto tímido se transforme em extrovertido, pois isso faz parte da estrutura de seu prédio/personalidade. Não obstante, essa pessoa pode mudar o acabamento de sua personalidade/prédio ao aprender a falar em público, expressar-se com mais clareza e até participar de alguns eventos sociais, sem deixar de ser, na essência, uma pessoa introvertida e reservada a maior parte do tempo.

Para além destes passos teóricos, há diversos cases discutidos, que vão das relações pessoais às profissionais, para se encontrar e melhor analisar as posturas. É assim que Eduardo nos abre os olhos e faz deste livro uma leitura necessária. A linguagem clara e acessível ajuda bastante nesse quesito, o que faz da leitura um sopro até. Outro fator excelente são as epígrafes nas entradas de capítulo. Elas atingem o alvo de cara! 
Há dois tipos de pessoas: as determinadas e as indeterminadas. As primeiras sabem aonde querem chegar. As outras nem sabem onde estão. Marina Pechlivanis. 
Maldição do conhecimento é a dificuldade de imaginar como é, para o outro, não saber o que você sabe. Steven Pinker.

Sim!

Gente que convence é um livro que mescla teoria e prática e abre nosso campo de ação. É possível entender claramente onde nos adequamos, como funcionamos, que pontos precisam de atenção, quais posturas dão resultado. Você abre o livro inseguro e o fecha determinado – e até arrisco dizer que surpreso consigo mesmo. Vale a pena ter na estante para revisitar e tomar boas notas sempre.

Se recomendo? Com toda a certeza! 
[...] só damos valor às coisas quando estão no contexto adequado.

Ainda não tá convencido? Baixe as primeiras páginas do livro aqui e dê uma espiada no conteúdo. Os testes também se encontram no site. Você ainda pode conferir pequenos vídeos do Eduardo dissertando sobre temáticas do livro aqui.

Até a próxima!

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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Resenha: “Gente que convence” (Eduardo Ferraz)

Por Kleris: Na escola, próximo do vestibular, a coordenação pedagógica costuma avaliar os alunos por suas aptidões em testes vocacionais. A gente considera nossos pontos fortes e fracos, conhece as áreas de mais interesse, analisa nosso perfil iniciante. Mas e depois de entrar na faculdade? E depois de começar a trabalhar? E depois de trocar de trabalho? Como (re)avaliar quem somos no mercado e como podemos melhorar?

Gente que convence é um livro para potencializar nosso desempenho, em qualquer área e propósito. Tem uma ideia? Um produto? Um serviço? Um talento? Não é convencer por convencer, nem manipulação, tampouco pra vender uma coisa aqui e ali. A compreensão comportamental aqui é, com certeza, uma luz para todo aquele que quer ser fiel à sua personalidade, alinhar perfil e trabalho e não sabe o que tá fazendo não sabe por onde começar. 


Para convencer você precisará, muitas vezes, quebrar uma barreira invisível – como se fosse uma barreira invisível (as pessoas se veem, mas não interagem de verdade) que variam de alguns centímetros a metros de espessura. Essa barreira chama-se desconfiança e quanto mais espessa, pior será o processo de comunicação.

É através de uma abordagem de coaching que Eduardo nos pega pela mão e senta com a gente para fazer as coisas acontecerem. Ou pelo menos entender como chegar lá. Passo a passo, com avaliações pontuais, com cases para análise e pausas para reflexão. Com foco. Com paciência e valoração do trabalho. 
[...] valorize ao máximo o que você tem, mas não invente! 
Em todos esses anos, aprendi que o mais importante na arte de convencer é usar estratégias que sejam coerentes com seu estilo de vida. O grande objetivo é convencer sendo autêntico.

O autor parte da ideia de autoaceitação e melhor uso de características e/ou habilidades para mover qualquer propósito. Ao sermos verdadeiros, nossas opções de caminho se abrem com mais clareza, sem precisar tomar atitudes drásticas ou até trágicas. Se a gente tá forçando a barra, é porque algo não tá bem alinhado (vide aqui). E isso não é “papo furado”. É algo que SÓ VOCÊ pode fazer isso por si mesmo se quer atingir o sucesso. Vale aqui um olhar estratégico.
Leva enorme vantagem quem conhece bem suas aptidões e seus pontos limitantes. Um bom persuador sabe que não adianta aceitar atribuições que não domina, pois perderá credibilidade e, com isso, seu poder de convencimento.

Vamos do autoconhecimento (perceber e analisar características, perfis e potenciais, limites de personalidades) às técnicas de convencimento (auxiliar no conhecimento dos gatilhos, quais são os que devemos acertar – pra saber o que vende, o que motiva, como aplicar, e o que faz a diferença nos contextos). Apenas deixe lápis e borracha à mão, pois tem variados testes (e orientações) pra te ajudar na caminhada. 



Que tal trocarmos a expressão “levo jeito” por “tenho potencial”? [...] Um adulto que se expressa naturalmente bem no dia a dia tem bom potencial para se tornar um ótimo orador, mas precisará aprender técnicas que o auxiliem a usufruir ao máximo esse potencial. [...] ter bom potencial de convencimento facilita bastante, mas não é garantia de bom desempenho. Por outro lado, ter baixo potencial de convencimento exigirá disciplina e estudo para chegar a bons resultados. 
[...] é muito improvável que um adulto tímido se transforme em extrovertido, pois isso faz parte da estrutura de seu prédio/personalidade. Não obstante, essa pessoa pode mudar o acabamento de sua personalidade/prédio ao aprender a falar em público, expressar-se com mais clareza e até participar de alguns eventos sociais, sem deixar de ser, na essência, uma pessoa introvertida e reservada a maior parte do tempo.

Para além destes passos teóricos, há diversos cases discutidos, que vão das relações pessoais às profissionais, para se encontrar e melhor analisar as posturas. É assim que Eduardo nos abre os olhos e faz deste livro uma leitura necessária. A linguagem clara e acessível ajuda bastante nesse quesito, o que faz da leitura um sopro até. Outro fator excelente são as epígrafes nas entradas de capítulo. Elas atingem o alvo de cara! 
Há dois tipos de pessoas: as determinadas e as indeterminadas. As primeiras sabem aonde querem chegar. As outras nem sabem onde estão. Marina Pechlivanis. 
Maldição do conhecimento é a dificuldade de imaginar como é, para o outro, não saber o que você sabe. Steven Pinker.

Sim!

Gente que convence é um livro que mescla teoria e prática e abre nosso campo de ação. É possível entender claramente onde nos adequamos, como funcionamos, que pontos precisam de atenção, quais posturas dão resultado. Você abre o livro inseguro e o fecha determinado – e até arrisco dizer que surpreso consigo mesmo. Vale a pena ter na estante para revisitar e tomar boas notas sempre.

Se recomendo? Com toda a certeza! 
[...] só damos valor às coisas quando estão no contexto adequado.

Ainda não tá convencido? Baixe as primeiras páginas do livro aqui e dê uma espiada no conteúdo. Os testes também se encontram no site. Você ainda pode conferir pequenos vídeos do Eduardo dissertando sobre temáticas do livro aqui.

Até a próxima!

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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Resenha: "Liderança Saudável" (Alkíndar de Oliveira)

Por Kleris: Alkíndar de Oliveira é consultor de empresas, palestrante, conferencista, escritor, professor e colaborador em variadas revistas e jornais (como Pequenas Empresas, Grandes Negócios e O Estado de S. Paulo) que pautam mercado corporativo, relacionamento interpessoal, liderança, coaching, motivação, responsabilidade social, criatividade, dentre outros. Gosto de ler materiais na área por curiosidade e vontade de expandir meu lado empreendedor. Sabe, conhecer o que movimenta micro e macro corporações, entender sacadas de mercado, me inteirar do panorama. Liderança saudável foi, nesse sentido, uma leitura que me surpreendeu – de maneira positiva e negativa.

A proposta do livro é incentivar o profissional a interpretar o presente e a partir daí desenvolver uma visão do futuro – para apostar em decisões mais acertadas. Em boa parte de sua dissertação, Alkíndar cita Peter Drucker, o guru dos gurus, exaltando seu perfil visionário. Em paralelo, ele apresenta a ideia de uma nova ordem no mundo empresarial: dar sentido ao trabalho através do fator emocional, vez que, é certo, o cenário existencial que está mexendo com o ser humano no que diz respeito ao trabalho.

Toca-se muito na questão de dar significado e causa, de atender pessoas e não apenas clientes, de criar laços dentro e fora da empresa; importar-se. Nesse sentido, me lembrou  muito do professor Cortella em Por que fazemos o que fazemos? (reveja resenha aqui). 
Por que será que os empresários e executivos vão a seminário para conhecer estratégias corporativas e acabam, no fim, se envolvendo mais com um especialista da alma humana?
Conclusão: As pessoas estão ansiosas para encontrar para encontrar um significado para sua vida pessoal e profissional. Não é a toa que Peter Drucker disse com muita propriedade: “Ganhar a vida já não é suficiente, o trabalho tem de nos permitir vivê-la também”.

Ao propor a reflexão, Alkíndar trata de conscientizar, com exemplos desde a literatura a ações de mercado, sobre as mudanças inevitáveis no campo corporativo. Nessa colcha de retalhos discutem-se principalmente valores. Além de trazer um ponto a ponto desta perspectiva – uma nova ordem para a empresa, para o líder, os acionistas, os funcionários, os fornecedores, os parceiros, os clientes e a sociedade – ele expõe uma experiência prática com textos diversos (em pausas dos capítulos) ligando o trabalho ao emocional e espiritual. São mensagens, em sua maioria, de paz, motivação e ponderação. 
Pausa para reflexão.
Todo estresse é negativo? Não! O estresse só é negativo quando é intenso, bloqueia a inteligência e gera sintomas. Há um tipo de estresse positivo que abre as janelas da memória e nos estimula a superar obstáculos e resolver dúvidas. Sem esse estresse, nossos sonhos se diluem, nossa motivação se esfacela. Augusto Cury.

Achei interessante ter essa compreensão dos grandes executivos corporativos. Alguns dos apontamentos do autor, aliás, puxam características de renovação dos pequenos negócios que hoje podem ser novas soluções. Dentre elas, justo essa percepção do trabalho, as relações de confiança e o famoso caminho livre (quando a empresa oferece algo só seu ou só ela atende determinado público com um serviço específico).

A experiência negativa da leitura se deu quando o autor conferiu o fator importar-se à questão de gênero: diz ele que o homem deve estimular seu lado feminino e que, independente de ter mulheres em cargos altos, elas deviam parar de tentar ser homens (?). Nesse momento foi inevitável questionar todos os bons apontamentos dos outros capítulos, vez que ficou claro que Alkíndar não estava se reportando aos profissionais, mas aos profissionais homens. 
A lei do progresso não poderia mais postergar a vinda da mulher às empresas. A mulher com seu potencial materno, algo dado somente a ela, pela natureza, tem em seu íntimo a valorização do amor e da mais pura e efetiva educação. E sabemos que o par “educação e amor” é o casal perfeito desta nova fase do mundo moderno.
Pena que, quando promovida na empresa, a mulher tende a incorporar os defeitos masculinos, esquecendo-se de que a promoção foi motivada principalmente pelas suas qualidades femininas. Querem ser homens. Que pena! Mas como a vida é uma eterna escola, com o tempo as mulheres líderes aprenderão a ser quem são e, então, mais e mais o seu potencial vai desabrochar.

É, por certo, irônico ler um livro que fala de visão de futuro por interpretar o presente quando o mesmo deixa de lado – por claras questões de gênero! – parte de seus profissionais ou a luta destes. Por outro lado, vale reforçar o que Alkíndar fala sobre os líderes da terceira natureza dos significados empresariais: eles devem ouvir. 
A nova natureza mostra que o único caminho para melhorar o mundo externo é melhorarmos nosso interior. Enquanto enxergarmos no outro o problema ou a solução, as empresas e o mundo continuarão como estão.

Vê-se que o mundo corporativo ainda está muito truncado para oportunidades e que deve cada vez mais pegar emprestado valores dos pequenos. Fora este tiro no pé um machismo quase próprio do estilo a leitura é razoável, fluída. Também não possui um tom urgente desesperado como outros livros motivacionais da área empresarial. 
[...] quando a empresa valoriza o funcionário, o fornecedor, o cliente e o acionista, como seres humanos individuais, e não somente como integrantes de uma massa, ganha em termos de fidelidade e comprometimento de parceiros. 
[...] terá mercado a empresa que mais atender ao desejo do indivíduo, e vai perder mercado aquela que atender ao desejo de uma massa constituída de indivíduos.
Não é fácil atingir esse estágio.
Esse novo estágio dependerá não das mudanças das empresas, mas das dos trabalhadores, pois as empresas mudam somente quando seu pessoal e sua cultura mudam. Reforçando: a mudança das empresas será consequência natural da mudança dos funcionários.

Até a próxima!


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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Resenha: “Vendedor Falcão” (Marcos Scaldelai)


Por Kleris: Vendedor Falcão é um livro de treinamento, em que Marcos Scaldelai, um dos executivos mais jovens desse Brasil, coloca o cidadão pra se mexer. Ai de quem ficar parado; bom, fica para trás. Estamos em um século – e década! – em que nos é exigido decisões mais assertivas e ponderadas. No campo de vendas, então, é preciso um plano mais pontual. Nada de se conformar... nem com crise, nem com concorrência. Existe todo um campo de possibilidades, é só saber olhar direito.

Neste livro, desafio você a agir de forma diferente, proativa e estratégica para acelerar seu desenvolvimento, sem ficar na dependência de uma oportunidade, para trabalhar sentindo-se menos vulnerável às oscilações do mercado e também às surpresas da concorrência.

Estridente, exclamativo e urgente é o perfil de coach de Scaldelai. O cara vai direto na questão, sem embromações, sem deslumbramentos; na verdade, entrega o que poucos entregam – um verdadeiro treinamento de execução. Para quem tem noções de marketing, não é nada muito novo, até mesmo em questões de terminologias; por outro lado, é interessante como Marcos tem um pensamento ativo, de saber otimizar qualquer processo. Marketing e publicidade são armas fortes, mas o tiro decisivo mesmo acontece no campo das vendas. 
Jogar nesse time vencedor é para quem tem o propósito profissional de colocar a mão na massa e fazer acontecer na área comercial.

É excelente não só pra quem tem interesse na área, pois os bastidores nos levam a um passeio rápido pelas estratégias e jogadas, e delas podemos compreender muito sobre as “mágicas” e “golpes” de mercado no consumidor. Afinal, a gente sabe que rola grandes esquemas para conquistar o comprador, mas não como funcionam em si. A parte da concorrência então, muitas sacadas maravilhosas. 
Há muitas indagações que envolvem a atividade de vender. Meu objetivo é discutir ao máximo as questões concretas. Nada ficará planando sobre o terreno abstrato, eu posso garantir, porque vou insistir muito nas atitudes executáveis. Execução, execução e execução, que dependem do fortalecimento de ferramentas essenciais de um excelente vendedor. São elas: a visão, a velocidade e a garra.

Marcos se utiliza de exemplos simples e sua abordagem é justamente para turbinar resultados; ele não se contenta com menos. Através da figura do falcão, ele pontua sobre visão, velocidade e garra, como requisitos necessários nessa atual seleção natural. Isto é, pensar fora da caixa se torna essencial para qualquer comando de sobrevivência. O que é inconveniência para um, pode ser oportunidade para outro. Sábio é aquele que faz da cilada uma reviravolta a seu favor.

Vendedor Falcão é um estímulo necessário. Apresenta dicas e técnicas, provoca o espírito e é extremamente explicativo. Em umas 170 páginas, Scaldelai se vale muito daquela máxima “foco, força e fé” e não descansa enquanto não plantar e fazer germinar a semente da vitória. Ele acredita que a gente pode, se realmente quiser. 
Quero que se sinta motivado a superar seus limites, voar mais alto e rápido, ampliar horizontes, desbravar territórios. Se eu me proponho a ser um grande vendedor, “o” cara, o número um da equipe, tenho que buscar ter as atitudes de um falcão. A boa notícias é que atitudes... a gente pode treinar.

A edição ainda conta com um teste para o leitor ter uma noção mais prática. Não é um desses livros que uma leitura basta, é desses para guardar, revisitar e tomar notas constantemente. 
Tudo o que você ler nas próximas páginas poderá colocar em prática amanhã mesmo – ou já! E, se no primeiro mês não tiver elevado significativamente o seu resultado, volte e releia, até alcançar a precisão de um falcão.

Se é isso que você procura em um livro para desenvolvimento profissional, de equipes e alta performance, Vendedor Falcão é uma escolha certeira.

Até a próxima!


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Ana Liberato