Mostrando postagens com marcador Regiane Winarski. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Regiane Winarski. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Resenha: "A Metade Sombria" (Stephen King)

Tradução de Regiane Winarski

Por Stephanie: Quando li a sinopse de A Metade Sombria, logo fiquei interessada. Não sei por que eu havia esquecido que o livro tinha uma pegada sobrenatural, por isso fui surpreendida desde o começo. O clima sombrio já é notável nos primeiros capítulos, e a escrita característica de King consegue nos deixar imersos e curiosos para ver o que virá pela frente.

Não é novidade que Stephen King gosta de escrever sobre escritores. Eu adoro ler sobre esse tipo de personagem porque sempre acabo me identificando muito com seus pensamentos (afinal, um dia ainda quero publicar meu livro). Ver Thad, o protagonista, refletindo sobre seus trabalhos e sobre sua relação com o pseudônimo George Stark foi fascinante e me despertou grande empatia.

(...) afinal,  ele era escritor de ficção… e um escritor de ficção no fundo não passava de um sujeito pago para contar mentiras. Quanto maiores as mentiras, melhor o pagamento.

Por falar em Stark… que personagem aterrorizante! Toda vez que ele surgia, eu sabia que algo terrível estava para acontecer. O aspecto vilanesco dele poderia ter soado caricato ou forçado, mas acho que combinou com essa obra em específico. Talvez seja graças a escrita densa de King, que consegue transmitir toda a maldade de maneira crua. Porém, é bom lembrar que o autor tem como característica a prolixidade, ou seja, não espere um livro super fluido (o que não o desmerece de forma alguma).

(...) Mas, quando estava escrevendo como George Stark, e particularmente sobre Alexis Machine, Thad não era o mesmo. Quando ele… abria a porta, talvez seja a melhor forma de dizer… quando ele fazia isso e convidava Stark pra entrar, ficava distante. Não frio, nem mesmo morno, só distante. (...)

Como um bom livro de King, é preciso avisar: há cenas pesadas, que chegam a embrulhar o estômago. Se você for muito sensível, não recomendo. A parte policial e de investigação é bem empolgante, mas achei um pouco inverossímil em algumas passagens (parece que a polícia é meio burra, às vezes…).

O desfecho é bem satisfatório. Acho que dentro das possibilidades, King soube fechar os arcos com maestria e ainda deixar aquela pulguinha atrás da orelha da gente, hehe. Recomendo muito essa leitura pra quem está atrás de uma boa história sobrenatural com doses de drama e investigação!

Até a próxima, pessoal!

Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta

Compre na Amazon através do link e continue ajudando o Dear Book a crescer:

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Resenha: "Série The Royals: Príncipe Partido - Vol. 2" (Erin Watt)

Tradução de Regiane Winarski

Por Clarissa: Olá gente bonita, bom primeiramente um ótimo 2019 para todos nós, que rendam muitas leituras, saúde e paz. Bom faz um tempinho que não apareço aqui, a vida está uma correria e atolada de deveres, mas cá estou trazendo esta série apaixonante "The Royals - Príncipe Partido (livro 2)" De Erin Watt. Como sempre falo, nunca julgue um livro pela capa, pode parecer que só fala sobre princesas e arco-íris, mas não, é um livro com conteúdo adulto, partes quentes e muita emoção. 

Antes de conferir esta resenha dê uma olhadinha na resenha do primeiro livro Princesa de Papel - Livro 1. Deu uma olhadinha? Então vamos seguir adiante!

Tudo começou com Ella Harper, uma jovem órfã que sobreviveu aos acasos da vida e até que um dia aparece um melhor amigo de seu pai - super rico - querendo adota-lá e que prometera a seu melhor amigo que cuidaria de Ella, oferecendo tudo de bom e de melhor, tirando-a dessa vida miserável. Ella como sempre com um pé atrás aceitou a ajuda e foi para a casa - mansão - dele, que era puro caos e nenhum afeto, até que ela mudou este conceito e o caos diminuiu. Conhecendo seus filhos e se apaixonando por Reed e assim criando uma história de romance com diversos desafios e calmarias. Mas como a família é bem problemática o final não terminaria com o famoso Felizes para Sempre. E é bem na parte mais impactante que o primeiro livro termina e mal poderia esperar pelo segundo.

No segundo livro a história é mais voltada aos pensamentos, atitudes e a vida de Reed. Nesta trama toda, Reed vai ter que lidar com mentiras de pessoas que moram junto com ele, perda das pessoas que mais ama, saudade da pessoa que mantinha sua mente sã, raiva de tudo e de todos, e a grande busca do amor de sua vida que mantinha uma esperança que era uma boa pessoa e que fazia o certo.

Reed comete um deslize e Ella se afasta por completo, trazendo caos a família Royal. Reed vê seu mundo desmoronar, e toda esperança de viver um romance com ela desaparece.

"Ela não pode voltar logo para casa e gritar comigo? Preciso que ela me diga que sou um babaca que não merece o tempo dela. Preciso dela na minha frente, cuspindo fogo. Preciso que ela grite comigo, me chute, me bata.
Eu preciso dela, porra."
A garota dos sonhos de Reed não quer mais saber dele, porque tem certeza de que, se ficarem juntos, isso vai destruí-los. Ella pode estar certa. Ao mesmo tempo que um salva o outro, juntos são como uma granada prestes a explodir. Mas no amor tudo vence e, as vezes, suporta. Com o seu ponto de paz sumida de casa, Reed procura um escape para sua raive e dor, assim cria confusão, arruma brigas, há caos na escola, em casa, e em toda sua vida. E tudo o que ele quer é um perdão de uma pessoa especial e ele vai atras disso.
"Você sabe que eu faria qualquer coisa por você... Qualquer coisa pra proteger você."
Enquanto Ella foge de toda essa dor e caos, ela perde tudo o que tinha conquistado de bom nos últimos tempos, o que jamais tina sonhado. Ela preferiria sua vida miserável de volta do que sentir esta dor. Recomeçar do zero longe disso tudo, mas com uma pontinha de querer voltar e resolver.

O que me atrai nesta série é que se passa no mundo atual, mesmo tendo "reinado" é voltada ao poder, quem tem mais dinheiro é o que manda nos outros, o jogo do poder. Muitas vezes submisso a esse poder e não tem uma vida plena, na história as personagens vivem mentiras, trapaças e acordos para não acabar com o nome e dinheiro. E estas situações vemos no mundo real, manipulação nas autoridades maiores, pessoas cegas pelo dinheiro, perda de respeito pelas minorias, bullying, e é retratado com comoção que o leitor sente raiva e quer exterminar essa personagem da história, e isso que é o tcham de uma história, levar o leitor para dentro da trama.

Resumindo, tudo que eu tenho a dizer sobre esse livro é MANO DO CÉU!, que finalzão - até arrepiei agora - gente do céu, vocês irão ficar de queixo caído e querer voltar pelo menos todos os capítulos e começar tudo de novo rsrsrs. O começo do segundo livro mostra as consequências do final do primeiro, o que torna empolgante, esclarecedor e meio triste. Mais para o meio do livro fica meio parado e some um pouco a empolgação, mas mais para o final o êxtase volta e começa a sentir uma tensão, de querer saber o que acontecerá. E como eu disse chega o final com o ápice de surpresa, quando você acha que tava tudo de boa, chega uma nova surpresa e uma melhor que a outra. E como era de se esperar o livro CONTINUA...

É desesperador não ter o livro seguinte em mãos e mais perguntas aparecem em sua cabeça, cria milhões de teorias para o final, mas tudo o que queria é ter o outro livro. É bem parecido com história mexicana, tem brigas, poder, paixão, dramas e na hora H o livro continua...

Mas é uma história maravilhosa, com personagens complexos e com seus diferenciais, leitura de simples entendimento e captação de atenção. Super recomendo!

Espero que tenham gostado e comentem, compartilhe deixem suas ideias!

Até a próxima pessoal!


Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dearbookblog no Twitter e  @dearbookbr no Instagram

Compre na Amazon através do link e continue ajudando o Dear Book a crescer:


segunda-feira, 18 de junho de 2018

Resenha: "A Incendiária" (Stephen King)

Tradução: Regiane Winarski

Sinopse: Após anos esgotado no Brasil, A incendiária volta às livrarias como parte da Biblioteca Stephen King, coleção de clássicos do mestre do terror em edição especial com capa dura e conteúdo extra. No livro, Andy e Vicky eram apenas universitários precisando de uma grana extra quando se voluntariaram para um experimento científico comandado por uma organização governamental clandestina conhecida como “a Oficina”. As consequências foram o surgimento de estranhos poderes psíquicos — que tomaram efeitos ainda mais perigosos quando os dois se apaixonaram e tiveram uma filha.
Desde pequena, Charlie demonstra ter herdado um poder absoluto e incontrolável. Pirocinética, a garota é capaz de criar fogo com a mente. Agora o governo está à caça da garotinha, tentando capturá-la e utilizar seu poder como arma militar. Impotentes e cada vez mais acuados, pai e filha percorrem o país em uma fuga desesperada, e percebem que o poder de Charlie pode ser sua única chance de escapar.

Por Sheila: Oi pessoas!!!! Vários pontos de exclamação por que eu sempre fico super, hiper, ultra MEGA empolgada quando o assunto é Stephen King. Juntamos o querido King com a Suma (sua linda!) + edição em capa dura + relançamento de livro esgotado e o que acontece? Eu SURTO, obviamente.

Lançado em 1980, estava esgotado há vários anos, e era um dos pedidos constantes de inclusão na Biblioteca Stephen King - Inclusive por mim! E a nossa querida Suma, mais uma vez, conseguiu se superar na escolha e no capricho!

Para quem ainda não leu, vamos ao livro: no melhor estilo sci-fi, King irá nos apresentar aos jovens Andy e Vicky McGee, que foram usados em uma experiência secreta ainda adolescentes. Enquanto Andy consegue "empurrar" as pessoas e levá-las a pensar o que ele deseja, sua filha Charlene (Charlie) herda os genes modificados dos pais e parece ter poderes muito mais proeminentes. Enquanto Andy fica esgotado ao usar seus poderes, Charlie consegue fazê-lo sem nenhum efeito colateral.

Andy pegou a carteira, que tinha só uma nota de um dólar. Agradeceu a Deus por não ser um daqueles táxis com divisória à prova de balas, que não permitia contato entre passageiro e motorista, exceto por uma abertura para o dinheiro. Contato direto sempre facilitava o impulso. Nunca conseguiu descobrir se eraalgo psicológico ou não, e agora não importava.
— Vou dar a você quinhentos dólares — informou Andy, baixinho —, para você levar a minha filha e eu até Albany. Certo?
— Jeee-sus, moço… Andy colocou a nota na mão do taxista, e quando o sujeito olhou, Andy deu outro impulso… com força.
O motorista estava satisfeito. Não estava pensando na história enrolada do passageiro. Não estava questionando o que uma garotinha de sete anos estava fazendo visitando o pai por duas semanas em outubro, época de aulas. Não estava pensando no fato de que nenhum dos dois possuía bagagem . Não estava preocupado com nada. Ele tinha sido impulsionado. Agora, Andy pagaria o preço.

Acontece que os McGee nunca deixaram de ser vigiados pela Oficina, uma sociedade secreta que investiga e explora pessoas que apresentem qualquer tipo de poder especial. E assim, quando a pequena Charlie herda de seus pais a capacidade de produzir fogo, conhecida como pirocinesia, o casal faz de tudo para evitar que a mesma se exponha, ou exponha seus poderes especiais.

O início do livro é muito rápido, já começa com a fuga de pai e filha. Infelizmente, como Charlie tinha dificuldade em controlar seus poderes por causa de sua pouca idade, a Oficina descobriu seu dom, e tentou tirá-la de Andy e Vicky. Em meio a fuga, descobrimos que Vicky não os acompanha por que foi assassinada pela Oficina em sua tentativa de proteger a filha.

Papai, estou cansada — disse com agitação a garotinha de calça vermelha e blusa verde . — A gente não pode parar? — Ainda não, querida. Ele era um homem grande de ombros largos, vestindo um paletó de veludo gasto e puído e uma calça marrom de sarja. Ele e a garotinha estavam de mãos dadas, andando pela Terceira Avenida em Nova York. Caminhavam rápido, quase correndo. Ele olhou para trás, e o carro verde ainda estava lá, seguindo lentamente junto ao meio-fio. — Por favor, papai. Por favor. Ele olhou para ela e viu como seu rosto estava pálido. Havia círculos escuros embaixo dos olhos da menina. Ele a pegou no colo e a apoiou na dobra do braço, mas não sabia por quanto tempo conseguiria seguir assim. Também estava cansado , e Charlie não era mais tão leve. 

Um dos grandes antagonistas desta trama é o agente da Oficina, Rainbird, um indígena que persegue  a menina não pelos ideiais da organização que representa, mas por um motivo muito mais bizarro: Rainbird acredita que, ao matar Charlie, precisa olhar em seus olhos para receber uma grande revelação espiritual.

Adaptado para as telonas em 1984, chegou ao Brasil com o título Chamas da Vingança e tinha Drew Barrymore, ainda muito pequena, como Charlie e David Keith como Andy McGee, o pai. Infelizmente à época foi considerado um fracasso de bilheteria, mas ainda tenho a esperança de um remake.


Repleto de cenas de fuga desesperada, amizades desfeitas, dúvidas horrendas e muita ação nas mãos da pequena Charlie, que precisa usar seu dom para se defender, A Incendiária é um livro maravilhoso, que irá nos prender do início ao fim, não só por sua escrita, mas por nos fazer questionar a ética por trás da existência de diferenças que impactem a vida de outras pessoas.

Afinal, até onde podemos esperar que Charlie se torne uma pessoa "normal", ou que se torne uma incontrolável máquina de matar, incendiando tudo e todos em seu caminho? Teria tirado alguma vida se não tivesse sido tratada como um monstro? Seria seguro mantê-la em meio as ouras pessoas, sem poderes?

Um clássico obrigatório aos fãs de nosso querido King, e um trabalho mais que espetacular da nossa querida editora Suma, mais uma vez com capa dura em alto relevo, folhas amarelas, ótima revisão e diagramação que tornam a leitura um prazer. Recomendo!

Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta

Compre na Amazon através do link e continue ajudando o Dear Book a crescer:


segunda-feira, 4 de junho de 2018

Resenha: "Estamos Bem" (Nina LaCour)


Tradução de Regiane Winarski

Por Stephanie: Estamos Bem, de Nina LaCour, é pura e simplesmente um livro sobre solidão. Aquela sensação que todos nós conhecemos e nem sempre gostamos, mas que por muitas vezes é necessária em momentos específicos de nossas vidas.

Marin é uma garota que terminou o ensino médio recentemente e acabou de perder seu avô. Sua mãe também faleceu quando ela era pequena, portanto esta perda recente faz com que ela se sinta sem nenhuma família. Por isso ela decide ir para faculdade alguns meses antes do previsto e, após este período, acaba se isolando no alojamento ao final do primeiro semestre letivo, já que teoricamente não há ninguém para quem ela possa retornar nas festas de fim de ano. A obra aborda os três dias em que Marin recebe a visita de sua melhor amiga no alojamento para tentarem resolver suas pendências pessoais e emocionais. Tudo isso enquanto a própria Marin lida com seu luto e sua sexualidade ainda mal compreendida.

Eu me pergunto se tem uma corrente secreta que une as pessoas que perderam alguma coisa. Não da forma que todo mundo perde alguma coisa, mas da forma que destrói sua vida, te destrói, e quando você olha para o próprio rosto, não parece mais seu.

A narrativa de Nina LaCour nos leva pelo passado da protagonista, em seu último verão com seu avô e seus amigos antes da faculdade começar. Os capítulos alternam entre presente e passado, nos mostrando o contraste da vida de Marin e como tudo era simples e feliz antes de seu avô falecer. O presente é repleto de melancolia e, claro, solidão. Sentimos o peso de se estar completamente sozinho, em uma vida bem diferente daquela que se conhecia.

Apesar de curta, a história de Estamos Bem é profunda e nos traz muitas reflexões sobre o autoconhecimento e como precisamos da solidão para o alcançarmos. Marin tem um fluxo de pensamentos constante sobre sua situação atual e sobre quem ela é e quem poderá ser daqui pra frente, e o encontro com Mabel só a faz sentir ainda mais melancólica e até mais sozinha. Conseguimos ver com a clareza a profundidade da relação das duas e a ligação forte que ainda possuem, mesmo após ficarem tantos meses separadas.

Apesar de não concordar com boa parte das atitudes de Marin, principalmente em relação a Mabel, eu consegui sentir empatia por ela. Às vezes precisamos nos afastar de quem amamos para podermos nos compreender melhor e conseguir encontrar nosso lugar e nosso papel no mundo, e pra mim, foi isso que Marin fez.

A vida é fina e frágil como papel. Qualquer mudança repentina pode rasgá-la.

A relação de Marin com o avô é mostrada de maneira delicada, e é difícil não sentir um carinho especial por um velhinho tão fofo. Só não gostei muito de uma coisa: Marin parece cobrar muito dele e dar muito pouco em troca. E acho que isso pesa bastante no resultado final e na culpa que ela sente após o falecimento do avô. Apesar de essa cobrança dela não ser algo distante da realidade, gostaria que a relação deles tivesse sido mais próxima e mais recíproca. Teria me feito sentir mais o luto da personagem.

No geral, é uma leitura fácil e bem fluida, que em nenhum momento me deixou entediada, por mais que nada “grandioso” aconteça. Não há revelações inesperadas ou plot twists, nenhum momento em que esperamos por um clímax. Mas mesmo assim, no final de tudo, sentimos que acompanhamos algo maior e mais esclarecedor do que o que esperávamos.

Essa e outras resenhas vocês podem encontrar no meu blog, o Devaneios de Papel! Espero vocês por lá :)

Até a próxima!
Curta o Dear Book no Facebook
Siga @dear_book no Twitter e @dearbookbr no Instagram

Compre na Amazon através do link e continue ajudando o Dear Book a crescer:



sexta-feira, 6 de abril de 2018

Resenha: "O Bazar dos Sonhos Ruins" (Stephen King)

Tradução: Regiane Winarski

Por Sheila: Oi pessoas! Como estão? Quem acompanha o blog já deve saber que eu sou uma Kingmaníaca de carteirinha! Alguns fãs do mestre não gostam muito dos livros de contos, preferindo os romances.

Aliás, King mesmo admite em alguns de seus livros que não se considera um bom contista, mas que estas são idéias boas demais para serem desperdiçadas, então ele as escreve mesmo assim. E, de minha parte, continue! Eu adoro a maioria dos contos (não todos, claro), mas mesmo assim, o saldo, para mim, é sempre positivo!

Com 20 contos e mais de 500 páginas, é um dos livros que entra fácil para minha lista de favoritos, principalmente por ser um dos livros de contos em que, praticamente gostei de todos!

Do terror ao horror, carrega desde seres sobrenaturais e inexplicáveis como iremos ver em Milha 81, que conta a história de uma van enlameada que literalmente come gente, até aqueles contos em que o monstro é o próprio ser humano, como em Moralidade.

Como são muitos contos vou separar para falar para vocês o que eu considerei o melhor conto da coletânea e o pior conto - Oscar e Framboesa - da coletânea O Bazar dos Sonhos Ruins.

Começando como o melhor: fãs da Torre, preparem-se! Em Ur, iremos encontrar muitas referências muito explícitas a nossa querida saga, quando um professor no departamento de inglês da Moore College, Wesley Smith, resolve "experimentar novas tecnologias" comprando um Kindle da Amazon por um motivo nada altruísta. Wesley estava com raiva.

Estou experimentando novas tecnologias, ele se imaginou dizendo. Ele gostou de como soava. Era totalmente moderno. 
E claro que gostava de pensar na reação de Ellen. Ele tinha parado de deixar mensagens no celular dela e tinha começado a evitar certos lugares (o Pit Stop, o Harry’s Pizza) onde podia esbarrar com ela, mas isso podia mudar. Obviamente, estou lendo no computador, assim como todo mundo era uma frase boa demais para desperdiçar. 
Depois de uma discussão com sua namorada Ellen Silverman, que resultou em um  término abrupto,  Wesley resolveu seguir ao pé da letra o que a ex-namorada sugeriu: aderir às novas tecnologias e ler no computador, como "todo mundo". E Wesley estava achando até bem interessante seu novo brinquedo (era assim que ele o chamava) não fossem por duas peculiaridades: 1) Seu Kindle, ao contrário de todos os outros comercializados, era rosa; 2) Em um submenu denominado "Ur", Wesley começa a encontrar o que parecem ser obras famosas de autores consagrados que não deveriam existir.
Estamos trabalhando nesses protótipos experimentais. Você os acha úteis? 
— Ah, não sei — disse Wesley. — O que são? 
O primeiro item do protótipo era REDE BÁSICA. Então, sim para a pergunta da internet. Aparentemente, o Kindle era bem mais computadorizado do que parecia a princípio. Ele olhou para as outras escolhas experimentais: download de música (um grande viva) e leitura em voz alta (o que poderia ser útil se ele fosse cego). Ele apertou o botão de virar página para ver se havia mais algum item. Havia um: Funções Ur.
Daí em diante, iremos embarcar nos dilemas de Wesley sobre o que fazer a respeito da suposta existência de múltiplas dimensões, onde haviam muitos livros desconhecidos nessa e, claro, outras funcionalidades de Ur que você precisará ler o livro para descobrir!

Um dos que menos gostei foi A Igreja de Ossos, que originalmente era uma poesia que contava uma história. Como o título já nos entrega, trata-se de uma igreja onde o sobrenatural mais uma vez ronda os personagens construídos por King.

O que me incomodou não foi a história em si, mas o seu formato. Talvez lendo-a no original, em inglês, fique um pouco menos cansativo de lê-la, como o foi em português. Não sei. Alguém ai que tenha lido em inglês? O que achou?

Mas, no geral, achei um livro muito bom, com várias histórias cheias de humor negro e das questões inusitadas, muitas vezes parecendo quase obra do acaso, bem como a presença de seres sem explicação, bem ao jeito Stephen King de escrever.

Recomendo!

Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta
segunda-feira, 2 de abril de 2018

Resenha: "O Destino de Tearling" (Erika Johansen)

Tradução: Regiane Winarski

Por Sheila: Oi pessoas! como vocês estão? Hoje encerramos mais uma trilogia. Ah! Trilogias! Como não amá-las de forma apaixonada? Como não se sentir ansioso com a espera pelas continuações? Como não morrer de frustração ao fim de algumas, ou de nostalgia ao término de outras?

A trilogia que começou com "A Rainha de Tearling" já resenhada pelo blog aqui me cativou de uma forma absoluta - o que é bom e ruim ao mesmo tempo. Bom, por que é sempre uma satisfação para um leitor ter em mãos uma obra que realmente o empolgue, instigue, prenda a atenção.

E ruim ... bom por que ele faz parte de uma trilogia. Não há garantias de que os próximos dois livros conseguirão cumprir com o mesmo papel, e que o desfecho seja elaborado de forma a abarcar todas as dúvidas construídas e elaboradas na trama.

Felizmente, o segundo livro, "A Invasão de Tearling" já resenhado aqui conseguiu ser melhor do que o primeiro, e a trama, que era repleta de segredos - o que afinal era o Tearling, a travessia, de onde surgiu a Rainha Vermelha, ou o espectro de fogo que a acompanha - tudo isso nos é respondido no segundo livro, deixando a terceira parte a tarefa de responder a algumas poucas perguntas e, claro, resolver a trama criada ao longo dos outros dois livros.

Feita prisioneira da Rainha Vermelha, Kelsea é levada para a prisão de Mortmesne. Seu futuro não parece promissor - acorrentada, constantemente agredida, chocalhando em uma carroça, sem suas safiras. Mas, mesmo assim, Kelsea continua com o porte de uma verdadeira Rainha.

O carcereiro estava sorrindo de novo, as sobrancelhas erguidas esperando uma reação. Eu já estou morta, Kelsea lembrou a si mesma. Em teoria, ela já era uma mulher morta havia meses. Havia grande liberdade nesse pensamento, e essa liberdade permitiu que ela puxasse as pernas, como se para se encolher no canto da carroça, e, no último momento, arqueasse as costas e chutasse o carcereiro no rosto.
Ele caiu para o lado com um baque. Os cavaleiros ao redor explodiram em gargalhadas, a maioria nada gentil; Kelsea percebeu que o carcereiro não era muito popular com a infantaria, mas essa constatação não a ajudaria em nada. Ela ficou de joelhos e levou as mãos acorrentadas à frente do corpo, preparada para lutar da melhor forma possível.

Já a Rainha Vermelha precisa enfrentar a rebelião causada em seu reino, uma fissura que se tornou cada vez maior, e teve seu estopim na retirada do exército sem que seus soldados pudessem realizar os saques e pilhagens que esperavam em pagamento aos seus serviços. Quase sem aliados, com um povo altamente descontente, e com safiras que não respondem a ela, a Rainha Vermelha sabe que talvez esteja próxima do fim.  

— Nós recebemos um salário — respondeu outro homem.
— Uma verdadeira mixaria.
— É verdade — disse uma terceira voz. — Minha casa está precisando de um telhado novo. Não vou conseguir pagar com essa esmola.
—Parem de reclamar!
—Ah, e você? Você sabe por que estamos indo para casa de mãos vazias?
 —Sou um soldado. Não é meu trabalho saber das coisas.
—Eu ouvi um boato —murmurou a primeira voz em tom sombrio. —Ouvi que os generais e os coronéis preferidos deles, de Ducarte para baixo, vão receber a cota deles.
—Que cota? Não houve pilhagem!
—Eles não precisam de pilhagem. Ela vai pagar diretamente a eles, do tesouro, e deixar o resto de nós de mãos vazias!
 —Não pode ser verdade. Por que ela os pagaria por nada?
 —Quem sabe por que a Dama Escarlate faz as coisas? 

Finalmente saberemos quem é o espectro libertado por Kelsea, sua história junto aos Tear, e o por que de sua busca incessante por sangue e devastação, bem como entenderemos boa parte das motivações secretas por detrás de cada um dos personagens, mesmo do pouco acessível Clava, que foi denominado regente de Tearling na ausência de sua verdadeira rainha.

A escrita deste terceiro e último volume flui de uma maneira surpreendente, foi impossível abandonar as páginas até chegar ao desfecho. Cada final de capítulo trazia um acontecimento tão surpreendente
que eu precisava continuar lendo para saber mais, assim como Kelsea precisava continuar no passado, em "A Invasão de Tearling" o passado de Lily, e em "O Destino de Tearling" o passado de Katie.

A obra inteira é uma mistura de fantasia com a mais crua realidade, onde vamos encontrar temas como política, os limites de uma utopia, a formação de sistemas totalitários, os meios de subordinação e alienação, seja por falta de uma educação de qualidade, seja pela privação de conhecimento de um sistema religioso rígido e corrupto.

—De que adianta uma visão do passado?
—É uma boa pergunta, mas eu vejo tudo mesmo assim: quinze anos após o Desembarque, a cidade de Tear começou a apodrecer de dentro para fora. Quando disse aquilo, Kelsea percebeu que a história falhou com eles; sempre, na sala de aula de Carlin, a queda da utopia de Tear foi atribuída à morte de Jonathan Tear.
Mas tinha começado bem antes disso, todos os vícios antigos da humanidade retornando. Kelsea os sentiu mesmo em Katie, que foi criada por uma das tenentes mais antigas e de mais confiança de Tear.
Até Katie tinha dúvidas. Talvez nós não sejamos capazes de ficar satisfeitos, pensou Kelsea, e a ideia pareceu abrir um buraco dentro dela. Talvez a utopia seja inalcançável. 

Personagens fortes e marcantes, uma protagonista fora dos padrões, vilões tão carismáticos quanto os próprios protagonistas, viradas inesperadas, alianças improváveis e um final eletrizante e surpreendente. Preciso dizer mais? Se você não leu os dois primeiros livros, aventure-se. Juro que vai valer a pena.

Forte abraço e até a próxima!
sexta-feira, 2 de março de 2018

Resenha: "A Invasão de Tearling" (Erika Johansen)

Tradução: Regiane Winarski

Por Sheila: Oi pessoas! Como estão? Trago a vocês hoje o segundo livro da trilogia iniciada com "A Rainha de Tearling". Esse primeiro livro também foi resenhado aqui no blog, e você pode ver a primeira resenha clicando aqui.

Como essa é a resenha de uma continuação, é inevitável que hajam spoilers, pois costumo iniciar falando um pouco sobre o desfecho do primeiro livro. Assim, àqueles que não querem estragar  a surpresa sugiro que parem por aqui.

Ao final do primeiro livro, vemos que as safiras de Kelsea não só lhe conferem dons premonitórios, mas também um incrível poder, que a mesma esta longe de compreender ou controlar.

Descobrir o traidor foi algo bastante doloroso, até por que, como eu disse na primeira resenha, nenhum dos vilões é um vilão de fato. Afora a entidade que habita o fogo e visita a Rainha de Mortmese, todos os outros personagens com más inclinações parecem ter passado por rupturas significativas em suas vidas, o que pode não justificar o ato mal, mas explica por que eles se tornaram o que são.

Enquanto em "A Rainha de Tearling" Kelsea está se esforçando para provar que é uma soberana forte, não uma boneca de luxo como foi sua mãe, em "A Invasão de Teraling" vemos uma menina tentando se tornar uma mulher. Conflitos com a aparência, amores, desejo, tudo isso acontecendo sem que possa ser vivido plenamente. Afinal, uma monarca não pode apresentar aos súditos esse tipo de fraqueza.

Sentia um grande arrepio de medo sempre que observava o rosto no espelho, lembrando uma coisa que Carlin disera uma vez: "A corrupção começa com um único momento de fraqueza". Kelsea não conseguia lembrar sobre o que elas estavam conversando, mas parecia se lembrar de Carlin olhando para Barty com crítica no olhar. Agora, ao olhar para si mesma no espelho, Kelsea soube que Carlin estava certa.

Além disso, apesar de suas jóias parecerem apagadas, Kelsea passa a ser levada para o passado, durante um período pré-travessia, onde acompanha de forma minuciosa a vida de uma mulher, Lily, o que aparentemente parece não ter nenhuma explicação lógica. Lily não é nenhuma figura histórica importante, então por que Kelsea passa a visitar cada vez mais seu mundo longínquo?

Quem é você Lily?Ninguém sabia. Lily tinha sumido no passado com o resto da humanidade. Mas Kelsea não podia ficar satisfeita com isso. Suas safiras funcionavam fora de seu controle, as ações inconsistentes e enlouquecedoras. Mas nunca mostraram a Kelsea nada que ela não precisava ver.

Em meio a tudo isso, continua a invasão pelo povo Mort e sua rainha vermelha, que também acaba se mostrando, ao longo do livro, muito menos uma tirana e mais uma mulher com feridas emocionais profundas, tentando se defender de algo que mal sabe nomear para si mesma.

Esse segundo livro nos trará muitas reviravoltas, paixões secretas, vilões e mocinhos trocando de papéis, muitas dúvidas, mas também muitas respostas respondidas. Vamos entender melhor quem é quem nessa trama mas, principalmente, como o mundo de Tearling começou.

Mais alguém esta ansioso pelo desfecho? Abraços e até a próxima!

Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta



sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Resenha: "Belas Adormecidas" (Stephen King & Owen King)

Tradução: Regiane Winarski

Por Sheila: Oi pessoas! Como estão? Eu, como boa kingmaníaca que sou, acabei a leitura deste lançamento - que, confesso! comecei a ler um tanto quanto receosa - e estou em êxtase! Isso sempre me coloca num grande conflito: é muito mais fácil escrever uma resenha para um livro que não gostei, do que para um que amei. 

Já o meu receio, totalmente infundado, provinha do fato de termos dois Kings como autores e, como não conheço a escrita de Owen, não sabia muito bem o que esperar. Já eu e o King pai, depois de quase 50 livros lidos, somos quase velhos amigos kkkkkkkkkkk.

Mas vamos à sinopse:
Pelo mundo todo, algo de estranho começa a acontecer quando as mulheres adormecem: elas são imediatamente envoltas em casulos. Se despertadas, se o casulo é rasgado e os corpos expostos, as mulheres se tornam bestiais, reagindo com fúria cega antes de voltar a dormir.
Em poucos dias, quase cem por cento da população mundial feminina pegou no sono. Sozinhos e desesperados, os homens se dividem entre os que fariam de tudo para proteger as mulheres adormecidas e aqueles que querem aproveitar a crise para instaurar o caos. Grupos de homens formam as “Brigadas do Maçarico”, incendeiam em massa casulos, e em diversas partes do mundo guerras parecem prestes a eclodir.
Mas na pequena cidade de Dooling as autoridades locais precisam lidar com o único caso de imunidade à doença do sono: Evie Black, uma mulher misteriosa com poderes inexplicáveis.
Tudo começa com Evie Black. Como a Eva do mito, ela é a Mãe, e é chamada por algo muito maior do que ela mesma, e para a qual não chega a dar uma explicação à cidade atônita que só consegue entender uma coisa: é com ela, por ela, e em razão dela que o sono nos casulos aparece. E é na cidade de Dooling que o que ela traz junto com o sono será decidido.

A mariposa fez Evie rir. Pousa no antebraço exposto, e ela passa o indicador de leve pelas ondas marrons e cinzentas que colorem as asas.
- Oi, lindinha - diz ela para a mariposa. O inseto levanta voo. Subindo, subindo, subindo segue a mariposa, e é engolida por um raio de sol emaranhado nas folhas verdes e brilhantes seis metros acima de onde Evie esta, entre as raízes no chão.
Uma comprida cabeça de cobre sai pelo buraco negro no centro do tronco e desliza entre placas da casca. Evie não confia na cobra, obviamente. Já teve problemas com ela antes.
Sua mariposa e dez mil outras surgem da copa da árvore em uma nuvem crepitante e parda. O enxame rola pelo céu na direção da floresta debilitada de replantio de pinheiros do outro lado da campina. Evie detecta os primeiros odores químicos (amônia, benzeno, petróleo, tantos outros, dez mil cortes em um único pedaço de pele) e abandona a esperança que não tinha percebido que tinha.
Em sua casa, o Dr. Norcross, um psiquiatra da prisão feminina de Dooling, se olha no espelho sentindo o peso dos anos acumulando na cintura, sem saber que está prestes a ter de lidar com o surto de Aurora, como a epidemia de mulheres que não acorda passa a ser chamada; que terá de lidar, muito em breve, com Evie Black, a única mulher a não virar um casulo quando dorme; e com uma crise familiar com sua esposa, a xerife Lila Norcross, que parece ter descoberto algo do passado do marido que a perturbou consideravelmente.

Quando o caos começa, caberá aos homens, e algumas poucas  mulheres que conseguiram continuar acordadas, decidir os rumos que serão tomados pela humanidade. Dooling será palco dessa luta, onde o bem e o mal parecem estar difusos, misturados, sendo uma parte integrante de cada uma das pessoas - com algumas exceções, claro.

Imbuído nas diversas vozes femininas que falam no livro, há uma forte crítica social à sociedade machista, e um constante retorno a como muitos homens - as vezes sem querer, as vezes sendo uns completos babacas escrotos - fazem mal às mulheres e, concomitantemente, à sociedade.

Até aquele ponto, Tiffany tinha suposto que abusadores, gente como seu primo Truman, deviam viver em negação. Se não era assim, como eles podiam viver? Como era possível uma pessoa degradar outra se estivesse totalmente ciente do que estava fazendo? Bom, acontece que era possível, homens como o segurança porco faziam exatamente isso. Foi um choque essa percepção, que explicou abruptamente tanto da vida de merda dela.

Mas, ao mesmo tempo, há a evidenciação de que um mundo só de mulheres também não seria perfeito. E de que,  no próprio discurso feminino há a presença de incongruências, relativizações, que sustentam esse machismo - afinal, todo homem veio de um ventre feminino. Ou seja, não cabe somente aos homens a mudança, mas a TODOS E TODAS NÓS.

Belas Adormecidas pode ser lido como uma alegoria, uma fábula lindíssima a respeito de muitos temas atuais como feminismo, bullying, preconceito racial e social, uso e abuso de drogas, sistema carcerário e brutalidade policial, além da fragilidade das relações advinda da anestesia que o dia-a-dia as vezes impõe às nossas vidas. Nada como um evento cataclísmico para fazer com que as pessoas parem e repensem quem elas realmente são. Quem sabe nos utilizamos desse exemplo dado pela ficção e tentamos fazer algo a respeito de nós mesmos sem que as coisas precisem chegar nesse ponto?

Preciso dizer que recomendo? Forte abraço a todos!

Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta

Confira os melhore preços no Buscapé! sua compra ajuda o blog a continuar crescendo:


sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Resenha: "A hora do lobisomem" (Stephen King)

Tradução: Regiane Winarski

UMA CRIATURA CHEGOU A TARKER’S MILLS. A HORA DELA É AGORA, O LUGAR DELA É AQUI.

O primeiro grito veio de um trabalhador da ferrovia isolado pela neve, enquanto as presas do monstro dilaceravam sua garganta. No mês seguinte, um grito de êxtase e agonia vem de uma mulher atacada no próprio quarto. 
Agora,a cada vez que a lua cheia brilha sobre a cidade de Tarker’sMill, surgem novas cenas de terror inimaginável. Quem será o próximo? 
Quando a lua cresce no céu,um terror paralisante toma os moradores da cidade. Uivos quase humanos ecoam no vento. E por todo lado as pegadas de um monstro cuja fome nunca é saciada. 
Por Sheila: Oi pessoas! Como vocês estão? Eu estou em ÊXTASE com esse livro lindo, perfeito, MARAVILHOSO lançado pela Suma de Letras. Na verdade, este é o segundo livro do projeto da Suma de Letras intitulado Biblioteca Stephen King. A ideia é relançar toda uma coleção de livros raros do nosso popular escritor de suspense e terror para os fãs. Você encontra a resenha de "Cujo", primeiro livro lançado, aqui.


Mais uma vez, o livro veio em capa dura, folhas amarelas, mas este exemplar veio todinho ilustrado pelo Bernie Wrightson, além de conter ilustrações extras, no final, de quatro ilustradores brasileiros. Segundo a editora, a ideia era que eles "escolhessem e representassem sua cena preferida de A hora do lobisomem"


Para quem ainda não conhece esse clássico de Stephen King, tudo começa quando, na cidade de Taker's Mill, um ataque brutal é encoberto pela primeira nevasca do ano. Sozinho e preso em um barracão devido a nevasca, Arnie Westrum, sinaleiro da Ferrovia, houve algo arranhar a porta. Seria um cachorro perdido? Ele descobrirá da pior forma que estava errado em sua suposição.
Antes que ele possa decidir o que fazer sobre o visitante, o choramingo baixo se transforma em um rosnado. Um baque soa quando uma coisa incrivelmente pesada bate na porta ... recua ... bate de novo. A porta treme na moldura, e um  borrifo de neve entra pelas frestas.
A porta fica no lugar por mais um tempo, curvada em torno da linha vertical e, enfiado nela, investindo e atacando, com o focinho franzido em um rosnado e olhos amarelos ardentes, esta o maior lobo que Arnie já viu ...
E os rosnados soam terrivelmente como palavras humanas.
Agora, em Taker's Mill sabe-se que existe um lobo voraz. Mas há uma certa similaridade nos ataques, que parecem acontecer apenas uma vez por mês, sempre quando a lua cheia esta bem alta no céu.

Enquanto a besta caça pessoas, Marty, um garotinho apenas, começa sua própria investigação para caçar o que vem se tornando o grande tormento daquela pequena cidade, fazendo com que até mesmo o quatro de julho seja cancelado. Ele acha que talvez saiba quem a besta é. Mas o que pode um garotinho contra uma criatura que é a encarnação do próprio mal?

A hora do lobisomem é um livro curto, lançado pela primeira vez em 1982, por muitos considerado mais adequado à uma coletânea de contos do que figurar como obra independente, por ter menos de 100 páginas em sua edição original. Dividido em 12 capítulos, um para cada mês do ano, foi adaptado para as telinhas em 1985, sendo também conhecido como Bala de prata.

Dentre as obras de Stephen King, este não pode ser dito como um dos que mais se destaca. Tem uma narrativa simples e fluída, mas não é memorável. Agora, esta edição relançada pela Suma de letras, esta sim configura-se como aquisição indispensável a qualquer fã das obras de King. Afinal, mais do que um livro, a capa, diagramação e ilustrações são quase uma obra de arte. Este não é um livro para se Ler, é um livro para se Ter. E Suma, sua linda! Fiquei tão feliz com o livro, por tocá-lo, por você existir e ter lançado essa coleção FANTÁSTICA que meu marido já esta ficando com ciúmes.

Abraços e até a próxima!


Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta



sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Resenha: “Fiquei com seu número” (Sophie Kinsella)

Tradução de Regiane Winarski

O livro já foi resenhado anos atrás pela Juny – aqui.


Por Kleris: Ao decidir por uma releitura, a gente já imagina o que vai encontrar, porque, bem, já passou por aquele lugar. Costumo reler livros em viagens, porque não quero ficar naquela de “será se vai ser uma boa leitura?”; quero entrar na leitura com a certeza de que vou gostar. E foi assim, my friends, que puxei mais uma vez Fiquei com seu número da prateleira e Sophie me deixou no chão: rolando de rir, sem ar, chocada. Quase sem palavras sobre como eu a admiro.

E me perguntando seriamente POR QUE RAIOS EU PASSO TANTO TEMPO SEM LER CHICK-LITS. Descobri o porquê, mas ainda não estou satisfeita – o que é outra história. Vamos à resenha!

Poppy se vê numa situação bem... complicada. Ao meio de uma reunião com as amigas e colegas para surtar sobre o anel de noivados, o hotel que hospeda um evento social vira um pandemônio quando a sirene de incêndio soa, e ao meio do transtorno, Poppy perde o anel – da família do noivo, Magnus. Entramos na história justo no momento de maior desespero de Poppy, enquanto ela revira o saguão do hotel atrás da joia. Sem muita esperança, ela tem que esperar notícias e então... lhe roubam o celular na rua. Nem preciso dizer que sua síncope toma maiores proporções, né? Mas no meio do pânico, uma luz surge: ela acha um celular no lixo e resolve usá-lo até arranjar outro, até porque Poppy NÃO PODE perder nenhuma notícia sobre o anel nesse meio tempo.

É assim que ela entra no mundo de Sam, o responsável pelo aparelho. Que, aliás, acaba de perder a assistente e precisa da ajuda de Poppy para fechar um negócio ali mesmo no hotel. É apenas ÉPICA a cena que ela salva o mundo corporativo – ou pelo menos a empresa de Sam. E é essa gentileza – e mico da vida – que faz Sam repensar sobre o aparelho celular e permitir que eles dividam a caixa de mensagens. Chamar mais confusão que isso não sei dizer – que é, na verdade, só uma pontinha do iceberg desta trama. São tantas reviravoltas que não consigo dizer mais que isso.
Conforme vou descendo os e-mails, começo a me sentir desconfortável. Nunca tive tanto acesso ao celular de outra pessoa. Nem ao dos meus amigos. Nem mesmo ao de Magnus. Tem certas coisas que não se compartilha. 
Isso é totalmente surreal. E emocionante. E um pouco angustiante. Tudo ao mesmo tempo. 

Confesso que tinha um receio de reler este livro por motivos de 1) li tem quase 5 anos, e 2) depois que se muda algumas filosofias de vida (como o feminismo), diversos livros ganham nova visão e é provável que essa nova experiência de leitura seja... ruim. Estaria eu preparada para deixar minha Sophie ir? Ou melhor, estragar minha visão da autora? Posso dizer agora que: não se preocupem, não só continua MARAVILHOSA, quanto minha admiração subiu mais uns degraus e marquei ainda mais cenas do que já tinha marcado #totalwin

Sophie entrega mais que uma história apaixonante, ela OUSA, ela quebra barreiras, e chuta na cara de quem fala que chick-lit é uma narrativa fácil ou rasa. Bem, tudo depende da abordagem, né? Apesar de apresentar situações que encaixam fácil no estilo, a maneira com que Sophie nos induz faz toda a diferença. Em Fiquei com seu número então, tem inúmeras razões que confirmam isso. Diria até que é a marca da autora dar essa rasteira nos desconfiados e/ou haters.
Não.
 Não não não não não.
 :( Não faz isso.
 Você não pode.


Arrisco dizer ainda que os melhores “e se?” se encontram também nesta leitura. São situações absurdas e totalmente plausíveis. Não tem nada que te faça ficar “hmmmm, não me parece possível” ou “aham, colega”. São fatos que seguram nossa atenção do começo ao fim em um mega deleite do chamado “romance slow burn” – aquele que queima devagar e de maneira progressiva.
E não quero soltar. Não quero que isso termine. Embora eu esteja tropeçando e com frio e no meio do nada. Estamos num lugar onde jamais nos encontraremos de novo.

Além daquele lance de ver/ler coisas que não tinha percebido na primeira leitura, outra coisa super interessante sobre reler livros é o quanto de informações que a nossa mente apaga! Costumamos nos agarrar a algumas coisas, e esquecemos totalmente outras, tão marcantes quanto, e é isso que faz ser uma experiência tão impressionante. Não achei que seria possível amar muito mais a Kinsella <3

Nem preciso dizer o que foi reviver minhas cenas preferidas, né? A cena da Poppy enrolando os japoneses, a cena do sabão na janela, as NOTAS DE RODAPÉ, as palavras-cruzadas, o BOSQUE... FEELS EVERYWHERE. Não duvido que serão, em sua maioria, as mesmas das de vocês ^^ entendedores entenderão e não, não é spoiler!
Não há resposta, mas não ligo. É catártico apenas digitar.

Enfim, é uma leitura gostosa, alucinante, mil e umas reviravoltas aloucadas, apaixonante, genial, irresistível... I N C R Í V E L. Procura uma leitura contemporânea bem fresh? De cair o queixo e lhe faltar o ar pelas gargalhadas? Com conspiração, mistérios e armações? Mulheres em busca de sua independência? Com muita tragicomédia e amor? Pois se prepare pra vomitar arco-íris e ao mesmo tempo nadar neles. Leve Fiquei com seu número a g o r a <3 E se já leu, vale ler de novo!

Se recomendo?! Minha vontade é de sentar o dedo na letra i e não soltá-lo nunca mais: recomendadíiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiissiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimo!
50. Antiético é o mesmo que desonesto? Esse é o tipo de debate moral sobre o qual eu poderia ter perguntado a Antony. Em circunstâncias diferentes.

Até a próxima!

Confira os melhores preços no Buscapé e ajude o blog a crescer ;)





Curta o Dear Book no Facebook
Siga @dear_book no Twitter e @dearbookbr no Instagram
segunda-feira, 24 de julho de 2017

Resenha: "Série The Royals: Princesa de Papel - vol.1" (Erin Watt)

Tradução de Regiane Winarski

Por Clarissa: Olá pessoal, quanto tempo! Ah gente esse tempo corrido, senti tanta falta. Mas vamos la com a indicação de hoje Série “The Royals - Princesa de Papel (livro 1) de Erin Watt”. Há quem diga e olhe a capa falando que é livro de menininha, mas não, cara! É um livro maravilhoso e te surpreende.

Ella Harper é uma adolescente que nunca viveu, ao contrário sobreviveu durante sua vida até agora, com uma mãe problemática e que mudava de cidade a cada três meses e  um pai que nunca conheceu e nessa bola de neve toda muitos problemas.

Até que sua mãe falece e Ella está sozinha, assim tendo que continuar com sua vida sendo striper, para poder pagar as contas e chegar a faculdade. É quando um anjo da guarda chamado Callum Royal, aparece dizendo ser melhor amigo de seu pai querendo adota-la como sua filha, prometendo tirá-la da pobreza e de todos os seus problemas aparecer um desses na minha vida ninguém quer lhe oferecendo uma boa mesada, bons estudos, uma promessa de herança e uma nova vida na mansão dos Royals (e coloca uma baita mansão) aonde passará a conviver com os cinco filhos de Callum. Nesta história não há reinos e coroas, é tudo bastante moderno e real.
“Alguns adolescentes sonham em viajar pelo mundo, ter carros velozes, casas grandes. Eu? Eu quero ter meu apartamento, uma geladeira cheia de comida e um emprego estável que pague bem, de preferencia tão empolgante quanto esperar cola secar.”
Ao chegar em seu novo lar, Ella descobre que cada garoto Royal é mais atraente que o outro – Reed, Easton, Sawyer, Sebastian e Gideon – e que todos a odeiam com todas as forças por entrar na vidas deles agora e se tornar a menina dos olhos de Callum como a filha adorada. E assim ela acaba sofrendo bullying, por ter sido pobre, que está ali só para tirar proveito do novo “pai”. 

Os irmãos tem o pequeno defeito de ser o maior, o macho alfa, especialmente Reed, o mais sedutor, e também aquele capaz de baixar na escola o “decreto Royal” – basta uma palavra dele e a vida social da garota estará estilhaçada pelos próximos anos. Entrar na família Royal não veio com um aviso de problemas, segredos e desafios, os irmãos não à querem ali e ela também não pertence ao mundo dos Royal. E assim querem levar Ella de volta ao fundo do poço de onde ela veio, mas para quem sofreu e lutou a vida toda lutar contra cinco garotos não vai ser problema... Né?!
“Auden escreveu que, quando o garoto cai do céu depois de calamidade atrás de calamidade, ele ainda tem futuro em algum lugar, e nãos faz sentido ficar preso na perda. Mas será que ele sofreu isto? Teria escrito aquilo se tivesse vivido a minha vida?”
Ainda que a série siga o tema mocinha se apaixona pelo bad boy, a história é super interessante, aborda assuntos como o bullying das classes sociais, o poder da riqueza sobre outras pessoas, muitas vezes as mulheres ser submissas a esses homens. E tudo é tão desenvolvido que acaba quebrando o tabu desses conceitos e muito interessante de se ler.

Gente, sério, quando eu vi este livro sendo lançado e o povo falando sobre, esperava uma história de princesas, reinos e coroas, mas é totalmente diferente, tem mais um toque de realidade do que a ficção, faz o leitor fazer parte da família e também não ser, é um conflito de emoção que carrega você para a história. Não tenho o que reclamar dessa história em questão da estrutura da história, de como os autores abordaram todos os assuntos delicados e de como a escrita é clara e só quero a continuação agora! Meu Deus, eu preciso saber o que vai acontecer, tenho tantas teorias na cabeça que estou louca (rs). O que o Reed vai fazer a respeito de Ella? Por que ele teve essa atitude? O que Callum vai fazer agora? É muita coisa acontecendo!!

A história é bem escrita, os personagens bem feitos, cada um com a sua personalidade forte e com um toque de comédia, o que torna a leitura mais leve porem cheia de mistérios. Em cada pagina você sente todas as emoções; é quente, assustador; divertido e um pouco de vingança, você ficará com raiva, querer matar até alguns, roerão as unhas de tanto nervoso, fora algumas partes mais calientes... É uma história única. Erin Watt (pseudônimo dos autores Elle Kennedy e Jen Frederick) escreveu uma série que a cada página aparecem vários segredos que só ao desenrolar da série que serão respondidos e assim prende você a querer saber mais e mais. 

Você vai ler e não vai conseguir tirar a história da cabeça, vai querer ler tudo de novo, voltar páginas para absorver melhor aquilo e depois de terminar vai entrar em desespero querendo mais e que final maravilhoso de louco foi esse?! Quero saber mais desta história, saber o que vai acontecer com os irmãos e com Ella, porque vamos sofrer junto com ela.

Super recomendo esta leitura, é maravilhosa. 

Espero que tenham gostado e comentem, compartilhe deixem suas ideias!

Até a próxima pessoal!

Confira os melhores preços de Princesa de Papel no banner do Buscapé 
Sua compra gera uma pequena comissão ao blog!



Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dearbookblog no Twitter e  @dearbookbr no Instagram
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Resenha: "Pax" - Sarah Pennypacker

Tradução: Regiane Winarski

Sinopse: Peter e sua raposa são inseparáveis desde que ele a resgatou, órfã, ainda filhote. Um dia, o inimaginável acontece: o pai do menino vai servir na guerra, e o obriga a devolver Pax à natureza. Ao chegar à distante casa do avô, onde passará a morar, Peter reconhece que não está onde deveria: seu verdadeiro lugar é ao lado de Pax. Movido por amor, lealdade e culpa, ele parte em uma jornada solitária de quase quinhentos quilômetros para reencontrar sua raposa, apesar da guerra que se aproxima. Enquanto isso, mesmo sem desistir de esperar por seu menino, Pax embarca em suas próprias aventuras e descobertas.
Alternando perspectivas para mostrar os caminhos paralelos dos dois personagens centrais, Pax expõe o desenvolvimento do menino em sua tentativa de enfrentar a ferocidade herdada pelo pai, enquanto a raposa, domesticada, segue o caminho contrário, de explorar sua natureza selvagem. Um romance atemporal e para todas as idades, que aborda relações familiares, a relação do homem com o ambiente e os perigos que carregamos dentro de nós mesmos.
Pax emociona o leitor desde a primeira página. Um mundo repleto de sentimentos em que natureza e humanidade se encontram numa história que celebra a lealdade e o amor.
Fonte: Skoob

Por Eliel: Uma emocionante narrativa sobre a amizade de Peter e Pax, um garoto e sua raposa. Uma história de confiança, lealdade e principalmente superação de limites. Prepare seu coração, pois ele será arrebatado por Pax.

Após uma dura separação, o pai de Peter o deixa para morar com o avô. Porém, não há espaço para uma raposa adulta e Peter é obrigado à deixar Pax na beira da floresta contra sua vontade. Não demora muito para Peter perceber o tamanho do erro que cometeu ao abandonar seu melhor amigo.

Separações nunca são fáceis, por isso Peter começa uma jornada para reencontrar Pax. No começo da estrada Pax também começa uma jornada para voltar aos braços de Peter. Ambas jornadas serão muito mais significativas do que se pode imaginar. Os capítulos são divididos entre o ponto de vista de Peter e de Pax, é como entrar na mente de cada um.

Disfarçado de fábula infantil esse livro é uma reflexão sobre as consequências da guerra, seus prejuízos e suas dores. Leia essa aventura como uma jornada de autoconhecimento. Depois quero saber com que vocês se identificam mais.

As pessoas deveriam falar a verdade sobre as consequências da guerra.

Preciso falar das ilustrações de Jon Klassen, são uma poesia visual. A edição da Intrínseca por si só é uma obra de arte. Vale muito a pena apreciar essa fábula moderna de Sarah Pennypacker.

P.s.: o final é surpreendente, acreditem.

Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Resenha: " O Livro das Criaturas de Harry Potter" (Jody Revenson)

Tradução Regiane Winarski
Sinopse: Lançamento mundial do novo livro oficial sobre o mundo de Harry Potter. O livro das criaturas de Harry Potter mostra os detalhes da criação dos magníficos seres presentes na famosa série cinematográfica. A obra é recheada de perfis detalhados de cada criatura, raríssimas ilustrações, fotografias dos bastidores e segredos cinematográficos necessários para tirar os incríveis habitantes do mundo mágico de J.K. Rowling do papel.
• Os livros da série Harry Potter venderam aproximadamente 450 milhões de exemplares, tornando-a a série literária mais bem-sucedida da história.
• A série foi traduzida para 67 línguas diferentes.
• O sucesso da série concedeu à autora o status de única escritora bilionária da história.
• A Warner Bros e a própria J.K. Rowling estão diretamente envolvidas no lançamento do livro.
• O próximo filme inspirado no universo do bruxinho, Animais fantásticos e onde habitam, está programado para novembro de 2016. 
Fonte: Skoob

Por Eliel: Livro novo do Harry Potter!!! Sim, sou muito fã e se você está aqui também deve ser. Esse não é uma nova aventura do bruxinho mais querido do mundo, trata-se de uma viagem pelos bastidores de toda essa saga mágica. Super indicado para os fãs, apaixonados e estudantes de cinema (e outras artes).

Será que gostei dessa pintura? Trasgos bailarinos
Todo apaixonado por livros quando sabe que sua saga favorita virará filme já fica imaginando como aquele personagem vai se parecer, como vão recriar aquela cena magnifica que foi criada na sua imaginação, entre outras situações encontradas nas páginas.


Jody Revenson, com apoio da Warner Bros., traz nesse livro muitos segredos e curiosidades sobre as gravações e artes conceituais dos desenhistas (meus olhos brilharam ao ver tudo isso). 

São 9 capítulos repleto de seres fantásticos agrupados por onde poderíamos encontrá-los no mundo mágico de Harry Potter, por exemplo, os seres da floresta, os seres do lago etc. São 208 páginas repletas de imagens, fotos, citações e curiosidades; a leitura é fluída e rápida, esse volume acaba sendo um livro de referência para todo esse universo criado por J.K. Rowling.



E o que essa edição criada pela Galera Record? Livro de capa dura, qualidade excepcional, tradução impecável, essas são só algumas das qualidades. Ganhei esse volume de aniversário, podem ter certeza que vale cada centavo investido.

Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta


 
Ana Liberato