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sexta-feira, 5 de abril de 2019

Resenha: "Muito Além do Amor" (Camila Moreira)

Sinopse: Desde o começo de sua carreira como promotor, Diego Ferraz sempre foi guiado pelo seu senso de justiça. Implacável com os criminosos e gentil com os injustiçados, este jovem de coração valente está satisfeito em viver sacrificando-se pelo bem de todos à sua volta.Quando Diego se depara com o caso de Larissa ― vítima de abuso doméstico e mãe de Malu, uma adorável menina de 4 anos ― sua vida vira de cabeça para baixo. Ele não consegue parar de pensar nessa linda mulher ― que mesmo depois de ter sofrido tanto nas mãos de seu ex-marido, ainda consegue manter sua força, dignidade e, acima de tudo, doçura.Mais que um mero defensor da lei, Diego quer ser o protetor de Larissa e Malu. Quer passar o resto de seus dias ao lado delas, e mostrar o quão boa a vida pode ser quando nos permitimos amar e ser amados.Mas o coração de Larissa já foi machucado antes, e ela conhece melhor do que ninguém os perigos de se apaixonar perdidamente por aparentes príncipes encantados. É melhor se fechar, se proteger, e assim evitar mais dor. Afinal, contos de fada não são reais... certo?


Por Ili Bandeira: Aqui iremos conhecer o Diego, que é um cara muito bonito, charmoso e fiel aos seus princípios. Atualmente promotor do ministério público, ele quer ajudar as pessoas. Então, numa certa manhã, se depara com um caso de violência doméstica envolvendo Larissa e a sua filha Malu.

Larissa é uma jovem que se apaixonou e casou, na época, com o homem dos sonhos. O tempo, contudo, mostrou à ela quem era o seu marido. Larissa se viu vivendo num relacionamento abusivo que tornou a sua vida um inferno. 

Todos os amigos e familiares eram contra a relação de Larissa e Dennis, desde o início. Ela, ainda imatura e com pouca experiência em relacionamentos, se submeteu as loucuras do marido, acreditando em promessas de mudanças. O estopim do término aconteceu no dia que a insanidade de Dennis atingiu a filha do casal.

A partir deste momento, Larissa usou toda a coragem que lhe tinha restado e pediu o divórcio. Junto com o fim do relacionamento ela denunciou os maus tratos que sofria há anos. Até o momento antes de conhecer Diego, Larissa não queria mais saber de relacionamentos. 

Será que Diego conseguirá vencer os receios de Larissa e se provar merecedor do coração da nossa mocinha?

Não é só um livro que traz uma história bonitinha, é um romance que traz questões importantes - sendo a primordial delas, os relacionamentos abusivos. Muitas mulheres sofrem no Brasil com agressões de seus maridos. O que chama mais atenção é o alerta da autora, Camila Moreira, sobre quando um relacionamento abusivo não é reconhecido pela vítima ou na maioria dos casos a mulher vive com medo de denunciar o agressor porque a maioria desses homens as sustentam. E o que elas podem fazer? Ficam de mãos atadas nessa situação. Mas, se você leitora estiver passando por isso, o que eu espero de coração que não, denuncie!

Com uma escrita maravilhosa, frases reflexivas e trechos de músicas, Camila Moreira traz um enredo com personagens cativantes, mensagens importantes relacionadas a temática principal e uma mocinha que viveu um inferno, mas que encarou com queixo erguido os seus obstáculos e ressurgiu das cinzas como uma fênix.

Mais que recomendado essa leitura!

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sexta-feira, 22 de março de 2019

Resenha: "Em Busca do Perdão da Minha Mulher" (Sara Ester)


Sinopse: O que é considerado válido na busca pelo perdão de alguém? Existem limites quando se almeja algo tão precioso? 

Andrew Cooper se via em uma situação na qual a culpa pelos seus erros se tornou constante em sua vida; assim como a sede pelo perdão da sua amada. O seu arrependimento é tão grande que o levará a extremos para reconquistar tudo aquilo que ele perdeu por consequências de suas más escolhas. 
O amor será capaz de voltar a unir dois corações feridos pela mentira e engano? 

Por Jayne Cordeiro: Este é o segundo livro da série Em Busca do Amor, continuação do livro "Eu Sou a Amante do Meu Marido", que resenhei recentemente. Agora Andrew está tendo que lidar com as consequências de suas mentiras. Marie não quer saber mais dele, e ainda por cima está grávida de seu filho. Ele precisa descobrir uma forma de ela o perdoar e lhe dar uma chance de ficarem juntos e mostrar o seu amor.

Longos três meses se passaram. Noventa dias de pura angustia e sofrimento. Viver longe dela era  como viver sem perspectiva, sem sonhos ou planos para o futuro; porque o meu amanhã dependia dela...dependia do seu sorriso, dos seus beijos. A sua presença era tudo o que eu precisava para prosseguir.

O livro tem quase a mesma quantidade de páginas que o primeiro e consegue não se alongar demais em um assunto que poderia se tornar chato, se fosse muito estendido. O tema central da história é o fato de o Andrew precisar ser perdoado pela Marie, que vai lutar contra seus sentimentos por ele, apesar de tudo o que aconteceu. Como eu já tinha comentado, a autora sobre explorar esse drama na medida certa, porque se durasse muito mais, o leitor poderia ficar cansado da dinâmica entre o dois.

- Eu te odeio. - sussurrei, olhando em seus olhos.
Sua mão repousou em minha nuca e me arrepiei com a delicadeza do seu toque.
- E eu amo você. - Lutei bravamente para não me deixar enganar por aquelas palavras, as quais eu sempre ansiei ouvir.

Conhecemos alguns personagens novos nesse livro, e vemos mais um pouco sobre James e Emily, que serão os protagonistas do próximo livro. A escrita da autora continua boa, com uma dose de drama e romance na medida certa. Dessa vez não há nenhum mistério, mas o livro continua tendo uma história que consegue prender o leitor a cada momento. É uma ótima continuação para a história de Andrew e Marie, e com um final que vai satisfazer a todos.




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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Resenha: "Eu sou a amante do meu marido" (Sara Ester)


Sinopse: Algumas vezes a vida nos obriga a tomar atitudes drásticas, e o que é errado pode ser a única opção. Marie Cooper se vê em uma situação cuja única alternativa é o inusitado, pois não existem limites para a audácia de uma mulher cheia de desejos reprimidos. Casada com Andrew Cooper somente no papel, Marie almeja descobrir os desejos da carne. Ela quer conhecer o seu marido completamente, e pela primeira vez em sua vida cometerá uma loucura para conquistar aquilo que quer. Como? Se tornando a sua amante! Quais serão os segredos desvendados nessa reviravolta?

Por Jayne Cordeiro: O titulo deste livro é bem incomum e bem longo, mas acabei dando uma chance a ele, e não me decepcionei. Não é um livro muito longo, e a escrita é bem dinâmica e interessante. A história é contada pelo ponto de vista de ambos os protagonistas, principalmente pela Marie. Ele é uma mulher apaixonada que sofre com a rejeição do marido, que não aparenta ter nenhum interesse por ela, após o casamento. Andrew apresenta um comportamento bem confuso para ela, pois tem momentos em que a ignora, e outros em que parece que a deseja, mas sem nunca consumar o casamento.

Não havia um dia sequer no qual eu não me arrependia de ter aceitado aquele maldito acordo. Estávamos presos um ao outro, totalmente infelizes, eu a magoando de diversas formas e e sentindo-a se quebrar mais e mais.

O livro tem a sua história girando em torno deste drama vivido pela Marie, que está cansada deste tratamento, e decide elaborar um plano para conseguir finalmente se envolver sexualmente com o homem que ama. Mesmo que ele não saiba que se trata da própria esposa. Fiquei na dúvida no começo, de como isso poderia acontecer, mas a autora consegue encontrar uma forma convincente de fazer isso, e conseguindo passar de uma forma para o leitor, que é possível até mesmo não ter raiva ou se irritar com Andrew pela situação.

Suspirei e me recostei na pia, olhando-a.- Eu o vi, mas me acovardei na hora em que ele vinha na minha direção. - disse enfiando a escova na boca.- O que? Ficou louca? - Emily perguntou quase surtada. - Não era esse o objetivo desa loucura toda, Marie? Você ficar com ele nesse maldito clube?

Além desse drama, o livro também apresenta um pouco de suspense e mistério, já que passamos grande parte do livro querendo descobrir o porque de Andrew não se envolver com Marie, apesar de desejá-la tanto. E também a um perigo que ronda Marie, que trará uma surpresa no final. Assim, o livro tem uma história bem interessante, bem escrita, e recheada de romance, cenas quentes e mistérios. 

Delicadamente senti suas mãos deslizarem por meus braços, arrepiando minha pele.- É só fechar os olhos e imaginar que estamos a sós...sem plateia. - Andrew sussurrou e raspou os dentes no lóbulo da minha orelha.

Este é o primeiro livro de uma série da autora chamada Em Busca do Amor, que contêm cinco livros, que focam em casais diferentes, mas que já aparecem desde o primeiro livro. Particularmente, os dois primeiros livros (esse e "Em Busca do perdão da minha mulher") são sobre o mesmo casal, e um começa exatamente de onde o outro acaba. Contando uma história única. Trarei a resenha dele aqui também. 

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Resenha: "A Dama do Rio e o Lorde das Terras Altas" (Silvana Barbosa)


Sinopse: Quando um rei decide apadrinhar um casamento, muitas coisas podem acontecer.

Alexandre III quer livrar a inocente filha de um amigo da cobiça do príncipe herdeiro do trono inglês. Para isso faz um acordo com um membro de sua corte, na Escócia.
Desse modo Alastair MacConnollyn e Rebeca Wilkinson vêem-se unidos em matrimônio, tendo o cenário encantador das Highlands como pano de fundo.
Com a atração entre eles servindo de ponto de partida, Alastair e Rebeca se envolvem em um intenso jogo de sedução.
Agora o casal precisa superar suas diferenças, vencer as dificuldades e os inimigos que se interpõem no caminho, e transformar sua paixão em união duradoura, provando que o verdadeiro amor pode triunfar sobre todas as adversidades, e reinar absoluto sobre tudo e todos.

Por Jayne Cordeiro: Eu já li vários livros desta autora na Amazon, todos de época, mas focados na sociedade inglesa. E fiquei positivamente surpresa quando descobri que ela está lançando uma série focada nos escoceses, que eu simplesmente adoro demais. Então corri para conferir se ela conseguiria trazer uma história tão boa quanto a que tem apresentado com outra sociedade. E não me arrependi.

- Meu pai deu ordens expressas de retirar minha noiva de sua casa o mais rápido possível. Ele tratou com o pai dela. Temem por sua segurança.
- E por que temem por sua segurança?...
- ...O casamento foi arranjado às pressas porque um dos príncipes da Inglaterra se encantou com ela. Como é plebeia, o seu pai teme que o príncipe convença o rei Henrique a mandar que ela siga para o castelo para servir-lhe a cama.

Já comecei gostando, porque adoro a cultura escocesa, e porque adoro uma história de época que começa com casamentos arranjados. E gosto ainda mais, quando o casal não fica se engalfinhando o tempo todo, mas que tentam se relacionar e formar um bom relacionamento. E isso é o que acontece aqui. Alastair e Rebeca são pessoas bem diferentes. Ele é o chefe de um Clã, um guerreiro forte e que precisa sempre tomar importantes decisões. Ela é uma jovem que foi criada livre pela família, que é obrigada a se casar para fugir de outro homem. Seu jeito solto é um motivo de embate com o marido no começo, mas eles precisam achar um meio termo entre a liberdade e a segurança dela.

- Em breve também desejável. Em breve também tomando banho nua no rio, e a história se repetirá com ela.
- Eu não estava nua! Respondeu, com dentes cerrados.
Ele a olhou severamente.
- Basta que me retruques! Admita que cometeu um erro. Não tem uma tina de banho em casa? - Vociferou.
- Ora, tenho sim!
- Então porque te exibes? Porque atrai desgraça para a sua casa?...
- Oh, você é detestável! -  Gritou, antes de pôr seu cavalo em disparada.

É divertido ver como o homens, incluindo Alastair se encantam facilmente por Rebeca, e sempre acontece diálogos bem divertidos entre eles, e com os outros guerreiro do clã. Dei várias risadas. Os momentos românticos também são bem legais, e a gente se apega fácil ao casal, torcendo para tudo dar certo. Os dois podem ser bem ciumentos e possessivos em relação ao outro e isso garante momentos bem legais na história.

- Qual o nome do seu cavalo?
Ele sorriu amplamente, os olhos com um brilho divertido.
- Ah já sei, Alastair. Vai dizer que o seu cavalo se chama Cavalo.
- Exato!
- Porque não escolhe um nome para ele?
- Porque você não o faz?...
- Que tal Dragão?
- Por mim está ótimo. Perguntaremo depois se ele também gostou. - Respondeu, brincalhão, tomando-a pelo braço para que entrassem em Torquill.

Os personagens secundários também são muito interessantes. Algo que a autora já conseguia mostrar na série Libertinos. Já dá vontade de ver os próximos livros da série, porque já me apaixonei por vários desses personagens secundários logo no começo de A Dama do Rio. Personagens secundários legais são sempre algo que me atrai nos livros de época. Eles costumam ser bem explorados, e abrem portas para diversas outras histórias.

Alaistair beijou Rebeca sofregamente no salão principal. Ele a prendia fortemente contra seu corpo, impedindo-a de desvencilhar-se. Quando a soltou, ela sentiu-se um pouco envergonhada por estar sendo observada pela maioria das pessoas que estavam presentes.
- Alastair! Que está faxendo? Estão nos olhando!
- Não me importo. Você é minha mulher e quero que isso fique bem claro para todos aqui.
- Ainda bem que você não resolvei urinar em mim para demarcar seu território!
Ele deu uma gargalhada: Ah, minha dama malcriada!

A escrita da autora é envolvente e muito boa. Ela consegue passar todas as emoções e ações dos personagens de forma coesa, e bem realista. O livro apresenta uma mistura de romance com ação, com cenas divertidas, quentes e situações inusitadas. É uma bela obra para quem gosta de romances de época escoceses ou ingleses. E sempre indico os outros livro dela também, da série Libertinos, que adoro.



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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

[Resenha]: "Onde a Luz Cai" (Allison Pataki & Owen Pataki)

Tradução: Cristina Antunes

Sinopse: Três anos após a queda da Bastilha, Paris fervilha com os ideais da Revolução Francesa iniciada em 1789. A Monarquia foi deposta, a aristocracia, desmantelada, e ergue-se uma nova nação do povo e para o povo.

Inspirado pelo senso de dever patriótico, Jean-Luc, um advogado jovem e idealista, muda-se para a capital com o filho e a esposa, Marie. André, filho de um antigo nobre, foge de seu passado privilegiado para lutar no exército republicano francês junto do irmão. Sophie, uma bela e jovem viúva aristocrática, sobrinha de um poderoso e vingativo general, embarca em sua própria luta pela independência.
Mas a promessa de esperança começa a ser ameaçada pelo medo quando a busca incessante por justiça se converte em fanatismo e gera instabilidade, transformando compatriotas em inimigos e alimentando a sede de sangue nas ruas.

Na luta para impedir que o caos desfaça todo o progresso da Revolução, as vidas de Jean-Luc, André e Sophie se entrelaçam, e eles são forçados a questionar os sacrifícios feitos em nome da nova República.

Com participação de figuras lendárias como Robespierre, Luís XVI e Thomas-Alexandre Dumas, Onde a luz cai é um romance admirável, que se desenrola das ruas e salas de audiências de Paris até a épica marcha de Napoleão pelas areias do Egito. Com detalhes vívidos, os Pataki capturam corações e mentes dos cidadãos da França, lutando pela verdade acima de tudo e pela crença em uma causa maior.
Por Eliel: Esse livro se passa no auge da Revolução Francesa, onde a guilhotina não faz distinção de pobres ou nobres e lava a praça com sangue. Emitir sua opinião ou defender ideais que vão de encontro com o de algum outro grupo pode ser seu último feito antes da cabeça cair em um cesto diante dos olhos da população.

Jean-Luc St. Clair, um advogado idealista que tem desejo de servir ao povo, principalmente os mais afetados pela pobreza. Ir até a capital, Paris, é uma oportunidade de realizar seu trabalho. Junto com sua esposa, Marie St. Clair, eles vivem em um bairro humilde e logo terão um filho. Ao entrar para o Clube Jacobino e discordar dos ideais de Guillaume Lazare, Jean-Luc ganha um poderoso inimigo.

André Valière, renunciou seu título de nobreza e alista-se no exército francês afim de servir ao seu país, assim como seu irmão. Sendo de origem nobre sua vida está em constante risco, principalmente, quando o General Murat parece ter uma rixa com ele e faz de tudo para o destruir. Pode ser por causa do seu recente affair com a sobrinha do General.

Sophie de Vicennes, a sobrinha do General Murat, vive em Paris sob a proteção de seu tio após a morte de seu marido - com quem foi obrigada a se casar. Sua luta é por liberdade dentro de uma sociedade caótica. A perseguição promovida pelo General é implacável e faz com que ela e André fujam de um lugar para outro.

Essas três personagens serão de extrema importância e seus destinos irão se entrelaçar ao longo da narrativa. Os caminhos da Revolução tomam rumos preocupantes, cada dia é derramado mais sangue inocente. O povo está sedento de sangue nobre, após tantos anos de servidão o que eles querem vingança. Ninguém está em segurança.

Além desses, a obra conta com outras personagens que só enriquecessem a obra. Por exemplo, o General Kellermann, que irá viver uma das cenas mais chocantes do livro. Algumas das personagens são reais e icônicos,: Thomas-Alexandre Dumas, Luís XVI, Maria Antonieta e Napoleão.

Os irmãos Pataki construíram uma ficção histórica sensacional em meio há um dos períodos históricos mais impressionantes. São páginas repletas de fatos e conteúdos da História da Revolução. É claro que alguns pontos foram adaptados para se adequar à narrativa, mas isso não faz perder em nada o encanto da obra em relação a realidade. Isso só foi possível graças a grande pesquisa empreendida por eles.

Narrativa emocionalmente envolvente, rica em detalhes, nos mostra a natureza humana em jogo. O medo e o desejo de vingança trazem o pior do ser humano à tona. "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" é um lema bonito, mas na prática é algo utópico. Um romance revolucionário e muito bem vindo, incrivelmente atual para período em que foi baseado.

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Resenha: "Devoção" (Maya Banks)


Tradutor: Rosemarie Ziegelmaier

Sinopse: Chessy e Tate estão casados há anos. No início, o relacionamento deles era tudo o que Chessy queria. Ela oferecia ao marido a submissão e, em troca, ele cuidava para que ela se sentisse completamente segura e feliz. Porém, em alguns anos, Tate passou a dar menos atenção à Chessy, fazendo com que ela se sentisse em segundo plano. Cada vez mais infeliz num casamento que havia sido, um dia, tudo o que ela tinha sonhado, Chessy sabe que algo de urgente precisa ser feito. Tate ama sua esposa. Sentir-se provedor de Chessy sempre foi sua prioridade. Mas ultimamente ela aparenta estar distante e infeliz, deixando-o preocupado. Tão preocupado que decide organizar uma noite muito especial, que pode reacender a chama que existia neles no começo. Mas uma ligação no momento errado quase coloca tudo a perder: a segurança de Chessy, o plano de Tate, a crença no amor… Ao perceber que estava prestes a perdê-la, Tate prepara-se para o grande embate da sua vida. Decidido a reverter a situação a qualquer custo e reconquistá-la, ele vai mostrar que nada é mais importante que o amor que sentem um pelo outro.

Por Jayne Cordeiro: Devoção na verdade é o terceiro livro de uma trilogia chamada Surrender (Entrega, Rendição), onde cada livro conta a história de um casal, em que as protagonistas são cada uma de três grandes amigas. As histórias giram um pouco ao redor da temática de Dom/Submissa. Como não há nada que obrigue o leitor a seguir uma sequência, não há problema nenhum em começar a leitura por esse. Eu já conhecia os romances históricos da da autora Maya Banks, mas nunca tinha lido um livro contemporâneo dela. Então vamos lá no que eu achei deste aqui.

Ela se sentia como se Tate  estivesse deslizando cada vez mais para longe dela. O trabalho vinha em primeiro lugar, e ela em segundo, terceiro ou sabe lá Deus qual colocação dentro da lista de prioridades do marido.

O livro lançado pela editora Leya tem uma capa muito bonita, e a história me atraiu em um primeiro momento, porque eu gosto quando o casal já está junto no começo do livro, com um casamento com problemas. Por isso acabei começando por esse. A história é bem escrita e mostra um casal que se ama, mas que problemas com trabalho de Tate acaba afastando o casal. Gostei de como a autora usou um problema tão realista para criar a trama principal da história.

E então as palavras seguintes de Chessy o deixaram congelado e em pânico, como se estivesse a ponto de ser atropelado por um trem de carga. Ela ergueu a cabeça ea vida tinha desaparecido de seus olhos, que pareciam embaçados, derrotados, como se Chessy tivesse ido além de suas forças numa luta que ele nem sequer sabia que vinha sendo travada. Lágrimas quentes e grossas brotavam dos cantos dos olhos dela. Sua mandíbula travada como ferro permitiu a saída de apenas algumas palavrinhas lançadas como dardos no coração de Tate.- Eu não quero mais, Tate. Eu não aguento mais isso.

Sobre os personagens, gostei de como apesar de usar do pensamento BDSM, por causa da situação toda, vemos uma inversão de papéis, quando Tate percebe o risco de perder a esposa e decide lutar por ela. E de como a Chessy assume uma postura firme, apesar de sofrer com tudo. Para quem não está familiarizado com a temática BDSM, pode estranhar um pouco, porque a autora não se preocupa em detalhar o conceito de tudo. Talvez seja algo que ela tenha se aprofundado nos outros livros. Mas posso dizer, que tudo o que acontece no livro é bem leve em termos do gênero. Tem várias cenas quentes, detalhadas e bem escritas. Mas a autora não abusa da questão de submissa/dominador, ou da utilização da dor como prazer. Então o leitor não precisa se preocupar com sua sensibilidade.

- Eu te amo - disse Tate, beijando-a na boca. - Sempre vou te amar, Chessy. Preciso que você acredite em mim.- Eu também te amo - suspirou ela.Então, Chessy fechou os olhos. Seu corpo estava tão tenso que parecia prestes a ruir. As palavras dele, misturadas com as profundas estocadas, a desnorteavam.

Gostei do casal principal. Apesar de parecer calma, doce e até mesmo submissa, Chessy reage quando precisa e sabe ser bem racional e de temperamento forte. Tate tem aquele ar de dominador, protetor, mas mostra um lado todo romântico e dependente no decorrer do livro. O que ajuda a equilibrar as coisas. Sobre os personagens secundários, fiquei com vontade de ler os outros livros da séries, que mostraram ter histórias bem interessantes, pelo pouco que pude ver. Devoção é um livro hot bem gostoso de ler, com uma mistura equilibrada entre drama, romance e sexo, que vai conquistar os leitores.

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Resenha: "Os Números do Amor" (Helen Hoang)

Tradução de Alexandre Boide

Atenção: este livro possui conteúdo adulto. Não é recomendado para menores de 18 anos.

Por Stephanie: Os Números do Amor é o livro de estreia da autora Helen Hoang e conta a história de Stella, uma jovem de 30 anos que é bem sucedida em sua carreira, tem uma família estruturada e precisa conviver diariamente com seu diagnóstico, já que ela se encontra dentro do espectro autista. Sua dificuldade de estabelecer relações em geral faz com que ela ainda seja solteira e não tenha muito sucesso no amor. A pressão de sua mãe para que Stella arrume um namorado a faz tomar uma decisão drástica: contratar um garoto de programa para ajudá-la a ser uma boa namorada e adquirir experiência sexual. É então que ela conhece Michael, um acompanhante profissional que é a promessa de que seus problemas de relacionamento finalmente irão acabar. Mas será que as coisas são assim tão simples?

Você pode imaginar que essa história é semelhante a algo que já viu por aí, e é mesmo Helen Hoang se inspirou em Uma Linda Mulher para escrever sua história, porque sempre achou interessante a ideia de trocar os gêneros em uma situação como a do filme. Como a autora também foi diagnosticada com autismo, ela utilizou suas próprias experiências para criar Stella e deixar a personagem mais verossímil, o que na minha opinião funcionou muito bem.

Eu acho que não tenho muito o que falar sobre o enredo; qualquer pessoa que tenha lido ou assistido a uma comédia romântica pode imaginar como o desenrolar da história se dá. O que acredito valer a pena de ser mencionado são os fatores que tornam essa obra um pouco “fora da curva”, como a abordagem da cultura vietnamita e o detalhamento sobre os hábitos e características de uma pessoa diagnosticada com TEA, que não é só aquilo que imaginamos ou ouvimos falar. Stella tem aspectos de sua personalidade que são únicos, por mais que ela possua uma condição compartilhada com outros indivíduos. E eu gostei muito de compreender a individualidade dela.
Ela tinha uma síndrome, mas a síndrome não era aquilo que a definia. Ela era Stella. Um indivíduo único.
Outro aspecto muitíssimo importante da obra é a discussão sobre respeito e consentimento. Michael, mesmo sendo experiente em relação ao sexo, trata Stella de forma respeitosa, considerando suas limitações e sempre aguardando o momento em que ela se sinta para qualquer coisa: desde um toque, um abraço, até outras interações mais íntimas.

Por falar em intimidade, achei as cenas adultas bem inseridas, sem forçar. Há apenas um momento bem desnecessário, que parece ter sido esquecido no meio do livro sem querer. Mas todas as outras cenas são românticas e sensuais, sem exagero. Isso vindo de uma pessoa que não lê livros eróticos, ou seja, pode confiar que aqui não tem nada explícito demais ou tão absurdo que chegue a ser cômico.
(...) Para ela, Michael era como sorvete de menta com gotas de chocolate. Até podia experimentar outros sabores, mas ele sempre seria seu favorito.
O desenvolvimento do relacionamento entre Stella e Michael é muito bacana de acompanhar. Vemos a resistência de ambos em se entregar ao sentimento, e como a vida de cada um tem suas peculiaridades. Adorei a família de Michael e a relação dele com a mãe; ele é um mocinho quase perfeito e nada machista ou babaca, que é algo difícil de encontrar em livros desse tipo.

Tenho apenas algumas ressalvas que acho que valem a pena serem citadas. Primeiro, o livro tem algumas cenas e passagens um pouco machistas, e apesar de não ser o tom da obra como um todo, me incomodaram nas vezes em que aconteceram. Outra coisa que não curti muito foi o fato de Stella não ter amigos. Eu entendo que para uma pessoa com TEA, é bem mais difícil fazer amizades, mas poderia ser alguém da família ou alguma pessoa de um grupo de apoio ou algo do tipo… Não sei, pode ser algo bobo mas ficou meio inverossímil, pra mim.

No geral eu recomendo muito a leitura. Os Números do Amor tem uma escrita super fluida, com passagens engraçadas, românticas, sexys e emocionantes. O final é um pouco corrido e as coisas são resolvidas um pouco rápido demais mas, mesmo assim, eu adorei esse livro!

Obs.: Ano que vem um segundo livro será lançado, mas não é uma continuação, e sim, uma nova história com outros personagens.

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Resenha: "Como num Filme" (Lauren Layne)


Tradutor: Lígia Azevedo

Sinopse: As únicas coisas que o mauricinho Ethan e a rebelde Stephanie têm em comum são o curso de cinema na Universidade de Nova York e o roteiro que precisam desenvolver juntos. Mas, quando a proposta de recriar clássicos de Hollywood se confunde com a realidade, eles acabam se tornando os protagonistas de uma história de amor digna de Oscar! Ela quer um quarto confortável em uma boa casa. Ele quer ficar longe de sua ex. Eles precisam de uma boa nota. Convencidos a ajudar um ao outro, os dois entram em um acordo: Stephanie será a namorada de mentirinha de Ethan enquanto ele a deixa morar em seu apartamento. Para isso, ela deverá fingir ser uma perfeita lady: discreta, arrumadinha e, claro, completamente apaixonada… igualzinha à personagem do filme que estão criando. Contudo, à medida que os dois se aproximam, Ethan se vê completamente apaixonado pela garota cheia de mistérios e contradições ao seu lado. 

Agora, ele vai ter que decidir: será que seus sentimentos são pela Stephanie de verdade? Ou apenas pela versão que ele criou? 

Por Jayne Cordeiro: Como num Filme é o prequel (o inicio) da série Recomeços, que teve seu primeiro livro lançado, intitulado Em Pedaços. Não é preciso ter lido ele para pegar Como num Filme. Neste livro  com 222 páginas, a autora brinca com a ideia de filmes e clichês, ao apresentar dois personagens tão diferentes em classe social e pensamentos, e os obrigam a atuar juntos, enquanto fingem ser namorados. Pode parecer algo que você já viu diversas vezes em filmes e livros (e os próprios personagens brincam com isso), mas a autora utiliza isso de forma incrível, e conquista o leitor completamente.

Ele se abaixa no mesmo momento, e consigo afastar a minha cabeça evitando que ela se choque com a dele, como se fosse uma cena de filme B. Infelizmente isso joga meus peitos na cara dele. Nós dos recuamos antes que seu nariz mergulhe bem ali no meio.

Eu, particularmente, gosto de uma história que se inicia com um clichê, porque nunca enjoo, mas prefiro quando o resto da história consegue me surpreender de alguma forma. O livro acaba seguindo o clichê durante todo o enredo, mas ainda assim, é um livro que você devora rapidamente e não cansa. Os dois personagens conquistam de formas diferentes, e o leitor se diverte com as farpas que eles trocam a todo momento. Mas é certo que você vai ficar com raiva deles em algum momento, porque eles podem demorar para lidar com coisas que poderiam ser resolvidas rapidamente.

"O mau humor vem com o visual gótico?". Ele pergunta, me olhando de cima a baixo. "Ou vende separado?".Levanto a mão para esconder meus olhos. "Cuidado pra onde aponta seus dentes, por favor. O brilho está me cegando."

Tive um pouco de problemas com a protagonista Stephanie, mas a gente caba entendendo o comportamento dela em alguns momentos. E o livro explora bem essa questão das diferenças sociais e de como bloqueamos algumas coisas e bem percebemos como nos sentimentos realmente sobre algo. Além de ser um belo romance jovem adulto, o livro traz uma críticas bem legais. Fora isso, a história garante momentos bem divertidos, e cenas românticas bem interessantes. Para mim que nunca tinha lido nada da autora, já é certeza que vou atrás dos outros livros dela para leitura.


Mas acho que esse é o ponto. O fato de que somos duzentos por cento errados um para o outro torna a coisa toda muito menos arriscada.

A escrita do livro é envolvente, e consegue ser bem característica para cada personagem. Dá pra perceber que todos eles, incluindo os personagens secundários, são bem complexos, e abre um segmento para livros bem interessantes. A editora mostrou muito cuidado com a elaboração do livro, e a capa está um amor. Uma obra que mexe com a ideia de oss opostos se atraem. Para quem gosta do gênero New Adult, Como Num Filme é uma leitura obrigatória, recheada de momentos que vão encantar o leitor. Tenho certeza de que vocês vão gostar.

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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Resenha: "A Busca" (Lisa Kleypas)


Tradução: A. C. Reis


Sinopse: Após uma infância cheia de traumas, tudo o que Hannah Varner deseja é viver bem longe da mãe problemática e das complicações que a irmã, Tara, despeja em seu colo. Hannah quer algo que nunca teve: uma vida tranquila. Mas um telefonema muda todos os seus planos… Tara teve um filho e desapareceu, deixando o bebê aos cuidados de Hannah.

Desesperada, a jovem decide investigar tanto o paradeiro da irmã quanto a identidade do pai da criança. E descobre que um membro da família Travis pode ser o responsável por aquela confusão em sua vida. Jack Travis, um milionário de uma das mais importantes famílias do Texas, amante das mulheres e do prazer, nunca pensou que encontraria em seu escritório uma jovem irritada e extremamente sexy segurando um bebê que pode ser seu filho.

Nesta envolvente trama, com personagens densos e uma história familiar inesperada, Lisa Kleypas nos leva a conhecer mais um membro da família Travis e a descobrir o verdadeiro significado das palavras amor e entrega.

Por Jayne Cordeiro: A Busca foi a minha primeira oportunidade de ler um romance contemporâneo da Lisa, que já era uma autora bastante conhecida por seus romances de época (e que adoro!). E como era de se esperar, ela arrasa perfeitamente com essa história cheia de carga emocional, mas também romântico e divertido.


- Eu sei que Dane preferiria salvar o mundo do que tentar salvar um bebê. Mas entendo o porquê. - Bebês são como clientes difíceis, Hannah - Tom disse. - Você ganha mais crédito por tentar salvar o mundo. E é mais fácil.

A protagonista Hannah se vê presa em uma situação super complicada ao precisar cuidar do sobrinho recém nascido, e ela é uma pessoa que carrega muitos traumas pelo passado difícil. Muito da personalidade e comportamento é uma adaptação e forma de auto defesa ao que ela vivenciou com a mãe cheia de defeitos.


- Uma pessoa não pode pertencer a outra - eu o contestei -. Na melhor hipótese, é uma ilusão. Na pior, escravidão.

E para equilibrar Hannah, aparece Jack Travis, que não ganhou um prêmio como melhor personagem masculino à toa, porque ele é feito na medida certa para lutar contra os mecanismos de defesa de Hannah. E é impossível não gostar de toda as cenas em que esses dois aparecem juntos. Desde o começo a química entre os dois é inegável, e é muito divertido acompanhar as conversas e interações entre os dois. 


"Vou lhe mostrar o que é bom de verdade Hannah. Começando com um sexo selvagem. Do Tipo que você não conseguirá lembrar do próprio nome quando terminarmos."

Para quem não sabe, A Busca é o terceiro livro da série The Travis Family, que como o nome já diz, apresenta em cada livro a história de um dos membros dessa poderosa família do Texas, mas não é necessário ter lido os anteriores, apesar de os personagens aparecerem aqui. Dá pra ver que os anteriores devem ser ótimos, pelo pouco que vemos aqui. É uma família super interessante e com uma dinâmica bem legal. 


Luke adormeceu segurando meu dedo. Aquilo foi de uma intimidade diferente de tudo que eu já tinha sentido antes.

Posso dizer que a autora conseguiu criar em A Busca um romance envolvente, bem escrito, com uma história interessante e que apresenta personagens bem complexos. O livro apresenta cenas divertidas, românticas, com aquela dose de sensualidade já tão presente nos outros livros da autora. Com certeza é um livro que merece ser lido para quem gosta de um romance contemporâneo.

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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Resenha: "E se Fosse Verdade..." (Marc Levy)

Tradução: Jorge Bastos

Sinopse: Autor francês mais lido em todo o mundo, Marc Levy deve em muito o sucesso de suas vendas e críticas positivas a E se fosse verdade..., livro que marcou sua estreia literária. O romance nasceu da ideia de Levy, à época um empresário de sucesso, escrever uma história para seu filho, para que ele a lesse quando chegasse à idade adulta. 

Lauren é uma jovem médica com muito potencial: faz residência no San Francisco Memorial Hospital, na Califórnia. Porém, sua carreira promissora é interrompida quando ela é vítima de um grave acidente de carro e fica em estado de coma. Com morte cerebral confirmada, ela acorda e descobre que está fora de seu corpo – incomunicável como um fantasma. De forma misteriosa, Lauren consegue ser vista apenas pelo solitário Arthur, o novo inquilino de seu apartamento. Cético, ele leva algum tempo para acreditar na história da invasora, mas logo o sentimento entre os dois se torna algo a mais. Sem esperanças, os médicos e a família da jovem decidem fazer a eutanásia. Agora, o casal terá que lutar para salvar o corpo de Lauren, e descobrir alguma forma de reuni-lo com sua consciência. 

Grande sucesso de vendas, a inusitada história de amor foi publicada originalmente em 1999. Seus direitos para o cinema foram comprados por Steven Spielberg e a adaptação homônima, estrelada por Reese Witherspoon e Mark Ruffalo, lançada em 2005, foi também sucesso de público e crítica.


Fonte: Skoob

Por Sheila: Oi Pessoas!  Quando peguei esse livro em mãos, vi que o mesmo me era familiar. Pesquisando para a resenha, vi que havia sido feito um filme - que eu tinha assistido - baseado neste belíssimo escrito de Marc Levy. Eu só havia assistido ao filme até então, e fiquei super empolgada em conhecer a estória "por de trás" das telinhas. Aliás, este foi o romance de estréia de Marc Levy, vocês sabiam?  Eu não ...

Pois bem, a estória é a seguinte: Lauren é uma jovem residente de medicina super dedicada ao seu trabalho e que, pelo que nos é relatado na primeira parte do livro, ama o que faz e ama sua vida. Do tipo de pessoa que admira um belo pôr do sol, e o espetáculo singelo de uma flor a se abrir.

Em um de seus raros dias de folga, resolve se encontrar para um passeio com os amigos, mas acaba sofrendo um acidente terrível de carro, e o que parecia ser o início de uma vida muito bem vivida, e uma carreira promissora, parece ter acabado antes da hora.

Lauren permanece inerte. Parece repousar tranquila, com o rosto descontraído, a respiração lenta e regular. Pela boca ligeiramente entreaberta, poderíamos imaginar um rápido sorriso, mas pelos olhos fechados, ela parece dormir. Os cabelos compridos emolduram o rosto e a mão direita descansa em cima da barriga.

Arthur é um paisagista de uma sensibilidade imensa que aluga um apartamento que apresenta uma curiosa peculiaridade: há uma linda jovem escondida em seu banheiro. E ela estava cantando. Mas o mais inacreditável é a história que a mesma conta: ela é Lauren, a antiga proprietária do apartamento que ele esta alugando, e está em coma no hospital, num quadro com poucas esperanças de reversão.

Peggy Lee cantava Fever na FM 101,3 e Arthur mergulhou várias vezes a cabeça na água. Estava surpreso com a qualidade do som e pelo extraordinário efeito estéreo, sobretudo num radinho que, em princípio, era mono. Prestando atenção, parecia que o estalar dos dedos acompanhando a música vinha do armário. Intrigado, saiu da água e andou  sem fazer barulho até lá, para ouvir melhor. O som estava cada vez mais nítido. Arthur se concentrou, tomou fôlego e abriu bruscamente as duas portas. Arregalou os olhos e deu um passo atrás.
Entre os cabides e de olhos fechados, uma mulher, aparentemente embalada pelo ritmo da música, estalava o polegar e o indicador, cantarolando.

Relutante a princípio em se deixar levar por essa estória inacreditável, Arthur acaba cedendo as provas que Lauren vai lhe fornecendo de que o que diz é verdade - e que ele não esta ficando maluco. É claro que há romance. Mas ele perdurará, na ausência de um contato físico? E até quando a situação se estenderá?

E se fosse verdade... é um romance belíssimo que me emocionou - confesso! - às lágrimas. Traz à tona questões profundas como vida, morte, eutanásia, amores impossíveis, perdas e acontecimentos improváveis, de uma maneira tão bem narrada e costurada,  que virou sem muito esforço um dos meus livros favoritos.

Nas telinhas, Spielberg comprou os direitos autorais, e lançou o filme homônimo, estrelado por Reese Whiterspoon e Mark Ruffalo. Como eu havia visto o filme antes, gostei muito do enredo, apesar de as diferenças entre os dois serem gritantes. No filme, por exemplo, Lauren é mais uma viciada em trabalho, competitiva, que não tem amigos e tem uma tendência a ser mandona.

Para ser imparcial, tentei considerar os dois como obras distintas para poder apreciar sua beleza. Mas com certeza, o livro me emocionou e envolveu muito mais. Se o filme é bonito, o livro de Mar Levy, relançado pela SUMA de letras com uma capa simples, mas belíssima, é cativante!

Se você já leu, releia! E se fosse verdade... me parece uma daquelas estórias que nunca sairão de moda.

Bjinhus a todos e tod@s!

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Ana Liberato