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segunda-feira, 29 de julho de 2019

Resenha: "Peanuts Completo: 1953 a 1954" (Charles Schulz)

Sinopse: Reunindo as tirinhas produzidas por Charles Schulz entre 1953 e 1954, 'Peanuts completo' apresenta a formação dos personagens do quadrinista. Vários traços de personalidade das criações de Charles M. Schulz são neste volume apresentados ao leitor, como as meditações filosóficas de Linus, a impaciência de Lucy e a excentricidade de Snoopy. Também faz sua primeira aparição Chiqueirinho, um garoto que está sempre imundo e levanta uma nuvem de sujeira por onde passa. Este volume inclui ainda um ensaio sobre Schulz escrito pelo jornalista norte-americano Walter Cronkite, uma biografia do autor, além do índice de personagens, objetos e temas.

Por Eliel: Esse é o segundo volume de uma coleção de toda a obra de Charles Schulz, o criador de personagens icônicos como: Charlie Brown, Snoopy, Lucy, Linus (o meu favorito) entre outros. Esse volume começa com um ensaio emocionante do jornalista Walter Cronkite, achei bem legal ter a oportunidade de conhecer um pouco mais do autor sob o ponto de vista de outra pessoa.

As tirinhas são as mesmas publicadas entre os anos 1953 e 1954, é muito interessante ver a evolução das personagens até os que conhecemos hoje. Seremos apresentados aos poucos ao longo da coleção, veremos como eles crescem e criam suas próprias personalidades. 

O humor, as críticas sociais, o retrato do dia a dia são uma marca particular de Schulz e que tornam Penauts um quadrinho tão sensacional. É inspirador ver o desenvolvimento da carreira de uma pessoa que seguiu direitinho o passo a passo do seu destino.

Após os incríveis quadrinhos, nos deparamos com uma biografia tão necessária para arrematar uma tarde de diversão ao lado de personagens tão queridos. Desde o nascimento, Charles Monroe Schulz,  os quadrinhos estiveram presentes na sua vida e desempenharam um papel importante em sua trajetória. Um tio apelidou-o de Sparky por causa do cavalo Spark Plug, da tira Barney Google. Durante a adolescência, Charles e seu pai compartilharam um ritual: todos os domingos de manhã liam juntos os quadrinhos dos jornais. Charles sempre soube que queria ser cartunista. Depois de muitos "nãos", Schulz finalmente realizou seu sonho de ter uma tira nacional diária quando Peanuts debutou em sete jornais em 2 de outubro de 1950 e posteriormente se tornou um grande sucesso internacional. Quando Schulz anunciou seu afastamento por motivos de saúde, em dezembro de 1999, Peanuts era publicada em mais de 2,6 mil jornais ao redor do mundo. O cartunista morreu pouco tempo depois de um ataque cardíaco no sábado 12 de fevereiro de 2000. Em sua homenagem foi inaugurado o The Charles M. Schulz Museum and Reserch Center em agosto de 2002, em Santa Rosa, na Califórnia, com a missão de preservar e expor o grande legado artístico do cartunista.

Essa coleção é uma grande homenagem ao legado desse cartunista e com toda a certeza vale a pena. Repleto de humor inteligente que agrada crianças e adultos. Risadas garantidas do começo ao fim.

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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Resenha: “A louca dos gatos” (Sarah Andersen)

Tradução: André Czarnobai



Por Kleris: Ela está de volta com muito mais quadrinhos, tragédias, dilemas e loucuras gargalhantes <3 E nada como uma pausa só pra rir da nossa --desgraça-- vida cotidiana! Sarah tem um humor sagaz que é impossível não nos arrebatar. REPRESENTA é nossa impressão imediata, o que a torna essencial para os milleniuns – entende quem é um.

E NÃO HÁ MEME SUFICIENTE PRA EXPRESSAR TODOS OS RISOS E/OU GRITOS QUE DEI.

A louca dos gatos é, como os outros sucessos (Ninguém vira adulto de verdade e Bolota molenga e feliz), um compilado de tirinhas. Enquanto o primeiro volume traz algo como “momento de reconhecer realidades”, o segundo inovou ao trazer uma das grandes questões da geração do milênio – a dificuldade em sair da zona de conforto. Já neste terceiro, seguindo a vibe de vida real, Sarah traz experiências corajosas sobre jornadas, como é se jogar no desconhecido, ir além do desespero e ansiedades e mostrar o que está do outro lado de nossos receios: as conquistas!



 



Não é preciso ter lido os anteriores para compreender este último, mas é interessante que há uma linha de progressão sim. É o que podemos ver pelo próprio título – Sarah, como conhecemos no volume 2, não é nada fã de gatos, porque tinha referências de que eram animais pouco sociáveis, porém, após ter que ficar uma temporada com uma gatinha, não queria mais devolver à dona (que era sua mãe), totalmente rendida aos encantos mais banais que os gatos podem nos proporcionar como não amá-los?








A louca dos gatos é justo sobre você se lançar em algo que tem dificuldade em fazer, mas tentar, nem que seja aos poucos, e assim sair da zona de conforto, ver o que há do outro lado, que pode ser muito legal. Experimentar e se expor são grandes marcos nesse livro. À sua maneira, Sarah injeta uma motivação que, pelo que hoje vemos, é bem necessária – principalmente se você lida com algo criativo. Precisamos de mais ação diante de tantos sabotadores. Nesse sentido, a autora reflete bastante sobre saúde mental, talentos, comportamento e como a gente se reconhece perante esse momento de problematizações.







 

Problematizar, aliás, é bem aquele CAMINHO SEM VOLTA, né não? Uma pílula vermelha cedida pelo Morpheu.

Para uma pessoa “fechada”, como conhecemos Sarah lá no volume um, com tantos receios, mas igualmente talentosa, aqui vemos que ela está cada vez mais “aberta”, tanto pelos temas que aborda, quanto pelos relatos que agregam muito mais experiências. Naturalmente, ela retrata muito do universo feminino (claro), então pode ter certeza que nossas inseguranças, inconveniências e problemas sociais saltam das páginas. Aliás, o útero é um vilão que nos ensina demais sobre a capacidade de viver “apesar de”. Ou pelo menos de justificar porque sempre somos múltiplos sentimentos.  






A edição é semelhante aos outros livros, de capa dura, folhas durinhas, totalmente colecionável. Ter Sarah na nossa estante é ter alguém que nos compreende, ser alguém que a entende e rirmos todos pelas doidices que passamos. Realmente, não estamos sozinhos nem nas maiores loucuras que passa por nossas cabeças.




JÁ PODE VIR MAIS LIVROS, PORQUE QUERO MAIS LIVROS E SENTIR TUDO EM CAPSLOCK, PORQUE É ASSIM QUE NOSSO ÂMAGO SALTA QUANDO SE ESTÁ DIANTE DO TRABALHO DA SARAH <3

Recomendadíssssimo!

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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Resenha: “Uma Bolota Molenga e Feliz” (Sarah Andersen)

Tradução de André Czarnobai

Por Kleris: Uma bolota molenga e feliz é a ilustração perfeita de nossa geração (Y)! Sarah Andersen (siga ela no insta aqui!) volta com uma nova coletânea de quadrinhos para nos arrebatar com gostosas gargalhadas de identificação. Ela só pede uns minutinhos de sua atenção e quando você vê, está no chão rolando de rir – e mandando fotos das páginas pra todxs xs migxs! PORQUE REPRESENTA MUITO.

Mas diferentemente da primeira coletânea, Ninguém vira adulto de verdade (reveja resenha aqui), Sarah não só expõe nossos conflitos de geração, tampouco se esconde atrás de seus desenhos. Dessa vez ela deixou sua voz falar mais alto e contar experiências, envolvendo-se e contextualizando mais as tirinhas. Achei fantástico que não foi só um “repeteco”

 

  


Diria que a pegada desse volume é mais de reconhecer a nossa zona de conforto e aos poucos colocar o pé pra fora, sabe, pra ver o que acontece. Isso sem deixar, claro, de fazer o melhor para si – mesmo que seja ser uma bolota molenga e feliz, livre de padrões, livre de amarras sociais. É uma visão corajosa em termos de saúde mental – e, diga-se de passagem, muito necessária neste momento.

 

 

Desta maneira, o livro tem um toque de breves narrativas, sem deixar de lado as tirinhas carismáticas que levam e trazem temas relevantes. Permanece o universo feminino de viver (e se ferrar), com nossas inseguranças, hábitos, desconfortos e insanidades diárias. E nosso grande vilão pessoal – o útero! – está de volta com novas artimanhas (quando não, né?)

 

 


Na mesma linha da edição passada, temos uma maravilhosa capa dura. É de sentar com ele em um intervalinho do estresse do trabalho e estudos, e não querer sair desse mundo trapalhão. Acho que posso dizer que é um potinho necessário de empatia. Você não vai sair a mesma inadequada depois de lê-lo. Aliás, para mim, a capa só grita MIM DEIXA SER FELIZ DO MEU MODO *riso nervoso*, *suspiro aliviado* e *embrace yourselves

 


Não sei o que esperar de uma próxima coleção, mas só posso dizer que AAAAAAAAAAAAAAA QUERO!

 


Recomendadíííííííííííííííííííííííííííííííííssimo!

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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Resenha: “Ninguém vira adulto de verdade” (Sarah Andersen)

Tradução de André Czarnobai
Por Kleris: Ultimamente tenho encontrado um bocadinho de livros que tem acertado sobre a geração millenium (ou Y), nascidas entre 1980 e 1995. É justo essa última geração que acompanhou e respirou viveu por dentro das maiores mudanças tecnológicas e sociais da história, e que hoje é adulto. Ou era pra ser adulto. Muito da concepção de virar adulto se derreteu na cabeça dessa galera. Não conseguimos nos intitular adultos. Talvez porque adulto seja sem graça? Talvez porque não nos vemos prontos pra essa fase? Talvez porque nos empurram lógicas insanas de responsabilidades?! Isso, claro, repercute demais em tudo que consumimos e fazemos em termos de cultura.

Outro movimento recente que vem dando voz é a representatividade. Diversas vezes, e muitas delas através do humor, os introvertidos e minorias semelhantes têm encontrado seus espaços virtuais. Um blog, um vídeo, uma tirinha. Em Ninguém vira adulto de verdade temos essa transposição de realidade para pequenas tirinhas – mais ou menos autobiográficas – que vão te arrancar generosas e gostosas risadas. 
REPRESENTA

DESCONFIO QUE NÃO

QUEM NUNCA

LALALA
EU SEMPRE 

SEM PALAVRAS

SEM PALAVRAS TBM
As tirinhas são totalmente aleatórias, com temas que vão e voltam, semelhante às postagens diárias de Sarah Andersen nas redes sociais (siga ela no insta aqui!). O universo que ela traz é o feminino, com nossas inseguranças, costumes, maus hábitos, inconveniências e insanidades com que nos deparamos no dia a dia. Sarah também passeia pela autoestima, relacionamentos, responsabilidades e grandes ideais sociais. É bem semelhante à pegada comportamental da HQ Como eu realmente, da Fernanda Nia (reveja resenha aqui). Você tendo constantes ataques ou não de um útero master revoltado vai com certeza se identificar em algum momento.


O CRUSH
A edição brasileira da Seguinte é de uma capa dura lindíssima! Excelente para presente (olha o Natal bem aí, migos) ou comprar para uma viagem (ou em uma viagem). É desses livros que a gente folheia, cai numa página e ri litros. Passa pra outra página e mais e mais litros. De leitura extremamente rápida, é mara para qualquer lugar que você possa ler e gargalhar às alturas. Talvez ler em um busão ou metrô te faça encontrar exatamente o embate que Sarah coloca nas tirinhas.

Sarah é hiper carismática e tem traços que enfatizam bem as emoções e sensações que quer transmitir. Ao destacar o comportamento desta geração, ela nos faz sentir completamente normais (somos, ué!). A imagem de capa traz exatamente a loucura que é ser um adulto perante a sociedade e viver internalizar outra concepção. Fica essa eterna dúvida de quando vai começar mesmo a vida adulta.





É um livro necessário para se sentir parte e compreendido. E PARA GARGALHAR MUITO NO PROCESSO. Se você é dessa geração um tanto nonsense e perdida na Terra, pode ter certeza que vai soltar uns “MDS, EU”, “PORRAN, MUITO EU”, “MEL DELS, EU SEMPRE” XDD

  

Recomendadíííííííííííssimo! 

Até a próxima :)


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Ana Liberato