Tradução de Ludimila Hashimoto
Por Kleris: #Girlboss
é daqueles livros que a gente costuma passar por ele na livraria e ele some no borrão das novidades. Mas se a gente vira um segundo para olhar e
lê-lo, percebemos, é daqueles que conserva a história única de uma pessoa (que
podíamos nunca nem saber o nome) e que a gente agradece à editora por trazer
esse livro tão bacana.
Eu nunca pretendi ser um exemplo,
mas há partes da minha história – e as lições que aprendi com ela –, que eu
quero compartilhar. [...] [Este livro] vai ajudá-la a identificar as suas
fraquezas e usar os seus pontos fortes. Vai mostrar que a vida tem uma certa
ironia.
Sophia
é hoje uma executiva, CEO do site Nasty Gal, um negócio de roupas que iniciou
numa pequena lojinha do eBay (algo como um mercado livre da vida lá fora –
embora tenhamos um eBay Brasil, empresa de mercado eletrônico). Foi um negócio
arriscado, mas um no qual Sophia apostou e seu trabalho cresceu por “naturalidade”
do varejo.
Foi
algo do tipo instintivo, já que não teve muita orientação, e vale milhões.
Sophia, no entanto, não vê como algo a se iniciar procurando fama. Ela só
queria vender roupas pela internet e se comprometeu em atender bem as clientes,
que é o que importa, e por essa filosofia que o Nasty Gal chegou aonde chegou. Amoruso,
uma dessas pessoas que parece nada promissora, foi quem conquistou isso, pouco
a pouco, e aos trancos e barrancos se necessário. Erros também geram lucros se
formos espertos.
Pela segunda vez, nos vimos na
beira da estrada, sem nada além de canivetes, mochilas e uma lanterna. Eram
três da madrugada e estávamos paradas no acostamento de uma rodovia [...]
Sugeri que a nossa opção mais segura seria abrir os nossos sacos de dormir na
floresta até o amanhecer, mas, idiota que ela era, rejeitou a ideia, explicando
que tinha “medo de animais”. Medo de fazer massagem nas costas de um maluco
gigante ela não tinha, agora de um cervo bebê encostar o focinho nela, parecia
que sim.
Em
uma conversa animada, Sophia conta
fatos de sua vida que ela hoje acredita ter lhe ajudado nesse caminho torto,
mas de sucesso. Pelos breves capítulos, acompanhamos de tudo um pouco entre
loucuras e dedicação. Amoruso nos afirma por todo o livro que sucesso não é
fama e é preciso foco. Melhor, comprometimento, responsabilidade e muito
trabalho pesado. Quando nos dedicamos, coisas acontecem. Talvez não as
melhores, ou as que queremos, mas coisas acontecem mesmo e você pode sempre
virar o jogo. Uma #girlboss (ou #dudeboss) pode dar conta.
O sucesso da Nasty Gal tem sido
uma viagem louca e veloz, e eu não vou mentir: houve momentos em que essa
viagem foi absolutamente assustadora. [...] Toda vez que eu me levantava de
manhã em vez de dizer “dane-se” e voltar a dormir, toda vez que eu gastava uns
minutos a mais na descrição de um produto para que ficasse perfeita, eu estava
escolhendo meu destino e plantando sementes do meu futuro. É muito difícil
traçar o caminho que veio dar aqui, mas aconteceu e fui eu que o criei.
Sophie
também reforça sobre a ideia do homeoffice e bastidores de um business. Independente de ser pequeno ou
não, não é bem colorido como se imagina e a cabeça (pessoa) de um
empreendimento tem que estar acima de muitos interesses – alguém, afinal, tem
que pensar e fazer a parte chata. Não
é algo para levianos.
#Girlboss
é mais que roupas (vintage), look e
moda – na verdade Sophia pouco toca nesse assunto – ele é indicado a quem se
interessa por empreendorismo, mídia e comércio alternativo, business e bastidores de pequenas
empresas. Faço uma indicação especial para blogueiros e leitores que pretendem
expandir projetos com pequenos negócios. Temos visto muito no nosso meio vendas
de camisetas, marcadores, chaveiros, bijus, bonequinhos e afins, temáticos de
livros e leituras, ou mesmo alguma prestação de serviço, e às vezes a gente só
precisa ouvir/ler uma história parecida com a nossa – principalmente quando o
assunto é se resolver com os ditos metadatados!
Eu não percebia na época, mas o
que eu estava fazendo incluía duas técnicas para administrar um negócio bem-sucedido:
identificando o público-alvo e sabendo como fazer marketing de graça.
Naquela época eu comia, dormia,
bebia e imaginava termos de busca. Eu acordava com os lençóis e cobertores numa
bagunça suada e emaranhada à minha volta, praticamente gritando “cocktail dress de lantejoula dos anos
80!” na escuridão.
Se
você ainda hesita em começar alguma pesquisa no assunto, vale dar uma
oportunidade ao que aqui Sophia relata e te intera. A #girlboss une o útil ao
agradável e te manda a real sem toda aquela dureza didática ou metodológica de
empreendimentos. É uma introdução àquele negócio que já anda na sua cabeça.
Começamos comprando lotes de
seis, experimentando para ver o que vendia e o que não vendia. Se vendesse,
aprendíamos. Se não vendesse, aprendíamos. E continuamos aprendendo.
Preciso dizer? Recomendadíiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiissimo!