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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Resenha: "O que será: a história de um defensor dos direitos humanos no Brasil" (Jean Wyllys e Adriana Abujamra)

Por Thaís Inocêncio: Em pouco mais de uma década, Jean Wyllys passou de uma das pessoas mais amadas para uma das mais odiadas do país. Em 2005, o então professor universitário participou da quinta edição Big Brother Brasil e foi escolhido pelo público como o grande vencedor do reality show, desbancando Grazi Massafera e levando para casa o prêmio de um milhão de reais. Treze anos depois, em 2018, após dois mandatos como deputado federal, decidiu deixar o Brasil devido às recorrentes e cada vez mais graves ameaças de morte. 

Neste livro, Jean apresenta sua trajetória em três partes, e em todas elas ele demonstra não só com opiniões, mas também com fatos, o quanto a homofobia influenciou sua vida e afetou suas decisões, inclusive e principalmente a de sair do país. 
"Homossexualidade não é crime nem pecado, tampouco doença, é apenas uma expressão do amor e da sexualidade, como qualquer outra. Assim como ter cabelo preto ou loiro, liso ou crespo, ser baixo ou alto. Somos diversos, essa é a beleza da vida."
Na primeira parte, ele fala da infância na periferia rural de Alagoinhas, cidade localizada no interior da Bahia, e conta como são suas relações familiares. Nesse trecho, ele revela que era desprezado pelo pai por causa do seu "jeitinho" e que foi chamado de "viado" pela primeira vez aos 6 anos de idade.

Na segunda parte, a maior do livro, Jean fala sobre sua carreira política. Ele foi eleito pela primeira vez para a Câmara dos Deputados em 2010. Em seguida, foi reeleito como o sétimo mais votado entre os candidatos do Rio de Janeiro. Mesmo com essa popularidade nas ruas, ele enfrentou muitas barreiras dentro do plenário, ocupado majoritariamente por homens brancos, declarados héteros e fortemente ligados à religião. 

Durante os dois mandatos, Jean priorizou os interesses dos pobres, dos negros, da população LGBT e das mulheres, defendendo pautas como as cotas raciais, o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a descriminalização do aborto. Tudo isso, somado ao preconceito, rendeu-lhe alguns inimigos, que tentaram desacreditá-lo com fake news, alegando que ele era intolerante religioso e até mesmo pedófilo. 

Ao longo dos oito anos como deputado federal, Jean lutou contra essas mentiras, levando muitos casos à justiça, até que suas forças se esgotaram. O estopim foi o assassinato da vereadora Marielle Franco, companheira de partido e amiga do deputado. Diante desse fato e das crescentes ameaças que recebia em nome dele e da família, Jean passou a andar sob escolta policial. Em 2018, ele foi reeleito para o terceiro mandato como deputado, mas decidiu não tomar posse e ir morar na Alemanha, o que ele explica com detalhes na última parte do livro. 

Quem já ouviu entrevistas e discursos de Jean, conseguirá reconhecê-lo facilmente nessa obra. Ele fala com orgulho de sua orientação sexual, não poupa nomes nem adjetivos ao se referir a seus adversários e defende suas ideias com veemência. Em determinados trechos dessa autobiografia, ele pode soar arrogante, mas essa é apenas a postura adotada por alguém que sofre ataques cotidianos. Embora não seja mais um representante da sociedade no Congresso, onde quer que esteja vivendo, Jean segue como uma referência na luta pelos direitos humanos.
"Minha presença no Congresso era importante porque representava setores da sociedade que não têm voz, mas minha intervenção política não depende disso, nunca esteve restrita a esse lugar." 
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Resenha: "Velhice transviada: memórias e reflexões" (João W. Nery)

Por Thaís Inocêncio: Quando nascemos, nos é atribuído um dos dois gêneros: feminino ou masculino. No entanto, o modo como nos identificamos pode ou não concordar com essa atribuição. Hoje em dia, as pessoas que se identificam com o gênero atribuído no nascimento são chamadas de cisgêneros; já as que assumem uma identidade oposta ao gênero de nascimento são chamadas de transgêneros. Vale ressaltar que essa identificação em nada tem a ver com nossos aspectos físicos, por isso uma pessoa trans pode ou não passar por cirurgia de redesignação sexual, por exemplo. 

Dito isso, surge uma pergunta: você já parou para pensar que a velhice é um privilégio das pessoas cisgêneras? Já percebeu que, por conta do mundo preconceituoso e intolerante em que vivemos, as pessoas trans não tem direito à longevidade? Abrir os nossos olhos para essa realidade é o objetivo do livro Velhice transviada, de João W. Nery. 
"Dedico este livro às pessoas trans, sem voz, às mais invisíveis para a sociedade [...], sobretudo, às que não tem direito à insolência da longevidade, por morrerem assassinadas, ainda prematuramente."
O livro é dividido em duas partes. Na primeira, o autor fala brevemente sobre a sua vida e experiência como o que ele chama de "transvelho", já que ele escreveu a obra aos 68 anos de idade (informações mais detalhadas sobre a sua trajetória podem ser encontradas na autobiografia Viagem solitária – memórias de um transexual 30 anos depois). João Nery é considerado o primeiro transgênero masculino a passar por cirurgia de redesignação sexual, aos 27 anos, em plena ditadura militar, quando esse procedimento ainda era proibido. Para isso, ele precisou passar por uma "morte social" e iniciar uma nova vida, com outro nome e documentos, perdendo seus registros anteriores, como seu diploma de psicólogo. 

Ao ler sobre essa experiência, percebemos como o machismo existe em todos os espaços, inclusive entre a população trans. Se uma pessoa nasce "mulher", mas se identifica como homem, a partir do momento em que ela tira a mama e os hormônios lhe garantem barba e voz grossa, por exemplo, ela consegue se camuflar na sociedade, ainda que também enfrente muita dificuldade no caminho. Porém, uma travesti ou mulher trans não consegue essa invisibilidade e carrega consigo grandes marcas físicas e psicológicas da violência e do sofrimento. Ainda assim, é graças às pessoas que se expõem e se rebelam que houve algum avanço na conquista de direitos para essa comunidade. 
"A gente escondida não muda nem transforma nada, não abre caminho para ninguém".
Para comprovar a ideia de que os transvelhos são uma raridade, o autor traz dados alarmantes. Um deles é de que a média de vida de uma travesti é de 35 anos de idade. Além disso, em números absolutos, o Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo – e mata três vezes mais que o segundo colocado, que é o México. Quando não são assassinadas, o preconceito, o afastamento da família e a falta de espaços levam as pessoas trans a tirarem a própria vida. 
"Quando alguém transiciona, a família também passa a ser cobrada, questionada pelos parentes, vizinhos. Muitas não suportam a pressão e acabam expulsando seus filhos e filhas de casa. [...] A rua é o maior sofrimento para qualquer pessoa."
Na segunda parte do livro, o autor transcreve entrevistas com os poucos transvelhos que conhece. São relatos crus e impressionantes da jornada que enfrentaram para chegar à velhice. Nesse ponto, João Nery revela uma realidade que ele diz ser comum e pouco falada (e que me chocou bastante): a destransição na terceira idade. Isso significa que algumas pessoas assumidas trans por anos, quando se tornam idosas, retomam as características físicas do gênero de nascimento para terem direito à tratamentos de saúde, conseguirem empregos formais e até serem novamente aceitas pela família, tendo quem cuide delas nessa fase mais delicada da vida.  
"Pense comigo: veja nossa sociedade, os preconceitos, e imagine um corpo envelhecido de uma travesti, cheio de silicone caído, deformado, vendendo um picolé na rua. [...] Seria uma chacota, seria humilhada. Me desmontar foi uma forma de defesa, de me proteger."
Esse livro é curto (menos de 200 páginas) e tem uma linguagem simples, mas apresenta realidades cruéis, questões necessárias e nos faz refletir muito. É um soco no estômago, principalmente, de quem não ocupa o lugar das pessoas trans e, por isso, não costuma pensar sobre a dificuldade que é viver de acordo com a sua verdade só porque ela não é socialmente aceita. Nessa obra, João Nery nos mostra, com muita sensibilidade, que a diversidade existe e nosso único dever é respeitá-la. 
"Todos nós nascemos gente, o resto são rótulos."

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Resenha: "Minha História" (Michelle Obama)

Tradução de Débora Landsberg, Denise Bottman e Renato Marques

Por Stephanie: Minha História é o livro de memórias escrito por Michelle Obama, ex-primeira dama dos EUA e esposa do primeiro presidente negro da história desse país. Por meio de uma narrativa leve e poderosa, Michelle nos conta sua trajetória desde a infância até os dias vividos na Casa Branca, entre os anos de 2009 e 2017.

Eu conhecia muito pouco sobre Michelle, só aquilo que ouvia na mídia mesmo. Sabia que ela era uma mulher forte e determinada, mas ao ler seu relato, pude ver que sua personalidade distinta já se mostrava desde pequena, quando morava na região de South Side, em Chicago. Apesar de não ter passado por dificuldades financeiras, ela morava com a família em um bairro de classe média que ao longo dos anos foi se tornando predominantemente negro (e pobre).

O início do livro foi a parte mais arrastada para mim; a autora nos conta em detalhes como era a dinâmica familiar com seus pais e irmão mais velho, que moravam na casa acima de seus rígidos tios. A disciplina sempre fez parte da vida de Michelle, mas percebi também que ela viveu em um lar muito unido e amoroso.

Depois, somos apresentados à vida adulta e à carreira de Michelle, que eu nem sabia que era advogada (!). Adorei os tópicos abordados por ela durante essa parte, porque vemos claramente o racismo e machismo velado que existia nos anos 80 nas faculdades de renome (Michelle se formou em Princeton e Harvard).

"(...) Tentava não me intimidar quando a conversa em sala era dominada pelos alunos homens, o que era bastante comum. Ao escutá-los, me dei conta de que não eram mais inteligentes do que nós. Eram apenas mais incentivados a falar, navegando na maré ancestral da superioridade e estimulados pelo fato de que a história nunca lhes dissera o contrário."

Ao falar sobre sua carreira, a autora acaba entrando em uma parte muito relevante e conhecida para a maioria do público: seu relacionamento com Barack. Como eles se conheceram no ambiente de trabalho, Michelle traça diversos paralelos entre sua vida profissional e pessoal, como a ascensão de sua carreira e algumas das decisões difíceis que precisou tomar em prol do sucesso de Barack. Acho que essa foi minha parte favorita do livro; o relacionamento deles é muito maduro e repleto de momentos fofos. Adorei ver Barack como um rapaz sonhador e romântico e Michelle como uma mulher que se apaixonou mas nunca abriu mão de sua independência por amor.

"Nunca fui de ficar presa aos aspectos mais desmoralizantes de ser afro-americano. Fui criada para pensar positivo. (...) Mas, ouvindo Barack, comecei a entender que sua versão de esperança era bem mais ampla: eu me dei conta de que uma coisa era sair de um lugar empacado; outra, totalmente diferente, era tentar desempacar o lugar."
"O que acontece quando um individualista que gosta de solidão se casa com uma mulher sociável e extrovertida que detesta solidão? A resposta, imagino eu, é provavelmente a melhor e mais sólida dr todas para qualquer pergunta que surge num casamento, para qualquer pessoa e qualquer questão: você dá um jeito de se adaptar. Se o casamento é para sempre, não tem escolha."

Por fim, vemos a carreira de Barack até a chegada à presidência e como foram os anos da família Obama na Casa Branca. É muito interessante conhecer mais sobre esse mundo da política pelos olhos de Michelle; ela é uma mulher muito pé no chão e sempre fez questão de passar isso para suas filhas (por exemplo, as camareiras foram avisadas por Michelle que as meninas tinham que fazer a própria cama), sem permitir muito deslumbramento, afinal, aquela era uma residência apenas temporária.

Passei a admirar muito Michelle após ler seus feitos durante o período em que foi primeira-dama. Ela sempre quis fazer a diferença e aproximar a Casa Branca da população, organizando eventos abertos ao público e criando projetos para melhorar a saúde e a vida como um todo dos norte-americanos. E em meio a isso, teve de lutar contra o machismo e a futilidade da mídia (e da oposição), que julgava seu corpo, suas atitudes e suas palavras sempre que possível.

"A forma mais fácil de desmerecer a voz de uma mulher é resumi-la a uma pessoa rabugenta."
"O poder de uma primeira-dama é uma coisa curiosa – suave e indefinido como o próprio papel. (...) A tradição mandava que eu emanasse uma luz suave, agradando ao presidente com minha devoção, agradando à nação sobretudo ao evitar confrontos. Mas eu começava a ver que essa luz, se usada com cuidado, tinha um poder maior (...)."

Michelle é uma mulher corajosa e por mais classe que possua, deixa seu posicionamento bem claro ao falar sobre a posse de Trump. Confesso que senti um aperto muito grande no peito ao ler seu depoimento sobre o dia da posse e foi inevitável enxergar as semelhanças com a nossa situação política atual.

É impossível resumir em apenas alguns parágrafos a história tão grandiosa de uma mulher como Michelle Obama. São quase 500 páginas de um relato muito verdadeiro, inspirador e emocionante, que mostram ao leitor a força e persistência de uma mulher que nunca se contentou em ser mediana e lutou para não ser resumida apenas à sua aparência ou suas fraquezas.

A edição da obra está muito bem feita, com uma parte dedicada a fotos em alta qualidade de momentos marcantes da vida da autora. Só acho que essas imagens poderiam ter ficado como um adendo ao final do livro, em vez de no meio de um capítulo.

No mais, é uma super indicação para qualquer pessoa que goste de biografias e livros de memórias e queiram conhecer mais sobre a vida dessa mulher que junto à seu marido e família, marcou a história dos EUA e do mundo (e continuará marcando, com certeza). Acredito que vá entrar para os meus favoritos de 2019 com facilidade!

Até a próxima, pessoal!

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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Resenha: "As mentiras que as mulheres contam" (Luis Fernando Verissimo)

Por Kleris: Conheci Luis Verissimo através de uma amiga comentando um conto do livro As mentiras que os homens contam uns bons anos atrás (meu Deus, 10 anos!). Outros tantos anos depois li e super curti na época – aliás, alguns contos guardo comigo até hoje. Daí claro que quando As mentiras que as mulheres contam saiu (2015) fiquei mega curiosa. Era o Luis Fernando Verissimo, ué! Humor, loucuras e grandes viradas eram as expectativas. Mas não foi isso que aconteceu. Muito pelo contrário.

As mentiras que as mulheres contam, paralelo ao livro anterior, é um livro de contos bem curtinhos – de duas a quatro páginas no máximo. São leituras para intervalo de afazeres ou salas de espera, quando você não tem muita expectativa, mas tá afim de ler algo. Espera-se, claro, contos envolvendo situações inusitadas em que a mentira seria a grande sacada da história, com bom humor e bom senso. Não é isso que Luis nos entrega.

— Vovó, você tem cartas do Juan Carlos da Espanha?
— Estão por aí, em algum lugar.
— E são cartas amorosas?
— Uuuuuuuuuuuuu...

Boa parte das historietas são sem foco, sem habilidade, sem sustentação. Tem conto sem pé nem cabeça, tem conto que perde o gancho, tem contos totalmente puláveis! Fora os textos maldosos machistas-mor que nem pra anedota servem, os que sugerem rir da violência doméstica (NÃO!) e textos em que as mulheres mal figuram, mal tem ponto de vista.
— Prometo não deixar mais minhas meias no chão se você prometer não ser tão desdenhosa de tudo.
Márcia sorriu do jeito que tinha, os contos da boca descendo em vez de subirem.
— Típico. — disse, com desdém.
— Olha aí — disse o Marcos.
— Meu querido, você sacrifica um mau hábito e pede que eu sacrifique um posicionamento moral!
Às onze e cinquenta e cinco, Marcos foi visto na rua correndo atrás de Márcia para acertá-la com uma garrafa de champanhe. A Márcia gritando:  — Típico! Típico!

Veríssimo, onde está você? O que foi isso? 
Foi essa minha sensação.

Alguns nomes de personagens são repetidos e fica a dúvida se se tratam dos mesmos personagens em outras situações ou outros personagens com o mesmo nome. Os temas rondam em sua maioria sobre relacionamentos amorosos, marido e mulher, traições, relações (extremamente) abusivas e até violência explícita. As conversações também são truncadas. Enfim, deixou muito mesmo a desejar.

A Estatueta foi praticamente o único que me deu o vislumbre de algo interessante. 
Dona Helena ia começar a dizer que não apenas não tinha tido mais contato com o poeta Maia Lins como não tinha menor ideia de quem era o poeta Maia Lins, quando a repórter deu um grito:  — A estátua!
Era uma estatueta, uma mulher nua com os braços estendidos, esculpida até os joelhos, que parecia tentar sair de dentro de um pedestal de mármore bruto. Estava sobre uma mesa alta no vestíbulo. A repórter passou por dona Helena e entrou na casa, fazendo sinal para que a câmera a seguisse:
— É a estátua. “Ninfa incompleta, presa à pedra bruta da existência...” É a senhora, não é?

É com pesar que escrevo: errou a mão dessa vez, Luis. Errou feio. 

Mas se é um livro desses que você procura, confira os melhores preços no Buscapé:



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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Retrospectiva Dear Book 2016 – Grupo Editorial Companhia das Letras (Parte 3)

Se você está procurando por um livro e não sabe bem qual adequar ao momento – ou mesmo está em dúvida sobre levar ou não um livro a mais no carrinho de compras numa promo, vamos destacar neste post livros e trechos de resenhas da nossa equipe, de 2016. Esperamos que isso ajude nossos caros leitores na hora da compra ;) Acompanhem as retrospectivas!

Obs: nem todos os livros são lançamentos de 2016.

EDITORA COMPANHIA DAS LETRAS

Selos: Seguinte, Paralela, Alfaguara, Boa Companhia, Companhia de Bolso, Companhia de Mesa, Companhia das Letrinhas, Quadrinhos da Companhia, Penguin, Objetiva, Suma de Letras, ClaroEnigma, Fontanar, Breve Companhia, Foglio, Panelinha, Ponto de Leitura.


Samba
Delphine Coulin
Resenha completa aqui

Este livro mesmo eu demorei muito para desandar, pois quando eu li o primeiro capítulo logo entendi o quanto mexeria com as minhas emoções. O quanto me faria pensar em coisas que eu não queria e a angústia que eu sentiria com a vida sofrida do personagem. Confesso, demorei pra retomar a leitura e quando o fiz, fui dormir com os pensamentos tumultuados, pois não conseguia deixar de pensar naquilo que tinha acabado de ler. [...] Como não torcer por um personagem que adota um novo país como a sua própria pátria. Como não torcer por um personagem forte que não quer apenas continuar vivo, mas que deseja VIVER uma vida normal em um lugar que ama tanto. O sonho de Samba é tão intenso que é impossível não se apegar ao personagem e esperar que a vida só lhe traga coisas boas.
Eu recomendo muito esta leitura, pois a história é simples, mas muito rica em detalhes. A tradução para o português ficou muito boa e muito agradável de ser lida. Apesar das partes tristes e chocantes, acredito que retrata muito bem como pode ser a vida de um imigrante.


Esta terra selvagem
Isabel Moustakas
Resenha completa aqui

A narrativa não poupa o leitor dos detalhes violentos, muitas vezes de revirar o estômago. O suspense e o elemento surpresa nos prendem na história e são o principal trunfo do livro. 
Mas a partir de pouco mais da metade do livro a história começa a seguir um ritmo um tanto desconexo com o que foi apresentado até então. Os acontecimentos se desenrolam com uma rapidez que não se encaixa na história e da poucas chances de desenvolvimento dos personagens que vão surgindo e as relações entre eles. O desenrolar da narrativa acontece de supetão, não dá tempo ao leitor de absorver e se localizar na sequência.
Apesar do final acelerado, que confesso ter me decepcionado um pouco, a leitura flui bem. O livro é bem escrito e a história de ficção nos choca não apenas pela narrativa violenta mas também pela consciência de que grupos de radicais intolerantes existem e crimes como os descritos no livro já foram —e são— noticiados em muitas matérias do Fantástico e Jornal Nacional.


A coroa – série A seleção vol.5
Kiera Cass
Resenha completa aqui

Em cada livro eu fui me apegando mais e mais. Neste livro eu dei uma emperrada no começo, mas depois a história começou a se desenvolver, acontecimentos que te deixam de boca aberta, segredos, amores, risos, sustos, decepções e muito mais sentimentos. Pena que será o ultimo livro da Seleção (choramos!), mas Kiera Cass fez o mundo de America ser o sonho de muitos, um conto fantástico misturando realidade e contos de fadas, porem sem perder a essência e sentido da história.


Uma história de solidão
John Boyne
Resenha completa aqui

O livro critica fortemente a vista grossa que a igreja católica fez/faz pros casos de pedofilia e Odran é a personificação da negligencia cometida pela igreja.
É incômodo, e acho que essa foi a intenção do autor [...] Há uma crítica forte também, ainda que não tão descarada, em relação ao endeusamento que os fiéis da igreja católica atribuem? atribuíam aos padres. Como se estes fossem criaturas divinas enviadas diretamente dos céus. Aos olhos de John Boyne fica clara a intenção de mostrar que padres são pessoas comuns como todos nós, podendo ser criminosos ou não, o fato de serem pessoas que dedicam sua vida a igreja não os isenta das falhas que atormentam a todos os seres humanos.


Maré congelada – série A queda dos reinos vol.4
Morgan Rhodes
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Diante dessa explosão de acontecimentos do último livro, devo confessar que esta continuação foi boa, mas um tanto quanto morna. [...] É somente do meio para o fim que o livro começa a ganhar uma cadência mais acelerada, e que acontecimentos de fato relevantes começam a surgir na história, fazendo-nos ansiar por cada novo acontecimento, cada novo capítulo. Este é o quarto livro de uma coleção de seis, logo, ficarei eu aqui mais uma vez ansiosa pela continuação e, claro, desfecho desse épico sobre magia, poder e desolação. Recomendo!


Revival
Stephen King
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Ao longo da narrativa somos guiados por temas delicados, como fanatismo religioso, a fé, drogas, discriminação racial e morte, sempre aliados a uma boa dose de terror, sarcasmo e do sobrenatural que está tão próximo do real que talvez seja o ponto crucial do livro. O final surpreendente quebra a narrativa um pouco descritiva demais e em alguns momentos meio “arrastada”.

QUAL O LIMITE ENTRE A LOUCURA E A SANIDADE? ENTRE O REAL E O SOBRENATURAL?

ATÉ ONDE PODE NOS LEVAR A CURIOSIDADE AO REDOR DO "ALÉM DA MORTE"?


O menino no alto da montanha
John Boyne
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[...] John Boyne desenha de modo muito delicado os fatos que compõem sua trama, impondo em sua escrita impressões e marcas tão sutis que somente um leitor mais atento não deixará passar despercebido. Não é nenhum demérito, muito pelo contrário, porque o leitor desatento, apesar de perder parte da maestria deste grande escritor, ainda poderá se deliciar com uma história bem contada, envolvente e fundamentada com uma pesquisa minuciosa acerca do corte histórico a que se propõe contar.
[...] É muito difícil não encarar O menino no alto da montanha de uma tacada só – eu mesma não consegui fazer isso. Contudo, eu aconselho uma leitura com calma, pois, francamente, Boyne é uma leitura que precisa ser apreciada, curtida, refletida. Sabem como é, façam o que eu digo e não o que eu faço. Embora nada os impeça de ler várias vezes, claro. [...] vou ficar por aqui deixando a minha mais sincera indicação aos leitores que se interessam por temas históricos, especialmente a Segunda Guerra Mundial. Portanto, se você deseja um romance interessante, uma trama envolvente e reflexiva, inteligente, bem amarrada e com mil outras qualidades, não deixe de conhecer Pierrot, O menino no alto da montanha.


O fio dourado – série Reckless vol.3
Cornelia Funke
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O Fio Dourado é um livro muito mais extenso do que os dois volumes anteriores, talvez por que muitas pontas ficaram soltas e haviam muitas perguntas a serem respondidas, e também o mais denso. Por mais que seja um livro repleto de referência aos clássicos contos de fada, sua temática é bastante adulto, os personagens são complexos e bem construídos e o ar soturno continua acompanhando a escrita de Cornelia.
O final não deixa absolutamente nada a desejar, fazendo com que, ao concluir a leitura, saibamos que todas as páginas lidas, expectativas criadas e a longa, longa, muito longa espera por esse desfecho valesse muito a pena.


Ninguém vira adulto de verdade
Sarah Andersen
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O universo que ela traz é o feminino, com nossas inseguranças, costumes, maus hábitos, inconveniências e insanidades com que nos deparamos no dia a dia. Sarah também passeia pela autoestima, relacionamentos, responsabilidades e grandes ideais sociais. [...] É desses livros que a gente folheia, cai numa página e ri litros. Passa pra outra página e mais e mais litros. De leitura extremamente rápida, é mara para qualquer lugar que você possa ler e gargalhar às alturas. Talvez ler em um busão ou metrô te faça encontrar exatamente o embate que Sarah coloca nas tirinhas.
Sarah é hiper carismática e tem traços que enfatizam bem as emoções e sensações que quer transmitir. Ao destacar o comportamento desta geração, ela nos faz sentir completamente normais (somos, ué!). A imagem de capa traz exatamente a loucura que é ser um adulto perante a sociedade e viver internalizar outra concepção. Fica essa eterna dúvida de quando vai começar mesmo a vida adulta.


Quase um romance
Megan Maxwell
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[...] temos o resgate de temas sérios e atuais, como a violência doméstica e o assédio moral no ambiente de trabalho; e o que mais me impressiona – e encanta – é o recorte utilizado pela escritora para não tirar a leveza da história, apesar das tramas densas. Tudo isso com o cuidado de não comprometer a seriedade destes assuntos. [...] Portanto, se você quer suspirar bastante, se divertir muito, ficar eletrizada com um enredo envolvente, se encantar com uma história bem escrita e terminar a leitura com aquele sorrisinho maroto no rosto, não deixe de ler Quase um romance. É hot, é amorzinho, tem selo Mary Leite de qualidade.



Autobiografia interativa
Neil Patrick Harris
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Nesta biografia, ele te faz sentar e te dá o console do videogame que ele chama de vida. De verdade. Não só somos colocados diretamente na pele de Neil conforme essa vida começa a passar, como somos nós quem determina pra onde seguir pelos capítulos, ao melhor estilo de livro-jogo. Assim, Autobiografia interativa é um título que entrega tudo em duas palavras e não poderia imprimir o Neil melhor. A criatividade, humor, sagacidade e amor transbordam das páginas conforme as viramos.
[...] Uma das coisas que mais me encantou foi essa visão de brilho nos olhos que Neil traz. Sabe uma paixão pelas pessoas? Pelo trabalho? Pela arte? Esse é o tipo de pessoa que move outras milhares. O maior medo de artistas como Neil é justamente ser rejeitado pelo que ama, pois o preconceito é o que os barram de mostrar quão maravilhosos são. Mas o fascínio seu falou mais alto e suas excentricidades fazem toda a diferença. Neil hoje inspira arte e expira amor. Ele merece palmas calorosas de seu público.

A décima segunda noite
Luis Fernando Veríssimo
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Não imaginava o tamanho tesouro de Veríssimo que tinha em mãos! [...] Entre os disse-me-disse de Violeta, Orsino, Olívia, César, Negra, Malvolio e outros, nos embrenhamos nos mal-entendidos, mistérios e toda emoção. A leitura é super rápida, de uma sentada, com muitos OH-MY-GOD! para soltar. Mon Dieu, são muitos babados numa só novela! Por isso mesmo não indico lugares que possam interromper a leitura, pois você não vai querer largá-lo de jeito nenhum.
Super legal também é o show de representatividade que Luis coloca, de maneira tão natural, além de tratar de uma época interessante da história do Brasil e França. [...] Se você procura um bom livro com gostosas sacadas, suspense, humor, conspiração e confusão, com toda a certeza, é A décima segunda noite, de Luis Fernando Veríssimo!

Veja outras retrospectivas aqui

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Retrospectiva Dear Book 2016 – Grupo Editorial Companhia das Letras (Parte 1)

Se você está procurando por um livro e não sabe bem qual adequar ao momento – ou mesmo está em dúvida sobre levar ou não um livro a mais no carrinho de compras numa promo, vamos destacar neste post livros e trechos de resenhas da nossa equipe, de 2016. Esperamos que isso ajude nossos caros leitores na hora da compra ;) Acompanhem as retrospectivas!


Obs: nem todos os livros são lançamentos de 2016.

EDITORA COMPANHIA DAS LETRAS

Selos: Seguinte, Paralela, Alfaguara, Boa Companhia, Companhia de Bolso, Companhia de Mesa, Companhia das Letrinhas, Quadrinhos da Companhia, Penguin, Objetiva, Suma de Letras, ClaroEnigma, Fontanar, Breve Companhia, Foglio, Panelinha, Ponto de Leitura


Depois do que aconteceu
Juliana Parrini
Resenha completa aqui

[...] se você quer uma trama bem construída, envolvente, apaixonante e, por que não, surpreendente – ou vocês acham que clichê não pode surpreender?? – mergulhe de cabeça na leitura fluida que essa carioca estreante nos proporciona em um romance verossímil, sensível e sutil.



Antes que aconteça
Juliana Parrini
Resenha completa aqui

[...] acentuei na última resenha acerca do que eu chamei de “clichês muito bem trabalhados” pela escritora Juliana Parrini. Nesta resenha, por sua vez, quero deixar a ponderação de que, para um livro nascido em clichês, seu desfecho fugiu bastante disso. Muito original, inesperado, simples e belo. [...] Sendo assim, se você quer se emocionar, ficar com o coração apertadinho, se sentir completamente perdida com a Isabel e está aí MOR-REN-DO de curiosidade para saber o desfecho dessa história linda iniciada em Depois do que Aconteceu, acho que você deveria ler Antes que Aconteça. Só acho.


A sereia
Kiera Cass
Resenha completa aqui

Em A Sereia, Cass traz o mítico e mergulha no sentimento humano com tamanha delicadeza. [...] é como ela escreve e como descreve essa força interior que vemos que nada há de superficial nessa história. Muito pelo contrário, é tocante. Mas também envolve todo um pesar. [...] O toque da autora ao mito foi bem mais sutil, pois se detém mesmo à “irmandade misteriosa”, o que conferiu à trama poucas reviravoltas e poucos picos de ação – e nem por isso uma lentidão. Fico feliz que a Kiera pôde retrabalhar este livro, pois além de uma extraordinária história, vi uma autora mais amadurecida.
[...] Por outro lado, quem não se sente confortável com leituras melancólicas, talvez não se agrade muito em acompanhar a história de Kahlen, pois a vulnerabilidade salta das páginas.


Muito mais que cinco minutos
Kéfera Buchmann
Resenha completa aqui

Nos cinco minutinhos que aqui se prolongam, Kéfera traz pontos comuns da vida jovem e não é tão nonsense quanto se costuma pensar. [...] Com certeza você encontra umas situações bem cotidianas, outras razoáveis, umas alarmantes e umas bem HAHAHA MEU DEUS, KÉFERA (vide últimos capítulos – ATENÇÃO NA PÁGINA 132). [...] Enfim, tem muita besteira, e besteira da boa, rondando basicamente dos 5 aos 20 anos da moça, antes de seu estrelato. [...] a melhor expressão para esse livro é aquela que o Chandler (Friends) fala em uma peça publicitária quando tenta vender um tênis/patins (S09xE15): Inadequado para adultos.


Entrega total – o caso Blackstone
Raine Miller
Resenha completa aqui

Todo o jogo de interesses e política por trás disso tudo, deixa um ar de mistério intrigante por trás do romance hot. Para os que já leram o primeiro volume, vale super a pena continuar a acompanhar “O caso Blackstone”, porque as coisas ficam muito mais elétricas e agitadas lá pro terceiro volume.



 
After 4 – Depois da esperança
Anna Todd
Resenha completa aqui

Anna Todd, assim meu coração não aguenta, é muito amor, desespero, brigas, revelações e surpresas para uma série só, mas que não largo de jeito nenhum! [...] É uma série que vai amadurecendo a cada volume o que faz o leitor se relacionar mais com os livros. Como eu venho dizendo muitas vezes, é sem explicação o jeito que você vai se apaixonando pela leitura.



Carta de amor aos mortos
Ava Dellaira
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A história aborda temas bem tabus no universo adolescente como suicídio, depressão, homossexualidade, violência doméstica e abuso sexual. Apesar de toda essa carga emocional num livro onde a protagonista (e grande parte dos personagens) é adolescente, Ava Dellaira não caiu no clichê megadramático que geralmente essas histórias acabam se rendendo e respeitou e traduziu com coerência o drama de cada personagem sem estereotipá-los.
E o que mais me encantou no livro: como Ava Dellaira explorou os relacionamentos entre mulheres na história. [...] Quantos filmes/livros você já viu onde as amigas da protagonista~~~~somem~~~~~depois que a mocinha engata um romance? [...] O livro é delicado, intenso e cativante. Conquistou meu coração e está guardado num cantinho especial da minha estante (até rimou).


Do que é feita uma garota
Caitlin Moran
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A complexidade da personagem e o amadurecimento de Johanna ao longo da história torna o livro interessante, no entanto, não senti conexão com a personagem. A realidade de Dolly Wilde é tão distante do que foi a minha adolescência e tão diferente de como eu imagino que são as adolescentes (essa sou eu sendo bem ingênua), que não me cativou.
Outro ponto que vale a pena destacar são as referências musicais do livro. Para os que não conhecem a cultura musical da década de 90, talvez não se ligue tanto com o universo da personagem, porque basicamente toda a história de Dolly Wilde envolve os artistas e banda da época. [...] os leitores que conhecem as referências musicais citadas, conseguem aproveitar o livro de outra forma. Provavelmente vão entender as piadas e as críticas da personagem sobre as músicas e as bandas que para mim não fizeram sentido.


Vai sonhando
Megan Maxwell
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Mais uma vez Megan Maxwell arrasou em uma abordagem suave acerca de temas sérios, narrados de forma romântica, envolvente e simplesmente apaixonante. [...]Se você quiser mocinhas indefesas e choronas, procure em outro lugar, porque aqui você encontrará mulheres fortes que podem até chorar – já que somos todos humanos e frágeis – mas que correm atrás dos seus objetivos e não precisam de alguém do lado para decidir nada por elas, mas sim para lhes completar e estar junto única e exclusivamente por se amarem. [...] E se você quer se apaixonar, acreditar em um amor forte e ao mesmo tempo real, ficar DES-MAI-A-DA e ler um livro “de uma sentada só”, pegue Vai Sonhando! da Megan Maxwell. Aposto que você não vai se arrepender.


Encruzilhada
Kasie West
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De início, já devo dizer que a estreante Kasie West nos presenteia com uma narrativa extremamente envolvente, uma trama original e absurdamente apaixonante. Além de muito bem escrito, ela foi capaz de, já em seu debute, demonstrar uma habilidade impressionante para administrar o enredo, que, em minha opinião, assustaria muito escritor veterano.
E não é rasgação de seda!
Não obstante ser uma obra tipicamente YA – em tese, destinada a adolescentes – a história é madura, os personagens são bem construídos e não tem essa coisa de protagonista azeda.
[...] Encruzilhada é o primeiro livro de uma duologia chamada “Pivot Point” e eu já estou aqui em desespero pela sequência. Então, se você aí adora ficção, associada a uma trama original, bem escrita e apaixonante, aposto que vai adorar Encruzilhada. E digo mais: você não vai conseguir largar esse livro enquanto não chegar aos agradecimentos. Porque a Kasie nos mostrou de cara que, com ela, é assim: história para ler de uma tacada só.


A rainha vermelha
Victoria Aveyard
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Intrigas, mentiras, reviravoltas, traição. Seremos levados para um mundo aparentemente belo, mas que esconde segredos e desejos inconfessáveis. Mare conseguirá dar conta deste novo e complexo mundo? E isso será o suficiente para manter sua família em segurança? 
Fazia muito tempo que não pegava em mãos um livro de fantasia que me deixasse tão empolgada. "A Rainha Vermelha" além de conseguir fugir dos clichês habituais, tem uma narrativa empolgante e tantas reviravoltas, que as páginas praticamente se viram sozinhas.


Coroa cruel – contos da série A rainha vermelha
Victoria Aveyard
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Bom mesmo foi conhecer Shade, o irmão de Mare, um pouquinho mais, só o aparecimento dele já faz com que a leitura do livro inteiro valha a pena e te deixa morreeeeennndddoo de vontade de ler logo a continuação, Espada de Vidro.
Ok confesso. Não consegui resistir e li os primeiros quatro capítulos de Espada de Vidro, disponível ao final dos contos de Coroa Vermelha, e não achei bom. Achei M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O. Encontraremos Mare e Cal exatamente no mesmo lugar. Nada de meses depois e retrospectiva. Nada de pontos de vista diferentes. Começa onde tudo parou - como se não tivesse parado, mas mantido em suspenso, só nos esperando.


A garota na teia de aranha – série Millenium vol.4
David Lagercrantz
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Desde o instante em que abri o livro repeti para mim mesma: "Este não é Larsson" e "Não tente comparar as obras", mas a comparação é inevitável. [...] Como explicar? Larsson conseguia me fazer, em sua narrativa, sentir a tensão, o medo, o asco pelo desprezível, a dor das vítimas de um sistema falho e dos ataques por personagens obscuros com claras inclinações sádicas. Já o sadismo que aparece na narrativa de Lagercrantz parece um tanto quanto estereotipado, forçado e clichê.
Enfim, continuarei lendo pela curiosidade sobre qual rumo tomarão os personagens queridos que aprendemos a amar, mas não consegui não fazer uma comparação LarssonXLagercrantz e me decepcionar um pouco com os rumos que a história tomou.


A herdeira – série A seleção vol.4
Kiera Kass
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A história se passa depois de vinte anos, então muita coisa mudou. Kiera Cass conseguiu continuar com a beleza de Illéia, mesmo tendo passado anos, a delicadeza da escrita e a personalidade de cada personagem, que faz o leitor ser um deles, se identificar com algum e sempre deixando mistérios. Neste livro vemos o poder da mulher, guerreira, forte e que pode ser acima de todos que a duvidam, mas nem como ninguém é de ferro, temos que ter nosso porto seguro, confidente, alguém com que podemos contar, uma pessoa especial. O poder feminino está sendo mostrado a muitos, somos todas fortes e guerreiras. E a Kiera Cass nos conta isso a cada novo conto.


A bailarina fantasma
Socorro Acioli
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Se a bailarina tem algo a dizer, é melhor escutar. Se você também ficou curioso, não perca a oportunidade de ver esse espetáculo criado por Socorro Acioli. Adquira seu ingresso agora e se prepare que o primeiro ato dessa série só está começando. A narrativa é tão cativante e fluida que você vai devorar cada página com a mesma facilidade em que se assiste uma peça de teatro, palavras simples e ideias claras são a marca desse livro.


Minha mãe é uma peça
Paulo Gustavo
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Os conselhos nada ortodoxos, as sacadas sarcásticas, e tudo mais que já esperamos de Dona Hermínia nesse livro não tem uma linha cronológica para se acompanhar, é uma leitura rápida e leve, dessas para ler rápido e se divertir de montão. Ahh e tá repleto de fotos que dão um toque a mais.
Recomendadíssimo para aquela viagem, uma fila de banco, ou qualquer lugar que você prefira. Só tome cuidado para não rir muito alto e as pessoas à sua volta te julgarem louco (ahhh que julguem).


Os bons segredos
Sarah Dessen
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Me identifiquei e me emocionei bastante em vários momentos desse romance que a principio me fisgou pelo estômago e no fim me conquistou pela verdade das palavras e dos sentimentos contidos em cada capítulo. Enxergamos tudo pelos olhos de Sidney como se fosse uma autobiografia, quase um diário.
Sarah Dessen é um dos maiores destaques da literatura jovem adulta contemporânea e Os Bons Segredos é o seu romance mais profundo e mais tocante (ela tem outros onze publicados nos EUA), isso porque conta com personagens inesquecíveis e referências gastronômicas de deixar qualquer um babando.


After 5 – Depois da promessa
Anna Todd
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A escrita de Todd leva você para dentro da história e faz com que queira viver a vida de Tessa ou Hardin, ser transportado para essa história de superação e amor. Os personagens são bem descritos, e tão lindos. A história bem escrita, não deixa perguntas em aberto, tudo é esclarecido no ultimo livro e tem tanta emoção que parece que perdeu um pedaço do mundo quando fecha o livro depois da última página.


Funny girl
Nick Hornby
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Casamentos falidos, traição, homossexuais não assumidos (ser homossexual na época era crime na Inglaterra), relacionamentos de fachada e tudo que rola por trás do mundo do show business está ali, mostrado em sua forma mais crua, bem ao estilo de Hornby.



Star Wars: uma nova esperança – a princesa, o cafajeste e o garoto da fazenda
Alexandra Bracken
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A autora pegou tudo o que já era bom em Uma Nova Esperança e deu um ponto de vista novo para toda essa aventura. É como se pegássemos nossa nave e fôssemos observar a grande batalha na Estrela da Morte de outro ponto, já conhecemos bem os acontecimentos. [...] Apesar do público-alvo ser as crianças e os jovens, a linguagem não é infantil e não deixa o grande fã na mão. Tudo o que é importante (e mais) estão lá. Com certeza isso irá agradar aos recém-chegados e ao velhos de casa.
As ilustrações presentes nesse volume são incríveis e um espetáculo à parte, tanto as coloridas de duas páginas presentes nas quebras de sessões quanto as preta e brancas espalhadas ao longo da narrativa. Os responsáveis por isso são Ralph McQuarrie e Joe Johnston.


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Ana Liberato