sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Interrogação #4 – Amigo do Desapego

Com Alice Lauer, colunista da casa


Interrogação é uma coluna do Dear Book que recebe convidados para refletir o nosso momento enquanto ideias, hábitos, panoramas e manifestos culturais. A cada post, uma pergunta e uma opinião. Todo o conteúdo de resposta é de responsabilidade dos convidados. Sem periodicidade fixa, a coluna é organizada pela dear boss, Kleris Ribeiro.

Amigo de Desapego: 
O que é pra você esta troca de boas intenções?

A: A brincadeira nasceu no final de 2015 em meio às confraternizações de fim de ano. Queria um jeito em que a equipe do Dear Book pudesse ter esse momento de celebração, mesmo com cada membro estando em um canto do Brasil. Logo me veio ao pensamento fazer um amigo oculto de livros – vários grupos fazem isso! – porém, não queria algo que fosse feito no automático. Que fôssemos à livraria, comprássemos o livro e enviar via correios simplesmente. Queria algo que nos fizesse pensar, pensar no amigo e em algo que tivéssemos em comum com aquela pessoa sorteada.

Foi quando me veio a ideia de fazer o “amigo do desapego”. Um amigo oculto de livro, mas com um pequeno detalhe: que o livro já estivesse em nossas respectivas estantes. Que desapegássemos dos livros, coisa que por vezes é tão difícil para os amantes da literatura.


Muitos de nossos livros não carregam apenas suas histórias escritas, mas também nossas histórias vividas com aquele mundo paralelo. Momentos que talvez ficaram em nossas mentes por um bom tempo. Sem exageros ou melodrama, por vezes um livro pode nos trazer várias recordações, pode ser de uma simples conversa em uma roda de amigos ou até mesmo uma fase de nossas vidas.


Desfazer-se de um livro que carregue tais recordações pode não ser tão fácil, ainda mais quando o gosto literário do amigo sorteado só corresponde com aquele livro especial. Aí não tem muito para onde fugir, a não ser passar o livro adiante. Passar esse pequeno pedacinho de sua vida, onde a lembrança permanece conosco e livro fará parte de outra história, com outra pessoa, em outro lugar do país.

Para mim, o “amigo do desapego” é isso, é passar à frente, não somente mais um livro, mas sim um pedacinho da minha história, um pedaço que talvez somente eu conheça e vá se perder em meio mar de lembranças acumuladas. É passar para frente um livro que vá proporcionar novos sentimentos e recordações ao meu amigo (ou amiga) da vez! Além, é claro, de poder incentivar o desapego literário.

Veja como foi o amigo do desapego de 2015 e 2016 do Dear Book <3

Alice Lauer é uma quase economista que gosta de gastar um pouquinho além da conta às vezes. Que ama Deus, sua família e amigos. Adora conhecer lugares e pessoas novas! Gosta de bater papo por horaaasss... e às vezes de ficar quieta por horaaasss... Principalmente quando está de sofrendo com alguma paixão platônica literária/cinematográfica!


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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

[Novidades] Série Girlboss estreia em abril de 2017!


Por Kleris: YAAAAAAAAAAAAAAAAAAAY!

Foi há pouco tempo que descobri que #Girlboss, livro da Sophia Amoruso, ganhou uma série – e produção da Netflix <3 Li o livro há quase 2 anos (nem parece) e até hoje guardo alguns causos comigo (reveja resenha aqui). É uma autobiografia que conta os percalços de uma vendedora de roupas que se transformou em uma das CEOs mais conceituadas antes dos 30 anos, além de construir um império da moda envolta da marca Nasty Gal.

A ideia é trazer uma trama humorada, temporada inicial de 13 episódios curtos. A série conta com a produção executiva de Charlize Theron (Mind Hunter) e o roteirista Kay Cannon (30 Rock e A Escolha Perfeita). Dentre os atores, Britt Robertson dará vida à Sophia Amoruso, e Dean Norris, ao seu pai. 
Baseada no best-seller autobiográfico de Sophia Amoruso, fundadora da famosa marca de roupas on-line Nasty Gal, a trama contará a história de Sophia (Britt Robertson), uma jovem com ideais anarquistas que se recusa a entrar para a vida adulta e conseguir “um emprego de verdade”. Após topar com sua paixão de vender roupas vintage na internet, Sophia se torna uma improvável dona de empresa ao ver o seu pequeno site crescer. (Fonte: Observatório do Cinema)

Pelo próprio estilo de Amoruso, a série tem tudo para engatar uma boa comédia. O background também possui muitos pontos interessantes a explorar – como a combinação de empreendedorismo, independência e moda. Mas nunca se sabe, né?

Ficamos à espera de abril :) 
O sucesso da Nasty Gal tem sido uma viagem louca e veloz, e eu não vou mentir: houve momentos em que essa viagem foi absolutamente assustadora. [...] Toda vez que eu me levantava de manhã em vez de dizer “dane-se” e voltar a dormir, toda vez que eu gastava uns minutos a mais na descrição de um produto para que ficasse perfeita, eu estava escolhendo meu destino e plantando sementes do meu futuro. É muito difícil traçar o caminho que veio dar aqui, mas aconteceu e fui eu que o criei.

Até a próxima!
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Interrogação #3 – O contato com as manifestações artísticas

Com Eliel Carvalho, resenhista da casa


Interrogação é uma coluna do Dear Book que recebe convidados para refletir o nosso momento enquanto ideias, hábitos, panoramas e manifestos culturais. A cada post, uma pergunta e uma opinião. Todo o conteúdo de resposta é de responsabilidade dos convidados. Sem periodicidade fixa, a coluna é organizada pela dear boss, Kleris Ribeiro.


Dentre variadas manifestações artísticas culturais
(dança, música, cinema, livros, fotografia, pintura, contação de histórias, etc),
qual você se sente mais próximo e qual se sente mais distante?
Por quê?

E: Eu enxergo a arte como um grande lago. Explico a razão. E o que vem a seguir vale para qualquer manifestação artística.

De longe vemos apenas a superfície. Sabemos o que é arte e sabemos que ela existe. Ao chegarmos mais perto, vamos entendendo que a arte é muito maior e mais importante do que conseguíamos enxergar. Ao desenvolver interesse por ela é como se víssemos nosso reflexo no espelho d’água e ela nos olha de volta nos convidando a entrar. Uma sereia sedutora?

Então você começa a se envolver nas águas, na arte. E você pode começar por qualquer uma. Eu, por exemplo, comecei desenhando, logo foram os livros que me acompanham até hoje. Minha mãe é uma exímia contadora de histórias e hoje pratico a dança. Variações bem distintas da arte.

E quando você se arrisca um pouco mais e resolve mergulhar percebe que o que você conhece é só pouco e tem um lago inteiro para explorar. Mergulhar nesse lago é como mergulhar na arte, você pode nadar e explorar onde e o que desejar.

O nome desse lago é inspiração. Como a arte contida vai se manifestar, só vai depender de como você nadar. Dentro do lago você pode fazer o que quiser, pode explorar o que quiser e pode trazer à tona o que quiser.

Porém, um lago tem limites geológicos, a arte só pode ser limitada pela curiosidade de quem a explora. E se sua curiosidade for profunda, não tenha dúvidas que as águas serão abundantes, um convite à exploração de si.

Divaguei um pouco antes de responder, mas digo que hoje sou mais próximo da dança. Através dela eu conto histórias que leio, represento pinturas que vejo, interpreto músicas que escuto, vivo vidas que não são totalmente minhas através de personagens e quando olho as fotos relembro cada momento.

E sobre se sentir mais distante, é apenas porque ainda não pude explorar de uma forma mais completa, estar distante é uma posição relativa. Para o cinema sou apenas um expectador, não tenho vocabulário para discorrer sobre a arte de fazer filmes. Ainda.

Se eu pudesse dar algum conselho seria: mergulhe, mergulhe de cabeça; esse lago não é raso e é só seu. Traz pra fora o que tem de mais interessante aí dentro, e o mundo precisa ver.



Eliel Carvalho é gastrônomo por formação e artista por paixão. Se aventura nos desenhos, nos palcos e principalmente nas páginas das mais diversas aventuras literárias. Tenta cozinhar as mais loucas ideias, sejam elas comestíveis ou artísticas. Dança quando as palavras já não são mais suficientes e em um futuro breve será um arte-educador. Afinal arte e educação harmonizam.

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

#Indicação: Projeto Leia Mulheres chega ao Garimpo Clube do Livro! (@_leiamulheres @garimpoclube)


Novo serviço de assinatura e curadoria de livros, o Garimpo Clube do Livro oferece, a partir de 2017, um clube dedicado exclusivamente a autoras. A parceria é com o Leia Mulheres, projeto que promove encontros mensais ao redor do país para a discussão de obras de escritoras.

O Garimpo Clube do Livro entrou no mercado em setembro de 2016 com seis clubes de leitura: Ficção, com curadoria de Miguel Conde, jornalista, crítico e curador de duas Flips; Humor e Amor, por Julia Wähmann, escritora e idealizadora do Garimpo; Poesia, pelo poeta e ativista Ramon Nunes Mello; Vidas escritas (biografias), pela escritora e blogueira Marina W., pseudônimo de Maria Adriana Rezende; Negócios, pelo financista e criador do Garimpo, Gustavo Barbeito; e o Clube Infantil, divido em três faixas etárias, com curadoria da jornalista e editora Elisa Menezes.



Organizado por Juliana Gomes, Juliana Leuenroth e Michelle Henriques, o Leia Mulheres foi inspirado pela hashtag proposta em 2014 pela escritora Joanna Walsh, #readwomen2014. Presente em mais de 35 cidades do Brasil, o projeto promove encontros e debates sobre livros escritos por mulheres, e agora inicia uma curadoria exclusiva para o Garimpo, com assinatura mensal no valor de R$ 50,00.

A chegada do Leia Mulheres reforça a pluralidade do Garimpo Clube do Livro. Segundo Julia Wähmann, uma das idealizadoras do serviço, a mistura de autoras clássicas e contemporâneas, sem eleger um gênero literário específico, proporciona novas experiências aos leitores, que podem rever padrões, derrubar preconceitos e descobrir novos gostos. Além disso, através de seus encontros mensais, o Leia Mulheres põe em prática o conceito de sororidade, palavra tão cara ao movimento feminista.

Para comemorar o novo clube, os assinantes do Leia Mulheres receberão um brinde no primeiro mês: a edição comemorativa de Mulherio, publicação que reúne os textos mais marcantes do jornal feminista dos anos 1980.


Sobre o Garimpo Clube do Livro

Você tem algum livro para me recomendar?
Serviço de assinatura de livros com curadoria exclusiva realizada por profissionais do mercado editorial, o Garimpo Clube do Livro nasceu dessa pergunta frequente no dia a dia de seus idealizadores. São sete clubes do livro com curadoria especializada de um coletivo de escritores, editores e jornalistas, cada um dedicado a uma área ou gênero diferente. Na contramão da monocultura editorial que alimenta a lista de mais vendidos, o Garimpo propõe uma nova forma de estímulo à leitura, apostando na singularidade das experiências pessoais de leitura e na bibliodiversidade. Através de uma assinatura mensal de qualquer um dos clubes, os associados recebem um livro por mês e uma carta do curador explicando sua conexão com aquele livro, além de mimos como marcadores e micro-livros de editoras e designers independentes.

Os clubes

CLUBE INFANTIL, com três faixas etárias distinas para leitores iniciantes (4 a 6 anos), em processo (7 e 8 anos) e fluentes (9 e 10 anos). A curadoria é de Elisa Menezes, jornalista e editora, que atuou no departamento de livros infanto-juvenis da editora Rocco.

FICÇÃO, comandado por Miguel Conde, jornalista e crítico literário, doutorando em Letras pela PUC-Rio, foi curador da FLIP em 2012 e 2013.

HUMOR E AMOR, de curadoria de Julia Wähmann, escritora que atuou como editora por mais de quatro anos na Rocco, e elegeu neste clube os temas mais recorrentes em sua biblioteca.

LEIA MULHERES dá evidência aos livros escritos por mulheres nos mais diversos gêneros literários, de  obras clássicas a contemporâneas. As coordenadoras do projeto Juliana Gomes, Juliana Leuenroth e Michelle Henriques assinam a curadoria do clube.

POESIA, clube do Ramon Nunes Mello, poeta com diversos livros publicados, autor convidado da última FLIP.

VIDAS ESCRITAS, em que a blogueira e escritora Marina W, pseudônimo de Maria Adriana Azevedo, recomenda biografias maravilhosas.

NEGÓCIOS, com Gustavo Barbeito à frente, financista e um dos criadores do Garimpo Clube do Livro.

Para mais detalhes, acesse www.garimpoclube.com.br e entenda as etapas de assinatura, envio e políticas do Garimpo, ou escreva para midia@garimpoclube.com.br.

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Até a próxima!
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Interrogação #2 – O blogueiro literário e a bibliodiversidade

Com Mary Leite, resenhista da casa


Interrogação é uma coluna do Dear Book que recebe convidados para refletir o nosso momento enquanto ideias, hábitos, panoramas e manifestos culturais. A cada post, uma pergunta e uma opinião. Todo o conteúdo de resposta é de responsabilidade dos convidados. Sem periodicidade fixa, a coluna é organizada pela dear boss, Kleris Ribeiro.


O que você acha sobre o papel do blogueiro literário de auxiliar na bibliodiversidade?

M: A primeira vez que chorei por um livro, foi lendo um conto de Oscar Wilde, chamado O Rouxinol e a Rosa. Sabe aquele choro soluçado, que te arranca o fôlego? Nunca me esqueci das caras assustadas dos meus pais, que vieram correndo do quarto ao lado, desesperados, acreditando que houvesse acontecido algo de muito sério comigo. Eu tinha uns dez ou onze anos e, naquela época, não tinha ideia de como isso voltaria a se repetir muitas e muitas outras vezes.

Em pouco tempo, zerei o acervo da pequena biblioteca da minha escola. Minha sede por leitura era insaciável e, percebendo isso, meus professores começaram a me emprestar livros. Por causa deles, conheci José de Alencar, Joaquim Manuel de Macedo e Machado de Assis. Aos doze, li O Morro dos Ventos Uivantes, sem jamais imaginar que se tratava de um clássico.

Descobri um tempo depois que a biblioteca municipal da minha cidade possuía um setor de literatura infantil, onde era possível tirar uma carteira para pegar livros emprestados. Não pensei duas vezes. Ali, tive a oportunidade de ler obras que marcaram minha infância, como A Princesinha, O Jardim Secreto e a coleção do Sítio do Pica-pau Amarelo. Tudo isso antes de terminar o ensino fundamental.

E neste momento, você que teve a paciência de chegar até aqui, deve estar se perguntando: qual é o ponto, Mary? Calma, gafanhoto. Eu chego lá. Como boa beletrista, não sei ser sucinta.

De certo modo, meus professores exerceram o papel de blogueiro literário para mim, dizendo: “Lê esse aqui, acho que você vai gostar”. Mais de uma década atrás não existia essa pessoa que lê e conta suas experiências literárias para pessoas desconhecidas, de certo modo influenciando em suas escolhas.

E talvez seja por isso que tenho tanto receio da responsabilidade com o público leitor. Pensar que a minha opinião pode influenciar na decisão de centenas de pessoas, é assustador. Pensar que você, ou um colega seu, pode desistir de ler um livro, porque eu, em minha humilde opinião, o classifiquei como ruim, é aterrador.

Dificilmente direi que não indico um livro. O fato de eu não gostar de uma ou outra obra não significa que você também não irá gostar. Em vez disso, especificarei a quem indico determinado livro, a partir do que você busca para ler no momento.

Fico pensando: E se alguém deixar de ler um livro que eu não gostei, quando, na verdade, ela teria gostado? No geral, quando não gosto de uma leitura, tento fazer uma reflexão sobre ela. Por que motivo eu não gostei? Até que ponto a razão de não ter gostado é realmente um defeito ou resultado de um gosto pessoal? E sempre – SEMPRE – tentarei explicar para o meu leitor o que me incomodou na trama, ressaltando as preferências pessoais que podem ter influenciado na minha opinião.

Se como influenciador, o blogueiro carrega certa responsabilidade para com seu leitor; como intermediário na relação escritor/leitor, esse contato nos proporciona conhecer novos autores e obras que, de outra maneira, não teríamos interesse de buscar.

Quando entrei no Dear Book, por convite da Kleris, recebi dois livros que me foram desafiadores: P.S. Eu te amo e Loucamente sua.

O primeiro, conforme expliquei na resenha, eu já conhecia e, inclusive, havia tentado ler anos antes. Por imaturidade, bloqueio ou o que for, não consegui finalizar a leitura. Mesmo hoje, não saberia sugerir uma razão para tanto. Não obstante, se não fosse pelo blog, talvez eu nunca tivesse me proposto uma nova tentativa.

Com o segundo, a experiência foi um tanto diferente. Quando recebi aquele pacote e li a sinopse do livro, torci o nariz. Preconceito literário? Talvez. Como mantenho certas reservas com relação a livros eróticos – acredito que também tenha mencionado isso na resenha – por conta não só da construção de algumas tramas, mas também pela forma como são vendidos; iniciei a leitura com dois pés atrás. E descobri que estava bastante enganada. Hoje, Rachel Gibson é uma das minhas escritoras prediletas.

No ano passado, tive a oportunidade de representar o blog Dear Book no Planeta de Leitores, integrando a mesa ao lado de uma autora que admiro muitíssimo e que, por sinal, só conheci por causa do blog. Além de uma imensa honra, sentar ao lado de Mary Del Priore e poder conversar sobre uma obra tão fascinante quanto Beije-me onde o sol não alcança foi uma experiência inspiradora. Inesquecível.

Foram muitas e muitas surpresas.

Acredito que essa bibliodiversidade reflita diretamente sobre meus leitores, porque, quando acompanhamos uma determinada página, acabamos por nos identificar literariamente com certo resenhista. E vislumbrar a chance de ampliar o leque – e os horizontes, talvez – de uma quantidade indeterminável de pessoas é impressionante.


Mary Leite é advogada, especialista em Direito Previdenciário e beletrista por amor. Fisgada desde cedo pela literatura, aventura-se pelo mundo literário, desde o lado da leitura ao lado de quem rabisca uma e outra história. Séries, novelas e resenhas são, dentre outros incisos, seus pequenos e grandes vícios. Intuitiva, deixa-se guiar por onde a curiosidade levar.

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

#Indicação: cursos à distância na Universidade do Livro (@editoraunesp)



Por Kleris: Acho que já posso me considerar uma veterana nos cursos à distância da Universidade do Livro; iniciei a jornada em 2012 e não parei desde então <3 Quando se mora tão longe do eixo Rio-SP (ou não tem como se programar para aulas presenciais), recorrer a cursos EAD é uma boa opção. E a UNIL sempre parece atender meus grandes anseios.

Grande referência no mercado, a UNIL oferece cursos de formação e aperfeiçoamento dos profissionais do livro e demais interessados. De qualidade impecável, com uma excelente equipe de suporte, a plataforma é fácil de navegar, com guias informativos (do operacional) se preciso, e a cada ano vem melhorando a experiência. Gosto também como a equipe se apresenta solícita, seja em comunicação por e-mail, seja por comunicação na própria plataforma (nos fóruns e mensagens privadas).

As matérias são passadas semanalmente e contam com vídeo-aulas e texto de apoio, às vezes textos e vídeos complementares. Neles, o aluno confere entrevistas exclusivas com grandes profissionais escalados. Conheci muita gente bacana e acabei virando fã de diversos deles; guardo notas de todos, para além dos materiais. Todo o material, inclusive, fica disponibilizado em até algumas semanas após a finalização do curso, assim você pode se organizar melhor e repassar matérias. Pode consultar a bibliografia e glossário assim que iniciar o curso.

O aluno também é incentivado a interagir com os outros por meio dos fóruns. Mas as melhores aulas são, com certeza, as ao vivo, em que podemos falar com os professores e alunos durante uma videoconferência (são gravadas para posterior disponibilização). É preciso, no entanto, saber se você tem navegadores e programas compatíveis para melhor uso da plataforma – Firefox pra mim tem sido o melhor. Deixe anotadas suas perguntas (por menor que sejam), pois no momento das aulas ao vivo elas podem vir como tópicos para breve discussão. Em sua maioria, essas aulas são só para tirar dúvidas e sobre as matérias já repassadas. Mas podem rolar tópicos paralelos de boa, senão solicitar mais exemplos, cases e até documentos aos docentes.

As atividades são, em sua maioria, razoáveis. A depender do curso, vão explorar tópicos dissertativos, senão mais objetivos; nada fora do que está sendo tratado. As notas e comentários do tutor vão sendo upados ao sistema conforme correção. Como às vezes a turma pode ser grande, pode demorar um pouquinho. Mas vale a espera, pois tutores estão ali acompanhando seu desenvolvimento, atendendo e avaliando a todos.

O certificado sai geralmente umas semanas após a finalização do curso, em modo digital, para download, dentro da própria plataforma.

E os professores, cada um mais incrível que outro. São profissionais experientes do mercado que nos recebem com toda paciência e prazer de ensinar. Laura Bacellar, Márcia Signorini, Jiro Takahashi e Ibraíma Tavares foram alguns dos que já conheci <33

A minha dica final é: se você é iniciante na área do livro, comece por cursos gerais e então para os específicos. Isso porque, em alguns cursos, encontrei alunos que se perdiam na matéria por não ter a base/o conhecimento de um curso geral. Produção Editorial é, assim, o melhor para se começar.

E está com inscrições abertas!


Curso Produção Editorial – Formação à Distância (acesse aqui)

Sucesso consagrado junto ao público, o curso on-line sobre Produção editorial retorna à Universidade do Livro, braço educacional da Fundação Editora da Unesp, abordando os principais aspectos e questões da realização de uma obra até o momento de entrega dos arquivos completos à produção gráfica.

Durante 42 horas/aula, Laura Bacellar ministra o conteúdo que permite ao aluno adquirir uma visão abrangente da edição de um livro. Ela fala sobre o relacionamento entre os vários departamentos de uma editora, as responsabilidades dos produtores editoriais, os trabalhos extratextuais (capa, contracapa, orelha, folha de rosto etc.), os trabalhos com o texto (provas, diagramação, tradução, preparação e revisão), o relacionamento com os vários profissionais envolvidos no processo, entre outros tópicos fundamentais a se levar em conta na busca pela qualidade da elaboração de um livro.

Carga horária: 42 horas
Formação à distância
Datas: 16/fev a 18/mai
Inscrições até: 12/fev, 23h30
Valor: R$ 420,00

Prof.ª Laura Bacellar
Trabalha no mercado editorial desde 1983. Começou na Editora Paz e Terra como estagiária e já ocupou todas as funções editoriais – de produtora na Hemus a editora chefe na Brasiliense. Fundou e redigiu o primeiro selo editorial inteiramente dedicado às minorias sexuais, Edições GLS. Já foi editora em casas pequenas, como a Mercuryo, e grandes, como a Scipione. Sua especialidade é não-ficção, mas edita também paradidáticos, literatura adulta, literatura infantil e interesse geral. Escreveu três livros como ghostwriter e um com seu próprio nome Escreva seu livro – guia prático de edição e publicação, pela Editora Mercuryo. Adaptou cinco clássicos do inglês, Robinson Crusoé, Drácula, Sherlock Holmes, Frankenstein e Rei Artur, para a editora Scipione e escreveu uma outra obra infantil, Mini Larousse da educação no trânsito, para a Larousse do Brasil em 2005, Mantém o site www.escrevaseulivro.com.br, que é bastante utilizado por editores para instruir autores que os procuram. Atualmente trabalha como free-lancer para várias grandes editoras.


Veja também
Preparação e Revisão: o trabalho com o texto – Formação à Distância (acesse aqui)

Os profissionais que lidam com texto têm a oportunidade de se atualizar em mais uma edição do curso de sucesso Preparação e revisão: o trabalho com o texto, ministrado por Ibraíma Dafonte Tavares. O conteúdo é realizado em uma plataforma on-line e estará disponível de 22 de fevereiro a 03 de maio, totalizando 33 horas.

Dentre os assuntos abordados, estão o trabalho do preparador de textos e sua prática dentro de uma editora, as técnicas desenvolvidas na preparação e na revisão de provas, a padronização e uniformização de critérios editoriais e os limites de intervenção do preparador e do revisor visando ao aprimoramento da escrita.

Carga horária: 33 horas
Formação à distância
Datas: 22/fev a 03/mai
Inscrições até: 17/fev, 23h30
Valor: R$ 420,00

Prof.ª Ibraíma Tavares
Formada em Letras e está no mercado editorial desde 1988. Começou a carreira como revisora, no Círculo do Livro, trabalhou como tradutora e preparadora autônoma e durante três anos coordenou alguns canais de conteúdo da AOL Brasil. Foi editora-executiva da Editora Alaúde, que publica livros de não ficção, e de seu selo de literatura, o Tordesilhas. Apaixonada por livros e pelo trabalho de editar textos para publicação, nos últimos anos descobriu uma nova paixão: ensinar o ofício a quem se dispõe a aprendê-lo.


 Para informações sobre cursos já realizados, veja aqui.
Para sugerir cursos, acesse aqui.
Cursos abertos, aqui.

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Abrace um curso e garanta seu caderno. Você vai precisar!

Até a próxima o/
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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Interrogação #1 – Apostar no novo


Interrogação é uma coluna do Dear Book que recebe convidados para refletir o nosso momento enquanto ideias, hábitos, panoramas e manifestos culturais. A cada post, uma pergunta e uma opinião. Todo o conteúdo de resposta é de responsabilidade dos convidados. Sem periodicidade fixa, a coluna é organizada pela dear boss, Kleris Ribeiro.

E nesta estreia, eis-me aqui abrindo o caminho o/


Frente a tantas mudanças na área de mídias, comunicação e storytelling, 
o que representa para você apostar no novo?

K: No último ano, apostar no novo foi algo que me pegou. Por conta de umas questões de saúde, tive que pausar drasticamente diversas de minhas atividades (até com o blog!). Eu, que vivia ao modo de abraçar o mundo com pernas, braços, tudo, tive que aprender a sossegar. Parecia aquela inércia de ônibus no trânsito, que de repente está correndo, e então para, e você é jogado com toda a força da física para algum canto do veículo – isso se você não estiver se segurando bem. Então na minha cabeça, mesmo forçosamente parada, eu não conseguia ficar parada, mas ao mesmo tempo, não conseguia colocar nada pra frente. É um sentimento de frustração que, no mundo de hoje, é sem escapatória. Ao que parece, faz parte da nossa era.   

É necessário entender que, embora a palavra “motivação” signifique mover, movimentar, fazer com que haja ponto de partida para algo, ela é um estado interior. [...] Quais são as minhas razões para fazer o que faço? A resposta revelará a fonte da minha motivação.
Alguém externamente a mim também pode me estimular, fazer com que eu primeiro ganhe força no que estou fazendo, posso ser inspirado, animado, mas a motivação tem uma natureza na qual o ponto de partida é o próprio indivíduo.

Mario Sergio Cortella – Por que fazemos o que fazemos?

Por um bom tempo, essa frustração ficou me pedindo pra agir, fazer algo novo, impulsionar, me mexer. Tentar desafios até sem nem saber o que queria provar pra mim mesma, se era pra provar alguma coisa. Talvez só pela sensação de fazer parte de algo e descobrir algos mais no meio caminho. Pois é, já começava pensando errado, pensando mais em resultado do que em jornada, então, de novo, por outro bom tempo, parei para analisar isso. Bloqueei a enxurrada de coisas que surgiam no dia a dia e procurei o real problema. 

Divirta-se. Pense menos no resultado e curta o processo. E se tudo der errado, valeu pelo exercício. É preciso errar para aprender. [...] Permita-se alguns deslizes.

Cris Guerra – Moda Intuitiva 

Mas uma roupa tem a obrigação de valorizar quem a usa. Caso contrário, você não veste uma roupa, veste uma caricatura.
Cris Guerra – Moda Intuitiva

Quantas coisas nossas não estão pela metade, não é mesmo? Somos facilmente seduzidos pelas ideias que surgem de repente e facilmente detonados pelas exigências delas. Com grande frequência, estamos todos nos empurrando novos hábitos sem adotá-los de maneira natural. E se não se encaixa, por que estamos forçando tanto a barra? É aí que as razões não nos parecem mais certas quanto àquele primeiro momento delirante. E, fato é: ideias nunca nos faltam, embora logística e execução por si, isso sempre falta muito (vide este texto maravilhoso do Rodrigo van Kampen). Melhor dizendo, compromisso pelo que se assume.

A verdade verdadeira para se encarar é, por incrível que pareça, conhecer a si mesmo e apostar em algo coerente a si. Apostar em algo novo é, primeiro de tudo, tornar algo seu, sua cara, natural. Ao fazer parte da nossa rotina, esse algo vai nos alimentar com mais facilidade para alcançar os objetivos. Obrigação, por outro lado, assim como expectativas, é um grande vilão que costuma detonar esse processo – pois o ideal de prazer e diversão se esvai antes mesmo de nos satisfazer.

O que isso tem a ver com comunicação, mídia e até storytelling? Tudo!

Apostar no novo – e em qualquer área acho – não é trazer o diferente; é outra perspectiva sobre o já conhecido. Algo que cative, represente, envolva. Algo que está ali todos os nossos dias, às vezes não tão à vista, mas esperando ser lembrado. Por isso mesmo não queremos mais histórias em que reinam o maniqueísmo ou caricaturas, tampouco explorar clichês atrás de clichês; eles já não convencem, não encantam e nem chamam atenção. Queremos o verdadeiro. O que sempre esteve ali.

Apostar em algo novo vem, diversas vezes, em suprir uma necessidade. Nesse sentido, um novo projeto é como fazer um crossover: conectar e aproximar realidades e experimentar outras abordagens. Mas se comprometam com a ideia, procurem oportunidades, assumam riscos e busquem conhecimento. Ao ter noção de recursos e como usá-los, a gente move pessoas. A gente move qualquer coisa! E sabe-se lá aonde isso vai nos levar.

Não tem nada a ver com sorte. É um real trabalho gradual que dignifica nosso sucesso. É o aprendizado. 

O problema é que muitas vezes se esquece que para chegar a esse patamar há todo um processo desgastante, de uso do tempo e da vida, de esforço muito grande.

Mario Sergio Cortella – Por que fazemos o que fazemos? 

Estilo é sua verdade, sua marca, o que é só seu. É se colocar em tudo o que você faz. E quando você se coloca, a imperfeição aparece. Pronto. É você a perfeita imperfeição que garante o tempero que faltava.
Cris Guerra – Moda Intuitiva 
É muito difícil traçar o caminho que veio dar aqui, mas aconteceu e fui eu que o criei. 
Sophia Amoruso – Girlboss


Há algum tempo descobri como eu podia mover pessoas, conectá-las. As maneiras, diversas. Pelo blog, pelo Clube, pelo mundo afora. Estou experimentando e curtindo, e – quando possível – deixando expectativas de lado. As aventuras que vão me levando a outras e mais outras. E agora ao Interrogação, onde exploro perguntas que intrigam e compartilho o prazer de ler depoimentos. Espero que curtam também se encontrar com as pessoas que por aqui passarão. E, quem sabe, possam vocês levar algo delas consigo. 
Parece que vivemos nos alimentando das biografias alheias 
para dar conta da nossa. (Cris) Cris Guerra & Leila Ferreira – Que Ninguém Nos Ouça



Kleris Ribeiro é beletrista, produtora e agente cultural. Garota dos bastidores, se joga em marketing digital, comunicação e, recentemente, zines. Fascinada pelos mistérios do universo do livro, é administradora do blog Dear Book e diretora do Clube do Livro Maranhão. Fangirl, diz que mantém a cabeça nas nuvens e os pés no chão.

Redes sociais de Kleris

Obs: 
*storytelling: arte de contar história em qualquer mídia, de modo a envolver e se relacionar com seus leitores e seguidores. 

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Até a próxima interrogação!
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