terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Resenha: "Gay de Família" (Felipe Fagundes)


Sinopse: Diego espera tudo de ruim dos próprios parentes, mas tudo mesmo. Que o pai tenha uma segunda família. Que a mãe comande um esquema de tráfico humano. Que o irmão lave dinheiro. Por serem versados em todos os crimes do manual da família tóxica, Diego decidiu ser gay bem longe deles. E tudo vai muitíssimo bem, obrigado.

Porém, às vésperas de uma viagem aguardadíssima com amigos, seu irmão aparece implorando por um favor: que Diego seja babá dos três sobrinhos por um final de semana, crianças com as quais ele nunca conviveu. De olho na grana que o irmão promete pagar e acreditando piamente no seu potencial como tio, ele aceita a proposta sem imaginar que os pequenos são, no mínimo, peculiares.


O que a princípio parece moleza, mesmo envolvendo uma gata demoníaca, um amigo imaginário e um porteiro potencialmente sádico, acaba se revelando um desafio quando Diego percebe que terá que revirar seus sentimentos e provar que pode dar conta do recado, sem perder o rebolado que apenas um tio gay é capaz de manter.


Por Stephanie: Gay de família já era um título bem conhecido por mim, muito antes de eu iniciar a leitura. A história foi lançada, inicialmente, em formato de conto, que se expandiu e se tornou um romance depois de ter ganhado um certo hype pelos leitores. Vários amigos meus tinham lido o conto, e foram eles que me fizeram ter vontade de conhecer essa versão “estendida”.


Vou ser bem sincera com vocês: no começo, eu tive muita dificuldade de gostar do Diego. Na verdade, arrisco dizer que o achei bem insuportável, haha. Ele me lembrou de algumas pessoas que eu conheço na vida real, que são meio vazias, fúteis e sem muita personalidade. Até as piadas dele me deixavam desconfortável. Eu não sou o tipo de pessoa que espera sempre se identificar com os protagonistas dos livros, mas poxa, quando a pessoa é tão oposta assim, é puxado, né?


Felizmente, o melhor estava por vir. A chegada das crianças fez tudo valer a pena! Que personagens mais carismáticas, fofas e verossímeis. Já lidei com muita criança na vida e digo que praticamente todas as situações apresentadas pelo autor são totalmente possíveis de acontecer (ainda que com alguns exageros). Me diverti muito com o tom “Sessão da Tarde” das cenas com os sobrinhos de Diego, até porque o autor incluiu até uma pitadinha de mistério sobre um certo assunto que tem tudo a ver com esse tipo de história.


Outra coisa que gostei bastante foi a mensagem/crítica com relação às pessoas que dizem odiar crianças. Quando paramos para pensar, é realmente absurdo vivermos em uma sociedade em que crianças não são vistas como pessoas, a ponto de alguém se achar no direito de odiá-las só por existirem. Felipe Fagundes acertou demais aqui.


O humor de Gay de família sempre foi muito elogiado pelos leitores, e eu até tive momentos de risos sinceros, mas achei que em alguns momentos o tom humorístico se perdia um pouco e beirava o exagero. As referências, apesar de não serem excessivas, ficaram um pouco datadas, na minha opinião. Mas nada que traga um grande impacto para a experiência como um todo.


Os personagens como um todo são bem escritos e suas relações, muito críveis. Consegui imaginar o grupo de amigos de Diego com perfeição, bem como sua (complicada) família. O desfecho também soou muito real pra mim; é uma mistura muito bem feita de final feliz com uma pitada de pé no chão que fez todo o sentido para essa jornada.


Com certeza recomendo essa leitura, principalmente para quem não teve contato com o conto. Felipe Fagundes com certeza é um autor que ficarei de olho e acompanharei seus próximos lançamentos!


Até a próxima, pessoal!

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Resenha: "Herdeiro Diabólico" (Rachel Leigh)

 

Tradução: Malu Garcez

Sinopse: Ele está me arrastando para o inferno. Algo tão errado não deveria causar uma sensação tão boa. Eu conheci o diabo aos 14 anos de idade. Mesmo ele sendo apenas uma criança, estava determinado a fazer da minha vida um inferno. Aos 15 anos, eu o odiava.

Quando fiz 16 anos, eu me mudei para o mais longe que pude. Desde que parti, minha vida tem sido simples – pacífica e tranquila. Eu não tinha a menor intenção de voltar à Skull Creek. Até que a tragédia aconteceu e eu fui chamada de volta. Faz dois anos desde que vi o filho do meu padrasto. Eu esperava que ele tivesse mudado. Mas o diabo continua o mesmo.

Ele é arrogante e implacável. Manda na cidade com mãos de ferro. Por onde ele passa, as pessoas dão passagem. Agora a culpa dele está voltada para mim, assim como seu olhar opaco e escurecido pelo ódio. É hora de eu mostrar a ele que não sou mais a menina de antes. Se ele forçar a barra, eu empurrarei mais forte. Onde eu me curvar, ele quebrará. Desde que ele não encontre minha fraqueza, eu conseguirei sobreviver a isso. Ainda que minha fraqueza tenha se tornado diabólico.


Por Jayne Cordeiro: Penny fugiu da cidade de Skull Creek aos 16 anos, após um acontecimento perturbador. Além disso, ela não guarda boas memórias da cidade, ou do tempo que estudou lá, em companhia de Blaise, o diabo encarnado.  Ele sempre fez questão de infernizar a sua vida na escola, junto com seu grupinho de amigos. E tudo era pior, porque ela morava com o rapaz, já que ele era filho de seu padrasto.

Agora, ela está de volta, mas não pretende ficar por muito tempo. Penny quer aproveitar e entender o que realmente aconteceu anos atrás, mas Blaise não está disposto a facilitar para ela. Tudo o que ele parece desejar é que Penny desapareça novamente, mas ela está mais velha agora, e não está pensando em facilitar para ninguém.

"Herdeiro diabólico" é um lançamento da The Gift Box, e trata-se de um dark/Bully romance, então não espere um protagonista bonzinho e correto. Mas se você gosta desses gêneros, este livro é uma boa pedida. A escrita da autora é envolvente, e temos a oportunidade de acompanhar a história através dos dois personagens. Além das cenas mais pesadas envolvendo o bully, o livro trambém apresenta alguns mistérios, e um romance instigante e tenso.

Não gostei muito da Penny em alguns momentos, porque ela tinha a tendência a fazer exatamente aquilo que não deveria fazer, e que o leitor percebe que vai dar problema, mas ainda assim, não foi uma personagem chata, e você torce para ela conseguir se impor e dar um jeito nos inimigos. É um pouco estranho ver jovens com tanto poder dentro de uma escola ou cidade, mas não é algo incomum nesse gênero literário.

O livro me deixou bem curioso sobre as motivações escondidas de Blaise, e os segredos escondidos por vários personagens, e Blaise não pensa duas vezes em fazer o que quer. Ele consegue equilibrar entre aquele que não luga para ninguém e o capaz de tudo por quem se envolve. Como comentei, é um gênero de romance que foge do certinho, mas cumpri todos os requisitos do que promete. É uma leitura dinâmica, que prende o leitor, e que termina de forma bem satisfatória. Para quem nunca leu um bully romance, ele pode ser uma boa forma de começar.


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quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Resenha: "Família de mentirosos" (E. Lockhart)


Tradução: Flávia Souto Maior

Sinopse: Descubra o que aconteceu vinte e sete anos antes dos eventos narrados em Mentirosos, com uma narrativa igualmente viciante, trágica e envolta em mistérios.

Não é fácil para Carrie ser a principal herdeira da família e carregar todas as expectativas que vêm junto com seu sobrenome. Para ser uma Sinclair perfeita, ela não deveria demonstrar emoções ― nem mesmo o sofrimento profundo pela morte recente de sua irmã caçula. Para ser uma Sinclair perfeita, deveria se submeter à cirurgia na mandíbula que seus pais insistem que ela faça, mesmo que isso lhe renda dolorosas semanas de recuperação ― e um vício em analgésicos.

No verão de seus dezessete anos, a família vai para Beechwood, a ilha particular onde sempre passa as férias. Mas, dessa vez, há algo de diferente: entre os visitantes da ilha está Pfeff, um garoto que mexe com os sentimentos de Carrie. Mas esse relacionamento está longe de ser um conto de fadas ― e essa história dificilmente vai acabar em um “felizes para sempre”.

Por Stephanie: Eu sou uma defensora de Mentirosos. Na época do lançamento, li e amei demais, fiquei mega surpresa com as reviravoltas e panfletei horrores a leitura. Portanto, obviamente fiquei super animada quando soube do lançamento de Família de mentirosos, um prequel da história que tanto me marcou há quase dez anos. Apesar de ter achado que a autora não perdeu totalmente a mão da escrita, sinto dizer que as minhas expectativas possam ter estragado um pouco a minha experiência ao ler esse lançamento.

O livro nos apresenta uma geração anterior àquela que conhecemos em Mentirosos. Vamos acompanhar um novo grupo de adolescentes passando um verão na ilha majestosa da família Sinclair, cercada de tudo de melhor que o dinheiro pode oferecer.

Eu não me incomodei e nem achei difícil acompanhar esse novo grupo de personagens; na verdade, achei todos até interessantes e verossímeis. Carrie, nossa protagonista, às vezes irrita um pouco, mas nada fora do normal para uma adolescente rica.

Pfeff é o mocinho típico de livros YA, bem rebelde sem causa. Ele me deu nos nervos um pouco, principalmente em uma certa cena que desencadeia acontecimentos mais dramáticos, mas, fora isso, não me surpreendeu.

Um ponto interessante do livro é a inclusão, ainda que mínima, de representatividade. Gostei de ver um esforço da parte de Lockhart e não ficou soando como algo forçado ou que estava ali apenas para cumprir uma cota.

Agora, o que mais me desagradou na obra foi definitivamente o desenvolvimento do meio para o final. Assim como em Mentirosos, há um mistério a ser desvendado, e os caminhos que a autora escolheu para seguir me soaram muito parecidos com os do livro anterior. Não estou dizendo que os acontecimentos se parecem, e sim que o rumo das situações se assemelha, deixando tudo bastante previsível (e se tem uma coisa que Mentirosos não foi pra mim, é previsível).

Por fim, acabei achando Família de mentirosos um livro morno. Tinha muito potencial, mas foi desperdiçado pela previsibilidade. Gostaria apenas de deixar um alerta: não leia esse livro sem antes ler Mentirosos, pois ele conta o final da história! A própria autora dá esse conselho nas primeiras páginas, mas é bom reforçar.

Até a próxima, pessoal!


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quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Resenha: "Heartstopper - Volumes 3 e 4" (Alice Oseman)

Tradução: Guilherme Miranda

Por Stephanie: Heartstopper é uma história para aquecer os corações mais gelados. Nos dois primeiros volumes, somos apresentados a Charlie e Nick, bem como a seus amigos que já nos conquistam logo de cara. Desde o primeiro quadrinho, eu já sabia como seria uma jornada especial, e nos últimos dois lançados por aqui eu só pude confirmar ainda mais como eu amo essa história e tudo o que ela representa.

Em “Um passo adiante” – como o próprio título sugere –, vemos os primeiros acontecimentos do relacionamento dos dois protagonistas, agora oficialmente. É muito gostoso acompanhar o desenvolvimento e amadurecimento de ambos, como eles vão aprendendo a estar juntos e a enfrentar os desafios que se apresentam no início de qualquer namoro (e outros que são específicos de um namoro entre dois meninos).

Alice Oseman sabe como ninguém escrever uma história leve sem ser boba demais. Ela insere com delicadeza assuntos mais sérios, sem nunca perder a mão. Eu gostei muito de todo o enredo, mas não sabia que o melhor ainda estava por vir.


“De mãos dadas” aprofunda ainda mais não só o relacionamento de Nick e Charlie como também as temáticas (e aqui cabe até um aviso de gatilho para transtornos alimentares). Adorei acompanhar a jornada principalmente do Nick, que passa por tantas situações novas e confusas neste volume. O final, apesar de mais triste do que o dos outros, é perfeito para ilustrar o drama vivido por Charlie e as dificuldades que as pessoas à sua volta também enfrentam, ainda que de forma indireta.

Mais uma vez, a autora trata tudo com sutileza e ainda assim, muita responsabilidade. O quarto volume da série se tornou meu favorito, juntamente com o segundo. Mas eu amo todos e recomendo demais a leitura!

Até a próxima, pessoal!


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segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Resenha: "Bully King - O rei da escola" (Andi Jaxon)

 

Tradução: Allan Hilário

Sinopse: Sou o filho do pastor.

Ele é o famoso quarterback de um pequeno colégio do Kentucky.
Enquanto a cidade o venera, rezo para que Deus tire minha vida.
Ele me inferniza ao me atacar.
Este nosso jogo perverso pode acabar com nós dois.
Como é possível, algo parecer tão certo e tão errado ao mesmo tempo?
O preço, se a verdade for descoberta é a morte, mas não consigo parar.
Nem ele. Ninguém pode saber.


Por Jayne Cordeiro: "Bully King" é o primeiro livro da Andi Jaxon aqui no Brasil, e ele trás Jonah, um rapaz que é filho de um pastor rígido, e que precisa lidar com o segredo de que é gay. Ele e família acabou de se mudar para uma cidade que possui o mesmo pensamento rígido e preconceituoso que o seu pai. Para piorar tudo, ele acaba sendo alvo do garoto mais famoso da escola, Roman King. O quarterback do time da escola, a quem parece ser permitido tudo.

Ao mesmo tempo que Roman faz de tudo para infernizar a sua vida, existe uma atração que Jonah não consegue evitar. E quando esse sentimento é recíproco, isso só coloca ainda mais perigo para os dois.

Preciso começar dizendo que este livro aborda alguns possíveis gatilhos, como abuso, violência doméstica,  relação com consentimento dúvidoso, suicídio e bullying. Não é uma história para qualquer gosto. Aqui, um dos mocinho é cruel, agressivo e dominador, apesar de evoluir bastante no decorrer do livro. A história também trás um tema forte, ao abordar como um jovem gay lida com o estigma de uma cidade e a necessidade de se esconder, para ser aceito.

Temos também várias questões envolvendo a família e como nos sentimos em relação a eles, independente do tratamentos que recebemos. Além de toda a carga dramática, o livro é um hot com tudo o que tem direito, cheio de cenas de incendiar o colchão. Me surpreendi muito com a autora, pois achei sua escrita envolvente. Fiquei muito animada em ler outras obras dela, e espero que a editora decida trazer outros livros, incluindo um que envolve um personagem de "Bully King".


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segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Resenha: "O assassino do rei" (Robin Hobb)

 

Tradução: Jorge Candeias

Sinopse: Filho bastardo de um príncipe, Fitz cresceu desprezado pelos nobres da corte de Torre do Cervo, mas era considerado importante demais para ser dispensado pelo rei. Por isso, ainda muito jovem, ele é convocado e treinado para se tornar um espião e assassino a serviço da realeza.

Em O assassino do rei, Fitz acabou de sobreviver à sua primeira missão, mas foi por pouco. Fraco e doente, ele está prestes a quebrar seus votos de fidelidade ao rei e fugir da vida que o aguarda na corte, mas tramas sombrias o atraem de volta à Torre do Cervo.

O rei está doente e o príncipe-herdeiro precisa assumir a responsabilidade de proteger os Seis Ducados dos constantes ataques dos Salteadores dos Navios Vermelhos, um povo brutal que incendeia vilas e destrói a mente de qualquer aldeão capturado. Apenas Fitz está atento às perigosas armações políticas se espalhando na corte; por isso, o destino do reino pode estar em suas mãos. No entanto, salvá-lo requer o maior sacrifício de todos.


Por Jayne Cordeiro: "O assassino do rei" é o segundo livro sa trilogia "A saga do assassino", que está sendo relançada pela editora Suma. Fitz sobreviveu a sua primeira grande missão, mas um grande custo. Agora ele precisa voltar para Torre do Cervo, buscando evitar uma trama que pode colocar em risco o trono e todo o reino, enquanto ainda deve questionar seu papel e futuro como assassino do rei, e como isso pode pedir sacrifícios importantes.

Eu gostei muito desse segundo livro. O primeiro é um pouco mais parado, até porque ele é uma introdução ao universo da história e mostra todo o processo de formação do Fitz como espião e assassino. Agora ele já está mais maduro e demonstrando suas habilidades e novos poderes,  o que torna tudo mais interessante. Apesar das 600 páginas, o livro não é monótono e consegue prender o leitor durante toda a leitura. É uma história recheada de intrigas políticas,  segredos e reviravoltas. Além de personagens complexos e várias cenas de ação, com lutas e uso de magia.

Ao final do livro, o leitor vai ficar ainda mais ansioso para saber quais serão os próximos passos do protagonista, e como será o destino desta aventura. Não chega a ser uma leitura rápida, mas me deixou ansiosa e agitada em vários momentos, espera do atitudes que as vezes vinham e outras não. Como livro de fantasia, esta trilogia da Robin Hobb tem se mostrado um grande achado, e vai garantir uma leitura completa para o leitor.


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sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Resenha: "O Domínio de um rei" (Rina Kent)

 

Tradução: Ana Carolina Consolini

Sinopse: Poderoso. Intocável. Corrupto. Ele é bem mais velho que eu, e marido da minha falecida irmã. Eu era uma criança inocente quando o conheci, e pensei que ele fosse um deus. Agora preciso enfrentá-lo para proteger a minha empresa de seu controle cruel. Mas o que não imaginei, é que declarar guerra ao rei me custaria tudo. Jonathan não se contenta em ter o que cobiça, ele precisa dominar. Agora eu sou seu alvo de desejo. Ele não quer apenas meu corpo. Ele quer consumir meu coração e minha alma. Eu luto contra, mas não tenho como escapar do domínio do rei…


Por Jayne Cordeiro: Em "O domínio de um rei" somos apresentados a Aurora. Após sua empresa sofrer um golpe, que pode fazer ela perder tudo, Aurora precisa recorrer a alguém que pode colocar em risco tudo do que vem fugindo nos últimos anos, incluindo o seu passado. Não estava nos planos dela, acabar devendo a Jonathan, um magnata focado em controle, e que está disposto a tudo para colocar Aurora exatamente onde ele deseja. Mas ela não vai se deixar dominar, mesmo que isso a coloque de frente contra esse homem que a atrai, ao mesmo tempo em que a faz querer fugir.

Temos aqui um romance instigante e sombrio, recheado de cenas quentes, com dois personagens que não dispostos a ceder. Se você gosta de um protagonista rico, atraente, dominador, sem escrúpulos e disposto a ter o que deseja, esse é o livro certo. Agora se você não gosta desses romances em que o homem é dominador, que a mocinha se sente atraída demais para ir contra, pode ser que prefira pular este livro aqui. Como eu sou do primeiro grupo, que não resiste a um homem poderoso, eu adorei este livro. Aurora é uma mulher forte, com um passado difícil de superar, e que equilibra momentos de fragilidade e fortaleza. E apesar de por questões especificas, precisar se submeter a desejos de Jonathan, ela não faz isso sem lutar.

Os dois personagens carregam seus dramas, e possuem um passado complicado em comum. Jonathan consegue perceber coisas em Aurora que ninguém mais vê, e com seu seu modo de agir, ele consegue obrigar que ela saia da caixa que acabou criando ao seu redor. Apesar de ser um livro com menos de 250 páginas, muita coisa acontece nele, com mistérios, assassinatos, romance, dramas familiares e cenas bem quentes. O livro acaba em um momento de ápice, para que o leitor fique ansioso para seguir para o segundo, e último livro, dessa duologia. Foi uma leitura rápida, dinâmica e atraente. Super recomendo!


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sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Resenha: "Carrie Soto está de volta" (Taylor Jenkins Reid)

 

Tradução: Alexandre Boide

Sinopse: A tenista Carrie Soto se aposentou no auge, com a tranquilidade de ter atingido um recorde imbatível: foram vinte títulos Grand Slam conquistados ao longo de sua carreira. Mas apenas cinco anos depois de seu retiro das quadras, ela assiste Nicki Chan igualar sua marca, trazendo a sensação de que seu legado está comprometido.

Disposta a chegar aos seus limites, Carrie tem o apoio de seu pai, Javier, ex-tenista que a treina desde os dois anos de idade. Ele parece ter seus próprios motivos para incentivar a filha nesta última temporada que promete desafiar ambos num jogo que exige tanto física quanto mentalmente.


Por Jayne Cordeiro:  Carrie Soto é uma tenista de sucesso, recordista com 20 Grand Slams conquistados. Após cinco anos que se aposentou das quadras, ela vê outra tenista igualar a quantidade de prêmios que levou a vida inteira para conquistar. Mesmo com todos lhe dizendo que ela não tem condições de voltar a ativa, Carrie decide competir novamente, e reconquistar seu recorde, com a ajuda do seu pai, Javier, um ex-tenista que sempre a incentivou ao tênis desde pequena.

Eu não sabia muito o que esperar deste novo livro da Taylor, mas como sempre, ela superou todas as minhas expectativas, apresentando uma história real, agridoce e cheia de mensagens importantes sobre a vida. E aqui não seria diferente. Uma atleta que sempre viveu para aquele esporte, e que sempre focou tanto em números e em ser a melhor, mesmo que isso a fizesse não ter companhias ou ser querida entre o público. E agora ela precisa voltar a treinar, superar os obstáculos do tempo, idade e da própria mente.

Eu não estava muito conectada no começo da história, porque não parece ter muitos motivos para gostar da Carrie. Ela parece não ligar para ninguém, se acha a melhor de todas, e não aceita que outra pessoa pode chegar aos números dela. Mas com o tempo vamos conhecendo a trajetória dela, desde criança, sendo ensinada pelo pai, e sendo moldada na atleta que seria no futuro. Carrie é uma personagem interessante, cheia de qualidades e defeitos. Uma pessoa que parece fria e rígida, mas que também é forte, decidida, amiga e muito apegada ao pai.

"Carrie Soto está de volta" é um livro sobre esforço, superação e família. É também uma história sobre se encontrar, já estando na vida adulta, e sobre como precisamos nos reinventar e aceitar as mudanças que surgem. É muito fácil torcer junto com a Carrie, e se sentir eletrizado com as cenas descrevendo os jogos. A autora aprofundou bem no esporte, e o leitor vai se sentir bem inserido nesse universo. Dando um gostinho de livros anteriores  da autora, temos alguns trechos contatos por jornalistas e comentaristas de esporte. E ainda posso dizer que também vai ser possível ter um gostinho de romance e até a possibilidade de lágrimas. É uma leitura, que com certeza recomendo.


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sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Resenha: "Presa" (Kimberly Knight)

 

Tradução: Allan Hilário

Sinopse: Antes de Zell nascer, seu destino foi selado.

Mantida em cativeiro em um arranha-céu com vista para a cidade de Nova York desde os doze anos, ela não tinha amigos da sua idade, nenhuma vida fora da cobertura e absolutamente nenhuma escolha própria. Mas o que ela não percebeu foi que a torre onde perdeu sua liberdade um dia se tornaria sua salvação. Seu príncipe chegaria, eles se apaixonariam e elaborariam um plano para ela escapar, então poderiam viver felizes para sempre.

Se fosse assim tão fácil.

Toda garota sonha que sua vida se torne um conto de fadas, até mesmo Zell, cujo conhecimento sobre romance vinha apenas dos livros que roubou de outras garotas no bordel.

Em um mundo onde sexo, drogas e manipulação são tudo que ela conhece, o único conto de fadas que a pobre Zell suportaria seria sinistro…

Porque a liberdade sempre tem um preço.


Por Jayne Cordeiro: Em "Presa" conhecemos a jovem Zell, uma garota que sempre viveu reclusa na cobertura de um edifício em Nova York. Nas poucas vezes em que saiu, ainda criança, só era permitida uma visita até o parque do outro lado da rua, e sempre acompanhada. Agora perto dos 18 anos, faz anos que ela sequer consegue sair do apartamento. Tudo o que ela mais deseja é a liberdade, mas ela não sabe que isso pode vir com um preço.

Frankie Russo é herdeiro de um negócio grande e lucrativo, mas também criminoso. Ele sabe das coisas erradas com o qual seu pai lida, e seu maior desejo é se afastar de tudo isso. Mas não parece algo fácil, quando seu pai decide colocar o filho nos negócios, e Frankie acaba conhecendo Zell. Uma jovem bonita e inocente, que nunca teve a chance de conhecer o mundo. Será que Frankie ainda vai conseguir sair dessa vida e talvez ajudar Zell também?

"Presa" é um livro que eu peguei com muitas expectativas. A sinopse original não tem muita informação,  além do fato de Zell viver presa em uma torre, uma referência proposital à Rapunzel, e que o homem entraria na sua vida, e também uma liberdade que custaria caro. Já tinha varias ideias sobre como essa história se desenrolaria. Mas o livro seguiu para um lado que eu não esperava. Isso poderia ter sido ótimo  mas acabou não sendo.

Apesar de lidar com temas que são pesados, como assassinato, drogas e abuso sexual, o livro é super leve, encontrando respostas fáceis para problemas que dariam muito mais história. A rapidez com que os acontecimentos aconteciam, deixava a história superficial e um pouco irreal. A escrita da autora também não me conquistou, porque ela não aproveitava para desenvolver bem os acontecimentos.

A protagonista é boba, apesar de isso ser justificado com sua criação,  mas o poderia ter dado oportunidades para ela crescer, e isso não acontece. O mocinho é até interessante, mas também mal aproveitado. Na verdade, senti esse problema sobre tudo no livro, apesar de ter um enredo em si, muito bom.

A ideia do livro é boa, e adoraria se a autora tivesse aproveitado para desenvolver mais os personagens e reviravoltas. Por outro lado, o livro é curto, e dá para ler muito rápido. A história até consegue prender o leitor, mas a leitura acaba com aquela sensação de que dava para ser melhor.


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segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Resenha: "Vê se cresce, Eve Brown" (Talia Hibbert)

 

Tradução: Lígia Azevedo

Sinopse: Eve Brown não tem nada sob controle. Pouco importa o quanto ela se esforce, sua vida parece sempre ir na direção errada, tanto que ela já parou de tentar. Mas arruinar uma festa de casamento é demais até para Eve, e seus pais decidem dar um basta. É hora de ela crescer e se provar capaz de se sustentar, mesmo que não saiba como…

Jacob Wayne, por sua vez, está sempre no controle de tudo. Dono de uma charmosa pousada, ele não aceita nada menos que a perfeição. Assim, quando uma mulher de cabelo roxo que mais parece um tornado se candidata ao cargo de chef no estabelecimento, ele é brutalmente honesto: nem por cima de seu cadáver. Então ela o atropela com o carro — supostamente por acidente. Claro.
Agora, o braço de Jacob está quebrado, sua pousada não tem funcionários, e Eve está zanzando ao seu redor, tentando ajudar. Parece um pesadelo, mas, quanto mais tempo esses inimigos passam juntos, mais a animosidade entre eles se transforma em outra coisa. Assim como Eve, o fogo entre os dois é impossível de ignorar — e está ameaçando derreter o exterior gelado de Jacob.

Por Jayne Cordeiro: "Vê se cresce, Eve Brown" é o último livro da trilogia das irmãs Brown. Agora é a vez de acompanharmos a caçula da família, Eve, que já passou por várias carreiras e empregos, mas nunca ficou em nenhum deles por muito tempo. Dessa vez, em sua última tentativa, Eve acaba causando uma confusão em um casamento que estava organizando, e seus pais decidem que é preciso dar um basta e obrigar a filha a se decidir de vez. Agora Eve está por conta própria, sem a ajuda dos pais, e precisa arranjar um emprego e assumir responsabilidades.

É nessa busca, que Eve acaba conhecendo Jacob Wayne, o dono de uma pousada, e que está sempre no controle, buscando a perfeição. Ele precisa urgentemente de uma cozinheira, mas não tem a menor chance de ele contratar a mulher de cabelos roxos, que parece ser um imã para problemas. E é exatamente isso que acontece: ele acaba sendo atropelado por Eve, e arranja um braço quebrado, o que vai impedir que consiga tomar conta da pousada, e precisar imediatamente de um funcionário, e Eve é a única opção que lhe resta. O tempo que passam juntos, acaba mostrando mais dos dois, e também, levando ao surgimento de sentimentos inesperados.

Eu gostei muito dos livros anteriores, e já imaginava qual seria o clima deste aqui. A escrita da autora continua gostosa, envolvente e bem divertida. Ela consegue pegar temas interessantes e colocar no fundo, sem precisar deixar explicito ou trazer para a frente da cena. Gostei de como ela abordou temas como espectro autista e amadurecimento, de forma leve e tranquila. Há também um bom dialogo sobre diferenças e de como nem sempre temos que nos basear no ritmo dos outros, e o papel da família na formação de cada um. 

Adorei os protagonistas. Imaginava que a Eve seria uma personagem infantil, mas na verdade ela é altruísta e focada. Jacob é aquele homem bonito e ranzinza, que depois amolece e a gente se apaixona um pouco mais. Os diálogos dos dois são ótimos, e garante várias risadas. E quando as coisas esquentam, eles são explosivos juntos. Conhecemos outros personagens que garantem bons momentos, e temos a chance de rever toda a família Brown e adicionais, o que proporciona uma ótima conclusão.

É uma leitura fácil e e rápida, leve e divertida, com uma boa dose de romance. Foi um livro que manteve o nível da série, e trás uma conclusão condizente com toda a apresentação da autora. Como acontece nos outros livros da série, é legal ver personagens femininas que fogem daquele estereótipo que vemos sempre. Se você gosta de comédias românticas, com personagens que fogem do esperado, essa trilogia é uma parada obrigatória.



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segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Resenha: "Danificados - Série Lilke Us" (Krista e Becca Ritchie)

 

Tradução: Taís Guerra

Sinopse: Não namore seu guarda-costas. Era a única regra que ele não podia quebrar, mas… Maximoff Hale é uma força da natureza. Aos 22 anos, o bilionário alfa sabe como lidar com a fama, a perseguição dos fãs de todas as idades e os paparazzi. Ele é o irmão presente e o primo amigo. Ele se preocupa com tudo e com todos. Nascido em uma das famílias mais famosas do país, seu status de celebridade começou no nascimento. Ele é, praticamente, da realeza americana. Agora, ele terá de conviver com um novo guarda-costas 24/7, que é ninguém menos que seu crush da adolescência. Farrow Keene, de 27 anos, tem um trabalho: proteger Maximoff Hale. Treinado em MMA, graduado em Yale e todo cheio de tatuagens e piercings, ele tem a reputação, entre os membros da equipe de segurança, de ser aquele que sempre burla as regras. No entanto, uma, ele não poderia quebrar: envolver-se com seu cliente. A convivência exige confiança e cumplicidade, e logo eles não conseguem esconder a atração que sentem um pelo outro. Expor essa relação pode significar consequências catastróficas para eles, para a família e para os negócios, e revelar que como qualquer ser humano, eles também têm um lado danificado.


Por Jayne Cordeiro: "Danificados" é o primeiro da série "Like Us", das autoras Krista e Becca Ritchie. Essa série, junto com outras duas, giram em torno da mesma família,  pegando duas gerações diferentes, e cada livro pode ser lido independente. Este primeiro livro é focado em Maximoff Hale, o herdeiro mais velhor da família Hale, um jovem de 22 anos, que apesar de vir de uma família bilionária, já é diretor de uma organização que arrecada milhões para a caridade, e está sempre disposto a fazer tudo pela sua família. Essa mesma família é considerada a realeza americana, onde todos são seguidos 24 hs por tabloides e fãs. Por isso que cada membro conta com um segurança ao lado o tempo todo. No caso de Maximoff, o único segurança que teve por toda a vida está se aposentando, e acabam contratando o seu crush da adolescência para ocupar seu lugar.

Farrow Keene conhece a família Hale desde sempre, já que seu pai é o médico da família, agora ele faz parte da equipe de seguranças que cuida de todos e foi colocado para ficar 24 hs do lado de Maximoff. Os dois sempre se alfinetaram, e conhecem um ao outro melhor do que ninguém. Isso é bom, mas também vai dificultar que eles cumpram uma das principais regras: sem envolvimentos entre cliente e guarda-costas. O convívio torna a atração dificil de controlar e acabam tornando os dois cada vez mais íntimos, e eles sabem que isso pode causar problemas para todos.

Eu peguei esse livro sem expectativas nenhumas, apesar de adorar um romance homoafetivo. E terminei esse livro apaixonada pelos protagonistas e por toda essa grande família. Adorei com as autoras nos apresentaram a cada parente, com suas peculiaridades, e com a forma como cada um lida com a fama que a família carrega. A interação de todos com os seguranças também é ótima, e dei várias risadas com todos esses personagens.

Maximoff é um personagem que me surpreendeu muito, porque ele tem apenas 22 anos, mas é muito maduro, responsável e decidido. Farrow já é mais despojado, menos preocupado que o Maximoff, e isso dá o equilibro certo entre os dois. Os diálogos deles e todas as cenas desses dois é instigante e não dá para largar. O livro também trás temas bem interessantes, apresentando personagens que lidam com vicios e com os males da fama e exposição. Mostrando que os problemas existem, mesmo para quem tem dinheiro.

O leitor acaba esse livro encantada com essa família e seus guarda-costas. É uma história com várias referências pop, como super heróis, Harry Potter e Senhor dos Anéis, também várias cenas e diálogos divertidos, fãs sem noção, romance e cenas hots. É uma leitura que fui muito bem e que o leitor não vai conseguir parar de ler.


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sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Resenha: "A Estratégia do Charme" (Alison Cochrun)

 

Tradução: Vitor Martins

Sinopse: Dev Deshpande tem o trabalho dos sonhos: como o mais bem-sucedido produtor da história do reality show Para Todo o Sempre, ele cria contos de fada e ajuda os participantes a viverem uma história de amor perfeita. Mas seu histórico impecável fica ameaçado quando Charlie Winshaw é escolhido como protagonista da nova temporada. No papel, o empresário e prodígio da tecnologia parece o Príncipe Encantado perfeito, mas, na realidade, Charlie é o pesadelo dos produtores ― ele não acredita em amor verdadeiro e só aceitou participar do programa para recuperar sua imagem profissional após alguns incidentes.

Enquanto o programa os leva para destinos paradisíacos ao redor do mundo, Dev tenta ajudar Charlie a se conectar com alguma pretendente. No entanto, conforme os dois se aproximam, fica claro que a química entre eles não pode ser ignorada. Agora, precisam decidir qual história de amor contar: a que Dev fabricou diante das câmeras ou a que viveu com Charlie nos bastidores.


Por Jayne Cordeiro:  Dev é produtor do reality show "Para todo o sempre", e acredita que apesar de todos as armações e criações, o programa tem como objetivo ajudar o protagonista a encontrar o amor. Há anos que ele trabalha na produção do show, e sabe que é reconhecido pelo seu desempenho. É por isso, que ele acaba tendo que tomar conta do protagonista da nova temporada do programa, Charlie, que apesar de ser muito bonito e rico, é desengonçado, sem nenhuma habilidade de interação social e cheio de manias. Dev sabe que precisa se aproximar do outro, e entender como pode deixar Charlie mais a vontade para participar do programa.

Dev sabe que se as coisas correrem bem, Charlie pode realmente encontrar seu grande amor no reality show. Mas Charlie não acredita que isso seja possível, e também ninguém sabe como será o final do programa, quando várias surpresas vão surgindo no decorrer das gravações, e a relação entre Dev e Charlie vai ficando cada vez mais intima. Os dois vão realizar várias descobertas pessoais e também terão que decidir o que vai prevalecer, se o roteiro do show ou os bastidores.

Eu posso dizer que gostei muito desse livro. Ele é divertido, mas com uma boa dose de drama, além de tratar de diversos temas interessantes. Temos representatividade com a presença de vários membros da comunidade LGBTQIA+, e debates sobre o que a TV escolhe mostrar ou como os programas seguem o padrão estereotipado. Também há temas abordados, como ansiedade, depressão, sexualidade e as dificuldades de se relacionar com os outros.

Os protagonistas são interessantes, divertidos, e tem uma química enorme juntos. Vale a pena acompanhar qualquer cena desses dois. As relações com os personagens secundários também são ótimas, e ajudam a conquistar ainda mais o leitor. A história segue um bom ritmo e a escrita da autora é muito envolvente. Não consegui largar o livro até terminar. É uma ótima pedida para quem gosta de uma comédia romântica, e bem com cara de realidade, mas com aqueles situações que só vemos em uma boa comédia romântica.

Para quem gosta de acompanhar reality shows, essa é a oportunidade de fazer uma imersão nos bastidores de show de TV, e você vai se sentir como se estivesse verdadeiramente participando de um.  É uma ótima recomendação para quem gosta do gênero.


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segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Resenha: "Mais uma vez, o amor" (Lisa Kleypas)

 

Tradução: Ana Rodrigues

Sinopse: Lady Aline Marsden foi criada para um único objetivo na vida: conseguir um casamento lucrativo com alguém de sua própria classe social. Mas, em vez de cumprir seu destino, ela preferiu entregar sua inocência a John McKenna, empregado da propriedade de seu pai.

A transgressão impetuosa dos dois foi imperdoável. Por causa dela, John foi mandado embora e Aline foi mantida na casa da família no campo, privada do convívio com a sociedade londrina.

Doze anos depois, McKenna se transformou em um homem rico e poderoso. E ele está de volta, com sua beleza indomável e impressionante, determinado a se vingar da mulher que destruiu seus sonhos românticos.

Só que a paixão entre os dois não se apagou, e logo volta a arder mais forte do que nunca. Agora McKenna precisa decidir o que é mais importante: levar até o fim seu plano cruel ou entregar seu coração de novo a seu primeiro e único amor.


Por Jayne Cordeiro: Em "Mais uma vez, o amor" conhecemos Lady Aline Marsden, filha de um membro da aristocracia inglesa, que cresceu no interior, sempre em companhia de John McKenna, um empregado na propriedade do pai dela. Os dois cresceram juntos, e não teve impedir que os sentimentos entre os dois evoluíssem para algo romântico. No fundo, os dois jovens sabem que não podem ficar juntos, pois são de classes muito diferentes. Mas é impossível resistir ao coração, e após serem descobertos, McKenna foi expulso da propriedade e Aline teve que se tornar reclusa.

Doze anos depois, McKenna retorna a propriedade, mas agora como um homem rico e cheio de desejo por vingança. Ele pretende conseguir o que lhe foi privado anos atrás, e se vingar da mulher que arrasou seu coração. Mas quando os dois se reencontram, eles percebem que seus sentimentos estavam apenas adormecidos.

Eu sou apaixonada pela Lisa Kleypas, e considero a escrita dela ótima, dentro do gênero do romance de época. Ela consegue trazer uma história envolvente, que se passa bem dentro do gênero, e ainda com um envolvimento rápido dos protagonistas. E esse livro tem algo que gosto muito como premissa, que é quando o casal já tem uma história anterior, um passado. Isso já faz com que a história flua bem melhor, sendo que aqui, ela ainda permite que vejamos a juventude dos dois, antes do reencontro.

Outra coisa que achei bem interessante nesse livro, é que pela primeira vez eu vi um romance de época que trouxe dois casais ao mesmo tempo, mesmo que um, com protagonismo menor. Nos romances de época, costumamos ver um casal e talvez a menção de personagens que vão aparecer em outro livro, mas aqui temos o foco maior em Aline e McKenna, mas também da irmã dela e outro personagem. E é um casal que consegue se destacar bem, podendo até ser o favorito de alguns leitores.

A história é envolvente, os personagens possuem ótima química juntos também. Como todo romance de época, tem uma história simples, que sabemos para onde vai, mas ainda assim consegue prender o leitor, com cenas românticas, bons diálogos, e uma leitura gostosa e leve, que garantem uma boa diversão. 


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sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Resenha: "Eu beijei Shara Wheeler" (Casey McQuiston)

 

Tradução: Guilherme Miranda

Sinopse: Chloe Green está a um passo de terminar o ensino médio e deixar False Beach, a cidadezinha ultraconservadora onde vive, para trás. Mas, antes disso, ela tem um último objetivo a cumprir: ser eleita a melhor aluna do colégio e a oradora da turma. Seu único obstáculo? Shara Wheeler, a garota mais popular da cidade, que arranca suspiros por onde passa.

Só que, faltando pouco mais de um mês para a formatura, Shara simplesmente desaparece. Todos são pegos de surpresa, mas Chloe tem um motivo a mais para ficar chocada: um dia antes, Shara a tinha beijado na boca sem maiores explicações.
Decidida a encontrá-la para tirar a história a limpo, Chloe logo se vê em uma busca bastante inusitada: Shara espalhou vários cartões pela cidade, dando pistas sobre o seu paradeiro e revelando uma personalidade até então desconhecida ― e que pode mudar completamente os planos de Chloe.

Por Jayne Cordeiro: Em "Eu beijei Shara Wheeler", o mais novo lançamento da autora Casey McQuiston, conhecida pelo livro "Vermelho, branco e sangue azul", somos apresentados a Chloe Green, uma jovem bissexual, que está fazendo seu último ano escolar em False Beach, uma cidade pequena e ultraconservadora. Seu maior sonho é sumir dessa cidade e encerrar sua estadia como a melhor aluna da escola e oradora da formatura. Ela só tem uma concorrente à altura: Shara Wheeler, uma jovem perfeita aos olhos de todos.

Há anos, Chloe e Shara vivem uma guerra acadêmica, e Chloe não pode ignorar quando a outra garota desaparece do nada, semanas antes da formatura, e das últimas atividades escolares, que vão decidir quem vai ganhar essa briga. E para completar, no dia anterior do sumiço, Shara beijou Chloe do nada e desapareceu. Aumentando o mistério, Shara deixou vários cartões com mensagens e pistas, para Chloe e outras pessoas próximas, e acaba mostrando um lado seu que ninguém parecia conhecer.

Já tive a oportunidade para ler os outros dois livros da autora, lançados por aqui. Dos três, esse foi o que eu gostei menos. É um  livro cheio de representatividade, o que lembra muito "Última parada". Temos vários personagens que estão se descobrindo e entendo quem são. As relações entre eles são muito legais, e algumas situações são divertidas e inusitadas. Mas no geral, foi o livro mais fraco da autora, pelo menos para mim. Não sei se o problema foi a premissa inicial.

A ideia de seguir pistas de uma pessoa desaparecida, me lembrou um livro do John Green, e ao mesmo tempo eu não consegui comprar a ideia de jovens que ficam seguindo pistas e cartões deixados por uma garota que escolheu sumir e fazer uma caça ao tesouro com o seu paradeiro. Também não conseguimos ter muitos momentos entre Chloe e a Shara, e talvez isso tenha feito a diferença. Tem menos interação entre o casal do que os outros dois livros da autora, e é menos divertido que eles também.

Mas ainda assim é um livro bem interessante, com uma boa escrita, e personagens com os quais nos identificamos. A protagonista Chloe é instigante, e os seus amigos e parceiros de investigação geram bons momentos no livro. Para quem gostou dos outros livros da autora, não dá para deixar de ler esse aqui, e vai ter aqueles que vão amar, e aqueles que vão gostar. Como outras obras da autora, este livro vai te conquistar pelas relações entre os personagens. Dificilmente terá quem não goste. Gostaria de mencionar que achei a capa muito legal, e é interessante deixar na mesma ideia de animação, como os livros anteriores. 


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segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Resenha: "Amor em alta velocidade" (Valéria Veiga)

 

Sinopse: Ele é PILOTO. Ela é FILHA DO CHEFEEle vive para a FÓRMULA 1. Ela não entende nada de CORRIDAEle curte um som ALTERNATIVO. Ela ama FUNKEle quer ser TRICAMPEÃO. Ela quer ser FELIZUm CASAL CÃO E GATO que tenta viver uma AMIZADE COLORIDA, dentro de um RELACIONAMENTO PROIBIDO, e com muito HOT10 equipes, 20 pilotos, 22 circuitos dando a volta pelo mundo e toda a ADRENALINA das corridas de F1.

Laura Bernard, é uma brasileira que vai recomeçar a vida em outro país ao lado do seu pai, o dono da ESCUDERIA LEFEBVRE, e conhecer um mundo novo: o do AUTOMOBILISMO, que trará muitas emoções, grandes descobertas, situações divertidas, "quentes" e um motivo para derrapar nas curvas: Luca Fontaine.

Luca Fontaine é bicampeão mundial, piloto número #1 da LEFEBVRE, que vive apenas para as corridas e os relacionamentos que duram apenas uma noite. Ele só pensa em vencer, até o box da escuderia ser invadido por um furacão brasileiro que vai virar o seu mundo de cabeça para baixo.

Os mundos opostos de Laura e Luca colidem e tudo pode acontecer, principalmente se perderem em "curvas perigosas"... No começo, ambos só trocam farpas, mas depois decidem viver uma amizade colorida, que se transforma num AMOR EM ALTA VELOCIDADE. Prepare-se para acompanhar de camarote esse casal de milhões!


Por Jayne Cordeiro: "Amor em alta velocidade" nos apresenta a Laura, uma jovem dona de si, pé no chão e cheia de vida, que perdeu a mãe recentemente, e acaba sendo convidada pelo pai, que sempre conviveu pouco, para ir morar com ele em Mônaco. Seu pai é dono de uma escuderia da fórmula 1, e ela acaba acompanhando ele durante as corridas ao redor do mundo. E é assim que ela acaba conhecendo Luca Fontaine, o piloto nº1 da escuderia, e um dos melhores pilotos da F1.

Luca fica atraído logo de cara pela filha do chefe, mas ele não se envolve em relacionamentos, e não quer colocar seu lugar na empresa à perder. Mas ele não consegue evitar de brincar com a linda mulher, e no começo os dois não param de se alfinetar. Mas a convivência, vai acabar levando a algo mais, e eles vão precisar avaliar se vale a pena iniciar uma amizade colorida, ou até algo mais.

Li este livro através de uma leitura coletiva, e foi uma grande surpresa pra mim. Para começar, já tinha lido alguns livros com pilotos de corrida, mas nunca um tão imersivo nos bastidores. A autora demonstrou uma grande pesquisa sobre a F1, e o leitor conseguia se sentir dentro das corridas, treinos e festas. Ela teve o cuidado de dividir os capítulos de acordo com a corrida e país, além de colocar um modelo da pista logo no inicio do capítulo.

Temos também, capítulos narrados pelos dois protagonistas, nos possibilitando acompanhar seus pensamentos. Eu gostei muito dos dois personagens. Felizmente eles não passam muito tempo se alfinetando, e logo engatam em um companheirismo e depois em um romance. Durante o livro podemos vivenciar e torcer por Luca durante as corridas, com cenas dramáticas e tensas, também temos muito romance e cenas hots. E vários dramas familiares e entre o casal principal. Vamos também lidar com vários personagens secundários interessantes e outros que vão te fazer passar muito raiva. 

Gostei muito do livro e fiquei muito interessada em ler outras obras da autora, que possui vários livros na Amazon, e que podem ser lidos pelo Kindle Unlimited. Vale a pena conferir essa obra, se você gosta de um romance hot, com um belo campeonato de fundo.


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Ana Liberato