sexta-feira, 17 de maio de 2019

Resenha: "Rainha do Ar e da Escuridão" (Cassandra Clare)


Tradução: Rita Sussekid

Sinopse: Sangue inocente foi derramado nos degraus do Salão do Conselho, e o mundo dos Caçadores de Sombras se encontra à beira de uma guerra civil. Parte da família Blackthorn foge para Los Angeles, em uma tentativa de descobrir a origem da doença que está acabando com os bruxos. Enquanto isso, Julian e Emma tomam medidas desesperadas e embarcam em uma perigosa missão para o Reino das Fadas a fim de recuperar o Volume Negro dos Mortos. O que encontram é um segredo capaz de destruir o Mundo das Sombras e abrir um caminho tenebroso para um futuro que nunca poderiam ter imaginado. Em uma corrida contra o tempo, Emma e Julian devem salvar o mundo dos Caçadores de Sombras antes que o poder mortal da maldição parabatai destrua tudo o que amam.

Por Jayne Cordeiro: Rainha do Ar e da Escuridão, é o terceiro e último livro da trilogia Os Artifícios das Trevas, que é mais uma série que se passa dentro do universo dos Caçadores de Sombras, criado pela autora Cassandra Clare. O livro anterior acabou em um ápice, cheio de tensão e de dúvidas, sobre o que viria a seguir na história. E é claro, com muito sofrimento nosso com a morte inesperada de Livvy Blackthorn. Não só esta tragédia abala toda a família e seus amigos, Julian e Emma precisam lidar com o fato de que seu plano original para impedir o avanço da maldição Parabatai está destruído, e eles parecem cada vez com menos tempo.
O colar da Livvy.” ele disse. “Quero dizer, acho que isso faz sentido. Eu apenas pensei que você iria…Chorar?” Ty não parecia zangado, mas a intensidade em seus olhos cinzentos tinha se aprofundado. Ele ainda estava segurando o pingente. “Todo mundo deveria chorar. Mas isso é porque eles aceitam que Livvy está morta. Mas eu não. Eu não aceito isso.
A Tropa e seus aliados estão avançando no seu desejo de acabar com a aliança entre os Nephilins e os seres do submundo, podendo iniciar não só uma guerra civil entre os caçadores, mas também contra as criaturas do submundo. A doença misteriosa que tem atingindo os feiticeiros está se alastrando, é fundamental descobrir como impedi-la. E Julian e Emma precisam embarcar para o Reino das Fadas, atrás do Volume Negro dos Mortos, antes que o Rei Unseelie o utilize contra o caçadores de sombras.

— Parece que eu sempre termino cuidando dos seus ferimentos — disse em tom de brincadeira.Mas Kieran não sorriu.— Deve ser por isso que sempre desejo o toque das suas mãos toda vez que estou sofrendo.

Muita coisa acontece em Rainha do Ar, não é para tanto que o livro conta com mais de 700 páginas. Mas não se assuste, a leitura passa muito rápido, porque o livro é muito dinâmico, está sempre acontecendo alguma coisa, e quando é um momento teoricamente mais tranquilo, a carga emocional é tão grande, que ainda assim, o leitor fica preso a cada página. A autora consegue, como sempre, criar personagens únicos e com histórias e dilemas complexos, intrigantes e passionais, que fazem o leitor querer acompanhar e sempre desejar saber mais. Julian e Emma são um casal que eu gosto muito, primeiro por eles serem um inverso de Jace e Clary, onde a Emma é mais parecida com o Jace e o Julian com a Clary. Mas ainda assim, os dois são bem únicos e possuem uma ligação excepcional.

Às vezes, a coisa mais corajosa que você pode fazer é confrontar suas próprias falhas.

Fiquei muito angustiada durante a leitura querendo saber como a história desses dois se resolveria, porque a coisa parecia extremamente complicada. Na verdade, toda a situação dos personagens é complicadíssima. A autora consegue criar situações que você fica se perguntando "e agora?". E é claro que ela consegue resolver as coisas de forma inesperada e magistral como sempre. Quando o livro termina, você fica surpreso, porque nada acabou como você achava que acabaria. Como este é o ultimo livro da trilogia, muita coisa se resolve ou se encaminha aqui, mas algumas pontas ficam soltas, o que acredito ser o ponto inicial de uma das próximas séries que a autora pretende lançar.

"Isso não pode continuar acontecendo”, disse Emma. “Precisamos contar a todos a verdade.""A verdade não vai impedir de acontecer”, disse Julian. Ele olhou para ela com firmeza. “Eu teria me apaixonado por você mesmo que soubesse exatamente qual era o perigo.”
Para quem acompanha todos os livros da autora nesse universo, e é apaixonado pela série Instrumentos Mortais, já sabe que acompanhamos um pouco dos personagens originais em Os Artifícios das Trevas, e neste aqui, vão receber um belo presente, porque temos algumas cenas muito fofas e especiais, envolvendo alguns casais da série. Cassandra Clare continua mantendo seu nível alto de obras literárias, arrasando como sempre, com histórias complexas, envolventes se apaixonantes. Não há como não dar uma chance a essa trilogia. E preciso dizer que essa série tem uma das capas mais bonitas que já vi. Todas são lindas, e a desse ultimo livro está maravilhosa.

Não estamos sugerindo a destruição do governo, estamos dizendo que ele está sendo destruído agora, já, de dentro. A Clave foi feita para dar voz a todos os Caçadores de Sombras. Se todos perdemos a voz, então não é nosso governo (...) Quando as Leis são transgredidas para colocarem um inocente em perigo, ela não é nossa Lei.
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segunda-feira, 13 de maio de 2019

Resenha: "Cilada para um Marquês" (Sarah MacLean)


Tradução: A. C. Reis

Sinopse: “De todas as bobagens incríveis que ele já tinha visto as mulheres fazendo ao longo de sua vida, aquela era, sem dúvida, a pior.” Sophie Talbot é conhecida pela Sociedade como uma das Irmãs Perigosas – mulheres Talbot que fazem de tudo para se arranjar com algum aristocrata. O apelido chega a ser engraçado, pois se existe algo que Sophie abomina é a aristocracia. Mas parece que mesmo não sendo uma irmã tão perigosa assim, o perigo a persegue por todos os lugares. Quando a mais “desinteressante” das irmãs Talbot se torna o centro de um escândalo, ela decide que chegou a hora de partir de Londres e voltar para o interior, onde vivia antes de seu pai conquistar um título. Em Mossband, ela pretende abrir sua própria livraria e encontrar Robbie, um jovem que não vê há mais de uma década, mas que jura estar esperando por ela. No entanto, ao fugir de Londres, seu destino cruza com o de Rei, o Marquês de Eversley e futuro Duque de Lyne, um homem com a fama de dissolver noivados e arruinar as damas da Sociedade. Rei está a caminho de Cumbria para visitar o odioso pai à beira da morte e tomar posse de seu ducado. Tudo o que ele menos precisava era de uma Irmã Perigosa em seu encalço. O Marquês de Eversley está convicto de que Lady Sophie Talbot invadiu sua carruagem para forçá-lo a se casar com ela e conquistar um título de futura duquesa. Já Sophie tenta provar que não se casaria com ele nem que fosse o último homem da cristandade. Mas e quando o perigo tem olhos verdes, cabelos claros e a língua afiada? Essa viagem será mais longa do que eles imaginavam...

Por Jayne Cordeiro: Sarah MacLean é uma conhecida escritora de romances de época. Sou uma fã desse tipo de romance, mas nunca tinha lido nada da Sarah, apesar de sempre ter ouvido ótimas referências. Elas não são em vão, porque Cilada para um Marquês é muito bom. Baseado nesse único livro dela que eu já li, não poderia dizer que ela é superior a Julia Quinn ou a Lisa Kleypas (de quem gosto mais), mas com certeza merece a fama que tem.

Ela não ligava se ele a aprovava ou não. Nem ligava para o que ele pensava dela. Ou o que o resto do mundo tolo, horrível e insípido em que ele vivia pensava dela. Na verdade, se toda a Sociedade a considerava desdivertida, por que ela deveria se importar?

Eu gostei muito desse livro. Primeiramente, gostei da forma como a autora utilizou a ideia dos jornais de fofocas da época, colocando o títulos dos capítulos como manchetes de jornal. A capa e a diagramação do livro está muito bonito e bem condizente com a ideia da história. Sobre a história, achei ela muito bem escrita, e a autora sabe aproveitar bem os momentos e criar situações que se relacionam muito bem. Este livro é um romance de época recheado com muito bom humor. A mocinha Sophie consegue se colocar em situações bem inusitadas, mas nada que poderíamos chamar de fora da realidade.


Ela era obstinada como o capeta e problemática demais. E se havia uma coisa de que ele não gostava, era de mulheres problemáticas.

Sophie e Rei são ótimos juntos. No começo se detestam, porque cada um vê no outro, o esteriótipo de pessoa que deseja evitar. Mas na medida em que o tempo vai passando, e as situações acontecem, eles vão se aproximando, e fica cada vez melhor acompanhar esses dois. São personagens muito bem construídos, com traumas e desejos profundos. E são muito espertos. Todos os diálogos deles são interessantes e divertidos. Mas as vezes dava uma vontade de sacudir os dois, principalmente Rei.

Ele não iria beijar Sophie Talbot. Isso oferecia um tipo completamente diferente de perigo.
As cenas românticas também são muito boas. Ao mesmo tempo que eu queria que tivesse tido romance mais cedo na história, eu não senti muita falta disso durante a leitura, porque as interações do casal e as situações que se colocavam já prendem o leitor o suficiente. Resumidamente, o livro é muito bom, e junto com o bom humo e romance, há um enredo bem elaborado e interessante. Vale a pena conferir.

Para de acreditar no que quer que lhe tenham dito todos esses anos. Não há nada em você que não seja memorável. [...] Pare de acreditar que é menos do que você é.

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sexta-feira, 10 de maio de 2019

Resenha: "Paraíso Perdido" (John Milton & Pablo Auladell)

Tradução: Érico Assis

Sinopse: Um clássico da literatura mundial adaptado pela primeira vez em uma graphic novel única e essencial. Há 350 anos, o conflito entre Deus e Satã narrado em Paraíso Perdido, obra-prima de John Milton, virou um marco na literatura. Seus dez mil versos sobre a criação do mundo, a tentação e o desejo por redenção receberam reconhecimento instantâneo e serviram de inspiração para peças de teatro, músicas, pinturas e livros, ecoando na obra de mestres como Mary Shelley, C.S. Lewis, Philip Pullman e Neil Gaiman. Agora, a obra colossal foi reimaginada pelo premiado ilustrador espanhol Pablo Auladell. Com seu traço sombrio, quase desolado, o tributo captura o lirismo de Milton para quem ainda não teve o prazer de ler os cantos originais. Ao mesmo tempo, complementa a experiência do leitor, dando ainda mais vida ao texto. A graphic novel inspirada na grande obra de Milton chega para fazer parte da linha DarkSide Graphic Novel numa edição que deixaria Adão em apuros, com capa dura, bordas douradas e todo aquele cuidado que os fãs já esperam — e merecem. Chegou a hora da redenção.


Por Eliel: O livro Paraíso Perdido de John Milton, que deu origem à essa adaptação, foi publicado em 1667 e é considerado um dos maiores clássicos da literatura mundial. Os temas que são abordados têm a ver com a origem humana segundo a fé cristã, a rebelião e queda de anjos infiéis, a perda do Paraíso por causa das artimanhas de Satanás. Esse poema é inspirado no livro de Gênesis, primeiro livro da Bíblia.

Após a queda de Satanás e outros anjos infiéis são narrados os planos de vingança contra Deus e seus anjos. Porém, como não podem fazer um ataque direto, resolvem atacar onde vai doer mais, no ego de Deus Fazem isso por corromper a principal criança divina, ou seja, os primeiros humanos. Ao comerem do fruto proibido, Adão e Eva são expulsos do Paraíso por terem desobedecido a única regra que Deus lhes apresentou.




Pablo Auladell tinha um gigante em suas mãos e um trabalho homérico para adaptar para uma graphic novel, uma linguagem bem diferente da obra original. Aposto que não foi um trabalho muito simples de ser realizado, na introdução ele afirma que até chegou a abandonar o projeto por um tempo. Mas seus esforços e talento nos trouxeram uma primorosa obra visual de um clássico da literatura.




O traço e a forma como ele usa as cores para narrar a história é extremamente envolvente. Por isso, não se admire em não conseguir largar até chegar o final. A história em si é bem conhecida já, mas o que nos prende é a forma como ela é contada nessa adaptação. As ilustrações foram muito bem planejadas e organizadas para não perder nada da essência da obra original.

Uma obra atemporal que ganhou nova roupagem por meio da arte sem igual de Auladell e que chega em nossas mãos através da incrível edição da Darkside Books.

Uma obra que recomendo fortemente aos amantes da literatura clássica, aos amantes dos quadrinhos e de artes visuais. Tive a oportunidade de conhecer o trabalho desse autor e ilustrador e já quero mais.
  
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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Resenha: "Não Tá Fácil Pra Ninguém" (Andrew Tsyaston)


Tradução de Lígia Azevedo

Por Kleris: Prepare-se para uma avalanche de exclamações.

SIM
TOTALMENTE
ISSO MESMO
DESSE JEITO
HAHAHAHAHA
EU
EUZINHA (O)
EU MESMA (O)
MEL DELS
RISOS NERVOSOS
REAL
MUITO
MUITO REAL



Não Tá Fácil Pra Ninguém é um livro de humor em quadrinhos sobre nossas impressões enquanto levamos porradas da Vida, grande personagem que não deixa nada escapar. As vivências aqui em destaque envolvem vulnerabilidade, saúde mental e autoestima, principalmente em relação ao início da vida adulta.


Andrew trabalha diversos contextos através de alegorias – figuras que representam pensamentos, ideias e qualidades. Além de Vida, encontramos Raiva, Tristeza, Emoção, Lógica, Otimismo, Pessimismo e outros acompanhantes tão incômodos e tresloucados quanto. É quase impossível você não se ver nesse balaio de feels, chorando de rir e rindo pra não chorar.

 

 

 

 

Até então, não estava familiarizada com o trabalho de Tsyaston. Quem conhece os quadrinhos da Sarah Andersen (reveja resenhas aqui), lembra dela de imediato ao passar das páginas, pois são temas e abordagens muito afins. Ambos pautam o comportamento humano e uma reflexão (cômica) sobre eles.

 

 

 

Enquanto Sarah retrata mais o universo feminino, Andrew nos situa do universo masculino, e em várias instâncias, as impressões e questionamentos são as mesmas. Não me admiraria em ver uma parceria entre eles no futuro.

Um dos méritos de Andrew é também trazer situações e impressões sobre a masculinidade tóxica, pauta tão relevante quanto o feminismo nos quadrinhos da Sarah. A simplicidade com que coloca o tópico no ar, por vezes de modo aleatório, mostra como o tema está entrando devagar no meio masculino e se faz cada vez mais necessário.

 

 


Por mais simples que pareçam ser, as ilustrações de Andrew revelam adversidades que por muito tempo nos ensinaram a lidar de maneira errada. A sociedade aqui se vê cristalizada em Vida, que parece tentar nos derrubar e ter gosto de nos derrubar o tempo todo. Mas esse olhar crítico e cagado já não tem mais vez na nossa geração, não como dominava até um tempo atrás. É bom ver cada vez mais pessoas abraçando suas vulnerabilidades e tornando isso natural.

As ilustras de Andrew, assim, são altamente representativas e necessárias. Além de escancarar as problemáticas, nos convidam para boas investigações do pensamento:

Quando acho que já estou livre de expectativas e guardar sensações, eis que velhos hábitos ressurgem sem eu nem perceber.

Já aprendi muito sobre vulnerabilidade e ainda assim, nem sempre parece o bastante.

Eu quando saí da caixinha rs

Algo errado não está certo.

Sentar e fazer o que você quer fazer. Ok. Mas e as outras coisas que você tem pra fazer? 
Prioridades primeiro, certo? Mas, hm, o que é prioridade agora?

Melhor ilustração de todas?! Eu sou o otimista tentando não escorregar no pessimista. 
Daí lembro de Divertidamente e que a tristeza faz parte, tem seu papel. 

Acho que tô precisando de uns hambúrgueres. Tô precisando assumir que tô precisando. 
Todos precisamos precisar.

Desculpa, mundo, precisei.

Nunca fui tão bem representada.

Tá explicado muita coisa.

FINALMENTE UM RECONHECIMENTO

Em particular, o que Andrew me mostrou é que o chamado “lerigou” (a arte de “deixar ir”) é uma das coisas mais difíceis e ainda assim uma das mais cruciais da vida. E que equilibrar o todo é uma expectativa por vezes irreal, que mais nos bagunça do que as problemáticas que enfrentamos no dia a dia propriamente.

Entre brincadeiras e papos sérios, Andrew suscita importantes lições – o final que o diga. Fato é que não tá fácil pra ninguém. Mesmo. Mas nem por isso a gente deixa de tentar um pouquinho mais cada novo dia.

RECOMENDO!
Até a próxima o/


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sexta-feira, 3 de maio de 2019

Resenha: "The Chase - A Busca de Summer e Fitz" (Elle Kennedy)


Tradução: Juliana Romeiro

Sinopse: Todo mundo diz que os opostos se atraem. E deve ser verdade, porque não tem nada que explique minha atração por Colin Fitzgerald. Ele não faz meu tipo e, o pior de tudo, me acha superficial. Essa visão distorcida que ele tem de mim é o primeiro ponto contra. Também não ajuda que ele seja amigo do meu irmão.

E que o cara que mora com ele tenha uma queda por mim.
E que eu tenha acabado de me mudar para a casa deles.
Mas isso não importa. Estou ocupada o bastante com uma faculdade nova, um professor que não larga do meu pé e um futuro incerto. Além do mais, Fitzy deixou bem claro que não quer nada comigo, embora tenhamos uma química de dar inveja a qualquer casal. Nunca fui de correr atrás de homem, e não vou começar agora. Então, se o meu roommate gato finalmente acordar e perceber o que está perdendo…
Ele sabe onde me encontrar.

Por Jayne Cordeiro: A Editora Paralela lançou o primeiro livro da série Briar U, que é um spin off da série Amores Improváveis. Este livro pode ser lido separadamente sem problemas. Ele traz uma capa muito bonita, e uma história que me conquistou rapidinho. Na verdade, se você nunca leu nada da Elle Kennedy, e gosta de romances universitários, você precisa ler algo dela. Posso dizer que ela é uma das melhores autoras do gênero, e a Paralela tem investido muito em suas obras.

Não sou fã dos meus próprios pensamentos. Eles tendem a ser um misto de insegurança, dúvida e autocrítica, com uma pitada de excesso de confiança injustificada. Minha mente é um lugar confuso.

O livro mostra dois personagens extremamente diferentes. O Fitz é calado, fechado, e jogador de hóquei. Já a Summer, é tão calorosa quanto seu nome. Ela atrai as pessoas com a sua personalidade extrovertida, de dizer o que pensa, além de ser extremamente bonita e rica. Mas carrega o peso de ser rotulada de burra, por causa do estereotipo da loira, rica e que gosta de moda, fora que ela tem Déficit de Atenção, e isso dificulta muito o seu aprendizado. É difícil para a Summer lidar com a faculdade e tirar dela mesmo, esse pensamento de que não é inteligente. 

Mas ter um carrão não faz de mim uma pessoa superficial. Gostar de moda e ser de uma fraternidade não fazem de mim uma pessoa superficial.

O começo entre ela e Fitz é dificil, e dá vontade de sacudir o Fitz várias vezes, porque ela e mostra  a fim dele, mas apesar de também gostar dela, Fitz tenta se afastar, porque acha que a Summer é demais pra ele, e que são muito diferentes. A Summer também não é perfeita o tempo todo, e torna as coisas bem difíceis em alguns momentos. Mas é muito fácil gostar dos dois, e você fica o tempo todo torcendo para as coisas darem certo logo.

Estou usando a maior parte da minha energia para tentar entender tudo o que Fitz disse antes de sua partida abrupta. Eu o deixo louco. Ele me acha exaustiva. Ele me quer, mas ele não quer me querer.

Gostei de como o livro trata o tema do esteriótipo e preconceito em vários momentos, mostrando que as pessoas não podem ser julgadas por uma característica ou por poderem ser colocados na mesma categoria de alguém que no passado fez algo errado. Fora isso, somos apresentados a vários personagens que devem fazer parte dos próximos livros da série, e prometem boas histórias. Elle Kennedy consegue passar uma história com personagens fortes (principalmente as meninas), bem construídos e com dramas próprios bem legais. Como o passado do Fitz influencia no que ele é hoje é bem verdadeiro e comum, e isso é legal.

Pela primeira vez, eu realmente sinto que estou vivendo a vida ao invés de me esconder nas sombras.

The Chase é um romance bem elaborado, sendo uma ótima introdução da série, e com muita cena divertidas, românticas e dramáticas. É uma ótima recomendação para quem gosta dos gêneros New adult e romances eróticos.



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segunda-feira, 29 de abril de 2019

Resenha: "Destinos Traçados I - Perpétua dos Milagres e o Rei Cavalo" (Fernanda Castro)

Sinopse: Nesta coletânea, encontram-se reunidos os melhores contos da Destinos Traçados, a newsletter do blog The Bookworm Scientist. Sete contos de diferentes estilos e temas formam este ebook, que conta ainda com um material extra: a história de Perpétua dos Milagres e o Rei Cavalo, personagens que dão nome à obra.

Por Eliel: Esse projeto é bem bacana, acompanho o blog Bookworm Scientist tem um tempinho já por conta do rico material de escrita criativa que a Fernanda Castro desenvolve por lá. E ao conhecer o projeto tive contato com a página Destinos Traçados, que é quase um clubinho secreto onde a autora aproveita o espaço para compartilhar experiências com os leitores que vão muito além do mundo literário. Sempre que ela tem algo interessante para compartilhar chega uma Newsletter recheada de links, textos e tudo o que há de bom.

Existe algo mágico nas newsletters. talvez seja o contraste. enquanto saímos no tapa por toda e qualquer plataforma social, lutando tanto pela atenção das pessoas quanto pela curadoria de um conteúdo que nos agrade, a newsletter cai ali, prontinha e exclusiva, bem na sua caixa de entrada. No mundo de quem produz conteúdo, as redes sociais são um turbilhão e a newsletter calmaria, aconchego de mãe. Sou só eu e você, e a gente marcou um horário para conversar sozinho no canto menos barulhento da internet.

Bom, esse projeto cresceu e se transformou nesse ebook que reúne os melhores contos que já foram compartilhados em edições passadas e mais um conto bônus exclusivo dessa edição e que dá o nome para a coletânea, Perpétua dos Milagres e o Rei Cavalo.

São sete contos de diferentes estilos e temáticas, mas bem ao estilo inconfundível da autora. De leitura fácil e envolvente que faz o ato de devorar cada página um prazer. Desses contos poderiam surgir alguns bons romances, outros estão no tamanho ideal para causar o impacto desejado

Vocês verão nessas páginas contos sobre respeito ao próximo, empatia, aceitação de diferenças entre seres, horror ao estilo Poe (que me agrada muito), contos que vão além das aparências e de um título sugestivo. Resumo vale a pena conhecer e se envolver nesses Destinos Traçados.

P.S.(Spoiler?): Meu conto favorito é Um CD do Jason Mraz, que na minha opinião é um reflexo dos relacionamentos contemporâneos e que colocou um pulguinha atrás da minha orelha criativa para também explorar esse tema em projetos futuros. Meu muito obrigado à Fernanda Castro.

P.S. 2: Na página de Agradecimentos ela coloca o nome de cada assinante da Newsletter até o momento da publicação (meu nome está lá, hey!!). Se quiser ter o seu também, basta se inscrever também e acompanhar.

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sexta-feira, 26 de abril de 2019

Resenha: "Os Sete Maridos de Evelyn Hugo" (Taylor Jenkins Reid)

Tradução de Alexandre Boide

Aviso de gatilho: Violência doméstica, abuso psicológico, homofobia (spoilers: suicídio, aborto).

Por Stephanie: Os Sete Maridos de Evelyn Hugo foi o livro de abril da TAG Inéditos. A obra ganhou bastante destaque desde seu lançamento lá fora, e será lançada para o público em geral pela editora Paralela. Eu fiz a leitura em inglês (em audiobook), mas comprei a caixinha pois queria ter a história física em português.

A obra nos apresenta a história de Evelyn Hugo, uma reclusa atriz de Hollywood muitíssimo famosa nos anos 50 que hoje vive sozinha em uma mansão. Ela está prestes a organizar um evento beneficente e exige que a repórter Monique Grant faça a entrevista para divulgar o acontecimento. Porém, a jornalista é surpreendida quando descobre que Evelyn, na verdade, deseja que Monique escreva sua biografia, contada por ela própria. A atriz promete esclarecer todos os boatos a respeito de sua vida pública e privada, principalmente em relação a seus sete casamentos (um dos motivos por seu nome sempre ser lembrado pela mídia em geral). A partir daí, somos levados a conhecer a fundo a carreira dessa mulher tão misteriosa, que pode ser comparada a ícones como Marilyn Monroe e Elizabeth Taylor, seja pela beleza estonteante ou pelo talento. 

Acho que o que mais me encantou nessa história foi a narrativa de Taylor Jenkins Reid. Ela alterna entre presente e passado e muda os narradores para nos ambientar com perfeição em cada época em que a obra se passa. A autora consegue transmitir todo o espírito da Hollywood clássica e moderna, narrando os locais e os costumes com maestria. Evelyn é uma narradora envolvente e encantadora; é possível perceber os anos de sabedoria acumulada em sua fala, bem como todo o sofrimento e as lições aprendidas por ter vivido uma vida conturbada desde a infância.

Quando a história de Evelyn começa, o livro é separado em partes, de acordo com cada marido. Há uma comparação muito interessante feita entre as manchetes dos jornais e as falas de Evelyn, que mostram de forma crua como os tabloides e a mídia em geral distorcem fatos e inventam mentiras para ganhar dinheiro às custas de pessoas reais, que por coincidência, são famosas.

Para evitar qualquer tipo de spoiler, não vou falar sobre os maridos ou sobre outros personagens específicos; o que posso dizer é que todos são incrivelmente bem escritos e tridimensionais. Eu consegui imaginá-los com suas nuances e características únicas. Mais um ponto positivo na escrita de Reid.

Apesar de ser ficção, o livro soa como uma autobiografia, portanto, o ritmo não é dos mais rápidos. Há uma quebra sempre que o ponto de vista muda e passa a ser de Monique, o que não sei se agregou muito para a história. Há um motivo para isso que é explicado no final mas, mesmo assim, acho que ficou meio “sobrando”.

As principais temáticas de Os sete maridos envolvem sexualidade, machismo e as consequências da fama. Todas são abordadas com uma verossimilhança absurda. Eu conseguia imaginar as situações e me indignar como se fossem reais. Não é difícil ver muitos reflexos da nossa sociedade em vários acontecimentos.

"Dá pra ser feliz vivendo sua verdade, seja ela qual for."

Fiquei muito reflexiva ao finalizar a leitura. Pensei em como pode ser cruel a vida de uma celebridade que, mesmo aparentando ter tudo, ainda pode se sentir extremamente infeliz, e também refleti sobre os limites que podemos cruzar pelas pessoas que amamos. Os mínimos problemas que tive com o livro se referem a alguns acontecimentos e plot twists que considerei muito dramáticos, principalmente mais pro final. Eu entendo que eles serviram, provavelmente, para trazer um aprofundamento maior para a protagonista, mas acho que algumas coisas foram levemente exageradas. De qualquer forma, é um livro maravilhoso que eu recomendo para qualquer pessoa, até para as que não têm costume de ler ficção histórica!

Até a próxima, pessoal!

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Ana Liberato