quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Resenha: “Esperando por Doggo” (Mark B. Mills)

Tradução: Ana Paula Corradini

Por Yuri: Eu disse outras vezes que livros com animais envolvidos me deixam muito sentimental, então quando vi a capa deste livro não foi diferente. O título, a capa com fundo preto, a figura de um cachorro com uma auréola, tudo isso me fez pensar que era uma narrativa no estilo daquele cachorro japonês que esperava o dono na estação de trem (só de pensar no filme já sinto vontade de chorar). Mas pelo contrário, fui surpreendida por uma história muito leve e gostosa de ser lida.

O livro conta a história de Daniel, um jovem que acaba de levar um pé na bunda pela namorada (Clara), e a única coisa que lhe restou do relacionamento foi um cachorro feio, mas muito feio mesmo, chamado Doggo.

Caro Daniel
Eu estou indo embora, indo embora pra bem longe. Não posso contar para onde.
Leve Doggo de volta para o abrigo. Algo me diz que você vai conseguir esse emprego e você não pode deixa-lo trancado no apartamento o dia todo. Não seria justo com ele, e vocês também não se dão muito bem. Ele está aí agora, observando você com aqueles olhos esquisitos?
Eu juro que ele olhou para mim com um tipo de desprezo quando eu fazia a mala, como se soubesse o que eu estava fazendo. É claro que ele não sabia, ele é apenas um cachorro, um cachorro pequenininho e feio.Amor e Luz,Clara


Sem conseguir devolver o cachorro para o abrigo e com um novo emprego em vista, a única alternativa que Daniel encontra é levá-lo consigo para o escritório. Com o tempo, Dan começa a desfrutar da companhia de Doggo e não tem mais coragem de abandoná-lo.
“Ele é minúsculo, branco e quase careca. Digo quase porque há tufos de pelo aqui e ali, em caminhos de rato, como as moitas que um jardineiro preguiçoso não cortou. Ele tem um tipo de moicano que acompanha a coluna, e um tufo do mesmo pelo na ponta de sua cauda fina. Há também cachinhos minúsculos – nem marrons, nem amarelos, mas alguma mistura dos dois – na parte de trás das patas dianteiras dele. Eles sugerem uma dose de spaniel, assim como três topetinhos da mesma cor (provavelmente cor de xixi). Mas o focinho não tem nada a ver com o de um spaniel. É achatado demais, muito parecido com o de um pug. E dá margem a algo oriental, como talvez um pequinês. Mas, não, Doggo desafia qualquer tipo de categorização básica. Ele parece um cachorro que se ralou em uma parede e depois decidiu não ter uma cirurgia reparadora."

Na agência de publicidade, Daniel conhece sua nova parceira de trabalho, Edith, que rapidamente se transforma em uma grande amiga e lhe ajuda a descobrir a origem de Doggo. Essa amizade colorida começa a incomodar Tristan, o diretor da empresa com quem Edith mantém um caso.

A parceria Dan-Edith funciona tão bem que as campanhas de sucesso de ambos começam a incomodar alguns colegas de trabalho, que tentam usar o cachorro para fazer com que Dan seja demitido, apesar de Doggo trazer um clima agradável e se tornar uma fonte de inspiração para toda a equipe.

Uma das minhas partes preferidas, é a que um membro da agência de publicidade faz uma tirinha:
“Ele captou a ideia em três quadrinhos habilmente ilustrados. O primeiro mostra um bebê em um cadeirão com pais um de cada lado dando comida para ele. O bebê está tentando falar: “M-m-m-m...”. “A primeira palavra dele vai ser mamãe!”, declara a mãe, feliz da vida. No segundo quadrinho, o bebê gagueja “D-d-d-d...”, e o pai está extasiado: “Não, vai ser papai!”. No terceiro e último quadrinho, o bebê berra: “McDonalds!”.”

Depois que essa tira é ajustada, tem os três quadrinhos originais, mas com a presença de um cachorro.
“Ele desenhou o mesmo três quadrinhos – M-m-m-m... D-d-d-d... McDonald’s! -, mas colocou um cachorro sobre a mesa, claramente inspirado no Doggo! Ele também mexeu nas expressões dos pais e agora a reação do cachorro é que chama a atenção. Ele fica com uma cara ótima de “cansei da vida” quando o bebê berra McDonal’s!”

Esse quadrinho reflete exatamente o que eu mais gostei no livro: Doggo não é o personagem principal, mas torna a história de todos os outros mais divertida. É a aparição do cachorro que dá vida às melhores partes do livro.

Como o livro tem poucas páginas e o leitor não fica passando raivinha, uma vez que os personagens são mais velhos e mais maduros emocionalmente, a leitura flui facilmente e dá para terminar o livro em poucas horas.

Eu indico esse livro para quem está buscando algo divertido e com diálogos bem humorados. “Esperando por Doggo” é ótimo para relaxar e passar o tempo. Espero que vocês curtam!

Até a próxima!

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

[Especial] Amigo do Desapego + Combo Noel SorteioS


Olar, leitores :)


Mais um ano finda e mais uma vez a gente apronta aqui no blog. Em 2015 iniciamos o – agora batizado Amigo do Desapego entre a equipe DB e, enquanto a gente brinca, vocês ganham prêmios!


Reveja aqui o que foi a loucura da primeira edição.


Neste 2016, resolvemos simplificar: não vamos relacionar as brincadeiras, elas vão funcionar separadamente, mas no mesmo clima – Natal e mimos <333


Como funciona o Amigo do Desapego?
Semelhante ao Amigo Invisível, sorteamos os nomes dos colaboradores em um grupo do www.amigosecreto.com.br, mas os livros de presente vão sair de nossas estantes! Vocês vão poder acompanhar a chegada lá no nosso insta @dearbookbr Mas todo o encontro e saga de presentes vai permanecer fechado para equipe. Prepararemos um post especial contando os babados =3

Sendo assim, para os leitores, guardamos algo mais especial: COMBO NOEL SORTEIOS!


De 05 a 09 de dezembro lançaremos um sorteio por dia lá no instagram @dearbookbr. Muitos prêmios, muitos mimos, muitos ganhadores. É pra ficar de olho mesmo, hein! Entradas de participação até 22h, horário de Brasília, dia 16/dez. Atenção às regras e BOA SORTE!

Sobre envio de prêmios:
- Linkaremos o vencedor em um post de resultado. A mensagem deve ser respondida em até 48h, caso contrário, refaremos o sorteio.
- Após termos os dados de envio postal, o prazo de envio será em até 20 dias, partindo de nossos colaboradores, como cortesias do Dear Book.

PARTICIPEM!


Equipe Dear Book. 

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Resenha: "A Filha do Louco" (Megan Shepherd)

Tradução Ivar Panazzolo Júnior

Sinopse: Juliet Moreau construiu sua vida em Londres trabalhando como arrumadeira - e tentando se esquecer do escândalo que arruinou sua reputação e a de sua mãe, afinal ninguém conseguira provar que seu pai, o Dr. Moreau, fora realmente o autor daquelas sinistras experiências envolvendo seres humanos e animais. De qualquer forma, seu pai e sua mãe estavam mortos agora, portanto, os boatos e as intrigas da sociedade londrina não poderiam mais afetá- la... Mas, então, ela descobre que o Dr. Moreau continua vivo, exilado em uma remota ilha tropical e, provavelmente, fazendo suas trágicas experiências. Acompanhada por Montgomery, o belo e jovem assistente do cirurgião, e Edward, um enigmático náufrago, Juliet viaja até a ilha para descobrir até onde são verdadeiras as acusações que apontam para sua família.Fonte: Skoob

Por Eliel: Amo releituras de clássicos, mas sei do risco que se corre ao tentar. Ao ler esse romance me veio muitas referências, podem não ser as mesmas (claro que não) usadas por Megan Shepherd. Entre as minhas referências estão: Penny Dreadful, Fullmetal Alchemist, Frankstein, O médico e o Monstro. Como podem ver são obras góticas, de terror e bem sombrios.

A Filha do Louco tem tudo isso, porém a fonte de inspiração veio de A Ilha do Dr. Moreau de H. G. Wells. Não se enganem, tem muitos elementos que lembram o clássico, mas esse romance é um novo olhar, uma nova história.

- Estar certo ou errado não tem nada a ver com o fato de eu ser mulher - disse-lhe, fazendo uma pequena pausa. - Além disso, a minha resposta está correta.

Vamos acompanhar a jovem Juliet, antes de se tornar uma órfã era parte da elite da sociedade londrina, porém nossa aventura começa justamente quando a dignidade da família de Juliet é esquecida. Pior, é manchada. Seu pai, um influente médico é tido como louco devido as técnicas nada ortodoxas desenvolvidas e aplicadas em pleno século XIX.

Sem os benefícios de viver entre os privilegiados a vida para uma jovem não é nada fácil, tendo que lutar por sua sobrevivência, por seu sustento. Devido aos favores de alguns poucos amigos de seu pai, Juliet, consegue um emprego na limpeza da faculdade de medicina.

Em uma noite cheia de emoções o passado de Juliet surge como uma tempestade de verão. Seu pai pode estar vivo. A suspeita surge ao reencontrar um amigo de infância e um velho amor, Montgomery. Adeus Londres ingrata e olá um mundo novo de aventuras.

Precisava saber que tipo de homem meu pai era - o monstro ou o gênio incompreendido.

Montgomery promete levar Juliet para reencontrar seu pai em uma distante ilha, porém no meio da viagem surge um misterioso naufrago, Edward Prince. Assim montamos um complexo triângulo amoroso.

Toquei levemente meus lábios ressecados e percebi que isso significava que eu passaria bastante tempo com ele. Um rapaz inteligente, marcado por cicatrizes e acometido pela loucura dos mares, e que jogava gamão muito mal: Edward Prince.

Chegar à ilha parece ser a solução de todos os problemas de Juliet. Mal sabe ela que é apenas o início do grande mistério da sua vida. Reencontrar seu pai e descobrir a verdadeira razão dele ter sido expulso da comunidade médica e da sociedade londrina.

Uma narrativa muito bem construída e envolvente, além de muito empolgante e diria até viciante. Um novo conceito de um clássico. Leitura daquelas que perturbam o leitor e o levam além do lugar comum.

E aqui vai apenas uma pergunta inquietante para aqueles que acreditam na evolução darwinista: E se os humanos tivessem uma outra origem, evoluíssem de outros animais? Ou como em nossa aventura, fossem CRIADOS partindo de animais?


Leiam e descubram.

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Resenha: “A coragem de ser imperfeito” (Brené Brown)

Tradução de Joel Macedo
Como aceitar a própria vulnerabilidade, vencer a vergonha e ousar ser quem você é pode levá-lo a uma vida mais plena 
[...] Lynne escreve:Para mim e para muitos de nós, o primeiro pensamento do dia, ainda na cama, é: “Não dormi o suficiente.” O seguinte é: “Não tenho tempo suficiente.” Esse pensamento de não suficiência vem a nós automaticamente, antes mesmo de podermos nos dar conta de sua presença ou examiná-lo. Passamos a maior parte de nossas vidas ouvindo, explicando, reclamando ou nos preocupando com o que não temos em quantidade ou grau suficiente. (...) Antes de nos sentarmos na cama, antes de nossos pés tocarem o chão, já nos sentimos inadequados, já ficamos para trás, já perdemos, já damos falta de alguma coisa. E quando voltamos para a cama à noite, nossa mente recita uma ladainha de coisas que não conseguimos ou não fizemos naquele dia. Vamos dormir com o peso desses pensamentos e despertamos para lamentar mais faltas. (...) Essa situação interna de escassez, essa tendência mental à escassez, habita no âmago do ciúme, da cobiça, do preconceito e de nossas interações com a vida.
 A escassez, portanto, é o problema de nunca ser ou ter o bastante. Ela triunfa em uma sociedade onde todos estão hiperconscientes da falta.

Por Kleris: Brené Brown. Que mulher maravilhosa. Gratidão forever a esse livro, ao seu carisma, palavras e palestras – quando puder, visite o site do TED aqui e aqui. É... iluminador. Revelador. Não tinha uma boa ressaca dessas há muito tempo. Com certeza vou guardar todos os sentimentos, que aqui se revolveram, num potinho <333 
Viver plenamente quer dizer abraçar a vida a partir de um sentimento de amor-próprio. Isso significa cultivar coragem, compaixão e vínculos suficientes para acordar de manhã e pensar: “Não importa o que eu fizer hoje ou o que eu deixar de fazer, eu tenho meu valor.” E ir para a cama à noite e dizer: “Sim, eu sou imperfeito, vulnerável e às vezes tenho medo, mas isso não muda a verdade de que também sou corajoso e merecedor do amor e aceitação.”

Trombei com A coragem de ser imperfeito ao perceber que Mais forte do que nunca tinha um livro introdutório, então resolvi lê-lo primeiro, pra não me sentir perdida com algumas referências. Aliás, há outro livro anterior, A arte de ser imperfeito, que ainda não pude ler, mas A coragem, conforme a Brené mesmo fala, parece ser mais conclusivo. Melhor decisão, pois assim entrei em contato com o melhor da autora. 
A maior certeza que eu trouxe da minha formação em serviço social é esta: estamos aqui para criar vínculos com as pessoas.

Para quem nunca ouviu falar nessa mulher, ela é uma pesquisadora. Na conferência do TED, ela se autodenomina pesquisadora-contadora de histórias :)) Quando ingressou em Serviço Social, logo voltou seus estudos para a conexão humana, que, majoritariamente, se baseou em entrevistas. Os livros, na verdade, são frutos dessa longa pesquisa, onde disserta sobre vínculos e comportamento humano. 
Na manhã seguinte à palestra, acordei com uma das piores ressacas de vulnerabilidade da minha vida. Você conhece aquela sensação de acordar e tudo parecer bem até que a lembrança de ter se revelado demais invade a sua mente e você quer se esconder debaixo das cobertas? 
Uma das estratégias mais universais de entorpecimento é viver “loucamente atarefado”. Nossa sociedade aceitou a ideia de que, se estivermos sempre muito ocupados, a verdade de nossas vidas não nos alcançará. 
“Não são as suas ações, mas o motivo por trás delas que faz toda a diferença”.

Alguns preferem classificar como autoajuda, mas nem parece, vez que Brené escreve de uma maneira tão <333. Ela conversa e se conecta conosco sem trazer aquela impressão de “acredite em si mesmo e seja feliz”. Brown vai mais longe, mais fundo. Ao intercalar relatos da pesquisa, genuinamente gentis, e pontuar suas conclusões, somos levados a uma compreensão intensa do que são as relações humanas. Compreensão, na verdade, é uma palavra que representa muito este livro. 
Nós gostamos de ver a vulnerabilidade e a verdade transparecerem nas outras pessoas, mas temos medo de deixar que as vejam em nós. Isso porque tememos que a nossa verdade não seja suficiente – que o que temos para oferecer não seja o bastante sem os artifícios e a maquiagem, sem uma edição pronta para exibição. Eu estava com medo de subir ao palco e mostrar à plateia o meu verdadeiro eu – aquelas pessoas eram muito importantes, muito bem-sucedidas, muito famosas; o meu verdadeiro eu, por outro lado, é muito desordenado, muito imperfeito, muito imprevisível. 
Um oficial da SWAT se aproximou de mim depois da palestra e disse: “O único motivo de termos escutado é que você é tão ruim em se abrir e se mostrar quanto nós. Se não tivesse a mesma dificuldade para lidar com a vulnerabilidade, nós não confiaríamos em nada do que disse.”

Brené humaniza o mundo de novo. Desmitifica. Ela nos entrega uma noção intrigante dos mecanismos e comportamentos, dos mais simples aos mais complexos, assim como os destrutivos e construtivos. Isso certamente nos ajuda a decifrar melhor as motivações por detrás de ações mínimas das pessoas e procura maneiras de ir contra a cultura do mal-estar (vergonha, desvalorização, não se sentir o bastante, ira, conformismo, desmotivação, julgamento, crítica, medo, ansiedade, desconforto, baixa autoestima, dependências, depressão, etc). Para isso, devemos abraçar nossas imperfeições e desapegar de amarras que a sociedade criou e nos empurra a todo custo. 
Cada tática era construída sobre a mesma premissa: manter todo o mundo a uma distância segura e sempre ter uma saída estratégica. 
Ser “perfeito” e “à prova de bala” são conceitos bastante sedutores, mas que não existem na realidade humana. Devemos respirar fundo e entrar na arena, qualquer que seja ela: um novo relacionamento, um encontro importante, uma conversa difícil em família ou uma contribuição criativa. Em vez de nos sentarmos à beira do caminho e vivermos de julgamentos e críticas, nós devemos, ousar aparecer e deixar que nos vejam. Isso é vulnerabilidade. Isso é coragem de ser imperfeito. Isso é viver com ousadia.

A coragem de ser imperfeito é uma leitura de tirar o fôlego. Um tapa na cara pra acordar! Também é tiro, porrada e bomba, te deixa no chão. E ainda assim, um abraço. Conforto. Esperança. Aceitação. Gratidão. Tudo isso pra nos mostrar que é preciso encarar a vulnerabilidade, pois ela é chave para tudo nessa vida. Para a coragem, a criatividade, a inovação, a ousadia, a vida plena. É um desafio universal. 
Abrir mão de nossas emoções por medo de que o custo seja muito alto significa nos afastarmos da única coisa que dá sentido e significado à vida. 
Vulnerabilidade é incerteza, risco e exposição emocional. 
Eis o paradoxo: vulnerabilidade é a última coisa que quero sentir em mim, mas a primeira que procuro no outro. 
A vontade de acreditar que o que estamos fazendo tem importância é facilmente confundida com o estímulo para sermos extraordinários.

Com certeza você vai fechar o livro com sensação de “por que não li antes???”; porque ele é maravilhoso assim. E prepare os marcadores, vai precisar de muitos deles! Até então, só esses livros três acima comentados foram publicados no Brasil. Já quero todos publicados! São de pessoas como ela que a gente precisa nesse mundo e palavras como as dela, espalhar sempre que possível. 
Quando a vergonha se torna um estilo de gerenciamento, a motivação vai embora. Quando errar não é uma opção, não existe aprendizado, criatividade ou inovação. 
O resultado de viver com ousadia não é uma marcha da vitória, mas uma tranquila liberdade mesclada com o cansaço gostoso da luta. 
Todos somos muito gratos pelas pessoas que escrevem e falam de seus problemas, fazendo com que nos lembremos que não estamos sozinhos. 
Costumo dizer que plenitude é como uma estrela guia: nós nunca realmente a alcançamos, mas sabemos que estamos indo na direção certa.

Até a próxima!


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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Resenha: "As Aventuras de Tibor Lobato - A Guardiã de Muiraquitãs" (Gustavo Rosseb)



Por Marianne: Já deixei declarado na minha resenha anterior meu amor eterno e verdadeiro pelo primeiro romance de ficção fantástica do autor Gustavo Rosseb. No primeiro livro conhecemos os irmãos Lobato, Tibor e Sátir, que depois de perder os pais num incêndio e irem morar num orfanato são encontrados pela avó, a bondosa Dona Gailde.


Depois de descobrir um universo onde Saci, Cuca e Curupira são reais e enfrentar os perigos trazidos pela Quaresma, a época mais perigosa do ano, os irmãos Lobato, junto de seu melhor amigo Rurique, finalmente encontram paz pra poder brincar e cuidar de suas tarefas no sítio sem maiores preocupações.


Mas Tibor não está tão animado com a vida pacata do sítio. Depois de experimentar todas as aventuras da última Quaresma brincar com os amigos e cuidar do sítio não parece mais tããããão excitante assim. Secretamente Tibor sente saudade das aventuras e dos perigos do sítio, e esse sentimento afeta profundamente o comportamento do menino.


A falta de animação de Tibor Lobato muda um pouquinho de figura quando Rosa Bronze, a nova vizinha que veio da cidade, convida a turma do sítio para sua festa de aniversário e se mostra bastante interessada em Tibor, para frustração e ciúmes de Sátir.


O que promete ser o início de um romance entre o casalzinho na festa de Rosa Bronze muda completamente de cenário quando pessoas começam a passar mal e desmaiar na festa. Dona Gailde, que também é curandeira, é chamada para tomar conta dos doentes da festa. Sátir fica muito irritada com o Irmão porque o viu num clima de “romance” com Rosa Bronze e decide não conversar mais com ele. Depois dessa noite de acontecimentos estranhos e conflitos com sua irmã, Tibor decide ir se acertar com Sátir logo pela manhã, mas tudo que encontra é uma carta —bem suspeita — de despedida escrita por Sátir avisando que fugiu de casa.


Finalmente Tibor tem o que tanto queria: mistérios a serem desvendados e a fuga duvidosa de Sátir.
   

O segundo volume da série de Tibor Lobato é um prato cheio pra quem sem encantou com o primeiro livro da série. Temos uma continuação muito bem roteirizada pelo autor com a introdução de novos personagens que fazem todo o sentido de existirem ali na sequencia. O livro tem uma pegada mais sombria que o anterior e um final emocionante que faz cair umas lagriminhas :(


Eu sou apaixonada por ficção fantástica, não interessa pra que faixa etária se destine a obra. Acho uma ótima válvula de escape para o dia-a-dia quando a história é bem escrita e roteirizada. Sou suspeita para falar de A Guardiã de Muiraquitãs porque já desenvolvi um carinho pelos personagens e seu universo. Cresci minha infância toda na casa da minha vó em cidade do interior ouvindo mil e uma histórias de sacis, lobisomens, curupira e outras muitas lendas do nosso folclore. Minha empatia com história foi de cara, acho que muita gente também vai se identificar e muitos jovens vão se encantar com essa continuação.

Espero que tenham gostado da resenha e até a próxima!


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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Resenha: "Jurassic Park" ( Michael Crichton)



Tradução: Marcia Men

Por Marianne: Eu não sei por que demorei tanto pra fazer essa resenha mentira sei sim foi falta de tempo mesmo se esse foi possivelmente o melhor livro que eu li em 2016.


Desde criança sou APAIXONADA pelo universo de Jurassic Park e foram anos da minha vida assistindo e reassistindo os filmes, brincando com meus primos que estávamos perdidos no Parque dos Dinossauros e me emocionando com a trilha sonora inesquecível do primeiro filme. E dai que o tempo passou, eu como boa fanzoca fui me informar mais sobre o filme e sua história, e descobri que a ideia genial de transformar DNA de dinossauro em dinossauro de verdade foi inspirada no livro Jurassic Park de Michael Crichton, originalmente lançado em 1990. Coloquei na minha listinha de desejos e lá ficou por uns bons muitos e muitos anos até eu finalmente ganhar de presente essa edição linda que a Editora Aleph lançou aproveitando a onda do quarto filme, que foi lançado ano passado.


Agora vou aos fatos, eu, Marianne, fanzoca com Box de DVD edição especial de colecionador (BREGA risos) tinha finalmente a oportunidade de conhecer a história original. E lá fui eu cheia de expectativa pra ver se a máxima “o livro é sempre melhor” se confirma também pra impecável adaptação de Spielberg.


Não vou dizer que minhas expectativas estavam baixas. Mas eu já curto TANTO o filme que não acreditava que o livro pudesse ter algo que realmente fosse realmente me impactar. Bom, eu estava errada. O livro É MELHOR QUE O FILME.


 A história é a mesma. O milionário maluco John Hammond decide usar DNA de dino encontrado em fósseis para recriar os animais e usá-los como atração num parque de diversões. Para assegurar a “eficiência” e segurança do parque John chama um grupo seleto de pessoas para fazer uma análise sua experiência no primeiro passeio do Parque dos Dinossauros, antes que este seja aberto ao público.


O livro tem como foco central o conceito da Teoria do Caos e sua consequência na ideia paradoxal de controle absoluto dos criadores sob os animais reproduzidos no parque.

Iam Malcom, um dos escolhidos no grupo para seu primeiro tour pelo parque, contratado por John Hammond para elaborar um relatório de segurança do parque, nos apresenta à Teoria do Caos de maneira excepcional, transformando a ideia de certo e errado no livro ser muito mais profunda e questionada. Os diálogos do matemático definitivamente roubam a cena o e o tornam meu personagem favorito ♥. Não apenas Iam Malcom te coloca para refletir se realmente os conceitos do parque são uma boa ideia claro que não como ele chuta na nossa cara algo que a maioria das pessoas teme: não temos controle de absolutamente nada no mundo. O universo é regido pelo caos.


Michael Crichton é mestre em criar um clima de suspense e tensão, mesmo pra quem já viu o filme e sabe qual rumo que a história segue, é impossível não se sentir preso no desenrolar da leitura.


Depois de terminar o livro conclui que filme e livro se completam. Steven Spielberg transformou a obra de Crichton em tudo que um público que sonhava em ver dinossauros de verdade queria, nos apresentando uma aventura marcante e divertida. Michael Crichton criou essa fantasia como um pano de fundo para a discussão extensa sobre a questão genética e o controle de um criador sob sua criatura.


O livro tem ainda a sequencia O Mundo Perdido, que também virou filme, e está na minha lista infinita e em breve coloco a resenha aqui também. É o dono de cinco estrelinhas no meu Skoob e também dono do meu coração, acho que nem preciso falar mais nada, LEIAM ESTE LIVRO!


Separei a trilha sonora do filme aqui embaixo pra quem já quiser entrar no clima da suspense da obra, apertem o play e bem vindos ao Parque dos Dinossauros! 




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