quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Resenha: "A Mais Pura Verdade" (Dan Gemeinhart)

Por Clarissa: Olá pessoal, tudo bem? Bom minha super indicação é “A mais pura verdade” para os leitores que gostam de uma história comovente e de superação.

Em todos os sentidos Mark é uma criança normal, tem um cachorro chamado Beau e uma grande amiga, Jessie. Ele gosta de fotografar e escrever haicais em seu caderno. Seu sonho é um dia escalar uma montanha. Mas em certo sentido - um sentido importante- Mark esta doente. O tipo de doença da qual algumas pessoas nunca melhoram. Mas Mark nunca desiste daquilo que quer, e não vai ser por essa doença que ele vai desistir. Com muita força de vontade e com seu melhor amigo do lado, ele pode chegar aonde quiser.

“Mesmo a muitos quilômetros de distância,

     um amigo ainda pode segurar sua mão
              e estar ao seu lado.”

Então toma uma decisão, ele foge. Ele sai com sua máquina fotográfica, seu cachorro e um plano. Um plano para alcançar o topo do Monte Rainier. Nem que seja a ultima coisa que ele faça. Mark vai enfrentar tudo do que mais teve medo, e assim passar pelos obstáculos, nada pode o parar. Para Mark os pequenos momentos são os precisos, sobre saber as respostas de grandes e pequenas questões que o rodeia. Lutar para realizar um sonho, numa jornada inacreditável para uma criança doente.
“Viver com medo não é jeito de se viver, querido – ela disse, enfim. – Eu... eu sei que é difícil, meu amor, mas não tem motivo para fica com medo.”
Bom, para começar, esta é uma história muito fofa, com certeza você vai querer abraçar e querer ao seu lado Mark e Beau. Dan Gemeinhart nos transmite que o amor pode superar tudo, seja de amigos, família, desconhecidos que te querem bem ou mesmo de um cachorrinho. Mas que tudo podemos superar com eles, algo que não podemos explicar, porque esse sentimento vai além. Nunca é tarde para viver a maior aventura de nossa vida. Uma historia comovente que nos mostra a superação e seus sacrifícios, uma chance para recomeçar. Enfrentar nossos próprios demônios e seguir a diante.

Você não vai querer largar o livro, a cada capitulo que termina vai querer mais e mais, saber o que vai acontecer com ele e sua família, de sua jornada ate o ponto final. Uma indicação use lenços no final do livro, o que deixou triste foi o final, sim, ficou muitas perguntas soltas, mas desde quando que uma doença horrível tem final feliz. Mas não deixei que este livro seja meu xodó. Meu amor por este livro foi literalmente a primeira vista, bati o lho na capa e me apaixonei, com certeza seria uma historia comovente, e foi. Neste livro você vai encontrar drama, aventura e suspense. A Editora Novo Conceito arrasou com este livro, vai deixar muitos corações moles (risos). Mas a mais pura verdade é que devemos viver, do jeito que somos, sem medo de ser feliz.

Espero que tenham gostado da indicação, e deixem seus comentários.

Até a próxima, Boa leitura!




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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Resenha: "Eve & Adam" (Michael Grant & Katherine Applegate)




Por Marianne: “Quando nenhum namorado é perfeito, construa o seu.” Foi com essa premissa preguiça que eu comecei a leitura de Eve & Adam (cheia de “expectativas” como vocês podem perceber).

Eve é filha da trilionária geneticista Terra Spiker, dona de da Spiker Biopharmaceuticals, empresa que comanda a indústria de pesquisa genética. Sua relação com a mãe é distante desde que seu pai faleceu num acidente. Terra Spiker vive pro trabalho, e Eve vive no seu mundo.

A história começa depois que Eve é atropelada. Apesar da dor e de estar praticamente inconsciente Eve percebe que o acidente foi feio e que pode perder uma de suas pernas. Horas depois Eve acorda no hospital ouvindo uma discussão entre sua mãe e um médico. Terra Spiker exige que o médico libere sua filha pra leva-la pra a Spiker Biopharmaceuticals, o médico insiste que depois de uma cirurgia de quatorze horas costurando a perna da paciente de volta no lugar, Eve não está em condições de ir a lugar nenhum.

Mas Terra Spiker não é uma mulher que aceita não, e Eve vai pras instalações da Spiker Biopharmaceuticals.

Chegando lá Eve fica internada num mega master ultra moderno aposento da indústria da mãe, aos cuidados dos melhores médicos do mundo. Sabendo que sua perna foi arrancada e costurada de volta, Eve não consegue deixar de se preocupar sobre uma das suas maiores paixões: correr.

Mas além de todo o choque de ser transferida de hospital, de ter perdido e recuperado a perna, Eve não deixa de notar a presença de Solo, um rapaz que tem aproximadamente a sua idade e que a acompanha durante toda sua transferência pro hospital da Spiker
Biopharmaceuticals.

Por que um rapaz tão jovem como Solo trabalha na empresa da sua mãe? E, aparentemente, num cargo de confiança já que o moço acompanha pessoalmente Eve durante todo o trajeto.

Mas esse é apenas um dos milhares de mistérios que Eve vai descobrir ao chegar à Spiker Biopharmaceuticals.  Sua perna se cura numa velocidade assustadora e pra ajuda-la a passar o tempo Terra Spiker coloca a filha pra “trabalhar” num programa experimental que consiste em criar um ser humano numa tela combinando códigos genéticos, como em um vídeo game.

O livro é beeeem fraco em todas as questões que se propõe a abordar. É fraco ao abordar conflitos familiares, questões éticas na manipulação de genes humanos e até questões envolvendo criminalidade na adolescência que cai de paraquedas no livro e vai embora do mesmo jeito que apareceu, sem fazer sentido algum.

Mesmo o livro sendo voltado pra um público mais jovem a leitura superestima esse público. Os jovens retratados na história tem que lidar com questões sérias e tudo parece ser tão superficial pra eles que é quase um descaso com os personagens, numa fase da vida onde qualquer particularidade se transforma em um furacão, deixar de lado suas emoções.

Espero que tenham gostado da resenha e até a próxima!


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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Resenha: "Superação: Devoções para uma vida absurdamente boa" (Nick Vujicic)

Por Sheila: Oi pessoas e pessoos tudo tranquilo? Trago a vocês hoje a resenha do terceiro livro de Nick Vujicic, esse carinha sorridente na capa do livro ao lado.

Confesso que este é o primeiro livro dele que leio, mas já o conhecia de "outros tempos". Bom, para quem não sabe, Nick nasceu com uma síndrome rara chamada Tetra-amelia que, trocando em miúdos, é uma síndrome que o deixou sem os braços e as pernas.

Nos outros livros e palestras de Nick (ok, confesso, tio google que me contou) ele conta um pouco sobre as dificuldades que enfrentou por ter nascido com esta deficiência. Por mais que ele tenha se dito abençoado por uma família que sempre o aceitou, a adolescência não foi uma fase fácil, e houve até mesmo uma tentativa de suicídio.

Para lidar com sua deficiência, Nick fundou uma organização sem fins lucrativos denominada "vida sem membros" e hoje além de autor é palestrante motivacional. E foi assim que eu o conheci, numa palestra no youtube, onde o simples fato de vê-lo em um palco, tentando motivar as pessoas, não tendo nem braços nem pernas já era motivacional. 

Mas vamos ao livro. Nele, encontraremos 50 capítulos, que se iniciam com um trecho bíblico, depois temos alguns pensamentos e reflexões elaborados por Nick e, ao término, alguma mensagem de fé, ou o que o autor do livro irá chamar de "Palavras de superação".

As reflexões do autor servem como conselhos àqueles que enfrentem dificuldades na vida, além de dar sua interpretação particular às passagens bíblicas, mas sempre com o intuito de motivar o leitor a superar sua dificuldades e ter fé e esperança no futuro e em um poder superior.

Alguns dos capítulos são "Siga em frente", "prepare-se para o melhor", "mude seu futuro", "ria de si mesmo", "gerenciamento de crise", entre outros, sempre numa linguagem muito prática, acessível e bem humorada, o que acaba tornando a leitura leve e prendendo o leitor em suas palavras.


Rola um certo preconceito em relação a livros como o de Nick já que, além da questão dele ser considerado como de "Auto-ajuda", fica muito clara e evidente a questão da religião e da fé, o que é muito importante para o autor e pilar sobre o qual ele construiu boa parte de sua vida.

Eu, particularmente, não sou muito fã deste tipo de leitura. Mesmo assim, pude fazer diversas reflexões importantes acerca do que Nick trouxe deste livro. Além disso, toda leitura é sempre fonte de aprendizado, basta que você saiba retirar dela aquilo que serve para você e o que não serve ... bom, deverá servir para alguma outra pessoa, não é mesmo?

Bjocas, até a próxima e boa leitura!





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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Resenha: “As Crônicas de Dopple Ganger – A Primeira Fuga – Vol. 1” (G.P. Taylor)

Por Kleris: Conheci a série As Crônicas de Dopple Ganger um pouco por acaso de uma parceria com a Geográfica Editora e o que me chamou atenção foi a ideia de uma “aventura ilustrada”, em que o livro mescla partes de puro texto com quadrinhos. Esse formato mais dinâmico é um elemento-chave da série e por isso ganhou fácil o coração de muitas crianças.

Na Escola Isambard Dunstan para Crianças Rebeldes, as jovens gêmeas Saskia e Sadie Doppler reinam em traquinagens. Quase todo dia é uma zona. Apesar de ser um orfanato só para meninas, faz um tempinho que adotaram Erik Ganger, quem passou a trabalhar para viver e estudar lá. Logo nas primeiras páginas a gente se depara com mais um dia a dia de jogos teatrais das gêmeas, mas a diretora Rimmer tem, dessa vez, outros planos. Surgiu uma mulher que quer adotar. Rimmer vê a oportunidade de acabar com a dor de cabeça que são as gêmeas... Só que Muzz Elliot, uma escritora, só quer uma menina. Ela insiste em levar Saskia, separando-a de sua irmã. Saskia acaba tendo de ir.


Sadie não aceita bem essa ideia. Pra completar, Charlotte quer ser aproveitar da saída de Saskia e tomar o poder da escola. Erik então propõe um desafio final pra determinar quem mandaria lá, e esse desafio se tratava de aprontar com a diretora. Adivinha quem se dá mal? Sadie acaba presa na torre e com risco de ser levada pela polícia – afinal, incendiou a mesa da professora. Torna-se assim essencial fugir e reencontrar Saskia. Esta, por outro lado, também arruma uma boa dose de confusões na casa de Muzz Elliot e vira alvo de criminosos que rondam a escritora.


A primeira fuga é a entrada de uma série de livros e já temos três publicados. Há muita traquinagem, perigos e ganchos para serem explorados por toda a série. São muitas as reviravoltas que mantêm a história em alto pico, mal nos deixando respirar. E por isso mesmo é de uma leitura super rápida, coisa de uma sentada. Recomendo ter o próximo logo ao lado, porque o leitor vai querer devorar de pronto ao fim deste.

Bem infantojuvenil e bem humorado, as travessuras e mistérios me lembraram aqueles livros que encontramos em bibliotecas de escola – algo que eu teria gostado de ler na minha época rs Fica um ar de Matilda, Chiquititas, Esqueceram de Mim, Convenção das Bruxas e Desventuras em Série... Isso porque a trama foca na esperteza das crianças e como elas podem escapar de situações malucas a partir do conhecimento de mundo. 
De seu quarto na torre Saskia vigiava, imaginando quem usaria um caminho através das árvores em vez da estrada. Por um momento pensou que poderia ser Sadie vindo encontrá-la. Então, lembrou-se repentinamente da visão e lembrou-se que sua irmã estava trancada longe do mundo. [...] Agora ela conseguia ver a forma da figura que levava o lampião. Perguntou-se por que alguém que estava preparado para vir até a casa pelas árvores estaria tão preocupado com a escuridão a ponto de carregar um foco de luz. O que ela sabia de ladrões era que eles amavam a noite.

Apesar dos pontos comuns, é indicado para aqueles leitores mais tímidos e que ainda não pegaram bem o jeito da leitura; leitores mais formados talvez não se prendam tanto, mas também leriam num sopro. E isso se dá por um equilíbrio gráfico que é show, que ajuda o leitor a se situar e brinca com as palavras e as entonações das falas, dramatizando junto às cenas em quadrinhos.




A capa traz em suas "sombras" algumas ilustrações bem bacanas extraídas das páginas, como acima mostrado e a edição por completa é bem trabalhada. Já na contracapa há menções e comparações a literaturas como de Nárnia e Harry Potter. Nesse ponto achei bem pretensioso, pois, apesar do sucesso lá fora d’As Crônicas de Dopple Ganger, a série não chega à proporção que representaram/representam C.S. Lewis ou J.K. Rowling, nem prenuncia alguma grande profundidade. Seria talvez para gerações que antecedam o público desses fenômenos... pra quem procura livros pra aquele primo pequeno, irmã, sobrinhos, pela faixa de 7-14 anos. Mas oferece diversão e é uma ótima entrada para mistérios e investigações. Aproveitem que estamos próximos do dia das crianças haha

Recomendo.

Mais sobre a série, vocês podem conhecer neste booktrailer:


Até a próxima!



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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Resenha: “No Mundo da Luna” (Carina Rissi)

*Por Mary*: Aqui estamos nós, com mais um livro da qual eu sei que não saberei resenhar com a devida imparcialidade. Mas, bem, neste momento não sou a resenhista, mas sim a fã. E a Carina, definitivamente, sabe liberar meus fangirlismos como ninguém – sem esquecer as minhas mais astronômicas fossas literárias. Deprê pós-leitura define.

A propósito, Carina, lança logo Mentira Perfeita, que eu já quero destruir o meu psicológico de vez.

Então, vamos ao resumo da trama.

A vida de Luna Braga está de cabeça para baixo. Recém-formada em jornalismo, arrumou um emprego de recepcionista na redação da Fatos&Furos, apesar de não ser bem esse o posto dos seus sonhos. A empresa é chefiada por Dante Montini, um verdadeiro deus do jornalismo – e um dos motivos para Luna se candidatar à vaga – mas que só inferniza a vida dela. Como se já não fosse o suficiente o seu chefe transmutado em demônio, descobre que o seu namorado de dois anos, que a traiu durante todo o relacionamento, agora vai se casar com uma garota que conheceu há menos de três meses e, para completar as desgraças, o seu carro passa mais tempo com o mecânico do que com ela.

Surge uma luz no fim do túnel quando a coluna de horóscopo despenca em seu colo e essa é finalmente a chance de Luna provar seu potencial, além de finalmente fazer algo de que realmente gosta. Só tem um problema: não entende absolutamente nada de assuntos místicos, apesar de sua descendência cigana (à qual Luna renega). Interpretar um mapa astral, então, está fora de cogitação, principalmente tendo em vista que sequer acredita no poder dos signos.

Surge, então, a Cigana Clara e, misteriosamente, tudo parece entrar nos eixos. Os e-mails lotam sua caixa de entrada, com leitores contando o quanto as previsões têm modificado suas vidas. Sua melhor amiga, Sabrina, acredita ter conhecido o seu Príncipe Encantado graças ao poder das cartas e se mostra cada vez mais crédula quanto às previsões da Cigana Clara.

A vida de Luna também muda drasticamente, surgindo um romance, no mínimo, inesperado. Seria o romance certo, se não fosse com o homem errado. Contudo, assim como as forças místicas são equilibradas, o poder que tem em mãos é perigoso e gera consequências, ainda que Luna hesite muito antes de se dar conta disso.

Será que vai estragar tudo, como sempre?

Com uma narração divertida em primeira pessoa e excelentes ganchos entre os capítulos, a promessa de abandonar a leitura “no próximo capítulo” se torna uma tarefa completamente impraticável. Aliás, se você precisa acordar cedo no dia seguinte, prepare-se para “zumbizar”. No Mundo da Luna é praticamente um roteiro de comédia romântica em forma de romance impossível de largar.
“- Ele chegou. – Ela anunciou, ainda olhando para a minha mão.
- Ele quem?
- O seu homem. Aquele que vai te fazer feliz. Você já o conhece. (...) Sim, e você pode pôr tudo a perder. – Acrescentou.
- Que novidade! – Sabrina gemeu.”
Há algum tempo atrás, comentei que protagonista boa é aquela que a gente odeia pelo menos um pouquinho. Não consigo lembrar agora em qual resenha eu disse isso. Mas não vem ao caso agora, de qualquer modo. O que quero dizer é que a Carina domina a habilidade de nos fazer ficar irritadas com suas protagonistas.

Como típicas mocinhas de comédias românticas, as personagens criadas por Carina Rissi fazem inúmeras burradas, dizem a coisa errada nos piores momentos, interpretam tudo errado e são completamente cegas. Tais motivos é que desencadeiam os conflitos, criando, em geral, situações absurdamente tragicômicas, que fazem o leitor querer rir e chorar ao mesmo tempo.

Você, que já é um leitor assíduo da autora, sabe que do lado oposto da relação há sempre um protagonista enlouquecedoramente lindo, impressionantemente romântico e o cara dos sonhos de qualquer garota. Enfim, um verdadeiro príncipe encantado.

E aí, o que a gente faz? Suspira, porque né. Não tá fácil com tanto sapo dando sopa por aí.

Mas, além de suspirar? Viramos fãs da escritora, claro!
“- Puta que pariu! – Gritou ele, me assustando ao aproximar o rosto do meu e examiná-lo com muita atenção. Ou atenção suficiente, dado o seu estado. – Zeus olhos zão verdes que nem azeitona.
- Zão. Os dois. – Concordei orgulhosa.
Ele riu.
- Zão lindos! Os dois. Vozê é engrazada. – Ele ajeitou os óculos de novo. E ficaram ainda mais inclinados.
- É porque vozê tá bêbado.
Ele assentiu.
- Tô. Eu gosto de vozê quando vozê tá bêbada.
- Eu também gosto de vozê quando eu to bêbada.”
Em No Mundo da Luna, você encontrará a velha fórmula com um plus. Vejo, inclusive, como prova da versatilidade de qualquer autor, essa sua capacidade de se reciclar, posto que, apesar de manter um estilo reconhecidamente de sucesso, consegue criar tramas e personagens muito distintos entre si. A Carina tem um estilo único e é muito feliz nesse sentido, em conseguir habilmente criar novos personagens, mas mantendo a escrita fluida, engraçada e fácil.

Talvez seja esse o motivo de suas obras serem tão irremediavelmente apaixonantes: uma pitada de magia e esse quê de contos de fadas moderno associados a uma escrita leve, um romance arrebatador e o humor contagiante capaz de fazer o leitor rir como um louco nos lugares mais inadequados (tenho a absoluta certeza de que o pessoal da minha turma da pós duvida um pouco da minha sanidade, agora).

Portanto, esse é o tipo de livro que, assim como não consigo ser imparcial e articular racionalmente os meus argumentos, também não posso dizer “se você gosta de...”. Com a Carina Rissi, eu só posso dizer: leia No Mundo da Luna, porque você vai encontrar romance, magia, divertimento e muito muito muito humor. 
“Algumas pessoas não pertencem a ninguém além de si mesmas. E a beleza da coisa está aí. Elas nunca pertencerão, mas podem – e vão – escolher alguém para dividir as aventuras. A insegurança sempre nos faz querer, ter, precisar, possuir, colecionar coisas ou pessoas, mas não seria melhor, em vez de possuir alguém, ser escolhido por esse alguém e ter a escolha também? Como iguais, como os dois seres impares que são, mas com o mesmo desejo de se tornarem um par indivisível? Os sentimentos nascem em lugares inesperados, e essa é a forma mais pura e sincera, pois não se alardeia aos quatro cantos, se guarda no coração  e apenas se sente, saboreando cada instante que o outro oferece.”



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domingo, 16 de agosto de 2015

"Minhas Palavras": Meu primeiro Livro



POR: Raquel Morelli

Enfim, chegou o dia de mostrar meu primeiro filho a todos!!! Com enorme alegria, apresento-lhes meu PRIMEIRO LIVRO! “Minhas Palavras” reúne crônicas, relatos e poemas escritos desde os primórdios de minha vida como escritora, há exatos 10 anos. Sim, aos 12 anos já escrevia, mas não imaginava que um dia tudo isso viraria livro. Não foi nada fácil até aqui. Muitas decepções, muito suor e muita força de vontade pra atingir aquela que há 5 anos estabeleci como MAIOR META.

Obrigada família, amigos e a todos que torceram e continuam torcendo por mim até hoje. A partir de agora é um novo começo: sou uma autora publicada, o livro é MEU! A alegria é tanta que meu coração está até disparado e não sei mais o que escrever sobre. Sempre acreditei naquela frase: “Escreva o livro que você desejaria ler”. Está aí! Vivo, lindo, cheiroso e esperando vocês! 

Milhões de beijos aos colegas da equipe Dear Book e a vocês, leitores, pois sem a coluna “Minhas Palavras” e todos os comentários carinhosos de vocês, isso não seria possível.

Raquel Morelli

Instagram: @raquel_morelli

E-mail: raquelmorelli.escritora@gmail.com

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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Resenha: "Retalhos" (Craig Thompson)



Por Marianne: Queria começar essa resenha falando de algo que eu tinha na minha vida antes de ler este livro: preconceito com livros em quadrinhos. Sei que muuita gente tem preconceito com vários tipos de leituras: biografias, ficção, filosofia, etc. Quando eu recebi Retalhos eu deixei meio de lado, meio “nhé, depois eu leio”. Aí, num dia animada, fui lá e resolvi dar uma chance. E não me arrependi NEM-UM-POUCO. Sério, já estou pesquisando mil outras histórias contadas em quadrinhos pra ler de tanto que me apaixonei.

Retalhos é uma história autobiográfica do desenhista Craig Thompson onde ele relata sua infância e adolescência em Wisconsin, cidadezinha dos Estados Unidos.

Craig viveu sua infância e adolescência com os pais, religiosos extremistas, e o irmão mais novo. Suas habilidades para desenhar surgiram desde cedo, sempre podada pelos pais e professores que consideravam que se Craig não estava fazendo algo “por Deus”, aquilo devia ser considerado errado.


É na adolescência que Craig começa a se questionar das verdades que até então lhe foram enfiadas goela abaixo. E é quando, num acampamento da igreja, ele conhece Raina, que é o exato oposto de Craig. Raina é questionadora e tem o espírito livre que faltava em Craig pra se libertar das convicções que o faziam deixar de lado sua vocação pra arte.

A história segue nessa jornada do autor em busca de autoconhecimento libertação de todas imposições que
foram moldadas em sua vida.


O que mais encanta no livro é a delicadeza dos desenhos de Thompson. A maneira como ele expressa as aflições do personagem compondo todo um cenário, e não apenas usando expressões faciais e balõezinhos de fala.

E por mais que muitas pessoas em sua vida tenham feito o papel de “vilões” (algumas atitudes do pai de Craig são bem cruéis quando o autor e o irmão eram criança) eles não são colocados dessa maneira pelo autor. Os personagens são bem humanizados e mostrados através de seus erros e acertos em suas trajetórias.

Apesar de o livro ser enorme (quase seiscentas páginas) a leitura é muito rápida, mas nem por isso deixa de ser intensa. A ilustrações de Craig dizem mais que cem palavras juntas e com certeza vão fazer o leitor ficar paradinho uns bons minutos observando cada detalhe desse livro fantástico.

Já está no meu cantinho especial de favoritos, espero que vocês também gostem!




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