segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Resenha: "Acesso aos bastidores" ( Olívia Cunning)

Tradução: Juliana Romeiro


Por Ili Bandeira: Esse foi um livro muito, muito difícil de terminar de ser lido e, mais ainda, de ser resenhado. A proposta era interessante, mas infelizmente devo confessar que esse livro foi simplesmente a maior decepção do ano de 2018. Os personagens não me agradaram, muita cena de sexo logo nas primeiras páginas. 


Acesso aos bastidores é o primeiro livro da série The Sinners on Tour, da autora Olívia Cunning e, já adianto, não teremos resenha da série pois dificilmente conseguiria voltar a lê-los.

Myrna é professora de psicologia com especialidade em sexualidade humana que está numa conferência a trabalho. A princípio, a experiência toda se mostra uma grande frustração para Myrna, que gostaria de estar em qualquer outro lugar.


Uma pilha de panfletos da pasta de Myrna caiu no carpete florido. Logo agora! Na pressa de sair da sala de aula, tinha se esquecido de fe‑ char o zíper. Com um suspiro exasperado, ela se abaixou para catar os papéis. 
Será que o dia poderia ficar ainda pior? Do outro lado do saguão, perto dos elevadores, ouvia-se um coro de “vira, vira, vira” e uma gritaria animada. Pelo visto, alguém estava se divertindo aquela noite. Com certeza não era ela. Myrna enfiou os panfletos na pasta, fechou o zíper e atravessou o saguão ostensivo do hotel a caminho de seu quarto, no sexto andar. Só precisava de um banho quente e demorado. Não tinha ideia de como caíra na conversa do chefe do departamento e aceitara participar daquela conferência idiota. 

Assim, é uma grata surpresa para ela descobrir que no hotel em que ela está hospedada a banda da qual é super fã está confraternizando, claro que ela nem pensa duas vezes e vai conversar um pouco.


Um dos homens virou o rosto para coçar o queixo no ombro. Apesar dos óculos espelhados, Myrna reconheceu imediatamente o vocalista Sedric Lionheart. Seu coração acelerou alguns compassos. Era o Sinners. “Estou tão mamado!”, exclamou Brian. Ele saiu da mesa e caiu no colo de dois amigos, derrubando vários copos vazios de cerveja. Os dois o deixaram se espatifar no chão sem qualquer cerimônia. Myrna riu pelo nariz e olhou ao redor para ter certeza de que nin‑ guém a vira fazer um barulho tão deselegante. Tinha que falar com eles. Poderia fingir que queria se apresentar por causa da palestra. Na verdade, amava o som dos caras. E eles não eram de se jogar fora. A definição exata do seu tipo. Loucos. Isso mesmo. Exatamente o que ela precisava de‑ pois daquele dia

Todos os caras da banda se interessam por ela, mas ela só tem olhos para o guitarrista gato, Brian Sinclair. Cerveja vai e vem, ela o convida para ir ao seu quarto na cara de pau. Sim querido leitor, você leu certo. Eles tem uma noite de muito sexo selvagem com palavras chulas.

Sim, o livro é basicamente é isso. Sexo. Sexo. Sexo. 

Myma é uma mulher que tem muito fogo (e esse fogo não se apaga nunca). Já o Brian é um fofo e super apaixonado.

Uma certa cena de sexo que eles vivenciam me incomodou, me surpreendeu, realmente não imaginava que pudesse acontecer algo do tipo, nem nos meus pensamentos mais loucos. Não irei falar para não soltar spoiler. 

O livro para mim foi um porre sem fim, a autora tinha tudo para escrever uma história muito boa, mas acabou exagerando muito no sexo, só temos isso no livro. O final foi muito chato e previsível. Infelizmente não recomendo :(.






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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Resenha: "Laços de Amor" (Josiane Veiga)



Sinopse: Ele era um homem cruel...

Alex Grassi estava a um passo da presidência na Rozzi Empreendimentos quando seu caminho cruzou com uma jovem inocente e solitária que lhe despertou diversas emoções. 
Contudo, no auge de sua carreira, ele não tinha tempo para viver um amor avassalador como aquele. 
Alex tinha seus demônios e a segurança profissional se mostrou mais importante que a presença que parecia acalentar sua alma.

E ela sofreu por isso...
Liliana dos Santos tinha um histórico de rejeição que nunca a abandonou. Deixada ainda bebê em um orfanato, excluída até mesmo do convívio com as outras crianças por conta da dislexia, ela se tornou uma adulta insegura e medrosa até seu caminho cruzar com Alex.
Ele parecia o homem perfeito. Forte e seguro. E ela escondeu-se atrás de sua personalidade intensa. Todavia, quando se descobriu grávida, percebeu que precisava lutar sozinha.
Liliana soube, assim, que havia uma força imensurável em sua alma feminina. Ser mãe lhe deu coragem de lutar contra tudo e todos pelo seu bebê. E isso incluía Alex.


Por Jayne Cordeiro: Este romance nacional, escrito pela autora Josiane Veiga, trás uma protagonista bem interessante e fora dos padrões normais. Liliana é uma mulher pobre (até aí normal), faxineira, que viveu em um orfanato a vida inteira, onde foi molestada e ainda por cima nunca aprendeu a ler por causa de sua dislexia. Mas a pesar de tudo isso, e de sua inocência sobre a vida, ela se mostra uma mulher doce e direita, que acaba se envolvendo com um homem completamente diferente do mundo dela. 

Assim, ela entendeu que jamais devia abrir o coração novamente. Amar era enfraquecer suas defesas. E quando vinha a decepção, o sofrimento era tão inesgotável que não valia os poucos momentos felizes que viveu ao seu lado.

Para mim, ela foi uma protagonista bem especial, por não se deixar abater pelos problemas da vida, e mostrar depois, quando reencontra Alex, uma força única. Alex é um personagem que gostei e não gostei ao mesmo tempo, porque ele podia ser romântico (porque ele realmente teve sentimentos por ela), mas também acabava sendo muito esnobe e preconceituoso as vezes. Mas é claro, que ele amadurece muito em relação a esses pensamentos, e isso é legal de acompanhar.

- Saía daqui - ordenou, a voz franca e direta.
- Eu soube que deu à luz.
- Não graças a você - ela despejou.
E ele sentiu a mágoa crescente, enorme, envolta entre eles.

A história de Laços de Amor está rodeada de alguns clichês, mas eu particularmente adoro clichês, então a mim não incomodou em nada. A história é bem escrita, prendendo o leitor, e o livro é curto e dinâmico. A leitura é fácil e bem rápida, e ótima para aquele fim de noite, em que você quer uma leitura boa para relaxar. É uma boa opção para quem gosta de um romance simples. 


- Hoje vamos fazer amor - ele afirmou. - E nunca mais em sua mente vai se recordar das coisas ruins. Quando pensar em sexo, sempre se lembrará de nós dois, nessa cama, entregando-se um ao outro, está bem?
Eles mal se conheciam. Mesmo assim, Liliana confiou inteiramente naquele homem.





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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

[Cineclube]: Sierra Burgess É Uma Loser





Cineclube é uma coluna semanal que tem como objetivo trazer para os leitores do Dear Book, críticas sobre filmes (do retrô até os últimos lançamentos), além de alguns especiais sobre temas do universo cinematográfico, passando eventualmente pelas séries que tocam nossos corações (seja por amor ou total aversão mesmo). Qualquer assunto da sétima arte que mereça ser discutido você vai ver por aqui, no Cineclube.




Titulo: Sierra Burgess é uma loser
Data de lançamento (Brasil): 07 de setembro de 2018
Diretor: Ian Samuels
Elenco principal: Shannon Purser, Kristine Froseth, RJ Cyler, Noah Centineo, Loretta Devine, Lea Thompson, Alan Ruck, Mary Pat Gleason.
Gênero: Comédia, Romance.

Sierra (Shannon Purser) é uma adolescente inteligente, mas que não se encaixa exatamente nos padrões de beleza impostos no ensino médio. Quando um incidente de confusão de identidade resulta em um romance inexperado em sua vida, ela se vê precisando se juntar a garota mais popular da escola para poder ficar com o menino que gosta.



Sierra Burges é uma loser (termo usado para perdedora ou para definir um excluído/não popular da escola), é o mais novo lançamento da Netflix, e eles conseguiram novamente arrasar. O filme é uma comédia romântica juvenil, que não inova muito no roteiro, já que essa ideia de se passar por outra pessoa para se aproximar daquele carinha gato não é muita novidade, sem falar que sabemos que vai dar merda no final. Mas, o filme consegue trazer algumas coisas ao redor disso, que tornam o filme bem interessante, e um daqueles filmes que a gente se diverte assistindo.


Uma coisa que me chamou muito a atenção é a protagonista Sierra. Ela é muito bem resolvida no começo do filme. Não dando nenhuma bola para o bully que sofre de Verônica (garota popular), e ainda respondendo. Achei isso bem legal. Mas no fundo, ela também guarda muito insegurança, e o fato de se interessar por um garoto que acha que está conversando por mensagens com a Verônica, começa a fazer essa insegurança aparecer. Mas gosto como o filme, aproveita pra criar uma forma de a duas garotas se aproximarem e mostrarem que elas são mais do que aparência. Que ser bonita ou não, tem tantas qualidades quanto defeitos.



No geral a Netflix é ótima em escolher elencos juvenis para seus filmes e séries. Como casal principal nós temos a já conhecida Shannon Purser que ficou popular por seu papel em Stranger Things, e o recentemente conhecido, Noah Centineo, que já ganhou nossos corações em Para Todo os Garotos que Já Amei (lançamento de agosto da netflix). Posso dizer que se você já gostava dele lá, aqui você terminar de se apaixonar. Apesar de ser um atleta da escola, o personagem Jamey é bem diferente do que estamos acostumados a ver. Ele é bem normal, sendo inseguro, meio nerd e divertido, com amigo esquisitos. 



O filme tem um elenco legal, e uma história interessante. Além de toda essa parte amorosa, ele também trás de pano de fundo os questionamentos dos jovens e suas preocupações com a entrada para faculdade. Para quem gosta de comédias românticas, esse filme é sucesso garantido. Você vai se divertir, shippar o casal principal e também sentir vergonha alheia em alguns momento, do jeito que uma comédia romântica tem que ser. Sierra Burgess é uma loser é mais uma indicação para vocês. Aproveitem!











Jayne Cordeiro é de Salvador-Bahia, e tem 26 anos. Enfermeira, com pós graduação em auditoria, sempre foi apaixonada por livros e filmes, e entrou no universo dos blogs em 2015, ao se tornar resenhista literária da página Maravilhosas Descobertas. Além disso, hoje ela também participa do blog O Clube da Meia Noite, como resenhista literária e esporadicamente na crítica de filmes. E agora faz parte do blog Dear Book com a nova coluna sobre filmes, Cineclube.



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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Resenha: "Celular" (Stephen King)

Tradução: Fabiano Morais


Por Sheila: Oi pessoas do meu coração! Alô Alô kingmaníacos! Chegando nas livrarias agora em agosto pela nossa querida, AMADA, Suma de Letras, a nova edição de Celular!

Com essa nova capa linda, cheia de estilhaços, como se fosse uma tela de celular quebrada, vem engrandecer nossa coleção seguindo o design que a Suma vem criando para todos os lançamentos do mestre. 

Para quem ainda não conhece a história, somos apresentados no início a Clay Riddel, um escritor de histórias em quadrinhos que está muito feliz indo tomar um sorvete. Clay vem há muito tempo tentando vender seus livros de histórias em quadrinhos e, finalmente, havia conseguido. E é justamente nesse momento que nota que algo estranho esta acontecendo com as pessoas.

Então Clay escutou outro grito do Common, e daquela vez não era humano, mas algo entre um latido de surpresa e um uivo de dor. Ele se virou para olhar e viu o cachorro que estivera correndo com o frisbee na boca. Era um cão marrom de bom porte, talvez um labrador. Ele não entendia muito de cachorros; quando precisava desenhar um, copiava a gravura de algum livro. Um homem de terno e gravata estava ajoelhado ao lado do cão, e parecia estar —com certeza não estou vendo o que acho que estou vendo —mastigando a orelha dele. Então o cachorro uivou novamente e tentou se desvencilhar. O homem de terno o segurou firme e, sim, estava com a orelha do cão na boca e, enquanto Clay continuava a olhar, ele a arrancou do lado da cabeça do animal. Desta vez, o cão soltou um grito quase humano, e vários patos que estavam flutuando em uma lagoa próxima alçaram voo grasnindo.
Num evento mundial que mais tarde viria a ser chamado de Pulso, todas as pessoas que estavam ligadas a um telefone celular numa determinada hora foram afetados. As pessoas simplesmente enlouqueceram passando a atacar e matar todos ao seu redor. O caos se instaura, com carros batendo, aviões caindo e pessoas atacando umas as outras.

Clay, que tem apenas seu portfólio, agora sem mais nenhum valor, para se defender, acaba salvando de um ataque Tom McCourty, com quem resolve fugir e procurar por abrigo em um prédio. Lá eles irão encontrar outra sobrevivente, uma menina de 15 anos chamada Alice Maxwell, e irão esperar pela intervenção das autoridades, ou por alguma explicação do que diabos esta acontecendo com o mundo.

—Jesus Cristo —repetiu a voz branda do lado direito de Clay. Ele se virou e viu um homem baixinho com cabelo preto ralo, bigodinho da mesma cor e óculos com armação dourada. —O que está acontecendo? —Não sei —respondeu Clay. Era difícil falar. Muito difícil. Ele sentiu que estava quase empurrando as palavras para fora. Imaginou que fosse o choque. Do outro lado da rua, pessoas corriam, algumas saíam de dentro do Four Seasons, outras do ônibus de turismo acidentado. Enquanto ele observava, um sobrevivente do ônibus colidiu com um dos que escaparam do hotel, e ambos se espatifaram na calçada. Clay teve tempo de se perguntar se estava enlouquecendo e se aquilo tudo não seria uma alucinação dele em algum manicômio. Juniper Hill, na região de Augusta, talvez, entre injeções de Torazina. —O cara no caminhão de sorvete disse que talvez fossem terroristas. —Não estou vendo homens armados —disse o baixinho de bigode. —Nem gente com bombas amarradas nas costas. Clay também não, mas ele olhou para a sacola de compras da PEQUENOS TESOUROS e o portfólio na calçada, e viu que o sangue da garganta aberta da Mulher do Terninho Executivo —meu Deus, pensou, tanto sangue.
Quando por fim eles percebem que toda a ordem no mundo que conheciam se foi, e que estão por conta própria, a única preocupação de Clay é encontrar seu filho  e descobrir se ele esta bem. Acompanhado pelos seus dois novos companheiros, eles logo descobrem que, após o primeiro ataque de fúria, as pessoas atingidas começam a adotar comportamentos, digamos singulares. Quase como se estivessem evoluindo.

Agora, eles terão de aprender as novas regras da sociedade pós Pulso, se quiserem sobreviver para ver o nascer do próximo dia e, quem sabe, conseguirem achar o filho de Clay e sua ex-esposa ainda vivos e esperando por ele.

Celular é um livro brutal, pesado, onde a tecnologia se vira contra a humanidade, e há a todo momento o questionamento de qual a nossa responsabilidade ao a utilizarmos de forma indiscriminada. Como sempre, o destaque para os livros do King são a forma como consegue nos mostrar que não há monstro maior que o próprio ser humano, e sua capacidade ilimitada para encontrar formas de ferir o outro.

Mas, em contraponto, também sempre há as pessoas que, mesmo em meio ao caos, continuam fiéis às suas convicções de moral e civilidade, mesmo que a civilização como a conhecemos praticamente já não mais exista.

Aos Kingmaníacos, leitura obrigatória. Super recomendo!

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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Resenha: "Sangue por Sangue - Lobo por Lobo #2" (Ryan Graudin)


Tradução de Guilherme Miranda

Se você não leu o primeiro livro, essa resenha pode conter spoilers.

Por Stephanie: Eu estava com boas expectativas para a leitura de Sangue por Sangue. Gostei do primeiro livro (resenha aqui), mas esperava que o segundo conseguisse ampliar a história e tornar tudo mais interessante. E fico muito feliz de dizer que foi exatamente isso que aconteceu.

O livro começa do mesmo ponto em que seu antecessor terminou. Yael está em fuga após a tentativa fracassada de matar Hitler, e precisa encontrar uma maneira de chegar até a resistência e elaborar um novo plano que derrube de vez o Terceiro Reich.
Eles eram o que o Reich mais temia. Uma garota judia e um menino alemão segurando o futuro e o passado de mãos dadas.
O ritmo de Sangue por Sangue é bem mais intenso do que o de Lobo por Lobo. Até a metade da história, os acontecimentos não param e o clima de tensão é constante. Sabemos que Yael nunca está totalmente segura, por mais que as circunstâncias indiquem o contrário. Luka, Felix e algumas outras figuras conhecidas retornam à obra, e também temos a participação de novos personagens (e outros não tão novos assim). Apesar do ranço que tive de certas pessoas – que não vou citar por motivos de spoiler –, eu adorei a complexidade e evolução da maioria delas. Um super ponto positivo para Ryan Graudin.

A autora mais uma vez deu foco às relações de Yael com as pessoas de seu passado, mostrando alguns flashbacks não só de quem tem algum envolvimento com a história da protagonista, mas também explorando as histórias de outros personagens, para que o leitor possa entender as motivações de cada um e compreender um pouco mais de suas personalidades.
Ela não estava pronta, mas ficaria. Voltaria ao começo para encontrar um fim. (...) Estava a caminho de terminar o que tinha começado.
O final é fechado, mas nem tanto. Confesso que eu esperava algo um pouco maior, grandioso, mas reconheço que Ryan Graudin fez um excelente trabalho em incluir reviravoltas chocantes e resolver os principais problemas criados. Eu gostei muito dessa duologia e com certeza recomendo para quem espera um livro de YA com um background interessante, personagens bem escritos, muita ação e pouco romance.

Até a próxima, pessoal!

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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

[Cineclube]: Medo Viral






Cineclube é uma coluna semanal que tem como objetivo trazer para os leitores do Dear Book, críticas sobre filmes (do retrô até os últimos lançamentos), além de alguns especiais sobre temas do universo cinematográfico, passando eventualmente pelas séries que tocam nossos corações (seja por amor ou total aversão mesmo). Qualquer assunto da sétima arte que mereça ser discutido você vai ver por aqui, no Cineclube.




Titulo: Medo Viral
Data de lançamento (Brasil): 16 de agosto de 2018
Diretor:  Abel VangBurlee Vang
Elenco principal: Saxon Sharbino, Bonnie Morgan, Brandon Soo Hoo, Alexis G. Zall, Mitchell Edwards
Gênero: Thriller, Terror


Um grupo de amigos baixa um aplicativo, que no início parecia ser inofensivo dando apenas algumas direções e informações, mas depois passa a se tornar sobrenatural, quando os jovens começam a ser aterrorizados por uma entidade que manifesta o medo de cada um.


Medo Viral é um daqueles filmes de terror que tentam ser criativos, mas que no final das contas trás o mesmo de sempre. Bom para passar o tempo, e que vai assustar aqueles mais sensíveis ao terror, e não vai causar muita coisa em quem já tem o hábito de ver esses filmes e precisa de algo pesado para se assustar. Gostei da ideia do filme de usar um aplicativo de celular como o causador da "maldição" que passa a perseguir o grupo de jovens. Não é a primeira vez que vejo a tecnologia ser usada como ligação entre o ser sobrenatural e o jovem desavisado (lembro de Pulse, que me marcou bastante, ou o recente Verdade ou desafio, que utilizada um pouco disso no final), mas ainda assim foi uma boa sacada.


O elenco de jovens não tem nada de especial, o que continua sendo uma quase tradição em filmes de terror juvenil, em que não se pede muita coisa do elenco, e alguns dos nomes de Medo Viral, inclusive já participaram de outras obras do estilo terror. De qualquer forma, o filme tem um desenvolvimento legal, e ele aproveita para aprofundar um pouco na história de cada um os personagens. Já que o ser sobrenatural utiliza do maior medo de cada um para assustá-los e matá-los.


Medo Viral consegue causar certa tensão e até dar sustos na hora certa. Em alguns momentos as cenas foram meio impactantes, pra mim, que me assusto facilmente. Mas este, é um daqueles filmes, que na medida em que você vai assistindo, acaba se acostumando com o que vê. Ao meu ver, ele consegue ser um filme de terro interessante, de grau mediano, mas não será o caso de marcar o telespectador depois de ter assistido. Mas vale a pena ser visto com os amigos, e se divertir.







Jayne Cordeiro é de Salvador-Bahia, e tem 26 anos. Enfermeira, com pós graduação em auditoria, sempre foi apaixonada por livros e filmes, e entrou no universo dos blogs em 2015, ao se tornar resenhista literária da página Maravilhosas Descobertas. Além disso, hoje ela também participa do blog O Clube da Meia Noite, como resenhista literária e esporadicamente na crítica de filmes. E agora faz parte do blog Dear Book com a nova coluna sobre filmes, Cineclube.


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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Resenha: "A Máquina do Tempo" (H. G. Wells)

Tradução: Braulio Tavares

Por Eliel: De vez em quando, é muito bom visitar os clássicos. Afinal, não só eles falam ao leitor sobre o espírito de uma época mas também, em alguns casos, dão o ponto de partida para o surgimento de toda uma nova era na literatura.

Nesta edição especial com ilustrações e extras, lançada pela nossa queridíssima Suma de Letras, encontraremos não só a beleza do escrito épico de H. G. Wells, como também uma edição digna de colecionador por seu acabamento e construção.

Para os que ainda não conhecem, "A máquina do Tempo" narra a história de um cientista inglês que, por meio de sua invenção, acaba em um futuro extremamente distante, onde os Eloi e os Morlock dividem a Terra de forma nem sempre pacífica.

Lançado em 1895, foi um livro visionário por ser o primeiro a tratar do conceito de viagem no tempo através de um dispositivo montado especificamente para este fim, mediante a vontade de seu criador.

Você assistiu De volta para o Futuro? Planeta dos Macacos? O exterminador do futuro? Bom, não podemos creditar todas essas histórias a Wells, mas com certeza foi ele quem primeiro lançou mão, literariamente falando, desta possibilidade, e o fez muito bem.

O livro foi adaptado para os cinemas duas vezes, uma em 1960 e outra em 2002. Na primeira versão, foi relativamente fiel ao livro original, enquanto a versão de 2002 adicionou um romance à trama. Nela o ator principal só constrói a máquina para tentar salvar sua noiva, Emma, que havia morrido tragicamente. Ao não conseguir modificar o passado, vai ao futuro em busca de respostas.

Na trama original, o personagem principal, chamado apenas de "viajante do tempo", convida diversos homens proeminentes em suas carreiras, desde jornalistas até médicos renomados, para um jantar em sua residência. O motivo, é intrigante: explicar-lhes sobre as suas descobertas, que tangem à possibilidade de se viajar no tempo. E mais, que ele havia construído uma máquina capaz de o fazê-lo.

Nós nos entreolhamos, perplexos. — Diga-me uma coisa — o Médico foi o primeiro a falar —, você está falando sério? Acha, com toda a sinceridade, que essa máquina está realmente viajando no Tempo? — Sem dúvida! — disse o Viajante do Tempo, abaixando-se para apanhar um tição na lareira. Enquanto acendia o cachimbo, voltou-se e fitou o Psicólogo. (Este, para demonstrar que não estava perturbado, tirou um charuto e tentou acendê-lo sem cortar a ponta.) — E não é só isso — continuou,indicando o laboratório. — Tenho ali dentro uma grande máquina quase terminada. Quando estiver pronta, tenciono viajar eu próprio.
É com incredulidade que os homens presentes à reunião, achando que o protótipo criado pelo Viajante do tempo nada mais foi que um truque de prestidigitador. Na semana seguinte, no entanto, em novo jantar servido em sua casa, vêem o Viajante entrar em casa em situação lastimável: descalço, sujo, cabelos desgrenhados, machucado e com ar distante como se algo lhe ouvesse acontecido.

— Mas por onde é que andou você, homem de Deus? — gritou de novo o Médico. O Viajante do Tempo não pareceu tê-lo ouvido. — Fiquem à vontade, não quero perturbá-los — falou, articulando com dificuldade as palavras. — Estou bem. Deteve-se e estendeu a taça para que a enchessem de novo, e esvaziou-a de uma só vez. — Isso faz bem — disse. Seus olhos se tornaram mais brilhantes e um leve rubor subiu-lhe às faces. Relanceou os olhos sobre nós numa espécie de muda aprovação e em seguida se pôs a andar pela sala quente e confortável. Depois voltou a falar, ainda como se tivesse dificuldade cm encontrar as palavras. — Vou lavar-me e mudar de roupa, depois descerei para lhes dar as explicações. .. Deixem para mim um pouco desse carneiro. Estou quase a morrer de fome
Sentado à mesa e já refeito, o Viajante do tempo come com bastante apetite, mostrando que suas palavras não tinham sido um exagero, realmente estava faminto. Em seguida, convida os homens a escuta-lhe narrar suas aventuras em sua primeira viagem no tempo. O restante do livro será então o estranho e surpreendente relato do viajante do tempo do que encontrou nessa empreitada inusitada.

Por mais que seja uma leitura que traz a tona algumas expressões antigas, e conceitos comuns ao ano em que foi escrita, não se torna maçante em momento algum. A leitura é fluida  ágil, os acontecimentos encadeiam-se de forma lógica e não levei mais que um dia para lê-lo.

As ilustrações ficaram belíssimas, adorei também o material extra dessa edição que, convenhamos, fica perfeita na estante! Se você ainda não leu, leia! Você não vai se arrepender. Mas, se não leu, adquirir o livro vale muito a pena, realmente ficou uma peça magnífica!

Ah, e uma curiosidade! Você sabia que a ideia de viagem do tempo vem sendo pesquisada aqui no Brasil? O físico Mario Novello lidera uma equipe há cerca de 15 anos que se dedica justamente a teorização sobre a construção de uma máquina do tempo. Eles investigaram uma possibilidade levantada em 1949 pelo matemático Kurt Gödel para as equações da relatividade geral de Einstein e Henri Poincaré.



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sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Resenha: "A Criança no Tempo" (Ian McEwan)


Sinopse: Numa ida rotineira ao supermercado, Stephen Lewis, escritor bem-sucedido de livros infantis, se depara com a maior agonia de um pai: Kate, sua filha de três anos, desaparece sem deixar rastros. Numa imagem terrível que se repete ao longo dos anos seguintes, ele percebe que a garota não vai voltar.

Com ternura e sensibilidade, Ian McEwan nos leva ao território sombrio de um casamento devastado pela perda de um filho. A ausência de Kate coloca a relação de Stephen e de sua esposa Julie em xeque, enquanto cada um deles enfrenta à sua maneira uma dor que só parece se intensificar com o passar do tempo. Vencedor do Whitbread Award, A criança no tempo discute temas como ausência, luto, culpa e as marcas indeléveis que um acontecimento pode deixar em uma família. Um romance surpreendente de um dos melhores escritores de sua geração.


Por Jayne Cordeiro: A Criança no Tempo é um drama, que trás como base o retrato de como um pai lida com o desaparecimento da filha pequena. O que por si só é algo bem profundo e dramático. Em muitos momentos da obra, acompanhamos os pensamentos do protagonista, e como ele passa por cada etapa de emoções que essa perda envolve. Vemos também como a relação dele com a esposa fica abalada e se quebra com o esse acontecimento tão devastador.

Ao tirar o salmão do carrinho, Stephen deu uma olhada para baixo, na direção de Kate, e piscou o olho. Ela o imitou, mas desajeitadamente, enrugando o nariz e fechando os dois olhos. Ele pôs o peixe na esteira e pediu à moça um saquinho. Ela meteu a mão debaixo de uma prateleira e lhe entregou o saquinho. Ele pegou e olhou para trás. Kate havia desaparecido. Não havia ninguém na fila atrás dele.

Achei a temática super interessante e em muitos momentos o leitor se emociona com o que lê. O autor consegue mostrar de forma madura e realista os sentimentos e atitudes que que um pai que perde uma filha deve passar. O desespero, a raiva e o luto. E tudo isso torna o livro riquíssimo, até porque o autor tem uma ótima escrita. A ambientação da história é interessante, e de certa forma atemporal, porque não dá para ter certeza sobre qual é o momento histórico em que se passa. Mesmo que saibamos que o livro foi escrito na década de 80.

Mas apesar de toda as qualidades na escrita, no drama central, o livro tem alguns pontos que a mim incomodou. Por mais que o livro cumpra a missão proposta pela sinopse de mostrar o sofrimento e a recuperação de um pai que perdeu a filha, para mim, o livro passa muito tempo com foco em outra situações, que acabam não tendo propósito nenhum. Particularmente, gosto de pensar, que todas as situações e diálogos em um livro ou filme, servem como uma ponte para algo na frente. Seja para levar o personagem a entender algo psicológico ou de uma situação. Mas isso não acontece aqui.

Devia haver algo carinhoso a dizer que não fosse nem frívolo nem o expusesse ainda mais. Mas só restava a conversa fiada. Só conseguia pensar em pegar a mão dela, e no entanto não o fez. Tinham exaurido as possibilidades, a tensão do toque, haviam chegado ao limite. Por ora, tudo estava neutralizado.

O protagonista visita familiares, amigos, frequenta reuniões que a longo prazo não acrescentam nada ao enredo ou continuidade da história. Essa ligação era muito mais visível quando ele visitava a esposa, e aí sim, conseguia ver um motivo, uma consequência daquele encontro. Então isso me incomodou, e me pareceu muito mais um desperdício de espaço no livro. A forma como o protagonista vai e volta em lembranças dele ou de histórias de outros personagens também deixou a leitura um pouco maçante em alguns momentos, o que fez a leitura ficar mai lenta.

Houve dias péssimos, quando quis morrer. Cada vez que aquela coisa voltava era mais forte e mais tentador. Sabia o que tinha de fazer. Tinha de parar de correr atrás dela em minha mente. Precisava parar de ansiar por ela, esperando vê-la na porta da frente. visualizando-a num bosque ou ouvindo sua voz quando fervia a água para o chá. Precisava continuar a amá-la, mas precisava também parar de desejá-la.

Acredito que A Criança no Tempo tem uma mensagem muito legal, e uma proposta boa. O autor mostra que tem um poder de escrita, mas pecou um pouco na forma como escolheu contar a história. Tudo acabou sendo um pouco decepcionante para mim, mas acho que esse é um daqueles livros, que gostar ou não vai depender muito do gosto pessoal do leitor, até porque Ian McEwan não é um autor consagrado sem motivo. Então cabe a você, leitor, decidir dar uma chance ou não a essa obra que já foi premiada internacionalmente. Boa leitura! Abraços.









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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

[Cineclube]: Vidas à Deriva







Cineclube é uma coluna semanal que tem como objetivo trazer para os leitores do Dear Book, críticas sobre filmes (do retrô até os últimos lançamentos), além de alguns especiais sobre temas do universo cinematográfico, passando eventualmente pelas séries que tocam nossos corações (seja por amor ou total aversão mesmo). Qualquer assunto da sétima arte que mereça ser discutido você vai ver por aqui, no Cineclube.





Titulo: Vidas à Deriva
Data de lançamento (Brasil): 09 de agosto de 2018
Diretor:  Baltasar Kormákur
Elenco principal: Shailene Woodley, Sam Claflin, Jeffrey Thomas, Elizabeth Hawthorne
Gênero: Drama, Romance, aventura

Apaixonados, os noivos Tami Oldham (Shailene Woodley) e Richard Sharp (Sam Claflin) velejam em mar aberto quando são atingidos por uma terrível tempestade. Passada a tormenta, ela se vê sozinha na embarcação em ruínas e tenta encontrar uma maneira de salvar a própria vida e a do parceiro debilitado.


Lembro quando vi o trailer desse filme pela primeira vez, e decidi que teria que vê-lo porque era com dois atores dos quais gosto muito. Finalmente consegui ver o filme, e trouxe para vocês as minhas impressões. No primeiro momento, Vidas à Deriva pode parecer uma daquelas histórias de drama/aventura em que o pessoas ficam presas em um situação, e precisam sobreviver a isso. Mas, apesar de existir essa parte no filme, sua história é muito mais um romance, e fiquei apaixonada por isso.


Ao mesmo tempo em que acompanhamos de cara, já as consequências de um trágico acidente em alto mar, vemos também cenas passadas, mostrando como o casal Tami e Richard se conheceram e acabaram parando naquela perigosa aventura. E achei bem interessante como decidiram mostrar essa história, não de forma completamente linear, mas de qualquer forma consegue fazer o telespectador se apaixonar por esses dois, como casal, mas também como personagens isolados.


Sam Claflin está encantador neste filme. Não tem um personagem tão destacado quando a da Shailene, que é um exemplo de força e superação, mas ainda assim, fundamental para o desenrolar do filme. A Shailene, como eu comentei, está espetacular aqui. Não só pela dedicação em perder de peso para o papel sofrido, mas por fazer uma personagem dramática, que precisa lutar batalhas a cada momento do dia para salvar ao homem que ama e a si mesma.


As cenas em alto mar foram muito bem feitas, principalmente a a cena envolvendo o acidente. O filme também trás cenário paradisíacos. Apesar de não ter um roteiro tão inovador, gostei de como o foco do filme é muito mais o romance do que a situação complicada que os personagens vivem. E o filme consegue até surpreender bastante no final. Vidas à Deriva é um daqueles romances carregados de drama, que fazem o telespectador se apaixonar, torcer pelos personagens, e ainda, talvez, derramar umas lágrimas no final. O que foi realmente o meu caso. Abraços!






Jayne Cordeiro é de Salvador-Bahia, e tem 26 anos. Enfermeira, com pós graduação em auditoria, sempre foi apaixonada por livros e filmes, e entrou no universo dos blogs em 2015, ao se tornar resenhista literária da página Maravilhosas Descobertas. Além disso, hoje ela também participa do blog O Clube da Meia Noite, como resenhista literária e esporadicamente na crítica de filmes. E agora faz parte do blog Dear Book com a nova coluna sobre filmes, Cineclube.

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                         E você, o que achou da coluna? Deixe seu comentário!


Até o próximo Cineclube!
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Ana Liberato