quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

#Indicação: "Nada Mais Que O Normal" (Melissa de Sá)

Por Kleris: Você já teve aquela boa sensação de ler uma história que te ganha e pensar “POR QUE NINGUÉM ME AVISOU QUE ERA BOM ASSIM”? 

Eu particularmente gosto dessa sensação – embora nem tanto do fato de não me avisarem – mas cá estou pra apresentar uma nova porque, bem, estou de antemão te avisando, e, olha só, é tão bom que estou resgatando a seção de Indicações do blog ^^
Tem muita coisa que eu não entendo nessa vida. Como por exemplo por que impressoras nunca funcionam quando precisamos ou por que em pleno 2015 ainda tem gente que não sabe usar uma hashtag. 
#TrueStory

Luísa é gente como a gente, normal, entediada e que gosta de pensar um pouco a mais sobre as coisas enquanto ainda não bem se estabeleceu em seus ideais. Quem poderia, afinal, em seus 15 anos?

Nada mais que o normal é uma história sobre a fase mais básica – e normal – da vida, em que Luísa Freitas, nossa protagonista, tenta conciliar vida real e virtual como todo mundo. Esse pézinho de realidade (+ as tiradas super humorísticas de cultura em geral) foi o que logo me abraçou. Me lembrou bastante dos livros Esposa 22 (resenha aqui) e O Diário Secreto de Lizzie Bennet (resenha aqui), só que sendo um jovem adulto bem brasileiro. No mais, a autora se despe de vários clichês literários e passa por cima deles tornando sua história bem crível. E ela promete ser apenas normal – talvez normal demais. 
— Você não pode mandar essas coisas pras pessoas assim!
— Por que não?
— Porque é freak!
— Ah, você e essas palavras em inglês...
— Não são palavras em inglês, mãe! — eu continuei enquanto o sabão escorria pelo meu braço. — É que você não pode agir assim recomendando anticoncepcionais bizarros pras pessoas. 


Vale a leitura porque... 

  • É uma comédia romântica (e comédia de costumes totalmente século XXI);
  • É um jovem adulto bem verde-e-amarelo;
  • Possui boa trama e boa escrita;
  • Você vai se identificar (provavelmente MUITO);
  • É uma história 100% gratuita, com direito a acompanhar todos os capítulos direto do celular/tablete/PC - através da plataforma (ou app) Wattpad.
Bônus: em breve será publicado como livro.  


Como os folhetins do século XXI, Nada mais que o normal é atualizado semanalmente no Wattpad. Lá você pode fazer comentários a cada capítulo, votar nos seus favoritos e trocar ideias com outros leitores. Se a história tem tudo o que você tem procurado ultimamente, tenho certeza que a Melissa vai te conquistar num piscar de olhos. Já quero logo é o livro <3

Onde ler? 
Nada mais que o normal no Wattpad: link


Sobre a autora

Melissa de Sá é escritora e blogueira. Esteve presente em diversas antologias, dentre elas Excalibur (Draco), Boy’s Love (Draco) e Piratas (Cata-vento) (resenha aqui). 
Sua parceria com a escritora Karen Alvares rendeu duas coletâneas independentes bastante elogiadas na blogosfera: Noites Negras de Natal e outras histórias Duas Doses de Amor
Também é autora do livro infantil A Última Tourada, que depois de seus 51 mil downloads no site do projeto de mesmo nome, agora está disponível na versão impressa. 
Melissa é de Belo Horizonte, professora de inglês no IFMG e mestre em Literaturas de Língua Inglesa pela UFMG. Administra o livrosdefantasia.com.br, blog referência no gênero na blogosfera, e mantém o mundomel.com.br, seu site oficial onde fala de livros, filmes e música, além de comentar suas publicações.

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Aos leitores, boa leitura!
À Melissa, sucesso!

Até a próxima o/

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Resenha: “Pela Lente do Amor” (Megan Maxwell)

*Por Mary*: Hola, que tal, mis hermosos?

Les pido que perdónenme, pero hoy hablaré mucho en español con ustedes. Pero hoy, también, tendremos muuuuchos tordos chulísimos. Listos?

Entonces, já vou introduzir esta resenha falando que me apaixonei de imediato por este livro desde seu book trailer, que é lindíssimo, parece um filminho e tem tudo a ver com a história. Você poderá vê-lo aqui. Como nunca tinha lido nada da Megan Maxwell, tinha muita curiosidade de saber se ela era esse espetáculo todo. Olha, vou te contar, ela é SIM!

E, mais ainda, não posso deixar de comentar, já inicialmente, a maravilhosa ambientação na linda Madri, além de muitos elementos latinos que eu adoro e a citação de cantores aos quais sou fã. Gente, o livro parece ter sido escrito para mim!

Nem preciso dizer que, para montar o clima perfeito, o li ao som de muita música latina – a propósito, se vocês quiserem indicações, peçam nos comentários, porque descobri muita banda legal! – que já é um estilo musical o qual curto normalmente. Maná, Pablo Alborán, Luis Fonsi, DVICIO e Camila já são artistas que ouço bastante.

Até o Michel Teló foi citado e fiquei com aquela cara :OOOOO

Nossa, nossa, assim você me mataaaaa!
(Quem nunca se meteu a cantar
quando estava bêbado, que atire o primeiro microfone
 de karaokê hahahaha)
Em Pela Lente do Amor, Ana Elizabeth Barners é uma fotógrafa londrina que, a fim de construir sua própria carreira e conquistar seus próprios horizontes longe da influente família Barners, se muda para a bela e histórica Madri. Lá, abre seu próprio estúdio de fotografia, ao lado da amiga Nekane, e, após um incêndio em seu prédio, conhece o bombeiro bonitão Rodrigo Samaro, Capitão do grupamento.
                                               
A atração entre os dois é imediata, de modo que, mesmo estando grávida de um turista suíço que passou rapidamente por sua vida – e do qual sabe apenas o primeiro nome – Ana decide sair com Rodrigo, só por diversão e para aplacar o terrível desejo que sente por este. As coisas entre os dois, no entanto, acabam não saindo bem como o esperado, nascendo aí uma “casta” amizade. O problema é que Ana se apaixona pelo bombeiro, que não parece se dar conta disso – apesar de também não resistir aos encantos da fotógrafa. Nenhum dos dois parece querer um relacionamento sério, porém, vocês sabem, nem sempre o nosso coração obedece nossa cabeça. 
- Ana – interrompeu a doutora -, relaxe. Responda ao que puder, e como você disse, a menos que queira, não precisa me contar sua vida e obra, e muito menos se desculpar nem se sentir culpada por nada. Se decidiu ter este bebê sozinha, ótimo! Curta sua gravidez.
- Vou poder curti-la?
- Claro que sim. Se decidiu ter este bebê, tem que curtir para que ele se sinta feliz e se desenvolva bem. Ele sente seu estado de espírito, e tudo o influencia.
- Ele me escuta também?
- Claro. – assentiu a mulher.
Ana, tocando sua barriga ainda pequena, surpreendeu as outras ao murmurar:
- Se está me escutando, retiro o que disse: você não é um desmancha-prazeres nem nada disso que eu disse ultimamente, viu?
Com uma trama típica de comédias românticas, Megan Maxwell narra em terceira pessoa uma história sensível, divertida, fluida e apaixonante. Imaginem Plano B – aqueeeeele filme com a J-Lo – só que diferente e com um belíssimo tordo, lindo e cafajeste. Ler este livro foi como assistir a uma comédia romântica melhor desenvolvida, com conflitos mais bem trabalhados.

Aliás, a respeito dos conflitos, me encantou bastante o modo como a Megan Maxwell os administrou, de modo a agregar à trama temas graves – e até certo ponto, polêmicos – mas abordados de uma maneira não tão pesada. Quero dizer, me encantou essa habilidade da autora de incluir em seu livro temas importantes, sem tirar a leveza de sua obra.

Pela Lente do Amor é um livro irremediavelmente divertido. Ponto. Mas é também comovente e, além disso, reflete de uma forma bastante inteligente acerca do perdão, das segundas chances e de como se encara o amor.
- Então, acorde, caralho, fique esperto! Porque é como as rosquinhas: se continuar provando uma aqui e outra ali, nunca vai saber se gosta de alguma de verdade. Porque, meu filho, embora eu seja virgem, sei que para que gostemos de algo temos que degustar, observar, cuidar, conhecer, desfrutar, e mil coisas mais. E justamente isso é o que você não faz. E no dia que pensar “gostei daquela rosquinha que provei”, pode ser que outro já a tenha comido e você fique com cara de bobo.
- Está comparando um relacionamento com uma rosquinha?
Cumpre destacar que, ao falar de amor, aqui, não me refiro apenas à relação homem e mulher, mas também – e principalmente – o amor familiar surgido entre pessoas que nem tem um laço consanguíneo que os una.

Para finalizar, não sou de falar de capas – até porque não me considero uma pessoa dotada de capacidade técnica para tanto – mas é impossível não elogiar toda a delicadeza e adequação do layout. Lindíssimo!

Então, se você quer se apaixonar, sentir raiva, sentir amor, sentir as lágrimas rolando pelas suas bochechas, ao mesmo tempo rindo e com o coração acelerado, imaginando-se em plena Madri, ao som de muita música latina, leia Pela Lente do Amor. Você vai amar. 
O que é realmente deprimente é ouvir você falar e sentir que não tem coração. Você pode ter um corpo escultural, sair com todas as mulheres que quiser, ter centenas de coisas banais e absurdas, mas nunca, nunca vai amar, nem será amado, como neste filme lindo, comovente e alucinante, porque você nunca vai saber o que é viver e se alimentar de amor.
Hoje vou fazer diferente e finalizar esta resenha com o clipe de Solamente Tu, do Pablo Alborán, que tem muito a ver com esta história linda nos presenteada por Megan Maxwell:



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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Resenha: “Minha Vida de Livro” (Janet Tashjian)

Por Kleris: Oi, pessoal. Voltei aos infantojuvenis! Esse, em particular, é de uma leiturinha bem deliciosa e rápida. Daria um filme legal daqueles da Sessão da Tarde, mas em alguns pontos a história é muito melhor contada em livro. É justo o tipo ideal de encontrar numa biblioteca de escola – aquele bom e velho achado.

Minha Vida de Livro é uma história contada por Derek, de 12 anos, quem está para entrar de férias e tem uma lista de livros para ler antes de começar as aulas. Mas por que ler coisas da escola quando se tem tanto pra fazer no tempo de descanso? Os pais de Derek fazem de tudo para que o menino dê uma chance ao menos a um livro, chegam até a oferecer chocolate por cada página lida. Enquanto não conseguem algum resultado, Derek se joga em um mistério que muito por acaso cai do sótão da casa. De repente algumas coisas soam suspeitas demais e vale uma investigaçãozinha sobre tal a reportagem que a mãe guardou por tantos anos. 

Eu jogo o jornal para ela, e quando ela pega, sua expressão muda:
— Você não tem nada a ver com isso — ela diz.
— Eu sei — respondo. — Só queria saber por que está guardado.
Ela sobe alguns degraus da escada, me puxa pela cintura da calça e me agarra antes de eu cair no chão.
— Em vez de inventar uma história, você vai ler uma.
Ela enfia o artigo de jornal no bolso de trás e coloca o livro da biblioteca na minha mão.

É verão (época de férias lá nos EUA) e Derek quer apenas se divertir, mesmo que isso represente fazer zeros nadas (quem nunca?). Mas como seu melhor amigo, Matt, viaja com a família e Derek se vê sem muitas opções senão aprontar sozinho, ele acaba sendo matriculado em um acampamento de estudos. Contra a corrente, o menino não deixa a imaginação de lado e ainda assim tenta se divertir à sua maneira. Até porque tem todo um rolo de suspeitas acontecendo e o intrigando. 
Se minha vida fosse um livro, eu teria minhas próprias incríveis aventuras em vez de ler sobre as de outra pessoa. Se eu fosse o personagem principal de uma história interessante, em vez de um garoto que precisa ficar sentado e ler o dia inteiro, passaria o verão tentando descobrir como aquela menina do jornal morreu.

As traquinagens do Derek impressionam os pais, que ora vão lá dar aquele puxão de orelha, ora entendem que não é preciso dar uma dura. É uma família, diga-se de passagem, tranquila, bem cotidiana – o pai trabalha com ilustração para filmes e a mãe é veterinária, o que não é nada muito extraordinário, mas que tem um bom peso dentro da história.

Achei interessante que Janet coloca assuntos tensos de maneira leve e agitada ao mesmo tempo, conferindo um pico aqui e ali de emoção. Você acaba rindo muito pelas traquinagens (como quando Derek sobe no telhado pra mexer na antena e isso pode interferir o programa de Tv que o pai assiste ou quando Derek sequestra um macaco da clínica da mãe, só porque seria muito massa poder brincar com um), e gruda-se ainda mais no livro quando o suspense surge (acredite, tem um bocadinho). Não é bem uma aventuuuura, é mais sobre descobrir histórias sobre sua vida que nem sua família poderia ter noção.

Embora a trama pareça ser bem simples, ela é bem construída. Há mistérios, há cotidiano, há bobices e surpresas que se encaixam perfeitamente. Como já comentei em outras resenhas, tenho um tombo inteiro por metaficção (ficção que fala de ficção) e aqui em Minha Vida de Livro você vê algo semelhante, algo como metaleitura (uma leitura sobre leitura) – o que dá aquele toque de como mediar leituras para crianças a partir da visão de uma. Muita gente começa com quadrinhos e Minha Vida de Livro trata bem disso, dessa transição e expandir a imaginação. O livro também te dá umas boas perspectivas, tanto sobre como mediar esse “salto”, quanto sobre a vida e a própria relação de pais e filhos. 
Na verdade, eu gosto de ler. Se me deixassem sozinho com o Calvin, o Haroldo, o Garfield, o Bucky, A Turma da Mônica, eu leria o dia inteiro. Mas querer forçar uma criança a alguma coisa tão pessoal quanto leitura? [...] finjo que sou um espião sendo torturado por forças poderosas do mal que me obrigam a praticar “leitura ativa” pra não ser morto por algum assassino estrangeiro.

Apesar de nunca ter lido de fato O diário de um banana, a minha sensação foi de total lembrança a essa série, pois envolvem meninos ingênuos, amizades de criança, ilustração, um ritmo bem corrido de leitura e umas traquinagens de meninada. Cá com Tashjian temos ainda boas doses de amizade, conspiração juvenil, aprendizados e, vá lá, os velhos costumes da família americana (nunca vou entender como um almoço pode ser um sanduíche de manteiga de avelã...).


  

A edição, inclusive, super corrobora para uma boa apresentação do livro – traz desenhos nas margens das páginas, que representam parte das atividades de Derek durante as férias (ilustrações essas feitas por um real garoto de 15 anos); traz também uma tipografia (tipo de letra) em letras maiúsculas, que passa aquela urgência e agitação de Derek em contar as coisas; isso sem falar da capa dura (um mimo só!).

Se você é desses que adora lembrar como é ser criança, tem essa curiosidade ingênua, curte desenhar ou ler livros com muitas ilustrações... Só acho que vale muito a leitura de Minha Vida de Livro. Leia e depois experimente repassar para os filhos, sobrinhos, irmãos menores, pois imagino que deva ser uma sensação mais gostosa ainda, visto que ele é na medida certa, nem muito, nem pouco e que vocês podem conversar sobre de boa. Enfim, re-co-men-do.

Fico aqui, apenas desejosa por mais livros da Jane Tashjian – ela tem até série publicada. Espero que logo despontem no Brasil ;) 
Ao colocar minhas canetinhas e o caderno na mala, eu me sinto como se praticamente tivesse ajudado papai em alguma coisa importante. Talvez ele possa retribuir o favor me ajudando a convencer mamãe a adotar um macaco.


Até a próxima!

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Resenha: “Esposa 22” (Melanie Gideon)


Por Kleris: Home, sweet home! Nada como voltar a um chick-lit depois de tantas outras andanças pelo meio literário. Acho que fazia mais de ano que eu não lia um e a sensação foi essa, de volta em casa. E mais, Melanie, que estava na minha estante fazia uns dois anos à espera de uma viagem, com certeza me deixou com essa pulga atrás da orelha: POR QUE EU NÃO LI ANTES? Me lembrou Cecelia Ahern nesse sentido (aqui).

Alice Buckle é uma mulher bem casada com William e tem dois filhos. A vida parece ir muito bem, muito cotidiana, até que uma e outra crise querem fisgar a família. Nessa rotina de preocupações usuais surge uma pesquisa aleatória, um spam, no e-mail de Alice, uma pesquisa sobre casamento e ela decide ser uma correspondente. É assim que conhecemos verdadeiramente a vida de Alice (com perfil anônimo de Esposa 22), nas respostas que ela cede ao Pesquisador 101. 
1. Quarenta e três, não, quarenta e quatro.
2. Tédio.
3. Uma vez por semana.
4. De satisfatório a melhor que a maioria.
5. Ostras.
6. Há três anos.
7. Às vezes digo a ele que está roncando quando não está para ele ir dormir no quarto de hóspedes e eu ter a cama inteira só pra mim. 

O engraçado é que não temos acesso às perguntas, só às respostas, então você entra na história tentando adivinhar do que ela tá falando, ao mesmo tempo em que acompanha as altas descrições de Alice. Ela é professora de artes cênicas em uma escola e já esteve por trás da escrita de outras peças, então escrever cenas é com ela, mesmo que seja para um completo estranho. Assim como captura o Pesquisador 101, Alice nos prende em sua história de vida, seus hábitos e dramas pessoais e familiares.


(preferível mostrar a página que copiar uma cena inteira e, de quebra, mostrar como são os capítulos - clique em cima para melhor visualização)

Mas o livro não coloca só conversações diretas entre e-mails. Nessa comédia de costumes, Melanie une rotina e hábitos das redes sociais de um modo muito natural que fica impossível de largar o livro, pois ela consegue se equilibrar bem na narrativa. É, assim, multimídia, como diz a capa com citação de The Washington Post.


(clique em cima para melhor visualização)

Há muitos rolos e desenroladas nessa trama e achei bem impressionante como Melanie consegue concatenar e conciliar tudo em deliciosas e misteriosas 400 páginas. Isso porque Alice pode ser um pouco transloucada, ela tenta resolver os problemas antes que fiquem bem maiores, mas sua família e amigos têm outra ideia sobre o que são reais problemas.

Às vezes pode ser muito para uma matriarca, às vezes muita coisa pode passar por debaixo de seus narizes e aí que mora o perigo. Melanie mostra que até o mais perfeito-imperfeito-perfeito casal pode ter suas dúvidas e crises e às suas maneiras tentam dar um jeito nisso. Mistérios então, não faltam para embaralhar a cabeça dessa Esposa 22, que, por vez, pode estar se envolvendo demais com um tal Pesquisador 101. 
O que eu posso fazer?
Pode me dizer seu nome.
Não posso.
Imagino que você tenha um tipo de nome antiquado. Como Charles ou James. Ou talvez algo mais moderno, como Walker.
Você percebe que tudo muda quando sabemos os nomes uns dos outros. É fácil revelar o nosso eu verdadeiro a estranhos. Muito mais difícil é revelar essas verdades para quem a gente conhece.

Gostei bastante como a autora a partiu de um momento tão crucial da história e trouxe mais quinhentos nesses entrelaces de cotidiano real e cotidiano virtual. Essa ideia de como ambas as esferas podem coexistir, e às vezes prejudicar nossa convivência e comunicação, é uma boa jogada nesse romance. Com uma escrita bem leve, clean e simples, a autora mostra que nem sempre é preciso absurdos ou tramas extraordinárias para apresentar uma boa história interessante e engraçada. Bateu até feelings de Martha Medeiros.
Isso é fácil. Muito fácil. Quem diria que a confissão poderia poderia trazer tamanha descarga de dopamina?

Entre mistérios, loucuras e costumes, Esposa 22 mostra ser uma verdadeira pegadinha para os leitores. Mais que mera comédia e mais que mera história de família, há ganchos e há grandes reviravoltas à espreita para surpreender. Quando você acha que vai ser clichê, a Melanie vai lá e te arrasa, simples assim. Já quero conhecer outros trabalhos dessa moça! 

Adorei a capa, guarda bem os mistérios que envolvem a trama. Quanto à edição e os momentos virtuais, ficaram todos bem apresentados dentre os curtos capítulos. Tem surpresinha também ao final, uma que vai fazer você praticamente voltar ao início e começar tudo de novo.

Preparem as etiquetas adesivas e o coração, porque esse, ah, esse é pra se encher de amor <3
Você está em guerra?  Possivelmente.
Como alguém pode estar em guerra “possivelmente”? Não seria óbvio?
A guerra nem sempre é óbvia, ainda mais quando a pessoa está em guerra consigo mesma.
Que tipo de guerra a pessoa normalmente trava consigo mesma?
Uma guerra em que um lado da pessoa acha que ela está cruzando uma linha e o outro acha que essa linha está pedindo para ser cruzada.
Pesquisador 101? Está me chamando de pedinte?
De jeito nenhum, Esposa 22.
Bem, então está me chamando de linha?
Talvez.
Uma linha que você está pisando?
Basta me mandar parar.
Esposa 22? 


Até a próxima!

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Resenha: "O Retorno de Maria Metálica" (Lorena Rocque)

Sinopse: Maria Metálica está de volta para mais uma aventura fantástica e emocionante, repleta de novos perigos, encontros, desafios e fortes emoções. A intrépida marciana, agora muito mais forte e consciente de seus poderes mágicos, irá juntar-se a sua fiel companheira, a bondosa bruxa Maria Quitéria, e a outros treze bruxos do bem em sua corajosa luta contra as tenebrosas forças do mal.Nesta nova etapa de sua incrível jornada, repleta de viagens intergalácticas, mundos extraordinários e criaturas quiméricas, a jovem Metálica retornará ao planeta Terra sozinha em sua nave espacial e, ao lado de seus amigos, descerá às profundezas do nefasto e perigoso submundo, onde se deparará com grandes mistérios e ameaças, pois Lucius, o poderoso mago das trevas, será finalmente revelado e tentará consumar seus planos diabólicos de uma vez por todas, mesmo que, para isso, tenha que aniquilar qualquer um que atravessar seu caminho.Nossa heroína e sua turma ainda deverão ajudar uma jovem da Cidade do Cimento a libertar-se dos domínios do mal e encontrar seu verdadeiro caminho.Embarque nessa fabulosa história, plena de magia e fantasia, e deixe-se envolver por um enredo que certamente vai instigar as mentes mais imaginativas e sonhadoras; um verdadeiro convite a um incrível e surpreendente universo paralelo povoado de bruxas, fadas, magos, alienígenas e robôs.Fonte: Skoob



Por Eliel: Se você chegou nessa resenha provavelmente já deve ter lido ou se interessado pelo primeiro volume, O Resgate de Maria Metálica

Depois de ter passado por grandes aventuras no submundo ela volta para mais aventuras, que incluem viagens entre planetas, bruxas, bruxos e fadas. Com a ajuda de seus amigos ela volta ao submundo para enfrentar o mal e poderoso Lucius.

Se vocês gostaram do inicio das aventuras dessa marciana, só tenho a dizer que a continuação é bem melhor do que o primeiro volume. Tenho preconceito com continuações, mal de Disney (eles não sabem fazer continuações para os clássicos - minha opinião), mas achei incrível a evolução da saga e aguardo a continuação para ver onde essas páginas vão me levar.

A revisão fez um trabalho melhor do que no primeiro volume, afinal as ideias de Lorena para essa trilogia é ótima só precisou de uma lapidada nesse diamante bruto. Continue assim e garanto que teremos um desfecho surpreendente.

Se gostou dessa resenha pode adquirir o livro aqui.

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Resenha: "After - Depois da Esperança" Vol.4 (Anna Todd)

Por Clarissa: Oi pessoinhas lindas, tudo bem? Espero que sim. Bom a minha super indicação é “After – Depois da esperança” estamos já no quarto volume, o penúltimo da série (choremos). Como vocês sabem, eu sou mega apaixonada por essa série, não tem como explicar tanto envolvimento assim, Anna Todd é espetacular.

Tessa escapou por pouco de uma armação cruel, que poderia destruir o restante de sua esperança de uma vida de “Feliz para sempre”. Aliviada, ela está pronta para deixar o passado para trás e começar um novo capítulo vibrante de sua vida. Tessa se mudou para Seattle por causa do trabalho, e lá ela tentará reconstruir sua nova vida e seguir seus sonhos. Agora que Tessa está longe, ela está usando este tempo para pensar sobre seu relacionamento, todas as coisas boas e ruins, mas ela acredita que o amor pode vencer tudo e Hardin pode mudar algumas atitudes.

“Eu te amo, respondo baixinho. Olho para ele por alguns momentos, só para admirar sua beleza. Ele me tira do sério, eu tiro ele do sério, mas ele me ama e seu comportamento calmo de hoje à noite é a prova disso. Por mais forçado que seja ele está tentando, e nisso eu encontro conforto, na certeza de que mesmo no meio da tempestade ele vai ser minha âncora. Antes, eu tinha medo de que ele me arrastasse para o fundo; agora, não me importo mais se ele fizer isso.”

Hardin está enlouquecendo por morar numa cidade diferente de sua amada, mas sabe que é o sonho dela: viver em Seattle, ser editora de livros e ter uma vida independente. Com a ajuda de Landon, ele reúne todos os seus esforços para apoiá-la na empreitada, provando a ela – e a si mesmo – que é capaz de ser uma boa pessoa.
Hardin e Tessa já tiveram muitas brigas, idas e vindas, mas agora estão, enfim mais fortalecidos. Apaixonados como nunca, seus encontros são cada vez mais quentes e com muitas saudades. Porém uma grande e chocante revelação irá despertar os mais profundos fantasmas do passado de Hardin, colocando todo esse equilíbrio em risco. Quando tudo parece estar indo a mil maravilhas para Hardin e Tessa, vem o mundo e desaba nas costas deles, tirando do sonho e entrando num grande pesadelo. O que mais irá acontecer com os dois? Quais mais provações vão passar até ter um final feliz?

“Estou sonhando? Por favor, que isso seja um pesadelo... O que está acontecendo não pode ser real.”

Minha gente o que falar desta série que me apaixonei de um jeito que é sem explicação, Anna Todd assim meu coração não aguenta, é muito amor, desespero, brigas, revelações e surpresas para uma série só, mas que não largo de jeito nenhum!
É uma história tão linda que todos deveriam com toda a certeza desse mundo ler, garanto que vão se apaixonar seja pela história, ou pela capa e principalmente por cada personagem. Todd os descreve tão bem, que é você que esta na história vivendo cada momento, se apaixonando cada vez mais, ate você perceber que está cuidando do livro como se fosse um filho \o.
No livro tem algumas partes calientes de Hardin e Tessa, mas é o que torna a história mais sedutora e envolvente, mas não é só sobre isto o livro. Fala como o amor supera e perdoa, é delicado e forte ao mesmo tempo e que necessita de dos dois para se fortalecerem cada vez mais. É linda a historia, indico a todos sim, menos as crianças, até porque o conteúdo é adulto. Mas não deixem a oportunidade de lerem passar, eu garanto – para quem gosta de leituras assim, claro – que vão amar e não vai conseguir largar. Minha opinião a cada livro está mudando, no primeiro volume pensei que era chato, que ia só falar de sexo e essas coisas, mas a história foi se tornando única que não tem explicação de como Anna Todd conseguiu me envolver e suspirar de amores por cada capítulo dos quatro livros. É uma série que vai amadurecendo a cada volume o que faz o leitor se relacionar mais com os livros. Como eu venho dizendo muitas vezes, é sem explicação o jeito que você vai se apaixonando pela leitura.
HESSA

Espero que vocês se apaixonem pela história assim como eu e pela fofa e espetacular escritora Anna Todd.

Até em breve e boa leitura!!

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Resenha: "Entrega Total - O Caso Blackstone" (Raine Miller)


 Por Gabi: Oi pessoal, como vocês estão? Já leram o primeiro livro da série? Caso não tenham, confiram aqui a resenha e já adianto que se quiserem continuar a ler este humilde texto, encontrarão spoilers! 

Quando tinha 17 anos  Bryne foi estuprada por 3 garotos em uma festa quando estava bêbada e ainda gravaram toda a barbaridade. Para piorar (se é que tem como), um bandidos é filho de um importante político dos EUA, que tem grandes interesses no comando da Casa Branca. E o trauma dela não para por aí... mas o resto vocês descobrirão na leitura.... rs

Depois da morte de um congressista norte-americano, o pai de Bryne sente que a privacidade da filha esteja em perigo, que usem o que aconteceu à ela, o vídeo, nesses jogos de poder. Ele entra em contato com Ethan, um amigo que conheceu em jogo de pôquer há seis anos e que era um especialista em segurança em Londres para cuidar da segurança da filha. 

O grande problema é que Bryne descobriu de uma maneira péssima que o pai dela tinha contratado Ethan. Eles estavam dando um louco amasso no escritório dele, quando em um telefonema no viva voz surge justo o pai de Bryne tirando satisfação a respeito do seu envolvimento a filha. Mas quando ela descobre que o cara em quem tinha confiado, o qual admirava sua sinceridade, havia omitido essa informação, ela sentiu-se traída e achou que tinha se aproximado dela exclusivamente por trabalho, além de que Bryne ainda morria de medo que ele tivesse visto o vídeo e se descobrisse tudo não quisesse mais nada com ela. 
Tentei me manter afastado e deixar você seguir com a sua vida, mas não consegui. Me senti atraído por você desde a primeira vez em que vi seu retrato. Precisava te conhecer. E depois, ficar com você. Ter você me olhando e realmente me vendo. Agora, sei que me apaixonei. Me apaixonei por uma linda garota americana. Você, Brynne.
A confusão da história não termina por aí, muito pelo contrário. Bryne começa a sofrer ameaças misteriosas, o que deixa Ethan louco, já que ele precisa de usar todos os recursos que possui para protegê-la e também tentar reconquistar sua confiança para voltarem a ficar juntos. Todo o jogo de interesses e política por trás disso tudo, deixa um ar de mistério intrigante por trás do romance hot.

Para os que já leram o primeiro volume, vale super a pena continuar a acompanhar "O caso Blackstone", porque as coisas ficam muito mais elétricas e agitadas lá pro terceiro volume. Mas isso já é um papo pra depois, né? :)

- Vou Bryne - dei os dois passos que aind nos afastavam e a puxei para perto. Ela se aninhou em meus braços e encostou o rosto no meu peito. - Vou estar aqui em todos os passos do caminho, para tomar conta de você. entrega total, lembra? 
Brynne se esgueirou para fora do banheiro completamente nua, com um olhar que já tinha visto antes. Um olhar que dizia eu quero sexo e eu quero AGORA.— Brynne, que é que houve?— Acho que você sabe — respondeu com uma voz sensual e subiu em cima de mim. Com os cabelos caídos no ombro, ela me encarou, como uma deusa do sexo prestes a me devorar.

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Resenha: “Livro para Colorir - Arteterapia” (Obras da artista plástica Viviane Mendes)

*Por Mary*: Olá, meus preciosos!

Então, hoje vos trago uma resenha diferente.

Quando recebi este livro da Editora Idea, fiquei me perguntando como resenhar um livro de colorir. Com isso em mente, busquei uma maneira ágil de falar sobre as minhas impressões a respeito do livro, com o fim de não ficar repetitivo, chato.

A princípio, foi necessário estabelecer outros parâmetros de análise: folha, desenhos, traços e essas coisas. E, depois, me ocorreu que talvez seria interessante fazer um vídeo, porque, por mais que eu explique e mostre fotos, vocês terão uma ideia mais ampla vendo as páginas sem a interferência de luz e flash.

Contudo, não tenho habilidade nenhuma com gravação e edição de vídeos, de modo que peço a paciência e condescendência de vocês por conta do meu amadorismo. Feito? Pois aqui vai o vídeo:


Particularmente, devo confessar que fiquei muito apaixonada pelas mandalas, mas há uma variedade bem grande de desenhos, para todos os gostos e tamanhos.



 





O Livro para Colorir – Artetarapia é uma boa obra para quem busca diversidade, uma vez que ele não é temático. Você vai encontrar gatos, santos, divindades indianas, abstratos, mandalas e por aí vai.

 

 

 




Mas para quem tem preferência por colorir determinados tipos de desenhos, talvez essa variedade de opções não seja uma boa pedida. Por exemplo, conheço gente que não curte pintar desenhos pequeninhos, enquanto outros se irritam com desenhos que tenham espaços muito grandes. Por outro lado, para quem não gosta de mesmice e/ou desconhece sua preferência, vai adorar esta alternativa.



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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Resenha: “Problemas à Vista” (Rachel Gibson)

*Por Mary*: Olaaaaaaaaaar, sociedade!

Devo reconhecer que, quando recebi este livro da Editora Pandorga, saí dançando vergonhosamente pela casa. Por sorte, não tive muitas testemunhas. Seria constrangedor.

Como eu amo a Rachel Gibson!

Vocês sabem, ela faz parte do meu rol de escritores que incitam fangirlismos. É impossível ser imparcial com relação a ela.

Problemas à Vista segue o universo de Simplesmente Irresistível. Não, não se engane pensando que se trata de algum tipo de continuação. Não é. São dois livros que não se interligam e que, inclusive, podem ser lidos independentemente do outro, sem que isso influa na compreensão da história.

- Eu menti para você.
Ela o olhou por cima do ombro.
- Você não aceitou o emprego com os Chinooks?
- Não... Sim! – Ele balançou a cabeça. – Eu menti antes disso.
- Sobre a casa?
- Eu menti quando disse que você não significava nada para mim. Menti quando disse que não a amava.

Chelsea é uma atriz cuja carreira não decolou. Em seu currículo constam inúmeros comerciais de pouca expressividade, figuração e breves participações em filmes de terror classe B. Com alguma experiência como assistente pessoal de celebridades, Chelsea assume a missão de assistir a estrela acidentada do hóquei, Mark Bressler – que é mencionado algumas vezes em Simplesmente Irresistível.

Mark também não está vivendo seu melhor momento. Abandonado pela esposa interesseira – que o trocou por um velhote milionário – Mark sofre um acidente que o obriga a se afastar das pistas de gelo justo antes de conquistar o seu maior momento de glória: a Copa Stanley. Sendo um cara acostumado à dor e que prefere se virar sozinho, dá um jeito de expulsar todas as enfermeiras enviadas por seu time, o Seattle Chinooks.

Até chegar Chelsea. Um mulherão em tamanho miniatura, irritante, intrometida e controladora. Da implicância mútua nasce uma parceria inesperada.
- Você normalmente se senta e pensa em várias formas de ser uma pessoa difícil ou é apenas um reflexo natural? Como respirar?
Ele colocou os óculos espelhados na parte de cima do nariz.
- Pensei que estava sendo agradável hoje.
- Sério?
- Sim. – Ele deu de ombros.
Ela balançou a cabeça.
- Não reparei.
Rachel Gibson domina como ninguém a arte de criar personagens aparentemente rasos, mas que demonstram no decorrer da trama um quê de verossimilhança, os tornando únicos. São pessoas que se escondem por baixo da carapaça de futilidade e encontram nessa sobreposição de camadas uma forma de se protegerem do mundo. Estas pessoas podem, facilmente, ser nós mesmos, pessoas normais sob uma armadura brilhante que irá nos defender da rejeição ou nos proteger das demais decepções diárias.

Aliás, por falar em habilidade, a Rachel arrasa ao abordar a questão dos pré-julgamentos que inconscientemente fazemos em relação a pessoas que não conhecemos bem. Tenho certeza que devo ter comentado isso nas resenhas anteriores que fiz sobre livros dessa autora, quanto a como ela é capaz de trazer à tona o modo como tendemos a julgar as pessoas sem as conhecermos realmente, seja por sua profissão, estilo ou aparência física. 
Durante o mês seguinte, passou a vê-lo como algo distante. Algo que ansiava como brownie e sorvete. Algo que seria ruim para ela. Mas quanto mais dizia a si mesma que não poderia tê-lo, mais parecia querer, nem que fosse uma mordida. E, assim como acontecia com brownie e sorvete, ela sabia que jamais deveria se permitir, pois uma mordida não seria suficiente. Uma mordida levaria a duas. Duas levaria a três. Três a quatro, até que se deleitaria com a coisa toda e não haveria nada mais que um arrependimento e uma dor de estômago.
Com seu característico humor inteligente, Rachel Gibson nos apresenta personagens apaixonantemente divertidos e, como tece tramas com poucos personagens, administra bem os núcleos, dando um ar de intimidade, de simplicidade à sua obra.

Para quem estiver com saudade de John, Georgeanne, Hugh e Mae, eles aparecem muito brevemente em Problemas à Vista. Não dá para matar a saudade, contudo. E também não foi de interesse da autora nos saciar deles. Porém, adorei “vê-los”, mesmo que tão brevemente. Senti como se reencontrasse velhos amigos. Sensação doida, né?

Bom, não preciso nem dizer que indico imensamente a Rachel Gibson, todo e qualquer livro dela. Sou suspeitíssima! Sendo assim, se você quer amor, diversão, humor, erotismo... este é o livro certo para você! 
Seus dedos deslizaram sobre a superfície lisa, enquanto sentia o corpo vivo, feliz. Não havia como voltar para aqueles dias em que ela achava que ele era um idiota colossal. Muito tarde. Amava tudo que dizia respeito a ele. Amava o som de sua voz e sua risada. Amava seu cheiro e o toque de sua mão no braço dela ou na parte mais baixa de suas costas. Amava como se sentia quando ele a olhava ou simplesmente entrava em uma sala. Amava saber que sua aparência dura guardava um coração terno.

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Resenha: “Muito Mais que 5inco Minutos” (Kéfera Buchmann)

Por Kleris: Após Bienal do Livro de 2015, se você não sabe quem é Kéfera, atualize-se e rápido. Ao contrário de críticas e polêmicas, Buchmann representou e muito no maior evento literário do país, reconheçamos. Quantos não leitores você já trouxe para a leitura só esse ano? Pois é, duvido chegar na marca dela.

Como foi comentado nesta matéria, sucessos do youtube são sucessos por alguma razão e mostrar a história dessas pessoas é como qualquer outra: ela está lá, independente do que é capturado pela câmera e do gosto geral das pessoas. Todos temos uma história – no caso de Kéfera, coloque aí uns causos. Mas deixemos essas questões de fenômenos de lado.

Em Muito Mais que 5inco Minutos temos um retrato do espírito zombeteiro e zoeira que é Kéfera. Ê menina peidada da cabeça! De ponta a ponta, o livro traz uma porção de causos, daqueles que todo mundo meio que coleciona na vida (inevitavelmente) – e diz que vai escrever em um livro – e, por ser tão comum, é fácil se identificar: ser criança, ser (ou não) criativo, ir pra escola e lá passar basicamente os piores momentos da sua vida, ficar perdido, ter inúmeras dúvidas, aprender no erro e etc, etc.

Não conheci Kéfera há muito tempo, e, como todo mundo, só aquelas histórias que ela conta em 5inco minutinhos. Toda aquela confiança, esperteza, loucura, hiperatividade, imaginava eu ser algo que fazia parte dela há muitos anos... E não, não é bem assim – e quando se trata de primeiras impressões, não é bem assim com quase ninguém. Nos cinco minutinhos que aqui se prolongam, Kéfera traz pontos comuns da vida jovem e não é tão nonsense quanto se costuma pensar. Na verdade, há muitos alertas e dicas, daqueles que gostaríamos de saber quando éramos crianças sem perspectivas. 
Não estou dizendo que a escola é uma coisa inútil. Muito pelo contrário. Lá você vai aprender lições importantes até mesmo para construção do seu caráter e da sua personalidade. Também pode, quem sabe, descobrir qual a sua vocação :) 
Lógico, tudo tem limites e, caso um dia esteja sendo julgada em um tribunal (o que não é exatamente o que espero pra mim, mas enfim...), não serei louca de mandar a juíza tomar lá naquele lugar. Acho que ninguém seria louco a esse ponto (pensando bem, algumas pessoas, não sei não...), mas o exemplo extremo é para deixar bem clara a diferença entre agir com originalidade e fazer a mesma coisa abandonando o bom senso.
Direta e indiretamente, ela faz colocações sobre os temas com que mais tem a ver, guardando sempre essa vibe transloucada, e ainda assim, consciente – e isso tanto para os assuntos sérios quanto para os menos sérios. Com certeza você encontra umas situações bem cotidianas, outras razoáveis, umas alarmantes e umas bem HAHAHA MEU DEUS, KÉFERA (vide últimos capítulos – ATENÇÃO NA PÁGINA 132).

Enfim, tem muita besteira, e besteira da boa, rondando basicamente dos 5 aos 20 anos da moça, antes de seu estrelato. A gente já acredita que a vida é uma saga, mas Kéfera, ela mostra como alguns clichês permanecem vivos por aí – e lascando com todo mundo. Buchmann agora é desinibida, então acho que há sempre a esperança de uma reviravolta por aí. Ninguém precisa ser sempre uma extraordinária, peculiar e super heroína pra uma grande realização. 
Não demorou muito para o pessoal da minha classe me escolher como objeto de zoeira. E em pouco tempo eu já odiava a escola inteira e vice-versa. Sempre fui o tipo de garota que atrai treta. Talvez fosse porque eu fazia muita besteira.
A edição também não fica atrás. Já conhecia o primor da Paralela e mais uma vez fizeram um ótimo trabalho – tem Vilma pra todo mundo! Mara para o fandom, mara para o jovem leitor. Vocês nem vão sentir o quanto as páginas vão passar rápido.




(clique em cima para melhor visualização)
Kéfera, com certeza, é produto do seu enorme talento e da capacidade inesgotável de criar. Sempre focada nas pessoas, em emoções, na ressonância de sua comunicação inteligente, dinâmica e atual, que tão bem reflete o estilo de ação no mundo da internet. (Prefácio fofo)

 
(clique em cima para melhor visualização)

E para os costumeiros haters - haters gonna hate, a melhor expressão para esse livro é aquela que o Chandler (Friends) fala em uma peça publicitária quando tenta vender um tênis/patins (S09xE15): Inadequado para adultos. Ou seja, se você não é um jovem dessa era de conteúdo, não vai curtir tanto quanto um.
  
P.S.: Vale MUITO esse vídeo sobre livros de youtubers e preconceitos envolvidos, do Cabine Literária.


Se já leu ou tem interesse, fala aí nos comentários o que você acha :) VLW, FLW.

Até a próxima! 




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