sábado, 20 de dezembro de 2014

Resenha: "Sociedade dos Meninos Gênios" (Lev AC Rosen)

Por Eliel:


Sinopse: Chantagem, mistério, confusões de gênero, coelhos falantes e um assassino autômato: mergulhe na trajetória de Violet Adams, que assume a identidade de seu irmão gêmeo para conseguir uma vaga na mais prestigiada universidade de Londres, que é exclusiva para meninos. Inspirado em clássicos como Noite de reis, de Shakespeare, e A importância de ser honesto, de Oscar Wilde, SOCIEDADE DOS MENINOS GÊNIOS traça um retrato pitoresco e provocativo da aristocracia vitoriana, oferecendo diversão, aventura e uma reflexão bem-humorada sobre a questão do gênero.Fonte: SKOOB

Esse é o romance de estréia do americano Lev AC Rosen. E tudo começa na Londres de 1884, porém com uma repaginada steampunk. Estou fascinado com a quantidade de títulos que abordam essa temática que vem chegando aqui em terras tupiniquins.


Tinham sido como os Três Mosqueteiros na juventude e descobriram que esse encontro casual repentino e, também, o vinho, os trazia de volta à mesma condição. Formavam um grupo de crianças bastante inteligentes, o tipo que as pessoas gostam de admirar, desde que não sejam os próprios filhos.

Vivendo em uma época em que as mulheres não tinham tanto destaque na sociedade, Violet Adams, tem um intelecto genial, porém não pode colocá-lo em uso fora das paredes de seu laboratório particular. Após o anúncio de uma viagem de trabalho de seu pai que duraria um ano, ela decide que vai provar a importância da mulher para a sociedade cientifica. O modo de fazer isso é entrar na renomada Universidade de Illyria, o problema é que lá são aceitos apenas meninos; a solução é assumir a identidade de seu irmão gêmeo, Ashton. Então, mudam-se para Londres e Ashton ajuda sua irmã à assumir uma identidade e aparência menos feminina.


Todos somos mais do que a sociedade diz que somos, mas se é para a sociedade nos chamar de alguma coisa... e ela vai chamar... então podemos muito bem escolher.

Sob uma nova aparência, mas com o mesmo intelecto, ela se torna uma das poucas pessoas selecionadas para frequentar as salas de aula de Illyria. Como Violet, começa a surgir fortes sentimentos pelo Duque de Illyria - sim, o dono da universidade. Como Ashton, se torna alvo dos sentimentos de Cecily - sobrinha do duque e uma das únicas mulheres permitidas em Illyria, além de ter uma inteligência anormal.

Apesar de todas as dificuldades em manter diariamente seu disfarce masculino, ela acaba fazendo grandes amizades, que juntos se unem para desvendar os mistérios obscuros da universidade. Um trem subterrâneo, um porão habitado por robôs assassinos e um professor que esconde um segredo terrível só são algumas das aventuras que Violet irá enfrentar durante o tempo que passará em Illyria.

A inspiração é bastante fácil, e importante, embora as pessoas se esqueçam disso às vezes.

O autor consegue dialogar com vários temas, como a definição de gêneros, a liberdade da mulher de escolher o que fazer com seu corpo, a homossexualidade etc. Tudo isso com a roupagem steampunk, o que faz tudo ficar um pouco mais intenso e interessante. Em resumo, uma boa leitura e muito agradável, apesar da enorme quantidade de páginas. Recomendadíssimo.






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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Resenha: "O Primeiro Dia" (Marc Levy)

Por Sheila: Oi pessoas! Como vocês estão? Já conhecem Marc Levy? Eu já tinha lido dele "E se fosse verdade", resenhado pelo blog aqui e já tinha virado fã de carteirinha! Assim, foi com muiiiiiiiiiiiiiitttaaaaaa expectativa que comecei a ler "O Primeiro Dia".

Bom, o livro vai falar basicamente sobre Keira, uma arqueóloga apaixonada, Adrian, um astrônomo dedicado, um pingente e um segredo de milhões de anos. Ficaram curiosos não foi? Então vou explicar um pouco melhor!

Keira estava com uma equipe de escavação no Vale do Omo, na Etiópia. Seu objetivo? Achar os fósseis do primeiro ser humano e ficar célebre por sua grande descoberta. Mas uma tempestade de areia acaba estragando seus planos, destruindo seu terreno arqueológico e jogando seus planos por água abaixo - ou melhor, areia.

Assim, Keira se vê obrigada a voltar para casa, sem verba para contratar uma nova equipe e sem credibilidade. A única coisa que traz consigo é um estranho pingente, dado por Harry, um menino órfão a quem se afeiçoou profundamente.

- Acabou - disse ela, quase sem voz.
- Você pode cavar tudo de novo, não pode?
- Não vai mais ser possível (...)
- Vai me deixar, você vai embora, é isso?
- Não tenho mais o que fazer.
- Pode ajudar a reconstruir a aldeia. Está tudo quebrado. As pessoas daqui ajudaram quando vocês precisaram.

Mas no fundo, até Harry sabe que acabou. Mesmo assim, some do local das escavações, não dando a Keira nem a oportunidade de se despedir, fazendo-a afeiçoar-se ainda mais pelo pingente que recebeu de presente do menino.

Adrian estava no Planalto de Atacama, no Chile. A 5 mil metros do mar. Com queda de 40% de oxigênio. Seu objetivo era ajudar a instalar um novo telescópio superpotente, e quem sabe conseguir provar que há vida inteligente fora do planeta. Mas Adrian só conseguiu passar muito mal e quase morrer, tendo de voltar para casa com seu fracasso, e lidar com uma Universidade falida, que não tem muito mais verbas para custear seus estudos.

Por um estranha coincidência tanto Walter, o administrativo da Universidade de Adrian, quanto Jeanne, irmã de Keira, decidem que os dois devem tentar concorrer ao prêmio oferecido pela Fundação Walsh: dois milhõs de libras para o projeto de pesquisa mais promissor. Walter por que representa uma Universidade falida, e vê em Adrian alguma esperança; Jeanne por que não aguenta mais ver a irmã vagando pelas ruas de Paris, sem um objetivo definido.

É assim que Keira e Adrian acabam se encontrando. E que descobrimos que os dois tem mais do que a paixão pelo conhecimento em comum. Na verdade, eles se conhecem de longa data, e chegaram a ter um relacionamento, que Keira acabou e Adrian nunca esqueceu. E que Keira terminará novamente.

- Você esta muito bonita nessa luz.
- Deixe que eu vá embora Adrian.
- Pode me prometer uma coisa?
- O que quiser.
- Se por acaso nossos caminhos voltarem a se cruzar, prometa que não vai me beijar.
- Prometo - ela confirmou.

Mas Keira deixou algo para trás: seu pingente, que sem que os dois saibam, está movimentando toda uma velha organização, com pessoas dispostas a tudo para recuperá-lo, e fazê-lo ficar esquecido de uma vez por todas.

Acontece que há um grande segredo escondido no pingente, um segredo que pode mudar para sempre a história da humanidade. Você quer saber que segredo é esse? Então você terá que ler os DOIS livros - este e a continuação, "A Primeira Noite", que eu já li e vou resenhar em breve!

Mas uma coisa é certa. VOCÊ TEM QUE LER ESTES DOIS LIVROS. A história de Adrian e Keira é muito intensa, e o segredo que eles tentam descobrir, de tirar o fôlego. Suspense, aventura, investigação policial e romance ... ah, o romance! Tudo na dose exata! Recomendadíssimo!







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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Littera Feelings #25 – Pequenas lembranças e/ou vontades súbitas

Oi, gentes!

Estamos tão tão tão tão próximos do fim do ano! Acho que minha ficha tá é “lerdando” a cair, porque minha cabeça processa como se fosse novembro às vezes. Nem ver todo tema de Natal pela cidade resolve, já que começaram os enfeites desde o fim de outubro acho. Tô perdida no tempo, é isso XD

Mas meus livrinhos pra viagem estão no ponto de colocar na mochila :) Prioridades, né. Não dá pra esquecer ou deixar pra última hora.

Falando em esquecer...

Melhor, em lembrar!

Sabe quando você está em determinada situação no “plano real” e bate aquele feeling do livro, assim, do nada? Quase como um déjà-vu. Pois bem aí!




Acho engraçado quando acontece. Às vezes como confirmar um pequeno segredo que só quem leu sabe, ou às vezes como uma mostra que pequenas coisas do nosso dia a dia também fazem parte do dia a dia do outro, quando achamos que só acontece conosco. Enfim, uma coisa bem súbita.



Ally Carter ilustrando o que quero dizer nesse post:
Toda vez que eu entro nesse elevador penso “será esse prédio um disfarce para a CIA?” #AllyVaiAoContador
(Ally Carter é autora de séries de livros YA sobre espiões e ladrões)

Lembro mais uns casos...

Quando estou caminhando para casa e bate aqueeela coragem de ter que andar umas 4, 5 quadras, desejo que fosse como em Como eu Era Antes de Você, em que a personagem precisava de apenas uns 150 passos do ponto de ônibus para sua residência. Inventei uma vez de contar meus passos pra dizer pra Lou, mas, mal terminei de subir uma rua, me perdi na conta e eram tantos que desisti (só de imaginar realmente o número, acho que é melhor não saber).


Hoje em dia é tão comum andar olhando ou usando o celular que já fazemos sem mal perceber. Aí que mora o perigo e não falo somente em caso de a pessoa ser assaltada. Li Fiquei com seu Número e ficava agoniada quando a personagem atravessa AVENIDAS lendo e-mails. É aquela coisa normal que não devia ser, né? Mas eu ficava. E quando me vejo inevitavelmente tendo que ver uma mensagem ou ligação na rua, lembro dessa sensação. Até mesmo em andar com um carrinho em um supermercado... Vale ver essa campanha.

Ao menos dá pra aliviar a tensão quando se pensa em Single Ladies e naquela cena hilária, hein? #segredo


Descobri (escrevendo esse post) que tia Sophie Kinsella me dá muitas dessas súbitas lembranças. Sei que tem uma passagem em O Segredo de Emma Corrigan que a personagem diz que não sabe o que quer dizer a palavra “logística”. Na época em que li eu também não sabia, mas quando descobri, minha vontade sempre foi de poder chegar pra Emma e explicar como funciona ou pra que serve. Já em Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, há uma cena (não é spoiler porque não é uma grande cena) em que a Becky deseja muito ganhar na Mega Sena e deseja tão forte que realmente acha que tá tudo ganho. Bom, com quem que não acontece, certo? Em rifas e concursos, então, nem se fala...

Uma que de vez em sempre acontece é quando tenho de escrever algo à mão e é estranho porque é um costume/exercício que está ficando pra trás. Assim como minha letra bonita hahaha (já mencionei o caso aqui). Cássia, em Destino, me dá essas reflexões por coisas tão mínimas.

E já que tudo nos leva às modernidades, vai dizer que não se lembram da série Boy da Meg Cabot (mais precisamente Todo Garoto Tem) quando os personagens estão dentro de um carro conversando entre si por mensagens de blackberries e fazemos isso quase todos os dias dentro de casa mesmo? Quem sabe no mesmo quarto. Se não, no mesmo sofá até! A verdade é que internet aproxima tanto a ponto de nos afastar.

É, a vida nos leva às páginas, as páginas nos levam à vida.

Tem uma de O Grande Gatsby que eu contaria se não envolvesse um grande spoiler do livro e outro da série How I Met Your Mother =/

Anyway, quero saber de vocês! Que situações te ligam imediatamente a livros? Ou cenas? Que livros já te deram essa sensação de conhecido?

Olha, por um ou dois meses, a Mary respondia Ian <3 toda vez que alguém dizia “valeu” numa conversa. Aí só lendo Perdida pra entender haha ou melhor, lembrar :)

Se der branco, tudo bem, vou confiar que quando bater subitamente uma vontade ou lembrança, bata em vocês também a de (re)leitura desse post :)

Até a próxima!

Kleris Ribeiro.

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#Ofertas por ai 26 - Blacknight


E hoje tem BLACKNIGHT! E o que não faltam são boas ofertas para fazer seu natal mais feliz! ;D AUHUHAH

Escondam os cartões de crédito!!!!;D
Os preços informados aqui valem para o dia da postagem, afinal as Lojas Virtuais os mudam o tempo todo e não nos responsabilizamos por essas mudanças.

Para ver as ofertas anteriores clique aqui.





  • Qualquer problema com os links ou alguma novidade que nós ainda não comentamos nessa coluna ou nas anteriores, coloque nos comentários! ;D

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Resenha: "Um conto do destino" (Mark Helprin)



Por Marianne: Fazia um tempão que eu não lia um livro enorme como Um conto do Destino, mas o tamanho do livro não me intimidou (717 páginas) e eu me joguei no que o autor Mark Helprin tinha pra oferecer.

Mas vamos por partes. Pela sinopse eu podia concluir que o livro era um romance com muitas reviravoltas, viagem no tempo, um amor que UAU supera tudo, inclusive a morte. 


Em Um conto do destino conhecemos Peter Lake. Seus pais, num ato de desespero, o abandonaram ainda um bebê num barquinho no meio do oceano pra salvá-lo de uma epidemia de tuberculose. Peter Lake bebê foi encontrado pelos Catadores de Ostras, homens de uma comunidade com várias particularidades um tanto quanto estranhas, e por eles foi criado até a adolescência quando teve que abandonar a comunidade por não ser um nativo como todos os outros catadores.
A cidade era como uma imensa guerra —batalhas rugindo por toda parte, e homens desesperados nas ruas, em legiões rastejantes. Já ouvira os Catadores falarem sobre guerras, mas eles nunca disseram que elas podiam ser enfrentadas, forçadas a baixar as cabeças e forçadas a correr sem sair do lugar. Em vários milhares de quilômetros de ruas havia muitos exércitos cataclísmicos, interagindo sem qualquer ordem —dez mil prostitutas apenas na Broadway; meio milhão de crianças abandonadas. Meio milhão de aleijados e cegos; multidões com milhares de criminosos ativos, perpetuamente envolvidos em combates com a mesma quantidade de policiais; e o vasto número de cidadãos de bem, que, em suas vidas normais, eram tão ferozes e agressivos quanto cães selvagens de qualquer outra cidade.

Peter Lake vai pra Nova York com uma mão na frente e outra atrás, sem nenhuma ideia de como é a vida na grande cidade.  Mas o moço se cria em Manhattan e acaba se tornando um dos ladrões mais formidáveis da cidade e entra pra gangue dos Rabos Curtos, um grupo enooorme de saqueadores de Nova York.Mas ao descobrir que o líder dos Rabos Curtos, Pearly Soames, planejava atacar a aldeia dos Catadores de Ostras Peter Lake alerta os aldeões estragando os planos os Rabos Curtos e se tornando inimigo da gangue e sendo perseguido por Pearly Soames até o fim. 
Numa de suas fugas Peter Lake encontra o cavalo branco Athanasor que se torna um personagem quase tão relevante quanto Peter Lake para a história.


E num dia à toa na vida que Peter Lake resolve assaltar a casa de Isaac Penn, milionário dono do jornal The Sun, um dos mais respeitados da cidade.  Peter Lake espera até que a casa esteja vazia e vai direto pro cofre da família e enquanto está lá “trabalhando” ouve uma música tocada no piano e percebe que não está sozinho na residência dos Penn. E é ai que Peter Lake se depara com a belíssima, frágil e pelada Beverly Penn, filha mais velha de Isaac Penn. E ai eles se olham e se apaixonam perdidamente em um parágrafo do livro. Beverly é uma moça bem excêntrica que tem tuberculose e pouco tempo de vida. Ela aproveita esses últimos momentos com Peter Lake criando a história de amor mais xôxa que eu já li.

Um ato benevolente é como um gafanhoto: ele fica adormecido até ser chamado. Ninguém disse que você teria de viver para ver a repercussão de tudo o que faz, ou que você teria garantias, ou que não seria obrigada a vagar pelo escuro,ou que tudo seria provado para você e cuidadosamente comprovado como se fosse algum aspecto da ciência. Nada acontece desse jeito; pelo menos, nada que valha a pena.
Meu resumo do desenrolar do amor dos dois te convenceu? Pois é, eu também não me convenci mas é mais ou menos assim que esse amor tão forte, que viaja no tempo e tudo mais, é apresentado.

Se você já assistiu até o fim o seriado Lost, que foi sucesso na TV paga lá por 2006, e se você (assim como eu) achou o final de Lost um cocô eu venho por meio desta resenha lhes informar que Um conto do destino é o Lost dos livros. História longa, mil personagens cheio de segredos e particularidades, mistério atrás de mistério, milhares de situações que simplesmente não-tem-o-menor-sentido e no final (sério, no final eu já estava pensando “Não é possível esse cara esgotou o limite de falta de senso nesse livro ”) eu estava esperando ler algo do tipo “Então Peter Lake acordou e foi tudo apenas um sonho”. Mas o final conseguiu ser pior do que o seria se tudo “fosse apenas um sonho”.


A narrativa do autor usa e abusa de metáforas e cansa  até o mais incansável dos leitores, ele não economiza na descrição de simplesmente TUDO. Tudo é motivo pra uns quatro parágrafos de descrição. E vejam bem, “tudo” é bastante coisa, se o autor desse uma economizada nas descrições e uma aliviada na narrativa agente teria economizado ai umas boas páginas e talvez eu fosse mais boazinha na resenha do livro. Raras vezes consegui ler um capítulo inteiro do livro. E não me entendam mal achando que sou preguiçosa e não gosto de livros grandes ou narrativas complexas, eu adoro. Mas eu preciso que as coisas que façam sentido, que sejam coesas, que abra a minha mente pra novos conceitos e universos ou que me faça entender o mundo e a vida por um novo prisma. Imaginem que o autor para no meio de uma narrativa pra descrever, sei lá, uma caneta alada, e perde parágrafos e mais parágrafos dando uma importância pra caneta alada que no fim não vai ter importância nenhuma. E ninguém nunca mais fala da caneta (inventei a história da caneta pra ilustrar o absurdo que é a mente do autor).


O livro rendeu um filme em 2014 que eu com certeza vou assistir. Quero muito saber como alguém pegou essa história e transformou num filme coerente que o espectador assiste e fala “Nossa, que filme!”.


Pra não dizer que eu só metralhei o pobre livro, Mark Helprin tem uma linha de raciocínio muito interessante e nos mostra isso através de seus personagens. Deixei várias partes anotadas porque eram simplesmente geniais, mas era um parágrafo ou outro no meio de capítulos e capítulos de situações absurdas. Nenhum personagem em particular me cativou, eram muitos em uma abordagem meio rasa da personalidade de cada um. Situações acontecendo atropeladas o que deixa o leitor meio perdido no que está acontecendo. Enfim, loucura total.


Se você não desanimou com a minha resenha e vai fundo na leitura de Um conto do destino deixa seu comentário aqui no blog sobre o que achou (ou está achando) do livro. Se você leu e concorda comigo ou está me achando uma louca “Imagina Marianne o livro é sensacional!” conta aqui pra gente também.


Um beijo pra todos, até a próxima resenha :)


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Resenha: "Meus 15 Anos" ( Luiza Trigo)

Por Clarissa: Ola pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim, bom hoje minha super indicação é “Meus 15 anos” da fofíssima escritora Luiza Trigo. Pra quem gosta de uma leitura leve, dar risadas, lembrar do passado, dos momentos de quando tudo era novo e simples.

Bia é a mais inteligente e ao mesmo tempo a lerdinha do grupo de amigos, a última a entender as indiretas. Para o resto da escola ela é a nerd. Para seu melhor amigo, ela é demais. E para o garoto mais bonito do colégio, Bia é invisível. Mas Bia sabe que sua estória vai mudar, e todos que riram dela vão ficar boquiabertos com a reviravolta que a historia da vida dela vai tomar.

“-Eu não gosto de livros.-Oi?Fique de cara. Como assim? Quem responde isso?”Eu não gosto de livros.” Quem não gosta de livros? E, mesmo assim, quem tem a cara de pau de assumir uma coisa dessas? Meu Deus.”

Uma grande virada esta pra acontecer, uma superfesta de 15 anos para nenhuma princesa moderna colocar defeito e para fazer inveja ao colégio inteiro. Depois dessa festa, a história de Bia nunca mais será a mesma. E para sua festa acontecer ela vai ter que superar muitas intrigas, falsas amizades, descobrir o que as pessoas são de verdade, ver as atitudes de seus colegas perto e longe dela.

“Tudo bem que agora eu tinha 15 anos e a nova idade significava uma pseudotransiçao de menina para mulher. Mas isso é mentira. Eu era a mesma. Não fiquei mais bonita, não sou mais ou menos inteligente, nem mais madura. Sou a mesma menina de sempre.”

Bem esta estória nos faz lembrar da fase de criança para a adolescência, quando as preocupações eram bobas, aproveitar cada momento que tínhamos sem pensar muito, e não nos preocupávamos muito com o amanhã, é um livro muito fofo, é aquela leitura leve, que nos faz rir e chorar, lembrando do passado inesquecível, como o aniversário de 15 anos, o sonho de toda menina ter sua festa de princesa, ou algo muito especial neste dia. Amei este livro, Luiza Trigo nos faz voltar no tempo, e saber mais sobre nós mesmos, ver as atitudes das pessoas que achava que conhecia. Ela nos passa a mensagem que devemos viver do nosso jeito, não mude pelas opiniões das pessoas, ao menos que seja bom para você e as pessoas ao seu redor. 

Indico este livro a todos, não importa quem seja, terão uma excelente viajem para fazer com esta leitura. Em cada capítulo é o pensamento e as atitudes de cada personagens, e assim nos faz entrar na estória, sentir o que os personagens estão transmitindo, se expressando. Alem da capa do livro ser muito fofa, estilo cartaz de cinema e com as figuras dos personagens. O livro não é muito grande, mas a historia é espetacular. Alem da escritora Luiza Trigo, que tive o enorme prazer de conhecê-la, é uma pessoa incrível, linda, super simpática e tem cabelo colorido >_<. E não deixem de viajar em mais uma aventura dela, que se chama “Carnaval”.

Espero que tenham gostado desta super indicação, e não se esqueçam de colocar seus comentários, dicas e críticas. E leiam o Carnaval.
Até logo, boa leitura!


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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Resenha: "Coração de pedra - Livro 1" (Charlie Fletcher)

Por Sheila: Oi Pessoas! Como estão? Eu estou com muitas leituras atrasadas, e meu nível de leitura diminuiu horrooooooooooooooooooooooores este anos :(. Mas sempre me esforço bastante para não ficar muito tempo longe de vocês!

Bom, hoje vou começar a resenhar mais uma trilogia, a "Coração de Pedra" de Charlie Fletcher. Acabei de ler o primeiro e já vou começar a ler o segundo, então podem aguardar a próxima resenha muito em breve!

Mas vamos à história. Logo no início, conhecemos George, um garoto de 12 anos que está em meio a um passeio do colégio, dentro de um museu. Se num primeiro momento George está entediado, isso muda rapidamente: um dos valentões resolve notar que ele esta ali, e não vai facilitar.

O menino calmamente esticou o braço para trás e derrubou a prateleira, bem em cima de George. Ele deu um passo atrás, mas não havia espaço suficiente, e assim empurrou a coluna de metal com as mãos para se proteger. A prateleira bateu no chão com um barulho metálico estrondoso, espalhando os panfletos pelo chão de mármore ao redor de George.

Resta a George escolher se quer aceitar a provocação, ou assumir a responsabilidade por algo que ele não fez, o que acaba por fim acontecendo. Não, a vida não parece ser justa para George. Ainda não sabemos nesta parte da história, mas a vida deste pequeno garoto inglês não é fácil. Logo, esse acontecimento parece ser quase a gota de água no copo já transbordante de George.

E é assim que, em um instante de frustração e fúria, que George toma uma atitude impulsiva: foge do museu e quebra uma pequena cabeça de dragão de pedra, que adornava o museu onde estava. Foi um grave erro. Pois é exatamente neste instante que o mundo de George vira de cabeça para baixo, e tudo que até então parecia certo, acaba em caos.

Primeiro, por que um pterodáctilo de pedra começa a persegui-lo pela rua. Segundo, por que ninguém parece conseguir ver o que esta acontecendo, a não ser ele. Terceiro, por que uma estátua de pedra é quem o salva do pterodáctilo que o persegue. E, por último, George conhece Edie, uma menina que é uma "fagulha" que também parece poder enxergar esse mundo paralelo, onde ele parece ter caído quase sem querer.

O que George não sabe, é que sua atitude impensada acaba reacendendo uma guerra muito antiga, entre Estigmas (estátuas mitológicas) e Cuspidos (estátuas representando seres humanos). E que agora, terá que empreender uma jornada árdua, para reparar o mal causado, e entender pelo que está passando e por que.

A princípio, não me empolguei muito com a história. Ela parecia pouco desenvolvida, muito infanto-juvenil e ... bom, muito "bobinha". Mas eu me enganei. Redondamente. Conforme a trama se desenrola, vamos sendo cada vez mais apresentados a uma narrativa densa e pesada, ambientada em uma Londres sombria e carregada de mistério, conflito e drama. Além disso, os personagens são muito profundos e complexos.

Sua altura era a média para sua idade, talvez até um pouco mais que a média - no entanto ele se sentia menor, do mesmo que se sentia as vezes mais velho que sua idade. Ou talvez nem fosse exatamente mais velho, e sim um pouco mais batido e desalinhado do que os seus colegas na sala de aula - do mesmo jeito que suas roupas. Suas roupas eram lavadas todas juntas na máquina, as coloridas e as brancas, e embora sua mãe dissesse que não fazia a mínima diferença, fazia sim. As roupas ficavam encardidas, cinzas, desbotadas. E era assim que George se sentia na maioria das vezes.

No início, eu esperava uma aventura previsível. Me deparei com uma história extremamente rica em complexidade, cheia de reviravoltas, revelações inesperadas e mistérios ainda não desvendados. A história parece muito pouco ter a ver com o que George fez e muito mais com quem ele é - o que vamos descobrindo junto com ele, de maneira progressiva.

É uma história que fala de perda, mas também de verdadeira amizade. De uma guerra entre seres, mas também de vitórias sobre si mesmo. Mas, principalmente, é uma história que fala de uma jornada externa, que promove um crescimento interno e o reconhecimento de uma força que não se sabia que tinha.

Muito ansiosa pela continuação que vou começar a ler ... agora! Abraços e aguardem pela resenha da continuação!

PS: AMEI  a capa! Ficou super sombria e a textura ficou muito bacana! Bjus







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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Resenha: "Círculo - Trilogia Engelsfors" (Mats Strandberg e Sara Bergmark Elfgren)

Por Sheila: Oi pessoas! Tudo bom? Eu estou super, hiper, MEGA empolgada  com essa nova trilogia. E que é sueca! Depois de "Os homens que não amavam as mulheres", do também sueco Stieg Larson, não tinha visto mais nada que me "enchesse os olhos" da mesma forma. Até receber "Círculo" da editora Intrínseca para resenhar.

Em primeiro lugar, um aviso: NÃO LEIA, mas em HIPÓTESE ALGUMA  a sinopse disponível no skoob NEM o hostsite oficial. NEM  a orelha do livro. Desculpe, mas vocês entregam mais do que deveriam da história, a acabam tirando boa parte do mistério do livro e parecendo deixá-lo tão ... comum.

Afinal, quando cheguei mais ou menos nessa parte do livro, fiquei um pouco decepcionada. Todo o mistério e aí, os caros autores me apresentam isso? Bom, mais uma vez (recentemente eu andei fazendo isso em outras leituras) eu estava errada. E como fiquei feliz por estar!

Se querem um conselho, fiquem apenas no que diz atrás do livro. Eu, pelo menos, fiquei fascinada com essa sinopse.
Certa noite, quando uma incomum lua vermelho-sangue preenche o céu, seis garotas vão parar em um parque de diversões abandonado, atraídas até lá por uma força misteriosa. O que elas têm em comum? Estudam na Engelsfors High School. E isso acontece logo depois que um aluno é encontrado morto no banheiro do colégio. Os boatos dizem que foi suicídio. Mas elas sabem que á verdade é outra.
Eu comecei a ler o livro após ter entrado em contato apenas com esta sinopse. E praticamente devorei o livro até um pouco antes da metade, que é um pouco depois da cena antes narrada. Quem são estas seis garotas? Não fica claro, durante a narrativa, quem elas serão. Afinal de contas, essa é a parte mais interessante do livro: elas não são as típicas heroínas dos romances.

Na verdade, não poderia haver grupo mais homogêneo. Ou mais conflitante. Ou uma história mais maluca. Ou um drama mais carregado. Afinal de contas, nem sempre as coisas dão certo. Algumas pessoas morrem, e não há garantia nenhuma de quem permanecerá até o final.

Da mesma forma, é difícil saber em quem confiar, já que coisas estranhas começam a acontecer, sem que elas entendam que tipo de poder as levou a tornarem-se mais do que apenas colegas de escola. A verdade é outra. Mas saberão elas que verdade é essa? Aliás, quem está falando a verdade, de todas as pessoas que supostamente devem orientá-las? Afinal de contas, em seu primeiro encontro, o que recebem de conselho é cautela.

Se o mal triunfar, as chamas vão engolir o mundo. Não confiem em ninguém. Nem nos pais, nem em irmãos e irmãs. Não confiem em amigos e amigas. Nem no amor de sua vida. E lembrem-se: o Círculo é a resposta.

Eu adorei o livro! (pronto falei de novo). Um pouco da minha insatisfação proveio do fato de que, lá pela metade, os autores pareceram inserir um Deus Ex Machina na trama, que chegou com todas as respostas, prometendo "assumir as rédeas da situação". Acabou-se o mistério, os conflitos internos, e os conflitos umas com as outras.

Cheguei a ficar muito braba. E deixar o livro de lado, colocando outros na frente. Mas realmente me equivoquei! Na verdade as coisas só começam a ficar mais e mais confusas. E misteriosas. E alucinantes. Afinal, um garoto já morreu dentro da escola. A questão, acaba sendo justamente esta: quem será o próximo?

No fim, tudo parece um grande e bem elaborado jogo, no qual o leitor se vê totalmente enrolado! Ou seja, as páginas praticamente se viram sozinhas, e eu estou completamente LOUCA  pela continuação deste primeiro livro. Não preciso dizer que recomendo não é? Abraços.

PS: Ah, não deixem de conferir o booktrailer do livro!

https://www.youtube.com/watch?v=YeREXWNRHLs






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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Littera Feelings #24 e Érico Veríssimo – Entrevista de Leitura #3

Oi, pessoal! Estão sentindo esse cheirinho de férias próximas? Eu não... Ainda tem muito pra estudar XD Mas não resisto de vir aqui e dizer um Oi.

Mais que isso, hoje tem Entrevista de Leitura!


Bom, recapitulando, aqui no Littera, além de sempre abordar questões ligadas diretamente ao leitor (revisite posts aqui), também proponho uma conversa com vocês sobre uma leitura específica. Na verdade, sobre a experiência de vocês com determinada leitura. Nas edições passadas, tivemos um encontro com Hemingway e Kafka. Neste post, voltamos ao modernismo, dessa vez, porém, ao brasileiro :)

Para participar, é fácil.
São apenas três requisitos

1.      Leitura de um clássico da literatura (nível mundial)
2.      Leitura recém-finalizada
3.      Não valem releituras

~~~~~~~~~~~~Assim, apresento nossos convidados desta segunda-feira.~~~~~~~~~~~~

No microfone de leitor está...

Advogada, colunista no jornal O Estado (Maranhão), blogueira, leitora. Os estilos de que gosta são variados, destaque para o fantástico. Entre seus escritores favoritos está Anne Rice, Laurel k. Hamilton, Charlaine Harris, André Vianco, Pedro Bandeira e Gabo (Gabriel Garcia Márquez).

E na bancada de leitura ao lado está...
Clarissa, de Érico Veríssimo


Dados complementares
Edição (editora e ano de publicação): Companhia das Letras, 2005.
Época de enredo: 1933, uma realidade bem diferente da nossa, retratando um lirismo latente. 


~~~~~~Eis Fernanda e Veríssimo!~~~~~~


Conforme seu entendimento, apresente-nos a trama geral do livro :)
O livro trata a visão de mundo de Clarissa, em uma época que as meninas ainda eram meninas. O livro é bem doce, bem diferente do que é visto na nossa realidade.

Você conhecia algo sobre Clarissa ou mesmo sobre Érico Veríssimo? Essa prévia foi importante de alguma maneira?
Sobre o Érico, eu já conhecia a fama dele enquanto escritor, mas decidi pegar Clarissa, pois foi uma obra inaugural, quando ele ainda não era a explosão que foi e ainda é hoje. Foi importante, pois consegui captar o início dele como escritor, de forma que o início do livro é algo pausado, como se ele estive com medo e logo em seguida desenvolve, demonstrando que ele já estava mais firme ^^
De Clarissa eu já tinha conhecimento em virtude da minha tia, que praticamente perseguiu a vida literária dessa personagem kkkk Titia leu na juventude, quando tinha uns 20 anos e ficou interessada em saber se Clarissa iria ter algo com Amaro, por isso ela foi procurar ler os outros dois livros. Bom, ela não gostou muito do que leu... Acho que não aconteceu o romance esperado.

Falando na escrita de Veríssimo, o estilo do escritor influenciou de alguma forma no seu ritmo de leitura? Se sim, de um jeito bom ou ruim?
Olha, não vou negar que no início o ritmo de leitura foi bem lento. E quando digo lento, exemplifico: duas páginas por dia, o que é demais pra mim, pois consigo ler até dois livros por dia. Mas, do meio para o final, foi um tapa kkkk Acho que foi justamente quando ele parou de se preocupar com o cenário e focou em Clarissa e Amaro.

Sendo um livro datado de 1933, houve algum embate dos seus princípios para com os do livro? 
No meu caso foi a pureza de Clarissa. Muito difícil ter uma menina com a mentalidade dela hoje. Reflito isso no meu trabalho. Olho meninas com 10 anos grávidas. Só aí você já tem uma noção de como fiquei incrédula com o aspecto de Clarissa nos dias atuais. 

[É quase como um tempo perdido mesmo...]

Você conseguiu se ver em algum personagem?
Sinceramente, não tive identificação com personagens, apenas vi que eles são raras vezes relacionados com pessoas na atualidade, pois os costumes e atitudes são bem diferentes. Até as fofocas.

Acha que há algo no livro que marca para ser lembrado através do tempo?
“Lembrado” acho que a visão ingênua de Clarissa, que com o desenvolver da história percebe que o mundo não é um conto de fadas.

Consegue ver a história se desenvolver em alguma trama televisiva (como novela ou série de tv)?
Hoje em dia não. Acho que não vai ter impacto visual para os mais jovens.

Se o livro tivesse uma trilha sonora, qual seria o artista que daria um bom ritmo ao tom da história?
Carpenters e Roupa Nova (rs).

Há algum trecho (quote) que queira destacar?
Não é um quote, mas a informação do autor no início do livro falando que Clarissa deu tão certo, que ele resolveu colocar esse nome na filha. Foi algo tocante:
Sob os jacarandás floridos da velha praça da Matriz de Porto Alegre, caminhava uma rapariguita metida no seu uniforme de normalista. [...] Tinha eu naquela manhã de setembro exatamente vinte e sete anos, e não sei por que absurda razão a proximidade da casa dos trinta me levava a olhar nostalgicamente para a normalista, já com os olhos de quem sente saudade dum tempo perdido e irrecuperável. (p.11).
“O livro é legal, mas...”?
O livro é legal, mas não tem relação com a sociedade atual.

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E aí, já conheciam algo do Érico?


Por sempre eu confundia Érico com Luís Fernando Veríssimo. Não mais!

Recentemente nossa convidada Fernanda mediou um encontro no Clube de Leitura Penguim-Companhia sobre Clarissa, que num pude ir >.< Mas pude conversar com alguns participantes durante a leitura do mês e o que ficou bem em destaque foi essa meninez e inocência da personagem. 

Hoje Érico é um dos escritores brasileiros mais populares, foi destaque na prosa modernista da segunda fase. Nascido em 1905 no Rio Grande do Sul, ele nos deixou em 1975. Clarissa foi sua estreia em 1933, com continuações em Música ao Longe (1935) e Um Lugar ao Sol (1936), porém, nestes não era a Clarissa a personagem principal. Foi certamente uma fase de tatear o solo literário, como comentou a Fernanda, pois abordou por essas temporadas mais o contemporâneo (da época) e o ambiente urbano.

Um pouco mais à frente em sua carreira, Veríssimo voltou-se para o momento histórico de seu Estado, lançou assim a famosa trilogia O Tempo e o Vento (1949-61), que teve adaptação televisiva e cinematográfica. Esta última que foi passada no comecinho do ano na tv como minissérie, com Thiago Lacerda, Marjorie Estiano, Fernanda Montenegro, Cléo Pires e Igor Rickli. Já nos últimos livros, Veríssimo tomou temas mais políticos, Incidente em Antares (1971) é o mais conhecido.

Obrigada, Fernanda, foi ótimo o papo!

Espero que os leitores também tenham gostado.

Interessados em participar de uma entrevista, dentro dos citados requisitos, só mandar nome, um contato de rede social (FB ou twitter), o nome do livro e do autor para marykleris@hotmail.com, assunto Littera Feelings.

Até o próximo post,


Kleris Ribeiro.

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