sexta-feira, 17 de abril de 2015

Resenha: “Não Se Apega, Não” (Isabela Freitas)

*Por Mary*: Na escala de leituras atípicas dos últimos tempos, esse aqui atingiu a Escala Richter.

Em Não Se Apega, Não conhecemos Isabela (a própria escritora), que conta sobre uma fase de sua vida em que se viu refletindo sobre a sua forma de agir e amar. Após dois anos de um namoro “perfeito”, Isabela decide colocar um ponto final na relação com Gustavo – chocando a todos os seus conhecidos por conta de tal decisão. A partir disso, ela reflete sobre os seus relacionamentos anteriores e a maneira com que encarou os sentimentos, levando-a a tomar um tempo apenas para si e, pela primeira vez em muitos anos, ficar sozinha, o que a leva a muitas situações dignas de cada uma das páginas desta obra.

Quando digo que este livro me foi uma leitura atípica, quero dizer que o estilo não é o que costumo ler, mas isso não significa que não gostei. Muito pelo contrário, achei interessante. Não só a escrita, como também o método que a autora utiliza para contar os fatos. 
“A vida é uma sequência de etapas, fases e conquistas. Relacionamentos não são nada mais que isto: fases seguidas de conquistas.” 
Pode-se dizer que Não Se Apega, Não é um híbrido: autobiografia feat. crônica feat. autoajuda. Não espere uma narração linear – mesmo porque, claramente, a Isabela não tem a intenção de narrar fatos – o que, por vezes, pode deixar o leitor confuso. Quero dizer, a autora inicia o capítulo narrando uma determinada situação do presente, depois começa a refletir sobre aquele momento e, logo em seguida, passa a narrar um fato do passado. E aí, quando volta a falar sobre a situação que iniciou o capítulo, você já esqueceu acerca do quê se referia. 
“O desapego não é indiferença, covardia ou desinteresse. O desapego é se libertar de tudo aquilo que faz mal e causa sofrimento. Desapegar é sinônimo de se libertar. Soltar as algemas. Colocar asas. Se permitir voar novamente. O desapego é a aceitação, é o desprendimento.” 
Não obstante, sinceramente considero que essa falta de linearidade não é um motivo para não se ler o livro. De verdade. No máximo, é um motivo para se ter mais atenção durante a leitura. A falta de linearidade é mais como uma característica inerente ao seu estilo e à categoria do livro – que eu ainda não decidi qual é, mas resumo como “híbrido”. 
“Eu fingia, e fingia bem. As pessoas me julgavam feliz e honesta comigo mesma, e apenas aqueles poucos que conseguiam fazer com que eu baixasse minha guarda sabiam quem eu era realmente. Por trás de toda a casca de garota durona, existia uma menininha com medo do amor. Eu não chorava ao terminar relacionamentos, mas chorava com comerciais de margarina. Dizia não acreditar no amor, mas assistia compulsivamente a filmes românticos. (...) O que eu não sabia é que fugir de si mesmo é uma questão de tempo. Um dia a estrada termina desembocando em uma rua sem saída, lotada de espelhos. E é chegada a hora de se encarar nos olhos e assumir diante do mundo o que realmente se é.” 
Além de reflexões realmente profundas, você encontrará em Não Se Apega, Não uma leitura leve, direta e fácil. A escrita de Isabela Freitas é tão coloquial quanto ouvi-la falando. E, ainda, você pode correr para o Instagram dela e “brincar” de adivinhar quem é quem no livro, já que a Isabela modificou os nomes dos personagens a fim de não os expor.

Não vou comentar aqui a diagramação do livro, tendo em vista que não entendo nada dessa parte editorial, só preciso dizer que o layout é simplesmente lindo (tão lindo, que merece o adendo) e a revisão é impecável.



Quero elogiar também a coragem da Isabela. Não apenas de tomar a difícil decisão de descobrir-se a si mesma, de ter a coragem de estar apenas em sua própria companhia e descobrir que é sim possível ser feliz sozinha – conheço muita menina por aí que precisa urgentemente ler o seu livro, para, talvez assim, construir um pouco de amor próprio – mas também pela coragem de transformar tal experiência em livro, correndo o risco até mesmo de expor as pessoas ao seu redor, mas tendo o cuidado de protegê-las. 
“Eu sou apaixonada por pessoas. Por sentimentos. Por emoções. Sou apaixonada por tudo aquilo que faça o meu coração vibrar. E nisso se inclui o sofrimento. Sofrer é poesia. Inspira. Quem sofre pode se renovar.”



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quinta-feira, 16 de abril de 2015

[Assiste aí] Suits

Olá, pessoas!

Não estranhe esse post sobre série, porque sim, temos de volta uma coluna sobre série \o/. Meu nome é Mariana e como você me chama é escolha sua, desde que comente lá embaixo. Mas eu sou muito chamada de Mari, se não quiser pensar em um apelido. Vou trazer aqui indicações do que vocês assistirem e não só series. Você vai entender à medida que lê o post.

Não é fácil convencer alguém a assistir uma série. Convenhamos que um filme, no pior dos casos durando umas três horas, é bem mais fácil de ser assistido por aquele seu amiguinho do que uma série de quarenta minutos e infinitos episódios. Porque esta demanda tempo e para você gastar horas assistindo a uma temporada você tem que está com um mínimo de empolgação, senão a indicação do coleguinha não vai passar de uma indicação mesmo.

Então a série tem que ser boa. Estamos combinados. Mas vocês têm que assistir. Estamos combinados novamente?

“Mas Mari, eu não tenho tempo.” Mas eu me lembrei de você. Acha que eu iria esquecer? Para essas pessoas especiais que eu tenho certeza que procrastinam horrores na internet, eu vou trazer indicações de vlogs e webséries. Porque a gente precisa de algo para assistir e procrastinar é legal.

Mas hoje eu só trouxe uma série, daquele estilo engraçado e inteligente. Assiste aí Suits.


Suits é uma série jurídica, pela qual me apaixonei nos primeiros episódios da primeira temporada ou, talvez, no primeiro episódio mesmo. A dupla perfeita Harvey Specter, um famoso e invencível advogado em NY, e Mike Ross, um garoto que nunca terminou a faculdade e tem memória fotográfica, se encontraram em uma entrevista em que nada saiu como o esperado. No dia da entrevista Mike nem estava interessado em um emprego, estava só interessado em fugir de uns policiais. Mesmo não sendo um advogado, Harvey o contratou.


Eu não tenho sonhos. Eu tenho objetivos.
- Harvey Specter
No entanto, ninguém é uma ilha. Existem outros personagens extraordinários em Suits, deixando difícil conseguir escolher o seu preferido. Mas não vou mentir que a minha é a ruiva Donna, secretária e parceira de Harvey Specter,  que além de saber dos segredos do próprio chefe, ainda sabe da vida toda da empresa. Além de ser uma personagem hilária e sagaz, Louis a considera sua melhor amiga dentro da empresa, apesar dele ser hostil a Harvey, por não ter conseguido todos os privilégios que Harvey tem. Mas Louis merece atenção a parte, porque ele é o responsável pela mistura de sentimentos mais instáveis que você irá sentir, te fazendo rir, ficar com pena, amá-lo, odiá-lo, torcer por ele, desejar que ele tenha uma morte lenta e dolorosa e ainda pensar que não, Louis tem que ficar na série para sempre.


Eu sei que eles falaram que eu não poderia
controlar voce.Você aprenderá que eu posso.
-Jessica
Jéssica é a gerente-chefe da empresa e personagem que transpira seriedade e poder, sou admiradora dela em todos os episódios, porque ela nunca sai do salto; Hardman, não teve grande destaque na primeira temporada, mas não podemos dizer o mesmo das outras temporadas, sendo ele um dos sócios majoritários; Rachel, que sonha ser advogada e ser contratada pela empresa, mas que nunca conseguiu passar na prova da faculdade, principalmente da Harvard, a única faculdade de onde os associados são contratados. Também adoro a vó do Mike (todos amam ela). Entre outros, inúmeros personagens que vão e voltam, ou aparecem em uma única temporada ou em um só episódio. Sabia que a série já contou com a participação da atriz que faz a Catelyn de GOT?

Todo mundo bem bonito, porque não há discórdia aqui.
(Personagens centrais de Suits)



Os casos que Harvey e Mike são um show à parte, parece que nenhum podia ser sem o outro. A filosofia que Harvey vai ensinando a Mike quando se trata de Direito e Mike ensinando Harvey sobre os casos não se tratam só de ganhar, mas também de pessoas. Sem esquecer, claro, que os dois tinham que manter o segredo a todo custo, se não quisessem ser presos.


Suits é uma série ótima para quem quer dar algumas risadas, para quem gosta de Direito, para quem adora ter trilhões de personagens preferidos, para quem gosta de séries sérias. Eu acabo indicando para todo mundo, até para o meu cachorro (se eu tivesse um). Confiram o trailer e já o emendem com primeiro episódio. 


Eu não vou dizer sou suspeita para falar de Suits, só porque ela é minha série preferida, claro, que não, já que ela vai ser a sua também. Mas falando, sério. Espero que curtam muito. E me digam qual é a série de vocês preferida (antes de Suits, claro). Vai que ela aparece no blog.

Até o próximo post,
Mariana Diniz

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terça-feira, 14 de abril de 2015

Littera Feelings #30 - A vitória ainda é do leitor

Olá, leitores queridos! Como estão?

Passei uns bons dias em off por conta de uma virose daquelas tensas que até pra segurar o celular era um esforço, mas foi esse mesmo smartphone com wifi que me salvou quando de repente eu tava nessa fenda da febre e precisava ter noção de mundo ~real~. 

Acompanhem-me em mais uma viagem.


Bom, todos os anos pouco a pouco a leitura tem quebrado barreiras e vencido desafios. Foi-se o tempo em que imaginávamos que éramos os únicos em alguma coisa (apesar de hora e outra a sensação querer voltar); a internet está aí pra isso, nos abrindo o leque todos os dias, todas as horas, minutos e segundos (de fato, em tempo real). Para a leitura não é diferente.

A “luta” é de todo dia, e já podemos afirmar que conquistamos coisas espetaculares. Desmitificou-se o preconceito/problema em ler; a produção nacional tem ganhado um considerável espaço diversificado em relação à produção estrangeira; e ser independente não é mais tão novidade assim. Os ebooks são outros que não são mais encarados como afronta; Amazon, Kobo, Lev, Book Tour, Book Haul, TBR (to be read) Jar, shelfie, tudo faz parte dos vocabulários cotidianos e antenados. Propagam-se brincadeiras e desafios literários pelas redes; projetos, propostas, clubes, eventos e outros estão se fazendo valer cada dia mais. 

E sabe o que tenho gostado de ver nos últimos tempos? Como a cultura da leitura tem se expandido pelo país, pipocado em vários cantos. Melhor dizendo, o livro tem deixado seu “centro cultural” e encontrado novos lugares especiais. E não só isso, tem também reunido leitores antes tão dispersos e perdidos de uma mesma região.


Isso, para algumas pessoas, pode parecer bobo de se dizer, uma vez que se respire cultura no eixo sul-sudeste. A perspectiva muda quando nos vemos em lugares que mal há uma livraria, ou um bom acesso e atendimento a sebos e bibliotecas. Os leitores podem sobreviver com livrarias online e correios, mas não é a mesma coisa. Cada desenvolvimento em seu tempo, claro, como foi no meu Maranhão.

Estendendo um pouco mais esse parêntese da conversa, recentemente tivemos a visita do Projeto Quebras (que viaja por todo o país para conhecer e registrar produções únicos de suas regiões) com Marcelino Freire, temos mais autores mostrando a face no cenário maranhense de produção (alô Laísa, TalysJeremias), e a capital tem multiplicado os eventos literários. Vale uma super menção para o twittaço para trazer a #TurnêIntrínseca e às atividades dos clubes (Penguim, e agora Vórtice e Madras).


Agora, deixando de lado essa minha admiração, nos voltemos para certo dado que todos os anos mexem conosco: a avaliação do cenário de leitura.

(contém vitamina: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y & Z)

Por toda a última semana, um texto que muito me chamou a atenção foi o do Rodrigo Casarin, lá do blog Página Cinco (matéria repostada no Mob de Leitura) sobre os dados de leitura de 2014. O título diz muito: 70% dos brasileiros não leem. E daí? O Rodrigo se mostrou preocupado por termos tão poucos leitores, e, de fato, cada vez que saem essas pesquisas, é difícil não ter em mente o quanto do Brasil ainda não atingimos.

Mas então pensei: se 30% é tudo que temos, o que mais há por trás dele para ser considerado? O que isso representa para o leitor?

Se a pesquisa mira no livro como um produto (já que o cunho é uma análise mercadológica) e um produto não só de entretenimento, mas de informação e conhecimentos diversos, então, por óbvio, há outros produtos e/ou serviços nessa concorrência. Temos aí videogames, brinquedos, tv, cinema, teatro, música, shows, aparelhos tecnológicos diversos, revistas, jornal, dvd, blueray, netflix, novela, programas, podcasts, jogos de diversos esportes, etc. É ou não é uma intensa disputa de atenção?

Não esqueçamos que temos diversas feiras, encontros, bienais, eventos, e alguns deles todos os anos. Embora o seu objetivo não seja fomentar a leitura em si, não há como negar as vendas. Independente de ser uma bienal ou uma bancada de livros com desconto na esquina de uma praça, livros estão sendo vendidos. Se nosso mercado fosse tão fraco, como as editoras se interessariam em publicar? Tem lançamento para todos os gostos quase todo mês!

Lembremos (mais uma vez) que nem todos vivemos em cidades grandes ou em centros culturais. Há cidades em que a banca de jornal está fechando, ao passo que, sei lá, uma banca de revista numa cidadezinha do interior seja aquela que faça a diferença. O fato é que há diversas realidades de leitura por esse país, e a que mais foge à memória é aquela que mais movimenta o mercado livreiro nacional: as compras governamentais para as escolas.

Mas, ok, não vou me enveredar para o lado da educação. O que importa é que nós produzimos, nós compramos, nós lemos e nós conversamos sobre livros. Nosso mercado é vivo. Eu vejo e respiro isso quase todos os dias - nós, leitores, estamos nos encontrando, tanto no real, quanto no virtual. Os 30% podem não ser os números dourados, porém essa realidade já está disponível e para muitos.

Apesar da crise apontada para o mercado, acredito que há ainda muitos livros em nossas mãos. A vitória dessa vez não foi da leitura, no entanto, cada vez que um livro é aberto por um não leitor, temos uma nova esperança. A vitória ainda é do leitor. Ele faz valer todo o mérito. 

— Acredito que as pessoas têm de ler livros. Não importa se elas vão ouvir o livro, se vão ler no papel, no smartphone, num tablet, não importa. Importa é que elas leiam os livros.
— E você acha que o brasileiro lê livro?
— O brasileiro lê livro sim. Ele infelizmente não tem acesso ao livro, em várias questões econômicas, socioculturais; ele ainda tem dificuldade em alcançar os livros. Mas se os livros fossem mais populares, eu acho que o brasileiro ia ler mais. 
Ednei Procópio – editor especialista em livros digitais e membro da Comissão do Livro Digital na Câmara Brasileira do Livro – em entrevista sobre a era digital.

(tempo no vídeo do trecho acima – 21:15)

Até a próxima!


Kleris Ribeiro.

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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Resenha: "Lições de Vida" (Ane Tyler)


P
Por Sheila: Oi pessoas! Como estão? Trago hoje para vocês mais uma autora best-seller pelo The New York Times. Tenho lido muitos ultimamente e chegado a conclusão de que este decididamente não é meu gênero favorito. Por isso, confiram otras resenhas além da minha, afinal o livro ganhou um Pilitzzer!
Mas vamos à sinopse do skoob:
Skoob: Maggie Moran e seu marido são comuns, até um pouco tediosos. E é esse realismo que torna esta história tão eficaz e comovente... Começa em um dia de verão, quando Maggie e Ira viajam de Baltimore para a Pensilvânia para um funeral. Maggie é impetuosa, desastrada, desajeitada, propensa a acidentes e tagarela. Ira é reservado, preciso, respeitável, tem uma mania irritante de assobiar músicas que traem seus pensamentos mais profundos e acha que sua esposa transforma os fatos de maneira que se encaixem na sua opinião sobre as pessoas que ama.

Ambos sentem que seus filhos são estranhos, que a cultura das novas gerações está indo por água abaixo e que, de alguma forma, se enganaram com essa sociedade cujos valores não reconhecem mais. Mas esta viagem vai levá-los a refletir sobre estas angústias, e vai mostrá-los como é importante reavaliar seus sentimentos.
Geralmente eu não gosto muito das sinopses, mas parece que desta vez quem a escreveu acertou em cheio: iremos acompanhar a rotina e alguns dos dilemas existenciais de Maggie e Ira, que são comuns e um pouco tediosos - assim como acaba ficando um pouco da escrita de Ane Tyler.

A autora se foca tanto em fatos cotidianos, como volta junto com os personagens ao passado, para explicar como estes se conheceram, acontecimentos que marcaram suas vidas. Maggie e Ira são um casal que tem muitos pontos de divergência, mas que apesar disso consegue manter seu casamento sólido ao longo de 28 anos, criando juntos seus dois filhos.

A história começa com a ida um tanto quanto desastrosa do casal para o funeral de uma amiga de Maggie. Entre desentendimentos, lembranças, o autora vai descrevendo quem são os personagens, seus anseios, sonhos, dificuldades, erros e acertos.

Na verdade, é um romance leve e com uma narrativa mais descritiva, que explora a temática das relações humanas mas sem nenhum grande conflito central, sem reviravoltas, dramas, descobertas. Acredito que leve e delicado seja a palavra que descreve este romance que, infelizmente não me prendeu. Se lá, talvez eu goste mais da adrenalina, e daquelas histórias em que o sangue praticamente escorre das páginas ...

Recomendo que você leia e me diga o que você achou, principalmente do final, ok? Abraços e até a próxima!


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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Resenha: "Popular" (Maya Van Wagenen)



Por Clarissa: Oi gente, tudo bem? Minha indicação é “Popular” uma história real de Maya Van Wagenen.

Maya nos prova que é possível sobreviver no dia a dia do mundo dos adolescentes. Usando dicas de um livro da década de 1950, ela aprendera a se maquiar, a cuidar da pele, a fazer as unhas, como se comportar em diversas ocasiões e lugares. Maya enfrentará diversas dificuldades no caminho, as opiniões das pessoas ao redor e enfrentar tudo de cabeça erguida, porque sobreviver à escola nunca foi uma tarefa fácil para muitos, fazer parte dos grupinhos, então! Pena que não inventaram um manual para passar pela adolescência numa boa, certo? Mas Maya no ensina tudo isso e um pouco mais.
“Os mais fortes sobrevivem. Os mais fracos são devorados. Betty não tem nenhum truque rápido para ganhar anos de experiência atlética, habilidades e força em um mês. Eu procurei.”
Escrito durante seu oitavo ano do ensino fundamental, o diário de Maya narra suas dúvidas, pequenas vitórias e as várias situações constrangedoras em que acaba se metendo. Uma história sobre as dores e delícias de ser uma adolescente, Popular vai seguir os caminhos mais malucos para provar que toda garota merece ser uma diva. Ao decorrer da história vemos que Maya é uma sobrevivente (risos), você vai rir e chorar junto com Maya.

“Dica final de popularidade da Maya

A popularidade é mais do que parece. Não tem
Nada a ver com roupas, cabelo ou até mesmo
Dinheiro. Quando a gente abandona esses rótulos,
Vemos o quão insignificantes e relativos eles
realmente são. A verdadeira popularidade está
na gentileza e na aceitação. Tem a ver com
saber quem você é e como você trata os outros.”


Bom esta história me emocionou, abriu meus olhos para muitas coisas, ri e chorei. Maya conta que para ser popular não precisamos humilhar ninguém, se sentir superior e tratar os outros como seus “empregados”. Ser popular é fazer parte do mundo escolar social, falar com todos, serem humilde. A conhecer a si mesmo e os outros, compartilhar alegrias e tristezas, aceitar e ouvir as opiniões distintas, abrir a cabeça para novos conhecimentos e não viver num mundo só seu e não deixar os amigos interferirem para algo novo. Essas dicas podem ser da década de 50, mas muitas coisas valem por hoje. É um livro diferente como se fosse um diário, com fotos, partes do livro da Betty Cornell, citações da própria Maya e o dia a dia dela. Eu me apaixonei por esta história, alem de ser real é emocionante. Ás vezes mudar um pouco quem você é pode virar sua vida de cabeça para baixo, mas ela nunca desistiu do que mais queria e assim aprendeu muitas coisas e esta nos mostrando que a gente pode tudo. Achei muito fofa esta capa, a Globo Livros tem uma ótima historia em suas mãos, é bem delicada cada página. Eu amei e espero que gostem também, muitas dicas serve para o nosso dia a dia, seja adolescente ou adulto, o que é bom levamos pelo resto da vida.

Espero que tenham gostado, e não se esqueçam de deixar seus comentários, dicas ou críticas. Até a próxima!

Boa Leitura!




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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Resenha: "A Guerra dos Tronos - Graphic Novel - Vol. 1" (George R. R. Martin)

Por Eliel:


Sinopse: "O inverno está chegando" é o lema da casa Stark, o feudo mais ao norte entre os que devem fidelidade ao Rei Robert Baratheon na distante Porto Real. Lá, Eddard Stark de Winterfell governa em nome do rei e vive em paz com sua mulher, Catelyn, seus filhos Robb, Brandon e Rickon, suas filhas Sansa e Ayra, e o bastardo Jon Snow. Mais ao norte, atrás da imponente Muralha, vivem os selvagens Wildlings. Depois que Jon Arryn, a Mão do Rei (segunda pessoa mais importante dos Sete Reinos depois de Vossa Majestade) morre em circunstâncias misteriosas, Robert se dirige a Winterfell com sua família: sua mulher, a rainha Cersei, seu filho, o príncipe Joffrey, e os irmãos da rainha, o esgrimista Jamie e o anão Tyrion, da poderosa casa Lannister. 

Enquanto isso, através do Mar Estreito, o príncipe Viserys, herdeiro da derrotada casa Targaryen, que uma vez governou toda Westeros, planeja recuperar o trono com o exército do bárbaro Dothraki, cuja lealdade ele pretende obter com a única moeda que possui: sua bela e ainda inocente irmã, Daenerys.

Fonte: Skoob

Adaptar uma grande obra como a Guerra dos Tronos para a versão em quadrinhos não é uma tarefa fácil. Mas quando o projeto conta com, nada mais nada menos que, o autor do original, a tarefa se torna um pouco mais desafiadora.

"O que você vai ler é uma adaptação original de meus romances. A equipe responsável pela versão em quadrinhos da minha fábula trabalhou a partir do mesmo material original e deparou-se com alguns dos mesmos desafios encarados pela série de TV, mas casa uma delas também teve de lidar com problemas exclusivos de sua mídia. De minha parte, amo a série televisiva e amos os quadrinhos... hum, a graphic novel... também. Este é a minha gente e ainda é a minha história, agora sendo contada de uma maneira diferente em uma mídia diferente, onde um público novo pode apreciá-la." George R. R. Martin

Você já deve ter lido os livros, assistido a série (que inclusive volta dia 12 de abril para a sua quinta temporada) e agora chegou a hora de ler a adaptação para quadrinhos de Daniel Abraham e do ilustrador Tommy Patterson. Esse primeiro volume reúne as 6 primeiras revistas lançadas nos EUA.

Faz um certo tempo foi feito um post sobre o lançamento da adaptação para graphic novel aqui no Brasil (aqui). A história conta com milhões de fãs espalhados pelo mundo, seja devido aos livros ou a série de TV, portanto falar da narrativa em si é meio que bater na mesma tecla, a grande maioria já a conhece. Mas caso não conheça, a resenha da Guerra dos Tronos, primeiro livro das Crônicas do Gelo e do Fogo, pode ser conferida aqui.

Posso dizer que que o formato ficou muito bom em comparação com as outras adaptações do romance, ricamente ilustrada com uma qualidade riquíssima e um roteiro muito bem estruturado para que não percamos uma vírgula se quer. Além dos quadrinhos, temos um Making Of que desvenda os bastidores e os desafios para que essa adaptação chegasse em nossas mãos. Belíssimo trabalho que vai agradar e muito os fãs das Crônicas do Gelo e do Fogo.


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Resenha: "Dias melhores virão" (Jennifer Weiner)

Por Sheila: Oi pessooooaaassss! Tudo bem com vocês?!? No momento em que escrevo (não sei se no momento em que a resenha for publicada) eu estou de licença em casa, com a clavícula quebrada e encarando o desafio de escrever com uma mão só! Mas vamos a resenha.

Esse foi meu primeiro contato com Jennifer Weiner e, como não podia deixar de ser, fui "fuçar" no nosso amigo google para saber afinal quem era esta pessoa. Fiquei empolgada em ler o livro, quando descobri que esta escritora, produtora e ex jornalista também havia escrito "Em seu lugar" - que eu não li, mas assisti ao longa homônimo com Cameron Diaz e Toni Collette.

Nossa protagonista sera Ruth, que teve uma vida muito diícil. Um terrível acidente, sofrido quando esta tinha somente 03 anos de idade, deixou-a com diversas sequelas mas, principalmente, desfiguraram seu rosto e corpo. Só sua querida avó e os seriados de tv lhe deram força para seguir em frente, num mundo cheio de crianças e adolescentes cruéis e ligados às aparências. E é assim que surge a idéia de sua série.

Skoob: Quando Ruth Saunders recebeu o telefonema de uma rede de televisão dizendo que sua série original seria levada ao ar, ela quase não acreditou.
Embora tivesse passado a vida escrevendo, não pensava seriamente que seu roteiro (autobiográfico!) sobre uma mulher jovem, com excesso de peso, que vivia com a avó, e que decidira se mudar para Miami para fazer fortuna, pudesse ser realmente interessante para alguém.
Tudo o que ela queria era ver sua série entre os comentários do público e das revistas especializadas, mas Ruth foi acordada bem depressa de seu sonho...
Atores de cabeça vazia e ego inflado, e burocratas da emissora transformaram seu roteiro para atender a múltiplos interesses...
Todo o esquema criado para se colocar uma série no ar é, ironicamente, narrado por Jennifer Weiner, ela mesma uma veterana da TV. As esperanças de Ruth são sistematicamente frustradas: os acionistas da rede insistem em uma revisão sem sentido, sua personagem principal, uma mulher cheia de curvas, passa a ser quase anoréxica, e a avó, Nana, de mulher madura e sofisticada passa a uma ninfomaníaca da terceira idade.
Divirta-se com a escrita espirituosa e cativante de Jennifer Weiner e sua deliciosa capacidade de fazer valer, em cada um de seus livros, os sentimentos de todas as mulheres.
Pela sinopse já podemos perceber que as coisas não sairam bem como Ruth esperava. Seu roteiro, escrito como uma forma de superar as dificuldades que encontrara durante toda a vida, foi brutalmente modificado. Assim, um roteiro que foi pensado com o intuito de ajudar outras pessoas que, assim como Ruth, passaram por momentos difíceis, acaba se transformando em algo totalmente diferente e perdendo o sentido original que deveria ter.

Paralelo a isso, vamos acompanhar a nossa personagem principal e sua avó, ela enfrentando suas questões de auto estima, já que apesar de ter passado por cirurgias e enxertos continua com deformidades que tenta esconder a todo custo, a avó seguindo com a vida e tomando decisões que em sempre a neta aprova.

Neste livro, você irá entrar de cabeça no mundo das séries de Hollywood: como funcionam as seleções de elenco, os reais bastidores, os problemas com atores problemáticos - claro, tudo sob a ótica da autora, o que não deixa de ser uma crítica ao meio, já que as séries viraram nada mais que um novo produto de consumo, assim como seus funcionários são descartáveis. Talvez eu possa dizer que este foi um dos pontos altos do livro, assim como a escrita descontraída e bem humorada.

Mas ... não consegui me sentir envolvida pelos personagens criados por Jennifer, por mais que tenha criado certa empatia por Ruth. Senti falta de um pouco mais de força, de caráter, de quem teve que lidar a vida inteira com pessoas preocupadas apenas com as aparências.

Como explicar? A idéia em si foi muito boa. Mas talvez a forma como a trama foi amarrada não tenha dado aquela "coisa a mais" que faz com que nos sintamos presos a leitura. Não é uma leitura ruim, se você resolver ler de uma maneira despretensiosa. Abraços e até a próxima!





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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Resenha: "Alameda dos pesadelos" (Karen Alvares)



Por Marianne: 
A vida é um jogo de tabuleiro; daqueles que você joga o dado e anda uma, duas, cinco casas. Se você não aprender o que tem que ser aprendido na vida, vai ser obrigado a voltar ao início e tentar de novo até conseguir. Se você teimar nos mesmos erros, vai ter que voltar ao inicio do tabuleiro.
Depois de uma fase de ressaca literária (não estava fácil amigos) recebi em minhas mãos o E-book Alameda dos Pesadelos pra me salvar!

Nossa protagonista é Vivian, típica mulher de classe média-baixa que vive com o pai, Caetano, e o filho de oito anos, Lucas, na caótica São Paulo. Lucas é fruto de um rápido relacionamento que teve com o conturbado e violento Gabriel, homem que a traumatizou no passado. Com medo da aproximação de Gabriel, Vivian corta qualquer vínculo que tinha com o rapaz e mente pra Lucas dizendo que seu pai está morto.

Vivian vive assombrada pelos fantasmas do passado, seu primeiro e único amor de verdade, Joshua, morreu num acidente de carro. Sua mãe faleceu pouco antes do nascimento de Lucas e Vivian carrega a mágoa de ter perdido a mãe, uma mulher conservadora e católica fervorosa, vendo a filha grávida de um quase estranho.
Aquele jeito como você ama uma das pessoas mais queridas da sua vida. Um jeito de amar diferente de todos os outros, tão profundo e especial, que só é reservado realmente às pessoas mais importantes. Somente aquelas que significam o mundo pra você
Numa tarde de mãe e filho no cinema as preocupações de Vivian tomam conta do seu pensamento ao ver Gabriel os observando. Vivian se desespera e sai imediatamente do lugar, levando seu filho totalmente confuso junto. Mas seus pesadelos estão só começando...

Gabriel passa atormentar Vivian em seus pesadelos, e a persegui-la durante o dia, e a fazê-la duvidar de sua própria realidade.

O desenrolar da história segue um rumo MUITO surpreendente que SPOILER não posso contar rs. Mas posso dizer que me surpreendeu positivamente de todas as maneiras. Pela escrita sincera, descritiva e agonizante da autora, que nos prende a história e nos faz sentir por dentro as dores dos personagens. Pela delicadeza ao tratar de temas tão intensos como a perda de quem amamos e ao lidar com alguns mistérios como, por exemplo, o que existe depois da morte?
Karen Alvares, autora
Acontece que não somos marionetes em um teatro de bonecos. Nós temos consciência e liberdade para pensar, para agir. Se alguém interferisse no que fazemos, que mérito teríamos quando finalmente acertássemos? É como se o professor pegasse a mão do seu aluno e resolvesse o exercício. O aluno não teria ganho de verdade sua nota no final da prova. Se pegassem na nossa mão e nos conduzissem, qual seria nosso valor? Seríamos apenas controlados. Como marionetes.
Alameda dos pesadelos é o primeiro romance da autora Karen Alvares, que já teve vários contos de terror
publicados.

Está mais do que recomendado, é muito bom descobrir autores talentosíssimos aqui da nossa terrinha tupiniquim.

Deixem seus comentários e opiniões sobre o livro, até a próxima resenha!
 ☺



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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Resenha: O lado mais sombrio (A. G. Howard)




Por Marianne: Uma releitura de Alice no País das Maravilhas com uma pegada mais perturbadora, como NÃO morrer de ansiedade ao colocar as mãos nesse livro!

Alyssa Gardner, nossa protagonista, é uma adolescente tataraneta da famosa Alice que inspirou Lewis Carris a escrever sua obra literária. Mas as coisas não são absolutamente normais na vida das mulheres dessa família desde que a tataravó de Alyssa decidiu compartilhar seus sonhos com Lewis Carris. 

A mãe de Alyssa, Alison (insistiram nas variações do nome pra manter a tradição) vive num sanatório por causa de umas alucinações que a perturbam. Com medo de ir parar no mesmo lugar que a mãe, Alyssa faz de tudo para ignorar o fato de que realmente algum poder de outra realidade (ou outro mundo?) afeta as descendentes de Alice. A própria Alyssa tem dons esquisitos, como falar com insetos por exemplo.

Apesar de toda essa carga emocional em sua vida, Alyssa tenta seguir como uma adolescente normal que vai pra escola, gosta de andar de skate e, claro, tem uma paixonite oculta louca/desesperada/vamosviverfelizesparasempre pelo seu melhor amigo Jeb.

As idas ao sanatório para visitar a mãe são sempre muito angustiantes para Alyssa. Ver a mãe em situação tão instável e desamparada junto com o medo de também ir parar lá fazem com que Alyssa sempre fique tensa durante essas visitas. Mas é em uma dessas visitas, num momento de lucidez da mãe, que Alyssa descobre que pode existir uma solução pra tirar Alison daquele lugar horrível.

A caligrafia de Alison enche as margens com anotações e comentários em tintas de várias cores. Toco todos eles, triste por nunca termos sentado juntas—com o livro nas mãos—para que ela pudesse me explicar o que tudo aquilo significa.

Juntando pistas e deixadas por sua mãe Alyssa descobre que existe sim uma solução para todos os problemas que a atordoam: ela precisa voltar para o país das maravilhas —que sim, é real— e ajeitar a bagunça deixa por Alice, sua tataravó.

A maneira como Alyssa descobre o caminho que a faz chegar ao país das maravilhas eu achei meio “correria”. Do tipo “não tive o que inventar, ficou isso mesmo”. E no meio dessa correria que Jeb, seu melhor amigo e amor platônico, acompanha Alyssa sem querer na jornada.
Esse pra mim foi o maior erro da autora, mandar Jeb ao país das maravilhas com Alyssa. A presença do rapaz na aventura deu um tom meio malhação romanceada bem desnecessária pra história e impede que a protagonista desenvolva melhor seus sentimentos (bons e ruins) em relação ao melhor personagem do livro: Morfeu.

Adorável Alyssa.” Os lábios do rapaz ronronam aquele sotaque britânico que ouvi na loja. Use a chave para levar seus tesouros para o meu mundo. Conserte os erros de Alice e quebre a maldição. Não pare até me encontrar.

Morfeu é um homem-libélula que mora no país das maravilhas e que vive presente nas lembranças de Alyssa desde que a moça era criança. São lembranças que nem ela sabe que existem, mas que vão ressurgindo aos poucos e a fazem perceber que, afinal, Morfeu é um velho amigo, e não um completo estranho.
O moço libélula é o causador da discórdia. Ao mesmo tempo que parece estar querendo salvar Alyssa ele a coloca em situações de perigo meio que propositalmente, nos fazendo duvidar totalmente do seu caráter e intenções. Além de estar constantemente tentando seduzir a moça.

Alyssa passa a história toda com essas mesmas dúvidas e mais o fato de ela também se sentir atraída por Morfeu. Vemos uma Alyssa mais selvagem, mais complexa e interessante quando Morfeu está por perto.
Apesar de eu achar que a autora pegou leve nesse lado “sombrio” do país das maravilhas algumas partes do livro são bizarras, como o jantar que Morfeu oferece a Alyssa onde eles fazem uma caça ao pato, e a tal caixa linguadarte, uma caixa onde uma pessoa pode ficar presa pela eternidade apenas com a parte da cabeça visível #alôclaustrofóbicos. 

A história é boa e tem um final bastante surpreendente, mas achei que faltou ousadia e em alguns momentos a autora exagera no romance adolescente entre Alyssa e o amigo Jeb que ela tenta engatar durante todo o livro. Outra coisa que considerei um ponto negativo foi a capa, não me chamou a atenção por ser uma fotografia editada e trabalhada (apesar de ser cheia de detalhes). Eu, particularmente, gosto mais de capas que contém ilustrações e se tratando de uma história inspirada em Alice no País das Maravilhas teriam mil opções de ilustrações malucas pra mente ficar viajando.
O livro faz parte de uma trilogia e eu já tenho a continuação em mãos (aguardem!). Espero que tenham gostado da resenha, até a próxima!
:)


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