segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Littera Feelings #22 – Desafios Literários nas Redes Sociais

Desafio a gente faz todo dia, não é, de levantar da cama e de alcançar o ônibus, de não voltar na livraria até ter lido aquela pilha ali do lado, de manter aquele livro pesado são e salvo da chuva enquanto você se molha toda(o). Isso sem falar do desafio que é terminar aquela xerox da aula para alcançar uma leitura mais prazerosa...


Olá, pessoal o/

Como vão seus desafios? Não sei se a enxurrada foi proposital ou viral, mas o que já vi de desafios literários esse mês não foram poucos. Há muitas tags e memes pela blogosfera e/ou vlogosfera nas timelines afora (com os mais variados desafios todos os anos), mas esses que têm se espalhado pelas redes sociais parecem ter atingido mais e mais leitores – que até os reinventaram, como num efeito telefone sem fio, e seguido outras temáticas.

Ao longo dos anos, se participei de um ou dois foi só por brincar, mas a verdade (shhhhhhhhh) é que alguns davam preguiça e zoar a estante de tempos em tempos (apesar de que o movimento seja bom por questões de acúmulo de poeira) ou a cada geniosa proposta, era de um esforço que passei um bom tempo dispensando... E aí chegou setembro, não sei o que me deu na telha, me lancei no #fotografeolivro no Instagram. Fora ele, outros desafios paralelos têm se propagado nas redes sociais – principalmente em murais de Facebook.

#desafioliterário (Facebook)
#desafioliterário (Instagram)

Embora muitas perspectivas sejam bem pessoais, e nem de todo são comentadas como gostaríamos (afinal, temos de ser breves), “é uma maneira muito eficiente de espalhar amor à leitura, como escreveu Danilo Venticinque numa matéria ano passado. O efeito, como diz, é de “transformar um hábito tradicionalmente solitário numa diversão coletiva”.

O que mais tenho gostado nesses desafios está justamente nessa ideia, de que eles estão abertos ao público. Nesse espaço, não importa se a pessoa é um exímio, um voraz, um mediano ou um principiante leitor, todos lemos, e o propósito básico é ter uma perspectiva sobre essas leituras. É uma ótima opção para quem não tem blog ou vlog onde postar e gostaria de participar.

E se espalham, ah, como se espalham, como fogo em pavio pelas redes. 

Um plus ótimo sobre essas pequenas doses de vida literária são as prendas. Diferente da febre mundial do desafio do balde de gelo que tivemos recentemente, aqui todo mundo só cumpre o objetivo, fogem das penas (rs). Verdade que alguns desafios não passam de brincadeiras ou memes, mas ainda há aqueles que são mais fiéis e propõem punições. Esses desafios nos dão um prazo de horas ou dias e ficam a critério do inventor de determinar a prenda. Ai de vocês se não cumprirem, vão ter que postar vídeo fazendo abdominais ou presentear o desafiante com livros – e por mais que quem nos desafiou queira um livro novo, postar suas dicas de leitura podem o deixar bem mais satisfeito.

Outra coisa que vale o destaque é o hall de curiosidades a que temos contato – no outro dia, por exemplo, quase ao aleatório, descobri o porquê de uma dada capa ser "feia". Por estarmos ligados por certas hashtags padrões do desafio (como #fotografeolivro, #bookadaybrazil, #picturechallenge, #desafioliterário, #desafiodesetembro, entre outras), podemos explorar várias opiniões, recomendações eita que minha tag “vou ler” do skoob só aumenta e interagir com os mais diversos participantes. Isso sem falar das hashtags curiosas que partem de alguns livros...



Superada a preguiça, acho que vale muito a pena participar desses desafios. Como quando ao finalizar um livro, fechar um ciclo nos dá um panorama bem diferente do que costumávamos pensar. Recomendo, porém, irem com calma. Apesar de nos comprometermos em cumprir “metas”, lembrem-se de fazer disso uma diversão e não seguir todas as avalanches que aparecem. E não falo por flood em timelines, é porque depois de uns vários, os saldos começam a se repetir e aí ciclos não se fecham, propósitos se perdem.

Boa sorte, boa memória e muita disposição para vocês que já estão se programando para os próximos desafios do ano. Quem já participou ou está participando conte-nos aí nos comentários quais foram, a curiosidades, do que gostaram, e, sei lá, que clics proporcionaram. Meus saldos têm me dado até epifanias :)

Até a próxima,

Kleris Ribeiro. 

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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Resenha: "Sangue na Lua e Outros Contos" (Sheila Schildt)


Por Eliel: Foi com enorme prazer que aceitei o convite para a resenha desse livro que ainda não foi publicado, o anúncio foi feito pela querida Sheila Schidlt aqui.

Confesso que demorei um pouco para trazer a resenha até vocês, nesse meio tempo tive a oportunidade de ler contos muito bons, inclusive alguns que podem ser conferidos aqui no próprio Dear Book e que fazem parte das páginas dessa obra do terror nacional, como "Escuro", na semana de Halloween de 2011; "A Porta", na semana de Halloween de 2012; e "Um (algumas vezes verdadeiro) conto natalino", na semana de natal de 2011. "Este último, ficou entre os 20 primeiros no 1° Concurso de Contos de Santo Ângelo - 2013", como bem lembrado pela autora.

Os contos são de uma qualidade de terror que me agrada bastante, pois não são aqueles horripilantes e que te assustam sem motivo algum... eles são muito mais psicológicos e são assustadores por terem um quê de verossimilhança e realidade (isso mesmo nos contos fantásticos) que nos leva para dentro do conto, por assim dizer.

O livro conta com onze contos alucinantes, sem sombra de dúvida será muito fácil devorar página atrás de página. O que na minha opinião é bom, pois vamos aguardar ansiosamente a próxima coletânea, afinal sei que ela ainda tem outros contos na manga. Aliás, li um que não entrou nesse primeiro volume e que gostaria de pedir à autora que não se acanhe em dar à luz a mais contos de tamanha qualidade.

A narrativa é coerente e coesa desde o prefácio até o último conto, que é o mais novo na turma, pois não estava no primeiro manuscrito que recebi (que posso confessar, amei). O estilo da escrita é bem definido e a construção dos personagens é impecável, o que sinceramente é bem difícil de se fazer em contos por serem muito curtos em relação a um romance.

E apenas para finalizar, um quote do meu conto favorito (leiam e descubram a qual conto me refiro):
"Sei que, para muitos, este parecerá o relato de alguém que tenta livrar-se da responsabilidade ou, mais provável, fruto de uma mente desequilibrada. Mas queria mais uma vez ressaltar que não sou o culpado pela morte de Ana.
Ou será que sou?"
Gostou? Então:

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terça-feira, 16 de setembro de 2014

#Ofertas por ai 24 - Subday 15 anos de Submarino!


E hoje o Subday é especial! 15 anos de Submarino! Se joguem nas ofertas! Escondam os cartões de crédito! ;D
Os preços informados aqui valem para o dia da postagem, afinal as Lojas Virtuais os mudam o tempo todo e não nos responsabilizamos por essas mudanças.

Para ver as ofertas anteriores clique aqui.
#Subday15anos 



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[Gastronomia e Literatura] De volta com Amor

Olá Pessoas,

Faz tempo que não temos receitas gostosas por aqui, não é mesmo? Culpa minha, mas é por uma boa causa - estou lendo bastante, estudando muito e aprendendo novas receitas para sempre trazer o melhor para vocês.

Durante esse tempo que estive fora li muitos romances, como por exemplo a Série Garota <3 Garoto, e é por isso que estou de volta com muito amor e com essa receita do Bolo de São Valentim.

Vamos à receita?

Ingredientes para a massa:
100 g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
100 g de açúcar
2 ovos
1/2 colher (chá) de extrato de baunilha
1/2 colher (chá) fermento em pó
100 g de farinha de trigo com fermento
3 colheres (sopa) de cacau em pó
1 a 2 colheres (sopa) de leite

Ingredientes para o recheio e cobertura:
1 lata de leite condensado
1 colher (sopa) de manteiga sem sal
2 colheres (sopa) de chocolate em pó

Duas formas com formato de coração pequenas

Preparo da Massa:
1 . Preaqueça o forno a 180ºC. Pincele as formas com um puco de manteiga derretida e polvilhe com farinha. Retire o excesso.
2 . Coloque todos os ingredientes em uma tigela grande e bata até obter um creme homogêneo e de consistência macia.
3. Divida a massa pelas duas formas. Não encha mais da metade (vai sobrar massa, aproveite para fazer bolinhos). Coloque as formas na assadeira e asse por 15 minutos, até ficar suave ao toque. Deixe esfriar e depois coloque sobre uma grade.

Preparo do Recheio:
1. Em uma panela em fogo brando, misture todos os ingredientes do recheio e misture até que comece a se desprender da panela. Deixe em um ponto mais firme que brigadeiro.
2. Reserve.

Montagem:
1. Cubra um dos bolos com boa quantidade do recheio e cubra com o outro bolo.
2 . Com o restante do recheio cubra os bolos. Decore conforme sua criatividade (eu usei confeitos coloridos).

O que acharam dessa receita super romântica? Ideal para presentear a pessoa amada ou para devorar lendo aquele romance mais doce hahaha. Até a próxima.

Boa Leitura e Bon Apetit

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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

[Especial] Cobertura da Bienal do Livro SP - 2014

E mais um ano de Bienal em São Paulo, já é a terceira que participamos, clica abaixo para ver os posts anteriores:

Como sempre foi realizada no Anhembi, local que deveria ser alterado na proxima edição, já que está pequeno demais para o publico que a cada ano dobra. 

Em 2012 fomos num sábado e estava lotado demais, filas gigantes, aproveitamos pouco. Nesse ano aproveitei as férias e fomos numa segunda feira. Fiquei espantada porque mesmo sendo durante a semana, de manhã, estava bem cheio (não tanto como no fim de semana, mas mesmo assim bastante).

 

O lado ruim de ir num dia bem aleatório é não ver os autores favoritos e participar do eventos das editoras para leitores e blogueiros, tudo tem seu lado bom e lado ruim.

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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Resenha: “A queda dos Reinos” (Morgan Rhodes)

Por Sheila: Oi todos e tod@s pessoas que lêem estas resenhas! Como estão? Aproveitando o carnaval? Pelo menos no momento em que escrevo a presente resenha estamos em pleno feriadão! Bom, esta é mais uma daquelas autoras da qual eu nunca havia ouvido falar ... mas como adoro conhecer autores novos, não pensem que isso foi dito de uma maneira depreciativa!

Este é um dos livros da Seguinte, o selo jovem da Companhia das letras, que parece ter vindo para ficar – pelo que torço, até agora nenhum título me decepcionou. Mas vamos à resenha.

Morgan irá nos apresentar a uma terra onde a magia parecia ter sido esquecida: Mítica, dividida em três reinos, Limeros, Paelsia e Auranos. Enquanto Auranos parece viver seus dias de glória, com comida em abundância, prados verdejantes e caça abundante, seus vizinhos vivem em situações bem diferentes. Paelsia, que já foi um reino rico, hoje definha à sombra da ostentação de Auranos.

Auranos é o reino do sul, possuindo um Rei, Corvin Bellos, que enviuvou cedo, tendo de cuidar da melhor forma que pode de suas filhas Emilia, a mais velha e sua sucessora ao trono, e Cleiona, que deve seu nome à Deusa do fogo e do ar, que cultuam. 
- Já estamos chegando? – Mira perguntou. A bela menina com cabelos longos avermelhados e uma pele perfeita era amiga de Cleo e dama de companhia da irmã mais velha da princesa. Quando Emilia decidiu ficar em casa por conta de uma dor de cabeça repentina. Ela insistiu que Mira acompanhasse Cleo no passeio. Quando o navio chegara ao porto, alguns amigos decidiram permanecer no conforto da embarcação enquanto Cleo e Mira se juntaram a Aron naquela excursão a uma vila próxima para encontrar a garrafa de vinho “perfeita”.
Paelsia é o Reino médio, tendo por líder Hugo Basilius, que é mais um líder espiritual do que Rei. A terra é conhecida por seu fabrico de ótimos vinhos, que acabam sendo vendidos a preços irrisórios à povos vizinhos, o que muito dissabor trás a Jonas, filho de um fabricante de vinhos, e que precipita acontecimentos que podem fazer eclodir uma guerra.

Limeros é o Reino do norte, tendo por rei Gaius Damora, famoso entre os reinos por sua postura sanguinária, e adorador fervoroso da Deusa Valoria, Deusa da terra e da água, que faz com que os hábitos desta terra sejam austeros em respeito à sua postura comedida. Lar do príncipe Magnus, que sabe não ser o preferido de seu pai, e da inocente princesa Lucia, Limeros é um lugar frio e escuro.

Diante de uma discussão entre jovens, que acaba em uma morte sem sentido, os três Reinos podem começar a guerra a qualquer momento: Limeros por que esta desesperada, Paelsia por que seu líder tem uma fome incomensurável por poder, Auranos se defendendo. E o destino destes quatro jovens: Cleiona, Jonas, Lucia e Magnus, se entrelaçarão, mas não de uma forma pacífica. Afinal, são tempos de guerra.
Tomas não viu a adaga. Quando chegou mais perto a agarrou a camisa de Aron, o lorde enfiou a lâmina na garganta dele. As mãos de Tomas foram direto a seu pescoço, enquanto o sangue começava a jorrar. Seus olhos estavam arregalados pela surpresa e pela dor. Um instante depois, o rapaz caiu de joelhos e sucumbiu no chão. As mãos agarradas na garganta, a adaga ainda entranhada ali. O sangue logo formou uma taça escarlate em torno da cabeça de Tomas.
Na contra-capa do livro vemos impressa a frase: “Os tempos de guerra chegaram ... de que lado você vai ficar?” Eu terminei de ler o livro e, sinceramente? Não consegui escolher um lado. Cada um dos personagens, Cleiona de Auranos, Jonas de Paelsia, Magnus e Lucia de Limeros, tem seus próprios conflitos e entrou nessa guerra por razões legítimas. Como torcer por apenas um deles?

Este é o primeiro livro de uma trilogia, por isso ainda não posso dizer se a mesma atende às expectativas. Mas, se os livros devem ter o dom de nos fazer acreditar no inacreditável, emocionar, e também nos deixar na intensa expectativa pelo próximo, bom, então este livro já entrou para minha lista de favoritos.

Roendo as unhas pelo próximo, posso deixar a você um recomedadíssimo. Abraços.

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terça-feira, 9 de setembro de 2014

[Especial] Nova York e a Literatura

Sempre que eu viajo tento trazer um pouquinho da cultura de cada país que se relacione a leitura. Caso ainda não tenho lido os posts dessa série, nossos destinos anteriores foram:



Estão preparados para conhecer um pouquinho de Nova York? Embarque comigo e continue lendo esse post! ;D

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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Littera Feelings #21 – As merecidas 5 estrelas e o coração de favorito


O que faz um livro ser 5 estrelas?
E não só isso, mas fazer nosso coração abraçá-lo como favorito?

Olá, amigos das leituras... Como andam as suas?
As minhas vão devagar, mas muito queridas. Ainda saio falando “Kenji, melhor pessoa” (Incendeia-me) e ainda há pouco estive em Paris, dando uma voltinha por certo restaurante. E foi aí, quando fechei o livro, que percebi que tinha adorado, embora não fosse em nada muito excepcional, e veio a pergunta: como explicar as 5 estrelas que eu daria e meu coração de favorito? Eu quis entender melhor.

Aí, meus amigos, a coisa se estendeu... Fui lá revisitar meus favoritos no skoob pra melhor investigar a “causa”. De primeiro momento, só perguntas e perguntas me apareciam:

O que teria de tão impressionante assim?
Foi brilhante?
Foi especial?
Intrigante?
Fangirlante?
Emocionante?
Surpreendente?
Chocante?
Alucinante?

O que o faz merecedor?
A história?
A escrita?
O pano de fundo?
O tempo passado?
O carisma dos personagens?
As mais transloucadas reviravoltas?
O estilo do autor?
O quê, afinal?


E novamente, olhando para aqueles livrinhos juntos na estante virtual do skoob, que fui aos poucos lembrando cada leitura que marquei como favorita. Fui lembrando minhas cenas favoritas e por que as julgava favoritas, o que teriam de especial e o que, de alguma forma, talvez incompreensível para alguns, marcou, apenas marcou. 

Há livros e livros, amigos. Do mesmo modo que a literatura pode ser diversa, nosso coração avalia por distinções. Reavaliei meus favoritos e 99% continuaram lá, na mesma marca. Foi bom pensar neles de novo (e tenho revisto outros no desafio #fotografeolivro), porque aí a história já assentou, a cabeça já alcançou outros entendimentos e os feels já dizem algo mais.

Quanto à viagem a Paris, que resultou nessa outra viagem e neste post, foi uma bem bonita, que não precisou de muito, e justamente por ser tão simples, foi o que deu o encanto maior. O livro foi, como eu disse em alguma resenha recente (de outro livro), um daqueles que “dá uma serenidade gostosinha” e que precisa de um momento certo. Pensei em resenhar, mas não, quero manter isso cá, comigo, quietinho. Eis um novo e diferente prazer ;)

Mas há muitos outros que a gente grita e estampa para o mundo que é o favorito, não? Que é aqueeeele achado! Como diria neste texto o escritor Braulio Tavares,
Muita gente, quando descobre um autor novo, vira propagandista. Xeroca texto, escaneia texto, compra livros na ponta-de-estoque e distribui entre os amigos, vira “cabo leitoral”. Vira tiete e militante de um autor falecido no século passado, ou de um novato que está publicando lá nas brenhas e que ninguém se interessa. Por quê? Talvez porque um autor novo é como um bar novo que a gente descobre. O bar é ótimo, mas a gente não quer ficar lá sozinho, ou entre desconhecidos indiferentes. Quer levar a turma de amigos para usufruto em comum.
Só não virei propagandista (ainda), muito embora não queira ficar nesse bar sozinha e por isso já tenho dedicatórias pré-rabiscadas (já falei que passei a adorar escrever dedicatórias? Andei exercitando depois desse post) para escrever na folha de rosto do livro e presentear as amigas.

Agora convido vocês, leitores, a encarar os seus vulgos preferidos e se lembrarem por quê, oh, por que eles ganharam as 5 estrelinhas e foram favoritados; a reavaliar esses preferidos e verificar se ainda constam no mesmo lugar do coração; e que autores (ou livros), por acaso, vocês também tentam manter consigo ;) Se perguntarem o meu, eu digo (rs).

Até a próxima,

Kleris Ribeiro.


P.S.: não tenho conta no Goodreads, assim não sei como funciona a “apreciação” por lá, por isso só usei referências do Skoob.

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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Resultado da promoção de Aniversário do Dear Book, 4 anos!

Oi gente! Ansiosos pelo resultado? Conforme consta na ferramenta do Rafflecopter, os vencedores são:
  • Kit 1: "Esta no meu sangue" (Gabrielle Zevin) + "Maldição" (Nancy Holder e Debbie Vigué) = RUDYNALVA SOARES
  • Kit 2: "Deixe a neve cair" (John Green, entre outros) + "Claro que eu te amo" (Tammy Luciano) = NICOLE SILVEIRA MANOEL
  • Kit 3: "Simplesmente Ana" (Mariana Carvalho) + "Olho por olho" (Jenny Han e Siobhan Vivian) = MEYRE CHRISTINA
  • Kit 4: "Tipo Destino" (Susan Colasanti) + "Desastre Iminente" (Jamie Mcguire) = KELLY SOARES
  • Kit 5: "Só tenho olhos para você" + "Se você fosse minha" (Bella Andre) = LARISSA LEAL
  • Kit 6: "A outra vida" (Susanne Winnacker) + "Enders" (Lissa Price) = ALINE COSTA
  • Kit 7: "Sangue na neve" (Lisa Gardner) + "Paperboy" (Pete Dexter) = MARCO ALVES

Enviamos um email a todos os vencedores solicitando o endereço para envio dos livros! (para o endereço de email cadastrado no Rafflecopter)

O prazo para resposta desse email será de 7 dias, caso alguem não responda iremos sortear um novo vencedor.

Agradecemos a particição de todos!

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Resenha: "E se fosse verdade ..." (Marc Levy)

Por Sheila: Oi Pessoas! Faz tempo que eu não escrevo uma resenha! Deu saudades de vocês, mas ao mesmo tempo ando muito cansada e com muita preguiça. E a culpa, é desse calor! Hoje por exemplo, os termômetro estão marcando 42º, ou seja Calor de Fritar Ovo na Testa, então eu mesma me desculpo pelo meu relapso ... mas vamos à resenha!

Quando peguei esse livro em mãos, vi que o mesmo me era familiar. Pesquisando para a resenha, vi que havia sido feito um filme - que eu tinha assistido - baseado neste belíssimo escrito de Marc Levy. Eu só havia assistido ao filme até então, e fiquei super empolgada em conhecer a estória "por de trás" das telinhas. Aliás, este foi o romance de estréia de Marc Levy, vocês sabiam?  Eu não ...

Pois bem, a estória é a seguinte: Lauren é uma jovem residente de medicina super dedicada ao seu trabalho e que, pelo que nos é relatado na primeira parte do livro, ama o que faz e ama sua vida. Do tipo de pessoa que admira um belo pôr do sol, e o espetáculo singelo de uma flor a se abrir.

Em um de seus raros dias de folga, resolve se encontrar para um passeio com os amigos, mas acaba sofrendo um acidente terrível de carro, e o que parecia ser o início de uma vida muito bem vivida, e uma carreira promissora, parece ter acabado antes da hora.

Lauren permanece inerte. Parece repousar tranquila, com o rosto descontraído, a respiração lenta e regular. Pela boca ligeiramente entreaberta, poderíamos imaginar um rápido sorriso, mas pelos olhos fechados, ela parece dormir. Os cabelos compridos emolduram o rosto e a mão direita descansa em cima da barriga.

Arthur é um paisagista de uma sensibilidade imensa que aluga um apartamento que apresenta uma curiosa peculiaridade: há uma linda jovem escondida em seu banheiro. E ela estava cantando. Mas o mais inacreditável é a história que a mesma conta: ela é Lauren, a antiga proprietária do apartamento que ele esta alugando, e está em coma no hospital, num quadro com poucas esperanças de reversão.

Peggy Lee cantava Fever na FM 101,3 e Arthur mergulhou várias vezes a cabeça na água. Estava surpreso com a qualidade do som e pelo extraordinário efeito estéreo, sobretudo num radinho que, em princípio, era mono. Prestando atenção, parecia que o estalar dos dedos acompanhando a música vinha do armário. Intrigado, saiu da água e andou  sem fazer barulho até lá, para ouvir melhor. O som estava cada vez mais nítido. Arthur se concentrou, tomou fôlego e abriu bruscamente as duas portas. Arregalou os olhos e deu um passo atrás.
Entre os cabides e de olhos fechados, uma mulher, aparentemente embalada pelo rítmo da música, estalava o polegar e o indicador, cantarolando.

Relutante a princípio em se deixar levar por essa estória inacreditável, Arthur acaba cedendo as provas que Lauren vai lhe fornecendo de que o que diz é verdade - e que ele não esta ficando maluco. É claro que há romance. Mas ele perdurará, na ausência de um contato físico? E até quando a situação se estenderá?

"E se fosse verdade ..." é um romance belíssimo que me emocionou - confesso! - às lágrimas. Traz à tona questões profundas como vida, morte, eutanásia, amores impossíveis, perdas e acontecimentos improváveis, de uma maneira tão bem narrada e costurada,  que virou sem muito esforço um dos meus livros favoritos.

Nas telinhas, Spielberg comprou os direitos autorais, e lançou o filme homônimo, estrelado por Reese Whiterspoon e Mark Ruffalo. Como eu havia visto o filme antes, gostei muito do enredo, apesar de as diferenças entre os dois serem gritantes. No filme, por exemplo, Lauren é mais uma viciada em trabalho, competitiva, que não tem amigos e tem uma tendência a ser mandona.

Para ser imparcial, tentei considerar os dois como obras distintas para poder apreciar sua beleza. Mas com certeza, o livro me emocionou e envolveu muito mais. Se o filme é bonito, o livro de Mar Levy, relançado pela SUMA de letras com uma capa simples, mas belíssima, é cativante!

Se você já leu, releia! "E se fosse verdade" me parece uma daquelas estórias que nunca sairão de moda.

Bjinhus a todos e tod@as!

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domingo, 31 de agosto de 2014

Resenha: A arte de ouvir o coração (Jan-Philipp Sendker)



Dizem por ai que não se deve julgar um livro pela capa, mas a pessoa que inventou isso provavelmente nunca viu a capa de “A arte de ouvir o coração”. Sério, eu acho que foi uma das capas mais lindas que eu já vi! Não tinha como não esperar coisa boa desse livro. 
 “Claro que não me refiro aos acessos de paixão que nos levam a fazer e dizer coisas das quais nos arrependeremos depois, que nos iludem a pensam que não podemos viver sem determinada pessoa, que nos deixam tremendo de medo só de pensar em perdê-la – um sentimento que nos empobrece ao invés de nos enriquecer, porque desejamos ter o que não podemos, manter o que não podemos.”
A história começa com Julia, que está a buscando alguma notícia do pai Tim Win, um advogado influente de Wall Street que saiu pra trabalhar um dia e nunca mais voltou. As únicas pistas de Júlia são o que a polícia havia descoberto até então: Ele pegou um voo pra Los Angeles, de lá pra Hong Kong, de Hong Kong seguiu pra Bangcoc e sumiu.
“É estranho, Júlia, mas uma confissão, uma revelação, é inútil quando vem no momento errado. Se vier cedo demais ela nos assusta. Não estamos pronto para ela e ainda não podemos valorizá-la. Se vier tarde demais a oportunidade é perdida. A desconfiança e a decepção já são grandes demais; a porta já está fechada.”
 Um dia, sem querer Julia encontra no meio de umas coisas do pai um envelope endereçado a uma cidade chamada Kalaw, na Birmânia. Julia sabe que o pai é birmanês, mas ele nunca contou nada a família sobre os vinte anos que viveu e cresceu na Birmânia.
Ao ler o conteúdo do envelope Julia descobre que é uma carta de amor pra uma mulher chamada Mi Mi, um amor tão devoto e entregue que ela mal consegue reconhecer o pai na carta.
Sem pensar duas vezes e decidida a reencontrar o pai seguindo a única pista que surgiu em anos, Julia segue pra Birmânia.
Lá ela se depara com um lugar totalmente diferente da Nova York em que vive. Kalaw é um vilarejo montanhoso com um povo muito tradicional e pacato, e a presença de uma turista americana não consegue ficar em segredo.
É quando está numa casa de chás, pensando em quais são suas opções e por onde deve começar a procurar pelo pai, que Júlia é abordada por um senhor que se apresenta brevemente e diz saber tudo sobre ela e o pai.
O velho é U Ba, antigo morador de Kalaw que conhece toda a história de Mi Mi e Tim Win. Meio perdida e sem saber o que fazer, Júlia se dispõe a ouvir a história de U Ba sobre seu pai.
O livro quase todo é a história de U Ba sendo contada, como Tim Win viveu, quem foram seus pais, por que ele foi embora da Birmânia, quem foi Mi Mi e o mais importante: onde está Tin Win agora?
Eu acredito que o autor criou a história apenas pra externas suas maravilhosas metáforas, reflexões e análises sobre o amor e a vida. Apesar dos mil furos na história contada por U Ba (depois de ler você para pra pensar e alguns fatos simplesmente não fazem sentido, mas ok) eu me deliciei com o livro. É daqueles que você não lê pela história e o final mega surpreendente (até porque o final é bem clichê), mas pelos bons momentos que o livro vai te proporcionar, pelos parágrafos que você vai ler e se identificar, pelos trechos que você vai querer grifar ou copiar e mandar pra algum amigo, pro namorado, pro marido... Enfim, é bem inspirador. Não se prenda tanto a história e sim em como ela vai ser contada.
 “Su Kyi esperava ser capaz de colocar Tin Win sob os cuidados dele também, para tirá-lo da escuridão que o incomodava, para ensinar a ele o que ele havia ensinado a ela: que a vida é entremeada de sofrimento. Que em todas as vidas, sem exceção, as doenças são inevitáveis. Que vamos envelhecer, e que não podemos enganar a morte. Essas são as leis e as condições da existência humana, U May havia explicado a ela. Leis que se aplicam a todos, em todas as partes do mundo, independentemente de como as coisas mudem. Não existe força que liberte uma pessoa da dor ou da tristeza que ela pode sentir dessa percepção – apenas ela mesma. E apesar de tudo isso, U May havia dito a ela muitas vezes, a vida é um dom do qual ninguém pode desdenhar. A vida, segundo U May, é um dom repleto de mistérios no qual o sofrimento e a felicidade são entremeados inextricavelmente. Qualquer tentativa de ter um sem o outro estava fadada a simplesmente fracassar.”
Eu nunca tinha ouvido falar do autor, Jan-Philipp Sendker, mas com certeza vou ficar aguardando mais obras, é sempre maravilhoso ler um livro que te da uma sensação leve e te inspira encontrar beleza e gratidão em pequenos atos da vida.

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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Resenha: "Starters" (Lissa Price)

Por Clarissa: Oi gente, tudo bem? Espero que sim. Bom minha indicação de hoje é “Starters” para quem gosta de ficção futurística, este é um bom livro.

Callie tem 16 anos, uma adolescente que perdeu seus pais quando a guerra de Esporos varreu todas as pessoas entre 20 e 60 anos. Ela e seu irmão Tyler, estão se virando, vivendo desabrigados com seu amigo Michael e lutando contra rebeldes que os matariam por uma bolacha. Callie tem que cuidar de seu irmão, que não está tão bem de saúde, e manter os três vivos até achar um jeito de viver em boas condições.

“Cruzei com alguns Enders que usavam jóias espalhafatosas e maquiagem em excesso. A medicina moderna podia facilmente estender a expectativa de vida dos Enders até 200 anos, mas não conseguia ensiná-los qualquer noção sobre moda ou senso estético.”

A única esperança de Callie é Prime Destinations, um lugar pertubado em Beverly Hills que abriga uma misteriosa figura conhecida com Velho. Ele contrata adolescentes para alugar seus corpos aos Enders- idosos que desejam ser jovens novamente. Callie desesperada pelo dinheiro que os ajudara a sobreviver, concorda em ser uma doadora. Mas o que parecia ser a solução é apenas o começo de grandes descobertas... E Callie terá que lutar para tentar sobreviver.

“Seus pais? Mortos.
Seu irmão? Doente.
Sua saída? Ser vendida para ser outra pessoa.
Em quem ela pode confiar? NINGUÉM.”

Bem Starters é uma estória bem intrigante, fãs de Jogos Vorazes e Hospedeira vão amar (eu \0/) e amante de distopia, em algumas partes lembra muito esses filmes. A leitura é bem fácil, têm algumas partes engraçadas, outras de mistério e desconfiança do mocinho, a leitura faz você entrar na estória e interagir junto com a personagem. O começo me deixou um pouco cansada, mas logo a estória vai se tornando surpreendente, você não vai conseguir para de ler, vai querer saber mais e mais para saber o que acontece com cada personagem. Price deixa muitas perguntas em aberto e o leitor querendo mais. Em algumas partes a autora deixou a desejar, como por exemplo, saber o que foi a Guerra de Esporos, sobre este assunto ela não menciona, e deixou perguntas sem respostas aos leitores. Mas são poucos os pontos negativos. 

O final é de deixar o leitor suspirando e falar WOW. O livro em geral é bem legal, a autora teve uma imaginação e tanto, em questão a personagem Callie, ela conseguiu colocar muitos sentimentos nela, e que faz o leitor sentir que está sobrevivendo com ela, Lissa passa toda essa influencia das emoções ao livro e aos leitores, a cada capitulo querendo saber mais qual o final desta trama. 

A editora Novo Conceito presenteia o leitor com esta capa maravilhosa e intrigante, a pessoa se apaixona só de ver a capa, e com os relevos nos circuitos e a cor metálica com os olhos azuis da garota, ficou esplendido. O próximo livro é o Enders, já foi lançado no Brasil. Lissa price com sua imaginação astuta colocou o nome Starters para jovens, porque em inglês a palavra Start significa Começo, e Enders para os velhos que em inglês a palavra End significa Fim.

Bem espero que tenham gostado desta indicação, e não se esqueçam de deixar seus comentários dicas e criticas. Beijos até a próxima!

Boa Leitura!

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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Littera Feelings #20 – Pages de/para leitores

Oláaaaaaaa, galera que tá se perdendo e se encontrando na Bienal do Livro de SP, galera que só tá acompanhando, galera que tem prova de química (vai saber) por esses dias. Como estão nessa segundona? Já fizeram muitas compras? Bom, eu sou uma que só tá acompanhando o evento pelas redes sociais – e tô fugindo de links de promoções (rs) – então espero que estejam aproveitando bem (e por mim) esse festival de livros :)


Inspirada nos posts anteriores com listinhas e indicações (Littera Feelings 18/Littera Feelings 19), o point de hoje são as pages de/para leitores. Melhor dizendo, várias dicas de páginas para explorarmos com conteúdo feito por fãs e leitores voltado para os mesmos!

Acho que é uma verdade universalmente reconhecida que leitores, ao finalizar um livro e precisarem conversar sobre tal, vão procurar por leitores de leituras em comum. Assim, busquei por contas ativas nas principais redes sociais que fossem impessoais (ou compartilham conteúdos de modo impessoal) e que retratassem a vida literária pela ótica de leitor.

Enquanto seus pés doem de tanto perambular pelos estandes de livros e/ou vocês descansam de tanto trabalho ou estudo para aquela prova essa semana, me acompanhem nesse breve passeio pelas redes sociais...
FACEBOOK

SkoobO Skoob é a primeira e maior rede social (www.skoob.com.br) brasileira para quem gosta de ler

Leitora da DepressãoCompartilhando fatos revoltosos da vida de um leitor em depressão

Confissões de um LeitorTodo leitor tem suas manias e seus "segredos". Aqui é o lugar onde você pode confessá-los

Leitores AnônimosPara todos aqueles que procuram um cantinho para dividir seu vício por leitura

LeitoresFalamos de livros, de sagas e de filmes de livros

Grifei num livro – O Grifei num Livro é um projeto colaborativo que reúne trechos grifados de obras diversas




TWITTER

SkoobO Skoob é a primeira e maior rede social (www.skoob.com.br) brasileira para quem gosta de ler

Leitora da DepressãoCompartilhando fatos revoltosos da vida de um leitor em depressão

Grifei num livro – O Grifei num Livro é um projeto colaborativo que reúne trechos grifados de obras diversas

Mob(ilização) de Leitura – Ponto de encontro de quem curte ler bons livros


INSTAGRAM

Skoobprimeira e maior rede social brasileira para quem gosta de ler

Leitora da DepressãoCompartilhando fatos revoltosos da vida de um leitor em depressão


TUMBLR
(conheço pouco dessa rede social, então...)

Grifei num livroO Grifei num Livro é um projeto colaborativo que reúne trechos grifados de obras diversas


Espero que deem uma explorada e que gostem das pages. Conhecendo outras, só deixar logo mais nos comentários :)

Até o próximo post,


Kleris Ribeiro.

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