segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Resenha: "Laços" (Bianca Sousa)

Sinopse: Apesar da aparência frágil, Lívia é perigosa.
Aprisionada em uma torre por uma bruxa cheia de segredos e um passado obscuro, Lívia e ela estão mais entrelaçadas do que gostariam.



Contudo, a chegada de um misterioso caçador ao reino de Corvina pode pôr tudo a perder e trazer à tona medos e desejos há muito esquecidos.



"Não existem leis, somente 3 regras: Nunca brinque com a vida, a morte e o destino. Principalmente se eles estiverem de mãos dadas com o amor."
Fonte: Skoob



Por Eliel: Desde Eterna: O Som do Amor venho acompanhando de perto o trabalho de Bianca Sousa. O talento de contar ou recontar clássicos é inegável, além disso, o carinho e cuidado que ela tem com seus leitores e fãs é impressionante.


Aqui no Dear Book, pelas mãos da autora, romances impossíveis, fantasias sobrenaturais, músicas que são eternas, ballet clássico e agora ela nos apresenta Laços, uma narrativa que de inicio pode até parecer conhecida. Uma garota na torre, um príncipe, uma bruxa, se eu citar as tranças nem preciso dizer qual foi a fonte de inspiração; mas quando se trata de Bianca, nada é o que aparenta ser e é preciso ter um olhar mais apurado para entender as nuances do enredo.


O medo aprisiona mais do que qualquer força física ou o feitiço mais poderoso.

O plano de fundo é bem mais obscuro que os outros livros da autora, nele somos apresentados à Lívia, uma jovem vampira aprisionada no alto de uma torre por uma bruxa da floresta, Brianna. Temos ainda, Gabriel, um destemido caçador, e o Príncipe Felipe, herdeiro do trono de Corvina. Posso estar enganado, não enxerguei nenhum desses personagens como protagonista e antagonista, pois cada um tem seus próprios objetivos ao longo da história. Na verdade, pude enxergar como "protagonista" os laços que ligam essas personagens e a interação que elas tem ao lidar com as ações e reações de cada ato do presente ou passado.

Crescer sem saber sua origem deve ser uma das piores coisas que pode acontecer. Ser uma vampira presa em uma torre protegida por magia e não saber do seu passado e nem como foi transformada deve ser pior ainda. Essa é a vida que Lívia leva, atraindo pobres desavisados para suas refeições e seu único amigo é o Príncipe Felipe, com quem tem uma ligação telepática desde sempre.


O príncipe sofre quase que o mesmo que Lívia, vive confinado no Reino onde somente o Rei e seus criados sabem da sua situação como vampiro. Seus objetivos incluem destronar o cruel Rei e salvar Lívia das mãos de Brianna.

Brianna, a bruxa da Floresta, tem uma difícil relação com sua família e com sua ambição por poder. Ela não é uma personagem rasa e  de fácil compreensão, pois tudo o que ela fez e faz tem um objetivo muito maior do que podemos entender de imediato. Certas passagens trarão alguma identificação.

A vida e relação deles passa por uma transformação com a chegada de Gabriel à Corvina. A missão que o levou até esse reino vai embaralhar os laços dessa história e criar novos. Ao conhecer Lívia no alto da torre,  o amor surge como um passe de mágica e suas prioridades passam a incluir a liberdade de sua amada. Ele não medirá esforços para alcança-los.

Ele era caçador, mas filho de bruxa. "Como isso é possível?" Em seguida lembrou-se de que, embora toda fruta caísse perto da árvore, algumas caíam podres.

A Floresta é repleta de segredos e mistérios e você vai se amarrar nesse romance gótico que nos ensina uma importante lição sobre responsabilidade ao fazermos escolhas que envolvem o futuro, tanto o nosso quanto o dos que estão próximos.

Você encontra o último lançamento de Bianca Sousa na Amazon.


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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Resenha: "Caviar é uma ova" (Gregorio Duvivier)


"Minha sorte é que eu escrevo crônicas. Não preciso fingir que sei alguma coisa. Muito pelo contrario: preciso de um exercício diário de ignorância pra nunca deixar de ser leigo. Afinal, o mundo está o tempo todo tentando te empurrar certezas goela abaixo"(Dúvidas de um ignorante)





Por Mari Diniz.   Crônicas não requerem uma linearidade de leitura, não requerem verdades universais, não requerem um tempo para serem lidas e não esquecidas. Para as crônicas tudo que basta é o seu interesse em ler. Caviar é uma ova traz a abordagem de uma diversidade de temas, em que abre espaço até para o Chaves. Possui um humor crítico, mas, principalmente, temas políticos.


O foco político do livro poderia até não agradar alguns. Entretanto, no decorrer da leitura, ele me fez pensar no porque não pensamos em política. O intitulado Esquerdista Caviar, Gregorio Duvivier, diferente do que se pode imaginar, não exibe uma argumentação a fim de convencer o leitor de uma certa posição política. Ele não busca provar e deixar a certeza de algum ponto de vista, embora explique com clareza sua opinião. Talvez, Gregorio Duvivier seja um indeciso, cuja sua única certeza seja que algo precisa mudar.  
“Pra começar, caviar não me representa – nunca vi nem comi, só ouço falar. Caviar é uma ova – literalmente. Entendo a metáfora, mas acho que não se aplica a essa nova esquerda hipster que vocês tanto odeiam. Melhor seria Esquerda Maionese Trufada. Esquerda Cerveja Artesanal. Esquerda Bicicleta de Bambu. Aí sim: esse cara sou eu. Ou, pra ser sincero, nem assim. (Serhumaninade)”
Entre os contos, Serhumanidade, seja um dos melhores a fim de entender a mensagem do livro como um todo. Principalmente, por se tratar de uma coleção de crônicas. Serhumanidade busca abordar em uma única crônica temas defendidos por Gregorio contra os absurdos da desigualdade.

Política se torna o tema-estrela do livro e rende boas crônicas e bons sorrisos. A ironia de Gregorio representa aquele Como assim? Ou É isso mesmo? Plantados na nossa cabeça. A sua ironia ajuda um tanto quanto a pensar, a prestar atenção no que está acontecendo. Além de se utilizar de metáforas bem desenvolvidas e argumentadas.

Porém, como já mencionado, a diversidade de temas presente no livro, enriquece ainda mais a coleção. Aliás, crônica é dia a dia. É cotidiano. O humor encontrado em mínimos detalhes que nos parece que apenas cronistas conseguem perceber. 
“Odeio os carros quando tô a pé. Odeio os pedestres quando tô de bicicleta. Odeio os ônibus quando tô de carro. Odeio os ônibus quando tô de ônibus. Odeio todo mundo quando eu acordo. Odeio cigarro. E odeio quem se incomoda com cigarro quando eu tô fumando. Odeio acordar cedo e odeio acordar tarde. Odeio o Brasil, e odeio, ao mesmo tempo as pessoas que odeiam o Brasil.
Tem ódio que não faz o menor sentido. Mas tem ódio que faz. (Que ódio)”
Entre essas crônicas, algumas das minhas preferidas Sábado e O céu fica aqui pertinho, tem uma diferente modalidade de escrita, com uma crônica corrida que tenta seguir ou fluxo de pensamento, ou melhor, seguir as divagações da mente humana. O que, obviamente, diverte o leitor e dá um toque especial a crônica.

Além do simples cotidiano, Gregorio Duvivier ainda dá espaço para permear entre outros assuntos, principalmente quando se fala da própria linguagem, no qual inclusive aborda o tema Palavras. Formação, significados e usos.  

A leitura de Caviar é uma ova é sortida e super agradável. As crônicas muito bem escritas encantam por sua simplicidade e por seu humor inteligente. Mas, como diria minha vó, principalmente por sua personalidade opiniosa. Livro recomendadíssimo.
“Imagine duas vidas paralelas. Numa delas você gosta da Anitta – ou, pelo menos, a existência dela não te incomoda. Na outra, toda vez que você vê a cara da Anitta você tem engulhos, quando ouve a voz da Anitta o estomago revira, você evita ir a festas porque sabe que vai tocar Anitta. O objeto não gostado acaba ocupando um espaço gigantesco de seu tempo – muito maior que os objetos gostados. Aprender a gostar é, sobretudo, perceber que não vale a pena perder tempo com o que você não pode mudar (Haters gonna hate)”
Aproveitem a leitura!
Até a próxima, 
Mariana Diniz 
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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Resenha: "Tá no ar no livro" (Marcelo Adnet e Marcius Melhem)

Por Mari Diniz: A tarefa de dar uma opinião sobre um livro sem dissociar do programa não é a das mais fáceis. Cercar-se de opiniões sobre o programa, entretanto, não quer necessariamente implicar que estejamos falando do livro, e vice-versa. Mas o que mesmo o livro vem trazer de diferente?
“Desde a primeira reunião de criação, a orientação é escrever com liberdade, sem agressividade, buscando a melhor forma de construir criticas guiadas pelo intuito de fazer rir.”
A resposta mais óbvia e simples seria o processo criativo.  O livro propõe-se a explicar desde a conceituação até a direção de cenas. Estamos falando de tudo e todos envolvidos para fazer o programa acontecer. O livro é um fio exploratório, um por trás das câmeras, o segredo de onde a mágica acontece.
“Com isso, o formato também ficou definido: a TV dentro da TV. Uma programação em que o telespectador perde o poder de mudar de canal. O zapear é controlado por outra “pessoa”, navegando aleatoriamente pela variedade de atrações disponíveis. O ritmo acelerado simula a nossa frenética relação com o controle remoto, na incansável busca pelo “programa perfeito”. Os esquetes são fragmentados de canais que constroem um mosaico da televisão e da nossa sociedade, uma metalinguagem de possibilidades infinitas.”
Um dos aspectos mais interessantes no primeiro folhear de páginas é a diagramação do livro. Ele é bem imagético e reforça bem a identidade do Tá no ar como um programa que tenta representar o mundo televisivo e a relação do telespectador com o que assiste. O passar das páginas é o nosso zapear de canais. Em uma página temos um recorte de cena do programa, logo em seguida a coletiva de imprensa do elenco e não muito depois um texto sobre a conceituação do programa.

Há também destaque especial a todo elenco, autores, produtores e demais envolvidos. O reconhecimento do trabalho e a aposta em um programa de humor diferenciado, procuram justificar o que não dá pra ser visível ao assistir o programa.
“O senso comum imagina que o trabalho em uma redação de humor se resume a contar piadas, como em uma reunião de amigos no bar. Pelo contrário, o dia a dia é laborioso. Por trás da construção de todas as cenas feitas existem discussões e pesquisas sobre a escolha de cada palavra do texto.”
O livro também traz trechos de cenas do programa, desde recortes dos seus textos até storyboards feitos para a construção da cena. O livro procura apresentar os bastidores do programa e não economizou em mostrar os detalhes das cenas, textos e paródias, construção de personagens, musicais. Inclusive, muitas acompanham um QR Code para que o leitor/espectador possa assistir a algumas dessas cenas.  

Ele é super indicado para os fãs da série, a abordagem do livro é quase como assistir o programa com a lente criativa de criação. Além de também trazer o humor novo, pensado e repensado.

Aproveitem a leitura!
Até a próxima,
Mariana Diniz

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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Resenha: "A Traidora do Trono" (Alwyn Hamilton)

Tradução Eric Novello

Sinopse: Amani Al’Hiza mal pôde acreditar quando finalmente conseguiu fugir de sua cidade natal, montada num cavalo mágico junto com Jin, um forasteiro misterioso. Depois de pouco tempo, porém, sua maior preocupação deixou de ser a própria liberdade- a garota descobriu ter muito mais poder do que imaginava e acabou se juntando à rebelião, que quer livrar o país inteiro do domínio do sultão. Em meio às perigosas batalhas ao lado dos rebeldes, Amani é traída quando menos espera e se vê prisioneira no palácio. Enquanto pensa em um jeito de escapar, ela começa a espionar o sultão. Mas quanto mais tempo passa ali, mais Amani questiona se o governante de fato é o vilão que todos acreditam.
Fonte: Skoob

Por Eliel: Antes de começar a ler esse post eu sugiro dar uma olhada no primeiro volume da Trilogia do Deserto, A Rebelde do Deserto, e assim evitar qualquer possível spoiler que possa aparecer nesse texto.

Após seis meses desde os últimos acontecimentos do último volume, Amani, está ainda mais envolvida com a rebelião e seus ideais de fazer um novo deserto sob um governo mais justo e humano.

O primeiro volume é repleto de ação e reviravoltas na aventura. Esse volume têm 10 vezes mais, afinal a rebelião se aproxima cada vez mais do sultão, um homem cruel e impiedoso. Amani é traída por uma pessoa improvável e acaba nas mãos do tirano governador do deserto.

Totalmente desprotegida é obrigada a sobreviver pelos seus próprios instintos e fazer alianças que serão o diferencial para tornar o deserto um lugar melhor para se viver. Para isso, ela precisa que os rebeldes continuem firmes em sua posição.

Nesse livro intermediário, a guerra vai começar de dentro para fora, começando com Amani que deverá ser forte em seus princípios mesmo quando são questionados com grande eloquência e destreza. De dentro das emoções e da razão para dentro dos muros do palácio e além.

Como um demji, Amani, não consegue mentir e justamente essa sua característica à ajuda em uma das passagens mais empolgantes do livro. Saber a hora de dizer toda a verdade para o seu maior inimigo e ganhar a confiança dele exige muita habilidade.

A fé de Amani na rebelião será testada ao extremo, será que diante do sultão e cercada de riquezas ela irá titubear e trair a rebelião? Se você ficou curioso para se envolver nessa rede de traições, corre já por a leitura em dia!

Esteja preparado para conhecer personagens mais profundos dessa trama, a própria Amani tem um crescimento muito impressionante e suas relações pessoais com Shazad, Ahmed e Jin são muito bem estruturadas e desenvolvidas. Com as personagens femininas é possível ver claramente um Ode ao poder delas nos bastidores da disputa de poder entre pai e filho pelo deserto.

A riquíssima mitologia árabe é  muito bem apresentada e com todos os detalhes da magia dos djnnis e sua origem e consequências amarra a trama de um jeito que não é possível largar até chegar à última página. Agora que devorei esse livro só me resta aguardar ansiosamente pelo fechamento dessa trilogia. 

E já espero um final épico para a rebelião e para nossa Rebelde do Deserto.

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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Resenha: "A Desconhecida" (Mary Kubica)

Tradução: Fal Azevedo

Por Sheila: Oi pessoas! Como estão? Tudo tranquilo? Se vocês acompanham o blog há bastante tempo já devem saber que terror, suspense e thriller psicológico são as minhas leituras preferidas, e com as quais costumo ser bastante exigente.

Já havia resenhado outro livro da Mary Kubica, A Garota Perfeita, e havia gostado bastante (você pode conferir a resenha aqui). Mas enquanto o livro anterior, apesar de cumprir com o que promete, ou seja, ser um ótimo thriller, acaba um pouco clichezinho, já em "A Desconhecida" a autora consegue se superar.

Heidi é o que se pode chamar de uma pessoa humanitária e altruísta. Trabalhando em uma ONG que visa ao atendimento e acompanhamento de refugiados em Chicago, ela parece ter a família perfeita: casa, marido, uma filha pré-adolescente, faz o que ama e se sente uma abençoada diante das dificuldades que percebe assolarem o mundo.

Principalmente naquela semana chuvosa. De frio intenso. Em que, mais de uma vez, vê aquela pobre menina, uma adolescente, com aspecto de andarilha, com muito pouca roupa para manter-se ao abrigo do tempo que castiga e - horror dos horrores - um bebê à tiracolo, que não para de chorar.
Hesito mais uma vez, desejando fazer alguma coisa, mas não querendo parecer intrusiva ou ofensiva. Há uma linha tênue entre ser solidário  ser desrespeitoso, uma linha que nao quero ultrapassar. Pode haver um milhão de motivos para la estar aqui com uma mala, segurando a bebê sob a chuva, um milhão de motivos alem do perturbador pensamento recorrente que me assalta: ela é uma sem teto.
Todo o conflito se estabelece quando Heidi, em um gesto de extrema bondade e altamente impulsivo, resolve levar a menina, Willow, e sua bebê, Ruby, para seu apartamento de dois quartos para abrigá-las pelo que parece ser um tempo indeterminado.
- Por quanto tempo ela vai ficar? - pergunto.
Ela dá de ombros.- Não sei. 
- Um dia, uma semana? Por quanto tempo, Heidi? - insisto, aumentando o volume da minha voz. - O que é isso? 
- A bebê está com febre.
Aos poucos, vamos descobrindo que a vida de Heidi não é assim tão perfeita. Seu marido, Chris, vive viajando, e há uma sombra de suposta infidelidade pairando sobre o casal devido à colega de trabalho, Cassidy, que mais de uma vez atendeu o celular de seu marido nessas viagens. Além disso, as coisas não parecem ir bem com a filha adolescente, que odeia a tudo e todos - inclusive sua mãe, que já não sabe mais como exercer essa função.

Ficamos ainda mais intrigados pela história pois, assim como no livro escrito anteriormente, a autora vai intercalando passado, presente e futuro em sua escrita, e contando-nos a história por diferentes vozes: as de Willow, Chris e Heidi.

E é Willow quem nos contará do uniforme laranja, usado nos presídios dos EUA, e sobre o longo interrogatório a que esta sendo submetida, bem como de seu desconforto por ter colocado Heidi em uma má situação. Ou seja, já no início, sabemos que a iniciativa de Heidi acaba mal. Só não sabemos por quê.

A trama vai ficando cada vez mais elaborada e complexa, tomando rumos completamente inesperados e acabando em um desfecho, se não surpreendente, no mínimo seriamente inquietante e original. Fazia tempo que uma leitura não me impedia de conciliar o sono por que precisava saber como isso tudo acabaria.

Recomendo!


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Ana Liberato