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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Resenha: "Daisy Jones & The Six" (Taylor Jenkins Reid)


Tradução de Alexandre Boide

Por Stephanie: Não faz muito tempo que saiu a minha resenha de Evelyn Hugo aqui no blog, e quem leu deve se lembrar que eu rasguei muita seda para aquele livro – que inclusive está entre as minhas melhores leituras de 2019. Desde então, eu li um outro livro da autora (que achei apenas bom), até me deparar com Daisy Jones & The Six, lançado recentemente pela Cia das Letras e que está bombando lá fora há uns bons meses. É dele que irei falar um pouquinho hoje.

A obra de Taylor Jenkins Reid é uma ficção histórica que se propõe a contar a história da banda sensação dos anos 1970, Daisy Jones & The Six, desde seu início até a fatídica separação, que o público nunca soube bem por que ocorreu – até agora. Por meio de entrevistas, temos os diversos pontos de vista de membros e ex-membros da banda, além de outros depoimentos de pessoas que estiveram envolvidas com ela ao longo dos anos.

Muitas vezes a verdade não está nem de um lado nem de outro, e sim escondida num meio-termo.

Apesar de amar música, principalmente rock, confesso que não sou muito ligada nas bandas e músicas que fizeram sucesso antes da década de 80. Por isso, quando soube que a autora havia se inspirado em Fleetwood Mac para criar a história contada nesse livro, corri para ouvir a banda e conhecer um pouco mais do rock e pop daquela época. Foi uma ótima escolha, que inclusive recomendo muito para quem quiser se ambientar ainda mais durante a leitura.

Não que a ambientação de Daisy Jones seja ruim, muito pelo contrário; é uma das melhores coisas da obra. A gente consegue visualizar com muita facilidade os cenários, as roupas e o estilo de vida que são narrados ao longo do enredo. Taylor tem uma capacidade sensacional de imergir o leitor em suas obras, e é uma das características que mais admiro nela.

Os personagens, mesmo que expressos apenas em suas falas durante as entrevistas, são muito tridimensionais e fáceis de imaginar. Não nego que no começo foi um pouco difícil de acompanhar e entender quem era quem, mas é algo que dá pra se acostumar fácil depois de poucos capítulos.

O mais óbvio seria dizer que a protagonista do livro é a personagem que tem seu nome em destaque: Daisy Jones. Porém, eu sinto que a importância de cada um foi bem dividida, ainda que em alguns momentos a narrativa de Daisy seja a mais presente. Não acho que ninguém ficou apagado, pois a autora soube trazer verossimilhança e mostrar que cada pessoa tem seu papel em uma história, e que, ainda que pareça pequeno, faz diferença.

Gostei muito da representação feminina no livro. Temos mulheres à frente do seu tempo, com personalidades fortes e opiniões que com certeza soavam pouco ortodoxas para a época. E isso está diretamente ligado ao machismo, que também é mostrado (e denunciado) ao longo da obra.

Eu não tinha o menor interesse em ser a porra da musa de alguém. Eu não sou a musa. Eu sou esse alguém. E assunto encerrado.

Os homens parecem achar que merecem um prêmio quando tratam as mulheres como seres humanos.

Outros assuntos pesados e relevantes também são abordados no livro, como alcoolismo, abuso de drogas e relacionamentos abusivos. Tudo é muito crível e faz bastante sentido dentro do contexto da história. Mas há também a presença forte de romance, então, nem tudo se resume a “sexo, drogas e rock n’ roll”. Por mais bagunçados que sejam, os casais da obra foram uma das partes mais interessantes para mim, porque são mostrados com muita complexidade e verossimilhança, sem floreios.

É difícil não comparar Daisy Jones e Evelyn Hugo; ambas são obras de ficção histórica com mulheres intrigantes entre os protagonistas. Ainda que tenham sido experiências ótimas, eu ainda prefiro Evelyn, porque achei que a autora conseguiu transmitir mais sentimento na história. Em Daisy Jones eu me senti mais como uma espectadora, mas ainda assim fiquei bastante entretida, portanto, recomendo muito essa leitura!

Agora espero ansiosamente pela série que será lançada pela Amazon, com produção de Reese Witherspoon. Quero muito ouvir todas as músicas da banda (principalmente Aurora). Preciso que essa banda exista em carne e osso, ainda que somente na ficção.

Até a próxima, pessoal!

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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Resenha: "Insano" (Andy Collins)


Sinopse: Gael Trent Malloy é o famoso vocalista da banda de rock Originals, depois de um trágico acidente no palco que o deixa impossibilitado de andar, o sexy vocalista tenta recuperar os movimentos com a ajuda dos seus amigos. O que ele não esperava era que, ao longo dessa jornada, seu caminho cruzasse com o de Hanna Daves. A doce pintora que consegue quebrar suas barreiras sem nem ao menos mover um músculo. Com ela, ele vai descobrir que suas limitações físicas são nada diante do que a consome.


Ele nunca quis ser a salvação de ninguém, até hoje.


Por Jayne Cordeiro: Já tive a chance de ler um livro da autora, que gostei muito, então não pensei duas vezes em ler Insano, que além disso, trás uma história envolvendo integrantes de uma banda. Que é um tipo de romance que eu adoro. 

... eu preciso dela. Preciso senti-la todos os dias pelo resto da minha maldita vida.

Gostei bastante do livro, e por diversos motivos. Achei bem interessante o fato de o protagonista Gael, ser um cantor de rock com todo o sexy appeal característico, mas nesse caso com uma deficiência física que muda bastante a dinâmica do casal. Mas a autora soube levar tudo de uma forma bem interessante, e foi bem legal de acompanhar. Gael é capaz de fazer qualquer leitora se apaixonar, apesar de algumas burradas que eles faz no decorrer do livro. E ele ainda apresenta um assunto interessante ao mostrar como alguém que sempre teve tudo, e dono de si, precisa lidar com ficar inválido em uma cadeira, dependendo dos outros.

Não quero apenas você, quero torná-la inacessível para qualquer outro.

Hannah também é uma personagem bem fácil de gostar. Ela é uma garota independente, alegre, e que sente um enorme prazer em ajudar os outros. Um dos plots do livro envolve principalmente ela. A forma como ela age em alguns momentos, abre um mistério que persegue o leitor durante boa parte do livro. Pensei em diversas coisas, mas acabei sendo surpreendida no final. O que foi muito bom.

Subir? Você está me tratando como uma criança, Gael. Não sou sua propriedade, você não manda em mim.

O livro flui de maneira bem dinâmica, cheia de momentos românticos, e ótimas cenas quentes. A história consegue prender o leitor todo o momento, e funciona como uma ótima abertura para a série The Originals, que trás livros focados nos integrantes da banda. Alguns já lançados. Para quem gosta do gênero de romances eróticos, Insano é uma ótima opção de leitura, que consegue se encaixar nesse universo musical comum a alguns livros, mas também consegue inovar ao trazer um protagonista deficiente. 

As asas nas costas, eram de um anjo sombrio. Mas, mesmo com esse lado obscuro, Gael era apenas o meu anjo.

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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Vale a Pena Ler de Novo: “Depois do Fim” (Daniel Bovolento)

Neste mês de Janeiro estamos em recesso, mas preparamos para você, caro leitor, uma seleção com nossas resenhas mais acessadas de 2017.
Enquanto isso, prepare-se para todas os lançamentos e novidades de 2018.

Por Kleris: Sabe aquela expressão de pegar os limões que recebe da vida e fazer uma limonada? É o que Daniel entrega nos 50 textos de Depois do Fim, um livro de crônicas sobre aquele momento difícil de toda relação: o adeus, o fim, o tempo e processo de cura de um coração. E é na rotina – ou quebra de rotina – que tudo se evidencia. 
Você sempre acha que essas coisas nunca vão acontecer com você. 
Quando você achava que nunca aconteceria nada disso com você, quando o fim era uma perspectiva tão imprevisível quanto o início, você acaba tendo uma única certeza: ele ainda está dentro de você. E seu maior problema agora, mais do que qualquer outro, é descobrir como tirá-lo daí. 
As coisas nunca acabam pontualmente. Não existe um determinado dia em que você olha pro calendário, confere as horas no relógio, vira pra alguém e diz: eu não te amo mais. As coisas se arrastam por momentos em que a gente vai identificando o desgaste.

Amores, desamores, luto, apoio e superação são temáticas que constituem o livro, marcado por doses generosas de poesia e empatia. É assim que Daniel nos faz encarar vários estágios do fim. Ele costura historietas, conversações, fluxos de pensamento. Recortes da vida, filmes que transitam no nosso imaginário. Todos permeados de dúvidas, zigue-zagues da consciência e, apesar do que sugere, nem sempre está acompanhado de uma densa nuvem de fossa depressiva. 
Como é que a gente explica prum cachorro que você não iria voltar? Não sei, não consegui explicar nem pra mim. 
Tô te implorando lentamente pra dizer alguma coisa que me pare enquanto eu declaro que tô desistindo de você. Tô levando na mala só o que é meu, e deixo o que era nosso pra você fazer fogueira do passado. [...] Diz e me impede, de uma vez, de desistir de você. 
Cê acha que isso aqui vai demorar muito? Não o filme, mas a gente. Isso aqui que a gente tem e que um dia passa.Acho que sim, acho que não. Não sei. Tempo é relativo. Pra você pode ter sido um ano, pra mim pode ter sido uma vida. A gente nunca sabe quanto tempo o outro vai morar na gente depois da despedida.

Mesmo as experiências mais dolorosas tem sua importância, e não adianta fugir delas. É preciso senti-las em toda sua profundidade – para que passem. Porque uma hora passa. 
“Com Bovolento, mergulhamos na dor e na beleza do encerramento de uma história de amor. E com ele damos a volta completa para finalmente entender que só pode haver vida se houver morte”. – Milly Lacombe, escritora e jornalista (texto de contracapa)

Daniel também traz luz para diversas impressões de relacionamentos que não fazem mais sentido em nossa realidade, como o fato de uma pessoa sentir que deve consertar a outra (não!), que quem sempre termina é o vilão da história (não!), sem falar das expectativas irreais e demais idealizações que produzem aquele choque negativo com a realidade. Nesse sentido, ao retratar as relações, com visões de dentro e de fora, Daniel se mostra muito “pé no chão”. E ainda oferece um ombro amigo. 
E a gente se força a achar que o outro pode ser consertado, mesmo sendo evidentes as rachaduras, suas infiltrações e alguns parafusos meio frouxos que ficam bem na cara. 
Olhamos todos o lado do mocinho depressivo que ficou lamentando por muito tempo a ida da mulher da sua vida, como se ela não tivesse também o direito de ir em busca do homem da vida dela. 
Mais do que isso, tentam me dizer que eu vou nunca conseguir ser feliz sozinha, que não fui feita para ser sozinha. Discordo.

Há crônicas para arranhar, para amainar, para rasgar, para descansar, para rir (de nervoso até); não é uma leitura tão fácil. Apesar de toda poesia em volta, o livro pede (e entende que é preciso) muita calma de seu leitor, assim como o leitor pede calma em favor de seus sentimentos. Isto porque a gente abre sabendo que vai topar com inúmeros gatilhos. Mas vale abrir um a um, respeitando, claro, nosso tempo de cura. Volte sempre que puder. Ao fim você vai se sentir melhor. 
Será que um dia eu voltarei a ser o mesmo? Digo, o cara que era antes de você, sabe? 
Vão bater na tua porta, vão te ligar aos montes, vão ter dó de te deixar sozinho. Vão espantar o escuro, vão decretar estado de alerta e euforia, vão te marcar nas coisas mais engraçadas da internet. Vão descarregar caminhões de felicidade empacotada na tua casa, vão te apresentar amigos e mais amigos, vão comprar passagens de avião pra Indonésia de presente. Vão mover mundos e fundos para que você fique bem. Mas você não reage aos estímulos.

Aliás, com tantas bandeirinhas (marcadores) adesivados no livro, você vai querer voltar sempre sim. Porque Daniel escreve de maneira a nos fazer entender os mais indecifráveis sentimentos. Sério, dá vontade de marcar o livro inteiro, parágrafo a parágrafo. Prepare sua cartelinha, você vai precisar.



De plus, temos um projeto gráfico maravilhoso da Planeta. Trechos (“fotografáveis”) se encontram dispostos como entrada das crônicas e o conjunto de recursos das páginas, pretos, cinzas, amareladas, dão o toque final. Os textos são mega curtos, mas de grande peso. Cercados de um repertório musical pra te colocar e te tirar da fossa, a leitura mostra que não há experiência sem aprendizado.  

Ademais, em diversos momentos, lembrei do livro Que Ninguém Nos Ouça (aqui), pela vibe de lavar a alma, e dos livros da Brené Brown (aqui), quando se fala sobre vínculos, (auto)aceitação e processo de volta por cima. Estar em um relacionamento poder ser muito V1D4 L0K4, mas, no fim das contas, estamos aqui para nos relacionar, cada qual em sua própria jornada. 
Você pode não ter se candidatado à jornada do herói, mas, no instante em que caiu, quebrou a cara, sofreu uma decepção, meteu os pés pelas mãos ou ficou de coração partido, ela começou. Não importa se estamos prontos para uma aventura emocional – as mágoas acontecem. E ninguém está livre delas. Sem exceção. A única decisão que podemos tomar é sobre o papel que vamos desempenhar na própria vida: queremos escrever nossa história ou queremos entregar esse poder a outra pessoa? Mais Forte do Que Nunca – Brené Brown

Depois do Fim é aquele livro que te dá tapinhas no ombro a cada revolver de sentimentos. Espera contigo (vide imagem abaixo). Arde, mas também sabe deixar o coração quentinho como um episódio maravilhoso de Gilmore Girls com junky food. É um mergulho profundo (e às vezes necessário) naquela maratona binge da netflix. Você sai cansado, mas realizado. Pronto pra outra. 
De vez em quando, seremos essas pessoas que deixam pessoas ótimas irem embora porque alguém feriu a gente. Porque alguém quebrou a gente um tempo atrás. Não é culpa de ninguém, só não era o tempo certo, só não estávamos curados.

Fonte de imagem: @_poematizar

A playlist do livro

 

Eu ainda adicionaria as lentas de Alexz Johnson e de Boy (duo) de doida mesmo.
Pois é, deixe uma leitora aloprar...

Até a próxima!

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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Resenha: “Depois do Fim” (Daniel Bovolento)


Por Kleris: Sabe aquela expressão de pegar os limões que recebe da vida e fazer uma limonada? É o que Daniel entrega nos 50 textos de Depois do Fim, um livro de crônicas sobre aquele momento difícil de toda relação: o adeus, o fim, o tempo e processo de cura de um coração. E é na rotina – ou quebra de rotina – que tudo se evidencia. 
Você sempre acha que essas coisas nunca vão acontecer com você. 
Quando você achava que nunca aconteceria nada disso com você, quando o fim era uma perspectiva tão imprevisível quanto o início, você acaba tendo uma única certeza: ele ainda está dentro de você. E seu maior problema agora, mais do que qualquer outro, é descobrir como tirá-lo daí. 
As coisas nunca acabam pontualmente. Não existe um determinado dia em que você olha pro calendário, confere as horas no relógio, vira pra alguém e diz: eu não te amo mais. As coisas se arrastam por momentos em que a gente vai identificando o desgaste.

Amores, desamores, luto, apoio e superação são temáticas que constituem o livro, marcado por doses generosas de poesia e empatia. É assim que Daniel nos faz encarar vários estágios do fim. Ele costura historietas, conversações, fluxos de pensamento. Recortes da vida, filmes que transitam no nosso imaginário. Todos permeados de dúvidas, zigue-zagues da consciência e, apesar do que sugere, nem sempre está acompanhado de uma densa nuvem de fossa depressiva. 
Como é que a gente explica prum cachorro que você não iria voltar? Não sei, não consegui explicar nem pra mim. 
Tô te implorando lentamente pra dizer alguma coisa que me pare enquanto eu declaro que tô desistindo de você. Tô levando na mala só o que é meu, e deixo o que era nosso pra você fazer fogueira do passado. [...] Diz e me impede, de uma vez, de desistir de você. 
Cê acha que isso aqui vai demorar muito? Não o filme, mas a gente. Isso aqui que a gente tem e que um dia passa.
Acho que sim, acho que não. Não sei. Tempo é relativo. Pra você pode ter sido um ano, pra mim pode ter sido uma vida. A gente nunca sabe quanto tempo o outro vai morar na gente depois da despedida.

Mesmo as experiências mais dolorosas tem sua importância, e não adianta fugir delas. É preciso senti-las em toda sua profundidade – para que passem. Porque uma hora passa. 
“Com Bovolento, mergulhamos na dor e na beleza do encerramento de uma história de amor. E com ele damos a volta completa para finalmente entender que só pode haver vida se houver morte”. – Milly Lacombe, escritora e jornalista (texto de contracapa)

Daniel também traz luz para diversas impressões de relacionamentos que não fazem mais sentido em nossa realidade, como o fato de uma pessoa sentir que deve consertar a outra (não!), que quem sempre termina é o vilão da história (não!), sem falar das expectativas irreais e demais idealizações que produzem aquele choque negativo com a realidade. Nesse sentido, ao retratar as relações, com visões de dentro e de fora, Daniel se mostra muito “pé no chão”. E ainda oferece um ombro amigo. 
E a gente se força a achar que o outro pode ser consertado, mesmo sendo evidentes as rachaduras, suas infiltrações e alguns parafusos meio frouxos que ficam bem na cara. 
Olhamos todos o lado do mocinho depressivo que ficou lamentando por muito tempo a ida da mulher da sua vida, como se ela não tivesse também o direito de ir em busca do homem da vida dela. 
Mais do que isso, tentam me dizer que eu vou nunca conseguir ser feliz sozinha, que não fui feita para ser sozinha. Discordo.

Há crônicas para arranhar, para amainar, para rasgar, para descansar, para rir (de nervoso até); não é uma leitura tão fácil. Apesar de toda poesia em volta, o livro pede (e entende que é preciso) muita calma de seu leitor, assim como o leitor pede calma em favor de seus sentimentos. Isto porque a gente abre sabendo que vai topar com inúmeros gatilhos. Mas vale abrir um a um, respeitando, claro, nosso tempo de cura. Volte sempre que puder. Ao fim você vai se sentir melhor. 
Será que um dia eu voltarei a ser o mesmo? Digo, o cara que era antes de você, sabe? 
Vão bater na tua porta, vão te ligar aos montes, vão ter dó de te deixar sozinho. Vão espantar o escuro, vão decretar estado de alerta e euforia, vão te marcar nas coisas mais engraçadas da internet. Vão descarregar caminhões de felicidade empacotada na tua casa, vão te apresentar amigos e mais amigos, vão comprar passagens de avião pra Indonésia de presente. Vão mover mundos e fundos para que você fique bem. Mas você não reage aos estímulos.

Aliás, com tantas bandeirinhas (marcadores) adesivados no livro, você vai querer voltar sempre sim. Porque Daniel escreve de maneira a nos fazer entender os mais indecifráveis sentimentos. Sério, dá vontade de marcar o livro inteiro, parágrafo a parágrafo. Prepare sua cartelinha, você vai precisar.




De plus, temos um projeto gráfico maravilhoso da Planeta. Trechos (“fotografáveis”) se encontram dispostos como entrada das crônicas e o conjunto de recursos das páginas, pretos, cinzas, amareladas, dão o toque final. Os textos são mega curtos, mas de grande peso. Cercados de um repertório musical pra te colocar e te tirar da fossa, a leitura mostra que não há experiência sem aprendizado.  

Ademais, em diversos momentos, lembrei do livro Que Ninguém Nos Ouça (aqui), pela vibe de lavar a alma, e dos livros da Brené Brown (aqui), quando se fala sobre vínculos, (auto)aceitação e processo de volta por cima. Estar em um relacionamento poder ser muito V1D4 L0K4, mas, no fim das contas, estamos aqui para nos relacionar, cada qual em sua própria jornada. 
Você pode não ter se candidatado à jornada do herói, mas, no instante em que caiu, quebrou a cara, sofreu uma decepção, meteu os pés pelas mãos ou ficou de coração partido, ela começou. Não importa se estamos prontos para uma aventura emocional – as mágoas acontecem. E ninguém está livre delas. Sem exceção. A única decisão que podemos tomar é sobre o papel que vamos desempenhar na própria vida: queremos escrever nossa história ou queremos entregar esse poder a outra pessoa? Mais Forte do Que Nunca – Brené Brown

Depois do Fim é aquele livro que te dá tapinhas no ombro a cada revolver de sentimentos. Espera contigo (vide imagem abaixo). Arde, mas também sabe deixar o coração quentinho como um episódio maravilhoso de Gilmore Girls com junky food. É um mergulho profundo (e às vezes necessário) naquela maratona binge da netflix. Você sai cansado, mas realizado. Pronto pra outra. 
De vez em quando, seremos essas pessoas que deixam pessoas ótimas irem embora porque alguém feriu a gente. Porque alguém quebrou a gente um tempo atrás. Não é culpa de ninguém, só não era o tempo certo, só não estávamos curados.

Fonte de imagem: @_poematizar

A playlist do livro



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domingo, 7 de maio de 2017

Music Trip #3 – good good vibes


Music Trip
Algumas viagens acontecem nos intervalos


Sabe aqueles dias em que a gente acorda com energia, com vontade, dançante, tá tão feliz e quer mais é viver la vida? Essa felicidade toda – às vezes sem razão aparente – não é tão comum (quanto queremos) e por isso mesmo que temos que aproveitar ao máximo a vibe. Tem que extravasar essa energia, ué.

E para seguir nessa viagem acenando para todo e qualquer serumaninho por qual você passar ou mesmo arriscar um passinho aqui e acolá enquanto faz algo do dia a dia, vão aí algumas músicas para um dia bem animado :)

Nadav Guedj – Good Vibes


Nadav me fisgou desde Golden Boy, um pop contagiante que pesquei do concurso europeu chamado Eurovision. Das poucas músicas dele que conheço, são todas bons convites para se mexer. E Good Vibes já se explica pelo título, né. Boas vibrações.


Rend Collective – Live Alive


Live alive levanta o espírito de qualquer coisa que estamos fazendo; é um folk rock com presença. Dá um senso de urgência, animação e festa pelas coisas mais simples da vida. And you make me alive, aliiiiiiiiiiiiive. Numa atmosfera animada semelhante, tem Build Your Kingdom Here.


Hollyn – Love With Your Life


Você sabe o quanto vale lutar pelo futuro [...] Você tem que amar com a sua vida / Como um fogo que queima forte / Até a noite chegar e passar / Há uma esperança que vive em você / Você tem que amar com a sua vida / Como um guerreiro luta, colocar na linha / Se você quiser ver uma mudança / Você tem que amar com a sua vida / Se você quiser ver uma mudança / Você tem que amar com a sua vida. Já disse tudo, né?



Southlen – Can’t Give It Up (Feat. Brooke Ashely)


Gosto como essa música chega de mansinho e então “abala”. É um pop eletrônico que bombeia força para não entregar os pontos. Não posso, nem quando o coração quebra / Não posso desistir / Não posso, nem quando chovem lágrimas / Não posso desistir / Não posso, nem mesmo que queira / Não posso desistir. Goxxxxtei da participação da Brooke.


Twelve 24 – Say Yes (This. Remix)


Eu estive esperando por este momento toda a minha vida / Eu vou chegar e levá-lo, não vai passar por mim / Este pode ser o momento certo para você e eu amar / Apenas diga sim / Apenas diga sim / Porque todo mundo precisa de alguém / Porque todo mundo precisa de alguém para amar. A melhor versão dessa música é o remix do This., mas você pode acessar a original, que tem uma pegada mais pop rock, aqui. And say yes!


Clean Bandit – Rather Be (Feat. Jess Glynne)


Por conta das batidas de dance music, quase house, as músicas do Clean Bandit são muito parecidas entre si. Como eu enjoo fácil house music, não consigo ouvir regularmente esse estilo, mas, da mesma maneira que livros razoáveis salvam a gente depois de uma intensa ressaca literária, Rather Be é aquela pitada necessária pra mudar os ares. O toque de música clássica só revigora. Acho que é o violino que mais me fisga. É ou não é de sair dançando por aí?


Kiesza – Hideaway


Outra boa pitada de pop house é a queridinha Hideaway. Essa, confesso, ainda não enjoei. Como costumo dizer, ainda não superei. Acho que é por conta da mistura de batidas, que não fica too much e dá mais emoção pra coisa toda.



 Icona Pop – I Love It (Feat. Charli XCX)


I love it é como a própria letra sugere: explosiva, ousada, divertida. Queridinha desde sempre, teve até uma paródia para shipper hearts (que ficou MARA!). I DON’T CARE, I LOVE IT! I DON’T CARE, I SHIP IT! Representa.



Zara Larsson – Lush Life


Lush life é aquele pop good vibes bem clichê do tipo “é o que é e pronto”, curta de boa – principalmente se você quer deixar aquele(a) crush pra lá e aproveitar o dia. Agora eu encontrei outra crush / Essa vida exuberante é rápida / Teve uma chance pra me conquistar / A segunda vez é tarde demais.


Não me responsabilizo se viciar J
E se você é team spotify, pode curtir as músicas do post por lá.


Veja mais music trips aqui


Kleris Ribeiro é beletrista, produtora e agente cultural. Garota dos bastidores, se joga em marketing digital, comunicação e, recentemente, zines. Fascinada pelos mistérios do universo do livro, é administradora do blog Dear Book e diretora do Clube do Livro Maranhão. Fangirl, diz que mantém a cabeça nas nuvens e os pés no chão.


Curta a viagem e até a próxima!
#blogdearbook #musictrip #boaviagem


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domingo, 23 de abril de 2017

Music Trip #2 – no automático


Music Trip
Algumas viagens acontecem nos intervalos


Não tem muito tempo que estava conversando com uma amiga sobre ter playlists pra tudo, e ela me disse a coisa mais maravilhosa em resposta: já pensou em usar a música a seu favor? Sabe, nos dias ruins, ouvir as músicas dos dias bons? Pessoinha iluminada essa. Claro que adotei essa filosofia pra vida.

No automático é o dia que a gente ativa a função shuffle de nossos programas de música – alguns shuffles até parece que entendem o que estamos passando no dia – mas um fator que faz toda a diferença para voltarmos a funcionar (após aquela noite insone ou crises desgastantes, por exemplo) é colocar um som bacana pra não prestar atenção, só deixar a mágica acontecer: sua energia subir carguinha por carguinha de volta.

Zumbi days are over.

Nesses dias não temos muito critério, mas recomendo evitar as batidas mais fortes, agitadas ou estridentes, pois, pelo contrário, podem te martelar a cabeça, e as muito calmas também, porque podem reforçar o cansaço no corpo. Meio termos então. Claro que aqui vale o que funcionar pra você. Faça uns testes ^^

Seguem aí umas companheiras que resgataram minha concentração e energia outro dia. Tô aceitando dicas também.

Bleu Feat. Alexz Johnson – Bottom Of My Heart


Para não começar chutando de vez a letargia, vai aí Bleu com uma preliminar para, com calma, preparar o terreno e começar a abrir o olho.

Hxly Kxss – Only For You (Feat. Emily Swingler)


Embora eletrônica, a batida de Only For You é um bem razoável. Ótema pra ficar só balançando a cabeça, enquanto ainda se vegeta um tantinho.

Kylie Minogue – Come Into My World


Numa vibe semelhante, Come Into My World é um eletrônico suave pra descansar a mente e, com seus momentos progressivos, engatar o foco de volta. Btw, AMO ESSE CLIPE <3

The Gossip – Are U That Somebody


Um indie rock, dance-punk, meio blue da vida pra dar aquele up. Depois de só balançar a cabeça, aqui você já está cantando, envolvida, ou pelo menos quase lá. Get A Job também é uma boa opção.

Paper Lions – Don’t Touch The Dial


Paper Lions assume o resgate num momento nada com nada. Travelling também é ótema pro serviço.

Melanie C – Goin’ Down


Aprochegar-se em uma pop antique gostosinha é uma boa. Funciona à base da ideia de arrodear-se de boas memórias. Grandes são chances de maratonar músicas de sua adolescência. Oi, Britney!

Intensifire – Victory


Agora já pode comemorar que você sabe qual é o seu nome, quanto é 2+2, que dia é e o que tem pro dia.

Segue vida J
Compartilhe sua música do automático nos comentários.
E se você é team spotify, pode curtir as músicas do post por lá.
   

Veja mais music trips aqui


Até a próxima e boa viagem de volta!
#blogdearbook #musictrip #boaviagem


Kleris Ribeiro é beletrista, produtora e agente cultural. Garota dos bastidores, se joga em marketing digital, comunicação e, recentemente, zines. Fascinada pelos mistérios do universo do livro, é administradora do blog Dear Book e diretora do Clube do Livro Maranhão. Fangirl, diz que mantém a cabeça nas nuvens e os pés no chão.



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Ana Liberato