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segunda-feira, 1 de abril de 2019

Resenha: "O Beijo Traiçoeiro" (Erin Beaty)

Tradução: Guilherme Miranda

Por Ili Bandeira: Este livro foi uma grata surpresa para mim, li em apenas em algumas horas e fui surpreendida com a escrita fluída, rápida, envolvente e cativante da autora, Erin Beaty. Enquanto estava lendo, tinha várias suspeitas do que iria acontecer em seguida, e tomei dois ou três tapas na cara da autora, porque tudo que imaginei não aconteceu e fiquei de queixo caído com o desenvolvimento dos acontecimentos durante a escrita.


Sage é uma jovem de 16 anos, inteligente, observadora e engraçada que perdeu seus pais logo jovem e por isso mora com a família de seu tio, o que ela detesta, pois eles querem que ela se comporte como uma dama, mas infelizmente ela ama usar calças, tem uma língua afiada, adora subir em árvores para a insatisfação de seus parentes.


Sage tem o desejo de ser independente, trabalhar para ter seu próprio sustento e tem repúdio a casamentos.


Quando chega a hora de um casamento arranjado, seu tio a obriga ir para a Sra. Rodelle, casamenteira mais famosa da região para uma avaliação rápida. Mas a entrevista dá errado e não sai como planejado pois, Sage, acaba sendo sarcástica com a senhora e ela a manda embora aos gritos. 


Depois de alguns dias Sage volta à casa da casamenteira querendo pedir desculpas. A Sra. Rodelle, aceita as desculpas e a convida para ser sua aprendiz, a jovem não tem outra opção e aceita a oferta. ⠀



Durante seu trabalho de aprendiz de casamenteira, Sage tem que viajar para Concordium, evento onde os casamentos são arranjados, então nossa protagonista precisa observar e analisar o comportamento e personalidades das moças que estão indo em caravana com ela e respectivamente os seus pares, que são filhos dos nobres que encontram no caminho da viagem, para poder fazer uniões compatíveis. 


Capitão Quinn está em meio a uma missão confidencial e suspeita que Sage seja espiã do inimigo, pois repara que ela  anota algo secreto em seu caderno todo dia.


A história foi muito bem construída e já deixa um gancho maravilhoso para a sua continuação. Recomendo muito a leitura para quem adora várias reviravoltas, mistérios, suspense, uma pitada de romance e um final maravilhoso.




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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Resenha: "Céu sem Estrelas" (Iris Figueiredo)

Esta resenha pode ser encontrada também em O Clube da Meia Noite

Sinopse: Cecília acabou de completar dezoito anos, mas sua vida está longe de entrar nos trilhos. Depois de perder seu primeiro emprego e de ter uma briga terrível com a mãe, a garota decide passar uns tempos na casa da melhor amiga, Iasmin. Lá, se aproxima de Bernardo, o irmão mais velho de Iasmin, e logo os dois começam um relacionamento. 

Apesar de estar encantado por Cecília, Bernardo esconde seus próprios traumas e ressentimentos, e terá de descobrir se finalmente está pronto para se comprometer. Cecília, por sua vez, precisará lidar com uma série de inseguranças em relação ao corpo — e com a instabilidade de sua própria mente.

Por Ili Bandeira: Na história, iremos conhecer a Cecília, uma garota inteligente e um pouco gordinha que não aceita bem o seu corpo. Cecilia tem alguns problemas familiares e de auto-estima, os quais a  levam a ter medos e incertezas. A jovem está fazendo 18 anos, mas esse dia não está nada fácil. Ela perdeu o emprego, brigou com a mãe e foi expulsa de casa.

Sem ter onde morar, Cecília vai passar um tempo na casa de sua melhor amiga, Iasmin. A garota agora terá que conviver com o irmão de Iasmin todos os dias. A questão é: Cecília nutre um sentimento platônico por Bernardo desde criança.

A vida de Bernardo também não é um mar de rosas. Ele precisa enfrentar suas inseguranças com base em relacionamentos anteriores que não deram certo. Cecília, por outro lado, está sofrendo por causa do desentendimento com sua mãe e, a cada dia, está mais depressiva com várias  desventuras em sua vida.

“Eu era grande e gorda, então as pessoas me chamavam de fortinha. Eu não me sentia forte. Demorei muito tempo até encontrar minha própria força.”

"Céu sem Estrelas" é um livro doloroso que aborda a fase mais complicada na vida de uma jovem. A autora trabalha esse período entre o final da adolescência e o início da vida de adulta através dos medos e anseios que a maioria dos jovens sentem. Além disso, a escritora, Iris Figueiredo, retrata muito bem a depressão, a ansiedade, ataques de pânico e até autoflagelação. Tais assuntos são tratados como tabus para várias pessoas, no entanto, ainda bem autores como Iris decidem explorar esse universo. O intuito que o livro tem de orientar as pessoas que passam por isso ou conhecem alguém que sofra dessas doenças do século.

A narrativa do livro é em primeira pessoa e intercala entre Bernardo e Cecília - o que nos dá uma perspectiva sobre os seus sentimentos e inseguranças que eles enfrentam ao longo do seu dia a dia, afinal, ambos passam por problemas de família, amizade e relacionamentos. Aqui temos um alerta para a necessidade de respeitar o momento de cada um, pois cada pessoa tem seu tempo e sua forma de lidar com seus medos e anseios.

Sem dúvida esse livro é muito importante para refletir. Uma mensagem de superação para aqueles que passam por isso diariamente ou para os que não passam, terem mais empatia.

Por fim, queria agradecer muito a autora, Iris Figueiredo, por ter escrito um livro que me tocou muito. Simplesmente maravilhoso. POR FAVOR, LEIAM ESSE LIVRO!



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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Resenha: "Juntos Somos Eternos" (Jeff Zentner)

Tradução de Guilherme Miranda

Por Stephanie: Juntos somos eternos é um lançamento de 2018 da Editora Seguinte que, apesar de ter sido lançado depois de Dias de despedida, na verdade foi o primeiro livro publicado por Jeff Zentner. Eu já tinha adorado a escrita do autor quando li Dias de despedida, e posso dizer com tranquilidade que seu livro de estreia é tão bom quanto seu sucessor, chegando até mesmo a superá-lo.

A obra aborda a história de três amigos: Dill, Lydia e Travis, sendo esse primeiro o protagonista. Dill está passando por um momento delicado em sua vida, pois seu pai, um famoso líder religioso da cidade, está na cadeia, e deixou o garoto e a mãe com altas dívidas. Além disso, Dill sente a pressão do último ano do colégio e a desorientação de não saber bem que rumo tomar na vida, ficando cada vez mais desorientado e conformado em permanecer na cidade de interior eternamente e viver uma vida simples e comum.

Travis e Lydia também tem seus problemas. Enquanto Travis lida com um pai abusivo e busca refúgio nos livros de fantasia, Lydia tenta ser o elo entre o trio, mostrando aos amigos que a vida é muito maior e melhor do que o que eles estão vivenciando. Ela pensa grande e deseja tornar seu blog de moda um trabalho verdadeiro, que lhe renda frutos durante e após a faculdade, quando ela finalmente poderá deixar a pequena cidade para trás de vez. Porém, diferentemente de seus dois amigos, ela possui uma família estruturada e que lhe dá todo o apoio necessário.

Confesso que no começo do livro estava achando tudo bem simples e até meio parado. A gente acompanha as vidas de Dill, Travis e Lydia em um ritmo tranquilo, conhecendo um pouco sobre as dinâmicas familiares de cada um e entendendo melhor a relação entre eles. Jeff Zentner consegue nos ambientar muito bem no clima de cidade interiorana, onde tudo é calmo e rotineiro. Mas a escrita do autor é muito boa, e foi o que me manteve presa à leitura.

Um dos principais objetivos da obra é abordar o fanatismo religioso e seus males. Antes de ser preso, o pai de Dill liderava uma igreja que quase chegava a ser uma seita, devido aos rituais e costumes bizarros praticados lá. Sua mãe é extremamente religiosa e se ressente do filho, sempre dizendo que ele não está fazendo a vontade de Deus. Acho que a opressão disfarçada de proteção foi muito bem representada por Jeff, que também conseguiu transmitir todo o dilema que Dill vivencia – o de tentar a todo o custo agradar aos pais, sem abrir mão de sua personalidade.

Eu gostei muito dos aspectos peculiares de cada um dos personagens principais. Dill é músico (assim como o próprio autor), Travis é um leitor ávido e Lydia é super entendida de moda. O trio me passou uma sensação de equilíbrio perfeito; o que um tem de nerd, o outro compensa por ser descolado, por exemplo.
(...) Ele cantou como se o Espírito Santo tivesse se derramado sobre ele, com uma chama purificadora (...)
Como já comentei, estava achando a história bem morna no começo. Isso durou uns 40-50% da história, porque, após um certo acontecimento, o livro mudou completamente o seu significado para mim. As emoções começaram a me acertar em cheio, e foi difícil controlar tudo o que comecei a sentir a partir de certo ponto. Jeff Zentner destruiu e reconstruiu meu coração de diversas formas, e eu não posso dizer que não adorei cada segundo.

Agora, fazendo uma breve comparação entre as duas obras que tive a oportunidade de ler desse autor, posso dizer que acho incrível como ele já desenvolveu uma voz própria em tão pouco tempo. É possível ver uma evolução, sim, mas a forma de contar histórias se mantém a mesma. Jeff possui uma sensibilidade altíssima, que torna impossível para o leitor não se identificar com seus personagens. Em JSE há pouca diversidade, é verdade, e isso pode até ser um problema para alguns, mas acho que a mensagem aqui era mais importante do que as características dos personagens. E o autor evoluiu bastante nesse sentido em seu segundo livro, o que é bom lembrar.
Eles foram à Coluna, onde aproveitaram mais alguns minutos de silêncio juntos, ouvindo o rio abrir seu caminho nas profundezas da Terra, como as pessoas abrem caminhos no coração das outras.
Bom, a resenha ficou imensa e eu tenho certeza que não consegui transmitir tudo o que senti durante essa leitura (que fluiu tão bem que terminei em três dias). Portanto, para finalizar, se você tem dúvidas sobre ler Juntos somos eternos porque acha que ele é “só mais um livro de YA contemporâneo”, eu te digo: leia e se surpreenda com essa incrível história de amizade, amor e coragem. Não se deixe enganar pelo suposto padrão que a obra aparenta seguir; Jeff Zentner aborda diversos assuntos relevantes e pertinentes – não apenas o já citado fanatismo religioso, mas, também, abuso, pedofilia e intolerância. Dê uma chance para esse livro incrível, acredito que você não vá se arrepender.

Até a próxima, pessoal!

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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Resenha: "Graça e Fúria - Graça e Fúria #1" (Tracy Banghart)

Tradução de Isadora Prospero

Por Stephanie: Atualmente, muitas editoras estão pegando carona no sucesso da série The Handmaid's Tale, vendendo seus lançamentos como livros feministas e que trabalham a força da mulher. Graça e Fúria certamente se encaixa nessa categoria, mas não considero isso como um de seus pontos fracos; Tracy Banghart consegue trabalhar bem as referências, favorecendo a história que criou.

A obra nos apresenta as irmãs Serina e Nomi, duas jovens que vivem em um reino em que mulheres tem papéis pré-estabelecidos e poucos direitos. Serina foi criada para ser uma graça, ou seja, uma mulher que viverá no palácio e servirá ao rei (no caso, ao herdeiro do rei), em troca de uma vida de luxo para si e sua família. Nomi, ao contrário da irmã, nunca quis uma vida assim para si, e sempre foi contra as imposições do reino. Ela aprendeu a ler (mesmo sendo contra a lei) e participará da seleção de graças com Serina, mas para ser a aia dela e auxiliá-la diariamente.

Tudo parecia bem, até que coisas acontecem e o destino das irmãs muda drasticamente: Serina é enviada para uma prisão feminina e Nomi ganha o posto de uma das graças do príncipe Malachi, mesmo sem ter nenhuma ideia de como fazer isso. Ela não sabe se portar, não sabe dançar, não sabe servir. E será que Serina, com toda sua delicadeza e ingenuidade, vai conseguir sobreviver aos horrores da prisão?

– Vocês devem ser tão fortes quanto esta prisão, tão fortes quanto a pedra e o oceano que as cercam. Vocês são concreto e arame farpado. Vocês são feitas de ferro.

Graça e Fúria é uma leitura rápida e dinâmica. A maioria dos grandes acontecimentos ocorre nos primeiros capítulos, mas mesmo assim ainda temos alguns momentos bem importantes ao longo do enredo. As protagonistas são bem distintas entre si, e acredito que assim como eu, você também vá se surpreender com qual das duas vai se identificar mais.

O livro tem uma ambientação simples e até um pouco genérica; não me lembro de nenhuma característica específica que consiga diferenciar Viridia de tantos outros reinos ou países já citados em outras fantasias que já li. 

Quanto aos personagens, o que mais gostei foi da evolução de alguns deles. Vemos claramente a força feminina sendo representada em sua melhor forma, ainda que timidamente. Acredito que tudo em Graça e Fúria seja bem introdutório: desde o enredo até as ideias sobre feminismo, sororidade e governos autoristas. É uma ótima maneira de se iniciar na leitura de livros empoderadores.

(...) Não é uma escolha quando você não tem a liberdade de dizer não. Um"sim" não tem nenhum valor quando é a única resposta que se pode dar!

Enquanto temos personagens cativantes e fortes de um lado, há também aqueles que tomam as decisões mais erradas e inocentes do outro. Há algumas revelações sobre determinadas pessoas que não posso falar por motivos óbvios, mas digo que, se o leitor fizer um pouco de esforço, vai conseguir perceber com facilidade o que virá pela frente.

No geral, Graça e Fúria é uma boa leitura, principalmente para os leitores que não estão acostumados com fantasias ou histórias sobre governos patriarcais. Recomendo!

Até a próxima, pessoal!

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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Resenha: "Uma Coisa Absolutamente Fantástica" (Hank Green)

Tradutor: Lígia Azevedo

Sinopse: Em seu aguardado livro de estreia, Hank Green traz a história original e envolvente de uma jovem que se torna uma celebridade sem querer - mas logo se vê no centro de um mistério muito maior do que poderia imaginar. Enquanto volta para casa depois de trabalhar até de madrugada, a jovem April May esbarra numa escultura gigante. Impressionada com sua aparência - uma espécie de robô de três metros de altura -, April chama seu amigo Andy para gravar um vídeo sobre a aparição e postar no YouTube. No dia seguinte, a garota acorda e descobre que há esculturas idênticas em dezenas de cidades pelo mundo, sem que ninguém saiba como foram parar lá. Por ter sido o primeiro registro, o vídeo de April viraliza e ela se vê sob os holofotes da mídia mundial. Agora, April terá de lidar com os impactos da fama em seus relacionamentos, em sua segurança, e em sua própria identidade. Tudo isso enquanto tenta descobrir o que são essas esculturas - e o que querem de nós.

Por Jayne Cordeiro: Sabe quando você pega um livro pra ler, imaginando uma coisa, e acaba sendo completamente surpreendida pelo rumo que o livro toma? Pois Uma Coisa Absolutamente Fantástica é exatamente isso. Para começar, eu não sabia que o autor era irmão do famoso John Green, autor de A Culpa é das Estrelas e Teorema Katherine (entre outros). Além de parecidos fisicamente, eles conseguem fazer uma mistura bem legal entre ciência e ficção (no caso de John Green, por Teorema Katherine). E para seu livro de estreia, Hank Green conseguiu uma obra muito legal.

Olha, sei que você está esperando uma história épica com intriga, mistério, aventura, quase morte e morte de verdade, mas, para chegar a isso (a menos que pule direto para o capítulo treze - não sou a sua mãe), você vai ter que lidar com o fato de que eu, April May, além de ser uma da coisa mais importantes que já aconteceu à raça humana, também sou uma mulher de vinte e poucos anos que cometeu alguns erros.

Bom, você pode pensar que este livro é mais uma obra de ficção científica, sobre invasões alienígenas, mas o livro acaba surpreendendo, porque esse tema, por mais que esteja em todo o livro, acaba sendo apenas a base para uma história mais profunda, e que trás uma crítica bem interessante sobre as mídias sociais e como somos influenciados e mudados por ela. Como isso acontece? A April, sem grandes pretensões (e sem ser muito ligada às redes sociais), acaba se tornando manchete e posteriormente ícone de uma situação, que mexe a dinâmica do mundo todo. O livro mostra como as pessoas lidam com isso através das redes sociais, e como outros se utilizam da mídia para conseguir atingir seus propósitos.

Eis algo realmente idiota sobre o mundo: o segredo para parecer interessante é não se importar em parecer interessante. De modo que o momento em que você chega ao ápice do interesse também é o momento em que você não está nem aí.

O livro trás uma temática bem legal, questionando a força que a internet tem em ligar e afastar pessoas, criando situações perigosas e solidárias, e como muitas vezes a busca pela atenção pode mexer com as pessoas e como lidamos com o dia a dia. Dá pra ver que o livro é bem mais que uma ficção, certo? Mas ele também trás um lado misterioso, enquanto todos tentam descobrir o que são os robôs que aparecem, e o significado de diversos acontecimentos estranhos que acontecem com todos.

- Está tudo bem? - Pode me contar mais sobre esse sonho? - Hum, claro, mas sé bem esquisito. Tive o mesmo sonho quatro vezes. Estou no lobby de um escritório todo chique, mas meio estranho...Ele terminou para mim:-Com um robô recepcionista, enquanto toca uma musiquinha que não sai da cabeça no fundo. Essa que você estava cantarolando agora.- Como você sabe?- Faz dias que estou tendo esse sonho April.

O livro é muito bem escrito, tem uma dinâmica que segura o leitor o tempo todo. Achei legal, como a história é contada pela April, diretamente para quem lê o livro, como se ela estivesse realmente contando a história para o leitor. Gostei da protagonista, exatamente porque ela não era perfeita. Tinha uma série de defeitos e más atitudes, mas acho que isso é importante para entendermos o que acontece com ela, e como ela chega até aquele ponto.

- Como eu estava dizendo, mesmo no mais terrível dos dias, mesmo quando só conseguimos pensar no nosso pior, tenho orgulho de ser humana.

Uma Coisa Absolutamente Fantástica é um livro divertido, mas ao mesmo tempo sério, capaz de mostrar as engrenagens que movem as mídias e as pessoas, que parece surpreendente, mesmo pra quem já mexe com elas, como se finalmente percebêssemos uma camada de tudo, que nunca tínhamos visto antes. Também é uma história que fala sobre união. É uma história envolvente, e com um final impactante, e que pode vir a ser um gancho para uma continuação ou não. É um livro que super indico!

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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Resenha: “A louca dos gatos” (Sarah Andersen)

Tradução: André Czarnobai



Por Kleris: Ela está de volta com muito mais quadrinhos, tragédias, dilemas e loucuras gargalhantes <3 E nada como uma pausa só pra rir da nossa --desgraça-- vida cotidiana! Sarah tem um humor sagaz que é impossível não nos arrebatar. REPRESENTA é nossa impressão imediata, o que a torna essencial para os milleniuns – entende quem é um.

E NÃO HÁ MEME SUFICIENTE PRA EXPRESSAR TODOS OS RISOS E/OU GRITOS QUE DEI.

A louca dos gatos é, como os outros sucessos (Ninguém vira adulto de verdade e Bolota molenga e feliz), um compilado de tirinhas. Enquanto o primeiro volume traz algo como “momento de reconhecer realidades”, o segundo inovou ao trazer uma das grandes questões da geração do milênio – a dificuldade em sair da zona de conforto. Já neste terceiro, seguindo a vibe de vida real, Sarah traz experiências corajosas sobre jornadas, como é se jogar no desconhecido, ir além do desespero e ansiedades e mostrar o que está do outro lado de nossos receios: as conquistas!



 



Não é preciso ter lido os anteriores para compreender este último, mas é interessante que há uma linha de progressão sim. É o que podemos ver pelo próprio título – Sarah, como conhecemos no volume 2, não é nada fã de gatos, porque tinha referências de que eram animais pouco sociáveis, porém, após ter que ficar uma temporada com uma gatinha, não queria mais devolver à dona (que era sua mãe), totalmente rendida aos encantos mais banais que os gatos podem nos proporcionar como não amá-los?








A louca dos gatos é justo sobre você se lançar em algo que tem dificuldade em fazer, mas tentar, nem que seja aos poucos, e assim sair da zona de conforto, ver o que há do outro lado, que pode ser muito legal. Experimentar e se expor são grandes marcos nesse livro. À sua maneira, Sarah injeta uma motivação que, pelo que hoje vemos, é bem necessária – principalmente se você lida com algo criativo. Precisamos de mais ação diante de tantos sabotadores. Nesse sentido, a autora reflete bastante sobre saúde mental, talentos, comportamento e como a gente se reconhece perante esse momento de problematizações.







 

Problematizar, aliás, é bem aquele CAMINHO SEM VOLTA, né não? Uma pílula vermelha cedida pelo Morpheu.

Para uma pessoa “fechada”, como conhecemos Sarah lá no volume um, com tantos receios, mas igualmente talentosa, aqui vemos que ela está cada vez mais “aberta”, tanto pelos temas que aborda, quanto pelos relatos que agregam muito mais experiências. Naturalmente, ela retrata muito do universo feminino (claro), então pode ter certeza que nossas inseguranças, inconveniências e problemas sociais saltam das páginas. Aliás, o útero é um vilão que nos ensina demais sobre a capacidade de viver “apesar de”. Ou pelo menos de justificar porque sempre somos múltiplos sentimentos.  






A edição é semelhante aos outros livros, de capa dura, folhas durinhas, totalmente colecionável. Ter Sarah na nossa estante é ter alguém que nos compreende, ser alguém que a entende e rirmos todos pelas doidices que passamos. Realmente, não estamos sozinhos nem nas maiores loucuras que passa por nossas cabeças.




JÁ PODE VIR MAIS LIVROS, PORQUE QUERO MAIS LIVROS E SENTIR TUDO EM CAPSLOCK, PORQUE É ASSIM QUE NOSSO ÂMAGO SALTA QUANDO SE ESTÁ DIANTE DO TRABALHO DA SARAH <3

Recomendadíssssimo!

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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Resenha: Céu Sem Estrelas (Iris Figueiredo)

Por Stephanie: Eu acompanho a Iris Figueiredo há alguns anos, desde quando ela tinha um blog chamado Literalmente Falando. À época, não cheguei a ler seus livros lançados até então, mas quando soube do lançamento de Céu Sem Estrelas, esse ano, fiquei na ansiedade para poder conhecer logo essa história. E a recompensa pela espera valeu a pena.

Céu Sem Estrelas nos apresenta a história de Cecília, uma menina de 18 anos que acabou de entrar na faculdade e está passando por alguns problemas em sua vida: a relação com a mãe não anda boa, ela não sabe se escolheu o curso certo e ainda precisa lidar com a sua mente, que ultimamente parece não estar em seus melhores dias. Lidar com tudo isso já não seria fácil, mas e quando envolve uma paixonite de infância que parece estar virando algo a mais? As coisas podem ficar ainda mais complicadas.

Desde o início do livro, fui fisgada pela escrita da Iris. Ela tem um jeito tão simples e gostoso de descrever as cenas e os sentimentos dos personagens que não dá vontade de largar a leitura nunca. 

E por falar em personagens, eu amei cada um deles (tirando os propositalmente babacas, claro). Cecília é uma linda que dá vontade de colocar num potinho, Yasmin e Rachel são amigas incríveis e Bernardo é um fofo; nenhum deles é perfeito, são pessoas reais que fazem e dizem coisas erradas de vez em quando, mas que sabem admitir seus erros e buscam melhorar sempre que possível.
Pela primeira vez em dezoito anos, me senti completamente sozinha. Então lembrei que não precisava ser assim. Ainda tinha algumas pessoas que sempre estariam ali por mim.
A obra aborda diversos temas relevantes e até pesados, como saúde mental, relações familiares, preconceito (de diversas formas), relacionamento abusivo e machismo. Mais uma vez, a escrita da autora foi o que conseguiu dar um tom um pouco mais leve para os acontecimentos, mesmo aqueles mais difíceis e tristes. Iris me deu vários tapas durante a leitura, mas mesmo assim eu não me senti angustiada em nenhum momento, só impactada com a força das palavras dela.

A ambientação de Céu Sem Estrelas é um de seus pontos mais altos; a história se passa no Rio de Janeiro, e as características da paisagem são tipicamente brasileiras, sem parecer regionalistas ao extremo. É possível se identificar com os locais mesmo sem nunca ter ido ao Rio. Isso também ocorre com os conflitos de alguns personagens, principalmente em relação à escolha de curso e às expectativas que temos no começo da vida adulta. É tudo tipicamente brasileiro.

Agora, sobre o romance: meu Deus, que fofura! Eu simplesmente amei tudo em relação ao casal protagonista. Amei como a Cecília, que é gorda, é representada como uma menina bonita e atraente pelo seu par romântico. Ela é uma garota comum, com uma característica física marcante, mas que não a define. Iris claramente quis transmitir a mensagem de que todos nós merecemos ser amados, e que nossa beleza não depende do formato do nosso corpo.

Para encerrar, já que a resenha está ficando imensa: a representação de homens babacas nesse livro foi certeira. Eu consegui enxergar perfeitamente cada personagem masculino dizendo exatamente as frases descritas pela autora. Inclusive, identifiquei alguns conhecidos meus que agem da mesma maneira que alguns deles. É lamentável.

Eu poderia falar muito mais desse livro; poderia dizer o quão incríveis são as relações de amizade representadas nele, ou como a família de Cecília tem mulheres maravilhosas e fortes (com algumas exceções), ou poderia falar até mesmo da perfeita imagem que temos de uma pessoa que convive diariamente com algum transtorno mental. Mas eu vou deixar para você, leitor, conhecer e aproveitar tudo isso e muito mais que o livro tem para oferecer. 
— Não existe um céu sem estrelas, Cecília. Mesmo quando estão cobertas pelas nuvens, ainda estão lá. A gente só não consegue enxergar.

Obrigada, Iris, por nos presentear com uma história tão linda e tocante. Que ela fale com todos os jovens que precisam reconhecer sua importância no mundo, mesmo quando tudo à volta deles apontar o contrário.

Até a próxima, pessoal!
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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Resenha: A Rainha Vermelha - Edição Limitada de Colecionador (Victoria Aveyard)


Por Jayne Cordeiro: Está resenha é um pouco diferente das outras, porque o foco aqui não a história em si, já que o livro A Rainha Vermelha já foi resenhada pelo blog (Confira aqui), e também toda a série. Vim falar com vocês sobre a fabulosa (só posso definir assim) edição de colecionador que a editora lançou do livro para os fãs da série e que vai atrair, com certeza, aqueles que ainda não tinham tido a chance de conhecer a série. 

Primeiramente, essa edição vem em capa dura (quem não adora?), o livro em vermelho, com capa, sobre capa e as laterais nesse tom, o que deixa o livro bem a cara do título. A sobrecapa em tons de vermelho, branco e preto está um arraso, e o mesmo vale para a capa dura com o mesmo design da sobrecapa, mas sem cor, apenas como um relevo discreto.

O livro também trás algumas ilustrações referente aos acontecimentos do livro também na mesma escolha de cores. E no final há um material inédito, mostrando documentos oficiais da Guarda Escarlate, que é bem interessante. Dá pra ver que o livro foi feito com todo o cuidado e atenção, levando em consideração cada pequeno detalhe.


É uma edição que com certeza vale a pena comprar e ter na estante, e que eu simplesmente não consigo parar de olhar. Não sei se a editora pretende lançar os outro livros da série nesse formato, mas mesmo assim, é um belo presente para o leitor que é fã da série se dar.
 






sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Resenha: "Sangue por Sangue - Lobo por Lobo #2" (Ryan Graudin)


Tradução de Guilherme Miranda

Se você não leu o primeiro livro, essa resenha pode conter spoilers.

Por Stephanie: Eu estava com boas expectativas para a leitura de Sangue por Sangue. Gostei do primeiro livro (resenha aqui), mas esperava que o segundo conseguisse ampliar a história e tornar tudo mais interessante. E fico muito feliz de dizer que foi exatamente isso que aconteceu.

O livro começa do mesmo ponto em que seu antecessor terminou. Yael está em fuga após a tentativa fracassada de matar Hitler, e precisa encontrar uma maneira de chegar até a resistência e elaborar um novo plano que derrube de vez o Terceiro Reich.
Eles eram o que o Reich mais temia. Uma garota judia e um menino alemão segurando o futuro e o passado de mãos dadas.
O ritmo de Sangue por Sangue é bem mais intenso do que o de Lobo por Lobo. Até a metade da história, os acontecimentos não param e o clima de tensão é constante. Sabemos que Yael nunca está totalmente segura, por mais que as circunstâncias indiquem o contrário. Luka, Felix e algumas outras figuras conhecidas retornam à obra, e também temos a participação de novos personagens (e outros não tão novos assim). Apesar do ranço que tive de certas pessoas – que não vou citar por motivos de spoiler –, eu adorei a complexidade e evolução da maioria delas. Um super ponto positivo para Ryan Graudin.

A autora mais uma vez deu foco às relações de Yael com as pessoas de seu passado, mostrando alguns flashbacks não só de quem tem algum envolvimento com a história da protagonista, mas também explorando as histórias de outros personagens, para que o leitor possa entender as motivações de cada um e compreender um pouco mais de suas personalidades.
Ela não estava pronta, mas ficaria. Voltaria ao começo para encontrar um fim. (...) Estava a caminho de terminar o que tinha começado.
O final é fechado, mas nem tanto. Confesso que eu esperava algo um pouco maior, grandioso, mas reconheço que Ryan Graudin fez um excelente trabalho em incluir reviravoltas chocantes e resolver os principais problemas criados. Eu gostei muito dessa duologia e com certeza recomendo para quem espera um livro de YA com um background interessante, personagens bem escritos, muita ação e pouco romance.

Até a próxima, pessoal!

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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Resenha: "O Dueto Sombrio - Monstros da Violência #2" (Victoria Schwab)

Tradução de Guilherme Miranda

Cuidado com spoilers do primeiro livro!

Por Stephanie: Quando li A Melodia Feroz, fiquei encantada pelo mundo de Victoria Schwab, mas tive dificuldades com o enredo. Em O Dueto Sombrio, livro que conclui a duologia, receio dizer que isso se repetiu, e dessa vez em uma intensidade um pouco maior.

O livro se inicia algum tempo depois de seu antecessor, e podemos ver algumas das consequências dos acontecimentos anteriores e também conhecer os rumos tomados por Kate e August. Não faz tanto tempo assim que li o primeiro livro mas tive bastante dificuldade de lembrar de muitas coisas para conseguir me situar na história. Acho que a autora incluiu muitos personagens e novas dinâmicas de maneira repentina, o que pode ter contribuído para a minha confusão. Depois que me acostumei com os novos nomes e termos, a leitura fluiu um pouco melhor. 

Mas aí veio a estranheza, novamente, com o enredo. Para evitar muitos spoilers, prefiro falar o mínimo possível sobre ele. O objetivo de alguns personagens é meio nebuloso, principalmente dos protagonistas e do vilão. Não sei se a intenção de Schwab era de que essa fosse uma duologia desde o início, mas eu acho que uma trilogia poderia ter tido mais sucesso no desenvolvimento de um enredo mais completo.

(...)– Não ficou sabendo? – ela disse, engatando a marcha. – Não existe segurança. – Ela pisou no acelerador e o carro disparou rumo ao Ermo. – Não mais.

August e Kate mostram evolução, e isso foi o que mais gostei em O Dueto Sombrio. Ambos mudaram e não são mais aqueles que conhecemos no primeiro livro. Mesmo assim, a essência de cada um ainda está lá, e acho que é isso o que fez com que eu me apegasse a eles. Vão fazer falta, com certeza.

A obra nos presenteia com alguns plot twists e um final grandioso o bastante para ser digno de uma conclusão de série. Mas como o enredo não foi desenvolvido o bastante, os capítulos finais sofreram, e algumas coisas ficaram em aberto e outras não mostraram o motivo de terem sido incluídas na história.

Tudo isso é uma pena, porque eu acredito que a história de Schwab tinha muito potencial para ser algo bem maior, mais impactante. Acho que essa duologia acabou ficando naquele limbo de histórias que não são ruins, mas também não são tão boas assim. São apenas ok.

(...) Havia um lugar estranho entre o saber e não saber. Onde as coisas podiam habitar no fundo de sua mente sem pesar em seu coração.

Vou continuar acompanhando o trabalho da autora porque continuo achando a criatividade dela acima da média, mas já percebi que seus livros voltados para o público mais velho me encantam mais do que os YA's. De qualquer forma, recomendo a duologia para os fãs de fantasia, principalmente urbana!

Até mais, pessoal!

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Ana Liberato