sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Resenha: "Outsider" (Stephen King)

Tradução: Regiane Winarski

Por Sheila: Oi pessoas! Quem já me conhece sabe que eu sou super, Hiper, MEGA fã dos livros do Stephen King. Assim é sempre com um pouco de receio que acolho um novo exemplar do mestre na estante. "Como assim?" alguns perguntarão. Bom, ele escreve muito bem, mas não são todos os livros que eu adoro não.

A verdade é que, depois de ler A Torre Negra, as vezes da um certo medo de que ele tenha alcançado todo o seu potencial, e que não exista outra obra que atinja o mesmo patamar. Bom e, para ser bem sincera, até o momento não houve não. Mesmo assim tenho gostado muito dos novos livros lançados pelo King.

Eu ando me recusando a ler as sinopses dos livros também. Parece que ela tem entregado demais das histórias, fazendo com que a leitura só comece a ser realmente um mistério lá pela metade do livro.

Assim, fiquei completamente corroída pela dúvida quando fui apresentada a Terry Maitland, professor de inglês, treinador de beisebol da Liga Infantil, e possível responsável pelo brutal assassinato de uma criança de apenas 11 anos.

Depoimento do sr. Jonathan Ritz (10 de julho, 21h30, interrogado pelo detetive Ralph Anderson) 
Detetive Anderson: Sei que está abalado, sr. Ritz, é compreensível, mas preciso saber exatamente o que você viu esta noite. 
Ritz: Nunca vou conseguir tirar da cabeça. Nunca. Acho que preciso de um remédio. Talvez um Valium. Eu nunca tomei nada assim, mas preciso de um agora. Meu coração parece que ainda está na garganta. Avise ao pessoal da perícia que, se encontrarem vômito no local, e acho que vão encontrar, é meu. E não tenho vergonha de admitir. Qualquer um teria colocado o jantar pra fora se visse uma coisa daquelas. 
E realmente a cena que o Sr Ritz encontra é chocante, para se dizer o mínimo. Uma criança com a garganta cortada, sodomizada, com todos os sinais de ter sido atacada de forma brutal pelo que só poderia ser chamado de monstro. Mesmo os policiais com mais tempo na cidade nunca haviam visto um ataque  tão chocante, principalmente por se tratar de uma criança tão conhecida na comunidade.

Assim, é com um sentimento de solidariedade que acompanhamos o Detetive Anderson e seus dois colegas efetuando a prisão pública e amplamente acompanhada por um milhar de pessoas de Terry, o lobo em pele de cordeiro que parece não ter feito NADA para esconder os vestígios do que fez.

O caso parece muito sólido. Há testemunhas, em número superior a três, que o viram não só com o menino, mas com a roupa ensanguentada após o ato hediondo. Há digitais de Terry na van descrita como a que levou a vítima. Há sêmen no garotinho, e um laudo médico atestando que o DNA indiscutivelmente é de Terry.

E, mesmo com isso tudo, o Detetive Anderson tem dúvidas. E, o que era muito, muito sólido, parece se tornar mais fino do que qualquer pedaço de papel em suas mãos, cansadas ja de toda essa história sórdida e nojenta.


Ralph queria ficar sozinho. Queria tentar entender o que antes parecera tão simples e agora parecia uma merda colossal. Ele se levantou. Bill Samuels colocou o iPad de volta na pasta e se levantou ao lado dele.
—Acho que podemos perder o emprego por causa disso, Ralph. E se Maitland se safar dessa, ele vai nos processar. Você sabe que sim.
—Vá ao seu piquenique. Coma uns sanduíches. Ainda não acabou. Samuels saiu da sala na frente, e alguma coisa no andar dele, os ombros murchos, a pasta batendo no joelho, irritou o detetive. —Bill? Samuels se virou.
 —Uma criança desta cidade foi cruelmente estuprada. Antes ou depois disso, pode ter sido morta a dentadas. Ainda estou tentando entender isso. Você acha que os pais dele ligam se vamos perder o emprego ou se a cidade vai ser processada? Samuels não respondeu, só atravessou a sala vazia e saiu no sol da manhã. 
E é neste ponto que a dúvida passa a corroer não só a Ralph mas a nós, leitores, também. Quem é Terry Maitland? Um pobre coitado preso em uma situação muito difícil  envolvido em uma situação sobrenatural além da imaginação? Um monstro ardiloso que planejou tudo nos mínimos detalhes e agora ri das tentativas da polícia em incriminá-lo? Um monstro que tem a seu favor ser responsável pela situação sobrenatural?

Vamos descobrir isso só lá pelo meio do livro (e, claro que eu não vou contar para você, caro leitor, se não onde estaria a graça?) e o livro vira uma caçada que envolve a nossa querida Holly da trilogia Bill Hodges (Mr Mercedes, Achados e Perdidos e Último turno) mas CUIDADO vão haver spoilers da trilogia, se você não leu seria interessante ler ANTES.

No mais, um livro espetacularmente escrito, tenso, com algumas reviravoltas e com aquele jeitinho que só mesmo o King possui de explicar tudo sem explicar nada, mexer com nossa cabeça, reavivar antigos medos soterrados e, claro, nos entreter e encantar como ninguém. Super Recomendo.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

[Cineclube]: Venom





Cineclube é uma coluna semanal que tem como objetivo trazer para os leitores do Dear Book, críticas sobre filmes (do retrô até os últimos lançamentos), além de alguns especiais sobre temas do universo cinematográfico, passando eventualmente pelas séries que tocam nossos corações (seja por amor ou total aversão mesmo). Qualquer assunto da sétima arte que mereça ser discutido você vai ver por aqui, no Cineclube.





Titulo: Venom
Data de lançamento (Brasil): 04 de outubro de 2018
Diretor: Ruben Fleischer
Elenco principal: Tom Hardy, Michelle Williams, Riz Ahmed, Reid Scott, Scott Haze, Jenny Slate, Michelle Lee e Wayne Pére
Gênero: Ficção Científica, Ação

Eddie Brock (Tom Hardy) é um jornalista investigativo, que tem um quadro próprio em uma emissora local. Um dia, ele é escalado para entrevistar Carlton Drake (Riz Ahmed), o criador da Fundação Vida, que tem investido bastante em missões espaciais de forma a encontrar possíveis usos medicinais para a humanidade. Após acessar um documento sigiloso enviado à sua namorada, a advogada Anne Weying (Michelle Williams), Brock descobre que Drake tem feito experimentos científicos em humanos. Ele resolve denunciar esta situação durante a entrevista, o que faz com que seja demitido. Seis meses depois, o ainda desempregado Brock é procurado pela dra. Dora Skirth (Jenny Slate) com uma denúncia: Drake estaria usando simbiontes alienígenas em testes com humanos, muitos deles mortos como cobaias.


Venom é um filme de super herói, que não trás realmente um super herói. A ideia é apresentar um personagem de índole duvidosa, desbocada, mas que também sabe fazer escolhas mais altruístas.  É um filme entrega um bom produto do gênero, mas que é apenas isso. Isso é ruim? De forma nenhuma. Nem todo filme tem que vir com uma mensagem por trás, uma história complexa, a resposta para algum pensamento filosófico. Alguns filmes são lançados para divertir, entreter, e Venom é exatamente isso.


O filme já te trás um protagonista (Eddie) que fala e faz o que quer, e que tem uma resposta afiada para tudo. E é ainda mais interessante assistir como ele se relaciona com o próprio Venom, que também é do mesmo jeito, só que poderoso e sem nenhum senso de certo ou errado. Essa interação dos dois leva o telespectador a dar risadas e se divertir. As cenas de ação ficaram muito boas, pois souberam utilizar bem as habilidades de Venom, colocando o protagonista humano no meio de tudo o que acontecia.


Chegaram a me falar sobre como os efeitos especiais de Venom ficaram tão bons, quando relacionados ao simbionte, mas para mim ficou  tudo bem satisfatória. Esperava alguma coisa mais tosca, mas tudo ficou em um bom patamar, e não acho que há muitas queixas em relação a os efeitos.


Quanto ao roteiro, gostei de como o filme aprofundou na vida de Eddie antes de ele conhecer Venom. Assim, fica bem mais legal, quando Venom entra, e acaba mudando a vida de Eddie, e acrescentando, independente dos problemas que tenha causado também. A história também é boa, sem grandes reviravoltas, mas consegue ser uma história de heroi com o que é essencial. Para o público que tem acompanhado os filmes da Marvel, não haverá decepção com Venom. Apesar de ter um tom mais sombrio, o filme consegue ser tão divertido e interessante, quanto todos os outros. Lembrando que o filme não é realmente do Estúdio Marvel, mas de uma parceria com a Sony, exatamente como o mais recente Homem Aranha. E com certeza, vale a pena conferir esse novo filme!






Jayne Cordeiro é de Salvador-Bahia, e tem 26 anos. Enfermeira, com pós graduação em auditoria, sempre foi apaixonada por livros e filmes, e entrou no universo dos blogs em 2015, ao se tornar resenhista literária da página Maravilhosas Descobertas. Além disso, hoje ela também participa do blog O Clube da Meia Noite, como resenhista literária e esporadicamente na crítica de filmes. E agora faz parte do blog Dear Book com a nova coluna sobre filmes, Cineclube.

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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Resenha: "Quase um Estranho" (Nora Roberts)



Sinopse: Convencido, pretensioso e um poço de arrogância, David Katcherton não só invadiu a vida de Megan Miller, como também despertou nela sentimentos há muito esquecidos. Não era o desejo de Megan se envolver com Katch, especialmente após descobrir o interesse dele nos negócios de seu avô. Mas Katch não era do tipo de homem que aceitava uma resposta negativa, ainda mais agora que suas ambições incluíam Megan.

Por Jayne Cordeiro: Nora Roberts é uma escritora de romances renomada, com dezenas de livros publicados que passam pelos gêneros de romances históricos, contemporâneos e suspenses/policiais. Já tive a chance de ler alguns de seus livros e posso dizer que esse não foi um dos meus favoritos. Não sei se é pelo fato de o livro ser um dos mais antigos (de 1989), mas achei que ficou faltando alguma coisa.

- Você tem uma bela moto. - Ele mordeu um biscoito enquanto andava ao seu lado. - Mora por aqui?Megan escolheu uma caixa de saquinhos de chá. Deu uma olhada crítica para o produto antes de jogá-lo no carrinho.- A moto mora comigo - disse ela enquanto continuava andando.- Engraçadinha - murmurou ele e lhe ofereceu um biscoito. Megan o ignorou e se moveu para o próximo corredor. Quando pegou um pacote de pão de forma, ele colocou uma das mãos sobre a sua.- Trigo integral é melhor para você. - A mão grande era forte e firme sobre a sua. - Indignada, Megan o fitou e tentou retirar a mão.- Ouça, eu tenho...- Sem elos. - comentou ele. Entrelaçando os dedos nos dela e erguendo-lhe a mão para estudá-la mais de perto. - Sem complicações. Que tal um jantar?- De jeito nenhum.

A escrita da autora ainda é muito boa, a história tem um ritmo legal e personagens bem estruturados, apesar de achar que tudo poderia ser mais aproveitado. O livro é curtinho, mas serve como um bom entretenimento. Gostei dos personagens principais, apesar de ter um pouco de raiva da protagonista Megan as vezes, pela forma insistente como tenta recusar se envolver com Katch sem um motivo aparente. Mas ela se mostra uma personagem forte, alegre e muito ligada as raízes e a família.

Quando os lábios de Katch roçaram sua orelha, Megan teria se afastado num sobressalto, mas ele passou um braço ao redor de seus braços.- Relaxe, Meg. - A voz era um sussurro no rosto dela. - Temos a lua e o oceano. Isso é tudo que há aqui além de nós.Com os lábios de Katch lhe tocando a pele, ela quase podia acreditar naquilo.

Katch é um homem charmoso, um pouco convencido e que faz o possível para conseguir o que quer, mas sem causar mal a ninguém. É divertido acompanhar como ele tenta e insisti em conquistar Megan, apesar da relutância dela. Como falei é um romance curtinho, que não chega a ter cenas mais quentes, mas que trás uma história bonita sobre a relação entre um avô e a neta, e como podemos ser ao mesmo tempo fortes e decididos, mas também guardar uma insegurança quando se trata de lidar com os julgamentos dos outros.

- É dificil desgostar de você quando me faz rir.- Você tem de desgostar de mim? - Katch virou o peixe com habilidade e fez o óleo espirrar.- Este era o meu plano. - Admitiu ela. - Parecia-me  uma boa ideia.

Para quem é fã da autora vale a pena conferir sua obra, mesmo que não tenha ficado entre as melhores que já li dela. E para os outros, Quase um Estranho é tipico romance de banca, em que a gente não precisa pensar muito durante a leitra, mas ajuda a aliviar a mente e sonhar um pouco. 


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sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Resenha: “Amor próprio” (Camyla Silva)


Por Kleris: Tem um tempo que procurava uma leitura mais relax para uma temporada de ressacas e esse livro, em sua simplicidade, foi determinante para um descanso. Me chamou atenção pelo título e pelas temáticas que a sinopse entregava, embora a capa fosse um pouco contrastante (uma pessoa que demonstra uma “beleza padrão”).

A trama conta a trajetória de vida de Maria Alice, uma garota que passa pelas problemáticas da vida sempre se colocando por último ou não se sentindo suficiente, uma insegurança natural que todos temos. A sinopse apresenta a ideia de pessoas tóxicas, mas não as vi. Pessoas babacas, sim. Pessoas que tiravam proveito e iam embora, mas não seguravam a personagem em relações abusivas (talvez uma personagem, mas tenho algumas dúvidas). 
Letícia. Marisa. Papai.
Para mim, eram como personagens, criaturas distantes e fictícias das quais eu só ouvia falar. 
Sentia-me uma estranha dentro do meu próprio quarto. 
O que esperar de alguém que não te conhece e resolve comprar uma roupa pra você? Um desastre!

Vi também (muita) competição feminina e estereótipos de “vilões”, predominando bastante a ideia de maniqueísmos – ou a pessoa é muito boa, ou a pessoa é muito maldosa. O quanto tinha de pessoas ruins, tinha de pessoas boas ao redor da personagem. 
— Mas você ainda não disse, Alice, você quer ir ou não? 
E eu tinha escolha?

Levada pelas memórias de Alice, não vi um conflito claro na história, apesar das sugestões na sinopse e no próprio título. A personagem não passa a se amar pelo que é ou pelo que tem. Aliás, ela até passa por uma transformação pra se adequar a um padrão, que dizem ser o sonho dela. Ela, literalmente, ganha outra identidade. Ao meu ver, ficavam a questões: Ela queria isso? De verdade? Ou novamente atropelaram suas vontades impondo outras? E sem essa pessoa ou essa oportunidade, ela estaria satisfeita consigo mesma? Onde estavam realmente seus maiores desejos?

Me pareceu que todo o amor sempre dependia de algo ou alguém, menos dela própria, e esse amor resolvia as coisas. Em dados momentos, até lembra um pouco a história da Cinderela – a falta de um pai, duas irmãs detestáveis e um príncipe para torná-la a princesa que “nasceu pra ser”. O momento da extreme makeover, por exemplo, é uma tortura para a personagem, ela mesma não se vê ali, mas se outra pessoa diz que é bom para ela, ela aceita e acredita que aquele é o padrão para se definir. E não é essa a mensagem do amor próprio, da compaixão, empatia ou mesmo do empoderamento. 
Havia entendido a estratégia de Stela e Peter, eles tinham criado a minha identidade, eu estava feliz com o resultado; sentia-me orgulhosa. [...] Não eram apenas as mudanças na minha aparência. Meus cabelos, minhas roupas, eram diferentes, mas não só isso, eu me sentia diferente. 
— Nunca mais repete isso, Darling. Você sabe muito bem que imagem é tudo.
Revirei os olhos, sim eu sabia, tinha que me acostumar com isso.

Por outro lado, Camila tem boa escrita, que te leva fácil e te deixa curiosa pelos fatos. Tem potencial. Leria algo seu novamente. 
— Sejam quais forem suas escolhas, brilhe. Você é iluminada, menina!
Iluminada.
Nunca tinha ouvido algo assim.

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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

[Cineclube]: Papillon





Cineclube é uma coluna semanal que tem como objetivo trazer para os leitores do Dear Book, críticas sobre filmes (do retrô até os últimos lançamentos), além de alguns especiais sobre temas do universo cinematográfico, passando eventualmente pelas séries que tocam nossos corações (seja por amor ou total aversão mesmo). Qualquer assunto da sétima arte que mereça ser discutido você vai ver por aqui, no Cineclube.




Titulo: Papillon
Data de lançamento (Brasil): 04 de outubro de 2018
Diretor: Michael Noer
Elenco principal: Charlie Hunnam, Rami Malek, Eve Hewson, Roland Moller, Tommy Flanagan, Michael Socha, Yorick Van, Ian Beattie.
Gênero: Aventura, Drama

Henri Charrière (Charlie Hunnam), chamado de Papillon, pequeno bandido do subúrbio de Paris da década de 30, é condenado à prisão perpétua por um crime que não cometeu. Enviado para a Ilha do Diabo, na Guiana Francesa, ele conhece Louis Dega (Rami Malek), homem que Papillon promete ajudar em troca de auxílio para escapar da prisão.


Na semana passada estreou nos cinemas uma nova adaptação de Papillon, livro lançado na década de 60, e que teve sua primeira adaptação cinematográfica em 1973, com Steve McQueen e Dustin Hoffman. Dessa vez, o filme trás como carro chefe do elenco os atores Charlie Hunnam e Rami Malek, conhecidos das séries de TV, Sons of Anarchy e Mr. Robot. Não pretendo fazer nenhuma analise comparando a duas versões, e sim dizer o que achei da mais atual.


Papillon é uma obra baseada em história real, e bem complicada por sinal, já que, aparentemente, Henry Charrière esteve realmente na ilha, mas no livro ele utilizada a história do verdadeiro Papillon, que esteve com ele no mesmo local. Mas voltando ao filme, posso começar dizendo, que apesar de ter 2 hs e 13 minutos, o tempo passa correndo, e quando o telespectador vai ver, o filme já está no final. Muita coisa acontece no filme, e não de uma forma corrida ou embolada. O diretor usou o tempo de forma bem trabalhada.


Acredito que o filme cumpre seu objetivo de mostrar o tratamento desumanizado que os presos (muitos por crimes banais) recebiam a caminho e durante sua permanência na Ilha. E mais do que isso, a força e o desejo do protagonista por liberdade, sem nunca desistir, apesar de tudo o que é jogado sobre ele. Deve-se elogiar os figurinos, cenários e toda a ambientação da Ilha do Diabo. O filme não tem muitas cenas de ação, mas o telespectador fica ansioso e tenso, vendo o que acontece com Papillon e os outros presos que ele conhece lá. Apesar de todo o drama, o telespectador também vai ter alguns momentos de risadas, com uma boas tiradas que o filme trás.


Em termos de elenco, Charlie e Remi, os atores que tomam conta do filme, conseguem mostrar um bom entrosamento, e Charlie consegue se destacar, principalmente nas cenas de isolamento, em que a atual facial conta muito. Para mim, Papillon consegue entregar uma boa obra cinematográfica (não sei quanto ao seu papel como adaptação), com bom elenco, uma história interessante, e bem contada. É uma ótima escolha para quem está procurando um drama legal no cinema. E está fugindo da principal escolha do cinema, dessa semana, que é Venon. Espero que gostem!





Jayne Cordeiro é de Salvador-Bahia, e tem 26 anos. Enfermeira, com pós graduação em auditoria, sempre foi apaixonada por livros e filmes, e entrou no universo dos blogs em 2015, ao se tornar resenhista literária da página Maravilhosas Descobertas. Além disso, hoje ela também participa do blog O Clube da Meia Noite, como resenhista literária e esporadicamente na crítica de filmes. E agora faz parte do blog Dear Book com a nova coluna sobre filmes, Cineclube.

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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Resenha: Céu Sem Estrelas (Iris Figueiredo)

Por Stephanie: Eu acompanho a Iris Figueiredo há alguns anos, desde quando ela tinha um blog chamado Literalmente Falando. À época, não cheguei a ler seus livros lançados até então, mas quando soube do lançamento de Céu Sem Estrelas, esse ano, fiquei na ansiedade para poder conhecer logo essa história. E a recompensa pela espera valeu a pena.

Céu Sem Estrelas nos apresenta a história de Cecília, uma menina de 18 anos que acabou de entrar na faculdade e está passando por alguns problemas em sua vida: a relação com a mãe não anda boa, ela não sabe se escolheu o curso certo e ainda precisa lidar com a sua mente, que ultimamente parece não estar em seus melhores dias. Lidar com tudo isso já não seria fácil, mas e quando envolve uma paixonite de infância que parece estar virando algo a mais? As coisas podem ficar ainda mais complicadas.

Desde o início do livro, fui fisgada pela escrita da Iris. Ela tem um jeito tão simples e gostoso de descrever as cenas e os sentimentos dos personagens que não dá vontade de largar a leitura nunca. 

E por falar em personagens, eu amei cada um deles (tirando os propositalmente babacas, claro). Cecília é uma linda que dá vontade de colocar num potinho, Yasmin e Rachel são amigas incríveis e Bernardo é um fofo; nenhum deles é perfeito, são pessoas reais que fazem e dizem coisas erradas de vez em quando, mas que sabem admitir seus erros e buscam melhorar sempre que possível.
Pela primeira vez em dezoito anos, me senti completamente sozinha. Então lembrei que não precisava ser assim. Ainda tinha algumas pessoas que sempre estariam ali por mim.
A obra aborda diversos temas relevantes e até pesados, como saúde mental, relações familiares, preconceito (de diversas formas), relacionamento abusivo e machismo. Mais uma vez, a escrita da autora foi o que conseguiu dar um tom um pouco mais leve para os acontecimentos, mesmo aqueles mais difíceis e tristes. Iris me deu vários tapas durante a leitura, mas mesmo assim eu não me senti angustiada em nenhum momento, só impactada com a força das palavras dela.

A ambientação de Céu Sem Estrelas é um de seus pontos mais altos; a história se passa no Rio de Janeiro, e as características da paisagem são tipicamente brasileiras, sem parecer regionalistas ao extremo. É possível se identificar com os locais mesmo sem nunca ter ido ao Rio. Isso também ocorre com os conflitos de alguns personagens, principalmente em relação à escolha de curso e às expectativas que temos no começo da vida adulta. É tudo tipicamente brasileiro.

Agora, sobre o romance: meu Deus, que fofura! Eu simplesmente amei tudo em relação ao casal protagonista. Amei como a Cecília, que é gorda, é representada como uma menina bonita e atraente pelo seu par romântico. Ela é uma garota comum, com uma característica física marcante, mas que não a define. Iris claramente quis transmitir a mensagem de que todos nós merecemos ser amados, e que nossa beleza não depende do formato do nosso corpo.

Para encerrar, já que a resenha está ficando imensa: a representação de homens babacas nesse livro foi certeira. Eu consegui enxergar perfeitamente cada personagem masculino dizendo exatamente as frases descritas pela autora. Inclusive, identifiquei alguns conhecidos meus que agem da mesma maneira que alguns deles. É lamentável.

Eu poderia falar muito mais desse livro; poderia dizer o quão incríveis são as relações de amizade representadas nele, ou como a família de Cecília tem mulheres maravilhosas e fortes (com algumas exceções), ou poderia falar até mesmo da perfeita imagem que temos de uma pessoa que convive diariamente com algum transtorno mental. Mas eu vou deixar para você, leitor, conhecer e aproveitar tudo isso e muito mais que o livro tem para oferecer. 
— Não existe um céu sem estrelas, Cecília. Mesmo quando estão cobertas pelas nuvens, ainda estão lá. A gente só não consegue enxergar.

Obrigada, Iris, por nos presentear com uma história tão linda e tocante. Que ela fale com todos os jovens que precisam reconhecer sua importância no mundo, mesmo quando tudo à volta deles apontar o contrário.

Até a próxima, pessoal!
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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Resenha: A Rainha Vermelha - Edição Limitada de Colecionador (Victoria Aveyard)


Por Jayne Cordeiro: Está resenha é um pouco diferente das outras, porque o foco aqui não a história em si, já que o livro A Rainha Vermelha já foi resenhada pelo blog (Confira aqui), e também toda a série. Vim falar com vocês sobre a fabulosa (só posso definir assim) edição de colecionador que a editora lançou do livro para os fãs da série e que vai atrair, com certeza, aqueles que ainda não tinham tido a chance de conhecer a série. 

Primeiramente, essa edição vem em capa dura (quem não adora?), o livro em vermelho, com capa, sobre capa e as laterais nesse tom, o que deixa o livro bem a cara do título. A sobrecapa em tons de vermelho, branco e preto está um arraso, e o mesmo vale para a capa dura com o mesmo design da sobrecapa, mas sem cor, apenas como um relevo discreto.

O livro também trás algumas ilustrações referente aos acontecimentos do livro também na mesma escolha de cores. E no final há um material inédito, mostrando documentos oficiais da Guarda Escarlate, que é bem interessante. Dá pra ver que o livro foi feito com todo o cuidado e atenção, levando em consideração cada pequeno detalhe.


É uma edição que com certeza vale a pena comprar e ter na estante, e que eu simplesmente não consigo parar de olhar. Não sei se a editora pretende lançar os outro livros da série nesse formato, mas mesmo assim, é um belo presente para o leitor que é fã da série se dar.
 






quinta-feira, 4 de outubro de 2018

[Cineclube]: A Primeira Noite de Crime




Cineclube é uma coluna semanal que tem como objetivo trazer para os leitores do Dear Book, críticas sobre filmes (do retrô até os últimos lançamentos), além de alguns especiais sobre temas do universo cinematográfico, passando eventualmente pelas séries que tocam nossos corações (seja por amor ou total aversão mesmo). Qualquer assunto da sétima arte que mereça ser discutido você vai ver por aqui, no Cineclube.





Titulo: A Primeira Noite de Crime
Data de lançamento (Brasil): 23 de agosto de 2018
Diretor: Gerard McMurray
Elenco principal: Y`lan Noel, Lex Scott Davis, Joivan Wade, Marisa Tomei, Luna Lauren Velez, Melonie Diaz, Steve Harris e Mitchell Edwards
Gênero: Suspense, Terror

Quando um novo partido político, o New Founding Fathers of America, ascende, é anunciado um novo experimento social. São 12 horas sem lei, em que o governo incentiva as pessoas a perderem toda e qualquer inibição. A participação não é obrigatória, mas como estímulo, 5.000 dólares é dado para quem fica na cidade, e mais prêmios para quem participa.



Lembro quando lançou o primeiro Uma Noite de Crime e achei a ideia muito boa. 12 horas para que todo fizessem o que quisessem  sem se preocupar com a lei. Imaginei a loucura que seria, as atitudes de quem pode fazer qualquer coisa e daqueles que precisariam se esconder para não serem as vitimas. O primeiro filme foi muito bom, dando origem a uma franquia, que agora parece ter chegado ao máximo que poderia oferecer.


Este novo filme vem com a ideia (popular hoje em dia) de mostrar o inicio que levou aos acontecimentos dos filmes anteriores. Nesse caso, mostrar com surgiu o Expurgo. Por isso, o filme até trás umas informações novas, e interessantes, mas no geral, segue o mesmo modelo dos outros, o que torna tudo manjado a certo ponto. Para mim a série poderia ter ficado com apenas os dois primeiros filmes, mas vamos ver o que os produtores pretendem fazer no futuro.


Nos ponto positivos, o filme consegue trazer uma boa dose de violência, com mortes, tiros, e alguns personagens mais caricaturados (de forma sinistra) o que mantém a proposta dos filmes anteriores. Gostei de como eles escolheram como cenário uma comunidade mais pobre, mais exposta aos riscos do Expurgo, e trouxe um elenco mais negro para as telonas. Ele busca trazer uma mensagem interessante sobre a relação da pobreza e violência, mostrando como elas estão interligadas, mas que uma não define a outra.


O filme não é muito longo, e até consegue prender a atenção de quem gosta do gênero, mas talvez para quem já viu os outros filmes, seja mais difícil se fixar em uma obra que parece tanto igual as outras. De qualquer forma o filme foi bem feito, dentro de suas possibilidades, e serve como um bom entretenimento. Cabe a você, telespectador, decidir se vale a pena continuar assistindo a franquia.






Jayne Cordeiro é de Salvador-Bahia, e tem 26 anos. Enfermeira, com pós graduação em auditoria, sempre foi apaixonada por livros e filmes, e entrou no universo dos blogs em 2015, ao se tornar resenhista literária da página Maravilhosas Descobertas. Além disso, hoje ela também participa do blog O Clube da Meia Noite, como resenhista literária e esporadicamente na crítica de filmes. E agora faz parte do blog Dear Book com a nova coluna sobre filmes, Cineclube.

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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Resenha: "Ink Me - Paixão Marcada à Tinta" (Natalia Saj)


Sinopse: Cara Wilson é uma artista viciada em controle e coberta em dívidas, que vive de aluguel em um pulgueiro. Tem uma vida dura, um salário que mal paga a comida, e um passado cheio de complicações.

Após perder todas as oportunidades de emprego, Cara encontra a luz do fim do túnel no Ink Me, um estúdio de tatuagem no centro de Toronto, popular como seu dono frio, irônico e debochado, Derek Jones.

Vulgarmente conhecido como Hammer, Derek é o típico personagem durão e desprovido de sentimentos, orgulhoso e em uma luta eterna com seus fantasmas do passado, como um grande segredo sobre sua família, uma terrível lembrança de sua ex-namorada e um alter ego perigosíssimo.
Será que Cara e Derek, tão diferentes, se destruirão em orgulho e controle? Ou eles travarão uma luta muito maior do que o Ink Me? Uma leitura cheia de orgulho, desejo, traumas, poder e obsessão. Como uma tatuagem, Ink Me vai marcar você.


Por Jayne Cordeiro: Esse é um daqueles livros que a gente pega pra ler sem esperar muita coisa, e é surpreendido a cada página. No final da leitura, eu só conseguia pensar em como eu nunca parei pra ler ele antes. No começo achei que não fosse gostar do livro, porque tenho problemas com personagens desbocados demais, que tudo tem que virar uma tempestade num copo d`água, mas apesar de a primeira impressão dos protagonistas serem essa, eles acabam se revelando bem diferentes, e me surpreendi a maturidade deles até as últimas páginas.

Da minha maneira egoísta, você é a única em quem consigo pensar além de mim.

Ink Me é um romance cheio de sensualidade e erotismo, envolvendo duas pessoas que já se decepcionaram na vida amorosa, e nenhum dos dois sabe realmente como começar um relacionamento, ou como superar o medo de se entregar e acabar com o coração perdido no final. São personagens bem complexos, e que as vezes o leitor vai querer dar uma sacudida neles, mas ainda assim, o casal vai conquistar eu coração.

Que porra, não era para ser assim. Não era para existir nossa maneira, o nosso sexo. Não tinha que ter o "nós". Mas ele existia, pelo menos para mim, e estava me enlouquecendo.

O livros trás uma história bem interessante, com um grupo de personagens que são divertidos, espontâneos e bem modernos, e essa ambientação em uma loja de tatuagens é bem legal. Eu adoraria se a autora decidisse fazer uma série de livros baseada nesse universo. A escrita dela me conquistou muito. O jeito como ela detalhava os sentimentos ou situações, os pensamentos conflitantes, e a forma maduro como o casal lidou com eles mesmos, foi um ponto alto do livro.

- Estar com você é como ficar bêbado. Eu sei que vai fazer mal se eu não souber levar com cuidado, por mais divertida, descolada e gostosa que você seja. Eu sei que pode acabar comigo de mil maneiras. Mas acho que sou alcoólatra.

Para quem gosta de romances eróticos, mas que tenham realmente uma história legal por trás, com certeza tem que dar uma chance a esse livro, que está disponível na Amazon, e já foi sucesso de leitura na plataforma Wattpad. Espero que curtam tanto quanto eu.






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Ana Liberato