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sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Resenha: "Superfã" (Sarina Bowen)

 

Tradução: Mariel Westphal

Sinopse: Três anos atrás eu conheci a garota mais incrível do mundo. Não estávamos de bem com as nossas sortes. E então eu recebi a ligação — aquela que diz que é para você fazer as malas e subir em um avião e ir de encontro ao seu destino. Mas a garota ficou para trás. Eu não tinha o número de telefone dela, e ela não sabia o meu nome verdadeiro.

Enquanto virei jogador profissional de hóquei, ela se tornou uma superstar, com discos de platina e uma legião de fãs. E um maldito produtor musical e namorado que a tratava mal. Mas o destino não havia desistido de nós. Quando Delilah aparece para assistir um jogo de hóquei, não posso evitar falar com ela. A internet vai à loucura quando a chamo para um encontro. Ela pode não lembrar de mim. Mas o imbecil do ex, lembra. Ele vai fazer de tudo para nos separar. Que bom que atletas não desistem fácil. Desta vez, vou jogar para vencer.


Por Jayne Cordeiro: Em "Superfã", Silas é um conhecido jogador de hóquei no gelo, e fã da cantora Delilah. O que ninguém sabe é que anos atrás, quando ele era um recém graduado sem time, e Delilah uma cantora de bar, os dois se conheceram e tiveram uma química incrível. Apesar das cantadas e momentos em um bar, onde ele era barman, o romance nunca aconteceu, e após, finalmente, conseguir um encontro com ela, Silas precisou viajar as pressas, graças a um contrato inesperado.

Agora os dois estão aonde desejam na carreira, mas Silas ainda sonha em ter o seu momento com  a mulher que lhe encantou anos atrás. Assim, ele decide se aproximar, mesmo que ela não parece saber quem ele é. Um convite nas redes sociais, vira um belo reencontro, e pode ser que dessa vez as coisas deem certo, se o empresário dela, que também é seu ex namorado, não acabar atrapalhando tudo.

Esse é o primeiro livro solo dessa autora que eu leio, ela escreveu junto a Elle Kennedy, os livros "Ele" e "Nós". "Superfã" faz parte de uma série focada em jogadores de um time de roquei, e claro que eu tinha que conferir. Acabei começando por esse livro, sem saber que ele era o terceiro da série, mas deu para ler tudo tranquilamente. Preciso já comentar que eu nunca vi um momento tão único e divertido, como a forma como Silas chama a Delilah para sair, através das redes sociais. E ele é uma verdadeira fofura, que lida super bem com a fama e com as inseguranças e problemas da Delilah.

Ela também é uma personagem ótima, cheia de sonhos, guerreira e de bom coração, disposta a ajudar aos outros. Adorei todas as cenas deles, sendo um casal cheio de química. Os personagens secundários também garantem bons momentos, e me diverti muito com os outros jogadores, amigos do Silas. Este livro é uma história cheia de diversão e romance. Uma leitura leve, gostosa, que prende o leitor do começo ao fim. Como primeira experiência com um livro solo da autora, eu amei, e quero ler os outros livros da série já. Este livro não foi lançado em forma física aqui no Brasil, mas você consegue ler o e-book em português na Amazon, e disponível no Kindle Unlimited.


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segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Resenha: “Entre Estantes” & “Pétala” (Olivia Pilar)


Por Kleris: Você curte continhos para os entremeios da vida? Os da Olivia com certeza vão preencher seu momento de leitura! Ambos foram autopublicados e se encontram no Kindle Unlimited :)

A gente nunca tá preparado para as novas fases da vida. Ou pelo menos pra faculdade e o mundo que ela nos abre. 
Sabe quando o que você mais quer é mostrar para o mundo e para você mesma que fez a escolha certa?

Isabel é aquela caloura ansiosa para fazer tudo certinho, sequela clássica do ensino médio. Na primeira atividade do semestre, ela não perde tempo de ir à biblioteca para pegar um livro recomendado pelo professor.

E lá, entre as estantes, alguém chama sua atenção. Mais que isso, mexe com todas as suas perspectivas de vida e identidade.


Entre Estantes é um conto curtito e fofinho sobre quebrar o velho roteiro de vida e encontrar-se em um mar de possibilidades. Olívia tem uma escrita leve e encantadora que entrega uma excelente leiturinha de ponte, seja para mais narrativas lgbt, seja para mais livros longos.







Você já teve a sensação de estar apenas indo, sem sair do lugar? 
Eu escolhia as opções seguras e ela fazia as escolhas arriscadas.

Bruna estava incomodada, mas também ansiosa com a perspectiva de sair da sua zona de conforto. Só que, se era pra se sentir justa com os próprios sentimentos e em sintonia com a sua relação, não poderia se resignar mais a se entregar pela metade ou mesmo de qualquer jeito.

Foi assim que marcou um encontro com Pétala, quem pensava ser só mais um encontro no point. Para Bruna, no entanto, era o dia de mudar o rumo das coisas e o dia de respeitar o que verdadeiramente sentia.

Nos envolvemos na história através de uma DR que há muito tempo espreitava o relacionamento das duas. Entremeado às memórias de Bruna, o encontro mostra como a resposta pode estar na nossa frente, mas, por influências externas, postergamos dar o primeiro passo.

É um curtaconto sobre entregas e sobre tomar decisões em respeito aos próprios sentimentos, acima de qualquer opinião. Olívia nos entrega uma narrativa leve e dinâmica, ótima para curar ressacas literárias!



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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Resenha: "Eu sou a amante do meu marido" (Sara Ester)


Sinopse: Algumas vezes a vida nos obriga a tomar atitudes drásticas, e o que é errado pode ser a única opção. Marie Cooper se vê em uma situação cuja única alternativa é o inusitado, pois não existem limites para a audácia de uma mulher cheia de desejos reprimidos. Casada com Andrew Cooper somente no papel, Marie almeja descobrir os desejos da carne. Ela quer conhecer o seu marido completamente, e pela primeira vez em sua vida cometerá uma loucura para conquistar aquilo que quer. Como? Se tornando a sua amante! Quais serão os segredos desvendados nessa reviravolta?

Por Jayne Cordeiro: O titulo deste livro é bem incomum e bem longo, mas acabei dando uma chance a ele, e não me decepcionei. Não é um livro muito longo, e a escrita é bem dinâmica e interessante. A história é contada pelo ponto de vista de ambos os protagonistas, principalmente pela Marie. Ele é uma mulher apaixonada que sofre com a rejeição do marido, que não aparenta ter nenhum interesse por ela, após o casamento. Andrew apresenta um comportamento bem confuso para ela, pois tem momentos em que a ignora, e outros em que parece que a deseja, mas sem nunca consumar o casamento.

Não havia um dia sequer no qual eu não me arrependia de ter aceitado aquele maldito acordo. Estávamos presos um ao outro, totalmente infelizes, eu a magoando de diversas formas e e sentindo-a se quebrar mais e mais.

O livro tem a sua história girando em torno deste drama vivido pela Marie, que está cansada deste tratamento, e decide elaborar um plano para conseguir finalmente se envolver sexualmente com o homem que ama. Mesmo que ele não saiba que se trata da própria esposa. Fiquei na dúvida no começo, de como isso poderia acontecer, mas a autora consegue encontrar uma forma convincente de fazer isso, e conseguindo passar de uma forma para o leitor, que é possível até mesmo não ter raiva ou se irritar com Andrew pela situação.

Suspirei e me recostei na pia, olhando-a.- Eu o vi, mas me acovardei na hora em que ele vinha na minha direção. - disse enfiando a escova na boca.- O que? Ficou louca? - Emily perguntou quase surtada. - Não era esse o objetivo desa loucura toda, Marie? Você ficar com ele nesse maldito clube?

Além desse drama, o livro também apresenta um pouco de suspense e mistério, já que passamos grande parte do livro querendo descobrir o porque de Andrew não se envolver com Marie, apesar de desejá-la tanto. E também a um perigo que ronda Marie, que trará uma surpresa no final. Assim, o livro tem uma história bem interessante, bem escrita, e recheada de romance, cenas quentes e mistérios. 

Delicadamente senti suas mãos deslizarem por meus braços, arrepiando minha pele.- É só fechar os olhos e imaginar que estamos a sós...sem plateia. - Andrew sussurrou e raspou os dentes no lóbulo da minha orelha.

Este é o primeiro livro de uma série da autora chamada Em Busca do Amor, que contêm cinco livros, que focam em casais diferentes, mas que já aparecem desde o primeiro livro. Particularmente, os dois primeiros livros (esse e "Em Busca do perdão da minha mulher") são sobre o mesmo casal, e um começa exatamente de onde o outro acaba. Contando uma história única. Trarei a resenha dele aqui também. 

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Resenha: "A Dama do Rio e o Lorde das Terras Altas" (Silvana Barbosa)


Sinopse: Quando um rei decide apadrinhar um casamento, muitas coisas podem acontecer.

Alexandre III quer livrar a inocente filha de um amigo da cobiça do príncipe herdeiro do trono inglês. Para isso faz um acordo com um membro de sua corte, na Escócia.
Desse modo Alastair MacConnollyn e Rebeca Wilkinson vêem-se unidos em matrimônio, tendo o cenário encantador das Highlands como pano de fundo.
Com a atração entre eles servindo de ponto de partida, Alastair e Rebeca se envolvem em um intenso jogo de sedução.
Agora o casal precisa superar suas diferenças, vencer as dificuldades e os inimigos que se interpõem no caminho, e transformar sua paixão em união duradoura, provando que o verdadeiro amor pode triunfar sobre todas as adversidades, e reinar absoluto sobre tudo e todos.

Por Jayne Cordeiro: Eu já li vários livros desta autora na Amazon, todos de época, mas focados na sociedade inglesa. E fiquei positivamente surpresa quando descobri que ela está lançando uma série focada nos escoceses, que eu simplesmente adoro demais. Então corri para conferir se ela conseguiria trazer uma história tão boa quanto a que tem apresentado com outra sociedade. E não me arrependi.

- Meu pai deu ordens expressas de retirar minha noiva de sua casa o mais rápido possível. Ele tratou com o pai dela. Temem por sua segurança.
- E por que temem por sua segurança?...
- ...O casamento foi arranjado às pressas porque um dos príncipes da Inglaterra se encantou com ela. Como é plebeia, o seu pai teme que o príncipe convença o rei Henrique a mandar que ela siga para o castelo para servir-lhe a cama.

Já comecei gostando, porque adoro a cultura escocesa, e porque adoro uma história de época que começa com casamentos arranjados. E gosto ainda mais, quando o casal não fica se engalfinhando o tempo todo, mas que tentam se relacionar e formar um bom relacionamento. E isso é o que acontece aqui. Alastair e Rebeca são pessoas bem diferentes. Ele é o chefe de um Clã, um guerreiro forte e que precisa sempre tomar importantes decisões. Ela é uma jovem que foi criada livre pela família, que é obrigada a se casar para fugir de outro homem. Seu jeito solto é um motivo de embate com o marido no começo, mas eles precisam achar um meio termo entre a liberdade e a segurança dela.

- Em breve também desejável. Em breve também tomando banho nua no rio, e a história se repetirá com ela.
- Eu não estava nua! Respondeu, com dentes cerrados.
Ele a olhou severamente.
- Basta que me retruques! Admita que cometeu um erro. Não tem uma tina de banho em casa? - Vociferou.
- Ora, tenho sim!
- Então porque te exibes? Porque atrai desgraça para a sua casa?...
- Oh, você é detestável! -  Gritou, antes de pôr seu cavalo em disparada.

É divertido ver como o homens, incluindo Alastair se encantam facilmente por Rebeca, e sempre acontece diálogos bem divertidos entre eles, e com os outros guerreiro do clã. Dei várias risadas. Os momentos românticos também são bem legais, e a gente se apega fácil ao casal, torcendo para tudo dar certo. Os dois podem ser bem ciumentos e possessivos em relação ao outro e isso garante momentos bem legais na história.

- Qual o nome do seu cavalo?
Ele sorriu amplamente, os olhos com um brilho divertido.
- Ah já sei, Alastair. Vai dizer que o seu cavalo se chama Cavalo.
- Exato!
- Porque não escolhe um nome para ele?
- Porque você não o faz?...
- Que tal Dragão?
- Por mim está ótimo. Perguntaremo depois se ele também gostou. - Respondeu, brincalhão, tomando-a pelo braço para que entrassem em Torquill.

Os personagens secundários também são muito interessantes. Algo que a autora já conseguia mostrar na série Libertinos. Já dá vontade de ver os próximos livros da série, porque já me apaixonei por vários desses personagens secundários logo no começo de A Dama do Rio. Personagens secundários legais são sempre algo que me atrai nos livros de época. Eles costumam ser bem explorados, e abrem portas para diversas outras histórias.

Alaistair beijou Rebeca sofregamente no salão principal. Ele a prendia fortemente contra seu corpo, impedindo-a de desvencilhar-se. Quando a soltou, ela sentiu-se um pouco envergonhada por estar sendo observada pela maioria das pessoas que estavam presentes.
- Alastair! Que está faxendo? Estão nos olhando!
- Não me importo. Você é minha mulher e quero que isso fique bem claro para todos aqui.
- Ainda bem que você não resolvei urinar em mim para demarcar seu território!
Ele deu uma gargalhada: Ah, minha dama malcriada!

A escrita da autora é envolvente e muito boa. Ela consegue passar todas as emoções e ações dos personagens de forma coesa, e bem realista. O livro apresenta uma mistura de romance com ação, com cenas divertidas, quentes e situações inusitadas. É uma bela obra para quem gosta de romances de época escoceses ou ingleses. E sempre indico os outros livro dela também, da série Libertinos, que adoro.



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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Resenha: "Insano" (Andy Collins)


Sinopse: Gael Trent Malloy é o famoso vocalista da banda de rock Originals, depois de um trágico acidente no palco que o deixa impossibilitado de andar, o sexy vocalista tenta recuperar os movimentos com a ajuda dos seus amigos. O que ele não esperava era que, ao longo dessa jornada, seu caminho cruzasse com o de Hanna Daves. A doce pintora que consegue quebrar suas barreiras sem nem ao menos mover um músculo. Com ela, ele vai descobrir que suas limitações físicas são nada diante do que a consome.


Ele nunca quis ser a salvação de ninguém, até hoje.


Por Jayne Cordeiro: Já tive a chance de ler um livro da autora, que gostei muito, então não pensei duas vezes em ler Insano, que além disso, trás uma história envolvendo integrantes de uma banda. Que é um tipo de romance que eu adoro. 

... eu preciso dela. Preciso senti-la todos os dias pelo resto da minha maldita vida.

Gostei bastante do livro, e por diversos motivos. Achei bem interessante o fato de o protagonista Gael, ser um cantor de rock com todo o sexy appeal característico, mas nesse caso com uma deficiência física que muda bastante a dinâmica do casal. Mas a autora soube levar tudo de uma forma bem interessante, e foi bem legal de acompanhar. Gael é capaz de fazer qualquer leitora se apaixonar, apesar de algumas burradas que eles faz no decorrer do livro. E ele ainda apresenta um assunto interessante ao mostrar como alguém que sempre teve tudo, e dono de si, precisa lidar com ficar inválido em uma cadeira, dependendo dos outros.

Não quero apenas você, quero torná-la inacessível para qualquer outro.

Hannah também é uma personagem bem fácil de gostar. Ela é uma garota independente, alegre, e que sente um enorme prazer em ajudar os outros. Um dos plots do livro envolve principalmente ela. A forma como ela age em alguns momentos, abre um mistério que persegue o leitor durante boa parte do livro. Pensei em diversas coisas, mas acabei sendo surpreendida no final. O que foi muito bom.

Subir? Você está me tratando como uma criança, Gael. Não sou sua propriedade, você não manda em mim.

O livro flui de maneira bem dinâmica, cheia de momentos românticos, e ótimas cenas quentes. A história consegue prender o leitor todo o momento, e funciona como uma ótima abertura para a série The Originals, que trás livros focados nos integrantes da banda. Alguns já lançados. Para quem gosta do gênero de romances eróticos, Insano é uma ótima opção de leitura, que consegue se encaixar nesse universo musical comum a alguns livros, mas também consegue inovar ao trazer um protagonista deficiente. 

As asas nas costas, eram de um anjo sombrio. Mas, mesmo com esse lado obscuro, Gael era apenas o meu anjo.

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segunda-feira, 14 de maio de 2018

Resenha: "Seu Nome era Morte" (Nicholas Vernetti)

Sinopse:  "A culpa é a cicatriz que a morte do amor deixou para trás. Aqui os olhos sangram, e o sangue é transparente.”

A garota quer morrer. 
Karen, a jovem que dizia possuir amor pela vida enfrenta o inferno. A perda do irmão, o abandono de seus pais, todos os sonhos desapareceram, os amigos não podem ajudá-la. Ela quer morrer, a vida não vale mais nada. 
E então, no Rio de Janeiro ela encontra aquele que se diz a própria Morte encarnada. O sedutor e poético homem lhe propõe um desafio: Ela deverá acompanhá-lo por três noites, para finalmente descobrir a verdade sobre a vida e a dor. Quando a Morte bate à porta trazendo um convite, não se pode recusá-lo.


Fonte: Skoob

Por Eliel: É a primeira vez que leio um romance filosófico, confesso que foi uma leitura difícil. Isso porque a filosofia não é o meu forte, embora o autor tenha se esforçado para deixar os conceitos bem claros para que o leitor fique confortável com o desenrolar do enredo. Talvez eu não estivesse preparado para o livro ainda, por isso vou reler com certeza.

Karen Bittencourt é uma jovem paulista que vive no Rio de Janeiro. Logo após a morte de seu irmão Lucas, abandonou o curso de psicologia. Por sinal, já se passou um bom tempo e ela ainda não superou a sua perda, talvez por ter sido em circunstâncias trágicas. Ele foi assassinado por um grupo dentro do seu próprio apartamento e ela viu. No presente, ela é uma gerente de  uma loja de roupas, atormentada por um sonho tenebroso e depressiva.

Karen namora Marcos, mas a relação deles é puramente de conveniência. Ele não faz nenhum bem para ela, sendo até mesmo uma relação abusiva, o que claramente não ajuda com a depressão que ela enfrenta. 

Quem sofre com essa doença sabe o quão difícil é sair de casa para sair com os amigos. Mas Karen faz um grande esforço em relação à isso e mesmo não se sentido bem em frequentar lugares que seu irmão ia e sua aura ainda está tão presente, ela acompanha seus melhores amigos Rafael e Amanda. Certa noite, diante de uma das pinturas de Lucas exposta em um bar Karen recebe um estranho convite de passar três noites com um homem que diz ser a Morte.

Nessa parte me veio muito do Conto de Natal de Charles Dickens, não sei se essa foi a intenção de Nicholas Vernetti. Aqui começa a parte mais densa do livro, pois nessas três noites Karen irá vivenciar uma filosofia nunca pensada antes, isso a mudará. Se o leitor estiver em um momento filosófico melhor que o meu poderá absorver muitos ensinamentos desse ser misterioso. O lago é profundo e eu provavelmente apenas arranhei a superfície.

Um romance filosófico gótico cheio de mistério e suspense e muito, mas muito tenso. É assim que eu definiria essa obra da literatura nacional, mas se eu a definisse iria limitá-la, portanto sugiro que a leia, tenho certeza que ela será uma leitura única para você. Afinal, junto com a leitura você irá trazer muito de você, das suas experiências e vivências para esse livro. Por vezes, denso, mas com uma essência poética e cheia de originalidade. 

Como eu disse no começo é uma leitura difícil, mas muito agradável no sentido de te tirar do lugar comum e te fazer pensar um pouco mais que o normal. Talvez isso tire o ritmo da leitura, mas na minha opinião esse não foi escrito para se ler rápido. Aqui cabe o conselho para ter paciência e aproveitar a jornada.

Nicholas escreve desde cedo na vida e ele tem muito talento. Ler os jovens autores nacionais é um incentivo para que mais obras surjam.

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Resenha: “O chamado da floresta” (Jossi Borges)

Por Kleris: Há muito tinha essa novelinha no kindle só a espera de um momentinho mais propício – quem já viu muitas de minhas resenhas, sabe que gosto de combinar leituras com “momento certo”. E foi certeiro! 
Mariana sempre desdenhara as velhas lendas de seus pais e avós sobre os seres encantados, visagens e assombrações das matas. Curupira, Saci, Iara, Boto... Tudo isso para ela não passava de simples folclore, contos lendários repassados de geração a geração ou velhas tradições indígenas. Seria apenas isso mesmo? O conto, ambientado numa propriedade rural dos anos 1950, traz à tona as belezas e a magia do folclore brasileiro, revivido em uma fantástica e idílica história de amor. (Skoob)


Pouco li literaturas com nosso folclore, então foi uma boa surpresa ter esse contato. O prólogo, então, foi outra grata surpresa, por trazer um cordel lindo.

[...]
Eu me aproximei do vulto
E murmurei em tom caipira
“Quem és tu? Por qual motivo
Tanto a fauna te admira?”
Ele disse: “eu sou lendário,
Eis meu nome, CURUPIRA”

Jossi coloca elementos muito conhecidos da literatura fantástica, porém, com um toque singelo, ingênuo e despretensioso. Geralmente se pensa no curupira como uma figura travessa e sempre tão à margem nas histórias. Jossi o coloca de maneira repaginada, o que é um bom conflito e arranjo para a trama.

De início não curti muito a protagonista, Mariana, mas aos poucos sua história foi me ganhando. Ela tinha sonhos para além da cidadezinha que morava, da roça, queria mais da vida, mais do que frívolas historietas para boi dormir... E por isso mesmo, negava-se a acreditar nelas, mesmo já tendo tido alguma espécie de experiência sobrenatural. Mariana havia escolhido não acreditar e permanecer no mundo “real”. Aos poucos, conforme a história anda, isso vai mudando na cabeça dela. 
Eu tinha passado a noite entre um sonho estranho e outro, no qual me via percorrendo as florestas da fazendo, correndo de alguma coisa. E ao mesmo tempo querendo que tal coisa me encontrasse. Eu não sabia o quê ou quem era. Então, no meio da madrugada, acordei com os assobios. 
Alguma coisa despertou em mim, uma ânsia, uma saudade, um desejo, como se eu sempre estivesse esperando por aquilo. Talvez mais do que esperara pelo príncipe encantado garboso da cidade grande.

Achei bacana que a Jossi não deixou de explorar outros conflitos, escolha que muitos contos por aí deixam a desejar. A corroborar, sua escrita é leve e serena, o que deixa a leiturinha um amorzinho para fim de noite, descanso e muitos sonhos. Vou com certeza atrás de mais textos dela – e já garanti alguns deles :)

Para acessar na Amazon, clique aqui.

Para outros textos da autora na Amazon, aqui.


Até a próxima!

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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Resenha: "Garota < 3 Garoto - Volume 1.5 - Não Me Esqueça" (Ali Cronin)

Tradução Cristian Clemente

Sinopse: Durante os preparativos para a viagem de férias com seus pais para a Espanha, Sarah descobre uma caixa repleta de recordações. Conforme ela relembra histórias de seus amigos, será que ela descobrirá que seus sentimentos por um deles é mais forte do que imaginava?Fonte: Skoob

Por Eliel: Estava faltando apenas esse conto para completar a série Garota <3 Garoto. Esse conto se passa entre os volumes 1 e 2, narrando a aventura de Sarah em arrumar seu quarto. Quantas coisas podem surgir dessa arrumação?

Depois de examinar a pilha de CDs amontoados no chão, escolhi Amy Winehouse (pobre Amy, ainda não podia acreditar na sua morte. Ashley até chorou quando soube) e botei para tocar bem alto.

Uma delas é uma caixa com fotos antigas de todos seus amigos. Olhando para esses pequenos tesouros memórias de cada momento vêm à tona. Eles sempre estiveram presentes, principalmente quando ela mais precisou.

Esse conto é um ode à amizade desse grupo tão diferente, porém tão interligado. Iremos descobrir como se conheceram, um pouco mais da personalidade de cada um entre outros detalhes que só têm a contribuir para o enredo da série.

Eu nunca mais seria daquele jeito novamente: criança, inocente de tudo, sonhando com o ensino médio. Naquela época, mal podia imaginar como seria ter dezessete anos. E cá estou eu. Nossa.

Leitura fluida, como é característica de toda a série, rápida e de graça no site da Amazon. Corre lá, mas leia pelo menos o primeiro livro da série para fazer sentido.

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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Resenha: "O Castelo das Águias - Athelgard 1" (Ana Lúcia Merege)

Sinopse: O Castelo das Águias, romance fantástico de Ana Lúcia Merege, é um lugar especial. Localizado nas Terras Férteis de Athelgard, região habitada por homens e elfos, abriga uma surpreendente Escola de Magia, onde os aprendizes devem se iniciar nas artes dos bardos e dos saltimbancos antes de qualquer encanto ou ritual.Apesar de sua juventude, Anna de Bryke aceita o desafio de se tornar a nova Mestra de Sagas do Castelo. Aprende os princípios da Magia da Forma e do Pensamento e tem a oportunidade de conhecer pessoas como o idealizador da Escola, Mestre Camdell; Urien, o professor de Música; Lara, uma maga frágil e enigmática, e o austero Kieran de Scyllix, o guardião das águias que mantêm um forte elo místico com os moradores do Castelo.Enquanto se habitua à nova vida e descobre em Kieran um poço de sentimentos confusos e turbulentos, uma exigência do Conselho de Guerra das Terras Férteis põe em risco a vida e a liberdade das águias Com o apoio de Kieran, Anna lutará para preservá-las,desvendando uma trama de conspiração e segredos que envolvem importantes magos do Castelo.Fonte: Skoob



Por Eliel: Anna de Bryke é uma jovem apaixonada por histórias, conhece muitas delas, seja por estar sempre lendo ou ouvindo de seu povo. Sempre trocando cartas com Mestre Camdell logo ela recebe o convite a se juntar ao corpo docente da escola de magia como Mestre das Sagas no Castelo das Águias.  Lá os aprendizes aprendem sobre magia e arte, uma escola única nas Terras Férteis. Longe de sua tribo Anna terá que se adaptar à vida em uma cidade grande.

Ia dar meia volta quando um estande, solitário junto à lateral do templo, me atraiu de um jeito irresistível. Livros!

Com a ajuda do mestre das águias Kieran de Scyllix e do seu conhecimentos das sagas, Anna luta para manter a salvo as águias de magos que gostariam de usá-las contra Althergard. As águias desse lado das Terras Férteis são muito especiais, elas têm acesso à uma fonte de águas mágicas que as transformam (com a ajuda do mestre) em águias guerreiras que são usadas em momentos de conflito. O grande impasse desse livro é que há um grupo que deseja reproduzir essas águias em massa para proteger Althergard mesmo em dias de paz. Anna, Kieran e outros não concordam com esse uso abusivo desses animais como armas. Juntos enfrentarão muitas dificuldades para proteger as águias e os alunos da escola.

Personagens bem construídos e narrativa bem amarrada,leitura clara e fluída. Fiquei surpreso com a qualidade da escrita de Ana Lúcia Merege, ela tem um talento nato para a literatura fantástica. Esse é o primeiro livro que leio dela e com certeza já quero ler a continuação dessa saga.

- Para o melhor lugar do mundo - respondi, sem hesitar. - Para o Castelo das Águias!

O próximo livro é A Ilha dos Ossos, esse terá como foco o misterioso Mestre Kieran. Ao chegar ao final de O Castelo das Águias não pense que acabou. Ainda teremos muito mais, foi um prazer descobrir Ana Lúcia Merege, quero ler mais e você também vai querer.
P.s.: Fãs de Harry Potter, podem ler e se tornarem fãs dessa escola de magia criada por uma brasileira. Vale a pena.
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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Resenha: "O Canto do Cisne" (Bianca Sousa)

Sinopse: Elena vê sua vida virar de cabeça para baixo quando espetáculo e vida real se misturam.
Nos palcos: ela interpreta a princesa Odette, de “O lago dos cisnes”, que, enfeitiçada, tem como sina se transformar em cisne todas as manhãs.
Na vida real: tal como ocorre na história que protagoniza, torna-se vítima do mesmo feitiço, e agora precisará encontrar o tal do amor verdadeiro para findar a maldição, sob o risco de perder o papel do espetáculo – e a própria vida.Fonte: Skoob


Por Eliel: O Lago dos Cisnes, posso afirmar que é o ballet de repertório mais conhecido do mundo e mais remontado também. E foi nesse famoso lago que Bianca Sousa foi buscar inspiração para recontar essa fábula cheia de magia. Que eu gosto de ballet não é nenhuma novidade, novidade mesmo foi o que a autora fez para dar uma nova cara e um novo formato para esse clássico dos palcos.

Nossa aventura começa com as audições para a montagem do Musical O Lago do Cisnes, idealizado por Manolo, Angelique (quem leu Eterna, vai reconhecer esse nome) e Ronald. Esse trio será responsável pela magia que será levada aos palcos e além.

Elena (nossa protagonista) é uma jovem cantriz (cantora + atriz) que sonha em ser a Rainha Cisne do novo Lago dos Cisnes e está preparada para a audição que a testará para esse papel. Extremamente talentosa é óbvio que o papel é dela. Tradicionalmente o cisne branco e o negro são interpretados pela mesma pessoa, porém por decisão do jurados Elena dividirá o papel com Aline, branco e negro respectivamente. Elena é personificação do cisne branco, leve, doce e delicada. Já Aline é invejosa, má e egoísta. 

– Por que a gente faz tanta merda, Elena? – perguntou chorando. – É para adubar a vida!

Continuando as audições conhecemos o Príncipe Siegfried, ou melhor quem irá interpretá-lo. A disputa está entre Diego e Samuel. Beleza e talento não faltam aos dois, mas Diego faz o estilo badboy e Samuel é o perfeito príncipe.

Sem querer dar spoilers (já dando hahaha), o príncipe tem uma química imediata com Elena, dentro e fora dos palcos. E veremos muitos encontros e desencontros por parte desse casal.

– Eu não quero brigar.– Nem eu. – Então me beija.

Agora que a história se complica, Elena vira alvo de um feitiço horrível e até cômico se não fosse trágico. Eis que a vida imita a arte e todas as manhãs, Elena se torna um cisne, voltando ao normal só ao anoitecer.

Sua melhor amiga, Lúcia, depois do susto, tenta e todas as formas ajudar a amiga a quebrar esse feitiço. Mas como toda boa maldição de conto de fadas, essa só será quebrada com um ato de amor verdeiro. Nos tempos de hoje, tão difícil encontrar amor por aí.

Boa sorte Elena...

Lembrou-se de Lúcia e do que ela sempre dizia: “A sorte só acontece quando a preparação e a oportunidade se encontram”. Tinha apenas sete minutos para se preparar agora.

Eu estou apaixonado pelos livros da Bianca, ela tem uma forma tão fluída de escrever que te prende do primeiro capítulo até o último. Leitura de fácil entendimento com alta probabilidade de vício. E se você quiser conferir esse e outros livros da Bianca, ela foi uma fofa e preparou um Descontão para você leitor:


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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Resenha: "The Dig" (Audrey Hard)

Sinopse: Zoe Calder sempre foi meio excluída. Aluna de um internato desde que seus pais morreram, Zoe se enterra em estudos sobre mundos antigos. E o que mais a entusiasma, é passar o verão em escavações com seus tios arqueologistas. E um dia, durante uma investigação em um recém-descoberto templo em Creta, Zoe descobre um artefato luminoso que a transporta para a Grécia antiga.  Zoe descobre rapidamente que os deuses do Olímpio são reais, humanos com poderes misteriosos... Poderes que Zoe também chegou a possuir. No entanto, quando o povo da Grécia Antiga confunde Zoe com uma olimpiana, os deuses percebem que o equilíbrio do mundo antigo foi atingido e eles devem restaurá-lo o mais rápido possível.  Zoe é forçada a jogar um jogo perigoso e confuso assim que Hera coloca os deuses contra ela – menos Zeus, o deus jovem e belo que arrisca tudo para salvá-la.  Zoe se vê na Grécia antiga, lutando contra o poder do Olímpio e a vingança de uma deusa desprezada – tudo por um estranho garoto que ela veio a se apaixonar.
Fonte: Tradução livre de GoodReads
Por Eliel: Surpreso, é como posso me descrever ao ler esse livro. Começando por receber um convite da própria autora para resenhar a sua série de estréia sob o pseudônimo de Audrey Hart. A principio, sou um pouco preconceituoso quanto à releituras da Mitologia Grega, então não esperava que fosse tão bom. Li o primeiro capítulo e praticamente tinha que ler os outros. A leitura foi um pouco demorada em função da barreira linguística, meu inglês é bem bom, mas ler um livro fora do seu idioma materno dá um pouco de preguiça (principalmente para quem tem listas intermináveis de leitura).
"E não há nada mais perigoso neste mundo, em qualquer mundo, do que alguém calmo, claro e com raiva".
Mas como a maioria das releituras, esse tem uma nova forma de apresentar os mitos, uma abordagem bem mais contemporânea e pode parecer que se distanciam do original, e de fato o faz, até porque os grandes deuses olimpianos são adolescentes em idade escolar.

A personagem principal, Zoe, é muito racional e verdadeira. Gostei muito dessas características que permitem que ela não seja do tipo de personagem que acredita no inacreditável logo de início, com um humor ácido ela tenta se convencer o tempo todo de que não está na Grécia Antiga até que tem reações bem verdadeiras, caso alguém um dia se encontrasse na mesma situação, ou seja, ela pira.
"O amor é chato assim. Leva embora seu sentido de humor e auto-preservação".
A estória é repleta de altos e baixos e em alguns momentos dá até para adivinhar o desfecho de alguns personagens, mas não se iludam e aguardem as surpresas. Escrito com um tom leve e bem humorado e narrado através dos olhos de Zoe, que é um insegura e não faz amigos com facilidade e lhe falta autoconfiança. Seus pais estão mortos e agora ela vive com seus tios arqueólogos, nas férias de verão ela os acompanha em escavações. Zeus é um jovem forte, bonito. Ele está entediado e esta à procura de algo diferente. Quando ele põe os olhos em Zoe, ele percebe que ela é exatamente o que ele está procurando. O único problema é que ela não sabe que ele é um deus grego e não um deus qualquer, mas o rei dos deuses. Receita para uma aventura histórica.

No geral, uma leitura bem agradável e leve que vai agradar os fascinados por Mitologia Grega, altamente recomendado. Agora, para os leitores do Brasil nos resta aguardar a tradução dessa trilogia. O segundo volume ainda não foi publicado nos Estados Unidos.

P.S.: Quotes em tradução livre.
 
Ana Liberato