segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Resenha: "Cicatrizes" (Eva Zooks)



Sinopse: Perdida em um mar de ilusão. Afogando-se em uma onda de solidão, entregando-se as pequenas chances e esperanças de enfim recomeçar, Cassie luta contra o mar bravio e revolto que está sua vida, caminhando em direção ao farol, seu porto seguro. 

Hawke. Um homem bem sucedido que vê sua vida virada as avessas com a entrada desse furacão. Uma batalha será travada, de um lado o amor, quase obsessivo de Cassie e de outro a força centrada e resoluta de Hawke. Princípios serão quebrados, lágrimas derramadas, corações dilacerados. Tudo em nome do amor.

Um amor que transcende os limites da sanidade. Regado pela dor, pela entrega e a submissão. Um amor que nada conseguirá apagar.



Por Jayne Cordeiro: Eva Zooks é uma autora nacional que possui diversos livros publicados, mas que nunca tive a chance de ler. Mas finalmente a oportunidade chegou e aqui está a resenha de Cicatrizes. Temos aqui um romance que no começo ele parece que vai girar ao redor de uma temática BDSM, já que a protagonista Cassie tem esse desejo de ser uma submissa e achar um Dom, mas apesar de isso ser colocado algumas vezes durante o livro, acaba ficando mais na conversa do que na ação. Existem algumas cenas sexuais, mas nada fora do comum, então fiquei com aquela sensação de que prometeram algo que não foi apresentando.

Em uma relação D/S o que prevalece é a confiança, sem ela nada nunca funcionará. Você confia a ponto de colocar sua vida nas mãos do outro. Nada te amedronta se tem a certeza de que está sendo cuidada, conduzida por aquele que é DONO de sua confiança, de sua submissão.

Mas durante o livro existem algumas conversas sobre esse tema e é preciso ter a mente aberta para aceitar algumas atitudes do casal, principalmente do Hawke, que tem bem essa característica de Dom e aquele ar de mandão. Mas o livro em sí é bem gostoso de ler. É bem escrito e a história não se estende muito, acabando na medida certa. A protagonista Cassie começa o livro como uma mulher insatisfeita, procurando algo diferente em um relacionamento. Ela tem alguns encontros, mas não deseja um relacionamento com nenhum deles. até que conhece Hawke. Então ela muda completamente, virando uma mulher apaixonada, que se apega rapidamente, e que não consegue lidar emocionalmente com as coisas que acontecem.

O futuro não existe. Do que eu quero, do que eu preciso é do agora. E nesse agora, você me tem aos seus pés.

No começo você pode até estranhar essa personalidade da personagem, mas na verdade a autora está mostrando a Cassie dessa forma, para apresentar um problema bem interessante que é o transtorno de Borderline, uma instabilidade no humor, no comportamento e etc, que que tem diversos sintomas, mas que no caso dela, vem muito demonstrado pela necessidade de se cortar, para que a dor física seja maior e se sobreponha a dor emocional. Em nenhum momento é utilizado algum termo médico, e o tema é pouco discutido entre os personagem. O que pra mim foi uma bela oportunidade perdida. Mas ainda assim, é legal e inovador ver um personagem com um problema assim.


O estômago ainda doía e a respiração seguia difícil. Tirando as calças, dobrou-a e a colocou em cima do vaso sanitário. Pegou o kit e sentou-se no chão. O coração estava acelerado, um frio na barriga que fazia seu estômago revirar, mas a dor estava indo embora e a respiração estava voltando aos poucos. O sentimento de antecipação agia como uma onda de adrenalina por seu corpo, a dor que estava por vir era bem mais fácil de ser suportada do que o transtorno emocional que a estava atormentando há dias. 


Quanto a Hawke, ele se mostra um homem maduro, concentrado, mas também muito passional em relação a Cassie, e que apesar de ter um jeito mais autoritário (muito ligado ao relacionamento Dom/Submissa), ele sempre respeita as decisões e desejos de Cassie, e tenta lidar de forma racional com as variações de humor dela.

Faça de mim sua morada, seu guia. Faça de minhas ordens seu mantra.

Apesar de ter uma ou duas questões que eu faria diferente nessa história, Cicatrizes é um bom romance erótico, com uma escrita atraente, personagens bem escritos e com um romance forte, passional e que consome os protagonistas. É um livro que atrai o leitor com diálogos fortes e até poéticos, e que para mim, já criou uma curiosidade por ler outros livros da autora. Então cabe a vocês darem uma chance a Cicatrizes e tirar suas próprias conclusões. Espero que gostem! Até a próxima.





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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Resenha: "Dom - Trilogia Protetores: livro 1" (Anne Marck)



Sinopse: Dominic carrega uma história de superação de uma infância miserável lutando para proteger a si e seus irmãos mais novos dos perigos de viver nas ruas. Boas oportunidades apareceram, ele se tornou um grande cara e tomou para si a missão de fazer com que outros não passem pelo que ele passou.

Luna é jovem, estudiosa, que se viu arrancada de sua vida estável e encontra-se sob a mira de um padrasto ganancioso. Ela teve que fugir e agora precisa lutar por sua sobrevivência. 
Revirando o lixo do Centro Comunitário administrado por Dominic, em busca de comida, Luna é pega em flagrante por ele. 
Ela quer fugir. Ele quer protegê-la.
O que Dom não esperava é que a menina se enraizasse sob sua pele. Ela é jovem demais para seu gosto e ele tem sua própria demanda de satisfação. Resistir a forte atração pela garota inocente possivelmente será o seu maior desafio.


Por Jayne Cordeiro: Já ouvi diversos elogios a Trilogia Protetores, e decidi conferir pessoalmente se a história era tão boa assim. Cada livro da trilogia leva o nome do protagonista masculino, e são histórias separadas, apesar de todas se entrelaçarem. Neste primeiro livro, temos Dominic, um homem que passou por muita coisa na juventude, e por causa disso quis dedicar o seu trabalho a ajudar pessoas que passaram pela mesma coisa que ele. Por isso ele administra o centro comunitário para pessoas carentes e em situação de rua. Ele é um personagem muito interessante, protetor como a série já diz, e que não pensa duas vezes em ajudar Luna apesar de todos os riscos.

Assim que seus olhos dilatados recuperam o foco e encontram os meus, sinto que acabei de entrar em algo muito maior do que sou capaz de administrar.

Já Luna, é uma jovem que passa por muita coisa em pouco tempo. Ela se mostra muito guerreira e determinada a provar quem é o culpado da morte da mãe e de tentar matá-la. Apesar de essa determinação de fazer isso e de forma solitária tenha criado muitos problemas, e o leitor tenha vontade de sacudir a mocinha algumas vezes. Mas ela é uma personagem que a gente se aproxima rapidamente, e é muito legal ver como o relacionamento dela com Dominic vai crescendo e evoluindo.

A sensação é além do que eu esperava, é como o combustível flertando com uma fogueira, despertando faíscas perigosas.

Dom é um romance super bem escrito, com uma história que vai crescendo a cada página. Apesar de Luna ter chamado a atenção de Dominic desde o começo, a coisa entre os dois não acontece de repente, mas sim de forma madura e real. O livro apresenta algumas cenas de sexo, mas acontece bem mais para frente, e não tendo aquele problema de muitas vezes a história girar ao redor desses momentos. Foi um livro que me surpreendeu bastante e que li em pouco tempo.

Eu te amo pra caralho, Luna Saint'Clair. Não pretendo me mover uma polegada para longe de você.

Não tem um enredo muito diferente ou inovador, mas é bem construído e apresenta um romance encantador entre o casal. O livro já apresenta o casal do livro seguinte Damien, e que promete ser mais tenso, por causa das pessoas envolvidas: Jazmine, uma prostituta, e Damien, o irmão de Dominic e possuidor de um carácter bem mais duvidoso que o irmão. Mas que promete ser um livro que vai soltar muitas faíscas entre os personagens. Espero estar trazendo a resenha dele logo para vocês. Abraços!







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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

[Cineclube]: Mamma Mia - Lá Vamos Nós de Novo!






Cineclube é uma coluna semanal que tem como objetivo trazer para os leitores do Dear Book, críticas sobre filmes (do retrô até os últimos lançamentos), além de alguns especiais sobre temas do universo cinematográfico, passando eventualmente pelas séries que tocam nossos corações (seja por amor ou total aversão mesmo). Qualquer assunto da sétima arte que mereça ser discutido você vai ver por aqui, no Cineclube.





Titulo: Mamma Mia - Lá Vamos Nós de Novo!
Data de lançamento (Brasil): 2 de agosto de 2018
Diretor:  Ol Parker
Elenco principal: Lily James, Amanda Seyfried, Meryl Streep, Pierce Brosnan, Colin Firth, Stellan Skarsgard, Cher, Julie Walters, Christine Baranski, Dominic Cooper
Gênero: Comédia, Musical


Um ano após a morte de Donna (Meryl Streep), sua filha Sophie (Amanda Seyfried) está prestes a reinaugurar o hotel da mãe, agora totalmente reformado. Para tanto convida seus três "pais", Harry (Colin Firth), Sam (Pierce Brosnan) e Bill (Stellan Skarsgard) e as eternas amigas da mãe, Rosie (Julie Walters) e Tanya (Christine Baranski), ao mesmo tempo em que precisa lidar com a distância do marido Sky (Dominic Cooper), que está fazendo um curso de hotelaria em Nova York. O reencontro serve para desenterrar memórias sobre a juventude de Donna (Lily James), no final dos anos 70, quando ela resolve se estabelecer na Grécia.



Foi com surpresa e animação que recebi tempos atrás a noticia do lançamento de um segundo Mamma Mia!, o musical que me encantou tanto anos atrás e me tornou fã do grupo ABBA. E finalmente tive a oportunidade de conferir como ficou a produção. E posso dizer que me diverti tanto quanto na primeira vez, se não mais. Mas vamos por partes. Primeiramente, a sinopse já menciona o fato de que a Donna morreu, então não temos nesse filme tanto da Meryl Streep quanto se queria. Na verdade isso faz com que comecemo o filme numa clima mais triste pela personagem ter morrido.


Apesar de Donna ser uma personagem muito presente emocionalmente, vamos ver muito mais dela em cenas do passado que revezam com o presente, mostrando como ela conheceu Bill, Harry e Sam, e como foi parar naquela linda ilha grega, onde montou seu hotel. E para mim, Lily James estava excepcional no papel da Donna jovem, e conseguiu segurar bem o filme. No primeiro filme sempre se falava do brilho e alegria que a Donna era, e a Lily conseguiu trazer exatamente isso. Ela estava estonteante em cada cena, e com certeza, a melhor voz da produção.


Sobre o resto do elenco, temos a volta de todos eles, incluindo de novo as versões mais novas dos antigos amores de Donna, que também estavam ótimos. Apesar de a trilha sonora trazer canções não tão conhecidas quanto as do primeiro filme, a produção ainda foi feita com todo o cuidado, e não há como não gostar de todas cenas, cheias de coreografias e com uma paisagem maravilhosa de fundo. Há o retorno de algumas canções da obra anterior, como Mamma Mia e Dancing Queen, que são hinos e não poderiam ficar de fora.


O filme tem muitas cenas divertidas, em que o telespectador vai dar boas risadas (principalmente as envolvendo as amigas de Donna), e também algumas cenas bem emocionais, que podem levar a lágrimas. O que torna o filme bem completo. Analisando friamente, o filme tem uma estrutura bem similar ao anterior, então não trás muitas novidades. Mas acredito que é exatamente isso que torna ele tão especial. Ele tem aquela magia, que segura o telespectador a cada minuto. Quem assistiu o primeiro e estava ansiosa por essa continuação, não vai ficar decepcionado. E se você nunca assistiu Mamma Mia!, precisa correr para ver o primeiro e ir conferir o segundo nos cinemas.














Jayne Cordeiro é de Salvador-Bahia, e tem 26 anos. Enfermeira, com pós graduação em auditoria, sempre foi apaixonada por livros e filmes, e entrou no universo dos blogs em 2015, ao se tornar resenhista literária da página Maravilhosas Descobertas. Além disso, hoje ela também participa do blog O Clube da Meia Noite, como resenhista literária e esporadicamente na crítica de filmes. E agora faz parte do blog Dear Book com a nova coluna sobre filmes, Cineclube.

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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Resenha: "Em pedaços" ( Lauren Layne)

Tradução: Lígia Azevedo

Por Ili Bandeira: Um romance lindo, daqueles que vai aquecer das pontas dos dedos até o coração. Uma ótima história, com momentos que vão te fazer rir, se apaixonar, chorar de tristeza. Tudo ao mesmo tempo!

Em Pedaços, temos dois personagens atormentados pela culpa e querendo perdão. Olívia é uma garota mimada e rica, que não quer se encarar no espelho, pois ela errou e agora quer fugir.

Então ela deixa tudo para trás e parte para Maine, para trabalhar como uma cuidadora de um veterano de guerra. No entanto, ela não sabe como ajudá-lo, porque também não sabe como esquecer seu passado.

Ao chegar na casa de Paul, se depara com um homem muito bonito e charmoso, mas com ódio mortal do mundo.


Os dois estão em Pedaços...


Olívia é uma gata! É a lembrança de que Paul não pode tê-la. Por outro lado, Paul a assusta, mas ele desperta nela um lado ousado. A atração deles é palpável!




“Em questão de segundos, a raiva e tensão desapareceram dos seus olhos, e ela aceitou o que tinha acontecido, como se ela merecesse sofrer esse tipo de humilhação.”



Começa então o joguinho entre eles, onde se desafiam a todo instante. Olívia tenta fazer com que Paul se abra mais e o incentiva a fazer exercícios físicos; já Paul fica cada vez mais curioso em relação a vida que ela deixou para trás. Aos poucos, eles vão convivendo e percebem que não são tão diferentes como achavam. 


Mas ao mesmo tempo em que tem progresso, as coisas complicam e tomam caminhos diferentes.


Agora ambos precisam encarar seus medos e lutar por seus sentimentos. Será possível ter um final feliz?


O livro tem capítulos intercalados, em primeira pessoa por Olívia e Paul, o que achei muito bom, pois a autora conseguiu passar bem os sentimentos de ambos os personagens pela luta do perdão.


Mais uma vez, Lauren Layne, arrasa com a sua escrita fluída e dinâmica que mantém o leitor querendo saber mais do enredo, mas agora com uma trama bem parecida com o clássico A Bela e a Fera, aonde teremos assuntos como: amor, perdão, resiliência.

                                             Super recomendado!


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sábado, 11 de agosto de 2018

Resenha: "Ate quando - O Vai e vem" (Christiane de Murville)

Por Sheila: Oi pessoas! Como estão? Trago a vocês hoje mais uma resenha de um livro Nacional, da nossa nova parceria com a editora Chiado. Trata-se do livro da Psicóloga Christiane de Murville.

Bem no início, seremos apresentados ao conjunto de protagonistas que encabeçarão - e aqui esta a genialidade e originalidade da obra - as diversas idas e vindas até a Terra para viver as mais diversas experiências.

João é descrito como um peão de obras que se sente explorado pelo patrão e, por isso mesmo, exaurido em suas forças.
O dia estava gelado e o vento frio e cortante castigava sem piedade a turma que virava o concreto na obra da construtora do Sr Mário. João nem sentia mais o nariz e as orelhas, anestesiados pelo clima hostil, e tampouco os dedos das mãos de tão congelados, duros e enrijecidos que estavam. E como todo inicio de tarde, depois do almoço tudo parecia ainda mais difícil e sofrido.

Por pensar demais em que a existência era sem sentido, e o que melhor seria sofrer um acidente, é isso mesmo que acaba acontecendo com João. Ele era desleixado, tentava ficar para trás quando um trabalho mais pesado era solicitado e, por conta disso, acabou sendo esmagado por uma das máquinas. Mas, o que fica claro, é que João acabou por atrair essa situação para si.

Só que a moleza e a inércia eram tantas, que João mais ficava remoendo seus infortúnios do que de fato fazendo alguma coisa para mudar sua situação. Racionalizava pensando que não era mais tão jovem, convencendo-se que a culpa da sua infelicidade era mesmo dos outros. 

Ao terminar uma existência terrena, João tem sempre acesso ao seu armazém das memórias, onde não só revisita sua última passagem pela Terra, como vê aqueles seus desejos mais profundos que não puderem ser alcançados, o que parece mantê-lo de certa forma preso a eles.

Assim, a cada retorno, João cria novos propósitos para si. Mas, como no retorno à Terra precisa beber da água do esquecimento antes, nem sempre ele consegue se lembrar dos propósitos que assumiu antes de embarcar em uma nova existência. Também vai cruzando diversas vezes com as mesmas pessoas de outras vindas em outros papéis, resolvendo algumas questões ou, as vezes, infelizmente criando outras.

O livro tem uma belíssima visão holística a respeito do propósito e sentido da existência terrena, como se nossa vinda até o aqui/agora tivesse sido programada por nós mesmos com o objetivo puro e simples de viver experiências.

João dava-se conta de que havia vivido um verdadeiro inferno  os últimos anos, achando equivocadamente que estava no céu. Ele e todos os seus agregados familiares que vivia encontrando na Terra mergulhavam no tempo e não paravam de correr atrás das mesmas coisas como imagem pessoal, domínio, poder, status ... o foco recaia sempre sobre itens que João percebia, tão logo a balança da vida pendulasse, evaporavam-se por completo.

A idéia de se melhorar enquanto ser humano não parece vir de fora, mas partir de cada um dos protagonistas a medida que amadurecem e percebem que algumas coisas atrás das quais correram por toda uma existência, no fim das contas, não teve sentido. Com ilustrações criadas pela própria autora, parece ser uma alegoria muito bem escrita a respeito da vida e, principalmente, do pós vida, do que esperar, de como entender de forma minuciosa a trama criada por cada uma de nossas atitudes e pensamentos.

O mais interessante é que, apesar de o livro parecer ter uma perspectiva espiritual, ele não é doutrinário. A autora não tenta convencer de nada, simplesmente conta uma história, de um ponto de vista diferente.

Não conhecia a autora e estou ansiosíssima para ler a segunda parte de "Até quando" o que pode demorar um pouqinho, tendo em vista que este foi lançado  no início deste ano. Mas pretendo ir em busca de outros livros da autora e, claro, trazê-los até você, nosso fiel leitor.

Recomendadíssimo.



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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

[Cineclube]: Missão Impossível - Efeito Fallout





Cineclube é uma coluna semanal que tem como objetivo trazer para os leitores do Dear Book, críticas sobre filmes (do retrô até os últimos lançamentos), além de alguns especiais sobre temas do universo cinematográfico, passando eventualmente pelas séries que tocam nossos corações (seja por amor ou total aversão mesmo). Qualquer assunto da sétima arte que mereça ser discutido você vai ver por aqui, no Cineclube.





Titulo: Missão Impossível - Efeito Fallout
Data de lançamento (Brasil): 26 de julho de 2018
Diretor:  Christopher McQuarrie
Elenco principal: Tom Cruise, Henry Cavill, Rebeca Ferguson, Vanessa Kirby, Sean Harris, Michelle Monaghan, Simon Pegg, Ving Rhames, Angela Bassett.
Gênero: Ação, Espionagem



Obrigado a unir forças com o agente especial da CIA August Walker (Henry Cavill) para mais uma missão impossível, Ethan Hunt (Tom Cruise) se vê novamente cara a cara com Solomon Lane (Sean Harris) e preso numa teia que envolve velhos conhecidos movidos por interesses misteriosos e contatos de moral duvidosa. Atormentado por decisões do passado que retornam para assombrá-lo, Hunt precisa se resolver com seus sentimentos e impedir que uma catastrófica explosão ocorra, no que conta com a ajuda dos amigos de IMF.





Não é a toa que Missão Impossível se tornou uma franquia tão popular e rentável. Cada detalhe do filme é feito com todo o cuidado, e o roteiro consegue ser bem encaixado em cada momento, criando diversas reviravoltas, que são essenciais para dar o clima que faz parte do filme. Efeito Fallout possui quase duas horas e meia de filme, o que no começo leva o telespectador a pensar de porque um filme de ação precisa de tanto tempo de tela, mas com tanta coisa que acontece nesse filme, não dava pra cortar quase nada.


Posso começar dizendo que o filme consegue criar todo um crime de espionagem bem a cara da franquia, com uso de tecnologia, surpresas e Ethan Hunt sobrevivendo a situações inusitadas. Tom Cruise está absurdamente confortável no seu papel (talvez por interpretá-lo a tanto tempo ou por fazer parte da produção), Ethan participa de todas as cenas de ação, é responsável também pela pequena parte de humor que o filme apresenta, e saber que o próprio ator fez praticamente todas as suas cenas, sem dublês, acaba contribuindo para o telespectador sentir a realidade do filme.


Eu, particularmente, estava curiosa para ver toda a cena em que Tom Cruise pilota sozinho um helicóptero, em uma sequencia de ação, e não fiquei decepcionada. Na verdade, toda a cena envolvendo o helicóptero é muito legal e bem produzida, e já vale o filme todo. O filme está recheado de boas sequencias de ação, o que não vai desapontar ninguém. Sobre o elenco, também achei que estavam todos em sintonia. A equipe de Ethan quase toda já conhecida de outros filmes, com o acréscimo de Henry Cavill, como o agente da CIA, e que também está ótimo em seu papel.


Missão Impossível: Efeito Fallout é um filme que não diminui a franquia de forma alguma. Ela consegue manter o nível dos últimos filmes, e até mesmo subir em alguns tópicos. Ele tenta trazer um pouco sobre o que o personagem principal teve que abrir mão para fazer aquilo pelo qual ele acredita que seja sua missão de vida. Mostrando também que nem tudo é só adrenalina e a diversão no mundo de espionagem.O filme cumpre o papel para que veio, como muita ação e surpresas, e tudo com ótima qualidade. Vale a pena conferir.

















Jayne Cordeiro é de Salvador-Bahia, e tem 26 anos. Enfermeira, com pós graduação em auditoria, sempre foi apaixonada por livros e filmes, e entrou no universo dos blogs em 2015, ao se tornar resenhista literária da página Maravilhosas Descobertas. Além disso, hoje ela também participa do blog O Clube da Meia Noite, como resenhista literária e esporadicamente na crítica de filmes. E agora faz parte do blog Dear Book com a nova coluna sobre filmes, Cineclube.


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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Resenha: “O Grande Gatsby - mangá” (F. Scott Fitzgerald)

Por Kleris: Desde que a L&PM Pocket começou a lançar adaptações ao estilo mangá, e O grande Gatsby entrou nesse catálogo, fiquei desesperada por essa edição! Era uma história que, apesar de trágica, eu gostava, a adaptação para o cinema foi maravilhosa e experimentar isso mais uma vez em mangá me era um super convite. Aliás, há uma notinha na entrada do livro que fala sobre a proposta de adaptação, como foi manter e combinar os traços dos autores com os traços da ilustração.

Tradução de Drik Sada
O grande Gatsby é um clássico do século XX, uma das obras mais conhecidas de Fitzgerald, que retrata uma época de fartura na década de 20, antes da Grande Depressão e Segunda Guerra Mundial. Entramos em grandes casas, famílias e festas, que esbanjam dinheiro como quem respira. Mas se tem uma coisa que falta ali é felicidade.

Conhecemos a trama por Nick Carraway, que, por seu emprego e condição financeira mais estável, muda-se para West Egg, área praieira de uma baía, perto de onde mora sua prima Daisy Buchanan, que é casada com o figurão Tom. Uma das coisas legais desse livro é que Nick é o narrador, mas ele conta a história de outra pessoa – Gatsby, seu vizinho.

Conforme vai se familiarizando de volta com a prima, Nick é um outsider que é convidado para umas tortas de climão das quais ele não está nada habituado. Ele não é de meter o bedelho onde não é chamado, porém, vira peça-chave para um plano que corria antes mesmo dele chegar ali, em West Egg. Mas como “parte da família”, e um homem de posses, ele também é levado para as aventuras de Tom. 
O meu hábito de não julgar as coisas e as pessoas sem as conhecer a fundo... às vezes me tornava o alvo preferencial do tédio dessas pessoas.



Como diz Nick, ele gosta de saber a história completa antes de julgar. Pode-se dizer que é essa a essência do livro, de observar os modos, os motivos, o que move aquelas pessoas, sendo essa “pessoa de fora” que vê mais claramente a dinâmica daquele meio. Na minha primeira leitura, uns três anos ou quatro anos atrás, isso foi uma grata surpresa. Os personagens, tal qual caricaturas, eram de ame ou odeie. Mas, aqui em 2018, como na releitura de Dom Casmurro (reveja resenha aqui), fui um pouco mais longe... Acho que ninguém se salva.


Daisy é uma personagem que é fácil de se odiar. Enquanto escrevo, ainda estou conflituosa no que ponderar sobre, mas também não deixo de pensar que ela é um objeto nas mãos dos homens desta trama. Um troféu, melhor dizendo, numa briga entre “machos alfa”. Ela, como muitas, é fruto de uma sociedade cruel, que não lhe dá opções e não tem vez. A fartura e a segurança compram sua submissão. É difícil comprar seu coração – e Tom e seu status tentam sempre.

Rever Daisy me lembrou de mulheres reais que vi presas a brutamontes pelo casamento. Mulheres que seu único papel é ser “bonita e burra” – e é esse o destino pesado que Daisy vê para sua filha. Não é toda mulher que consegue se sair, tampouco se sentir forte para lutar por outro destino. É doído ouvir/ler de uma mulher que ou é isso ou é isso, nada além disso. Daisy fez a decisão dela – ame ou odeie, porém, não julgue. A decisão de uma mulher nessa posição, com certeza, não é pautada pela futilidade.



Tom representa toda uma escória de famílias abastadas – homens que se dizem de família, de bons modos, mas se utilizam do dinheiro e poder para humilhar, destratar e abusar de quem quer que for – é digno de todo o ranço. Embora Gatsby tenha mais “decência” que Tom, muito de seu ego fala mais alto, desejando o impossível, agarrado ao passado. Ele não aceita um não.


Quanto a Nick, é interessante sua amizade com Gatsby. Ele, como a maioria dos leitores, imagino, fica em conflito sobre o caráter das pessoas, mas não é de se admirar que tome o partido de seu parça. Não importa o quanto ele tente se manter de fora e julgar com “consciência dos fatos”, pois o que ele vê é só o que as pessoas lhes mostram. Mesmo primo de Daisy, ele não conseguiria chegar à cabeça dela. Talvez nem Jordan, única amiga da mocinha, conseguiria alcançar.

O grande Gatsy é um retrato incrível do que foi a vida burguesa no começo do século XX. Dinheiro determinava hábitos, decisões, segurança, porém felicidade nunca faria parte do pacote e todos em algum ponto da vida iriam perceber isso. O meio social, por consequência, era esse, permeado de boatos, fofocas, aparências, hipocrisia; tóxica em diferentes e diversos níveis. Acho que só era/é encarada como época de ouro por essa ilusão que enchia os olhos de muitos. Quando a realidade batia, era tarde demais.

A edição em questão, em mangá ocidental (sem essa de “de trás pra frente”), é maravilhosa, com traços e expressões bem trabalhados. A ambientação, os detalhes, os closes. A essência de Fitzgerald foi respeitada, a fim de entregar ao leitor a experiência da obra sem grandes intervenções. Confesso que esperei terem puxado um pouco mais de Nick (sou só eu ou dava pra vir um ship ali?), coisa que sabia desde o começo que seria um expectativa irreal e impossível, mas né, a cabeça tem dessas. Talvez tenha um headcanon por aí?

O livro é bem rápido, excelente para descanso de uma sentada, só pra colocar a cabeça no lugar de volta. Também é ótimo para quem tem dificuldade para começar clássicos ou pouco lê romances, mesmo que curtos. Recomendo! 
Sempre que tiver vontade de criticar alguém – ele recomendou... Lembre-se primeiro... De que nem todas as pessoas... Tiveram as mesmas vantagens que você.


P.S.: A coleção pocket mangá tá avançando aos poucos – já estou de olho em A Metamorfose, Em busca do tempo perdido, e Ulisses! 


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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Resenha: "O Dueto Sombrio - Monstros da Violência #2" (Victoria Schwab)

Tradução de Guilherme Miranda

Cuidado com spoilers do primeiro livro!

Por Stephanie: Quando li A Melodia Feroz, fiquei encantada pelo mundo de Victoria Schwab, mas tive dificuldades com o enredo. Em O Dueto Sombrio, livro que conclui a duologia, receio dizer que isso se repetiu, e dessa vez em uma intensidade um pouco maior.

O livro se inicia algum tempo depois de seu antecessor, e podemos ver algumas das consequências dos acontecimentos anteriores e também conhecer os rumos tomados por Kate e August. Não faz tanto tempo assim que li o primeiro livro mas tive bastante dificuldade de lembrar de muitas coisas para conseguir me situar na história. Acho que a autora incluiu muitos personagens e novas dinâmicas de maneira repentina, o que pode ter contribuído para a minha confusão. Depois que me acostumei com os novos nomes e termos, a leitura fluiu um pouco melhor. 

Mas aí veio a estranheza, novamente, com o enredo. Para evitar muitos spoilers, prefiro falar o mínimo possível sobre ele. O objetivo de alguns personagens é meio nebuloso, principalmente dos protagonistas e do vilão. Não sei se a intenção de Schwab era de que essa fosse uma duologia desde o início, mas eu acho que uma trilogia poderia ter tido mais sucesso no desenvolvimento de um enredo mais completo.

(...)– Não ficou sabendo? – ela disse, engatando a marcha. – Não existe segurança. – Ela pisou no acelerador e o carro disparou rumo ao Ermo. – Não mais.

August e Kate mostram evolução, e isso foi o que mais gostei em O Dueto Sombrio. Ambos mudaram e não são mais aqueles que conhecemos no primeiro livro. Mesmo assim, a essência de cada um ainda está lá, e acho que é isso o que fez com que eu me apegasse a eles. Vão fazer falta, com certeza.

A obra nos presenteia com alguns plot twists e um final grandioso o bastante para ser digno de uma conclusão de série. Mas como o enredo não foi desenvolvido o bastante, os capítulos finais sofreram, e algumas coisas ficaram em aberto e outras não mostraram o motivo de terem sido incluídas na história.

Tudo isso é uma pena, porque eu acredito que a história de Schwab tinha muito potencial para ser algo bem maior, mais impactante. Acho que essa duologia acabou ficando naquele limbo de histórias que não são ruins, mas também não são tão boas assim. São apenas ok.

(...) Havia um lugar estranho entre o saber e não saber. Onde as coisas podiam habitar no fundo de sua mente sem pesar em seu coração.

Vou continuar acompanhando o trabalho da autora porque continuo achando a criatividade dela acima da média, mas já percebi que seus livros voltados para o público mais velho me encantam mais do que os YA's. De qualquer forma, recomendo a duologia para os fãs de fantasia, principalmente urbana!

Até mais, pessoal!

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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

[Cineclube]: Extinção





Cineclube é uma coluna semanal que tem como objetivo trazer para os leitores do Dear Book, críticas sobre filmes (do retrô até os últimos lançamentos), além de alguns especiais sobre temas do universo cinematográfico, passando eventualmente pelas séries que tocam nossos corações (seja por amor ou total aversão mesmo). Qualquer assunto da sétima arte que mereça ser discutido você vai ver por aqui, no Cineclube.







Titulo: Extinção
Data de lançamento (Brasil): 27 de julho de 2018
Diretor:  Ben Young
Elenco principal: Michael Peña, Lizzy Caplan, Israel Broussard, Tom Riley, Mike Colter, Emma Booth, Erica Tremblay,  Lex Shrapnel
Gênero: Ficção Cientifíca, Suspense


Sonhando recorrentemente com a perda da sua família, Peter (Michael Peña) vê seus pesadelos se tornando realidade quando o planeta é invadido por uma força brutal e destrutiva. Ele luta pela vida e para proteger sua família, descobrindo dentro de si uma força desconhecida capaz de manter todos que amam a salvo.


Extinção é um dos lançamentos recentes na Netflix, e que apresenta uma história de ficção cientifica, sobre o homem que tinha pesadelos sobre uma invasão do céu, com muitas mortes. Apesar de todos disserem que não passava de imaginação, ele no fundo sabia que havia uma razão para eles. E tudo parece se concretizar quando vê as coisas realmente acontecerem. Mas isso é só o começo de uma série de mistérios que surgem e começam a ser desvendados.


Ao ler a sinopse e começar a ver o filme, o telespectador tenha uma ideia bem clara do que vai encontrar: mais um filme de invasão alienígena. Mas o roteiro consegue ser bem inovador e em determinado momento, ele apresenta algo bem diferente e inesperado. Acredito que só por isso o filme já vela bastante a pena. A respeito do elenco, não sei dizer se a escolha do Michael Peña e Lizzy Caplan tenha sido a melhor escolha, eles já são bem conhecidos como coadjuvantes, mas não são tão bons atores assim para protagonistas. Apesar de entender, já na última parte do filme o porque de determinadas atitudes deles.


O filme consegue apresentar um suspense interessante, com cenas de ação, e conseguindo trazer uma dinâmica legal a história. Assim, o filme é bem distribuído e nada cansativo. Ele consegue trabalhar bem os efeitos especiais e os cenários utilizados também. Dando uma qualidade boa a toda a produção.


Como acontece coma maioria dos filmes de ficção, ele possui um final de certa forma em aberto. Tudo é explicado, então não é aquele tipo de filme que causa raiva no telespectador, mas ele fica com uma história secundária aberta, dando a entender o que vem por ai. Assim, pode acontecer no futuro uma continuação, ou como muitas vezes acontece, cabe ao telespectador imaginar o que seguiu a tudo isso.  Mas considero Extinção um filme bem interessante, que consegue ser uma boa diversão a quem decidir dedicar um tempo a ele. Vale a pena conferir essa nova produção da Netflix.











Jayne Cordeiro é de Salvador-Bahia, e tem 26 anos. Enfermeira, com pós graduação em auditoria, sempre foi apaixonada por livros e filmes, e entrou no universo dos blogs em 2015, ao se tornar resenhista literária da página Maravilhosas Descobertas. Além disso, hoje ela também participa do blog O Clube da Meia Noite, como resenhista literária e esporadicamente na crítica de filmes. E agora faz parte do blog Dear Book com a nova coluna sobre filmes, Cineclube.

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Até o próximo Cineclube!
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Ana Liberato