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segunda-feira, 8 de junho de 2020

Resenha: "Função CEO - A descoberta da verdade" (Tatiana Amaral)


Sinopse: "Respirei fundo forçando minha mente a aceitar que aquilo era perigoso e que ceder seria estragar tudo. Eu precisava entender, aceitar e continuar. Por mim, por Abby e por todos que foram subjugados, humilhados e destruídos por causa daquele jogo inescrupuloso, imundo e desumano. Tinha que ter um fim. Porque ninguém recomeça sem finalizar. Não pode existir restos, sobras, pendências. Tudo precisava ser concluído."
Melissa Simon está de volta, mas nem tudo é o que parenta ser. Robert Carter sofre pelos seus erros e anseia pela volta da sua amante, para tanto precisará expurgar todos os seus pecados, reconhecer seus erros e pagar por eles. No último livro da Trilogia Função CEO a verdade não será a arma principal. Robert e Melissa vão descobrir que mentir, enganar e roubar, muitas vezes é a forma mais rápida de conseguir o almejado recomeço. Mas em um jogo onde tudo é possível, quem está contra quem?

Por Jayne Cordeiro: E aqui estamos no final dessa trilogia que devorei  em pouco tempo. Uma trilogia que já tinha ouvido falar e que finalmente tive a oportunidade de ler. E que gostei muito. Comecei a série sem grandes expectativas, e acabei me surpreendendo mais a cada livro, e foi incrível ver, como a minha ansiedade aumentava cada vez que um livro acabava. 

Quando comecei esse fiquei preocupada com o rumo da história, já que a Melissa voltaria bem diferente após os meses afastada, e com uma noticia bem bombástica para Robert e os outros. Será que isso criaria mais problemas para o relacionamento de Robert e Melissa? Será que eles passariam o livro todo separado? Felizmente tudo aconteceu de uma forma excepcional, seguindo uma história dinâmica, cheia de momentos inesperados e ainda com muito romance.

Gostei de como o Robert se tornou mais frágil (se a palavra pode ser essa) emocionalmente. Ele parecia mais humano, mais focado no amor do que no ódio e guerra. Melissa estava mais emotiva e mais reativa do que o normal, mas a autora conseguiu passar e justificar isso, sem deixar que a personagem ficasse chata. Adorei ver a forma madura com a qual os dois se relacionavam.

No geral, foi um livro que consegiu passar para o leitor, diversas emoções.  Diversão,  revolta, drama, romance (muito romance), tudo junto em uma história que se manteve firme o tempo todo, e que trouxe um grande final para a história desses dois. Fiquei feliz de também poder ver algumas cenas apenas dos outros casais, e me diverti muito com a de Bruno e Alexa. Achei o final dessa bela história bem verdadeira e não mudaria nada em relação a como os mocinhos ou vilões se comportaram. Valeu muito a leitura, e indico para todos que gostam do gênero.


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segunda-feira, 1 de junho de 2020

Resenha: "Função CEO - A Descoberta do amor" (Tatiana Amaral)


Sinopse: “Uma vez minha mãe me disse que satanás era o anjo mais bonito do céu e o mais querido por Deus, mas sua beleza o fez acreditar que podia mais. Então, depois de uma guerra, foi atirado ao inferno, e jurou vingança. Para isso escolheu corromper a humanidade. Como? Alguns dizem que através do dinheiro, outros através das palavras, mas muitos juram que foi através da beleza. Robert tinha os três: dinheiro, persuasão e beleza. E roubava de mim todas as virtudes. Eu cobiçava, traía, roubava, tudo em nome do amor que sentia por ele.”

Quando Melissa Simon encontrou Robert Carter seu mundo virou de cabeça para baixo. Quando aceitou ser sua amante, não fazia ideia do que seria estar ao seu lado. Robert Carter e Melissa Simon descobrem o amor, mas para vive-lo precisam se despir dos segredos que circundam a relação. Robert está disposto a contar a verdade. Melissa está segura do seu amor e disposta a enfrentar todos os problemas para permanecer ao seu lado. Juntos, eles vão descobrir que nem sempre o amor é suficiente, a verdade não é capaz de derrubar barreiras e o bem pode não vencer no final. O segundo livro da Trilogia Função CEO, está ainda mais emocionante, onde Melissa e Robert precisarão enfrentar um grande oponente: Tanya, e descobrir que ela não joga para perder.

Por Jayne Cordeiro: Este livro é o segundo da trilogia Função CEO, que comecei a resenhar recentemente. O livro é bem maior que o primeiro, mas isso não é um problema. Na verdade, li ele bem mais rápido, porque eu não conseguia parar a leitura. Enquanto que o começo do primeiro foi mais lento e não tinha me conquistado tanto, o segundo já vem no ritmo e me deixou ansiosa para saber mais.

Gosto muito das interações entre a Melissa e o Robert, e apesar de as vezes quer dar uma sacudida nos dois, a autora consegue criar situações sem ser de forma forçada. A história é dinâmica,  quente e muito romântica, se misturando com segredos, reviravoltas e intrigas. É um livro divertido, doce, sexy e com uma boa carga dramática, o que torna a leitura muito boa.

Fiquei com medo de o livro ter muita enrolação,  considerando seu tamanho e a trama principal, mas não foi o que aconteceu. Muita coisa acontece, e tudo de forma muito bem estruturada, que não dá para enxergar nada como supérfluo. Os personagens não são limitados, e conseguem trazer nuances diferenciadas e que enriquecem bem a história. Não dá pra prever o que vai acontecer, e tudo caminha para um terceiro livro ai da melhor do que tivemos aqui, o que já é muita coisa, já que esse foi uma ótima leitura. E preciso mencionar as capas dessa edição especial da Pandorga, que estão uma mais linda que a outra.



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segunda-feira, 18 de maio de 2020

Resenha: "Função CEO - A Descoberta do Prazer" (Tatiana Amaral)


Sinopse: Não precisou mais do que um olhar para que entendesse que não tinha mais volta. Ela pertenceria a ele. Quando Melissa Simon iniciou o estágio como substituta da secretária executiva do CEO do grupo empresarial C&H Medical Systems, nunca imaginou no que estava se metendo. Robert Carter, líder e maior autoridade dentro da empresa seria o seu chefe. Não bastou mais do que um olhar para que Melissa entendesse que não tinha mais volta. Ela pertenceria a ele. Mas não sabia o que encontraria pela frente. Robert Carter é o chefe e ele estará no comando. Melissa Simon é a estagiária e estará disposta a obedecer às regras. Juntos eles descobrirão que sexo, prazer e amor, nunca mais serão a mesma coisa. Um jogo intrigante de sedução e descobertas, onde o amor é a única carta proibida. A entrega impensada a prazeres nunca antes sentidos e a certeza de que nada mais será como antes.

Por Jayne Cordeiro: "A Descoberta do Prazer" é o primeiro livro da trilogia Função CEO, que não é uma obra nova, mas que agora  tive a chance de ler. No começo fiquei achando que não gostaria do livro, porque não conseguia me apegar a história, não ficava instigada a continuar. Mas na medida em que continuei lendo e dando a oportunidade,  eu comecei a ficar curiosa e o livro começou a fluir melhor. Talvez  culpa tenha sido da dinâmica entre o casal, com Robert sendo muito grosso em um momento e sedutor em outro, e com a Melissa também puxando e soltando do outro lado. Mas depois que eles deixaram cair suas barreiras iniciais, a coisa ficou bem melhor.

Isso não quer dizer que ficou tudo um amor entre eles. Na verdade, ficou uma dinâmica bem interessante, porque Melissa fica sempre se questionando sobre entrar em um relacionamento com um homem casado, que está uma relação obrigatória, e cheia de raiva e desgosto com a esposa. E do lado de Robert, vemos como ele se envolve com a Melissa, mas ainda está preso em uma guerra fria com a esposa. E nesse ponto temos um mistério que prende o leitor: qual o acordo entre Robert e Tanya? O que o obriga  continuar casado e qual é o objetivo dos planos que um tem contra o outro? São perguntas que tanto Melissa, quanto o leitor possuem.

O livro é grande, mas a história não é monótona. Robert é muito mandão e quer as coisas do jeito dele, mas Melissa não aceita tudo sem pelo menos lutar um pouco contra. Não há um ápice na história desse livro, porque acho que ele funciona muito mais como uma introdução de todo o contexto e do inicio do romance entre os dois. Ele deixa várias questões em aberto, que incentivam a ler o próximo livro. No geral, o enredo é bom, a forma como a autora escreve é bem realista, e o leitor se irrita, diverte e questiona junto com os personagens. Para quem gosta do gênero  romance erótico, este é um bom livro para colocar na lista de leitura.



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domingo, 29 de janeiro de 2017

Retrospectiva Dear Book 2016 – Editoras Pandorga e Intrínseca

Se você está procurando por um livro e não sabe bem qual adequar ao momento – ou mesmo está em dúvida sobre levar ou não um livro a mais no carrinho de compras numa promo, vamos destacar neste post livros e trechos de resenhas da nossa equipe, de 2016. Esperamos que isso ajude nossos caros leitores na hora da compra ;) Acompanhem as retrospectivas!

Obs: nem todos os livros são lançamentos de 2016.


~~~~~~~~ EDITORA PANDORGA~~~~~~~~
(nossa parceira <3)
Selos: Pandorga Kids, Pandorga Chronos, Pandorga Nacional, Pandorga Vital


Problemas à vista
Rachel Gibson

Resenha completa aqui

Rachel Gibson domina como ninguém a arte de criar personagens aparentemente rasos, mas que demonstram no decorrer da trama um quê de verossimilhança, os tornando únicos. São pessoas que se escondem por baixo da carapaça de futilidade e encontram nessa sobreposição de camadas uma forma de se protegerem do mundo. Estas pessoas podem, facilmente, ser nós mesmos, pessoas normais sob uma armadura brilhante que irá nos defender da rejeição ou nos proteger das demais decepções diárias. [...] se você quer amor, diversão, humor, erotismo... Este é o livro certo para você!


Minha vida de livro
Janet Tashjian
Resenha completa aqui

Cá com Tashjian temos ainda boas doses de amizade, conspiração juvenil, aprendizados e, vá lá, os velhos costumes da família americana (nunca vou entender como um almoço pode ser um sanduíche de manteiga de avelã...). [...] Se você é desses que adora lembrar como é ser criança, tem essa curiosidade ingênua, curte desenhar ou ler livros com muitas ilustrações... Só acho que vale muito a leitura de Minha Vida de Livro. Leia e depois experimente repassar para os filhos, sobrinhos, irmãos menores, pois imagino que deva ser uma sensação mais gostosa ainda, visto que ele é na medida certa, nem muito, nem pouco e que vocês podem conversar sobre de boa.



Madonna Capadócia
William Fernandez
Resenha completa aqui

Ele passeia entra fatos históricos alternados com fantasia, utilizando a maldição da Madonna Capadócia como artifício fantasioso da história, e que funciona muito bem. Ao meu entender a maldição de Madonna Capadócia é nada mais que os piores fantasmas que assombram os homens que estiveram em campos de batalha na guerra, algo como um pós-trauma que foi personificado na história através da maldição.
A história é muito bem construída e tem diálogos fascinantes e extremamente filosóficos acerca da sociedade, da guerra e dos valores da época.
Minha única decepção com o livro foi a má revisão que pode ser um tanto traumatizante pra alguns leitores. [...] Triste que o autor fez um ótimo trabalho que, na minha opinião, acabou perdendo um pouco de seu valor pela má revisão do livro.


~~~~~~~~ EDITORA INTRÍNSECA ~~~~~~~~



Esposa 22
Melanie Gideon
Resenha completa aqui

Gostei bastante como a autora partiu de um momento tão crucial da história e trouxe mais quinhentos nesses entrelaces de cotidiano real e cotidiano virtual. Essa ideia de como ambas as esferas podem coexistir, e às vezes prejudicar nossa convivência e comunicação, é uma boa jogada nesse romance. Com uma escrita bem leve, clean e simples, a autora mostra que nem sempre é preciso absurdos ou tramas extraordinárias para apresentar uma boa história interessante e engraçada. Bateu até feelings de Martha Medeiros. [...] Entre mistérios, loucuras e costumes, Esposa 22 mostra ser uma verdadeira pegadinha para os leitores. Mais que mera comédia e mais que mera história de família, há ganchos e há grandes reviravoltas à espreita para surpreender. Quando você acha que vai ser clichê, a Melanie vai lá e te arrasa, simples assim.


Silo
Hugh Howey
Resenha completa aqui

Silo é uma distopia que começa nos deixando cheio de dúvidas, e que compensa seu andar um tnto quanto arrastado até lá pelas páginas 120/150 com o ritmo acelerado em que as coisas acontecem a partir de então.
A história é contado a partir do olhar sobre três núcleos de personagens diferentes, o que nos faz ir descobrindo aos pouquinhos, junto com eles, as mentiras encobertas com sangue e as verdades que não parecem melhorar o quadro geral da situação.
Até o último instante, não sabemos bem o que pensar com o que vamos descobrindo, o que sentir, como reagir à narrativa de Howey, que vai acrescentando uma tensão crescente até culminar no final arrebatador do livro, que encerra um ciclo mas não resolve boa parte da trama maior que o autor conseguiu criar.


Ordem
Hugh Howey
Resenha completa aqui

O livro vai alternando passado e presente, de uma forma que, em determinada parte, as duas viram uma só e as coisas começam a fazer sentido, até esbarrar na história que acompanhamos em Silo. Na verdade, vemos o que acontecia do outro lado, a forma como o Silo 1 lidou com a situação provocada por Juliette.
A narrativa de Hugh é forte, cheia de reviravoltas e, confesso, faz despertar também nosso lado paranoico de ver as situações. Como as coisas devem estar se dando nos bastidores, agora, enquanto estamos confortáveis sentados em nossas casas? Realmente sabemos que são as pessoas importantes por detrás das pessoas importantes, aquelas que tomam todas as decisões? E será que elas sabem o que estão fazendo?
Um final que só me deixa uma alternativa: correr para a livraria e comprar o último capítulo dessa história, “Legado”.


Pax
Sarah Pennypacker
Resenha completa aqui

Disfarçado de fábula infantil, esse livro é uma reflexão sobre as consequências da guerra, seus prejuízos e suas dores. Leia essa aventura como uma jornada de autoconhecimento. [...] Preciso falar das ilustrações de Jon Klassen, são uma poesia visual. A edição da Intrínseca por si só é uma obra de arte. Vale muito a pena apreciar essa fábula moderna. 


Veja outras retrospectivas aqui

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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Resenha: "Madonna Capadócia" (William Fernandez)



Por Marianne: Sempre fico feliz ao receber livros de autores brasileiros. É a oportunidade de conhecer e divulgar quem tanto batalha pra ter seu livro publicado nessa nossa terrinha onde tudo é sempre tão difícil.
Madonna Capadócia conta a história de Mileva, uma alemã que passa uma temporada na Ucrânia e lá conhece Magnus, Aleksei, Sasha e Shura. Apesar das diferenças sociais, Mileva é filha de aristocratas alemães e as outras crianças são filhos de camponeses ucranianos, a amizade entre eles se desenvolve rapidamente, como deve acontecer quando pré-adolescentes nas casas de seus quatorze anos se encontram.
   Mileva e Magnus desenvolvem um relacionamento mais próximo e intenso. É gostoso acompanhar o jovem casal descobrindo o primeiro amor e desenvolvendo dentro de si o carinho um pelo outro.

 Por alguns minutos, Magnus seguiu calado. A verdade é que, desde o dia que a conhecera, buscava continuar sua vida normalmente. Tinha consciência de algo mudara dentro dele, porém, aquela altura, com todos os problemas que o cercavam, sentia-se fraco e esgotado de tanto indagar a Deus o motivo de tudo aquilo. Por isso, achava que, talvez, daquela forma, fosse melhor. Pensava que seu mundo era pequeno para ela, não havia espaço para sonhar com aquela aventura. Tinha um pai ditador, uma irmã que lhe exigia os maiores cuidados, teria de trabalhar duro para viver, enquanto Mileva era uma menina alemã abastada que talvez nunca precisasse trabalhar.

    Mas a temporada de Mileva na Ucrânia está chegando ao fim, e mesmo sabendo da distancia e dos obstáculos geográficos que tem pela frente o casal promete continuar a se corresponder.
   Alguns anos depois quase tudo que existia na Ucrânia de 1932 está diferente. Os amigos se separaram e cada um seguiu com seu destino na tentativa de sobreviver à Segunda Guerra Mundial. Magnus agora é conhecido como Antony, um prestigiado atirador de elite da URRS e Mileva mudou de identidade e agora é Catarina, uma espiã alemã.
   Separados pelas tragédias do passado os amigos não tem ideia de que estão mais próximos do que podem imaginar. E, além disso, nem imaginam que uma maldição despertada ainda quando eram crianças e brincavam pelos campos na Ucrânia está de volta para assombrá-los nesses tempos de guerra.
   Ao começar a leitura, pela sinopse do livro e pela introdução do autor, tive certeza de se tratar de um romance que relata a vida de amigos que tiveram sua vida afetada durante a guerra. Mas o livro é muito mais do que isso. Ele passeia entra fatos históricos alternados com fantasia, utilizando a maldição da Madonna Capadócia como artifício fantasioso da história, e que funciona muito bem. Ao meu entender a maldição de Madonna Capadócia é nada mais que os piores fantasmas que assombram os homens que estiveram em campos de batalha na guerra, algo como um pós-trauma que foi personificado na história através da maldição.
   A história é muito bem construída e tem diálogos fascinantes e extremamente filosóficos acerca da sociedade, da guerra e dos valores da época.
   Minha única decepção com o livro foi a má revisão que pode ser um tanto traumatizante pra alguns leitores. Em algumas linhas a fonte muda completamente, frases são repetidas em sequência e palavras com a grafia errada aparecem bastante durante a leitura. Triste que o autor fez um ótimo trabalho que, na minha opinião, acabou perdendo um pouco de seu valor pela má revisão do livro. Fica a dica pra editora Pandorga, tenham mais atenção e dedicação com seus autores!
Essa foi a minha resenha de hoje, espero que tenham gostado e até a próxima!


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sexta-feira, 13 de maio de 2016

[Lançamentos] Editora Pandorga


Lançamentos da Editora Pandorga

Olha só pessoinhas lindas do meu Brasil, mais alguns lançamentos fantásticos da Editora Pandorga, tem alguns que já está na minha lista, cada história mais linda que a outra e quando você se apaixona só pela capa então!

Aqui estão algumas resenhas da Editora feita pelo Dear Book.

Agora vamos aos lançamentos \0/

Lançamentos:

Um coração entre dois Mundos - O Beijo da Vida -, Camille Storch
Mel foi obrigada a deixar tudo o que amava e conhecia em Londres para viver no Brasil, país com o qual não tinha familiaridade alguma e mal conhecia a língua, sabendo que jamais voltaria para sua querida Londres. Mais uma vez, sentia que seria um peso para sua família. Tudo muda quando, logo no primeiro dia de aula em São Paulo, ela é sequestrada e deixada em um quarto escuro, com apenas uma cama. É nesse lugar que ela conhece Sam: um homem lindo e com longos cabelos negros, a última pessoa que poderia encontrar em um lugar tão horrível. Sam diz que Melanie é especial e possui um dom único, e é por isso que ele precisa leva-la até seu mestre.
Agora, ela terá de se preparar para enfrentar desafios que jamais acreditou serem reais. Em meio a um mundo mágico e inexplicável, cheio de anjos, demônios e seres mitológicos, Mel irá lutar pelas pessoas que ama e descobrir o verdadeiro propósito de sua existência.
Em meio a essa emocionante jornada, a autora busca alternativas inusitadas e criativas para enfrentar os impasses e atravessar a ponte para a próxima aventura. Melanie descobrirá que deve acreditar mais em si mesma.

Casei. E Agora?, Tatiana Amaral
 Cleo uma mulher bonita e inteligente, viaja para Las Vegas com suas melhores amigas, após seu
noivo decretar que só iria se casar, caso eles ficassem 30 dias afastados, sem contato algum. Arrasada com a notícia aceita a proposta de suas amigas e viaja a Las Vegas, sem pretensão alguma e contando os dias para voltar aos braços de seu noivo. O que ela não sabia era que sua vida iria mudar totalmente, a partir do momento em que conhece Douglas, o homem mais bonito e sedutor que já conheceu, e que ele, por causa de uma noite de bebedeira, iria se tornar o seu marido. O que fazer agora? Como voltar aos braços de seu noivo? Será que ela ainda ama seu noivo? Afinal ela havia casado em Las Vegas.“Você pode se surpreender quando perceber que em algumas situações, sua nova experiência pode ser tornar o que existe de melhor e que muitas vezes ela não é o que você espera e sim algo bem mais profundo do que isso.” Cléo é uma jovem escritora, cheia de sonhos, que vive uma vida certinha com o seu noivo onde tudo está em seu devido lugar. Mas ela quer casar e para isso acaba concordando com uma condição inusitada: um acordo onde ambos deveriam ficar um mês separados para adquirir novas experiências. E é assim que ela, mesmo contra a sua vontade, acaba em Las Vegas, com suas amigas, para a sua “despedida de solteira estendida”. Sua única vontade é fazer o tempo passar mais rápido. No entanto os planos de Cléo são ameaçados quando ela conhece Douglas. A vida de Cléo muda completamente quando ela acorda, após uma noite de curtição, e descobre que está casada com Douglas. Agora precisa correr contra o tempo para conseguir o divórcio e voltar para casa a tempo de recuperar o seu relacionamento com John. Contudo, as coisas não são mais como eram antes. Embalados pelos novos sentimentos que brotam desta relação, precisaram escolher entre esquecer o passado e se permitirem viver este amor, ou esquecer a aventura e retornarem as suas vidas.


Madonna Capadócia, William Fernandez
Em 1932 a Europa se preparar para enfrentar tempos críticos. Com a ascensão de Hitler e a tirania de Stalin, Alemanha e URSS emergem e a Europa está ficando pequena demais para a ambição de seus líderes. É nesse cenário que Mileva, filha de aristocratas alemães, conhece Magnus e seus amigos em uma fazenda na Ucrânia. É a primavera do mesmo ano e eles fariam algo mágico. Porém, essa primavera trouxa muito mais do que uma grande história. Um antigo mal foi despertado para assombras as guerras que virão e caberá a esses jovens colocar um fim na maldição.
Anos mais tarde, Magnus, agora Anatoly, capitão dos atiradores de elite da União Soviética, luta na segunda guerra em Stalingrado para proteger seu país, sua família e combater a loucura não apenas do Führer alemão, mas de seus compatriotas. É sob esse título que ele reencontrará Mileva, espiã alemã agora conhecida como Catarina. Apenas Mileva tem a chave de um segredo que Magnus procura desesperadamente, perguntando-se como uma maldição de mais de um século poderia vencê-lo. Se o sangue é a moeda de todas as maldições, em Stalingrado, todas as dívidas serão pagas e seus destinos serão selados.


Sussurros da Meia-Noite, Daniel Pedrosa, Juliana Velonessi, Leandro Reis e Stefânia Andrade
Espíritos malignos, seres escondidos nas sombras, animais que vagam pela noite e amuletos amaldiçoados são alguns dos elementos encontrados nessa coleção de contos assustadores.
Sussurros da meia-noite transporta o leitor a um mundo de mistérios e perigos que fará com que passe a escutar os sons da escuridão de maneira suspeita e cautelosa.

TRANQUE AS PORTAS E JANELAS DE SUA CASA, ACENDA O ABAJUR E BOA LEITURA!





O Negro Gato - Ladrão ou Herói?-, Roney Dias
Durante a Guerra Fria inicia-se o projeto do Supersoldado, visando a criação de uma equipe que usará seus poderes e mutações genéticas para defender os Estados Unidos e realizar missões especiais. Com o cancelamento do projeto e o fim das pesquisas científicas, Joseph, cientista chefe da operação, procura por um lar para sua mais bem-sucedida cobaia, Patrick, cuja modificação no DNA lhe dá superagilidade e poderes. Após anos de sofrimento superando um passado obscuro, a cobaia se torna o Negro Gato, o mais famoso ladrão do mundo, do qual nem mesmo o FBI consegue se aproximar.
No entanto, a ambição não é facilmente deixada de lado, e o militar Myson é incumbido de recuperar as informações perdidas sobre o projeto há muito esquecido. Sua investigação lhe dá uma pista sobre a verdadeira identidade do Negro Gato e o destino da pesquisa cientifica que o originou.
Vivendo à margem da lei, o anti-herói enfrenta inimigos cada vez mais habilidosos e precisa usar toda sua inteligência para manter seu disfarce. Ao final da história, será o Negro Gato apenas o ladrão ou um verdadeiro herói?

O Menino que Pedalava, Cassia Cassitas
Quando Elizabeth viajou à África do Sul deixando Mário em meio à preparação dos Jogos Olímpicos de 1992, eles não imaginavam que ali começava a verdadeira jornada que mudaria suas vidas.
De volta ao Brasil, Elizabeth deu a luz ao menino André, que, contrariando todas as expectativas, se interessa pelo ciclismo. Com a ajuda dos pais, de seu treinador e de um empenhado médico, André passa a conviver com uma nova realidade, muitas vezes difícil de entender e de lidar.
As dificuldades em se adaptar a complicada rotina de atleta, o temperamento rebelde, a superproteção dos pais e as inquietações e desejos de qualquer adolescente vão sendo deixados para trás, enquanto nosso herói corre em direção as Paraolimpíadas de Pequim.
Mais do que uma simples história de superação e garra, O Menino que Pedalava é um relato impressionante que tem o poder de despertar em nós o espírito adormecido da solidariedade, da coragem e da luta por um ideal, em um momento mais do que oportuno, quando André se prepara para competir nas Paraolimpíadas do Rio, em 2016.

Para conferir tudo o que há de novo na Editora e ver seus lançamentos é só clicar Aqui e ver tudo o que rola na Editora Pandorga, ficar dentro das novidades.
Como vocês podem ver, tem livros lindos com histórias maravilhosas. E quem não gosta de uma boa história afinal? 
Quais são os seus livros mais esperados? O que esperam da Editora Pandorga? Deixe nos cometários o que acharam e o que querem ver!

Até a próxima galerinha, um abraço!

Equipe Dear Book, Clarissa

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Resenha: “Minha Vida de Livro” (Janet Tashjian)

Por Kleris: Oi, pessoal. Voltei aos infantojuvenis! Esse, em particular, é de uma leiturinha bem deliciosa e rápida. Daria um filme legal daqueles da Sessão da Tarde, mas em alguns pontos a história é muito melhor contada em livro. É justo o tipo ideal de encontrar numa biblioteca de escola – aquele bom e velho achado.

Minha Vida de Livro é uma história contada por Derek, de 12 anos, quem está para entrar de férias e tem uma lista de livros para ler antes de começar as aulas. Mas por que ler coisas da escola quando se tem tanto pra fazer no tempo de descanso? Os pais de Derek fazem de tudo para que o menino dê uma chance ao menos a um livro, chegam até a oferecer chocolate por cada página lida. Enquanto não conseguem algum resultado, Derek se joga em um mistério que muito por acaso cai do sótão da casa. De repente algumas coisas soam suspeitas demais e vale uma investigaçãozinha sobre tal a reportagem que a mãe guardou por tantos anos. 

Eu jogo o jornal para ela, e quando ela pega, sua expressão muda:
— Você não tem nada a ver com isso — ela diz.
— Eu sei — respondo. — Só queria saber por que está guardado.
Ela sobe alguns degraus da escada, me puxa pela cintura da calça e me agarra antes de eu cair no chão.
— Em vez de inventar uma história, você vai ler uma.
Ela enfia o artigo de jornal no bolso de trás e coloca o livro da biblioteca na minha mão.

É verão (época de férias lá nos EUA) e Derek quer apenas se divertir, mesmo que isso represente fazer zeros nadas (quem nunca?). Mas como seu melhor amigo, Matt, viaja com a família e Derek se vê sem muitas opções senão aprontar sozinho, ele acaba sendo matriculado em um acampamento de estudos. Contra a corrente, o menino não deixa a imaginação de lado e ainda assim tenta se divertir à sua maneira. Até porque tem todo um rolo de suspeitas acontecendo e o intrigando. 
Se minha vida fosse um livro, eu teria minhas próprias incríveis aventuras em vez de ler sobre as de outra pessoa. Se eu fosse o personagem principal de uma história interessante, em vez de um garoto que precisa ficar sentado e ler o dia inteiro, passaria o verão tentando descobrir como aquela menina do jornal morreu.

As traquinagens do Derek impressionam os pais, que ora vão lá dar aquele puxão de orelha, ora entendem que não é preciso dar uma dura. É uma família, diga-se de passagem, tranquila, bem cotidiana – o pai trabalha com ilustração para filmes e a mãe é veterinária, o que não é nada muito extraordinário, mas que tem um bom peso dentro da história.

Achei interessante que Janet coloca assuntos tensos de maneira leve e agitada ao mesmo tempo, conferindo um pico aqui e ali de emoção. Você acaba rindo muito pelas traquinagens (como quando Derek sobe no telhado pra mexer na antena e isso pode interferir o programa de Tv que o pai assiste ou quando Derek sequestra um macaco da clínica da mãe, só porque seria muito massa poder brincar com um), e gruda-se ainda mais no livro quando o suspense surge (acredite, tem um bocadinho). Não é bem uma aventuuuura, é mais sobre descobrir histórias sobre sua vida que nem sua família poderia ter noção.

Embora a trama pareça ser bem simples, ela é bem construída. Há mistérios, há cotidiano, há bobices e surpresas que se encaixam perfeitamente. Como já comentei em outras resenhas, tenho um tombo inteiro por metaficção (ficção que fala de ficção) e aqui em Minha Vida de Livro você vê algo semelhante, algo como metaleitura (uma leitura sobre leitura) – o que dá aquele toque de como mediar leituras para crianças a partir da visão de uma. Muita gente começa com quadrinhos e Minha Vida de Livro trata bem disso, dessa transição e expandir a imaginação. O livro também te dá umas boas perspectivas, tanto sobre como mediar esse “salto”, quanto sobre a vida e a própria relação de pais e filhos. 
Na verdade, eu gosto de ler. Se me deixassem sozinho com o Calvin, o Haroldo, o Garfield, o Bucky, A Turma da Mônica, eu leria o dia inteiro. Mas querer forçar uma criança a alguma coisa tão pessoal quanto leitura? [...] finjo que sou um espião sendo torturado por forças poderosas do mal que me obrigam a praticar “leitura ativa” pra não ser morto por algum assassino estrangeiro.

Apesar de nunca ter lido de fato O diário de um banana, a minha sensação foi de total lembrança a essa série, pois envolvem meninos ingênuos, amizades de criança, ilustração, um ritmo bem corrido de leitura e umas traquinagens de meninada. Cá com Tashjian temos ainda boas doses de amizade, conspiração juvenil, aprendizados e, vá lá, os velhos costumes da família americana (nunca vou entender como um almoço pode ser um sanduíche de manteiga de avelã...).


  

A edição, inclusive, super corrobora para uma boa apresentação do livro – traz desenhos nas margens das páginas, que representam parte das atividades de Derek durante as férias (ilustrações essas feitas por um real garoto de 15 anos); traz também uma tipografia (tipo de letra) em letras maiúsculas, que passa aquela urgência e agitação de Derek em contar as coisas; isso sem falar da capa dura (um mimo só!).

Se você é desses que adora lembrar como é ser criança, tem essa curiosidade ingênua, curte desenhar ou ler livros com muitas ilustrações... Só acho que vale muito a leitura de Minha Vida de Livro. Leia e depois experimente repassar para os filhos, sobrinhos, irmãos menores, pois imagino que deva ser uma sensação mais gostosa ainda, visto que ele é na medida certa, nem muito, nem pouco e que vocês podem conversar sobre de boa. Enfim, re-co-men-do.

Fico aqui, apenas desejosa por mais livros da Jane Tashjian – ela tem até série publicada. Espero que logo despontem no Brasil ;) 
Ao colocar minhas canetinhas e o caderno na mala, eu me sinto como se praticamente tivesse ajudado papai em alguma coisa importante. Talvez ele possa retribuir o favor me ajudando a convencer mamãe a adotar um macaco.


Até a próxima!

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Ana Liberato