segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Resenha: "Lobo por Lobo" (Ryan Graudin)

Tradução de Guilherme Miranda

Por Stephanie: Imagine um mundo em que Hitler venceu a guerra. Um mundo dominado pelo autoritarismo, violência e punição como forma de controlar a população, onde apenas uma parcela das pessoas é considerada digna. É nesse cenário que Lobo por Lobo inicia sua história e nos traz uma visão sobre a Segunda Guerra Mundial ainda mais sombria e devastadora, acompanhada de uma jornada de uma garota em busca de vingança.

Acompanhamos a história de Yael, uma jovem judia que desde pequena foi escolhida para participar de diversas experiências em laboratórios alemães. Essas experiências deram à Yael uma certa habilidade que irá capacitá-la para cumprir a missão de sua vida: assassinar Hitler. Para tanto, ela precisará competir em uma corrida de motocicletas que irá criar a oportunidade ideal para Yael alcançar seu objetivo.

Lobo por Lobo é um livro um pouco difícil de encaixar em um único gênero. Ele pode ser compreendido como ficção histórica, já que usa um fato histórico como base para o enredo, porém há muitos indícios de ficção científica, que é abordada quando Ryan Graudin nos mostra as experiências feitas pelo governo alemão. Junte isso a aventura e ação e temos uma obra que transborda originalidade, e não se perde mesmo em meio a tantos acontecimentos.
Porque o dia seguinte era o começo do fim. Ela correria da Germânia até Tóquio. Venceria o Tour do Eixo e seria convidada para o Baile da Vitória. Mataria o Führer e, consequentemente, o Terceiro Reich. Estava disposta a atravessar o mundo para mudá-lo. Ou a morrer tentando.
Mesmo com diversos elementos compondo Lobo por Lobo, Ryan prefere focar mais no evento da corrida do que na construção de mundo. Temos uma boa base para nos situar nesta Alemanha dos anos 50, e é possível perceber a opressão do governo sobre a população. Há a menção de campos de trabalho forçado, mas pouco se fala sobre o racismo e o preconceito contra judeus. Tudo fica um pouco subentendido neste sentido. Senti falta de mais exploração a respeito da sociedade. Os diálogos soam bastante atuais, como qualquer outro livro de YA, então talvez se a ambientação tivesse sido melhor elaborada, seria mais fácil enxergar os personagens como pessoas daquela época.

Em relação aos personagens, são muito bem construídos; ninguém é caricato ou unidimensional. Yael foi minha favorita, mas também simpatizei com Felix, Vlad e Babushka. Os personagens com quem Yael tem uma proximidade maior foram todos muito bem trabalhados; por meio de seus flashbacks foi possível sentir tudo o que a protagonista vivenciou com eles.
Ela era a predadora daquela vez. Não a presa. Nunca mais.

Sobre a corrida em si, acho que é melhor não comentar muito para não entregar nenhum spoiler. O que posso dizer é que mesmo nos momentos mais críticos, o ritmo da leitura não é tão frenético, e isso foi um ponto negativo pra mim já que me fez demorar bastante para ler. 

As reviravoltas finais são bem legais e fazem a história valer a pena. Portanto, mesmo com os defeitos que identifiquei, vou ler a continuação e espero que a experiência consiga superar a que tive com este primeiro volume!

Até a próxima, pessoal!
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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Resenha: “Do que eu falo quando eu falo de corrida” (Haruki Murakami)

Tradução de Cássio de Arantes Leite
Por Kleris: Murakami me arrebatou em Romancista como vocação (reveja resenha aqui) e nele descobri Do que eu falo quando eu falo de corrida, em que descreve uma ponte notável entre escrita e corrida. Diz Haruki que é este o estilo de vida que o melhor sustenta. Como ele, me identifico quando se trata de aliar um exercício físico que se ama com alguma produção (no caso, escrita). Isso significa qualidade em diversos níveis – produção textual de qualidade, tempo de qualidade, valor de qualidade, aproveitamento de qualidade, vida de qualidade. 
Por mais mundana que uma ação possa parecer, fique nela tempo suficiente e ela se tornará um ato contemplativo, meditativo, até.

Nesta proposta de leitura em especial, Murakami nos envolve de maneira esplêndida ao explorar variados aspectos da corrida – quase como um livro de memórias. Do que eu falo quando eu falo de corrida traz um conjunto de registros lá da virada do século – da década de 90 e os primeiros anos de 2000. São notas escritas despretensiosamente em meio ao que se vivia; na verdade, o impacto das corridas no dia a dia, seja como realização pessoal, seja como mera atividade física. 
Os pensamentos que me ocorrem quando estou correndo são como nuvens no céu. Nuvens de todos os tamanhos diferentes. Elas vêm e vão, enquanto o céu continua o mesmo céu de sempre. As nuvens são meras convidadas que passam e vão embora, deixando o céu para trás. O céu existe ao mesmo que não existe. Possui substância e ao mesmo tempo não. E nós meramente escolhemos essa vasta expansão e nos deixamos abrigar.

A sensação é de ter entrado no escritório do autor e, no meio de uma papelada, ter encontrado algum tipo de diário, que de imediato folheamos. Encontramos relatos honestos, humildes e reflexivos – em sua maioria, divagações que envolvem de tudo um pouco, como a escrita, livros, traduções, escritores e estilo de vida.

Murakami nos conduz com leveza. Ele tem um jeito impressionante de nos sugar atenção e nos colocar no local exato ao que estava. Tem até momentos de suspense! Em sua jornada de maratonas, vivemos e torcemos. Corremos também quase lado a lado, folheando tudo bem rapidinho.  
Não — esqueça a cerveja. E esqueça o sol. Esqueça o vento. Esqueça o artigo que tem de escrever. Apenas se concentre no movimento do pé adiante, um depois do outro. É a única coisa que importa.

Acho que o que mais conquista (novamente) é seu carisma, desde a construção de texto às ideias que quer passar. Nada egocêntrico, ele deixa claro o que faz/fez, sem induzir ou forçar a barra. Quer dizer, ele respeita a escolha do outro (ou pelo menos se esforça muito pra isso). É bacana ver como se aceita, em suas forças e em suas falhas, sempre a reforçar algo bom de si, favorecer sua saúde mental ou mesmo sincronizar a atividade com seu singular eu. 
Quando corro digo a mim mesmo para pensar em um rio. E nuvens. Mas em essência não estou pensando em uma coisa. Tudo que faço é continuar correndo em meu próprio vácuo aconchegante, caseiro, meu silêncio nostálgico. E isso é uma coisa maravilhosa. Digam as pessoas o que disserem. 
Eis por que a hora e pouco que passo correndo, preservando um tempo só meu, em silêncio, é importante para me ajudar a manter o bem-estar mental. Quando estou correndo, não preciso conversar com ninguém e não tenho que escutar ninguém falando. Tudo que tenho que fazer é olhar para a paisagem que passa por mim. Essa é uma parte de meu dia sem a qual não consigo viver.

Apesar de algumas notas suas enfatizarem âncoras de bem-estar, estados contemplativos e percepção, não tem nenhum lenga-lenga sobre saúde. Como eu disse, ele não tem interesse de “converter” ninguém para a atividade física. Seus registros são apontamentos que fez basicamente para si – para revisitar de tempos em tempos e se autoavaliar. Mas são tão bons que não podiam ficar na gaveta, né?  
Os pensamentos que me ocorrem quando estou correndo são como nuvens no céu. Nuvens de todos os tamanhos diferentes. Elas vêm e vão, enquanto o céu continua o mesmo céu de sempre. As nuvens são meras convidadas que passam e vão embora, deixando o céu para trás. O céu existe ao mesmo que não existe. Possui substância e ao mesmo tempo não. E nós meramente escolhemos essa vasta expansão e nos deixamos abrigar. 
Mas por mais determinada que seja a pessoa, por mais que possa odiar a ideia de perder, se não for uma atividade da qual realmente gosta, não vai continuar nela por muito tempo. Mesmo que o faça, não seria nada bom para essa pessoa.
É por esse motivo que nunca recomendei a corrida para os outros. Faço questão de nunca dizer algo como: “Correr é ótimo. Todo mundo deveria tentar.” [...]
Mesmo assim, alguém pode ler este livro e dizer: “Ei, vou experimentar correr um pouco”, e depois descobrir que gosta. E é claro que isso seria maravilhoso. Como autor do livro, eu ficaria muito feliz se isso acontecesse. Mas as pessoas têm seus próprios gostos e antipatias. Algumas são mais afeitas para correr em maratonas, outras, ao golfe, outras, a jogos de azar.

Há, claro, esse compartilhar de experiências, a descrever condições de corrida, ritmo e preparação. Percebe-se, no entanto, que o que se sobrepõe a tais é justo o aprendizado, seu interesse maior de registro.   
Por mais que você fique ali nu se examinando diante de um espelho, nunca vai ver refletido o que existe por dentro.

Do que eu falo quando eu falo de corrida é uma excelente opção de leitura aos aficionados por corrida, exercício físico, esportes de atuação solo. Maratonas, energia, quilômetros, aliás, são palavras-chave. Murakami, porém, vai bem além. Seus textos hipersensoriais criam uma espécie de redoma que se desenha em um momento de apreciação e nela concentra o pensamento – senão, a luta pelos nossos sonhos. Recomendo! 
[...] decidi que deveria apenas escrever honestamente sobre o que penso e sinto quanto a correr, e me ater ao meu próprio estilo. [...] a maior parte deste livro registra meus pensamentos e sensações em tempo real. [...] Talvez não sejam grande coisa, mas são lições pessoais que aprendi ao pôr meu corpo efetivamente em movimento [...] Pode acontecer de essas lições não se prestarem a generalizações, mas é justamente porque o que é apresentado aqui sou eu, o tipo de pessoa que sou. 
As pessoas às vezes zombam de quem corre todo dia, alegando que é uma tentativa desesperada de viver mais. Mas não acho que esse seja o motivo pelo qual a maioria corre. A maioria dos corredores corre não porque queira viver mais, mas porque quer viver a vida ao máximo. [...] Forçar a si mesmo ao máximo dentro de limites individuais: essa é a essência de correr, e uma metáfora aplicada à vida — e, para mim, ao ato de escrever, também. Acredito que muito corredores concordariam. 
Às vezes, quando estou praticando uma palestra em minha cabeça, me pego fazendo todo tipo de gesto e expressão facial, e as pessoas que passam por mim na direção oposta me lançam um olhar estranho. [eu na vida]

Até a próxima!

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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Resenha: "Em busca de Watership Down" (Richard Adams)

Tradução: Rogério Galindo

Por Sheila: Oi pessoas! Como estão? Trago a vocês hoje a resenha de um clássico da literatura de fantasia - do qual, confesso, nunca havia ouvido falar - com uma temática um tanto quanto inusitada.

Lançado originalmente em 1971, o livro todo fala apenas de uma coisa: Coelhos. Watership Down é o lugar buscado por um bando de coelhos mirrados e assustados que acreditam nas premonições de Quinto, um coelho vidente, que prevê a destruição da toca onde até então eles viviam.

Ele começou a choramingar de medo.
- Mas que tipo de coisa, do que você esta falando? Achei que você disse que não tinha perigo.
- Não sei exatamente o que é - respondeu Quinto, aflito - Não tem perigo aqui, pelo menos não neste momento. Mas ele esta chegando... esta chegando. Ah, Avelã, olhe! O campo! Esta coberto de sangue! 

Desse antigo viveiro partem 10 coelhos: Avelã, o amigo de Quinto que acreditou em suas visões e decidiu que era hora de ir embora, e acabou por virar o novo líder; Topete e Prata, coelhos grandes da Owsla, o que quer dizer que eles eram o segundo em comando na hierarquia dos coelhos; Sulquinho, um amigo de Quinto; Leutodonte e Dente-de-Leão, chamados de periféricos e que viram na partida uma boa chance de subirem de posição; Amora que, com sua inteligência, superou muitos obstáculos no trajeto; e Verônica e Bolota, coelhos que também viam poucas perspectivas em continuar no antigo viveiro.

Ou seja, nem todos estavam seguindo Quinto em função de seus aparentes "dons" premonitórios; alguns eram o que poderíamos chamar de simples aventureiros, sem nada a perder, ou jovens inconsequentes em busca de uma mudança, o que em alguns momentos dificultou a jornada, visto que houveram muitos momentos em que as sensações de Quinto foram ignoradas, inclusive por Avelã, o que acabou sendo quase fatal para alguns deles.

Basicamente, o livro contará as aventuras e perigos que estes lindos coelhos antropomorfizados irão enfrentar até chegar a essa mítica colina vislumbrada pelas visões de Quinto, o coelhinho com premonições; bem como os desafios de se estabelecer nesse novo local e fazer com que o novo viveiro prospere em meio aos perigos naturais que os coelhos precisam enfrentar: construção de abrigos apropriados, proteção contra predadores naturais etc.


Além disso, nossos intrépidos coelhinhos também possuem sua própria cultura, língua, mitos de criação do universo, provérbios e, até mesmo poesia, encontrada em um viveiro onde os coelhos já não sabiam mais exatamente como era ser selvagens.

Ao mesmo tempo em que o livro é uma fabula lindíssima, e você não deixa de em algumas passagens pensar num "ah, que coisa mais ffoffa" - afinal, gente, são coelhinhos! Os seres felpudos mais cuti-cuti do universo - há passagens carregadas de drama, violência, loucura e muita agressividade, o que faz a leitura ficar um tanto quanto sombria.


O autor aproveita para trabalhar muitos temas fortes em sua narrativa, como a opressão de um sistema autoritário e fascista, delírio coletivo e loucura, sobrevivência do mais forte, alienação cultural entre outros; mas também fala de solidariedade, empatia, generosidade e dos benefícios de se viver em uma comunidade onde há respeito e união.

Uma curiosidade é que o autor nunca imaginou a grandiosidade que sua obra atingiria. Começando como uma história para entreter suas filhas em uma longa viagem de carro, "Em busca de Watership Down" ganhou a Medalha Carnegie, a Medalha Guardian Prize e outros prêmios literários e foi rejeitado por todas as grandes editoras de Londres, sendo quase um Harry Potter da década de 70.

Ah, e claro, o livro foi re-impresso em capa dura com imagens em alto relevo, folhas amarelas e de alta qualidade e uma diagramação LINDA que fazem com que esse livro mereça destaque na minha estante! Muito obrigada Editora Planeta por esse relançamento MARAVILHOSO!

Livro recomendadíssimo!

Ps: Ah! Já ia esquecendo! Neste ano, a Netflix confirmou o lançamento de uma série de animação baseada no livro. Ansiooooooooosa já! Bjinhus!

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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Resenha: "Amaldiçoado" (Joe Hill)

Tradução: Bárbara Heliodora & Helen Potter Pessoa

Sinopse: Ignatius Perrish sempre foi um homem bom. Tinha uma família unida e privilegiada, um irmão que era seu grande companheiro, um amigo inseparável e, muito cedo, conheceu Merrin, o amor de sua vida. Até que uma tragédia põe fim a toda essa felicidade: Merrin é estuprada e morta e ele passa a ser o principal suspeito. Embora não haja evidências que o incriminem, também não há nada que prove sua inocência. Todos na cidade acreditam que ele é um monstro. Um ano depois, Ig acorda de uma bebedeira com uma dor de cabeça infernal e chifres crescendo em suas têmporas. Além disso, descobre algo assustador: ao vê-lo, as pessoas não reagem com espanto e horror, como seria de esperar. Em vez disso, entram numa espécie de transe e revelam seus pecados mais inconfessáveis. Um médico, o padre, seus pais e até sua querida avó, ninguém está imune a Ig. E todos estão contra ele. Porém, a mais dolorosa das confissões é a de seu irmão, que sempre soube quem era o assassino de Merrin, mas não podia contar a verdade. Até agora. Sozinho, sem ter aonde ir ou a quem recorrer, Ig vai descobrir que, quando as pessoas que você ama lhe viram as costas e sua vida se torna um inferno, ser o diabo não é tão mau assim.

Fonte: Skoob


Por Eliel: Publicado originalmente como O Pacto.

Meu primeiro contato com a história foi com o filme homônimo, onde o personagem principal, Ignatius Perrish, é interpretado por Daniel Radcliffe (Harry Potter). Logo já veio a vontade de conhecer a obra que inspirou aquele filme sombrio e intrigante.

Embora, o tema, o título e até a capa remetam a um livro de horror, ele não é só isso. Aqui é possível encontrar muito drama, romance e muito mistério. Os segredos mais obscuros serão revela-dos nesse thriller empolgante.

Imagina se um dia você acorda após beber muito com aquela ressaca acompanhada de uma forte dor de cabeça. Basicamente, é assim que começa essa história, porém os sintomas da ressaca não param por aí em Ig. Ele acaba de adquirir um par de chifres que ele acredita ser uma alucinação.

Faz um ano que Ig perdeu sua namorada, Merry William, que foi assassinada e abusada sexualmente. Para a maioria dos moradores da cidade o principal suspeito é o próprio Ig. Toda essa situação já é bem difícil para que ele lide, ele não precisava de mais dois problemas bem na sua cabeça para todo mundo ver.

O que é estranho é que ninguém parece realmente se importar com essa deformidade. Ig acorda na casa de Glenna, eles estão juntos a um tempo mesmo que ele não goste de verdade dela. Ao se deparar com aquelas coisas na testa dele, Glenna começa a revelar seus pecados mais secretos. Perturbado com essa reação ele vai à procura de ajuda, e isso se repete com todos com quem ele tenta interagir. O maior incômodo é saber de coisas das pessoas que ele tem algum tipo de afeição.


"As pessoas não param de me contar coisas pavorosas."

Seus recém adquiridos poderes não param por aí, ao tocar nas pessoas ele tem acesso a memórias mais obscuras do que mesmo sob sua influências as pessoas deixam escapar. Além disso, ele pode falar em qualquer idioma e até usar a voz de outra pessoa. É óbvio que ele não descobre isso de repente, é gradativo ao longo da narrativa, afinal tudo começa como uma alucinação para Ig.

Será que essa "benção" em forma de chifres será a forma que Deus encontrou para limpar o nome de Ig? A verdade tão bem guardada por pessoas que ele confiava e que podiam ter evitado que toda essa desgraça abatesse sobre esse jovem promissor.

Todos pecam e tem sua parcela de culpa nesse mundo e o irmão de Ig, seu melhor amigo Lee Torneau e outros personagens dessa história terão muito o que confessar diante de seu demônio interior.

Personagens são tão bem construídos que, apesar de se tratar claramente de uma ficção, estão bem próximos da realidade. Ora os odiará, ora os amará, mas somente os entenderá quando essa narrativa acabar.

Na minha opinião, esse livro é um romance tão bem construído que nos faz pensar em quantas coisas fazemos em nome do amor e quantas delas são realmente por amor. Uma narrativa que nos leva a enxergar nossas relações e emoções de frente e saber encará-las como são.

Joe Hill me impressionou como conduziu toda a trama que é repleta de curvas, você nunca sabe o que vai encontrar a frente. Fiquei extremamente curioso para conhecer mais da obra dele. Aguardem para ver mais dele por aqui.

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Ana Liberato