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segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Resenha: "O assassino do rei" (Robin Hobb)

 

Tradução: Jorge Candeias

Sinopse: Filho bastardo de um príncipe, Fitz cresceu desprezado pelos nobres da corte de Torre do Cervo, mas era considerado importante demais para ser dispensado pelo rei. Por isso, ainda muito jovem, ele é convocado e treinado para se tornar um espião e assassino a serviço da realeza.

Em O assassino do rei, Fitz acabou de sobreviver à sua primeira missão, mas foi por pouco. Fraco e doente, ele está prestes a quebrar seus votos de fidelidade ao rei e fugir da vida que o aguarda na corte, mas tramas sombrias o atraem de volta à Torre do Cervo.

O rei está doente e o príncipe-herdeiro precisa assumir a responsabilidade de proteger os Seis Ducados dos constantes ataques dos Salteadores dos Navios Vermelhos, um povo brutal que incendeia vilas e destrói a mente de qualquer aldeão capturado. Apenas Fitz está atento às perigosas armações políticas se espalhando na corte; por isso, o destino do reino pode estar em suas mãos. No entanto, salvá-lo requer o maior sacrifício de todos.


Por Jayne Cordeiro: "O assassino do rei" é o segundo livro sa trilogia "A saga do assassino", que está sendo relançada pela editora Suma. Fitz sobreviveu a sua primeira grande missão, mas um grande custo. Agora ele precisa voltar para Torre do Cervo, buscando evitar uma trama que pode colocar em risco o trono e todo o reino, enquanto ainda deve questionar seu papel e futuro como assassino do rei, e como isso pode pedir sacrifícios importantes.

Eu gostei muito desse segundo livro. O primeiro é um pouco mais parado, até porque ele é uma introdução ao universo da história e mostra todo o processo de formação do Fitz como espião e assassino. Agora ele já está mais maduro e demonstrando suas habilidades e novos poderes,  o que torna tudo mais interessante. Apesar das 600 páginas, o livro não é monótono e consegue prender o leitor durante toda a leitura. É uma história recheada de intrigas políticas,  segredos e reviravoltas. Além de personagens complexos e várias cenas de ação, com lutas e uso de magia.

Ao final do livro, o leitor vai ficar ainda mais ansioso para saber quais serão os próximos passos do protagonista, e como será o destino desta aventura. Não chega a ser uma leitura rápida, mas me deixou ansiosa e agitada em vários momentos, espera do atitudes que as vezes vinham e outras não. Como livro de fantasia, esta trilogia da Robin Hobb tem se mostrado um grande achado, e vai garantir uma leitura completa para o leitor.


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segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Resenha: "Fúria de Sangue" (J. R. Ward)

 

Tradução: Cristina Calderini Tognelli

Sinopse: Como vampiro aristocrata, Peyton sabe muito bem qual é seu papel em relação à própria linhagem: encontrar uma fêmea adequada da mesma classe social e levar adiante as tradições da família. E ele pensou ter encontrado o par perfeito – até ela se apaixonar por outro. No entanto, quando uma decisão tomada numa fração de segundo, em plena batalha com o inimigo, põe em risco a vida de Novo, Peyton tem de enfrentar a ideia de que seu futuro, assim como seu coração, podem de fato pertencer a outra pessoa.

Como fêmea no programa de treinamento da Irmandade da Adaga Negra, Novo sente que tem de provar seu valor para todos – e não tem interesse algum em se distrair com uma paixão. Mas, quando Peyton prova que é muito mais do que um playboyzinho rico, ela é forçada a confrontar a tragédia que dilacerou sua alma e a afastou do amor.

Enquanto Novo lida com seu passado e Peyton, com o presente, outro casal se vê em meio a uma conexão erótica sem paralelo – e potencialmente escandalosa. Saxton, que teve o coração partido, descobre em seu íntimo uma atração profunda por Ruhn, um novo membro da casa. Mas o outro macho explorará essa conexão? Ou fechará a mente e o coração para o que poderia ser um verdadeiro amor... fazendo Saxton perder tudo?


Por Jayne Cordeiro: "Fúria de Sangue" é o terceiro livro da série "Legado da Irmandade da Adaga Negra". Peyton é um membro da aristocracia, que decidiu seguir um rumo diferente e entrar na Irmandade. Lá ele acho que tinha encontrado a vampira ideal, mas Paradise acabou apaixonada por outro membro do grupo. Tentando lidar com a rejeição, ele acaba se voltando para Novo, outra vampira, que faz parte dos trainees, mas que está muito focada em seu treinamento.

Depois de um passado doloroso, Novo prefere ficar longe de envolvimentos, ainda mais com um playboy como Peyton. Os dois não conseguem resistir a se alfinetar, apesar da atração que existe entre eles. Quando uma situação coloca em risco a vida de Novo, e Peyton é o responsável, ele precisa analisar seu futuro e quem ele deseja ter ao lado dele.

Aqui também temos Saxton, advogado da Irmandade, que precisa lidar todo os dias e, ver sei ex namorado com seu parceiro, enquanto ele amarga o relacionamento que acabou. Mas ele conhece Ruhn, o tio de Bitty, e novo morador da mansão. O misterioso e doce vampiro, chama a atenção de Saxton, e essa pode ser a chance de encontrar o relacionamento que tanto desejou.

Fiquei muito feliz quando soube que editora decidiu retomar essa série, até porque ela trás personagens da série principal, e completa a história. Temos dois casais bem interessantes. Eu estava bem ansiosa para saber do Saxton e Ruhn, porque queria ver o coitado feliz, depois do fim do relacionamento dele com o Blay. E Ruhn é aquele homem grande e poderoso, mas que se comporta de forma doce e mansa, que se sente tão deslocado. Foi um relacionamento gostoso de ver o desenvolvimento.

Peyton e Novo vem de classes e criações diferentes, e cada um tenta lidar com os acontecimentos de uma forma. Ele, com ironias e sorrisos, e ela com firmeza e seriedade. Mas os dois são muito importantes em mostrarem equilíbrio entre eles, principalmente para a Novo, que precisava lidar com coisas bem pesadas. A autora consegue trazer temas humanos e maduros, em meio a guerra e fantasia, e continua surpreendendo em cada história e personagem. Vale apena continuar a história dessa série.


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sexta-feira, 10 de junho de 2022

Resenha: "Em Águas Profundas" (F.T. Lukens)

 

Tradução: Sarah Bento Pereira

Sinopse: Reis, piratas e seres mágicos em um mundo de aventuras Tal é um jovem príncipe que viveu nas terras do reino de sua família. Ao longo dos anos, ele passou por um rigoroso treinamento para aprender a controlar a própria magia. Agora, aos 16, ele tem a oportunidade de realizar uma viagem ao lado do irmão mais velho, para explorar o reino e navegar por águas misteriosas, antes de assumir funções políticas oficiais. E a aventura começa quando ele é encarregado de vigiar um misterioso prisioneiro encontrado num barco abandonado. Tal se distrai com a forte conexão que logo estabelece com Athlen, que aproveita para fugir e desaparece em mar aberto. Ainda sem conseguir processar aqueles breves momentos, ele é sequestrado por piratas e mantido como refém para que revele seus poderes: algo que pode fazer explodir uma guerra e destruir toda a sua família. 


Por Jayne Cordeiro: "Em águas profundas" somos apresentados a Tal, um dos príncipes mais jovens da família real, e que sempre permaneceu afastado do público, devido a um segredo: o jovem possui um grande poder mágico, o mesmo que seu avô, um rei conhecido por causa grande destruição nos reinos, também tinha. Por medo da reação dos outros povos, Tal sempre escondeu sua magia, enquanto estudava seu controle. Mas agora ele está na época de realizar uma tradição familiar, que é uma viagem pelo reino. É nesta viagem que ele acaba sendo obrigado a vigiar um misterioso prisioneiro encontrado em um barco à deriva, com quem ele parece ter uma ligação muito forte. Além disso, quando Tal é sequestrado por piratas, ele vai precisar decidir se deve se manter escondido ou demonstrar sua força, se quiser salvar o reino.

Eu adorei esse livro. Amo história com piratas, magia e reinos, e esse aqui tem tudo isso e um pouco mais. Além disso, foi muito legal ver uma história envolvendo um casal gay, como protagonista, dentro desse tipo de universo, e que o foco não era a dúvida em se assumir ou como os outros lidariam com isso. Era simplesmente um rapaz que está interessado em outro rapaz, e a dúvida era muito mais sobre a questão de príncipe/plebeu do que homem/homem. Fora isso, também gostei muito dos personagens. Eu queria botar Tal e Athlen em um potinho e proteger do mundo, eles são muito fofos, ingênuos mas fortes e guerreiros.

A história em si é simples, mas é muito gostosa de acompanhar, leve, apesar de tratar de temas interessantes como preconceito, criticas a monarquia e individualidade, mas é um livro que você consegue ler rápido e serve para relaxar, sair daquele clima pesado que as vezes um outro livro nos deixou. Foi uma história que me surpreendeu, e achei a edição muito bonita com a capa e algumas imagens que possui no interior. É um livro que eu recomendo, para quem gosta de fantasia e quer uma leitura rápida e leve, mas cheia de aventuras e romance,


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segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Resenha: "A Rainha do Nada" (Holly Black)

 

Tradução: Regiane Winarski

Sinopse: Ele será a destruição da coroa e a ruína do trono.O poder é mais fácil de adquirir do que de manter. Jude aprendeu a lição mais difícil de sua vida quando abdicou do controle do Rei Cardan em troca de um poder imensurável.Agora, ela carrega o outrora impensável título de Grande Rainha de Elfhame, mas as condições são longe de ser ideais. Exilada por Cardan no mundo mortal, Jude se encontra impotente e frustrada enquanto planeja reivindicar tudo que Cardan tomou dela.A oportunidade surge com sua irmã gêmea, cuja vida está em perigo. Para salvá-la de uma situação tenebrosa envolvendo Locke, Jude decide voltar ao Reino das Fadas se passando por Taryn. Antes disso, porém, ela precisa confrontar os próprios sentimentos contraditórios pelo rei que a traiu.No entanto, ao voltar a Elfhame, Jude constata que tudo mudou. A guerra está prestes a eclodir, e ela caminha próximo a seus inimigos. Será que ela vai ser capaz de resgatar a Coroa e o amor incondicional de Cardan, ao mesmo tempo que destrói os planos de seus inimigos? Ou será que tudo está perdido para sempre?


Por Jayne Cordeiro: Em "A Rainha do nada", último livro da trilogia "O Povo do Ar", Jude está exilada de Elfhame, vivendo no mundo mortal. Ela não imaginava que sei título de rainha não seria suficiente para garantir sua posição no reino, e agora lida com os sentimentos contraditórios, relacionados à Cardan. A chance de voltar a Elfhame surge, quando sua irmã gêmea precisa de sua ajuda, para lidar com o marido Locke. Se passando por Taryn, Jude terá a chance de voltar ao reino e perceberá que as coisas andam bem complicadas, com o risco iminente de guerra contra seu pai de criação Madoc.

Posso dizer que esse livro foi a conclusão perfeita para a trilogia. Temos uma história carregada de emoções, com todas as relações intensas e complicadas entre Jude e seus familiares, além de Cardan. O peso de uma guerra, talvez difícil de vencer, paira sobre os personagens, com o desenvolvimento de planos e jogadas, como no xadrez. Jude precisa utilizar ainda mais sua inteligência, para garantir que o trono continuará nas mãos dela e de Cardan. Outros personagens também conseguem ganhar certo destaque, e não dá para descolar do livro, até chegar na última página.

O livro conseguiu manter a tensão no alto, com ótimos diálogos, interações e surpresas. Finalmente, pude ter um gostinho maior de Jude e Cardan juntos, e queria ter ainda mais disso, mas o livro é rápido, com muita coisa acontecendo. Mas não pensem que o livro é rápido e superficial. Aqui, ainda temos uma história envolvente, cheia de nuances, e com reviravoltas, como foi a marca registrada de toda a série. Foi uma ótima conclusão para a trilogia, apesar que temos um livro extra, que trás algumas cenas que se passam antes, durante e depois dessa trilogia. 


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segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Resenha: "O Rei Perverso" (Holly Black)

 

Tradução: Regiane Winarski

Sinopse: Para sobreviver no Reino das Fadas, Jude Duarte precisou aprender muitas lições. A mais importante delas veio de seu padrasto: o poder é bem mais fácil de adquirir do que de manter. Ela achou que, depois de enganar Cardan para que ele jurasse obedecê-la por um ano e um dia, sua vida se tornaria mais fácil. Mas ter qualquer influência sobre o Grande Rei de Elfhame parece uma tarefa impossível, principalmente quando ele faz de tudo em seu poder para humilhá-la e prejudicá-la, mesmo que seu fascínio pela garota humana permaneça intacto. Agora, com as ondas ameaçando engolir a terra e um alerta de traição iminente, Jude precisa lutar para salvar a própria vida e a daqueles que ama, além de lutar contra seus sentimentos conflituosos por Cardan no meio-tempo. Em um mundo imortal, um ano e um dia não são nada...


Por Jayne Cordeiro: "O Rei Perverso" é o segundo livro da trilogia "O Povo do ar", escrito pela Holly Black. Neste livro, Jude conseguiu realizar seus planos, colocando Cardan como Grande Rei, mas sendo obrigado a obedecer todas as suas ordens. É claro que ele não está nada feliz com a quebra da confiança que depositou na jovem, e está ainda mais propenso a tratá-la do pior jeito possível. Contudo, seus sentimentos por Jude continuam sendo motivo de conflito, com a jovem também tentando entender o que acontece com o próprio coração. Enquanto isso, o reino precisa se adaptar ao novo rei, e antigas alianças serão colocadas à prova. A ameaça de traição pode partir de todos os lados, e Jude vai fazer de tudo para garantir seu lugar no reino, e a segurança de sua família.

O final do último livro foi bem inesperado, e fiquei curiosa para ver como a relação de Jude e Cardan se desenvolveria, depois do que aconteceu. Não vou mentir, que achei o Cardan bem menos "perverso" do que imaginei, pelo título ou sinopse do livro, e ainda não senti uma grande coisa entre a Jude e o Cardan. Novamente, achei Jude uma personagem muito interessante, nada boba, na busca por continuar no topo, e ainda equilibrando seu desejo de poder com seus ideais de certo e errado. Uma mocinha que não pensa duas vezes antes de resolver as coisas com sangue, e inteligência.

Cardan continua conquistando, com seu jeito despojado, mas com todo o poder da realeza. É um personagem que mostra ter muito escondido debaixo de sua máscara. Mas queria ter tido mais cenas, além das que teve, entre ele e Jude, com todo a tensão que envolve o casal. Fora isso, a história é bem construída, com várias situações inesperadas, reviravoltas, lutas e relacionamentos complexos. É uma leitura rápida, dinâmica, que leva o leitor a um final ainda mais inesperado, e que nos deixa sem saber o que virá a seguir. Para quem gosta do gênero fantasia, essa série tem se mostrado leitura obrigatória.


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sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Resenha: "A vida invisível de Addie Larue" (V. E. Schwab)

 

Tradução: Flavia de Lavor

Sinopse: França: 1714. Addie LaRue não queria pertercer a ninguém ou a lugar nenhum. Em um momento de desespero, a jovem faz um pacto: a vida eterna, sob a condição de ser esquecida por quem a conhecer. Um piscar de olhos, e, como um sopro, Addie se vai. Uma virada de costas, e sua existência se dissipa na memória de todos.Após tanto tempo vivendo uma existência deslumbrante, aproveitando a vida de todas as formas, fazendo uso de tantos artifícios quanto fosse possível e viajando pelo tempo e espaço, através dos séculos e continentes, da história e da arte, Addie entende seus limites e descobre — apesar de fadada ao esquecimento — até onde é capaz de ir para deixar sua marca no mundo.Trezentos anos depois, em uma livraria, um acontecimento inesperado: Addie LaRue esbarra com um rapaz.Ele enuncia cinco palavras.Cinco palavras capazes de colocar a vida que conhecia abaixo:Eu me lembro de você. 


Por Jayne Cordeiro: Em "A vida invisível de Addie Larue", conhecemos Addie, uma jovem que nasceu no século XVIII, e que nunca gostou da ideia de passar toda a vida em uma pequena vila, no interior da França. Em um momento de desespero, ela recorre aos deuses de quem ouviu falar, e acaba fazendo um pacto em troca da sua alma: não ter laços com nada nem ninguém. Assim, ela é capaz de abandonar tudo e seguir para onde quiser. Mas isso vem com um preço. Ninguém lembra de Addie, no momento em que ela se afasta.  

Esquecida por todos, e nunca lembrada, ela precisa se adaptar a sua nova vida, enquanto permanece jovem, e passa por diversas situação no decorrer dos séculos. Nos dias atuais Addie já está acostumada com a infelicidade de não ficar na memoria de ninguém. Mas qual a sua surpresa, quando de repente, um jovem a reconhece. Como isso é possível? Será mais uma artimanha na tentativa de fazê-la desistir e finalmente entregar sua alma? 

Comecei esse livro sem expectativas, apesar de achar a sinopse muito interessante. Uma mistura de fantasia, dentro da nossa realidade. A ideia de alguém que não envelhece ou morre, mas que não é lembrada por ninguém, no momento seguinte ao que sai de perto da pessoa, abre grande possibilidades em uma história. Como constituir uma rotina, quando ninguém lembra de você? Como se apaixonar, se no dia seguinte, a outra pessoa não lembra do que passaram juntos? Tudo isso é explorado nessa obra maravilhosa, com personagens complexos, e situações únicas.

A protagonista é uma jovem que amadurece muito, que se manter forte, apesar de todas as dificuldades que passa. Junta a isso temos Luc, o deus que fez o pacto, que se torna presença constante no decorrer dos anos, e que cria as melhores cenas, junto com Addie. Os diálogos deles, o embate frequente para saber que vai desistir ou ganhar o pacto feito anos atrás, é a parte mais interessante desse livro. E temos também Henry, um jovem nerd e comum, mas que também carrega dúvidas sobre a sua vida, e que por um mistério, consegue lembrar de Addie. 

Como disse, são personagens complexos, com situações reais, e dúvidas e ações que podem partir de qualquer um. Um livro bem escrito, longo, mas que te prende a cada página, e que poderia ter mais duzentas páginas, que eu ficaria feliz. É uma daquelas leituras que marcam, e que faz a gente continuar pensando nele, dias depois que a leitura acabou. Recomendo com certeza!


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sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Resenha: "O Príncipe Cruel" (Holly Black)

 

Tradução: Regiane Winarski

Sinopse: Jude tinha apenas sete anos quando seus pais foram brutalmente assasinados e ela e as irmãs levadas para viver no traiçoeiro Reino das Fadas. Dez anos depois, tudo o que Jude quer é se encaixar, mesmo sendo uma garota mortal. Mas todos os feéricos parecem desprezar os humanos... Especialmente o príncipe Cardan, o mais jovem e mais perverso dos filhos do Grande Rei de Elfhame.Para conquistar o tão desejado lugar na Corte, Jude precisa desafiar o príncipe - e enfrentar as consequências do ato.A garota passa, então, a se envolver cada vez mais nos jogos e intrigas do palácio, e acaba descobrindo a própria vocação para trapaças e derramamento de sangue. Mas quando uma traição ameaça afogar o Reindo das Fadas em violência, Jude precisará arriscar tudo em uma perigosa aliança para salvar suas irmãs - e a própria Elfhame.Cercada por mentiras e pessoas que desejam destruí-la , Jude terá que descobrir o verdadeiro significado da palavra poder antes que seja tarde demais.

Por Jayne Cordeiro: "O príncipe Cruel" é o primeiro livro da trilogia "O povo do ar", escrita pela Holly Black. Neste primeiro livro, Jude é uma mortal que foi levada, junto om suas irmãs, para o reino das fadas. Lá ela viveu os últimos dez anos, tentando se encaixar em uma sociedade de féericos, onde mortais são desprezados pela maioria do povo. E onde ela é obrigada a conviver com o príncipe Cardan, que parece odiar tudo o que envolve Jude , e não mede esforços para fazer da vida dela bem difícil.

Na intenção de conseguir seu lugar na sociedade féerica, e superar Cardan, Jude precisa lidar com intrigas, espiões, a segurança da sua família, em meio a uma traição, que colocará o reino das fadas em risco, e onde ela terá que tomar decisões difíceis se quiser garantir seu lugar na corte, e sem grandes perdas.

Já tinha ouvido falar muito dessa série, mas nunca tinha tido a chance de ler. Pois finalmente comecei, e agora entendo toda a fama que ela tem. Eu já li alguns livros ambientado em reinos de fadas, principalmente nesse perfil, como livros da Cassandra Clare, e até mesmo Sarah J. Maas. Mas aqui, temos um reino que se aprofunda mais nessa definição, e que trás suas próprias peculiaridades. Gostei bastante do universo que fomos apresentados, e toda ideia de como o trono é passado adiante, foi muito bem elaborada. Criando um jogo, bem mias complexo, do que apenas matar para ser rei.

Jude é uma personagem forte, que sabe o que deseja para seu futuro, com uma ambição, que muitas vezes não vejo em heroínas. Ela não segue uma linha fixa do que é certou ou errado, com uma mente inteligente, e com ótimas habilidades de guerreira. Cardan, o inicial "bully" da história, é um personagem que promete apresentar ainda mais camadas, além do que já deu para ver nesse livro. E é um personagem com tudo que a maioria das leitoras gosta, bonito, cínico, debochado e carismático. Mas aqui, não dá pra ter certeza sobre o que ele faria ou não para sobreviver ou se vingar.

Toda a história é bem desenvolvida, com as coisas acontecendo na hora certa, com todo o seu desenvolvimento. Existe várias reviravoltas, tanto em situações, quanto em personagens. Dá pra perceber que tem toda uma complexidade nessa história, que promete muita coisa para os livros seguintes, e fiquei bem curiosa para perceber.


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segunda-feira, 12 de julho de 2021

Resenha: "Corte de Chamas Prateadas" (Sarah J. Maas)

 

Tradução: Mariana Kohnert

Sinopse:  Nestha Archeron sempre foi orgulhosa, irritável e lenta em perdoar. Ter sido Feita pelo Caldeirão não tornou sua personalidade mais doce. Mas o que poucos sabem é que, por trás da fachada de força, Nestha carrega uma dor que a está corroendo: o arrependimento por não ter feito nada para ajudar a família quando caíram na pobreza e por não ter sido capaz de salvar o pai...Desde que foi forçada a entrar no Caldeirão e se tornar Grã-Feérica contra sua vontade, ela lutou para encontrar um lugar para si mesma dentro do mundo estranho e mortal que habita. No entanto, ela não consegue superar os horrores da guerra com Hybern e tudo o que perdeu nela.A única pessoa que a incendeia, mais do que qualquer outra, é Cassian, o guerreiro com cicatrizes de batalha cuja posição na Corte Noturna de Rhysand e Feyre o mantém constantemente na órbita de Nestha. Mas seu temperamento não é a única coisa que Cassian inflama. O fogo entre eles é inegável, e fica ainda mais quente quando são forçados a ficarem próximos um do outro.Como se não bastasse, a possibilidade de uma nova guerra desponta no horizonte e, enquanto isso, as traiçoeiras rainhas humanas que retornaram ao continente durante a última guerra forjaram uma perigosa nova aliança, ameaçando a frágil paz que se instalou nos reinos... E a chave para detê-los pode depender de Cassian e Nestha enfrentarem seu passado assustador.


Por Jayne Cordeiro: "Corte de Chamas Prateadas" é o mais novo livro da série "Corte de espinhos e rosas". Agora focado em Nestha, a irmã mais velha de Feyre. Uma jovem de personalidade difícil, que não lidou bem com fato de ter sido transformada em grã féerica, ou com a morte do pai, na guerra contra Hybern. Seu comportamento autodestrutivo, que esconde o trauma que passou, obriga sua irmã e amigos a fazer uma intervenção.

Agora, Nestha é obrigada a conviver com Cassian, o guerreiro Illyriano, que lhe causa fortes sensações. Os dois vão precisar lidar com sua desavenças, em meio a forte atração que sentem. E ainda é preciso lidar com os avanços de antigos inimigos, que podem estar planejando uma nova guerra, onde será preciso que Nestha e Cassian trabalhem juntos, e enfrentem o passado de Nestha.

Eu estava com um pé atrás com esse livro, porque eu não gostava de Nestha. Conheço pessoas que já a adoravam antes desse livro, e não entendia o porquê. Para mim, ela era irritante, egoísta e ingrata. E essa visão negativa, me fez começar a leitura bem devagar. Mas a autora conseguiu mostrar muita coisa que estava por trás da personagem, e a fez evoluir muito, no decorrer da história. Nunca será uma das minhas personagens favoritas, mas respeito quem ela se tornou.

Como sempre, a escrita da autora foi perfeita, o que não me surpreendeu. Ela consegue criar personagens complexos, reviravoltas impactantes, momentos dramáticos únicos e um romance de tirar o fôlego. Adoro todos os personagens do núcleo de Velaris, e com Cassian não seria diferente. É um personagem forte, leal, atencioso e guerreiro, na medida certa. A pessoa ideal para tirar o melhor de Nestha, que não é uma personagem fácil no começo.

Como falei, adorei a evolução dela, e as relações que criou com personagens novos, que também ganharam um ótimo destaque, e juntas criaram uma das melhores partes de todo o livro. Houve momentos cheios de tensão, que eu não imaginava o qur aconteceria, como também momentos doces. Com certeza, foi um livro excepcional, que valeu cada uma das páginas, em que nada acontece em vão. Os fãs de Rhys e Feyre vão ter um gostinho bem especial dos dois, que também protagonizam um plot muito bom nesse livro. Terminei bem curiosa, sobre o que vem a seguir. O extra de Azriel esclareceu, e criou, mil teorias, e quero muito ver o que autora vai nos trazer.



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sexta-feira, 4 de junho de 2021

Resenha: "Destruidor de Mundos" (Victoria Aveyard)

 

Tradução: Lígia Azevedo

Sinopse: Ano após ano, Corayne assiste sua mãe, uma célebre pirata, partir para o alto-mar e desbravar todos os reinos de Todala, sem jamais poder acompanhá-la. Quando um misterioso imortal e uma assassina de aluguel aparecem dizendo que ela é a última descendente viva de uma poderosa linhagem — e a única pessoa capaz de salvar o mundo de um perigo iminente —, ela aproveita a chance para ir em busca de sua própria aventura.

O problema é que o perigo é muito maior do que ela imaginava: um homem sedento por poder, determinado a reabrir os portais que, no passado, levavam para outros mundos, povoados por criaturas sinistras. Com a ajuda de um grupo de bandidos e maltrapilhos, Corayne terá de provar que o heroísmo pode surgir até nos lugares mais inesperados.


Por Jayne Cordeiro: "Destruidor de Mundos" é um lançamento da editora Seguinte e da  conhecida Victoria Aveyard, autora da série "A Rainha Vermelha". Nesta história de fantasia, uma jovem, que descobre carregar em seu sangue um poder capaz de salvar o mundo, precisa se unir a um guerreiro imortal, uma assassina profissional, um escudeiro que carrega o peso de uma batalha perdida, uma bruxa que só fala em rimas, e outros dois bandidos, para impedir que um homem poderoso, consiga abrir portais e libere no planeta, monstros que podem destruir os reinos de Todala.

"Destruidor de Mundos" é um livro grande, com 550 páginas, mas não é maçante em nenhum momento. O começo é mais lento, porque estamos sendo apresentados aos personagens principais e é preciso mostrar os elos, que conectam à todos. Mas quando os encontros acontecem, a história ganha ritmo e fica bem mais dinâmica. Foi um bom livro, que promete bastante coisa para os próximos. Eu gostei do personagens, com as mais variadas personalidades e histórias de vida. Entre eles, é possível se divertir com o comportamentos de alguns, perceber possibilidades amorosas, ou dinâmicas que podem evoluir de várias formas.

O enredo é interessante, o contexto sobre aquele universo, com seus reinos e povos, é contado de forma fácil, e a informação não fica densa demais. Não comecei criando muitas expectativas para o vilão declarado, mas ao terminar o livro, o leitor sente sua intensidade e magnetismo, que promete muita coisa lá na frente. A história é envolvente, com vários acontecimentos, como viagens e missões, lutas, diálogos profundos e reviravoltas. Vemos temas como amizade, lealdade, companheirismo, importância da família, egoísmo e ambição.

Como um livro do gênero, ele consegue ser bem completo, com uma escrita clara e envolvente, personagens complexos e relações que vão surgindo e se modificando a cada página. Terminei o livro bem satisfeita, e com a sensação de que a série pode evoluir ainda mais, e se destacar dentro do gênero. Se você gosta de livro de fantasia, com magia, duelos e missões, com certeza, vale a pena dar uma chance para esse lançamento.




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sexta-feira, 14 de maio de 2021

Resenha: "O Livro Branco Perdido" (Cassandra Clare e Wesley Chu)


Tradução: Mariana Kohnert

Sinopse:  Magnus Bane e Alec Lightwood estão desfrutando da companhia um do outro enquanto aprendem a cuidar do filho, Max, uma criança feiticeira – o que não é, na verdade, tão simples assim. A vida está, finalmente, tranquila para os dois. Até que Shinyun Jung e Ragnor Fell invadem o apartamento de Magnus no Brooklyn e roubam o poderoso Livro Branco de magias e feitiços. Percebendo que Shinyun e Ragnor estão sob controle de uma força sinistra, até então desconhecida, Magnus e Alec precisarão unir forças com seus amigos Caçadores de Sombras e atravessar o mundo para impedir que os dois causem ainda mais danos. Mas, antes de tudo, eles precisam de uma babá para cuidar de Max. Em Xangai, eles descobrem que uma ameaça muito mais sombria os aguarda. A magia de Magnus está ficando instável, e se eles não conseguirem impedir a inundação de demônios na cidade, precisarão segui-los até sua fonte – até o reino dos mortos. Mas, conforme o tempo passa e a situação se torna ainda mais perigosa e arriscada, será que eles conseguirão impedir essa iminente ameaça ao mundo? E será que conseguirão voltar para casa antes que Max esgote completamente a mãe de Alec? 


Por Jayne Cordeiro: "O livro branco da magia" é o segundo livro da nova trilogia da autora Cassandra Clare, dentro do universo dos caçadores de sombra, e focado em Alec e Magnus. Um bom tempo após os acontecimentos do primeiro livro, e agora com o filho Max, os dois estão com uma rotina tranquila. Mas após o ressurgimento de Shinyun, desta vez com Ragnor Fell, invadindo o apartamento do casal e roubando o poderoso livro branco, Magnus e Alec precisam deixar Max com a mãe de Alec, e partir em uma aventura, junto com Jace, Clary, Isabelle e Simon, para Xangai, na tentativa de reaver o livro e impedir os novos planos de Shinyun, que envolvem um vilão muito pior do que o anterior.

Eu sou apaixonada por esse universo do Caçadores de sombra (inclusive tenho uma tatuagem para provar), e sou ainda mais encantada por Alec e Magnus. Na verdade, para quem acompanha os livros da autora à muito tempo, dá um calor no coração ver como todos os personagens amadureceram a cada passo. E no caso do dois protagonistas, eles agora são pais de família, precisando se preocupar com a segurança do pequeno Max, uma criança feiticeira, que ainda está desenvolvendo seus poderes e quer deixar seus pais de cabelo branco.

Com aquele jeito divertido, recheado de aventuras, mistérios e romance, os autores conseguiram criar uma história única e que prende o leitor à cada página. O modo como mesmo nos momentos tensos, os personagens conseguem trazer certo sarcasmo, é um dos pontos mais legais dessa história. Temos também a chance de ver como anda a vida de Simon após sair da academia de caçadores de sombras, e o relacionamento consolidado de Clary e Jace. Vemos também várias referências ao passado de Magnus e porque seu relacionamento com Ragnor e Catarina Loss é tão próximo. 

Fica claro, que é importante você já ter lido alguns outros livros da série, para ter uma experiência mais completa, como a trilogia Peças Infernais, As crônicas de Magnus Bane e Contos da Academia de caçadores de sombras. E entender que essa história se passa antes de Artifícios das Trevas, até preparando o terreno para ele, em algumas coisas. De qualquer forma, este aqui é um livro que mantém o nível elevado desse universo, carregando a mistura perfeita de romance, ação, aventura e diversão. E termina deixando uma ótima promessa para o próximo. Ah, e no final ainda ganhamos um conto bem fofo, focado na Tessa e Jem. 


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sexta-feira, 5 de março de 2021

Resenha: "O Pecador" (J. R. Ward)

 

Tradução: Cristina Calderini Tognelli

Sinopse: Syn escondeu da Irmandade da Adaga Negra sua ocupação secreta como mercenário. E, ao aceitar uma nova missão, ele não apenas cruza o caminho de um novo inimigo da raça vampírica, mas também o de uma mestiça que corre o risco de morrer durante sua transição. Jo Early não tem ideia de qual é sua verdadeira natureza e, quando um homem misterioso lhe aparece em meio à escuridão, ela fica dividida entre a conexão erótica que possui com ele e a sensação de que algo está muito errado.

Simultaneamente, o destino determinou Butch O’Neal como o Dhestroyer, o cumpridor da profecia que prevê o fim de Ômega. Quando a guerra contra a Sociedade Redutora vem à tona, Butch encontra um aliado inesperado em Syn. Mas será que ele pode confiar no macho – ou o guerreiro de passado duvidoso representará uma complicação mortal?

Com o tempo se esgotando, Jo se envolve na luta e deverá unir forças com Syn e com a Irmandade em busca de combater o verdadeiro mal. No fim, o amor verdadeiro prevalecerá… ou será que a profecia estava errada o tempo todo?


Por Jayne Cordeiro: "O Pecador" é mais um livro da série "Irmandade da Adaga Negra", da autora J.R.Ward, e lançado aqui no Brasil pela Universo dos Livros. É uma série que sou apaixonada, e que ao mesmo tempo que parece que nunca vai ter fim (esse é o livro 18), eu sempre fico encantada quando leio mais um, e fico no desejo de mais. E esse daqui é um livro bem importante.

Como acontece nos livros mais recentes da série, ele trás dois focos. Um em um casal novo, formado pelo membro do grupo dos Bastardos Syn, e pela jornalista humana Jo Early. E no outro momento, temos Butch e sua missão, cada dia mais próxima,  de acabar com Ômega. Somando a isso, existe a criatura suspeita que veio parar em Caldwell, no final do livro anterior, e promete ser um novo capítulo na história da Irmandade e de toda a Raça.

É difícil falar dessa série, porque eu sempre gosto muito dos livros. Apesar que sou bem mais apegada a primeira parte da série, focada nos Irmãos "originais". Mas é legal conhecer personagens novos, e poder ver como casais antigos estão se saíndo no passar do tempo. Syn (escolha que combina bem com o título, já que lembra a palavra pecado em inglês) é um vampiro conhecido por ser frio e atuar como assassino sem nenhum remorso. Mas ele carrega marcas do passado e não se considera merecedor de nada. Jo é uma jornalista que está investigando a máfia, e por baixo do pano tem pesquisado sobre situações estranhas e sobrenaturais que andaram acontecendo em Caldwell. No meio disso tudo, ela acaba conhecendo Syn, e a ligação entre eles é forte e vai levá-la a descobrir coisas sobre seu próprio passado.

Eu gostei do casal. Não foi um dos meus favoritos, que encheram meus olhos, mas ainda prende o leitor e te faz torcer para dar tudo certo entre eles. Quanto a Butch, ele faz parte de um dos meus casais favoritos, e ele teve bastante destaque. Mas senti falta de a relação dele e da Marissa aparecer mais, mesmo que tenham tido seus momentos. De qualquer forma foi um livro que trouxe um belo ápice, e me fez pensar aonde as coisas estavam indo.

A sensação é que uma grande etapa da série se encerra aqui, e a autora abre espaço para uma dinâmica bem diferente, e que vai ser uma novidade para todos os envolvidos, leitores e personagens. A escrita da autora continua perfeita como sempre, com personagens que sempre trazem uma novidade e que formam uma família que somos muito apegados. Estou bem curiosa para saber o que vem por aí.

 

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Resenha: "O Salvador" - Irmandade da Adaga Negra (J. R. Ward)

 

Tradução: Cristina Tognelli

Sinopse: Os destinos de um vampiro e de uma cientista estão apaixonadamente entrelaçados neste best-seller internacional excitante e repleto de suspense.

Na venerável história da Irmandade da Adaga Negra, um único macho foi expulso, mas porque a insanidade de Murhder não deu escolha aos Irmãos.

Assombrado pelas visões de uma fêmea que não conseguiu salvar, ele, ainda assim, retorna a Caldwell numa missão para reparar o erro que o arruinou. Contudo, Murhder não está preparado para o que deve enfrentar nessa busca pela redenção.

A doutora Sarah Watkins, pesquisadora de uma empresa biomédica, tem dificuldades em superar a perda do noivo, que também era seu colega de profissão. Então, quando o FBI começa a investigar a morte dele, a cientista leva as evidências ao limite para, enfim, tomar conhecimento de uma terrível verdade.

Quando os destinos de Murhder e de Sarah se entrelaçam irrevogavelmente, o desejo se acende entre eles. Mas será que eles conseguirão forjar um futuro que cubra a distância que separa as duas espécies? E quando um novo inimigo surge na guerra contra os vampiros, será que Murhder retornará para a Irmandade... ou voltará para a sua existência solitária de uma vez por todas?


Por Jayne Cordeiro:  "O Salvador" é mais um volume da série maravilhosa da Irmandade da Adaga Negra. Como o livros mais recentes da série, ele se divide entre um casal novo, e o um dos antigos. Destes últimos, ele foca em John e Xhex, que são personagens muito interessantes, com passados conturbados, e que encontraram como âncora, seu relacionamento. John precisa lidar com seu incomodo em não ser "oficialmente" um Irmão, e ainda com uma situação muito perigosa que coloca a sua vida em risco, que o faz pensar em seu passado e futuro. Já Xhex, acaba tendo que se envolver com um membro de seu passado, que pode criar tensão no seu relacionamento e ainda levá-la a pessoas que lhe fizeram mal anos atrás.

Já o outro casal, muito fofo por sinal, é a Sarah e o Murhder. Ela, uma cientista que ainda lida com as consequências de uma perda e que acaba descobrindo um experimento terrível na empresa onde trabalha. E Murhder é um antigo e excluído membro da Irmandade, que enlouqueceu anos atrás, cometendo diversas atrocidades, e que agora vê a chance de se redimir salvando o filho de uma velha conhecida. Essa situação acaba levando ao encontro desses dois. Uma humana e um vampiro. E não é a primeira vez que isso dá muito certo nessa série.

Quando esse livro lançou, fiquei com um pé atrás. Na verdade, sempre fico assim, com esses livros mais recentes da série, porque sou muito apegada aos casais originais. E normalmente, os casais mais novos, são personagens que nunca vimos antes, ou temo pouco contato. Mas também, sempre acabo devorando o livro, e louca pelo próximo. E não foi diferente aqui. É um livro muito interessante de ler. Os dois blocos da história são cativantes, com casais cheio de química e uma história bem desenvolvida. E o plot por trás deles, com a guerra contra os redutores e o surgimento de um novo e misterioso poder, nos prende ao livro.

A leitura flui muito bem. O livro trás uma boa mistura de romance, cenas hot, ação, e mistério. A gente nunca abe para onde a próxima cena irá levar, e autora consegue, apesar de tantos livros, nos manter intrigados e apaixonados por essa série, e todos os seus personagens. Até as últimas páginas, fiquei cheia de tensão, e não sabia o que iria acontecer. O final foi completo, e ainda deixou algumas questões bem especiais para o próximo livro, que já foi lançado, e devo resenhar nas próximas semanas. Como sempre, essa é uma série muito bem estabelecida, que mantem suas qualidades, em cansar o leitor, e dando aquele gostinho de quero mais, a cada novo livro lançado.



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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Resenha: "Voto de Sangue" - Legado da Irmandade da Adaga Negra (J. R. Ward)

 

Tradução: Cristina Calderini Tognelli

Sinopse: No volume 2 do spin-off da IAN, a Irmandade da Adaga Negra continua a treinar os melhores recrutas para a batalha mortal contra a Sociedade Redutora.

Entre os trainees do programa, Axe se revela um lutador perigoso e esperto – e também solitário, isolado por causa de uma tragédia pessoal. E, quando uma fêmea aristocrata precisa de um guarda-costas, Axe aceita o trabalho, embora esteja despreparado para a atração violenta que se acende entre ele e aquela a quem jura proteger.

Elise perdeu a prima num assassinato terrível, e o charme perigoso de Axe, o guarda-costas contratado por seu pai, é incrivelmente sedutor – e talvez funcione como distração do luto. No entanto, conforme investigam mais a morte da prima, e a atração física entre ambos se intensifica, Axe teme que os segredos dele e sua consciência torturada acabem afastando-os.

Enquanto isso, Rhage, o Irmão com mais sensibilidade, sabe tudo sobre autopunição, e quer ajudar Axe a atingir todo o seu potencial. Contudo, uma visita inesperada ameaça sua família, e ele se vê mais uma vez nas trincheiras lutando contra um destino que poderá destruir o que lhe é mais valioso.

Tanto as tribulações enfrentadas por Axe como as de Rhage vão exigir que os machos superem seus limites – e rezem para que o amor, em vez da raiva, seja as lanternas de ambos na escuridão.


Por Jayne Cordeiro: Esse não livro não é recente, mas só agora tive a chance de ler ele, então trouxe a resenha aqui para vocês. "Voto de Sangue" é o segundo livro da série "O Legado da Irmandade da Adaga Negra", um spin-off na série principal, que já conta com quase vinte livros. Eu recomendo que você tenha lido a série toda antes de chegar aqui, e tenha atenção para a ordem de lançamento, para seguir a ordem correta de leitura. Isso porque além de trazer o casal principal, sendo um dos pares, um jovem vampiro em treinamento para fazer parte da Irmandade, ele trás como história secundário algum casal, já estabelecido na história. Então ler a série principal e ignorar essa, ou ao contrário, pode fazer você perder alguns fatos importantes.

Eu gostei bastante do casal principal. Axe tem um complexo de vira lata, sempre menosprezando os membros da Glymera (aristocracia), e ainda tendo de lidar com a falta de dinheiro, e seus problemas com  o abandono da mãe e tristeza do pai. Elise vem de uma família rica e tradicional, mas ela não quer viver nesse mundo glamoroso. Além de sofrer com a recente morte da prima. Os dois parecem muito diferentes no primeiro olhar, mas a atração entre eles é imediata e difícil de resistir. Foi bem interessante a forma como o relacionamento deles se desenvolveu, e adoro a dinâmica da relação entre machos e fêmeas, dentro desse universo da autora.

A história trás um conjunto envolvente de ação, com momento descontraídos e romance quente e atraente. Somando a isso também os personagens secundários, já dando um gostinho do próximo livro, e com um enredo bem dramático sobre Rhage, Mary e Bitty, que conhecemos em um livro anterior. Mary e Rhage são um dos meus casais favoritos, junto com Butch e Marissa, então não houve uma parte desse livro que não me atraiu. Me emocionei muito vendo Rhage e Mary virando uma família com a Bitty, e os medos que todos os envolvido passam durante um processo de adoção. Este livro é um ótimo acréscimo a série, e não pode deixar de ser lido por quem é fã desse universo maravilho que é IAN.



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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Resenha: "Prisioneiro da Noite" - Série Irmandade da Adaga Negra (J. R. Ward)

 


Tradução: Cristina Tognelli

Sinopse: Depois de ter seu irmão sequestrado, a bela Ahmare não poupará esforços para recuperá-lo são e salvo. No entanto, ela não está pronta para encarar o tamanho das complicações que estão por vir. Trabalhando em conjunto com um prisioneiro perigoso e que deixa seus sentidos à flor da pele, ela se lança à odisseia de investigar um mundo completamente novo e envolvente. Duran foi traído por seu pai e passou décadas cativo em uma cela, tendo sobrevivido apenas pela motivação de sua sede de vingança. Possuído por uma ferocidade latente, ele fica à espera da chance de escapar e vê seu mundo virar de ponta-cabeça quando encontra sua liberdade diante de uma jovem destemida e extremamente sexy. Lutando contra forças mortais e encarando uma ameaça imprevista, ambos se lançam a uma corrida contra o tempo que visa salvar o irmão de Ahmare. Conforme o tempo vai se esgotando e o inimaginável se prolifera, será que o arrebatamento do amor verdadeiro será capaz de levá-los adiante?


Por Jayne Cordeiro: "Prisioneiro da Noite" é um livro que faz parte do universo da série Irmandade da Adaga Negra. É uma série com muitos livros, mas esse aqui tem uma história mais independente. É importante que você já conheça o universo da série, mas não precisa ter lido todos os livros dela, já que ele se passa mais distante dos personagens conhecidos. Esse livro é bem mais curtinho do que os outros. Tem uma história mais simples e rápida, mas ainda sim, com o mesmo clima de toda a série. E vale a pena conferir esse livro que amplia o universo de IAN (sigla por qual a série é conhecida).

A história é bem interessante, apesar de simples. Duran é um personagem que me lembrou outro da autora, pelo passado sofrido (e haja sofrimento), mas que consegue ser cavalheiro, atencioso e doce, apesar de tudo o que passou. Ahmare é uma vampira corajosa, capaz de qualquer coisa para ajudar o irmão,  que se meteu em problemas. Os dois personagens se complementam muito bem. E me cativaram rápido.

A história é interessante, com o passado conturbado de Duran, e sei desejo de vingança. Apesar de curta, a história segue bem desenvolvida, e dá aquele gostinho do universo que estamos já acostumados. Não é um livro que parece ter alguma ligação direta com a série por enquanto, mas ainda é um livro que vale a pena ser lido, por quem adora a série. E ainda trás personagens secundários que eu adoraria ver serem aproveitados. Seria bem legal se no futuro, eles todos aparecessem na série principal.


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segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Resenha: "Reino de Cinza" - Trono de Vidro Vol. 6 (Sarah J. Maas)

 

Tradução:  Mariana Kohnert  

Sinopse: Reino de Cinzas é a conclusão épica e inesquecível da série Trono de Vidro.Aelin arriscou tudo para salvar seu povo, mas isso pode não ter sido suficiente. Capturada pela rainha sombria trancada em um caixão de ferro, Aelin luta para permanecer forte e resistir às torturas de Maeve, pois sabe que a sobrevivência de seu povo depende disso.Embora tenha resistido por vários meses, sua determinação começa a diminuir a cada dia que passa. Em Terrasen, Aedion, Lysandra e seus aliados se esforçam para conter a ameaça iminente, porém a força dessa aliança pode não ser o suficiente para barrar as hordas de Erawan e proteger Terrasen da destruição total.Espalhados pelo continente, Chaol, Manon e Dorian precisam correr contra o tempo para encontrar seus destinos. Toda esperança de salvação - e de um mundo melhor - encontra-se por um fio.E do outro lado do oceano, com seus companheiros inabaláveis, Rowan luta para encontrar sua parceira e rainha capturada - antes que a perca para sempre.A batalha final se aproxima, todos devem se reunir em Terrasen, para uma última tentativa de vencer a guerra contra Maeve, Erwan e Valg. Seus finais felizes estão à vista se eles puderem aguentar o tempo suficiente para alcançá-los.Sara J. Maas fez um trabalho fantástico nesta edição final, amarrando todos os locais do mapa que ela teceu ao longo de todos os livros. A autora criou habilmente uma movimentação pelos campos de batalha, levando em consideração a rota, o relevo e o clima, fazendo com que seu universo emergisse de forma viva e realista. Maas construiu uma saga impecável, seus personagens complexos e únicos contribuem para tornar a série simplesmente inesquecível. Aelin Galathynius é uma protagonista forte e inspiradora. Em Trono de Vidro como Celaena Sardothien, é uma jovem mal-humorada, brilhante, mas quebrada. Ao final da saga ela está de pé, corajosa e independente. Reino de Cinzas é o fechamento perfeito e completo, sem pontas soltas, para uma aventura memorável.


Por Jayne Cordeiro: Finalmente cheguei ao último livro da série "Trono de Vidro". É aqui que todos os planos, viagens, aventuras e pessoas, devem convergir para o objetivo final de derrotar Erawan e seu exercito sombrio. Aelin está nas mãos de Maeve, com Rowan e seu grupo indo atrás dela. Dorian atrás da última peça para o fecho, Manon tentando juntar as Crochans, Chaol segue com seus aliados para o continente, Aedion e Lysandra segurando o exercito contra Erawan ao Norte. Varias coisas acontecem nesse livro, e ele não é grande a toa. Mas nenhuma cena é desnecessária. Tudo está em constante movimento, e seja com cenas dramáticas, embates épicos ou romance, "Reino de Cinzas" é uma conclusão maravilhosa para essa série.

É impressionante ver o amadurecimento e mudanças, pelas quais diversos personagens passam. E como todos os acontecimentos, as vezes de livros atrás, se encontram e se justificam aqui. Tudo isso mostra um planejamento e escrita aguçada da autora. É uma série sem defeitos, e esse livro foi o encerramento perfeito. Teve momentos em que eu não tinha a mínima ideia de como a coisas se resolveriam. Fiquei tensa diversas vezes, chorei, sorri, comemorei... tudo que tinha direito. O enredo é muito bem elaborado, e você percebe que nenhum personagem está ali em motivo. Fiquei surpresa diversas vezes, com os resultados, e acho isso um ponto alto da história.

Quando você pega esse livro, o oitavo da série, somando os extras, ver o desfecho desses personagens, a reunião final deles, dá uma sensação única de nostalgia, realização e de ficar orfã, quando tudo se acaba. Eu li os livros nesses últimos meses, sempre um atrás do outro, e chegar ao fim, é uma sensação de dever cumprido. Conversando com algumas pessoas, percebi o desejo de ler mais sobre alguns personagens, como Dorian e Manon, e concordo com elas. Mas entendo muito bem porque as coisas terminaram aonde foi, porque agilizar alguns processos, seria fugir do perfil da autora, de desenvolver bem a questões emocionais e de evolução. De qualquer forma, foi um livro cheio de emoções, e que manteve o alto patamar da série. Não há dúvidas quanto a isso.


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Ana Liberato