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sexta-feira, 14 de maio de 2021

Resenha: "O Livro Branco Perdido" (Cassandra Clare e Wesley Chu)


Tradução: Mariana Kohnert

Sinopse:  Magnus Bane e Alec Lightwood estão desfrutando da companhia um do outro enquanto aprendem a cuidar do filho, Max, uma criança feiticeira – o que não é, na verdade, tão simples assim. A vida está, finalmente, tranquila para os dois. Até que Shinyun Jung e Ragnor Fell invadem o apartamento de Magnus no Brooklyn e roubam o poderoso Livro Branco de magias e feitiços. Percebendo que Shinyun e Ragnor estão sob controle de uma força sinistra, até então desconhecida, Magnus e Alec precisarão unir forças com seus amigos Caçadores de Sombras e atravessar o mundo para impedir que os dois causem ainda mais danos. Mas, antes de tudo, eles precisam de uma babá para cuidar de Max. Em Xangai, eles descobrem que uma ameaça muito mais sombria os aguarda. A magia de Magnus está ficando instável, e se eles não conseguirem impedir a inundação de demônios na cidade, precisarão segui-los até sua fonte – até o reino dos mortos. Mas, conforme o tempo passa e a situação se torna ainda mais perigosa e arriscada, será que eles conseguirão impedir essa iminente ameaça ao mundo? E será que conseguirão voltar para casa antes que Max esgote completamente a mãe de Alec? 


Por Jayne Cordeiro: "O livro branco da magia" é o segundo livro da nova trilogia da autora Cassandra Clare, dentro do universo dos caçadores de sombra, e focado em Alec e Magnus. Um bom tempo após os acontecimentos do primeiro livro, e agora com o filho Max, os dois estão com uma rotina tranquila. Mas após o ressurgimento de Shinyun, desta vez com Ragnor Fell, invadindo o apartamento do casal e roubando o poderoso livro branco, Magnus e Alec precisam deixar Max com a mãe de Alec, e partir em uma aventura, junto com Jace, Clary, Isabelle e Simon, para Xangai, na tentativa de reaver o livro e impedir os novos planos de Shinyun, que envolvem um vilão muito pior do que o anterior.

Eu sou apaixonada por esse universo do Caçadores de sombra (inclusive tenho uma tatuagem para provar), e sou ainda mais encantada por Alec e Magnus. Na verdade, para quem acompanha os livros da autora à muito tempo, dá um calor no coração ver como todos os personagens amadureceram a cada passo. E no caso do dois protagonistas, eles agora são pais de família, precisando se preocupar com a segurança do pequeno Max, uma criança feiticeira, que ainda está desenvolvendo seus poderes e quer deixar seus pais de cabelo branco.

Com aquele jeito divertido, recheado de aventuras, mistérios e romance, os autores conseguiram criar uma história única e que prende o leitor à cada página. O modo como mesmo nos momentos tensos, os personagens conseguem trazer certo sarcasmo, é um dos pontos mais legais dessa história. Temos também a chance de ver como anda a vida de Simon após sair da academia de caçadores de sombras, e o relacionamento consolidado de Clary e Jace. Vemos também várias referências ao passado de Magnus e porque seu relacionamento com Ragnor e Catarina Loss é tão próximo. 

Fica claro, que é importante você já ter lido alguns outros livros da série, para ter uma experiência mais completa, como a trilogia Peças Infernais, As crônicas de Magnus Bane e Contos da Academia de caçadores de sombras. E entender que essa história se passa antes de Artifícios das Trevas, até preparando o terreno para ele, em algumas coisas. De qualquer forma, este aqui é um livro que mantém o nível elevado desse universo, carregando a mistura perfeita de romance, ação, aventura e diversão. E termina deixando uma ótima promessa para o próximo. Ah, e no final ainda ganhamos um conto bem fofo, focado na Tessa e Jem. 


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sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Resenha: "Os Pergaminhos Vermelhos da Magia" - As Maldições Ancestrais vol. 1 (Cassandra Clare e Wesley Chu)

 

Tradução: Ana Resende

Sinopse: A best-seller do New York Times Cassandra Clare e o premiado Wesley Chu lançam o primeiro livro de uma nova série que acompanha o Alto Feiticeiro Magnus Bane e Alec Lightwood enquanto viajam pelo mundo após a Guerra Mortal. Os pergaminhos vermelhos da magia é o primeiro volume da aguardada série As Maldições Ancestrais.Tudo o que Magnus Bane queria era aproveitar suas férias ― uma viagem luxuosa pela Europa com Alec Lightwood, o Caçador de Sombras que, contra todas as probabilidades, é finalmente seu namorado. Mas assim que os dois se instalam em Paris, uma velha amiga chega com notícias sobre um culto de adoração a demônios chamado A Mão Escarlate, que está empenhado em causar o caos em todo o mundo ― um culto que, aparentemente, foi fundado pelo próprio Magnus. Anos atrás. Como uma piada.Agora, Magnus e Alec vão percorrer o continente europeu para rastrear A Mão Escarlate e seu novo e ilusório líder antes que o culto cause ainda mais danos. Como se não fosse suficientemente ruim que sua fuga romântica tenha sido desviada de seu trajeto original, os demônios agora estão perseguindo todos os seus passos, e está se tornando cada vez mais difícil distinguir amigos de inimigos. À medida que sua busca por respostas se torna cada vez mais complexa, Magnus e Alec precisarão confiar um no outro mais do que nunca ― mesmo que isso signifique revelar os segredos que ambos mantêm.

Por Jayne Cordeiro: "Os Pergaminhos Vermelhos da Magia" é o primeiro volume da série As Maldições Ancestrais, que faz parte do universo dos Caçadores de sombras, escrito pela Cassandra Clare. Esse primeiro livro se passa durante "Cidade dos Anjos Caídos", que faz parte da primeira série Os Instrumentos Mortais. Basicamente, ele parece se passar entre instrumentos e "Contos de caçadores de sombras". Sendo que o segundo livro, publicado agora em setembro nos EUA, se passa após o livro dos contos.

Eu amei esse livro. Primeiro por trazer como protagonistas um casal que me encanta, que é Alec e Magnus, além de ser um casal gay, que não é comum de se encontrar em fantasias. Mas a Cassandra Clare tem um jeito de introduzir personagens e situações diferentes em seus livros, e é difícil não se apaixonar pela escrita dela.

Este livro aqui, é divertido, movimentado, mergulhando em diversas cidades européias famosas, e dentro do submundo, de uma forma que normalmente não vemos. E acho os feiticeiros, um povo muito interessante e poderoso. E Magnus é um personagem incrível, diferente, com muita bagagem de passado e bem resolvido com ele mesmo. E Alec é alguém que está se descobrindo ainda, como mais do que um caçador de sombras, mas é extremamente leal, apaixonado e decidido. Eles juntos, fazem um casal muito encantador. Fiquei apaixonada por esses dois e louca pra ler o próximo livro.

O enredo do livro é interessante, dinâmico, prendendo o leitor o tempo todo. Conhecemos um pouco mais do passado do Magnus, e também vemos outros antigos personagens da série, e isso torna a leitura ótima. Para quem gosto dos livros da Cassandra, esse é um que não pode faltar de jeito nenhum. É uma série que promete muita coisa boa, e que já me conquistou nesse livro.


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sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Resenha: "Contos da Academia dos Caçadores de Sombras" (Cassandra Clare e outros)

 

Tradução: Rita Sussekind e Ana Resende

Sinopse: Os Caçadores de Sombras estão de volta numa novíssima aventura. Todas as histórias são verdadeiras. E, dessa vez, Simon Lewis está pronto para contar a dele. Numa história contada em 10 contos que revisitam o passado dos Caçadores e aponta para uma nova direção, Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman presenteiam os fãs da série com uma jornada de tirar o fôlego, cheia dos personagens que todos já amam. Simon não se lembra do seu passado, das aventuras que viveu ao lado dos amigos... Nem sequer sabe quem é, de fato. Então, quando a Academia de Caçadores de Sombras reabre, o rapaz mergulha nesse novo mundo, determinado a se reencontrar. Mesmo sem ter certeza de que quer voltar a ser aquele velho Simon de antes. Mas o local é muito hostil e Simon acaba enxergando muitos problemas em sua nova escola. Como o fato de os alunos mundanos serem obrigados a viver no porão, ou sofrerem com as piadas e os preconceitos dos Nephilim. Numa jornada para se redescobrir, para voltar a se reconhecer entre os antigos amigos, como Clary Fairchild e sua amada Isabelle Lightwood (mesmo que ele não se lembre desse amor), Simon vai descobrir que pode ser mais do que antes. Que seu destino como Caçador de Sombras vai muito além de sua missão de voltar a ser quem era.

Por Jayne Cordeiro: Esse livro não é novo, mas finalmente eu tive a oportunidade de ler. Demorei para comprar e ler, pelo pensamento errado de que esse livro não traria nada de relevante para as séries principais do universo dos caçadores de sombras, ou sobre os personagens já conhecidos. Como eu disse, pensamento errado. E quando acabei de ler, fiquei pensando como não tinha lido essa maravilha antes. Tem tanta coisa dentro desse livro que precisa ser lido. Eu me diverti, chorei, e conheci um pouco mais de tantos personagens que amo desse universo. Neste livro temos vários acontecimentos que são introdutórios para outros livros.

Basicamente, esse livro se passa entre a série Instrumentos Mortais e Artifícios da Trevas. Ele é focado principalmente em Simon, e no processo dele de tentar reaver as suas memórias, reconstruir os laços com seus amigos e passar pelo treinamento para a Ascenção e se tornar caçador de sombras. O mundo dos Caçadores de sombras e do seres do submundo está se reconstruindo após a guerra contra Sebastian, e a Academia é aberta na intenção de transformar mundanos em caçadores e preparar os jovens das famílias já caçadores de sombras. É um internato com jovens, e é bem divertido de acompanhar. Simon é um personagem divertido, e gostoso de se acompanhar. Os outros adolescentes vão ganhando destaque ao longo do livro, e é legal ver essa nova geração de caçadores sendo moldada, e possivelmente trazendo uma nova mentalidade para essa sociedade, que a gente sabe que é cheia de problemas.

Junto com todo esse desenvolvimento de Simon como caçador, temos ainda as relações dele com Isabelle, Clary, Jace e os outros. Há muitos risos garantidos quando esses personagens se encontram, e é muito bom ver todos eles mais leves, sem precisar se preocupar em salvar o mundo, por enquanto. O livro ainda lida com questões como preconceito, aceitação, relacionamentos amorosos e familiares, histórias passadas e muito mais. Quem gosta do casal Simon e Isabelle, vai adorar as cenas deles. Como também há cenas muito boas com Alec e Magnus. 

No decorrer do treinamento de Simon, conhecemos outras história secundárias bem interessantes, contadas ou vivenciadas por outros personagens desse universo, como Robert Lightwood e o circulo de Valentim, o crescimento da família de Alec e Magnus, a ida a Academia do filho de Tessa Gray e Will Herondale e por aí vai. Muita história boa, algumas divertidas, como a de James Herondale, e tristes, como a de Mark e Helen Blackthorn, que são personagens, que suas histórias sempre apertam meu coração. Resumindo, um livro incrivel, mesmo não sendo parte de nenhuma série principal da autora. Se você gosta do universo dos caçadores de sombras, e por algum motivo não leu esse livro, você precisa ler agora.


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sexta-feira, 17 de maio de 2019

Resenha: "Rainha do Ar e da Escuridão" (Cassandra Clare)


Tradução: Rita Sussekid

Sinopse: Sangue inocente foi derramado nos degraus do Salão do Conselho, e o mundo dos Caçadores de Sombras se encontra à beira de uma guerra civil. Parte da família Blackthorn foge para Los Angeles, em uma tentativa de descobrir a origem da doença que está acabando com os bruxos. Enquanto isso, Julian e Emma tomam medidas desesperadas e embarcam em uma perigosa missão para o Reino das Fadas a fim de recuperar o Volume Negro dos Mortos. O que encontram é um segredo capaz de destruir o Mundo das Sombras e abrir um caminho tenebroso para um futuro que nunca poderiam ter imaginado. Em uma corrida contra o tempo, Emma e Julian devem salvar o mundo dos Caçadores de Sombras antes que o poder mortal da maldição parabatai destrua tudo o que amam.

Por Jayne Cordeiro: Rainha do Ar e da Escuridão, é o terceiro e último livro da trilogia Os Artifícios das Trevas, que é mais uma série que se passa dentro do universo dos Caçadores de Sombras, criado pela autora Cassandra Clare. O livro anterior acabou em um ápice, cheio de tensão e de dúvidas, sobre o que viria a seguir na história. E é claro, com muito sofrimento nosso com a morte inesperada de Livvy Blackthorn. Não só esta tragédia abala toda a família e seus amigos, Julian e Emma precisam lidar com o fato de que seu plano original para impedir o avanço da maldição Parabatai está destruído, e eles parecem cada vez com menos tempo.
“O colar da Livvy.” ele disse. “Quero dizer, acho que isso faz sentido. Eu apenas pensei que você iria…”“Chorar?” Ty não parecia zangado, mas a intensidade em seus olhos cinzentos tinha se aprofundado. Ele ainda estava segurando o pingente. “Todo mundo deveria chorar. Mas isso é porque eles aceitam que Livvy está morta. Mas eu não. Eu não aceito isso.”
A Tropa e seus aliados estão avançando no seu desejo de acabar com a aliança entre os Nephilins e os seres do submundo, podendo iniciar não só uma guerra civil entre os caçadores, mas também contra as criaturas do submundo. A doença misteriosa que tem atingindo os feiticeiros está se alastrando, é fundamental descobrir como impedi-la. E Julian e Emma precisam embarcar para o Reino das Fadas, atrás do Volume Negro dos Mortos, antes que o Rei Unseelie o utilize contra o caçadores de sombras.

— Parece que eu sempre termino cuidando dos seus ferimentos — disse em tom de brincadeira.Mas Kieran não sorriu.— Deve ser por isso que sempre desejo o toque das suas mãos toda vez que estou sofrendo.

Muita coisa acontece em Rainha do Ar, não é para tanto que o livro conta com mais de 700 páginas. Mas não se assuste, a leitura passa muito rápido, porque o livro é muito dinâmico, está sempre acontecendo alguma coisa, e quando é um momento teoricamente mais tranquilo, a carga emocional é tão grande, que ainda assim, o leitor fica preso a cada página. A autora consegue, como sempre, criar personagens únicos e com histórias e dilemas complexos, intrigantes e passionais, que fazem o leitor querer acompanhar e sempre desejar saber mais. Julian e Emma são um casal que eu gosto muito, primeiro por eles serem um inverso de Jace e Clary, onde a Emma é mais parecida com o Jace e o Julian com a Clary. Mas ainda assim, os dois são bem únicos e possuem uma ligação excepcional.

Às vezes, a coisa mais corajosa que você pode fazer é confrontar suas próprias falhas.

Fiquei muito angustiada durante a leitura querendo saber como a história desses dois se resolveria, porque a coisa parecia extremamente complicada. Na verdade, toda a situação dos personagens é complicadíssima. A autora consegue criar situações que você fica se perguntando "e agora?". E é claro que ela consegue resolver as coisas de forma inesperada e magistral como sempre. Quando o livro termina, você fica surpreso, porque nada acabou como você achava que acabaria. Como este é o ultimo livro da trilogia, muita coisa se resolve ou se encaminha aqui, mas algumas pontas ficam soltas, o que acredito ser o ponto inicial de uma das próximas séries que a autora pretende lançar.

"Isso não pode continuar acontecendo”, disse Emma. “Precisamos contar a todos a verdade.""A verdade não vai impedir de acontecer”, disse Julian. Ele olhou para ela com firmeza. “Eu teria me apaixonado por você mesmo que soubesse exatamente qual era o perigo.”
Para quem acompanha todos os livros da autora nesse universo, e é apaixonado pela série Instrumentos Mortais, já sabe que acompanhamos um pouco dos personagens originais em Os Artifícios das Trevas, e neste aqui, vão receber um belo presente, porque temos algumas cenas muito fofas e especiais, envolvendo alguns casais da série. Cassandra Clare continua mantendo seu nível alto de obras literárias, arrasando como sempre, com histórias complexas, envolventes se apaixonantes. Não há como não dar uma chance a essa trilogia. E preciso dizer que essa série tem uma das capas mais bonitas que já vi. Todas são lindas, e a desse ultimo livro está maravilhosa.

Não estamos sugerindo a destruição do governo, estamos dizendo que ele está sendo destruído agora, já, de dentro. A Clave foi feita para dar voz a todos os Caçadores de Sombras. Se todos perdemos a voz, então não é nosso governo (...) Quando as Leis são transgredidas para colocarem um inocente em perigo, ela não é nossa Lei.
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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Vale a Pena Ler de Novo: "Magisterium - O Desafio de Ferro" (Holly Black e Cassandra Clare)

Neste mês de Janeiro estamos em recesso, mas preparamos para você, caro leitor, uma seleção com nossas resenhas mais acessadas de 2017.
Enquanto isso, prepare-se para todas os lançamentos e novidades de 2018.

Tradução: Amanda Orlando

Por Sheila: Oiiiiiiiiii povoooooooo. Tudo ok com todo mundo? Essa já é a segunda vez que resenho livros com o selo #irado da editora Novo Conceito. Criado especificamente para atender à demanda da galera mais jovem, trás às terras tupiniquins títulos que geralmente envolvem muita aventura e adrenalina.

Assim, com Magisterium não podia ser diferente. Começamos a leitura em meio a uma guerra cruel e sangrenta entre os magos

Em meio a uma das incursões mais covarde e sangrenta da história da guerra entre eles travada, vamos conhecer o mago Alastair Hunt que, prevendo que algo esta errado quando o Inimigo não aparece para a batalha, vai em busca da mulher e filho, deixados em uma caverna justamente com o intuito de mantê-los seguros.

Deveria haver algum som de crianças chorando. Deveria haver o burburinho de conversas nervosas e o zumbido de uma magia tênue. Em vez disso, havia apenas o uivo do vento que soprava do cume desolado da montanha. As paredes da caverna estavam cobertas pelo gelo branco, com pústulas vermelhas e marrons onde o sangue respingara e derretera, formando poças. (...)
Um choro fez com que ele se erguesse em um pulo. Naquela caverna repleta de morte e silêncio, um choro.
Uma criança.
Após esse prólogo dramático e cheio de mistério, encontraremos Callum Hunt, "o menino que sobreviveu" (para quem se liga em referências) como um adolescente ressentido, problemático e amedrontado por um pai obsessivo e taciturno. Não por ser um pai ruim, bem pelo contrário; mas por sua ojeriza à magia e as habilidades que vê florescendo em seu único filho.

"Várias crianças acham que isso tem a ver com serem especiais", o pai de Call havia dito. A repulsa na voz dele era evidente. "Os  pais delas também acham a mesma coisa. Em especial nas famílias onde a habilidade mágica data de gerações. Em algumas famílias onde a magia foi praticamente extinta, ter uma criança mágica é uma esperança de que esse poder possa retornar. Porém, são crianças sem familiares com poderes mágicos as que mais merecem nossa compaixão. São elas as que pensam que tudo será como nos filmes.""Nada é como nos filmes."

É nesse estado de espírito, soturno, sombrio, e cheio de medo que Call vai com o pai realizar as provas que podem ou não qualificá-lo para entrar no Magisterium, a escola de Magos. Assim, não é surpresa quando Call e o pai arquitetam que Call se esforce ao máximo não para ser um dos escolhidos, mas para fugir deste destino, que para Call nada mais é que a morte certa.

Vocês já devem ter imaginado que as coisas deram muito errado e não saíram nada como o planejado. Call pode até ter tido a nota mais baixa de todos os selecionados, mas o Mestre Rufus, o Mestre mais velho e, logo, o que os jovens mais aspiram como mestre, escolhe três aprendizes: Tamara e Aaaron, que obtiveram as melhores notas no Desafio e ... Call.

Agitação, burburinhos, jovens inconformados por não terem sido selecionados, início das aulas e o descortinar de um novo mundo, isso é o que acontece então com Call, que acabará por descobrir que Alastair escondeu muitas coisas sobre sua origem. Talvez coisas demais.

Algumas coisas me soaram um pouco cansativas, como por exemplo a saga do jovem excluído mas que desde o início sabemos que será a grande estrela, amado e odiado por todos devido a seus talentos únicos;  caracterização excessiva de alguns personagens; a velha fórmula de três, presente em Harry Potter, Percy Jackson e por ai vai.

Por outro lado, o livro dá uma guinada repentina, mais ou menos depois da página 200 e alguma coisa, o que me fez acelerar a leitura até o desfecho e, confesso, ficar muito curiosa sobre o próximo livro, e os rumos que tomarão as vidas de Call, Tamara e Aaron.

Mas como eu tenho 29 anos e não me considero mais público jovem ha bastante tempo acredito que o livro cumpre bem com a proposta do selo, e com certeza vai entrar para a lista de favoritos para essa galerinha leitora e já fã de Instrumentos Mortais e outras sagas do gênero.

Abraços e até a próxima!

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segunda-feira, 20 de março de 2017

Resenha: "Magisterium - O Desafio de Ferro" (Holly Black e Cassandra Clare)

Tradução: Amanda Orlando

Por Sheila: Oiiiiiiiiii povoooooooo. Tudo ok com todo mundo? Essa já é a segunda vez que resenho livros com o selo #irado da editora Novo Conceito. Criado especificamente para atender à demanda da galera mais jovem, trás às terras tupiniquins títulos que geralmente envolvem muita aventura e adrenalina.

Assim, com Magisterium não podia ser diferente. Começamos a leitura em meio a uma guerra cruel e sangrenta entre os magos

Em meio a uma das incursões mais covarde e sangrenta da história da guerra entre eles travada, vamos conhecer o mago Alastair Hunt que, prevendo que algo esta errado quando o Inimigo não aparece para a batalha, vai em busca da mulher e filho, deixados em uma caverna justamente com o intuito de mantê-los seguros.

Deveria haver algum som de crianças chorando. Deveria haver o burburinho de conversas nervosas e o zumbido de uma magia tênue. Em vez disso, havia apenas o uivo do vento que soprava do cume desolado da montanha. As paredes da caverna estavam cobertas pelo gelo branco, com pústulas vermelhas e marrons onde o sangue respingara e derretera, formando poças. (...)
Um choro fez com que ele se erguesse em um pulo. Naquela caverna repleta de morte e silêncio, um choro.
Uma criança.
Após esse prólogo dramático e cheio de mistério, encontraremos Callum Hunt, "o menino que sobreviveu" (para quem se liga em referências) como um adolescente ressentido, problemático e amedrontado por um pai obsessivo e taciturno. Não por ser um pai ruim, bem pelo contrário; mas por sua ojeriza à magia e as habilidades que vê florescendo em seu único filho.

"Várias crianças acham que isso tem a ver com serem especiais", o pai de Call havia dito. A repulsa na voz dele era evidente. "Os  pais delas também acham a mesma coisa. Em especial nas famílias onde a habilidade mágica data de gerações. Em algumas famílias onde a magia foi praticamente extinta, ter uma criança mágica é uma esperança de que esse poder possa retornar. Porém, são crianças sem familiares com poderes mágicos as que mais merecem nossa compaixão. São elas as que pensam que tudo será como nos filmes.""Nada é como nos filmes."

É nesse estado de espírito, soturno, sombrio, e cheio de medo que Call vai com o pai realizar as provas que podem ou não qualificá-lo para entrar no Magisterium, a escola de Magos. Assim, não é surpresa quando Call e o pai arquitetam que Call se esforce ao máximo não para ser um dos escolhidos, mas para fugir deste destino, que para Call nada mais é que a morte certa.

Vocês já devem ter imaginado que as coisas deram muito errado e não saíram nada como o planejado. Call pode até ter tido a nota mais baixa de todos os selecionados, mas o Mestre Rufus, o Mestre mais velho e, logo, o que os jovens mais aspiram como mestre, escolhe três aprendizes: Tamara e Aaaron, que obtiveram as melhores notas no Desafio e ... Call.

Agitação, burburinhos, jovens inconformados por não terem sido selecionados, início das aulas e o descortinar de um novo mundo, isso é o que acontece então com Call, que acabará por descobrir que Alastair escondeu muitas coisas sobre sua origem. Talvez coisas demais.

Algumas coisas me soaram um pouco cansativas, como por exemplo a saga do jovem excluído mas que desde o início sabemos que será a grande estrela, amado e odiado por todos devido a seus talentos únicos;  caracterização excessiva de alguns personagens; a velha fórmula de três, presente em Harry Potter, Percy Jackson e por ai vai.

Por outro lado, o livro dá uma guinada repentina, mais ou menos depois da página 200 e alguma coisa, o que me fez acelerar a leitura até o desfecho e, confesso, ficar muito curiosa sobre o próximo livro, e os rumos que tomarão as vidas de Call, Tamara e Aaron.

Mas como eu tenho 29 anos e não me considero mais público jovem ha bastante tempo acredito que o livro cumpre bem com a proposta do selo, e com certeza vai entrar para a lista de favoritos para essa galerinha leitora e já fã de Instrumentos Mortais e outras sagas do gênero.

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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Novidades da Semana #48

Oi gente! Que tal conferir algumas novidades do universo literário? Enjoy! ;D

Cassandra Clare anuncia data de lançamento do primeiro volume de "Magisterium"

Em uma conversa informal em seu twitter, a autora Cassandra Clare respondeu uma fã com a data de lançamento para o primeiro volume da série Magisterium. Cassie colocou como outono de 2014, o que para nós do Hemisfério Sul seria na primeira. Essa nova série não tem ligação com o mundo de Os Instrumentos Mortais e é escrita em parceria com a autora Holly Black. [Fonte] 



Nova capa de “Academia de Vampiros”, com cartaz do filme

Com a estreia da adaptação cinematográfica Vampire Academy, a editora que publica o livro nos EUA anunciou sua nova capa, com o cartaz do filme. Escrita por  Richelle Mead, a obra conta sobre um mundo oculto de vampiros no mundo atual. Na adaptação, o elenco conta com Zoey Deutch (Beautiful Creatures), Lucy Fry (Crepúsculo), Danila Kozlovsky (Legenda No. 17 ), Olga Kurylenko (Oblivion) e Sami Gayle (Blue Bloods) e tem previsão de estreia para 14 de fevereiro. [Fonte]



Aliás, temos uma super dica para dar para vocês... Sempre indicamos livros para nossos leitores, mas sabemos como é difícil ficar comprando eles o tempo todo. Não existe budget para isso, principalmente para estudantes! Mas, existem sites hoje em dia que disponibilizam cupons de desconto para os usuários, aí fica tudo mais fácil né. O truque é assinar a newsletter e ficar de olho nas promoções, pois eles normalmente têm vouchers de desconto específicos para determinadas lojas e produtos. Um site muito bom que encontramos é o Cuponzar. O legal deste site, é que não existe a necessidade de cadastro, os usuários podem simplesmente buscar códigos de cupons de desconto por loja ou por categoria, e ao selecionarem o que quiserem, é só inserir o código encontrado no final do pagamento do produto na loja escolhida e pronto! O usuário consegue o desconto.

No Cuponzar dá pra encontrar vouchers para muita coisa, como maquiagem, livros, roupas, eletrônicos, entre outros. Como o nosso interesse é livros, podemos adiantar que eles trabalham com marcas super grandes como a Saraiva, Americanas.com, a FNAC... Muito legal! Na página da Saraiva mesmo, encontramos um vale-desconto para mais de 200 livros diferentes, vale a pena conferir!

Agora de volta aos lançamentos...

Pré-venda de “Deixe a Neve Cair” do John Green!                                     

John Green, Lauren Myracle e Maureen Johnson participam deste livro com 1 conto natalino escrito por cada um deles. O livro será lançado pela Editora Rocco e está previsto para o inicio de Novembro. Deixe a Neve Cair entrou em pré-venda essa semana e você pode adquiri-lo:
O livro já teve os direitos comprados pela Paramount Pictures e em breve ganhará sua versão para o cinema.
“Na noite de Natal, uma tempestade de neve transforma uma pequena cidade num inusitado refúgio para encontros românticos. Em Deixe a Neve Cair, bem sucedida parceria entre três autores de grande sucesso entre os jovens, John Green, Lauren Myracle e Maureen Johnson escrevem três hilários e encantadores contos de amor, com direito a surpreendentes armadilhas do destino e beijos de tirar o fôlego. E provam que o amor verdadeiro pode acontecer quando e onde menos se espera.” [Fonte]

História inédita de Monteiro Lobato é publicada neste mês

O selo Globinho, da editora Globo Livros, lança este mês uma história nunca publicada  de Monteiro Lobato, que esteve guardada por mais de 60 anos. Após uma temporada morando na Argentina, onde seus livros infantis alcançaram grandes tiragens, Lobato escreveu, a pedido de seu editor, mais vinte obras com os personagens do Sítio do Picapau Amarelo, das quais 6 foram publicadas na Argentina e no Brasil.

Mais tarde, quando organizou suas Obras Completas, o autor deixou de fora algumas das narrativas encomendadas pelo editor argentino. “No tempo de Nero” é uma dessas preciosidades que ficou 66 anos escondida. Agora, com a nova edição lançada pelo selo Globinho, os leitores têm acesso a uma história praticamente inédita.

A história trata de uma viagem feita  pelos personagens do Sítio do Picapau Amarelo para conhecer a Roma Antiga. Dona Benta concorda com a aventura com a condição de visitarem o período governado por Marco Aurélio, que, segundo ela, era um homem nobre e sábio. Mas Emília, que achava os imperadores estourados muito mais interessantes, dá um jeito de levar todo mundo para o tempo do terrível Nero. O livro traz ilustrações de Simone Matias e é indicado para crianças a partir dos 7 anos. [Fonte]
quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Resenha: "Cidade dos Ossos" (Cassandra Clare)

Por Juny: Tem séries que antes de ler já sei que vou gostar e me viciar, por isso acabo adiando a leitura esperando o lançamento de mais livros, foi o que fiz com “Instrumentos Mortais” até então, e com o lançamento do filme não pude mais esperar, por me recusar a assisti-lo sem a leitura previa.

Clary tem uma vida normal até o dia que resolve ir com seu amigo, Simon, numa balada chamada Pandemônio. Lá ela vê um grupo de pessoas estranhas cometendo um assassinato, tudo fica ainda mais tenso quando ela percebe que só ela os enxerga. Após esse fato ela começa a ver o garoto louro que estava naquele grupo em outros lugares e acha que esta ficando louca. Após uma briga com sua mãe, ela sai com seu melhor amigo, Simon, e encontra novamente o garoto louro e resolve falar com ele. No meio do dialogo sua mãe liga desesperada falando para ela não voltar pra casa, que não é seguro. Clary volta mesmo assim , não acha a mãe e vê tudo destruído. Ela é atacada por uma criatura sobrenatural e acaba sendo salva por Jace, o garoto misterioso.

Ele a leva para o Instituto e conta sobre os “Caçadores de Sombras”, nefilins, demônios e as demais criaturas sobrenaturais. Ela também conhece Hodge e os irmão Lightwood, Isabelle e Alec, que também são caçadores e vivem no Instituto. Clary descobre que não é uma “mundada” e que há muitos mistérios envolvendo sua mãe e o feiticeiro das trevas chamado Valentim. A partir daí Clary conhece mais sobre esse mundo misterioso e seus integrantes, descobre mais sobre seu passado e se envolve em uma grande aventura.
– Aposto que é por causa do bloqueio em sua mente. Os Irmãos vão cuidar disso.
– E depois?
– Depois você verá o mundo como ele é: infinito – disse Jace com um sorriso seco.
Esse é um resumo básico da trama, que é muito maior e extremamente interessante. “Cidade dos Ossos” é o primeiro volume da série “Os instrumentos mortais” que já conta com 5 livros publicados no Brasil.

Clary é uma protagonista coerente e corajosa, acho que sua trajetória na série será bem promissora. Jace é “o cara”: lindo, sarcástico e poderoso, que arrebata o coração das leitoras. Apesar de terem tido pouco destaque nesse livro, gostei muito também de Isabelle, Alec e Magnus Bane.
“(...) O menino nunca mais chorou, e nunca se esqueceu do que aprendeu: que amar é destruir, e que ser amado é ser destruído”.
“Cidade dos Ossos” estreou no cinema há poucas semanas, embora o filme mude muitos pontos da trama e seja bem resumido, eu gostei. Conseguiu retratar o básico do livro, embora não seja tão profundo e completo. Gostei da escolha dos atores, mais tive uma implicância com o Jace, imaginava ele muito mais lindo, Jamie Campbell é talentoso, mas eu esperava mais...
“Ela não o ouviu rir, mas sentiu, vibrando pelas costelas até a ponta dos dedos dela. Ela segurou firme enquanto ele angulava a moto para cima, projetando-a de modo que ela se lançasse para frente e voasse pela ponte como um pássaro liberto de uma gaiola. Ela sentiu o estomago cair quando o rio rodava e as espirais da ponte sob os pés, mas dessa vez Clary manteve os olhos abertos, para que pudesse ver tudo.” 
O final me surpreendeu bastante, embora eu ache que ainda haverão reviravoltas. Estou muito curiosa para ler o restante da série, como esse é o primeiro livro, é repleto de introduções, por isso espero muito mais dos próximos. Uma série que vale a pena ler, recomendo!
 
 
Ana Liberato