segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Resenha: "Devoção" (Maya Banks)


Tradutor: Rosemarie Ziegelmaier

Sinopse: Chessy e Tate estão casados há anos. No início, o relacionamento deles era tudo o que Chessy queria. Ela oferecia ao marido a submissão e, em troca, ele cuidava para que ela se sentisse completamente segura e feliz. Porém, em alguns anos, Tate passou a dar menos atenção à Chessy, fazendo com que ela se sentisse em segundo plano. Cada vez mais infeliz num casamento que havia sido, um dia, tudo o que ela tinha sonhado, Chessy sabe que algo de urgente precisa ser feito. Tate ama sua esposa. Sentir-se provedor de Chessy sempre foi sua prioridade. Mas ultimamente ela aparenta estar distante e infeliz, deixando-o preocupado. Tão preocupado que decide organizar uma noite muito especial, que pode reacender a chama que existia neles no começo. Mas uma ligação no momento errado quase coloca tudo a perder: a segurança de Chessy, o plano de Tate, a crença no amor… Ao perceber que estava prestes a perdê-la, Tate prepara-se para o grande embate da sua vida. Decidido a reverter a situação a qualquer custo e reconquistá-la, ele vai mostrar que nada é mais importante que o amor que sentem um pelo outro.

Por Jayne Cordeiro: Devoção na verdade é o terceiro livro de uma trilogia chamada Surrender (Entrega, Rendição), onde cada livro conta a história de um casal, em que as protagonistas são cada uma de três grandes amigas. As histórias giram um pouco ao redor da temática de Dom/Submissa. Como não há nada que obrigue o leitor a seguir uma sequência, não há problema nenhum em começar a leitura por esse. Eu já conhecia os romances históricos da da autora Maya Banks, mas nunca tinha lido um livro contemporâneo dela. Então vamos lá no que eu achei deste aqui.

Ela se sentia como se Tate  estivesse deslizando cada vez mais para longe dela. O trabalho vinha em primeiro lugar, e ela em segundo, terceiro ou sabe lá Deus qual colocação dentro da lista de prioridades do marido.

O livro lançado pela editora Leya tem uma capa muito bonita, e a história me atraiu em um primeiro momento, porque eu gosto quando o casal já está junto no começo do livro, com um casamento com problemas. Por isso acabei começando por esse. A história é bem escrita e mostra um casal que se ama, mas que problemas com trabalho de Tate acaba afastando o casal. Gostei de como a autora usou um problema tão realista para criar a trama principal da história.

E então as palavras seguintes de Chessy o deixaram congelado e em pânico, como se estivesse a ponto de ser atropelado por um trem de carga. Ela ergueu a cabeça ea vida tinha desaparecido de seus olhos, que pareciam embaçados, derrotados, como se Chessy tivesse ido além de suas forças numa luta que ele nem sequer sabia que vinha sendo travada. Lágrimas quentes e grossas brotavam dos cantos dos olhos dela. Sua mandíbula travada como ferro permitiu a saída de apenas algumas palavrinhas lançadas como dardos no coração de Tate.- Eu não quero mais, Tate. Eu não aguento mais isso.

Sobre os personagens, gostei de como apesar de usar do pensamento BDSM, por causa da situação toda, vemos uma inversão de papéis, quando Tate percebe o risco de perder a esposa e decide lutar por ela. E de como a Chessy assume uma postura firme, apesar de sofrer com tudo. Para quem não está familiarizado com a temática BDSM, pode estranhar um pouco, porque a autora não se preocupa em detalhar o conceito de tudo. Talvez seja algo que ela tenha se aprofundado nos outros livros. Mas posso dizer, que tudo o que acontece no livro é bem leve em termos do gênero. Tem várias cenas quentes, detalhadas e bem escritas. Mas a autora não abusa da questão de submissa/dominador, ou da utilização da dor como prazer. Então o leitor não precisa se preocupar com sua sensibilidade.

- Eu te amo - disse Tate, beijando-a na boca. - Sempre vou te amar, Chessy. Preciso que você acredite em mim.- Eu também te amo - suspirou ela.Então, Chessy fechou os olhos. Seu corpo estava tão tenso que parecia prestes a ruir. As palavras dele, misturadas com as profundas estocadas, a desnorteavam.

Gostei do casal principal. Apesar de parecer calma, doce e até mesmo submissa, Chessy reage quando precisa e sabe ser bem racional e de temperamento forte. Tate tem aquele ar de dominador, protetor, mas mostra um lado todo romântico e dependente no decorrer do livro. O que ajuda a equilibrar as coisas. Sobre os personagens secundários, fiquei com vontade de ler os outros livros da séries, que mostraram ter histórias bem interessantes, pelo pouco que pude ver. Devoção é um livro hot bem gostoso de ler, com uma mistura equilibrada entre drama, romance e sexo, que vai conquistar os leitores.

Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta

Compre na Amazon através do link e continue ajudando o Dear Book a crescer:


sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Resenha: "Os Números do Amor" (Helen Hoang)

Tradução de Alexandre Boide

Atenção: este livro possui conteúdo adulto. Não é recomendado para menores de 18 anos.

Por Stephanie: Os Números do Amor é o livro de estreia da autora Helen Hoang e conta a história de Stella, uma jovem de 30 anos que é bem sucedida em sua carreira, tem uma família estruturada e precisa conviver diariamente com seu diagnóstico, já que ela se encontra dentro do espectro autista. Sua dificuldade de estabelecer relações em geral faz com que ela ainda seja solteira e não tenha muito sucesso no amor. A pressão de sua mãe para que Stella arrume um namorado a faz tomar uma decisão drástica: contratar um garoto de programa para ajudá-la a ser uma boa namorada e adquirir experiência sexual. É então que ela conhece Michael, um acompanhante profissional que é a promessa de que seus problemas de relacionamento finalmente irão acabar. Mas será que as coisas são assim tão simples?

Você pode imaginar que essa história é semelhante a algo que já viu por aí, e é mesmo Helen Hoang se inspirou em Uma Linda Mulher para escrever sua história, porque sempre achou interessante a ideia de trocar os gêneros em uma situação como a do filme. Como a autora também foi diagnosticada com autismo, ela utilizou suas próprias experiências para criar Stella e deixar a personagem mais verossímil, o que na minha opinião funcionou muito bem.

Eu acho que não tenho muito o que falar sobre o enredo; qualquer pessoa que tenha lido ou assistido a uma comédia romântica pode imaginar como o desenrolar da história se dá. O que acredito valer a pena de ser mencionado são os fatores que tornam essa obra um pouco “fora da curva”, como a abordagem da cultura vietnamita e o detalhamento sobre os hábitos e características de uma pessoa diagnosticada com TEA, que não é só aquilo que imaginamos ou ouvimos falar. Stella tem aspectos de sua personalidade que são únicos, por mais que ela possua uma condição compartilhada com outros indivíduos. E eu gostei muito de compreender a individualidade dela.
Ela tinha uma síndrome, mas a síndrome não era aquilo que a definia. Ela era Stella. Um indivíduo único.
Outro aspecto muitíssimo importante da obra é a discussão sobre respeito e consentimento. Michael, mesmo sendo experiente em relação ao sexo, trata Stella de forma respeitosa, considerando suas limitações e sempre aguardando o momento em que ela se sinta para qualquer coisa: desde um toque, um abraço, até outras interações mais íntimas.

Por falar em intimidade, achei as cenas adultas bem inseridas, sem forçar. Há apenas um momento bem desnecessário, que parece ter sido esquecido no meio do livro sem querer. Mas todas as outras cenas são românticas e sensuais, sem exagero. Isso vindo de uma pessoa que não lê livros eróticos, ou seja, pode confiar que aqui não tem nada explícito demais ou tão absurdo que chegue a ser cômico.
(...) Para ela, Michael era como sorvete de menta com gotas de chocolate. Até podia experimentar outros sabores, mas ele sempre seria seu favorito.
O desenvolvimento do relacionamento entre Stella e Michael é muito bacana de acompanhar. Vemos a resistência de ambos em se entregar ao sentimento, e como a vida de cada um tem suas peculiaridades. Adorei a família de Michael e a relação dele com a mãe; ele é um mocinho quase perfeito e nada machista ou babaca, que é algo difícil de encontrar em livros desse tipo.

Tenho apenas algumas ressalvas que acho que valem a pena serem citadas. Primeiro, o livro tem algumas cenas e passagens um pouco machistas, e apesar de não ser o tom da obra como um todo, me incomodaram nas vezes em que aconteceram. Outra coisa que não curti muito foi o fato de Stella não ter amigos. Eu entendo que para uma pessoa com TEA, é bem mais difícil fazer amizades, mas poderia ser alguém da família ou alguma pessoa de um grupo de apoio ou algo do tipo… Não sei, pode ser algo bobo mas ficou meio inverossímil, pra mim.

No geral eu recomendo muito a leitura. Os Números do Amor tem uma escrita super fluida, com passagens engraçadas, românticas, sexys e emocionantes. O final é um pouco corrido e as coisas são resolvidas um pouco rápido demais mas, mesmo assim, eu adorei esse livro!

Obs.: Ano que vem um segundo livro será lançado, mas não é uma continuação, e sim, uma nova história com outros personagens.

Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta


Compre na Amazon através do link e continue ajudando o Dear Book a crescer:



quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

[Cineclube]: 22 Milhas






Cineclube é uma coluna semanal que tem como objetivo trazer para os leitores do Dear Book, críticas sobre filmes (do retrô até os últimos lançamentos), além de alguns especiais sobre temas do universo cinematográfico, passando eventualmente pelas séries que tocam nossos corações (seja por amor ou total aversão mesmo). Qualquer assunto da sétima arte que mereça ser discutido você vai ver por aqui, no Cineclube.




Titulo: 22 Milhas
Data de lançamento (Brasil): 20 de setembro de 2018
Diretor: Peter Berg
Elenco principal: Mark Wahlberg, Lauren Cohan, Iko Uwais, Ronda Rousey, John Malkovich, Emily Skeggs, Terry Kinney e Poorna Jagannathan
Gênero: Ação, suspense.

Depois de ser auxiliado por uma unidade de comando tático ultrassecreta, um agente da CIA (Mark Wahlberg) tem que transportar um informante da Indonésia do centro da cidade para refúgio em um aeroporto a 22 milhas de distância.


22 Milhas é um filme de ação, sobre um grupo de agentes secretos, que precisam transportar um informante para fora do país, para evitar a criação de uma bomba que pode causar muita destruição. Não parece um roteiro inovador, e realmente não é, mas o filme consegue prender o telespectador o tempo todo a tela. As cenas de ação são bem feitas, com um mega destaque para as cenas de luta com o ator Iko Uwais, que ficaram muito boas, e para mim, foram o ponto alto do filme.


Mark Wahlberg ficou mais com as cenas envolvendo tiros e explosões. Seu personagem, um homem sempre irritado, nervoso, mas incrivelmente de sangue frio, é um personagem interessante, talvez um pouco forçado, mas que é responsável por contar o filme, e dar o tom. Os outros personagens também retratados de forma superficial, mas isso é um costume dos filmes de ação.


Como falei, achei as cenas de ações bem legais, e o filme segue um ritmo bem dinâmico e eletrizante. O roteiro cria uma surpresa no final, que pode surpreender muita gente, mas que também não foi tão bem feito assim, deixando muitas pistas pelo caminho. Mas quando o filme termina, o telespectador fica com a sensação de satisfação, então fica claro que o filme cumpre o papel que se predispôs, com muito tiro, lutas e explosões. Do jeito que os fãs de ação gostam.






Jayne Cordeiro é de Salvador-Bahia, e tem 26 anos. Enfermeira, com pós graduação em auditoria, sempre foi apaixonada por livros e filmes, e entrou no universo dos blogs em 2015, ao se tornar resenhista literária da página Maravilhosas Descobertas. Além disso, hoje ela também participa do blog O Clube da Meia Noite, como resenhista literária e esporadicamente na crítica de filmes. E agora faz parte do blog Dear Book com a nova coluna sobre filmes, Cineclube.

     Redes Sociais de Jayne:
                                                         SKOOB
                                                        FILMOW

                         E você, o que achou da coluna? Deixe seu comentário!


Até o próximo Cineclube!
#blogdearbook #dearbookbr
#cineclube









Curta o Dear Book no Facebook
Siga @dear_book no Twitter e @dearbookbr no Instagram.


segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Resenha: "Como num Filme" (Lauren Layne)


Tradutor: Lígia Azevedo

Sinopse: As únicas coisas que o mauricinho Ethan e a rebelde Stephanie têm em comum são o curso de cinema na Universidade de Nova York e o roteiro que precisam desenvolver juntos. Mas, quando a proposta de recriar clássicos de Hollywood se confunde com a realidade, eles acabam se tornando os protagonistas de uma história de amor digna de Oscar! Ela quer um quarto confortável em uma boa casa. Ele quer ficar longe de sua ex. Eles precisam de uma boa nota. Convencidos a ajudar um ao outro, os dois entram em um acordo: Stephanie será a namorada de mentirinha de Ethan enquanto ele a deixa morar em seu apartamento. Para isso, ela deverá fingir ser uma perfeita lady: discreta, arrumadinha e, claro, completamente apaixonada… igualzinha à personagem do filme que estão criando. Contudo, à medida que os dois se aproximam, Ethan se vê completamente apaixonado pela garota cheia de mistérios e contradições ao seu lado. 

Agora, ele vai ter que decidir: será que seus sentimentos são pela Stephanie de verdade? Ou apenas pela versão que ele criou? 

Por Jayne Cordeiro: Como num Filme é o prequel (o inicio) da série Recomeços, que teve seu primeiro livro lançado, intitulado Em Pedaços. Não é preciso ter lido ele para pegar Como num Filme. Neste livro  com 222 páginas, a autora brinca com a ideia de filmes e clichês, ao apresentar dois personagens tão diferentes em classe social e pensamentos, e os obrigam a atuar juntos, enquanto fingem ser namorados. Pode parecer algo que você já viu diversas vezes em filmes e livros (e os próprios personagens brincam com isso), mas a autora utiliza isso de forma incrível, e conquista o leitor completamente.

Ele se abaixa no mesmo momento, e consigo afastar a minha cabeça evitando que ela se choque com a dele, como se fosse uma cena de filme B. Infelizmente isso joga meus peitos na cara dele. Nós dos recuamos antes que seu nariz mergulhe bem ali no meio.

Eu, particularmente, gosto de uma história que se inicia com um clichê, porque nunca enjoo, mas prefiro quando o resto da história consegue me surpreender de alguma forma. O livro acaba seguindo o clichê durante todo o enredo, mas ainda assim, é um livro que você devora rapidamente e não cansa. Os dois personagens conquistam de formas diferentes, e o leitor se diverte com as farpas que eles trocam a todo momento. Mas é certo que você vai ficar com raiva deles em algum momento, porque eles podem demorar para lidar com coisas que poderiam ser resolvidas rapidamente.

"O mau humor vem com o visual gótico?". Ele pergunta, me olhando de cima a baixo. "Ou vende separado?".Levanto a mão para esconder meus olhos. "Cuidado pra onde aponta seus dentes, por favor. O brilho está me cegando."

Tive um pouco de problemas com a protagonista Stephanie, mas a gente caba entendendo o comportamento dela em alguns momentos. E o livro explora bem essa questão das diferenças sociais e de como bloqueamos algumas coisas e bem percebemos como nos sentimentos realmente sobre algo. Além de ser um belo romance jovem adulto, o livro traz uma críticas bem legais. Fora isso, a história garante momentos bem divertidos, e cenas românticas bem interessantes. Para mim que nunca tinha lido nada da autora, já é certeza que vou atrás dos outros livros dela para leitura.


Mas acho que esse é o ponto. O fato de que somos duzentos por cento errados um para o outro torna a coisa toda muito menos arriscada.

A escrita do livro é envolvente, e consegue ser bem característica para cada personagem. Dá pra perceber que todos eles, incluindo os personagens secundários, são bem complexos, e abre um segmento para livros bem interessantes. A editora mostrou muito cuidado com a elaboração do livro, e a capa está um amor. Uma obra que mexe com a ideia de oss opostos se atraem. Para quem gosta do gênero New Adult, Como Num Filme é uma leitura obrigatória, recheada de momentos que vão encantar o leitor. Tenho certeza de que vocês vão gostar.

Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta

Compre através do link e continue ajudando o Dear Book a crescer:



 
Ana Liberato