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segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Resenha: "Hearstopper Vol. 2 - Minha pessoa Favorita" (Alice Oseman)

 

Tradução: Guilherme Miranda

Sinopse: Charlie e Nick são melhores amigos, mas tudo muda depois que eles se beijam em uma festa. Charlie acredita que cometeu um grande erro e arruinou a amizade dos dois para sempre, e Nick está mais confuso do que nunca.

Mas aos poucos Nick começa a enxergar o mundo sob uma nova perspectiva e, com a ajuda de Charlie, descobre muitas coisas sobre o mundo que o cerca, sobre seus amigos ― e, principalmente, sobre ele mesmo.


Por Jayne Cordeiro: Em "Hearstopper Vol. 2 - Minha pessoa favorita", continuamos exatamente de onde a primeira Graphic Novel acabou. Charlie tomou coragem e beijou Nick, mas este está ainda mais confuso. Charlie acredita que irá perder o grande amigo para sempre. Como será que Nick irá lidar com o que aconteceu, e com suas próprias emoções? Enquanto faz essa análise, ele vai começar a questionar as pessoas e o meio onde vive.

Eu não consegui resistir para ler esse segundo volume. A história continua envolvente, doce e e fofa. Dá para ler em poucas horas e dá aquele quentinho no coração.  Os desenhos continuam seguindo o mesmo padrão, o que torna a história muito bonita visualmente. Apesar de curta, ela fala sobre romance, amizade, aceitação e comportamentos que aceitamos como normais, mas que não são. De forma simples e doce, esta graphic novel trás uma mensagem muito boa.

Os personagens secundário são também muito interessantes. principalmente os amigos de Charlie, e uma ex de Nick que ganhou direito a um conto no final. Temos aqui uma história curta, mas cheia de mensagens que devem ser semeadas. Tem momentos que você vai sorrir, comemorar e até chorar. É uma continuação perfeita para essa série, e já fico ansiosa para ler o volume 3, e pela série da Netflix.


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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Resenha: "Um Outro País para Azzi" (Sarah Garland)

Tradução: Érico Assis

Sinopse: Azzi e seus pais correm perigo e precisam fugir às pressas, deixando para trás sua casa, seus parentes, seus amigos, seus trabalhos e sua cultura. Ao embarcarem rumo a um país desconhecido, levam, além da pouca bagagem, a esperança de uma vida mais segura. Azzi terá de enfrentar a saudade que sente da avó e muitos desafios: aprender outra língua, compartilhar a preocupação dos pais, adaptar-se à nova casa e cidade, frequentar a nova escola e fazer novas amizades.

Por Eliel: Como a maioria dos livros infanto-juvenis a leitura é rápida e de fácil compreensão para todas as idades. A história de Azzi é de uma simplicidade e carregada de sentimento. Vale a pena apresentar aos pequenos essa história de tolerância e adaptação.

Não sabemos de que país Azzi saiu com seus pais e suspeitamos de que após a fuga eles chegam à Inglaterra (apenas uma suspeita porque a autora é de lá). Isso faz com que ela se aplique à qualquer povo que se vê frente a frente com a guerra e precisa fugir deixando tudo para trás.

Com "tudo", me refiro não só aos bens materiais, mas também familiares, costumes, cultura. Isso tudo é tratado com muito cuidado pelas mãos de Sarah Garland, que escreveu e ilustrou essa obra após o contato que teve com famílias refugiadas na Nova Zelândia. As expressões de angustia e falta de esperança estampada nos rostos dessas pessoas chamou muito a atenção de Sarah, principalmente ao reparar nas crianças. Como uma forma de auxiliar ela procurou por livros que contassem histórias parecidas com a que essas crianças viviam.

Bem sabemos a importância que a representatividade é para ajudar a lidar com situações de fragilidade emocional, social e psicológica. Porém, Sarah não encontrou nada. Após muito estudo junto à esses povos e suas memórias, ela percebeu que, não importa a nacionalidade ou a cultura, a maior dificuldade era em relação à adaptação à outra cultura ou língua e a saudade de tudo o que fica para trás.

Um livro simples, fruto de grande pesquisa diante de uma necessidade faz de Um Outro País para Azzi uma obra primorosa e de uma profundidade única, sem sombra de dúvida é um livro para qualquer idade.

Arrisco a dizer que é um ótimo material para se trabalhar em escolas e outras instituições que acabam por ter contato com povos de culturas diferentes da nossa. Aqui na minha cidade, Itu-SP, tem uma pequena comunidade de haitianos. Sinceramente, não sei qual é a real situação econômica e social nesse país, mas mas seria interessante fazer a intenção que esse livro desperta chegar à grupos como esses espalhados pelo Brasil perto de onde vivemos. Como brasileiros somos conhecidos por sermos um povo hospitaleiro.

Às vezes, não temos muito o que fazer para ajudar. No entanto, fazermos algo que seja do nosso alcance para tornar a transição menos difícil já é uma grande ajuda para quem a recebe. Óbvio que não queremos que essas pessoas esqueçam suas raízes, podemos aprender com o que eles trazem como experiência.

Gostei da experiência que tive com a história de Azzi e deixo aqui minha recomendação.

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sexta-feira, 10 de maio de 2019

Resenha: "Paraíso Perdido" (John Milton & Pablo Auladell)

Tradução: Érico Assis

Sinopse: Um clássico da literatura mundial adaptado pela primeira vez em uma graphic novel única e essencial. Há 350 anos, o conflito entre Deus e Satã narrado em Paraíso Perdido, obra-prima de John Milton, virou um marco na literatura. Seus dez mil versos sobre a criação do mundo, a tentação e o desejo por redenção receberam reconhecimento instantâneo e serviram de inspiração para peças de teatro, músicas, pinturas e livros, ecoando na obra de mestres como Mary Shelley, C.S. Lewis, Philip Pullman e Neil Gaiman. Agora, a obra colossal foi reimaginada pelo premiado ilustrador espanhol Pablo Auladell. Com seu traço sombrio, quase desolado, o tributo captura o lirismo de Milton para quem ainda não teve o prazer de ler os cantos originais. Ao mesmo tempo, complementa a experiência do leitor, dando ainda mais vida ao texto. A graphic novel inspirada na grande obra de Milton chega para fazer parte da linha DarkSide Graphic Novel numa edição que deixaria Adão em apuros, com capa dura, bordas douradas e todo aquele cuidado que os fãs já esperam — e merecem. Chegou a hora da redenção.


Por Eliel: O livro Paraíso Perdido de John Milton, que deu origem à essa adaptação, foi publicado em 1667 e é considerado um dos maiores clássicos da literatura mundial. Os temas que são abordados têm a ver com a origem humana segundo a fé cristã, a rebelião e queda de anjos infiéis, a perda do Paraíso por causa das artimanhas de Satanás. Esse poema é inspirado no livro de Gênesis, primeiro livro da Bíblia.

Após a queda de Satanás e outros anjos infiéis são narrados os planos de vingança contra Deus e seus anjos. Porém, como não podem fazer um ataque direto, resolvem atacar onde vai doer mais, no ego de Deus Fazem isso por corromper a principal criança divina, ou seja, os primeiros humanos. Ao comerem do fruto proibido, Adão e Eva são expulsos do Paraíso por terem desobedecido a única regra que Deus lhes apresentou.




Pablo Auladell tinha um gigante em suas mãos e um trabalho homérico para adaptar para uma graphic novel, uma linguagem bem diferente da obra original. Aposto que não foi um trabalho muito simples de ser realizado, na introdução ele afirma que até chegou a abandonar o projeto por um tempo. Mas seus esforços e talento nos trouxeram uma primorosa obra visual de um clássico da literatura.




O traço e a forma como ele usa as cores para narrar a história é extremamente envolvente. Por isso, não se admire em não conseguir largar até chegar o final. A história em si é bem conhecida já, mas o que nos prende é a forma como ela é contada nessa adaptação. As ilustrações foram muito bem planejadas e organizadas para não perder nada da essência da obra original.

Uma obra atemporal que ganhou nova roupagem por meio da arte sem igual de Auladell e que chega em nossas mãos através da incrível edição da Darkside Books.

Uma obra que recomendo fortemente aos amantes da literatura clássica, aos amantes dos quadrinhos e de artes visuais. Tive a oportunidade de conhecer o trabalho desse autor e ilustrador e já quero mais.
  
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segunda-feira, 15 de abril de 2019

Resenha: "Mulheres na Luta" (Marta Breen & Jenny Jordahl)


Tradução: Kristin Lie Garrubo

Sinopse: O movimento feminista em quadrinhos, para jovens e adultos. Há 150 anos, a vida das mulheres era muito diferente: elas não podiam tomar decisões sobre seu corpo, votar ou ganhar o próprio dinheiro. Quando nasciam, os pais estavam no comando; depois, os maridos. O cenário só começou a mudar quando elas passaram a se organizar e a lutar por liberdade e igualdade. Neste livro, Marta Breen e Jenny Jordahl destacam batalhas históricas das mulheres ― pelo direito à educação, pela participação na política, pelo uso de contraceptivos, por igualdade no mercado de trabalho, entre várias outras ―, relacionando-as a diversos movimentos sociais. O resultado é um rico panorama da luta feminista, que mostra o avanço que já foi feito ― e tudo o que ainda precisamos conquistar.

Por Jayne Cordeiro: Em um sorteio, durante um evento literário, acabei tendo nas mãos esse livro bem diferente. No começo, fiquei meio triste por não exatamente aquele que eu queria, mas na medida em que comecei a prestar atenção em Mulheres na Luta, vi que este livro era um trabalho excepcional, e que ele precisava fazer parte da minha estante. De uma forma bem didática, como histórias em quadrinho, o leitor consegue ter um panorama geral e superficial as principais mulheres envolvidas na luta pelos direitos da mulheres. Direitos hoje que são considerados comuns, ma que foram conquistados com muito esforço pelas nossas antepassadas.


Apesar de ser um livro contado por imagens, ele é bem adulto. Acredito que é uma boa escolha para dar de presente para uma adolescente ou jovem adulta, pois de forma simples, ele passa uma mensagem bem profunda. As histórias de cada mulher são curtas e interligadas, mas a autora consegue contar bem o que aconteceu com cada uma delas. As ilustrações também ficaram ótimas. Ela conseguem ser delicadas quando precisa, mas também explicitas. Tem momentos em que elas conseguem passar uma diversão e também momentos impactantes.


As histórias possuem cores diferentes como fundo, mas acredito que isso também está ligado ao que cada história tenta passar. Para as pessoas que desejam conhecer um pouco mais sobre a história do Feminismo e suas origens, esse livro é bem interessante. E como as histórias são curtas e com menos texto, eu acabei lendo ele em questão de 1 hora. E fiquei com uma ótima impressão no final. Todo o trabalho do livro, com sua diagramação, imagens, a escolha das histórias e falas, mostra que houve todo um cuidado na elaboração da obra, de origem norueguesa, mas que abrange o mundo todo, e consegue atingir a qualquer pessoa.


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sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Resenha: "Maus - A História de um Sobrevivente" (Art Spiegelman)

Tradução: Antonio de Macedo Soares

Sinopse: Maus ("rato", em alemão) é a história de Vladek Spiegelman, judeu polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, narrada por ele próprio ao filho Art. O livro é considerado um clássico contemporâneo das histórias em quadrinhos. Foi publicado em duas partes, a primeira em 1986 e a segunda em 1991. No ano seguinte, o livro ganhou o prestigioso Prêmio Pulitzer de literatura. 

A obra é um sucesso estrondoso de público e de crítica. Desde que foi lançada, tem sido objeto de estudos e análises de especialistas de diversas áreas - história, literatura, artes e psicologia. Em nova tradução, o livro é agora relançado com as duas partes reunidas num só volume. 

Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazistas ganham feições de gatos; poloneses não-judeus são porcos e americanos, cachorros. Esse recurso, aliado à ausência de cor dos quadrinhos, reflete o espírito do livro: trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto. Spiegelman, porém, evita o sentimentalismo e interrompe algumas vezes a narrativa para dar espaço a dúvidas e inquietações. É implacável com o protagonista, seu próprio pai, retratado como valoroso e destemido, mas também como sovina, racista e mesquinho. 

De vários pontos de vista, uma obra sem equivalente no universo dos quadrinhos e um relato histórico de valor inestimável. 

"Maus é um livro que ninguém consegue largar. Quando os dois ratos falam de amor, você se emociona; quando eles sofrem, você chora." - Umberto Eco 

"Um triunfo modesto, emocionante e simples - impossível descrevê-lo com precisão. Impossível realizá-lo em qualquer outro meio que não os quadrinhos." - Washington Post 

"Uma história épica contada em minúsculos desenhos." - New York Times 

"Uma obra de arte brutalmente tocante." - Boston Globe 

"A narrativa mais comovente e incisiva já feita sobre o Holocausto." - Wall Street Journal 

"Maus é uma obra-prima. Como todas as grandes histórias, diz mais sobre nós mesmos do que poderíamos imaginar." - The Guardian

Fonte: Amazon

Por Eliel: No dia 16 de Dezembro assisti uma adaptação teatral baseada nesse livro e eis que me despertou a vontade de conhecer a obra original. A história do Holocausto eu já conheço, porém não se compara ao relato de alguém que vivenciou um dos momentos mais sangrentos do século passado e que marcou gerações.

"Maus" significa Rato em alemão. Durante a Campanha Nazista os judeus foram duramente atacados pela publicidade política e até mesmo representados como ratos, o mamífero que mais transmite doenças. Provavelmente por causa desse fato histórico, Art Spiegelman faz uso antropomorfismo para representar as nacionalidades das pessoas e assim representar o clima de racismo e segregação que pairava no ar.

Art conta a história de seu pai, Vladek Spiegelman, um dos sobreviventes do Campo de Auschwitz. Uma reaproximação entre Art e seu pai e o projeto desse livro garantiram um narrativa emocionalmente tocante. Além de ser a primeira obra em quadrinhos a receber o Prêmio Pulitzer.

Nessas páginas são feitos retratos reais dos envolvidos. Vladek é um sobrevivente cheio de histórias para contar e também um mesquinho muquirana cheio de preconceitos. Art não tem uma relação muito boa com seu pai e alguns problemas psicológicos para resolver, mas é um artista incrível que produziu essa graphic novel.

As memórias de Vladek estão registradas nessas páginas como uma biografia sem meias verdades, a vida na Polônia, o casamento com Anja, o período da guerra e após. Na peça em que assisti as passagens entre Vladek e Anja eram as mais emocionantes e as que me arrancaram algumas lágrimas.

Já no livro a riqueza de detalhes do dia a dia dos prisioneiros de campos de concentração é impressionante. Os atos cruéis cometidos com seres humanos são inimagináveis. Os fracos não tinha muita chance de sobrevivência, o que salvou Vladek foi sua inteligência e sua força de vontade.

Vou recomendar fortemente a leitura desse livro que pode ser uma porta de entrada para o mundo dos quadrinhos e também, se você tiver a oportunidade de assistir a adaptação teatral (essa dica é para os da capital de São Paulo). Impossível não se emocionar e diria até mesmo se envergonhar da capacidade humana de lidar com seu próximo de uma forma tão cruel. Uma obra para pensar e repensar.

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sexta-feira, 1 de junho de 2018

Resenha: "Repeteco" (Bryan Lee O'Malley)

Tradução: Érico Assis

Sinopse: A vida de Katie vai muito bem. Ela é uma chef talentosa, dona de um restaurante de sucesso e com grandes planos para a vida. De repente, em um único dia ela perde uma grande chance de negócios, sua paquera com um jovem chef azeda, sua melhor garçonete se machuca e um ex-namorado charmoso aparece para complicar ainda mais a situação. Quando tudo parece perdido e Katie já não enxerga mais uma solução, uma misteriosa garota aparece no meio da noite com a receita perfeita para uma segunda chance.

E, assim, Katie ganha um repeteco na vida e precisará lidar com as consequências de suas melhores intenções.
Fonte: Grupo Companhia das Letras

Por Eliel: E se você tivesse a oportunidade de repetir algum momento da sua e reparar erros do passado? Essa oportunidade foi dada à Katie por uma garota misteriosa que deixa um presente na cômoda que já estava na casa antes de Katie se mudar.

Dentro da caixinha de presente têm um bloco de anotações intitulado "Meus Erros", um cogumelo e um cartão de instruções. Então para consertar algum erro basta apenas anotar no bloquinho, comer o cogumelo e dormir, assim terá uma nova chance.



Anos atrás, Katie abriu o Restaurante Repeteco - um ótimo nome para um restaurante onde se espera que as pessoas comam várias vezes - com seus amigos, mas aos poucos eles foram seguindo outros e rumos e Katie se viu só. Ela resolve abrir um novo restaurante em outro lugar para dar um novo rumo à sua vida.

A aparição dessa garota, que mais parece um fantasma que apenas Katie enxerga, trará muitas oportunidades de retificações da vida da nossa querida chef. Será que ela usará esse poder com sabedoria?

Com a ajuda de uma tímida funcionária do restaurante, Hazel, ela começa a entender como lidar com Lis, a garota misteriosa que ela descobre ser um espírito do lar. Katie passará por muitas coisas, aprenderá mais sobre si mesmo do que imagina dentro dessa jornada que vai além do espaço-tempo.

Essa é uma ficção científica com ares de magia e com um forte apelo filosófico. Uma graphic novel engraçada e com enredo bem denso sobre as consequências de mexer com o passado por melhores que sejam suas intenções. O humor único de Bryan Lee, já encontrado antes nos livros do Scott Pilgrim, deixam a leitura leve e fluída. As personagens são muito bem construídas e até mesmo o narrador participa - vemos isso pelas constantes discussões entre Katie e ele(a).



O trabalho de tradução feito por Érico Assis foi primoroso por acompanhar muito bem a irreverencia da narrativa. Ele conseguiu passar para o português as expressões, gírias e intenções do texto original com maestria, se você conseguir devorar as 336 páginas em um único dia, agradeçam a esse cara.

Recomendo esse livro que é um dos meus favoritos desse ano!

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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Resenha: "Como Falar com Garotas em Festas" (Neil Gaiman, Fábio Moon & Gabriel Bá)

Tradução e Adaptação: Fábio Moon & Gabriel Bá

Sinopse: Enn é um garoto de quinze anos que nunca se deu bem com as garotas, enquanto seu amigo Vic tem todas a seus pés. Na Londres dos anos 1970, auge do punk rock, os dois estão prestes a viver a aventura mais espetacular das suas vidas. Ao serem convidados para uma festa, conhecem as belas Stella, Triolet e Wain e descobrem mais segredos do que jamais poderiam supor. Do premiado Neil Gaiman, autor de Deuses americanos e Sandman, e adaptado e ilustrado de maneira extraordinária pelos irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá, Como Falar com Garotas em Festas é uma graphic novel eletrizante, uma jornada sobre as descobertas do amor, das diferenças e dos mistérios que cercam o amadurecimento.

Fonte: Skoob

Por Eliel: Se você já leu Coisas Frágeis de Neil Gaiman já deve ter topado com esse conto por lá.

Neil Gaiman é um autor com inúmeras obras de sucesso e muitas delas são contos de fantasia. Esse é o caso da resenha de hoje. Neil escreveu, Fábio Moon e Gabriel Bá foram lá e traduziram e adaptaram para uma graphic novel incrível como eles sempre fazem.

Ilustrações sensacionais e bem psicodélicas, como o próprio conto nos leva a entender, ajudam a enxergar as intenções por trás das palavras do autor. 

Nessa estória vamos com Enn, um adolescente que não tem o menor jeito com as garotas, e seu amigo Vic, o bonitão que fica com todas as mais gatas, à uma festa repleta de garotas lindas. Um conto sobre o amor e amadurecimento.

O desenrolar da trama começa logo depois dos dois chegarem à festa onde não conhecem ninguém, mas está cheio de garotas lindas, de outro mundo. Vic logo já começa a se acertar com uma delas sobrando para Enn o grande desafio, falar com essas garotas. Até aí uma história adolescente normal, mas não se esqueça que Gaiman é conhecido por suas fantasias e que elas são garotas de outro mundo...


Para ficar ainda melhor, o conto vai ganhar uma adaptação para os cinemas que ainda não tem data definida para chegar em terras brasileiras. Teremos nessa adaptação Elle Fanning (de Malévola) e Nicole Kidman (de Lion). Deixem nos comentários o que vocês acharam dessa adaptação para os quadrinhos e o que esperam da adaptação do cinema.

Acredito que ler esse conto será uma ótima entrada para o mundo de Gaiman e também para os quadrinhos dos gêmeos Moon e Bá.

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sexta-feira, 25 de março de 2016

Resenha: "O Quebra-Nozes - Grandes Clássicos do Balé em Quadrinhos" (Jorge Marcos Costa & William Romão Costa)

Sinopse: Uma Viagem MágicaA história original apareceu num conto de E.T.A. Hoffman: “Quebra-Nozes e o Camundongo Rei” (1816), o conto ganha o mundo a partir da versão francesa de Alexandre Dumas, pai (1845) que é mais uma adaptação do que uma tradução. A história alcançaria o auge da fama justamente pelo balé “O Quebra-Nozes” criado pelo compositor russo Tchaikovsky com coreografias de Marius Petipá e Lev Ivanov baseado na versão de Alexandre Dumas.Este livro expande a narrativa dançada para um romance gráfico, utiliza técnicas de ilustrações baseadas em fotos de balé e dança.A história em forma de quadrinhos facilita a leitura e a compreensão, tanto em crianças quanto em adultos, além de proporcionar momentos de entretenimento, sonho e encantamento, com riqueza de detalhes, de ângulos e perspectivas, que vão encantar o leitor pela beleza da história, das imagens e pela relação movimento, música e dança.

Por Eliel: Gosta de Graphic novel? Gosta de balé? Já imaginou os dois juntos? O Instituto Passo de Arte está com esse projeto muito interessante de levar os grandes clássicos do balé para as páginas das graphic novels (histórias em quadrinhos). Quem acompanha o blog sabe que sou apaixonado por balé e nunca na vida esperaria ver um dos meus favoritos nessa mídia que tanto amo também.  O resultado ficou impressionante, as ilustrações foram baseadas em fotos e nas coreografias reais d´O Quebra-Nozes.

A magia e a ciência, são a arte de causar mudanças de acordo com a nossa vontade. Não há laço capaz de unir o dividido, senão o amor.

A narrativa adicionada torna ainda mais fácil de compreender o que vemos nos palcos, geralmente próximo do Natal. A história é realmente encantadora quando é dançada e quando é lida. Vale lembrar que Tchaikovsky compôs a música baseado em um conto de Alexandre Dumas (pai) e isso também serviu de inspiração para Marius Petipá e Lev Ivanov para coreografar esse clássico. Dançado desde 1892 até os dias de hoje é um balé que a maioria das pessoas conhece e já assistiu e agora os fãs poderão ler.

Não foi fácil conciliar magia e mecânica na arte da dança.

O intuito, além de popularizar a história, é ser um material de referência para estudantes da dança. O formato de graphic novel facilita a leitura para crianças, mas não só elas, os adultos também que poderão ter o recurso visual para que todo o pano de fundo por trás desse clássico seja mais claro.

Atente-se aos temas que são abordados indiretamente, como: a saudade da infância, o contraste da realidade adulta e o sonho infantil, evolução intelectual e espiritual. Depois disso, assista ao espetáculo com novos olhos, e volte aqui para compartilhar suas experiências.



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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Resenha: "Mate Minha Mãe" (Jules Feiffer)

Tradução por Érico Assis

Sinopse: Somando-se a uma carreira lendária que inclui um Pulitzer, um Oscar, um Obie e outras homenagens da National Cartoonist Society e do Writers Guild of America, Jules Feiffer apresenta agora sua primeira graphic novel. 
Mate minha mãe é uma vibrante celebração do cinema noir e dos quadrinhos que embalaram sua juventude. Bebendo deSpirit - HQ em que Will Eisner trabalhou nos anos 1940 -, nas obras de Hammett, Chandler, Cain, John Huston e Billy Wilder, e ainda repleto do humor rápido de Feiffer, o livro conta a história de cinco mulheres formidáveis ligadas fatalmente por um detetive decadente e beberrão. Nesta sua primeira graphic novel, Feiffer injeta energia e vitalidade no gênero.Fonte: Quadrinhos na Cia.

Por Eliel: Titulo sombrio, ilustrações no melhor estilo do cinema noir dos anos 40 e 50, um roteiro intrigante e surpreendente. Receita certa para uma graphic novel digna de leituras e releituras.

Um diferencial desse título é que ele é uma espécie de musical. Uma coisa inimaginável para uma história em quadrinhos, mas (juro!!!) dá para ouvir as músicas e ver as coreografias diante dos seus olhos. 

A história em si é bem dramática e sombria. Carregada de emoção do começo ao fim, achei incrível como uma história em quadrinhos pudesse ter tamanha carga de realismo em relação aos sentimentos atribuídos aos personagens tão bem idealizados!

E não posso deixar de falar das ilustrações tão fiéis aos estilos dos anos 40 e 50, detalhes dos objetos, roupas é simplesmente impressionante. Ler Mate Minha Mãe é como assistir um filme cult em preto e branco.

Em uma palavra posso resumir muitas coisas nessas páginas: POLÊMICO.

“O multitalentoso Jules Feiffer fez de tudo. Vencedor de um Pulitzer, um Oscar e um Obie Award, entre muitos outros, ele agora usa seu talento extraordinário em uma graphic novel. Ninguém escreve como Jules! Ninguém desenha como Jules! Ninguém em sã consciência deve perder este marco monumental desta carreira incrível.” - Stan Lee

O Stan Lee (Lendário!!) falou isso do Jules, o que esperar então dessas páginas?

Descubra ao ver como a história de cinco mulheres se interligam em Mate Minha Mãe;.

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domingo, 30 de agosto de 2015

Resenha: "A Guerra dos Tronos - Graphic Novel - Vol. 3" (George R. R. Martin)

Tradução por Heitor Pitombo
Sinopse: A Guerra dos Tronos #3 - Intrigas, morte e traições vão abalar os Sete Reinos... Neste volume, fica cada vez mais acirrada a conquista pelo lugar mais disputado dos Sete Reinos - o Trono de Ferro. Os Stark estão se desintegrando, os Lannister finalmente são desmascarados após a morte do rei Baratheon, e no outro lado do Mar Estreito, um membro da família Targaryen renasce das cinzas... E, como se a batalha já não estivesse sangrenta o bastante, além da muralha, seres sobrenaturais prometem trazer o terror para Westeros. Fonte: Skoob

Por Eliel: Sob olhar atento de Martin, o romancista Daniel Abraham e o ilustrador Tommy Patterson trouxeram à vida mais um volume dessa Guerra dos Tronos. Você pode ver a resenha dos primeiros volumes aqui e aqui. 

Nesse terceiro volume, vemos que a Casa Stark está se desmanchando aos poucos, as tramas vis da Casa Lannister são reveladas perante a morte do Rei Robert, do outro lado do Mar Estreito a Casa Targaryen se ergue das cinzas e a guerra pelo Trono de Ferro só está começando. E se todo o sangue que será derramado dessas páginas não fosse suficiente, do outro lado da Muralha seres sobrenaturais trazem terror para o povo de Westeros.

O garanhão que monta o mundo não precisa de cadeiras de ferro. 

E como já é de conhecimento de quem acompanha essa série, sempre temos um making of sobre a construção dessa nova mídia para a Guerra dos Tronos. Esse volume não é diferente, aqui veremos sobre a construção dos personagens, Ahhh os personagens, em uma mídia ilustrada são uma parte primordial da narrativa.

Aproveitem mais essa batalha da Guerra dos Tronos. E não se esqueçam de que o Inverno está chegando...


quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Resenha: "A Guerra dos Tronos - Graphic Novel - Vol. 2" (George R. R. Martin)


Tradução por Heitor Pitombo
Sinopse: Neste novo volume, você terá a oportunidade de acompanhar a trajetória de Tyrion, que é injustamente capturado pela Lady Catelyn e levado até os confins das montanhas do Ninho da Águia. Também poderá vislumbrar as paisagens estonteantes do alto da Muralha e misturar-se aos homens jurados da Patrulha da Noite junto com Jon Snow. Além de assistir de camarote às empolgantes cenas do Torneio da Mão, que junta cavaleiros de vários reinos em uma batalha de vida ou morte.

Fonte: Skoob


Por Eliel: Você pode ver a resenha do primeiro volume aqui. Assim como no primeiro volume lançado aqui no Brasil, esse volume também reúne 6 das revistas lançadas originalmente. Nesse volume vamos ver muito mais sobre o Norte, junto com Jon Snow que tenta se adaptar aos costumes da Muralha, sobre o serviço de Lord Eddard Stark como a Mão do Rei e claro, não poderia faltar o amor de Daenerys por Khal Drogo.

Porém você, fã de #GoT, já conhece essas histórias muito bem. O grande diferencial aqui é poder ver sob outro ângulo todas as paisagens, personagens e tudo o que você já leu nos livros e viu na série da HBO.

Agora, aqui entre nós, colocar toda essa saga em pequenos quadros e balões não deve ser das tarefas mais fáceis. Ainda bem que Daniel Abraham conseguiu roteirizar essa obra prima da fantasia para que Tommy Patterson pudesse colocar no papel suas incríveis ilustrações do mundo imaginado por Martin.

No makinf of desse volume vamos ver como os originais de Martin se tornam roteiros, e roteiros se tornam ilustrações, e como elas ganham os quadros e balões e assim finalmente chegam à suas mãos.
Não perca tempo e complete sua coleção de Game of Thrones.

O Inverno está chegando.



quarta-feira, 8 de abril de 2015

Resenha: "A Guerra dos Tronos - Graphic Novel - Vol. 1" (George R. R. Martin)


Tradução por Bruno Dorigatti e Guilherme Costa
Sinopse: "O inverno está chegando" é o lema da casa Stark, o feudo mais ao norte entre os que devem fidelidade ao Rei Robert Baratheon na distante Porto Real. Lá, Eddard Stark de Winterfell governa em nome do rei e vive em paz com sua mulher, Catelyn, seus filhos Robb, Brandon e Rickon, suas filhas Sansa e Ayra, e o bastardo Jon Snow. Mais ao norte, atrás da imponente Muralha, vivem os selvagens Wildlings. Depois que Jon Arryn, a Mão do Rei (segunda pessoa mais importante dos Sete Reinos depois de Vossa Majestade) morre em circunstâncias misteriosas, Robert se dirige a Winterfell com sua família: sua mulher, a rainha Cersei, seu filho, o príncipe Joffrey, e os irmãos da rainha, o esgrimista Jamie e o anão Tyrion, da poderosa casa Lannister.  Enquanto isso, através do Mar Estreito, o príncipe Viserys, herdeiro da derrotada casa Targaryen, que uma vez governou toda Westeros, planeja recuperar o trono com o exército do bárbaro Dothraki, cuja lealdade ele pretende obter com a única moeda que possui: sua bela e ainda inocente irmã, Daenerys. Fonte: Skoob 
Por Eliel:  Adaptar uma grande obra como a Guerra dos Tronos para a versão em quadrinhos não é uma tarefa fácil. Mas quando o projeto conta com, nada mais nada menos que, o autor do original, a tarefa se torna um pouco mais desafiadora.
"O que você vai ler é uma adaptação original de meus romances. A equipe responsável pela versão em quadrinhos da minha fábula trabalhou a partir do mesmo material original e deparou-se com alguns dos mesmos desafios encarados pela série de TV, mas casa uma delas também teve de lidar com problemas exclusivos de sua mídia. De minha parte, amo a série televisiva e amos os quadrinhos... hum, a graphic novel... também. Este é a minha gente e ainda é a minha história, agora sendo contada de uma maneira diferente em uma mídia diferente, onde um público novo pode apreciá-la." George R. R. Martin
Você já deve ter lido os livros, assistido a série (que inclusive volta dia 12 de abril para a sua quinta temporada) e agora chegou a hora de ler a adaptação para quadrinhos de Daniel Abraham e do ilustrador Tommy Patterson. Esse primeiro volume reúne as 6 primeiras revistas lançadas nos EUA.

Faz um certo tempo foi feito um post sobre o lançamento da adaptação para graphic novel aqui no Brasil (aqui). A história conta com milhões de fãs espalhados pelo mundo, seja devido aos livros ou a série de TV, portanto falar da narrativa em si é meio que bater na mesma tecla, a grande maioria já a conhece. Mas caso não conheça, a resenha da Guerra dos Tronos, primeiro livro das Crônicas do Gelo e do Fogo, pode ser conferida aqui.

Posso dizer que que o formato ficou muito bom em comparação com as outras adaptações do romance, ricamente ilustrada com uma qualidade riquíssima e um roteiro muito bem estruturado para que não percamos uma vírgula se quer. Além dos quadrinhos, temos um Making Of que desvenda os bastidores e os desafios para que essa adaptação chegasse em nossas mãos. Belíssimo trabalho que vai agradar e muito os fãs das Crônicas do Gelo e do Fogo.


 
Ana Liberato