sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Resenha: "O Salvador" - Irmandade da Adaga Negra (J. R. Ward)

 

Tradução: Cristina Tognelli

Sinopse: Os destinos de um vampiro e de uma cientista estão apaixonadamente entrelaçados neste best-seller internacional excitante e repleto de suspense.

Na venerável história da Irmandade da Adaga Negra, um único macho foi expulso, mas porque a insanidade de Murhder não deu escolha aos Irmãos.

Assombrado pelas visões de uma fêmea que não conseguiu salvar, ele, ainda assim, retorna a Caldwell numa missão para reparar o erro que o arruinou. Contudo, Murhder não está preparado para o que deve enfrentar nessa busca pela redenção.

A doutora Sarah Watkins, pesquisadora de uma empresa biomédica, tem dificuldades em superar a perda do noivo, que também era seu colega de profissão. Então, quando o FBI começa a investigar a morte dele, a cientista leva as evidências ao limite para, enfim, tomar conhecimento de uma terrível verdade.

Quando os destinos de Murhder e de Sarah se entrelaçam irrevogavelmente, o desejo se acende entre eles. Mas será que eles conseguirão forjar um futuro que cubra a distância que separa as duas espécies? E quando um novo inimigo surge na guerra contra os vampiros, será que Murhder retornará para a Irmandade... ou voltará para a sua existência solitária de uma vez por todas?


Por Jayne Cordeiro:  "O Salvador" é mais um volume da série maravilhosa da Irmandade da Adaga Negra. Como o livros mais recentes da série, ele se divide entre um casal novo, e o um dos antigos. Destes últimos, ele foca em John e Xhex, que são personagens muito interessantes, com passados conturbados, e que encontraram como âncora, seu relacionamento. John precisa lidar com seu incomodo em não ser "oficialmente" um Irmão, e ainda com uma situação muito perigosa que coloca a sua vida em risco, que o faz pensar em seu passado e futuro. Já Xhex, acaba tendo que se envolver com um membro de seu passado, que pode criar tensão no seu relacionamento e ainda levá-la a pessoas que lhe fizeram mal anos atrás.

Já o outro casal, muito fofo por sinal, é a Sarah e o Murhder. Ela, uma cientista que ainda lida com as consequências de uma perda e que acaba descobrindo um experimento terrível na empresa onde trabalha. E Murhder é um antigo e excluído membro da Irmandade, que enlouqueceu anos atrás, cometendo diversas atrocidades, e que agora vê a chance de se redimir salvando o filho de uma velha conhecida. Essa situação acaba levando ao encontro desses dois. Uma humana e um vampiro. E não é a primeira vez que isso dá muito certo nessa série.

Quando esse livro lançou, fiquei com um pé atrás. Na verdade, sempre fico assim, com esses livros mais recentes da série, porque sou muito apegada aos casais originais. E normalmente, os casais mais novos, são personagens que nunca vimos antes, ou temo pouco contato. Mas também, sempre acabo devorando o livro, e louca pelo próximo. E não foi diferente aqui. É um livro muito interessante de ler. Os dois blocos da história são cativantes, com casais cheio de química e uma história bem desenvolvida. E o plot por trás deles, com a guerra contra os redutores e o surgimento de um novo e misterioso poder, nos prende ao livro.

A leitura flui muito bem. O livro trás uma boa mistura de romance, cenas hot, ação, e mistério. A gente nunca abe para onde a próxima cena irá levar, e autora consegue, apesar de tantos livros, nos manter intrigados e apaixonados por essa série, e todos os seus personagens. Até as últimas páginas, fiquei cheia de tensão, e não sabia o que iria acontecer. O final foi completo, e ainda deixou algumas questões bem especiais para o próximo livro, que já foi lançado, e devo resenhar nas próximas semanas. Como sempre, essa é uma série muito bem estabelecida, que mantem suas qualidades, em cansar o leitor, e dando aquele gostinho de quero mais, a cada novo livro lançado.



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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Resenha: "A Marquesa de Havisham" (Lorraine Heath)

 

Tradução: A. C. Reis

Sinopse: O amor pode levar a loucura. E foi exatamente isso que o visconde Locksley viu acontecer com o pai, após a morte de sua amada esposa. Mas, quando o marquês decide se casar com Portia Gadstone, Locke se vê obrigado a tomar medidas drásticas para impedir que aquela mulher incrivelmente bonita se aproveite dele. O desespero levara Portia a concordar em se casar com um louco. O acordo lhe ofereceria a proteção de que precisava. Pelo menos era o que ela pensava, até o filho do marquês ler as letras miúdas do contrato e... tomar o lugar do pai! De maneira repentina, a união supostamente calma planejada por Portia se transforma em uma relação perigosa e repleta de tentações. Ao se ver apaixonada por Locke, ela descobre segredos sombrios, que ameaçam separá-los para sempre... a menos que ele arrisque tudo e entregue seu coração para o amor.


Por Jayne Cordeiro: "A Marquesa de Havisham" é o ultimo livro da série "Os Sedutores de Havisham", e ele foca em Locke, filho do marques considerado louco, e que criou todo o quarteto do mocinhos dessa série. Locke passa a maior parte do tempo, na propriedade da família, lidando com as questões administrativas e protegendo o pai, de suas tentativas de encontrar o fantasma da esposa nos pântanos. E para completar, seu pai arranjou uma noiva para si mesmo por correspondência, e para impedir que uma aproveitadora se ligue a seu pai, ele acaba assumindo se casar com ela. Ele sabe que Portia está escondendo algo, e que ela não é confiável, mas acaba sendo difícil lidar com a atração arrasadora que sente por ela.

Outro livro da Lorraine Heath que gostei muito. No geral, eu achei essa série bem equilibrada, e este livro foi um ótimo encerramento. O casal principal tem uma ótima química, e as interações deles são divertidas e interessantes de acompanhar. Como Locke, o leitor fica curioso para saber sobre o passado de Portia. As pistas são lançadas aos poucos, mais ainda assim, nos surpreendemos com as revelações finais. Achei Portia, uma personagem bem equilibrada, de bom coração, doce, mas que consegue se mostrar forte quando é preciso. Como Locke, ela tenta ter uma relacionamento sem sentimentos com ele, mas também não dá certo.

Eu gostei muito do tema trazido pela autora nesse livro. É como se ele fosse uma preparação para o tema central de outra série dela, e ele foi abordado de uma forma mais profunda e por um lado diferente, do que normalmente vemos, nesses romances de época. A escrita dela continua envolvente, rápida, e prende o leitor fácil. Fiquei muito satisfeita quando terminei, e recomendo essa série para que, gosta do gênero romance de época. E deixo uma curiosidade, para quem terminou essa série. Existe uma novela, um livro menor, não lançado aqui no Brasil, sobre os pais de Locke, mostrando como eles se apaixonaram, e levando até o final de "A Marquesa de Havisham". É uma leitura curta, mas que dá aquela aquecida no coração. O nome do livro é "When the marquess falls".




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quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Resenha: "O jardim secreto" (Frances Hodgson Burnett)


Tradução de Liliana Negrello e Christian Schwartz

Sinopse: Uma história encantadora de transformação e empatia. Um clássico da literatura inglesa infanto-juvenil adorado há mais de um século por leitores de todas as idades.

Ao perder os pais numa epidemia de cólera na Índia, onde nasceu e foi criada, a pequena e mimada Mary Lennox é enviada para viver na lúgubre mansão de seu tio, no coração da Inglaterra rural. Deprimido pela morte da esposa, o tio está sempre viajando, enquanto seu filho Colin, primo de Mary, passa a vida na cama como inválido. Solitária, Mary tenta se divertir vasculhando a propriedade, até que descobre um segredo incrível: o deslumbrante jardim de sua falecida tia, trancado e abandonado.

A descoberta do jardim faz com que Mary conheça Dickon, menino que conversa com os animais e as plantas, e se aproxime do primo, que volta a sair da casa numa cadeira de rodas improvisada. Assim, a amizade das três crianças e o encantamento causado pelo jardim começam a transformar a vida de todos na casa.

Publicado em 1911, O jardim secreto já inspirou diversas adaptações para teatro, TV e cinema.

Por Stephanie: O filme "O jardim secreto", de 1993, é um dos meus favoritos da infância – e até hoje ainda tenho muito carinho pela obra. Sempre tive muito interesse pelo livro e, quando vi a edição de bolso luxo da Zahar, tive certeza de que era o momento certo para fazer a leitura. Como fazia muito tempo desde a última vez que assisti ao filme, não lembrava de todos os detalhes da história, o que foi ótimo pois consegui aproveitar melhor o livro, como se fosse a primeira vez.

A escrita de Frances Hodson Burnett é fluida, com poucos floreios mas muito sentimento. Ela descreve com perfeição os detalhes da natureza que cerca os personagens, seja no jardim propriamente dito ou em qualquer outra paisagem. Foi uma das coisas que mais gostei na obra.

Uma das coisas estranhas de viver neste mundo é que só de vez em quando somos capazes de sentir, com toda a certeza, que viveremos para todo o sempre. Isso acontece às vezes, quando acordamos naquela hora suave e solene da madrugada, saímos de casa, ficamos sozinhos, jogamos a cabeça para trás e olhamos lá para cima, para o céu pálido que vai se transformando e ruborescendo lentamente, e vemos coisas maravilhosas começarem a acontecer, até que a luz que surge no leste quase nos faz gritar - e o coração fica em silêncio diante do estranho e imutável esplendor do nascer do sol, que vem acontecendo todas as manhãs há milhares e milhares de anos. Nessa hora temos essa certeza, ainda que apenas por um breve momento.

Os personagens são bem desenvolvidos e encantadores, cada um à sua maneira. Gostei muito do desenvolvimento de Mary e de sua jornada ao longo da história. Colin também é um personagem memorável; ainda que seja um pouco inverossímil, gostei da maneira dele de ver o mundo, sempre positivamente e com esperança.

Por ser um livro com um público-alvo mais jovem, é natural que o enredo seja simples, com muitas metáforas e uma moral da história ao final. Aqui, creio que as mensagens são voltadas à valorização da natureza, fé em algo maior do que nós mesmos para superar as adversidades e importância da união familiar.

Recomendo demais a leitura, não só para os fãs do filme, mas para quem nunca entrou em contato com essa história tão encantadora. Só não dei nota máxima devido a algumas passagens racistas e xenofóbicas em relação a indianos e pessoas não brancas como um todo. Entendo que é reflexo do pensamento da época mas foram momentos que me incomodaram.

Tirando isso, é um livro lindo que merece ser lido por todos!

Até a próxima, pessoal!


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Resenha: "Depois do sim" (Taylor Jenkins Reid)

Tradução de Alexandre Boide.

Sinopse: Lauren e Ryan viveram juntos os melhores e mais importantes momentos da vida adulta. Um romance dos sonhos durante a faculdade. A formatura. Uma bela cerimônia de casamento. O primeiro emprego. O primeiro apartamento. Eles sempre estiveram lá um para o outro, mas depois de onze anos casados as brigas parecem não ter fim – desde contas a pagar até o que vão jantar, do seguro do carro até onde estacionar. 

É triste, mas inegável: o casamento está em crise. Incapazes de avaliar se ainda se amam, eles decidem tentar algo nada convencional: viver separados durante um ano, sem manter nenhum tipo de contato, na esperança de encontrar um jeito de se apaixonar novamente.

É possível ter romance sem compromisso? E parceria sem casamento? O que faz um relacionamento durar? Pelo que vale a pena lutar? Na tentativa de responder a essas perguntas, Lauren embarca em uma jornada de autoconhecimento que vai levá-la mais longe do que imagina.

"Não estamos brigando por dinheiro, por ciúme ou por falta de comunicação. Estamos brigando porque não sabemos o que fazer para ser felizes. Estamos brigando porque não estamos felizes. Estamos brigando porque não fazemos mais o outro feliz."

Por Thaís Inocêncio: O livro começa no presente, com mais uma das brigas rotineiras do casal, então já conseguimos sentir a atmosfera de crise na qual eles estão envoltos. Nos capítulos seguintes, voltamos onze anos no tempo para descobrir como Lauren e Ryan se conheceram, se apaixonaram e o que os fez deixar de viver um romance repleto de companheirismo e felicidade e passar a discutir por cada situação cotidiana.

Esse é um dos pontos mais interessantes do livro: o fato de que o casamento não está acabando por causa de algum acontecimento grandioso ou um problema recorrente, e sim por pequenas coisinhas do dia a dia, aparentemente imperceptíveis, que se acumulam até transbordar. Chega a ser até difícil explicar o motivo da crise para quem está de fora dela. É o que acontece com Lauren ao dividir com sua família a decisão que ela e Ryan tomaram.

Aliás, a relação entre Lauren e sua família, que acaba se tornando sua rede de apoio nesse momento difícil, é muito próxima e descrita de uma maneira bastante real. Desde o início, Ryan é acolhido pela mãe, irmãos e avó de Lauren como se fosse mesmo parte da família, portanto eles também sentem essa separação de maneira intensa, cada um a seu modo.

Um ponto negativo dessa história é a ausência de Ryan na narrativa. Como o livro é narrado em primeira pessoa por Lauren, temos apenas a perspectiva dela da situação, então não sabemos muito bem como ele está enfrentando esse momento. É quase como se a autora tivesse tomado partido diante dessa crise. Lá pela metade do livro, ela tenta inseri-lo um pouco mais na história, mas ainda é insuficiente.

"Talvez precisar de alguém não signifique ser incapaz de viver sem ele. Talvez precisar de alguém signifique que essa pessoa torna nossa vida mais fácil."

Mesmo assim, adorei o livro! Não chega a ser perfeito como Amor(es) Verdadeiro(s), da mesma autora, mas vale a leitura. Para quem é casado ou está em um longo relacionamento, é fácil se identificar com a história e compreender as atitudes e decisões do casal. Quem não se encaixa nesses quesitos, pode achá-los um tanto dramáticos. De todo modo, é uma ótima história sobre as várias nuances do amor e sobre a importância de não desistir dele. 

Até a próxima, pessoal!

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Resenhas: "Trocas Macabras" (Stephen King)

 

Tradução: Regiane Winarski

Sinopse: Compre agora. Pague depois.

Há uma nova loja na cidade. ARTIGOS INDISPENSÁVEIS, diz a placa. Um nome curioso, que se torna tema de rumores e especulações entre os moradores de Castle Rock.
Para cada cliente que entra na loja, Leland Gaunt tem algo perfeito ― um objeto há muito sonhado, desesperadamente desejado. O preço parece sempre razoável, mas vem acompanhado de pedidos estranhos.
O que começa como brincadeiras e pegadinhas inocentes aos poucos sai do controle, transformando a cidade em palco de disputas caóticas e brutais. Mas, quando você encontra um artigo indispensável, como saber se o custo para obtê-lo é alto demais?

Por Jayne Cordeiro: "Trocas Macabras" é um dos lançamentos de 2020, e da coleção especial que a Suma das letras tem lançado do autor Stephen King. Uma coleção com valor alto, mais feita com muito esmero, e bonita de ver. Achei o visual dessa edição maravilhosa. O material da capa, a textura e relevo dela, além da cor chamativa, foi bem atraente para mim. E por ser capa dura, ele já ganha pontos a mais.

Esse livro foi bem aguardado aqui no Brasil, porque era muito difícil achar a única edição dele que foi lançada por aqui e que fazia muito tempo. E o que dizer sobre esse livro? "Trocas Macabras" se passa no Maine, local onde muitas histórias do autor se passam, e nesse caso aqui, é em uma cidade já mostrada em outros livros dele, Castle Rock. Eu não tinha lido nenhum desses livros, e isso não atrapalhou a leitura. O livro é longo, mas muita coisa acontece nele  também. Temos muitos personagens, que em um primeiro momento, não parecem ter nenhuma ligação, além de morarem na mesma cidade. Mas então ,  as situações vão saindo de isoladas, para se unirem em uma rede bem interessante no final.

Por um lado, a escrita do autor é bem envolvente, o que já era esperado, pelos outros livros que li dele. "IT - A Coisa" é bem maior que "Trocas"  e consegui ler sem pena. Mas, da mesma forma, esse aqui não dá para você ler rapidamente. É um livro denso, com detalhes. O autor dá muita importância a descrições, e pequenos acontecimentos, e isso pode deixar o livro cansativo para alguns. Eu, particularmente, gosto muito da forma como o autor decidiu contar essa história. Mas esse é um livro de extremos. Há quem ame e quem odeie.

De qualquer forma, acho que é um livro interessante, e que tem muito da identidade do autor. Vemos o sobrenatural, mas também o mal que existe dentro das pessoas. É uma característica do autor, trazer essa maldade humana como um personagem de terror. Muitas vezes, ficamos mais abalados pelo que o humano faz nos seus livros, do que um monstro sobrenatural é capaz de fazer. No geral, é uma edição linda, e uma história que precisa ser degustada. Acho que vale a pena a leitura, e que vocês possam tirar suas próprias conclusões.


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segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Resenha: "O Segredo do Conde" (Lorraine Heath)

 

Tradução: A. C. Reis

Sinopse: Em uma noite de verão, Edward Alcott cede à tentação e beija Lady Julia Kenney nas sombras de um jardim. A paixão que se agita dentro dele, no entanto, precisa permanecer oculta, porque a jovem está noiva de seu irmão gêmeo, o Conde de Greyling. Mas quando uma tragédia atinge família dele, Edward faz um voto ao irmão doente, fingindo ser Greyling até que a condessa dê a luz ao primeiro herdeiro.

Depois que ele retorna de uma viagem de dois meses, Julia encontra um marido mudado, mais ousado e perverso, mesmo que limite seus encontros a beijos. E, a cada dia, ela se apaixona mais profundamente por ele.

Para Edward, as brumas do desejo provocadas naquela noite tempos atrás são rapidamente reavivadas. Ele anseia ser o verdadeiro marido dela. Mas deve se atrever a arriscar tudo e revelar seus segredos?


Por Jayne Cordeiro: "O Segredo do Conde" é o segundo livro trilogia "Os Sedutores de Havisham". Neste aqui, o protagonista é Edward, gêmeo do conde, que o mais aventureiro do quarteto de amigos que cresceram na propriedade Havisham. Pelo livro anterior, percebemos que há uma tensão entre ele e a sua cunhada, que eu já desconfiava que o próximo livro seria sobre eles de alguma forma, ou que pelo menos, essa tensão teria um papel futuro. Mas neste livro, Albert, o conde e marido de Julia, é fatalmente ferido durante uma viagem com os amigos, mas antes de morrer, pede para o irmão fingir ser ele, até que ela dê a luz ao seu filho, depois de vários abortos. A história caba girando ao redor de Edward se fazendo passar pelo irmão, sem que Julia descubra, e ainda com o fato de ele ter sentimentos por ela, que ficam cada vez mais difíceis de lidar.

Dá pra ver, que a temática desse livro é bem delicada, e a autora teve um cuidado em não aprofundar muito no personagem Albert, nos livros anteriores. Talvez para que seja mais fácil para a gente lidar com a sua perda nesse livro. Eu gostei bastante dele, porque sempre gosto quando o casal começa cedo a conviver como marido e mulher, em romance de época. Abre muito mais possibilidades. E o personagem Edward é bem interessante. Ele passa aquela ideia de libertino, que não liga para responsabilidades e só quer curtir, mas no decorrer do livro, vamos descobrindo um lado dele, que nem nós ou a Julia, imaginava.

Me incomodou um pouco a Julia não ter percebido de cara quem ele era, mas a autora soube trazer alguns pontos, associados ao luto e até ao pouco conhecimento de vida da mocinha, para esse lapso. E o leitor consegue comprar isso. Apesar de muitas vezes, o romance de época não conseguir ter tempo para aprofundar em algumas coisas, mas emotivas, a autora conseguiu dar tempo ao luto dos personagens, e soube exatamente quando mostrar mais de Albert (o irmão falecido).

A Lorraine é uma autora excepcional, e ela consegue criar um romance bem envolvente aqui, sem que fiquemos decepcionadas ou com raiva dos protagonistas. E ainda consegue trazer reviravoltas e um desfecho, que eu realmente não imaginava. Me lembrou um pouco, um outro livro da autora, que não foi lançado aqui no Brasil, em que uma coisa acontecia, e eu não conseguia achar solução, para o casal ficar junto. Resumindo, eu gostei desse livro, foi uma ótima continuação para "Codinome Lady V", e me deixou animada para ler o próximo, que é sobre Locke, e encerra a série por aqui.



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sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Resenha: "The Play - Os desencontros de Demi e Hunter" (Elle Kennedy)

 


Tradução: Juliana Romeiro

Sinopse: O que eu aprendi depois de as distrações do ano passado terem custado ao meu time de hockey toda a temporada? Não ficar com mais ninguém. Como o novo capitão do time, eu precisei de uma nova filosofia: hockey e faculdade agora, mulheres depois. O que significa que eu, Hunter Davenport, estou oficialmente iniciando o celibato… não importa o quanto isso torne as coisas mais difíceis.

Mesmo assim, não há nada no livro de regras que me impeça de ser amigo das mulheres. E eu não vou mentir: minha nova amiga Demi Davis é uma garota legal. É inteligente e gostosa pra caramba, mas o fato de ela ter um namorado elimina a tentação de tocá-la. Exceto que, três meses depois de nos conhecermos, Demi está solteira e buscando carne fresca. E eu sou sua presa.
Evitá-la é impossível. Nós fomos colocados para trabalhar em dupla durante o ano todo num projeto da faculdade, mas estou confiante de que posso resistir a ela. Ficar com ela é uma péssima ideia, eu só preciso convencer o meu corpo ― e o meu coração.


Por Jayne Cordeiro: Eu sou suspeita para falar de qualquer livro da Elle Kennedy, pois sou apaixonada por tudo o que ela escreve. E não foi diferente com "The Play " que é o terceiro livro da série "Briar U". Essa história reúne as melhores qualidades da obras da autora, e acabei de ler tão rápido, pois não conseguia largar.

Vamos começar falando dos personagens principais. Eu simplesmente amei Hunter e Demi. Hunter já é um velho conhecido nosso, dos outros livros, que agora decidiu não chegar perto de mulher nenhum, devido aos problemas que arranjou no livro anterior. Já Demi, é uma jovem que namora o mesmo rapaz desde a adolescência, e o namoro parece estar desandando. Os dois protagonistas acabam se aproximando devido a um trabalho da faculdade, que adorei a idéia por sinal, e uma amizade flui muito rápido entre eles. Dava um verdadeiro gosto acompanhar a interação desses dois. Os diálogos eram divertidos, e havia uma química maravilhosa envolvida.

A forma como o relacionamento deles vai se desenvolvendo é muito gostosa de acompanhar, e eles são um dos meus casais favoritos da autora. A dinâmica com os outros personagens também é bem atraente, com diálogos e atitudes divertidas, e todo o apoio que a amizade pode dar. O leitor fica com muita vontade de conviver com esses personagens, e ainda temos a chance de ver um pouco dos protagonistas de livros anteriores.

O enredo é divertido e atraente, mesmo que não traga nada muito complexo. Gostei de a história ter como plano de fundo a psicologia, e a autora ter tentado passar uma mensagem por trás disso tudo. A escrita dela é maravilhosa, e tudo corre de forma tão bem feita e dinâmica, que acabei o livro muito rápido. O leitor quer saber o tempo todo, o que vem na cena seguinte, e nunca ficamos decepcionados. Com certeza, é o meu livro favorito da série, e recomendo com certeza, para quem gosta da autora ou se gosta do gênero New Adult.



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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Resenha: "Casa de Terra e Sangue" - Série Cidade da Lua Crescente Vol. 1 (Sarah J. Maas)

 

Tradução: Adriana Fidalgo

Sinopse: Bryce Quinlan tinha a vida perfeita - trabalhava duro o dia todo e festejava noite adentro -, até que um demônio assassina alguns de seus melhores amigos, deixando-a destruída e mudando sua vida para sempre. Sem entender como sobreviveu ao ataque da besta, a semifeérica tenta superar a perda, com o consolo de que o culpado por conjurar o demônio está atrás das grades. Mas quando os crimes recomeçam, dois anos depois e com as mesmas características, Bryce se vê no meio de uma investigação que pode ajudá-la a vingar a morte dos amigos.

Hunt Athalar é um notório anjo caído, agora escravizado pelos arcanjos que um dia tentou derrubar. Suas habilidades brutais e força incrível foram definidas para alcançar um único objetivo: assassinar – sem perguntas – os inimigos do seu chefe. Mas com um demônio causando estragos na cidade, ele ofereceu um acordo irresistível: ajudar Bryce a encontrar o assassino, e sua liberdade estará ao seu alcance.

Enquanto Bryce e Hunt se aprofundam nas entranhas da Cidade da Lua Crescente, eles descobrem um poder sombrio que ameaça tudo e todos que amam, e encontram um no outro uma paixão ardente – que teria o poder de libertar os dois, se eles apenas a aceitassem.

Com personagens inesquecíveis, romance ardente e um suspense eletrizante a cada virar de página, Casa de terra e sangue é o primeiro volume de Cidade da Lua Crescente, a nova série de fantasia da autora best-seller nº 1 do New York Times, Sarah J. Maas. Com mais de 1 milhão de exemplares vendidos em todo o mundo, Sarah é um fenômeno. Vencedora de três prêmios literários em anos consecutivos, a autora possui uma legião de fãs apaixonados. Agora, estreia brilhantemente no universo da ficção new adult.


Por Jayne Cordeiro: Sou fã de carteirinha da autora Sarah J. Mass, então não poderia deixar de ler essa obra, que foge um pouco dos outros livros dela, mas ainda sim, trás coisas em comum. Ela faz uma mistura interessante de fantasia e modernidade que eu nunca vi. Tem muitos livros que falam de vampiros, metamorfos e etc, dentro da nossa sociedade, normalmente como um publico que vive disfarçado, em um mundo a parte. Mas aqui temos tudo misturado, em um universo dividido por todos, e com os humanos como escória da civilização. Magia e celulares, anjos, demônios, duende e tecnologia, coexistindo de um jeito que eu nunca vi.

A autora conseguiu misturar várias mitologias, e seres de diferentes culturas em um mundo só. Vi muito da mitologia nórdica nesse livro, com referências a Midgard (Terra), ao típico funeral envolvendo barcos e menções a Vanir e Aesir. E foi bem interessante ver toda essa mistura acontecer. E tudo isso criou uma sociedade bem complexa, e com muita história para contar. O começo do livro é um pouco mais confuso, pois há muita informação jogada para o leitor. Muitos nomes, cargos, grupos, e isso pesa um pouco. Mas depois o leitor consegue encaixar toda essa informação, e o livro fica muito interessante e atraente.

Temos uma boa mistura de fantasia, romance, drama e suspense. O suspense é a base de tudo, pois há esse mistério sobre diversas mortes ocorrendo na cidade, e o desaparecimento de um artefato mágico. Uma pista vai levando a outra e eu não conseguia parar de ler. Os personagens são bem complexos, e as relações deles são tão verdadeiras. Me apeguei fácil a vários, e sofri muito com eles. Os personagens principais são a Bryce, uma jovem com fama de baladeira, mas é extremamente leal e empática, com um passado familiar ruim e que moldou a forma como ela se relaciona com as pessoas. E o Hunt, um anjo poderoso, mas que hoje é um escravo, e que precisa cumprir ordens que são muito dolorosas para ele.

A relação entre eles começa de uma forma e vai mudando, ganhando camadas, que são encantadoras de acompanhar. Adorei como o laço entre eles surge e a que ponto ele consegue se estender. Sem falar de toda a história que vai se formando a cada página, e apesar de o livro ser grande, a leitura é muito rápida. Muita coisa vai acontecendo, e a autora consegue criar cenas tão fortes, que me arrepiei em vários momentos. Na parte final, eu estava tensa e super curiosa para saber onde tudo aquilo iria dar. É um livro espetacular,  que mantem o padrão maravilhoso que essa mulher conseguiu atingir com "Corte de Espinhos e Rosas" e "Trono de Vidro".


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sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Resenha: "Onze Leis a cumprir na hora de seduzir" (Sarah MacLean)

 

Tradução: Fabiana Colasanti

Sinopse: Juliana Fiori é uma jovem ousada e impulsiva, que fala o que pensa, não faz a menor questão de ter a aprovação dos outros e, se necessário, é capaz de desferir um soco com notável precisão. Sozinha após a morte do pai, ela precisa deixar a Itália para viver com seus meios-irmãos na Inglaterra.

Ao desembarcar no novo país, sua natureza escandalosa e sua beleza estonteante fazem dela o tema favorito das fofocas da aristocracia. Pelo bem de sua recém-descoberta família britânica, Juliana se esforça para domar seu temperamento e evitar qualquer deslize que comprometa o clã. Até conhecer Simon Pearson, o magnífico duque de Leighton.

O poderoso nobre não admite nenhum tipo de escândalo e defende o título e a reputação da família com unhas e dentes. Sua arrogância acaba despertando em Juliana uma irresistível vontade de desafiá-lo e ela decide provar a ele que qualquer um – até mesmo um duque aparentemente imperturbável – pode ser levado a desobedecer as regras sociais em nome da paixão.

Sarah MacLean combina o encanto da Inglaterra do século XIX com personagens fortes e inesquecíveis para construir Onze leis a cumprir na hora de seduzir, o delicioso romance que conclui a série Os Números do Amor.

Por Jayne Cordeiro: "Onze Leis a cumprir na hora de seduzir" é o último livro da trilogia "Números do Amor". Os outros dois já foram resenhados aqui no blog, e gostei muito deles. Desse aqui, eu gostei ainda mais. Isso porque ele trás um tema que sempre me atrai em romance de época: o duque que quer uma esposa cheia de pompa e nome, e acaba se apaixonando por alguém que foge de seus padrões e que não dá tanto valor ao fato de ele ser um duque.

Simon, o duque de Leighton, aparece um pouco nos outros livros, e é interessante vercomo ele vai mudando no decorrer desse livro. Conhecemos um pouco mais dele, e de porque ele era daquele jeito. Juliana já tinha mostrado para o que veio nas histórias anteriores, e gosto da mistura que ela trás, entre aquela pessoa que não aceita desaforo, com uma jovem insegura, que carrega nas costas os pecados de sua mãe. O livro é gostoso de ler, com cenas divertidas, emocionantes e muito romance e paixão.

Aconteceram algumas coisas que eu não esperava, e foi bom ver todos os personagens já conhecidos se reunirem. Juliana se coloca em várias situações divertidas, mas há um drama nela, e nos irmãos, quando se trata da mãe. Teve umas duas coisas nesse livro, que ficaram sem resultado, mas uma delas eu sei que deu origem a outro livro da Sarah, na série Clube dos Canalhas, que devo trazer a resenha mais para a frente, relacionado à Georgina, irmão do Simon. Na verdade, duas moças desse livro terão destaque nessa mesma série, então já fiquei bem curiosa para ler. De qualquer forma, eu gostei muito desse livro, mais do que o segundo, e foi um ótimo encerramento.


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Ana Liberato