sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Resenha: "A vida invisível de Addie Larue" (V. E. Schwab)

 

Tradução: Flavia de Lavor

Sinopse: França: 1714. Addie LaRue não queria pertercer a ninguém ou a lugar nenhum. Em um momento de desespero, a jovem faz um pacto: a vida eterna, sob a condição de ser esquecida por quem a conhecer. Um piscar de olhos, e, como um sopro, Addie se vai. Uma virada de costas, e sua existência se dissipa na memória de todos.Após tanto tempo vivendo uma existência deslumbrante, aproveitando a vida de todas as formas, fazendo uso de tantos artifícios quanto fosse possível e viajando pelo tempo e espaço, através dos séculos e continentes, da história e da arte, Addie entende seus limites e descobre — apesar de fadada ao esquecimento — até onde é capaz de ir para deixar sua marca no mundo.Trezentos anos depois, em uma livraria, um acontecimento inesperado: Addie LaRue esbarra com um rapaz.Ele enuncia cinco palavras.Cinco palavras capazes de colocar a vida que conhecia abaixo:Eu me lembro de você. 


Por Jayne Cordeiro: Em "A vida invisível de Addie Larue", conhecemos Addie, uma jovem que nasceu no século XVIII, e que nunca gostou da ideia de passar toda a vida em uma pequena vila, no interior da França. Em um momento de desespero, ela recorre aos deuses de quem ouviu falar, e acaba fazendo um pacto em troca da sua alma: não ter laços com nada nem ninguém. Assim, ela é capaz de abandonar tudo e seguir para onde quiser. Mas isso vem com um preço. Ninguém lembra de Addie, no momento em que ela se afasta.  

Esquecida por todos, e nunca lembrada, ela precisa se adaptar a sua nova vida, enquanto permanece jovem, e passa por diversas situação no decorrer dos séculos. Nos dias atuais Addie já está acostumada com a infelicidade de não ficar na memoria de ninguém. Mas qual a sua surpresa, quando de repente, um jovem a reconhece. Como isso é possível? Será mais uma artimanha na tentativa de fazê-la desistir e finalmente entregar sua alma? 

Comecei esse livro sem expectativas, apesar de achar a sinopse muito interessante. Uma mistura de fantasia, dentro da nossa realidade. A ideia de alguém que não envelhece ou morre, mas que não é lembrada por ninguém, no momento seguinte ao que sai de perto da pessoa, abre grande possibilidades em uma história. Como constituir uma rotina, quando ninguém lembra de você? Como se apaixonar, se no dia seguinte, a outra pessoa não lembra do que passaram juntos? Tudo isso é explorado nessa obra maravilhosa, com personagens complexos, e situações únicas.

A protagonista é uma jovem que amadurece muito, que se manter forte, apesar de todas as dificuldades que passa. Junta a isso temos Luc, o deus que fez o pacto, que se torna presença constante no decorrer dos anos, e que cria as melhores cenas, junto com Addie. Os diálogos deles, o embate frequente para saber que vai desistir ou ganhar o pacto feito anos atrás, é a parte mais interessante desse livro. E temos também Henry, um jovem nerd e comum, mas que também carrega dúvidas sobre a sua vida, e que por um mistério, consegue lembrar de Addie. 

Como disse, são personagens complexos, com situações reais, e dúvidas e ações que podem partir de qualquer um. Um livro bem escrito, longo, mas que te prende a cada página, e que poderia ter mais duzentas páginas, que eu ficaria feliz. É uma daquelas leituras que marcam, e que faz a gente continuar pensando nele, dias depois que a leitura acabou. Recomendo com certeza!


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sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Resenha: "O Príncipe Cruel" (Holly Black)

 

Tradução: Regiane Winarski

Sinopse: Jude tinha apenas sete anos quando seus pais foram brutalmente assasinados e ela e as irmãs levadas para viver no traiçoeiro Reino das Fadas. Dez anos depois, tudo o que Jude quer é se encaixar, mesmo sendo uma garota mortal. Mas todos os feéricos parecem desprezar os humanos... Especialmente o príncipe Cardan, o mais jovem e mais perverso dos filhos do Grande Rei de Elfhame.Para conquistar o tão desejado lugar na Corte, Jude precisa desafiar o príncipe - e enfrentar as consequências do ato.A garota passa, então, a se envolver cada vez mais nos jogos e intrigas do palácio, e acaba descobrindo a própria vocação para trapaças e derramamento de sangue. Mas quando uma traição ameaça afogar o Reindo das Fadas em violência, Jude precisará arriscar tudo em uma perigosa aliança para salvar suas irmãs - e a própria Elfhame.Cercada por mentiras e pessoas que desejam destruí-la , Jude terá que descobrir o verdadeiro significado da palavra poder antes que seja tarde demais.

Por Jayne Cordeiro: "O príncipe Cruel" é o primeiro livro da trilogia "O povo do ar", escrita pela Holly Black. Neste primeiro livro, Jude é uma mortal que foi levada, junto om suas irmãs, para o reino das fadas. Lá ela viveu os últimos dez anos, tentando se encaixar em uma sociedade de féericos, onde mortais são desprezados pela maioria do povo. E onde ela é obrigada a conviver com o príncipe Cardan, que parece odiar tudo o que envolve Jude , e não mede esforços para fazer da vida dela bem difícil.

Na intenção de conseguir seu lugar na sociedade féerica, e superar Cardan, Jude precisa lidar com intrigas, espiões, a segurança da sua família, em meio a uma traição, que colocará o reino das fadas em risco, e onde ela terá que tomar decisões difíceis se quiser garantir seu lugar na corte, e sem grandes perdas.

Já tinha ouvido falar muito dessa série, mas nunca tinha tido a chance de ler. Pois finalmente comecei, e agora entendo toda a fama que ela tem. Eu já li alguns livros ambientado em reinos de fadas, principalmente nesse perfil, como livros da Cassandra Clare, e até mesmo Sarah J. Maas. Mas aqui, temos um reino que se aprofunda mais nessa definição, e que trás suas próprias peculiaridades. Gostei bastante do universo que fomos apresentados, e toda ideia de como o trono é passado adiante, foi muito bem elaborada. Criando um jogo, bem mias complexo, do que apenas matar para ser rei.

Jude é uma personagem forte, que sabe o que deseja para seu futuro, com uma ambição, que muitas vezes não vejo em heroínas. Ela não segue uma linha fixa do que é certou ou errado, com uma mente inteligente, e com ótimas habilidades de guerreira. Cardan, o inicial "bully" da história, é um personagem que promete apresentar ainda mais camadas, além do que já deu para ver nesse livro. E é um personagem com tudo que a maioria das leitoras gosta, bonito, cínico, debochado e carismático. Mas aqui, não dá pra ter certeza sobre o que ele faria ou não para sobreviver ou se vingar.

Toda a história é bem desenvolvida, com as coisas acontecendo na hora certa, com todo o seu desenvolvimento. Existe várias reviravoltas, tanto em situações, quanto em personagens. Dá pra perceber que tem toda uma complexidade nessa história, que promete muita coisa para os livros seguintes, e fiquei bem curiosa para perceber.


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segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Resenha: "Não Existe Amanhã" (Luke Jennings)

 

Tradução: Leonardo Alves

Sinopse: Em um quarto de hotel em Veneza, onde acabou de concluir um assassinato de rotina, Villanelle recebe um telefonema tarde da noite.

Eve Polastri, a funcionária do governo inglês que está em seu encalço há meses, conseguiu rastrear um oficial do MI5 a serviço dos Doze e está prestes a levá-lo a interrogatório. Enquanto Eve se prepara para procurar respostas, tentando desesperadamente encaixar as peças de um terrível quebra-cabeça, Villanelle avança para o abate.
O duelo entre as duas mulheres se intensifica, assim como sua obsessão mútua, com a ação passando dos altos picos do Tirol até o coração da Rússia. Eve enfim começa a desvendar o enigma da identidade de sua adversária, e Villanelle se pega correndo riscos cada vez maiores para se aproximar da mulher que pode ser sua ruína.


Por Jayne Cordeiro: "Não Existe Amanhã" é o segundo livro da trilogia de Luke Jennings, que deu origem a série de TV "Killing Eve". Sendo que o primeiro livro já foi resenhado na nossa página, no ano passado. Nesta continuação, temos ainda o jogo de gato e rato entre Villanelle, uma assassina profissional e sem emoções, e Eve Polastri, a responsável pela investigação que segue atrás da identidade de Villanelle, e de sua captura. 

Enquanto Villanelle continua cumprido suas missões, ela não consegue deixar de lado a necessidade de manter Eve seguindo seus passos. Da mesma forma que Eve não consegue abandonar a investigação, certa de que está cada vez mais perto de conseguir pegar a mulher que matou seu colega de trabalho, e tem matado diversas outras pessoas pelo mundo, sem ser descoberta.

Eu tinha ficado com um pé atrás, em relação ao primeiro livro, porque ele acabou de forma muito abrupta, como se faltasse outras páginas. O primeiro livro também funciona muito mais como uma introdução, mostrando o passado de Villanelle, importante para esse livro, e como Eve acabou parando nessa investigação. Mas este segundo livro conseguiu sem bem melhor que o primeiro, com a história se desenvolvendo mais, e com nossas duas protagonistas, se relacionando de forma mais próxima.

É uma verdadeira história de espionagem, com viagens e investigações, disfarces e mortes elaboradas. Temos ação, mistérios e dramas. A forma como Villanelle e Eve se conectam é muito interessante de ver, mostrando uma evolução nos pensamentos e comportamentos, de ambas as mulheres. A história é curta (achava até que poderia ser um único livro em vez de três), mas consegue ser bem completa e prender o leitor até o final, com uma bela surpresa no final. Fiquei bem curiosa quanto ao que vem por aí.


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sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Resenha: "Pequena coreografia do adeus" (Aline Bei)

Por Thaís Inocêncio: Em abril, tive o prazer de participar do evento virtual "Cabine de leitura", promovido pela Companhia das Letras, sobre o livro Pequena coreografia do adeus, com a presença de Aline Bei. 

Na ocasião, ouvi de Aline que, se o verbo que permeia seu primeiro livro, O peso do pássaro morto, é “perder”, o que envolve Pequena coreografia do adeus é “sonhar”. E a única coisa de que Júlia precisa para realizar seu sonho é ela mesma.⁣

⁣Criada em uma família disfuncional, Júlia Terra vive uma infância marcada por traumas e violências que a fazem querer desaparecer, como uma música que deixa de tocar. Sem conseguir estabelecer laços afetivos nem mesmo com os pais, Júlia é constantemente silenciada e empurrada para a solidão. No entanto, ao iniciar um diário, ela encontra na escrita seu lugar de fala, sua voz, o que alimenta o sonho de se tornar escritora.⁣

as surras que eu levava

eram as surras que a minha mãe levou em looping

na minha pele, na pele dos filhos que ainda não tenho

O ciclo de abandono começa a se romper quando Júlia, já crescida, passa a trabalhar em um café e deixa a casa da mãe. Ela vai morar em uma pensão que tem uma história de resistência e foi salva por uma mulher, a viúva Argentina. A conexão com o próprio local, sua dona e seus hóspedes mostra à Júlia que, se quiser, ela pode flutuar ou ser qualquer coisa sem pés no chão.⁣

os estranhos não nos doem porque ainda não nos decepcionaram

e se mantivermos tudo a uma boa distância: seguirão sendo

essa doce incógnita.

⁣Acompanhar a coreografia do amadurecimento de Júlia é tão emocionante quanto apreciar a dança das palavras de Aline Bei. Em seu novo livro, ela mantém a prosa estruturada em versos, como no “pássaro”, mas aqui ela acrescenta um ingrediente novo: a esperança. Recomendo que a leitura seja feita na versão física, porque a distribuição das palavras na página fazem toda a diferença. A escrita tão próxima e sensível dessa autora-artista provoca em mim uma vastidão de sentimentos, nem todos decifráveis.⁣

sabíamos que a vida

ainda que fosse a nossa maior ruína era também a nossa única salvação.

⁣Cinco estrelas cheias de brilho pra essa obra.

Até a próxima, pessoal!


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segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Resenha: "Namorado Modelo" (Stuart Reardon e Jane Harvey-Berrick)


Tradução: Natalie Gerhardt

Sinopse: Será que um casal apaixonado consegue sobreviver às tentações de um mundo de luxo e glamour?Imagine como seria namorar um dos homens mais bonitos do mundo. Um homem cujo rosto está estampado em todas as capas de revistas. Não tão divertido quanto parece ― é o que Anna Scott logo descobrirá. Aposentado do rugby aos 33 anos, não demora para Nick receber um convite para trabalhar como modelo fotográfico. Mas, por trás da fachada glamorosa, se esconde uma horrível realidade: drogas, álcool, todos os pecados capitais e muitas pessoas dispostas a dormir com outras para conquistar seu lugar ao sol.É uma vida muito difícil, principalmente para quem está em um relacionamento sério. E Nick precisa aprender rápido a desviar das armadilhas desse caminho ou correrá o risco de perder tudo ― inclusive a mulher da sua vida.


Por Jayne Cordeiro: "Namorado Modelo" é o segundo livro publicado por essa dupla de atores, e acaba sendo uma continuação de "Imbatível", que já foi resenhada aqui no blog. Este agora se passa alguns anos após o primeiro, e Nick está se aposentando do Rugby. Após uma carreira de sucesso, ele precisa decidir o que vai fazer após se aposentar. Abalado com a falta que o rugby lhe faz, Nick acaba aceitando fazer uma campanha publicitária, e embarca em uma nova profissão como modelo fotográfico.

Agora ele vai precisar lidar com o mundo difícil e acirrado que é o da moda, onde pessoas estão dispostas a tudo pela fama e sucesso. Nick precisa aprender seus limites, e o que está disposto a fazer dentro desse ramo, além de equilibrar sua vida pessoal e profissional, para encontrar seu futuro, junto de Anna, a mulher que ama, e que também precisará lidar com suas próprias dúvidas.

Fiquei surpresa de saber que havia uma continuação para "Imbatível", mas como gostei bastante do primeiro, fui logo correndo atrás do segundo. Para começar, achei essa capa maravilhosa para a história. Foi uma ótima ideia, e combina perfeitamente, sendo ainda como o mesmo modelo na capa, que por sinal é um dos autores, e também ex jogador de rugby. Uma coisa que me atraiu aqui foi o fator de nos aprofundarmos no mundo da moda, através dos olhos de alguém que também não está familiarizado com isso.

O livro também trás um tema bem legal, sobre depressão e como fica a mente e a vida de uma pessoa que se dedicou tanto à uma profissão, mas precisa abrir mão dela, ainda tão jovem. Às vezes, dava uma vontade de sacudir o Nick, mas ao mesmo tempo dava para entender e comprar, a forma como a mente dele funcionava. Anna é uma personagem incrível, forte, guerreira, que tenta ser madura para lidar com os problemas do Nick, mas que também é humana, que comete suas falhas, com suas incertezas. O mais legal aqui, é que os personagens são muito reais, com uma história real.

Os personagens secundários, e aqui a menção é clara para o Brenda, assistente da Anna, e personagem incrível, que ganhou até um ótimo destaque aqui. "Namorado Modelo" é uma ótima continuação, ainda abordando o papel da mídia na vida das pessoas, com uma dose certa de romance, drama e diversão. É uma leitura que flui rápido, gostosa, e que dá aquele gostinho de satisfação quando chega no fim. Para quem gosta de um romance ambientada no esporte, com uma história simples, mas que compensa no drama, com uma pegada real, esse livro é a pedida certa.


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sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Resenha: "Garota, 11" (Amy Suiter Clarke)

 

Tradução: Helen Pandolfi

Sinopse: Elle Castillo é a apresentadora de um podcast popular sobre crimes reais. Depois de quatro temporadas de sucesso, ela decide encarar um caso pelo qual sempre foi obcecada ― o do Assassino da Contagem Regressiva, um serial-killer que aterrorizou a comunidade vinte anos atrás. Suas vítimas eram sempre meninas, cada qual um ano mais jovem que a anterior. Depois que ele levou sua última vítima, os assassinatos pararam abruptamente. Ninguém nunca soube o motivo.

Enquanto a mídia e a polícia concluíram há muito tempo que o assassino havia se suicidado, Elle nunca acreditou que ele estava morto. Ao seguir uma pista inesperada, no entanto, novas vítimas começam a aparecer. Agora, tudo indica que ele está de volta, e Elle está decidida a parar sua contagem regressiva.


Por Jayne Cordeiro: "Garota, 11" é um suspense focado em Elle Castillo, uma investigadora independente, e apresentadora do podcast "Justiça Tardia". Nos episódios da nova temporada do podcast, Elle está investigando o Assassino da contagem regressiva, que cometeu crimes contra jovens mulheres e adolescentes anos atrás, caindo de 21 a 11 anos de idade, até que parou misteriosamente. Muitos acreditam que ele morreu, mas Elle quer descobrir sua identidade, e acredita que o assassino ainda está vivo. 

Na medida em que entrevista familiares de vitimas, profissionais que atuaram na investigação e segue novas pistas deixadas por seus ouvintes, Elle vai desvendando a teia que envolve o caso, e tudo fica mais complicado, quando um novo assassinato ocorre, e parece que o assassino volta a atuar.

Eu peguei esse livro sem expectativa nenhuma, mas fiquei imersa nele. Gostei da ideia de utilizar entrevistas em um podcast para juntar informações sobre o assassino e seus crimes, e tornando esses relatos, os momentos do passado, enquanto acompanhamos Elle com o presente, em que novas vitimas surgem. A história se desenrola bem, apresentando a protagonista e seus personagens secundários, e entrelaçando fatos de forma bem concisa. 

Existe uma surpresa revelada durante o livro que não me surpreendeu em nada, mas ainda assim, torna toda a história ainda mais especial. Para quem gosta de livros ou filmes de suspense, não vejo como não gostar desse aqui. Tem todo o relato sobre o assassino e como seus crimes acontecem, discussão sobre suas motivações e porque realizada determinados atos, mas também mostra as consequências de um crime para as famílias e vitimas, e os profissionais envolvidos na resolução desses crimes. 

Foi uma leitura rápida, envolvente e bem escrita. Nunca li nada da autora, e achei que ela soube misturar bem passado e presente, utilizando o poder da narrativa em primeira pessoa, dando chance de ouvirmos exatamente o que a protagonista está pensando, através de suas narrações para o podcast. Fiquei bem satisfeita com várias das participações secundárias, como do marido da Elle e da afilhada deles.  Recomendo com certeza, para quem gosta do gênero.



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terça-feira, 19 de outubro de 2021

Resenha: "Imbatível" (Stuart Reardon e Jane Harvey-Berrick)

 

Tradução: Claudia Costa Guimarães

Sinopse: Para Nick Renshaw, o rugby é a coisa mais importante de sua vida ― mais importante até do que sua namorada, Molly. Seu empenho e sua determinação fizeram dele o garoto de ouro do rugby inglês e garantiram um contrato com um importante clube. E ele não consegue imaginar o que seria de sua vida sem isso. Então, quando sofre uma grave lesão que pode significar o fim de sua carreira, Nick vê seu mundo desmoronar. Como se não bastasse ter a vida profissional abalada, ele ainda é abandonado e traído pelas pessoas que mais ama. Sozinho e sem rumo, Nick está lutando com todas as suas forças para recomeçar do zero. Mas há alguém que parece capaz de ajudá-lo: Anna Scott, sua psicóloga. O problema é que nenhum dos dois consegue negar a atração que sente pelo outro ― e manter a relação estritamente profissional se torna mais difícil a cada dia que eles passam juntos. No entanto, quando o passado de Nick volta para assombrá-los, desistir parece o caminho mais fácil para os dois. Mas será que, depois de tantos golpes do destino, eles conseguirão se reerguer e se tornar imbatíveis?


Por Jayne Cordeiro: Em "Imbatível", conhecemos Nick, um jogador de rugby, que conseguiu no último jogo, antes de se tornar parte de um time da primeira liga, uma lesão que vai deixá-lo fora do campo, e com o peso de talvez não poder jogar nunca mais. Para completar ele terá que lidar com uma traição, que vai colocá-lo na mídia, e mostrar como sua vida pode ser destruída com poucas palavras. A única coisa positiva nos últimos tempos será a psicóloga de esporte Anna Scott, que o ajudará a lidar com a sua mente, e garantir que ele consiga dar o seu melhor. Só que sentimentos começam a surgir entre eles, o que pode trazer mais um problema, quando precisam manter a relação profissional. 

Eu peguei esse livro para ler, porque já tinha lido uma duologia da autora, que inclusive resenhei aqui, e fiquei curiosa pela parceria da autora, com um ex jogador de rugby conhecido. Mas não é que a parceria deu certo? Ele conseguiu passar todos os pensamentos e emoções de um jogador com futuro em risco, enquanto a autora, trouxe o romance e suas dificuldades, que já me atraiu tanto em seus livros anteriores. Gostei de conhecer esse universo novo do Rugby, um esporte que nunca vi ser explorado em romances (virei especialista em hóquei no gelo, graças à Elle Kennedy). E comprei totalmente as dúvidas e reações do protagonistas.

Nick é um homem bonito, atencioso e educado, mas também é uma pessoa bem real, que perde o controle, que carrega dúvidas e inseguranças, e o jeito de falar ou se comportar dele, é do tipo que você realmente veria em outra pessoa. Já a Anna é uma ótima personagem, que sabe o que dizer e como agir, para ajudar ao outro. Mas que também vai precisar de suporte, quando ela tiver as suas próprias incertezas. Os dois fazem um casal muito bom, que me atraiu desde o começo.

O livro aborda limites profissionais, diferenças entre países, relações de poder, a pressão por sucesso e carreira, e o mais interessante pra mim, o poder da mídia dentro das nossas vidas, e o impacto que ela tem no fazemos ou pensamos de nós e dos outros. A escrita é gostosa e envolvente, e a leitura passa bem rápido. É um romance bem legal, com o rugby como plano de fundo. Vale a pena dar uma conferida. E descobri que o livro tem uma continuação chamada "Namorado Modelo", que já estou lendo, para trazer a resenha depois pra vocês.


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sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Resenha: "Quase Rivais" (J. Sterling)

 

Tradução: Ricardo Lelis

Sinopse: James é louco por sua vizinha Julia... Julia brilha e se arrepia cada vez que esbarra com James... a combinação seria perfeita se suas famílias não fossem rivais há gerações. E, como se não bastasse, os dois são concorrentes no trabalho. Mas, mesmo com tudo jogando contra, quanto mais tentam resistir, mais forte fica o desejo. James e Julia entendem que precisam se manter afastados. O problema é: como? J. Sterling, autora conhecida por seus romances incríveis, recria em Quase Rivais a maior história de amor de todos os tempos. Neste Romeu e Julieta dos tempos modernos, há alguns detalhes que se repetem, mas o que poderia ser diferente?


Por Jayne Cordeiro: Em "Quase Rivais", de J. Sterling, conhecemos James e Julia. Os dois são membros de duas famílias vizinhas e rivais à gerações. Desde crianças foram orientados a não se aproximar um do outro, e a odiar tudo envolvendo a outra família. O problema é que desde novos, os dois nutrem sentimentos um pelo outro. Como uma versão moderna de "Romeu e Julieta", será que os dois estão dispostos a ir contra a rixa de família, e seguir atrás desse romance, ou vão se manter distantes, apesar da atração cada vez maior entre eles?

"Quase Rivais" foi um livro muito gostoso e rápido de ler. Ótima opção para aliviar a mente, e curtir um romance rápido e divertido. Gostei de como os protagonistas já começam com toda essa bagagem passada e já sabem que nutrem sentimentos um pelo outro. Enquanto James já dá como certo que precisa dar um jeito de ficar com Julia, ela luta contra tudo o que envolve ele, devido ao medo de ser deserdada pelo pai, e dono da vinícola onde trabalha. Sendo assim, cabe a James a tarefa de acabar com as inseguranças dela, e mostrar que é possível superar décadas de rancores, e dar um final feliz para essa história.

Os protagonistas tem uma química ótima. Também adorei os amigos deles, aquele tipo amigo que sabe dos sentimentos que os protagonistas tentam disfarçar e ficam tentando colocar as coisas para andar. Me diverti muito com eles, e até mesmo com os membros da pequena cidade onde todos vivem, que já conhecem toda a história da família, e parecem saber mais sobre esse romance, do que os próprios mocinhos.

A história é rápida, mas ainda assim bem escrita e completa. Não há muito tempo para dramas ou enrolações, e a história nos conquista rápido também. Já tinha lido outro livro da autora, e continua achando a escrita dele bem envolvente, dinâmica, e que consegue fluir sem enrolar demais, e trazendo reações e comportamentos bem reais. Consegui ler em uma tarde, e achei a capa bem fofinha, com a cara da história. O romance fica no ar, o tempo todo, com direito a algumas cenas hots, e flashs do passado, mostrando toda a história do casal. Como disse, é um livro gostoso de ler, sem grandes expectativas ou grandes plots, mas cumpre a ideia ao qual se propõe, e recomendo com certeza!


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segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Resenha: "Entrega" (J. C. Reed)

 

Tradução: Julio de Andrade Filho

Sinopse: Sem a paixão, não nos entregaríamos e conquistaríamos aquilo que nunca julgamos ser nosso. As verdadeiras histórias de amor não têm finais felizes. Para aqueles que o valorizam, o verdadeiro amor é infinito.

Existem amores indecifráveis, que não enxergam distâncias, desafiam o tempo, fazem com que qualquer obstáculo seja superado e dispensam justificativas ou explicações. Brooke Stewart pode dizer que já viveu uma verdadeira montanha-russa de sentimentos desde que conheceu Jett, o homem mais envolvente e arriscado de sua vida. Como agente imobiliária workaholic em Nova York, ela não havia conhecido o amor até cruzar com os olhos verdes que lhe tiraram o bom senso: alto, sexy e arrogante, Jett era tudo aquilo do qual ela havia jurado ficar longe.

Jett Mayfield sabe que finalmente encontrou alguém capaz de envolvê-lo e desafiá-lo no momento em que coloca os olhos em Brooke, e não mede esforços para mantê-la em sua vida... e em sua cama. O futuro parece maravilhoso, mas quando o passado começa a persegui-los é preciso fazer escolhas difíceis. Salvar a quem se ama significa se despir de limites. No terceiro livro da série que conquistou o mundo, você perderá o sono até chegar à última página. O amor de Brooke e Jett passará por um novo teste: será ele forte o suficiente para superar essa prova definitiva?


Por Jayne Cordeiro: "Entrega" é o último livro da trilogia "Sr. Estranho". No final do livro anterior, as coisas parecem ter se resolvido, e Jett e Brooke estão de volta ao Estados Unidos. Tudo parece estar indo bem, com Brooke assumindo um novo cargo na empresa, e seu relacionamento com Jett cada vez mais forte. Mas o misterioso clube ainda ronda o casal, colocando a vida de todos em risco.

Juntos, eles precisam descobrir mais sobre o grupo e  quem é o líder. Além de sobreviver aos perigos, vamos conhecer mais sobre o passado misterioso de Jett, com direito a corridas clandestina, gangues e revelações surpreendentes.

Vou logo dizendo que achei esse livro uma conclusão bem no nível do resto da série. A trilogia não me conquistou muito, apesar de a leitura ser interessante e te segurar até o fim. De todos, gostei mais do segundo, depois vindo esse último. O livro foi uma oportunidade de focar mais no passado de Jett, já que nos anteriores vimos bem mais da vida de Brooke. As cenas envolvendo os amigos do passado de Jett, foram bem legais. Jett e Brooke estão ainda mais sintonizados, e é um casal bem gostosinho de acompanhar. 

Aqui temos várias respostas, para perguntas que foram lançadas nos livros anteriores, e algumas informações foram bem surpreendentes. Teve uma coisinha ou outra que acabou ficando sem resolução, mas não foi nada que afete a história. No geral, toda a história é interessante, trás um tema forte de fundo, mas é uma história que não me fez suspirar.  Não me conquistou, de me deixar ansiosa para ler um próximo livro, mas ainda assim, não vi nenhum grande defeito. Acho que vai muito do gosto de cada leitor, e acredito que vale a pena dar uma chance para essa história.


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sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Resenha: "A inquilina de Wildfell Hall" (Anne Brontë)

 

Tradução: Debora Landsberg

Sinopse: Gilbert Markham está intrigado com Helen Graham, a bela e misteriosa mulher que acabou de se mudar para Wildfell Hall com o filho e sem o marido. Gilbert é rápido em oferecer amizade, mas, quando o comportamento recluso da inquilina começa a ser motivo de fofoca na cidade, ele se pergunta o que mais pode haver na história daquela família.

Quando Helen permite que Gilbert leia seu diário, ele começa a entender os detalhes obscuros de sua vida, seu casamento desastroso e a situação em que a vizinha se encontra.

Por Jayne Cordeiro: "A inquilina de Wildfell Hall"  foi o segundo e último romance, publicado pela Anne Brontë, a irmã mais nova, e menos conhecida, entre as escritoras da família. Suas irmãs são conhecidas pelos romances "Jane Eyre" e " Morro dos Ventos Uivantes". Neste livro da Anne, conhecemos o jovem Gilbert, um rapaz com posses, mas simples, que vive no interior da Inglaterra, e que está contando para um amigo, através de cartas, uma história de sua vida. É através dele que conhecemos Helen Graham, uma viúva que vai morar com filho pequeno em Wildfell Hall, e que não faz muita questão de socializar com a pequena comunidade do local.

O mistério envolvendo sua história levanta suspeitas em todos, e acaba atraindo a atenção de Gilbert, que se aproxima da jovem viúva. Para que ele entenda sua situação, Helen lhe entrega seu diário, para que ele entenda como ela chegou aquele lugar, e porque seus caminhos podem não se entrelaçar.

Apesar de ser uma fã de "Jane Eyre" e "Morro dos Ventos Uivantes", nunca tinha lido nada da Anne Brontë antes, mas recentemente tive essa chance, e me surpreendi bastante. Para mim, esse livro tem uma pegada menos romântica do que os outros, mas ainda assim tem uma história muito envolvente, e retrata temas bem incomuns para a época, o que provocou muitos comentários, no período em que foi lançado. O livro já interessante por trazer dois períodos, narrados por personagens diferentes, Gilbert e Helen. Gilbert é um jovem que se apaixona por Helen, apesar dos cometários e do fato de ela ser viúva. Mas apesar de parecer atender a seus sentimentos, Helen é taxativa em não se envolver, e através de seus relatos, ficamos sabendo o porquê.

Este livro é considerado um dos primeiros livros feministas da época, por trazer uma protagonista que sabe se impor perante seu marido, e que toma decisões pensando no seu próprio bem estar. Além de trazer temas como alcoolismo e suas consequências, infidelidade, depravação e uma mulher quebrando regras sociais. Apesar de achar Helen boazinha demais, com quem não merecia, em alguns momentos, adorei seu posicionamento na hora em que as coisas chegavam a determinado limite. Uma personagem na era vitoriana que não deixava de falar seus pensamentos e ser firma no que achava correto.

Apesar de ter determinados pontos agridoces, o livro tem o final que imagino satisfazer a todos os leitores, pelo menos eu fiquei bem feliz com o final, e me espantei, como consegui acabar essa leitura rápida, apesar de ser um estilo livro que se deve ter muito atenção na leitura. Essa edição ainda conta com um prefácio de um especialista, falado sobre a obra e suas influências, e um comentário da própria autora, que imagino tenha sido publicado nas edições seguintes, após seu lançamento.

Anne Brontë se mostra tão digna de sua reputação através do tempo, como qualquer uma de suas irmãs, e para quem gosta de um bom clássico inglês, esse livro tem que fazer parte da sua leitura, e da sua estante também.


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sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Resenha: "Conquista" (J. C. Reed)

 

Tradução: Júlio de Andrade Filho

Sinopse: Encontrar Jett foi um verdadeiro azar. Perigoso, imprevisível. Um cara que era melhor evitar. Nesse jogo, porém, as apostas são altas. Vale a pena o risco?A continuação da história de Brooke e Jet mergulha de vez nas armadilhas do amor e da sensualidade.Brooke Stweart sempre achou que esquecer é algo muito difícil. Entretanto, perdoar é impossível. Quando o homem em que ela confiava a traiu, a única opção que ela tinha era seguir em frente. Brooke está determinada a começar uma nova vida, até que reencontra Jett: aqueles olhos verdes, sexy como o pecado. O homem que ela desejava. O homem que jogava sujo. O homem que a enganou.Lindo e arrogante, Jett Mayfield sabe que cometeu erros. Ele poderia ter qualquer outra mulher que desejasse, mas era Brooke que ele queria. Quando uma segunda chance colide com os segredos da alma e Brooke precisa confrontar seu passado, ele se vê determinado a protegê-la. Ela aceita sua ajuda não só porque precisa dele, mas também porque não resiste a seus encantos. Desta vez, porém, o jogo será do jeito que ela quiser.


Por Jayne Cordeiro: "Conquista" é o segundo livro da trilogia "Sr. Estranho". No final do livro anterior, Brooke descobriu um segredo por trás do encontro dela e de Jett, que abalou tudo o que ela sabia sobre ele. Agora, desiludida, ela não quer ter nenhum contato com ele, e decide se afastar, fazendo uma viagem com a melhor amiga, atrás de uma herança que descobriu. Mas Jett não vai desistir da mulher que ama, e além de reconquistá-la, precisará protegê-la de um antigo segredo de família, que pode colocá-la em risco. Mas Brooke não vai aceitar tão fácil o seu retorno.

Esse livro acaba exatamente, de onde o outro parou. Brooke viajou para a Itália, buscando mais informações sobre a herança que ganhará, e quer manter a maior distância possível de Jett. Mas é claro que o mocinho vai atrás dela, e tenta recuperar sua confiança. Aqui temos além de todo o romance, mais do enredo secundário, com todo um mistério sobre um grupo secreto, que não deseja que suas informações sejam reveladas. Existe alguma cenas mais agitadas, com perseguições, fuga de carro ou invasões.

Tudo isso torna a história bem movimentada, e a leitura passa bem rápida. Novamente, eu tive a sensação de que a história poderia ter mais profundidade. É como se as cenas estivessem lá, fossem explicadas e tudo, mas não convencem, em alguns pontos. Ainda queria ter alguns momentos do casal, sem a correria de sobreviver ou da parte sexual, mas mesmo assim, o casal convence e a história te prende.

Algumas coisas  ainda precisam ser explicadas, e vão ficar para o último livro. Gostei mais desse do que o primeiro, e tem sido uma série boa, apesar de não espetacular. A leitura é fácil e é um  ótimo livro pra relaxar e colocar entre leituras mais pesadas.


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segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Resenha: "Devoção" (J. C. Reed)

 

Tradução: Julio de Andrade Filho

Sinopse: Com uma promissora carreira pela frente, Brooke Stewart não é o tipo de pessoa que se envolve em relacionamentos, principalmente em seu trabalho. Entretanto, ao ser enviada para fechar um grande negócio na Itália, ela percebe que uma das peças-chave do seu novo projeto é o cara que ela havia abandonado dias antes em sua cama.

Jett era um homem de negócios. E altamente atraente. Seu sorriso malicioso escondia seus verdadeiros intuitos e seus olhos verdes eram um convite permanente. Sexy e arrogante, um cretino e um estranho, disposto a conseguir tudo o que quer e, desta vez, ele desejava Brooke, não importando o preço a pagar.

Então, quando eles percebem que essa relação pode afetar o mundo dos negócios, surge um contrato...

Perigosamente arriscado. Altamente sexy. Uma relação que não aceitará um "não" como resposta.


Por Jayne Cordeiro: " Devoção" é o primeiro livro da trilogia "Sr. Estranho". Não é um lançamento aqui no Brasil, então dá para ter acesso a toda a série, que foi lançada pela Única Editora. Aqui conhecemos Brooke, uma mulher focada nos negócios. Por causa deles, ela acaba conhecendo um homem que vai mudar a sua vida. O estranho a atrai de uma forma incomum, mas não está ali para se envolver com ninguém. Mas o destino é implacável, e ela vai descobrir que esse mesmo homem, com quem teve uma noite quente, é agora o seu novo chefe, ela vai precisar equilibrar sua vida profissional e pessoa.

Jett é um empresário que não costuma misturar negócios e vida pessoal, mas desde o momento em que conhece Brooke, ele sabe que precisa tê-la por perto. Seu jeito perspicaz e inteligente no trabalho, associado a atração forte, é tudo com o que Jett quer lidar. Então ele vai fazer qualquer coisa para conseguir essa mulher por perto. Mas misturar as coisas pode trazer algumas complicações, que os dois precisarão lidar.

Peguei esse livro recentemente para ler, e posso dizer que gostei dele. Na verdade, não é um livro espetacular, e senti que a escrita poderia ser mais profunda. mas ainda assim é uma leitura que consegue prender o leitor. Na sinopse, fica parecendo que o personagem masculino é muito pior do que realmente é. No caso, parece que ele vai tomar medidas extremas ou até desleais para ter a mocinha, como já vi alguns personagens fazerem, mas não é isso que acontece aqui.

As coisas fluem muito mais fáceis, e as vezes até rápido demais. Mas ainda sim, é um livro interessante, que dá pra ler muito rápido. Ele parece mais grosso do que é, porque a letras são grandes, mas é uma leitura que flui rápido, e dá até para acabar no mesmo dia. Os protagonistas tem uma boa química, com ótimas cenas sensuais. Eu queria que tivesse algumas cenas mais românticas, mas sem a parte sexual. Aquelas cenas que deixam o leitor bobo, sabe?

Além do romance do casal, temos um segundo plot por baixo, que se desenvolve mais para o final, que parece ser a base do resto dos livros. "Devoção" acaba em meio a um ápice, que deixa várias pontas soltas para o próximo livro.



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segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Resenha: "Hideaway" (Penelope Douglas"

 

Tradução: Marta Fagundes

Sinopse: BANKS

Imerso nas sombras da cidade, há um hotel chamado The Pope. Decadente, deserto e sombrio, encontra-se abandonado e rodeado por um mistério há muito esquecido.

Mas você acha que é verdadeira, não é, Kai Mori? A história a respeito do décimo segundo andar. O mistério que cerca o hóspede sombrio que nunca se registrou para entrar ou sair. Você acha que vou ajudá-lo a encontrar o refúgio secreto para chegar até ele, não é?

Você e seus amigos podem até tentar me assustar. Podem tentar me pressionar. Porque mesmo que eu lute para disfarçar o que sinto quando você olha pra mim — desde adolescente —, acredito que talvez o que está procurando esteja mais perto do que imagina.

Eu nunca vou traí-lo. Então se prepare. Na Devil’s Night, você será a caça.

KAI

Você não faz a menor ideia do que estou procurando, pequena. Você não sabe o que tive que fazer para sobreviver aos três anos na prisão, quando fui condenado por um crime que cometeria outra vez com o maior prazer.

Ninguém pode saber o que me tornei.Eu quero aquele hotel, quero encontrá-lo e acabar logo com isso. Quero minha vida de volta. Mas quanto mais tempo passo ao seu lado, mais percebo que este novo eu é exatamente quem sempre fui destinado a ser.

Então pode vir, garotinha. Não se acovarde. Minha casa fica na colina. Existem muitas maneiras de entrar, mas apenas com sorte você conseguirá sair. Eu vi o seu refúgio. Está na hora de você ver o meu.


Por Jayne Cordeiro:  Neste segundo livro da série "Devil' s Night", vamos conhecer mais profundamente Kai, um dos quatro amigos responsáveis pela famosa Noite do Diabo. Depois de alguns anos preso, Kai está recuperando a sua vida, mas ainda precisa lidar com seu amigo Damon, que causou uma grande confusão no ano passado, e agora está espreitando o grupo de amigos. Além do perigo físico que Damon representa, este guarda um segredo importante, que se revelado, pode colocá-lo de volta na prisão.

Do outro lado, temos Banks, uma mulher que anos atrás, durando uma Noite do Diabo, conquistou Kai, mas depois nunca mais foi vista. Ela guarda um segredo muito importante, que a liga a Damon, que ela vai precisar participar de um jogo difícil com Kai, se quiser garantir a segurança de Damon. Ao mesmo tempo, atração entre ela e Kai, parece a mesma de anos atrás, mas Banks precisa lidar com suas próprias dúvidas e medos, quando passou a vida toda se escondendo do mundo e dos homens.

Eu adoro os livros da Penelope Douglas, e não seria diferente com esse aqui. Eu gosto de como os seus personagens não são mocinhos perfeitos, e toda a história tem um ar de suspense e sensual. Acho Kai um personagem muito interessante, porque ele tem código moral, sendo muito apegado ao correto, pela própria criação familiar, mas também não teme em sair da linha, em alguns assuntos. Ele é muito leal aos amigos, e busca ajudar a Banks, mesmo quando ela não merecia.

Quando a Banks, não posso dizer que ela é uma das minhas mocinhas favoritas da Penelope. Eu entendo toda a realidade dela, mas as vezes queria dar uma sacudida nela. Personagem bem na defensiva, e tão imersa em um relacionamento abusivo, que ela deixa de aproveitar  as oportunidas que Kai dava a ela, de mudar. Mas a autora soube abordar com maestria, como a personagem se via presa naquela relação ruim, mas vivia achando justificativas para isso, como realmente acontece no mundo real.

O livro trás algumas temas interessante e até pesados, como abuso, violência e relacionamento abusivo. As interações dos protagonistas são muito interessantes, pois eles começam bem naquela pega de "gato e rato", sendo que os dois são muito espertos e fortes. É sempre bom ver a relação entre Kai, Michael, Will, Rika e Damon. Aqui temos mais um gostinho do casal do primeiro livro, e mais sobre a vida de Damon, que será o protagonista do próximo livro, e promete ser muito interessante, já que ele é com certeza o personagem mais perigoso e imprevisível da série.

A escrita da autora continua envolvente, sensual, correndo entre certo e errado, com personagens complexos, e cenas que te prendem até o final. Vale muito a oena, dar uma chance a essa série maravilhosa.


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sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Resenha: "Aced" (K. Bromberg)

 

Sinopse: O passeio de Rylee e Colton continua...

Um momento. Seis anos atrás.
A noite em que ela fez o mundo ao meu redor muito mais do que apenas um borrão. Agora é o catalisador que ameaça nos separar.
Nosso feliz deveria ser para sempre. Então, por que sinto que está escorregando pelos meus dedos? Como pode um momento, quando nosso mundo parecia tão certo, ressurgir e fazer com que nossa vida perfeita fique fora de controle?
Eu não posso perdê-la.
Ela é minha bandeira quadriculada.

Por Jayne Cordeiro: "Aced" é o livro 4, da série "Driven" , se considerarmos "Raced" como um livro 3.5. Quem já leu "Crashed", sabe exatamente como será a vida do nosso casal, no futuro. Este livro aqui, pega um período dentro do intervalo entre capítulo final e epílogo, para mostrar como chegamos até aquele último momento.

Aqui, a vida de Colton e Kylee parece perfeita, seis anos após se casarem, e fica ainda melhor, quando eles conseguem uma nova chance com a gravidez da Kylee. Mas alguém parece disposto a sabotar essa felicidade, ao liberar imagens privadas do casal, o que vai causar diversos problemas aos dois.

Eu não imaginava que esse livro fosse ser tão importante para a história desses dois. Aqui, não só temos a chance de ver a gravidez da Kylee se desenrolar, mas também como ela e Colton lidam com a realidade de se tornarem pais, principalmente Colton, com seu passado familiar conturbado. Além disso, temos assuntos bem interessantes, como a invasão de privacidade, exposição de conteúdo íntimo na mídia, e suas repercussões emocional e sociais, e até mesmo a depressão pós parto.

Tudo abordado de forma excepcional pela autora, aproveitando para focar bem no emocional de quem acaba exposto dessa forma, ainda mais quando a vítima é uma mulher. O livro tem bem menos cenas hots, mas continua incrível. Vamos também ver como Zander acabou  dentro da família Donovan. Dá pra ver que muita coisa do epílogo,  vai ser explicada aqui. Como fã desse casal, considero esse livro um presente, e mais  um capítulo perfeito dessa história cheia de amor e superação.


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segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Resenha: "Pelo amor de Cassandra" (Lisa kleypas)

 

Tradução: Ana Rodrigues 

Sinopse: Tom Severin, o magnata das ferrovias, tem dinheiro e poder suficientes para realizar todos os seus desejos. Por isso, quando resolve que está na hora de se casar, acha que deve ser fácil encontrar a esposa perfeita. Assim que ele pousa os olhos em lady Cassandra Ravenel pela primeira vez, decide que ela é essa mulher.

O problema é que a bela e perspicaz Cassandra é tão determinada quanto ele, e faz questão de se casar por amor – a única coisa que Tom não pode oferecer. Além disso, ela não tem o menor interesse em viver no mundo frenético de alguém que só joga para vencer.

No entanto, mesmo com o coração de gelo, ele é o homem mais charmoso que Cassandra já conheceu. E quando um inimigo recém-descoberto quase destrói a reputação dela, Tom aproveita a oportunidade que estava esperando para conquistá-la.

Ao contrário do que pensa, porém, ele ainda não conseguiu o que queria. Porque a busca pela mão de Cassandra pode até ter chegado ao fim, mas a batalha por seu coração está apenas começando.


Por Jayne Cordeiro: "Pelo amor de Cassandra" é o sexto livro da série "Os Revenels". Aqui nós temos a última das irmãs, Cassandra, que sempre ansiou em casar por amor. Após ver a irmã gêmea Pandora, que nunca desejou casamento, encontrar seu par, ela sente ainda mais a pressão de encontrar o homem com quem deseja passar o resto da vida. O problema é que todos os pretendentes interessados nela, não despertam nenhuma emoção em seu coração ou corpo. Até conhecer Tom Severin.

Tom Severin é um rico homem de negócios, que começou de baixo, mas hoje possui muitas riquezas. O problema é que os negócios e bens materiais não conseguem despertar mais nada nele, até que conhece Cassandra Revenel, a protegida de seus amigos Devon e West. Agora tudo o que ele mais deseja é fazê-la sua esposa, mas há alguns obstáculos no caminho. Cassandra quer um casamento por amor, e seus parentes não parecem considerar Tom e sua mente racinal, a melhor opção de marido. Tom está muiyo satisfeito com sua vida sem grandes sentimentos, mas cada vez que se encontra com Cassandra, parece que novas emoções surgem, e ele vai ter que decidir o que será capaz de fazer para tê-la em sua vida.

Finalmente pude ler esse livro, que foi lançado no ano passado. E porque eu demorei tanto para ler esse livro? Como sempre digo, sou apaixonada pelos livroa da Lisa Kleypas, que é minha autora favorita do gênero. E eu gostei muito do Tom, ele é um mocinho racional, que sempre enxerga tudo como negócios, também é uma pessoa bem literal, que não entende sentimentos ou fala sobre eles, mas capaz de fazer qualquer coisa pela mocinha. E ele se encaixa muito bem com Cassandra, porque ela vem exatamente para mostrar a ele, os sentimentos e como lidar com eles.

Outra coisa que achei bem legal, é que há muitas referências a romances da época. Menções a Jane Austen, Tom Sawyer, A Volta ao mundo em 80 dias, Quixote e etc. Temos momentos cheios de romance e diversão. Adorei como a autora desenvolveu o relacionamento dos dois, fazendo o leitor se divertir e se apaixonar junto com eles.

A história é gostosa de ler, e devorei ele em poucas horas. Tem muita participação dos outros casais da série, e os personagens novos, como a criança Bazzle, deixaram o livro ainda melhor. A escrita da autora continua maravilhosa, criando o romance desde cedo, mas ainda assim desenvolvendo bem o casal. É mais um ótimo livro para série, podendo ser um ótimo encerramento também.


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Ana Liberato