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sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Resenha: "O Mestre das Espadas e a filha do corsário" (Silvana Barbosa)

 

Sinopse: Ian MacConnollyn recebe do capitão Rudy Rubi uma proposta muito interessante: encontrar e trazer para ele a filha que o corsário nunca conheceu, fruto de um romance do passado. Se o highlander cumprir sua missão ganhará um vultoso prêmio e com esse pagamento poderá garantir o seu futuro.

O chamado à aventura e a possibilidade de riqueza são desafios que o cavaleiro, mestre das espadas de seu clã, não pode recusar...

Bem longe de sir Ian está Sabine Ferguson, que foi prometida por seu pai a um homem do clã vizinho, como garantia de aliança entre as tribos. Quando essa aliança ameaça ser quebrada, o resultado pode ser devastador, e, portanto, a moça precisa tomar uma decisão que mudará sua vida para sempre.

Dois jovens com caminhos diferentes a seguir acabam se cruzando em suas jornadas, e vão descobrir se, afinal, a recompensa de um pode ou não afetar de forma irremediável a recompensa do outro.


Por Jayne Cordeiro: " O mestre das espadas e a filha do corsário" é o quarto e último livro da série "Cavaleiros das Terras Altas". Ele até poder lido isoladamente, mas acredito que o leitor aproveitará o máximo ao livro, se tiver lido os outros antes. Não é de hoje que leio os livros da autora, e sempre me surpreendo com a capacidade que ela tem de ser fiel a ideia do romance de época ou histórico. Das autoras nacionais, ela é uma das minhas favoritas, e não é a toa.

Sobre esse livro, ele é cheio de qualidades e foi difícil (ou quase impossível) achar algo que não tenha gostado. A escrita dela é gostosa de ler, não há enrolação na história. Tudo flui muito bem, sem pontas soltas, ou situações corridas demais. A história é interessante, e o desenvolvimento do romance entre Sabine e Ian foi bem legal. E o que falar desses dois? No geral, os personagens desse livro são muito simpáticos e é fácil ser cativado por eles. E esses dois formam um casal encantador.

Quanto a história, gostei do fato de que a autora nem sempre segue pelo caminho mais óbvio. Eu esperada determinadas situações, ou que certos obstáculos fossem aparecer na história, mas a autora lidou com isso de forma diferente. E se, por um lado, isso pode ter tirado alguns pontos de embate, também foi uma bela novidade. De qualquer forma, tudo foi bem colocado. Eu, na verdade, queria que ele fosse maior. As cenas e as interações eram tão boas, que eu queria mais umas 100 páginas nesse livro. Mas não posso dizer que esse livro começou bem e acabou bem. Sem queixas. E deixando um gostinho de saudades, para essa série, que chegou ao seu fim, mas que conquistou um lugarzinho no meu coração.



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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Resenha: "A Dama do Rio e o Lorde das Terras Altas" (Silvana Barbosa)


Sinopse: Quando um rei decide apadrinhar um casamento, muitas coisas podem acontecer.

Alexandre III quer livrar a inocente filha de um amigo da cobiça do príncipe herdeiro do trono inglês. Para isso faz um acordo com um membro de sua corte, na Escócia.
Desse modo Alastair MacConnollyn e Rebeca Wilkinson vêem-se unidos em matrimônio, tendo o cenário encantador das Highlands como pano de fundo.
Com a atração entre eles servindo de ponto de partida, Alastair e Rebeca se envolvem em um intenso jogo de sedução.
Agora o casal precisa superar suas diferenças, vencer as dificuldades e os inimigos que se interpõem no caminho, e transformar sua paixão em união duradoura, provando que o verdadeiro amor pode triunfar sobre todas as adversidades, e reinar absoluto sobre tudo e todos.

Por Jayne Cordeiro: Eu já li vários livros desta autora na Amazon, todos de época, mas focados na sociedade inglesa. E fiquei positivamente surpresa quando descobri que ela está lançando uma série focada nos escoceses, que eu simplesmente adoro demais. Então corri para conferir se ela conseguiria trazer uma história tão boa quanto a que tem apresentado com outra sociedade. E não me arrependi.

- Meu pai deu ordens expressas de retirar minha noiva de sua casa o mais rápido possível. Ele tratou com o pai dela. Temem por sua segurança.
- E por que temem por sua segurança?...
- ...O casamento foi arranjado às pressas porque um dos príncipes da Inglaterra se encantou com ela. Como é plebeia, o seu pai teme que o príncipe convença o rei Henrique a mandar que ela siga para o castelo para servir-lhe a cama.

Já comecei gostando, porque adoro a cultura escocesa, e porque adoro uma história de época que começa com casamentos arranjados. E gosto ainda mais, quando o casal não fica se engalfinhando o tempo todo, mas que tentam se relacionar e formar um bom relacionamento. E isso é o que acontece aqui. Alastair e Rebeca são pessoas bem diferentes. Ele é o chefe de um Clã, um guerreiro forte e que precisa sempre tomar importantes decisões. Ela é uma jovem que foi criada livre pela família, que é obrigada a se casar para fugir de outro homem. Seu jeito solto é um motivo de embate com o marido no começo, mas eles precisam achar um meio termo entre a liberdade e a segurança dela.

- Em breve também desejável. Em breve também tomando banho nua no rio, e a história se repetirá com ela.
- Eu não estava nua! Respondeu, com dentes cerrados.
Ele a olhou severamente.
- Basta que me retruques! Admita que cometeu um erro. Não tem uma tina de banho em casa? - Vociferou.
- Ora, tenho sim!
- Então porque te exibes? Porque atrai desgraça para a sua casa?...
- Oh, você é detestável! -  Gritou, antes de pôr seu cavalo em disparada.

É divertido ver como o homens, incluindo Alastair se encantam facilmente por Rebeca, e sempre acontece diálogos bem divertidos entre eles, e com os outros guerreiro do clã. Dei várias risadas. Os momentos românticos também são bem legais, e a gente se apega fácil ao casal, torcendo para tudo dar certo. Os dois podem ser bem ciumentos e possessivos em relação ao outro e isso garante momentos bem legais na história.

- Qual o nome do seu cavalo?
Ele sorriu amplamente, os olhos com um brilho divertido.
- Ah já sei, Alastair. Vai dizer que o seu cavalo se chama Cavalo.
- Exato!
- Porque não escolhe um nome para ele?
- Porque você não o faz?...
- Que tal Dragão?
- Por mim está ótimo. Perguntaremo depois se ele também gostou. - Respondeu, brincalhão, tomando-a pelo braço para que entrassem em Torquill.

Os personagens secundários também são muito interessantes. Algo que a autora já conseguia mostrar na série Libertinos. Já dá vontade de ver os próximos livros da série, porque já me apaixonei por vários desses personagens secundários logo no começo de A Dama do Rio. Personagens secundários legais são sempre algo que me atrai nos livros de época. Eles costumam ser bem explorados, e abrem portas para diversas outras histórias.

Alaistair beijou Rebeca sofregamente no salão principal. Ele a prendia fortemente contra seu corpo, impedindo-a de desvencilhar-se. Quando a soltou, ela sentiu-se um pouco envergonhada por estar sendo observada pela maioria das pessoas que estavam presentes.
- Alastair! Que está faxendo? Estão nos olhando!
- Não me importo. Você é minha mulher e quero que isso fique bem claro para todos aqui.
- Ainda bem que você não resolvei urinar em mim para demarcar seu território!
Ele deu uma gargalhada: Ah, minha dama malcriada!

A escrita da autora é envolvente e muito boa. Ela consegue passar todas as emoções e ações dos personagens de forma coesa, e bem realista. O livro apresenta uma mistura de romance com ação, com cenas divertidas, quentes e situações inusitadas. É uma bela obra para quem gosta de romances de época escoceses ou ingleses. E sempre indico os outros livro dela também, da série Libertinos, que adoro.



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Ana Liberato