Mostrando postagens com marcador Victoria Aveyard. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Victoria Aveyard. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 4 de junho de 2021

Resenha: "Destruidor de Mundos" (Victoria Aveyard)

 

Tradução: Lígia Azevedo

Sinopse: Ano após ano, Corayne assiste sua mãe, uma célebre pirata, partir para o alto-mar e desbravar todos os reinos de Todala, sem jamais poder acompanhá-la. Quando um misterioso imortal e uma assassina de aluguel aparecem dizendo que ela é a última descendente viva de uma poderosa linhagem — e a única pessoa capaz de salvar o mundo de um perigo iminente —, ela aproveita a chance para ir em busca de sua própria aventura.

O problema é que o perigo é muito maior do que ela imaginava: um homem sedento por poder, determinado a reabrir os portais que, no passado, levavam para outros mundos, povoados por criaturas sinistras. Com a ajuda de um grupo de bandidos e maltrapilhos, Corayne terá de provar que o heroísmo pode surgir até nos lugares mais inesperados.


Por Jayne Cordeiro: "Destruidor de Mundos" é um lançamento da editora Seguinte e da  conhecida Victoria Aveyard, autora da série "A Rainha Vermelha". Nesta história de fantasia, uma jovem, que descobre carregar em seu sangue um poder capaz de salvar o mundo, precisa se unir a um guerreiro imortal, uma assassina profissional, um escudeiro que carrega o peso de uma batalha perdida, uma bruxa que só fala em rimas, e outros dois bandidos, para impedir que um homem poderoso, consiga abrir portais e libere no planeta, monstros que podem destruir os reinos de Todala.

"Destruidor de Mundos" é um livro grande, com 550 páginas, mas não é maçante em nenhum momento. O começo é mais lento, porque estamos sendo apresentados aos personagens principais e é preciso mostrar os elos, que conectam à todos. Mas quando os encontros acontecem, a história ganha ritmo e fica bem mais dinâmica. Foi um bom livro, que promete bastante coisa para os próximos. Eu gostei do personagens, com as mais variadas personalidades e histórias de vida. Entre eles, é possível se divertir com o comportamentos de alguns, perceber possibilidades amorosas, ou dinâmicas que podem evoluir de várias formas.

O enredo é interessante, o contexto sobre aquele universo, com seus reinos e povos, é contado de forma fácil, e a informação não fica densa demais. Não comecei criando muitas expectativas para o vilão declarado, mas ao terminar o livro, o leitor sente sua intensidade e magnetismo, que promete muita coisa lá na frente. A história é envolvente, com vários acontecimentos, como viagens e missões, lutas, diálogos profundos e reviravoltas. Vemos temas como amizade, lealdade, companheirismo, importância da família, egoísmo e ambição.

Como um livro do gênero, ele consegue ser bem completo, com uma escrita clara e envolvente, personagens complexos e relações que vão surgindo e se modificando a cada página. Terminei o livro bem satisfeita, e com a sensação de que a série pode evoluir ainda mais, e se destacar dentro do gênero. Se você gosta de livro de fantasia, com magia, duelos e missões, com certeza, vale a pena dar uma chance para esse lançamento.




Curta o Dear Book no Facebook

Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta


segunda-feira, 11 de junho de 2018

Resenha: "Tempestade de Guerra - A Rainha Vermelha 4" (Victoria Aveyard)

Tradução: Cristian Clemente, Guilherme Miranda, Zé Oliboni e Lígia Azevedo


Sinopse: Mare Barrow aprendeu rápido que, para vencer, é preciso pagar um preço muito alto. Depois da traição de Cal, ela se esforça para proteger seu coração e continuar a lutar junto aos rebeldes pela liberdade de todos os vermelhos e sanguenovos de Norta. A jovem fará de tudo para derrubar o governo de uma vez por todas — começando pela coroa de Maven.
Mas nenhuma guerra pode ser vencida sem ajuda, e logo Mare se vê obrigada a se unir ao garoto que partiu seu coração para derrotar aquele que quase a destruiu. Cal tem aliados prateados poderosos que, somados à Guarda Escarlate, se tornam uma força imbatível. Por outro lado, Maven é guiado por uma obsessão profunda e fará qualquer coisa para ter Mare de volta, nem que tenha que passar por cima de tudo — e todos — no caminho.
Por Sheila: E chegou ao fim! Foram três anos, quatro livros (mais os dois livros de contos) mais de 2000 páginas de torcida, sofrimento, angústia e lágrimas (não, titia Victoria não nos deu muitas alegrias, cada ganho veio acompanhado de uma grande perda), mas, enfim chegamos ao término da Saga A Rainha Vermelha.

Iniciado com livro que nomeia a Saga, já resenhado aqui pelo blog, teve como segundo volume Espada de Vidro e Prisão do Rei, finalizando agora com Tempestade de Guerra. E para quem gosta de evitar spoilers, talvez fosse bom parar por aqui e ler os livros anteriores primeiro.

Gentes! Eu terminei A Prisão do Rei com uma raiva, mas uma raivaaaaaaa do Cal! Ahhhhh que vontade de entrar no livro e dar umas boas de umas sacudidelas naquele menino! Como fiquei braba com aquele final! Trocar a Mare por uma coroa? Por poder? Como assim? Revolta me definia.

Tempestade de Guerra ajuda começando EXATAMENTE onde o último livro terminou: Cal reunido com o "Rei" de Rift para definir as próximas estratégias para a guerra de retomada de Norta, e Mare se afastando com Diana e tentando aguentar a dor de carregar um coração em pedaços.

FICAMOS EM SILÊNCIO POR UM LONGO MOMENTO. Corvium se estende à nossa frente, cheia de gente, mas parecendo vazia. Dividir e conquistar. As consequências estão claras, as linhas foram nitinitidamente desenhadas. Farley e Davidson me encaram com a mesma intensidade, e eu os encaro de volta. Imagino que Cal não tenha ideia, nem uma suspeita, de que a Guarda Escarlate e Montfort não têm a menor intenção de deixar que permaneça em qualquer trono que assumir. Imagino que se importa mais com a coroa do que com o que qualquer vermelho pensa. E imagino que não devo mais chamá-lo de Cal. Tiberias Calore. Rei Tiberias. Tiberias VII.

Só que, mais uma vez, Mare não tem tempo de parar para lamber suas feridas. Uma guerra está acontecendo, com adversários temíveis. Ao mesmo tempo em que Cal aceita ser o próximo rei de Norta, tendo Evangeline como sua relutante consorte, as mulheres de Lakeland - Rainha e princesas - choram a perda de seu amado rei e, claro, em seu coração transborda somente um desejo: vingança.

Esperamos juntas, minha mãe, minha irmã e eu, com a atenção fixa na face sul do horizonte. Uma neblina baixa toma conta da boca estreita da baía, ocultando a península pontilhada por torres de vigia e o lago Eris mais adiante. Algumas luzes das torres piscam em meio à névoa, como estrelas baixas. Conforme ela se movimenta, levada pelo vento, mais e mais torres se tornam visíveis. Estruturas elevadas de pedra, aprimoradas e reconstruídas uma centena de vezes em centenas de anos. As torres viram mais guerra e ruína do que os historiadores podem contar. Suas luzes flamejam, muitas ainda vívidas tão perto do amanhecer. Os faróis continuarão acesos o dia todo, as tochas queimando e as luzes elétricas brilhando. As bandeiras que balançam ao vento são diferentes das que normalmente são vistas em Lakeland. Cada torre exibe o azul com faixas pretas. Para honrar os muitos mortos em Corvium. Para lamentá-los. Para se despedir do nosso rei.

Vamos encontrar diversos atores, em diversas situações distintas. Todos carregando sua dor. Todos com suas razões para fazer o que quer que tiverem que fazer. Cal com sua coroa. Mare com sua revolução. Lakeland com seu luto. Maven com sua loucura, plantada em sua cabeça pela rainha Elara ao longo de incontáveis anos. Evangeline, com sua rebeldia que esconde seu medo profundo em relação à autoridade do pai, o Rei Samos.

No fim das contas, se formos eleger vilões para essa saga, talvez reste a alguns poucos vender essa carapuça, todos das gerações anteriores. A geração mais nova, os adolescentes protagonistas de toda essa situação, Mare, Cal, Maven, Farley, Iris, Evangline, Ptolomeus. Todos estão só tentando fazer o melhor, perdidos entre o que foi, e a construção do Novo, em que eles são protagonistas em sua inépcia e esperança juvenis.

O que eu achei do livro? As lutas são mais políticas do que batalhas - apesar de que teremos uma grande batalha ao final. As palavras são mais usadas como armas do que qualquer outra coisa. Alianças improváveis se formam, máscaras caem, e aprendemos que por detrás de uma guerra não há apenas um exército, mas pessoas com emoções e sentimentos complexos, e que é isso o que pode fazer com que a balança penda, seja para um lado, seja para o outro.

Victoria escreve muito bem. Fluída, ágil, uma narrativa que prende, envolve, emociona e cativa. Mesmo que a ação tenha sido mais lenta, e algumas coisas tenham se desenvolvido de maneira aquém do esperado, foram todos desfechos possíveis, reais. Chegando a ser dolorosos em algumas passagens.

Por mais que muita gente (mas muita gente meeesssmooo) reclame do final aberto, cheio de possibilidades, eu gostei. Me pareceu um final REAL. Afinal de contas, acho que em meio a leitura talvez tenhamos esquecido mas todos eles eram adolescentes, nenhum com mais de 20 anos. Achei natural que o fim não fosse todo redondinho (e não posso explicar melhor para não lançar spoilers). 

E vocês o que acharam? Contem para a gente! Abraços!

Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta

Compre na Amazon através do link e continue ajudando o Dear Book a crescer:

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Resenha: "A Prisão do Rei" (Victoria Aveyard)

Tradução: Alessandra Esteche/Guilherme Miranda/ Zé Oliboni

Por Sheila: Oi pessoas! Trago a vocês o terceiro livro de uma série da qual eu sou mega fã: A Rainha vermelha! Já resenhei o primeiro livro aqui, o segundo aqui e a autora também nos presenteou com alguns contos deste universo, resenhados aqui.

Para quem não lembra, o mundo de Mare é dividido entre vermelhos e prateados. O que define quem uma pessoa é, seu lugar  no mundo, é a cor de seu sangue, mas não somente isso: os prateados possuem poderes, o que os divide numa série intrincada de Casas com uma outra série intrincada de jogos políticos.

Aos vermelhos como Mare resta apenas uma coisa: servir. E, se mesmo essa pequena meta não for alcançada, morrer na guerra que já dura mais de um século contra os povos vizinhos.

Por motivos que você vai precisar ler os livros para descobrir, Mare acaba no palácio do atual Rei de Norta, onde vive e, em meio a um desafio para escolher a nova consorte do principe mais velho, futuro rei, um acidente acontece e acaba-se descobrindo que ela, uma vermelha, ser considerado inferior, também possui uma habilidade, antes peculiaridade presente somente naqueles de sangue prateado.

Há murmúrios sobre uma onda de rebeldes levantando-se contra os prateados, a Guarda Escarlate e nesse primeiro livro, enquanto Mare, transformada em Mareena para encobrir sua origem, tenta entender o que e quem é, acaba por servir de joguete e fantoche nas mãos de muitos: os próprios prateados, o príncipe Maven, segundo na linha de sucessão e que prova-se um tremendo traidor, e a Guarda Escarlate.

Em a Rainha Vermelha, Mare é uma personagem apagada, é a protagonista mas não protagoniza nada além de um triângulo amoroso entre dois príncipes, Cal o herdeiro, que é obrigado pela Rainha Elara e seu poder de se intrometer na mente de outras pessoas a matar o próprio pai; e Maven, que se disse a favor dos vermelhos e da Guarda Escarlate, mas queria apenas um bode expiatório em quem colocar a culpa pela morte de aliados de Cal, preparando o momento em que reclamaria a coroa.

No segundo livro, Espada de Vidro, teremos uma Mare mais forte, mas ainda um tanto quanto voluntariosa e atrapalhada em como lidar com sua habilidades. Fugindo junto com Cal, o príncipe renegado, alia-se à guarda escarlate e descobre que há outros como ela - e que estão sendo sumariamente caçados e executados por Maven de forma metódica e cruel.

Junto aos corpos dos agora chamados Sangues Novos, Mare encontra bilhetes de Maven, que se propõe a parar com o banho de sangue caso Mare se entregue. O segundo livro é denso, triste, cheio de solidão e um profundo desespero em sua narrativa, onde ainda encontramos uma Mare que não consegue acreditar que Maven, o seu Maven, não existia, e que encontra nos braços de Cal um refúgio.

Ao fim deste segundo livro, um dos resgates a Sangue Novos tem vários desdobramentos imprevistos que incluem a morte de Elara, a Rainha; a morte do irmão de Mare por um projétil destinado a ela; e por fim, sua rendição a Maven para poder se redimir e tentar salvar aqueles a quem ama.

Chegamos então ao terceiro livro, A Prisão do Rei. Ao contrário do que Mare imaginava, Maven não era apenas um joguete nas mãos da Rainha Elara, e segue em seu reinado de terror mesmo na ausência da Rainha. No entanto, seu interesse em Mare parece ser genuíno, quase beirando a obsessão, único motivo para que a mesma não tenha sido sumariamente castigada e executada por seus crimes.

Levanto quando ele permite.
Sinto um puxão na corrente presa à coleira no meu pescoço. As farpas cravam em mim, mas não o bastante para fazer sangrar - ainda não. Meus punhos ja sangram. As feridas são consequência dos dias de cativeiro inconsciente usando as algemas ásperas e dilacerantes. As mangas outrora brancas estão manchadas de rubro e escarlate vivo, passando do sangue velho para o novo como prova do meu tormento. Para mostrar à corte de Maven o quanto já sofri.

Ao invés disso, ela é feita de prisioneira e tratada como uma boneca ou bicho de estimação real: usada em jogadas políticas quando necessário, sendo usada como isca para a Guarda Escarlate, e como forma de enganar a população contra os rebeldes, bem como alistar o máximo possível de Sangues Novos, agora sob a tutela de Maven.

A história neste penúltimo volume é narrada por três vozes: da própria Mare, Cameron, uma sangue nova que se junta a Guarda Escarlate contra sua vontade e Evangeline Samos, numa reviravolta no que diz respeito ao desenvolvimento dessa personagem. Arrisco dizer que em alguns momentos gostei mais dela do que de Mare, nossa protagonista. 

Mas, pegando leve com Mare, ela soube demonstrar sua força e seu amadurecimento neste livro. Algumas páginas se arrastaram, momentos em que pudemos ver toda a angústia da personagem por estar totalmente separada de seu poder por ter de usar braceletes com pedras silenciadoras, ela pode ter seu corpo subjugado mas sua mente, nunca. Em complexas discussões e jogos de poder com Maven, ela vai desnudando as brechas da sua personalidade, bem como descobrindo sua maior fraqueza: ela mesma.

- Nossas conversas são tão agradáveis. 
- Se você prefere seu quarto ... - ele alerta. Mais uma ameaça vazia que faz todos os dias. Nos dois sabemos que isso é melhor que a alternativa. Pelo menos agora posso fingir que estou fazendo algo de útil e ele pode fingir que não esta completamente sozinho nesta prisão que construiu para si mesmo. Para nós dois.

Além disso, a Guarda Escarlate mostra-se cada vez mais organizada, ramificada de uma maneira que ainda é impossível saber de fato seu tamanho e extensão, com uma cadeia de comando que não pode ser apreendida, um dos motivos para seu crescimento e expansão, conquistando cidades e angariando cada vez mais aliados rebeldes entre os vermelhos.

Batalhas épicas, personagens marcantes, dramas comoventes, alianças improváveis e quebras dilacerantes fazem da leitura de A Prisão do Rei um misto de ansiedade, raiva da nossa querida Victoria por brincar com o nosso coraçãozinho e, claro, desespero pelo último capítulo dessa saga fenomenal, apesar do medo que ela traz, pois nada parece dizer que o final será feliz.
Recomendadíssimo.

Confira os melhores preços no Buscapé no banner abaixo – ao clicar nele, ganhamos uma pequena comissão, obg :) 




Curta o Dear Book no Facebook
Siga @dear_book no Twitter e @dearbookbr no Instagram

sexta-feira, 4 de março de 2016

Resenha: "Coroa Cruel - Contos da Série A Rainha Vermelha" (Victoria Aveyard)

Por Sheila: Oi pessoas! Como vão todos e tod@s? Venho trazer hoje para vocês um livro que li em uma tarde - e tive que correr para mostrar para vocês! É nada mais, nada menos, que contos da empolgante série A Rainha Vermelha, resenhada pelo blog aqui. E, de quebra, uma "palhinha" de Espada de Vidro, segundo volume da série.

Como os contos narram acontecimentos de antes de A Rainha Vermelha, é inevitável que hajam alguns spoilers no texto  a seguir então, se você ainda não leu o Primeiro Volume talvez seja melhor parar por aqui.

O primeiro conto, Canção da Rainha, irá nos trazer o diário da Rainha Coriane Jacos, a mãe de Cal que, tomada pela constante perseguição de Elenara, uma murmurante, acabou por tirar a própria vida.

No entanto, iremos acompanhar Coriane antes de conhecer Tibérius, e veremos que ela, já antes de Elenara invadir-lhe a mente, já apresentava propensões a pensamentos obscuros e depressivos.

Nobres, cidadãos, comerciantes prateados: todos pareciam flutuar diante dela, com pele fria, passos lentos, olhares severos e escuros, independentemente da cor. Bebiam cada manhã com ambição, como um homem saciado que ainda ingeria água a goles generosos enquanto outros morriam de sede (...) Os criados vestiam uniformes, alguns listrados com as cores da Grande Casa a que serviam. Seus movimentos eram precisos, seus olhos miravam sempre adiante, e se apressavam para cumprir tarefas e ordens. Pelo menos têm um propósito, Coriane pensou. Diferente de mim.
Apesar desse conto nos trazer como Coriane e Tibérius se conheceram, o nascimento de Cal e sua decadência emocional, tudo acontece muito rápido e sem muitos detalhes. Vi em algumas resenhas que a maioria dos leitores esperava mais de Coriane, mas parece que foi justamente sua insegurança e mansidão o que fez com que a) Tibérius se apaixonasse b) Elenara a manipulasse com tanta facilidade. Numa nota de 1 a 5, ganharia um 3 meu.

Já o segundo conto Cicatrizes de Aço será mais extenso e irá narrar a trajetória de Diana Farley, a capitã da Guarda Escarlate que irá cruzar o caminho de Mare e salvá-la e a Cal ao fim do primeiro volume. Para mim o interessante deste conto é ver como a mesma veio progressivamente ascendendo no movimento, como ele é muito mais extenso do que eu imaginava (comecei a colocar fé nesses rebeldes depois de ler esse conto) e com uma cadeia de comando muito bem estruturada.

- Alguma idéia do nosso próximo destino? - Assim como o Coronel não vou aguentar o silêncio pesado.
Ele se afasta da parede, franzindo a testa, ainda sem me encarar.
- Você sabe que não é assim que funciona.
Ninguém sabe mais que o necessário. Ninguém sabe nada além de sua operação, seu esquadrão e seus superiores imediatos. A informação é mais perigosa do que qualquer arma que possuimos.

Agora, bom mesmo foi conhecer Shade, o irmão de Mare, um pouquinho mais, só o aparecimento dele já faz com que a leitura do livro inteiro valha a pena e te deixa morreeeeennndddoo de vontade de ler logo a continuação, Espada de Vidro.
Ok confesso. Não consegui resistir e li os primeiros quatro capítulos de Espada de Vidro, disponível
ao final dos contos de Coroa Vermelha, e não achei bom. Achei M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O. Encontraremos Mare e Cal exatamente no mesmo lugar. Nada de meses depois e retrospectiva. Nada de pontos de vista diferentes. Começa onde tudo parou - como se não tivesse parado, mas mantido em suspenso, só nos esperando.

O que eu tenho a dizer sobre o livro?

VAMOS NOS LEVANTAR, VERMELHOS COMO A AURORA!

E que venha Espada de Vidro!

Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta


quarta-feira, 2 de março de 2016

Resenha: "A rainha vermelha" (Victoria Aveyard)

Por Sheila: Oi pessoas! Como estão vocês? Espero que tudo ok! Trago a vocês hoje a resenha de um livro que vem gerano bastante "burburinho" pelo meio literário, a ponto de me deixar muito curiosa. Tanto, que resolvi passá-lo à frente nas leituras e adiantar a resenha.

Logo na primeira página somos apresentados a Mare e à vida miserável que a mesma leva em seu pequeno vilarejo. Vida que a faz escolher por uma conduta nada exemplar: Mare é uma ladra.

A feira esvazia à medida que as barracas vão fechando. Os mercadores estão distraídos, despreocupados. É fácil pegar o que eu quiser dos estoques. Quando terminar, estarei com os bolsos abarrotados de quinquilharias e ainda terei uma maçã para a viagem ... Umas notas do bolso de um homem, a pulseira de uma mulher, nada muito grande. Os aldeãos estão ocupados demais seguindo o fluxo para notar uma batedora de carteira.

Acontece que Mare parece não ter muita escolha; sem grandes aptidões, como sua irmã Gina que sabe bordar, roubar foi a saída que Mare encontrou para tentar ajudar sua família no pouco tempo que lhe resta.

Afinal, o mundo onde Mare vive é dividido: há os vermelhos, assim como ela, que levam uma vida miserável e são obrigados a se alistar no exército ao fazer 18 anos, caso não estejam empregados; e há os prateados. Estes, tem poderes sobre humanos, quase como deuses, e ocupam o governo do país, relegando os vermelhos à meros súditos famintos e desesperados.

No que os vermelhos chamam de Primeira Sexta, alguns prateados enfrentam-se em uma arena, promovendo um espetáculo para o povo. Mas Mare sabe a verdade: A Primeira Sexta nada mais é do que uma demonstração de supremacia dos prateados.

Com o tempo, permitiu-se a entrada de vermelhos, confinados aos assentos mais baratos ... E a participação de vermelhos, que antes era um ato de benevolência, tornou-se obrigatória. Meu irmão Shade diz que é por que nas cidades com arena os vermelhos cometem menos crimes e discordam menos do regime; até o número de atos rebeldes cai. Agora os prateados não precisam apelar para execuções, ou mesmo legiões de agentes de segurança para manter a paz: dois campeões já bastam para nos assustar.
Mare tem um melhor amigo, Kilorn, um órfão que parecia ter melhor sorte que ela: tinha um emprego, e não teria que ir lutar na guerra. A grande reviravolta na vida de Mare começa quando o empregador de Kilorn morre,  e este descobre que terá de se alistar muito em breve. Numa tentativa desesperada por ajudar Kilorn, Mare acaba se envolvendo com pessoas que lutam contra o governo, e vê sua irmã caçula, com grande aptidão para o bordado, ter a mão quebrada por sua causa.

Desesperada, Mare acaba assaltando a pessoa errada - ou assim ela pensava. Um estranho desconhecido não a denúncia por roubo e ainda lhe consegue um emprego no palácio Real. Tudo parece estar resolvido - para novamente dar muito errado logo em seguida.  Acontece que Mare talvez não seja uma jovem vermelha comum. Mas, nesse novo mundo de lordes prateados, como saber quem esta falando a verdade?

Intrigas, mentiras, reviravoltas, traição. Seremos levados para um mundo aparentemente belo, mas que esconde segredos e desejos inconfessáveis. Mare conseguirá dar conta deste novo e complexo mundo? E isso será o suficiente para manter sua família em segurança?

Fazia muito tempo que não pegava em mãos um livro de fantasia que me deixasse tão empolgada. "A Rainha Vermelha" além de conseguir fugir dos clichês habituais, tem uma narrativa empolgante e tantas reviravoltas, que as páginas praticamente se viram sozinhas.

A única coisa ruim é ter de sofrer agora esperando pela continuação, e saber que desfecho terá esta história muito bem elaborada e desenvolvida. Espero não me decepcionar. E vocês já leram? O que acharam?

Abraços  e até a próxima

Curta o Dear Book no Facebook
Siga o @dear_book no Twitter e o @dearbookbr no Insta

 
Ana Liberato