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segunda-feira, 18 de junho de 2018

Resenha: "A Incendiária" (Stephen King)

Tradução: Regiane Winarski

Sinopse: Após anos esgotado no Brasil, A incendiária volta às livrarias como parte da Biblioteca Stephen King, coleção de clássicos do mestre do terror em edição especial com capa dura e conteúdo extra. No livro, Andy e Vicky eram apenas universitários precisando de uma grana extra quando se voluntariaram para um experimento científico comandado por uma organização governamental clandestina conhecida como “a Oficina”. As consequências foram o surgimento de estranhos poderes psíquicos — que tomaram efeitos ainda mais perigosos quando os dois se apaixonaram e tiveram uma filha.
Desde pequena, Charlie demonstra ter herdado um poder absoluto e incontrolável. Pirocinética, a garota é capaz de criar fogo com a mente. Agora o governo está à caça da garotinha, tentando capturá-la e utilizar seu poder como arma militar. Impotentes e cada vez mais acuados, pai e filha percorrem o país em uma fuga desesperada, e percebem que o poder de Charlie pode ser sua única chance de escapar.

Por Sheila: Oi pessoas!!!! Vários pontos de exclamação por que eu sempre fico super, hiper, ultra MEGA empolgada quando o assunto é Stephen King. Juntamos o querido King com a Suma (sua linda!) + edição em capa dura + relançamento de livro esgotado e o que acontece? Eu SURTO, obviamente.

Lançado em 1980, estava esgotado há vários anos, e era um dos pedidos constantes de inclusão na Biblioteca Stephen King - Inclusive por mim! E a nossa querida Suma, mais uma vez, conseguiu se superar na escolha e no capricho!

Para quem ainda não leu, vamos ao livro: no melhor estilo sci-fi, King irá nos apresentar aos jovens Andy e Vicky McGee, que foram usados em uma experiência secreta ainda adolescentes. Enquanto Andy consegue "empurrar" as pessoas e levá-las a pensar o que ele deseja, sua filha Charlene (Charlie) herda os genes modificados dos pais e parece ter poderes muito mais proeminentes. Enquanto Andy fica esgotado ao usar seus poderes, Charlie consegue fazê-lo sem nenhum efeito colateral.

Andy pegou a carteira, que tinha só uma nota de um dólar. Agradeceu a Deus por não ser um daqueles táxis com divisória à prova de balas, que não permitia contato entre passageiro e motorista, exceto por uma abertura para o dinheiro. Contato direto sempre facilitava o impulso. Nunca conseguiu descobrir se eraalgo psicológico ou não, e agora não importava.
— Vou dar a você quinhentos dólares — informou Andy, baixinho —, para você levar a minha filha e eu até Albany. Certo?
— Jeee-sus, moço… Andy colocou a nota na mão do taxista, e quando o sujeito olhou, Andy deu outro impulso… com força.
O motorista estava satisfeito. Não estava pensando na história enrolada do passageiro. Não estava questionando o que uma garotinha de sete anos estava fazendo visitando o pai por duas semanas em outubro, época de aulas. Não estava pensando no fato de que nenhum dos dois possuía bagagem . Não estava preocupado com nada. Ele tinha sido impulsionado. Agora, Andy pagaria o preço.

Acontece que os McGee nunca deixaram de ser vigiados pela Oficina, uma sociedade secreta que investiga e explora pessoas que apresentem qualquer tipo de poder especial. E assim, quando a pequena Charlie herda de seus pais a capacidade de produzir fogo, conhecida como pirocinesia, o casal faz de tudo para evitar que a mesma se exponha, ou exponha seus poderes especiais.

O início do livro é muito rápido, já começa com a fuga de pai e filha. Infelizmente, como Charlie tinha dificuldade em controlar seus poderes por causa de sua pouca idade, a Oficina descobriu seu dom, e tentou tirá-la de Andy e Vicky. Em meio a fuga, descobrimos que Vicky não os acompanha por que foi assassinada pela Oficina em sua tentativa de proteger a filha.

Papai, estou cansada — disse com agitação a garotinha de calça vermelha e blusa verde . — A gente não pode parar? — Ainda não, querida. Ele era um homem grande de ombros largos, vestindo um paletó de veludo gasto e puído e uma calça marrom de sarja. Ele e a garotinha estavam de mãos dadas, andando pela Terceira Avenida em Nova York. Caminhavam rápido, quase correndo. Ele olhou para trás, e o carro verde ainda estava lá, seguindo lentamente junto ao meio-fio. — Por favor, papai. Por favor. Ele olhou para ela e viu como seu rosto estava pálido. Havia círculos escuros embaixo dos olhos da menina. Ele a pegou no colo e a apoiou na dobra do braço, mas não sabia por quanto tempo conseguiria seguir assim. Também estava cansado , e Charlie não era mais tão leve. 

Um dos grandes antagonistas desta trama é o agente da Oficina, Rainbird, um indígena que persegue  a menina não pelos ideiais da organização que representa, mas por um motivo muito mais bizarro: Rainbird acredita que, ao matar Charlie, precisa olhar em seus olhos para receber uma grande revelação espiritual.

Adaptado para as telonas em 1984, chegou ao Brasil com o título Chamas da Vingança e tinha Drew Barrymore, ainda muito pequena, como Charlie e David Keith como Andy McGee, o pai. Infelizmente à época foi considerado um fracasso de bilheteria, mas ainda tenho a esperança de um remake.


Repleto de cenas de fuga desesperada, amizades desfeitas, dúvidas horrendas e muita ação nas mãos da pequena Charlie, que precisa usar seu dom para se defender, A Incendiária é um livro maravilhoso, que irá nos prender do início ao fim, não só por sua escrita, mas por nos fazer questionar a ética por trás da existência de diferenças que impactem a vida de outras pessoas.

Afinal, até onde podemos esperar que Charlie se torne uma pessoa "normal", ou que se torne uma incontrolável máquina de matar, incendiando tudo e todos em seu caminho? Teria tirado alguma vida se não tivesse sido tratada como um monstro? Seria seguro mantê-la em meio as ouras pessoas, sem poderes?

Um clássico obrigatório aos fãs de nosso querido King, e um trabalho mais que espetacular da nossa querida editora Suma, mais uma vez com capa dura em alto relevo, folhas amarelas, ótima revisão e diagramação que tornam a leitura um prazer. Recomendo!

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segunda-feira, 2 de abril de 2018

Resenha: "O Destino de Tearling" (Erika Johansen)

Tradução: Regiane Winarski

Por Sheila: Oi pessoas! como vocês estão? Hoje encerramos mais uma trilogia. Ah! Trilogias! Como não amá-las de forma apaixonada? Como não se sentir ansioso com a espera pelas continuações? Como não morrer de frustração ao fim de algumas, ou de nostalgia ao término de outras?

A trilogia que começou com "A Rainha de Tearling" já resenhada pelo blog aqui me cativou de uma forma absoluta - o que é bom e ruim ao mesmo tempo. Bom, por que é sempre uma satisfação para um leitor ter em mãos uma obra que realmente o empolgue, instigue, prenda a atenção.

E ruim ... bom por que ele faz parte de uma trilogia. Não há garantias de que os próximos dois livros conseguirão cumprir com o mesmo papel, e que o desfecho seja elaborado de forma a abarcar todas as dúvidas construídas e elaboradas na trama.

Felizmente, o segundo livro, "A Invasão de Tearling" já resenhado aqui conseguiu ser melhor do que o primeiro, e a trama, que era repleta de segredos - o que afinal era o Tearling, a travessia, de onde surgiu a Rainha Vermelha, ou o espectro de fogo que a acompanha - tudo isso nos é respondido no segundo livro, deixando a terceira parte a tarefa de responder a algumas poucas perguntas e, claro, resolver a trama criada ao longo dos outros dois livros.

Feita prisioneira da Rainha Vermelha, Kelsea é levada para a prisão de Mortmesne. Seu futuro não parece promissor - acorrentada, constantemente agredida, chocalhando em uma carroça, sem suas safiras. Mas, mesmo assim, Kelsea continua com o porte de uma verdadeira Rainha.

O carcereiro estava sorrindo de novo, as sobrancelhas erguidas esperando uma reação. Eu já estou morta, Kelsea lembrou a si mesma. Em teoria, ela já era uma mulher morta havia meses. Havia grande liberdade nesse pensamento, e essa liberdade permitiu que ela puxasse as pernas, como se para se encolher no canto da carroça, e, no último momento, arqueasse as costas e chutasse o carcereiro no rosto.
Ele caiu para o lado com um baque. Os cavaleiros ao redor explodiram em gargalhadas, a maioria nada gentil; Kelsea percebeu que o carcereiro não era muito popular com a infantaria, mas essa constatação não a ajudaria em nada. Ela ficou de joelhos e levou as mãos acorrentadas à frente do corpo, preparada para lutar da melhor forma possível.

Já a Rainha Vermelha precisa enfrentar a rebelião causada em seu reino, uma fissura que se tornou cada vez maior, e teve seu estopim na retirada do exército sem que seus soldados pudessem realizar os saques e pilhagens que esperavam em pagamento aos seus serviços. Quase sem aliados, com um povo altamente descontente, e com safiras que não respondem a ela, a Rainha Vermelha sabe que talvez esteja próxima do fim.  

— Nós recebemos um salário — respondeu outro homem.
— Uma verdadeira mixaria.
— É verdade — disse uma terceira voz. — Minha casa está precisando de um telhado novo. Não vou conseguir pagar com essa esmola.
—Parem de reclamar!
—Ah, e você? Você sabe por que estamos indo para casa de mãos vazias?
 —Sou um soldado. Não é meu trabalho saber das coisas.
—Eu ouvi um boato —murmurou a primeira voz em tom sombrio. —Ouvi que os generais e os coronéis preferidos deles, de Ducarte para baixo, vão receber a cota deles.
—Que cota? Não houve pilhagem!
—Eles não precisam de pilhagem. Ela vai pagar diretamente a eles, do tesouro, e deixar o resto de nós de mãos vazias!
 —Não pode ser verdade. Por que ela os pagaria por nada?
 —Quem sabe por que a Dama Escarlate faz as coisas? 

Finalmente saberemos quem é o espectro libertado por Kelsea, sua história junto aos Tear, e o por que de sua busca incessante por sangue e devastação, bem como entenderemos boa parte das motivações secretas por detrás de cada um dos personagens, mesmo do pouco acessível Clava, que foi denominado regente de Tearling na ausência de sua verdadeira rainha.

A escrita deste terceiro e último volume flui de uma maneira surpreendente, foi impossível abandonar as páginas até chegar ao desfecho. Cada final de capítulo trazia um acontecimento tão surpreendente
que eu precisava continuar lendo para saber mais, assim como Kelsea precisava continuar no passado, em "A Invasão de Tearling" o passado de Lily, e em "O Destino de Tearling" o passado de Katie.

A obra inteira é uma mistura de fantasia com a mais crua realidade, onde vamos encontrar temas como política, os limites de uma utopia, a formação de sistemas totalitários, os meios de subordinação e alienação, seja por falta de uma educação de qualidade, seja pela privação de conhecimento de um sistema religioso rígido e corrupto.

—De que adianta uma visão do passado?
—É uma boa pergunta, mas eu vejo tudo mesmo assim: quinze anos após o Desembarque, a cidade de Tear começou a apodrecer de dentro para fora. Quando disse aquilo, Kelsea percebeu que a história falhou com eles; sempre, na sala de aula de Carlin, a queda da utopia de Tear foi atribuída à morte de Jonathan Tear.
Mas tinha começado bem antes disso, todos os vícios antigos da humanidade retornando. Kelsea os sentiu mesmo em Katie, que foi criada por uma das tenentes mais antigas e de mais confiança de Tear.
Até Katie tinha dúvidas. Talvez nós não sejamos capazes de ficar satisfeitos, pensou Kelsea, e a ideia pareceu abrir um buraco dentro dela. Talvez a utopia seja inalcançável. 

Personagens fortes e marcantes, uma protagonista fora dos padrões, vilões tão carismáticos quanto os próprios protagonistas, viradas inesperadas, alianças improváveis e um final eletrizante e surpreendente. Preciso dizer mais? Se você não leu os dois primeiros livros, aventure-se. Juro que vai valer a pena.

Forte abraço e até a próxima!
sexta-feira, 2 de março de 2018

Resenha: "A Invasão de Tearling" (Erika Johansen)

Tradução: Regiane Winarski

Por Sheila: Oi pessoas! Como estão? Trago a vocês hoje o segundo livro da trilogia iniciada com "A Rainha de Tearling". Esse primeiro livro também foi resenhado aqui no blog, e você pode ver a primeira resenha clicando aqui.

Como essa é a resenha de uma continuação, é inevitável que hajam spoilers, pois costumo iniciar falando um pouco sobre o desfecho do primeiro livro. Assim, àqueles que não querem estragar  a surpresa sugiro que parem por aqui.

Ao final do primeiro livro, vemos que as safiras de Kelsea não só lhe conferem dons premonitórios, mas também um incrível poder, que a mesma esta longe de compreender ou controlar.

Descobrir o traidor foi algo bastante doloroso, até por que, como eu disse na primeira resenha, nenhum dos vilões é um vilão de fato. Afora a entidade que habita o fogo e visita a Rainha de Mortmese, todos os outros personagens com más inclinações parecem ter passado por rupturas significativas em suas vidas, o que pode não justificar o ato mal, mas explica por que eles se tornaram o que são.

Enquanto em "A Rainha de Tearling" Kelsea está se esforçando para provar que é uma soberana forte, não uma boneca de luxo como foi sua mãe, em "A Invasão de Teraling" vemos uma menina tentando se tornar uma mulher. Conflitos com a aparência, amores, desejo, tudo isso acontecendo sem que possa ser vivido plenamente. Afinal, uma monarca não pode apresentar aos súditos esse tipo de fraqueza.

Sentia um grande arrepio de medo sempre que observava o rosto no espelho, lembrando uma coisa que Carlin disera uma vez: "A corrupção começa com um único momento de fraqueza". Kelsea não conseguia lembrar sobre o que elas estavam conversando, mas parecia se lembrar de Carlin olhando para Barty com crítica no olhar. Agora, ao olhar para si mesma no espelho, Kelsea soube que Carlin estava certa.

Além disso, apesar de suas jóias parecerem apagadas, Kelsea passa a ser levada para o passado, durante um período pré-travessia, onde acompanha de forma minuciosa a vida de uma mulher, Lily, o que aparentemente parece não ter nenhuma explicação lógica. Lily não é nenhuma figura histórica importante, então por que Kelsea passa a visitar cada vez mais seu mundo longínquo?

Quem é você Lily?Ninguém sabia. Lily tinha sumido no passado com o resto da humanidade. Mas Kelsea não podia ficar satisfeita com isso. Suas safiras funcionavam fora de seu controle, as ações inconsistentes e enlouquecedoras. Mas nunca mostraram a Kelsea nada que ela não precisava ver.

Em meio a tudo isso, continua a invasão pelo povo Mort e sua rainha vermelha, que também acaba se mostrando, ao longo do livro, muito menos uma tirana e mais uma mulher com feridas emocionais profundas, tentando se defender de algo que mal sabe nomear para si mesma.

Esse segundo livro nos trará muitas reviravoltas, paixões secretas, vilões e mocinhos trocando de papéis, muitas dúvidas, mas também muitas respostas respondidas. Vamos entender melhor quem é quem nessa trama mas, principalmente, como o mundo de Tearling começou.

Mais alguém esta ansioso pelo desfecho? Abraços e até a próxima!

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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Resenha: "O Erro - Amores Improváveis" (Elle Kennedy) Livro 2

Tradução por Juliana Romeiro
Por Clarissa: Olá pessoal, quanto tempo! Bom hoje venho com uma super indicação é “O Erro – Amores improváveis” é o segundo livro da série, porém a história se transmuta sem perder a essência do livro anterior, na história do livro passado contava sobre o amor improvável de Hanna e Garret, agora veremos a história de amor de Logan – melhor amigo de Garret- e Grace, uma garota com fama de santinha que está terminando seu primeiro ano na faculdade.

Grace Ivers está cansada de sua fama de santinha, que só é focada nos estudos, não sai com os garotos populares da faculdade e mal vai a festas.  Grace tem seu lado cauteloso e por outro tem espírito vibrante, quer viver com intensidade, experimentar tudo com mais intensidade. Quem disse que garotas inteligentes e responsáveis não podem se divertir? Grace quer sair da sua zona de conforto e isso significa correr certos riscos, como o de se magoar, por exemplo. Mas quem nunca errou na vida, não é mesmo.
“Garotos bonitos me deixam nervosa. Parece que meu cérebro dá um nó, fico sem filtro e, de repente, estou contando que fiz xixi nas calças durante uma excursão no terceiro ano, que morro de medo de marionetes ou que tenho um transtorno obsessivo-compulsivo leve e começo a arrumar o quarto de outra pessoa no instante em que ela vira as costas.”
Alem de ter um TOC para organização, Grace não tem freio na língua e pode acabar falando de toda a sua vida em menos de 5 minutos. E por um acaso há um encontro com o sedutor e desencanado John Logan, que lhe parece uma oportunidade perfeita para Grace abandonar a timidez e se entregar a um romance despretensioso. Mas o que começa como uma simples atração pela beleza e curtição logo se torna em algo muito mais especial. Logo Logan que não entregava a sua vida para qualquer pessoa, mudou completamente com a chegada de Grace em sua vida.
“Ainda não consegui decifrá-la. É doce, mas não me parece ingênua. Transmite uma onde inocente, mas também parece incrivelmente segura de si.”
Grace e Logan não esperavam por isso, suas personalidades se completam, esse casal improvável – o atleta popular e a garota acanhada – não conseguem ficar longe um do outro por muito tempo, a cada encontro eles se descobrem, seja um do outro ou de si mesmos. Mas como todo ser humano alguém nesta estória vai errar e poderá colocar tudo a perder.

Quem leu o Acordo deve ter se apaixonado pela trama toda, pelo amor que vence qualquer barreira e quem ler O Erro, vai se apaixonar ainda mais, posso dizer que este se tornou meu favorito, até me identifiquei em algumas partes RS, quem nunca se sentiu um peixinho fora em certas fases da vida?! Está leitura me pegou de tal maneira que eu não conseguia mais largar, só queria saber o que vinha na próxima pagina, o que iria acontecer no final, o que iria acontecer com cada personagem, enfim é maravilhoso com a estória se desenrola e vai ficando cada vez mais contagiante, te prendendo a cada vírgula.

O que eu gostei na leitura é que não se trata só de amorzinho, adolescentes, mas sim também de respeito a todos, o abuso do poder – dos que estão num poder maior que o seu – da confiança, traição de quem você mais confiava, o poder do perdão, seja da família ou amigos, comprometimento, a vontade de ir atrás do que deseja, baseia na realidade de muitos. O livro é conteúdo adulto, tem La suas partes mais calientes, que faz a leitura ser mais contagiante e interessante. 

Para quem julga pela capa e achou que é uma série amorzinho, conteúdo meloso, esta completamente errado, tem amor, claro, mas tem todo um contexto a ser levantado, são vários assuntos abordados que vivemos na realidade, é uma leitura que toca e que faz pensar quando se termina de ler ou mesmo no meio de um capítulo. Essa é uma série muito interessante, nunca tinha lido coisa igual, porque uma história vai puxando a outra, porem a cada livro um protagonista diferente, mas entre o circulo de amigos que conhecemos no primeiro livro e a estória flui tão bem que o leitor não se perde em nenhum momento. É muito gostoso de ser lido, super indico a todos (menos crianças RS). 

Só digo a Elle Kennedy algumas palavras: muito obrigada por essa série!

Espero que tenham gostado e leiam!

Até logo e boa leitura!

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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Resenha: "O Iluminado" (Stephen King)

Tradução : Betty Ramos de Albuquerque

Por Sheila: Oi pessooasss! Já comecei empolgada! Sabem por que? Sim, por que a Suma, essa linda, conseguiu mais uma vez! Depois dos lançamentos de Cujo e A Hora do Lobisomem através do projeto Biblioteca Stephen King, chega aqui nas terras tupiniquins esse relançamento lindo, divino MARAVILHOSO de O iluminado, de novo em capa dura, alto relevo, e uma diagramação que é quase uma obra de arte.

Apesar da proposta inicial desse projeto ser o relançamento de obras clássicas esgotadas do mestre Stephen King, a Suma resolveu apostar em "O Iluminado", mesmo possuindo edição recente do mesmo em brochura. Eu, como fã incondicional fico felicíssima e, não fosse ter recebido meu exemplar de cortesia, com certeza compraria a edição em capa dura.

Afinal, O iluminado, terceiro livro da carreira de King, foi o seu primeiro a virar Best-Seller, e aquele que alavancou sua carreira como escritor. Essa é também uma das primeira obras em que notamos um ar de autobiografia em alguns dos personagens de King. Sendo ele mesmo um alcoólatra em recuperação na época, pode haver muito de Stephen King no Jack Torrance que ansiava por apenas um copo, só um.

Para aqueles que estão adentrando agora no mundo "kingano" e quiserem saber um pouco da trama, segue uma pequena sinopse:

“O lugar perfeito para recomeçar”, é o que pensa Jack Torrance ao ser contratado como zelador para o inverno. Hora de deixar para trás o alcoolismo, os acessos de fúria, os repetidos fracassos. Isolado pela neve com a esposa e o filho, tudo o que Jack deseja é um pouco de paz para se dedicar à escrita. Mas, conforme o inverno se aprofunda, o local paradisíaco começa a parecer cada vez mais remoto... e mais sinistro. Forças malignas habitam o Overlook, e tentam se apoderar de Danny Torrance, um garotinho com grandes poderes sobrenaturais. Possuir o menino, no entanto, se mostra mais difícil do que esperado. Então os espíritos resolvem se aproveitar das fraquezas do pai... 

Acontece que Danny é um iluminado, alguém que consegue se comunicar por pensamentos, e o poder de saber de coisas que ainda não aconteceram. Antes mesmo de ir para o Overlook, Danny já sabia que aquele era um lugar ruim. Muito ruim.

- Danny... Danniii...Levantou os olhos e lá estava Tony, no final da rua, acenando ao lado de uma placa de "PARE". Danny, como sempre, sentiu uma  calorosa explosão de alegria ao ver o velho amigo, mas dessa vez parecia sentir também uma pontada de medo, como se Tony tivesse vindo com alguma escuridão nas costas. Um vidro de vespas que, quando soltas, picariam profundamente.- Cuidado velhinho...
As visitas de Tony eram assim. As vezes, ele mostrava onde estavam coisas que haviam desaparecido, o que era bom, por que isso deixava mamãe e papai felizes. Em outras... bom, em outras era como foi dessa vez. Danny sendo transportado para um lugar (o futuro?) onde coisas horríveis estavam acontecendo, coisas que na verdade ele não queria saber. Por que Danny era só um menininho de 5 anos, que ainda amava seu pai mais que tudo. Mesmo que um dia ele tenha quebrado seu braço por molhar alguns de seus papeis.

Enquanto isso, Jack Torrance está em meio à sua entrevista de emprego para trabalhar no Overlook e, bom, ele realmente acreditava que as coisas poderiam ser melhores. Ele de fato acreditava nesse recomeço. E talvez, no fim, o mais triste seja que ele não era um homem mau, e ele também amava seu menininho acima de todas as coisas. Mas, infelizmente, Jack era fraco.

E no Overlook, existia um mal. Que parecia estar apenas esperando a chegada de alguém como Danny, com seus poderes extremados, para poder expandir-se para além das paredes que lhe aprisionava há tanto tempo. 

Adaptado para as telonas em 1980 por Stanley Kubrick, essa versão de "O Iluminado" acabou se tornando uma adaptação altamente controversa, devido às mudanças na trama e final, tendo recebido duras críticas do próprio  Stephen King; e, numa menos conhecida mini série em 1997 com Rebeca De Morney de "A Mão que Balança o Berço". Ganhou uma sequência em 2013, onde vamos encontrar o personagem principal, Danny, 30 anos mais velho na obra intitulada "Doutor Sono".

Quem sabe com essa onda de adaptações do King neste 2017 alguém resolve assumir a frente e produzir um remake dessa obra aterrorizante? Oremos!

AH, e Suma, sua linda, não pare! Esperando ansiosa o relançamento de "A Incendiária" para trazer para vocês! Abraços e até a próxima!


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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Resenha: "A hora do lobisomem" (Stephen King)

Tradução: Regiane Winarski

UMA CRIATURA CHEGOU A TARKER’S MILLS. A HORA DELA É AGORA, O LUGAR DELA É AQUI.

O primeiro grito veio de um trabalhador da ferrovia isolado pela neve, enquanto as presas do monstro dilaceravam sua garganta. No mês seguinte, um grito de êxtase e agonia vem de uma mulher atacada no próprio quarto. 
Agora,a cada vez que a lua cheia brilha sobre a cidade de Tarker’sMill, surgem novas cenas de terror inimaginável. Quem será o próximo? 
Quando a lua cresce no céu,um terror paralisante toma os moradores da cidade. Uivos quase humanos ecoam no vento. E por todo lado as pegadas de um monstro cuja fome nunca é saciada. 
Por Sheila: Oi pessoas! Como vocês estão? Eu estou em ÊXTASE com esse livro lindo, perfeito, MARAVILHOSO lançado pela Suma de Letras. Na verdade, este é o segundo livro do projeto da Suma de Letras intitulado Biblioteca Stephen King. A ideia é relançar toda uma coleção de livros raros do nosso popular escritor de suspense e terror para os fãs. Você encontra a resenha de "Cujo", primeiro livro lançado, aqui.


Mais uma vez, o livro veio em capa dura, folhas amarelas, mas este exemplar veio todinho ilustrado pelo Bernie Wrightson, além de conter ilustrações extras, no final, de quatro ilustradores brasileiros. Segundo a editora, a ideia era que eles "escolhessem e representassem sua cena preferida de A hora do lobisomem"


Para quem ainda não conhece esse clássico de Stephen King, tudo começa quando, na cidade de Taker's Mill, um ataque brutal é encoberto pela primeira nevasca do ano. Sozinho e preso em um barracão devido a nevasca, Arnie Westrum, sinaleiro da Ferrovia, houve algo arranhar a porta. Seria um cachorro perdido? Ele descobrirá da pior forma que estava errado em sua suposição.
Antes que ele possa decidir o que fazer sobre o visitante, o choramingo baixo se transforma em um rosnado. Um baque soa quando uma coisa incrivelmente pesada bate na porta ... recua ... bate de novo. A porta treme na moldura, e um  borrifo de neve entra pelas frestas.
A porta fica no lugar por mais um tempo, curvada em torno da linha vertical e, enfiado nela, investindo e atacando, com o focinho franzido em um rosnado e olhos amarelos ardentes, esta o maior lobo que Arnie já viu ...
E os rosnados soam terrivelmente como palavras humanas.
Agora, em Taker's Mill sabe-se que existe um lobo voraz. Mas há uma certa similaridade nos ataques, que parecem acontecer apenas uma vez por mês, sempre quando a lua cheia esta bem alta no céu.

Enquanto a besta caça pessoas, Marty, um garotinho apenas, começa sua própria investigação para caçar o que vem se tornando o grande tormento daquela pequena cidade, fazendo com que até mesmo o quatro de julho seja cancelado. Ele acha que talvez saiba quem a besta é. Mas o que pode um garotinho contra uma criatura que é a encarnação do próprio mal?

A hora do lobisomem é um livro curto, lançado pela primeira vez em 1982, por muitos considerado mais adequado à uma coletânea de contos do que figurar como obra independente, por ter menos de 100 páginas em sua edição original. Dividido em 12 capítulos, um para cada mês do ano, foi adaptado para as telinhas em 1985, sendo também conhecido como Bala de prata.

Dentre as obras de Stephen King, este não pode ser dito como um dos que mais se destaca. Tem uma narrativa simples e fluída, mas não é memorável. Agora, esta edição relançada pela Suma de letras, esta sim configura-se como aquisição indispensável a qualquer fã das obras de King. Afinal, mais do que um livro, a capa, diagramação e ilustrações são quase uma obra de arte. Este não é um livro para se Ler, é um livro para se Ter. E Suma, sua linda! Fiquei tão feliz com o livro, por tocá-lo, por você existir e ter lançado essa coleção FANTÁSTICA que meu marido já esta ficando com ciúmes.

Abraços e até a próxima!


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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Resenha: "A Desconhecida" (Mary Kubica)

Tradução: Fal Azevedo

Por Sheila: Oi pessoas! Como estão? Tudo tranquilo? Se vocês acompanham o blog há bastante tempo já devem saber que terror, suspense e thriller psicológico são as minhas leituras preferidas, e com as quais costumo ser bastante exigente.

Já havia resenhado outro livro da Mary Kubica, A Garota Perfeita, e havia gostado bastante (você pode conferir a resenha aqui). Mas enquanto o livro anterior, apesar de cumprir com o que promete, ou seja, ser um ótimo thriller, acaba um pouco clichezinho, já em "A Desconhecida" a autora consegue se superar.

Heidi é o que se pode chamar de uma pessoa humanitária e altruísta. Trabalhando em uma ONG que visa ao atendimento e acompanhamento de refugiados em Chicago, ela parece ter a família perfeita: casa, marido, uma filha pré-adolescente, faz o que ama e se sente uma abençoada diante das dificuldades que percebe assolarem o mundo.

Principalmente naquela semana chuvosa. De frio intenso. Em que, mais de uma vez, vê aquela pobre menina, uma adolescente, com aspecto de andarilha, com muito pouca roupa para manter-se ao abrigo do tempo que castiga e - horror dos horrores - um bebê à tiracolo, que não para de chorar.
Hesito mais uma vez, desejando fazer alguma coisa, mas não querendo parecer intrusiva ou ofensiva. Há uma linha tênue entre ser solidário  ser desrespeitoso, uma linha que nao quero ultrapassar. Pode haver um milhão de motivos para la estar aqui com uma mala, segurando a bebê sob a chuva, um milhão de motivos alem do perturbador pensamento recorrente que me assalta: ela é uma sem teto.
Todo o conflito se estabelece quando Heidi, em um gesto de extrema bondade e altamente impulsivo, resolve levar a menina, Willow, e sua bebê, Ruby, para seu apartamento de dois quartos para abrigá-las pelo que parece ser um tempo indeterminado.
- Por quanto tempo ela vai ficar? - pergunto.
Ela dá de ombros.- Não sei. 
- Um dia, uma semana? Por quanto tempo, Heidi? - insisto, aumentando o volume da minha voz. - O que é isso? 
- A bebê está com febre.
Aos poucos, vamos descobrindo que a vida de Heidi não é assim tão perfeita. Seu marido, Chris, vive viajando, e há uma sombra de suposta infidelidade pairando sobre o casal devido à colega de trabalho, Cassidy, que mais de uma vez atendeu o celular de seu marido nessas viagens. Além disso, as coisas não parecem ir bem com a filha adolescente, que odeia a tudo e todos - inclusive sua mãe, que já não sabe mais como exercer essa função.

Ficamos ainda mais intrigados pela história pois, assim como no livro escrito anteriormente, a autora vai intercalando passado, presente e futuro em sua escrita, e contando-nos a história por diferentes vozes: as de Willow, Chris e Heidi.

E é Willow quem nos contará do uniforme laranja, usado nos presídios dos EUA, e sobre o longo interrogatório a que esta sendo submetida, bem como de seu desconforto por ter colocado Heidi em uma má situação. Ou seja, já no início, sabemos que a iniciativa de Heidi acaba mal. Só não sabemos por quê.

A trama vai ficando cada vez mais elaborada e complexa, tomando rumos completamente inesperados e acabando em um desfecho, se não surpreendente, no mínimo seriamente inquietante e original. Fazia tempo que uma leitura não me impedia de conciliar o sono por que precisava saber como isso tudo acabaria.

Recomendo!


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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Resenha: "A Prisão do Rei" (Victoria Aveyard)

Tradução: Alessandra Esteche/Guilherme Miranda/ Zé Oliboni

Por Sheila: Oi pessoas! Trago a vocês o terceiro livro de uma série da qual eu sou mega fã: A Rainha vermelha! Já resenhei o primeiro livro aqui, o segundo aqui e a autora também nos presenteou com alguns contos deste universo, resenhados aqui.

Para quem não lembra, o mundo de Mare é dividido entre vermelhos e prateados. O que define quem uma pessoa é, seu lugar  no mundo, é a cor de seu sangue, mas não somente isso: os prateados possuem poderes, o que os divide numa série intrincada de Casas com uma outra série intrincada de jogos políticos.

Aos vermelhos como Mare resta apenas uma coisa: servir. E, se mesmo essa pequena meta não for alcançada, morrer na guerra que já dura mais de um século contra os povos vizinhos.

Por motivos que você vai precisar ler os livros para descobrir, Mare acaba no palácio do atual Rei de Norta, onde vive e, em meio a um desafio para escolher a nova consorte do principe mais velho, futuro rei, um acidente acontece e acaba-se descobrindo que ela, uma vermelha, ser considerado inferior, também possui uma habilidade, antes peculiaridade presente somente naqueles de sangue prateado.

Há murmúrios sobre uma onda de rebeldes levantando-se contra os prateados, a Guarda Escarlate e nesse primeiro livro, enquanto Mare, transformada em Mareena para encobrir sua origem, tenta entender o que e quem é, acaba por servir de joguete e fantoche nas mãos de muitos: os próprios prateados, o príncipe Maven, segundo na linha de sucessão e que prova-se um tremendo traidor, e a Guarda Escarlate.

Em a Rainha Vermelha, Mare é uma personagem apagada, é a protagonista mas não protagoniza nada além de um triângulo amoroso entre dois príncipes, Cal o herdeiro, que é obrigado pela Rainha Elara e seu poder de se intrometer na mente de outras pessoas a matar o próprio pai; e Maven, que se disse a favor dos vermelhos e da Guarda Escarlate, mas queria apenas um bode expiatório em quem colocar a culpa pela morte de aliados de Cal, preparando o momento em que reclamaria a coroa.

No segundo livro, Espada de Vidro, teremos uma Mare mais forte, mas ainda um tanto quanto voluntariosa e atrapalhada em como lidar com sua habilidades. Fugindo junto com Cal, o príncipe renegado, alia-se à guarda escarlate e descobre que há outros como ela - e que estão sendo sumariamente caçados e executados por Maven de forma metódica e cruel.

Junto aos corpos dos agora chamados Sangues Novos, Mare encontra bilhetes de Maven, que se propõe a parar com o banho de sangue caso Mare se entregue. O segundo livro é denso, triste, cheio de solidão e um profundo desespero em sua narrativa, onde ainda encontramos uma Mare que não consegue acreditar que Maven, o seu Maven, não existia, e que encontra nos braços de Cal um refúgio.

Ao fim deste segundo livro, um dos resgates a Sangue Novos tem vários desdobramentos imprevistos que incluem a morte de Elara, a Rainha; a morte do irmão de Mare por um projétil destinado a ela; e por fim, sua rendição a Maven para poder se redimir e tentar salvar aqueles a quem ama.

Chegamos então ao terceiro livro, A Prisão do Rei. Ao contrário do que Mare imaginava, Maven não era apenas um joguete nas mãos da Rainha Elara, e segue em seu reinado de terror mesmo na ausência da Rainha. No entanto, seu interesse em Mare parece ser genuíno, quase beirando a obsessão, único motivo para que a mesma não tenha sido sumariamente castigada e executada por seus crimes.

Levanto quando ele permite.
Sinto um puxão na corrente presa à coleira no meu pescoço. As farpas cravam em mim, mas não o bastante para fazer sangrar - ainda não. Meus punhos ja sangram. As feridas são consequência dos dias de cativeiro inconsciente usando as algemas ásperas e dilacerantes. As mangas outrora brancas estão manchadas de rubro e escarlate vivo, passando do sangue velho para o novo como prova do meu tormento. Para mostrar à corte de Maven o quanto já sofri.

Ao invés disso, ela é feita de prisioneira e tratada como uma boneca ou bicho de estimação real: usada em jogadas políticas quando necessário, sendo usada como isca para a Guarda Escarlate, e como forma de enganar a população contra os rebeldes, bem como alistar o máximo possível de Sangues Novos, agora sob a tutela de Maven.

A história neste penúltimo volume é narrada por três vozes: da própria Mare, Cameron, uma sangue nova que se junta a Guarda Escarlate contra sua vontade e Evangeline Samos, numa reviravolta no que diz respeito ao desenvolvimento dessa personagem. Arrisco dizer que em alguns momentos gostei mais dela do que de Mare, nossa protagonista. 

Mas, pegando leve com Mare, ela soube demonstrar sua força e seu amadurecimento neste livro. Algumas páginas se arrastaram, momentos em que pudemos ver toda a angústia da personagem por estar totalmente separada de seu poder por ter de usar braceletes com pedras silenciadoras, ela pode ter seu corpo subjugado mas sua mente, nunca. Em complexas discussões e jogos de poder com Maven, ela vai desnudando as brechas da sua personalidade, bem como descobrindo sua maior fraqueza: ela mesma.

- Nossas conversas são tão agradáveis. 
- Se você prefere seu quarto ... - ele alerta. Mais uma ameaça vazia que faz todos os dias. Nos dois sabemos que isso é melhor que a alternativa. Pelo menos agora posso fingir que estou fazendo algo de útil e ele pode fingir que não esta completamente sozinho nesta prisão que construiu para si mesmo. Para nós dois.

Além disso, a Guarda Escarlate mostra-se cada vez mais organizada, ramificada de uma maneira que ainda é impossível saber de fato seu tamanho e extensão, com uma cadeia de comando que não pode ser apreendida, um dos motivos para seu crescimento e expansão, conquistando cidades e angariando cada vez mais aliados rebeldes entre os vermelhos.

Batalhas épicas, personagens marcantes, dramas comoventes, alianças improváveis e quebras dilacerantes fazem da leitura de A Prisão do Rei um misto de ansiedade, raiva da nossa querida Victoria por brincar com o nosso coraçãozinho e, claro, desespero pelo último capítulo dessa saga fenomenal, apesar do medo que ela traz, pois nada parece dizer que o final será feliz.
Recomendadíssimo.

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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Resenha dupla: "Renascida" e "Eterna" (C. C. Hunter)

Tradução: Denise de Carvalho Rocha

Por Sheila: Oi pessoas! Como estão? Hoje tem resenha dupla, dos livros 01 e 02 da Saga Acampamento Shadow Falls da C. C. Hunter. Na verdade, a saga começa com outra protagonista, Kylie, mas nesta nova narrativa, iremos acompanhar sua melhor amiga Della. Como não li a série anterior - que tinha 05 livros - pode ser que eu deixe "escapar" alguma coisa, mas vamos la.

Della Tsang tinha uma vida perfeita, até ser transformada em vampiro e abandonada por todos que ama. Ela se refugia em Shadow Falls, um acampamento para adolescentes com poderes paranormais. Della está treinando para ser uma agente de investigação paranormal – e ela não vai deixar nada nem ninguém desviar sua atenção desse objetivo! Isso significa que não tem tempo para investir no romance com Steve, um metamorfo apaixonante. Quando um novo vampiro chamado Chase aparece no acampamento, a vida de Della fica mais confusa do que nunca. Della terá de enfrentar assombrações fantasmagóricas, uma teia de segredos de família e um novo caso que põe a vida dos seus amigos em perigo. - Skoob.
Bom, Della é uma vampira e precisa encarar o que todos os personagens que encontramos por ai enfrentam quando isso acontece. Afinal, eles agora são diferentes: pele pálida e gelada, hábitos noturnos, o que faz com que Della em particular precise conviver com o fato de que seus pais acreditam que ela tem problemas com drogas.

É aí que entra o Acampamento Shadow Falls. Na fachada, uma escola para alunos "problemáticos" ou "rebeldes" e que não se  encaixam nos padrões pré estabelecidos. Na realidade, um lugar onde seres sobrenaturais como Della, não só vampiros, mas metamorfos, paranormais, bruxas etc, encontram um lugar para aprenderem mais sobre si e também se protegerem do mundo as vezes hostil com o diferente.

Legal é que há toda uma explicação para o surgimento do vampirismo de Della. Na verdade, já descobriram que algumas pessoas carregam o gene do vampirismo e, pelo contato acidental que Della acaba tendo com um primo que esta com um machucado, é que ela desenvolve o mesmo.

Della é uma protagonista forte e decidida. Quer muito fazer parte da Unidade de Pesquisa de Fallen (UPF), como agente, e supervisionar outros seres sobrenaturais como ela. Afinal, não são todos os vampiros que se "comportam"  aprendem a dominar seus impulsos.

- Nós somos monstros - disse ela, sem intenção de expressar o pensamento em voz alta.
- Não, somos vampiros. E não somos mais monstruosos do que qualquer outra espécie. Inclusive os humanos. A bondade, a maldade e o mal não são exclusividade de nenhuma espécie. Nunca questione isso.
 Mas é justamente esta impetuosidade toda que as vezes parece ser um obstáculo aos objetivos e metas que Della busca em sua vida. Della terá que descobrir que, as vezes, a escolha mais inteligente é a que parece mais covarde.

- É isso que me preocupa - disse ele com um tom tão sério que tirou o sorriso maroto dos lábios dela. - Você é durona, Della, eu sei disso. Mas vai se deparar com marginais ainda mais duros que você, e com o seu jeito de ser, vai acabar como a nossa vítima desconhecida lá atrás. Estar disposta e ansiosa para lutar não faz de você uma boa agente. Saber como evitar uma briga que vai perder e ser capaz de deixar o orgulho de lado são qualidades melhores. Qualidades que você não desenvolveu ainda.
Apesar de não ter lido os cinco volumes anteriores, pode-se perceber que essa é uma história que, apesar de ser uma continuação, é contada de forma independente, ou seja, não é necessário ter lido os livros predecessores para entendê-la.

Acredito que os fãs da série anterior e de sagas como Crepúsculo vão adorar a leitura. A escrita é bastante fluída e há uma miríade de outros acontecimentos que giram em torna da vida de Della que fazem com que não sobre espaço nenhum para tédio ou enrolação.

Não gostei muito do triângulo amoroso, por que acho essas coisas um tanto quanto cansativas, mas não é nada que interfira na leitura. Agora é esperar pela continuação e... olha ela aqui gente!
O segundo volume da Saga Acampamento Shadow Falls - Eterna (e aqui começam os spoilers!!!!!!) já sabemos que Della é uma Renascida, ou seja, um tipo de super vampiro.

Justo quando Della estava começando a achar que tinha encontrado a sua tribo em Shadow Falls, sua vida vira do avesso novamente. Depois de ser vítima de um vírus mortal, ela precisa fazer a difícil escolha de ser uma Renascida, um tipo de vampiro mais forte e poderoso. Essa é a sua única chance de sobrevivência. Mas ela tem um preço: Della terá que ficar eternamente ligada a Chase. Será que a atração que ela começa a sentir por ele é real ou tem a ver com essa ligação? E o que acontecerá com Steve, o metamorfo? - Skoob
Iniciando exatamente de onde Renascida terminou, o triângulo se complica pela ligação que Della passa a estabelecer com Chase, o que faz com que eles dividam muitas coisas, inclusive visões.

Como Della finalmente conseguiu virar o que sempre quis, uma agente, as coisas deveriam estar mais fáceis para ela. Mas com Chase estando sempre ao seu lado, e uma história de assassinato que envolve sua família, a confusão, aventura e mistério na verdade estão apenas começando. O que torna tudo isso ainda mais complicado é a mágoa que guarda dos pais, que não sabem que é uma vampira e a tratam como uma desajustada.

Como ela poderia aproveitar alguma coisa, droga, com tantas malditas perguntas dando voltas na sua mente apertando o seu coração e pressionando a sua consciência?
A narrativa desse livro tem um ritmo mais rápido, já que todos os acontecimentos se desenrolam em um curto espaço de tempo, com muitas cenas de suspense, muita aventura, muitas perguntas que dão uma angústia terrível. Quem na verdade é a família de Della? Onde estão os dois jovens recém transformados desaparecidos? E, claro, Steve ou Chase.

O final é bem impactante e, agora sim, terei que amargar na espera do próximo livro para que todas as perguntas que ainda ficaram em aberto possam ser finalmente respondidas. E vocês também leram? O que acharam? Não deixem de comentar.

Forte abraço e até a próxima.


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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Resenha: "A Coroa" (Kiera Cass) Vol. 5

Por Clarissa: galera tudo bem? Hoje venho com uma indicação maravilhosa “A Coroa” O livro cinco da série A Seleção. Mais um livro amorzinho para aqueles que amam essa série (eu \0/)
Tradução Cristian Clemente.

A princesa Eadlyn é fruto de um conto de fadas: seus pais, o rei Maxon e a rainha America, viveram uma real historia de amor maravilhosa. Agora depois de 20 anos o casal passaram por muitas coisas juntas, mas com o passar do tempo, muitas coisas vão desaparecendo. E agora representam um amor inabalável e perfeito.
Eadlyn sempre tão dependente e decidida, nunca achou que poderia viver u amor igual de seus pais. Por isso, quando os dois propõem que ela realize sua própria Seleção, a garota não fica nada satisfeita. Eadlyn só aceita porque o concurso serviria de distração para o povo, enquanto seu pai resolve as coisas entre a população e a discriminação entre as antigas castas.
“Às vezes, se apaixonar é a atitude mais corajosa que alguém pode ter.”
A garota passa as primeiras semanas contanto com o fim da competição, podendo mandar todos embora e continuar com seus afazeres de sucessora da paz. Mas alguns candidatos conseguem abrir seu coração e sentir coisas que ela nem imaginava. Aos poucos os selecionados vão se tornando seu porto seguro, ao mesmo tempo fazendo abrir os olhos para fora dos muros do palácio e ver como é a vida sem a mordomia. Os acontecimentos dentro do palácio obrigam Eadlyn a assumir mais responsabilidades no governo, e aguentar a rejeição de seu povo. Mas fazer de tudo para eles a aceitem e tentar se aproximar, porque rainha sem seus povos não é rainha.
“Sou Eadlyn Schreave e nenhuma pessoa é tão poderosa quanto eu.”
Bom se eu escrever mais um pouco da história eu conto tudo XD, como todos os outros livros eu amei tudo, por isso sou suspeita de falar da série. Mas em cada livro eu fui me apegando mais e mais. Neste livro eu dei uma emperrada no começo, mas depois a história começou a se desenvolver, acontecimentos que te deixam de boca aberta, segredos, amores, risos, sustos, decepções e muito mais sentimentos. Pena que será o ultimo livro da Seleção (choramos!), mas Kiera Cass fez o mundo de America ser o sonho de muitos, um conto fantástico misturando realidade e contos de fadas, porem sem perder a essência e sentido da história. Bom neste final eu fiquei de boca aberta, literalmente. Gente o que foi esse final, esses segredos guardados de todos, o que se passou nestes 20 anos que se passou! Por isso que não canso de repetir que este livro está fantástico, essa história se desenvolveu tanto que é inexplicável.
A escrita é maravilhosa que nos faz entrar no mundo de Illéa e se sentir parte da realeza, sentir o que cada personagem passa. Bom, ser o livro. Cada Personagem tem sua personalidade e seus segredos. E sem falar que cada capa dos livros eu vou amando mais – particularmente-, que faz os leitores se apaixonarem ainda mais. A cada livro Cass passa uma mensagem aos leitores, mas acima de tudo é que sejamos felizes, pode ser daqui a anos ou cinco minutos, mas não desistir de ser feliz do lado da pessoa que te faz bem. Todos nós podemos ter os nossos felizes para sempre.
É tão triste lembrar que este é o último, mas muitas histórias fantásticas de Kiera Cass estão por vir e nós só temos a agradecer.
Só digo uma coisa a quem nunca leu esta série e julga pela capa, não sabem o que estão perdendo, uma história fantástica e muito bem escrita, não é a toa que faz sucesso no mundo todo. Parabéns Kiera Cass e a Editora Companhia das Letras (selo Seguinte), vocês fizeram uma grande obra e nós leitores só temos a agradecer.

Espero que tenham gostado e leiam, indico a todos e todas independente da idade, leiam!!
Deixem seus comentários, dicas e críticas.

Boa Leitura!

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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Resenha: "Proteja-me" (Juliette Fay)

Por Sheila: Oi pessoas! Como estão? Esta é uma resenha que eu demorei bastante tempo para escrever por que também acabei demorando para ler todo o livro. O motivo? Ele é muito triste :(. Mas vamos lá.

Neste livro, vamos conhecer Janie. E Janie está de luto. Um longo, denso, sofrido e intenso luto. Acontece que Janie perdeu seu marido, Robby, que parecia ser o marido perfeito, deixando-a só com dois filhos pequenos, a mais nova ainda um bebê, a casa e muitas lembranças.

Bom, na verdade Janie não esta totalmente sozinha. Da família, temos sua tia Jude e seu primo Cormac, que a apoiam da maneira que podem, até mesmo para compensar a ausência de sua mãe, que não parece ter tido interesse de voltar da Itália, onde esta no momento, para dar apoio à filha.

Janie também conta com o apoio de Shelly, uma vizinha nada convencional, e o padre Jake, que entra em sua vida em função de sua tia Jude. Toda sexta-feira o padre visita Janie a fim de escutá-la e ajudá-la em seu sofrimento.

Por fim, temos Tug, um empreiteiro contratado por Robby para construir uma varanta. Uma surpresa para Janie, mas que só lhe trouxe mais dor e só a fez sentir mais triste e miserável. Entre esconder-se no banheiro pra chorar longe do filho e afazeres doméstico cotidianos, parece que Janie vai passando pela própria existência de forma autômata, oscilando entre a tristeza pela morte do marido, e a raiva por tê-lo perdido de maneira tão banal.

Quatro meses após a morte do marido, JanieLaMarche continua tomada pela dor e pela raiva. Seu luto é interrompido, no entanto, pela chegada inesperada de um construtor com um contrato em mãos para a obra de uma varanda em sua casa. Surpresa, Janie descobre que a varanda era para ser um presente de seu marido — tornando-se, agora, seu último agrado para ela. 
Conforme Janie permite, relutantemente, que a construção comece, ela se apega aos assuntos paralelos à sua tristeza: cuidando de seus dois filhos de forma violentamente protetora, ignorando amigos e família e se afundando em um sentimento de ira do qual não consegue se livrar. Mesmo assim, o isolamento autoimposto de Janie é quebrado por um grupo de intervenções inconvenientes: sua tia faladeira e possessiva, sua vizinha mandona, seu primo fofinho e até Tug, o empreiteiro. 
Quando a varanda vai tomando forma, Janie descobre que o território desconhecido do futuro fica melhor com a ajuda dos outros. Até daqueles com os quais menos esperamos contar. Fonte: Skoob

A trama é muito bem construída, a autora conseguiu emprestar à sua protagonista um tom de morbidez acida, com a qual a mesma tenta se fazer de forte e afastar todos aqueles que a tentam ajudar. É como se a cada olhar de comiseração, mais ela quisesse simplesmente ser esquecida e deixada em paz com sua dor.

Além disso, o padre Jake é as vezes um mistério a ser desvendado. Para início de conversa, ele não prece um padre. Ficamos nos perguntando qual papel ele desempenhará na vida de Janie? Apenas de conselheiro espiritual? O que há de tão misterioso em seu passado? E Tug? Quem ele será para Janie? Uma figura paternal? Um amigo? Ou um novo amor?

Apesar destas questões, o fato do livro ser muito bem escrito faz com que consigamos sentir o sofrimento de Janie, o que particularmente para mim fez com que a leitura ficasse muito pesada. No mais, prepare seu lencinho e, se tiver coragem, aventure-se neste drama repleto de sentimento e beleza. Recomendo.

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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Resenha:"Desventuras em Série - A Sala dos Répteis" (Lemony Snicket) Vol.2

Por Clarissa: Oi pessoal! Tudo bem? Hoje venho com um livro maravilhoso “Desventuras em Série – A Sala dos Répteis” o segundo volume da série, tradução de Carlos Sussekind e ilustração de Brett Helquist. A cada livro mais amor e dor no coração por essa família.

Violet Baudelaire, Klaus Baudelaire e Sunny Baudelaire são os órfãos mais desafortunados deste mundo, porem eles tem a esperança de um dia serem felizes.
E temos o conde Olaf, o tio das crianças que quer tomar de todo o jeito a herança das crianças, um homem revoltante, gosmento, pérfido, sobre ele é melhor dizer menos possível.
“Lamento ter de contar para vocês que a historia começa com os órfãos Baudelaire avançando por uma estrada horrível, e que daqui por diante a história só vai piorar.”
As três crianças são tiradas da horrenda casa do conde Olaf, para uma singela e carinhosa casa de seu tio Dr. Montgomery, ele por sua vez recebeu as crianças com muito amor, cuidou de cada um, alimentando-os, brincando e indo ao cinema, e tinha uma sala cheia de répteis. Uma Víbora Incrivelmente Mortífera – inofensiva- se tornou uma grande amiga de Sunny, Klaus se apaixonou pela biblioteca com todos os livros do mundo sobre répteis e Violet por algumas engenhocas que seu tio tinha.
““Mas, nesse caso, por que chama - lá de Víbora Incrivelmente Mortífera?
Tio Monty voltou a rir.
“É um nome inapropriado”, disse ele, usando uma palavra que aqui tem o sentido de “enganoso”.”
Mas como os Baudelaire são desafortunados, alguma coisa ruim ou muitas coisas ruins aconteceram como o aparecimento de um amigo do tio Monty, muito parecido com o conde Olaf e depois de alguns dias de sua estadia acontece um terrível assassinato, mas eles estavam com uma viagem marcada para uma expedição, que não saiu da imaginação das crianças. E muitas outras coisas terríveis acontecem na vida dos Baudelaire, mas quem sabe um dia pode terminar eles um pouco felizes.
“Infelizmente, é meu dever pôr no papel esses trágicos episódios. Mas nada impede que você coloque este livro de volta na estante e procure algo mais leve.
Respeitosamente,
Lemony Snicket”
Mais um livro de tragédias para estas crianças, ok, to muito triste pelo segundo livro – ainda- temos mais 11 volumes XD. Mas quem já assistiu o filme, sabe pelo o que vai passar ao ler cada detalhe dessas páginas. Eu particularmente sou apaixonada por esse conto, a forma que é descrita, cada mistério que é revelado, com Snicket teve uma ideia brilhante ao escrever esta série. Desventuras em série é um fenômeno no mundo, algo que todas as pessoas querem mais depois que termina, e estamos esperando a série que vai ser feita pela Netflix – esperamos que saia logo! – seja digna dos livros. A escrita de Snicket é complexa, com algumas palavras difíceis, que tem outros sentidos, mas isto torna a história mais peculiar, misteriosa.
E sem falar das ilustrações maravilhosas, o que deixa o livro mais belo, você consegue imaginar onde se passa cada capítulo, por isso que sou apaixonada pelos livros.
Este é um livro que não adianta ser falada, só lendo para entender, sentir a história em suas mãos. Espero que vocês leiam, não percam esta chance. É um livro incrivelmente incrível.

Deixem seus comentários, fale sobre o que acham dos livros, do filme, de tudo.
Até a próxima!

Resenha do volume um: Desventuras em Série - Mau Começo

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quarta-feira, 30 de março de 2016

Resenha: "After - Depois da Promessa" Vol.5 (Anna Todd)

Por Clarissa: Oi galera, tudo bem? Espero que sim, minha super indicação é “After – Depois da promessa” o volume cinco, o último galera, agora sim podemos chorar. Vivemos tantos momentos juntos, que já virou parte do corpo. Um pouco de drama é sempre bom e é o que mais tem neste livro.

Hardin e Tessa se conheceram na faculdade, mas Hardin acabou se apaixonando pela garota loira e nerd, o que ele não faria nunca na sua vida. E Tessa se apaixonou pelo garoto mal-educado e que queria viver a vida dentro de uma garrafa de vodca. Mas o destino gosta de brincar com Hardin e Tessa. E assim a vida de Tessa que era perfeita vira uma bagunça, e a de Hardin que era uma bagunça acaba tomando um sentido, sempre voltando para Tessa. Quando Tessa e Hardin decidem levar esse amor a sério acaba acontecendo brigas, amor, risadas e choros. E eles se separam e voltam. Mas como o amor é capaz de superar e perdoar quase tudo, o futuro de Hardin e Tessa está nas mãos deles, só eles podem manter esse amor. Muitas lutas estão por vir na vida do casal, muita coisa para acontecer. Mas eles vão lutar juntos e vencer todos os obstáculos.
“Aqui estou, aqui estamos, nesse movimento circular infinito de felicidade, desejo, paixão, amor e dor.” TESSA
Bem quando Hardin acreditava já ter enfrentado todos os seus fantasmas de seu passado, um terrível segredo sobre seus pais é revelado, despertando os seus piores demônios internos. Tessa sabe que só ela tem o poder de aliviar todos os sentimentos de raiva, traição e confusão que afligem seu amado bad boy. Só ela sabe como salvá-lo de seu ciclo de autodestruição. Mas dessa vez ela não pode. Porque, quando menos espera, sua vida é para sempre alterada por uma tragédia.
Hardin e Tessa prometeram lutar com todas as suas forças para que o destino não os separe para sempre. Mas o acontece quando suas forças já se esgotaram? O que o casal vai fazer passa o fogo continuar?
HESSA já deu um jeito em muitas coisas, esse vai ser mais um obstáculo na coleção.
“É o tipo de história de amor que lida com problemas de verdade. Não é uma história sobre perdão e amor incondicional, e mostra quanto uma pessoa consegue mudar, mudar de verdade, se tentar bastante. É o tipo de história que prova que qualquer coisa é possível quando se trata de superação. Mostra que, se você tem alguém com quem contar, alguém que ame você e não desista de você, pode encontrar o caminho para sair da escuridão. Mostra que, apesar dos pais que tivemos, ou dos vícios que adquirimos, é possível lidar com qualquer coisa que atrapalhe, e superar tudo para se tornar uma pessoa melhor. É esse o tipo de história que o After é”
“’After’?” Ela inclina a cabeça, usando a Mao para proteger os olhos do sol.
“Foi o nome que dei.” Desvio o olhar, e penso no nome. “Porque te a ver com o meu caminho depois de conhecer você.”

Bom mais uma vez para nos surpreender, Anna Todd colocou mais amor, separações, tragédias, drama e uma reviravolta linda e destruidora. Em todas as resenhas já disse que estou perdidamente apaixonada por essa série que devastou meu coração, e de muitas outras pessoas. É uma história muito linda, de como o amor realmente é, tem que haver os altos e baixos, separação e reconciliação, aceitar a pessoa que você ama do jeito que ela é. A vida pode ter sim um “feliz para sempre”, mas tendo muitas discordâncias para fortalecer mais ainda o amor, que a final a vida não é um mar de rosas.

A escrita de Todd leva você para dentro da história e faz com que queira viver a vida de Tessa ou Hardin, ser transportado para essa história de superação e amor. Os personagens são bem descritos, e tão lindos. A história bem escrita, não deixa perguntas em aberto, tudo é esclarecido no ultimo livro e tem tanta emoção que parece que perdeu um pedaço do mundo quando fecha o livro depois da última página.

Muitas pessoas podem julgar o livro pela capa, diz que é conteúdo adulto, é sim, não vou negar. Mas não tem nada de mais que te vai deixar envergonhado ou desconfortável, é uma historia linda, umas das mais belas que já li. Fala sobre amor, ser melhor do que pensa, enfrentar todos os seus medos pela pessoa amada, respeitar todos, saber o momento de ouvir e falar. Bom é uma história de superação e confiança. Este livro teve uma revolução tão grande, desde o começo ate o final, que depois que você lê tudinho, para e pensa, como a história evoluiu de tal maneira, brusca e linda. É uma série que indico a todos, para saberem que sim, é uma história real de amor. Muitas pessoas vão se identificar com os personagens e os acontecimentos. Este livro se tornou um vicio para mime garanto que muitos vão também!

Anna Todd está super de parabéns com essa magnífica história, afinal os leitores que ganharam o melhor presente, e sem falar dessa capas lindas e apaixonantes, parabéns a Editora Paralela pela obro magnífica que tem em mãos, nós leitores ficamos muito felizes. Sou muito difícil de chorar em leituras, mas esse me fez criar um rio e destruir meu coração, quero mais Anna Todd!

A única coisa que te digo é que prepare o seu coração quando começar a ler, ele só vai ser destruído umas mil vezes para no final você chorar com a história de Tessa e Hardin.
Espero que tenham gostado, e ficou um pouco grande a resenha, mas é que não da para descrever pouco deste livro.


Boa leitura!

Obs: Você pode ver a resenha dos livros anteriores de After clicanco aqui.


 
Ana Liberato