segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Resenha: "Cujo" (Stephen KIng)

Por Sheila: Oi todo mundo! Como vocês estão? Não sei se eu já havia contado para vocês mas eu AMO  os livros do Stephen King e foi com ansiedade imensa, GIGANTE que eu esperei a chegada desse livro. 

Meu presentinho de natal foi essa lindeza que vocês podem ver aqui ao lado, a Suma relançou agora em 2016 "Cujo", livro escrito originalmente por King em 1981 e adaptado para as telinhas em 1983, dois anos após seu lançamento.

Além da capa dura, folhas amarelas e a pata estar em alto relevo, esta edição especial tem nova tradução e conteúdo extra, ou seja, eu que já havia lido li tudinho de novo!

Na verdade, este é o primeiro livro do projeto da Suma de Letras intitulado Biblioteca Stephen King. A idéia é relançar toda uma coleção de livros raros do nosso popular escritor de suspense e terror, numa coleção especial para os fãs.

Bom, não preciso nem dizer que eu estou SURTANDO e esperando com mais ansiedade ainda os próximos lançamentos dessa biblioteca. Mas para quem ainda não conhece esse clássico, vamos a um pouco da história.

Como em grande parte de outras histórias contadas por King, esta se passará no Maine,  na pequena cidade de Castle Rock. Há duas famílias em evidência nesta história, que terão suas vidas entrelaçadas por tragédia e puro terror: os Camber, donos de Cujo, um enorme São Bernardo que, infelizmente, nunca foi vacinado; e os Trenton, que além de estarem enfrentando problemas de infidelidade conjugal, tem o azar de ter um carro precisando de reparo.

Donna saiu do Corcel, bateu a porta e deu dois passos para frente, com o intuito de contornar o carro e soltar Tad (...) Quando chegou à frente do carro e começou a contornar o Corcel, ouviu um novo som. Um rosnado grave e denso.
- Mamãe! - gritou Tad, colocando o rosto para fora da janela aberta ate onde o cinto permitia. - Não consigo tirar essa porcaria ...
- Shhh!(rosnados)
Ela deu um passo titubeante para a frente, com a mão direita levemente apoiada no capô do Corcel, com os nervos esticados como finos cabos de detonação, não em pânico, mas em um estado de alerta absoluto pensando: o cachorro não rosnava antes

A história inteira é cheia de "ses". Se Cujo tivesse sido vacinado, por exemplo, ele não teria virado um monstro repleto de baba e instinto assassino. Se o São Bernardo não houvesse perseguido aquele coelho, talvez também não tivesse sido mordido por um morcego infectado. Se Brett Camber e sua mãe não tivessem viajado. Se o carro da família Trenton não estivesse precisando de conserto. Se não tivessem ido até a oficina mecânica da família Camber, onde o pai de Brett, o mecânico, já estava morto pelos dentes do cão da família...

E King vai contando tudo isso, inclusive o desfecho, num tom leve, apesar da enormidade do peso das circunstâncias, como quem conversa com o leitor e como se dissesse "puxa, que ironia não é mesmo?" sem negar a dor, mas também sem se tornar uma narrativa dramática.

Há uma certa ironia no fato de que Cujo é um São Bernardo, uma raça que popularmente é conhecido não só por sua docilidade, mas por atuar em resgates e salvamentos de pessoas, passando no livro de King de cão herói a vilão. É quase como transformar a Lessie em uma maquina de matar.

Cujo é uma história angustiante, pois nos faz ter de lidar com a inevitabilidade dos acontecimentos da vida, e nos coloca de frente com a tragédia da coincidência à qual cada um de nós esta sujeito. Nos faz encarar nossa própria impotência diante de situações fortuitas que podem acabar mal. Muito mal. Por fim, é uma história onde na verdade não existe um vilão. As vezes coisas ruins acontecem e a culpa não é de ninguém. Cabendo a nós apenas aceitar.

Uma leitura tensa e fenomenal, um final arrebatador e emocionante, e um livro que - convenhamos - é quase uma obra de arte. Acho que falo por todos os fãs de King quando digo Suma  sua linda, nós te AMAMOS! Não pare! Obrigada por nos presentear - aos já fãs e a essa nova geração - com a reimpressão dessa história magnífica!

Abraços e até a próxima!

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