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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Resenha: "O Erro - Amores Improváveis" (Elle Kennedy) Livro 2

Tradução por Juliana Romeiro
Por Clarissa: Olá pessoal, quanto tempo! Bom hoje venho com uma super indicação é “O Erro – Amores improváveis” é o segundo livro da série, porém a história se transmuta sem perder a essência do livro anterior, na história do livro passado contava sobre o amor improvável de Hanna e Garret, agora veremos a história de amor de Logan – melhor amigo de Garret- e Grace, uma garota com fama de santinha que está terminando seu primeiro ano na faculdade.

Grace Ivers está cansada de sua fama de santinha, que só é focada nos estudos, não sai com os garotos populares da faculdade e mal vai a festas.  Grace tem seu lado cauteloso e por outro tem espírito vibrante, quer viver com intensidade, experimentar tudo com mais intensidade. Quem disse que garotas inteligentes e responsáveis não podem se divertir? Grace quer sair da sua zona de conforto e isso significa correr certos riscos, como o de se magoar, por exemplo. Mas quem nunca errou na vida, não é mesmo.
“Garotos bonitos me deixam nervosa. Parece que meu cérebro dá um nó, fico sem filtro e, de repente, estou contando que fiz xixi nas calças durante uma excursão no terceiro ano, que morro de medo de marionetes ou que tenho um transtorno obsessivo-compulsivo leve e começo a arrumar o quarto de outra pessoa no instante em que ela vira as costas.”
Alem de ter um TOC para organização, Grace não tem freio na língua e pode acabar falando de toda a sua vida em menos de 5 minutos. E por um acaso há um encontro com o sedutor e desencanado John Logan, que lhe parece uma oportunidade perfeita para Grace abandonar a timidez e se entregar a um romance despretensioso. Mas o que começa como uma simples atração pela beleza e curtição logo se torna em algo muito mais especial. Logo Logan que não entregava a sua vida para qualquer pessoa, mudou completamente com a chegada de Grace em sua vida.
“Ainda não consegui decifrá-la. É doce, mas não me parece ingênua. Transmite uma onde inocente, mas também parece incrivelmente segura de si.”
Grace e Logan não esperavam por isso, suas personalidades se completam, esse casal improvável – o atleta popular e a garota acanhada – não conseguem ficar longe um do outro por muito tempo, a cada encontro eles se descobrem, seja um do outro ou de si mesmos. Mas como todo ser humano alguém nesta estória vai errar e poderá colocar tudo a perder.

Quem leu o Acordo deve ter se apaixonado pela trama toda, pelo amor que vence qualquer barreira e quem ler O Erro, vai se apaixonar ainda mais, posso dizer que este se tornou meu favorito, até me identifiquei em algumas partes RS, quem nunca se sentiu um peixinho fora em certas fases da vida?! Está leitura me pegou de tal maneira que eu não conseguia mais largar, só queria saber o que vinha na próxima pagina, o que iria acontecer no final, o que iria acontecer com cada personagem, enfim é maravilhoso com a estória se desenrola e vai ficando cada vez mais contagiante, te prendendo a cada vírgula.

O que eu gostei na leitura é que não se trata só de amorzinho, adolescentes, mas sim também de respeito a todos, o abuso do poder – dos que estão num poder maior que o seu – da confiança, traição de quem você mais confiava, o poder do perdão, seja da família ou amigos, comprometimento, a vontade de ir atrás do que deseja, baseia na realidade de muitos. O livro é conteúdo adulto, tem La suas partes mais calientes, que faz a leitura ser mais contagiante e interessante. 

Para quem julga pela capa e achou que é uma série amorzinho, conteúdo meloso, esta completamente errado, tem amor, claro, mas tem todo um contexto a ser levantado, são vários assuntos abordados que vivemos na realidade, é uma leitura que toca e que faz pensar quando se termina de ler ou mesmo no meio de um capítulo. Essa é uma série muito interessante, nunca tinha lido coisa igual, porque uma história vai puxando a outra, porem a cada livro um protagonista diferente, mas entre o circulo de amigos que conhecemos no primeiro livro e a estória flui tão bem que o leitor não se perde em nenhum momento. É muito gostoso de ser lido, super indico a todos (menos crianças RS). 

Só digo a Elle Kennedy algumas palavras: muito obrigada por essa série!

Espero que tenham gostado e leiam!

Até logo e boa leitura!

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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Resenha: "O Acordo - Amores Inseparáveis" (Elle Kennedy)

Tradução por Juliana Romeiro

Por Clarissa: Olá pessoal, como vocês estão? Hoje venho com mais uma série “O Acordo - Amores Improváveis"(Livro Um) da autora Elle Kennedy Já deixo avisado que é conteúdo adulto, mas tem história, transmite sentimento e é um amorzinho de história, me apaixonei desde a capa até os agradecimentos.

Hannah Wells é uma adolescente que quer crescer na vida e se dedica ao máximo nos estudos, com o seu passado conturbador ela não se vitimiza e passa por todos os desafios. E tudo o que ela quer é ficar em seu curso de música com o seu talento nato de cantora com uma voz incrível e dar uma boa vida aos seus pais.

É uma das únicas garotas em sua universidade que não está nem ai para Garret Graham – o capitão do time de hóquei, lindo que faz o maior sucesso com o sexo oposto, que só está interessado em se formar para finalmente começar sua carreira promissora como jogador de hóquei profissional e ir mais longe possível de seu pai. Para ela Garret não passa de um cara convencido, irritante e infantil. Assim todas as garotas que cai na lábia de Garret estão sofrendo uma grande ilusão e sairão de coração partido.
“Ele não sabe que eu existo. Pela milionésima vez em quarenta e cinco minutos, dou uma olhadinha na direção de Justin Kohl, e ele é tão bonito que minha garganta quase se fecha. Talvez eu devesse pensar em outro adjetivo – meus amigos dizem que homem não gosta de ser chamado de “bonito”."
Após um acontecimento do destino Garret pede uma ajuda a Hanna com os estudos que acaba virando um acordo e nesse meio tempo descobrem que a primeira impressão não é necessariamente verdadeira. Contra todas as probabilidades, Hannah descobre em Garret um grande amigo, talvez o melhor que ela já teve. Juntos, eles são capazes de enfrentar até as piores dores e os mais profundos traumas do passado. Eles vão repensar sobre suas atitudes e julgamentos, ambos vão descobrir sentimentos que nunca tiveram em suas vidas, experiências únicas, atitudes que nunca serão aceitas, vingança e muitos desafios. Hannah e Garret é a prova viva da frase – Os opostos se atraem- e isso vai gerar uma grande história. Uma grande reviravolta acontecerá na vida deles e será que vai valer a pena se arriscar nessa nova etapa da vida?

“Ultimamente não olho mais para trás. Só para a frente.”

Esta história me envolveu tanto que não conseguia parar de ler e quando já vi tinha acabado, chorei calada, sim. Mas vida que segue e vamos ler outros. Elle não se contentou em escrever só um livro, mas sim fazer a continuação porem contanto a vida dos amigos de Hannah e Garret achei incrível e nós leitores amamos, nestes livros seguintes tem novos personagens, porem tem conexão com os antigos, achei super interessante e tão real, narra a história de amor de um casal diferente mas entre os amigos. Transporta o leitor para faculdade junto com eles. 

Este primeiro livro tem uma história cheia de humor, sarcasmos, partes calientes, intensas e muitas conquistas. Kennedy construiu uma leitura agradável, muitos acham que por ser conteúdo adulto não terá história, mas O Acordo tem um toque da realidade, de depois de um passado destruidor vem a sua recompensa, o amor, transmite a realidade e te encanta, aborda os assuntos da realidade e em meio à história de amor, como abuso físico e/ou mental, bullying e entre outros, Kennedy foi quebrando esses tabus de uma forma tão delicada que abriu e abrirá mentes, vai fazer as pessoas repensar seus conceitos. 

Digo que logo de cara seu queixo vai cair e vai ver que muitas mulheres se espelham com este trauma mas que apesar de tudo estão seguindo em frente e agarrando a algo bom. Vai querer machucar alguns personagens, sentir muita raiva, vai amar outros, se enlouquecer e se apaixonar pela história, não será capaz de soltar o livro. A cada página você vai se encantar, se surpreender, um romance sexy, tocante e encantador.

Você vai se envolver com o livro que só vai querer saber dele, dormir junto, ficar pensando na história, é impossível largar. É magnifico a escrita de Kennedy, tudo simples, harmonioso, mas ao mesmo tempo complexo de informações. Eu me apaixonei por este livro e espero que vocês também, super recomendo a todos.

Deixem seus comentários do que achou e leiam!
Até a próxima, pessoal!

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Resenha: "Entrega Total - O Caso Blackstone" (Raine Miller)


 Por Gabi: Oi pessoal, como vocês estão? Já leram o primeiro livro da série? Caso não tenham, confiram aqui a resenha e já adianto que se quiserem continuar a ler este humilde texto, encontrarão spoilers! 

Quando tinha 17 anos  Bryne foi estuprada por 3 garotos em uma festa quando estava bêbada e ainda gravaram toda a barbaridade. Para piorar (se é que tem como), um bandidos é filho de um importante político dos EUA, que tem grandes interesses no comando da Casa Branca. E o trauma dela não para por aí... mas o resto vocês descobrirão na leitura.... rs

Depois da morte de um congressista norte-americano, o pai de Bryne sente que a privacidade da filha esteja em perigo, que usem o que aconteceu à ela, o vídeo, nesses jogos de poder. Ele entra em contato com Ethan, um amigo que conheceu em jogo de pôquer há seis anos e que era um especialista em segurança em Londres para cuidar da segurança da filha. 

O grande problema é que Bryne descobriu de uma maneira péssima que o pai dela tinha contratado Ethan. Eles estavam dando um louco amasso no escritório dele, quando em um telefonema no viva voz surge justo o pai de Bryne tirando satisfação a respeito do seu envolvimento a filha. Mas quando ela descobre que o cara em quem tinha confiado, o qual admirava sua sinceridade, havia omitido essa informação, ela sentiu-se traída e achou que tinha se aproximado dela exclusivamente por trabalho, além de que Bryne ainda morria de medo que ele tivesse visto o vídeo e se descobrisse tudo não quisesse mais nada com ela. 
Tentei me manter afastado e deixar você seguir com a sua vida, mas não consegui. Me senti atraído por você desde a primeira vez em que vi seu retrato. Precisava te conhecer. E depois, ficar com você. Ter você me olhando e realmente me vendo. Agora, sei que me apaixonei. Me apaixonei por uma linda garota americana. Você, Brynne.
A confusão da história não termina por aí, muito pelo contrário. Bryne começa a sofrer ameaças misteriosas, o que deixa Ethan louco, já que ele precisa de usar todos os recursos que possui para protegê-la e também tentar reconquistar sua confiança para voltarem a ficar juntos. Todo o jogo de interesses e política por trás disso tudo, deixa um ar de mistério intrigante por trás do romance hot.

Para os que já leram o primeiro volume, vale super a pena continuar a acompanhar "O caso Blackstone", porque as coisas ficam muito mais elétricas e agitadas lá pro terceiro volume. Mas isso já é um papo pra depois, né? :)

- Vou Bryne - dei os dois passos que aind nos afastavam e a puxei para perto. Ela se aninhou em meus braços e encostou o rosto no meu peito. - Vou estar aqui em todos os passos do caminho, para tomar conta de você. entrega total, lembra? 
Brynne se esgueirou para fora do banheiro completamente nua, com um olhar que já tinha visto antes. Um olhar que dizia eu quero sexo e eu quero AGORA.— Brynne, que é que houve?— Acho que você sabe — respondeu com uma voz sensual e subiu em cima de mim. Com os cabelos caídos no ombro, ela me encarou, como uma deusa do sexo prestes a me devorar.

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Resenha "Nua - O caso Blackstone" (Raine Miller)

Por Gabi: Oi gente, como vão vocês? Espero que estejam bem porque hoje vamos falar sobre romance hot! (uiiii!) A bola da vez é o primeiro volume da aparentemente trilogia O caso Blackstone. Descobri hoje que em breve a Suma já vai lançar o 4º volume aqui no Brasil. Mas enfim, bora falar sobre "Nua"!

Bryne Bennet é uma norte-americana que se mudou para o Velho Continente deixando para trás alguns fantasmas e traumas do passado. A modelo faz uma pós-graduação em Conservação e Restauração na Universidade de Londres e para dar um upgrade no orçamento faz fotografias de nus artísticos. Sua mãe não gosta nem um pouco disso, elas tem visões de mundo e comportamentos opostos e não se dão muio bem, ao contrário de seu pai, com quem mantém um relacionamento de cumplicidade e amizade.
Minha mãe e eu estávamos em lugares diametralmente opostos a maior parte do tempo.

Agora, com meu pai a história era outra. dos dois, sempre foi a ele que recorri quando precisei. Ele me ligava com frequência e apoiava minhas escolhas. Ele me amava do jeito que eu era. Nas minhas horas mais escuras, ele foi a única pessoa que me manteve viva. 
É justamente em uma das exposições de seus trabalhos que ela conhece o sexy e enigmático Ethan Blackstone. Ele é dono de uma empresa de segurança e é exatamente esse seu trabalho da noite naquele evento. Ela estava lá para prestigiar o trabalho de seu amigo e fotógrafo Benny cuja obra-prima da noite era uma fotografia sua.

Ele não só compra a fotografia como sonha com aquela mulher assim, nua em sua cama. Ela não poderia deixar de notar a beleza daquele moreno alto, bonito e sensual chefe da segurança. Mas depois daquela noite não iriam ser ver mesmo, certo? Não foi bem assim... Ao sair de lá à noite para voltar para casa, Bryne recebe uma carona de Nick, mas não rola nada daquele clichê de primeiro beijo assim que te deixar em casa. Muito pelo contrário, ela estava super fraca, que depois de ganhar uma barra de cereal de Ethan apaga no carro dele e só acorda na porta da sua casa com aquele irresistível par de olhos azuis a poucos centímetros do seu rosto.

Bryne não colocou muita fé que aconteceria algo entre os dois, mas Ethan toma a iniciativa e investe em uma aproximação, liga pra tomarem um café, um encontro e eles vão se envolvendo... E ela vai se cedendo, não consegue resistir ao charme desse inglês (meu Deus! quem consegue? <3), que chega para abalar as estruturas que ela tinha refeito ao chegar na Inglaterra. Ela se entrega de braços abertos nesse relacionamento e descobre que não é a única que carrega cicatrizes do passado, Ethan serviu as Forças Armadas na Guerra do Afeganistão e não conseguiu sair ileso dessa experiência. Mas a grande surpresa para Bryne é quando ela descobre que sua história e a de Ethan estão muito mais entrelaçadas do que se possa imaginar...
Com a boa me beijando, engoliu meus protestos. Me deitou na cama macia e começou a me tocar. A me beijar, incendiando meu corpo até espantar o cérebro qualquer pensamento. Estava quebrando minhas regras, mas não pensava em outra coisa que não a língua do Ethan dando voltas ao redor dos meus mamilos durinhos [...]. 
Todas as minhas reservas estavam desarmadas, graças ao tratamento delicioso que dava ao meu corpo- tinham voado para longe sem pensar duas vezes.
Nua, o primeiro livro da série, O Caso Blackstone é uma literatura hot super bacana, com personagens bem construídos e uma trama política e jogos de interesse bem entrelaçados. Não tem aquela de mocinha inocente, virgem e que é dominada pelo seu amado. E também não é um livro que só tem cenas de sacanagem. Há um balanço entre esses pontos e as cenas hot não deixam a desejar! Para quem gosta desse tipo de livro, não vai se decepcionar. Já estou louca para descobrir o rumo dessa história! Tive que me controlar aqui para não falar demais porque li os dois primeiros livros um em seguida do outro. rs Em breve, vem resenha das sequências aqui para vocês! 

E aí, alguém já conhece a série ou leu  algum dos livros da série? Conta pra gente! Comentem aí! Lembrem-se que agora podem comentar estando logados apenas com o facebook, hein?! ;D


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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Resenha: “A Tentação de Lila & Ethan” (Jessica Sorensen)

*Por Mary*: Olá, pessoal! Como vão as leituras por aí?

Hoje lhes trago romance *que toque uma música bem melosa aí*

Bom, passei boa parte do livro buscando uma palavra que o pudesse definir, contudo não a encontrei. “Obscuro”, “triste” e “depressivo” foram algumas palavras que me vieram à mente, só que elas jamais seriam capazes de englobar a superação, o crescimento e o amor descritos na obra, porque eu diria que Lila e Ethan conseguem construir na dificuldade uma relação muito bonita e que acaba se fortalecendo justamente por conta das adversidades. 
Apesar de cada pedacinho do meu corpo e da minha mente querer definhar e morrer, pela primeira vez na vida eu não me sinto completamente sozinha no mundo. E o estranho é que consigo sentir a emoção por trás disso – consigo sentir tudo.
Os protagonistas já são conhecidos seus – supondo que você já tenha lido O Segredo de Ella & Micha e O Para Sempre de Ella & Micha –: se tratam dos amigos e fieis escudeiros do casal supracitado, Lila e Ethan.

Tá, acho que o título do livro já tinha entregado essa importantíssima informação...

Enfim, em A Tentação de Lila & Ethan conhecemos uma Lila e um Ethan bastante diferentes dos amigos alegres e divertidos que não se cansam de ajudar um casal incapaz de se resolver sozinho. Lila se mudou para Las Vegas, desligou-se da família e passa seus dias e noites bebendo em boates requintadas, arrematando sempre com um after na cama de algum desconhecido a qual sequer perguntou o nome.

Como um bom amigo, Ethan não pode assistir calado à constante autodestruição de Lila e sente, em seu íntimo, que há algo de muito grave por trás de suas atitudes irresponsáveis. Ethan é um cara que tem muitas feridas abertas, um passado que o atormenta e diversas reservas no que concerne a relacionamentos. Não obstante, é pontualmente isso que o torna a pessoa mais adequada para penetrar na bolha de entorpecimento em que Lila insiste em se manter.
- Você... Você tomou um comprimido? – Meu coração fica aos pulos enquanto espero a resposta.
Ela levanta a cabeça para mim. Seus olhos estão vermelhos e inchados como se ela tivesse chorado.
- Você me odiaria se eu tivesse tomado?
Eu me agacho ao lado dela e tiro seu cabelo dos olhos, tentando enxergar as pupilas e, assim, poder fazer uma avaliação mais precisa de seu estado mental.
- Eu nunca, nunca odiaria você, Lila. [...]
Com uma narrativa densa, em primeira pessoa, Jessica Sorensen mergulha na cabeça atormentada de seus personagens, refletindo temas como relacionamentos familiares abusivos, drogas, depressão, vício em medicamentos, atitudes autodestrutivas, a falsa ideia de perfeição e vidas baseadas exclusivamente em aparências.

Já deve ser de se esperar que a abordagem de temas tão sombrios acabem dando à obra um aspecto obscuro, triste. Em contraposição, no entanto, assistimos à construção de um amor muito bonito, surgido na dificuldade, e que se fortalece gradualmente, conforme Lila e Ethan superam, cada um, seus próprios óbices. Algo que torna essa relação ainda mais especial é que esses obstáculos são vencidos para que ambos se sintam capazes de viver plenamente o sentimento que têm um pelo outro. 
[...] Todos esses anos e nem uma só vez eu rejeitei alguém que me quisesse. Eu achava que nenhum cara iria levar a sério a minha negativa e, de verdade, não me achava boa o suficiente para recusar. De um jeito doentio e perverso, nunca me achei boa o suficiente para ninguém. De modo que eu simplesmente tomava as bolinhas e fazia as coisas que achava que os outros queriam que eu fizesse, esperando que alguém me aceitasse e me amasse; no entanto, isso nunca aconteceu. (...) Quero me sentir uma pessoa inteira de novo. Quero voltar aos meus catorze anos e não tomar decisões estúpidas, [...].
A respeito da estruturação dos capítulos, se eu pudesse bater um papo com a Jessica, sugeriria a manutenção de apenas um ponto de vista por capítulo. Acontece que a autora alterna os pontos de vista dos personagens não em capítulos ou cenas, mas sim dentro de um mesmo acontecimento. Quero dizer, frequentemente dentro de uma cena ocorre a mudança do ponto de vista dos protagonistas, que, apesar de sinalizada, causa uma ruptura na sucessão dos fatos e dá certa impressão de quebra, porque o personagem que passa a narrar faz um breve retrospecto da situação. É como se retalhassem a cena e, para um leitor mais acostumado com uma narrativa dinâmica – e com tendências fortes para a terceira pessoa ;) – pode ser mais lenta a sua adequação à trama.

Em A Tentação de Lila & Ethan, você vai encontrar uma pobre menina rica que sofre com o tratamento doentio recebido dos pais, um rapaz que luta para vencer seus conflitos interiores, que teria tudo para não ser o cara perfeito e que o é exatamente por conta de suas imperfeições. Sendo assim, se você aí não tem medo de encarar uma trama densa e adora um romance ao mesmo tempo arrebatador e delicado, mergulhe de cabeça.

Que porra é amor, afinal? Entregar seu coração completamente a outra pessoa? Dizer “pronto, aqui está, é todo seu”? Deixar que outra pessoa ame você, abrace você e seja seu dono? Deixar que alguém grite com você e diga que você é um inútil? Deixar que prenda você e diga que você é importante? Qual é a definição de amor? Quem é que sabe?



quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Resenha: "O lago místico" (Kristin Hannah)

Por Sheila: Oi todo mundo! Como estão? Mais uma das minhas resenhas atrasadas! E de um livro que comecei a ler com muitas expectativas. Já havia me emocionado com "Jardim de inverno" resenhado aqui, por isso comecei a leitura dese livro com uma caixa de lencinhos.

Pois bem, logo no início da trama, somos apresentados à Annie, uma esposa e mãe dedicada, que está levando sua única filha até o aeroporto. Acontece que sua filha esta indo estudar e passar, pela primeira vez um período fora de casa o que, percebemos nitidamente, perturba Annie.

Era infantil estar assustada, ela sabia disso, mas saber não diminuía a dor (...) sentia orgulho da independência e coragem da filha em escolher percorrer toda a distância até a Inglaterra pessoalmente, mas não imaginara que seria tão difícil ver Natalie partir.
Esposa.
Mãe.
Esses eram os papéis que a definiam, que davam sentido a sua vida.

Como se já não bastasse essa perda, seu esposo mal estaciona o carro na bela casa que os dois possuem, e lhe comunica que quer o divórcio. Pior. Confessa que já não a ama mais há muito tempo, e que esta apaixonado por outra, uma mulher do serviço, muitos anos mais nova.

Sentindo-se despedaçar por dentro, Annie não aceita o divórcio, e pede ao marido alguns meses antes de tomarem um passo tão decisivo. Enquanto isso, resolve refugiar-se em Mystic junto à seu pai que, se não sabe usar muito bem as palavras, tenta apoiá-la  e lhe dar suporte da melhor forma possível.

Em meio à sua tentativa de reerguer-se, Annie descobre que uma antiga - e querida - amiga, havia falecido, deixando para trás um viúvo com uma garotinha: Nick e Izzy. Identificada com a família, já que ela nada mis era do que uma menininha que perdeu a mãe, só que agora adulta, Annie tenta ajudar Izzy a emergir de seu luto, enquanto tenta elaborar o próprio.

Tudo parece estar tomando um novo rumo na vida de Annie, quando seu marido reaparece, fazendo com que as inúmeras dúvidas e inquietações novamente se instaurem na vida de Annie. O que ela fará? Como abandonar o casamento de tantos anos por causa de um erro estúpido? Mas, também, como continuar após a dor da traição?

Bom, um dos motivos que me fez demorar consideravelmente para escrever esta resenha, foi a aversão absoluta que tive, de cara, por Annie. Como assim o marido dela diz que não a ama mais, que esta saindo com outra há meses, e ela sai correndo para casa do papai, se encolher em posição fetal, e rezar para que o maridinho se arrependa e volte para ela?

Chegar em Mystic e ter à sua espera uma família prontinha, com um amigo que já foi apaixonado por ela, uma criança problemática, só esperando que alguém chegasse para assumir o lugar da mãe/esposa morta, também me pareceu um clichê grande demais.

E quando o marido se arrepende e resolve que quer voltar. Sério que Annie fica em dúvida do que fazer? Por mais que Kristin tenha me arrebatado com Jardim de Inverno, "O lago místico" ficou muito aquém das minhas expectativas, a história me pareceu muito forçada e chegar ao final demorou muito, mas muito mesmo.

Mas, para aqueles que gostam de um romance beeeemmm açucarado, pode ser que o livro tenha seus encantos. Afinal, é inegável o talento da autora na construção das frases, cenários, bem como na descrição das emoções dos personagens. Nesse caso, recomendo. Do contrário, leia outra coisa.

Abraços e até a próxima.




sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Resenha: "A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra" Robin Sloan)

Por Clarissa: Oi, pessoal tudo bem? Bom minha indicação de hoje é “A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra” de Robin Sloan, para os leitores que gostam de um toque de mistério e livraria.

Clay Jannon é um web designer desempregado, e aceita um trabalho em uma livraria 24 horas. A livraria do Mr. Penumbra. Um homenzinho com cara de gnomo. A loja é totalmente sombria e só tem dois tipos de clientes: alguns pedestres aleatórios- que param por ali tão raramente que Clay Jannon se pergunta como a loja continua aberta. E durante seu trabalho Clay conhece Kat, uma garota que o faz pensar em muitas coisas sobre o agora e o futuro das gerações, com a tecnologia tomando conta de tudo.
"Faço força para imaginar um dia normal no ano 3012. Não consigo visualizar sequer uma cena meio decente. Será que as pessoas vão morar em prédios? Será que vão usar roupas? Minha imaginação está quase me cansando fisicamente. Dedos de pensamentos reviram o espaço por trás do cérebro em busca de ideias soltas, sem nada encontrar.”
Tão singular quanto seu proprietário é a livraria onde só um pequeno grupo de clientes aparece. E sempre que aparece é para se enfurnar, junto do Mr. Penumbra, nos cantos mais obscuros da livraria, e apreciar um misterioso conjunto de livros que Clay foi proibido de ler. Mas Jannon é curioso, e vai atrás para descobrir o que eles estão escondendo da sociedade. Agem como se estivessem ansiando por algo grandioso, mas como se procurassem um simples livro. Certamente, isso tudo é uma fachada para alguma coisa maior.

“Todos os segredos do mundo merecem ser conhecidos debaixo de nossos olhos.

Não é fácil imaginar o ano de3012, mas isso significa que você não deva tentar. Temos novas habilidades, poderes estranhos aos quais ainda estamos nos acostumando.

Sua vida deve ser uma cidade aberta, saiba quais são e deixe claros todos os modos de se entrar nela.”
Esta história faz o leitor pensar nas mudanças que está acontecendo ao passar dos anos, as novas tecnologias tomando conta de tudo. Tem uma conexão com a fantasia e o cotidiano tão informatizado de hoje em dia, cada nova informação a cada minuto deixa muitas pessoas atordoadas que um pouco de fantasia ajuda a viver o dia a dia. É uma leitura sobre a paixão sobre livros, sejam antigos ou atuais, manuscritos, em folhas ou digital. Há uma disputa entre o antigo e o novo, o real e fantasia. 

Mas tudo é voltado a uma coisa, a paixão pelos livros. Mesmo que os personagens desafiam a realidade, há trechos de ficção científica, o que nos faz pensar em tudo. Além de ter muito mistérios, um toque obscuro, inteligente e diferente, há muita paixão envolvida, seja por livros, alguém ou amizade. Todos têm um mesmo pensamento, saber como será o futuro. Mas para saber, precisamos viver o agora, abrir a mente para novos conhecimentos, novas opiniões.

Eu me apaixonei pela capa, quem não ama algo a ver sobre livraria?! A Editora Novo Conceito arrasou uma história belíssima. E a história me fez apaixonar mais ainda, é uma historia doce e inteligente, brilhante, uma aventura divertida com muitos mistérios envolvidos. Você só vai conseguir parar de ler quando tiver terminado. A cada capítulo uma descoberta e conhecimento.

Espero que tenham gostado, e leiam esta história diferente e surpreendente. Deixem seus comentários.

Beijos, Até a próxima!
Boa Leitura!





sexta-feira, 8 de maio de 2015

Resenha: "De Volta para Casa" (Karen White)

Tradução por Fernanda Castro Bulle

Sinopse: Cassie Madison fugiu de Walton, Geórgia, para Nova York quando soube que sua irmã, Harriet, e seu amor, Joe, tinham-na traído e iam se casar. Ao chegar em Manhattan, sua ideia era se reinventar, mergulhar de cabeça na carreira e até mesmo perder o sotaque provinciano. Tudo para apagar seu passado marcado pela traição e por uma família que não lhe tratara com o devido cuidado.Mas, numa noite, um único telefonema de sua irmã trouxe de volta tudo que ela pretendia esquecer. Com o pai muito doente, ela foi obrigada a fazer a viagem de volta e, enquanto arrumava as malas, seus maiores medos eram que o pai morresse sem que ela pudesse estar com ele e... encontrar a família feliz que Harriet e Joe tinham construído.Já em Walton, Cassie percebe que enfrentará uma imensa batalha particular, porque, afinal, ela não consegue deixar de amar seus sobrinhos — e nem deixar de se sentir em casa, naquela cidadezinha de sua infância.Enquanto se divide entre o rancor e a esperança, velhas e queridas lembranças e uma mágoa insustentável, o destino arrumaria uma forma de aproximá-la do que realmente importa: o verdadeiro amor.Fonte: Skoob

Por Eliel: Quer fugir do passado? Quantos quilômetros são necessários para deixá-lo para trás? E quanto tempo? Para Cassie foram cerca de 1500 km e 15 anos de distância de tudo e todos que fizeram parte do seu passado. Nova cidade, novo começo. 

Em Nova York, Cassie tem uma vida aparentemente confortável, com um emprego em uma agência de publicidade e um lindo noivo, Andrew, que a propósito é o seu chefe na agência. Até que recebe a ligação de Harriet sobre a saúde do querido pai e aguarda a visita da filha mais velha. A Guardiã de Corações.

Cassie arregalou os olhos, surpresa.- Então você sabia mesmo. Por que não me contou?Ele virou de lado sob as cobertas.- Porque eu teria que puni-la, e você não merecia isso.


Cassie não vê a própria irmã, Harriet, a quinze longos anos. O motivo? Harriet fugiu com o até então amor da vida de Cassie, Joe. Mas o que ela poderia fazer diante do amor verdadeiro? A decisão mais razoável na sua cabeça foi fugir de toda a humilhação que sofrera.

Como voltar depois de tanto tempo e ver sua irmã em uma vida feliz ao lado de Joe e seus cinco lindos filhos? O orgulho e rancor são deixados de lado, afinal o pai precisa delas por perto.

Sem olhar para ela, ele respondeu:- Chorar não é humilhante, só permite que os outros saibam que você é humana.


Mas estar de volta àquela comunidade que a recebeu de volta de braços abertos traz à tona sentimentos e pensamentos sobre família, amor, passado, segredos, cumplicidade e perdão. Tudo isso faz com que Cassie vá repensando suas atitudes e amadureça ao longo da narrativa.

Apesar da narrativa ser um pouco previsível, temos personagens tão bem construídos que é de se duvidar que não sejam reais e é impossível não se envolver emocionalmente com cada um dos habitantes de Walton. Podemos enxergar as diferentes nuances desse emocionante romance pelos olhos de Cassie, Harriet e Maddie (sobrinha mais velha de Cassie).

- O que você está encarando?Seu sorriso enfraqueceu, mas os olhos brilhavam com igual intensidade.- Você. Sua risada. Sempre adorei o som dela.

Aqui vai um destaque para Sam Parker, tão verdadeiro e tão único, que vai roubar o coração de muitas leitoras (e leitores, aprendam com esse homem). A faísca entre ele e Cassie é tão intensa que essa informação nem chega a ser um spoiler. A melhor parte é como isso, e outras tramas, são desenvolvidas ao longo das páginas de uma narrativa que você não vai querer largar.

- Quer saber de uma coisa, Sam? Toda vez que te vejo, tenho vontade ou de te esbofetear ou de te abraçar. Porque isso?

E antes que eu me esqueça peguei várias receitas deliciosas desse romance aguardem novidades na coluna de Gastronomia e Literatura.

- Minha mãe sempre me ensinou que não se deve retornar um prato vazio.


quarta-feira, 6 de maio de 2015

Resenha: "Uma Prova de Amor" (Emily Giffin)

Por Sheila: Oi pessoas tudo bem com vocês? A resenha de hoje é de mais uma autora best-seller do The New York Times, nossa querida Emily Giffin de "Questões do Coração" já indicado pelo blog aqui.

Bom, para começar, vamos "apelar" pela snopse do livro, retirada do skoob:
Primeiro vem o amor, depois vem o casamento e depois… os filhos. Não é assim?
Não para Claudia Parr. A bem-sucedida editora de Nova York não pretende ser mãe, e até desistiu de encontrar alguém que aceite esta sua escolha, mas, então, ela conhece Ben.
O amor dos dois parece ideal. Ben é o marido perfeito: amoroso, companheiro e — assim como Claudia — também não quer crianças. No entanto, o inesperado acontece: um dos dois muda de ideia a respeito dos filhos. E, agora, o que será do casamento dos sonhos?
Uma Prova de Amor é um livro divertido e honesto sobre o que acontece ao casal perfeito quando, de repente, os compromissos assumidos já não servem mais. Contudo, é também uma história sobre como as coisas mudam, sobre o que é mais importante, sobre decisões e, especialmente, sobre até onde se pode ir por amor.
Bom, logo no início já seremos apresentados à Cláudia, e ao dilema em que a mesma se encontra: ela ama Ben, e filhos nunca foram uma opção, e o marido sabia disso, e havia concordado com sua escolha, dizendo ser a mesma sua. Só que o tempo passa, as pessoas mudam e Ben mudou de idéia, mas Claudia não. O que fazer?

Depois de romper com diversos namorados - ou eles romperem com ela - quando era franca sore sua decisão de não ser mãe, Ben havia surgido como um pequeno milagre em sua vida. Há tanto amor no casamento dos dois, que separação não parece ser uma opção, ao menos não imediata. Mas, seja qual decisão tomarem, um dos dois se manterá insatisfeito/desiludido com o rumo que as coisas tomaram. Como o amor poderia sobreviver às cobranças e não-ditos?

Afinal, Claudia se posiciona muito claramente com Ben, que muda de idéia quando um casal de amigos próximos resolve ter um bebê, fazendo com que sentimentos que ele nem mesmo sabia que existiam despertassem. Por mais duro que seja, Cláudia é muito firme com Ben, e lhe diz que este terá de fazer sua escolha: ou ela, ou seu desejo súbito por paternidade, largando-o com sua escolha no meio da noite.

A única vantagem de largar seu marido no meio da noite é que só leva alguns segundos para conseguir um taxi. Na verdade, posso escolher entre dois, ambos vindo na minha direção na esquina da 73 e a Columbus Street. Os motoristas, sem sombra de dúvida, veem a minha mala e pensam imediatamente que vão conseguir uma bela corrida até o aeroporto, então, entro em um e digo:
- Oi. Me desculpe. Só vou até o começo da Fifth. - Então falo abruptamente: - Acabei de ter uma briga enorme com meu marido. Acho que vamos nos divorciar.

Ok, Cláudia também não é fácil ... como uma editora bem sucedida, esta acostumada a tomar as decisões e ver suas vontades acatadas. Assim, ela não consegue encarar muito bem a mudança que o nascimento de um bebê em seu círculo promove no marido, parecendo em alguns momentos que esta se sente traída pelo simples fato desta "mudança nos planos" ter sido sequer cogitada.

Essa pequena ruptura acaba gerando um afastamento no casal, com boa dose de reflexão e sofrimento para ambas as partes, e é aqui que nos deparamos com a genialidade da escrita de Giffin: ela consegue explorar a complexidade das emoções e sentimentos humanos, sua mutabilidade, mas também sua resistência, como forma de preservação da própria identidade.

Qual será a grande prova de amor? Vocês terão que ler o livro para descobrir, falar mais da trama seria soltar spoilers. Mas garanto que, apesar do final ser um pouquinho clichê - e pelo enredo em si, nenhum final não o teria sido - a forma como a autora elabora a escrita e a profundidade de seus personagens fazem com que a leitura valha a pena. Recomendo.





segunda-feira, 13 de abril de 2015

Resenha: "Lições de Vida" (Ane Tyler)


P
Por Sheila: Oi pessoas! Como estão? Trago hoje para vocês mais uma autora best-seller pelo The New York Times. Tenho lido muitos ultimamente e chegado a conclusão de que este decididamente não é meu gênero favorito. Por isso, confiram otras resenhas além da minha, afinal o livro ganhou um Pilitzzer!
Mas vamos à sinopse do skoob:
Skoob: Maggie Moran e seu marido são comuns, até um pouco tediosos. E é esse realismo que torna esta história tão eficaz e comovente... Começa em um dia de verão, quando Maggie e Ira viajam de Baltimore para a Pensilvânia para um funeral. Maggie é impetuosa, desastrada, desajeitada, propensa a acidentes e tagarela. Ira é reservado, preciso, respeitável, tem uma mania irritante de assobiar músicas que traem seus pensamentos mais profundos e acha que sua esposa transforma os fatos de maneira que se encaixem na sua opinião sobre as pessoas que ama.

Ambos sentem que seus filhos são estranhos, que a cultura das novas gerações está indo por água abaixo e que, de alguma forma, se enganaram com essa sociedade cujos valores não reconhecem mais. Mas esta viagem vai levá-los a refletir sobre estas angústias, e vai mostrá-los como é importante reavaliar seus sentimentos.
Geralmente eu não gosto muito das sinopses, mas parece que desta vez quem a escreveu acertou em cheio: iremos acompanhar a rotina e alguns dos dilemas existenciais de Maggie e Ira, que são comuns e um pouco tediosos - assim como acaba ficando um pouco da escrita de Ane Tyler.

A autora se foca tanto em fatos cotidianos, como volta junto com os personagens ao passado, para explicar como estes se conheceram, acontecimentos que marcaram suas vidas. Maggie e Ira são um casal que tem muitos pontos de divergência, mas que apesar disso consegue manter seu casamento sólido ao longo de 28 anos, criando juntos seus dois filhos.

A história começa com a ida um tanto quanto desastrosa do casal para o funeral de uma amiga de Maggie. Entre desentendimentos, lembranças, o autora vai descrevendo quem são os personagens, seus anseios, sonhos, dificuldades, erros e acertos.

Na verdade, é um romance leve e com uma narrativa mais descritiva, que explora a temática das relações humanas mas sem nenhum grande conflito central, sem reviravoltas, dramas, descobertas. Acredito que leve e delicado seja a palavra que descreve este romance que, infelizmente não me prendeu. Se lá, talvez eu goste mais da adrenalina, e daquelas histórias em que o sangue praticamente escorre das páginas ...

Recomendo que você leia e me diga o que você achou, principalmente do final, ok? Abraços e até a próxima!


quarta-feira, 8 de abril de 2015

Resenha: "Dias melhores virão" (Jennifer Weiner)

Por Sheila: Oi pessooooaaassss! Tudo bem com vocês?!? No momento em que escrevo (não sei se no momento em que a resenha for publicada) eu estou de licença em casa, com a clavícula quebrada e encarando o desafio de escrever com uma mão só! Mas vamos a resenha.

Esse foi meu primeiro contato com Jennifer Weiner e, como não podia deixar de ser, fui "fuçar" no nosso amigo google para saber afinal quem era esta pessoa. Fiquei empolgada em ler o livro, quando descobri que esta escritora, produtora e ex jornalista também havia escrito "Em seu lugar" - que eu não li, mas assisti ao longa homônimo com Cameron Diaz e Toni Collette.

Nossa protagonista sera Ruth, que teve uma vida muito diícil. Um terrível acidente, sofrido quando esta tinha somente 03 anos de idade, deixou-a com diversas sequelas mas, principalmente, desfiguraram seu rosto e corpo. Só sua querida avó e os seriados de tv lhe deram força para seguir em frente, num mundo cheio de crianças e adolescentes cruéis e ligados às aparências. E é assim que surge a idéia de sua série.

Skoob: Quando Ruth Saunders recebeu o telefonema de uma rede de televisão dizendo que sua série original seria levada ao ar, ela quase não acreditou.
Embora tivesse passado a vida escrevendo, não pensava seriamente que seu roteiro (autobiográfico!) sobre uma mulher jovem, com excesso de peso, que vivia com a avó, e que decidira se mudar para Miami para fazer fortuna, pudesse ser realmente interessante para alguém.
Tudo o que ela queria era ver sua série entre os comentários do público e das revistas especializadas, mas Ruth foi acordada bem depressa de seu sonho...
Atores de cabeça vazia e ego inflado, e burocratas da emissora transformaram seu roteiro para atender a múltiplos interesses...
Todo o esquema criado para se colocar uma série no ar é, ironicamente, narrado por Jennifer Weiner, ela mesma uma veterana da TV. As esperanças de Ruth são sistematicamente frustradas: os acionistas da rede insistem em uma revisão sem sentido, sua personagem principal, uma mulher cheia de curvas, passa a ser quase anoréxica, e a avó, Nana, de mulher madura e sofisticada passa a uma ninfomaníaca da terceira idade.
Divirta-se com a escrita espirituosa e cativante de Jennifer Weiner e sua deliciosa capacidade de fazer valer, em cada um de seus livros, os sentimentos de todas as mulheres.
Pela sinopse já podemos perceber que as coisas não sairam bem como Ruth esperava. Seu roteiro, escrito como uma forma de superar as dificuldades que encontrara durante toda a vida, foi brutalmente modificado. Assim, um roteiro que foi pensado com o intuito de ajudar outras pessoas que, assim como Ruth, passaram por momentos difíceis, acaba se transformando em algo totalmente diferente e perdendo o sentido original que deveria ter.

Paralelo a isso, vamos acompanhar a nossa personagem principal e sua avó, ela enfrentando suas questões de auto estima, já que apesar de ter passado por cirurgias e enxertos continua com deformidades que tenta esconder a todo custo, a avó seguindo com a vida e tomando decisões que em sempre a neta aprova.

Neste livro, você irá entrar de cabeça no mundo das séries de Hollywood: como funcionam as seleções de elenco, os reais bastidores, os problemas com atores problemáticos - claro, tudo sob a ótica da autora, o que não deixa de ser uma crítica ao meio, já que as séries viraram nada mais que um novo produto de consumo, assim como seus funcionários são descartáveis. Talvez eu possa dizer que este foi um dos pontos altos do livro, assim como a escrita descontraída e bem humorada.

Mas ... não consegui me sentir envolvida pelos personagens criados por Jennifer, por mais que tenha criado certa empatia por Ruth. Senti falta de um pouco mais de força, de caráter, de quem teve que lidar a vida inteira com pessoas preocupadas apenas com as aparências.

Como explicar? A idéia em si foi muito boa. Mas talvez a forma como a trama foi amarrada não tenha dado aquela "coisa a mais" que faz com que nos sintamos presos a leitura. Não é uma leitura ruim, se você resolver ler de uma maneira despretensiosa. Abraços e até a próxima!





segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Resenha: “Louco Por Você” (Jasinda Wilder)

*Por Mary*: Sabe quando você pega o livro, olha a capa, lê a sinopse, a orelha, pensa que ele vai seguir uma linha e quando começa a lê-lo descobre que é absolutamente diferente (não de um jeito ruim) do que você esperava? Pois é, aconteceu justamente isso. A abordagem, o modo como se explorou o conflito e a forma como os fatos se desenrolam ocorreram de forma bastante inesperada para mim.

Mas vamos por partes, não é? Fui para o final, antes de explicar do que se trata o livro!

Em Louco Por Você, conhecemos Nell. Com Kyle, ela forma o casal perfeito: bonitos, responsáveis e com um grande futuro pela frente. Por se conhecerem desde crianças e serem melhores amigos desde sempre, a descoberta do amor parece ter sido um caminho natural, mas Kyle se vai em um trágico acidente, deixando Nell devastada, mergulhada na culpa, no sofrimento e na dor. Colton, por outro lado, é o cara “errado”, o bad boy com uma doçura indescritível e irmão mais velho de Kyle. Curiosamente, Colt é quem Nell mais precisa no momento para ajudá-la a sarar as feridas, posto que ele mesmo tem as suas próprias para serem tratadas.

A narração se dá em primeira pessoa, variando-se os pontos de vista entre a protagonista Nell e Colton. A autora dividiu o livro em três partes, que eu, pessoalmente, prefiro chamar de fases. Essa forma de delimitação me pareceu essencial para ressaltar as mudanças ocorridas no decorrer da trama. Quero dizer, as “partes” são espécies de delimitações das fases do livro, que acentuaram mudanças de comportamento dos personagens, de momentos emocionais e até mesmo de ambientações.

Algo importante de mencionar é acerca da construção dos personagens. A Jasinda Wilder é muito feliz na composição de suas personas. Como não há muitos personagens no livro, é facilmente possível fazer uma breve análise deles. Não vou me ater aos pais, porque aparecem muito pouco e não dá para formar uma opinião sobre eles que mereça destaque. Contudo, Nell, Kyle e Colton possuem características muito distintas, que os tornam pessoas completamente autônomas e isso facilita até mesmo na identificação de suas falas.

Além disso, a relação que nasce entre Nell e Colton não se parece em nada com a relação que existia com o Kyle, mesmo porque as coisas acontecem em momentos bem diferentes da vida da protagonista. E isso acaba convergindo com outro ponto que eu queria tocar: a clara mudança no comportamento da Nell – mas isso eu deixo para comentar melhor mais à frente.

Deixo para falar do Colton mais adiante também, quando chegar ao conflito principal, assim não fico repetitiva. Quanto ao Kyle, eu só preciso confessar que não gostei muito dele, não sei bem o motivo. Não é o fato de ele ser perfeito demais. O moço era até bastante fofo e acho que ele realmente amou a Nell, só não me cativou. 
“Eu sei que somos jovens. E sei que a maioria das pessoas diria que somos apenas crianças, ou muito novos para saber o que é amor. Mas não eestou nem aí. Conheço você a minha vida toda. Dividimos todos os momentos juntos. Cada momento importante de nossas vidas aconteceu quando estávamos juntos (...). E agora estamos aprendendo a nos apaixonar juntos. Não me importa o que os outros digam. Eu amo você. Eu sempre vou amar você, não importa o que aconteça conosco no futuro. Amo você hoje e sempre.” 
Jasinda Wilder aborda temas como perda, recomeço, culpa, sofrimento e autoflagelo de forma direta e cuidadosa, sem abandonar o erotismo. Em geral, costumo ter certas reservas com relação ao erotismo, porque acredito que há uma linha muitíssimo tênue que o separa da pornografia e nem todos os autores conseguem administrar bem a trama, relacionando-a. Contudo, Louco Por Você consegue manter essa linha bem delimitada, de modo que Jasinda em momento nenhum perde o foco da história. Os momentos quentes são um plus para o leitor, mas a trama se sustenta por si só, sem necessitar de tais artifícios para ratificá-la.

Voltando ao comportamento da protagonista, a Nell que conhecemos na primeira fase não se parece em nada com a Nell da segunda fase. Há um verdadeiro contraponto entre sua clara imaturidade, insegurança e romantismo próprios de uma adolescente de 16 anos com a jovem de 20 anos em luto, machucada, deprimida e culpada.
“Não era nada combinado, necessariamente, apenas... impressão. O pai dele, o talentoso deputado; meu pai, o CEO, o empresário de megassucesso. Seus filhos lindos e perfeitos juntos: Bom, oras... Eu sei que isso parece arrogante ou sei lá o quê, mas é verdade. (...)”

“Ela tenta se afastar de mim e eu deixo. Ela se joga da cama, caindo de quatro no chão, e se arrasta até o banheiro. Eu a ouço vomitar e reprimir o choro. Levanto e a observo da porta. Ela crava as unhas nos braços com tanta força que vejo gotas de sangue escorrendo pelas mãos.” 
Nesses dois trechos acima vemos dois momentos distintos da Nell, que não consegue lidar com a perda do Kyle e começa a se destruir. O primeiro está inserido logo na primeira página do livro, enquanto o segundo está na segunda parte da obra. O Colton é imprescindível para puxar a Nell do poço em que ela está se afundando.

Falando em Colton <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3

Eu vi há algum tempo atrás um estudo que apontava que os homens com cara de mau são mais bonzinhos do que os demais e acho que o Colt facilmente se enquadraria nesse estudo. Ele é extremamente doce, gentil, compreensivo, carinhoso e protetor (a lista de adjetivos é imensa, acreditem). Em contrapartida, ele é um cara sofrido, que já viveu muita coisa, encarou a perda de perto e teve que aprender na marra a viver sozinho. O Colton é um homem que nos toca profundamente. Apesar de se tratar de um brutamontes (fisicamente falando), há momentos em que você só quer pegá-lo no colo e afagar seus cabelos, fazer um carinho e garantir que tudo ficará bem. 
“Mas quando você sente aquela necessidade por alguém que o consome por inteiro, uma pessoa por quem você faria qualquer coisa no mundo, sabe? (...) Eu amei desse jeito. E ela se foi. É por isso que tenho essas coisas no peito, as cicatrizes. Eu não conseguia lidar com essa dor.” 
(O trecho que eu queria mostrar para vocês tem um spoiler monstruoso, gente! Aí não dá.)

Louco Por Você relaciona o drama, o romance e o erotismo de forma inteligente, coordenada e coerente. Além disso, Jasinda Wilder consegue nos levar a um mundo desconhecido para muitos de nós: o de pessoas que sofrem com problemas psicológicos e precisam de ajuda, mas não conseguem gritar por socorro.

Para encerrar, quero citar o trecho de uma série que gosto bastante, chamada Forever. Assistindo ao episódio da semana passada – que, coincidentemente, tinha como tema a utilização da dor física como válvula de escape para a dor psicológica – tive uma espécie de clique ao ouvir o protagonista narrar a seguinte passagem e achei que tinha tudo a ver com o tema debatido em Louco Por Você: 
“Nosso corpo sente dor para nos alertar do perigo. Mas isso também nos lembra que estamos vivos, que ainda podemos sentir. Por isso que alguns procuram por isso. Enquanto outros por não sentir.”

domingo, 19 de outubro de 2014

Resenha: "Amor em jogo" ( Simone Elkeles)

Por Clarissa: Oi oi pessoal, tudo bem? Espero que sim, bom minha indicação de hoje é “Amor em jogo”, para quem gosta daquele romance fofo de tapas e beijos (risos) esta é uma boa pedida.
“Sabe aquelas fases da vida em que tudo parece dar errado? Derek e Ashtyn sabem muito bem como é isso.”
Derek acabou de ser expulso do colégio interno em que estuda desde que seu pai foi convocado pela marinha. As coisas vão de mal a pior quando recebe a noticia de que terá que abandonar a sua Califórnia para morar com sua madrasta, na cidade natal dela. A última coisa que ele precisava agora era se envolver em mais um drama familiar.
“Todo mundo tem um propósito na vida, ele me disse uma vez. Encontrar o seu é crucial para saber quem você é e o que você quer ser.”
Já Ashtyn se esconde atrás de uma fantasia da vida perfeita: boa aluna, a única menina- e capitã!- do time de futebol americano da escola e namorada do quarterback promissor. Longe de um conto de fadas, Ashtyn sente-se deslocada. Quer deixar tudo para trás e correr em busca de uma bolsa de estudos em alguma faculdade bem longe de sua vida atual. O encontro de Derek e Ashtyn revelará seus medos e terão que ter toda coragem para assumirem suas personalidades e seus desejos mais secretos.
“Nunca desista”
Amor em jogo é aquela leitura simples e gostosa de ler, mas o que me decepcionou foi à revisão, tem muitos erros de português que pode atrapalhar a leitura, necessita de mais uma revisão.

 Mas fora isso, é muito boa essa leitura, passa a mensagem que nunca devemos desistir daquilo que queremos, mesmo parecendo que nada está a seu favor. Não julgar as pessoas sem antes conhecê-las, e viver cada momento intensamente, como o primeiro amor, aproveitar os verdadeiros amigos e a família. Dar valor no que temos. O amor é o que pode nos unir, então não vamos perder a esperança no amor. Momentos ruins todos nós temos, mas não devemos desistir.ser originais,não mudar quem você é por causa dos outros. 

Esta leitura é daquela que se você começa a ler não quer para mais, o romance que os personagens vivem é muito sedutor, faz o leitor querer ter um pouco deste romance, muitos adolescentes vão se derreter, desmaiar com esta leitura. Os personagens são intrigantes. A escritora Simone Elkeles voltou a sua adolescência, muitos leitores vão se encontrar neste livro. Os sentimentos de cada personagens é tão realista que entramos de cabeça na estória e é tão bom, nos faz viajar. Além da capa do livro ser muito fofa e o conteúdo apaixonante e sedutor espera que possam ler, é muito bom poder entrar no mundo de Simone Elkeles, que pela primeira vez publicada no Brasil, e este livro é o primeiro romance da série Wild Cards.

Nunca desista dos seus sonhos!

Espero que tenham gostado desta indicação e que leiam também, e não se esqueçam de deixar seus comentários e dicas. Até logo! Boa leitura!

 
Ana Liberato