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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Resenha: “O Grande Gatsby - mangá” (F. Scott Fitzgerald)

Por Kleris: Desde que a L&PM Pocket começou a lançar adaptações ao estilo mangá, e O grande Gatsby entrou nesse catálogo, fiquei desesperada por essa edição! Era uma história que, apesar de trágica, eu gostava, a adaptação para o cinema foi maravilhosa e experimentar isso mais uma vez em mangá me era um super convite. Aliás, há uma notinha na entrada do livro que fala sobre a proposta de adaptação, como foi manter e combinar os traços dos autores com os traços da ilustração.

Tradução de Drik Sada
O grande Gatsby é um clássico do século XX, uma das obras mais conhecidas de Fitzgerald, que retrata uma época de fartura na década de 20, antes da Grande Depressão e Segunda Guerra Mundial. Entramos em grandes casas, famílias e festas, que esbanjam dinheiro como quem respira. Mas se tem uma coisa que falta ali é felicidade.

Conhecemos a trama por Nick Carraway, que, por seu emprego e condição financeira mais estável, muda-se para West Egg, área praieira de uma baía, perto de onde mora sua prima Daisy Buchanan, que é casada com o figurão Tom. Uma das coisas legais desse livro é que Nick é o narrador, mas ele conta a história de outra pessoa – Gatsby, seu vizinho.

Conforme vai se familiarizando de volta com a prima, Nick é um outsider que é convidado para umas tortas de climão das quais ele não está nada habituado. Ele não é de meter o bedelho onde não é chamado, porém, vira peça-chave para um plano que corria antes mesmo dele chegar ali, em West Egg. Mas como “parte da família”, e um homem de posses, ele também é levado para as aventuras de Tom. 
O meu hábito de não julgar as coisas e as pessoas sem as conhecer a fundo... às vezes me tornava o alvo preferencial do tédio dessas pessoas.



Como diz Nick, ele gosta de saber a história completa antes de julgar. Pode-se dizer que é essa a essência do livro, de observar os modos, os motivos, o que move aquelas pessoas, sendo essa “pessoa de fora” que vê mais claramente a dinâmica daquele meio. Na minha primeira leitura, uns três anos ou quatro anos atrás, isso foi uma grata surpresa. Os personagens, tal qual caricaturas, eram de ame ou odeie. Mas, aqui em 2018, como na releitura de Dom Casmurro (reveja resenha aqui), fui um pouco mais longe... Acho que ninguém se salva.


Daisy é uma personagem que é fácil de se odiar. Enquanto escrevo, ainda estou conflituosa no que ponderar sobre, mas também não deixo de pensar que ela é um objeto nas mãos dos homens desta trama. Um troféu, melhor dizendo, numa briga entre “machos alfa”. Ela, como muitas, é fruto de uma sociedade cruel, que não lhe dá opções e não tem vez. A fartura e a segurança compram sua submissão. É difícil comprar seu coração – e Tom e seu status tentam sempre.

Rever Daisy me lembrou de mulheres reais que vi presas a brutamontes pelo casamento. Mulheres que seu único papel é ser “bonita e burra” – e é esse o destino pesado que Daisy vê para sua filha. Não é toda mulher que consegue se sair, tampouco se sentir forte para lutar por outro destino. É doído ouvir/ler de uma mulher que ou é isso ou é isso, nada além disso. Daisy fez a decisão dela – ame ou odeie, porém, não julgue. A decisão de uma mulher nessa posição, com certeza, não é pautada pela futilidade.



Tom representa toda uma escória de famílias abastadas – homens que se dizem de família, de bons modos, mas se utilizam do dinheiro e poder para humilhar, destratar e abusar de quem quer que for – é digno de todo o ranço. Embora Gatsby tenha mais “decência” que Tom, muito de seu ego fala mais alto, desejando o impossível, agarrado ao passado. Ele não aceita um não.


Quanto a Nick, é interessante sua amizade com Gatsby. Ele, como a maioria dos leitores, imagino, fica em conflito sobre o caráter das pessoas, mas não é de se admirar que tome o partido de seu parça. Não importa o quanto ele tente se manter de fora e julgar com “consciência dos fatos”, pois o que ele vê é só o que as pessoas lhes mostram. Mesmo primo de Daisy, ele não conseguiria chegar à cabeça dela. Talvez nem Jordan, única amiga da mocinha, conseguiria alcançar.

O grande Gatsy é um retrato incrível do que foi a vida burguesa no começo do século XX. Dinheiro determinava hábitos, decisões, segurança, porém felicidade nunca faria parte do pacote e todos em algum ponto da vida iriam perceber isso. O meio social, por consequência, era esse, permeado de boatos, fofocas, aparências, hipocrisia; tóxica em diferentes e diversos níveis. Acho que só era/é encarada como época de ouro por essa ilusão que enchia os olhos de muitos. Quando a realidade batia, era tarde demais.

A edição em questão, em mangá ocidental (sem essa de “de trás pra frente”), é maravilhosa, com traços e expressões bem trabalhados. A ambientação, os detalhes, os closes. A essência de Fitzgerald foi respeitada, a fim de entregar ao leitor a experiência da obra sem grandes intervenções. Confesso que esperei terem puxado um pouco mais de Nick (sou só eu ou dava pra vir um ship ali?), coisa que sabia desde o começo que seria um expectativa irreal e impossível, mas né, a cabeça tem dessas. Talvez tenha um headcanon por aí?

O livro é bem rápido, excelente para descanso de uma sentada, só pra colocar a cabeça no lugar de volta. Também é ótimo para quem tem dificuldade para começar clássicos ou pouco lê romances, mesmo que curtos. Recomendo! 
Sempre que tiver vontade de criticar alguém – ele recomendou... Lembre-se primeiro... De que nem todas as pessoas... Tiveram as mesmas vantagens que você.


P.S.: A coleção pocket mangá tá avançando aos poucos – já estou de olho em A Metamorfose, Em busca do tempo perdido, e Ulisses! 


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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Resenha: "Saga Três Luas - Livro 1 - Lua Azul" (Fred Oliveira)


Ilustrações de Arthur Pandeki

Sinopse: O universo está em perigo... Uma poderosa civilização monitora a relação entre o bem e o mal do universo, destruindo planetas inteiros sempre que o equilíbrio parece ameaçado. Para tal, observam uma incrível relíquia, chamada A Grande Balança, que se inclina sempre que um planeta precisa ser exterminado. E mais: a Terra, o Planeta Azul, é o próximo. Mas, muito tempo atrás, na Itália renascentista, Galileu e seus discípulos desenvolveram o que poderia ser a última esperança da raça humana: sete armas de extremo poder, confiadas a gerações e gerações de guerreiros habilidosos e comprometidos com a salvação do mundo. Essa história atravessará os séculos até chegar a Tóquio, no ano de 2064. Katsuma, um jovem de apenas dezesseis anos, receberá uma das grandes armas de Galileu e terá de lidar não apenas com os sentimentos e as descobertas de um adolescente comum, mas também com o peso da maior responsabilidade que um homem adulto poderia suportar: o de ser o herói de que a humanidade precisa para continuar existindo.

Fonte: Skoob

Por Eliel: Não sou um grande fã de livros de youtubers, mas Fred Oliveira fez um trabalho espetacular em criar a primeira Light Novel no Brasil. Esse gênero é muito popular em países asiáticos e suas principais características são os textos rápidos e cativantes.

Existe uma raça extraterrestre responsável pelo equilíbrio entre o bem e o mal do Universo, eles usam A Grande Balança que se inclina contra um planeta sempre que esse equilíbrio parece ser ameaçado. Para restabelecer essa relação eles destroem o planeta alvo. sinceramente, não sei quem deu autoridade e poder para que os habitantes de Hakai julgassem qual planeta merece tal fim.

- O fato de não saber fará você sair em busca de sabedoria. O fato de não entender fará você encontrar respostas verdadeiras.

A Terra é a próxima da lista desse povo cruel. Séculos atrás, Galileu criou, junto com seus discípulos, sete poderosas armas confiadas através das gerações a grandes guerreiros que protegeriam a Terra. Nossa aventura começa muitos anos depois em Tóquio no ano de 2064, Katsuma recebe uma dessas armas e com apenas 16 anos terá que se tornar um herói para a humanidade.

Katsuma é introduzido em um mundo fantástico que se quer imaginava que pudesse existir e nessa aventura ele vai descobrir segredos sobre sua vizinha por quem é apaixonado, Iyo. Outras personagens vão se juntar e formar uma equipe bem heterogênea: o nerd, o mascote, o atleta, entre outras personalidades típicas.

- Eu não quero mais ser salvo por você, pelo Red, ou mesmo pela dra. Murakami. Eu quero ser o cara que protege, só para variar um pouco, sabe?

Nosso protagonista passará por descobertas sobre suas responsabilidades como herói e como um jovem adulto amadurecendo. Toda a narrativa tem toques da jornada do herói que amarra super bem todas as passagens dessa primeira parte.

Nem bem terminei esse primeiro livro e já estou com aquele gostinho de quero mais. Que venha logo o volume dois, pois estou curioso como será feita a continuidade desse livro que me encantou. Não me lembro se já disse por aqui o quanto essa nova safra de autores nacionais têm me surpreendido, tem muita galera boa e logo vocês verão por aqui.


O livro conta com muitas ilustrações bem ao estilo mangá do Arthur Pandeki

E se você quiser conhecer um pouco mais do trabalho do Fred é só acompanhar o canal Anime Whatever no YouTube.

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domingo, 5 de outubro de 2014

Resenha: "Battle Royale" (Koushun Takami)

Por Sheila: Oi pessoas! Como vão todos e tod@s? Resenha de um livro que eu levei um tempão para terminar de ler, não por que não fosse bom, mas em função da quantidade de páginas (664!) e por causa da densidade da história.

Mas vamos lá, este é o livro de um autor Japonês, chamado Koushun Takami, e que foi publicado por lá em 1999 – ou seja, um tempão, quase 15 anos atrás. Mas ficou tão famoso por lá, que até virou filme e mangá. 

A sinopse é mais ou menos a seguinte: num futuro, que infelizmente o autor não deixa distante o suficiente para que nos sintamos seguros, o governo escolhe jovens entre 15 e 16 anos para participarem de um jogo. A regra? Matar todos, sendo ganhador aquele que conseguir sobreviver à carnificina.

Ele explica as condições sociais e de governo que levaram a aprovação da lei conhecida como ATO BR, mas confesso que não entendi muito bem essa parte, talvez sejam questões de uma cultura local que eu não domino muito bem. Mas é essa lei que justifica a criação e manutenção dos jogos. 

Shuya Nanahara e Yoshitoki Kuninobu são melhores amigos. Os dois são órfãos e estudam na mesma escola, estando à espera da “viagem dos sonhos” que farão junto com alguns outros alunos. Em algum momento da viagem todos dormem e, quando acordam, descobrem-se em uma sala, com uma coleira contendo um rastreador.

Nesta sala, são orientados de que participarão de um jogo chamado “O Programa”. O objetivo? Matarem uns aos outros. O mais cruel do jogo é que, se em 72 horas sobrar mais de um aluno vivo, a coleira de todos irá explodir, não havendo nenhum vencedor.

Os alunos são então colocados em uma ilha, onde vemos despontar os mais diversos tipos de comportamento, desde aqueles que deixam de lado seus princípios e buscam preservar-se participando de forma efetiva do jogo, ou seja, matando; até aqueles que tentam unir-se para superar as adversidades.

Por mais que o kit básico de sobrevivência inclua apenas água, um pouco de comida, e uma arma, pior quanto melhor se considera o jogador, isto de nada adianta; os melhores jogadores em alguns momentos enfrentam aqueles com menos capacidade, e conseguem tomar-lhes as armas melhores, que supostamente geraria equilíbrio.

O livro é cheio de ação, cenas brilhantemente escritas, e sangue. Muito sangue. Se você não tem estômago para este tipo de leitura, não leia. Talvez por isso eu tenha demorado um pouquinho para conseguir ler todo. Além disso, Tamaki consegue descrever seus personagens em termos tão complexos e humanos, que tornam a trama fortemente imprevisível e cheia de reviravoltas.

Tive muita dificuldade com o nome dos personagens, devido a questão cultural – são nomes difíceis! – e a quantidade de alunos inicialmente participando dos jogos, o que dificultou um pouquinho a leitura. Sei que em algum momento rolou uma discussão sobre a similaridade deste livro com a trilogia “Jogos Vorazes” de Suzanne Collins mas, afora a temática semelhante, as obras não poderiam ser mais distintas.

Mas poderíamos citar outros livros clássicos com núcleos parecidos. Se não levarmos em conta o tema distópico, Willian Goldin já falava em “O Senhor das moscas” como os homens, na ausência de uma lei maior reguladora do comportamento, as vezes deixam-se levar por seus instintos mais vis como forma de sobrevivência.

Lançado agora em 2014 pela Globo livros, o livro ficou muito bem diagramado, assim como a textura da capa. Recomendo, mas com as ressalvas anteriores no que tange à alta presença de violência. Abraços e até a próxima.

sábado, 21 de setembro de 2013

[Especial Rock in Rio] Quadrinhos

 

Com o Rock in Rio acontecendo nada mais normal do que listar alguns dos principais quadrinhos que abordam a música como um todo.


Solanin


É dificil falar de Solanin, simplesmente uma das melhores obras produzidas nos ultimos tempos, como talvez tudo que é feito por Inio Asano, um dos principais mangákas, que mesmo ainda meio underground no Brasil já faz sucesso no mundo, como um autor que literalmente produz arte.
sábado, 16 de fevereiro de 2013

[Mangá]: Oldboy





Chega as bancas o mangá OldBoy, muito conhecido por seu filme asiático de nome homônimo de 2003, parte da consagrada trilogia da vingança, além de um filme querido por Leonardo Di Caprio, que comprou parte dos direitos para poder fazer o remake americano, provavelmente dirigido por Spike Lee.

Esse é o mangá que se desdobrou e ganhou o mundo. Oldboy.
sábado, 27 de outubro de 2012

[Mangá]: Cat Diary

E hoje começa a segunda "Semana de Halloween" do Dear Book! Essa semana consiste em uma série de posts especiais com o tema, em todas as colunas do blog.

Clique aqui para relembrar os posts do ano passado! ;D

E para dar inicio ao especial, fiquem com esse mangá assustador:



Junji Ito. Esse nome é referência de terror no mundo, conhecido pelos seus mangás de terror, como Uzumaki, que foi lançado no Brasil pela Conrad. Conhecido por histórias curtas e de terror psicológico, teve seu auge nos anos 90 no Japão e depois ganhando o mundo, justamente por conseguir fazer histórias de terror de qualidade, mas sem deixar de ser comercial.
sábado, 29 de setembro de 2012

[Mangá/Anime]: Bem-vindo à N.H.K



Depois de algumas semanas de ausências estou de volta e dessa vez trazendo um Seinen, mangá voltado para adultos e que aborda um tema importante da sociedade japonesa. Bem-vindo à N.H.K.
sábado, 4 de agosto de 2012

[Anime/Mangá]: Obras de Esporte


Momentos de olimpíadas então vamos mostrar algum dos principais animes/mangás de esportes.

sábado, 7 de julho de 2012

[Mangá]: Resident Evil – Biohazard: Marhawa Desire

Chegou às bancas no fim do mês Junho o mangá da aclamada série Resident Evil, que teve um lançamento mundial e por aqui saiu pela Panini, preparando os fãs para o Resident Evil 6.

sábado, 10 de março de 2012

Sócrates in Love - O Amor Sobrevive ao Tempo

Publicado como livro em 2001 nas livrarias japonesas e vendendo mais de 3 milhões de cópias em 3 anos Crying Out Love, In the Center of the World a obra do autor Kyoichi Katayama ganhou o mundo conseguindo um filme com o nome My Girl and I em 2005 e uma adaptação para mangá que foi sucesso nos Estados Unidos e no Brasil com o nome Sócrates in Love.

O mangá desenhado por Kazumi Kazui com traços leves e belos que dão uma nova e bela emoção a história. Nela somos apresentados aos personagens Sakutaro "Saku" Matsumoto um garoto que conhece uma garota na escola chamada Aki Hirose e juntos vemos o relacionamento dos dois se desenvolver desde a amizade até o fim de suas vidas. Mas o que faz da obra um clássico é a visão que temos de Saku que passa por diversas transformações, sempre lidando e tentando entender a morte principalmente no relacionamento com seus avôs e entendendo a importância que uma pessoa pode ter e mudar sua vida e até quando e como uma pessoa pode ser feliz, porém todos seus medos e visões são ampliados e se tornam reais quando Aki já sua namorada desenvolve a leucemia.
A partir da doença o mangá só aumenta sua emoção onde temos o foco em como lidar quando você está para perder a pessoa que ama e como utilizar o tempo restante.


Sócrates in Love é uma mangá romântico para homens e mulheres e um perigo para quem chora, pois com certeza essa obra lhe arrancará muitas lagrimas, é sem duvida um dos melhores romances nipônicos que merece ser lido seja em mangá ou não. A obra foi lançada pela Editora JBC em edição única com 192 páginas e custa cerca de R$:19,90.

Fique com o trailer a baixo:

sábado, 3 de março de 2012

[Mangá]: Sakura Card Captors

Para comemorar os 10 anos do mangá no Brasil, a JBC vai relançar todos os mangás do maior shoujo que já passou por aqui, Sakura Card Captors e vira no formato original japonês, por isso essa semana falaremos da garota que caça as cartas Clows. Liberte-se.

Produzido entre 1996 e 2000 pelas famosas garotas da CLAMP em 12 volumes e posteriormente ganhou uma versão em anime produzido pelo famoso estúdio MadHouse, lá ele ganhou 3 temporadas e 2 filmes. No começo dos anos 2000 o anime veio ao Brasil e foi exibido pela Globo e Cartoon sendo um enorme sucesso ao lado de Dragon Ball.

A história é sobre a garota de 10 anos, Sakura Kinomoto que sem querer liberta as cartas mágicas, chamadas cartas Clow. Assim ela é obrigada a recuperar todas as cartas que causam diversos problemas em sua cidade. Nessa busca ela tem que conviver com Kero, o guardião do lacre das cartas clows que ajuda Sakura em sua busca. Ela ainda conta com sua amiga Tomoyo que a auxilia na busca, sempre com sua câmera. Posteriormente ela encontra Shaoran Li, um rival nas capturas das cartas e neto do famoso Mago Clow, assim se da inicio a famosa trama dos mangás.

O relançamento do mangá deve contar com páginas coloridas e chega as bancas primeiro no eixo Rio-São Paulo e posteriormente no resto do país, provavelmente em Abril.

Veja abaixo a abertura e um trecho do anime:

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

[Anime e Mangá]: Bleach


Essa semana foi anunciado que Bleach entra em seu último arco que terminará toda a série. Assim nada melhor do que falar aqui desse famoso anime. Bleach foi lançado em 2002 pela Shonen Jump e logo se tornou parte do Big 3 da editora ao lado de Naruto e One Piece, além de ter uma legião de fãs no país, tendo sido exibido no falecido canal de Tv Animax e sendo lançado bimestralmente pela Panini a versão em mangá.


A história é focada em Ichigo Kurosaki um ser humano que possui certa sensibilidade espiritua, e sua vida muda quando ele encontra a shinigami (deus da morte) Rukia e ganha seus poderes para poder lutar contra Hollows e defender a humanidade dos espíritos malignos. Virando um substituto de shinigami a história se desenvolve criando os laços do protagonista com os outros personagens: Sado, Inoue e Ichida em suas aventuras espirituais. Entretanto quando a Soul Society, a sociedade que cuida da vida em outro mundo vem levar Rukia para pena de morte por ter transferido seus poderes a um humano. Dessa forma comum da o pontapé de uma teia de planos que está para ser mostrado.

Assim começa a história que saga a saga ganha proporções maiores, além de uma trama encaixada e cheia de reviravoltas e um desenho que ao longo da série o autor Tite Kubo só melhora. Porém cheganda saga, após o fim da história base que vinha durante todos esses anos teve uma aceitação muito fraca no Japão e a editora teria forçado que o autor, Kubo, terminasse o mangá e assim será seja por esse motivo ou não, foi anunciado que Aizen estará de volta e as coisas que faltam serem explicadas, não se sabe quanto tempo à saga durara, mas será a última desse mangá que foi um dos principais dos anos 2000.

Fique com alguns vídeos do anime:

sábado, 28 de janeiro de 2012

[Anime e Mangá]: Saint Seiya - Os Cavaleiros do Zodíaco

Cavaleiros do Zodíaco é o divisor de águas para os animes no Brasil, o mangá faz 11 anos desde sua primeira publicação em 2001 na Editora Conrad e por isso ganhou uma versão tankahon pela Editora JBC que lançará a série nós 24 volumes originais lançados no Japão, com nova tradução e edição. Apesar da série clássica ter feito sucesso por aqui, não é de hoje que os demais mangás da série tem sido lançados e muitos deles considerados melhores que a fase clássica, por isso essa coluna fará uma previa de todas as histórias em ordem cronologica e seu lançamento por aqui, confira.

Saint Seiya – Lost Canvas (2006-2011)
Desenvolvida pelo autor Masami Kuramada e muito bem desenhados pelos traços de Shiori Teshirogi, a série conta sobre guerra sagrada entre Hades e Athena quando Shion e Dohko ainda eram cavaleiros da deusa. Aqui vemos uma historio muito bem construída e bem melhor que a fase de Hades da saga clássica, além de explicar a reencarnação dos defensores de Athena e do elo da deusa com o cavaleiro de pégaso.
A Série já terminou no Japão e sai em Fevereiro o último volume da série no Brasil, pela editora JBC, contando com 25 mangás a R$: 10,90 cada.


Saint Seiya – Episodio G (2003-Atualmente)
Série roteirizada pelo Masami Kuramada e desenhada por Megumu Okada dono de traços detalhados ao extremo que juntos contam a história que se passa 11 anos da saga clássica, aqui temos como protagonista Aiolia de Leão tentando superar o preconceito e a idéia de ter uma irmão traidor, além de um novo inimigo se opor a terra e aos deus os Titãs liderados por Chronos que quer vingança dos deuses. No Brasil é vendida pela Editora Conrad por R$: 13,90 e sempre com algumas páginas coloridas, se encontra no volume 17. No Japão ainda está sendo lançado.

Saint Seiya (1986-1991)
A história clássica que todo mundo cansou de ver na rede manchete, onde o protagonista Seiya juntamente com os demais cavaleiros de bronze tem que proteger Saori a reencarnação da Deusa Athena de todo o mal em batalhas com os demais deuses que tentam dominar a terra. No Brasil o mangá foi publicado entre 2001 e 2004 pela Conrad e nesse mês de Janeiro foi republicado pela Editora JBC com o formato igual ao Japonês.

Saint Seiya – Next Dimension (2006-Atualmente)
É a continuação direta da saga clássica e desenhada pelo próprio Kuramada, aqui temos Saori tentando achar a cura para Seiya que está em estado de vegetação desde a luta contra Hades, além disso, a série também volta ao passado e conta a Guerra Santa contra Hades de em 1743. O mangá vem sendo lançado trimestralmente pela JBC atualmente no Nº3 e conta com diversas páginas coloridas.

Agora fique com a música clássica da série na abertura do jogo lançado esse ano para PS3 e a abertura brasileira da Manchete:

sábado, 21 de janeiro de 2012

[Anime e Mangá]: Battle Royale

Começo de ano, as tv’s brasileiras sempre lançam os reality shows, ame ou odeie. Há 12 anos quando pouco se via dos programas de confinamentos por aqui, um livro usando o tema se tornava um dos romances mais vendidos do Japão e posteriormente fazendo sucesso na Europa, mas até hoje não foi lançado por aqui. Mas o que isso tem haver com anime e mangá? É que esse livro ganhou uma versão em mangá em 2000 e chegou aqui em 2006, logo se tornou um sucesso e febre nos fóruns de Internet e fanfics, além de ser um dos primeiros mangás lançados no país no formato japonês (Tankohon.)

A história do mangá é a seguinte: Em um futuro não tão distante, um país fictício chamado “Grande República do Leste Asiático” vive um regime ditatorial, além de viver em uma espécie de comunismo, sem contato com outros países (que lembra muito o regime da Coréia do Norte). Nessa sociedade, jovens vivem rebelando-se contra o estado que acha como saída criar o Reality show: Battle Royale. O programa é simples, o governo escolhe uma classe aleatória do colegial, onde todos são equipados com coleiras que explodem, se por acaso o participante tentar fugir ou tirá-la. Existem várias malas distribuídas aleatoriamente, podendo contar desde uma arma até um garfo, após isso, os alunos são jogados em uma ilha (essa ilha é baseada na ilha de Kagawa), só vence e volta para casa, o único aluno que ficar vivo.

Mas além de uma premissa forte, a obra tem ótimos personagens e desenvolve muito bem até os antagonistas. Nessa situação se encontra o protagonista, Shuya Nanahara, um jovem que perdeu os pais e vive no orfanato com seu melhor amigo Yoshitoki, que morre antes do programa começar por não querer participar, assim Shuya sente-se obrigado a proteger Noriko Nakagawa, garota por qual seu amigo nutria uma forte paixão, além de juntar o máximo de pessoas que querem sair vivas e dar um jeito de fugir da ilha.

Dado o ponta pé inicial, o que faz de Battle Royale algo que deve ser lido é como o autor Koushun Takami consegue abordar os variados sentimentos do ser humano, onde você vê o próprio protagonista como um maníaco idealista louco por justiça, pessoas lutando contra a loucura do jogo e as relações entre as pessoas naquele cotidiano passando por tudo isso de maneira profunda e dinâmica. O livro nunca chegou ao Brasil, mas o mangá foi lançado em 15 volumes pela Conrad e o filme chegou em 2007 com o nome “Batalha Real” (lançado em 2000 no Japão). Confira o trailer:

sábado, 14 de janeiro de 2012

[Anime e Mangá]:Kimi ni Todoke

Essa semana vamos falar de um mangá que vem sendo um dos principais shoujos da atualidade, Kimi ni Todoke (Alcançando você), um anime que mostra que uma história romântica pode ser boa sem ser puramente água com açúcar.

Kimi ni Todoke conta à história de Sawako Kuronuma, uma jovem tímida que tem dificuldade em lidar com as pessoas e vive sendo chamada de Sadako, a Samara do filme “O Chamado”, por culpa de seu longo cabelo. O enredo corre de forma muito dinâmica e apresenta bons personagens e principalmente focando nos sentimentos descobertos por Sadako, como a amizade, aceitação e o amor.

Além disso, Sadako tem extrema admiração por Shouta Kazehaya, um garoto popular da sala e o único que fala com ela, o grande responsável pela mudança de postura que faz a Sawako procurar ajuda para mudar e descobrir uma vida desconhecida para a tímida menina. Essa idealização com Shouta é bem interessante o que mostra como no Japão, a falta de contato e de conhecimento do sexo oposto cria essa idealização.

A aceitação de Kimi ni Todoke na critica foi tão grande que foi comparado à famosa série NANA, só que mais voltado a adolescentes, além de ter sido o 3º mangá mais vendido do Japão em 2010, Melhor mangá feminino de 2008 e já ganhou um live-action.

No Brasil, a Panini vem lançado o mangá desde maio de 2011, veja abaixo a abertura do anime e o trailer do filme:



sábado, 31 de dezembro de 2011

[Anime e Mangá]: Bakuman

Essa semana vamos apresentar aqui uma obra que vem desde 2008 conquistando o mundo, inclusive sendo muito bem recebida no Brasil, Bakuman. Criado pela dupla “dinâmica” Takeshi Obata (Desenhista) e Tsugumi Ohba (Roteirista), autores de Death Note, além dos boatos de terem feitos outros trabalhos juntos, afinal até hoje a identidade de Ohba é desconhecida e muito se fala se ele não seria Yumi Hotta, que junto com Obata fez Hikaru no Go.

O mangá não é biográfico, apesar de muita coisa ter sido vivida pelos autores. A história é sobre Moritaka Mashiro e Akito Takagi, dois colegiais que sonham em se tornarem Mangaká (Autor de Manga). Assim Mashiro entra com os desenhos e Takagi com os roteiros e ambos decidem correr atrás do sonho em comum, com a motivação extra de Mashiro que é apaixonado por sua colega de classe Miho Azuki, que tem o sonho de se tornar dubladora, assim ambos prometem se casar e só se ver quando ambos realizassem o sonho de ter seu mangá transformado em anime e Azuki dublando a protagonista.

O enredo corre de forma leve e divertida, além de mostrar muito do mundo editorial japonês, onde qualquer um que tem curiosidade de saber todo o processo de uma mangá ir para as bancas vai gostar, até porquê muito serve para a publicação de livros e revista. A obra mostra como é difícil esse mundo e principalmente como lidar com as críticas dos editores, absorvê-las e melhorar seu trabalho, algo que o brasileiro em si tem muita dificuldade. Durante a história os personagens ainda encontram rivais por um lugar ao sol nas revistas, mas aprendendo ao mesmo tempo sem transformá-los em inimigos. Se você já leu ou assistiu Death Note, Blue Dragon ou Hikaru no Go dispensa comentários à qualidade dos desenhos de Obata, que mais uma vez estão sensacionais.

O Mangá é lançado mensalmente pela editora JBC, pelo valor de R$: 10,90 e atualmente se encontra na edição de Nº5 e no Japão está no volume Nº15. A obra ainda conta com um Anime que está na 2º temporada, tendo 25 episódios por season. Bakuman não é revolucionário como muito se fala por ai, nem mostra a fundo ou critica a industria de mangás, porém aborta a vida de um mangaká, o convívio com editores, prazos, critica e elogios, tudo corre de forma leve e gostosa de se ler e sem duvida agradara qualquer um que quer conhecer os bastidores desse mundo editorial.

A baixo o tema de abertura do anime:


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Resenha: "Crepúsculo - Graphic Novel volume 2" (Young Kim)


- Clique aqui para ler a resenha de "Crepúsculo - Graphic Novel volume 1"

Por Juny:
Como já disse na resenha anterior, a minha "Fase Crepúsculo" já passou faz tempo, mas não resisto a qualidade do Graphic Novel.

Em "Crepúsculo - Graphic Novel volume 2" continuamos a história do primeiro livro da saga, referente aos acontecimentos do meio até o final.

Os traços de Young Kim continuam maravilhosos dando outros ares a trama, nos mostrando os acontecimentos com outras perspectivas.

Nessa parte vemos quando Bella conhece a casa dos Cullen e é apresentada a eles. Edward lhe conta a história de Carlisle, é muito mais interessante que no livro, o fato de poder visualizar tudo que lhe aconteceu antes de começar a formar essa familia de habitos alimentares restritos. Tem também o jogo de Beisebol em que há a primeira aparição de James, Laurent e Victoria. E os momentos finais do livro que quem ja leu ou assistiu ja esta familiarizado.

Muitos podem achar desnecessario ver novamente uma história que ja esta um tanto "batida", mas eu não me arrependo porque a arte de Young Kim transforma a história e alguns detalhes que passam desbercebidos na leitura, ficam bem interessantes em seus traços.

Eu como fã de animes e mangás, respeito muito o trabalho de Young Kim nessa adaptação que não deve em nada a outras obras desse genero. Os diálogos são bem ágeis e resumidos, sem perderem a essência do livro.

Posso ficar a tarde toda ressaltando a qualidade do "Graphic Novel", mas vocês precisam ver para sentir tudo que eu disse, por isso seguem algumas paginas que escanei:

sábado, 24 de dezembro de 2011

[Animes e Quadrinhos] Especial de Natal


Seja nos animes ou nos quadrinhos é muito difícil você achar uma obra que aborde sobre o natal, entretanto o que não falta são especiais de natal e contos curtos, então trarei aqui alguns desses especiais.

Quadrinhos - Turma da Mônica – Um Natal Empacotado
Dentre os tantos especiais da turminha essa história ganhou uma versão on-line gratuita para todos entrarem no clima dos almanaques de natais da turma. Veja aqui .


Quadrinhos - Charlie Brown - O Natal Do Charlie Brown
Lançado inicialmente em quadrinhos nos "Peanuts” e ganhou sua animação em 1965, tendo sua exibição na Rede Record. A animação tem cerca de 25 minutos.

Anime - Love Hina – Especial de Natal
Feito no ano de 2000, o anime que é uma das comedias românticas mais famosas, mostra Keitaro tentando aproveitar todo o clima natalino para declarar seu amor por Naru, enquanta outras garotas também pensam no mesmo. O Especial aborda todos os dias que antecedem o Natal até a sua chegada e claro tudo com muitas trapalhadas.


Anime - Sakura Card Captor – Ep 35 – O maravilhoso natal de Sakura.
Nesse episódio a pobre Sakura não sabe que presente dar para o Shaoran, porém durante um passeio no parque ela se vê obrigada a unir forças com o garoto para lutar contra a carta do fogo.


Anime - Love Complex – Episódio 2.
Sem duvida a melhor comedia romântica dos últimos tempos, no segundo episodio de Lovecom, enquanto todos passam o natal com os namorados, Risa se vê sozinha, até a ex-namorada de Otani tem sua aparição, tudo regado a varias reviravoltas de como tudo isso vai acabar.


Mangá - A Longa Noite de P'ier Noel
Um romance em one-shot (Capitulo único) que conta a história de Mitsumori e Sido. Enquanto tudo que ela pretende é ter uma noite de natal com o namorado,ele odeia a data, a obra explora os motivos de Sido.

Mangá – Holy Glory
História em 4 capítulos que mostra um conto de natal durante a Inglaterra do século XIX. Contando as aventuras de um jovem ladrão, Salt e seu sócio Pierre que ao roubar uma bússola de um viajante qualquer entra em uma aventura ligada diretamente com o natal.

E tenham todos um FELIZ NATAL!!!
 
Ana Liberato