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segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Resenha: "Vê se cresce, Eve Brown" (Talia Hibbert)

 

Tradução: Lígia Azevedo

Sinopse: Eve Brown não tem nada sob controle. Pouco importa o quanto ela se esforce, sua vida parece sempre ir na direção errada, tanto que ela já parou de tentar. Mas arruinar uma festa de casamento é demais até para Eve, e seus pais decidem dar um basta. É hora de ela crescer e se provar capaz de se sustentar, mesmo que não saiba como…

Jacob Wayne, por sua vez, está sempre no controle de tudo. Dono de uma charmosa pousada, ele não aceita nada menos que a perfeição. Assim, quando uma mulher de cabelo roxo que mais parece um tornado se candidata ao cargo de chef no estabelecimento, ele é brutalmente honesto: nem por cima de seu cadáver. Então ela o atropela com o carro — supostamente por acidente. Claro.
Agora, o braço de Jacob está quebrado, sua pousada não tem funcionários, e Eve está zanzando ao seu redor, tentando ajudar. Parece um pesadelo, mas, quanto mais tempo esses inimigos passam juntos, mais a animosidade entre eles se transforma em outra coisa. Assim como Eve, o fogo entre os dois é impossível de ignorar — e está ameaçando derreter o exterior gelado de Jacob.

Por Jayne Cordeiro: "Vê se cresce, Eve Brown" é o último livro da trilogia das irmãs Brown. Agora é a vez de acompanharmos a caçula da família, Eve, que já passou por várias carreiras e empregos, mas nunca ficou em nenhum deles por muito tempo. Dessa vez, em sua última tentativa, Eve acaba causando uma confusão em um casamento que estava organizando, e seus pais decidem que é preciso dar um basta e obrigar a filha a se decidir de vez. Agora Eve está por conta própria, sem a ajuda dos pais, e precisa arranjar um emprego e assumir responsabilidades.

É nessa busca, que Eve acaba conhecendo Jacob Wayne, o dono de uma pousada, e que está sempre no controle, buscando a perfeição. Ele precisa urgentemente de uma cozinheira, mas não tem a menor chance de ele contratar a mulher de cabelos roxos, que parece ser um imã para problemas. E é exatamente isso que acontece: ele acaba sendo atropelado por Eve, e arranja um braço quebrado, o que vai impedir que consiga tomar conta da pousada, e precisar imediatamente de um funcionário, e Eve é a única opção que lhe resta. O tempo que passam juntos, acaba mostrando mais dos dois, e também, levando ao surgimento de sentimentos inesperados.

Eu gostei muito dos livros anteriores, e já imaginava qual seria o clima deste aqui. A escrita da autora continua gostosa, envolvente e bem divertida. Ela consegue pegar temas interessantes e colocar no fundo, sem precisar deixar explicito ou trazer para a frente da cena. Gostei de como ela abordou temas como espectro autista e amadurecimento, de forma leve e tranquila. Há também um bom dialogo sobre diferenças e de como nem sempre temos que nos basear no ritmo dos outros, e o papel da família na formação de cada um. 

Adorei os protagonistas. Imaginava que a Eve seria uma personagem infantil, mas na verdade ela é altruísta e focada. Jacob é aquele homem bonito e ranzinza, que depois amolece e a gente se apaixona um pouco mais. Os diálogos dos dois são ótimos, e garante várias risadas. E quando as coisas esquentam, eles são explosivos juntos. Conhecemos outros personagens que garantem bons momentos, e temos a chance de rever toda a família Brown e adicionais, o que proporciona uma ótima conclusão.

É uma leitura fácil e e rápida, leve e divertida, com uma boa dose de romance. Foi um livro que manteve o nível da série, e trás uma conclusão condizente com toda a apresentação da autora. Como acontece nos outros livros da série, é legal ver personagens femininas que fogem daquele estereótipo que vemos sempre. Se você gosta de comédias românticas, com personagens que fogem do esperado, essa trilogia é uma parada obrigatória.



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quinta-feira, 31 de maio de 2018

[Cineclube]: Deadpool 2





Cineclube é uma coluna semanal que tem como objetivo trazer para os leitores do Dear Book, críticas sobre filmes (do retrô até os últimos lançamentos), além de alguns especiais sobre temas do universo cinematográfico, passando eventualmente pelas séries que tocam nossos corações (seja por amor ou total aversão mesmo). Qualquer assunto da sétima arte que mereça ser discutido você vai ver por aqui, no Cineclube.





Titulo: Deadpool 2
Data de lançamento (Brasil): 17 de maio de 2018
Diretor: David Leitch
Elenco principal: Ryan Reynolds, Morena Baccarin, Josh Brolin, Julian Dennison, T. J. Miller
Gênero: Ação, Comédia

Quando o super soldado Cable (Josh Brolin) chega em uma missão para assassinar o jovem mutante Russel (Julian Dennison), o mercenário Deadpool (Ryan Reynolds) precisa aprender o que é ser herói de verdade para salvá-lo. Para isso, ele recruta seu velho amigo Colossus e forma o novo grupo X-Force, sempre com o apoio do fiel escudeiro Dopinder (Karan Soni).

Temos de volta o herói mais desbocado, cínico e nada convencional do cinema. Com roteiro e produção do próprio Ryan Reynolds, que interpreta o anti-heroi, Deadpool 2 capricha ainda mais na diversão, para prender o telespectador por quase duas horas de muita risada. Enquanto os filmes de super heróis da Marvel costumam utilizar um pouco do humor para tornar suas obras heróicas mais divertidas, Deadpool coloca o humor realmente como o ponto principal do filme, e ele está lá a todo momento, mesmo quando a cena deveria ser dramática. E isso torna tudo ainda mais engraçado.



Ele segue um padrão bem diferente porque coloca o protagonista para falar diretamente com o telespectador, como se estivessem lá com Deadpool. Também há muitas referências a outros filmes, como o primeiro pôster do filme já deu uma idéia ao fazer uma referência a Flashdance. Todas essas menções a diversos filmes, inclusive a alguns estrelados pelo próprio Ryan, são divertidas e bem interessantes para quem gosta de cinema.

A trilha sonora é uma parte importantíssima do filme. Ela é quase uma protagonista, e trás um destaque que já vimos em outras obras, como o primeiro Deadpool e principalmente em Guardiões da Galáxia. Essa utilização de músicas dos anos 80 e 90, em cenas que não se encaixariam normalmente, é parte de todo o grande humor que é o filme.



O roteiro em si não é algo surpreendente ou tão elaborado, tanto que o próprio personagem brinca com isso, mas funciona. Percebe-se que ele não foi feito para ser a parte mais importante do filme. O personagem e suas atitudes irreverentes e pouco ortodoxas associadas a uma brincadeira com outros filmes, é o que move toda a história. Independente de roteiro, é possível ver que Ryan Reynolds está absolutamente a vontade no seu papel. Até porque tudo ali tem o dedo dele.

Deadpool 2 cumpre com maestria o papel irreverente que se propôs a ter, dando ao filme as características de seu personagem principal. As cenas de ação são ótimas, e toda a parte técnica do filme foi feita com todo o capricho. É preciso que o telespectador assista as duas cenas pós créditos do filme, que são super importantes e pode ter certeza que sairá da sala de cinema tendo dado boas risadas.








Jayne Cordeiro é de Salvador-Bahia, e tem 26 anos. Enfermeira, com pós graduação em auditoria, sempre foi apaixonada por livros e filmes, e entrou no universo dos blogs em 2015, ao se tornar resenhista literária da página Maravilhosas Descobertas. Além disso, hoje ela também participa do blog O Clube da Meia Noite, como resenhista literária e esporadicamente na crítica de filmes. E agora faz parte do blog Dear Book com a nova coluna sobre filmes, Cineclube.



             Redes Sociais de Jayne:

E você, o que achou da coluna? Deixe seu comentário!


Até o próximo Cineclube!
#blogdearbook #dearbookbr
#cineclube


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segunda-feira, 7 de maio de 2018

Resenha: “Querido Dane-se” (Kéfera Buchmann)


Por Kleris: A gente tenta não ter nenhuma expectativa, mas ler uma ficção da Kéfera é algo bem curioso. Ela já havia mostrado um pouco da sua escrita espevitada no primeiro livro (reveja resenha aqui), o que não apareceu muito no segundo (reveja resenha aqui), e neste Kéfera surpreendeu. 
— Você tem muito ódio no seu coraçãozinho, né?
JURA? SÉRIO MESMO? Gênia. Deveria ganhar um prêmio pela constatação.

Sara não está no seu melhor da vida quanto queria – aliás, para ela o tempo está correndo muito depressa, com prazos por ela determinados prestes a expirar sem “conquista” alguma – no caso, chegar aos 30 sem um relacionamento ou emprego estável. 

Pra piorar, seu namorado termina com ela do nada e assume outra garota, que basicamente é a nova cliente de Sara, uma socialite para a qual ela que vai produzir roupas exclusivas. É nessa bagunça toda que Sara tenta focar na oportunidade de trabalho, seguir em frente sem estragar tudo e ainda tratar do seu déficit de atenção.
Querido diário,
FODEU.
Minha terapeuta quer ler meu diário.


Uma boa sacada do livro é sua narração. Kéfera nos apresenta a história como um diário, onde a personagem escreve coisas que ela deve reconhecer como positivas e negativas, proposta de sua terapeuta, o que acaba por virar uma jornada de autoconhecimento – daquelas com muitas resistências no início, muitas reviravoltas de recheio e grandes escolhas pelo caminho. 

Sara, como muitas pessoas, é uma pessoa de percepção frágil, que se entrega muito às expectativas irreais. Por conta disso, decepciona-se muito. Mas está lá, tentando mais uma vez, mesmo que isso envolva se meter nas mais loucas (e perigosas) situações, mesmo que dê uns closes errado bem errados. Quem equilibra essas doidices é sua amiga Denise, quem tá “na guerra” pra tudo. 

— Não. Se apaixonar é ótimo. Só lembra de não colocar todas as suas expectativas nesse cara! Você tem que conseguir ser feliz mesmo que as coisas não deem certo com ele também.
— Denise, para de querer cortar minha vibe! Você viu como o Tiago me trata, não viu? ele é superamoroso. Some de vez em quando, mas faz parte do jogo.
— Tá, pode ser. Mas lembra o que eu sempre digo? Para ser um bom par, você precisa saber ser um bom ímpar. Então, quando ele sumir, você tem que saber ficar bem consigo mesma. É isso que eu estou tentando...

Em uma primeira impressão, o livro é bem clichê e não traz nada muito novo no meio literário contemporâneo – é como a primeira temporada de Crazy Ex-Girlfriend, misturado com filmes brasileiros babacas (como aquele S.O.S. Mulheres ao Mar), umas romantizações e ganas dos anos 90 (em que mulheres precisam ou definem quem são por ter um homem ao lado), e umas tiradas meio #fail. Mas esse ar tragicômico exagerado é apenas um pano de fundo que vai tirar nossa personagem das órbitas e, durante sua jornada, perceber o que é preciso fazer pelo seu final feliz. 
— Peraí. Se você é frustrado, o problema é seu. Não vem querer dizer que meus sonhos são impossíveis.

Esse ponto de quebrar os tais ideais limitantes que torna o livro interessante. Aliás, passei o livro inteiro torcendo por isso! Queria que Sara não tivesse a Gio (a socialite), como inimiga e sim contasse a verdade sobre o pilantra que só queria tirar vantagem delas #sororidade Queria que a Sara se libertasse dessas noias que diminuem e prendem as mulheres por anos a fio e queria que ela não se contentasse com um amor meio bosta (ou com qualquer coisa mais) #yougogirl Nesse sentido, o livro traz sim algo bom, algo novo, algo verdadeiro, e acho ótimo que isso seja reverberado pela audiência que acompanha a autora. 
Essa pergunta ainda me assombra. Tenho procurado muito de mim por aí.

É um livro curto, super rápido e bem gostosinho de ler, excelente para aqueles momentos de pausa ou quando a gente tá querendo pegar o ritmo de leitura após uma ressaca. Não pense que por ser a Kéfera a autora, é um livro ruim ou sem conteúdo – dê tchau a esse preconceito. Muito pelo contrário, foi uma boa estreia da autora na ficção.

Recomendo!
Até a próxima o/


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segunda-feira, 23 de abril de 2018

Resenha: “Um Barril de Risadas, Um Vale de Lágrimas” (Jules Feiffer)


Tradução de Carlos Sussekind

Por Kleris: Acho que já mencionei em outra resenha que, da mesma maneira que curto sincronizar músicas à situação e/ou humor, gosto de aproveitar leituras conforme o momento. Com quase um aninho na estante, lembrei de Um barril de risadas, um vale de lágrimas e foi em um momento certeiro. Estava saindo de uma leitura um tanto pesada e Feiffer me ofereceu o caminho de volta. Então se você procura algo pra destravar ou fazer uma ponte de leitura, leve este livro <3 
Roger tinha um estranho efeito sobre as pessoas.


Roger é um príncipe meio abobalhado, que tem esse tal estranho efeito sobre as pessoas: quem chega próximo dele, ri, ri de se acabar. Sua presença por si só faz isso e é algo incontrolável. Roger também não colaborava, ele ria de qualquer coisa, não tinha tempo ruim pra ele. Só que essa “felicidade eterna” lhe era prejudicial. Como que um dia ele poderia assumir o trono (e o reino), se ninguém (nem se quisessem!) conseguia levá-lo a sério?

O rei Deldizifidicer, seu pai, então pede ao J. Imago Mago, mago do reino, para auxiliar Roger nessa causa. Ao que parecia, a causa deveria ser descoberta pelo próprio, em uma jornada sem um destino definido, a não ser essa busca, que ninguém também sabia de quê na verdade. Só se sabia que Roger precisava mudar sua situação, ter “experiências de vida”. E assim ele foi, atrás de seu destino, mais empurrado do que outra coisa, com um pó mágico que Imago lhe dera, um recurso que ajudaria a imunizar pessoas de rirem quando perto dele estivesse.

O mago, claro, dava suas bisbilhotadas na aventura de Roger, até porque o príncipe começava a se demorar na sua busca. Numa dessas espiadas, Imago Mago percebera que Roger estava a se dispersar da missão, vez que estava muito seguro com aquele pózinho mágico, tão perdido quanto os outros homens e mulheres que divagavam em suas próprias jornadas. Em uma última interferência, o mago produz uma situação a fim de chamar a atenção de Roger e colocá-lo de volta à trilha. É quando ele se vê em dificuldade que a jornada verdadeiramente começa. 
“Que significa isto?”, pensou. Seu primeiro pensamento depois de muito, muito tempo. A última vez em que chegara perto de algo que poderia chamar de pensar foi quando ele era uma árvore e havia deixado cair um galho na cabeça de Tom. Ao longo de um dia, pensar figurava em último lugar na lista de coisas que tinha para fazer. Por que pensar quando se pode brincar? 
“Você precisa tomar uma decisão.”
“Uma decisão?”, gemeu Roger. “Mas eu nunca tomei uma decisão.”
“Para tudo há uma primeira vez.”

Um barril de risadas, um vale de lágrimas é uma novela que fala sobre sair da zona de conforto – e que existe esperança para quem não se acha (ou não parece) capaz. De maneira quase ingênua, mas também realista, temos uma digna jornada de herói. Temos também uns elementos e personagens fora do comum para pequenas lições de vida. Além de Roger, destaques para Imago Mago, Tom, Lady Sarita e até mesmo o rei Deldizifidicer, figura singular que rouba a cena até mesmo sem querer.

Ao retratar a ideia de se lançar no mundo e dele colher as mais diversas experiências, Jules emparelha o bom e o ruim da vida como algo para nosso aprendizado – de que a parte ruim também tem papel importante, e por isso não deve ser evitado ou desprezado. Também se trabalha as percepções, sobre si, sobre o mundo, as amizades, nossos desejos e desejos de outras pessoas, de deixar que se lute as próprias batalhas, de se aperceber de pessoas que não respeitam a vontade ou o caminho do outro.

Feiffer nos insere nessa empreitada com muito humor. A gente acha que não vai rir, já que parece tudo tão bobo, mas ele tem um jeitinho de nos envolver tão tão tão carismático, que nos faz torcer por esse anti-herói e virar as páginas atrás de respostas. Para garantir essa bobice gostosa, o que mais tem é virada inesperada. Valoriza-se ainda a própria jornada – os passos, as dúvidas, desafios e enigmas da vida, os momentos de reflexão, maneiras de fazer diferente pra alcançar um rumo diferente. 
Armadilhas, uma após a outra. E depois, haveria mais armadilhas à sua espera? Uma vida inteira de armadilhas enfileiradas! Venceria a primeira contra todas as possibilidades para em seguida ver-se frente a frente com novas impossibilidades, uma segunda uma terceira, uma quarta, e assim por diante?

E tão melhor quanto a trama é a narração. Temos um narrador conversador ótemo, que garante uma leiturinha leve, fluída, suave na nave na medida. Geralmente não curto esse tipo de narração, vez que tendem a divagar, perder o foco e tentar agregar uns fatos nada a ver. Aqui, até mesmo as divagações são um elemento interessante, o que corrobora muito com a aura de metaleitura (uma leitura sobre leitura <3) e de realismo fantástico da trama – isso sem, no entanto, exagerar na dose. Goxtei muito disso. 
O que é bom nesse negócio de ser escritor é que a gente sabe tudo o que vai acontecer antes que aconteça. Na vida real não se consegue ter certeza sobre o que vai acontecer daqui a cinco minutos, mas no seu próprio livro você tem o controle que na vida real é impossível. 
Escolhi dar a este capítulo esse título porque, muitas vezes, quando vou chegando ao fim do livro que estou lendo, não consigo deixar de pensar em quantas páginas ainda faltam para acabar. Aí dou uma corrida até o final e espio. E acabo descobrindo coisas que não queria saber. #quemnunca

As ilustrações também, de maneira simplista, incrementam a história. Embora ache que daria um filme maravilhoso – de animação, de preferência – o conjunto como livro me parece bem mais rico. Os traços singelos e as entradas dinâmicas dão esse toque especial para guiar a imaginação. A capa, aliás, traz uma sacada de contexto bem bacana! Gostei da Seguinte ter mantido a arte anterior da edição da Companhia das Letras <3

Um barril de risadas, um vale de lágrimas é, assim, uma aventurinha juvenil que tem tudo pra ser abraçado. Amei a escrita de Jules e com certeza devo ir atrás de outros livros dele! 
“Há um mundo de verdade lá fora, meu peralta”, vociferou Imago Mago no auge de sua frustração. Apontou para a janela na direção da Floresta Para Sempre e mais além. “É um universo misturado em que há muito sol e muita sombra, muita glória e muita solidão. E você não experimentará nada disso. Não experimentará nada de coisa nenhuma,”. J. Imago Mago levantou-se de Roger e atravessou a sala até chegar à janela. Ficou um bom tempo olhando para fora. “O que está lhe faltando é aventurar-se numa busca”, disse ele. Um brilho faiscou nos seus olhos.
“Numa o quê?”, perguntou Roger.
“Exatamente!”, exclamou o mago. “O que é preciso é enviá-lo numa busca!”
“Tipo salvar uma linda mocinha das garras de um dragão ou de um ogro? Isso até que me faria dar boas risadas!”
“Roger, você não é sério bastante para salvamentos [...]” 
“Não compreendo”, disse Roger. “Lá onde?”
“Acolá, adiante ou além”, disse o mago.
“Deixa eu ver se eu peguei”, disse Roger. “É pra eu encontrar minha busca num desses lugares, ou num outro lugar. É isso que você está me dizendo?”
“Acolá, adiante ou além”, repetiu o mago.

Recomendo!

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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Resenha: “Louco Amor de Fã: um romance um tanto incomum” (Sheila Lima Wing)

Por Kleris: Depois de uns meses agitados e intensos, tudo o que estava buscando era algo bem leve e divertido – de uma ou duas sentadas de preferência. Foi nessa procura pela próxima leitura que conheci Louco Amor de Fã da Sheila Lima Wing, uma novelinha ideal para o descanso.

Maria das Dores – ou melhor, Madori – nunca conseguiu ser próxima das irmãs, nem do pai. Suas personalidades, caráter e gostos apenas não batiam. Mas Madori tentava suas formas de se aproximar... Numa delas, teve sua primeira experiência de fangirl, e por saber o quanto suas irmãs curtiam ser fãs de algo, Madori foi contar sobre como se apaixonou por certo colunista de uma revista juvenil, e que sua cartinha de fã fora respondida pelo próprio! As irmãs não perderam tempo em estragar todo o momento. A mágoa de menina foi tanta que jurou não mais gostar de nada, nem voltar a se aproximar das irmãs.
Ainda que viajasse por aquelas páginas multicoloridas e me divertisse vez ou outra, a certeza que tinha até então era a de que aquela coisa de ser tiete nunca faria parte de mim.

E assim elas cresceram, ao meio de uma situação familiar que separou seus pais. As irmãs tomaram partido do pai, Madori da mãe. Assim que atingiu a maioridade, nossa protagonista deu no pé para dividir uma casa com a melhor amiga. Entramos na história quando está chegando o casamento de uma das odiadas irmãs, em que Madori tem de marcar presença e ainda lidar com um convidado inesperado em sua casa – um cantor que pagaria pela estada a quantia necessária para ela se libertar de vez do pai. Que, aliás, era o crush do momento de sua melhor amiga. Mas Sheila Wing lhe reserva um fim de semana de muitas reviravoltas que vai remexer com seu passado e presente como nunca.

I feel you, Maria! #empatia

Com uma escrita gostosinha, Louco Amor de Fã chega com uma historieta inusitada. Bem simples, a noveleta mexe de diversas formas com nossos ideais de família, pertencimento, além de preconceito, apesar de ter alguns personagens estereotipados. Sheila também brinca com o clichê e resolve dá um nó em nossas impressões. Suas pistas são danadas, não entregam totalmente de cara, induzem pra um lado e outro, e a saída para a história me surpreendeu.

Maria é uma personagem um pouco amarga e vive na defensiva – com razão – e dentre os outros personagens, quem se destaca é Karol, que entra na trama para intrigar os leitores. Através dessa relação que praticamente toda a história se movimenta.

Vez que Madori é também uma leitora, há variadas menções de leituras (nacionais, principalmente, em claro apoio a nossa literatura), além de referências que vão da cultura pop à otaku. Ao momento destas notas, no entanto, diria que escrita precisa se firmar mais um pouco, para não parecer algo solto, fora alguns cuidados com o ponto de vista, o que dão uma ligeira impressão de fanfic à história. 
(“Você tem o Shimura Danzou e eu tenho minha Dolores Umbridge, viu? brincou ele”)

Por outro lado, as citações de finais de capítulo, com links e perfis referenciados de outros autores, dão um plus ao que está sendo retratado. É, mais uma vez, uma forma de a autora demonstrar seu apoio a nossa literatura. Tem até homenagem direta! Quem conhece, percebe logo de cara.
“Ter outros sentimentos vai depender de quanto amor vive em você”Dâmaris Sena
Instagram @poestisadequarto


Louco Amor de Fã fala sobre nossa necessidade de se encontrar no outro, de ser aceita pelo que é, de respeitar e valorizar as pessoas e suas escolhas, de se libertar de amarras, e sobre ser fã e não se fechar para aquilo que se gosta por conta do julgamento de uma ou outra pessoa. Simples e à sua maneira, Sheila nos oferece uma leiturinha tragicômica, relax e com toques de mistério, excelente para quando você tá saindo de uma baita ressaca.
— O nome todo dele é Teodoro Queiroz? — perguntou ela quando terminou a leitura.
— Acho que sim. É o que diz na primeira matéria que eu li.
— Parece nome de avenida... — comentou ela com uma careta.

Para acessar o livro na Amazon, clique aqui.
(ele está no Kindle Unlimited)

Para conhecer mais livros da autora, clique aqui.
Visite o site da autora aqui.


Até a próxima!

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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Resenha: “Fiquei com seu número” (Sophie Kinsella)

Tradução de Regiane Winarski

O livro já foi resenhado anos atrás pela Juny – aqui.


Por Kleris: Ao decidir por uma releitura, a gente já imagina o que vai encontrar, porque, bem, já passou por aquele lugar. Costumo reler livros em viagens, porque não quero ficar naquela de “será se vai ser uma boa leitura?”; quero entrar na leitura com a certeza de que vou gostar. E foi assim, my friends, que puxei mais uma vez Fiquei com seu número da prateleira e Sophie me deixou no chão: rolando de rir, sem ar, chocada. Quase sem palavras sobre como eu a admiro.

E me perguntando seriamente POR QUE RAIOS EU PASSO TANTO TEMPO SEM LER CHICK-LITS. Descobri o porquê, mas ainda não estou satisfeita – o que é outra história. Vamos à resenha!

Poppy se vê numa situação bem... complicada. Ao meio de uma reunião com as amigas e colegas para surtar sobre o anel de noivados, o hotel que hospeda um evento social vira um pandemônio quando a sirene de incêndio soa, e ao meio do transtorno, Poppy perde o anel – da família do noivo, Magnus. Entramos na história justo no momento de maior desespero de Poppy, enquanto ela revira o saguão do hotel atrás da joia. Sem muita esperança, ela tem que esperar notícias e então... lhe roubam o celular na rua. Nem preciso dizer que sua síncope toma maiores proporções, né? Mas no meio do pânico, uma luz surge: ela acha um celular no lixo e resolve usá-lo até arranjar outro, até porque Poppy NÃO PODE perder nenhuma notícia sobre o anel nesse meio tempo.

É assim que ela entra no mundo de Sam, o responsável pelo aparelho. Que, aliás, acaba de perder a assistente e precisa da ajuda de Poppy para fechar um negócio ali mesmo no hotel. É apenas ÉPICA a cena que ela salva o mundo corporativo – ou pelo menos a empresa de Sam. E é essa gentileza – e mico da vida – que faz Sam repensar sobre o aparelho celular e permitir que eles dividam a caixa de mensagens. Chamar mais confusão que isso não sei dizer – que é, na verdade, só uma pontinha do iceberg desta trama. São tantas reviravoltas que não consigo dizer mais que isso.
Conforme vou descendo os e-mails, começo a me sentir desconfortável. Nunca tive tanto acesso ao celular de outra pessoa. Nem ao dos meus amigos. Nem mesmo ao de Magnus. Tem certas coisas que não se compartilha. 
Isso é totalmente surreal. E emocionante. E um pouco angustiante. Tudo ao mesmo tempo. 

Confesso que tinha um receio de reler este livro por motivos de 1) li tem quase 5 anos, e 2) depois que se muda algumas filosofias de vida (como o feminismo), diversos livros ganham nova visão e é provável que essa nova experiência de leitura seja... ruim. Estaria eu preparada para deixar minha Sophie ir? Ou melhor, estragar minha visão da autora? Posso dizer agora que: não se preocupem, não só continua MARAVILHOSA, quanto minha admiração subiu mais uns degraus e marquei ainda mais cenas do que já tinha marcado #totalwin

Sophie entrega mais que uma história apaixonante, ela OUSA, ela quebra barreiras, e chuta na cara de quem fala que chick-lit é uma narrativa fácil ou rasa. Bem, tudo depende da abordagem, né? Apesar de apresentar situações que encaixam fácil no estilo, a maneira com que Sophie nos induz faz toda a diferença. Em Fiquei com seu número então, tem inúmeras razões que confirmam isso. Diria até que é a marca da autora dar essa rasteira nos desconfiados e/ou haters.
Não.
 Não não não não não.
 :( Não faz isso.
 Você não pode.


Arrisco dizer ainda que os melhores “e se?” se encontram também nesta leitura. São situações absurdas e totalmente plausíveis. Não tem nada que te faça ficar “hmmmm, não me parece possível” ou “aham, colega”. São fatos que seguram nossa atenção do começo ao fim em um mega deleite do chamado “romance slow burn” – aquele que queima devagar e de maneira progressiva.
E não quero soltar. Não quero que isso termine. Embora eu esteja tropeçando e com frio e no meio do nada. Estamos num lugar onde jamais nos encontraremos de novo.

Além daquele lance de ver/ler coisas que não tinha percebido na primeira leitura, outra coisa super interessante sobre reler livros é o quanto de informações que a nossa mente apaga! Costumamos nos agarrar a algumas coisas, e esquecemos totalmente outras, tão marcantes quanto, e é isso que faz ser uma experiência tão impressionante. Não achei que seria possível amar muito mais a Kinsella <3

Nem preciso dizer o que foi reviver minhas cenas preferidas, né? A cena da Poppy enrolando os japoneses, a cena do sabão na janela, as NOTAS DE RODAPÉ, as palavras-cruzadas, o BOSQUE... FEELS EVERYWHERE. Não duvido que serão, em sua maioria, as mesmas das de vocês ^^ entendedores entenderão e não, não é spoiler!
Não há resposta, mas não ligo. É catártico apenas digitar.

Enfim, é uma leitura gostosa, alucinante, mil e umas reviravoltas aloucadas, apaixonante, genial, irresistível... I N C R Í V E L. Procura uma leitura contemporânea bem fresh? De cair o queixo e lhe faltar o ar pelas gargalhadas? Com conspiração, mistérios e armações? Mulheres em busca de sua independência? Com muita tragicomédia e amor? Pois se prepare pra vomitar arco-íris e ao mesmo tempo nadar neles. Leve Fiquei com seu número a g o r a <3 E se já leu, vale ler de novo!

Se recomendo?! Minha vontade é de sentar o dedo na letra i e não soltá-lo nunca mais: recomendadíiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiissiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimo!
50. Antiético é o mesmo que desonesto? Esse é o tipo de debate moral sobre o qual eu poderia ter perguntado a Antony. Em circunstâncias diferentes.

Até a próxima!

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domingo, 25 de junho de 2017

#Indicação: “Os 12 Signos de Valentina” (@Rayctjay)

Por Kleris: A gente diz que não é de acreditar em signos, mas lá e cá somos capturados por tais perfis tão convincentes – né, non?

Isadora tinha certeza de que Lucas era o homem da sua vida. Até não ser mais. Um belo dia, durante o próprio aniversário, ela descobre da pior forma possível que ele a vinha traindo com a sua amiga da faculdade. Antes de qualquer conclusão, algumas certezas: seis anos jogados no lixo e um coração em milhões de pedaços.

O fundo do poço não tem fim para a até então espirituosa estudante de jornalismo, e ela se perde em filmes feitos para chorar, pizza e lembranças do maldito-amor. Tudo isso enquanto stalkeia diariamente o perfil do ex-namorado. A prima e melhor amiga, Marina, não se conforma e insiste em levá-la para uma night regada a bebida, boa música e caras interessantes, com o argumento de que “apenas um novo amor pode curar um coração partido”.

Não dá certo. Mas a menina recebe valiosos conselhos de uma exotérica funcionária da balada e descobre porque o seu relacionamento acabou: astrologia. Ela, ariana, o ex, pisciano, os dois juntos? Inferno astral. Bingo! A resposta para todos os seus problemas – ela só precisa encontrar o libriano perfeito e ser feliz para sempre.

Porém, agora Isadora não está mais tão interessada em procurar um grande amor, mas sim em tentar entender mais sobre o zodíaco, decidindo fazer dele o seu trabalho final da matéria Jornalismo Online e criando assim “Os 12 Signos de Valentina”, um blog escrito sob um pseudônimo e com apenas um objetivo: relatar as experiências amorosas que ela decide ter com cada um dos 12 signos.

É óbvio que as coisas saem do controle, o blog vira uma febre da noite para o dia e Isadora encontra dificuldades em preservar a sua identidade dos fãs, dos amigos malucos e dos garotos com quem está se envolvendo. Valentina toma conta da sua vida e a transforma de “chifruda deprimida que não sai de casa” em “caçadora expert na arte da sedução”, mostrando para Isadora que ela pode sim se divertir sozinha, E MUITO, e que ela sempre teve valor. As duas só não contavam com o óbvio: se apaixonar.

Já que precisa encontrar o libriano perfeito, por que não aproveita e experimenta os outros signos do zodíaco para ter certeza mesmo?


Original do wattpad (agora disponível apenas para degustação), a ficção brasileira Os 12 signos de Valentina foi publicada pela Editora Galera. Com ares de tragicomédia umtombointeiroportragicomédias e escrita despretensiosa, Ray Tavares tem tudo para te conquistar de pronto. Quem mal espiei o livro e já curti pacas?

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sexta-feira, 3 de março de 2017

Resenha: "Confissões On-line 2 - Entre o Real e o Virtual" (Iris Figueiredo)

Por Clarissa: Oi galeraaa, quanto tempo, desculpa por ter sumido, mas é que a vida parecia mais corrida e não tinha tempo pra mais nada. Mas aqui estou de volta \0/ e voltei com uma maravilhosa indicação “Confissões On-line 2 – Entre o Real e o Virtual” isso mesmo galera o volume 2 dessa maravilhosa história, obrigada Iris Figueiredo. 

Para quem ainda não leu a resenha do primeiro livro => "Confissões On-line - Bastidores da Minha Vida Virtual"

Mariana Prudente é uma adolescente de 18 anos que virou uma youtuber super famosa por causa dos seus micos e micos alheios da irmã. E com isso viveu um dos seus maiores sonhos, fazer um intercâmbio. E assim conseguiu crescer mais e mais no mundo da web. Mas depois de sua volta, muitas coisas mudaram, ela teve que voltar para a vida real e encarar alguns probleminhas que deixou no Brasil.
“Era incrível como sua vida poderia mudar da água para o vinho em apenas um ano. Estive no fundo do poço e agora começava a alcançar meu ápice. Passei pelos piores momentos possíveis, perdi todos aqueles que costumava chamar de amigos e precisei me reerguer. Felizmente, consegui tudo o que eu queria. Fiz novos amigos, encontrei um novo amor e realizei coisas que jamais imaginei que fossem possíveis."
E junto com a realidade vem o combo de: Arthur parece distante, Nina com malas prontas pra ir fazer faculdade em outro estado, pessoas do passado infernizando sua vida, a doença que afeta mais ainda a vida de sua melhor amiga e os problemas e responsabilidades que ela deixou passar por dois meses enquanto se divertia no intercâmbio. O canal Marinando ganha mais acesso e está virando um fenômeno, porem tem pessoas do passado que não está feliz com o sucesso de Mari. Mas com a ajuda de suas melhores amigas e pessoas que a amam, Mari conseguirá passar por cada um desses problemas com muita confiança e muitos ombros amigos e se descobrir a cada passo.

“So just reach inside your heart and pack your bags.And let’s leave this EarthLet’s aim high, oh girlAll you gotta do is close your eyes and – and visualizeLets aim high”Aim High – John Legend

"Então apenas escute seu coração e faça suas malas/ E Vamos deixar essa terra/ Vamos sonhar alto, oh garota/ Tudo que você precisa fazer é fechar os olhos e - e visualizar/ Vamos sonhar alto."
Depois que eu terminei mais esta história eu só queria abraçar a Iris (olha a intimidade rsrs) a Maria, Arthur, a Nina, Pilar e um tapa na cara da Helô. Bom como todos sabem eu amo de paixão esta história. Podem falar que é de menininha, mas é uma leitura diferente, tem a realidade de todos em cada palavra, os personagens são gente com a gente, muitas vezes parece o espelho de você. A identificação com qualquer que seja o personagem é grande, em algum momento o leitor vai lembrar-se de um momento da própria vida. Faz você pensar nas atitudes e consequências, que devemos seguir em frente com uma boa trilha sonora. Iris fez com que o livro virasse vida real, faz o leitor pensar em si mesmo, se redescobrir, que pra recomeçar nunca é tarde. 


Agora vou falar um pouquinho das características do livro, a leitura é leve, fácil interpretação e imaginação, os personagens cada um com sua personalidade que temos muito em comum, além de tratar assuntos delicados que estão na vida dos adolescentes e é retratado de forma leve, que todos podem passar por cima dos problemas com ajuda de pessoas que querem o melhor. Tudo é possível perto de pessoas que nos amam. Além da capa já conta um pouco da história e é muito fofa, além do design parecer que estamos mesmo na web. Para os que leram o primeiro livro já se tornou a melhor amiga da Mari, e ela está mais fofa ainda no segundo livro, quando terminei – claro que chorei – já queria que tivesse o próximo livro, já queria ler tudo de novo. Até cogitei o pensamento de me tornar uma youtuber, quem sabe também não ganho um intercâmbio rsrs. 


Mari é uma personagem que eu me identifiquei e queria muito que ela saísse do livro e tomasse vida. Este livro se tornou um dos meus favoritos. Muitas pessoas tem preconceito de ler livros com autores brasileiros, pensam que sempre será aquele final clichê ou uma leitura complexa das antigas, mas os escritores BR estão tomando força e fazendo livro impressionantes e se destacando. 


O que me deixa muito feliz, adoro leitores e escritores brasileiros, o leitor se sente mais conectado a história e quem sabe um dia ganhar um autógrafo na testa rsrs. Bom, acho que já falei demais, leiam esta história pelo amor das editoras, é uma história jovem porem cheia de ensinamentos. Não percam a oportunidade de ler. Eu juro que vão se apaixonar por cada letra e até os agradecimentos. 


É uma daquelas histórias que interfere na sua vida, que depois de ler sua mente vira outra, ou melhor, acrescenta mais coisa, o olhar para o mundo muda a simplicidade e tentar entender a vida passa por sua cabeça.

Bom, espero que tenham gostado e leiam sim!!

Deixe nos comentários do que acharam.

Boa leitura!

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Ana Liberato