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quinta-feira, 14 de junho de 2018

[Cineclube]: Sense8 - Episódio Final





Cineclube é uma coluna semanal que tem como objetivo trazer para os leitores do Dear Book, críticas sobre filmes (do retrô até os últimos lançamentos), além de alguns especiais sobre temas do universo cinematográfico, passando eventualmente pelas séries que tocam nossos corações (seja por amor ou total aversão mesmo). Qualquer assunto da sétima arte que mereça ser discutido você vai ver por aqui, no Cineclube.





Titulo: Sense8 -  Episódio Final
Data de lançamento (Brasil): 08 de junho de 2018
Diretor: Lana Wachowski
Elenco principal: Jamie Clayton, Max Riemelt, Miguel Ángel Sulvestre, Brian J. Smith, Bae Doona, Tina Desai, Tuppence Middleton, Toby Onwumere.
Gênero: Drama, ficção-cientifica.


Finalmente o grupo está reunido em um mesmo lugar, com exceção de Wolfgang que está preso nas instalações da OPB. Will e os outros precisam elaborar um plano audacioso para resgatar seu amigo e ao mesmo tempo impedir que os planos de Sussurros e da OPB sigam em frente, e destruam a eles e aos outros de sua espécie. É preciso então buscar a ajuda de aliados inesperados, antes que seja tarde demais.


Finalmente aconteceu o lançamento do episódio final da série Sense8 que conquistou milhares de fãs em todo mundo. Fui uma das muita pessoas arrasadas quando a série foi cancelada em 2017, após um final de temporada bombástico. Para muitos era inadmissível ficar sem um final para essa história que encantou a tantos, então uma campanha enorme nas redes sociais foi feitas e a Netflix decidiu lançar um último episódio dando as telespectadores a chance de ver mais um pouquinho do grupo que gostamos tanto e ter algumas respostas para questões que martelavam nossas cabeças: Será que Wolfgang vai sobreviver a OPB? Com quem Kala irá ficar no final? O que aconteceria com Sussurros e a OPB? Essas e outras questões foram realmente respondidas nesse episódio de 2:30 hs, que podia parecer longo, mas passou bem rápido.



Este episódio começou praticamente de onde a temporada acabou no ano passado. Com Wolfgang preso na OPB e resto do grupo conseguindo pegar Sussurros e Jonas. E com a missão de resgatar o amigo e de lidar com a OPB de uma vez por todas, acabando com a perseguição contra a especie dos homo sensorium. Com o tempo disponível, conseguiram criar um enredo interessante e completo, sem dar aquela sensação de correria, que muitas vezes acontece quando uma série deixa muita coisa pra última hora.

É claro que se houvesse uma terceira temporada completa como era idealizado, muito mais coisa teria sido explorado, principalmente em relação a história secundárias e outros personagens. Mas acredito que souberam dosar bem o que era importante ser colocado nesse episódio final. Alguns finais ficaram bem claros e em outros casos ficaram bem encaminhados, ou realmente abertos, mas nada que tenha deixado o telespectador preocupado. 


Um dos pontos altos da série sempre foi o elenco e a forma como as relações deles eram exploradas. E esse último episódio conseguiu manter isso. Há muitas cenas divertidas e aquelas que você logo pensa que só poderia acontecer em Sense8, onde não existem regras ou medo de fazer algo diferente. As cenas de luta estão ótimas, e a forma como a edição é feita, trocando os personagens,  continua espetacular. Já vi quem reclamasse da forma como os episódios são conduzidos,  em relação as tomadas longas, mostrando o grupo junto em cenas que podem não parecer tão necessárias. Mas talvez sejam as minhas cenas favoritas, porque são as que aproximam mais o telespectador dos personagens, e também são os momentos mais descontraídos e divertidos, e muitas vezes com uma alta carga emocional.




Quando me falaram que esse episódio final estava bem fan service, eu já imagina como tudo seria, mas mesmo tendo certeza de que ele vai agradar a esmagadora maioria dos fãs da série, ele também vai surpreender muita gente. Do jeito certo que uma despedida deveria ser. Você vai se emocionar, dar risadas, ficar ansioso e tudo mais que se espera em um desfecho. E passando a mensagem que sempre foi destacada na série: que todos são diferentes e que devemos aceitar as pessoas como elas são ou como nós realmente somos. E como já falei anteriormente, o episódio vai passar tão rápido que vocês nem vão sentir, aproveitem!







Jayne Cordeiro é de Salvador-Bahia, e tem 26 anos. Enfermeira, com pós graduação em auditoria, sempre foi apaixonada por livros e filmes, e entrou no universo dos blogs em 2015, ao se tornar resenhista literária da página Maravilhosas Descobertas. Além disso, hoje ela também participa do blog O Clube da Meia Noite, como resenhista literária e esporadicamente na crítica de filmes. E agora faz parte do blog Dear Book com a nova coluna sobre filmes, Cineclube.



       Redes Sociais de Jayne:
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Até o próximo Cineclube!
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quinta-feira, 31 de maio de 2018

[Cineclube]: Deadpool 2





Cineclube é uma coluna semanal que tem como objetivo trazer para os leitores do Dear Book, críticas sobre filmes (do retrô até os últimos lançamentos), além de alguns especiais sobre temas do universo cinematográfico, passando eventualmente pelas séries que tocam nossos corações (seja por amor ou total aversão mesmo). Qualquer assunto da sétima arte que mereça ser discutido você vai ver por aqui, no Cineclube.





Titulo: Deadpool 2
Data de lançamento (Brasil): 17 de maio de 2018
Diretor: David Leitch
Elenco principal: Ryan Reynolds, Morena Baccarin, Josh Brolin, Julian Dennison, T. J. Miller
Gênero: Ação, Comédia

Quando o super soldado Cable (Josh Brolin) chega em uma missão para assassinar o jovem mutante Russel (Julian Dennison), o mercenário Deadpool (Ryan Reynolds) precisa aprender o que é ser herói de verdade para salvá-lo. Para isso, ele recruta seu velho amigo Colossus e forma o novo grupo X-Force, sempre com o apoio do fiel escudeiro Dopinder (Karan Soni).

Temos de volta o herói mais desbocado, cínico e nada convencional do cinema. Com roteiro e produção do próprio Ryan Reynolds, que interpreta o anti-heroi, Deadpool 2 capricha ainda mais na diversão, para prender o telespectador por quase duas horas de muita risada. Enquanto os filmes de super heróis da Marvel costumam utilizar um pouco do humor para tornar suas obras heróicas mais divertidas, Deadpool coloca o humor realmente como o ponto principal do filme, e ele está lá a todo momento, mesmo quando a cena deveria ser dramática. E isso torna tudo ainda mais engraçado.



Ele segue um padrão bem diferente porque coloca o protagonista para falar diretamente com o telespectador, como se estivessem lá com Deadpool. Também há muitas referências a outros filmes, como o primeiro pôster do filme já deu uma idéia ao fazer uma referência a Flashdance. Todas essas menções a diversos filmes, inclusive a alguns estrelados pelo próprio Ryan, são divertidas e bem interessantes para quem gosta de cinema.

A trilha sonora é uma parte importantíssima do filme. Ela é quase uma protagonista, e trás um destaque que já vimos em outras obras, como o primeiro Deadpool e principalmente em Guardiões da Galáxia. Essa utilização de músicas dos anos 80 e 90, em cenas que não se encaixariam normalmente, é parte de todo o grande humor que é o filme.



O roteiro em si não é algo surpreendente ou tão elaborado, tanto que o próprio personagem brinca com isso, mas funciona. Percebe-se que ele não foi feito para ser a parte mais importante do filme. O personagem e suas atitudes irreverentes e pouco ortodoxas associadas a uma brincadeira com outros filmes, é o que move toda a história. Independente de roteiro, é possível ver que Ryan Reynolds está absolutamente a vontade no seu papel. Até porque tudo ali tem o dedo dele.

Deadpool 2 cumpre com maestria o papel irreverente que se propôs a ter, dando ao filme as características de seu personagem principal. As cenas de ação são ótimas, e toda a parte técnica do filme foi feita com todo o capricho. É preciso que o telespectador assista as duas cenas pós créditos do filme, que são super importantes e pode ter certeza que sairá da sala de cinema tendo dado boas risadas.








Jayne Cordeiro é de Salvador-Bahia, e tem 26 anos. Enfermeira, com pós graduação em auditoria, sempre foi apaixonada por livros e filmes, e entrou no universo dos blogs em 2015, ao se tornar resenhista literária da página Maravilhosas Descobertas. Além disso, hoje ela também participa do blog O Clube da Meia Noite, como resenhista literária e esporadicamente na crítica de filmes. E agora faz parte do blog Dear Book com a nova coluna sobre filmes, Cineclube.



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Até o próximo Cineclube!
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quarta-feira, 7 de março de 2018

[Além das Páginas] Nova Coluna no Ar!


Por 💝Sheila💖:

Oi pessoas! Como já havíamos anunciado no fim de 2017, este novo ano trará algumas novidades e, dentre elas, nossa nova coluna: Além das Páginas! A princípio, a mesma terá euzinha como autora principal, mas a ideia é que a mesma possa eventualmente ser escrita por algum outro membro do nosso querido Dear Book, autores convidados e, quem sabe, VOCÊ (é, você mesma (o) aí nos lendo) não participa também?

A ideia da postagem de hoje é explicar para vocês o que é e como funcionará nossa nova coluna! A cada nova postagem, iremos anexar o link para essa postagem onde falamos de nossa proposta, expectativas e intenções - e, claro, onde você pode deixar sua opinião e nos ajudar a "aparar" as arestas!

Além das Páginas será uma coluna voltada para análise de adaptações cinematográficas de livros. No plano pessoal, é algo sobre o qual sempre tive um enorme desejo de escrever, e é uma alegria imensa finalmente concretizar esse projeto aqui no Dear Book! No que diz respeito ao blog, fazia bastante tempo que nenhum dos nossos colaboradores se dedicava exclusivamente a um tema específico, e pensamos em conjunto que, neste ano, seria interessante tentar algo novo.

Agora quanto a sistemática da avaliação: por mais que o livro e as telonas de cinema sejam duas mídias distintas, que apresentam linguagens diferentes - enquanto o livro geralmente é mais denso e detalhista, o cinema tem a vantagem  da expressão corporal, música, jogo de câmeras, etc - é inegável que algumas adaptações conseguem se manter mais fiéis ao original enquanto outras parecem carregar de igual somente o título.

Como avaliar se uma adaptação é "boa" então? Vamos aos aspectos que compararemos ao elaborar nossa coluna:

Fidelidade: Bom, toda historia que se preze possui um tema, um núcleo central, uma trama. Se a trama do livro diz respeito a uma jornada do herói, por exemplo, transformar isso em um romance pode ate atrair um publico maior do ponto de vista do marketing, mas não será fiel à história. Além disso, excluir personagens importantes, acrescentar outros que não existiam, alterar o desfecho, todas essas questões fazem com que a adaptação perca nesse quesito.
Ou seja, entendemos que, na adaptação, obviamente há espaço para a criação criativa e reelaboração. Mas não a ponto de que as duas obras parecerem trabalhos distintos de tão distantes em sua proposta. Fidelidade é algo muito diferente de literalidade.

Caracterização das Personagens: Outro ponto que às vezes pode ser considerado problemático, ou não, dependendo muito de como será desenvolvido. Mas, imaginem, no livro a personagem principal é descrita como alguém com baixa auto-estima por ser gordinha e enfrentar bullying e no filme ... ela se transforma em uma loira estonteante. Vocês entendem né? Da mesma forma, transformar um personagem que era atirador em arqueiro ou construtor em eletricista, às vezes muda completamente a história de maneira desnecessária.
Mais uma vez: a descaracterização de um personagem principal pode engendrar mudanças significativas na história ou, até mesmo, tornar alguns conflitos implausíveis ou nulos.

Transmissão de Sentimentos: Muito entrelaçada com a questão da fidelidade, diz respeito à ideia que o autor do livro tentou nos passar. Algo como a essência da obra literária. Dizer a mesma coisa, mas em linguagens diferentes, quase como uma tradução. Mas, novamente, não literal.

Alguns exemplos de obras que conseguiram ser formidáveis nesses três quesitos foram as adaptações de  O Senhor dos Anéis ou a As Vantagens de Ser Invisível. Cenas foram cortadas, personagens excluídos, mas o restante estava lá: as personagens, as batalhas, a viagem devastadora e o final possível, não ideal de O Senhor dos Anéis consegue manter a essência da obra. Da mesma forma, conseguimos acompanhar toda a angústia de Charlie, sua tentativa de fazer amigos e se encaixar, mesmo quando em algum nível sabemos que ele se sente profundamente errado.

O Lado Bom da Vida, por outro lado, tem alguns elementos da obra original, mas são histórias completamente diferentes. Enquanto o livro caracteriza-se por um drama onde mergulhamos nas dificuldades enfrentadas por uma pessoa com transtorno psiquiátrico, devido ao filtro limitado pelo qual elas enxergam a vida, e o consequente sofrimento involuntário que causam aos que estão à sua volta, o filme é uma comédia romântica com final açucarado.

O filme é bom? Maravilhoso! O livro? Esplêndido! Mas desde que sejam vistos de forma independente, separada. Se você ler a obra antes e esperar o mesmo sentimento ao ver o filme, ficará decepcionado.

Por fim, claro que entendemos que estas nomenclaturas e teorizações, na prática, podem ter uma qualidade muito mais subjetiva do que qualquer outra coisa. mas, no fim das contas, tudo o que se pensa, diz e - logo - se escreve não seria exatamente isso, nossa leitura particular de um dado feito, uma dada realidade, que inevitavelmente passa pelo crivo de quem somos?

Com essas indagações me despeço, e espero que possamos interagir bastante no decorrer deste ano, para que vocês possam, a partir de suas subjetividades únicas, expressarem neste espaço também o que pensaram das adaptações que trouxermos, bem como sugerir análise de alguma!

Forte abraco!

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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Recesso, Coluna e Sorteios - Novidades em 2018

Final de ano é tempo de festa e celebração, mas também de reflexão, de análise e de recomeços. Para trás fica um ano que agora acaba, e dele devemos guardar o bom e refletir sobre o que não foi tão om assim.

TODA A FAMÍLIA DEAR BOOK DESEJA UM FELIZ



Ano novo, vida nova e, claro, muitas novidades para vocês aqui no Dear Book!

Vamos entrar em recesso neste mês de janeiro, mas somente para postagem de resenhas novas. Aproveitaremos janeiro para trazer para vocês um "Vale a Pena Ler de Novo" com as oito resenhas mais lidas no ano de 2017. Mas não se preocupem, logo voltamos com mais gás e livros; e para não ficarmos em falta com nossos leitores e parceiros, teremos sorteioS vindo aí!  


E mais!

Vem aí uma nova coluna – Além das Páginas – com a ideia de comentar antigas e novas adaptações literárias para as telonas. Aceitamos dicas de por quais obras iniciar, já que a coluna irá ao ar oficialmente em março. As postagens não terão regularidade fixa, por isso mesmo fiquem sempre ligados para não perder nada por aqui.


P.S.: Sabia que vocês podem tentar a sorte e enviar proposta de COLUNA para entrar na equipe? Receberemos o ano todo, sem prazo de inscrição, apenas avaliação de propostas. Se tiver uma ideia legal aí para desenvolver, estamos todo ouvidos :)) Para mais critérios, reveja nossa última seleção.


É isso galera! Um abraço a todos e mais uma vez feliz 2018!

Nos Vemos em breve!


 Equipe Dear Book.



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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Interrogação #1 – Apostar no novo


Interrogação é uma coluna do Dear Book que recebe convidados para refletir o nosso momento enquanto ideias, hábitos, panoramas e manifestos culturais. A cada post, uma pergunta e uma opinião. Todo o conteúdo de resposta é de responsabilidade dos convidados. Sem periodicidade fixa, a coluna é organizada pela dear boss, Kleris Ribeiro.

E nesta estreia, eis-me aqui abrindo o caminho o/


Frente a tantas mudanças na área de mídias, comunicação e storytelling, 
o que representa para você apostar no novo?

K: No último ano, apostar no novo foi algo que me pegou. Por conta de umas questões de saúde, tive que pausar drasticamente diversas de minhas atividades (até com o blog!). Eu, que vivia ao modo de abraçar o mundo com pernas, braços, tudo, tive que aprender a sossegar. Parecia aquela inércia de ônibus no trânsito, que de repente está correndo, e então para, e você é jogado com toda a força da física para algum canto do veículo – isso se você não estiver se segurando bem. Então na minha cabeça, mesmo forçosamente parada, eu não conseguia ficar parada, mas ao mesmo tempo, não conseguia colocar nada pra frente. É um sentimento de frustração que, no mundo de hoje, é sem escapatória. Ao que parece, faz parte da nossa era.   

É necessário entender que, embora a palavra “motivação” signifique mover, movimentar, fazer com que haja ponto de partida para algo, ela é um estado interior. [...] Quais são as minhas razões para fazer o que faço? A resposta revelará a fonte da minha motivação.
Alguém externamente a mim também pode me estimular, fazer com que eu primeiro ganhe força no que estou fazendo, posso ser inspirado, animado, mas a motivação tem uma natureza na qual o ponto de partida é o próprio indivíduo.

Mario Sergio Cortella – Por que fazemos o que fazemos?

Por um bom tempo, essa frustração ficou me pedindo pra agir, fazer algo novo, impulsionar, me mexer. Tentar desafios até sem nem saber o que queria provar pra mim mesma, se era pra provar alguma coisa. Talvez só pela sensação de fazer parte de algo e descobrir algos mais no meio caminho. Pois é, já começava pensando errado, pensando mais em resultado do que em jornada, então, de novo, por outro bom tempo, parei para analisar isso. Bloqueei a enxurrada de coisas que surgiam no dia a dia e procurei o real problema. 

Divirta-se. Pense menos no resultado e curta o processo. E se tudo der errado, valeu pelo exercício. É preciso errar para aprender. [...] Permita-se alguns deslizes.

Cris Guerra – Moda Intuitiva 

Mas uma roupa tem a obrigação de valorizar quem a usa. Caso contrário, você não veste uma roupa, veste uma caricatura.
Cris Guerra – Moda Intuitiva

Quantas coisas nossas não estão pela metade, não é mesmo? Somos facilmente seduzidos pelas ideias que surgem de repente e facilmente detonados pelas exigências delas. Com grande frequência, estamos todos nos empurrando novos hábitos sem adotá-los de maneira natural. E se não se encaixa, por que estamos forçando tanto a barra? É aí que as razões não nos parecem mais certas quanto àquele primeiro momento delirante. E, fato é: ideias nunca nos faltam, embora logística e execução por si, isso sempre falta muito (vide este texto maravilhoso do Rodrigo van Kampen). Melhor dizendo, compromisso pelo que se assume.

A verdade verdadeira para se encarar é, por incrível que pareça, conhecer a si mesmo e apostar em algo coerente a si. Apostar em algo novo é, primeiro de tudo, tornar algo seu, sua cara, natural. Ao fazer parte da nossa rotina, esse algo vai nos alimentar com mais facilidade para alcançar os objetivos. Obrigação, por outro lado, assim como expectativas, é um grande vilão que costuma detonar esse processo – pois o ideal de prazer e diversão se esvai antes mesmo de nos satisfazer.

O que isso tem a ver com comunicação, mídia e até storytelling? Tudo!

Apostar no novo – e em qualquer área acho – não é trazer o diferente; é outra perspectiva sobre o já conhecido. Algo que cative, represente, envolva. Algo que está ali todos os nossos dias, às vezes não tão à vista, mas esperando ser lembrado. Por isso mesmo não queremos mais histórias em que reinam o maniqueísmo ou caricaturas, tampouco explorar clichês atrás de clichês; eles já não convencem, não encantam e nem chamam atenção. Queremos o verdadeiro. O que sempre esteve ali.

Apostar em algo novo vem, diversas vezes, em suprir uma necessidade. Nesse sentido, um novo projeto é como fazer um crossover: conectar e aproximar realidades e experimentar outras abordagens. Mas se comprometam com a ideia, procurem oportunidades, assumam riscos e busquem conhecimento. Ao ter noção de recursos e como usá-los, a gente move pessoas. A gente move qualquer coisa! E sabe-se lá aonde isso vai nos levar.

Não tem nada a ver com sorte. É um real trabalho gradual que dignifica nosso sucesso. É o aprendizado. 

O problema é que muitas vezes se esquece que para chegar a esse patamar há todo um processo desgastante, de uso do tempo e da vida, de esforço muito grande.

Mario Sergio Cortella – Por que fazemos o que fazemos? 

Estilo é sua verdade, sua marca, o que é só seu. É se colocar em tudo o que você faz. E quando você se coloca, a imperfeição aparece. Pronto. É você a perfeita imperfeição que garante o tempero que faltava.
Cris Guerra – Moda Intuitiva 
É muito difícil traçar o caminho que veio dar aqui, mas aconteceu e fui eu que o criei. 
Sophia Amoruso – Girlboss


Há algum tempo descobri como eu podia mover pessoas, conectá-las. As maneiras, diversas. Pelo blog, pelo Clube, pelo mundo afora. Estou experimentando e curtindo, e – quando possível – deixando expectativas de lado. As aventuras que vão me levando a outras e mais outras. E agora à Interrogação, onde exploro perguntas que intrigam e compartilho o prazer de ler depoimentos. Espero que curtam também se encontrar com as pessoas que por aqui passarão. E, quem sabe, possam vocês levar algo delas consigo. 
Parece que vivemos nos alimentando das biografias alheias 
para dar conta da nossa. (Cris) Cris Guerra & Leila Ferreira – Que Ninguém Nos Ouça



Kleris Ribeiro é beletrista, produtora e agente cultural. Garota dos bastidores, se joga em marketing digital, comunicação e, recentemente, zines. Fascinada pelos mistérios do universo do livro, é administradora do blog Dear Book e diretora do Clube do Livro Maranhão. Fangirl, diz que mantém a cabeça nas nuvens e os pés no chão.

Redes sociais de Kleris

Obs: 
*storytelling: arte de contar história em qualquer mídia, de modo a envolver e se relacionar com seus leitores e seguidores. 

E VOCÊ, o que acha deste tópico? Comente abaixo o/


Até a próxima interrogação!
#blogdearbook #dearbookbr #interrogação


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domingo, 1 de janeiro de 2017

Recesso, coluna e sorteios – novidades em 2017

Hoje
é um novo dia
de um novo tempo
que começou...

Por Dear BOSS: Feliz ano novo, amigos!
E é em clima de ano novinho que venho trazer boas novas aqui no blog.

Vamos entrar em recesso em alguns meses, como janeiro e dezembro – somente para postagem de resenhas. Mas não se preocupem, logo voltamos com mais gás e livros; e para não ficarmos em falta com nossos leitores e parceiros, teremos sorteioS vindo aí!  

...todos os nossos sonhos
serão verdade
O futuro já começou!
\o/ \o/ \o/
E mais!

Vem aí uma nova coluna – Interrogação – para promover pontos de opinião sobre cultura em geral. Partiremos da leitura, claro! Receberemos leitores, blogueiros, autores e outros agentes culturais. Quem sabe VOCÊ aí não entra nessa? As postagens não terão regularidade fixa, por isso mesmo fiquem sempre ligados para não perder nada por aqui.



Hoje a festa é sua
Hoje a festa é nossa
É de quem quiser
de quem vier!

P.S.: Sabia que vocês podem tentar a sorte e enviar proposta de COLUNA para entrar na equipe? Receberemos o ano todo, sem prazo de inscrição, apenas avaliação de propostas. Se tiver uma ideia legal aí para desenvolver, estamos todo ouvidos :)) Para mais critérios, reveja nossa última seleção.

Hoje a festa é sua
Hoje a festa é nossa
É de quem quiser
de quem vier!

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

My Dear Books #00

Olá, minha gente! Como vão vocês? Espero que ótimos. Pois bem, hoje venho aqui não para resenhar ou pelo nosso Happy Hour, mas para apresentar uma nova coluna do blog para vocês. Ela não será feita pela equipe, mas sim por vocês! Isso mesmo que escutaram... rs Calma lá, explicarei tudinho.


O objetivo dessa coluna é vocês mostrarem o amor, carinho, cuidado e apego que tem a seus livros, o acervo, a biblioteca pessoal. ^^ Não importa se você tem 5, 30 ou 200 livros, o bacana aqui está muito além da quantidade. Queremos conhecer mais vocês e poder trocar experiências e dicas. Queremos ouvir histórias e causos, conhecer os objetos que decoram, os que vocês criaram e os que ganharam, enfim, HISTÓRIAS. Quer coisa mais gostosa que isso? 
A primeiro momento pensamos na seguinte dinâmica: Vocês nos mandariam (pelo email do blog - dear.book@hotmail.com) fotos de suas coleções, com vocês seria super legal e junto um textinho respondendo às seguintes perguntas, no mínimo:

- Como iniciou sua paixão por livros?
- Qual foi o primeiro livro de sua estante (e da sua vida)?
- Como é organizada?
-  Há nela alguma outra coleção além dos livros? (bonequinhos, marcadores, canecas, etc)


O texto pode ser escrito em qualquer formato, narrativa, poesia e até mesmo em formato de carta, aos seus livros, "relembrando" a história entre vocês, assim como faziam John e Savanna no livro que inspirou a criação do blog. " My Dear Books .  .   . "

Nosso papel seria de apenas formatar o texto e as fotos e publicar. A frequência dos posts será determinada pela frequência dos envios de vocês, podendo ser semanal, quinzenal, mensal etc.. Ah! Teremos um álbum dedicado à coluna na página do facebook.


                      E aí? Vocês topam? ^^

 
Ana Liberato