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segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Resenha: "Vê se cresce, Eve Brown" (Talia Hibbert)

 

Tradução: Lígia Azevedo

Sinopse: Eve Brown não tem nada sob controle. Pouco importa o quanto ela se esforce, sua vida parece sempre ir na direção errada, tanto que ela já parou de tentar. Mas arruinar uma festa de casamento é demais até para Eve, e seus pais decidem dar um basta. É hora de ela crescer e se provar capaz de se sustentar, mesmo que não saiba como…

Jacob Wayne, por sua vez, está sempre no controle de tudo. Dono de uma charmosa pousada, ele não aceita nada menos que a perfeição. Assim, quando uma mulher de cabelo roxo que mais parece um tornado se candidata ao cargo de chef no estabelecimento, ele é brutalmente honesto: nem por cima de seu cadáver. Então ela o atropela com o carro — supostamente por acidente. Claro.
Agora, o braço de Jacob está quebrado, sua pousada não tem funcionários, e Eve está zanzando ao seu redor, tentando ajudar. Parece um pesadelo, mas, quanto mais tempo esses inimigos passam juntos, mais a animosidade entre eles se transforma em outra coisa. Assim como Eve, o fogo entre os dois é impossível de ignorar — e está ameaçando derreter o exterior gelado de Jacob.

Por Jayne Cordeiro: "Vê se cresce, Eve Brown" é o último livro da trilogia das irmãs Brown. Agora é a vez de acompanharmos a caçula da família, Eve, que já passou por várias carreiras e empregos, mas nunca ficou em nenhum deles por muito tempo. Dessa vez, em sua última tentativa, Eve acaba causando uma confusão em um casamento que estava organizando, e seus pais decidem que é preciso dar um basta e obrigar a filha a se decidir de vez. Agora Eve está por conta própria, sem a ajuda dos pais, e precisa arranjar um emprego e assumir responsabilidades.

É nessa busca, que Eve acaba conhecendo Jacob Wayne, o dono de uma pousada, e que está sempre no controle, buscando a perfeição. Ele precisa urgentemente de uma cozinheira, mas não tem a menor chance de ele contratar a mulher de cabelos roxos, que parece ser um imã para problemas. E é exatamente isso que acontece: ele acaba sendo atropelado por Eve, e arranja um braço quebrado, o que vai impedir que consiga tomar conta da pousada, e precisar imediatamente de um funcionário, e Eve é a única opção que lhe resta. O tempo que passam juntos, acaba mostrando mais dos dois, e também, levando ao surgimento de sentimentos inesperados.

Eu gostei muito dos livros anteriores, e já imaginava qual seria o clima deste aqui. A escrita da autora continua gostosa, envolvente e bem divertida. Ela consegue pegar temas interessantes e colocar no fundo, sem precisar deixar explicito ou trazer para a frente da cena. Gostei de como ela abordou temas como espectro autista e amadurecimento, de forma leve e tranquila. Há também um bom dialogo sobre diferenças e de como nem sempre temos que nos basear no ritmo dos outros, e o papel da família na formação de cada um. 

Adorei os protagonistas. Imaginava que a Eve seria uma personagem infantil, mas na verdade ela é altruísta e focada. Jacob é aquele homem bonito e ranzinza, que depois amolece e a gente se apaixona um pouco mais. Os diálogos dos dois são ótimos, e garante várias risadas. E quando as coisas esquentam, eles são explosivos juntos. Conhecemos outros personagens que garantem bons momentos, e temos a chance de rever toda a família Brown e adicionais, o que proporciona uma ótima conclusão.

É uma leitura fácil e e rápida, leve e divertida, com uma boa dose de romance. Foi um livro que manteve o nível da série, e trás uma conclusão condizente com toda a apresentação da autora. Como acontece nos outros livros da série, é legal ver personagens femininas que fogem daquele estereótipo que vemos sempre. Se você gosta de comédias românticas, com personagens que fogem do esperado, essa trilogia é uma parada obrigatória.



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segunda-feira, 11 de abril de 2022

Resenha: "Acorda pra vida, Chloe Brown" (Talia Hibbert)

 


Tradução: Ligia Azevedo

Sinopse: Depois de quase ser atingida por um carro em alta velocidade, Chloe Brown se deu conta de que seu obituário seria um tanto entediante. Para reverter essa situação, ela decide montar uma lista de atividades necessárias para finalmente "acordar para a vida".

Mudar assim não é nada fácil, mas, para sua sorte, Chloe encontra alguém que — mesmo a contragosto — pode ajudá-la nessa missão. Seu vizinho Red Morgan é um motoqueiro misterioso, que tem várias tatuagens e mais sex appeal que uma estrela de Hollywood.
No entanto, um acordo leva Chloe e Red a se aproximarem e perceberem que suas primeiras impressões um do outro estavam erradas. E que, mesmo com traumas do passado e receios quanto ao futuro, o amor nunca perde a chance de surpreender.


Por Jayne Cordeiro: "Acorda pra vida, Chloe Brown" nos apresenta Chloe, uma jovem que vive com as dificuldades causadas pela Fibromialgia.  As dores constantes, a fizeram evitar muitas coisas na vida, como também se afastar das pessoas. Cercada por uma familia carinhosa, meio louca, e muito preocupada com sua saúde, Chloe decide se mudar para um prédio, que conta com o zelador mais gato que ela já viu, e que ainda causa vários efeitos no seu corpo. Mas ela não quer contato nenhum com ele. Mas Red, o zelador motoqueiro e pintor, pode ser a pessoa que vai ajudá-la a cumprir uma lista de desejos para finalmente tirar Chloe, da vida entediante que leva.

Quando acabam chegando a um acordo de negócios, a convivência forçada entre Red e Chloe, vai mostrar que eles podem ter se engando sobre o outro, além de levantar desejos e a necessidade de questionar o que cada um  pode fazer, para fugir dos hábitos ruins, e tomar decisões importantes, para a vida que desejam levar a partir de agora.

Eu amei esse livro. Adorei a escrita divertida da autora, as tiradas bem humoradas, as situações cômicas, sendo uma história que também mostra o drama, de quem tem que viver com uma doença, muitas vezes incapacitante, e como relacionamentos abusivos, podem causar uma baixa autoestima, que te faz duvidar de si mesmo. Amei os protagonistas, Red por ter aquela aparência de bad boy, com tatuagens, cabelo comprido e moto, mas que na verdade é um fofo, que não resiste a ajudar os outros, e sofre com suas dúvidas internas. Já Chloe é uma mocinha que foge muito do que vemos em livros de romance, sendo gordinha, negra e com uma doença tão pouco falada. Uma mulher forte, que se adaptou as suas dificuldades, meio ranzinza, mas ainda doce e acolhedora. 

A leitura é envolvente, divertida, com uma dose certa de drama. Dei várias risadas com diversas cenas, e também me derreti de amores por todos os personagens. As interações entre Chloe e Red, como também deles com os personagens secundários, foram muito boas, e me deixou muito ansiosa por mais, com os livros das irmãs da Chloe, que também estão sendo lançados. O livro desenvolve bem o relacionamento dos dois, sem correr, apesar da forte atração entre eles. É uma leitura que recomendo demais!


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Ana Liberato