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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Resenha: "O Anel do Nibelungo" (Gabriel Lacerda)

Sinopse: O anel de Nibelungo é a mais importante ópera de Richard Wagner. Sua história forma uma teia das várias lendas dos povos do norte da Europa, que foram sendo construídas ao longo de milênios e se emaranham com outras lendas ocidentais. Gabriel Lacerda propõe uma adaptação dessa obra para jovens, costurando com habilidade histórias e personagens que fazem parte do universo popular. Com as ilustrações de Arthur Rackham, o leitor encontrará um universo rico que dialoga com contos de fada, lendas e literatura fantástica tão conhecidos, como O Senhor dos Anéis, A Bela Adormecida e as Moiras.
Fonte: Skoob

Por Eliel: Primeira leitura das minhas compras de Black Friday. Um clássico, desses cheios de versões e releituras. Se você for procurar sobre essa história vai encontrar muitos livros, filmes e até músicas. 

O Anel do Nibelungo é uma versão romanceada de um poema que foi transformado em quatro Óperas e que inspirou grandes autores como Tolkien e Martin, dentre outros. O responsável por unir diversos elementos da mitologia nórdica foi Richard Wagner, ele compôs a música e criou a história em torno desse anel amaldiçoado (já ouviu essa história?).

Gabriel Lacerda pegou uma aventura tão antiga e com habilidade recontou com a maestria de um avô colocando seus netos para sonhar com aventuras tão fantásticas quanto a desse livro. De leitura leve para um mito tão complexo e rico em ilustrações que inspiraram até os maiores autores de fantasia, com certeza é um que vale à pena ser lido pelos fãs da fantasia.

As ilustrações são de Arthur Rackham, um artista espetacular que influenciou gerações com sua forma de retratar mitos, lendas e contos de fadas. Só como exemplo, suas ilustrações podem ser encontradas em versões históricas dos livros dos Irmãos Grimm, Andersen e até mesmo Allan Poe.

Agora sentem-se e aqui em volta e prestem atenção.

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Resenha Especial: “A Sereia” (Kiera Cass)


Por Kleris: Acho que todo mundo que leu algum livro da Kiera Cass já ficou curioso e desejoso sobre o livro The Siren que costumava aparecer na nota de orelha da Série A Seleção. Após 6 anos da publicação lá fora, Kiera teve a oportunidade de retrabalhar esta singular história e agora a Seguinte nos presenteia com sua edição (linda!). Como segurar os FEELS depois dessa, né? Ainda mais que aqui no Dear Book recebemos a confiança e a prova antecipada da editora. Pois bem, cá estou para contar sobre essa leitura. 
As garotas que vocês estão prestes a conhecer aqui [...] são apenas jovens comuns que se depararam com uma irmandade misteriosa. O que mais gosto nessas garotas é que, apesar de serem sobrenaturais em muitos aspectos, ainda são muito vulneráveis em outros. O coração delas é bem frágil, e a capacidade de amarem umas às outras (e algumas pessoas que talvez não devessem) foi o que mais me comoveu quando decidi escrever tudo isto.
Kiera Cass

Kahlen foi a única que sobreviveu ao naufrágio do barco da família, salva pela Água, uma espécie de ser poderoso, que a detém como serva. Kahlen, junto das outras irmãs sereias, deve ajudá-la a saciar sua fome e faz isso cantando para humanos, elas os atraem para que se afoguem. A sentença das sereias é servir por cem anos e então ter sua vida de volta – com todo um apagamento de memória. Ser sereia é, assim, parar no seu tempo e se dedicar à Água. Não pode se envolver com humanos, tampouco falar com eles, pois o menor som de uma voz de sereia faz com que eles entrem em transe e siga para o mar. E ninguém quer matar mais que o necessário...

As meninas sereias têm basicamente três vidas: a comum nossa, a vida de sereia, e a volta à comum, totalmente desligada das anteriores. Por todos os anos de sentença, elas sonham, fazem planos, se ocupam, cumprem suas missões, mas é difícil lidar com o fardo de assassinar pessoas – mesmo que para o bem de outras. Dentre as irmãs, Kahlen parece ser a que mais sofre, pois ela não consegue não se conectar às vidas daqueles que tira. É por isso que o tom da trama é melancólico, pois é Kahlen quem nos conta essa história.

Já com 80 anos de sentença e tão próxima do fim, ela traz uma alma cansada e torturada. Não que suas irmãs Miaka, Elizabeth ou Aisling não sentissem o mesmo peso, mas Kahlen é aquela que mais transparece o quanto se deixa abater. Apesar de tão obediente, ela não consegue abraçar essa vida. Ser imortal, ter uma beleza mítica, viver entre os humanos (elas não tem uma cauda de fato), nada a conforta – às vezes nem mesmo o amor das irmãs, igualmente presas. Como uma depressiva tentando melhorar sua situação, Kahlen vivia um dia de cada vez. Em um desses dias foi que ela experimentou baixar a guarda, se apaixonar e viver como uma garota normal... o que mudou todo o curso de sua sentença.

Respira. Uau, Kiera, por essa eu não esperava... Por vários momentos eu só queria poder te dar um apertado e demorado abraço. Posso?
— [...] Mas também se resume ao que você é.
— Uma sereia? — perguntei, embora parecesse óbvio.
— Não. Minha. 

Em A Sereia, Cass traz o mítico e mergulha no sentimento humano com tamanha delicadeza. Ao concentrar suas ações no amor, no genuíno amor, mesmo com todas as chances contra, Kiera mostra que há sempre espaço para ele e isso é e deve ser libertador. Embora esse ideal tenha um pé de clichê, é como ela escreve e como descreve essa força interior que vemos que nada há de superficial nessa história. Muito pelo contrário, é tocante. Mas também envolve todo um pesar.

É, afinal, uma vida sem liberdade e de poucas escolhas. É como ser espiã, ter as complicadas missões, segredos e não poder falhar nunca, sob a promessa de ser eliminada. E ainda assim há uma centelha que sempre move os corações e não só o de Kahlen está nesse dilema.
Aisling apontou para o colégio interno, indicando a porta que poderíamos usar. A escola até que era bem bonita, com paredes brancas e janelas altas. Algumas garotas de uniforme estavam sentadas nos degraus, enfrentando o frio com copos de sidra quente, e imaginei Aisling naquele mesmo lugar, rindo com as amigas. Esperava que ela nunca ficasse triste por acordar sem lembranças.
— A noite está bonita. Você não podia ter escolhido uma melhor para se perder. Quer dizer, olha só a lua. Noite perfeita para se perder, não acha?

Há momentos, claro, mais suaves, ingênuos, fraternais, esperançosos, descontraídos... é com Akinli que Kahlen sorri verdadeiramente para a vida e é com as suas irmãs que ela encontra forças para não transformar a sentença na tortura da alma. Apesar dos pontos comuns quando se trata de romance, Kiera soube medir bem para não ficar aquela impressão de amor bobo ou de família forçada. Me impressionou que ela não seguiu o caminho fácil.  

Me impressionou também o encanto que é o universo da trama. Como mencionado, as sereias não têm propriamente uma cauda, elas são garotas normais que têm suas belezas afloradas para atrair. O toque da autora ao mito foi bem mais sutil, pois se detém mesmo à “irmandade misteriosa”, o que conferiu à trama poucas reviravoltas e poucos picos de ação – e nem por isso uma lentidão. Fico feliz que a Kiera pôde retrabalhar este livro, pois além de uma extraordinária história, vi uma autora mais amadurecida.
— Você é muito determinada. Um dia, vai encontrar alguma coisa para investir toda essa energia, e então ninguém vai poder te deter. Mesmo agora, numa função que não te dá alegria nenhuma, você cumpre o seu dever com zelo, porque só consegue agir assim. Há um quê de beleza nisso, Kahlen. 

Vale dizer ainda que Kiera tem mesmo um apego pela arte, pela comida (bolos) e vestidos! São com certeza momentos para aquecer o coração. Por outro lado, quem não se sente confortável com leituras melancólicas, talvez não se agrade muito em acompanhar a história de Kahlen, pois a vulnerabilidade salta das páginas.

Não posso deixar de mencionar o primor da Editora Seguinte nesta edição <333 Apesar de não ter a versão final em mãos, o trabalho deles tá bem show e delicado. Traz uma cartinha da autora para nós, leitores brasileiros, e essa capa <33333 vem direto da Bahia! E para quem não sabe, A Sereia é volume único, com nenhuma ligação (afora os traços da autora, claro) com a Série A Seleção.

Recomendo! Já deixo meu abraço a você, leitor, que logo for mergulhar nessa história. Não deixe de voltar aqui e comentar suas impressões. Enquanto isso, ouça um trechinho do canto das sereias (via Epic Reads) e, por favor, não entrem no mar! 

“Com um livro sobre sereias, TINHA que ter uma música. 
Ouça abaixo (link). Notícias logo mais! #ASereia” 
Os livros eram um porto seguro, um mundo separado do meu. Não importava o que acontecesse naquele dia, naquele ano, sempre existia uma história de alguém que havia superado seu momento mais sombrio. Eu não estava só. 

O livro está em pré-venda: na Cultura, na Saraiva e na Submarino. O lançamento oficial é dia 26/jan.


Até a próxima!

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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Resenha: "The Dig" (Audrey Hard)

Sinopse: Zoe Calder sempre foi meio excluída. Aluna de um internato desde que seus pais morreram, Zoe se enterra em estudos sobre mundos antigos. E o que mais a entusiasma, é passar o verão em escavações com seus tios arqueologistas. E um dia, durante uma investigação em um recém-descoberto templo em Creta, Zoe descobre um artefato luminoso que a transporta para a Grécia antiga.  Zoe descobre rapidamente que os deuses do Olímpio são reais, humanos com poderes misteriosos... Poderes que Zoe também chegou a possuir. No entanto, quando o povo da Grécia Antiga confunde Zoe com uma olimpiana, os deuses percebem que o equilíbrio do mundo antigo foi atingido e eles devem restaurá-lo o mais rápido possível.  Zoe é forçada a jogar um jogo perigoso e confuso assim que Hera coloca os deuses contra ela – menos Zeus, o deus jovem e belo que arrisca tudo para salvá-la.  Zoe se vê na Grécia antiga, lutando contra o poder do Olímpio e a vingança de uma deusa desprezada – tudo por um estranho garoto que ela veio a se apaixonar.
Fonte: Tradução livre de GoodReads
Por Eliel: Surpreso, é como posso me descrever ao ler esse livro. Começando por receber um convite da própria autora para resenhar a sua série de estréia sob o pseudônimo de Audrey Hart. A principio, sou um pouco preconceituoso quanto à releituras da Mitologia Grega, então não esperava que fosse tão bom. Li o primeiro capítulo e praticamente tinha que ler os outros. A leitura foi um pouco demorada em função da barreira linguística, meu inglês é bem bom, mas ler um livro fora do seu idioma materno dá um pouco de preguiça (principalmente para quem tem listas intermináveis de leitura).
"E não há nada mais perigoso neste mundo, em qualquer mundo, do que alguém calmo, claro e com raiva".
Mas como a maioria das releituras, esse tem uma nova forma de apresentar os mitos, uma abordagem bem mais contemporânea e pode parecer que se distanciam do original, e de fato o faz, até porque os grandes deuses olimpianos são adolescentes em idade escolar.

A personagem principal, Zoe, é muito racional e verdadeira. Gostei muito dessas características que permitem que ela não seja do tipo de personagem que acredita no inacreditável logo de início, com um humor ácido ela tenta se convencer o tempo todo de que não está na Grécia Antiga até que tem reações bem verdadeiras, caso alguém um dia se encontrasse na mesma situação, ou seja, ela pira.
"O amor é chato assim. Leva embora seu sentido de humor e auto-preservação".
A estória é repleta de altos e baixos e em alguns momentos dá até para adivinhar o desfecho de alguns personagens, mas não se iludam e aguardem as surpresas. Escrito com um tom leve e bem humorado e narrado através dos olhos de Zoe, que é um insegura e não faz amigos com facilidade e lhe falta autoconfiança. Seus pais estão mortos e agora ela vive com seus tios arqueólogos, nas férias de verão ela os acompanha em escavações. Zeus é um jovem forte, bonito. Ele está entediado e esta à procura de algo diferente. Quando ele põe os olhos em Zoe, ele percebe que ela é exatamente o que ele está procurando. O único problema é que ela não sabe que ele é um deus grego e não um deus qualquer, mas o rei dos deuses. Receita para uma aventura histórica.

No geral, uma leitura bem agradável e leve que vai agradar os fascinados por Mitologia Grega, altamente recomendado. Agora, para os leitores do Brasil nos resta aguardar a tradução dessa trilogia. O segundo volume ainda não foi publicado nos Estados Unidos.

P.S.: Quotes em tradução livre.
quarta-feira, 19 de março de 2014

Resenha: "O Coração dos Heróis" (David Malouf)

Tradução por Paulo Polzonoff

Por Eliel: Uma guerra não acaba, simplesmente assim. Tróia está em chamas, os gregos venceram. Porém, ainda há muito sofrimento e dor, afinal, a guerra apenas mudou o seu campo de batalha. A guerra travada em frente aos portões da cidade agora sera travada em corações.
Mas o que parece tolice é justamente o mais razoável às vezes. O fato de nunca ter sido feito, de ser uma novidade impensável, exceto por eu ter pensado nisso, é exatamente o que me faz acreditar que eu deveria tentar.
Esse é apenas o começo, mas se espera saber mais sobre a guerra. Esqueça! Há pouquíssimas menções a batalhas ou a guerra propriamente dita. Porém, podemos tirar profundas lições para usarmos no dia-a-dia.

Eles se sentam em silêncio agora, a mão dela entre as dele. Já conversaram sobre essas coisas antes. Tranquilos, soberbos. São dois velhos pedindo conselhos um ao outro, buscando consolo na presença um do outro. Duas crianças de mãos dadas no escuro.
Aquiles deseja vingar a morte de seu querido Pátroclo, para isso mata Heitor e humilha seu corpo por arrastá-lo durante onze dias próximo aos muros de Tróia.

Ninguém tem coragem de fazê-lo parar, exceto por Príamo, rei de Tróia e pai de Heitor. Deixando de lado todo seu orgulho e grandeza, ele entra no território inimigo com a ajuda de um carroceiro e duas mulas.
Para o público, sempre fui o que pareci ser. Esta é a disciplina dos reis. Mas, para conseguir isso, tive de ser mais rígido do que os demais.
Soax, o carroceiro, será o sábio que conduzirá as lições durante as páginas desse livro de leitura leve e cativante. A complexa estória de a Ilíada de Homero toma novas formas nas habilidosas mãos de David Malouf. Percorra os cinco capítulos dessa releitura de um clássico e descubra muito mais da natureza humana que é muito mais do que brinquedo nas mãos dos deuses.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Resenha: "Helena de Troia" (Francesca Petrizzo)

Tradução por Marcos Marcionilo

Por Eliel: Essas são as memórias da mulher mais desejada do mundo. Em outros livros suas histórias foram narradas por terceiros, mas dessa vez a própria Helena nos conta cada pormenor de sua vida. Francesca desnuda a lendária protagonista e a torna mais real, mostrando a mulher forte que ela é.
Helena é meu nome, mas posso ouvi-los chamando-me de adúltera nas minhas costas. Nasci em Esparta, mas fui embora para Troia, por amor. Eles costumavam dizer que eu era a mulher mais bonita do mundo e viviam julgando o quão pouco ganhei e o quando perdi depois que fugi, mas eles não estavam lá depois de tudo o que passei. Eu estava.
Como será que deve ter se sentido ao ser oferecida em casamento à Menelau para garantir a paz e a sobrevivência de seu povo? Como deve se sentir uma mulher obrigada a buscar nos braços de outros o que lhe fora negado? Tristeza e tragédia já acompanham desde muito cedo.
Com passos hesitantes, alcancei o espelho. E odiei o que vi. Uma puta. O sono tinha desfeito a maquiagem em volta dos olhos, meu rosto era agora uma máscara borrada por diversão. A boca, uma careta sanguínea, descontente. Velha. O rosto de minha mãe, após uma noite passada com um de seus soldados.
Temos as narrativas desde a infância em Esparta, os anos ao lado de Menelau, a fuga com Páris e todas as consequências de todos os seus atos. Uma mulher poderosa movida à paixão e amor que causou uma das guerras mais famosas de todos os tempos.
- Vinda do mar... - quase um sussurro. E depois de novo aquela voz atormentada. - Vinda para trazer a ruína a Troia!
Francesca assumiu o risco de escrever sobre um tema amplamente abordado, e o fez com extrema maestria. Ela fez de algo conhecido algo novo. Você nunca mais verá Helena com os mesmos olhos.
O amor dos mortais é pouca coisa, e, no entanto, aquece, mesmo de longe.

domingo, 14 de abril de 2013

Resenha: “Amante da Fantasia - Série Dark Hunters # 1” (Sherrilyn Kenyon)

Juny: Li esse livro em 3 dias e me apaixonei profundamente, Sherrilyn sabe como escrever um belo romance hot!

Dessa vez acho que se eu descrever o livro não vou conseguir fazer melhor que a sinopse, que nada mais é que um relato de Julian, segue:

“Ficar preso em um quarto com uma mulher é algo formidável. Ficar preso em centenas de quartos durante mais de dois mil anos não é. E ser amaldiçoado dentro de um livro como um escravo sexual pela eternidade pode arruinar até mesmo o dia de um guerreiro espartano. Como escravo sexual, eu sabia tudo a respeito das mulheres. Como tocá-las, como saboreá-las e, principalmente, como satisfazê-las. Porém, quando fui evocado para realizar as fantasias sexuais de Grace Alexander, encontrei a primeira mulher na história que me enxergou como um homem com um passado atormentado. Só ela se importou em me tirar do quarto, levando-me para o mundo. Ela me ensinou a amar outra vez. Mas eu não nasci para conhecer o amor. Fui condenado a uma solidão eterna. Como general, eu tinha aceitado minha sentença havia muito tempo. Porém, agora encontrei Grace... a única coisa sem a qual meu coração ferido não é capaz de sobreviver. Com certeza, o amor pode curar todas as feridas, mas poderá também romper uma maldição de dois mil anos?”
A partir disso o livro gira em torno desenvolvimento da relação entre Grace e Julian, e da busca por uma maneira de quebrar a maldição. Também há dramas do passado e perigos no presente.

Julian a principio é apenas um escravo sexual determinado em realizar sua função. Porém ao decorrer do livro conhecemos sua história, seus dramas e seus sentimentos. Um jogo de intrigas entre os deuses o fez perder tudo e ser aprisionado no livro. Ele é um personagem maravilhoso que te conquista a cada página, impossível não se apaixonar por Julian.
– Veja como ele está vestido. Você traz a público um deus grego usando shorts e uma camiseta regata dois números menores. Céus, Selena, no que você estava pensando?
– Está fazendo 39 graus aqui fora, e a umidade do ar está enorme. Eu não queria que ele morresse de hipertermia.
– Moças, por favor. Julian colocou-se entre elas. – está quente demais para ficarem brigando por algo tão insignificante quanto as minhas roupas. – Ele deslizou um olhar faminto por Grace, e então deu um sorriso que derreteria qualquer mulher. – E eu não sou um deus grego. Sou apenas semideus.
Grace é uma garota que sofreu muito em seu relacionamento anterior, não quer se envolver com mais nenhum homem e não quer ser usada. Resiste bravamente aos encantos de Julian e é a única pessoa que o vê como humano e não apenas um objeto de desejo. Embora sua resistência às vezes seja extrema, ela tem suas razões e isso ajuda no desenvolvido da relação deles.
– Você tem colecionado livros por um bom tempo – ele comentou, olhando as prateleiras repletas.
Ela anuiu.
– Eles eram meus melhores amigos enquanto e crescia. Acho que o amor pela leitura é provavelmente o maior presente que meus pais me deram. – Ela ergueu Peter Pan. – Este era do meu pai quando era criança. É meu bem mais apreciado. (...)
Compreendia bem como Grace se sentia em relação aos livros. Ele fora assim na juventude. A cada chance que tivera, escapara para o mundo da fantasia, onde heróis triunfavam. Onde demônios e vilões eram aniquilados. Onde mães e pais amavam seus filhos. (...)”
Destaque também para Selena, a amiga doida de Grace, que foi responsável pela invocação de Julian, para tentar ajudar a amiga. Ela dá um toque de leveza a trama, mesmo nos momentos mais tensos. Os deuses (Afrodite, Eros, Athena e etc.) são retratados de uma maneira moderna e divertida,e há todo um drama familiar entre eles. Também é divertido o fato de Julian não conhecer a tecnologia moderna e ficar admirado com luz elétrica, micro-ondas, TV, carro e etc. O final é bem desenvolvido, cheio de reviravoltas.

Não pude deixar de ir desesperadamente comprar o segundo livro dessa série, “Prazeres da Noite”, pois preciso de mais uma dose dessa escrita encantadora de Sherrilyn.
– Vou deixa-la me ensinar, mas apenas se colocar seu baby-doll vermelho... (...)
Ela colocou os dedos sobre os lábios de Julian, interrompendo-o.
– Se colocar aquilo, duvido que você vá aprender alguma coisa que já não saiba.
Ele acariciou seus dedos entre os dentes.
– Prometo que vou me comportar.
Mesmo sabendo que era uma péssima idea, ela deixou que ele a persuadisse.
Embora seja um romance hot, a parte hot fica a maior parte do tempo só na expectativa, o foco do livro é a aproximação entre Grace e Julian e o jogo de sedução caliente entre eles. Um livro que te faz suspirar e acreditar na força do amor. É possível defini-lo como um conto de fadas mitológico com um toque adulto. Leitura mais do que recomendada.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

[Gastronomia e Literatura] Vênus e Adônis

Bom Dia Pessoas,

Que dia é hoje? Na Roma antiga o dia 19 de Julho era dedicado ao casal mais belo de todos, Vênus e Adônis. E aqui está a história desse casal descrita no "Livro de Ouro da Mitologia".

Brincando, certo dia, com seu filho Cupido, Vênus feriu o peito em uma de suas setas. Afastou a criança, mas a ferida era mais profunda do que pensara. 

Antes de curá-la, Vênus viu Adônis, e apaixonou-se por ele. Já não se interessava por seus lugares favoritos: Pafos, Cnidos e Amatos, ricos em metais. Afastava-se mesmo do céu, pois Adônis lhe era mais caro. 

Seguiu-o, fez-lhe companhia. Ela, que gostava de se reclinar à sombra, sem outras preocupações a não ser a de cultivar seus encantos. Agora anda pelos bosques e pelos montes, vestida como a caçadora Diana; chama seus cães e caça lebres e cervos, ou outros animais fáceis de caçar, abstendo-se, porém, de perseguir os lobos e os ursos, rescendendo ao sangue dos rebanhos. Também recomenda a Adônis que tenha cuidado com tão perigosos animais:
 — Sê bravo com os tímidos. A coragem contra os corajosos não é segura. Evita expor-te ao perigo e ameaçar minha felicidade. Não ataques os animais que a natureza armou. Não aprecio tua glória ao ponto de consentir que a conquistes expondo-te assim. Tua juventude e a beleza que encanta Vênus não enternecerão os corações dos leões e dos rudes javalis. Pensa em suas terríveis garras e em sua força prodigiosa! Odeio toda a raça deles. Queres saber por quê? - E, então, contou a história de Atalanta e Hipómenes, que ela transformara em leões, para castigo da ingratidão que lhe fizeram. 
Tendo feito essa advertência, Vênus subiu ao seu carro, puxado por cisnes, e partiu, através dos ares. Adônis, porém, era demasiadamente altivo para seguir tais conselhos. Os cães haviam expulsado um javali de seu covil e o jovem lançou seu dardo, ferindo o animal de lado. A fera arrancou o dardo com os dentes e investiu contra Adônis, que virou as costas e correu; o javali, porém, alcançou-o, cravou-lhe os dentes no flanco e deixou-o moribundo na planície. 

Vênus, em seu carro puxado por cisnes, ainda não chegara a Chipre, quando ouviu, cortando o ar, os gemidos de seu amado, e fez voltar para a terra os corcéis de brancas asas. Quando se aproximou e viu, do alto, o corpo sem vida de Adônis, coberto de sangue, desceu e, curvando-se sobre ele, esmurrou o peito e arrancou os cabelos. 
Acusando as Parcas, exclamou:
 — Sua ação, porém, constituiu um triunfo parcial. A memória de meu sofrimento perdurará, e o espetáculo de tua morte e de tuas lamentações, meu Adônis, será anualmente renovado. Teu sangue será mudado numa flor; este consolo ninguém pode negar-me. 
Assim falando, espalhou néctar sobre o sangue e, ao se misturarem os dois líquidos, levantaram-se bolhas, como numa lagoa quando cai a chuva, e, no espaço de uma hora, nasceu uma flor cor-de-sangue, como a da romã. Uma flor de vida curta, porém. 

Dizem que o vento lhe abre os botões e depois arranca e dispersa as pétalas; assim, é chamada de anêmona, ou flor-do-vento, pois o vento é a causa tanto de seu nascimento como de sua morte.

E para acompanhar esse breve romance, temos uma receita no mínimo exótica, porém de sabor único - Risoto de Romã com Alho-Poró.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

INDICAÇÃO "Pegasus e o Fogo do Olimpo" - Kate O'Hearn


Existem tantas temáticas para serem abordadas em livros e uma das que sempre me encantam são as sobre mitologia grega. Acho fascinante a história grega, sobre os deuses e deusas e as mais variadas lendas.

Por esse motivo a Editora Leya acertou em cheio mesmo no lançamento do primeiro livro da saga Olimpo em Guerra, com o exemplar Pegasus e o Fogo de Olimpo. Se você adora mitologia e curte batalhas realmente incríveis e muita ação, diga-se de passagem, esse livro foi feito para nós. Sim, para nós, pois eu sou uma incontestável fã de aventuras.

Antes mesmo de ler o primeiro livro, já fiquei curiosa pelos próximos e espero de verdade poder fazer uma resenha maravilhosa e compartilhar com vocês. O interessante, também, é que apesar de se tratar de lendas e mitologias, a história também se mescla com o tempo atual, já que Emily se aventura com Pegasus na corrida contra o tempo para salvar a cidade de Olimpo. Vale muito a pena conferir!


Gênero: Ficção / Literatura estrangeira
Formato: 14x21cm
ISBN: 978-85-8044-075-1
Páginas: 296

Sinopse: Quando Pegasus, o mítico cavalo com asas, cai de uma grande tempestade no teto de um apartamento em NY, a vida da jovem Emily vira uma verdadeira lenda: batalhas épicas com monstros medonhos, uma busca desesperada para encontrar aliados, voos radicais sobre um belo cavalo com asas e um desafio heróico para salvar o Olimpo antes que o lugar seja destruído. Junte-se a Pegasus nesta incrível aventura!

PREPARE-SE! A GUERRA NO OLIMPO ESTÁ SÓ COMEÇANDO...


“Os fãs de mitologia grega encontrarão muita paixão no primeiro
romance da saga Olimpo em Guerra. KATE O’HEARN narra uma
vencedora mistura entre aventura moderna e fantasia clássica.”
Rick Riordan, autor da série PERCY JACKSON

 
Ana Liberato