segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Resenha: “O chamado da floresta” (Jossi Borges)

Por Kleris: Há muito tinha essa novelinha no kindle só a espera de um momentinho mais propício – quem já viu muitas de minhas resenhas, sabe que gosto de combinar leituras com “momento certo”. E foi certeiro! 
Mariana sempre desdenhara as velhas lendas de seus pais e avós sobre os seres encantados, visagens e assombrações das matas. Curupira, Saci, Iara, Boto... Tudo isso para ela não passava de simples folclore, contos lendários repassados de geração a geração ou velhas tradições indígenas. Seria apenas isso mesmo? O conto, ambientado numa propriedade rural dos anos 1950, traz à tona as belezas e a magia do folclore brasileiro, revivido em uma fantástica e idílica história de amor. (Skoob)


Pouco li literaturas com nosso folclore, então foi uma boa surpresa ter esse contato. O prólogo, então, foi outra grata surpresa, por trazer um cordel lindo.

[...]
Eu me aproximei do vulto
E murmurei em tom caipira
“Quem és tu? Por qual motivo
Tanto a fauna te admira?”
Ele disse: “eu sou lendário,
Eis meu nome, CURUPIRA”

Jossi coloca elementos muito conhecidos da literatura fantástica, porém, com um toque singelo, ingênuo e despretensioso. Geralmente se pensa no curupira como uma figura travessa e sempre tão à margem nas histórias. Jossi o coloca de maneira repaginada, o que é um bom conflito e arranjo para a trama.

De início não curti muito a protagonista, Mariana, mas aos poucos sua história foi me ganhando. Ela tinha sonhos para além da cidadezinha que morava, da roça, queria mais da vida, mais do que frívolas historietas para boi dormir... E por isso mesmo, negava-se a acreditar nelas, mesmo já tendo tido alguma espécie de experiência sobrenatural. Mariana havia escolhido não acreditar e permanecer no mundo “real”. Aos poucos, conforme a história anda, isso vai mudando na cabeça dela. 
Eu tinha passado a noite entre um sonho estranho e outro, no qual me via percorrendo as florestas da fazendo, correndo de alguma coisa. E ao mesmo tempo querendo que tal coisa me encontrasse. Eu não sabia o quê ou quem era. Então, no meio da madrugada, acordei com os assobios. 
Alguma coisa despertou em mim, uma ânsia, uma saudade, um desejo, como se eu sempre estivesse esperando por aquilo. Talvez mais do que esperara pelo príncipe encantado garboso da cidade grande.

Achei bacana que a Jossi não deixou de explorar outros conflitos, escolha que muitos contos por aí deixam a desejar. A corroborar, sua escrita é leve e serena, o que deixa a leiturinha um amorzinho para fim de noite, descanso e muitos sonhos. Vou com certeza atrás de mais textos dela – e já garanti alguns deles :)

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Até a próxima!

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Ana Liberato