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terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Resenha: "Gay de Família" (Felipe Fagundes)


Sinopse: Diego espera tudo de ruim dos próprios parentes, mas tudo mesmo. Que o pai tenha uma segunda família. Que a mãe comande um esquema de tráfico humano. Que o irmão lave dinheiro. Por serem versados em todos os crimes do manual da família tóxica, Diego decidiu ser gay bem longe deles. E tudo vai muitíssimo bem, obrigado.

Porém, às vésperas de uma viagem aguardadíssima com amigos, seu irmão aparece implorando por um favor: que Diego seja babá dos três sobrinhos por um final de semana, crianças com as quais ele nunca conviveu. De olho na grana que o irmão promete pagar e acreditando piamente no seu potencial como tio, ele aceita a proposta sem imaginar que os pequenos são, no mínimo, peculiares.


O que a princípio parece moleza, mesmo envolvendo uma gata demoníaca, um amigo imaginário e um porteiro potencialmente sádico, acaba se revelando um desafio quando Diego percebe que terá que revirar seus sentimentos e provar que pode dar conta do recado, sem perder o rebolado que apenas um tio gay é capaz de manter.


Por Stephanie: Gay de família já era um título bem conhecido por mim, muito antes de eu iniciar a leitura. A história foi lançada, inicialmente, em formato de conto, que se expandiu e se tornou um romance depois de ter ganhado um certo hype pelos leitores. Vários amigos meus tinham lido o conto, e foram eles que me fizeram ter vontade de conhecer essa versão “estendida”.


Vou ser bem sincera com vocês: no começo, eu tive muita dificuldade de gostar do Diego. Na verdade, arrisco dizer que o achei bem insuportável, haha. Ele me lembrou de algumas pessoas que eu conheço na vida real, que são meio vazias, fúteis e sem muita personalidade. Até as piadas dele me deixavam desconfortável. Eu não sou o tipo de pessoa que espera sempre se identificar com os protagonistas dos livros, mas poxa, quando a pessoa é tão oposta assim, é puxado, né?


Felizmente, o melhor estava por vir. A chegada das crianças fez tudo valer a pena! Que personagens mais carismáticas, fofas e verossímeis. Já lidei com muita criança na vida e digo que praticamente todas as situações apresentadas pelo autor são totalmente possíveis de acontecer (ainda que com alguns exageros). Me diverti muito com o tom “Sessão da Tarde” das cenas com os sobrinhos de Diego, até porque o autor incluiu até uma pitadinha de mistério sobre um certo assunto que tem tudo a ver com esse tipo de história.


Outra coisa que gostei bastante foi a mensagem/crítica com relação às pessoas que dizem odiar crianças. Quando paramos para pensar, é realmente absurdo vivermos em uma sociedade em que crianças não são vistas como pessoas, a ponto de alguém se achar no direito de odiá-las só por existirem. Felipe Fagundes acertou demais aqui.


O humor de Gay de família sempre foi muito elogiado pelos leitores, e eu até tive momentos de risos sinceros, mas achei que em alguns momentos o tom humorístico se perdia um pouco e beirava o exagero. As referências, apesar de não serem excessivas, ficaram um pouco datadas, na minha opinião. Mas nada que traga um grande impacto para a experiência como um todo.


Os personagens como um todo são bem escritos e suas relações, muito críveis. Consegui imaginar o grupo de amigos de Diego com perfeição, bem como sua (complicada) família. O desfecho também soou muito real pra mim; é uma mistura muito bem feita de final feliz com uma pitada de pé no chão que fez todo o sentido para essa jornada.


Com certeza recomendo essa leitura, principalmente para quem não teve contato com o conto. Felipe Fagundes com certeza é um autor que ficarei de olho e acompanharei seus próximos lançamentos!


Até a próxima, pessoal!

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sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Resenha: "Eu beijei Shara Wheeler" (Casey McQuiston)

 

Tradução: Guilherme Miranda

Sinopse: Chloe Green está a um passo de terminar o ensino médio e deixar False Beach, a cidadezinha ultraconservadora onde vive, para trás. Mas, antes disso, ela tem um último objetivo a cumprir: ser eleita a melhor aluna do colégio e a oradora da turma. Seu único obstáculo? Shara Wheeler, a garota mais popular da cidade, que arranca suspiros por onde passa.

Só que, faltando pouco mais de um mês para a formatura, Shara simplesmente desaparece. Todos são pegos de surpresa, mas Chloe tem um motivo a mais para ficar chocada: um dia antes, Shara a tinha beijado na boca sem maiores explicações.
Decidida a encontrá-la para tirar a história a limpo, Chloe logo se vê em uma busca bastante inusitada: Shara espalhou vários cartões pela cidade, dando pistas sobre o seu paradeiro e revelando uma personalidade até então desconhecida ― e que pode mudar completamente os planos de Chloe.

Por Jayne Cordeiro: Em "Eu beijei Shara Wheeler", o mais novo lançamento da autora Casey McQuiston, conhecida pelo livro "Vermelho, branco e sangue azul", somos apresentados a Chloe Green, uma jovem bissexual, que está fazendo seu último ano escolar em False Beach, uma cidade pequena e ultraconservadora. Seu maior sonho é sumir dessa cidade e encerrar sua estadia como a melhor aluna da escola e oradora da formatura. Ela só tem uma concorrente à altura: Shara Wheeler, uma jovem perfeita aos olhos de todos.

Há anos, Chloe e Shara vivem uma guerra acadêmica, e Chloe não pode ignorar quando a outra garota desaparece do nada, semanas antes da formatura, e das últimas atividades escolares, que vão decidir quem vai ganhar essa briga. E para completar, no dia anterior do sumiço, Shara beijou Chloe do nada e desapareceu. Aumentando o mistério, Shara deixou vários cartões com mensagens e pistas, para Chloe e outras pessoas próximas, e acaba mostrando um lado seu que ninguém parecia conhecer.

Já tive a oportunidade para ler os outros dois livros da autora, lançados por aqui. Dos três, esse foi o que eu gostei menos. É um  livro cheio de representatividade, o que lembra muito "Última parada". Temos vários personagens que estão se descobrindo e entendo quem são. As relações entre eles são muito legais, e algumas situações são divertidas e inusitadas. Mas no geral, foi o livro mais fraco da autora, pelo menos para mim. Não sei se o problema foi a premissa inicial.

A ideia de seguir pistas de uma pessoa desaparecida, me lembrou um livro do John Green, e ao mesmo tempo eu não consegui comprar a ideia de jovens que ficam seguindo pistas e cartões deixados por uma garota que escolheu sumir e fazer uma caça ao tesouro com o seu paradeiro. Também não conseguimos ter muitos momentos entre Chloe e a Shara, e talvez isso tenha feito a diferença. Tem menos interação entre o casal do que os outros dois livros da autora, e é menos divertido que eles também.

Mas ainda assim é um livro bem interessante, com uma boa escrita, e personagens com os quais nos identificamos. A protagonista Chloe é instigante, e os seus amigos e parceiros de investigação geram bons momentos no livro. Para quem gostou dos outros livros da autora, não dá para deixar de ler esse aqui, e vai ter aqueles que vão amar, e aqueles que vão gostar. Como outras obras da autora, este livro vai te conquistar pelas relações entre os personagens. Dificilmente terá quem não goste. Gostaria de mencionar que achei a capa muito legal, e é interessante deixar na mesma ideia de animação, como os livros anteriores. 


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terça-feira, 12 de julho de 2022

Resenha: "To Hate, Adam Connor" (Ella Maise)

 

Tradução: Carolina Caires Coelho

Sinopse: Você pode se perguntar: quem é Adam Connor? Ele é o ator premiado da Academia e recentemente divorciado que acabou de se mudar para a casa vizinha com o filho. Também é um homem extraordinário e o desgraçado mais espertinho e enfurecedor com quem já me deparei.

Vamos ser sinceras aqui, você não iria xeretar por cima do muro para vê-lo, com esperança de que estivesse nu? Não se derreteria depois de observá-lo se exercitando enquanto seu filho de cinco anos o aplaudia? Preciso mencionar aquele abdome, a protuberância enorme em sua calça ou aquele braço erótico? Ah, espere, você nunca o espiaria? Seeeiii…

Enquanto eu estava pensando em não invadir e só considerando lhe oferecer um ombro — ou talvez um peito ou dois — no qual chorar (sabe, por causa do divórcio), ele me colocou na cadeia depois de um pequeno incidente. Cadeia, galera! Era para ele me garantir infinitos orgasmos como agradecimento, não uma cela na prisão.
Após esse dia, eu estava planejando mentalmente formas de estrangulá-lo em vez de pular em seu colo e fazer amor gostoso. E daí que meu corpo fazia mais do que estremecer quando ele sussurrava coisas safadinhas no meu ouvido? Não posso ser responsável por isso. E quando foi a última vez que ele tinha beijado alguém, de qualquer forma? Quem iria gostar de um beijo que poderia causar infarto?

Mesmo que ele e seu filho fossem as melhores coisas desde a invenção do pão de forma — e não estou dizendo que ele era —, eu não podia me apaixonar por ele. Não importava quais promessas ele sussurrasse em minha pele, minha maldição não nos deixaria em paz. Eu não era uma donzela em perigo — podia salvar a mim mesma, muito obrigada —, porém, lá no fundo, ainda torcia para Adam Connor ser o herói da minha história.


Por Jayne Cordeiro: Em "To Hate, Adam Connor", conhecemos Adam, um famoso ator de Hollywood, que está saindo de um recente divórcio. Seu foco no momento, é seu filho Aiden, que fica triste toda vez que precisa ir ficar com a mãe, que não lhe dá muito atenção. Adam é surpreendido por uma mulher que invade seu jardim. Após mandar prender a suposta perseguidora, ele descobre que ela mora na casa do seu vizinho, Jason Thorn.

Lucy está morando na casa da amiga Olive e seu marido Jason, enquanto tenta resolver a sua vida, após o fim de um relacionamento. Ela se arrepende de ter se envolvido em primeiro lugar, quando sabia que a "maldição" da família, nunca vai deixar que ela tenha um amor duradouro. Ela não consegue resistir ao saber que o famoso, e gato, ator Adam Connor mora na mansão ao lado, e decide dar umas bisbilhotada. Mas uma situação acaba fazendo com que ela seja descoberta. O homem pode ser uma maravilha aos olhos, mas seu comportamento com lucy, a faz gostar cada vez menos dele, ou será que é o contrário?

Eu estava bem curiosa para esse livro, porque a protagonista está no livro "To Love, Jason Thorn", e ela é uma personagem muito cativante e divertida. As interações dela com qualquer personagens são muito interessantes. Então eu sabia que esse livro seria divertido e instigante. Os pensamentos dela são muito legais de acompanhar, e você nunca sabe o que vai sair da boca dela.

Quanto a Adam, esse homem faz qualquer ovário explodir. Suas interações com o filho de cinco anos, o incrível Aiden, são uma coisa fofa de se ver. Apesar de no começo ele não ter uma das melhores atitudes, ele vai se mostrando um personagem muito ligado ao filho, protetor e destemido, quando precisa se aproxima e conquistar uma mulher que fica resistente ao romance.

Normalmente, eu não sou fã de personagens que ficam fugindo de relacionamentos, mas no caso da Lucy, a história dela é muito bem construída, e apesar de ela tentar fugir de se envolver mais profundamente com Adam, ela não consegue realmente se afastar dele ou do filho encantador dele. Eu confirmo aqui, minha paixão pela escrita da Ella Maise, e já quero ler todos os livros dela. Nesse romance temos temas bem legais abordados, como o mundo do cinema, o impacto para os filhos de famosos, o que as pessoas estão dispostas a fazer pela fama, e como somos influenciados pelas histórias de nossos antepassados. 

Este livro é uma leitura gostosa e envolvente, com um casal que vai se aproximando e se desenvolvendo aos poucos, e que consegue prender o leitor até o final. Você vai ter vários momentos para rir, se emocionar e ser envolvido em romance e fofura, com esses personagens. É uma leitura que recomendo!


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sexta-feira, 17 de junho de 2022

Resenha: "O Legado" (Elle Kennedy)

 

Tradução: Juliana Romeiro

Sinopse: O que acontece depois do “felizes para sempre”? Um casamento. Um pedido. Uma fuga. Uma gravidez surpresa.

A vida após a formatura não é bem o que Hannah e Garrett, Grace e Logan, Allie e Dean, e Sabrina e Tucker imaginaram. Eles têm um ao outro, claro, mas também têm problemas para os quais os quatro anos na Briar não os prepararam. Para esses casais, o amor é a parte fácil. Crescer, no entanto, é bem mais complicado.

Os personagens mais queridos de Elle Kennedy retornam neste livro especial, que reúne quatro novelas e nos faz entender que grandes decisões podem trazer grandes consequências ― e, com sorte, grandes recompensas também. Se você já se perguntou como estão seus casais favoritos agora, O legado é a sua melhor chance de descobrir.


Por Jayne Cordeiro: "O Legado" é o quinto livro da série "Amores Improváveis", que deu origem a série spin-off "Briar U", todos escritos pela Elle Kennedy. Este livro se passa depois da série original e do spin-off, e é possível ler após "Amores Improváveis", apesar de fazer algumas menções a "Briar U". O livro é dividido em quatro contos, cada um focado em um casal, e basicamente seguem em ordem cronológica, e se complementam. O primeiro conto, "O Pacto" é focado em Logan e Grace, que estão atolados com o trabalho, sem tempo para ficarem juntos, e decidem tirar uns dias de folga em um passeio que acaba dando errado. 

Dean e Allie protagonizam "O pedido", em que Dean acredita que chegou a hora de pedir Allie em casamento, mas ela pode não estar preparada para essa etapa ainda. Já em "A lua de mel", Tucker e Sabrina partem em lua de mel, viajando sozinhos pela primeira vez desde que Jamie nasceu. Essa viagem pode ser um momento cheio de lazer ou causar problemas, ainda levantando questões que eles nem imaginavam. E o último conto é "O Legado", com nosso casal Garret e Hannah. Os dois estão no auge do sucesso em suas carreiras, mas existe algumas questões familiares que Garret precisa resolver sobre seu pai, e um acontecimento inesperado, pode levantar dúvidas sobre se o casal está preparado para criar uma família.

Quando esse livro foi lançado, não havia dúvidas de que eu precisava dele para ontem. Sou apaixonada por tudo o que a Elle Kennedy escreve, e tenho um carinho imenso por esses personagens. Eu poderia ler um livro só com o encontro desse povo reunido em um bar. A autora mantem aqui, todas as qualidades que tanto me atraem nos livros dela: Diálogos divertidos, cenas românticas incríveis e dramas bem construídos. E é muito legal ver onde esses casais estão anos após a formatura, como seguem suas carreiras, e amadurecem ainda mais. 

Garanto que o leitor vai dar muitas gargalhas com acontecimentos desse livro. Temos desde maria-patins invadindo o quarto de jogadores a bonecos "amaldiçoados", e é impossível não dar muitas gargalhadas. Da mesma forma que o livro também aborda temas maduros e interessantes, temos a forma como um adulto lida com as memórias de abuso infantil, como nossos sonhos podem mudar com o tempo, ou como é importante considerar o outro no relacionamento, quando pensamos no futuro. É uma leitura dinâmica, rápida, que dá ler em uma tarde. Um livro que é um ótimo entretenimento, divertido e que o leitor vai acabar, se sentindo muito satisfeito. E quem sabe, com vontade de começar a ler a série toda de novo.


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sexta-feira, 10 de junho de 2022

Resenha: "Em Águas Profundas" (F.T. Lukens)

 

Tradução: Sarah Bento Pereira

Sinopse: Reis, piratas e seres mágicos em um mundo de aventuras Tal é um jovem príncipe que viveu nas terras do reino de sua família. Ao longo dos anos, ele passou por um rigoroso treinamento para aprender a controlar a própria magia. Agora, aos 16, ele tem a oportunidade de realizar uma viagem ao lado do irmão mais velho, para explorar o reino e navegar por águas misteriosas, antes de assumir funções políticas oficiais. E a aventura começa quando ele é encarregado de vigiar um misterioso prisioneiro encontrado num barco abandonado. Tal se distrai com a forte conexão que logo estabelece com Athlen, que aproveita para fugir e desaparece em mar aberto. Ainda sem conseguir processar aqueles breves momentos, ele é sequestrado por piratas e mantido como refém para que revele seus poderes: algo que pode fazer explodir uma guerra e destruir toda a sua família. 


Por Jayne Cordeiro: "Em águas profundas" somos apresentados a Tal, um dos príncipes mais jovens da família real, e que sempre permaneceu afastado do público, devido a um segredo: o jovem possui um grande poder mágico, o mesmo que seu avô, um rei conhecido por causa grande destruição nos reinos, também tinha. Por medo da reação dos outros povos, Tal sempre escondeu sua magia, enquanto estudava seu controle. Mas agora ele está na época de realizar uma tradição familiar, que é uma viagem pelo reino. É nesta viagem que ele acaba sendo obrigado a vigiar um misterioso prisioneiro encontrado em um barco à deriva, com quem ele parece ter uma ligação muito forte. Além disso, quando Tal é sequestrado por piratas, ele vai precisar decidir se deve se manter escondido ou demonstrar sua força, se quiser salvar o reino.

Eu adorei esse livro. Amo história com piratas, magia e reinos, e esse aqui tem tudo isso e um pouco mais. Além disso, foi muito legal ver uma história envolvendo um casal gay, como protagonista, dentro desse tipo de universo, e que o foco não era a dúvida em se assumir ou como os outros lidariam com isso. Era simplesmente um rapaz que está interessado em outro rapaz, e a dúvida era muito mais sobre a questão de príncipe/plebeu do que homem/homem. Fora isso, também gostei muito dos personagens. Eu queria botar Tal e Athlen em um potinho e proteger do mundo, eles são muito fofos, ingênuos mas fortes e guerreiros.

A história em si é simples, mas é muito gostosa de acompanhar, leve, apesar de tratar de temas interessantes como preconceito, criticas a monarquia e individualidade, mas é um livro que você consegue ler rápido e serve para relaxar, sair daquele clima pesado que as vezes um outro livro nos deixou. Foi uma história que me surpreendeu, e achei a edição muito bonita com a capa e algumas imagens que possui no interior. É um livro que eu recomendo, para quem gosta de fantasia e quer uma leitura rápida e leve, mas cheia de aventuras e romance,


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segunda-feira, 16 de maio de 2022

Resenha: "Encontro à Meia-noite" (Emma Castle)

 

Tradução: Lígia Barros

Sinopse: Diana Kingston estava devastada. Seu pai tinha uma doença terminal, os médicos já não davam esperanças. Ela gostaria muito de ter poderes para mudar essa situação…Então, após um pedido muito fervoroso, ela recebeu a notícia de que seu pai estava curado, mas, também chegou uma carta de um estranho. Sexy, tentador e misterioso.

Lucien Star. Ele foi o responsável por aquele milagre. O que ele queria em troca? Três meses do tempo dela à disposição dele. O que no princípio mostrou-se assustador, passou a ser um encontro muito aguardado. Os dias passam, o prazer aumenta. Agora, ela só queria que aquele encontro à meia-noite durasse mais… durasse para sempre.


Por Jayne Cordeiro: Diana está com o pai internado no hospital, sem esperanças de sobreviver, após um a dura luta contra um câncer. Ela seria capaz de qualquer coisa, para ajudar ao pai, e é assim que ela acaba fazendo um pacto com Lucien Star. Em troca da cura do pai, ela promete três meses do seu tempo para ele, fazendo o que ele quisesse. Diana fez literalmente um pacto com o Diabo, e enquanto no começo, ela temia o que esses encontros traria, agora ela espera ansiosamente cada noite. Será possível que exista algo de bom por trás daquele anjo caído?

Quando eu li esse livro, tinha acabado de ler "Amor Selvagem", que já resenhei por aqui, e que gostei muito. Adorei a escrita da autora e fui correndo atrás demais, e foi assim que acabei nesse livro, que também me conquistou rápido. Adoro histórias em que o mocinho (ou vilão no inicio), tem aquela fama de ruim, mas que a gente vai descobrindo outro lado, e é o que acontece aqui. Temos também aquele mocinho poderoso, o que é outro ponto a favor na história.

Adorei as interações deles, e como o relacionamento vai se desenvolvendo. A história trás anjos, demônios, um pouco de ação, mas o foco é mais no romance, e também na vida de Lucien, como ele foi parar na Terra, e como ele se sente sobre isso. É um livro curto, mas envolvente, com um romance gostoso de acompanhar. É um ótimo livro para relaxar. Continuo gostando muito da escrita da autora, e de como constrói os seus personagens. E esse teve um final bem legal, com uma reviravolta inesperada. Recomendo!


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segunda-feira, 11 de abril de 2022

Resenha: "Acorda pra vida, Chloe Brown" (Talia Hibbert)

 


Tradução: Ligia Azevedo

Sinopse: Depois de quase ser atingida por um carro em alta velocidade, Chloe Brown se deu conta de que seu obituário seria um tanto entediante. Para reverter essa situação, ela decide montar uma lista de atividades necessárias para finalmente "acordar para a vida".

Mudar assim não é nada fácil, mas, para sua sorte, Chloe encontra alguém que — mesmo a contragosto — pode ajudá-la nessa missão. Seu vizinho Red Morgan é um motoqueiro misterioso, que tem várias tatuagens e mais sex appeal que uma estrela de Hollywood.
No entanto, um acordo leva Chloe e Red a se aproximarem e perceberem que suas primeiras impressões um do outro estavam erradas. E que, mesmo com traumas do passado e receios quanto ao futuro, o amor nunca perde a chance de surpreender.


Por Jayne Cordeiro: "Acorda pra vida, Chloe Brown" nos apresenta Chloe, uma jovem que vive com as dificuldades causadas pela Fibromialgia.  As dores constantes, a fizeram evitar muitas coisas na vida, como também se afastar das pessoas. Cercada por uma familia carinhosa, meio louca, e muito preocupada com sua saúde, Chloe decide se mudar para um prédio, que conta com o zelador mais gato que ela já viu, e que ainda causa vários efeitos no seu corpo. Mas ela não quer contato nenhum com ele. Mas Red, o zelador motoqueiro e pintor, pode ser a pessoa que vai ajudá-la a cumprir uma lista de desejos para finalmente tirar Chloe, da vida entediante que leva.

Quando acabam chegando a um acordo de negócios, a convivência forçada entre Red e Chloe, vai mostrar que eles podem ter se engando sobre o outro, além de levantar desejos e a necessidade de questionar o que cada um  pode fazer, para fugir dos hábitos ruins, e tomar decisões importantes, para a vida que desejam levar a partir de agora.

Eu amei esse livro. Adorei a escrita divertida da autora, as tiradas bem humoradas, as situações cômicas, sendo uma história que também mostra o drama, de quem tem que viver com uma doença, muitas vezes incapacitante, e como relacionamentos abusivos, podem causar uma baixa autoestima, que te faz duvidar de si mesmo. Amei os protagonistas, Red por ter aquela aparência de bad boy, com tatuagens, cabelo comprido e moto, mas que na verdade é um fofo, que não resiste a ajudar os outros, e sofre com suas dúvidas internas. Já Chloe é uma mocinha que foge muito do que vemos em livros de romance, sendo gordinha, negra e com uma doença tão pouco falada. Uma mulher forte, que se adaptou as suas dificuldades, meio ranzinza, mas ainda doce e acolhedora. 

A leitura é envolvente, divertida, com uma dose certa de drama. Dei várias risadas com diversas cenas, e também me derreti de amores por todos os personagens. As interações entre Chloe e Red, como também deles com os personagens secundários, foram muito boas, e me deixou muito ansiosa por mais, com os livros das irmãs da Chloe, que também estão sendo lançados. O livro desenvolve bem o relacionamento dos dois, sem correr, apesar da forte atração entre eles. É uma leitura que recomendo demais!


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segunda-feira, 4 de abril de 2022

Resenha: "Amor Selvagem" (Emma Castle)

 

Tradução: D. Dias

Sinopse: Enquanto fotografava a vida selvagem no coração da África, Eden Matthews se viu diante da maior aventura de sua vida: um lindo homem vivendo na selva entre os gorilas.

Depois de ter sua vida salva por esse homem totalmente adaptado à vida em meio à natureza, Eden decide descobrir seu passado trágico e o que o levou àquela situação. Mas, logo ela percebe que seria muito difícil tirar a natureza de dentro dele; e quando o interesse passa de investigativo
para romântico, torna-se quase impossível resistir ao chamado desse amor selvagem.

Por Jayne Cordeiro: "Amor Selvagem" é uma releitura da clássica história de Tarzan. Eden está em uma passeio, visitando uma floresta em Uganda, quando seu grupo é atacado por criminosos. No momento em que ela tinha certeza de que morreria, ela acaba sendo resgatada por um homem misterioso, e que agia mais como um animal do que como um homem. Surge a oportunidade de conhecê-lo melhor, e entender como um ser humano sobreviveu tantos anos morando na selva africana, além de investigar os criminosos, para buscar justiça e proteger a floresta.

Thorne percebeu quando criança, que ele não era um gorila, como sua família. Desconhecendo seu passado, ele aprendeu a viver na floresta, integrado a natureza e seus animais. Se tornando um defensor da floresta, ele nunca imaginou que encontraria uma mulher como Eden. A curiosidade pela cultura humana, e os sentimentos que ela lhe despertam, levam Thorne a querer protegê-la, ao mesmo tempo que ele acaba descobrindo mais sobre o seu passado, e o que o destino e a floresta planejaram para ele.

Eu gosto muito da história do Tarzan, e não pude resistir a ler esse livro, que me conquistou em poucas páginas. Apesar de uma história curta, com um pouco mais de 230 páginas, eu achei a história muito completa. Temos alguns temas bem interessantes abordados, como a caça ilegal e a destruição da natureza por exploradores, uma mensagem voltada para preservação animal, e a magia da natureza. A autora conseguiu mostrar como é a relação entre Thorne e os animais, e sua comunicação, de forma bem realista e bem construída.

Os personagens também são muito interessantes, bem construídos, o casal tem um bom desenvolvimento, e é divertido ver a interação entre eles, com as diferenças culturais. O livro também tem a dose certa de romance, com direito a algumas cenas quentes. Foi uma leitura rápida e gostosa. Um romance, com um mocinho decidido, romântico e cheio de inocência, mas que sabe ser audacioso e maliciosamente divertido. E com uma mocinha guerreira, carinhosa, doce e altruísta. É uma história que eu recomendo.



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domingo, 9 de janeiro de 2022

Resenha: "Blackout" (Nicola Yoon, Dhonielle Clayton, Tiffany D. Jackson, Nic Stone, Angie Thomas, Ashley Woodfolk)


Tradução de Karine Ribeiro

Sinopse: Seis autoras extraordinárias. Seis histórias de amor entrelaçadas. Uma noite que tinha tudo para ser um desastre ― mas acaba sendo brilhante.

Uma onda de calor causa um apagão em Nova York. Multidões se formam nas ruas, o metrô para de funcionar e o trânsito fica congestionado. Conforme o sol se põe e a escuridão toma conta da cidade, seis jovens casais veem outro tipo de eletricidade surgir no ar…Um primeiro encontro ao acaso. Amigos de longa data. Ex-namorados ressentidos. Duas garotas feitas uma para a outra. Dois garotos escondidos sob máscaras. Um namoro repleto de dúvidas. Quando as luzes se apagam, os sentimentos se acendem. Relacionamentos se transformam, o amor desperta e novas possibilidades surgem ― até que a noite atinge seu ápice numa festa a céu aberto no Brooklyn.

Neste romance envolvente e apaixonante, composto de seis histórias interligadas, as aclamadas autoras Dhonielle Clayton, Tiffany D. Jackson, Nic Stone, Angie Thomas, Ashley Woodfolk e Nicola Yoon celebram o amor entre adolescentes negros e nos dão esperança mesmo quando já não há mais luz.

Por Stephanie: Blackout foi um livro que me surpreendeu. Eu comecei a leitura pensando que encontraria uma antologia de contos, mas o que encontrei na verdade foi uma história completa, com vários pontos de vista vindos de diversos personagens, cada um vivendo seu romance em alguma parte da cidade de Nova York durante um apagão. E essa foi uma surpresa mais do que bem-vinda.

O ponto principal da obra (que é também o mais positivo) com certeza é a representatividade racial e sexual. Todos os personagens principais são negros e há dois casais LGBT+ (inclusive, o casal formado por dois meninos foi o que achei mais fofo). São histórias clichês e simples, mas que ganham um brilho especial por serem protagonizadas por pessoas fora do padrão que sempre vemos por aí em romances adolescentes.

É isso o que acontece quando encontramos a pessoa certa para amar. Quando alguém te ama, nenhum problema importa tanto. Porque amar é uma escolha que a gente precisa fazer todos os dias, mesmo quando o dia não sai como o planejado.

A escrita, ainda difira devido à cada autora responsável por um ponto de vista, consegue ser extremamente fluida e homogênea. Alguns capítulos são um pouco grandes demais, mas fora isso, eu achei uma leitura bem rápida, que é possível de se fazer até em um dia tranquilamente.

Fica a recomendação para todo mundo que quer um livro leve, gostoso de ler e que deixa aquela sensação de coração quentinho no final. Ah, e o livro físico brilha no escuro :)

Até a próxima, pessoal!

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sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Resenha: "Belo mundo, onde você está" (Sally Rooney)

Tradução de Débora Landsberg.

Por Thaís Inocêncio: Eu nunca gostei muito de filmes ou livros "parados", aquelas histórias sem muitas ações ou reviravoltas, porque esse tipo de narrativa não costuma prender a minha atenção. Encontrei uma exceção no meio do meu caminho: as obras da escritora Sally Rooney.

Depois de ter lido Pessoas normais e gostado do estilo peculiar de escrita e da construção dos personagens, eu estava ansiosa por mais uma história da autora. E ela não me decepcionou; pelo contrário: esse foi um dos meus livros favoritos de 2021. 

É até difícil de construir uma sinopse, porque nesse livro não acontece nada, mas ele fala sobre tudo. A história se passa na Irlanda e relata, principalmente, a vida de três amigos: Alice, Eileen e Simon. Alice é uma romancista que se mudou de Dublin para uma cidadezinha irlandesa litorânea. Lá, por meio do Tinder, ela conhece Félix, com quem passa a se relacionar. Eillen e Simon, amigos de Alice, vivem em Dublin e se conhecem desde crianças. Eles nutrem fortes sentimentos um pelo outro, mas, por muito tempo, não têm coragem suficiente para deixá-los florescer (se você leu Pessoas normais, talvez veja um pouquinho de Marianne e Connell aqui). 
Talvez a gente tenha nascido para amar e se preocupar com quem a gente conhece, para continuar amando e se preocupando mesmo quando temos coisas mais importantes para fazer. [...] E amo esse aspecto da humanidade, e de fato é por esse exato motivo que torço para que sobrevivamos – porque somos uns idiotas em relação aos outros.
O livro é isso: o cotidiano, as relações e os pensamentos dessas quatro pessoas. A beleza e a grandiosidade da história estão no fato de a autora conseguir universalizar esses personagens. É como se eles passassem pelos dilemas e questionamentos que atravessam quase todo ser humano contemporâneo na casa dos trinta anos. Talvez por isso eu tenha gostado tanto – porque eu me identifiquei muito. 

Como Alice e Eileen não moram mais tão perto desde que a escritora se mudou de Dublin, as duas se comunicam bastante por e-mail – e eles são a melhor parte do romance. Nessas conversas, que são como monólogos, já que não há uma resposta imediata, elas refletem sobre amizade, sexo, religião, política, consumismo, relações de poder e de trabalho, mudanças climáticas e outras questões ambientais e o futuro do planeta de modo geral. Por meio desses e-mails, Sally Rooney consegue traduzir muitos dos nossos pensamentos a respeito do mundo (em diversos momentos eu me vi gritando "É ISSO" enquanto lia essas mensagens). A compreensão da autora sobre o universo que nos cerca na atualidade é o que mais me impressiona.
E se o sentido da vida na terra não for o progresso eterno rumo a um objetivo indefinido – a engenharia e a produção de tecnologias cada vez mais poderosas; o desenvolvimento de formas culturais cada vez mais elaboradas e abstrusas? E se essas coisas ascendem e recuam naturalmente, como marés, enquanto o sentido da vida continua sempre o mesmo – só viver e estar com outras pessoas?
Mas a história fala, sobretudo, de relacionamentos. Convenhamos que, embora o ser humano seja um ser social, não é simples se relacionar com as pessoas. Uma boa relação demanda diálogo e transparência, o que às vezes falta na dinâmica desses personagens, acarretando mágoas, ressentimentos, arrependimentos e frustrações. Mas os relacionamentos também envolvem compreensão, parceria e amor, o que faz com que eles valham a pena. E eu gosto muito da mistura de melancolia e otimismo que esse livro proporciona. 
Se Deus queria que eu abrisse mão de você, ele não teria feito de mim quem eu sou.
É importante destacar, porém, que o estilo de escrita da autora se mantém aqui, com parágrafos longos e diálogos sem nenhuma diferenciação, o que exige muita atenção do leitor. Mas, depois de mais essa história, Sally Rooney tem toda a minha atenção. Eu ainda preciso ler o primeiro romance da autora, Conversa entre amigos, mas ele já está à minha espera na estante.

Espero que tenham gostado e até a próxima!

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sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Resenha: "Pequena coreografia do adeus" (Aline Bei)

Por Thaís Inocêncio: Em abril, tive o prazer de participar do evento virtual "Cabine de leitura", promovido pela Companhia das Letras, sobre o livro Pequena coreografia do adeus, com a presença de Aline Bei. 

Na ocasião, ouvi de Aline que, se o verbo que permeia seu primeiro livro, O peso do pássaro morto, é “perder”, o que envolve Pequena coreografia do adeus é “sonhar”. E a única coisa de que Júlia precisa para realizar seu sonho é ela mesma.⁣

⁣Criada em uma família disfuncional, Júlia Terra vive uma infância marcada por traumas e violências que a fazem querer desaparecer, como uma música que deixa de tocar. Sem conseguir estabelecer laços afetivos nem mesmo com os pais, Júlia é constantemente silenciada e empurrada para a solidão. No entanto, ao iniciar um diário, ela encontra na escrita seu lugar de fala, sua voz, o que alimenta o sonho de se tornar escritora.⁣

as surras que eu levava

eram as surras que a minha mãe levou em looping

na minha pele, na pele dos filhos que ainda não tenho

O ciclo de abandono começa a se romper quando Júlia, já crescida, passa a trabalhar em um café e deixa a casa da mãe. Ela vai morar em uma pensão que tem uma história de resistência e foi salva por uma mulher, a viúva Argentina. A conexão com o próprio local, sua dona e seus hóspedes mostra à Júlia que, se quiser, ela pode flutuar ou ser qualquer coisa sem pés no chão.⁣

os estranhos não nos doem porque ainda não nos decepcionaram

e se mantivermos tudo a uma boa distância: seguirão sendo

essa doce incógnita.

⁣Acompanhar a coreografia do amadurecimento de Júlia é tão emocionante quanto apreciar a dança das palavras de Aline Bei. Em seu novo livro, ela mantém a prosa estruturada em versos, como no “pássaro”, mas aqui ela acrescenta um ingrediente novo: a esperança. Recomendo que a leitura seja feita na versão física, porque a distribuição das palavras na página fazem toda a diferença. A escrita tão próxima e sensível dessa autora-artista provoca em mim uma vastidão de sentimentos, nem todos decifráveis.⁣

sabíamos que a vida

ainda que fosse a nossa maior ruína era também a nossa única salvação.

⁣Cinco estrelas cheias de brilho pra essa obra.

Até a próxima, pessoal!


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terça-feira, 19 de outubro de 2021

Resenha: "Imbatível" (Stuart Reardon e Jane Harvey-Berrick)

 

Tradução: Claudia Costa Guimarães

Sinopse: Para Nick Renshaw, o rugby é a coisa mais importante de sua vida ― mais importante até do que sua namorada, Molly. Seu empenho e sua determinação fizeram dele o garoto de ouro do rugby inglês e garantiram um contrato com um importante clube. E ele não consegue imaginar o que seria de sua vida sem isso. Então, quando sofre uma grave lesão que pode significar o fim de sua carreira, Nick vê seu mundo desmoronar. Como se não bastasse ter a vida profissional abalada, ele ainda é abandonado e traído pelas pessoas que mais ama. Sozinho e sem rumo, Nick está lutando com todas as suas forças para recomeçar do zero. Mas há alguém que parece capaz de ajudá-lo: Anna Scott, sua psicóloga. O problema é que nenhum dos dois consegue negar a atração que sente pelo outro ― e manter a relação estritamente profissional se torna mais difícil a cada dia que eles passam juntos. No entanto, quando o passado de Nick volta para assombrá-los, desistir parece o caminho mais fácil para os dois. Mas será que, depois de tantos golpes do destino, eles conseguirão se reerguer e se tornar imbatíveis?


Por Jayne Cordeiro: Em "Imbatível", conhecemos Nick, um jogador de rugby, que conseguiu no último jogo, antes de se tornar parte de um time da primeira liga, uma lesão que vai deixá-lo fora do campo, e com o peso de talvez não poder jogar nunca mais. Para completar ele terá que lidar com uma traição, que vai colocá-lo na mídia, e mostrar como sua vida pode ser destruída com poucas palavras. A única coisa positiva nos últimos tempos será a psicóloga de esporte Anna Scott, que o ajudará a lidar com a sua mente, e garantir que ele consiga dar o seu melhor. Só que sentimentos começam a surgir entre eles, o que pode trazer mais um problema, quando precisam manter a relação profissional. 

Eu peguei esse livro para ler, porque já tinha lido uma duologia da autora, que inclusive resenhei aqui, e fiquei curiosa pela parceria da autora, com um ex jogador de rugby conhecido. Mas não é que a parceria deu certo? Ele conseguiu passar todos os pensamentos e emoções de um jogador com futuro em risco, enquanto a autora, trouxe o romance e suas dificuldades, que já me atraiu tanto em seus livros anteriores. Gostei de conhecer esse universo novo do Rugby, um esporte que nunca vi ser explorado em romances (virei especialista em hóquei no gelo, graças à Elle Kennedy). E comprei totalmente as dúvidas e reações do protagonistas.

Nick é um homem bonito, atencioso e educado, mas também é uma pessoa bem real, que perde o controle, que carrega dúvidas e inseguranças, e o jeito de falar ou se comportar dele, é do tipo que você realmente veria em outra pessoa. Já a Anna é uma ótima personagem, que sabe o que dizer e como agir, para ajudar ao outro. Mas que também vai precisar de suporte, quando ela tiver as suas próprias incertezas. Os dois fazem um casal muito bom, que me atraiu desde o começo.

O livro aborda limites profissionais, diferenças entre países, relações de poder, a pressão por sucesso e carreira, e o mais interessante pra mim, o poder da mídia dentro das nossas vidas, e o impacto que ela tem no fazemos ou pensamos de nós e dos outros. A escrita é gostosa e envolvente, e a leitura passa bem rápido. É um romance bem legal, com o rugby como plano de fundo. Vale a pena dar uma conferida. E descobri que o livro tem uma continuação chamada "Namorado Modelo", que já estou lendo, para trazer a resenha depois pra vocês.


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segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Resenha: "Entrega" (J. C. Reed)

 

Tradução: Julio de Andrade Filho

Sinopse: Sem a paixão, não nos entregaríamos e conquistaríamos aquilo que nunca julgamos ser nosso. As verdadeiras histórias de amor não têm finais felizes. Para aqueles que o valorizam, o verdadeiro amor é infinito.

Existem amores indecifráveis, que não enxergam distâncias, desafiam o tempo, fazem com que qualquer obstáculo seja superado e dispensam justificativas ou explicações. Brooke Stewart pode dizer que já viveu uma verdadeira montanha-russa de sentimentos desde que conheceu Jett, o homem mais envolvente e arriscado de sua vida. Como agente imobiliária workaholic em Nova York, ela não havia conhecido o amor até cruzar com os olhos verdes que lhe tiraram o bom senso: alto, sexy e arrogante, Jett era tudo aquilo do qual ela havia jurado ficar longe.

Jett Mayfield sabe que finalmente encontrou alguém capaz de envolvê-lo e desafiá-lo no momento em que coloca os olhos em Brooke, e não mede esforços para mantê-la em sua vida... e em sua cama. O futuro parece maravilhoso, mas quando o passado começa a persegui-los é preciso fazer escolhas difíceis. Salvar a quem se ama significa se despir de limites. No terceiro livro da série que conquistou o mundo, você perderá o sono até chegar à última página. O amor de Brooke e Jett passará por um novo teste: será ele forte o suficiente para superar essa prova definitiva?


Por Jayne Cordeiro: "Entrega" é o último livro da trilogia "Sr. Estranho". No final do livro anterior, as coisas parecem ter se resolvido, e Jett e Brooke estão de volta ao Estados Unidos. Tudo parece estar indo bem, com Brooke assumindo um novo cargo na empresa, e seu relacionamento com Jett cada vez mais forte. Mas o misterioso clube ainda ronda o casal, colocando a vida de todos em risco.

Juntos, eles precisam descobrir mais sobre o grupo e  quem é o líder. Além de sobreviver aos perigos, vamos conhecer mais sobre o passado misterioso de Jett, com direito a corridas clandestina, gangues e revelações surpreendentes.

Vou logo dizendo que achei esse livro uma conclusão bem no nível do resto da série. A trilogia não me conquistou muito, apesar de a leitura ser interessante e te segurar até o fim. De todos, gostei mais do segundo, depois vindo esse último. O livro foi uma oportunidade de focar mais no passado de Jett, já que nos anteriores vimos bem mais da vida de Brooke. As cenas envolvendo os amigos do passado de Jett, foram bem legais. Jett e Brooke estão ainda mais sintonizados, e é um casal bem gostosinho de acompanhar. 

Aqui temos várias respostas, para perguntas que foram lançadas nos livros anteriores, e algumas informações foram bem surpreendentes. Teve uma coisinha ou outra que acabou ficando sem resolução, mas não foi nada que afete a história. No geral, toda a história é interessante, trás um tema forte de fundo, mas é uma história que não me fez suspirar.  Não me conquistou, de me deixar ansiosa para ler um próximo livro, mas ainda assim, não vi nenhum grande defeito. Acho que vai muito do gosto de cada leitor, e acredito que vale a pena dar uma chance para essa história.


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sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Resenha: "A inquilina de Wildfell Hall" (Anne Brontë)

 

Tradução: Debora Landsberg

Sinopse: Gilbert Markham está intrigado com Helen Graham, a bela e misteriosa mulher que acabou de se mudar para Wildfell Hall com o filho e sem o marido. Gilbert é rápido em oferecer amizade, mas, quando o comportamento recluso da inquilina começa a ser motivo de fofoca na cidade, ele se pergunta o que mais pode haver na história daquela família.

Quando Helen permite que Gilbert leia seu diário, ele começa a entender os detalhes obscuros de sua vida, seu casamento desastroso e a situação em que a vizinha se encontra.

Por Jayne Cordeiro: "A inquilina de Wildfell Hall"  foi o segundo e último romance, publicado pela Anne Brontë, a irmã mais nova, e menos conhecida, entre as escritoras da família. Suas irmãs são conhecidas pelos romances "Jane Eyre" e " Morro dos Ventos Uivantes". Neste livro da Anne, conhecemos o jovem Gilbert, um rapaz com posses, mas simples, que vive no interior da Inglaterra, e que está contando para um amigo, através de cartas, uma história de sua vida. É através dele que conhecemos Helen Graham, uma viúva que vai morar com filho pequeno em Wildfell Hall, e que não faz muita questão de socializar com a pequena comunidade do local.

O mistério envolvendo sua história levanta suspeitas em todos, e acaba atraindo a atenção de Gilbert, que se aproxima da jovem viúva. Para que ele entenda sua situação, Helen lhe entrega seu diário, para que ele entenda como ela chegou aquele lugar, e porque seus caminhos podem não se entrelaçar.

Apesar de ser uma fã de "Jane Eyre" e "Morro dos Ventos Uivantes", nunca tinha lido nada da Anne Brontë antes, mas recentemente tive essa chance, e me surpreendi bastante. Para mim, esse livro tem uma pegada menos romântica do que os outros, mas ainda assim tem uma história muito envolvente, e retrata temas bem incomuns para a época, o que provocou muitos comentários, no período em que foi lançado. O livro já interessante por trazer dois períodos, narrados por personagens diferentes, Gilbert e Helen. Gilbert é um jovem que se apaixona por Helen, apesar dos cometários e do fato de ela ser viúva. Mas apesar de parecer atender a seus sentimentos, Helen é taxativa em não se envolver, e através de seus relatos, ficamos sabendo o porquê.

Este livro é considerado um dos primeiros livros feministas da época, por trazer uma protagonista que sabe se impor perante seu marido, e que toma decisões pensando no seu próprio bem estar. Além de trazer temas como alcoolismo e suas consequências, infidelidade, depravação e uma mulher quebrando regras sociais. Apesar de achar Helen boazinha demais, com quem não merecia, em alguns momentos, adorei seu posicionamento na hora em que as coisas chegavam a determinado limite. Uma personagem na era vitoriana que não deixava de falar seus pensamentos e ser firma no que achava correto.

Apesar de ter determinados pontos agridoces, o livro tem o final que imagino satisfazer a todos os leitores, pelo menos eu fiquei bem feliz com o final, e me espantei, como consegui acabar essa leitura rápida, apesar de ser um estilo livro que se deve ter muito atenção na leitura. Essa edição ainda conta com um prefácio de um especialista, falado sobre a obra e suas influências, e um comentário da própria autora, que imagino tenha sido publicado nas edições seguintes, após seu lançamento.

Anne Brontë se mostra tão digna de sua reputação através do tempo, como qualquer uma de suas irmãs, e para quem gosta de um bom clássico inglês, esse livro tem que fazer parte da sua leitura, e da sua estante também.


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sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Resenha: "Conquista" (J. C. Reed)

 

Tradução: Júlio de Andrade Filho

Sinopse: Encontrar Jett foi um verdadeiro azar. Perigoso, imprevisível. Um cara que era melhor evitar. Nesse jogo, porém, as apostas são altas. Vale a pena o risco?A continuação da história de Brooke e Jet mergulha de vez nas armadilhas do amor e da sensualidade.Brooke Stweart sempre achou que esquecer é algo muito difícil. Entretanto, perdoar é impossível. Quando o homem em que ela confiava a traiu, a única opção que ela tinha era seguir em frente. Brooke está determinada a começar uma nova vida, até que reencontra Jett: aqueles olhos verdes, sexy como o pecado. O homem que ela desejava. O homem que jogava sujo. O homem que a enganou.Lindo e arrogante, Jett Mayfield sabe que cometeu erros. Ele poderia ter qualquer outra mulher que desejasse, mas era Brooke que ele queria. Quando uma segunda chance colide com os segredos da alma e Brooke precisa confrontar seu passado, ele se vê determinado a protegê-la. Ela aceita sua ajuda não só porque precisa dele, mas também porque não resiste a seus encantos. Desta vez, porém, o jogo será do jeito que ela quiser.


Por Jayne Cordeiro: "Conquista" é o segundo livro da trilogia "Sr. Estranho". No final do livro anterior, Brooke descobriu um segredo por trás do encontro dela e de Jett, que abalou tudo o que ela sabia sobre ele. Agora, desiludida, ela não quer ter nenhum contato com ele, e decide se afastar, fazendo uma viagem com a melhor amiga, atrás de uma herança que descobriu. Mas Jett não vai desistir da mulher que ama, e além de reconquistá-la, precisará protegê-la de um antigo segredo de família, que pode colocá-la em risco. Mas Brooke não vai aceitar tão fácil o seu retorno.

Esse livro acaba exatamente, de onde o outro parou. Brooke viajou para a Itália, buscando mais informações sobre a herança que ganhará, e quer manter a maior distância possível de Jett. Mas é claro que o mocinho vai atrás dela, e tenta recuperar sua confiança. Aqui temos além de todo o romance, mais do enredo secundário, com todo um mistério sobre um grupo secreto, que não deseja que suas informações sejam reveladas. Existe alguma cenas mais agitadas, com perseguições, fuga de carro ou invasões.

Tudo isso torna a história bem movimentada, e a leitura passa bem rápida. Novamente, eu tive a sensação de que a história poderia ter mais profundidade. É como se as cenas estivessem lá, fossem explicadas e tudo, mas não convencem, em alguns pontos. Ainda queria ter alguns momentos do casal, sem a correria de sobreviver ou da parte sexual, mas mesmo assim, o casal convence e a história te prende.

Algumas coisas  ainda precisam ser explicadas, e vão ficar para o último livro. Gostei mais desse do que o primeiro, e tem sido uma série boa, apesar de não espetacular. A leitura é fácil e é um  ótimo livro pra relaxar e colocar entre leituras mais pesadas.


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Ana Liberato