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sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Resenha: "Malorie" (Josh Malerman)

Tradução de Alexandre Raposo.
Por Thaís Inocêncio: Pra quem não conhece o livro nem o filme, Caixa de pássaros conta a história de um surto inexplicável que deixou poucos sobreviventes no mundo, entre eles Malorie e seus dois filhos. Aparentemente, ao ver alguma coisa, possivelmente uma criatura, as pessoas tiram a própria vida de maneira brutal. Por isso, o melhor a se fazer é não abrir os olhos. Nesse primeiro livro, Malorie sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas, para isso, terá que encarar, de olhos fechados, o mundo fora da casa em que está trancada.
Se você não leu Caixa de pássaros, talvez não queria ler o restante desta resenha.
Em Malorie, sequência de Caixa de pássaros, descobrimos que a estadia na escola para cegos não deu muito certo e conhecemos a vida da protagonista doze anos após a sua fuga anterior. Agora, ela vive em um acampamento apenas com os filhos, que estão com 16 anos de idade, mas o mundo continua o mesmo, portanto ainda não se pode vê-lo. Até que, um dia, um homem desconhecido que diz ser do censo bate à sua porta (Ok, eu ri muito nessa parte. Imagine que um mundo apocalíptico, tipo Walking Dead, terrível e perigoso, é incapaz de deter um homem do censo com sua prancheta. Hilário hahaha).
Malorie e os filhos não têm contato direto com esse homem, mas ele deixa para trás documentos contendo informações valiosas, inclusive a de que pessoas que Malorie acreditava estar mortas, na verdade, estão vivas. Então, ela terá que tomar a difícil decisão de se manter segura, protegida pela venda, ou partir em uma viagem incerta, cheia de riscos, em busca de esperança.
"Você pode fazer tudo o que puder para evitar o novo mundo, mas, de um modo ou de outro, em breve ele vai bater à sua porta."
Nos agradecimentos, o autor Josh Malerman conta que, após assistir à adaptação cinematográfica de Caixa de pássaros (que tem algumas diferenças em relação à obra original), ele se perguntou: O que acontece com Malorie agora? É o que ele nos conta neste livro. Não esperem explicações sobre as criaturas em si ou sobre o que originou tudo isso – o foco são Malorie, Tom e Olympia, três pessoas com maneiras completamente diferentes de lidar com um mundo que caiu na escuridão.
Malorie é uma pessoa que, há mais de uma década, vive pela venda (como ela mesma diz), seguindo fielmente as regras de não abrir os olhos e não confiar em ninguém. Olympia é uma garota tranquila e cuidadosa que demonstra respeitar as imposições da mãe. Já Tom é inquieto e, inconformado com o novo mundo, busca soluções para que não vivam mais escondidos. Essas diferenças de pensamentos e atitudes criam conflitos entre os personagens que acabam ditando o rumo da história. Porém, a descrição deles é tão boa que é perfeitamente possível compreender e até se identificar com cada um deles.
"Quero que vocês três saibam que o mundo não vai melhorar. Temos que começar de novo".
Essa sequência é menos eletrizante o primeiro livro, mas ainda carrega uma boa atmosfera de suspense e tensão que te mantém curioso o tempo todo. É inevitável comparar a história com o que vivemos hoje, que também parece ficção. O medo do desconhecido, do incompreensível. A sensação de impotências, as crescentes incertezas. As vendas deles são as nossas máscaras. Malorie diz que, pós-criaturas, a sociedade se dividiu entre pessoas prudentes e imprudentes. A obra ainda mostra que, embora as criaturas sejam terríveis, elas não são o problema; o homem é a criatura a ser temida. Hoje, no nosso mundo, não são os seres humanos imprudentes as verdadeiras criaturas a serem temidas?
"As criaturas podem ser monstros, mas, como evidenciado por sua mãe e pela vida que ela considerou adequada para você, essas coisas terríveis não são o problema. O homem é a criatura a ser temida."
Porém, o final do livro tem um tom de esperança que fez toda a jornada valer a pena pra mim – e até pensar que posso ter alguma esperança real por aqui.
Até a próxima, galera!
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sexta-feira, 29 de maio de 2020

Resenha: "Teto para dois" (Beth O'leary)


Tradução de Carolina Selvatici

Por Thaís Inocêncio: Tiffy terminou um relacionamento e saiu da casa do ex-namorado. Agora, ela precisa de um lugar barato para morar. 

Leon trabalha como enfermeiro no turno da noite e precisa de dinheiro para ajudar o irmão, que está com problemas. Então, ele resolve procurar alguém pra dividir o apartamento – ou melhor, a cama, porque só tem uma.

O plano é simples: encontrar uma pessoa que trabalhe durante o dia e só fique no apartamento à noite, quando ele está fora. Desse modo, eles podem usar a mesma cama e nem precisam se encontrar. É assim que Tiffy e Leon passam a morar “juntos”. 

Todo o trâmite da locação é feito entre Tiffy e a namorada de Leon, então ela nem o conhece pessoalmente. Por isso, eles passam a tratar de questões cotidianas via post-its espalhados pela casa. Aos poucos, essa comunicação evolui e o plano inicial de dividir a cama já não parece mais tão simples. 

Esse livro consegue ser fofo e sério ao mesmo tempo. Os capítulos são alternados entre os protagonistas e, assim, conhecemos a fundo o encantador Leon e a divertida Tiffy (que também é muito colorida – ela lembra a Lou, de "Como eu era antes de você").

"Bom, como o quarto vai estar?
Entro, intrépido. Solto um grito estrangulado. Parece que alguém vomitou arco-íris e estampas, cobrindo toda a superfície cm cores que nunca estariam juntas na natureza. Cobertor horrível e comido por traças em cima da cama. Uma enorme máquina de costura vege ocupa quase a escrivaninha toda. E roupas... roupas em todos os cantos."

Além do romance, a autora consegue tratar de assuntos necessários e atuais, como o relacionamento abusivo. E ela faz isso de modo muito responsável, esmiuçando a maneira como ele surge e se desenvolve, demonstrando como vítima é manipulada nesses casos e evidenciando a importância de se ter não só uma rede de apoio, mas ajuda profissional para superar os traumas que ele deixa.

"— Eu... me lembro de ser muito feliz com ele. Além de ser, tipo, infeliz pra cacete."

Achei interesse a maneira como a autora constrói pessoas "normais", que fogem do que é considerado padrão de beleza e são lindas na essência. A Tiffy é descrita como uma mulher de "grandes proporções" e Leon é pardo, magro e tem orelhas de abano. As personagens secundárias também são muito bem apresentadas e cativam o leitor, como os amigos da Tiffy, os pacientes do hospital onde Leon trabalho e o irmão dele, Richie (por quem estou apaixonada). A escrita é tão gostosa e a leitura é tão interessante que fica difícil não devorar o livro em poucos dias.

"Sempre vale a pena atravessar as portas."

Até a próxima, galera!
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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Resenha: "Pequenas Grandes Mentiras" (Liane Moriarty)

Tradução de Adalgisa Campos da Silva

Sinopse: Depois do sucesso de O Segredo do meu Marido, a autora australiana Liane Moriarty apresenta um livro ousado sobre as perigosas meias verdade que contamos a nós mesmos para sobreviver.

Com muita bebida e pouca comida, o encontro de pais dos alunos da Escola Pirriwee tem tudo para dar errado. Fantasiados de Audrey Hepburn e Elvis, os adultos começam a discutir já no portão de entrada, e, da varanda onde um pequeno grupo se juntou, alguém cai e morre.
Quem morreu? Foi acidente? Se foi homicídio, quem matou?
Pequenas grandes mentiras conta a história de três mulheres, cada uma delas diante de uma encruzilhada.
Madeline é forte e decidida. No segundo casamento, está muito chateada porque a filha do primeiro relacionamento quer morar com o pai e a jovem madrasta. Não bastasse isso, Skye, a filha do ex-marido com a nova mulher, está matriculada no mesmo jardim de infância da caçula de Madeline.
Celeste, mãe dos gêmeos Max e Josh, é uma mulher invejável. É magra, rica e bonita, e seu casamento com Perry parece perfeito demais para ser verdade.
Celeste e Madeleine ficam amigas de Jane, a jovem mãe solteira que se mudou para a cidade com o filho, Ziggy, fruto de uma noite malsucedida.
Quando Ziggy é acusado de bullying, as opiniões dos pais se dividem. As tensões nos pequenos grupos de mães vão aumentando até o fatídico dia em que alguém cai da varanda da escola e morre. Pais e professores têm impressões frequentemente contraditórias e a verdade fica difícil de ser alcançada.
Ao colocar em cena ex-maridos e segundas esposas, mãe e filhas, violência e escândalos familiares, Liane Moriarty escreveu um livro viciante, inteligente e bem-humorado, com observações perspicazes sobre a natureza humana.

Fonte: Skoob

Por Stephanie: Eu já tinha ouvido falar bastante das obras de Liane Moriarty, principalmente de O Segredo do Meu Marido. Mas acabou que a oportunidade (e a vontade) de ler Pequenas Grandes Mentiras apareceu e eu decidi começar por esta que agora é sua obra mais famosa, graças à série Big Little Lies da HBO, que estreou em 2017.

Vou ser bem claro: isso não é um circo. É uma investigação de assassinato.

Desde o início da história já sabemos que um crime - mais precisamente, uma morte - aconteceu. Não sabemos quem e nem como ocorreu, mas aos poucos o mistério vai sendo desenrolado e a expectativa vai aumentando para sabermos logo tudo o que se passou na fatídica “Noite de Perguntas”.

Os capítulos são no passado, quase como uma contagem regressiva que vai diminuindo de acordo com o passar dos dias. O começo da história serve para nos situar nas vidas dos personagens principais e nos apresentar aos primeiros dramas da obra (que não são poucos). Adorei o fato de a história se passar em Sidney, em meio a praias e paisagens incríveis. Dá um ótimo contraste com todas as situações complicadas apresentadas no livro.

A narrativa de Pequenas Grandes Mentiras é em terceira pessoa, alternando os pontos de vista principalmente entre Celeste, Jane e Madeline. Gostei das três personagens mas minha favorita foi Madeline. Ela se mostrou uma excelente amiga, esposa e mãe, mesmo sendo um pouco impulsiva às vezes.

A obra aborda três principais assuntos: violência doméstica, abuso sexual e bullying. A forma com que esses temas vão se entrelaçando é muito bem feita e nos mantém curiosos para saber como tudo se resolverá no final, e claro que esse é o maior destaque da obra.

Porém, mesmo com a curiosidade a mil, achei o livro um tanto arrastado. Liane Moriarty passa muito tempo descrevendo dias comuns nas vidas de seus personagens, que muitas vezes soaram bem monótonos e desinteressantes pra mim. Acho que o livro poderia ter facilmente umas 80 páginas a menos, sem perder sua força ou sua mensagem principal.

A revelação final é muito boa. Apesar de eu ter desconfiado de tudo lá pelos 60% do livro, fiquei feliz de ter acontecido como eu imaginei. Passa uma mensagem de sororidade, de apoiar outras mulheres sempre, apesar das diferenças que possamos ter umas com as outras.E também faz refletir sobre a maldade do ser humano; se é algo que se nasce ou se aprende. Eu já sei no que acredito, mas vou deixar o suspense para que você tire sua conclusão sozinho.

A origem de todos os conflitos é o momento em que alguém se sente ofendido.

Já tive a oportunidade de assistir à série e gostei, apesar das diferenças de roteiro. O final é um pouco diferente no desenvolvimento, mas o resultado é idêntico e a mensagem principal também. Palmas para o elenco super competente e para a produção impecável, com certeza mereceu todos os prêmios que levou!

Essa e outras resenhas vocês encontram no meu blog, o Devaneios de Papel!

Até a próxima, pessoal!
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sexta-feira, 23 de março de 2018

Resenha: "Matéria Escura" (Blake Crouch)

Tradução de Alexandre Raposo

Sinopse: Essas são as últimas palavras que Jason Dessen ouve antes de acordar num laboratório, preso a uma maca. Raptado por um homem mascarado, Jason é levado para uma usina abandonada e deixado inconsciente. Quando acorda, um estranho sorri para ele, dizendo: “Bem-vindo de volta, amigo.”
Neste novo mundo, Jason leva outra vida. Sua esposa não é sua esposa, seu filho nunca nasceu e, em vez de professor numa universidade mediana, ele é um gênio da física quântica que conseguiu um feito inimaginável. Algo impossível. Será que é este seu mundo, e o outro é apenas um sonho? E, se esta não for a vida que ele sempre levou, como voltar para sua família e tudo que ele conhece por realidade?
Com ritmo veloz e muita ação, Matéria escura nos leva a um universo muito maior do que imaginamos, ao mesmo tempo em que comove ao colocar em primeiro plano o amor pela família. Marcante e intimista, seus múltiplos cenários compõem uma história que aborda questões profundamente humanas, como identidade, o peso das escolhas e até onde vamos para recuperar a vida com que sonhamos.


Fonte: Skoob

Por Stephanie: É difícil existir uma pessoa totalmente satisfeita com a própria vida e as com as decisões que toma. Todos temos momentos em que nos fazemos a famigerada pergunta: “E se…?”, quando pensamos em algum acontecimento do passado. Matéria Escura aborda exatamente estas possibilidades e como as consequências de nossas decisões vão se formando de acordo com o que escolhemos.

Não acho que seja spoiler falar o tema principal da obra, mas mesmo assim vou tentar não entregá-lo durante a resenha. É um tema que eu particularmente gosto bastante e que pode funcionar muito se for feito de maneira correta, como é o que acontece em Matéria Escura.

Blake Crouch tem uma narrativa bem visual; os primeiros capítulos se parecem muito com um roteiro de filme e a gente já fica preso à história de imediato, sem vontade de parar a leitura. Depois do ritmo frenético do início, o enredo dá uma freada, mas sem perder o clima de mistério que acompanha o livro todo.
Não há avisos quando tudo está prestes a mudar, a ser tomado de você. Nenhum alerta de proximidade, nenhuma placa indicando a beira do precipício. E talvez seja isso o que torna a tragédia tão trágica.
É meio difícil falar sobre os personagens sem entregar parte do enredo, mas o que posso dizer é que Jason é um ótimo protagonista. Um pouco clichê do gênero de ficção científica, mas que consegue se destacar devido ao seu amor pela família e sua determinação. Os personagens secundários deixaram um pouco a desejar; a maioria foi pouco aprofundada e senti falta de conhecer melhor o background de alguns deles.

O que me deixou um pouco decepcionada foi a resolução final do mistério. Acho que o autor foi meio preguiçoso ao resolver um problema tão complicado de maneira tão simplista. O final, apesar de fechado, dá margens para uma continuação. Talvez ele tenha feito desta maneira porque desde a concepção do livro os direitos já estavam vendidos para a Sony e a obra se tornará um longa-metragem em breve.
Não posso deixar de pensar que somos mais do que a soma total de nossas escolhas e que todos os caminhos que poderíamos ter trilhado influem de algum modo na matemática da nossa identidade.
De qualquer forma, eu recomendo Matéria Escura para qualquer um, até para os que não são muito fãs de sci-fi. As explicações mais teóricas são expostas de maneira simples e sem subestimar a inteligência do leitor, e o ritmo acelerado consegue manter a curiosidade aguçada a cada capítulo que passa.

Até a próxima!
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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Resenha: “Antes Que Eu Vá” (Lauren Oliver)

Aviso de gatilho: Esse livro possui cenas de bullying e abuso sexual.

Tradução de Rita Sussekind


Por Stephanie: Olá, tudo bem com vocês? Hoje é dia de falar sobre um livro que recentemente voltou a ser assunto devido ao filme baseado nele que será lançado no Brasil no primeiro semestre de 2017. Estou falando sobre Antes Que Eu Vá, o primeiro livro publicado da autora Lauren Oliver. A Juny já fez uma resenha sobre ele aqui no blog que você pode conferir neste link. Então bora saber se as nossas opiniões são parecidas?

É comum pensarmos sobre a morte. Acredito que todo mundo tenha um pouco de interesse mórbido em saber como vai ser e o que vem depois. Mas já pensou se você ficasse preso em um looping infinito no seu último dia de vida? Seria uma tortura ou benção? Ao ler Antes Que Eu Vá, acho que consegui encontrar uma resposta.

Samantha Kingston, a protagonista, é a típica garota popular do Ensino Médio. Tem uma família amorosa, estuda em uma boa escola e tem pais com estabilidade financeira. Isso sem contar as amigas incríveis e o namorado perfeito. É uma personagem construída pra ganhar nossa antipatia (e que conseguiu a minha logo nos primeiros capítulos), pois trata as outras pessoas como inferiores e tem interesses fúteis. O acidente que tira sua vida e a prende nesse buraco-negro temporal vira seu mundo de cabeça para baixo e a faz questionar as escolhas que fez até então. E juntos iremos acompanhar a jornada da personagem em busca de um sentido nesta tragédia. 
Tente não me julgar. Lembre-se de que somos iguais, eu e você.
Também pensei que fosse viver para sempre.
Achei o clima da obra muito parecido com o livro Se Eu Ficar, até mesmo por tratarem de temáticas semelhantes. Mas em Antes Que Eu Vá, o drama é menos presente e tudo soa bem juvenil, já que o Ensino Médio é retratado diversas vezes ao longo da história (já que o dia em que Samantha morre é letivo). Isso é um pouco cansativo no começo, por conta da repetição. Mas Lauren Oliver conseguiu trazer dinâmica para o enredo lá pela metade da obra, com situações diferenciadas que mesmo sendo clichês, funcionam.

Falando em clichês, as escolhas feitas pela autora não são nada de novo. É fácil prever o que irá acontecer com certa antecedência, mas acho que isso se deve a ser seu livro de estreia, quando Lauren ainda não era tão experiente. A escrita se mostra encantadora mesmo e me fez sentir imersa na leitura desde a primeira página. 
(...) Foi quando percebi que certos momentos se estendem para sempre. Mesmo depois que terminam, continuam, mesmo depois que você está morta e enterrada, esses momentos perduram, no passado e no futuro, até a eternidade. São tudo e estão em todos os lugares ao mesmo tempo.
Os personagens também são clichês do gênero, mas destaco Juliet e Kent por possuírem personalidades tridimensionais e críveis. Devido à situação, não há espaço para o desenvolvimento de todos, e Sam é praticamente a única que cresce e evolui durante a história (o que achei um ponto negativo, de certa forma).

Antes Que Eu Vá é uma história sobre bullying, crescimento pessoal, família e escolhas. Vai te trazer reflexões e te fazer pensar quais caminhos você tomou para chegar até aqui, onde você está hoje. E claro, também é uma história sobre perdão, empatia e sacrifício, que acho que são coisas bem escassas nos dias de hoje. Só não me cativou como eu esperava, e o final deixou a desejar (por motivos que não posso explicar, se não seria spoiler). Estou curiosa pelo filme, e vocês? 

Pra deixar a ansiedade ainda maior, assista o trailer legendado abaixo. Até mais, pessoal!





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sexta-feira, 12 de maio de 2017

[Novidade] Editora Intrínseca

Olá galera linda, hoje trago para vocês um livro fantástico, que quem é apaixonado por ficção, distopia e deuses, vai amar.
vamos lá então!

Lançamento:

DEUSES AMERICANOS
Neil Gaiman

Deuses americanos é, acima de tudo, um livro estranho. E foi essa estranheza que tornou o romance de Neil Gaiman, publicado pela primeira vez em 2001, um clássico imediato. Nesta nova edição, preferida do autor, o leitor encontrará capítulos revistos e ampliados, artigos, uma entrevista com Gaiman e um inspirado texto de introdução.

A saga de Deuses americanos é contada ao longo da jornada de Shadow Moon, um ex-presidiário de trinta e poucos anos que acabou de ser libertado e cujo único objetivo é voltar para casa e para a esposa, Laura. Os planos de Shadow se transformam em poeira quando ele descobre que Laura morreu em um acidente de carro. Sem lar, sem emprego e sem rumo, ele conhece Wednesday, um homem de olhar enigmático que está sempre com um sorriso no rosto, embora pareça nunca achar graça de nada.

Depois de apostas, brigas e um pouco de hidromel, Shadow aceita trabalhar para Wednesday e embarca em uma viagem tumultuada e reveladora por cidades inusitadas dos Estados Unidos, um país tão estranho para Shadow quanto para Gaiman. É nesses encontros e desencontros que o protagonista se depara com os deuses - os antigos (que chegaram ao Novo Mundo junto dos imigrantes) e os modernos (o dinheiro, a televisão, a tecnologia, as drogas) -, que estão se preparando para uma guerra que ninguém viu, mas que já começou. O motivo? O poder de não ser esquecido.

O que Gaiman constrói em Deuses americanos é um amálgama de múltiplas referências, uma mistura de road trip, fantasia e mistério - um exemplo máximo da versatilidade e da prosa lúdica e ao mesmo tempo cortante de Neil Gaiman, que, ao falar sobre deuses, fala sobre todos nós.

A obra fez tanto sucesso que ganhou as telinhas e virou uma série de atores maravilhosos, que teve sua estréia no Brasil dia 1° de Maio, então corra é vá ver e ler. confira aqui o trailer e se apaixone!
E para conferir mais do catálogo clique aqui e não perca as novidades!

Espero que gostem e assistam, até logo!

Clarissa e 
toda equipe Dear Book.

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

[Novidades] Verão Intrínseca e Saraiva - Livros Nacionais



Não tem coisa melhor do que o calorzinho do fim de tarde e um livro nacional, parece até que o leitor fica mais íntimo do escritor. Para visualizar todo o catálogo clique aqui e corra para pegar o seu.

Até logo galerinha, não perca essa mega promoção!

Clarissa e
Equipe Dear Book

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

[Novidade] Promoção de Verão na Intrínseca e Saraiva









Mega Promoção das Editoras Intrínseca e Saraiva, e nada melhor que a série 50 Tons de Cinza para esse calor, para ter maiores informações Clique Aqui e coloque seus livros no carrinho, nada melhor do quem uma tarde de calor com uma leitura maravilhosa.

Até logo galerinha e boa leitura!

Clarissa e 
equipe Dear Book

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Resenha: “Esposa 22” (Melanie Gideon)


Por Kleris: Home, sweet home! Nada como voltar a um chick-lit depois de tantas outras andanças pelo meio literário. Acho que fazia mais de ano que eu não lia um e a sensação foi essa, de volta em casa. E mais, Melanie, que estava na minha estante fazia uns dois anos à espera de uma viagem, com certeza me deixou com essa pulga atrás da orelha: POR QUE EU NÃO LI ANTES? Me lembrou Cecelia Ahern nesse sentido (aqui).

Alice Buckle é uma mulher bem casada com William e tem dois filhos. A vida parece ir muito bem, muito cotidiana, até que uma e outra crise querem fisgar a família. Nessa rotina de preocupações usuais surge uma pesquisa aleatória, um spam, no e-mail dela, uma pesquisa sobre casamento e ela decide ser uma correspondente. É assim que conhecemos verdadeiramente a vida de Alice (com perfil anônimo de Esposa 22), nas respostas que ela cede ao Pesquisador 101. 
1. Quarenta e três, não, quarenta e quatro.
2. Tédio.
3. Uma vez por semana.
4. De satisfatório a melhor que a maioria.
5. Ostras.
6. Há três anos.
7. Às vezes digo a ele que está roncando quando não está para ele ir dormir no quarto de hóspedes e eu ter a cama inteira só pra mim. 

O engraçado é que não temos acesso às perguntas, só às respostas, então você entra na história tentando adivinhar do que ela tá falando, ao mesmo tempo em que acompanha as altas descrições de Alice. Ela é professora de artes cênicas em uma escola e já esteve por trás da escrita de outras peças, então escrever cenas é com ela, mesmo que seja para um completo estranho. Assim como captura o Pesquisador 101, Alice nos prende em sua história de vida, seus hábitos e dramas pessoais e familiares.


(preferível mostrar a página que copiar uma cena inteira e, de quebra, mostrar como são os capítulos - clique em cima para melhor visualização)

Mas o livro não coloca só conversações diretas entre e-mails. Nessa comédia de costumes, Melanie une rotina e hábitos das redes sociais de um modo muito natural que fica impossível de largar o livro, pois ela consegue se equilibrar bem na narrativa. É, assim, multimídia, como diz a capa com citação de The Washington Post.


(clique em cima para melhor visualização)

Há muitos rolos e desenroladas nessa trama e achei bem impressionante como Melanie consegue concatenar e conciliar tudo em deliciosas e misteriosas 400 páginas. Isso porque Alice pode ser um pouco transloucada, ela tenta resolver os problemas antes que fiquem bem maiores, mas sua família e amigos têm outra ideia sobre o que são reais problemas.

Às vezes pode ser muito para uma matriarca, às vezes muita coisa pode passar por debaixo de seus narizes e aí que mora o perigo. Melanie mostra que até o mais perfeito-imperfeito-perfeito casal pode ter suas dúvidas e crises e às suas maneiras tentam dar um jeito nisso. Mistérios então, não faltam para embaralhar a cabeça dessa Esposa 22, que, por vez, pode estar se envolvendo demais com um tal Pesquisador 101. 
O que eu posso fazer?
Pode me dizer seu nome.
Não posso.
Imagino que você tenha um tipo de nome antiquado. Como Charles ou James. Ou talvez algo mais moderno, como Walker.
Você percebe que tudo muda quando sabemos os nomes uns dos outros. É fácil revelar o nosso eu verdadeiro a estranhos. Muito mais difícil é revelar essas verdades para quem a gente conhece.

Gostei bastante como a autora partiu de um momento tão crucial da história e trouxe mais quinhentos nesses entrelaces de cotidiano real e cotidiano virtual. Essa ideia de como ambas as esferas podem coexistir, e às vezes prejudicar nossa convivência e comunicação, é uma boa jogada nesse romance. Com uma escrita bem leve, clean e simples, a autora mostra que nem sempre é preciso absurdos ou tramas extraordinárias para apresentar uma boa história interessante e engraçada. Bateu até feelings de Martha Medeiros.
Isso é fácil. Muito fácil. Quem diria que a confissão poderia poderia trazer tamanha descarga de dopamina?

Entre mistérios, loucuras e costumes, Esposa 22 mostra ser uma verdadeira pegadinha para os leitores. Mais que mera comédia e mais que mera história de família, há ganchos e há grandes reviravoltas à espreita para surpreender. Quando você acha que vai ser clichê, a Melanie vai lá e te arrasa, simples assim. Já quero conhecer outros trabalhos dessa moça! 

Adorei a capa, guarda bem os mistérios que envolvem a trama. Quanto à edição e os momentos virtuais, ficaram todos bem apresentados dentre os curtos capítulos. Tem surpresinha também ao final, uma que vai fazer você praticamente voltar ao início e começar tudo de novo.

Preparem as etiquetas adesivas e o coração, porque esse, ah, esse é pra se encher de amor <3
Você está em guerra?  Possivelmente.
Como alguém pode estar em guerra “possivelmente”? Não seria óbvio?
A guerra nem sempre é óbvia, ainda mais quando a pessoa está em guerra consigo mesma.
Que tipo de guerra a pessoa normalmente trava consigo mesma?
Uma guerra em que um lado da pessoa acha que ela está cruzando uma linha e o outro acha que essa linha está pedindo para ser cruzada.
Pesquisador 101? Está me chamando de pedinte?
De jeito nenhum, Esposa 22.
Bem, então está me chamando de linha?
Talvez.
Uma linha que você está pisando?
Basta me mandar parar.
Esposa 22? 


Até a próxima!

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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Resenha Dupla: “A Garota Que Você Deixou Para Trás” (Jojo Moyes)

*Por Mary e Kleris*: Oi, pessoal! Hoje tem resenha especial e em dupla para esse livro impressionante da Jojo Moyes. Quem “traumatizou” ou corre de Como Eu Era Antes de Você, chega mais que em A Garota Que Você Deixou Para Trás a autora com certeza é perdoada.

Liv é uma mulher que ficou recentemente viúva, mas ainda não superou muito bem a perda, vivendo solitariamente em uma bonita construção projetada pelo finado marido arquiteto. Além da vida fria dentro da casa minimalista e impessoal, Liv precisa lidar com os problemas financeiros e sua dificuldade em desapegar das coisas que lhe trazem lembranças.

Inesperadamente, entram em sua vida uma antiga colega de faculdade, Mo, e um investigador de obras de arte desaparecidas, Paul. Em meio a isso, um quadro de passado obscuro comprado durante sua lua de mel se vê no centro de uma disputa judicial, ao mesmo tempo em que Liv começa a descobrir – muito além do valor monetário da obra – a história por trás da pintura e de que modo “A Garota” viajou pela Europa durante a Primeira Guerra Mundial, reaparecendo décadas depois nas mãos de uma jornalista americana.

De início, já desejo mencionar a minha admiração pela capacidade da Jojo Moyes de se reinventar. Confesso que comprei esse livro já esperando algo que seguisse a mesma linha de Como Eu Era Antes de Você, mas me enganei redondamente. Até mesmo a estruturação da narrativa é distinta.

Aqui, Jojo divide a história em duas partes, a primeira sendo como um livro independente, no qual se conta a história de Sophie, em primeira pessoa; e, a segunda, escrita em terceira pessoa, nos dias atuais, introduzindo o leitor ao mundo de Liv e Paul, intercalados com capítulos continuadores da história de Sophie.

Achei estranha, no começo, essa divisão completa das partes e posso dizer que inclusive foi difícil me adaptar, mas isso aconteceu naturalmente. É meio chocante, porque, ao terminar a primeira parte, você encontra a vida de Liv e ocorre uma espécie de quebra. São duas histórias absolutamente distintas, a priori. Porém, no decorrer da obra, a autora faz sua mágica, entrelaçando as tramas de tal maneira, que nem mesmo a distância temporal é capaz de afastar as duas protagonistas. 

Ela se parece com você.

Ela não se parece nada comigo.

É interessante como o universo brinca com os caminhos das duas. Pelas quase 400 páginas as histórias paralelas dão todo um ar de suspense, ansiedade e reservas. Moyes nos arrebata a ponto de não querermos deixar nenhum personagem para pular para outra “visão”, mesmo que muitas perguntas nos suguem para outros pontos da história.

Das diversas questões que nos chamam atenção, uma que se destaca é a significância que ganha o quadro A Garota Que Você Deixou Para Trás entre essas vidas. Como poderia uma simples obra mover céus e terras?

Não é apenas um quadro e não é apenas um conflito.

Há dois pontos importantes a serem discutidos sobre a primeira parte.
A primeira delas diz respeito à impressionante ambientação feita pela Jojo Moyes de uma cidade francesa ocupada pelas tropas alemãs durante a Primeira Guerra Mundial, em meados de 1916. A autora menciona nos agradecimentos o livro que utilizou para tanto, mas, caramba, a descrição dela nos faz sentir como se estivéssemos vivendo aquele momento, em que os moradores são subjugados ao poder dos soldados alemães e obrigados a aceitar uma intrusão à cidade. E, mais que isso, às suas vidas. Para quem aprecia História, sobretudo esse corte de estudo das Guerras Mundiais, imagino que ficará bem satisfeito com o resultado conferido pelo talento da Jojo. 

O relógio do avô de René Grenier começara a soar. Isso, reconhecia-se, era um desastre. O relógio estava enterrado havia meses no canteiro lateral da casa, com o bule de chá de prata, quatro moedas de ouro e o relógio de bolso do avô, para evitar que sumissem nas mãos dos alemães.

O plano dera certo – de fato, quando se andava na cidade, o chão rangia por causa dos objetos de valor que haviam sido enterrados às pressas em jardins e caminhos – até Madame Poilâne entrar no bar numa fria manhã de novembro e interromper o jogo de dominó de René com a notícia de que a cada quarto de hora soavam badaladas abafadas sob o que restava das cenouras dele.


E o segundo ponto que merece destaque nesta primeira parte da obra, julgo que seja a própria Sophie e sua fé inabalável. Ela é o tipo de pessoa que vê tudo dando errado, o mundo caindo na sua cabeça e tudo indica que a coisa só piora, mas ela está lá. Firme. Confiante. Todas as pessoas ao seu redor já desistiram, sucumbiram e acham que ela só pode ter enlouquecido por acreditar tanto no melhor do futuro – e das pessoas, consequentemente. A sociedade, como sempre, é insana. 

— Você acha mesmo que nós duas podemos ir para a nossa terra? Para St. Péronne? Depois do que fizemos?

O soldado começou a se endireitar, esfregando os olhos. Parecia irritado, como se nossa conversa o tivesse acordado.

— Bem... talvez não agora – gaguejei. – Mas podemos voltar à França. Um dia. As coisas serão...

Foi por uma matéria de revista que a família de Sophie reencontrou o quadro pendurado na casa de Liv; eles vinham há tempos reunindo os trabalhos do pintor de A Garota. Por força de um processo legal de restituição de bens, crendo que o quadro fora mais um roubado pelos alemães na época da Primeira Guerra, eles querem a obra de volta. Liv entra nesse embate porque não aceita que a vida lhe tire mais um pedaço.

É estranho sair do início do século XX para o início do XXI na segunda parte da narrativa, mas aos poucos vemos como essa primeira ambientação se faz necessária para a história. Moyes poderia ter omitido toda essa visão e fico feliz que não tenha feito. Me senti na pele de Liv sempre pensando na Sophie e tendo expectativas sobre seu destino. É bem sobre os valores que agregamos às coisas e como faz que não só imaginemos uma história presenciada por estas, mas também sobre como nos importemos com aqueles que também já tomaram o mesmo objeto como parte de si.

Ao nos guiar para essa segunda trama, Jojo nos envolve numa mais que acirrada briga, que vai além desse processo judicial. Liv conheceu Paul, um cara gentil, maravilhoso e honesto, quem aflora sentimentos há muito esquecidos. Mas de novo o universo brinca com o destino, pois o trabalho de Paul revela-se um real conflito, já que ele está encarregado deste caso em específico, o retorno do quadro A Garota Que Você Deixou Para Trás às mãos da família.

Mas essas pessoas realmente se importam com o quadro? Quem deve ficar com a obra? Quem merece estar com ela? Melhor: com Sophie?

O que me surpreendeu nesse livro foi a força demonstrada pelas duas personagens, que, além de bem construídas, nos mostram o que é a verdadeira perseverança. Dotadas de tamanha fé, elas permanecem com seus ideais e lutam contra o mundo desolador, mesquinho e egoísta, mesmo quando nem tudo está ao seu favor. Jojo novamente nos coloca a prova quando o assunto é a confiança e, primordialmente, a escolha.

Apesar de todo esse clima de guerra, dominação alemã, processo e julgamentos, a história não pincela um drama por completo. Há momentos de tensão sim, mas há também momentos doces, engraçados e esperançosos. Para eles existem Hélene, Herr Kommandant, Mo, Greg, o pai de Liv, e, claro, Paul. Se você já teve seu coração arrancado pela autora em outro livro, aqui em A Garota ela trata de costurá-lo de volta.

Eles chegam à quadra dela, e ele ri do primeiro encontro deles; de Mo e de sua aparente convicção de que ele era um ladrão de bolsas.

— Vou fazer você pagar aquela recompensa de quatro libras — diz ele, impassível.  — Mo disse que eu tinha direito a ela.
— Mo também acha que é absolutamente aceitável colocar detergente nas bebidas de clientes de quem a gente não gosta.
[...]
— Mo está sendo desperdiçada nesse trabalho. Tem lugar para essa moça no crime organizado. 

Vale aqui uma nota sobre a edição. Semelhante à Como Eu Era Antes de Você, a capa é uma delicadeza só. Não pensem, por isso, que é alguma continuação (vide nota ao fim desta resenha). Assim como a editora preservou a capa original, conservaram o título, que é desses que tem uma força de presença tremenda na história. Percebemos isso cada vez mais após a leitura assentar.

Outro dia encerrei a resenha de Louco Por Você com o trecho de um episódio da série Forever, que condizia com o conflito debatido no livro. Curiosamente, a coincidência novamente ocorreu e, dia desses, vendo a série, me deparei com um episódio que se relaciona perfeitamente ao tema de A Garota Que Você Deixou Para Trás. Achei que seria legal repetir a dose.

“A expiação pode ocorrer de diversas formas. Um pedido sincero de desculpas, um grande gesto, uma prece silenciosa. Ou algo mais complexo, mais obscuro, mais difícil de se decifrar. E embora seja verdade que nenhuma expiação é capaz de mudar o passado, ela tem o poder de nos curar, de restaurar relacionamentos e ligações que pensávamos estarem perdidos para sempre.”

Precisamos dizer que recomendamos muitíííííííííssimo?


P.S.: O que será novamente de nossos corações quando After You (Depois de Você), a CONFIRMADA continuação de Como Eu Era Antes de Você, chegar?


 
Ana Liberato